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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1192</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A restrição física da mobilidade: estudo sobre os aspetos ligados à sua utilização com fins terapêuticos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical restriction of mobility - a study of the various aspects of its use for therapeutic purposes]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[La restricción de la movilidad física - un estudio sobre los diversos aspectos relacionados con su uso para fines terapéuticos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Caring for people with memory and psychomotor activity disorders, managing risk and promoting the safety of these patients involves critical thinking based on specific knowledge and understanding of these changes and planning interventions tailored to their needs. The use of physical mobility restrictions (PMR) is an action taken by health professionals. This study aimed to analyze the basis of PMR, to identify the frequency, types, anatomical location of PMR sites, and criteria used by nurses for the use of PMR. The study was developed in a central university hospital in Portugal, and carried out in the quantitative paradigm, using the techniques of observation and interview. The sample consisted of 110 patients having PMR in medical and surgical acute care units. Regarding the reasons for use of PMR, it was concluded that 36,5% were related to “Fall risk”. Bed rails were identified in 58,5% of cases as the most widely used type of PMR, which suggests a security intention on the part of nurses. Only 20% of the patients had alternative measures applied, and these were not effective, suggesting the need to give priority attention to the use of RFM in the future.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La atención a personas con perturbaciones de memoria y de su actividad psicomotora, la gestión del riesgo y la promoción de la seguridad de estos pacientes, implica una reflexión crítica basada en conocimientos específicos, que permitan comprender dichos cambios y planificar las intervenciones adaptadas a sus necesidades. El uso de restricciones físicas a la movilidad (RFM), es una acción llevada a cabo por parte de profesionales de la salud. Este estudio tuvo por objetivo evaluar el problema de las RFM para identificar la frecuencia, lugares, tipos, ubicación anatómica de la aplicación y los criterios utilizados por las enfermeras para el uso de las RFM. Se desarrolló en un hospital universitario en el centro de Portugal, dentro del paradigma cuantitativo y mediante la técnica de observación y entrevista. La muestra obtenida sumó 110 pacientes ingresados en unidades de cuidados agudos médicos y quirúrgicos. En lo que concierne las razones para el uso de las RFM se concluyó que el 36,5% incide sobre el “riesgo de caída”. Se las barras de la cama presentan una presencia de 58,5%, siendo así el tipo más utilizado de RFM, lo que sugiere la intención de seguridad por parte de las enfermeras.Sólo a un 20% de los pacientes se les habían aplicado medidas alternativas a las RFM, sin que estos hayan sido eficaces, lo que sugiere la necesidad de una atención prioritaria en el futuro.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[restrição física]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da mobilidade – estudo sobre os aspetos ligados &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o com fins terap&ecirc;uticos.</b></p>     <p>&nbsp;</p>		     <p><b>Hon&oacute;rio Faria*</b>;<b> Abel Paiva**</b>;<b> Paulo Marques***</b></p>     <p>* Enfermeiro Graduado do Centro Hospitalar M&eacute;dio Ave - Unidade de Vila Nova de Famalic&atilde;o. Mestre em Enfermagem pelo Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa [<a href="mailto:mhonoriofar@gmail.com">mhonoriofar@gmail.com</a>].</p>     <p>** Doutor em Enfermagem. Professor Coordenador na Escola Superior de Enfermagem do Porto.</p>     <p>*** Doutor em Enfermagem pelo Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. Professor Adjunto na Escola Superior de Enfermagem do Porto.</p>			     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Cuidar de pessoas com perturba&ccedil;&otilde;es da mem&oacute;ria e da atividade psicomotora, gerir o risco e promover a seguran&ccedil;a destes doentes, implica pensamento cr&iacute;tico baseado em conhecimentos espec&iacute;ficos, que permitam compreender estas altera&ccedil;&otilde;es e planear interven&ccedil;&otilde;es adaptadas &agrave;s suas necessidades. O uso de restri&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas da mobilidade (RFM) &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o levada a cabo por parte dos profissionais de sa&uacute;de.</p>     <p>com este estudo pretendeu-se analisar a problem&aacute;tica da RFM de forma a identificar a frequ&ecirc;ncia, locais, tipos, localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da aplica&ccedil;&atilde;o RFM e os crit&eacute;rios usados pelos enfermeiros para o uso das RFM. Este estudo foi desenvolvido num hospital universit&aacute;rio central, de Portugal, delineado no paradigma quantitativo, utilizando a t&eacute;cnica de observa&ccedil;&atilde;o e entrevista. A amostra obtida foi de 110 doentes internados em unidades de cuidados agudos m&eacute;dicos e cir&uacute;rgicos. Relativamente &agrave;s raz&otilde;es para o uso das RFM conclui-se que 36,5% recai sobre o “risco de queda”. Identificou-se as grades na cama, em 58,5%, como o tipo de RFM mais usado, o que sugere uma inten&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a por parte dos enfermeiros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Somente 20% dos doentes tinham sido aplicadas medidas alternativas &agrave; RFM, n&atilde;o sendo estas eficazes, sugerindo a necessidade de aten&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria no futuro.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica; confus&atilde;o; acidentes por quedas; preven&ccedil;&atilde;o e controlo</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Physical restriction of mobility – a study of the various aspects of its use for therapeutic purposes</b>.</p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>Caring for people with memory and psychomotor activity disorders, managing risk and promoting the safety of these patients involves critical thinking based on specific knowledge and understanding of these changes and planning interventions tailored to their needs. The use of physical mobility restrictions (PMR) is an action taken by health professionals.</p>     <p>This study aimed to analyze the basis of PMR, to identify the frequency, types, anatomical location of PMR sites, and criteria used by nurses for the use of PMR. The study was developed in a central university hospital in Portugal, and carried out in the quantitative paradigm, using the techniques of observation and interview. The sample consisted of 110 patients having PMR in medical and surgical acute care units.</p>     <p>Regarding the reasons for use of PMR, it was concluded that 36,5% were related to “Fall risk”. Bed rails were identified in 58,5% of cases as the most widely used type of PMR, which suggests a security intention on the part of nurses.</p>     <p>Only 20% of the patients had alternative measures applied, and these were not effective, suggesting the need to give priority attention to the use of RFM in the future.</p>     <p><b>Keywords</b>: physical restraints; confusion; accidental falls; prevention &amp; control</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>	     <p><b>La restricci&oacute;n de la movilidad f&iacute;sica – un estudio sobre los diversos aspectos relacionados con su uso para fines terap&eacute;uticos</b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>La atenci&oacute;n a personas con perturbaciones de memoria y de su actividad psicomotora, la gesti&oacute;n del riesgo y la promoci&oacute;n de la seguridad de estos pacientes, implica una reflexi&oacute;n cr&iacute;tica basada en conocimientos espec&iacute;ficos, que permitan comprender dichos cambios y planificar las intervenciones adaptadas a sus necesidades. El uso de restricciones f&iacute;sicas a la movilidad (RFM), es una acci&oacute;n llevada a cabo por parte de profesionales de la salud. Este estudio tuvo por objetivo evaluar el problema de las RFM para identificar la frecuencia, lugares, tipos, ubicaci&oacute;n anat&oacute;mica de la aplicaci&oacute;n y los criterios utilizados por las enfermeras para el uso de las RFM. Se desarroll&oacute; en un hospital universitario en el centro de Portugal, dentro del paradigma cuantitativo y mediante la t&eacute;cnica de observaci&oacute;n y entrevista. La muestra obtenida sum&oacute; 110 pacientes ingresados en unidades de cuidados agudos m&eacute;dicos y quir&uacute;rgicos. En lo que concierne las razones para el uso de las RFM se concluy&oacute; que el 36,5% incide sobre el “riesgo de ca&iacute;da”. Se las barras de la cama presentan una presencia de 58,5%, siendo as&iacute; el tipo m&aacute;s utilizado de RFM, lo que sugiere la intenci&oacute;n de seguridad por parte de las enfermeras.S&oacute;lo a un 20% de los pacientes se les hab&iacute;an aplicado medidas alternativas a las RFM, sin que estos hayan sido eficaces, lo que sugiere la necesidad de una atenci&oacute;n prioritaria en el futuro.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: restricci&oacute;n f&iacute;sica; confusi&oacute;n; accidentes por ca&iacute;das; prevenci&oacute;n &amp; control</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>	     <p>De acordo com estudos realizados sobre a restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da mobilidade (RFM), as taxas preval&ecirc;ncia, situam-se entre 7,4% e 17% nos servi&ccedil;os hospitalares de curto internamento, e 3,4% a 21% dos doentes em fase aguda da doen&ccedil;a. Em lares, a preval&ecirc;ncia varia entre 41%-64% (Marks, 1992; Evans, Wood e Lambert, 2002; Hamers e Huizing, 2005).</p>     <p>A RFM de doentes durante um processo agudo de doen&ccedil;a foi uma pr&aacute;tica comum durante muitos anos. Os sistemas de RFM s&atilde;o utilizados para impedir as pessoas confusas de vaguear, evitar a exterioriza&ccedil;&atilde;o de dispositivos m&eacute;dicos e minimizar o risco de queda. No entanto, a RFM pode reduzir alguns riscos, mas traz outros. Numa primeira pesquisa da literatura encontra-se associado a eventos adversos como a morte (ANAES, 2000; Evans, Wood e Lambert, 2002; Fletcher e Hirdes, 2010).</p>     <p><i>A Agence Nationale d’ Accr&eacute;ditation et d’ &Eacute;valuation en Sant&eacute;</i> (ANAES, 2000 p. 10), define restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica como sendo “uma utiliza&ccedil;&atilde;o de todos os meios, m&eacute;todos, materiais e vestu&aacute;rio que impedem ou limitam as capacidades de mobiliza&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria de todo corpo, ou de parte dele, tendo como &uacute;nico objetivo obter uma seguran&ccedil;a do indiv&iacute;duo que apresenta um comportamento considerado perigoso ou mal adaptado.”</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal n&atilde;o foram encontrados estudos sobre doentes com RFM hospitalizados, ao contr&aacute;rio de outros pa&iacute;ses que j&aacute; t&ecirc;m uma hist&oacute;ria consistente de investiga&ccedil;&otilde;es realizadas neste dom&iacute;nio.</p>     <p>Deste modo, torna-se importante fazer uma reflex&atilde;o para uma an&aacute;lise da problem&aacute;tica sobre RFM. A utiliza&ccedil;&atilde;o desta t&eacute;cnica representa um dilema para os enfermeiros, que oscilam entre o direito &agrave; autodetermina&ccedil;&atilde;o do doente e a necessidade de decidirem o que &eacute; melhor para ele.</p>     <p>Com este estudo pretendeu-se identificar: a frequ&ecirc;ncia, o tipo, os locais, os locais anat&oacute;micos da coloca&ccedil;&atilde;o e os crit&eacute;rios usados pelos enfermeiros para a utiliza&ccedil;&atilde;o da RFM.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro te&oacute;rico</b></p>     <p>A RFM tem-se manifestado como uma interven&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno confus&atilde;o, que condiciona o processo terap&ecirc;utico do doente. A identifica&ccedil;&atilde;o atempada desta s&iacute;ndrome e a institui&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es que promovam a seguran&ccedil;a, dignidade e qualidade de vida dos doentes internados, s&atilde;o emergentes. A confus&atilde;o, como uma resposta da pessoa ao processo de doen&ccedil;a e de envelhecimento, ser&aacute; um fen&oacute;meno cada vez mais frequente em contexto hospitalar. As interven&ccedil;&otilde;es descritas pelos v&aacute;rios estudos desenvolvidos v&atilde;o no sentido de promoverem a seguran&ccedil;a do doente, restringindo-o fisicamente. A RFM &eacute; uma medida impopular e n&atilde;o desejada (ANAES, 2000). Poder&aacute; ser considerada apropriada como medida de &uacute;ltima inst&acirc;ncia em situa&ccedil;&otilde;es de perigo iminente para o doente e para os outros. Em Portugal, a Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de emitiu uma Circular Normativa, que nas institui&ccedil;&otilde;es onde se prestam cuidados de sa&uacute;de, os epis&oacute;dios de comportamento agressivo ou disruptivo por parte dos doentes s&atilde;o uma realidade, torna-se necess&aacute;rio adotar medidas de RFM, tendo em vista a sua prote&ccedil;&atilde;o e a do meio envolvente (Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de, 2007). &Eacute; evidente que a RFM, na maioria dos casos s&atilde;o utilizadas como medida de seguran&ccedil;a, em que a raz&atilde;o principal &eacute; a preven&ccedil;&atilde;o de quedas (Segatore e Adams, 2001; Fletcher e Hirdes, 2010). A preven&ccedil;&atilde;o de retirar dispositivos m&eacute;dicos (sondas nasog&aacute;stricas, cateteres, sondas vesicais, etc.) &eacute; tamb&eacute;m uma raz&atilde;o importante (Choi <i>et al.</i>, 2003; Hamers e Huizing, 2005). No entanto, existem indica&ccedil;&otilde;es para o uso das RFM, para permitir um tratamento emergente (Segatore e Adams, 2001).</p>     <p>Existem variad&iacute;ssimos s&iacute;tios onde s&atilde;o utilizadas as RFM, como por exemplo a cama, cadeira de rodas, sof&aacute;, etc. A escolha do s&iacute;tio da aplica&ccedil;&atilde;o da restri&ccedil;&atilde;o, visa uma restri&ccedil;&atilde;o parcial ou completa dos movimentos da pessoa. E tamb&eacute;m assegura que o doente n&atilde;o sofra uma queda. Em institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de com internamentos de longo prazo, o uso de RFM no sof&aacute; varia entre 19 a 84% (ANAES, 2000), ao contr&aacute;rio de outros estudos que descrevem 49% (n=128) dos residentes que estavam com RFM, 26% (n=67) dos casos eram usados tanto na cama como na cadeira, e em doentes em fase aguda, o local mais utilizado para a RFM era a cama, em 100% (n=37) (Hamers e Huizing, 2005; Bredthauer <i>et al.</i>, 2005).</p>     <p>A localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da RFM pode ser a n&iacute;vel do tronco, com colete de imobiliza&ccedil;&atilde;o ou um cinto, cintura p&eacute;lvica, das extremidades ou dos membros (punho ou tornozelo) com imobilizadores de punho/tornozelos, das m&atilde;os com luvas sem dedos e a todo o comprimento do corpo com as grades laterais da cama.</p>     <p>Num estudo efetuado na Austr&aacute;lia, em lares da 3&ordf; idade, verificou que num universo de 6500 doentes, 1536 tinham RFM, e em 23,7% dos casos observou-se cintos abdominais. Num outro estudo realizado num hospital coreano, numa unidade de cuidados intensivos, &eacute; referido que em 94 doentes que apresentavam RFM, 67% estavam com imobiliza&ccedil;&otilde;es bilaterais de punho. As luvas que s&atilde;o um tipo de imobiliza&ccedil;&atilde;o que evita que o doente fa&ccedil;a fric&ccedil;&atilde;o ao longo de epis&oacute;dios de prurido, numa amostra de 244 enfermeiros de uma unidade de cuidados intensivos de um hospital da Turquia, 35,8% (n=91) disseram que as usavam. Ao investigar a preval&ecirc;ncia da RFM na Irlanda do Norte, num estudo longitudinal observacional, verificou-se que 68% (n=102) dos doentes foram submetidos a algum tipo de RFM, sendo que as grades elevadas foi o tipo de RFM mais observado (Gallinagh <i>et al.</i>, 2002; Choi <i>et al.</i>, 2003; Demir, 2007).</p>     <p>&nbsp;</p>	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia</b></p>     <p>Este estudo de investiga&ccedil;&atilde;o est&aacute; direcionado para a problem&aacute;tica da RFM. Mais concretamente, pretende conhecer os aspetos inerentes &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da mobilidade, pelos enfermeiros, durante o per&iacute;odo de internamento, num hospital central portugu&ecirc;s. A op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica que orientou este estudo foi uma abordagem quantitativa de natureza explorat&oacute;ria descritiva.</p>     <p>O presente estudo orientou-se no sentido de responder aos seguintes objetivos: 1) identificar a frequ&ecirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o de RFM; identificar, o tipo, locais, localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da coloca&ccedil;&atilde;o da RFM; 2) identificar os crit&eacute;rios usados pelos enfermeiros para utilizar a RFM; 3) identificar, nos doentes com RFM: d&eacute;fice de autocuidado, avaliado atrav&eacute;s do quadro de classifica&ccedil;&atilde;o de doentes, que os caracteriza por indicadores cr&iacute;ticos de acordo com a sua depend&ecirc;ncia na: higiene e cuidados pessoais; alimenta&ccedil;&atilde;o; movimenta&ccedil;&atilde;o e elimina&ccedil;&atilde;o; altera&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio - avaliado pela observa&ccedil;&atilde;o direta do doente, e revela particular import&acirc;ncia pois os doentes com altera&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio apresentam um risco acrescido de queda; confus&atilde;o, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da Neecham <i>scale</i> (traduzida e validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Neves, Silva e Marques (2011)) num corte transversal no tempo.</p>     <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o/amostra</b></p>     <p>Este estudo desenvolveu-se num hospital central portugu&ecirc;s. A popula&ccedil;&atilde;o em estudo foi constitu&iacute;da por 552 doentes internados nos servi&ccedil;os de Medicina, Cardiologia, Cirurgia, Endocrinologia, Gastrenterologia, Hematologia, Neurologia, Ortopedia, Pneumologia, Unidade de Cuidados Intensivos, Infecciosas e Urologia. A amostra foi constitu&iacute;da por 110 doentes com RFM.</p>     <p>Instrumento de recolha de dados</p>     <p>A recolha dos dados ocorreu num &uacute;nico momento, ou seja, de forma transversal e resultou da aplica&ccedil;&atilde;o de um formul&aacute;rio aos doentes internados. A observa&ccedil;&atilde;o do doente internado foi, neste estudo, a maior fonte de dados. Para tal, observou-se cada doente no ambiente da enfermaria. No momento da colheita de dados, para al&eacute;m da observa&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m se colocaram duas quest&otilde;es ao enfermeiro respons&aacute;vel pelo doente com RFM.</p>     <p>O instrumento de recolha de dados foi o formul&aacute;rio constitu&iacute;do por 3 partes: a primeira &eacute; um espa&ccedil;o destinado &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o do doente, onde foram registadas as vari&aacute;veis de atributo retiradas do processo cl&iacute;nico; a segunda parte &eacute; constitu&iacute;da por conjuntos de conceitos relacionados com a restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da mobilidade, cuja finalidade foi objetivar exatamente o que se observava; a terceira e &uacute;ltima parte do formul&aacute;rio foram destinadas &agrave; transcri&ccedil;&atilde;o da resposta do enfermeiro respons&aacute;vel pelo doente &agrave; quest&atilde;o colocada.</p>     <p>Os objetivos destas quest&otilde;es passaram por conhecer qual a raz&atilde;o da RFM e quais as interven&ccedil;&otilde;es aplicadas previamente &agrave; RFM. As quest&otilde;es colocadas foram: “qual a raz&atilde;o da RFM?” e “quais as interven&ccedil;&otilde;es realizadas antes da RFM?”. A resposta dada pelo enfermeiro era de imediato transcrita para o formul&aacute;rio.</p>     <p>An&aacute;lise estat&iacute;stica</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados foram introduzidos numa base de dados e posteriormente tratados recorrendo ao programa estat&iacute;stico SPSS –<i> Statistical Package for the Social Sciences</i> – vers&atilde;o 14.0. Com o objetivo de resumir e retirar conclus&otilde;es da informa&ccedil;&atilde;o obtida, utilizou-se uma estat&iacute;stica descritiva e inferencial.</p>     <p>A an&aacute;lise dos dados teve em conta um valor de p &lt;0.05 – estatisticamente significativo. O processo de an&aacute;lise das entrevistas baseou-se na t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 2008). Para esse efeito, foi concebido um modelo de an&aacute;lise <i>a priori</i>, constitu&iacute;do por categorias e subcategorias, organizado segundo um quadro te&oacute;rico definido - CIPE&reg; (Vers&atilde;o 1). A metodologia de organiza&ccedil;&atilde;o do corpus de an&aacute;lise dentro dos temas estabelecidos teve como crit&eacute;rio o valor sem&acirc;ntico, a CIPE&reg; (Vers&atilde;o 1), como modelo sem&acirc;ntico permitiu a n&atilde;o-varia&ccedil;&atilde;o de ju&iacute;zos permitindo o estabelecimento preciso dos temas, categorias e subcategorias. A enumera&ccedil;&atilde;o de cada unidade de registo subcategorizada s&oacute; foi contabilizada uma vez. Assim, o que se considera significativo &eacute; a regularidade quantitativa de apari&ccedil;&atilde;o no total do <i>corpus</i>. Deste modo, a import&acirc;ncia da categoria aumenta com a frequ&ecirc;ncia de apari&ccedil;&atilde;o da unidade de registo subcategorizada, portanto, foi uma an&aacute;lise categorial, frequencial e quantitativa.</p>     <p>O estudo obteve autoriza&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Institui&ccedil;&atilde;o. Foi solicitado o consentimento escrito, livre e esclarecido do representante legal/familiar do doente confuso, visto ser considerado pessoa vulner&aacute;vel. Os enfermeiros que participaram assinaram tamb&eacute;m o termo de consentimento livre e esclarecido.</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Caracter&iacute;sticas gerais da amostra</p>     <p>Os resultados obtidos mostram que dos 110 doentes da amostra (com RFM) situava-se entre os 23 e os 96 anos, com m&eacute;dia de 73,8 anos. Cerca de metade (53%) era do sexo masculino e de acordo com a escala de Confus&atilde;o Neecham (aplicada a 552 doentes) identificaram-se 112 (20,3%) doentes confusos. Em termos de escolaridade 32,7% (36) t&ecirc;m a instru&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, 31,8% (35) s&atilde;o analfabetos, e os que ‘n&atilde;o sabem/n&atilde;o respondem’ correspondem a 20,9%. H&aacute;, no entanto, um n&uacute;mero razo&aacute;vel de sujeitos que apresenta um grau de escolaridade baixa como a instru&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e analfabetos. Contrap&otilde;e-se a este grupo uma percentagem diminuta de indiv&iacute;duos com a instru&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e superior.</p>     <p>Relativamente &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos elementos da amostra pelos diferentes servi&ccedil;os, o servi&ccedil;o de Medicina distingue-se com a maior percentagem de doentes com presen&ccedil;a de RFM observados 37,3%, de seguida o servi&ccedil;o de Neurologia representa 19,1% e na Unidade de Cuidados Intensivos verifica-se 10%. Em termos de diagn&oacute;stico m&eacute;dico, os tr&ecirc;s maiores grupos s&atilde;o as patologias: 25,5 do trato respirat&oacute;rio, 24,5% do aparelho circulat&oacute;rio e as do aparelho digestivo, com 10,9%. Em termos de depend&ecirc;ncia a maior percentagem de RFM, foi observada nos doentes totalmente dependentes com 77,3% e 21,8% nos doentes que necessitavam de ajuda parcial e 60,9% dos doentes apresentava altera&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio.</p>     <p><b>Observa&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno</b></p>     <p>A RFM esteve presente em 19,9% (n=552). No entanto, a observa&ccedil;&atilde;o do doente no seu espa&ccedil;o da enfermaria permitiu a identifica&ccedil;&atilde;o do local, tipo e localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da RFM. Com base na observa&ccedil;&atilde;o, o fen&oacute;meno foi documentado, enquanto, ao local: cama, cadeira de rodas e sof&aacute;; ao tipo: grades, imobilizadores de punho e len&ccedil;ol; e &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica: dois membros superiores, tronco, um membro superior e aos quatro membros. Os locais da RFM podem ser os mais diversificados. O local mais observado &eacute; a cama, com 92,7% os outros locais apresentam valores percentuais nitidamente mais baixos. Conforme a tabela 1, foram observadas num total de 135 vezes os tr&ecirc;s tipos de RFM, e ao mesmo tempo havia doentes com mais do que um tipo de RFM. Dos mais significativos, 58,5% s&atilde;o referentes &agrave;s grades. A localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da RFM tem um importante significado, pois vai interferir na aptid&atilde;o que o indiv&iacute;duo tem para efetuar movimentos com o corpo, incluindo a capacidade de regular os mecanismos de controlo sobre si pr&oacute;prio. Os movimentos dos membros superiores est&atilde;o limitados em metade dos casos, foram observados num total de 60 vezes. Os locais anat&oacute;micos de RFM em mais de 2/3 das vezes incluem os membros superiores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 1 – Locais, tipo e localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da RFM</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a01t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>As raz&otilde;es para a RFM</b></p>     <p>Tendo em conta a raz&atilde;o apontada para tal, foram identificados 16 conceitos, referidos 178 vezes pelos enfermeiros respons&aacute;veis pelos doentes com RFM, e agrupados em 8 categorias (tabela 2). A maioria (36,5%) &eacute; no dom&iacute;nio “Risco de queda”, seguindo a subcategoria “Preven&ccedil;&atilde;o da exterioriza&ccedil;&atilde;o de dispositivos m&eacute;dicos” com 20,2% (36), do total das respostas por parte dos enfermeiros respons&aacute;veis pelos doentes com presen&ccedil;a de RFM.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 2 – Raz&otilde;es apontadas pelos enfermeiros respons&aacute;veis pelos doentes com a presen&ccedil;a de RFM</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a01t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>				     <p><b>As alternativas tentadas previamente &agrave; restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da mobilidade</b></p>     <p>As entrevistas com os enfermeiros mostraram que dos 110 doentes com RFM, a 80% (88) n&atilde;o foi tentada qualquer alternativa pr&eacute;via &agrave; RFM. Nos restantes 20% (22) dos doentes foram tentadas alternativas pr&eacute;vias &agrave; RFM. Dos enfermeiros que aplicaram alternativas, apurou-se 5 conceitos referidos 24 vezes, que foram agrupados numa &uacute;nica categoria, denominada ‘Interven&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via &agrave; RFM’ (tabela 3). Regista-se que a quase totalidade das interven&ccedil;&otilde;es s&atilde;o no dom&iacute;nio da “Informa&ccedil;&atilde;o”, “Administra&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o”, e “Orienta&ccedil;&atilde;o”, ao passo que o “Di&aacute;logo” e a “Presen&ccedil;a de familiares” s&atilde;o tentativas espor&aacute;dicas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 3 – Interven&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias &agrave; restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da mobilidade</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a01t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Caracter&iacute;sticas dos doentes com Restri&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica da Mobilidade</b></p>     <p>Ap&oacute;s a an&aacute;lise descritiva dos dados, a finalidade foi estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre os atributos do doente (idade, sexo, escolaridade) e a presen&ccedil;a da RFM. A idade m&eacute;dia dos doentes com RFM envolvidos no presente estudo foi de 73,8 anos de idade, mediante os resultados, constatou-se que os doentes que apresentam RFM s&atilde;o em m&eacute;dia, 12,2 anos mais velhos que os indiv&iacute;duos que n&atilde;o apresentam RFM, revela a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre o atributo idade e a RFM (t = - 6,550, df=550 e p &lt;0,001). Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo dos indiv&iacute;duos da nossa amostra, os testes estat&iacute;sticos por n&oacute;s efetuados n&atilde;o comprovam a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica significativa, 53% (58) dos doentes s&atilde;o do sexo masculino, os restantes 47% (52) s&atilde;o do sexo feminino. Os resultados mostram uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre as RFM e o n&iacute;vel de escolaridade (?2=38,565, df=4 e p &lt;0,001). As pessoas com menor n&iacute;vel de escolaridade, analfabetismo e com instru&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria 40,2% (35) e 41,4% (36), respetivamente, t&ecirc;m maior probabilidade de vir a ser alvo de RFM. Por outro lado, as RFM foram observadas com menos frequ&ecirc;ncia nos doentes com instru&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica 3,4% (3), instru&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria 8% (7) e curso superior 6,9%. Relativamente &agrave; vari&aacute;vel diagn&oacute;stico m&eacute;dico da doen&ccedil;a est&aacute; associado com a RFM (?2=65,863, df=12 e p &lt;0,001). As doen&ccedil;as mais frequentes nos doentes com RFM integram-se nos grupos de doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio e circulat&oacute;rio, com 25,5% (28) e 24,5% (27), respetivamente, representando em conjunto mais de 50% dos doentes com RFM. No que se refere &agrave; confus&atilde;o, revela um elevado significado estat&iacute;stico entre a RFM e a confus&atilde;o (?2=225,532, df=1 e p &lt;0,001), atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da NEECHAM <i>Confusion Scale</i>, constat&aacute;mos que a RFM est&aacute; presente em 71,8% (79) dos doentes confusos e, em 28,2% (31) dos doentes avaliados como n&atilde;o-confusos, este dado &eacute; muito importante, pois demonstra que h&aacute; doentes a quem s&atilde;o aplicadas as RFM, por outras raz&otilde;es que n&atilde;o a confus&atilde;o. Os resultados permitiram, ainda, verificar que os doentes que o grau de depend&ecirc;ncia no autocuidado est&aacute; significativamente relacionado com a RFM (?2=545,747, df=2 e p &lt;0,001). Por &uacute;ltimo, constata-se que existe uma associa&ccedil;&atilde;o com elevado significado estat&iacute;stico entre o equil&iacute;brio e a RFM (?2=306,409, df=1 e p &lt;0,001).</p>     <p>Confus&atilde;o versus tipos de RFM</p>     <p>Quando os enfermeiros se deparam com doentes confusos, elegem prioritariamente as grades como a RFM mais utilizada, em 63% (55), ficando os restantes a cargo dos imobilizadores de punho e tornozelo. Nos doentes n&atilde;o-confusos, a maioria tamb&eacute;m &eacute; imobilizado com as grades.</p>     <p>Doentes com equil&iacute;brio/desequil&iacute;brio, confusos /n&atilde;o confusos com RFM.</p>     <p>Em doentes com desequil&iacute;brio, confusos e com RFM verifica-se que, todos os doentes com desequil&iacute;brio, confusos ou n&atilde;o, tinham RFM, dos doentes sem desequil&iacute;brio e confusos, 33 n&atilde;o tinham RFM e dos doentes sem desequil&iacute;brio e sem confus&atilde;o, 4,4% (19) dos 428, tinham RFM, valor este que &eacute; muito importante (tabela 4) pois foram invocados 5 conceitos 26 vezes. Permite inferir que algumas das raz&otilde;es apontadas se relacionam com a confus&atilde;o. Apesar de no momento da avalia&ccedil;&atilde;o o diagn&oacute;stico n&atilde;o estar presente, isso n&atilde;o impede que o doente possa estar confuso, porque a confus&atilde;o &eacute; um fen&oacute;meno com caracter&iacute;sticas flutuantes, ou ter estado confuso e, na d&uacute;vida, os enfermeiros optam por interven&ccedil;&otilde;es que os salvaguardem de surpresas desagrad&aacute;veis, como a exterioriza&ccedil;&atilde;o de dispositivos m&eacute;dicos. Isso pode tamb&eacute;m explicar a justifica&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da ao ‘Imperativo legal’ e &agrave; ‘Falta de colabora&ccedil;&atilde;o nos tratamentos institu&iacute;dos’, que se relacionam muitas vezes com a responsabilidade associada &agrave;s quedas e &agrave; dificuldade em cumprir as prescri&ccedil;&otilde;es, ambas muito relacionadas com os doentes confusos. Mas a ‘Falta de colabora&ccedil;&atilde;o nos tratamentos institu&iacute;dos’ pode tamb&eacute;m verificar-se em doentes que n&atilde;o est&atilde;o confusos e, nessa medida, terem a capacidade para decidir recusar uma qualquer proposta de tratamento. No que se refere &agrave; agita&ccedil;&atilde;o, &eacute; verdade que existem outras causas que est&atilde;o na sua origem, para al&eacute;m da confus&atilde;o, como a dor ou a reten&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria, mas a RFM nunca seria adequada. Por outro lado, uma anterior confus&atilde;o do tipo hiperativo poderia justificar a manuten&ccedil;&atilde;o da RFM por mais algum tempo, at&eacute; o enfermeiro ter, n&atilde;o uma certeza absoluta, mas uma certeza com elevada probabilidade de que o doente n&atilde;o por&aacute; em risco a sua integridade f&iacute;sica, ou de outros.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tabela 4 – Raz&otilde;es invocadas para a Restri&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica da Mobilidade em doentes sem altera&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio e n&atilde;o confusos</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a01t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>			     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Uso da RFM</p>     <p>No nosso estudo o uso de RFM &eacute; inferior aos valores encontrados na maioria dos estudos a que tivemos acesso nesta &aacute;rea. &Eacute; de salientar, que a maioria dos estudos reporta a lares e hospitais psiqui&aacute;tricos, o que difere deste. Comparativamente com o estudo de Hamers e Huizing (2005) que verificou que a incid&ecirc;ncia de RFM no per&iacute;odo de 1999-2004 varia entre 41-64% nos lares e 33-68% nos hospitais, e o de Gallinagh <i>et al.</i>, (2002) que observou 102 doentes num estudo longitudinal, 68% foram submetidos a RFM. As raz&otilde;es apontadas pelos enfermeiros para o uso da RFM correspondem ao risco de queda seguido da preven&ccedil;&atilde;o da exterioriza&ccedil;&atilde;o de dispositivos m&eacute;dicos, 36,5% e 36% respetivamente, do total das respostas para justificarem o seu uso. Estes dados s&atilde;o frequentemente referenciados por diversos autores que investigam estas mat&eacute;rias, (Hamers e Huizing, 2005; Choi <i>et al.</i>, 2003; Fletcher e Hirdes, 2010). Os motivos n&atilde;o variam muito, sendo que para Hamers e Huizing (2005) evitar as quedas foi o principal motivo, com cerca de 90%. No seu estudo, Choi <i>et al.</i> (2003), refere que o uso de RFM foi de 70,2%, pela presen&ccedil;a nos doentes de dispositivos m&eacute;dicos (ex. sondas nasog&aacute;stricas, soros etc.). Perante estes dados, constata-se que os principais motivos que levam os enfermeiros a restringir fisicamente os doentes s&atilde;o a sua seguran&ccedil;a. A pesquisa verificou que dos 110 doentes com RFM, em 20% dos doentes foram tentadas alternativas pr&eacute;vias &agrave; RFM. A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica mostra que as alternativas da RFM s&atilde;o eficazes, em muitas circunst&acirc;ncias. Demir (2007) comprovou que os enfermeiros tentaram o uso de alternativas &agrave; RFM em 74,4% e 25,6% dos enfermeiros n&atilde;o o fizeram. As alternativas pr&eacute;vias &agrave; RFM utilizadas foram: 10,9% a promo&ccedil;&atilde;o de um ambiente seguro, 9,7% a permiss&atilde;o para os doentes passarem mais tempo com os familiares, 9,2% o estar mais tempo com o doente, 8,3% colocar o doente na enfermaria junto da sala de trabalho do enfermeiro e, por &uacute;ltimo, 7,2% planear os cuidados juntamente com o doente. Segundo o mesmo autor refere, nenhuma destas alternativas reduziu o uso da RFM. Um aspeto particularmente importante prende-se com o fato de os enfermeiros tentarem a orienta&ccedil;&atilde;o para a realidade, que &eacute; uma interven&ccedil;&atilde;o adequada para os doentes confusos, ainda que a evid&ecirc;ncia que a suporte n&atilde;o seja inequ&iacute;voca (O`Connell e Ski, 2006). As quest&otilde;es que emergem relacionam-se com a qualidade da orienta&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;: ser&aacute; que os enfermeiros utilizam a orienta&ccedil;&atilde;o como uma interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem? e com a cren&ccedil;a no seu valor: ser&aacute; que os enfermeiros atribuem valor &agrave; interven&ccedil;&atilde;o? O trabalho de Sousa, Silva e Marques (2011), realizado entre n&oacute;s, demonstra que os membros da fam&iacute;lia prestadores de cuidados utilizam essa t&eacute;cnica, por tentativa e erro, e como senso-comum, sem ter havido um ensino profissional que os capacitasse para tal. A pesquisa confirmou que os doentes mais idosos t&ecirc;m maior probabilidade de virem a ser alvo de RFM, o que &eacute; congruente com a literatura. Este grupo et&aacute;rio re&uacute;ne um conjunto de condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis ao seu uso em virtude da sua vulnerabilidade e, por outro, pelo uso mais ativo dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Ao mesmo tempo, mais de metade dos doentes com RFM estava concentrada em tr&ecirc;s tipos de servi&ccedil;o: m&eacute;dico, neurol&oacute;gico e cuidados intensivos, facto j&aacute; conhecido, que se relaciona a um conjunto de patologias prevalentes (como as doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio e circulat&oacute;rio) e a caracter&iacute;sticas inerentes a essa faixa et&aacute;ria. A preocupa&ccedil;&atilde;o com a seguran&ccedil;a, por parte dos profissionais de sa&uacute;de, encontra um paralelismo com o diagn&oacute;stico m&eacute;dico (Neves, Silva e Marques, 2011). Foi identificada uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre as RFM e o n&iacute;vel de escolaridade. As pessoas com menor n&iacute;vel de escolaridade, analfabeto e com instru&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria 40,2% e 41,4%, respetivamente, t&ecirc;m maior probabilidade de vir a ser alvo de RFM.</p>     <p>E no seguimento de que a maioria da popula&ccedil;&atilde;o envolvida neste estudo &eacute; idosa, verifica-se que as popula&ccedil;&otilde;es idosas t&ecirc;m, em muitos pa&iacute;ses, baixa escolaridade (Caldas, 2005; Fletcher e Hirdes, 2010). Havendo rela&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de escolaridade e a idade, e tendo esta uma rela&ccedil;&atilde;o significativa com a RFM, n&atilde;o &eacute; seguro afirmar a rela&ccedil;&atilde;o causa efeito entre a escolaridade e a RFM. A RFM &eacute; uma indica&ccedil;&atilde;o para doentes com comportamentos violentos com desordens mentais, tais medidas representam, concomitantemente aos seus objetivos terap&ecirc;uticos de prote&ccedil;&atilde;o da vida e da integridade f&iacute;sica dos doentes (Segatore e Adams, 2001; Portugal, 2007). Um dos principais motivos que levam &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da RFM &eacute;, precisamente, a confus&atilde;o (Demir, 2007). Atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o da NEECHAM <i>Confusion Scale</i>, confirmamos que h&aacute; um elevado significado estat&iacute;stico entre a RFM e a confus&atilde;o, por outro, constat&aacute;mos que a RFM est&aacute; presente 28,2% dos doentes avaliados como n&atilde;o-confusos. Verificou-se a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o do grau de depend&ecirc;ncia no autocuidado est&aacute; com a RFM o que deixa em aberto algumas interroga&ccedil;&otilde;es, como o porqu&ecirc; disso acontecer, j&aacute; que, se o doente est&aacute; mais dependente, &agrave; partida estar&aacute; mais incapaz de realizar a&ccedil;&otilde;es que o ponham em risco e, por outro lado, a RFM ir&aacute; agravar esse estado de depend&ecirc;ncia, a literatura tamb&eacute;m aponta a exist&ecirc;ncia de uma forte tend&ecirc;ncia para a RFM nos doentes mais dependentes (Hamers e Huizing, 2005; Fletcher e Hirdes, 2010). A identifica&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio influencia a RFM como sendo um dos principais motivos que leva os enfermeiros a tomarem a decis&atilde;o de RFM aos doentes, &eacute; a altera&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio. Repare-se que um doente que tenha capacidade para se levantar da cama, ou para iniciar a marcha, se tiver altera&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio, pode cair, e a preven&ccedil;&atilde;o das quedas, como j&aacute; vimos, &eacute; uma inten&ccedil;&atilde;o fortemente enraizada nos enfermeiros. A quest&atilde;o que emerge &eacute;, porque s&atilde;o aplicadas medidas de RFM aos doentes sem altera&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio. Se forem doentes capazes de andar, ser&aacute; pelo risco de fuga? (Degan <i>et al.</i>, 2004; Fletcher e Hirdes, 2010).</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Este estudo &eacute; consensual quando comparado com a literatura consultada, j&aacute; que, no in&iacute;cio do mesmo, nada se sabia da realidade portuguesa. As altera&ccedil;&otilde;es da mem&oacute;ria, que est&atilde;o associadas &agrave; confus&atilde;o, provocam sofrimento ao doente, e levam a uma diminui&ccedil;&atilde;o na sua capacidade de julgar, sendo incapaz de tomar decis&otilde;es coerentes e seguras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A dete&ccedil;&atilde;o e tratamento precoce da confus&atilde;o e das suas causas que evitem a progress&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fundamentais para o sucesso terap&ecirc;utico, que deve ter como prioridade garantir a seguran&ccedil;a f&iacute;sica do pr&oacute;prio doente e dos que o rodeiam, de acordo com os dados que obtivemos. Os profissionais de sa&uacute;de t&ecirc;m a obriga&ccedil;&atilde;o de determinar a correta etiologia do quadro, prescrevendo a interven&ccedil;&atilde;o mais adequada. Repare-se que a RFM ao ser implementada em doentes confusos, n&atilde;o vai contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o daquele problema, mas para a sua exacerba&ccedil;&atilde;o. Truman e Ely (2003) referem que os enfermeiros est&atilde;o numa posi&ccedil;&atilde;o privilegiada para a melhoria dos cuidados a estes doentes, j&aacute; que t&ecirc;m um contacto mais pr&oacute;ximo e cont&iacute;nuo, sendo normalmente os primeiros a detetar altera&ccedil;&otilde;es do comportamento, que s&atilde;o uma das principais raz&otilde;es para a RFM.</p>     <p>O que se verificou, neste estudo, foi que existe uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre a RFM, os doentes idosos, confusos, com altera&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio, com patologia das vias respirat&oacute;ria e circulat&oacute;ria e totalmente dependentes no autocuidado. E as raz&otilde;es est&atilde;o muito relacionadas com a prote&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a dos doentes, inten&ccedil;&atilde;o que &eacute; transversalmente indicada pela generalidade dos estudos nesta &aacute;rea, e tamb&eacute;m neste. As doen&ccedil;as assinaladas est&atilde;o muito relacionadas com a confus&atilde;o, como comprovou Neves, Silva e Marques (2011), e h&aacute; pr&eacute;-conceitos associados aos idosos que explicam um incremento na utiliza&ccedil;&atilde;o das RFM nesta popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica (Ruth, 1999).</p>     <p>Neste estudo verificou-se que &eacute; na cama que a maior parte dos doentes t&ecirc;m RFM, e significativamente atrav&eacute;s da eleva&ccedil;&atilde;o das grades, isoladamente ou com outro tipo de RFM, o que se relaciona com o fato do doente ser muito dependente nos autocuidados. Se o doente tiver capacidade para se erguer, a coloca&ccedil;&atilde;o das grades num n&iacute;vel superior, s&oacute; far&aacute; aumentar a gravidade da queda que se quer evitar. Este problema poderia ser facilmente contornado, se as camas hospitalares dispusessem de sistemas hidr&aacute;ulicos que permitissem o abaixamento das camas. Bolander (1998) refere que a eleva&ccedil;&atilde;o das grades na cama est&aacute; contraindicada em doentes que sejam capazes de passar por cima delas.</p>     <p>Tamb&eacute;m constatamos a reduzida utiliza&ccedil;&atilde;o de alternativas, antes da implementa&ccedil;&atilde;o da RFM, emergindo a orienta&ccedil;&atilde;o para a realidade, interven&ccedil;&atilde;o que dever&aacute; ser alvo de aten&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria, no futuro. Mostrou-nos, este trabalho, a complexidade subjacente &agrave;s RFM, tendo-nos igualmente servido, para perceber que o doente merece que nos empenhemos em encontrar solu&ccedil;&otilde;es, que podem passar por uma maior e mais ativa participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia. N&atilde;o para o hospital se substituir a ela, mas para se intensificarem a&ccedil;&otilde;es que conduzam a um retorno &agrave; realidade, por sujeitos conhecidos do doente, e assim diminuir ou at&eacute; mesmo reverter a sua confus&atilde;o, motivo associado &agrave; RFM. Finalmente, reconhecemos que este estudo tem limita&ccedil;&otilde;es, que se relacionam muito significativamente com a nossa inexperi&ecirc;ncia em processos de pesquisa, mas os resultados alcan&ccedil;ados s&atilde;o pertinentes e corroboram outros de outras realidades. A RFM &eacute; uma pr&aacute;tica comum, apesar dos discursos apontarem no sentido da sua progressiva elimina&ccedil;&atilde;o. Estas verdades, na ess&ecirc;ncia, opostas, determinam que elejamos como priorit&aacute;rio, no futuro, a concretiza&ccedil;&atilde;o de estudos de investiga&ccedil;&atilde;o multidisciplinares, englobando os profissionais que est&atilde;o na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, no sentido de se conseguir diminuir, ao m&iacute;nimo poss&iacute;vel, esta pr&aacute;tica, j&aacute; que, mesmo quando se tentaram medidas pr&eacute;vias &agrave; RFM, isso n&atilde;o impediu a sua efetiva&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>AGENCE NATIONALE D’ACCR&Eacute;DITATION ET D’&Eacute;VALUATION EN SANT&Eacute; (2000) - Limiter les risques de la contention physique de la personne ag&eacute;e  [Em linha]. [Consult. 10 Jan. 2009].  Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.hassante.fr/portail/upload/docs/application/pdf/contention.pdf" target="_blank">http://www.hassante.fr/portail/upload/docs/application/pdf/contention.pdf</a>.</p>     <p>BARDIN, l. (2008) -  An&aacute;lise de conte&uacute;do. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.</p>     <p>BOLANDER, V. B. (1998) – Enfermagem fundamental: abordagem psicofisiol&oacute;gica. Lisboa: Lusodidacta.</p>     <p>BREDTHAUER, D. [et al.] (2005) - Factors related to the use of physical restraints in psycogeriatric care: a paradigm of elder abuse. Zeitschrift f&uuml;r Gerontologie und Geriatrie. Vol. 38, n&ordm; 1, p. 10-18.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CALDAS, Alexandre Castro (2005) - A doen&ccedil;a de Alzheimer e outras dem&ecirc;ncias em Portugal. Lisboa: Lidel.</p>     <p>CHOI, E. [et al.] (2003) - Physical restraint use in a Korean ICU. Seoul. Journal of Clinical Nursing. Vol. 12, n&ordm; 5, p. 651-659.</p>     <p>DEGAN, M. [et al.] (2004) - The use physical restraints in an acute care hospital. Assistenza Infermieristica e Ricerca. Vol. 23, n&ordm; 2, p. 68-75.</p>     <p>DEMIR, Ayten (2007) – Nurses’ use of physical restraints in four Turkish hospitals. Journal of Nursing Scholarship. Vol. 39, n&ordm; 1, p. 38-45.</p>     <p>EVANS, D.;WOOD, J.; LAMBERT, L. (2002) - A review of physical restraint minimization in the acute residential care settings. Journal of Advanced Nursing. Vol. 40, n&ordm; 6, p. 616-625.</p>     <p>FLETCHER, Paula C.; HIRDES, John P. (2010) – Risk factors restriction in activity associated with fear of falling among seniors within the community. Journal of Patient Safety. Vol. 6, n&ordm; 3, p. 187-191.</p>     <p>GALLINAGH, R. [<i>et al.</i>] (2002) - The use physical restraints as a safety measure in the care of older people in four rehabilitation wards: findings from an explory study. International Journal of Nursing Studies. Vol. 39, n&ordm; 2, p. 147-156.</p>     <p>HAMERS, J. P. ; HUIZING, A. R. (2005) - Why physical restraints in the elderly. Zeitschrift f&uuml;r Gerontologie und Geriatrie. Vol. 38, n&ordm; 1, p. 19-25.</p>     <p>LUDWICK, Ruth (1999) - Clinical decision making: recognition of confusion and aplication of restraints. Orthopaedic Nursing. Vol. 18, n&ordm; 1, p. 65-72.</p>     <p>MARKS, W. (1992) - Physical restraints in the pratice of medicine: current concepts. Archives of Internal Medicine. Vol. 152, n&ordm; 11, p. 2203-2206.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>NEVES, Hugo; SILVA, Abel; MARQUES, Paulo (2011) - Tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o cultural da Escala de confus&atilde;o de NEECHAM. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, n&ordm; 3, p. 105-112.</p>     <p>O’CONNELL, Beverly; SKI, Chantal (2006) - Mismanagement of delirium places patients at risk. Australian Journal of Advanced Nursing. Vol. 23, n&ordm; 3, p. 42-46.</p>     <p>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (2007) - Circular Normativa 08/DSPSM/DSPCS, de 25/05/07. Medidas preventivas de comportamentos agressivos de doentes – conten&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. Lisboa: DGS.</p>     <p>SEGATORE, M.; ADAMS, D.(2001) - Managing delirium and agitation in elderly hospitalized orthopaedic patients: Part 2 – Interventions. Orthopaedic Nursing. Vol. 20, n.&ordm; 2, p. 61-73.</p>     <p>SOUSA, Joana; SILVA, Abel; MARQUES, Paulo (2011) - Estrat&eacute;gias do membro da fam&iacute;lia prestador de cuidados face &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es de confus&atilde;o do seu familiar. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, n&ordm; 4, p. 59-67.</p>     <p>TRUMAN, B.; ELY, E. W. (2003) - Monitoring delirium in critically patients. Critical Care Nurse. Vol. 23, n&ordm; 2, p. 25-36.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 07.09.11</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 18.01.12</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Notas</b></p>     <p>Artigo baseado na Disserta&ccedil;&atilde;o com o t&iacute;tulo A restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da mobilidade – Estudo sobre os aspectos ligados &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o com fins  terap&ecirc;uticos, defendida em Outubro de 2010, no Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.</p>      ]]></body><back>
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