<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-0283</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Enf. Ref.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-0283</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-02832011000300006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1119</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores influenciadores dos cuidados de enfermagem domiciliários na prevenção de úlceras por pressão]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors influencing domiciliary nursing care for the prevention of pressure ulcers]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Factores que influyen en los cuidados de enfermería domiciliarios en la prevención de úlceras por presión]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alexandre Marques]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Soriano]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Verdú]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade dos Açores” orgdiv1=”Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidad de Alicante Escuela Universitaria del departamento de Enfermería Comunitaria, Medicina Preventiva y Salud Pública e História de la Ciencia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>serIII</volume>
<numero>5</numero>
<fpage>55</fpage>
<lpage>63</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-02832011000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-02832011000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-02832011000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Os valores epidemiológicos de úlceras por pressão (UPP) nos cuidados domiciliários são mais elevados do que nos outros níveis de cuidados, na Região Autónoma dos Açores (RAA). Pretende-se analisar os fatores que influenciam os cuidados de enfermagem na prevenção de UPP do serviço domiciliário, de forma que possam ser controlados ou potenciados, para proporcionar cuidados de qualidade. O Estudo quantitativo descritivo, tendencialmente analítico, inclui todos os enfermeiros de cuidados domiciliários da RAA. Efetuada análise de conteúdo das questões abertas, seguiu-se uma análise quantitativa através do programa estatístico SPSS 16.0. Verifica-se que uma minoria de enfermeiros efetua uma avaliação do risco de desenvolver UPP; a maioria dos enfermeiros implica o cuidador informal; a formação dos enfermeiros é atual. Constata-se uma reduzida quantidade de dispositivos de alívio de pressão bem como a escassa existência de protocolos de prevenção. Os fatores que influenciam positiva e negativamente os cuidados adequados dependendo da sua abundância ou escassez são, por um lado, os recursos materiais e recursos humanos, a formação dos enfermeiros e as políticas de prevenção das instituições e por outro lado, a frequência das visitas domiciliárias, a implicação dos cuidadores e a parceria com outros profissionais de saúde como potenciadores da prevenção das UPP.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Epidemiological levels of pressure ulcers (PU) in domiciliary care are higher than those in any other type of care in the Azores Region (AR). Our goal is to analyze the factors that influence nursing care for PU prevention in domiciliary care, so that they can be monitored or improved to provide quality care. A quantitative descriptive study, with an analytical intention, was carried out, and included all AR domiciliary care nurses. We analyzed the content of open questions, and this was followed by a quantitative analysis using the SPSS 16.0 statistical program. From this data analysis we showed that there is a small percentage of nurses who evaluate the risk of developing a PU; the majority of the nurses include the informal caregiver; the nurses’ training in this area is up-to-date. We found a reduced amount of pressure relief devices and a scarce availability of prevention protocols. The factors that positively or negatively influence satisfactory care, depending on its abundance or scarcity are: material resources and human resources; nursing training and internal prevention policies of the institutions. On the other hand, the frequency of domiciliary visits, involvement of caregivers and partnership with other healthcare professionals are enhancers of PU prevention.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Los valores epidemiológicos de las úlceras por presión (UPP) en los cuidados domiciliarios son más elevados que en los demás niveles de cuidados, en la Región Autónoma de las Azores (RAA). Se pretende analizar los factores que influyen en los cuidados de enfermería en la prevención de la UPP del servicio domiciliario, de forma a que puedan ser controlados o potenciados, para proporcionar cuidados de calidad. El estudio cuantitativo descriptivo, tendencialmente analítico, incluye a todos los enfermeros de cuidados domiciliarios de la RAA. Tras efectuarse el análisis del contenido de las cuestiones en abierto, se llevó a cabo un análisis cuantitativo a través del programa estadístico SPSS 16.0. Se comprobó que tan solo una minoría de enfermeros conduce una evaluación del riesgo del desarrollo de una UPP; la mayoría de los enfermeros implica al cuidador informal; la formación de los enfermeros es actual. Se constata una reducida cantidad de dispositivos de alivio de presión así como la escasa existencia de protocolos de prevención. Los factores que influyen positiva y negativamente en los cuidados adecuados según su abundancia o escasez son, por un lado, los recursos materiales y los recursos humanos, la formación de los enfermeros y las políticas de prevención de las instituciones y por otro lado, la frecuencia de las visitas domiciliarias, la implicación de los cuidadores y la colaboración con otros profesionales de la salud como potenciadores de la prevención de las UPP.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[úlcera por pressão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[prevenção primária]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[serviços de assistência domiciliar]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[pressure ulcer]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[primary prevention]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[domiciliary nursing services]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[úlcera por presión]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[prevención primaria]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[servicios de asistencia domiciliaria]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Fatores influenciadores dos cuidados de enfermagem domicili&aacute;rios na preven&ccedil;&atilde;o de &uacute;lceras por press&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Alexandre Marques Rodrigues*</b>; <b>Jos&eacute; Verd&uacute; Soriano**</b></p>     <p>* Mestre. Assistente do 1&ordm; Tri&eacute;nio - Escola Superior de Enfermagem de Angra do Hero&iacute;smo – Universidade dos A&ccedil;ores [<a href="mailto:amrodrigues@uac.pt">amrodrigues@uac.pt</a>].</p>     <p>** Doutorado. Profesor Titular - Escuela Universitaria del Departamento de Enfermer&iacute;a Comunitaria, Medicina Preventiva y Salud P&uacute;blica e Historia de la Ciencia – Universidad de Alicante [<a href="mailto:pepe.verdu@ua.es">pepe.verdu@ua.es</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Os valores epidemiol&oacute;gicos de &uacute;lceras por press&atilde;o (UPP) nos cuidados domicili&aacute;rios s&atilde;o mais elevados do que nos outros n&iacute;veis de cuidados, na Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores (RAA).</p>     <p>Pretende-se analisar os fatores que influenciam os cuidados de enfermagem na preven&ccedil;&atilde;o de UPP do servi&ccedil;o domicili&aacute;rio, de forma que possam ser controlados ou potenciados, para proporcionar cuidados de qualidade. O Estudo quantitativo descritivo, tendencialmente anal&iacute;tico, inclui todos os enfermeiros de cuidados domicili&aacute;rios da RAA. Efetuada an&aacute;lise de conte&uacute;do das quest&otilde;es abertas, seguiu-se uma an&aacute;lise quantitativa atrav&eacute;s do programa estat&iacute;stico SPSS 16.0.</p>     <p>Verifica-se que uma minoria de enfermeiros efetua uma avalia&ccedil;&atilde;o do risco de desenvolver UPP; a maioria dos enfermeiros implica o cuidador informal; a forma&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros &eacute; atual. Constata-se uma reduzida quantidade de dispositivos de al&iacute;vio de press&atilde;o bem como a escassa exist&ecirc;ncia de protocolos de preven&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os fatores que influenciam positiva e negativamente os cuidados adequados dependendo da sua abund&acirc;ncia ou escassez s&atilde;o, por um lado, os recursos materiais e recursos humanos, a forma&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros e as pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e por outro lado, a frequ&ecirc;ncia das visitas domicili&aacute;rias, a implica&ccedil;&atilde;o dos cuidadores e a parceria com outros profissionais de sa&uacute;de como potenciadores da preven&ccedil;&atilde;o das UPP.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: &uacute;lcera por press&atilde;o; preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria; servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia domiciliar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Factors influencing domiciliary nursing care for the prevention of pressure ulcers</b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>Epidemiological levels of pressure ulcers (PU) in domiciliary care are higher than those in any other type of care in the Azores Region (AR).</p>     <p>Our goal is to analyze the factors that influence nursing care for PU prevention in domiciliary care, so that they can be monitored or improved to provide quality care. A quantitative descriptive study, with an analytical intention, was carried out, and included all AR domiciliary care nurses. We analyzed the content of open questions, and this was followed by a quantitative analysis using the SPSS 16.0 statistical program.</p>     <p>From this data analysis we showed that there is a small percentage of nurses who evaluate the risk of developing a PU; the majority of the nurses include the informal caregiver; the nurses’ training in this area is up-to-date. We found a reduced amount of pressure relief devices and a scarce availability of prevention protocols.</p>     <p>The factors that positively or negatively influence satisfactory care, depending on its abundance or scarcity are: material resources and human resources; nursing training and internal prevention policies of the institutions.</p>     <p>On the other hand, the frequency of domiciliary visits, involvement of caregivers and partnership with other healthcare professionals are enhancers of PU prevention.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: pressure ulcer; primary prevention; domiciliary nursing services.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Factores que influyen en los cuidados de enfermer&iacute;a domiciliarios en la prevenci&oacute;n de &uacute;lceras por presi&oacute;n</b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>Los valores epidemiol&oacute;gicos de las &uacute;lceras por presi&oacute;n (UPP) en los cuidados domiciliarios son m&aacute;s elevados que en los dem&aacute;s niveles de cuidados, en la Regi&oacute;n Aut&oacute;noma de las Azores (RAA).</p> Se pretende analizar los factores que influyen en los cuidados de enfermer&iacute;a en la prevenci&oacute;n de la UPP del servicio domiciliario, de forma a que puedan ser controlados o potenciados, para proporcionar cuidados de calidad. El estudio cuantitativo descriptivo, tendencialmente anal&iacute;tico, incluye a todos los enfermeros de cuidados domiciliarios de la RAA. Tras efectuarse el an&aacute;lisis del contenido de las cuestiones en abierto, se llev&oacute; a cabo un an&aacute;lisis cuantitativo a trav&eacute;s del programa estad&iacute;stico SPSS 16.0.</p>     <p>Se comprob&oacute; que tan solo una minor&iacute;a de enfermeros conduce una evaluaci&oacute;n del riesgo del desarrollo de una UPP; la mayor&iacute;a de los enfermeros implica al cuidador informal; la formaci&oacute;n de los enfermeros es actual. Se constata una reducida cantidad de dispositivos de alivio de presi&oacute;n as&iacute; como la escasa existencia de protocolos de prevenci&oacute;n.</p>     <p>Los factores que influyen positiva y negativamente en los cuidados adecuados seg&uacute;n su abundancia o escasez son, por un lado, los recursos materiales y los recursos humanos, la formaci&oacute;n de los enfermeros y las pol&iacute;ticas de prevenci&oacute;n de las instituciones y por otro lado, la frecuencia de las visitas domiciliarias, la implicaci&oacute;n de los cuidadores y la colaboraci&oacute;n con otros profesionales de la salud como potenciadores de la prevenci&oacute;n de las UPP.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: &uacute;lcera por presi&oacute;n; prevenci&oacute;n primaria; servicios de asistencia domiciliaria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos &uacute;ltimos tempos tem-se verificado que os sistemas nacionais de sa&uacute;de t&ecirc;m sofrido uma profunda mudan&ccedil;a, principalmente nos pa&iacute;ses desenvolvidos, para que todos os cidad&atilde;os possam usufruir de um modelo social de presta&ccedil;&atilde;o universal de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</p>     <p>A exig&ecirc;ncia induzida pelos gestores e pelos usu&aacute;rios encontra-se cada vez mais a um n&iacute;vel elevado e as respostas das profiss&otilde;es de sa&uacute;de em geral e da Enfermagem em particular tamb&eacute;m t&ecirc;m de acompanhar esta evolu&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o basta apenas prestar cuidados, &eacute; necess&aacute;rio que estes sejam de qualidade indo ao encontro das expectativas de quem os vai receber. Isto obriga os enfermeiros a encontrarem refer&ecirc;ncias, de forma a atingir esses padr&otilde;es de qualidade nos cuidados que prestam.</p>     <p>Considerando que as UPP s&atilde;o um indicador de qualidade dos cuidados prestados, faz todo o sentido que os enfermeiros trabalhem afincadamente esta problem&aacute;tica, tornando-se num tema de relevo para a sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</p>     <p>As UPP surgem em pessoas acamadas por longos per&iacute;odos, com mobilidade reduzida ou nula e com baixas defesas, sendo na sua maioria idosos n&atilde;o escolhem, no entanto, a idade, o sexo, a etnia ou a classe social dos indiv&iacute;duos.</p>     <p>Se olharmos para o impacto que causam na viv&ecirc;ncia, na dor e no sofrimento, quer do cliente, quer dos que o rodeiam, bem como a n&iacute;vel econ&oacute;mico, pelos gastos que se imp&otilde;em a n&iacute;vel de preven&ccedil;&atilde;o e de tratamento, constat&aacute;mos que as UPP constituem, de facto, um grave problema de sa&uacute;de que abrange os diferentes n&iacute;veis de cuidados, do qual os enfermeiros n&atilde;o se podem limitar a ser meros observadores.</p>     <p>Se o objetivo &eacute; obter ganhos em sa&uacute;de para o cliente, mais importante do que o tratamento &eacute; impedir que as UPP se desenvolvam – portanto, a sua preven&ccedil;&atilde;o. Uma UPP deve ser considerada como suscet&iacute;vel de ser prevenida e n&atilde;o apenas como uma complica&ccedil;&atilde;o efetiva de uma doen&ccedil;a ou debilidade, pois a bibliografia existente afirma que a maioria &eacute; pass&iacute;vel de preven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os enfermeiros apresentam-se nesta &aacute;rea como intervenientes privilegiados, pois s&atilde;o os profissionais que diagnosticam e prescrevem as interven&ccedil;&otilde;es capazes de prevenir as UPP, quer seja no contacto direto com o cliente, quer na integra&ccedil;&atilde;o do cuidador informal na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados. Para isso, &eacute; imprescind&iacute;vel refletir sobre todos os aspetos a elas inerentes, de forma a atribuir aos enfermeiros forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico-cient&iacute;fica adequada para ultrapassar esta problem&aacute;tica.</p>     <p>Direcionando o enfoque para os cuidados de sa&uacute;de domicili&aacute;rios, a realidade indica-nos que, para muitos enfermeiros e fam&iacute;lias, torna-se dif&iacute;cil a presta&ccedil;&atilde;o de melhores cuidados. Esta constata&ccedil;&atilde;o adv&eacute;m da n&atilde;o exist&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es habitacionais (barreiras arquitet&oacute;nicas, equipamentos e ajudas t&eacute;cnicas); de dificuldades em lidar com a situa&ccedil;&atilde;o por escassez de conhecimentos; da fragilidade emocional provocada por problemas econ&oacute;micos, profissionais; da diminuta rede familiar e de altera&ccedil;&otilde;es de pap&eacute;is e, ainda, da debilidade f&iacute;sica do cuidador relacionada com a idade e antecedentes de doen&ccedil;a (Rice, 2004).</p>     <p>Estes e outros aspetos justificam a necessidade de adequa&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o dos cuidadores &agrave; realidade existente e &agrave;s determinantes inerentes aos cuidados no domic&iacute;lio. Por esta raz&atilde;o, no que respeita &agrave;s medidas de preven&ccedil;&atilde;o de UPP, s&atilde;o usadas pelos enfermeiros e cuidadores na pr&aacute;tica e n&atilde;o s&atilde;o necessariamente correspondentes &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas (Hulsenboom, 2004).</p>     <p>Neste n&iacute;vel de cuidados, onde a preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria surge como base de a&ccedil;&atilde;o de enfermagem, &eacute; necess&aacute;rio que se reflita e se investigue especificamente sobre a preven&ccedil;&atilde;o das UPP e as condicionantes que esta apresenta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Torna-se necess&aacute;rio compreender de que forma se pode contribuir para a clarifica&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno das UPP, conhecendo quais as perce&ccedil;&otilde;es, pensamentos, sentimentos e a forma de cuidar dos profissionais que influenciam na tomada de decis&atilde;o e na aplica&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o ajustadas (Morison <i>et al</i>., 2004).</p>     <p>Decorrente do exposto surge a quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o: <i>Quais os fatores que influenciam os cuidados dos enfermeiros na preven&ccedil;&atilde;o de UPP aos clientes no domic&iacute;lio, no arquip&eacute;lago dos A&ccedil;ores?</i></p>     <p>Deste modo, atrav&eacute;s de um processo de an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o, pretende-se verificar quais os fatores que influenciam os cuidados dos enfermeiros na preven&ccedil;&atilde;o de UPP no domic&iacute;lio, de forma a contribuir para uma evolu&ccedil;&atilde;o dos cuidados de enfermagem e, consequentemente, para a melhoria da qualidade de vida dos clientes em risco de desenvolver UPP.</p>     <p><b>Objetivo geral</b>: analisar os fatores que influenciam os cuidados de preven&ccedil;&atilde;o em clientes com risco de UPP no domic&iacute;lio, no arquip&eacute;lago dos A&ccedil;ores.</p>     <p><b>Objetivos espec&iacute;ficos</b>: conhecer os aspetos profissionais relativos &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de UPP; verificar a exist&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de para a preven&ccedil;&atilde;o de UPP; identificar os dispositivos de al&iacute;vio de press&atilde;o existentes nas institui&ccedil;&otilde;es; conhecer a forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da preven&ccedil;&atilde;o de UPP dos enfermeiros; conhecer se os cuidadores informais s&atilde;o implicados na preven&ccedil;&atilde;o de UPP; determinar a dist&acirc;ncia dos domic&iacute;lios em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de; descrever os cuidados de preven&ccedil;&atilde;o aos clientes com risco de UPP prestados pelos enfermeiros no domic&iacute;lio; analisar o efeito que os diferentes fatores encontrados provocam na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fundamenta&ccedil;&atilde;o Te&oacute;rica</b></p>     <p>O comportamento do enfermeiro traduz-se pela a&ccedil;&atilde;o ou rea&ccedil;&atilde;o perante determinada situa&ccedil;&atilde;o. Esta a&ccedil;&atilde;o depender&aacute; da singularidade da situa&ccedil;&atilde;o e das caracter&iacute;sticas individuais, envolventes e institucionais existentes.</p>     <p>Esta realidade transparece na preven&ccedil;&atilde;o de UPP, pois a a&ccedil;&atilde;o deve ser focada na etiologia para poder ser modificada e orientada. Efetivamente, ter&aacute; de ser ajustada para serem prestados cuidados com qualidade tendo em conta os v&aacute;rios fatores que a podem influenciar: o n&uacute;mero e distribui&ccedil;&atilde;o do pessoal; o tempo de cuidados; o tipo de material de preven&ccedil;&atilde;o; a forma&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia; a motiva&ccedil;&atilde;o dos profissionais, os protocolos de preven&ccedil;&atilde;o, a identifica&ccedil;&atilde;o de clientes com risco e multidisciplinaridade entre profissionais (Lyder e Van Rijswijk, 2005). Estes aspetos tornam-se importantes na medida em que contribuem para uma melhoria na qualidade dos cuidados e diminuem a incid&ecirc;ncia das UPP.</p>     <p>No exerc&iacute;cio profissional de enfermagem, teoricamente, o tempo de experi&ecirc;ncia induz o aumento da capacidade de resposta face a situa&ccedil;&otilde;es previstas e n&atilde;o previstas. Pancorbo Hidalgo <i>et al</i>. (2007) afirma que uma maior experi&ecirc;ncia melhora a pr&aacute;tica, no entanto, explica tamb&eacute;m, que a partir dos 20 anos de experi&ecirc;ncia profissional &eacute; poss&iacute;vel existir uma desatualiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas devido ao cansa&ccedil;o, &agrave; rotina e &agrave; menor capacita&ccedil;&atilde;o cognitiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aliada &agrave; maturidade profissional, dever&aacute; ser real&ccedil;ada a import&acirc;ncia da responsabiliza&ccedil;&atilde;o pelos cuidados prestados, pois o facto de o enfermeiro se desresponsabilizar pela preven&ccedil;&atilde;o das UPP influencia o interesse no problema, o que, por sua vez, aumenta a dificuldade em motivar-se para a inova&ccedil;&atilde;o dos cuidados. Buss (2004) real&ccedil;a que a falta de envolvimento e de interesse torna-se um fator que dificulta a ado&ccedil;&atilde;o de cuidados de preven&ccedil;&atilde;o adequados e, consequentemente, promove o desenvolvimento de &uacute;lceras, o que torna o trabalho pouco gratificante.</p>     <p>Um dos factores motivacionais para os enfermeiros prende-se com a oferta de forma&ccedil;&atilde;o para atualiza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e dirigida aos seus objetivos profissionais. De acordo com alguns estudos efetuados na &aacute;rea, verifica-se que os enfermeiros disp&otilde;em de um bom grau de conhecimentos na &aacute;rea da preven&ccedil;&atilde;o e dos factores de risco, situando-se entre os 73 e 85% os valores de conhecimentos gerais (Pancorbo <i>et al</i>., 2007). Estes dados indicam que os enfermeiros est&atilde;o despertos, al&eacute;m dos cuidados de preven&ccedil;&atilde;o, para os factores predisponentes das UPP, o que se torna numa mais-valia para a antecipa&ccedil;&atilde;o da sua ocorr&ecirc;ncia.</p>     <p>O conhecimento dos fatores de risco e das medidas preventivas, por si s&oacute;, pode n&atilde;o ser indicador de que os enfermeiros, na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, est&atilde;o atentos &agrave; problem&aacute;tica ou prestam, de facto, os cuidados que explicitam. A este respeito, Gunninberg <i>et al</i>. (2001) refere que, por vezes, os enfermeiros apresentam altos conhecimentos na &aacute;rea, mas n&atilde;o os utilizam na defini&ccedil;&atilde;o de prioridades, aplica&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e m&eacute;todos de preven&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica.</p>     <p>Quando falamos em forma&ccedil;&atilde;o e em conhecimentos e, sendo este um estudo desenvolvido em &acirc;mbito comunit&aacute;rio, n&atilde;o podemos negligenciar o desempenho dos familiares ou cuidadores informais na preven&ccedil;&atilde;o das UPP e, at&eacute; mesmo, o dos pr&oacute;prios clientes com capacita&ccedil;&atilde;o para tal. Nos cuidados domicili&aacute;rios, os cuidadores t&ecirc;m um papel importante nos cuidados ao cliente, pois o constante acompanhamento di&aacute;rio &eacute; efetuado por eles. Assim, devem estes ser capacitados para dar resposta &agrave;s necessidades dos clientes, ou para estabelecer a liga&ccedil;&atilde;o com o profissional de sa&uacute;de que efetua a visita domicili&aacute;ria.</p>     <p>Nesta sequ&ecirc;ncia de ideias, e referenciando Dopieralda <i>et al</i>. (2007), &eacute; necess&aacute;rio habilitar os cuidadores para uma efetiva preven&ccedil;&atilde;o das UPP, apoiando-os na escolha e implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias adequadas &agrave;s necessidades dos indiv&iacute;duos sob os seus cuidados.</p>     <p>Al&eacute;m dos recursos humanos: profissionais de sa&uacute;de e cuidadores informais – n&atilde;o podemos descurar a import&acirc;ncia que reside nos “instrumentos” que estes dever&atilde;o ter a seu alcance para minimizar a press&atilde;o no contacto direto com o corpo do cliente: os dispositivos de al&iacute;vio de press&atilde;o.</p>     <p>Os recursos materiais s&atilde;o fundamentais para os cuidados e para o bom funcionamento das organiza&ccedil;&otilde;es, contribuindo para que os funcion&aacute;rios possam dar resposta adequada &agrave;s necessidades dos clientes e &agrave;s exig&ecirc;ncias da organiza&ccedil;&atilde;o. Devem ser adequados em qualidade e quantidade e estar dispon&iacute;veis, de forma que a sua redu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o sirva de desculpa para a n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o de cuidados ou para a desmotiva&ccedil;&atilde;o dos profissionais. As limita&ccedil;&otilde;es destes dispositivos incluem o custo, a disponibilidade e o ajuste aos diferentes ambientes de cuidados, pois nos servi&ccedil;os domicili&aacute;rios pode n&atilde;o ser poss&iacute;vel o seu uso (Iglesias <i>et al</i>., 2006).</p>     <p>Dopierala <i>et al</i>. (2007) acrescenta que, al&eacute;m da falta de equipamento especial e de materiais para a preven&ccedil;&atilde;o, o aumento da preval&ecirc;ncia de UPP &eacute; muitas vezes consequente do n&uacute;mero reduzido de profissionais, o que aumenta a carga de trabalho atribu&iacute;da. A n&iacute;vel dos cuidados domicili&aacute;rios, o acompanhamento &eacute; efetuado atrav&eacute;s de visitas domicili&aacute;rias, e a sua frequ&ecirc;ncia &eacute; instaurada em fun&ccedil;&atilde;o dos recursos humanos existentes.</p>     <p>Considerada a necessidade de dispor dos recursos atr&aacute;s evidenciados, tamb&eacute;m a pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e a sua din&acirc;mica interna e externa apresentam um papel ativo para a melhoria dos cuidados preventivos das UPP. Para que haja uma envolv&ecirc;ncia institucional ativa, s&atilde;o implicadas mudan&ccedil;as no sistema que dever&atilde;o ser avaliadas, quer pelo enfermeiro prestador de cuidados, quer pelo enfermeiro respons&aacute;vel da organiza&ccedil;&atilde;o, cabendo ao &uacute;ltimo a avalia&ccedil;&atilde;o das necessidades reais e a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que sejam capazes de lhe dar o m&aacute;ximo de resposta. Assim, &eacute; importante que estejam salvaguardados alguns princ&iacute;pios, excluindo o facilitismo, que sustentem uma boa din&acirc;mica de organiza&ccedil;&atilde;o e de capacidade de resposta: as dificuldades para obter dispositivos de redistribui&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o, a quantidade de recursos humanos, o processo de comunica&ccedil;&atilde;o estabelecido e lacunas na lideran&ccedil;a ou nas pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o institu&iacute;das (Calianno, 2007).</p>     <p>Neste tipo de cuidados, os protocolos, guias ou orienta&ccedil;&otilde;es predefinidas demonstram melhoria consider&aacute;vel nos cuidados prestados. Para isso, &eacute; necess&aacute;rio um processo de atualiza&ccedil;&atilde;o e verifica&ccedil;&atilde;o da sua aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica, pois alguns estudos sobre a qualidade dos cuidados de enfermagem, para clientes em servi&ccedil;o domicili&aacute;rio, revelaram que as medidas de preven&ccedil;&atilde;o de UPP raramente estavam de acordo com <i>guidelines</i> baseadas na evid&ecirc;ncia (Wipke-Tevis <i>et al</i>., 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pol&iacute;tica da organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de torna-se determinante, n&atilde;o s&oacute; quanto &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de qualidade, como tamb&eacute;m a n&iacute;vel dos factores motivadores dos seus profissionais, na medida em que, por um lado, apresenta uma linha orientadora na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, por outro, contribui para a estimula&ccedil;&atilde;o na realiza&ccedil;&atilde;o desses cuidados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho opt&aacute;mos pela metodologia quantitativa atrav&eacute;s de um estudo descritivo, tendencialmente anal&iacute;tico por permitir descrever e explorar as diferentes vari&aacute;veis, explicitando as significa&ccedil;&otilde;es dadas pelos participantes e investigador (Fortin, 2009).</p>     <p>Al&eacute;m das vari&aacute;veis de atributo - <i>idade, sexo, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e categoria profissional</i> - emergiram da quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, uma vari&aacute;vel dependente - <i>cuidados de preven&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros</i> - e v&aacute;rias independentes - <i>experi&ecirc;ncia profissional; conhecimentos dos enfermeiros; cuidadores implicados na preven&ccedil;&atilde;o de UPP; dist&acirc;ncia dos domic&iacute;lios &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de refer&ecirc;ncia; pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o; recursos humanos e recursos materiais</i>.</p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o integra a totalidade dos enfermeiros (99) que, no momento da recolha de dados, prestam cuidados domicili&aacute;rios no Arquip&eacute;lago dos A&ccedil;ores, bem como os 13 enfermeiros respons&aacute;veis das respetivas institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</p>     <p>Os dois instrumentos utilizados para a recolha de dados foram question&aacute;rios constru&iacute;dos para o efeito, constitu&iacute;dos por quest&otilde;es abertas e fechadas.</p>     <p>O question&aacute;rio para os enfermeiros respons&aacute;veis pelas institui&ccedil;&otilde;es versa quest&otilde;es acerca da popula&ccedil;&atilde;o abrangida pela organiza&ccedil;&atilde;o; o n&uacute;mero de clientes atendidos em cuidados domicili&aacute;rios; o n&uacute;mero de clientes com risco de desenvolver UPP e com UPP; a localiza&ccedil;&atilde;o e dispers&atilde;o dos domic&iacute;lios em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de refer&ecirc;ncia; os protocolos de atua&ccedil;&atilde;o para a preven&ccedil;&atilde;o de UPP e os recursos humanos e materiais de que a unidade de sa&uacute;de disp&otilde;e no servi&ccedil;o domicili&aacute;rio.</p>     <p>O question&aacute;rio aplicado aos enfermeiros de cuidados domicili&aacute;rios &eacute; composto, na primeira parte, por quest&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas e socioprofissionais; na segunda parte, enuncia quest&otilde;es relativas aos cuidados de preven&ccedil;&atilde;o; na terceira parte incide sobre as quest&otilde;es da forma&ccedil;&atilde;o e conhecimentos sobre preven&ccedil;&atilde;o de UPP e, por fim, na quarta parte, encerra com quest&otilde;es sobre as medidas institucionais.</p>     <p>Decidimos que a valida&ccedil;&atilde;o de ambos os instrumentos fosse efetuada em dois per&iacute;odos: valida&ccedil;&atilde;o por peritos e preteste. Inicialmente, pela an&aacute;lise cr&iacute;tica de peritos na &aacute;rea que verificaram a pertin&ecirc;ncia de cada quest&atilde;o face &agrave; quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o e aos objetivos do trabalho. Desta valida&ccedil;&atilde;o, obteve-se um &iacute;ndice aceit&aacute;vel de validade de conte&uacute;do dos question&aacute;rios, apresentando o question&aacute;rio para os enfermeiros de cuidados domicili&aacute;rios um &iacute;ndice de valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do de 0,86 e o question&aacute;rio para os respons&aacute;veis das organiza&ccedil;&otilde;es, um &iacute;ndice de 0,88.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois de realizadas as altera&ccedil;&otilde;es sugeridas pelos peritos, foi efetuado um preteste. Decorreu na Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira, numa amostra de 10% da popula&ccedil;&atilde;o envolvida no estudo, de forma a verificar a certifica&ccedil;&atilde;o da clareza e imparcialidade da formula&ccedil;&atilde;o do instrumento, bem como a sua adequa&ccedil;&atilde;o na obten&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es pretendidas.Para a aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios foi selecionado um enfermeiro de refer&ecirc;ncia em cada institui&ccedil;&atilde;o para receber, distribuir e coordenar o preenchimento dos question&aacute;rios, proceder &agrave; sua recolha e ao posterior envio ao investigador.</p>     <p>Durante todas as etapas do estudo foram assegurados os princ&iacute;pios &eacute;ticos imprescind&iacute;veis a qualquer investiga&ccedil;&atilde;o. Assim, procedeu-se &agrave; informa&ccedil;&atilde;o de todos os sujeitos sobre as caracter&iacute;sticas do estudo, assim como garantidas a privacidade, a confidencialidade e o anonimato, quer dos sujeitos, quer dos dados recolhidos.</p>     <p>Para an&aacute;lise dos dados, procedeu-se a uma an&aacute;lise de conte&uacute;do das quest&otilde;es abertas seguindo-se uma an&aacute;lise quantitativa das vari&aacute;veis atrav&eacute;s do programa estat&iacute;stico <i>SPSS 16.0</i> e o estudo das rela&ccedil;&otilde;es existentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o </b></p>     <p>A preven&ccedil;&atilde;o de UPP torna-se numa problem&aacute;tica emergente nos cuidados domicili&aacute;rios na Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores, na medida em que os resultados de preval&ecirc;ncia encontrados neste estudo que foram de 26,49%, ascendendo at&eacute; aos 30,64% na popula&ccedil;&atilde;o em risco de desenvolver UPP que &eacute; 86,45% da atendida nos cuidados domicili&aacute;rios. Estes valores apesar de se enquadrarem nos valores (4,4% a 33%) que a literatura predefine, situam-se com proximidade aos valores mais elevados encontrados.</p>     <p>Ao analisar os aspetos profissionais, verific&aacute;mos que as interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem priorizadas pelos enfermeiros s&atilde;o a preven&ccedil;&atilde;o de UPP (65,7%) e a Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de (58,6%), o que traduz a primazia atribu&iacute;da pelos enfermeiros a dois focos de alta sensibilidade aos cuidados de enfermagem: a &uacute;lcera por press&atilde;o e o conhecimento.</p>     <p>A preven&ccedil;&atilde;o das UPP engloba-se na vasta &aacute;rea de preven&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es e como um fator contribuinte para a melhoria da qualidade de vida, pelo que, Martins (2004) afirma que, nos cuidados domicili&aacute;rios, o exerc&iacute;cio do enfermeiro deve incidir na maximiza&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia, na preven&ccedil;&atilde;o das complica&ccedil;&otilde;es, na promo&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida, bem como, em situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a terminal, no al&iacute;vio da dor e de outros desconfortos.</p>     <p>Como suporte destes cuidados e, tornando-se ele num cuidado central a este n&iacute;vel de atua&ccedil;&atilde;o, o conhecimento transmitido pela educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de apresenta um papel central “… dado as visitas dos t&eacute;cnicos de enfermagem serem feitas intervaladamente, quer o utente, quer o prestador de cuidados devem ter a capacidade de dar resposta &agrave;s necessidades que surgem em termos de cuidados de sa&uacute;de na aus&ecirc;ncia do enfermeiro” (Rice, 2004, p. 107).</p>     <p>Cientes desta articula&ccedil;&atilde;o defendida por Rice, os enfermeiros de cuidados de sa&uacute;de domicili&aacute;rios da RAA incutem a responsabiliza&ccedil;&atilde;o pela preven&ccedil;&atilde;o das UPP a tr&ecirc;s intervenientes: enfermeiro, cuidador informal e o cliente, com 100%, 92,9% e 57,6% respetivamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A implementa&ccedil;&atilde;o de protocolos de atua&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel institucional torna-se numa necessidade emergente, aumentando a exig&ecirc;ncia dos cuidados ao mesmo tempo que cria padr&otilde;es de atua&ccedil;&atilde;o que se adequam &agrave; individualidade dos clientes, considerando que dever&atilde;o ser baseados na melhor evid&ecirc;ncia. Tal como justifica Verd&uacute; (2005), dever&atilde;o ser baseadas nos consensos dos profissionais, no entanto, torna-as mais fi&aacute;veis se existir uma evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica dispon&iacute;vel que as justifique. Neste estudo, verific&aacute;mos que nas institui&ccedil;&otilde;es, a exist&ecirc;ncia de protocolos &eacute; escassa, pois apenas existem em 8,7% das mesmas.</p>     <p>Reportando-nos, especificamente, &agrave;s escalas de avalia&ccedil;&atilde;o de risco, est&atilde;o implementadas em 21,7% das institui&ccedil;&otilde;es. E, seguindo a ideia de Pancorbo Hidalgo <i>et al</i>. (2006) que refere que estas se apresentam como um bom instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica dos principais fatores de risco, achamos que &eacute; uma percentagem muito baixa.</p>     <p>Ainda ao n&iacute;vel das pol&iacute;ticas institucionais, no que concerne ao incentivo para a forma&ccedil;&atilde;o, constat&aacute;mos que apenas 21,7% refere ter sido incentivado pela organiza&ccedil;&atilde;o onde exerce fun&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m do investimento realizado pelos pr&oacute;prios enfermeiros na forma&ccedil;&atilde;o, &eacute; importante que exista um refor&ccedil;o institucional que lhe induza a relev&acirc;ncia desta &aacute;rea espec&iacute;fica.</p>     <p>Os recursos materiais s&atilde;o um fator coadjuvante na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de preven&ccedil;&atilde;o de UPP e, consequentemente, redutor nos seus &iacute;ndices de preval&ecirc;ncia e incid&ecirc;ncia. Lyder e Van Rijswijk, (2005), afirmam que o uso destes materiais j&aacute; resultou numa redu&ccedil;&atilde;o das taxas de incid&ecirc;ncia de &uacute;lceras por press&atilde;o e provocou a redu&ccedil;&atilde;o de custos. Neste &acirc;mbito, de todas as institui&ccedil;&otilde;es, 7,6% apresenta recursos suficientes para dar resposta &agrave; totalidade da popula&ccedil;&atilde;o em risco.</p>     <p>Al&eacute;m da exist&ecirc;ncia de recursos materiais, a disponibilidade de recursos humanos para presta&ccedil;&atilde;o de cuidados preventivos evidencia-se como fulcral. Na RAA os clientes com risco de desenvolver UPP encontram-se na sua maioria (39,1%) a uma dist&acirc;ncia superior a 10 quil&oacute;metros da sua institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de refer&ecirc;ncia. Pelo que, a frequ&ecirc;ncia das visitas domicili&aacute;rias aumenta em fun&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia at&eacute; &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia. Relativamente a este aspeto, Dopierala <i>et al</i>. (2007) defende que quanto maior for a frequ&ecirc;ncia das visitas, mais efetivo ser&aacute; o acompanhamento aos clientes e aos cuidadores no domic&iacute;lio.</p>     <p>A aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos &eacute; um suporte com relev&acirc;ncia para qualquer tipo de pr&aacute;tica, pelo que uma atualiza&ccedil;&atilde;o ao longo da vida, baseada em evid&ecirc;ncia, aumenta a qualidade da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados.</p>     <p>Da popula&ccedil;&atilde;o estudada, 84,8% participou em forma&ccedil;&atilde;o sobre preven&ccedil;&atilde;o de UPP, sendo que 83,8% a fez nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos e apenas 16,2% h&aacute; mais tempo. Considera-se, pois, que existe uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a atualiza&ccedil;&atilde;o formativa. A este respeito Buss (2004) acrescenta que o desenvolvimento profissional constante e uma aprendizagem ao longo da vida s&atilde;o conceitos bem estabelecidos para um cont&iacute;nuo e atualizado processo de aprendizagem e aplica&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica.</p>     <p>Tendo como base as fontes pessoais de forma&ccedil;&atilde;o, surge o corpo de conhecimentos reais dos enfermeiros como um dos aspetos avaliados neste estudo. Verific&aacute;mos que os enfermeiros apresentam conhecimentos positivos sobre preven&ccedil;&atilde;o, real&ccedil;ando-se os Bons Conhecimentos explicitados por 68,7% deles.</p>     <p>Continuando na an&aacute;lise da forma&ccedil;&atilde;o e, considerando o prestador de cuidados um interveniente necess&aacute;rio, o enfermeiro dever&aacute; estabelecer com ele uma parceria de proximidade. Este estudo aponta que a educa&ccedil;&atilde;o do cuidador foi um dos cuidados enunciado por 71,7% dos enfermeiros, contrariando os que Bostrom e Keneth (1992) obtiveram num estudo em que uma das interven&ccedil;&otilde;es menos evidenciadas pelos enfermeiros era a educa&ccedil;&atilde;o dos cuidadores.</p>     <p>Quando inquiridos sobre os intervenientes com responsabilidade na preven&ccedil;&atilde;o de UPP, foram enunciados por 92,9% dos enfermeiros. Imagin&aacute;rio (2004) afirma que a fam&iacute;lia ou um dos seus elementos possui um papel fundamental em todo o processo de preven&ccedil;&atilde;o, tratamento ou promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do cliente, visto serem a continuidade do profissional de sa&uacute;de, quando este n&atilde;o est&aacute;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando nos reportamos &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de UPP, &eacute; necess&aacute;rio ter em aten&ccedil;&atilde;o que esta se apresenta mais eficaz quanto maior for a conjuga&ccedil;&atilde;o de diferentes tipos de cuidados, tendo em conta as necessidades detetadas para cada cliente. Como referem as diretrizes do Servicio Andaluz de Salud (2007), as estrat&eacute;gias preventivas poder&atilde;o ser utilizadas isoladamente ou em conjuga&ccedil;&atilde;o, no entanto, &eacute; esta &uacute;ltima que acarreta maiores benef&iacute;cios para uma preven&ccedil;&atilde;o mais eficaz.</p>     <p>Tendo em conta a categoriza&ccedil;&atilde;o efetuada para os cuidados de preven&ccedil;&atilde;o de UPP, emergiu a informa&ccedil;&atilde;o de que os cuidados referidos pelos enfermeiros como mais efetuados s&atilde;o os posicionamentos com 92,9%, seguidos pelos cuidados com a nutri&ccedil;&atilde;o do cliente, educa&ccedil;&atilde;o ao cuidador informal/cliente, com 79,8% e 71,7% respetivamente. O menos referido, surpreendentemente, foi a avalia&ccedil;&atilde;o do risco, com apenas 10,1% de enfermeiros que o praticam, o qual deveria ser considerado como suporte diagn&oacute;stico de todos os outros.</p>     <p>&Eacute; a n&iacute;vel da dete&ccedil;&atilde;o das necessidades que podemos aferir algo, tendo em conta estes dados, verifica-se uma baixa aposta na avalia&ccedil;&atilde;o do risco que impele, desde logo, para a avalia&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica de cada indiv&iacute;duo no que concerne a esta problem&aacute;tica. Por iner&ecirc;ncia, se esta pr&aacute;tica se encontra em d&eacute;fice, pode condicionar a sensibilidade do enfermeiro para o tipo de cuidados de preven&ccedil;&atilde;o apropriado a colocar em pr&aacute;tica em cada situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. A EPUAP e NPUAP (2009) nas suas diretrizes real&ccedil;am o uso de uma abordagem estruturada para a avalia&ccedil;&atilde;o de risco, para identificar corretamente os indiv&iacute;duos em risco.</p>     <p>Como forma de diagnosticar a percep&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros sobre os cuidados de preven&ccedil;&atilde;o de UPP prestados na sua institui&ccedil;&atilde;o, foram questionados se consideravam esses cuidados adequados face &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de risco abrangida. Daqui real&ccedil;amos que 58,6% afirmaram que n&atilde;o eram adequados, enquanto que 41,4% consideram o oposto.</p>     <p>Decorrente da observa&ccedil;&atilde;o anterior, quando questionados sobre quais os factores que exercem influ&ecirc;ncia nos cuidados prestados na institui&ccedil;&atilde;o, os enfermeiros apresentaram diferentes justifica&ccedil;&otilde;es, dependendo da adequa&ccedil;&atilde;o, ou n&atilde;o, dos cuidados. Aqueles que afirmaram que os cuidados eram adequados referiram como mais-valias o material adequado utilizado na preven&ccedil;&atilde;o (24,58%), bem como a forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea e o n&uacute;mero suficiente de enfermeiros, ambos com 17,55%. Pois o n&uacute;mero e a distribui&ccedil;&atilde;o do pessoal e dos equipamentos especiais para redu&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o contribuem fortemente para o combate dos factores que potenciam o desenvolvimento das UPP (Dopierala <i>et al</i>., 2007).</p>     <p>Quando a forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea &eacute; um investimento, quer da institui&ccedil;&atilde;o, quer dos profissionais, os resultados pr&aacute;ticos tornam-se mais evidentes e Pancorbo Hidalgo <i>et al</i>. (2006) afirmam que os enfermeiros que frequentaram um programa educacional sobre preven&ccedil;&atilde;o de UPP aumentaram os seus n&iacute;veis de conhecimento. Assim, programas educacionais desenvolvem as tomadas de decis&atilde;o e, por sua vez, podem levar &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia e da incid&ecirc;ncia das UPP.</p>     <p>Os enfermeiros que consideram que, na organiza&ccedil;&atilde;o onde trabalham, os cuidados de preven&ccedil;&atilde;o s&atilde;o inadequados, atribuindo como justifica&ccedil;&atilde;o a falta de recursos materiais (43,4%) e de recursos humanos (30,3%). Esta percep&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros &eacute; corroborada por autores que evidenciam a disponibilidade dos recursos materiais como um fator que influencia a qualidade da pr&aacute;tica cl&iacute;nica na preven&ccedil;&atilde;o de UPP (Panagiotopoulou e Kerr, 2002).</p>     <p>Os dados provenientes deste estudo descrevem o percurso de investiga&ccedil;&atilde;o que nos permitiu trabalhar uma problem&aacute;tica emergente no dia-a-dia dos enfermeiros. Chegados ao fim do mesmo, verific&aacute;mos que este apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es no que concerne &agrave; extens&atilde;o dos question&aacute;rios aplicados e &agrave; equitatividade das quest&otilde;es que medem os conhecimentos dos enfermeiros sobre preven&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, dev&iacute;amos ter considerado o tempo de desloca&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros desde o posto de sa&uacute;de de refer&ecirc;ncia at&eacute; ao domic&iacute;lio como tempo destinado &agrave; preven&ccedil;&atilde;o. Contudo, temos consci&ecirc;ncia que s&atilde;o pass&iacute;veis de ser trabalhadas em projetos futuros, de forma a poder maximizar resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A preval&ecirc;ncia de UPP, como se verifica pelo referencial te&oacute;rico, &eacute; altamente influenciada pelos cuidados de preven&ccedil;&atilde;o prestados e, nos cuidados domicili&aacute;rios da RAA, &eacute; de 26,49%. &Eacute; um valor elevado, comparado com a fundamenta&ccedil;&atilde;o, e que, tendo em conta os resultados obtidos poder&aacute; ser justificado por v&aacute;rios aspetos inerentes aos cuidados e &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es: a percentagem de enfermeiros que efetua a avalia&ccedil;&atilde;o do risco de desenvolver UPP, 10,1%, &eacute; baixa. Como tamb&eacute;m &eacute; baixa a percentagem (21,7%) de institui&ccedil;&otilde;es, em que existe uma escala de avalia&ccedil;&atilde;o de risco implementada; os protocolos de suporte dos cuidados de preven&ccedil;&atilde;o de UPP existem em 8,7% das institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da RAA; os dispositivos de al&iacute;vio de press&atilde;o s&atilde;o instrumentos coadjuvantes na preven&ccedil;&atilde;o das UPP, mas o que se verifica nas institui&ccedil;&otilde;es &eacute; que apresentam quantidades deficientes tendo em conta a popula&ccedil;&atilde;o de risco que abrangem; a educa&ccedil;&atilde;o ao cuidador &eacute; efetuada por 71,7% dos enfermeiros, no entanto, considerando que 92,9% dos enfermeiros responsabiliza o cuidador informal na preven&ccedil;&atilde;o de UPP, parece-nos que esta percentagem deveria ser superada.</p>     <p>Nos cuidados domicili&aacute;rios, a abrang&ecirc;ncia do cuidar em enfermagem, bem como a carga de trabalho s&atilde;o elevadas, implicando organiza&ccedil;&atilde;o eficiente e prioriza&ccedil;&atilde;o de cuidados. No entanto, identific&aacute;mos a preven&ccedil;&atilde;o de UPP como principal prioridade dos enfermeiros, auto responsabilizando-se pela mesma.</p>     <p>Dos dados relativos aos cuidados de preven&ccedil;&atilde;o, devemos real&ccedil;ar o facto de que os cuidados mais referidos foram os posicionamentos. Empiricamente todos os enfermeiros os reconhecem e executam, no entanto, considerando que &eacute; necess&aacute;rio um plano hor&aacute;rio para a sua execu&ccedil;&atilde;o, como poder&atilde;o ser eficientes se o enfermeiro efetua, no m&aacute;ximo, uma visita domicili&aacute;ria por dia?</p>     <p>Segundo os enfermeiros implicados no estudo, os fatores que influenciam positiva e negativamente a realiza&ccedil;&atilde;o de cuidados adequados, dependendo da sua abund&acirc;ncia ou escassez, tal como defendem Iglesias <i>et al</i>. (2006) e Dopierala <i>et al</i>. (2007) foram: os recursos materiais e recursos humanos com maior evid&ecirc;ncia, seguindo-se a forma&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros na &aacute;rea da preven&ccedil;&atilde;o de UPP, bem como as politicas de preven&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es. No que concerne &agrave;s pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o, foram especificadas a falta de incentivo na forma&ccedil;&atilde;o e a falta de protocolos de preven&ccedil;&atilde;o como fatores condicionantes, o que Lyder e Van Rijswijk, (2005) referiam como uma necessidade na efetividade dos cuidados. Por outro lado, e considerando as diretrizes do Servicio Andaluz de Salud (2007), tamb&eacute;m aqui foram referidas a frequ&ecirc;ncia das visitas domicili&aacute;rias, a implica&ccedil;&atilde;o dos cuidadores e a parceria com outros profissionais de sa&uacute;de como potencialidades para a preven&ccedil;&atilde;o das UPP.</p>     <p>Dos resultados que emergiram deste estudo, constat&aacute;mos que existe agora um percurso para continuar a investir. Ser&aacute; premente, na nossa perspetiva, efetuar estudos de incid&ecirc;ncia de UPP de forma a poder monitorizar a evolu&ccedil;&atilde;o desta e, ao mesmo tempo, obter retorno dos cuidados de preven&ccedil;&atilde;o efetuados; investir na pesquisa sobre as metodologias utilizadas na avalia&ccedil;&atilde;o do risco; aprofundar as quest&otilde;es relacionadas com a aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica e adequada dos conhecimentos adquiridos pelos enfermeiros e enveredar tamb&eacute;m por estudos que englobem o cuidador informal neste processo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>BOSTROM, J. ; KENNETH, H. (1992) - Staff nurse knowledge and perceptions about prevention of pressure sores. Dermatology Nursing. Vol. 4, n&ordm; 5, p. 365-368.</p>     <p>BUSS, I. C. (2004) - Pressure ulcer prevention in nursing homes: views and beliefs of enrolled nurses and other health care workers. Journal of Clinical Nursing. Vol. 13, n&ordm; 6, p. 668-676.</p>     <p>CALIANNO, C. (2007) - Pressure ulcers in acute care: a quality issue. Nursing Management. Vol. 38, n&ordm; 5, p. 42-51.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DOPIERALA, L. [et al.] (2007) - Level of preparation for preventive procedures and pressure ulcer treatment in health care units from the Kujawsko-Pomorski region. Advances in Medical Sciences. Vol. 52, Suppl. 1, p. 81-84.</p>     <p>EPUAP ; NPUAP (2009) - Prevention and treatment of pressure ulcers: quick reference guide. Washington : NPUAP.</p>     <p>FORTIN, M. (2009) - Fundamentos e etapas no processo de investiga&ccedil;&atilde;o. Loures : Lusodidacta.</p>     <p>GUNNINGBERG, L. [et al.] (2001) - Risk, prevention and treatment of pressure ulcers: nursing staff knowledge and documentation. Scandinavian Journal of Caring Sciences. Vol. 15, n&ordm; 3, p. 257-263.</p>     <p>HULSENBOOM, M. A. (2004) - Decubitus preventie door de jaren heen. (Prevention of pressure ulcers. A comparison of the knowledge and use of preventive methods to prevent pressure ulcers, by nurses and health care givers). Maastricht : Universiteit Maastricht, Department Health Care Studies/Section Nursing Science.</p>     <p>IGLESIAS, C. [et al.] (2006) - Pressure relieving support surfaces (PRESSURE) trial: cost effectiveness analysis. BMJ. Vol. 332, n&ordm; 7555, p. 1416-1418.</p>     <p>IMAGIN&Aacute;RIO, C. (2004) - O idoso dependente em contexto familiar: uma an&aacute;lise da vis&atilde;o da fam&iacute;lia e do cuidador principal. Coimbra : Formasau.</p>     <p>LYDER, C. ; VAN RIJSWIJK, L. (2005) - Pressure ulcer prevention and care: preventing and managing pressure ulcers in long-term care: an overview of the revised federal regulation. Ostomy Wound Management. Vol. 51, Suppl., p. 2-6.</p>     <p>MARTINS, T. (2004) - Question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o da sobrecarga do cuidador informal (QASCI): reavalia&ccedil;&atilde;o das propriedades. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie I, n&ordm; 11, p.11-31.</p>     <p>MORISON, M. J. [et al.] (2004) - Preven&ccedil;&atilde;o e tratamento de &uacute;lceras de press&atilde;o: problemas e paradoxos. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PANAGIOTOPOULOU, K. ; KERR, S. M. (2002) - Pressure area care: an exploration of Greek nurses&acute; knowledge and practice. Journal of Advanced Nursing. Vol. 40, n&ordm; 3, p. 285-96.</p>     <p>PANCORBO HIDALGO, P. L. [et al.] (2006) - Risk assessment scales for pressure ulcer prevention: a systematic review. Journal of Advanced Nursing. Vol. 54, n&ordm;1, p. 94-110.</p>     <p>PANCORBO HIDALGO, P. L. [et al.] (2007) - Conocimientos y creencias de las enfermeras sobre el cuidado de las &uacute;lceras por presi&oacute;n: revisi&oacute;n sistem&aacute;tica de la literatura. Gerokomos. Vol. 18, n&ordm; 4, p. 30-38.</p>     <p>RICE, R. (2004) - Pr&aacute;tica de enfermagem cuidados domicili&aacute;rios. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     <p>SERVICIO ANDALUZ DE SALUD (2007) - Gu&iacute;a de pr&aacute;ctica cl&iacute;nica para la prevenci&oacute;n y el tratamiento de las &uacute;lceras por presi&oacute;n. Andaluc&iacute;a : Servicio Andaluz de Salud.</p>     <p>VERD&Uacute;, J. (2005) - Epidemiolog&iacute;a, prevenci&oacute;n y tratamiento de las &uacute;lceras por presi&oacute;n. Alicante : Universidade de Alicante. Tese de doutoramento.</p>     <p>WIPKE-TEVIS, D. D. [et al.] (2004) - Nursing home quality and pressure ulcer prevention and management practices. Journal of the American Geriatrics Society. Vol. 52, n&ordm; 4, p. 583–588.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 02.02.11</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 14.07.11</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BOSTROM]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[KENNETH]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Staff nurse knowledge and perceptions about prevention of pressure sores]]></article-title>
<source><![CDATA[Dermatology Nursing]]></source>
<year>1992</year>
<volume>4</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>365-368</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BUSS]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pressure ulcer prevention in nursing homes: views and beliefs of enrolled nurses and other health care workers]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Nursing]]></source>
<year>2004</year>
<volume>13</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>668-676</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CALIANNO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pressure ulcers in acute care: a quality issue]]></article-title>
<source><![CDATA[Nursing Management]]></source>
<year>2007</year>
<volume>38</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>42-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DOPIERALA]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Level of preparation for preventive procedures and pressure ulcer treatment in health care units from the Kujawsko-Pomorski region]]></article-title>
<source><![CDATA[Advances in Medical Sciences]]></source>
<year>2007</year>
<volume>52</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>81-84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>EPUAP</collab>
<collab>NPUAP</collab>
<source><![CDATA[Prevention and treatment of pressure ulcers: quick reference guide]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[NPUAP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FORTIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fundamentos e etapas no processo de investigação]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Loures ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lusodidacta]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GUNNINGBERG]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk, prevention and treatment of pressure ulcers: nursing staff knowledge and documentation]]></article-title>
<source><![CDATA[Scandinavian Journal of Caring Sciences]]></source>
<year>2001</year>
<volume>15</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>257-263</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HULSENBOOM]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Decubitus preventie door de jaren heen: Prevention of pressure ulcers. A comparison of the knowledge and use of preventive methods to prevent pressure ulcers, by nurses and health care givers]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Maastricht ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universiteit Maastricht, Department Health Care Studies/Section Nursing Science]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[IGLESIAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pressure relieving support surfaces (PRESSURE) trial: cost effectiveness analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>2006</year>
<volume>332</volume>
<numero>7555</numero>
<issue>7555</issue>
<page-range>1416-1418</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[IMAGINÁRIO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O idoso dependente em contexto familiar: uma análise da visão da família e do cuidador principal]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Formasau]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LYDER]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VAN RIJSWIJK]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pressure ulcer prevention and care: preventing and managing pressure ulcers in long-term care: an overview of the revised federal regulation]]></article-title>
<source><![CDATA[Ostomy Wound Management]]></source>
<year>2005</year>
<volume>51</volume>
<numero>^sSuppl</numero>
<issue>^sSuppl</issue>
<supplement>Suppl</supplement>
<page-range>2-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MARTINS]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questionário de avaliação da sobrecarga do cuidador informal (QASCI): reavaliação das propriedades]]></article-title>
<source><![CDATA[Referência]]></source>
<year>2004</year>
<volume>I</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>11-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MORISON]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Prevenção e tratamento de úlceras de pressão: problemas e paradoxos]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Loures ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lusociência]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PANAGIOTOPOULOU]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[KERR]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pressure area care: an exploration of Greek nurses´ knowledge and practice]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Advanced Nursing]]></source>
<year>2002</year>
<volume>40</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>285-96</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PANCORBO HIDALGO]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk assessment scales for pressure ulcer prevention: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Advanced Nursing]]></source>
<year>2006</year>
<volume>54</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>94-110</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PANCORBO HIDALGO]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Conocimientos y creencias de las enfermeras sobre el cuidado de las úlceras por presión: revisión sistemática de la literatura]]></article-title>
<source><![CDATA[Gerokomos]]></source>
<year></year>
<volume>18</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>2007</page-range><page-range>30-38</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RICE]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Prática de enfermagem cuidados domiciliários.]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Loures ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lusociência]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>SERVICIO ANDALUZ DE SALUD</collab>
<source><![CDATA[Guía de práctica clínica para la prevención y el tratamiento de las úlceras por presión]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Andalucía ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Servicio Andaluz de Salud]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VERDÚ]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Epidemiología, prevención y tratamiento de las úlceras por presión]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Alicante ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de Alicante]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WIPKE-TEVIS]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nursing home quality and pressure ulcer prevention and management practices]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the American Geriatrics Society]]></source>
<year>2004</year>
<volume>52</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>583-588</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
