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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dor para não ter dor: aplicação de anestésico tópico]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pain not to have pain: application of topical anesthetic]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Dolor para no tener dolor: aplicación de anestésico tópico]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Coimbra, EPE Departamento Pediátrico, Serviço de Pediatria Ambulatória ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The use of the local anesthetic EMLA® during painful procedures in children is becoming an increasingly common practice. Some of the techniques used seem to be more widely accepted than others. The aim of this study was to compare three techniques of EMLA® cream application in terms of pain in children during removal of the protective dressing and the venipuncture ( VP). A prospective, randomized and controlled clinical study was performed with 142 children aged 4-14 years attending the outpatient department for medical specialties and subspecialties of a pediatric hospital, and in need of VP. Of the three techniques used, technique C (using a teat and an elastic bandage) was considered painless, whereas the standard technique was the most painful (p<0.05). The three techniques were effective in preventing pain in VP. Children, parents and nurses were unanimous in their preference for technique C. It was concluded that technique C is easy and quick to apply, cost-effective and painless for the child, and that it is also the one preferred by parents and nurses. Thus, its use is recommended in this age group.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La utilización del anestésico local EMLA® en la ejecución de procedimientos dolorosos en niños es una práctica cada vez más común. Algunas técnicas usadas parecen ser mejor aceptadas que otras. El objetivo de este trabajo fue el de comparar tres técnicas de aplicación de EMLA® crema cuanto al dolor que provoca en la remoción del vendaje protector y punción venosa (PV ) para el niño. Mediante un estudio clínico prospectivo, randomizado y controlado, se estudiaron 142 niños con edades comprendidas entre los 4 y los 14 años, que acuden a la consulta externa de especialidades y subespecialidades médicas de un hospital pediátrico y con necesidad de PV. De las tres técnicas utilizadas, se comprobó que la técnica C, en la que se uso la base de una tetina y una venda elástica, fue considerada indolora y la técnica patrón la más dolorosa (P<0,05). Todas las técnicas fueron eficaces en la prevención del dolor en la PV. El niño, los padres y los enfermeros fueron unánimes cuanto a la preferencia de la técnica C. Se concluyó que el uso de la técnica C es de fácil y de rápida ejecución, no dispendiosa e indolora para el niño contando con la preferencia de padres y enfermeros por lo que se recomienda su utilización en esta franja etaria.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <b>Dor para n&atilde;o ter dor: aplica&ccedil;&atilde;o de anest&eacute;sico t&oacute;pico</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Lu&iacute;s Manuel da Cunha Batalha*</b>; <b>Maria C&acirc;ndida Gomes Carreira**</b>; <b>Maria Matilde Marques Correia***</b></p>     <p> * Doutor em Biologia Humana e Mestre em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem - Pediatria, Professor Adjunto, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra [<a href="mailto:batalha@esenfc.pt">batalha@esenfc.pt</a>].</p>     <p> ** Licenciada em Enfermagem e Especialista em Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. Enfermeira Chefe, Centro Hospitalar de Coimbra, EPE &#8211; Departamento Pedi&aacute;trico, Servi&ccedil;o de Pediatria Ambulat&oacute;ria, Coimbra.</p>     <p> *** Licenciada em Enfermagem, Especializa&ccedil;&atilde;o e P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Infantil e Pediatria. Enfermeira Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Infantil e Pediatria, Centro Hospitalar de Coimbra, EPE &#8211; Departamento Pedi&aacute;trico, Servi&ccedil;o de Pediatria Ambulat&oacute;ria, Coimbra [<a href="mailto:matildecorreia@gmail.com">matildecorreia@gmail.com</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Resumo</b></p>     <p> A utiliza&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico local EMLA&reg; para a execu&ccedil;&atilde;o de procedimentos dolorosos em crian&ccedil;as &eacute; uma pr&aacute;tica cada vez mais comum. Algumas das t&eacute;cnicas usadas parecem ser mais bem aceites do que outras. O objetivo deste trabalhofoi comparar tr&ecirc;s t&eacute;cnicas de aplica&ccedil;&atilde;o do EMLA&reg; creme quanto &agrave; dor que provoca na remo&ccedil;&atilde;o do penso protetor e pun&ccedil;&atilde;o venosa (PV ) para a crian&ccedil;a. Atrav&eacute;s de um estudo cl&iacute;nico prospetivo, randomizado e controlado, estudaram-se 142 crian&ccedil;as, com idades compreendidas entre os 4 e os 14 anos, que recorrem &agrave; consulta externa de especialidades e subespecialidades m&eacute;dicas de um hospital pedi&aacute;trico, e com necessidade de PV. Das tr&ecirc;s t&eacute;cnicas utilizadas, comprovou-se que a t&eacute;cnica C, em que se usou a base de uma tetina e uma ligadura el&aacute;stica, foi considerada indolor e a t&eacute;cnica padr&atilde;o a mais dolorosa (P&lt;0,05). Todas as t&eacute;cnicas foram eficazes na preven&ccedil;&atilde;o da dor na PV. A crian&ccedil;a, pais e enfermeiros foram un&acirc;nimes quanto &agrave; prefer&ecirc;ncia pela t&eacute;cnica C. Conclui-se que o uso da t&eacute;cnica C &eacute; de f&aacute;cil e de r&aacute;pida execu&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o dispendiosa e indolor para a crian&ccedil;a tendo a prefer&ecirc;ncia de pais e enfermeiros, pelo que se recomenda a sua utiliza&ccedil;&atilde;o neste grupo et&aacute;rio.</p>     <p> <b>Palavras-chave:</b> crian&ccedil;a; dor; pun&ccedil;&atilde;o; anest&eacute;sico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Pain not to have pain: application of topical anesthetic</b></p>     <p> <b>Abstract</b></p>     <p> The use of the local anesthetic EMLA&reg; during painful procedures in children is becoming an increasingly common practice. Some of the techniques used seem to be more widely accepted than others. The aim of this study was to compare three techniques of EMLA&reg; cream application in terms of pain in children during removal of the protective dressing and the venipuncture ( VP). A prospective, randomized and controlled clinical study was performed with 142 children aged 4-14 years attending the outpatient department for medical specialties and subspecialties of a pediatric hospital, and in need of VP. Of the three techniques used, technique C (using a teat and an elastic bandage) was considered painless, whereas the standard technique was the most painful (p&lt;0.05). The three techniques were effective in preventing pain in VP. Children, parents and nurses were unanimous in their preference for technique C. It was concluded that technique C is easy and quick to apply, cost-effective and painless for the child, and that it is also the one preferred by parents and nurses. Thus, its use is recommended in this age group.</p>     <p> <b>Keywords:</b> child; pain; puncture; anesthetic.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Dolor para no tener dolor: aplicaci&oacute;n de anest&eacute;sico t&oacute;pico</b></p>     <p> <b>Resumen</b></p>     <p> La utilizaci&oacute;n del anest&eacute;sico local EMLA&reg; en la ejecuci&oacute;n de procedimientos dolorosos en ni&ntilde;os es una pr&aacute;ctica cada vez m&aacute;s com&uacute;n. Algunas t&eacute;cnicas usadas parecen ser mejor aceptadas que otras. El objetivo de este trabajo fue el de comparar tres t&eacute;cnicas de aplicaci&oacute;n de EMLA&reg; crema cuanto al dolor que provoca en la remoci&oacute;n del vendaje protector y punci&oacute;n venosa (PV ) para el ni&ntilde;o. Mediante un estudio cl&iacute;nico prospectivo, randomizado y controlado, se estudiaron 142 ni&ntilde;os con edades comprendidas entre los 4 y los 14 a&ntilde;os, que acuden a la consulta externa de especialidades y subespecialidades m&eacute;dicas de un hospital pedi&aacute;trico y con necesidad de PV. De las tres t&eacute;cnicas utilizadas, se comprob&oacute; que la t&eacute;cnica C, en la que se uso la base de una tetina y una venda el&aacute;stica, fue considerada indolora y la t&eacute;cnica patr&oacute;n la m&aacute;s dolorosa (P&lt;0,05). Todas las t&eacute;cnicas fueron eficaces en la prevenci&oacute;n del dolor en la PV. El ni&ntilde;o, los padres y los enfermeros fueron un&aacute;nimes cuanto a la preferencia de la t&eacute;cnica C. Se concluy&oacute; que el uso de la t&eacute;cnica C es de f&aacute;cil y de r&aacute;pida ejecuci&oacute;n, no dispendiosa e indolora para el ni&ntilde;o contando con la preferencia de padres y enfermeros por lo que se recomienda su utilizaci&oacute;n en esta franja etaria.</p>     <p> <b>Palabras clave:</b> ni&ntilde;o; dolor; punci&oacute;n; anest&eacute;sico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> Apesar dos not&aacute;veis avan&ccedil;os realizados nos &uacute;ltimos anos na avalia&ccedil;&atilde;o e controlo da dor em pediatria, esta continua a ser, infelizmente, uma realidade para muitas crian&ccedil;as.</p>     <p> Na literatura, abundam trabalhos sobre a dor mas poucos abordam as t&eacute;cnicas de aplica&ccedil;&atilde;o dos anest&eacute;sicos t&oacute;picos como forma preventiva da dor provocada por atos de diagn&oacute;stico e tratamento. Entre os anest&eacute;sicos t&oacute;picos, o creme anest&eacute;sico EMLA&reg; (Eutectic Mixture of Local Anesthetics) &eacute; dos mais estudados e utilizado na pr&aacute;tica cl&iacute;nica (Haute Autorit&eacute; de Sant&eacute;, 2005, Batalha, 2010). A sua utiliza&ccedil;&atilde;o para prevenir a dor na PV exige um tempo m&iacute;nimo de aplica&ccedil;&atilde;o de 60 a 90 minutos e o uso de penso oclusivo para evitar a sua ingest&atilde;o ou a contamina&ccedil;&atilde;o acidental da mucosa oral e c&oacute;rnea ocular (Brent, 2000; INFARMED, 2006, Batalha, 2010).</p>     <p> A dor provocada pela descolagem do penso oclusivo &eacute; uma das desvantagens da sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Crian&ccedil;a, pais e enfermeiros descrevem dor na remo&ccedil;&atilde;o do penso provocada pela descolagem do adesivo que acompanha o creme EMLA&reg;. A Pediadol descreveu uma t&eacute;cnica: usando a base de uma tetina com fixa&ccedil;&atilde;o &agrave; pele com adesivo ou com uma pel&iacute;cula imperme&aacute;vel alimentar (ATDE Pediadol, 2006). Na remo&ccedil;&atilde;o do adesivo recomenda a utiliza&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o Remove&reg; ou de &aacute;gua morna. Esta &uacute;ltima com a vantagem de dilatar as veias e facilitar a pun&ccedil;&atilde;o. Todavia, nada nos reporta sobre a efetividade destas t&eacute;cnicas e da nossa pr&aacute;tica. Verificamos que o uso da pel&iacute;cula alimentar enruga com facilidade em crian&ccedil;as maiores ou nas mais irrequietas deslocando a base da tetina e o creme do local pretendido.</p>     <p> A utiliza&ccedil;&atilde;o de anest&eacute;sico local EMLA&reg;, para a execu&ccedil;&atilde;o de procedimentos dolorosos em crian&ccedil;as &eacute; uma pr&aacute;tica di&aacute;ria no servi&ccedil;o de pediatria ambulat&oacute;ria do departamento pedi&aacute;trico do Centro Hospitalar de Coimbra, EPE. Algumas das t&eacute;cnicas usadas parecem ser mais bem aceites pelas crian&ccedil;as do que outras, existindo mesmo um n&uacute;mero significativo de crian&ccedil;as que recusa utilizar o EMLA&reg; alegadamente por causa da dor provocada pelo adesivo que se usa na sua coloca&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> A procura de formas alternativas de aplica&ccedil;&atilde;o de um penso oclusivo do creme EMLA&reg; que minimizem a dor na sua remo&ccedil;&atilde;o, sejam eficazes na preven&ccedil;&atilde;o da dor da PV, f&aacute;ceis e r&aacute;pidas de aplicar, justifica a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo.</p>     <p> Assim, pretendemos saber qual a t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o do EMLA&reg; creme menos dolorosa para a crian&ccedil;a, e que os pais e enfermeiros tamb&eacute;m percecionam como menos dolorosa na remo&ccedil;&atilde;o do penso protetor e na PV em crian&ccedil;as dos quatro aos catorze anos. O objetivo foi comparar tr&ecirc;s t&eacute;cnicas distintas de aplica&ccedil;&atilde;o do EMLA&reg; creme quanto &agrave; dor que provoca na crian&ccedil;a aquando da remo&ccedil;&atilde;o do penso protetor e na PV.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Enquadramento</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Em fevereiro de 2011 na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra realizamos uma pesquisa em jovens com menos de 18 anos com as palavras &laquo;pain&raquo; AND &laquo;EMLA&raquo; inclu&iacute;das no resumo e referente aos &uacute;ltimos 5 anos.</p>     <p> No motor de busca EBSCO, que inclui as bases de dados <i>Regional Business News</i>, <i>Psychology and Behavioral Sciences Collection</i>, <i>MEDLINE with Full Text</i>, <i>SPORTDiscus with Full Text</i>, <i>CINAHL Plus with Full Text</i>, <i>MedicLatina</i>, <i>Academic Search Complete</i>, <i>Education Resource Information Center</i>, <i>Business Source Complete</i>, <i>Librar e Information Science and Technology Abstracts</i>, identificamos 151 artigos. Nas bases de dados associadas &agrave; <i>The Cochrane Library</i>, que inclui a <i>Cochrane Database of Systematic; Reviews (Cochrane Reviews)</i>, <i>Database of Abstracts of Reviews of Effects (Other Reviews)</i>, <i>Cochrane Central Register of Controlled Trials (Clinical Trials)</i>, <i>Cochrane Methodology Register (Methods Studies)</i>, <i>Health Technology Assessment Database (Technology Assessments)</i>, <i>NHS Economic Evaluation Database (Economic Evaluations)</i> e <i>About The Cochrane Collaboration (Cochrane Groups)</i>, apuramos 4 artigos. Na base de dados Medscape nurses encontramos 26 artigos. Na base de dados da revista Refer&ecirc;ncia, n&atilde;o foi encontrado qualquer artigo.</p>     <p> De um total de 181 artigos foram analisados 141 (40 artigos estavam repetidos). Pela leitura do resumo, verificamos que os estudos que se debru&ccedil;am sobre a aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico t&oacute;pico EMLA&reg; s&atilde;o in&uacute;meros, com particular destaque para o seu estudo em rec&eacute;m nascidos e em situa&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o para al&eacute;m das pun&ccedil;&otilde;es venosas. Todavia, nenhum estudo aborda, de forma direta ou indireta, a quest&atilde;o da dor que pode ocorrer na crian&ccedil;a em consequ&ecirc;ncia da t&eacute;cnica usada na aplica&ccedil;&atilde;o do EMLA&reg; creme.</p>     <p> Pelo n&uacute;mero de artigos publicados nos &uacute;ltimos cinco anos, parece claro que a dor faz parte das preocupa&ccedil;&otilde;es dos profissionais de sa&uacute;de e que o uso dos anest&eacute;sicos t&oacute;picos &eacute; cada vez mais frequente (Lander, Weltman e So, 2006). Sabemos que os fetos a partir das 24 semanas de gest&atilde;o est&atilde;o anat&oacute;mica e fisiol&oacute;gicamente aptos a percecionar a dor (Batalha, 2010) e que &eacute; ineg&aacute;vel a experiencia e a memoriza&ccedil;&atilde;o da dor nas crian&ccedil;as. Os procedimentos que envolvem a inser&ccedil;&atilde;o de agulhas s&atilde;o frequentes no grupo populacional pedi&aacute;trico e se a dor que adv&eacute;m desta experi&ecirc;ncia n&atilde;o for prevenida, procedimentos semelhantes futuros ir&atilde;o desencadear receios e medos que comprometem, em muitos casos, o uso de medidas preventivas (Tak e Van Bon, 2006). N&atilde;o &eacute; por acaso que as agulhas s&atilde;o o s&iacute;mbolo mais negativo para as crian&ccedil;as e que cerca de 20% dos adultos as receiam (Schechter <i>et al.</i>, 2007). Os rec&eacute;m-nascidos s&atilde;o altamente vulner&aacute;veis &agrave; dor mas as crian&ccedil;as, ao fazerem uma maior racionaliza&ccedil;&atilde;o das m&aacute;s experi&ecirc;ncias anteriores, s&atilde;o igualmente vulner&aacute;veis pela exacerba&ccedil;&atilde;o dos seus medos (Batalha, 2010).</p>     <p> A dor vivenciada pela crian&ccedil;a ocorre, quer pelo n&atilde;o uso de medidas preventivas quer, tamb&eacute;m, pela dor da remo&ccedil;&atilde;o do penso adesivo protetor do anest&eacute;sico t&oacute;pico, exigido na aplica&ccedil;&atilde;o do creme EMLA&reg;. Este aspeto tem sido muito pouco estudado. Nenhum dos artigos analisados faz alus&atilde;o a este aspeto. As primeiras refer&ecirc;ncias da literatura foram divulgadas pela Pediadol que recomenda a utiliza&ccedil;&atilde;o de pel&iacute;cula transparente imperme&aacute;vel alimentar para fixar e conter o creme anest&eacute;sico EMLA&reg; (ATDE Pediadol, 2006). Esta pr&aacute;tica passou, ali&aacute;s, a fazer parte dos cuidados em rec&eacute;m-nascidos com sucesso. Todavia, pouco se sabe ainda do seu uso em crian&ccedil;as maiores. No servi&ccedil;o de pediatria ambulat&oacute;ria, somos confrontados diariamente com queixas de dor e rea&ccedil;&otilde;es de desconfian&ccedil;a e medo por parte das crian&ccedil;as na realiza&ccedil;&atilde;o das PV para colheita de sangue. Estas relatam dor na remo&ccedil;&atilde;o do penso que habitualmente se utiliza para conter o creme anest&eacute;sico EMLA&reg;, e, n&atilde;o raras vezes, recusam o seu uso em situa&ccedil;&otilde;es futuras. A utiliza&ccedil;&atilde;o da pel&iacute;cula alimentar em vez do adesivo tem-se revelado pouco pr&aacute;tica em crian&ccedil;as maiores e nas mais irrequietas, porque facilmente enruga deslocando o anest&eacute;sico do local pretendido.</p>     <p> A procura de novas solu&ccedil;&otilde;es levou-nos a conceber, com base na experi&ecirc;ncia, uma nova t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico EMLA&reg; para estas crian&ccedil;as. Contudo, para que a nossa pr&aacute;tica seja baseada na evid&ecirc;ncia, &eacute; imperioso comprovar se &eacute; ou n&atilde;o dolorosa e &uacute;til para ser integrada na pr&aacute;tica de cuidados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Metodologia</b></p>     <p> Estudo cl&iacute;nico randomizado que decorreu no servi&ccedil;o de pediatria ambulat&oacute;ria do departamento pedi&aacute;trico do Centro Hospitalar de Coimbra, EPE entre janeiro e junho de 2010.</p>     <p> Estudaram-se crian&ccedil;as com idades entre os 4 e os 14 anos inclusive, que recorrem &agrave; consulta externa de especialidades e sub-especialidades m&eacute;dicas e com necessidade de PV. Foram exclu&iacute;das as crian&ccedil;as portadoras de d&eacute;fices cognitivos ou incapazes de auto-relato para avalia&ccedil;&atilde;o da dor.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A sele&ccedil;&atilde;o dos participantes foi feita de forma consecutiva e a aloca&ccedil;&atilde;o nos tr&ecirc;s grupos de interven&ccedil;&atilde;o radomizada por n&uacute;meros gerados por computador atrav&eacute;s do programa <i>GraphPad Software Inc., San Diego, California, USA</i>, para uma amostra de 50 crian&ccedil;as por grupo.</p>     <p> A interven&ccedil;&atilde;o consistiu na compara&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s t&eacute;cnicas de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico t&oacute;pico EMLA&reg; em creme. A t&eacute;cnica A (TA), considerada a t&eacute;cnica padr&atilde;o, consistiu na aplica&ccedil;&atilde;o de penso adesivo imperme&aacute;vel que acompanha o creme EMLA&reg;. A t&eacute;cnica B (TB) constou da aplica&ccedil;&atilde;o de pequeno quadrado de pl&aacute;stico n&atilde;o adesivo por cima do creme anest&eacute;sico e prote&ccedil;&atilde;o com adesivo de tecido perfurado. A t&eacute;cnica C (TC) baseou-se na aplica&ccedil;&atilde;o de uma base de tetina no interior da qual se colocou o creme anest&eacute;sico tapado com um pequeno quadrado de pl&aacute;stico n&atilde;o adesivo, e envolvido com tr&ecirc;s voltas de ligadura el&aacute;stica.</p>     <p> O tempo requerido para a execu&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas &eacute; semelhante e demora em m&eacute;dia dois a tr&ecirc;s minutos. Na remo&ccedil;&atilde;o do penso n&atilde;o foi usado nenhum produto na t&eacute;cnica A, mas &aacute;lcool na t&eacute;cnica B.</p>     <p> Foram exclu&iacute;dos do estudo as crian&ccedil;as cujo tempo de aplica&ccedil;&atilde;o do EMLA&reg; saiu do intervalo entre os 60 e os 90 minutos antes da PV.</p>     <p> A compara&ccedil;&atilde;o entre as tr&ecirc;s t&eacute;cnicas de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico t&oacute;pico creme foi feita pela autoavalia&ccedil;&atilde;o da dor na remo&ccedil;&atilde;o do penso e na PV atrav&eacute;s da escala <i>Faces Pain Scale-Revised</i> (FPS-R).Esta escala mede a dor de forma discreta de zero a dez pontos (0, 2, 4, 6, 8, 10). Foi igualmente feita uma avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa da dor (sem dor, dor ligeira, moderada e intensa) com base no relato da crian&ccedil;a e perce&ccedil;&atilde;o dos pais e do enfermeiro que realizou o procedimento.</p>     <p> Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as que participaram no estudo foram colhidos dados relativos &agrave; sua idade, experi&ecirc;ncia anterior de PV e rea&ccedil;&otilde;es exuberantes manifestadas pela crian&ccedil;a, segundo opini&atilde;o do enfermeiro.</p>     <p> Foram inclu&iacute;das para estudo 142 crian&ccedil;as, sendo 48 no grupo da TA, 47 no grupo da TB e igual n&uacute;mero na TC. As idades variaram entre os 4 e os 14 anos, tendo a maioria j&aacute; experienciado uma PV, e muito poucas manifestaram rea&ccedil;&otilde;es exuberantes de medo, choro ou ansiedade. N&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nestes grupos quanto a estas caracter&iacute;sticas (Tabela 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 1 &#8211; Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos grupos segundo a t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a21t1.jpg">     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> Foram exclu&iacute;das ao todo 8 crian&ccedil;as, tr&ecirc;s porque o tempo de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico t&oacute;pico creme EMLA&reg; n&atilde;o foi respeitado (intervalo entre os 60 a 90 minutos de aplica&ccedil;&atilde;o antes de se efetuar a PV), tr&ecirc;s por falta de auto-relato da crian&ccedil;a na avalia&ccedil;&atilde;o da dor e duas por aus&ecirc;ncia de registo da idade da crian&ccedil;a.</p>     <p> A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada com o aux&iacute;lio do programa SPSS&reg; - <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> vers&atilde;o 18.0 para o Windows&reg; (<i>Statistical Product and Service Solutions, Inc., Chicago, Il, EUA</i>). O ajustamento da distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis &agrave; curva Normal foi verificado n&atilde;o assumindo nenhuma.</p>     <p>  O estudo descritivo dos dados para caracterizar as crian&ccedil;as e a avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa da dor foi feito com recurso a frequ&ecirc;ncias absolutas e percentuais para vari&aacute;veis categ&oacute;ricas e a medidas de localiza&ccedil;&atilde;o para as vari&aacute;veis cont&iacute;nuas.</p>     <p>  O teste Qui-quadrado foi utilizado para comparar a experi&ecirc;ncia anterior de PV nas crian&ccedil;as dos tr&ecirc;s grupos de interven&ccedil;&atilde;o. O teste <i>Kruskal-Wallis</i> foi utilizado para comparar as idades e autoavalia&ccedil;&atilde;o da intensidade da dor nos tr&ecirc;s grupos, e o teste de Mann- Whitney para a compara&ccedil;&atilde;o entre os grupos da TA/TB, TA/TC, e TB/TC. A associa&ccedil;&atilde;o entre a idade da crian&ccedil;a e a autoavalia&ccedil;&atilde;o da intensidade da dor foi verificada pelo coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman. Consideraram-se diferen&ccedil;as estatisticamente significativas sempre que p&lt;0,05.</p>     <p>  Esta investiga&ccedil;&atilde;o teve o parecer favor&aacute;vel dos respons&aacute;veis pelo servi&ccedil;o, departamento, conselho de administra&ccedil;&atilde;o e comiss&atilde;o de &eacute;tica do hospital respeitando a Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial. A participa&ccedil;&atilde;o no estudo foi precedida de consentimento escrito dos respons&aacute;veis legais da crian&ccedil;a e da crian&ccedil;a com idade igual ou superior a dez anos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Resultados</b></p>     <p> As crian&ccedil;as a quem foi colocado o anest&eacute;sico t&oacute;pico com a t&eacute;cnica da tetina e ligadura declararam que a sua remo&ccedil;&atilde;o n&atilde;o provocou qualquer tipo de dor 0(0- 0). Aquelas a quem foi retirado o adesivo perfurado revelaram no m&aacute;ximo uma dor ligeira 0(0-2). A maioria das crian&ccedil;as do grupo padr&atilde;o manifestou uma dor ligeira com um m&aacute;ximo de dor intensa 2 (0-8). A compara&ccedil;&atilde;o da dor declarada pela crian&ccedil;a segundo a t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico revelou diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos (p&lt;0,05). O uso de tetina e ligadura revelou-se indolor na sua remo&ccedil;&atilde;o enquanto a t&eacute;cnica padr&atilde;o &eacute; a mais dolorosa.</p>     <p> A dor provocada pela PV foi semelhante entre os grupos (NS) tendo variado entre sem dor e dor intensa mas onde a maioria n&atilde;o declarou dor, 0(0-10) (Tabela 2).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 2 &#8211; Autoavalia&ccedil;&atilde;o da dor na remo&ccedil;&atilde;o do penso e PV segundo a t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a21t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> Crian&ccedil;a, pais e enfermeiros, globalmente, t&ecirc;m uma opini&atilde;o consensual no que diz respeito &agrave; dor provocada pela remo&ccedil;&atilde;o do penso. A t&eacute;cnica de tetina e ligadura &eacute; indolor para a crian&ccedil;a, sendo a perce&ccedil;&atilde;o dos pais e enfermeiro a mesma. A t&eacute;cnica padr&atilde;o foi a mais dolorosa das tr&ecirc;s t&eacute;cnicas ao apresentar uma menor frequ&ecirc;ncia de &#8220;sem dor&#8221;, quer para a crian&ccedil;a 24 (50,0) ou perce&ccedil;&atilde;o dos pais 40 (83,3) ou enfermeiros 34 (70,8) (Tabela 3).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 3 &#8211; Avalia&ccedil;&atilde;o subjetiva de dor segundo a t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a21t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> Na PV a maioria das crian&ccedil;as declarou n&atilde;o ter dor, sendo essa tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o dos pais e enfermeiros, independentemente da t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico t&oacute;pico. De real&ccedil;ar que nenhum dos intervenientes refere &#8220;dor intensa&#8221; no grupo da t&eacute;cnica padr&atilde;o.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> N&atilde;o se verificou nenhuma associa&ccedil;&atilde;o entre a idade da crian&ccedil;a e a dor sentida segundo a t&eacute;cnica usada, quer na remo&ccedil;&atilde;o do penso quer na PV (Tabela 4).     <p>&nbsp;</p>     <p> TABELA 4 &#8211; Correla&ccedil;&atilde;o entre a idade da crian&ccedil;a e a autoavalia&ccedil;&atilde;o da dor segundo a t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn5/IIIn5a21t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p> A dor manifestada pela crian&ccedil;a na remo&ccedil;&atilde;o do penso protetor do anest&eacute;sico t&oacute;pico foi significativamente diferente entre as tr&ecirc;s t&eacute;cnicas usadas. A t&eacute;cnica A (t&eacute;cnica padr&atilde;o) revelou-se entre todas a mais dolorosa. A aplica&ccedil;&atilde;o do penso adesivo imperme&aacute;vel que acompanha o creme EMLA&reg; e que adere fortemente &agrave; pele, apresenta grande vantagem na delimita&ccedil;&atilde;o do creme anest&eacute;sico &agrave; &aacute;rea pretendida e na impossibilidade de contamina&ccedil;&atilde;o de outros locais mas dificulta a sua remo&ccedil;&atilde;o e provoca dor.</p>     <p> A t&eacute;cnica B, o uso do adesivo perfurado, permite uma boa ader&ecirc;ncia &agrave; pele e, quando embebido em &aacute;lcool ou &aacute;gua, descola-se com mais facilidade mas ainda assim com dor para a crian&ccedil;a. Isto &eacute; particularmente evidente nos casos de crian&ccedil;as submetidas a tratamento com corticoides que apresentam abundante distribui&ccedil;&atilde;o de pelos.</p>     <p> Apesar de desconhecermos, assumimos a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre o uso de &aacute;lcool ou &aacute;gua na facilidade de remo&ccedil;&atilde;o do adesivo. No estudo, tal como &eacute; pr&aacute;tica no servi&ccedil;o, foi usado &aacute;lcool. No entanto, seria importante saber se existem diferen&ccedil;as, at&eacute; porque o uso de &aacute;gua &eacute; mais econ&oacute;mico e recomendado pela Pediadol por ser menos agressiva para a pele (ATDE Pediadol, 2006).</p>     <p> A t&eacute;cnica C em que se usa a base da tetina para delimitar o creme anest&eacute;sico e a ligadura el&aacute;stica para a fixa&ccedil;&atilde;o &agrave; pele, revelou aus&ecirc;ncia de dor na sua remo&ccedil;&atilde;o, pois evita-se a colagem &agrave; pele. Com o uso da ligadura por esta ser porosa, a utiliza&ccedil;&atilde;o de um pequeno retalho de pel&iacute;cula imperme&aacute;vel impede a contamina&ccedil;&atilde;o de outras &aacute;reas corporais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O uso de pel&iacute;cula alimentar, pr&aacute;tica habitual em algumas unidades de cuidados intensivos neonatais e em lactentes, &eacute; uma boa alternativa &agrave; ligadura por ser f&aacute;cil de colocar e mais econ&oacute;mica que a ligadura (ATDE Pediadol, 2006). Por&eacute;m, em crian&ccedil;as maiores, como foi o caso neste estudo, o uso desta pel&iacute;cula leva a que se desloque com facilidade (enruga) quando a crian&ccedil;a n&atilde;o coopera. Ora, manter um membro superior com movimentos limitados na crian&ccedil;a pelo menos durante uma hora n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil, e &eacute; desconfort&aacute;vel para todos, com a agravante de se estar num ambiente aparentemente hostil para a crian&ccedil;a (Batalha <i>et al.</i>, 2010). A brincadeira e o jogo tamb&eacute;m s&atilde;o estrat&eacute;gias &uacute;teis para a preven&ccedil;&atilde;o da dor na PV (Maclaren e Cohen, 2005; Medeiros <i>et al.</i>, 2009; Yoo <i>et al.</i>, 2009).</p>     <p> Esta t&eacute;cnica C (tetina e ligadura) n&atilde;o &eacute; dispendiosa uma vez que envolve a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma parte da ligadura el&aacute;stica (tr&ecirc;s voltas), uma pequena pel&iacute;cula pl&aacute;stica e a base de uma tetina n&atilde;o reutiliz&aacute;vel para a sua finalidade inicial. Cada ligadura d&aacute; para utilizar em cerca de nove a dez crian&ccedil;as; a pel&iacute;cula de pl&aacute;stico n&atilde;o representa custo, ou &eacute; desprez&iacute;vel; e a tetina &eacute; reutilizada de material que, de outra forma, seria deitado fora.</p>     <p> Todas as t&eacute;cnicas se revelaram eficazes na preven&ccedil;&atilde;o da dor na PV. O tempo de perman&ecirc;ncia do creme variou entre os 60 e os 90 minutos (pr&aacute;tica habitual no servi&ccedil;o) e o recomendado (Brent, 2000; INFARMED, 2006; Batalha, 2010).</p>     <p> Optou-se por fazer a avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa da dor (sem dor, dor ligeira, moderada ou intensa) entre crian&ccedil;a, pais e enfermeiros para confirmar e consolidar a autoavalia&ccedil;&atilde;o feita pelas crian&ccedil;as pois est&aacute;vamos convictos que, nos casos de crian&ccedil;as mais novas, a autoavalia&ccedil;&atilde;o da dor pudesse estar desfasada da dos pais ou enfermeiros, o que n&atilde;o se verificou. Quer na remo&ccedil;&atilde;o do penso, quer na PV todos confirmam a t&eacute;cnica A como a mais dolorosa e a t&eacute;cnica C como a menos dolorosa ou mesmo sem dor.</p>     <p> Estamos convictos que quanto mais pequena &eacute; a crian&ccedil;a mais f&aacute;cil e mais importante &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica C, pois a dor da remo&ccedil;&atilde;o do penso &eacute; mais prov&aacute;vel nas crian&ccedil;as mais pequenas dada a sua vulnerabilidade &agrave; dor (Golianu <i>et al.</i>, 2000). Todavia, n&atilde;o encontramos qualquer associa&ccedil;&atilde;o significativa entre a idade da crian&ccedil;a e a autoavalia&ccedil;&atilde;o da dor, quer na remo&ccedil;&atilde;o do penso quer na PV. Importa salientar, que n&atilde;o fizeram parte do estudo crian&ccedil;as com menos de 4 anos, as mais vulner&aacute;veis, pelo que ser&aacute; importante esclarecer esta d&uacute;vida em futuros trabalhos.</p>     <p> Outras variantes a estas tr&ecirc;s t&eacute;cnicas podem ser usadas na aplica&ccedil;&atilde;o do anest&eacute;sico t&oacute;pico EMLA&reg; cujo objetivo &eacute; permitir uma boa delimita&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea onde se aplica o creme, evitar que este contamine outras zonas do corpo, e que seja indolor na remo&ccedil;&atilde;o do penso protetor. O adesivo perfurado pode ser utilizado para fixar a base da tetina em vez da ligadura e a sua remo&ccedil;&atilde;o ser feita com &aacute;gua. Todavia perante crian&ccedil;as que tenham uma pilosidade abundante a t&eacute;cnica C ser&aacute; sempre mais vantajosa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>  Das tr&ecirc;s t&eacute;cnicas de aplica&ccedil;&atilde;o do EMLA&reg; creme estudadas quanto &agrave; dor que provoca na crian&ccedil;a para a remo&ccedil;&atilde;o do penso e preven&ccedil;&atilde;o da dor na PV, a t&eacute;cnica C revelou-se indolor e a t&eacute;cnica padr&atilde;o a mais dolorosa. Nenhuma das t&eacute;cnicas comprometeu a efic&aacute;cia na preven&ccedil;&atilde;o da dor na PV. Crian&ccedil;a, pais e enfermeiros foram un&acirc;nimes quanto &agrave; prefer&ecirc;ncia pela t&eacute;cnica C. O uso da tetina e ligadura &eacute; seguro, f&aacute;cil, r&aacute;pido e n&atilde;o dispendioso pelo que se recomenda a sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> Ser&aacute; importante averiguar em futuros trabalhos a efetividade do uso de &aacute;lcool ou &aacute;gua na remo&ccedil;&atilde;o de adesivos e a associa&ccedil;&atilde;o entre a idade da crian&ccedil;a e a autoavalia&ccedil;&atilde;o da dor na remo&ccedil;&atilde;o do penso e PV.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p> ATDE PEDIADOL (2006) - La douleur de l&#8217;enfant : strat&eacute;gies soignantes de pr&eacute;vention et de prise en charge. Paris : CNRD.</p>     <p> BATALHA, Lu&iacute;s (2010) - Dor em pediatria: compreender para mudar. Lisboa : Lidel.</p>     <p> BATALHA, Lu&iacute;s [et al.] (2010) - Fixa&ccedil;&atilde;o de cateteres venosos perif&eacute;ricos em crian&ccedil;as: estudo comparativo. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. Vol. 14, n&ordm; 3, p. 511-518.</p>     <p> BRENT, Alison St. Germaine (2000) - The management of pain in the emergency departement. Pediatric Clinics of North America. Vol. 47, n&ordm; 3, p. 651-679.</p>     <p> GOLIANU, Brenda [et al.] (2000) - Pediatric acute pain management. Pediatric Clinics of North America. Vol. 47, n&ordm; 3, p. 559-587.</p>     <p> HAUTE AUTORIT&Eacute; DE SANT&Eacute; (2005) - Recommandations pour la pratique clinique : standards, options et recommandations pour la prise en charge des douleurs provoqu&eacute;es lors des ponctions sanguines, lombaires et osseuses chez l&#8217;enfant en canc&eacute;rologie (rapport int&eacute;gral). Paris : FNCLCC.</p>     <p> INFARMED (2006) - EMLA&reg; PENSO (lidoca&iacute;na e priloca&iacute;na): resumo das caracter&iacute;sticas do medicamento. Lisboa : INFARMED.</p>     <p> LANDER, J. A. ; WELTMAN, B. J. ; SO, S. S. (2006) - EMLA and amethocaine for reduction of children&#8217;s pain associated with needle insertion. Cochrane Database of Systematic Reviews. Vol. 19, n&ordm; 3 (CD004236).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> MACLAREN, Jill E. ; COHEN, Lindsey L. (2005) - A comparison of distraction strategies for venepuncture distress in children. Journal of Pediatric Psychology. Vol. 30, n&ordm; 5, p. 387-396.</p>     <p> MEDEIROS, G. [et al.] (2009) &#8211; Brinquedo terap&ecirc;utico no preparo da crian&ccedil;a para PV em pronto-socorro. Acta Paulista de Enfermagem [Em linha]. Vol. 22, p. 909-918. [Consult. 7 Dez. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.scielo.br/pdf/ape/v22nspe/13.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/ape/v22nspe/13.pdf</a>.</p>     <p> SCHECHTER, Neil [et al.] (2007) - Pain reduction during pediatric immunizations: evidence-based review and recommendations. Pediatrics. Vol. 119, n&ordm; 5, p. 1184-1198.</p>     <p> TAK, J. H. ; VAN BON, W. H. J. (2006) - Pain- and distress-reducing interventions for venepuncture in children. Child: Care, Health and Development. Vol. 32, n&ordm; 3, p. 257&#8211;268.</p>     <p> YOO, Hana [et al.] (2009) - The effects of an animation distraction intervention on pain response of preschool children during venipuncture.  Applied Nursing Research [Em linha]. Vol. 24, n&ordm; 2, p. 94-100. [Consult. 7 Dez. 2010] Dispon&iacute;vel em WWW:  <a href="http://www.sciencedirect.com/" target="_blank">http://www.sciencedirect.com/</a> doi:10.1016/j.apnr.2009.03.005.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 19.09.11</p>     <p> Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 07.11.11</p>     <p>      ]]></body><back>
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