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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sistema de informação em saúde: conceções e perspetivas dos enfermeiros sobre o prontuário eletrónico do paciente]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Sistema de información sanitaria: conceptos y perspectivas de los enfermeros sobre el expediente electrónico del paciente]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Looking at the technology of the electronic patient record (EPR) as a facilitating resource for healthcare services, especially in hospital practice of professional nursing, the aim of this study was to identify nurses’ views on the PEP and describe the perspectives of these professionals regarding the implementation of this tool in the institution. It is a qualitative exploratory-descriptive type study, performed through semi-structured interviews with 10 nurses who are responsible for the inpatient units of a university hospital where this system has not yet been implemented. The data were analyzed using content analysis. The following categories emerged: Electronic Patient Record: knowledge to be gained by nurses and nurses’ perspectives on the ERP. Although this information system is not yet used at the hospital, nurses see the EPR as a facilitating process, which shows that there is a positive outlook for its implementation. However, they pointed out the need for capacity training and structure to base implementation of the system at the institution.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Ante la tecnología electrónica del expediente clínico del paciente (“Prontuário Eletrónico do Paciente” - PEP) como recurso facilitador de acciones de salud, especialmente en la práctica hospitalaria del profesional enfermero, este estudio tuvo como objetivo identificar las concepciones de los enfermeros sobre el PEP y describir las perspectivas que tienen estos profesionales sobre el despliegue de esta herramienta en la institución. Se trata de una investigación cualitativa de corte descriptivo y exploratorio, realizada por medio de una entrevista semi-estructurada con 10 enfermeros responsables de unidades de internamiento de un hospital universitario donde este sistema todavía no se ha aplicado. Los datos fueron analizados mediante el método de análisis de contenido y surgieron las siguientes categorías: expediente electrónico del paciente: un conocimiento a ser conquistado por los enfermeros, y perspectivas del enfermero sobre el PEP. Apesar de que aún no trabajen con este sistema de información en el hospital, los enfermeros consideran el PEP como siendo un proceso facilitador, lo cual demuestra que existen perspectivas positivas para su despliegue. Sin embargo, se señaló la necesidad de capacitación y estructura para sostener el despliegue del sistema dentro de la institución.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>Sistema de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: conce&ccedil;&otilde;es e perspetivas dos enfermeiros sobre o prontu&aacute;rio eletr&oacute;nico do paciente</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Dayane Fran&ccedil;a Braz Lima</b>*; <b>Andr&eacute; Luiz de Souza Braga</b>**; <b>Jo&atilde;o Luiz Fernandes</b>***; <b>Euzeli da Silva Brand&atilde;o</b>****</P>     <P>* Enfermeira. Graduada pela Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa – Universidade Federal Fluminense. Niter&oacute;i-RJ, Brasil [<a href="mailto:dayanebraz@hotmail.com">dayanebraz@hotmail.com</a>].</P>     <P>** Mestre. Professor do Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administra&ccedil;&atilde;o da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa – Universidade Federal Fluminense. Niter&oacute;i-RJ, Brasil [<a href="mailto:andre.braga@globo.com">andre.braga@globo.com</a>].</P>     <P>*** Doutor. Professor do Departamento de Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o do Instituto de Computa&ccedil;&atilde;o – Universidade Federal Fluminense. Niter&oacute;i-RJ, Brasil [<a href="mailto:ccmjlf@gmail.com">ccmjlf@gmail.com</a>].</P>     <P>**** Mestre. Professora do Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administra&ccedil;&atilde;o da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa – Universidade Federal Fluminense. Niter&oacute;i-RJ, Brasil [<a href="mailto:euzeli@terra.com.br">euzeli@terra.com.br</a>].</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resumo</b></P>     <P>Diante da tecnologia do prontu&aacute;rio eletr&oacute;nico do paciente (PEP) como recurso facilitador das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, sobretudo na pr&aacute;tica hospitalar do profissional enfermeiro, este estudo objetivou identificar as conce&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros sobre o PEP e descrever as perspetivas desses profissionais quanto &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o desta ferramenta na institui&ccedil;&atilde;o. Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo descritiva-explorat&oacute;ria, realizada atrav&eacute;s de uma entrevista semiestruturada a 10 enfermeiros respons&aacute;veis pelas unidades de interna&ccedil;&atilde;o de um hospital universit&aacute;rio onde este sistema ainda n&atilde;o foi implementado. Os dados foram analisados pelo m&eacute;todo de an&aacute;lise de conte&uacute;do, emergindo as seguintes categorias: prontu&aacute;rio eletr&oacute;nico do paciente: um conhecimento a ser conquistado pelos enfermeiros, e perspetivas do enfermeiro sobre o PEP. Apesar de ainda n&atilde;o trabalharem com este sistema de informa&ccedil;&atilde;o no hospital, os enfermeiros consideram o PEP como um processo facilitador, o que demonstra existir perspetivas positivas para sua implanta&ccedil;&atilde;o. Entretanto, foi apontada a necessidade de capacita&ccedil;&otilde;es e de estrutura para alicer&ccedil;ar a implanta&ccedil;&atilde;o do sistema na institui&ccedil;&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Palavras-chave</b>: inform&aacute;tica em enfermagem; ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o; sistemas de informa&ccedil;&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Health information system: concepts and perspectives of nurses on the electronic patient record</b></P>     <P><b>Abstract</b></P>     <P>Looking at the technology of the electronic patient record (EPR) as a facilitating resource for healthcare services, especially in hospital practice of professional nursing, the aim of this study was to identify nurses’ views on the PEP and describe the perspectives of these professionals regarding the implementation of this tool in the institution. It is a qualitative exploratory-descriptive type study, performed through semi-structured interviews with 10 nurses who are responsible for the inpatient units of a university hospital where this system has not yet been implemented. The data were analyzed using content analysis. The following categories emerged: Electronic Patient Record: knowledge to be gained by nurses and nurses’ perspectives on the ERP. Although this information system is not yet used at the hospital, nurses see the EPR as a facilitating process, which shows that there is a positive outlook for its implementation. However, they pointed out the need for capacity training and structure to base implementation of the system at the institution.</P>     <P><b>Keywords</b>: technology in nursing; information technology; information systems.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Sistema de informaci&oacute;n sanitaria: conceptos y perspectivas de los enfermeros sobre el expediente electr&oacute;nico del paciente</b></P>     <P><b>Resumen</b></P>     <P>Ante la tecnolog&iacute;a electr&oacute;nica del expediente cl&iacute;nico del paciente (“Prontu&aacute;rio Eletr&oacute;nico do Paciente” - PEP) como recurso facilitador de acciones de salud, especialmente en la pr&aacute;ctica hospitalaria del profesional enfermero, este estudio tuvo como objetivo identificar las concepciones de los enfermeros sobre el PEP y describir las perspectivas que tienen estos profesionales sobre el despliegue de esta herramienta en la instituci&oacute;n. Se trata de una investigaci&oacute;n cualitativa de corte descriptivo y exploratorio, realizada por medio de una entrevista semi-estructurada con 10 enfermeros responsables de unidades de internamiento de un hospital universitario donde este sistema todav&iacute;a no se ha aplicado. Los datos fueron analizados mediante el m&eacute;todo de an&aacute;lisis de contenido y surgieron las siguientes categor&iacute;as: expediente electr&oacute;nico del paciente: un conocimiento a ser conquistado por los enfermeros, y perspectivas del enfermero sobre el PEP. Apesar de que a&uacute;n no trabajen con este sistema de informaci&oacute;n en el hospital, los enfermeros consideran el PEP como siendo un proceso facilitador, lo cual demuestra que existen  perspectivas positivas para su despliegue. Sin embargo, se se&ntilde;al&oacute; la necesidad de capacitaci&oacute;n y estructura para sostener el despliegue del sistema dentro de la instituci&oacute;n.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Palabras clave</b>: inform&aacute;tica en la enfermer&iacute;a; ciencia de la informaci&oacute;n; sistemas de informaci&oacute;n.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></P>     <P>A inform&aacute;tica &eacute; um recurso tecnol&oacute;gico atual em constante expans&atilde;o, apresentando-se como uma &aacute;rea inovadora que facilita o acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es (Oliveira, 2005). Tal recurso associado &agrave; sa&uacute;de tem-se mostrado bastante eficaz, contribuindo para otimizar o tempo e facilitar tarefas, principalmente no que diz respeito ao sistema de informa&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea.</P>     <P>O sistema de informa&ccedil;&atilde;o em enfermagem deve ser capaz de auxiliar o enfermeiro durante a avalia&ccedil;&atilde;o, planejamento e execu&ccedil;&atilde;o dos cuidados. De acordo com Marin (1995), os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o hospitalar e de informa&ccedil;&atilde;o em enfermagem est&atilde;o intrinsecamente relacionados, pois possuem objetivos em comum, como por exemplo, alcan&ccedil;ar uma maior produtividade, tornar as informa&ccedil;&otilde;es mais dispon&iacute;veis e facilitar o processo de comunica&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Na busca por um modelo assistencial que utilize a informa&ccedil;&atilde;o com caracter&iacute;sticas fundamentais para a organiza&ccedil;&atilde;o, surge o prontu&aacute;rio eletr&oacute;nico do paciente (PEP), uma estrutura computacional que tem como proposta agrupar os diversos dados que s&atilde;o produzidos durante o atendimento ao cliente por diferentes profissionais da equipe de sa&uacute;de (Moraes, 1994). Dessa forma, devemos entend&ecirc;-lo como uma estrutura eletr&oacute;nica, onde h&aacute; o armazenamento de informa&ccedil;&otilde;es sobre a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da pessoa ao longo da vida, al&eacute;m dos tratamentos e cuidados prescritos e recebidos na institui&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>De acordo com Marin, Massad e Neto (2003), o registo em prontu&aacute;rio de forma individualizada e cronol&oacute;gica dos factos surgiu no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. Em meados desse s&eacute;culo, os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de foram impulsionados, apresentando-se novos recursos. Para Gubiani, Rocha e D’ ornellas (2003), a partir dos anos 60 os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o hospitalar come&ccedil;aram a surgir, como tamb&eacute;m os microcomputadores, ocorrendo um crescimento exponencial de aplica&ccedil;&otilde;es de inform&aacute;tica na &aacute;rea de sa&uacute;de. A princ&iacute;pio, era utilizada para atividades administrativas do hospital, como controle de stock prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica e faturamento. Nesse per&iacute;odo, o registo m&eacute;dico continuava sendo realizado em papel. No final desta d&eacute;cada e in&iacute;cio de 70, houve uma marcante evolu&ccedil;&atilde;o dos sistemas computacionais, de forma a possibilitar o surgimento dos primeiros sistemas de PEP.</P>     <P>Em 1991, o Institute of Medicine dos Estados Unidos, encomendou um estudo com o objetivo de definir o PEP, al&eacute;m de propor medidas para a sua melhoria. O resultado desse estudo, publicado no livro “The Computer-based Patient Record - An Essential Technology for Health care” (Dick, Steen e Detmer, 1997), trouxe novos conceitos, direcionou a&ccedil;&otilde;es e definiu metas para a melhoria dos prontu&aacute;rios.</P>     <P>Em conformidade com Gubiani, Rocha e D’ ornellas (2003), os conceitos apresentados nesse trabalho apontam para a utiliza&ccedil;&atilde;o da inform&aacute;tica como meio de organizar e guardar informa&ccedil;&otilde;es existentes no prontu&aacute;rio em papel, enfatizando que a responsabilidade de manter a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; do m&eacute;dico, mas tamb&eacute;m do cliente.</P>     <P>Diante dessas considera&ccedil;&otilde;es, pode-se dizer que o PEP &eacute; um registo eletr&oacute;nico que reside num sistema especificamente projetado para facilitar o acesso a um completo conjunto de dados, apoiar decis&otilde;es e disponibilizar outros recursos, como links para bases de conhecimento m&eacute;dico (Institute of Medicine,1997 apud Marin, Massad e Neto, 2003).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A utiliza&ccedil;&atilde;o de registos contribui seguramente para o planeamento, aplica&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o dos cuidados prestados, tornando-os individualizados, cont&iacute;nuos e progressivos (Sim&otilde;es e Sim&otilde;es, 2007). Atrav&eacute;s do PEP o enfermeiro pode apresentar um dom&iacute;nio mais amplo e mais consistente sobre as suas atividades, permitindo um atendimento com menor chance de erros em tomadas de decis&atilde;o. Al&eacute;m disso, com o PEP n&atilde;o h&aacute; perdas de informa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o h&aacute; o perigo de erros devido a registos ileg&iacute;veis. (Bemmel, 1997 apud Marin, Massad e Neto, 2003).</P>     <P>Apesar dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o computacionais representarem uma ferramenta facilitadora na pr&aacute;tica do enfermeiro, observa-se que muitas institui&ccedil;&otilde;es hospitalares brasileiras, sobretudo as p&uacute;blicas, ainda n&atilde;o a utilizam como recurso para a enfermagem. Na institui&ccedil;&atilde;o utilizada como cen&aacute;rio desse estudo, por exemplo, apesar da ado&ccedil;&atilde;o do PEP ser uma das metas da assessoria de inform&aacute;tica, o prontu&aacute;rio de papel ainda &eacute; o modelo em uso.</P>     <P>Diante da import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o do enfermeiro no processo de implanta&ccedil;&atilde;o deste sistema de informa&ccedil;&atilde;o na institui&ccedil;&atilde;o, contribuindo para o atendimento das reais necessidades da pr&aacute;tica, foram elaboradas as seguintes quest&otilde;es de pesquisa: quais as concep&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros sobre o PEP? quais as perspectivas dos enfermeiros em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o do PEP na institui&ccedil;&atilde;o?</P>     <P>A partir dessas quest&otilde;es surgiram os objetivos: identificar as concep&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros sobre o PEP e apontar as perspetivas desses profissionais sobre a implanta&ccedil;&atilde;o do PEP na institui&ccedil;&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Metodologia</b></P>     <P>Trata-se de uma pesquisa descritiva-explorat&oacute;ria, com abordagem qualitativa. As pesquisas descritivas t&ecirc;m como principal objetivo a descri&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas de determinada popula&ccedil;&atilde;o ou fen&oacute;meno, ou ent&atilde;o o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis obtidas por meio da utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas padronizadas de coletas de dados, tais como question&aacute;rio e observa&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica (Figueiredo, 2008). Esse tipo de pesquisa permite reunir maiores informa&ccedil;&otilde;es sobre o assunto investigado. Dessa forma &eacute; poss&iacute;vel definir melhor os objetivos ou ainda descobrir uma nova vis&atilde;o do estudo em quest&atilde;o. &Eacute; uma maneira de aprimorar as ideias, podendo ser atrav&eacute;s de entrevistas com pessoas que t&ecirc;m experi&ecirc;ncias na &aacute;rea estudada.</P>     <P>A pesquisa foi realizada no Hospital Universit&aacute;rio Ant&ocirc;nio Pedro da Universidade Federal Fluminense (UFF) Niter&oacute;i/RJ - Brasil. Os sujeitos da pesquisa foram enfermeiros respons&aacute;veis por setores de interna&ccedil;&atilde;o, selecionados de forma aleat&oacute;ria e de acordo com a disponibilidade e aceita&ccedil;&atilde;o para participar da pesquisa. Obtivemos uma amostra de 10 profissionais, que foram entrevistados em seu pr&oacute;prio ambiente de trabalho, no per&iacute;odo entre abril e maio de 2010.</P>     <P>A t&eacute;cnica escolhida para coleta de dados foi entrevista semiestruturada. As entrevistas foram gravadas e posteriormente transcritas e categorizadas. Para preservar a identidade dos sujeitos, cada entrevista foi identificada por meio de c&oacute;digo num&eacute;rico (E1).</P>     <P>Os dados foram analisados pelo m&eacute;todo de an&aacute;lise de conte&uacute;do descrito por Bardin. Assim, ap&oacute;s a leitura sistem&aacute;tica dos relatos colhidos, foi realizada uma pr&eacute;-an&aacute;lise (leitura flutuante); explora&ccedil;&atilde;o do material e tratamento dos resultados; infer&ecirc;ncia e posterior interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados obtidos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Foi realizada a codifica&ccedil;&atilde;o em recortes de unidades de contexto e de unidades de registos que constitu&iacute;ram o recorte de ordem sem&acirc;ntica que expressa a ess&ecirc;ncia das falas dos sujeitos, abrangendo os objetivos do estudo e a fase de categoriza&ccedil;&atilde;o, onde ocorreu o agrupamento em raz&atilde;o das unidades de registro (Bardin, 1994). Os dados obtidos seguiram essas etapas, seguidas de discuss&atilde;o dos resultados &agrave; luz dos referenciais te&oacute;ricos que abordam a tem&aacute;tica do estudo.</P>     <P>O projeto foi submetido ao Comit&eacute; de &Eacute;tica em Pesquisa com Seres Humanos (CEP) do Hospital Universit&aacute;rio Ant&ocirc;nio Pedro, como preconizado na Resolu&ccedil;&atilde;o 196/06 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS). O mesmo foi aprovado em 16 de abril de 2010, conforme parecer CEP CMM / HUAP n&ordm; 036/2010 CAAE n&ordm; 0144.0258.000-09. Os sujeitos do estudo foram orientados a assinar um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, ap&oacute;s explicita&ccedil;&atilde;o dos objetivos do estudo e seus direitos como participantes do mesmo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></P>     <P>Apresenta-se a seguir as unidades de registo (UR) obtidas a partir das respostas dos sujeitos em rela&ccedil;&atilde;o a cada pergunta realizada durante a entrevista:     <p>&nbsp;</p>     <P>QUADRO 1 – Apresenta&ccedil;&atilde;o das unidades de registro (UR)</P>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a12q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>A partir da interpreta&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise das unidades de registo, foram constru&iacute;das as seguintes categorias: prontu&aacute;rio eletr&oacute;nico do paciente: um conhecimento a ser conquistado pelos enfermeiros e perspetivas do enfermeiro sobre o prontu&aacute;rio eletr&oacute;nico do paciente, conforme descritas a seguir.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><b>Prontu&aacute;rio eletr&oacute;nico do paciente: um conhecimento a ser conquistado pelos enfermeiros</b></P>     <P>No que diz respeito &agrave;s concep&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros sobre o PEP, constata-se que houve predomin&acirc;ncia de profissionais que visualizam este sistema de informa&ccedil;&atilde;o como uma ferramenta que poder&aacute; trazer acesso, rapidez, disponibilidade, facilidade, clareza, praticidade e otimiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o f&iacute;sico a partir do armazenamento das informa&ccedil;&otilde;es em banco de dados. Essas concep&ccedil;&otilde;es podem ser evidenciadas nos discursos a seguir:</P>     <P><i>“&Eacute; um sistema online onde &eacute; poss&iacute;vel acessar todas as informa&ccedil;&otilde;es pertinentes a um paciente utilizando o n&uacute;mero do prontu&aacute;rio ou cart&atilde;o SUS”</i>. E1</P>     <P><i>“Entendo que as informa&ccedil;&otilde;es referentes ao paciente estar&atilde;o dispon&iacute;veis de uma forma mais ampla e f&aacute;cil captura de dados”. “...&eacute; facilmente utilizado pela equipe e agiliza decis&otilde;es quanto &agrave; terap&ecirc;utica do paciente. Evita utiliza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o f&iacute;sico e avarias das impress&otilde;es computadas de dados”</i>. E2</P>     <P><i>“Ainda n&atilde;o faz parte da minha pr&aacute;tica, mas acredito que seja pr&aacute;tico, pois mais pessoas podem acessar um mesmo prontu&aacute;rio ao mesmo tempo, quando necess&aacute;rio. O paciente n&atilde;o precisar&aacute; aguardar a chegada do prontu&aacute;rio para ser avaliado”</i>.E5</P>     <P><i>“Acredito que seja uma excelente pr&aacute;tica..., pois os dados cl&iacute;nicos do paciente em todos os atendimentos ambulatoriais ou cl&iacute;nicos ser&atilde;o armazenados num banco de dados, acabando com os imensos prontu&aacute;rios. ... e agiliza o atendimento”</i>. E7</P>     <P><i>“Nos d&aacute; facilidade de acesso aos dados com mais rapidez, clareza, sem as dificuldades do prontu&aacute;rio original, que muitas vezes n&atilde;o temos acesso, pois outro profissional est&aacute; usando, n&atilde;o entendemos a letra do profissional que escreveu, etc.”</i>. E9</P>     <P>Essas concep&ccedil;&otilde;es v&atilde;o ao encontro do que refere Llapa Rodriguez <i>et al</i>., 2008, quando ressalta os benef&iacute;cios deste sistema, entre eles, o r&aacute;pido acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es, que permite uma melhor atualiza&ccedil;&atilde;o e avan&ccedil;os nas pesquisas frente ao cuidado. Al&eacute;m de facilitar o compartilhar das informa&ccedil;&otilde;es com outros profissionais e ampliar o conhecimento, permite a tomada de decis&atilde;o mais assertiva. Neste sentido, promove a personaliza&ccedil;&atilde;o do atendimento e traz efetividade, efici&ecirc;ncia, efic&aacute;cia e resolutividade ao cuidado.</P>     <P>Diante das concep&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros entrevistados em rela&ccedil;&atilde;o ao PEP, constata-se um conhecimento superficial, enfim, que n&atilde;o acompanha a cientificidade das inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas dispon&iacute;veis na atualidade, o que nos leva a afirmar a necessidade da atualiza&ccedil;&atilde;o desses profissionais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tem&aacute;tica em quest&atilde;o. Ressalta-se ainda, a aus&ecirc;ncia de conhecimentos, inclusive por n&atilde;o possu&iacute;rem esse sistema no hospital, fato evidenciado conforme o exemplo a seguir:</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><i>“Nunca ouvi falar”</i> E3</P>     <P>A esse respeito, Llappa Rodiguez <i>et al</i>. (2008) lembram a import&acirc;ncia do reconhecimento dos profissionais, das institui&ccedil;&otilde;es e da sociedade em geral, em rela&ccedil;&atilde;o ao uso do computador na &aacute;rea da sa&uacute;de, assim como seus potenciais benef&iacute;cios, j&aacute; que este recurso facilita o acesso, a comunica&ccedil;&atilde;o e a qualidade do cuidado.</P>     <P>Compartilhando com este pensamento, Benito e Liheski (2009) referem a necessidade da constante atualiza&ccedil;&atilde;o dos profissionais da sa&uacute;de, pois quanto mais conscientes, tornam-se mais capazes para desvendar a realidade, procurando desmascarar sua mitifica&ccedil;&atilde;o e alcan&ccedil;ar a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho humano com a&ccedil;&otilde;es de transforma&ccedil;&atilde;o da realidade.</P>     <P>Nesse contexto, destaca-se a educa&ccedil;&atilde;o permanente, voltada para uma pr&aacute;tica institucionalizada, que enfoca os problemas de sa&uacute;de e objetiva a transforma&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas t&eacute;cnicas e sociais. Ela &eacute; utilizada como pol&iacute;tica de forma&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o dos profissionais, onde o processo educativo deve ser din&acirc;mico e trazer avan&ccedil;os sociais. Assim, auxilia os profissionais na adequa&ccedil;&atilde;o aos cont&iacute;nuos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, como por exemplo, o PEP (Mancia, Cabral e Koerich, 2004). Neste sentido, destaca-se ainda que o envolvimento do enfermeiro no processo de educa&ccedil;&atilde;o permanente acontece com a aquisi&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de habilidades e compet&ecirc;ncias que estejam de acordo com o contexto epidemiol&oacute;gico e com as necessidades dos cen&aacute;rios de sa&uacute;de, para que resultem em atitudes que gerem mudan&ccedil;as qualitativas no processo de trabalho da enfermagem.</P>     <P>Estas inova&ccedil;&otilde;es exigem das organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, neste caso do HUAP, processos de mudan&ccedil;a, que visem facilitar a inser&ccedil;&atilde;o/atualiza&ccedil;&atilde;o dos profissionais, pois a falta de ades&atilde;o ao sistema, segundo Mour&atilde;o e Neves (2006), representa uma das maiores causas do insucesso dos projetos de informatiza&ccedil;&atilde;o nas organiza&ccedil;&otilde;es. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Perspetivas do enfermeiro sobre o prontu&aacute;rio eletr&oacute;nico do paciente</b></P>     <P>Ao serem questionados sobre as perspectivas que teriam sobre a implanta&ccedil;&atilde;o do PEP, as unidades de registo revelam perspectivas positivas, conforme exemplificam as falas a seguir:</P>     <P><i>“... hist&oacute;rico do paciente, exames recentes e melhoria nas repostas dos pareceres entre as especialidades”</i> E1</P>     <P><i>“Que venha melhorar a qualidade da assist&ecirc;ncia e agilizar o processo de atendimento”. “... facilidade em acessar os dados, em prescrever”</i> E6 </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>“Seria &oacute;timo. Vai facilitar muito o servi&ccedil;o”</i> E9 </P>     <P>Costa (2001) descreve que s&atilde;o muitos os benef&iacute;cios de um PEP, entre eles destacam-se: a contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; decis&atilde;o e a permuta eletr&oacute;nica dos dados entre setores e institui&ccedil;&otilde;es. Enfatiza que, ao contr&aacute;rio do que se concebe, o PEP &eacute; muito mais seguro e possui maior possibilidade de manuten&ccedil;&atilde;o da confidencialidade do que os prontu&aacute;rios em papel, no qual o risco de um acesso n&atilde;o autorizado ocorrer &eacute; maior que num sistema eletr&oacute;nico.</P>     <P>Apesar dos enfermeiros pesquisados n&atilde;o trabalharem com sistemas de informa&ccedil;&atilde;o computacionais na institui&ccedil;&atilde;o, acreditam no PEP como um sistema facilitador. Entretanto, apontam a necessidade de capacita&ccedil;&otilde;es e estrutura para implanta&ccedil;&atilde;o do sistema, conforme mostram as falas a seguir:</P>     <P><i>“Dever&aacute; ter cursos de capacita&ccedil;&atilde;o para todos os funcion&aacute;rios, v&aacute;rios computadores para acesso”</i> E3</P>     <P>“Espero que haja treinamento e discuss&atilde;o sobre boas pr&aacute;ticas de como facilitar os servi&ccedil;os e beneficiar o atendimento ao cliente”</i> E2</P>     <P>Cientes da necessidade da capacita&ccedil;&atilde;o, alguns temem que a mesma n&atilde;o ocorra.</P>     <P><i>“&Eacute; um benef&iacute;cio quando a capacita&ccedil;&atilde;o vem para todos antes da implanta&ccedil;&atilde;o do processo. Caso contr&aacute;rio ser&aacute; um transtorno”.“Mais um fator de estresse, caso n&atilde;o haja capacita&ccedil;&atilde;o”</i> E8</P>     <P>&Eacute; obvio para os enfermeiros que para se obter benef&iacute;cios com o prontu&aacute;rio eletr&oacute;nico do paciente &eacute; preciso saber us&aacute;-lo.</P>     <P>Um outro ponto abordado foi a quest&atilde;o do sistema propiciar o estudo e a pesquisa.</P>     <P><i>“Para o profissional de sa&uacute;de grandes benef&iacute;cios para busca do hist&oacute;rico dos pacientes e para pesquisa (estudo de caso)”</i> E1</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Em conformidade com Mour&atilde;o e Neves (2006), esse suporte eletr&oacute;nico permite a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos, servindo de apoio para o diagn&oacute;stico e para o tratamento da sa&uacute;de das pessoas, al&eacute;m da possibilidade oportunizar um melhor gerenciamento dos recursos, melhorar os processos administrativos e financeiros e, ainda, facilitar a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade.Os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o favorecem pesquisas em texto livre e, quando armazenados de forma estruturada, possibilita encontrar dados espec&iacute;ficos para determinar se um item em particular foi registado ou n&atilde;o, permitindo pesquisas coletivas e corroborando com o levantamento estat&iacute;stico (Costa, 2001).</P>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas perspectivas quanto &agrave; operacionalidade do sistema, descrevemos a fala a seguir:</P>     <P><i>“... quando o sistema estiver fora do ar n&atilde;o tem como acessar o prontu&aacute;rio”</i> E5</P>     <P>Uma perspetiva negativa destacada pelos enfermeiros refere-se ao facto de o sistema estar sujeito a falhas. A esse respeito, McDonald e Barnet (1990) apud Marin, Massad e Neto (2003) citam a possibilidade do sistema ficar inoperante por minutos, horas ou dias, o que n&atilde;o possibilita a consulta das informa&ccedil;&otilde;es pretendidas. Essa quest&atilde;o tamb&eacute;m deve ser levada em considera&ccedil;&atilde;o, porque realmente o tempo de indisponibilidade das informa&ccedil;&otilde;es pode ser crucial. Por&eacute;m, vale lembrar que um bom sistema reduz a probabilidade de falhas desta natureza. Al&eacute;m disso, uma boa gest&atilde;o deve prever as poss&iacute;veis falhas e estar apta a corrig&iacute;-las de forma imediata.</P>     <P><i>“Como todas as solicita&ccedil;&otilde;es s&atilde;o online, &agrave;s vezes a comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal se perde.”</i> E6</P>     <P>A possibilidade de perda da comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal entre os componentes da equipe de sa&uacute;de foi ressaltada pelos enfermeiros. Esta possibilidade, segundo Dejours (1993) apud Fonseca e Santos (2007), depende do tipo de rela&ccedil;&atilde;o que os profissionais de sa&uacute;de t&ecirc;m no seu lugar de trabalho. A coopera&ccedil;&atilde;o est&aacute; profundamente relacionada &agrave; vontade das pessoas de trabalharem juntas e de superarem coletivamente as contradi&ccedil;&otilde;es que nascem devido aos mandos da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho.</P>     <P><i>“&Eacute; bem complexo. Se for implantado dever&aacute; ter uma estrutura.”</i>E3</P>     <P>Para o interc&acirc;mbio de dados e gerenciamento de recursos, &eacute; necess&aacute;ria a ado&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o, leis e regras que regulamentem o processo de transmiss&atilde;o, especialistas no desenvolvimento de sistemas de PEP e de redes locais, regionais e nacionais que compreende uma infraestrutura m&iacute;nima para a sua implanta&ccedil;&atilde;o. (Marin, Massad e Neto, 2003).</P>     <P>Outra perspetiva destacada, diz respeito &agrave; seguran&ccedil;a das informa&ccedil;&otilde;es, conforme cita&ccedil;&atilde;o a seguir:</P>     <P><i>“...as informa&ccedil;&otilde;es podem ficar &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de pessoas n&atilde;o aptas e podem ocorrer falhas no sistema.”</i> E2</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>De facto, um sistema como este deve ser regido por um forte esquema de seguran&ccedil;a. Se na constru&ccedil;&atilde;o do sistema a seguran&ccedil;a n&atilde;o for valorizada, a probabilidade do mesmo fracassar &eacute; grande. Al&eacute;m disso, muitos processos legais podem ser movidos contra a institui&ccedil;&atilde;o (Valle <i>et al</i>., 2011; Marin, Massad e Neto, 2003).</P>     <P>A indiferen&ccedil;a quanto ao PEP pode ser destacada na fala a seguir:</P>     <P><i>“... talvez o PEP n&atilde;o altere, ou seja, n&atilde;o ir&aacute; interferir significativamente no meu trabalho em particular. No contexto geral, talvez fa&ccedil;a diferen&ccedil;a”</i> E5</P>     <P>&Eacute; natural que o novo cause estranheza e at&eacute; mesmo rejei&ccedil;&atilde;o dos profissionais envolvidos, no entanto, uma boa aceita&ccedil;&atilde;o depende da forma como a mudan&ccedil;a &eacute; apresentada. As inova&ccedil;&otilde;es submetem as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de a processos de mudan&ccedil;a que podem ser dificultados por uma atitude de resist&ecirc;ncia por parte dos utilizadores (Cunha, Ferreira e Rodrigues, 2010). Sistemas que interferem nos h&aacute;bitos rotineiros das pessoas, em geral, n&atilde;o s&atilde;o bem aceites ou demoram algum tempo para serem aceites, exigindo, portanto, envolvimento constante, treinamento e ensino (Marin, Massad e Neto, 2003; Costa, 2001).</P>     <P>&Eacute; seguro afirmar que, muitas vezes, n&atilde;o &eacute; a tecnologia que dificulta a realiza&ccedil;&atilde;o de novos sistemas, mas a natureza da organiza&ccedil;&atilde;o ou forma de trabalho tradicional dos profissionais. Sistemas integrados pressup&otilde;em n&atilde;o somente servi&ccedil;os e organiza&ccedil;&otilde;es integradas, mas principalmente, profissionais integrados. Este aspecto caracteriza, muitas vezes, a barreira cr&iacute;tica no desenvolvimento e ado&ccedil;&atilde;o de um PEP (Marin, Massad e Neto, 2003).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Conclus&atilde;o</b></P>     <P>As conce&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros sobre o PEP destacaram que se trata de um sistema facilitador da pr&aacute;tica, tendo em vista o acesso, a disponibilidade das informa&ccedil;&otilde;es, a rapidez, a praticidade, a clareza e a otimiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o f&iacute;sico. Por&eacute;m, as falas dos mesmos revelam um conhecimento superficial sobre o assunto, facto que denuncia a necessidade urgente de capacita&ccedil;&atilde;o, para viabilizar a implanta&ccedil;&atilde;o do sistema na institui&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s perspetivas, houve predom&iacute;nio nas respostas dos enfermeiros de pontos positivos como agilidade e pesquisa, entretanto, deixaram claro que sem estrutura e capacita&ccedil;&atilde;o, a implanta&ccedil;&atilde;o se torna invi&aacute;vel, tornando um poss&iacute;vel aux&iacute;lio em um transtorno a mais para ser administrado. De facto, toda a tecnologia do sistema pode se tornar in&uacute;til se n&atilde;o houver uma ades&atilde;o em massa dos profissionais.</P>     <P>A esse respeito, ressalta-se que a constru&ccedil;&atilde;o e a implanta&ccedil;&atilde;o de um sistema PEP &eacute; complexo e requer intenso estudo, planeamento e treinamento intensivo para os usu&aacute;rios. Embora muitas vezes atenda a todos estes requisitos, o sistema &eacute; pass&iacute;vel de rejei&ccedil;&atilde;o pelos profissionais. Tal facto &eacute; extremamente importante e merece uma aten&ccedil;&atilde;o especial, devendo a organiza&ccedil;&atilde;o manter os funcion&aacute;rios informados e participantes do processo de constru&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o, para consequente compreens&atilde;o do mesmo como facilitador de sua pr&aacute;tica.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os pontos negativos apontados como falha do sistema, impessoalidade nas rela&ccedil;&otilde;es e falta de seguran&ccedil;a s&atilde;o pertinentes, principalmente, pela falta de conhecimento mais profundo sobre o tema e pela falta da viv&ecirc;ncia pr&aacute;tica, j&aacute; que a institui&ccedil;&atilde;o ainda utiliza o prontu&aacute;rio tradicional.</P>     <P>Ressalta-se que somente uma implanta&ccedil;&atilde;o bem feita e que conte com profissionais conscientes e capacitados, trar&aacute; como reflexo um trabalho bem estruturado, planeado e organizado, com influ&ecirc;ncia direta na aten&ccedil;&atilde;o integral ao cliente.</P>     <P>Por fim, a compreens&atilde;o do PEP como um processo e n&atilde;o um produto torna-se premente, devendo ser considerado como um sistema de informa&ccedil;&atilde;o que permitir&aacute; acesso, seguran&ccedil;a e padroniza&ccedil;&atilde;o. Assim, a implanta&ccedil;&atilde;o do PEP &eacute; uma grande jornada, que necessita de trabalho conjunto com a participa&ccedil;&atilde;o de todos.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></P>     <P>BARDIN, Laurence (1994) - An&aacute;lise de conte&uacute;do. Lisboa : Edi&ccedil;&otilde;es 70.</P>     <P>BENITO, Gladys Am&eacute;lia V&eacute;les ; LICHESKI, Ana Paula (2009) - Sistemas de informa&ccedil;&atilde;o apoiando a gest&atilde;o do trabalho em sa&uacute;de. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 62, n&ordm; 3, p. 447-450.</P>     <P>COSTA, Claudio Giulliano Alves da (2001) - Desenvolvimento e avalia&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica de um sistema de prontu&aacute;rio eletr&ocirc;nico do paciente, baseado nos paradigmas da World Wide Web e da engenharia de software. Campinas : [s.n.]. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</P>     <P>CUNHA, Alice Paula da ; FERREIRA, Jo&atilde;o J. M. ; RODRIGUES, Manuel Alves (2010) - Atitude dos enfermeiros face ao sistema informatizado de informa&ccedil;&atilde;o em enfermagem. Refer&ecirc;ncia[Em linha]. S&eacute;rie III, n&deg; 1, p. 7-16. [Consult 04 Mai. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=informacao&id_website=3&target=DetalhesArtigo&id_artigo=2174" target="_blank">http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=informa&ccedil;&atilde;o&amp;id_website=3&amp;target=DetalhesArtigo&amp;id_artigo=2174&gt;</a>.</P>     <P>DICK, Richard S. ; STEEN, Elaine B. ; DETMER, Dom E. (1997) - The computer-based patient record: an essential technology for health care. Washington : National Academy Press.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>FIGUEIREDO, N&eacute;bia Maria Almeida de (2008) - M&eacute;todo e metodologia na pesquisa cient&iacute;fica. 3&ordf; ed. S&atilde;o Caetano do Sul : Yedis Editora.</P>     <P>FONSECA, Cl&aacute;udia Maria Barboza Machado ; SANTOS, M&ocirc;nica Loureiro dos (2007) - Tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e cuidado hospitalar: reflex&otilde;es sobre o sentido do trabalho.Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva [Em linha]. Vol. 12, n&ordm; 3, p. 699-708. [Consult 10 Jul. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.scielo.br/pdf/csc/v12n3/20.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/csc/v12n3/20.pdf</a>&gt;.</P>     <P>GUBIANI, Ju&ccedil;ara Salete ; ROCHA, Rafael Port da ; D’ORNELLAS, Marcos Cordeiro (2003) - Interoperabilidade sem&acirc;ntica do prontu&aacute;rio eletr&ocirc;nico do paciente. In SIMP&Oacute;SIO DE INFORM&Aacute;TICA DA REGI&Atilde;O CENTRO DO RS: ANAIS 2. [Em linha]. [Consult. 16 Out. 2008]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.sirc.unifra.br/artigos2003/Artigo16.pdf" target="_blank">http://www.sirc.unifra.br/artigos2003/Artigo16.pdf</a>&gt;.</P>     <P>LLAPA RODRIGUEZ, Eliana Ofelia [et al.] (2008) - Inform&aacute;tica em enfermagem: facilitador na comunica&ccedil;&atilde;o e apoio para a pr&aacute;tica. Investigacion y Educacion en Enfermeria [Em linha]. Vol. 26, n&ordm; 2, suppl., p. 144-149. [Consult 10 Jul. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/iee/article/view/2871/2396" target="_blank">http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/iee/article/view/2871/2396</a>&gt;.</P>     <P>MANCIA, Joel Rolim ; CABRAL, Leila Chaves ; KOERICH, Magda Santos (2004) - Educa&ccedil;&atilde;o permanente no contexto da enfermagem e na sa&uacute;de. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 57, n&ordm; 5, p. 606-610.</P>     <P>MARIN, Heimar F. (1995) - Inform&aacute;tica em enfermagem. S&atilde;o Paulo : EPU.</P>     <P>MARIN, Heimar de F&aacute;tima ; MASSAD, Eduardo ; AZEVEDO NETO, Raymundo Soares de  (2003) - O prontu&aacute;rio eletr&ocirc;nico do paciente na assist&ecirc;ncia, informa&ccedil;&atilde;o e conhecimento m&eacute;dico. S&atilde;o Paulo : FMUSP/UNIFESP/OPAS.</P>     <P>MORAES, Ilara Hammerli Sozza de (1994) - Informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: da pr&aacute;tica fragmentada ao exerc&iacute;cio da cidadania. S&atilde;o Paulo : Hucitec.</P>     <P>MOUR&Atilde;O, Alice Diniz ; NEVES,Tadeu de Ramos (2006) – Impactos da implanta&ccedil;&atilde;o do prontu&aacute;rio eletr&ocirc;nico do paciente sobre o trabalho dos profissionais de sa&uacute;de da Prefeitura Municipal e Belo Horizonte. Associa&ccedil;&atilde;o Educacional Dom Bosco [Em linha]. [Consult. 28 Out. 2009]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.aedb.br/seget/artigos07/56_SEGET.pdf" target="_blank">http://www.aedb.br/seget/artigos07/56_SEGET.pdf</a>&gt;.</P>     <P>OLIVEIRA, Marlene (2005) - Origem e evolu&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o. In OLIVEIRA, M., coord. - Ci&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o e biblioteconomia: novos conte&uacute;dos e espa&ccedil;os de atua&ccedil;&atilde;o. Belo Horizonte : UFMG.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>SIM&Otilde;ES, Cla&uacute;dia Maria Antunes Rego ; SIM&Otilde;ES, Jo&atilde;o Filipe Fernandes Lindo (2007) - Avalia&ccedil;&atilde;o inicial de enfermagem em linguagem CIPE&reg; segundo as necessidades humanas fundamentais. Refer&ecirc;ncia [Em linha]. S&eacute;rie II, n&ordm; 4, p. 09-23. [Consult 04 Mai. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=informacao&id_website=3&target=DetalhesArtigo&id_artigo=13" target="_blank">http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=informa&ccedil;&atilde;o&amp;id_website=3&amp;target=DetalhesArtigo&amp;id_artigo=13</a>&gt;.</P>     <P>VALLE, Waleska Alves de Castro [et al.] (2011) - Hiperdia, sistema de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento para melhoria da pr&aacute;tica de enfermagem na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Revista Enfermagem Brasil. Vol. 10, p. 108-114.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 27.04.11</P>     <P>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 14.10.11</P>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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