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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores implicados no fenómeno de bullying em contexto escolar: revisão integrada da literatura]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Scientific evidence suggests that bullying is an increasingly common phenomenon in schools, with a significant number of health consequences. Thus, its prevention should be considered a priority. So as to identify the factors involved in the phenomenon of bullying in schools, a systematic literature review was conducted using the database Biblioteca do Conhecimento Online (b-on) with the following keywords: “bullying/bullying school context”, and the following inclusion criteria: participants (5th- 9th grade students); variables under analysis (factors inplicated in the phenomenon of bullying), without restrictions related to study design. Three hundred and fifty-one papers were identified, 132 of which were not accessible. Taking into account the inclusion criteria, 203 papers were eliminated, and the remaining 16 were analyzed. From the analysis of the results of the studies included in this literature review, four types of factors emerged: factors related to sociodemographic variables; factors related to personal variables; factors related to the family dimension; and also factors related to school variables. According to these typologies, various protective and risk factors related to the bullying phenomenon were identified.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Las evidencias científicas sugieren que el acoso es un fenómeno cada vez más frecuente en el contexto escolar, al cual está inherente un vasto número de consecuencias para la salud, por lo que su prevención debe constituir un área prioritaria. Con el objetivo de identificar a los factores implicados en el fenómeno del acoso en contexto escolar, se efectuó una revisión de la literatura de forma sistematizada en la “Biblioteca do Conhecimento Online” (b-on) con las siguientes palabras clave: “bullying/bullying school context”, considerando los siguientes criterios de inclusión: participantes (estudiantes del 2º y 3º ciclos de educación); variables bajo estudio (factores implicados en el fenómeno de acoso), sin restricciones relativas al diseño de los estudios. Se identificaron 351 artículos, entre los cuales no fue posible acceder a 132. Considerando los criterios de inclusión, fueron eliminados 203 artículos, los restantes 16 fueron analizados. Del análisis de los resultados de los estudios que integran esta revisión de la literatura, emergieron cuatro tipologías de factores: aquellos relacionados con las variables sociodemográficas, aquellos relacionados con las variables personales, aquellos relativos a la dimensión familiar y aun aquellos relacionados con las variables escolares. En función de estas tipologías, se identificaron diversos factores protectores y factores de riesgo implicados en el fenómeno de acoso.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>Fatores implicados no fen&oacute;meno de <i>bullying</i> em contexto escolar: revis&atilde;o integrada da literatura</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Rita Lopez</b>*; <b>Ana Filipa Amaral</b>**; <b>Jo&atilde;o Ferreira</b>***; <b>Teresa Barroso</b>****</P>     <P>* Mestranda em Enfermagem de Sa&uacute;de do Idoso e Geriatria na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) [<a href="mailto:lopez8789@hotmail.com">lopez8789@hotmail.com</a>].</P>     <P>** Enfermeira, Associa&ccedil;&atilde;o de Benefic&ecirc;ncia Popular de Gouveia (ABPG) – Unidade de Cuidados Continuados [<a href="mailto:anafilipa_amaral@hotmail.com">anafilipa_amaral@hotmail.com</a>].</P>     <P>*** Enfermeiro, Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca E.P.E. – Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia Geral [<a href="mailto:joaofsf@hotmail.com">joaofsf@hotmail.com</a>].</P>     <P>**** Enfermeira Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de mental e Psiquiatria; Mestre em Toxicodepend&ecirc;ncias e Patologias Psicossociais, Doutorada em Enfermagem, Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra [<a href="mailto:tbarroso@esenfc.pt">tbarroso@esenfc.pt</a>].</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resumo</b></P>     <P>As evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas sugerem que o <i>bullying</i> &eacute; um fen&oacute;meno cada vez mais frequente no contexto escolar, ao qual est&aacute; inerente um vasto n&uacute;mero de consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de, pelo que, a sua preven&ccedil;&atilde;o deve constituir uma &aacute;rea priorit&aacute;ria. Com o objetivo de identificar os fatores implicados no fen&oacute;meno do <i>bullying</i> em contexto escolar, efetuou-se uma revis&atilde;o da literatura de forma sistematizada na Biblioteca do Conhecimento Online (<i>b-on</i>) com as seguintes palavras-chave: “<i>bullying</i>/<i>bullying school context</i>”, considerando os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: participantes (estudantes do 2&ordm; e 3&ordm; ciclo); vari&aacute;veis em estudo (fatores implicados no fen&oacute;meno do <i>bullying</i>), sem restri&ccedil;&otilde;es relativas ao desenho dos estudos. Foram identificados 351 artigos, dos quais n&atilde;o foi poss&iacute;vel aceder a 132. Considerando os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, foram eliminados 203 artigos, os restantes 16 foram analisados. Da an&aacute;lise dos resultados dos estudos que integram esta revis&atilde;o da literatura, emergem quatro tipologias de fatores, os fatores relacionados com as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, os fatores relacionados com as vari&aacute;veis pessoais, os relativos &agrave; dimens&atilde;o familiar e ainda os relacionados com as vari&aacute;veis escolares. Em fun&ccedil;&atilde;o destas tipologias, identificaram-se diversos fatores protetores e fatores de risco implicados no fen&oacute;meno de <i>bullying</i>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Palavras-chave</b>:<i>bullying</i>; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; adolescentes.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Factors related to the <i>bullying</i> phenomenon in school context: integrative literature review</b></P>     <P><b>Abstract</b></P>     <P>Scientific evidence suggests that bullying is an increasingly common phenomenon in schools, with a significant number of health consequences. Thus, its prevention should be considered a priority. So as to identify the factors involved in the phenomenon of bullying in schools, a systematic literature review was conducted using the database <i>Biblioteca do Conhecimento Online</i> (<i>b-on</i>) with the following keywords: “<i>bullying</i>/<i>bullying school context</i>”, and the following inclusion criteria: participants (5<Sup>th</Sup>- 9<Sup>th</Sup> grade students); variables under analysis (factors inplicated in the phenomenon of bullying), without restrictions related to study design. Three hundred and fifty-one papers were identified, 132 of which were not accessible. Taking into account the inclusion criteria, 203 papers were eliminated, and the remaining 16 were analyzed. From the analysis of the results of the studies included in this literature review, four types of factors emerged: factors related to sociodemographic variables; factors related to personal variables; factors related to the family dimension; and also factors related to school variables. According to these typologies, various protective and risk factors related to the bullying phenomenon were identified.</P>     <P><b>Keywords</b>: bullying; health promotion; teenagers.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Factores implicados en el fen&oacute;meno de acoso en contexto escolar: revisi&oacute;n integrada de la literatura</b></P>     <P><b>Resumen</b></P>     <P>Las evidencias cient&iacute;ficas sugieren que el acoso es un fen&oacute;meno cada vez m&aacute;s frecuente en el contexto escolar, al cual est&aacute; inherente un vasto n&uacute;mero de consecuencias para la salud, por lo que su prevenci&oacute;n debe constituir un &aacute;rea prioritaria. Con el objetivo de identificar a los factores implicados en el fen&oacute;meno del acoso en contexto escolar, se efectu&oacute; una revisi&oacute;n de la literatura de forma sistematizada en la “Biblioteca do Conhecimento Online” (<i>b-on</i>) con las siguientes palabras clave: “<i>bullying</i>/<i>bullying school context</i>”, considerando los siguientes criterios de inclusi&oacute;n: participantes (estudiantes del 2&ordm; y 3&ordm; ciclos de educaci&oacute;n); variables bajo estudio (factores implicados en el fen&oacute;meno de acoso), sin restricciones relativas al dise&ntilde;o de los estudios. Se identificaron 351 art&iacute;culos, entre los cuales no fue posible acceder a 132. Considerando los criterios de inclusi&oacute;n, fueron eliminados 203 art&iacute;culos, los restantes 16 fueron analizados. Del an&aacute;lisis de los resultados de los estudios que integran esta revisi&oacute;n de la literatura, emergieron cuatro tipolog&iacute;as de factores: aquellos relacionados con las variables sociodemogr&aacute;ficas, aquellos relacionados con las variables personales, aquellos relativos a la dimensi&oacute;n familiar y aun aquellos relacionados con las variables escolares. En funci&oacute;n de estas tipolog&iacute;as, se identificaron diversos factores protectores y factores de riesgo implicados en el fen&oacute;meno de acoso.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Palabras clave</b>: acoso; promoci&oacute;n de la salud; adolescentes.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></P>     <P>As diversas organiza&ccedil;&otilde;es implicadas na educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de das crian&ccedil;as e jovens, designadamente a UNESCO, UNICEF e OMS, t&ecirc;m vindo a mostrar crescente preocupa&ccedil;&atilde;o com a viol&ecirc;ncia ocorrida em contexto escolar, considerando-a um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, a n&iacute;vel mundial, pelas graves implica&ccedil;&otilde;es na sa&uacute;de atual e futura das pessoas/fam&iacute;lias e comunidades (Molcho <i>et al</i>., 2009).</P>     <P>Em Portugal, antev&ecirc;-se um impacto crescente destes problemas, nomeadamente da delinqu&ecirc;ncia juvenil e dos comportamentos violentos (Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Alto Comissariado da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para a Sa&uacute;de Mental, 2008). O Plano Nacional de Sa&uacute;de Escolar, reconhecendo a influ&ecirc;ncia decisiva do ambiente escolar nos comportamentos das crian&ccedil;as e dos jovens, estabelece a preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia em meio escolar, incluindo o <i>bullying</i> e comportamentos autodestrutivos como uma das &aacute;reas priorit&aacute;rias da interven&ccedil;&atilde;o (Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Divis&atilde;o de Sa&uacute;de Escolar, 2006).</P>     <P>Os estudos neste dom&iacute;nio indicam que o <i>bullying</i> &eacute; um fen&oacute;meno cada vez mais frequente no contexto escolar (Olweus, 1994; Smith <i>et al</i>., 1999; Pereira, 2002; Pereira <i>et al</i>., 2004; Barros, Carvalho e Pereira, 2009). O <i>bullying</i> entre pares &eacute; considerado uma subcategoria do comportamento agressivo, definido por Smith <i>et al</i>. (1999) como um comportamento particularmente perverso, uma vez que &eacute; dirigido de forma repetitiva no tempo, caracterizando-se pela desigualdade de poder entre os intervenientes (agressor e v&iacute;tima). Assim, &eacute; consensual considerar-se <i>bullying</i> como qualquer comportamento agressivo de intimida&ccedil;&atilde;o com car&aacute;ter regular e frequente, que resulta em pr&aacute;ticas violentas exercidas por um indiv&iacute;duo ou grupo de indiv&iacute;duos a outro/os (Olweus, 1994; Smith <i>et al</i>., 1999; Pereira, 2002; Pereira <i>et al</i>., 2004; Barros, Carvalho e Pereira, 2009). O processo de <i>bullying</i> traduz-se num comportamento intencional no qual o agressor assume uma posi&ccedil;&atilde;o de poder relativamente a outros que n&atilde;o t&ecirc;m capacidade para se defender, atrav&eacute;s da indu&ccedil;&atilde;o no outro de um sentimento de inferioridade (Formosinho e Sim&otilde;es, 2001).</P>     <P>Este tipo de viol&ecirc;ncia pode ser f&iacute;sica, verbal, psicol&oacute;gica e/ou sexual, podendo ocorrer de forma direta ou indireta, sendo ambas prejudiciais &agrave; sa&uacute;de mental do indiv&iacute;duo (Barros, Carvalho e Pereira, 2009). Relativamente &agrave; forma direta, esta inclui agress&otilde;es f&iacute;sicas e verbais, enquanto a indireta acontece atrav&eacute;s da dissemina&ccedil;&atilde;o de rumores desagrad&aacute;veis que visam a discrimina&ccedil;&atilde;o e a exclus&atilde;o da v&iacute;tima do seu grupo social (Barros, Carvalho e Pereira, 2009). De acordo com o ciclo da agress&atilde;o, especificamente no contexto escolar, proposto por Neto (<i>apud</i> Barros, Carvalho e Pereira, 2009), existem diferentes pap&eacute;is desempenhados pelos intervenientes no processo de <i>bullying</i>, a saber: o “agressor” - que coloca em pr&aacute;tica a agress&atilde;o; a “v&iacute;tima” - que &eacute; o alvo da agress&atilde;o; o “seguidor” - que apoia o agressor; o “defensor” - que apoia a v&iacute;tima; e por &uacute;ltimo, o “espetador” ou “<i>voyeur</i>”, que presencia a agress&atilde;o sem tomar partido de qualquer parte envolvida no processo. As v&iacute;timas podem ainda ser classificadas como passivas ou provocadoras, sendo as primeiras habitualmente caracterizadas como indiv&iacute;duos solit&aacute;rios, ansiosos e sens&iacute;veis, e as segundas como indiv&iacute;duos com d&eacute;fices nas compet&ecirc;ncias sociais e impulsivos (Barros, Carvalho e Pereira, 2009).</P>     <P>O <i>bullying</i> &eacute; determinante no desenvolvimento dos jovens, com consequ&ecirc;ncias a diversos n&iacute;veis, designadamente: ajustamento psicol&oacute;gico desade quado, problemas psicossom&aacute;ticos, fraco rendimento escolar, absentismo, e, em casos mais graves, a morte prematura (Molcho <i>et al.</i>, 2009). Os agressores podem adotar um estilo de vida de pr&eacute;-delinqu&ecirc;ncia, com envolvimento problem&aacute;tico de subst&acirc;ncias e criminalidade (Olweus e Marques <i>et al</i>. <i>apud</i> Barros, Carvalho e Pereira, 2009).</P>     <P>A maioria dos casos de <i>bullying</i> em contexto escolar passam despercebidos e/ou s&atilde;o mantidos em segredo por um longo per&iacute;odo de tempo (Barros, Carvalho e Pereira, 2009), dificultando por isso a interven&ccedil;&atilde;o precoce.</P>     <P>Estudos efetuados em v&aacute;rios pa&iacute;ses apontam para que pelo menos 15% de adolescentes e jovens em contexto escolar se envolvam em comportamentos de <i>bullying</i> (Sudermann <i>et al</i>. <i>apud</i> Carvalhosa, Lima e Matos, 2001).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A n&iacute;vel nacional, t&ecirc;m sido realizados estudos com o objetivo de identificar e compreender a dimens&atilde;o do problema e analisar os n&iacute;veis de <i>bullying</i> no contexto escolar, designadamente no &acirc;mbito do <i>Health Behaviour in School-aged Children (HBSC)</i>. Os resultados do estudo numa amostra de 6903 jovens do 6&ordm;, 8&ordm; e 10&ordm;, anos portugueses, mostraram que 25,7% (1751) dos jovens referem j&aacute; ter estado envolvidos em comportamentos de viol&ecirc;ncia na escola, ou como v&iacute;timas (alvos da provoca&ccedil;&atilde;o), ou como provocadores (agentes da provoca&ccedil;&atilde;o) ou duplamente envolvidos (simultaneamente v&iacute;timas e provocadores), mais do que duas vezes no per&iacute;odo letivo (Matos e Carvalhosa, 2001).</P>     <P>No estudo de Louren&ccedil;o <i>et al</i>. (2009), realizado em nove concelhos da Sub-Regi&atilde;o de Sa&uacute;de de Bragan&ccedil;a, envolvendo 13 agrupamentos escolas (do 1&ordm; ao 2&ordm; ciclos), com uma amostra de 3891 estudantes dos 5 aos 16 anos de idade, os resultados indicam que 36,4% dos estudantes referem ter sido v&iacute;timas de agress&atilde;o, uma, duas ou mais vezes. Os autores salientam, ainda, que a maior parte dos comportamentos agressivos ocorre no recreio.</P>     <P>Considerando a relev&acirc;ncia deste fen&oacute;meno e as suas implica&ccedil;&otilde;es na sa&uacute;de atual e futura dos adolescentes e jovens, &eacute; essencial a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de neste dom&iacute;nio. Para a constru&ccedil;&atilde;o e planeamento de programas de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de eficazes &eacute; fundamental a melhor compreens&atilde;o do fen&oacute;meno. Neste quadro, considerou-se essencial identificar quais os fatores implicados no fen&oacute;meno do <i>bullying</i> em contexto escolar.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Quest&atilde;o</b></P>     <P>Quais os fatores implicados no fen&oacute;meno de <i>bullying</i> em contexto escolar?</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Metodologia</b></P>     <P>O objetivo principal desta revis&atilde;o da literatura &eacute; identificar os fatores implicados no fen&oacute;meno de <i>bullying</i> em contexto escolar. Para o efeito realizou-se uma pesquisa de uma forma sistematizada dos estudos publicados a partir do ano 2005 inclusive, tendo em conta os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: participantes - estudantes do 2&ordm; e 3&ordm; ciclo (idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos de idade); vari&aacute;veis - referentes ao fen&oacute;meno do <i>bullying</i> no contexto escolar; desenho do estudo - sem restri&ccedil;&otilde;es.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Estrat&eacute;gia da pesquisa para identifica&ccedil;&atilde;o dos estudos</b></P>     <P>A pesquisa foi realizada nos meses de abril e maio de 2010 na Biblioteca do Conhecimento Online (<i>b-on</i>), com as seguintes palavras-chave: “<i>bullying</i>/<i>bullying school context</i>”, incluindo as seguintes bases de dados: <i>Annual Reviews</i>; <i>Elsevier-Science Direct (Freedom collection)</i>; <i>SpringerLink (Springer/Kluwer)</i>; <i>Wiley Online Library (Wiley)</i>; <i>Academic Search Complete (EBSCO)</i>; <i>PubMed</i>; <i>Web of Science (ISI)</i>; <i>Current Contents (ISI)</i>; <i>ISI Proceedings (ISI)</i>; <i>RCAAP</i>; <i>Sage (Political e Sociology)</i>; <i>Business Source Complete (EBSCO)</i>; <i>ERIC (EBSCO)</i>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Estudos identificados</b></P>     <P>Num primeiro refinamento da pesquisa, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o ano de publica&ccedil;&atilde;o previamente estabelecido (= 2005), foram identificados 351 artigos; n&atilde;o foi poss&iacute;vel aceder ao texto integral de 132 artigos. Os restantes 219 estudos foram analisados de acordo com os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o. Destes, foram eliminados 203 estudos por diversas raz&otilde;es, designadamente por serem estudos repetidos (89), por se referirem &agrave; an&aacute;lise do <i>bullying</i> noutro contexto (18), por se referirem a uma popula&ccedil;&atilde;o alvo diferente da definida nos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o (7), por serem estudos comparativos e inclu&iacute;dos em programas de sa&uacute;de (15), e por n&atilde;o estarem relacionados com a quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o (74).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resultados</b></P>     <P>Decorrente dos crit&eacute;rios previamente definidos, foram identificados 16 artigos, sobre os quais incide esta revis&atilde;o da literatura. Os estudos analisados foram elaborados em diversos pa&iacute;ses, designadamente na Holanda, Portugal, Gr&eacute;cia, Espanha, Chipre, Su&eacute;cia, Col&ocirc;mbia, Estados Unidos da Am&eacute;rica, Pa&iacute;s de Gales e Tail&acirc;ndia. Relativamente &agrave;s amostras utilizadas, estas variam de 56 (estudo de Thornberg, 2010) a 53316 (estudo de Chaux, Molano e Podlesky, 2009). No quadro 1, apresentam-se os estudos e os seus principais resultados.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>QUADRO 1 – Quadro s&iacute;ntese dos estudos que integram a revis&atilde;o da literatura</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a16q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P><b>Discuss&atilde;o</b></P>     <P>Dos 351 artigos identificados n&atilde;o foi poss&iacute;vel aceder a texto integral a 132 artigos. Os restantes 219 artigos foram sujeitos a an&aacute;lise. Decorrentes dos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o j&aacute; apresentados foram identificados 16 artigos. Estes foram submetidos a uma an&aacute;lise comparativa com o intuito de responder &agrave; seguinte quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o: “Quais os fatores implicados no fen&oacute;meno do <i>bullying</i> em contexto escolar?”.</P>     <P>Logo &agrave; partida, o estudo apresenta esta limita&ccedil;&atilde;o resultante de n&atilde;o ter sido poss&iacute;vel aceder ao texto integral de um grande n&uacute;mero de artigos; outra importante limita&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; n&atilde;o inclus&atilde;o, nesta revis&atilde;o da literatura, de uma pesquisa nas principais bibliotecas nacionais com acesso limitado &agrave; literatura neste dom&iacute;nio, porque n&atilde;o se encontra publicada.</P>     <P>Da an&aacute;lise dos estudos que integram esta revis&atilde;o da literatura, emergem v&aacute;rios fatores implicados nos processos de <i>bullying</i> (<i>bullying</i> e vitimiza&ccedil;&atilde;o). No quadro s&iacute;ntese que se apresenta (Quadro 2), procurou-se apresentar os principais fatores implicados nos processos de <i>bullying</i>, considerando dois grandes eixos: os fatores que apresentam uma associa&ccedil;&atilde;o positiva com o processo de <i>bullying</i>, apresentadas na coluna dos fatores de risco e, ainda, os fatores que apresentam uma associa&ccedil;&atilde;o negativa, na coluna dos fatores protetores. Como se pode verificar, emergem quatro tipologias de fatores: os fatores relacionados com as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, os fatores relacionados com as vari&aacute;veis pessoais, os relativos &agrave; dimens&atilde;o familiar e ainda os relacionados com as vari&aacute;veis escolares.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>QUADRO 2 – Quadro s&iacute;ntese dos fatores implicados nos processos de <i>bullying</i></P>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a16q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No que concerne aos fatores relacionados com as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, como se pode verificar, v&aacute;rios estudos sugerem o maior envolvimento dos rapazes nos fen&oacute;menos de <i>bullying</i>, designadamente Ttofi e Farrigton (2008); Bradshaw, Sawyer e O’Brennan (2009); Zegarra <i>et al</i>. (2009) e Chaux, Molano e Podlesky (2009). Estes resultados indicam o g&eacute;nero masculino como um fator de risco para o envolvimento neste tipo de comportamentos. Tamb&eacute;m, as minorias &eacute;tnicas sobressaiam enquanto fator de risco para o envolvimento em comportamentos de <i>bullying</i> no estudo de Lambert <i>et al</i>. (2008) e de Bradshaw, Sawyer e O’ Brennan (2009). Ainda neste dom&iacute;nio, emerge - pertencer ao estatuto social m&eacute;dio como fator protetor no envolvimento de fen&oacute;menos desta natureza no estudo de Aslund <i>et al</i>. (2009), e as desigualdades socioecon&oacute;micas no estudo de Chaux, Molano e Podlesky (2009), como fator de risco.</P>     <P>O envolvimento em comportamentos de <i>bullying</i> durante a adolesc&ecirc;ncia parece ter particular incid&ecirc;ncia entre os rapazes e entre as minorias &eacute;tnicas. As diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao g&eacute;nero poder&atilde;o estar associadas a influ&ecirc;ncias culturais, especificamente &agrave; socializa&ccedil;&atilde;o. Nos rapazes h&aacute; uma tend&ecirc;ncia para padr&otilde;es educacionais que estimulam a autonomia e a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal enquanto nas raparigas h&aacute; uma tend&ecirc;ncia para a valoriza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, a depend&ecirc;ncia, a conformidade e a submiss&atilde;o (Vieira, 2006). No que concerne &agrave;s minorias &eacute;tnicas, em algumas ocasi&otilde;es, o envolvimento em comportamentos de <i>bullying</i> poder&aacute; estar relacionado com a necessidade de reconhecimento social, uma forma de demonstrar poder ou determinado estatuto.</P>     <P>Relativamente aos fatores relacionados com as vari&aacute;veis pessoais, destaca-se como consensual nos dois &uacute;nicos estudos que analisam a associa&ccedil;&atilde;o do uso de subst&acirc;ncias com os comportamentos de <i>bullying</i> (estudo de Sim&otilde;es, Matos e Batista-Foguet, 2005 e o de Lambert <i>et al</i>., 2008) que o consumo de subst&acirc;ncias psicoativas constitui um fator de risco para o envolvimento neste tipo de comportamentos como agressor. Estes resultados est&atilde;o de acordo com estudos pr&eacute;vios que sublinham a associa&ccedil;&atilde;o entre o consumo de &aacute;lcool e outras subst&acirc;ncias e o envolvimento em comportamentos problema, nomeadamente a viol&ecirc;ncia (Barroso, Barbosa e Mendes, 2006).</P>     <P>Tamb&eacute;m, os baixos n&iacute;veis de empatia (Chaux, Molano e Podlesky, 2009; Cassidy, 2009), sintomas depressivos (Hoof <i>et al</i>., 2008; Est&eacute;vez, Murgui e Musitu, 2009), stress psicol&oacute;gico, baixa autoestima, baixos n&iacute;veis de comportamentos saud&aacute;veis, capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas mais baixa e perce&ccedil;&atilde;o de identidade social mais baixa (Cassidy, 2009) foram identificados como importantes fatores de risco para o envolvimento em comportamentos de <i>bullying</i>. Estes s&atilde;o importantes preditores de dificuldades de superar com sucesso os processos adaptativos que decorrem na adolesc&ecirc;ncia, tornando o adolescente mais vulner&aacute;vel ao envolvimento em comportamentos que envolvem risco para a sua sa&uacute;de.</P>     <P>Uma outra vari&aacute;vel estudada diz respeito &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es sociais e cren&ccedil;as que apoiam a viol&ecirc;ncia como importantes preditores (Chaux, Molano e Podlesky, 2009, Thornberg, 2010), designadamente ter uma apar&ecirc;ncia diferente, as diferen&ccedil;as comportamentais e as incapacidades, rea&ccedil;&atilde;o a algo diferente, e considerar o <i>bullying</i> como um marco na posi&ccedil;&atilde;o social. Estes resultados concorrem para os resultados de Georgiou (2009) que referem que crian&ccedil;as diferentes (na apar&ecirc;ncia ou no comportamento) apresentam maior envolvimento em comportamentos de <i>bullying</i>, e ainda com o estudo de Estell <i>et al</i>. (2009, cujos resultados sugerem a associa&ccedil;&atilde;o do Estilo de vida categorizado como “rebelde” ao ser agressor no processo de <i>bullying</i>. Ainda nesta dimens&atilde;o, salientamos os resultados relativos aos fatores protetores que indicam que bons n&iacute;veis de gest&atilde;o da vergonha (vergonha integrativa) podem ser protetores do envolvimento neste tipo de comportamentos (Ttofi e Farrigton, 2008).</P>     <P>No que diz respeito aos fatores familiares, salientam-se os seguintes fatores de risco: pertencer a fam&iacute;lias disfuncionais e/ou violentas, falta de suporte familiar e supervis&atilde;o parental (Georgiou, 2008; 2009; Lambert <i>et al</i>., 2008; Estell <i>et al</i>. 2009; Cassidy, 2009; Chaux, Molano e Podlesky, 2009). Por outro lado, parecem constituir fatores protetores viver com ambos os pais, ter irm&atilde;os (Lambert <i>et al</i>., 2008), coes&atilde;o e afetividade familiar (Hoof <i>et al</i>., 2008) assim como pertencer a fam&iacute;lias democr&aacute;ticas e passivas (Chaux, Molano e Podlesky, 2009).</P>     <P>Por fim, e no que concerne aos fatores escolares, os resultados indicam uma maior incid&ecirc;ncia deste fen&oacute;meno nos anos escolares iniciais (Lambert <i>et al</i>., 2008; Bradshaw, Sawyer e O’ Brennan, 2009; Chaux, Molano e Podlesky, 2009) podendo-se considerar – frequentar escolaridade mais baixa como um importante fator de risco para o envolvimento em comportamentos de <i>bullying</i>. Ainda como fatores de risco, os resultados apontam frequentar uma escola sub-urbana (Bradshaw, Sawyer e O’ Brennan, 2009); o fraco suporte dos professores assim como o maior r&aacute;cio estudante-professor (Bradshaw, Sawyer e O’ Brennan, 2009). Ainda neste dom&iacute;nio, encontrou-se o Isolamento social e a rejei&ccedil;&atilde;o pelos pares como fatores de risco para o envolvimento em comportamentos de <i>bullying</i> enquanto v&iacute;tima (Wei e Chen, 2009) e ainda a popularidade entre os colegas (agressor) e menor popularidade (v&iacute;tima) (Estell <i>et al</i>., 2009), estas s&atilde;o vari&aacute;veis que se poderiam integrar nas vari&aacute;veis pessoais. Estes resultados v&atilde;o de encontro aos estudos neste dom&iacute;nio, designadamente Pereira <i>et al</i>. (2004), que salientam a necessidade de repensar a escola e a sua oferta educativa e recreativa, em particular os recreios das escolas, os equipamentos neles existentes e a supervis&atilde;o desses espa&ccedil;os.</P>     <P>Neste dom&iacute;nio, salientamos ainda os fatores protetores, designadamente ter um papel ativo na escola e o bom desempenho escolar identificados no estudo de Lambert <i>et al</i>. (2008). Estes indicadores podem ser interpretados como par&acirc;metros avaliativos de um n&iacute;vel de integra&ccedil;&atilde;o escolar satisfat&oacute;rio ou elevado, constitu&iacute;do importantes preditores de sucesso.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Conclus&atilde;o</b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O <i>bullying</i> &eacute; um fen&oacute;meno grave ao qual est&aacute; inerente um grande n&uacute;mero de consequ&ecirc;ncias determinantes no desenvolvimento do adolescente. Da an&aacute;lise dos estudos que integram esta revis&atilde;o da literatura, emergem quatro tipologias de fatores implicados nos processos de <i>bullying</i>: os fatores relacionados com as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, os fatores relacionados com as vari&aacute;veis pessoais, os relativos &agrave; dimens&atilde;o familiar e ainda os relacionados com as vari&aacute;veis escolares. A sua an&aacute;lise assentou na classifica&ccedil;&atilde;o em dois grandes eixos: fator risco, isto &eacute;, fatores que apresentam uma associa&ccedil;&atilde;o positiva com o fen&oacute;meno de <i>bullying</i>; e fatores protetores, isto &eacute;, fatores que apresentam uma associa&ccedil;&atilde;o negativa com o fen&oacute;meno.</P>     <P>Em s&iacute;ntese, salienta-se que a evid&ecirc;ncia cientifica indica uma maior incid&ecirc;ncia deste fen&oacute;meno nos anos escolares iniciais, e que o tipo de envolvimento varia com a idade e com o g&eacute;nero. Os mais novos e os que frequentam anos de escolaridade mais baixos est&atilde;o significativamente mais envolvidos em comportamentos de vitima&ccedil;&atilde;o e em comportamentos de duplo envolvimento (como v&iacute;timas e como provocadores). Relativamente ao g&eacute;nero, s&atilde;o os rapazes que apresentam maior envolvimento como agressores (agress&otilde;es f&iacute;sicas e verbais), enquanto as raparigas adotam com maior frequ&ecirc;ncia as agress&otilde;es indiretas, caracterizadas por ofensas, humilha&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de rumores geradores de exclus&atilde;o social.</P>     <P>Destacam-se, ainda, os fatores pessoais associados ao <i>bullying</i> e pass&iacute;veis de serem alterados, designadamente consumo de subst&acirc;ncias psicoativas, baixos n&iacute;veis de autoestima e empatia, n&atilde;o-aceita&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a. Pelo que considera-se essencial a integra&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais nos programas de interven&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio.</P>     <P>Para al&eacute;m daqueles fatores, a fam&iacute;lia e a escola emergem como fatores determinantes no processo em an&aacute;lise.</P>     <P>Relativamente &agrave; fam&iacute;lia, destaca-se os estilos comunicacionais e educacionais das fam&iacute;lias, dos resultados apresentados, infere-se a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es familiares no sentido de promover a afetividade, suporte e a comunica&ccedil;&atilde;o funcional na fam&iacute;lia.</P>     <P>Por fim, no que concerne aos fatores escolares, sublinhamos a escola como um espa&ccedil;o de sociabiliza&ccedil;&atilde;o privilegiado, pela diversidade de intera&ccedil;&otilde;es interpessoais que s&atilde;o vivenciadas, designadamente entre pares, educadores, e outros agentes educativos, mas tamb&eacute;m, pela intensidade temporal em que aquelas decorrem, quer ao n&iacute;vel mais formal, em sala de aula, quer ao n&iacute;vel mais informal nos recreios. Este contexto contribui decisivamente para o desenvolvimento psicossocial do adolescente. Dos resultados encontrados, destaca-se a necessidade de intervir ao n&iacute;vel das estruturas e organiza&ccedil;&otilde;es escolares, designadamente aumentar o r&aacute;cio professor-estudante; promover o envolvimento dos agentes educativos enquanto fontes de suporte; dinamizar atividades escolares de forma a envolver os estudantes em atividades extra curriculares, entre outras.</P>     <P>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o os fatores implicados no fen&oacute;meno de <i>bullying</i> aqui analisados, considera-se ter contribu&iacute;do com elementos essenciais para o planeamento de interven&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de dirigidas aos adolescentes em contexto escolar.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></P>     <P>BARROS, Paulo Cesar ; CARVALHO, Jo&atilde;o Eloir ; PEREIRA, Maria Beatriz Ferreira Leite Oliveira (2009) – Um estudo sobre o <i>bullying</i> no contexto escolar. In CONGRESSO NACIONAL DE EDUCA&Ccedil;&Atilde;O – EDUCERE, 9&ordm; ; ENCONTRO SUL BRASILEIRO DE PSICOPEDAGOGIA, 3&ordm;, Curitiba, Brasil.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>BARROSO, Teresa ; BARBOSA, Ant&oacute;nio ; MENDES, Aida (2006) - Programas de preven&ccedil;&atilde;o do consumo de &aacute;lcool em jovens estudantes: revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie II, n&ordm; 3, p. 33-44.</P>     <P>CARVALHOSA, Susana Fonseca de ; LIMA, Lu&iacute;sa ; MATOS, Margarida Gaspar de (2001) – <i>bullying</i> – A provoca&ccedil;&atilde;o/vitima&ccedil;&atilde;o entre pares no contexto escolar portugu&ecirc;s. An&aacute;lise Psicol&oacute;gica. S&eacute;rie 19, n&ordm; 4, p. 523-537.</P>     <P>FORMOSINHO, Maria das Dores; SIM&Otilde;ES, Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Taborda (2001) – O <i>bullying</i> na escola: preval&ecirc;ncia, contextos e efeitos. Revista Portuguesa de Pedagogia. Ano 35, n&ordm; 2, p. 65-82.</P>     <P>LOUREN&Ccedil;O, L&eacute;lio Moura [et al.] (2009) - A gest&atilde;o educacional e o <i>bullying</i>: um estudo em escolas portuguesas. Interac&ccedil;&otilde;es. N.&ordm; 13, p. 208-228.</P>     <P>MATOS, Margarida Gaspar de ; CARVALHOSA, Susana Fonseca (2001) - Viol&ecirc;ncia na escola: v&iacute;timas, provocadores e outros. Lisboa : Faculdade de Motricidade Humana. (Aventura Social &amp; Sa&uacute;de ; Tema 2, n&ordm;1).</P>     <P>MOLCHO, Michal [et al.] (2009) – Cross-national time trends in bullying behavior 1994-2006: findings from Europe and North America. International Journal of Public Health. Vol. 54, Suppl. 2, p. 225-234.</P>     <P>OLWEUS, Dan (1994)- Bullying at school. Promotion &amp; Education. Vol. 1, n&ordm; 4, p. 27.</P>     <P>PEREIRA, Beatriz (2002) - Para uma escola sem viol&ecirc;ncia: estudo e preven&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas agressivas entre crian&ccedil;as. Porto : Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian ; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia, Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia.</P>     <P>PEREIRA, Beatriz [et al.] (2004) - Bullying in Portuguese schools. School Psychology International. Vol. 25, n&ordm; 2, p. 207-222.</P>     <P>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Divis&atilde;o de Sa&uacute;de Escolar (2006) – Programa Nacional de Sa&uacute;de Escolar. Lisboa : DGS.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Alto Comissariado da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para a Sa&uacute;de Mental (2008) – Plano Nacional de Sa&uacute;de Mental 2007-2016. Lisboa : Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para a Sa&uacute;de Mental.</P>     <P>SMITH, Peter K. [et al.] (1999) - The nature of school bullying: a cross-national perspective. 1&ordf; ed. Londres : Routledge.</P>     <P>VIEIRA, Cristina (2006) - Educa&ccedil;&atilde;o familiar: estrat&eacute;gias para a promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de g&eacute;nero. Lisboa : Comiss&atilde;o para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 05.07.11</P>     <P>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 05.11.11</P>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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