<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-0283</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Enf. Ref.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-0283</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-02832011000300017</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1148</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Implicações da mastectomia na sexualidade e imagem corporal da mulher e resposta da enfermagem perioperatória]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Implications of mastectomy for women’s sexuality and body image and the response of perioperative nurses]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Implicaciones de la mastectomía en la sexualidad y en la imagen corporal de la mujer y la respuesta por parte de la enfermería perioperatoria]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Patrícia da Assunção Fonseca]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Mafalda]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem de Coimbra  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>serIII</volume>
<numero>5</numero>
<fpage>163</fpage>
<lpage>171</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-02832011000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-02832011000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-02832011000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Para a maioria das mulheres o cancro da mama e a sua frequente amputação fomenta o desenvolvimento de consequências negativas na sua imagem corporal e, por conseguinte, na sua sexualidade. A mama está intimamente relacionada com a identidade feminina, a maturidade, a sexualidade e a maternidade, pelo que o impacto da mastectomia nas mulheres parece ser evidente, emergindo desafios para a enfermagem perioperatória. Neste sentido, elaboramos este artigo cujo principal objetivo foi integrar e analisar dados de estudos realizados, contribuindo para uma melhor compreensão da conjuntura atual e promovendo a crescente qualidade dos cuidados prestados. Para o efeito, a pesquisa foi realizada nas seguintes bases de dados: Medline com interface de pesquisa público PubMed, Cochrane Database of Sistematic Reviews, Reportório Científico de Acesso Aberto em Portugal e Cinahl; foram selecionados 6 estudos de acordo com os critérios de inclusão e exclusão definidos. Os resultados dos estudos analisados demonstram que a depreciação da imagem corporal está diretamente relacionada com a vivência da sexualidade, sendo que quanto mais mutilante for a cirurgia, maior será a depreciação da imagem corporal. Neste contexto as intervenções de enfermagem, particularmente de caráter informativo, são de extrema importância, pois facilitam os processos adaptativos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[For most women, breast cancer and the frequent amputation foster the development of a negative impact on their body image and, therefore, on their sexuality. The breast is closely related to female identity, maturity, sexuality and motherhood, so the impact of mastectomy on women seems to be clear, leading to challenges for perioperative nurses. Accordingly we produced this paper, whose main objective was to integrate and analyze data from studies, contributing to a better understanding of the current situation and promoting increased quality of care. To this end, research was undertaken using the following databases: Medline interfaced with PubMed, Cochrane Database of Systematic Reviews, Repertoire Open Access Scientific Portugal and CINAHL, from which 6 studies were selected according to defined inclusion and exclusion criteria. The results of the studies analyzed show that depreciation of body image is directly related to the experience of sexuality such that the more mutilating the surgery, the greater the decline in body image. In this context, nursing interventions, particularly informative, are of extremely important, because they facilitate adaptive processes.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Para la mayoría de las mujeres, el cáncer de mama y su frecuente amputación conllevan al desarrollo de consecuencias negativas sobre su imagen corporal y, por consiguiente, en su sexualidad. La mama está íntimamente relacionada a la identidad femenina, a la madurez, a la sexualidad y a la maternidad, por lo que el impacto de la mastectomía en las mujeres parece ser evidente, lo cual induce desafíos para la enfermería perioperatoria. En este sentido, elaboramos este artículo cuyo principal objetivo fue integrar y analizar datos de estudios realizados, contribuyendo así a una mejor comprensión de la coyuntura actual y promoviendo la creciente calidad de los cuidados prestados. Para tal, la investigación fue realizada en las siguientes bases de datos: Medline con interfaz de búsqueda pública PubMed, Cochrane Database of Sistematic Reviews, Reportorio Científico de Acceso Abierto en Portugal y Cinahl, de las cuales 6 estudios fueron seleccionados de acuerdo con los criterios de inclusión y exclusión definidos. Los resultados de los estudios analizados demuestran que la depreciación de la imagen corporal está directamente relacionada con la vivencia de la sexualidad, siendo que cuanto más mutiladora haya sido la cirugía, mayor será la depreciación de la imagen corporal. En este contexto las intervenciones de enfermería, particularmente de carácter informativo, son de extrema importancia ya que facultan procesos adaptativos.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[mastectomia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sexualidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[imagem corporal]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[mastectomy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[sexuality]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[body image]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[mastectomía]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[sexualidad]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[imagen corporal]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p> <b>Implica&ccedil;&otilde;es da mastectomia na sexualidade e imagem corporal da mulher e resposta da enfermagem perioperat&oacute;ria</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Patr&iacute;cia da Assun&ccedil;&atilde;o Fonseca Moniz*</b>; <b>Ana Mafalda Fernandes**</b>; <b>Lu&iacute;s Oliveira***</b></P>     <p> * Licenciada em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra [<a href="mailto:pamoniz@hotmail.com">pamoniz@hotmail.com</a>].</p>     <p> ** Licenciada em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.</p>     <p> *** Mestre em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem pela Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. Professor Adjunto na Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra [<a href="mailto:lmoliveira@esenfc.pt">lmoliveira@esenfc.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Resumo</b></p>     <p> Para a maioria das mulheres o cancro da mama e a sua frequente amputa&ccedil;&atilde;o fomenta o desenvolvimento de consequ&ecirc;ncias negativas na sua imagem corporal e, por conseguinte, na sua sexualidade. A mama est&aacute; intimamente relacionada com a identidade feminina, a maturidade, a sexualidade e a maternidade, pelo que o impacto da mastectomia nas mulheres parece ser evidente, emergindo desafios para a enfermagem perioperat&oacute;ria. Neste sentido, elaboramos este artigo cujo principal objetivo foi integrar e analisar dados de estudos realizados, contribuindo para uma melhor compreens&atilde;o da conjuntura atual e promovendo a crescente qualidade dos cuidados prestados. Para o efeito, a pesquisa foi realizada nas seguintes bases de dados: Medline com interface de pesquisa p&uacute;blico PubMed, Cochrane Database of Sistematic Reviews, Report&oacute;rio Cient&iacute;fico de Acesso Aberto em Portugal e Cinahl; foram selecionados 6 estudos de acordo com os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o definidos. Os resultados dos estudos analisados demonstram que a deprecia&ccedil;&atilde;o da imagem corporal est&aacute; diretamente relacionada com a viv&ecirc;ncia da sexualidade, sendo que quanto mais mutilante for a cirurgia, maior ser&aacute; a deprecia&ccedil;&atilde;o da imagem corporal. Neste contexto as interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem, particularmente de car&aacute;ter informativo, s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia, pois facilitam os processos adaptativos.</p>     <p> <b>Palavras-chave:</b> mastectomia; sexualidade; imagem corporal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Implications of mastectomy for women’s sexuality and body image and the response of perioperative nurses</b></p>     <p> <b>Abstract</b></p>     <p> For most women, breast cancer and the frequent amputation foster the development of a negative impact on their body image and, therefore, on their sexuality. The breast is closely related to female identity, maturity, sexuality and motherhood, so the impact of mastectomy on women seems to be clear, leading to challenges for perioperative nurses. Accordingly we produced this paper, whose main objective was to integrate and analyze data from studies, contributing to a better understanding of the current situation and promoting increased quality of care. To this end, research was undertaken using the following databases: Medline interfaced with PubMed, Cochrane Database of Systematic Reviews, Repertoire Open Access Scientific Portugal and CINAHL, from which 6 studies were selected according to defined inclusion and exclusion criteria. The results of the studies analyzed show that depreciation of body image is directly related to the experience of sexuality such that the more mutilating the surgery, the greater the decline in body image. In this context, nursing interventions, particularly informative, are of extremely important, because they facilitate adaptive processes.</p>     <p> <b>Keywords:</b> mastectomy; sexuality; body image.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Implicaciones de la mastectom&iacute;a en la sexualidad y en la imagen corporal de la mujer y la respuesta por parte de la enfermer&iacute;a perioperatoria</b></p>     <p> <b>Resumen</b></p>     <p> Para la mayor&iacute;a de las mujeres, el c&aacute;ncer de mama y su frecuente amputaci&oacute;n conllevan al desarrollo de consecuencias negativas sobre su imagen corporal y, por consiguiente, en su sexualidad. La mama est&aacute; &iacute;ntimamente relacionada a la identidad femenina, a la madurez, a la sexualidad y a la maternidad, por lo que el impacto de la mastectom&iacute;a en las mujeres parece ser evidente, lo cual induce desaf&iacute;os para la enfermer&iacute;a perioperatoria. En este sentido, elaboramos este art&iacute;culo cuyo principal objetivo fue integrar y analizar datos de estudios realizados, contribuyendo as&iacute; a una mejor comprensi&oacute;n de la coyuntura actual y promoviendo la creciente calidad de los cuidados prestados. Para tal, la investigaci&oacute;n fue realizada en las siguientes bases de datos: Medline con interfaz de b&uacute;squeda p&uacute;blica PubMed, Cochrane Database of Sistematic Reviews, Reportorio Cient&iacute;fico de Acceso Abierto en Portugal y Cinahl, de las cuales 6 estudios fueron seleccionados de acuerdo con los criterios de inclusi&oacute;n y exclusi&oacute;n definidos. Los resultados de los estudios analizados demuestran que la depreciaci&oacute;n de la imagen corporal est&aacute; directamente relacionada con la vivencia de la sexualidad, siendo que cuanto m&aacute;s mutiladora haya sido la cirug&iacute;a, mayor ser&aacute; la depreciaci&oacute;n de la imagen corporal. En este contexto las intervenciones de enfermer&iacute;a, particularmente de car&aacute;cter informativo, son de extrema importancia ya que facultan procesos adaptativos.</p>     <p> <b>Palabras clave:</b> mastectom&iacute;a; sexualidad; imagen corporal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> Atualmente, os padr&otilde;es de beleza tendem a objetivar-se na mulher, atribuindo valor a determinadas partes do seu corpo. Neste contexto, as mamas assumem uma posi&ccedil;&atilde;o de destaque sendo encaradas como s&iacute;mbolo de feminilidade e de atrativo sexual. Contudo, nas sociedades modernas as mamas tendem tamb&eacute;m a ser encaradas como fonte potencial de doen&ccedil;a, o que as situa na dicotomia vida/morte e espelha a mudan&ccedil;a na sua conceptualiza&ccedil;&atilde;o. Deste modo, parece evidente que a mama simboliza n&atilde;o s&oacute; o &oacute;rg&atilde;o anat&oacute;mico que &eacute;, mas tamb&eacute;m a ideia da sua experi&ecirc;ncia na mente da mulher.</p>     <p> Segundo Ara&uacute;jo <i>et al.</i> (2010), o cancro da mama &eacute; o segundo tipo de cancro mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. De salientar, ainda, que de acordo com os dados da Liga Portuguesa Contra o Cancro (2011), atualmente, em Portugal, com uma popula&ccedil;&atilde;o feminina de 5 milh&otilde;es, aparecem 4500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja, 11 novos casos por dia, morrendo por dia 4 mulheres com esta doen&ccedil;a. Cumulativamente, o tratamento desta patologia est&aacute; frequentemente associado &agrave; mastectomia com importantes repercuss&otilde;es na imagem corporal e na sexualidade da mulher. A mastectomia &eacute; uma cirurgia mutilante e com consequ&ecirc;ncias marcantes para uma mulher qualquer que seja a sua idade ou fase de vida. Tal facto &eacute; comprovado por Serrano e Pires (2008) que afirmam que, se por um lado, a mastectomia &eacute; uma das respostas a uma doen&ccedil;a de evolu&ccedil;&atilde;o imprevis&iacute;vel e de conota&ccedil;&atilde;o negativa como o cancro da mama, por outro lado, a perspetiva de ser submetida a uma cirurgia mutilante do s&iacute;mbolo de feminilidade tem consequ&ecirc;ncias na pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia de ser mulher.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Formula&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o</b></p>     <p> Preocupados com este fen&oacute;meno definimos como b&uacute;ssola orientadora, numa tem&aacute;tica amplamente abordada por diversos autores, a seguinte quest&atilde;o de partida: <i>“quais as implica&ccedil;&otilde;es para a enfermagem perioperat&oacute;ria do impacto da mastectomia na sexualidade e imagem corporal da mulher?”</i></p>     <p> Deste modo, foram definidos os seguintes objetivos gerais: integrar e analisar dados de estudos realizados, contribuindo para uma melhor compreens&atilde;o da conjuntura atual e promovendo a crescente qualidade das interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem perioperat&oacute;ria face a mulheres com cancro da mama submetidas a mastectomia; auxiliar na orienta&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es futuras acerca da tem&aacute;tica abordada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Metodologia</b></p> Tendo em conta a quest&atilde;o de partida supracitada e considerando que a presente revis&atilde;o da literatura na sua vertente integral se encontra orientada no sentido de encontrar uma resposta &agrave; mesma, a pesquisa foi efetuada na Medline com interface de pesquisa p&uacute;blico <i>PubMed</i>, <i>Cochrane Database of Sistematic Reviews</i>, <i>Cinahl</i> e no RCAAP (Report&oacute;rio Cient&iacute;fico de Acesso Aberto em Portugal). A estrat&eacute;gia de pesquisa utilizada foi a introdu&ccedil;&atilde;o das palavras-chave: <i>Mastectomy</i> AND <i>Sexuality</i> AND <i>Body Image</i> AND <i>Nurse Care</i>. Tivemos como resultado oitenta e quatro estudos. Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o desta pesquisa, foi selecionado um n&uacute;mero mais reduzido de estudos, tendo por base os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e de exclus&atilde;o definidos e indicados na tabela 1.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 1 – Crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o dos estudos selecionados</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a17t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> Ap&oacute;s realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa referida e posterior an&aacute;lise dos estudos sugeridos, selecionaram-se seis estudos com pertin&ecirc;ncia para a presente revis&atilde;o da literatura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Resultados</b></p>     <p> Os seis estudos selecionados satisfizeram os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e de exclus&atilde;o previamente definidos. Assim sendo, as informa&ccedil;&otilde;es recolhidas dos diferentes estudos ser&atilde;o apresentadas nas tabelas seguintes, uma vez que esta organiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o facilita a sistematiza&ccedil;&atilde;o e a apresenta&ccedil;&atilde;o da mesma.     <p> <b>Estudo 1</b></p>     <p> O estudo em an&aacute;lise apresentou como principais objetivos conhecer a forma como as mulheres mastectomizadas passaram a perspetivar a vida depois da interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, procurando determinar se a imagem corporal e a sexualidade destas era influenciada por vari&aacute;veis inerentes &agrave; viv&ecirc;ncia p&oacute;s-cir&uacute;rgica como a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica utilizada, as complica&ccedil;&otilde;es resultantes da anestesia, o tempo decorrido ap&oacute;s a cirurgia e os tratamentos coadjuvantes. As restantes particularidades do estudo apresentam-se na Tabela 2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 2 – Satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e imagem corporal em mulheres com cancro da mama</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a17t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Estudo 2</b></p>     <p> Este estudo teve como principal objetivo dilatar o conhecimento da problem&aacute;tica da mulher que vive a experi&ecirc;ncia de ser mastectomizada, bem como a identifica&ccedil;&atilde;o de metas de orienta&ccedil;&atilde;o para as interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem neste dom&iacute;nio. Assim sendo, o estudo procurou descrever as viv&ecirc;ncias das mulheres jovens relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com o seu corpo, no primeiro ano ap&oacute;s a mastectomia, identificando os sentimentos experimentados e as estrat&eacute;gias utilizadas. Procurou tamb&eacute;m identificar as necessidades de suporte destas mulheres ao n&iacute;vel da imagem corporal, bem como os fatores que, na perspetiva das mesmas, tivessem influenciado a sua rela&ccedil;&atilde;o com o corpo. As restantes particularidades do estudo em an&aacute;lise est&atilde;o descritas na Tabela 3.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 3 – Viv&ecirc;ncias da mulher mastectomizada: abordagem fenomenol&oacute;gica da rela&ccedil;&atilde;o com o corpo</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a17t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Estudo 3</b></p>     <p> O presente estudo teve como principal objetivo verificar a exist&ecirc;ncia de benef&iacute;cios da realiza&ccedil;&atilde;o da visita de enfermagem pr&eacute;-operat&oacute;ria. As particularidades do estudo apresentam-se na tabela seguinte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 4 – Visita de enfermagem pr&eacute;-operat&oacute;ria</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a17t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Estudo 4</b></p>     <p> O estudo em an&aacute;lise teve como principal objetivo comparar a satisfa&ccedil;&atilde;o com o resultado est&eacute;tico e a morbilidade psicossocial (ansiedade, depress&atilde;o, imagem corporal, autoestima), entre mulheres submetidas a excis&atilde;o local larga, a mastectomia simples e reconstru&ccedil;&atilde;o da mama, respetivamente. As restantes particularidades do estudo est&atilde;o apresentadas na tabela seguinte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 5 – Compara&ccedil;&atilde;o dos aspetos psicol&oacute;gicos e satisfa&ccedil;&atilde;o do paciente ap&oacute;s cirurgia conservadora da mama, mastectomia simples e reconstru&ccedil;&atilde;o mam&aacute;ria     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a17t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Estudo 5</b></p>     <p> Este estudo apresentou como principal objetivo analisar as propriedades psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o portuguesa da escala de imagem corporal (BIS), particularmente, no que se relaciona com a sua estrutura fatorial, a sua fiabilidade, a validade do constructo, bem como a an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre a escala de imagem corporal e a idade e o per&iacute;odo de tempo decorrido desde o diagn&oacute;stico. As restantes particularidades do estudo est&atilde;o descritas na Tabela 6.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 6 – Vers&atilde;o portuguesa da escala de imagem corporal – propriedades psicom&eacute;tricas  numa amostra de utentes com cancro da mama     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a17t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Estudo 6</b></p>     <p> O presente estudo tem como principal objetivo avaliar a influ&ecirc;ncia da combina&ccedil;&atilde;o entre terapia de casal e terapia sexual (CBPI) na sexualidade e imagem corporal da mulher mastectomizada, tendo em conta a idade destas e o tempo de casamento. Apresenta como conceitos centrais: imagem corporal; cancro da mama; terapia de casal; mastectomia; terapia sexual; sexualidade; e psico-oncologia. As restantes particularidades do estudo est&atilde;o descritas no quadro que se segue.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 7 – Interven&ccedil;&atilde;o psicossexual combinada ap&oacute;s mastectomia: efeitos na sexualidade, imagem corporal e bem-estar psicol&oacute;gico     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a17t7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p> De acordo com Pilker e Winterowd (2003), para a maioria das mulheres, a perda da mama pode fomentar o desenvolvimento de consequ&ecirc;ncias negativas na sua imagem corporal e consequentemente na sua sexualidade. Tal facto &eacute; corroborado pelos resultados encontrados no Estudo 1, no qual as mulheres mastectomizadas apresentam deprecia&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao corpo no geral e &agrave; apar&ecirc;ncia f&iacute;sica, sendo que a maior preocupa&ccedil;&atilde;o destas mulheres em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua imagem corporal est&aacute; relacionada com o facto de sentirem o seu corpo incompleto. Algumas das mulheres inquiridas para o estudo mant&ecirc;m a cren&ccedil;a de que o corpo &eacute; fundamental na rela&ccedil;&atilde;o entre o homem e a mulher independentemente da desvaloriza&ccedil;&atilde;o que estas possam ter em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua imagem corporal.</p>     <p> Segundo Amorim (2007), a adapta&ccedil;&atilde;o a uma nova imagem corporal tem quatro vertentes distintas: a autoimagem feminina, a imagem do parceiro relativamente a ela, a imagem que a mulher perceciona que o companheiro tem dela e a imagem na viv&ecirc;ncia sexual.</p>     <p> No que se relaciona com do impacto da mastectomia na sexualidade e imagem corporal da mulher e as suas implica&ccedil;&otilde;es para as interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem perioperat&oacute;ria, verificamos, ap&oacute;s an&aacute;lise do estudo 2, que <i>“os enfermeiros devem ser conhecedores da import&acirc;ncia que a informa&ccedil;&atilde;o pode assumir para a mulher mastectomizada uma vez que a pode ajudar a lidar com a sua doen&ccedil;a”</i> (Oliveira, 2004, p. 179). Assim, o enfermeiro dever&aacute; contemplar no seu plano de cuidados as necessidades de informa&ccedil;&atilde;o da mulher mastectomizada criando oportunidades para que esta possa fazer perguntas, estando atento &agrave; natureza individual das suas necessidades de informa&ccedil;&atilde;o, bem como ao seu estilo de aprendizagem.</p>     <p> A mesma autora continua referindo que as informa&ccedil;&otilde;es a transmitir devem estar relacionadas com as terapias adjuvantes, com os artefactos para camuflagem da aus&ecirc;ncia da mama, com os exerc&iacute;cios apropriados, com o posicionamento do membro do lado operado e sob grupos de apoio. Considera, ainda, que a mulher dever&aacute; ter acesso a determinados programas designados de suporte, de modo a sentir-se incentivada e a envolver-se no seu pr&oacute;prio tratamento. <i>“Este tipo de programas promove a troca de experi&ecirc;ncias, a express&atilde;o de sentimentos e fornece pistas sobre as poss&iacute;veis maneiras de lidar com a doen&ccedil;a…”</i> (Idem).</p>     <p> Esta conclus&atilde;o corrobora a afirma&ccedil;&atilde;o de Dias que refere que <i>“(…) dar informa&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas ser&aacute; ben&eacute;fico do ponto de vista do seu ajustamento psicossocial e obviamente relevante em termos da qualidade global da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de”</i> (1997, p. 6). Convergente com estes autores, Esteves (1999) coloca a t&oacute;nica da informa&ccedil;&atilde;o a transmitir ao n&iacute;vel dos procedimentos efetuados ou a efetuar, acompanhados pela sua justifica&ccedil;&atilde;o, os exames realizados ou a realizar, o esclarecimento acerca do diagn&oacute;stico, do tratamento e dos resultados esperados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Neste contexto informacional, a visita pr&eacute;-operat&oacute;ria de enfermagem assume um papel de destaque na medida em que &eacute; fundamentalmente de cariz informativo. Deste modo, a an&aacute;lise recaiu sobre um estudo de Ramos, Almeida e Pinheiro (Estudo 3) que refere que, com a visita de enfermagem pr&eacute;-operat&oacute;ria, <i>“o enfermeiro desenvolve atividades que v&atilde;o ao encontro das necessidades do pr&oacute;prio doente, resultando uma clara melhoria da qualidade dos cuidados prestados”</i> (2003, p. 9). A prova desta afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; a de que 76% dos inquiridos consideraram que a visita de enfermagem pr&eacute;-operat&oacute;ria fez com que eles se sentissem mais confiantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. De referir, ainda, que 77% dos inquiridos partilha da opini&atilde;o de que esta deve continuar. Os mesmos autores referem que a visita pr&eacute;-operat&oacute;ria de enfermagem &eacute; um contributo importante para a humaniza&ccedil;&atilde;o e individualiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados permitindo simultaneamente assegurar a continuidade de cuidados prestados durante o per&iacute;odo perioperat&oacute;rio.</p>     <p> Rothrock (2008) vem corroborar o car&aacute;ter informativo da visita pr&eacute;-operat&oacute;ria referindo que &eacute; tamb&eacute;m nesta que a mulher deve ser informada acerca dos recursos dispon&iacute;veis em termos de pr&oacute;teses externas, alternativas de roupas e acess&oacute;rios, a exist&ecirc;ncia de grupos de apoio, bem como acerca das op&ccedil;&otilde;es para cirurgia reconstrutora.</p>     <p> Tendo em conta que a possibilidade de realizar reconstru&ccedil;&atilde;o mam&aacute;ria ap&oacute;s a mastectomia diminuiu o impacto psicossocial desta &uacute;ltima na mulher, e sendo esta informa&ccedil;&atilde;o pass&iacute;vel de ser transmitida pelo enfermeiro no decorrer da visita pr&eacute;-operat&oacute;ria, bem como no per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio, torna-se pertinente a an&aacute;lise do estudo de Al-Ghazal, Blamey e Fallowfield (2000) (Estudo 4). Assim, relativamente &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com o resultado est&eacute;tico, a maioria das mulheres que realizou reconstru&ccedil;&atilde;o mam&aacute;ria, referiu estar moderadamente a muito satisfeitas em compara&ccedil;&atilde;o com &iacute;ndices mais baixos das mulheres submetidas a excis&atilde;o local larga e a mastectomia simples. Quando inquiridas sobre o facto de se sentirem menos atraentes, a percentagem de mulheres que respondeu afirmativamente foi menor no grupo das mulheres submetidas a reconstru&ccedil;&atilde;o da mama comparativamente com os grupos de mulheres submetidas a mastectomia simples e excis&atilde;o local larga.</p>     <p> No decorrer da an&aacute;lise dos estudos selecionados, o conte&uacute;do do estudo de Canavarro <i>et al.</i> (2009) (Estudo 5), traduziu-se num instrumento extremamente significativo para a pr&aacute;tica de enfermagem, uma vez que consiste numa escala que permite avaliar a deprecia&ccedil;&atilde;o da imagem corporal de mulheres com cancro da mama submetidas a tratamento cir&uacute;rgico. Quanto mais alto o <i>score</i> final, maior a deprecia&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; imagem corporal. O estudo revelou que as mulheres submetidas a mastectomia apresentaram <i>scores</i> da escala de imagem corporal mais elevados do que as mulheres submetidas a cirurgia conservadora da mama. Os dados resultantes do presente estudo corroboram os dados do Estudo 1, de Barros (2008), uma vez que este afirma que quanto maior a deformidade da cirurgia, maior a deprecia&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; imagem corporal. O presente estudo revela que a vers&atilde;o portuguesa da escala de imagem corporal &eacute; robusta do ponto de vista psicom&eacute;trico e permite o auto-relato no que respeita &agrave; imagem corporal em mulheres com cancro da mama. &Eacute; um instrumento cuja aplicabilidade est&aacute; facilitada sendo de f&aacute;cil acesso e compreens&atilde;o. Os enfermeiros s&atilde;o aqui reconhecidos como os profissionais de sa&uacute;de que est&atilde;o mais perto e de forma mais regular com as mulheres com cancro em todos os est&aacute;dios da doen&ccedil;a. Deste modo, contribuem de forma significativa para ajudar as mesmas a lidar ou a antecipar mudan&ccedil;as na apar&ecirc;ncia corporal. Pela posi&ccedil;&atilde;o privilegiada que ocupam, podem mais facilmente identificar &aacute;reas preocupantes e ajudar as doentes a lidar com sentimentos de vergonha e perda de autoestima, bem como problemas relativos &agrave; decis&atilde;o acerca da cirurgia e dificuldades em se ajustarem &agrave; altera&ccedil;&atilde;o da imagem corporal. A sua interven&ccedil;&atilde;o pode deste modo ser particularmente relevante na prepara&ccedil;&atilde;o para a cirurgia assim como na preven&ccedil;&atilde;o de sequelas psicol&oacute;gicas ap&oacute;s a amea&ccedil;a que constitui a mastectomia.</p>     <p> Um outro estudo realizado por Filippou <i>et al.</i> (2007) (Estudo 6), avaliou a influ&ecirc;ncia da combina&ccedil;&atilde;o entre terapia de casal e terapia sexual na sexualidade e imagem corporal da mulher mastectomizada. Importa referir que o estudo considerado contempla uma combina&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica j&aacute; utilizada na Gr&eacute;cia com resultados bastante satisfat&oacute;rios. O grupo em estudo, sujeito &agrave; modalidade descrita, apresentou melhorias significativas no que diz respeito ao estado e tra&ccedil;o de ansiedade, depress&atilde;o, imagem corporal quando ambos nus e vestidos, frequ&ecirc;ncia de inicia&ccedil;&atilde;o sexual, satisfa&ccedil;&atilde;o com o relacionamento e frequ&ecirc;ncia do orgasmo.</p>     <p> A combina&ccedil;&atilde;o de ambas as terapias foi realizada tamb&eacute;m com o intuito de permitir que a mulher e o casal lidassem com o stress psicol&oacute;gico verificado ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o da mastectomia. Este m&eacute;todo &eacute; constitu&iacute;do por seis sess&otilde;es sendo que a primeira &eacute; realizada quando a mulher ainda se encontra no hospital. Nesta sess&atilde;o o cirurgi&atilde;o apresenta o terapeuta ao casal e os quatro participam numa reuni&atilde;o subordinada ao tema da ferida cir&uacute;rgica resultante da mastectomia, tendo em conta as expectativas do casal acerca da mesma. A realiza&ccedil;&atilde;o das seguintes sess&otilde;es assenta num esquema quinzenal onde s&atilde;o ensinadas ao casal as t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o (sess&atilde;o 2 e 3), bem como a focaliza&ccedil;&atilde;o na vertente sensualista da mulher (sess&atilde;o 4) e a imagem corporal da mesma (sess&atilde;o 5). Cada sess&atilde;o &eacute; iniciada com a retrospetiva acerca das duas &uacute;ltimas semanas e ap&oacute;s a mesma prossegue-se o programa estruturado. Na sexta sess&atilde;o o casal trabalha os aspetos da sua separa&ccedil;&atilde;o relativamente ao terapeuta.</p>     <p> Embora o enfermeiro n&atilde;o esteja contemplado em nenhuma das sess&otilde;es frequentadas pelo casal, constatou-se anteriormente que se encontra numa posi&ccedil;&atilde;o privilegiada relativamente &agrave; mulher e pode, atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o da visita de enfermagem pr&eacute;-operat&oacute;ria, referenciar o casal no que respeita &agrave; participa&ccedil;&atilde;o nesta terapia combinada. Apesar desta combina&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica n&atilde;o ser atualmente uma realidade dos hospitais portugueses, consideramos que os seus resultados justificam a sua implementa&ccedil;&atilde;o no nosso pa&iacute;s, bem como a realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es futuras que permitam adequar esta terapia &agrave; realidade portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p> Quando nos debru&ccedil;amos sobre as implica&ccedil;&otilde;es para a enfermagem perioperat&oacute;ria do reconhecido impacto da mastectomia na sexualidade e imagem corporal da mulher, verificamos o importante papel que o enfermeiro desempenha em contexto de pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Neste &acirc;mbito, foram exploradas n&atilde;o s&oacute; as interven&ccedil;&otilde;es que atualmente, em Portugal, s&atilde;o preconizadas mas tamb&eacute;m interven&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter inovador realizadas em outros pa&iacute;ses, podendo estas ser adaptadas &agrave; realidade portuguesa se os estudos futuros investirem nesta &aacute;rea. Como tal, a aplica&ccedil;&atilde;o de um instrumento que visa avaliar a deprecia&ccedil;&atilde;o da imagem corporal da mulher, bem como a realiza&ccedil;&atilde;o conjunta da visita pr&eacute;-operat&oacute;ria constituem momentos de excel&ecirc;ncia para a pr&aacute;tica de enfermagem, o que permite a esta classe profissional investir na &aacute;rea da informa&ccedil;&atilde;o transmitida &agrave; mulher/conjugue. Esta informa&ccedil;&atilde;o transmitida contempla uma multiplicidade de temas de acordo com as necessidades demonstradas, nomeadamente em termos das interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem que facilitam a adapta&ccedil;&atilde;o a uma nova imagem corporal e a uma consequente altera&ccedil;&atilde;o da viv&ecirc;ncia da sexualidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></P>     <p> AL-GHAZAL, S. K. ; BLAMEY, R. W. ; FALLOWFIELD, L. (2000) - Comparison of psychological aspects and patient satisfaction following breast conserving surgery, simple mastectomy and breast reconstruction. European Journal of Cancer. Vol. 36, n&ordm; 15, p. 1938-1943.</p>     <p> AMORIM, Cid&aacute;lia (2007) – Doen&ccedil;a oncol&oacute;gica da mama: viv&ecirc;ncias de mulheres mastectomizadas. Porto : Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar, Universidade do Porto. Tese de doutoramento.</p>     <p> ARA&Uacute;JO, Verdana [et al.] (2010) - Conhecimento das mulheres sobre o autoexame de mamas na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie III, n&ordm; 2, 27-34.</p>     <p> BARROS, Nuno Andr&eacute; Veloso (2008) – Satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e imagem coporal em mulheres mastectomizadas: estudo explorat&oacute;rio numa amostra de mulheres submetidas a amputa&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica da mama. Universidade Aberta. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</p>     <p> CANAVARRO, Maria Cristina [et al.] (2009) - The Portuguese version of the body image scale (BIS) – psycometric properties in a sample of breast cancer patients. European Journal of Oncology Nursing. Vol. 14, n&ordm; 2, p. 111-118.</p>     <p> DIAS, Maria do Ros&aacute;rio (1997) – A esmeralda perdida: a informa&ccedil;&atilde;o ao doente com cancro da mama. Lisboa : Instituto Superior de Psicologia Aplicada.</p>     <p> ESTEVES, Maria Raquel (1999) – O processo e as estrat&eacute;gias na tentativa de um dominador comum. Enfermagem Oncol&oacute;gica. N&ordm; 9, p. 7-12.</p>     <p> FILIPPOU, Dimitris [et al.] (2007) - Combined brief psychosexual intervention after mastectomy: effects on sexuality, body image, and psychological well-being. Jounal of Surgical Oncology. Vol. 96, n&ordm; 3, p. 235-240.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> FORTIN, Marie-Fabienne (2003) - O processo de investiga&ccedil;&atilde;o: da concep&ccedil;&atilde;o &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o. 3&ordf; ed. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     <p> LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO (2011) - Cancro da mama: tipos de cancro [Em linha]. [Consult. 21 Jan. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.ligacontracancro.pt/gca/index.php?id=14" target="_blank">http://www.ligacontracancro.pt/gca/index.php?id=14</a>.</p>     <p> OLIVEIRA, Irene (2004) – Viv&ecirc;ncias da mulher mastectomizada: uma abordagem fenomenol&oacute;gica da rela&ccedil;&atilde;o com o corpo. Porto : Escola Superior de Enfermagem da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> PILKER, V. ; WINTEROWD, C. (2003) – Racial and body image differences in coping for women diagnosed with breast cancer. Health Psycochology. Vol. 22, n&ordm; 6, p. 632-637.</p>     <p>  RAMOS, Em&iacute;lia ; ALMEIDA, Jos&eacute; Carlos ; PINHEIRO, Teresa (2003) – Visita de enfermagem pr&eacute;-operat&oacute;ria. Informar. Ano 9, n&ordm; 30, p. 5-9.</p>     <p>  ROTHROCK, Jane C. (2008) – Cuidados de enfermagem ao paciente cir&uacute;rgico. 13&ordf; ed. Loures : Lusodidacta.</p>     <p> SERRANO, Cl&aacute;udia Maria ; PIRES, Pedro Miguel (2008) – Viv&ecirc;ncias da mulher mastectomizada. Enforma&ccedil;&atilde;o. N&ordm; 10, p. 14-17.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 05.05.11</p>     <p> Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 25.10.11</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AL-GHAZAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BLAMEY]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FALLOWFIELD]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparison of psychological aspects and patient satisfaction following breast conserving surgery, simple mastectomy and breast reconstruction]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Cancer]]></source>
<year>2000</year>
<volume>36</volume>
<numero>15</numero>
<issue>15</issue>
<page-range>1938-1943</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AMORIM]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cidália]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Doença oncológica da mama: vivências de mulheres mastectomizadas]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ARAÚJO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Verdana]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento das mulheres sobre o autoexame de mamas na atenção básica]]></article-title>
<source><![CDATA[Referência]]></source>
<year>2010</year>
<volume>III</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>27-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARROS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nuno André Veloso]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Satisfação sexual e imagem coporal em mulheres mastectomizadas: estudo exploratório numa amostra de mulheres submetidas a amputação cirúrgica da mama]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CANAVARRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Cristina]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Portuguese version of the body image scale (BIS): psycometric properties in a sample of breast cancer patients]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Oncology Nursing]]></source>
<year>2009</year>
<volume>14</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>111-118</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DIAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria do Rosário]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A esmeralda perdida: a informação ao doente com cancro da mama]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Superior de Psicologia Aplicada]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ESTEVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Raquel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O processo e as estratégias na tentativa de um dominador comum]]></article-title>
<source><![CDATA[Enfermagem Oncológica]]></source>
<year>1999</year>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>7-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FILIPPOU]]></surname>
<given-names><![CDATA[Dimitris]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Combined brief psychosexual intervention after mastectomy: effects on sexuality, body image, and psychological well-being]]></article-title>
<source><![CDATA[Jounal of Surgical Oncology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>96</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>235-240</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FORTIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marie-Fabienne]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O processo de investigação: da concepção à realização]]></source>
<year>2003</year>
<edition>3ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Loures ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lusociência]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO</collab>
<source><![CDATA[Cancro da mama: tipos de cancro]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OLIVEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Irene]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Vivências da mulher mastectomizada: uma abordagem fenomenológica da relação com o corpo]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem da Imaculada Conceição]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PILKER]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WINTEROWD]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Racial and body image differences in coping for women diagnosed with breast cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Psycochology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>22</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>632-637</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RAMOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Emília]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ALMEIDA]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Carlos]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PINHEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Visita de enfermagem pré-operatória]]></article-title>
<source><![CDATA[Informar]]></source>
<year>2003</year>
<numero>30</numero>
<issue>30</issue>
<page-range>5-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ROTHROCK]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jane C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico]]></source>
<year>2008</year>
<edition>13ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Loures ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lusodidacta]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SERRANO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cláudia Maria]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PIRES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro Miguel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vivências da mulher mastectomizada]]></article-title>
<source><![CDATA[Enformação]]></source>
<year>2008</year>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>14-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
