<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-0283</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Enf. Ref.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-0283</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-02832012000100002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1160</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do impacto da polimedicação nas verbas de internamento nas unidades de longa duração e manutenção]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment of the impact of polypharmacy on funding for admission in a long-term care and maintenance unit]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Evaluación del impacto de la polimedicación sobre la financiación de las unidades de hospitalización y mantenimiento a largo plazo]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nelson Manuel de Lima]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vítor Manuel Costa Pereira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Santa Casa de Misericórdia de Póvoa de Lanhoso” orgdiv1=”Unidade de Longa Duração e Manutenção Dona Elvira Câmara Lopes  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Escola Superior de Enfermagem Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>serIII</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>17</fpage>
<lpage>24</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-02832012000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-02832012000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-02832012000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Contexto: a falência dos estados de providência obriga a que seja efetuada uma reflexão e análise cuidada de todo o campo da saúde para que a sua sustentabilidade seja possível. Em Portugal verifica-se, como em toda a Europa, um progressivo envelhecimento da população, consequência do aumento da esperança média de vida e da baixa natalidade. Objetivos: avaliar o impacto da polimedicação nas verbas diárias de internamento imputadas a uma unidade de longa duração e manutenção. Método: tratou-se de um estudo de caso, de natureza exploratória, junto de 65 utentes, admitidos na Unidade de Longa Duração e Manutenção Dona Elvira da Câmara Lopes da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. Resultados: existe polimedicação major nesta população, nomeadamente, uma média de 6 medicamentos prescritos por utente. Fazendo o cálculo, em função de 10 EUR de verba diária atribuída, obtém-se a percentagem significativa de 37% de impacto na verba imputada pelo Estado. Conclusão: é preciso compreender os padrões de prescrição noutros contextos, assim como, conhecer as razões/motivos que levam à prescrição de mais do que um fármaco.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Context: the financial situation of welfare states obliges them to undertake a careful analysis and reflection of the whole field of health to ensure that their sustainability is possible. In Portugal there is, as elsewhere in Europe, a progressive aging of the population, a consequence of increased life expectancy and low birth rate. Objectives: to evaluate the impact of polypharmacy in daily sums charged to a long-term care and maintenance unit. Method: this was an exploratory case study with 65 users admitted to the Long-term Care and Maintenance Unit - Dona Elvira da Câmara Lopes of Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. Results: there is major polypharmacy in this population, including an average of six prescription drugs per patient. Calculation, based on a daily allowance of 10 EUR, gives a high percentage impact of 37% on the budget allocated by the state. Conclusion: it is necessary to understand prescribing patterns in other contexts as well as to ascertain the reasons/motives that lead to prescribing more than one drug.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Contexto: el fracaso de los Estados sociales obliga a que se entame una reflexión y un cuidadoso análisis de todo el campo de la salud para que su sostenibilidad sea posible. En Portugal hay, como en otras partes de Europa, un progresivo envejecimiento de la población, consecuencia de la mayor esperanza de vida y baja tasa de natalidad. Objetivos: evaluar el impacto de la polimedicación en los gastos diarios de ingreso imputados a una unidad de hospitalización de Largo Plazo y de Mantenimiento. Método: se realizó un estudio de caso de carácter exploratorio, con 65 usuarios, ingresados en la unidad de hospitalización a Largo Plazo y de Mantenimiento - Dona Elvira da Câmara Lopes de la Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso. Resultados: hay una mayor polimedicación en esta población, es decir, un promedio de 6 medicamentos recetados por paciente. Haciendo el cálculo, por cada 10 EUR de gastos diarios atribuidos, se obtiene el porcentaje significativo de 37% del impacto sobre el presupuesto asignado por el Estado. Conclusión: es necesario comprender los patrones de prescripción en otros contextos, así como conocer las razones/motivos que llevan a prescribir más que un medicamento.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[polimedicação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[envelhecimento da população]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[gastos em saúde]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[polypharmacy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[demographic aging]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[health expenditures]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[polifarmacia]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[envejecimiento de la población]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[gastos en salud]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do impacto da polimedica&ccedil;&atilde;o nas verbas de internamento nas unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nelson Manuel de Lima Ferreira*</b>; <b>V&iacute;tor Manuel Costa Pereira Rodrigues**</b></p>     <p>* Mestre em Gest&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de. Enfermeiro na Unidade de Longa Dura&ccedil;&atilde;o e Manuten&ccedil;&atilde;o Dona Elvira C&acirc;mara Lopes – Santa Casa de Miseric&oacute;rdia de P&oacute;voa de Lanhoso [<a href="mailto:enfermeironelson@gmail.com">enfermeironelson@gmail.com</a>].</p>     <p>** Doutorado em Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas. Professor Coordenador com Agrega&ccedil;&atilde;o na Escola Superior de Enfermagem/CIDESD - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Contexto: a fal&ecirc;ncia dos estados de provid&ecirc;ncia obriga a que seja efetuada uma reflex&atilde;o e an&aacute;lise cuidada de todo o campo da sa&uacute;de para que a sua sustentabilidade seja poss&iacute;vel. Em Portugal verifica-se, como em toda a Europa, um progressivo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, consequ&ecirc;ncia do aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida e da baixa natalidade.</p>     <p>Objetivos: avaliar o impacto da polimedica&ccedil;&atilde;o nas verbas di&aacute;rias de internamento imputadas a uma unidade de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>M&eacute;todo: tratou-se de um estudo de caso, de natureza explorat&oacute;ria, junto de 65 utentes, admitidos na Unidade de Longa Dura&ccedil;&atilde;o e Manuten&ccedil;&atilde;o Dona Elvira da C&acirc;mara Lopes da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia da P&oacute;voa de Lanhoso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Resultados: existe polimedica&ccedil;&atilde;o <i>major</i> nesta popula&ccedil;&atilde;o, nomeadamente, uma m&eacute;dia de 6 medicamentos prescritos por utente. Fazendo o c&aacute;lculo, em fun&ccedil;&atilde;o de 10 EUR de verba di&aacute;ria atribu&iacute;da, obt&eacute;m-se a percentagem significativa de 37% de impacto na verba imputada pelo Estado.</p>     <p>Conclus&atilde;o: &eacute; preciso compreender os padr&otilde;es de prescri&ccedil;&atilde;o noutros contextos, assim como, conhecer as raz&otilde;es/motivos que levam &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o de mais do que um f&aacute;rmaco.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: polimedica&ccedil;&atilde;o; envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o; gastos em sa&uacute;de</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Assessment of the impact of polypharmacy on funding for admission in a long-term care and maintenance unit</b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>Context: the financial situation of welfare states obliges them to undertake a careful analysis and reflection of the whole field of health to ensure that their sustainability is possible. In Portugal there is, as elsewhere in Europe, a progressive aging of the population, a consequence of increased life expectancy and low birth rate.</p>     <p>Objectives: to evaluate the impact of polypharmacy in daily sums charged to a long-term care and maintenance unit.</p>     <p>Method: this was an exploratory case study with 65 users admitted to the Long-term Care and Maintenance Unit - Dona Elvira da C&acirc;mara Lopes of Santa Casa da Miseric&oacute;rdia da P&oacute;voa de Lanhoso.</p>     <p>Results: there is major polypharmacy in this population, including an average of six prescription drugs per patient. Calculation, based on a daily allowance of 10 EUR, gives a high percentage impact of 37% on the budget allocated by the state.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusion: it is necessary to understand prescribing patterns in other contexts as well as to ascertain the reasons/motives that lead to prescribing more than one drug.</p>     <p><b>Keywords</b>: polypharmacy;demographic aging; health expenditures</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Evaluaci&oacute;n del impacto de la polimedicaci&oacute;n sobre la financiaci&oacute;n de las unidades de hospitalizaci&oacute;n y mantenimiento a largo plazo</b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>Contexto: el fracaso de los Estados sociales obliga a que se entame una reflexi&oacute;n y un cuidadoso an&aacute;lisis de todo el campo de la salud para que su sostenibilidad sea posible. En Portugal hay, como en otras partes de Europa, un progresivo envejecimiento de la poblaci&oacute;n, consecuencia de la mayor esperanza de vida y baja tasa de natalidad.</p>     <p>Objetivos: evaluar el impacto de la polimedicaci&oacute;n en los gastos diarios de ingreso imputados a una unidad de hospitalizaci&oacute;n de Largo Plazo y de Mantenimiento.</p>     <p>M&eacute;todo: se realiz&oacute; un estudio de caso de car&aacute;cter exploratorio, con 65 usuarios, ingresados en la unidad de hospitalizaci&oacute;n a Largo Plazo y de Mantenimiento - Dona Elvira da C&acirc;mara Lopes de la Santa Casa da Miseric&oacute;rdia da P&oacute;voa de Lanhoso.</p>     <p>Resultados: hay una mayor polimedicaci&oacute;n en esta poblaci&oacute;n, es decir, un promedio de 6 medicamentos recetados por paciente. Haciendo el c&aacute;lculo, por cada 10 EUR de gastos diarios atribuidos, se obtiene el porcentaje significativo de 37% del impacto sobre el presupuesto asignado por el Estado.</p>     <p>Conclusi&oacute;n: es necesario comprender los patrones de prescripci&oacute;n en otros contextos, as&iacute; como conocer las razones/motivos que llevan a prescribir m&aacute;s que un medicamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palabras clave</b>: polifarmacia; envejecimiento de la poblaci&oacute;n; gastos en salud</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O setor de sa&uacute;de est&aacute; a sofrer fortes mudan&ccedil;as em Portugal. O Estado recua, enquanto a iniciativa privada tende a avan&ccedil;ar. Os operadores privados apostam cada vez mais no mercado da sa&uacute;de, em alternativa ao pol&eacute;mico encerramento de unidades de sa&uacute;de p&uacute;blicas ou em consequ&ecirc;ncia do aumento dos utentes com seguro. A poss&iacute;vel insustentabilidade financeira do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, motivada pelo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica poder&aacute; ter como consequ&ecirc;ncia (a ser verificada) a crescente privatiza&ccedil;&atilde;o do setor da sa&uacute;de (Sakellarides, 2007).</p>     <p>O aumento da procura de cuidados de sa&uacute;de privados tem tido taxas de crescimento graduais, que conduzem a uma evolu&ccedil;&atilde;o do setor privado. Esta evolu&ccedil;&atilde;o ir&aacute; traduzir-se na abertura de novos hospitais, cl&iacute;nicas e, consequentemente uma maior inova&ccedil;&atilde;o. Num mercado ainda pequeno como o portugu&ecirc;s, &eacute; relativamente f&aacute;cil identificar os principais operadores privados no setor da sa&uacute;de. A evolu&ccedil;&atilde;o destas empresas no mercado e a relev&acirc;ncia que t&ecirc;m assumido nos &uacute;ltimos anos s&atilde;o consequ&ecirc;ncias de um desenvolvimento marcante e progressivo na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados na &aacute;rea da sa&uacute;de (Moura, 2006). A concorr&ecirc;ncia entre os principais operadores torna-se vis&iacute;vel devido ao aumento de oportunidades de neg&oacute;cio, e a uma constante procura de uma maior inova&ccedil;&atilde;o de tecnologias, infraestruturas e equipamentos (Dinis, 2008).</p>     <p>O efeito cumulativo da diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade e da natalidade tem-se traduzido, em Portugal, no progressivo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o. O aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida, que se tem verificado em paralelo, espelha a melhoria do n&iacute;vel de sa&uacute;de dos Portugueses nos &uacute;ltimos 40 anos. Apesar de tal sucesso, verificam-se car&ecirc;ncias ao n&iacute;vel dos cuidados de longa dura&ccedil;&atilde;o e paliativos, decorrentes do aumento da preval&ecirc;ncia de pessoas com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas incapacitantes. Est&atilde;o, assim, a surgir novas necessidades de sa&uacute;de e sociais que requerem respostas novas e diversificadas que venham a satisfazer o incremento esperado da procura por parte de pessoas idosas com depend&ecirc;ncia funcional, de doentes com patologia cr&oacute;nica m&uacute;ltipla e de pessoas com doen&ccedil;a incur&aacute;vel em estado avan&ccedil;ado e em fase final de vida (Sakellarides, 2006). As defini&ccedil;&otilde;es de cuidados continuados integrados; doen&ccedil;a cr&oacute;nica; unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o est&atilde;o descritas em Decreto-Lei n&ordm; 101/2006 de 6 de junho.</p>     <p>De acordo com o exposto, este estudo teve como objetivo avaliar o impacto da polimedica&ccedil;&atilde;o nas verbas di&aacute;rias de internamento imputadas a uma unidade de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o, de forma a responder a duas grandes quest&otilde;es:</p>     <p>Como &eacute; que est&atilde;o as unidades de cuidados continuados de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o a lidar com as verbas imputadas pelo Estado, para a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de?</p>     <p>Qual o impacto da polimedica&ccedil;&atilde;o nas verbas di&aacute;rias imputadas a uma unidade de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o?</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Revis&atilde;o te&oacute;rica</b></p>     <p>Com a entrada em funcionamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) foram criadas as condi&ccedil;&otilde;es para a separa&ccedil;&atilde;o clara entre o prestador de cuidados de sa&uacute;de e o seu financiamento, passando o relacionamento financeiro com as unidades de sa&uacute;de do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS) a estabelecer-se mediante contratos de gest&atilde;o, com a contratualiza&ccedil;&atilde;o de or&ccedil;amentos devidamente planeados de acordo com objetivos, e que variam de acordo com as &aacute;reas assistenciais e com uma fundamentada programa&ccedil;&atilde;o de atividades, sem descurar a garantia da qualidade da presta&ccedil;&atilde;o direta de cuidados de sa&uacute;de (Costa, 2010; UMCCI, 2011).</p>     <p>Passou a haver, assim, um aumento do controlo de gest&atilde;o, tanto ao n&iacute;vel das unidades de sa&uacute;de como da pr&oacute;pria tutela (OPSS, 2010).</p>     <p>Os Cuidados Continuados Integrados (CCI) s&atilde;o uma oferta diferente do que at&eacute; aqui existia, dirigindo-se a reais dificuldades de sa&uacute;de das pessoas, apoiando as suas fam&iacute;lias em situa&ccedil;&otilde;es de grande dificuldade na coloca&ccedil;&atilde;o adequada dos seus familiares dependentes, s&atilde;o uma revolu&ccedil;&atilde;o na continuidade do apoio hospitalar. O doente deixa de ter a estadia artificialmente prolongada no hospital, pois passou a ter &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o apoios que j&aacute; existiam na vertente social, mas que agora passaram a existir na vertente sa&uacute;de. Cuidados adequados ao n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia s&atilde;o cuidados de melhor qualidade e tamb&eacute;m conduzem a um melhor uso de recursos (Campos, 2008).</p>     <p>O objetivo primordial desta reforma foi consolidar ganhos em sa&uacute;de, fomentando uma atua&ccedil;&atilde;o centralizada no cidad&atilde;o, assim como reorganizar e otimizar a Rede de Cuidados de Sa&uacute;de, tendo em vista a efic&aacute;cia e efici&ecirc;ncia do sistema e sua sustentabilidade financeira, promovendo uma gest&atilde;o eficiente dos recursos f&iacute;sicos e financeiros, e a produtividade dos prestadores de cuidados (Rodrigues <i>et al.</i>, 2007).</p>     <p>Depreende-se ent&atilde;o que se torna necess&aacute;rio promover um modelo de gest&atilde;o integrador, introduzindo mecanismos de competi&ccedil;&atilde;o e de mercado no sistema prestador, e se d&ecirc; um maior incremento do setor privado na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de, pois considera-se que uma das principais causas da inefici&ecirc;ncia dos sistemas de sa&uacute;de reside no excessivo peso que o Estado possui na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de, sendo que se advoga, igualmente, uma clara separa&ccedil;&atilde;o entre o &laquo;financiador&raquo; e o &laquo;prestador&raquo; tal como &eacute; referido por Rego e Nunes (2009).</p>     <p>No que diz respeito &agrave;s unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o, o seu objetivo &eacute; manter capacidades existentes, e n&atilde;o de ganho em autonomia. Por outro lado, o n&uacute;mero de incapazes e dependentes na admiss&atilde;o representava 98% da amostra em 2008, 99% em 2009 e 98% no 1&ordm; semestre de 2010, mostrando uma estabiliza&ccedil;&atilde;o elevada de incapacidade na admiss&atilde;o. Podemos concluir que as institui&ccedil;&otilde;es que mais referenciam para a RNCCI s&atilde;o os hospitais, utentes cada vez com mais idade, com grande incapaciadade, perda de autonomia e comorbilidades. Sendo a RNCCI um novo modelo de cuidados, integrado no SNS e em corresponsabilidade com a Seguran&ccedil;a Social, com o objetivo de promo&ccedil;&atilde;o de autonomia, imp&otilde;e-se, para o seu sucesso e credibilidade junto dos cidad&atilde;os, uma correta referencia&ccedil;&atilde;o dos potenciais utentes que viabilize resultados adequados dos cuidados prestados.</p>     <p>Contudo, considerando que o atual quadro macroecon&oacute;mico resultante da crise internacional aponta para uma varia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia negativa do &iacute;ndice de pre&ccedil;os no consumidor, e tendo em conta que daqui resultaria uma diminui&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os dos cuidados de sa&uacute;de e de apoio social nas unidades da RNCCI a praticar no ano de 2010, o que poderia ter implica&ccedil;&otilde;es na sustentabilidade das entidades promotoras e gestoras daquelas unidades, torna-se imperioso tomar medidas que evitem tais consequ&ecirc;ncias. Os pre&ccedil;os dos cuidados de sa&uacute;de e de apoio social, prestados nas unidades de internamento e ambulat&oacute;rio da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), a praticar no ano de 2010 (Portaria n&ordm; 326/10), constam da tabela 1.</p>     <p>&nbsp;</p>				     <p>Tabela 1 – Pre&ccedil;os da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, 2010</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a02t1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>	     <p>Parafraseando Barros, “... ali&aacute;s, este &eacute; mesmo o exemplo mais t&iacute;pico, de uma das principais vari&aacute;veis econ&oacute;micas de interesse, o pre&ccedil;o. Nos modelos tradicionais, o pre&ccedil;o &eacute; o elemento que permite equilibrar o mercado” (2009, p. 30).</p>     <p>Relativamente &agrave; sustentabilidade financeira, poucas conclus&otilde;es se podem tirar. Em rela&ccedil;&atilde;o ao modelo de financiamento, a modalidade de pagamento definida para remunerar este tipo de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados &eacute; assente no pagamento por doente/di&aacute;ria (na m&eacute;dia dura&ccedil;&atilde;o/reabilita&ccedil;&atilde;o e na longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o partilhadas entre os dois minist&eacute;rios e os utentes), acrescida das despesas com terap&ecirc;uticas e meios complementares de diagn&oacute;stico e tratamento, embora possam constituir uma vantagem para a consolida&ccedil;&atilde;o do modelo, dificultam a sua integra&ccedil;&atilde;o com o financiamento dos n&iacute;veis de cuidados prim&aacute;rios e hospitalares e tornam dif&iacute;cil a sua sustentabilidade a m&eacute;dio e longo prazo. Para, al&eacute;m disso, este sistema n&atilde;o prev&ecirc; pagamentos diferenciados em fun&ccedil;&atilde;o, por exemplo, de diferentes n&iacute;veis de funcionalidade dos utentes. Por &uacute;ltimo, n&atilde;o existem dados dispon&iacute;veis que permitam perceber quais os ganhos que os outros dois n&iacute;veis de cuidados do SNS (prim&aacute;rios e diferenciados/hospitalares) tiveram com a implementa&ccedil;&atilde;o deste n&iacute;vel interm&eacute;dio. Em suma, a sustentabilidade financeira merece especial aten&ccedil;&atilde;o, tendo em considera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; os argumentos atr&aacute;s apresentados, mas tamb&eacute;m a situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mico-financeira que atravessamos. Tal aten&ccedil;&atilde;o especial dever&aacute; ter como objetivo n&atilde;o s&oacute; demonstrar os ganhos em sa&uacute;de deste n&iacute;vel de cuidados, mas tamb&eacute;m a sua influ&ecirc;ncia positiva nos restantes n&iacute;veis, nomeadamente na qualidade, atrav&eacute;s da diminui&ccedil;&atilde;o da demora m&eacute;dia de internamento, dos reinternamentos, etc.</p>     <p>A UMCCI (2007) refere que t&ecirc;m sido identificados alguns constrangimentos no desenvolvimento da atividade de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados pelas entidades prestadoras. Tais constrangimentos prendem-se, nomeadamente, com a dispensa de medicamentos pelas entidades prestadoras, implicando consumos mais elevados dos que inicialmente expect&aacute;veis (Novaes, Gon&ccedil;alves e Simonetti, 2006). Este facto &eacute; realmente reportado por todos os prestadores da &aacute;rea, embora n&atilde;o existam dados que lhe confiram suporte e validade. As despesas efetuadas pelas unidades de internamento no &acirc;mbito da RNCCI em medicamentos, realiza&ccedil;&atilde;o de exames auxiliares de diagn&oacute;stico e ap&oacute;sitos e material de penso para tratamento de &uacute;lceras de press&atilde;o s&atilde;o pagas de acordo com tabela pr&oacute;pria (Portaria n&ordm; 189/08), havendo lugar &agrave; compensa&ccedil;&atilde;o com os valores pagos no &acirc;mbito do sistema experimental (tabela 2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 2 – Valores pagos no &acirc;mbito do sistema experimental</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a02t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do consumo de medicamentos associado ao tratamento de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas (Santos e Almeida, 2010) poder&aacute; vir a permitir obter orienta&ccedil;&otilde;es para a reestrutura&ccedil;&atilde;o dos formul&aacute;rios das unidades, e transmitir uma an&aacute;lise do impacto das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas na verba di&aacute;ria disponibilizada para os encargos com as mesmas. Outra quest&atilde;o que se poder&aacute; levantar com a conclus&atilde;o do estudo, nomeadamente, o impacto das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas nas verbas disponibilizadas &agrave;s unidades, &eacute; saber at&eacute; que ponto &eacute; da responsabilidade da unidade a continua&ccedil;&atilde;o do tratamento de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas que o doente j&aacute; possu&iacute;a aquando da sua admiss&atilde;o, e que n&atilde;o constituem muitas vezes o motivo da sua referencia&ccedil;&atilde;o. Se por um lado, existe a preocupa&ccedil;&atilde;o na racionaliza&ccedil;&atilde;o dos custos na unidade, existe, tamb&eacute;m, por outro, o dever do cumprimento da pol&iacute;tica de sa&uacute;de, que determina a responsabilidade pela sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o por parte do Estado, assegurando o acesso geral, universal e tendencialmente gratuito de todos aos cuidados de sa&uacute;de e consagrando o Direito &agrave; Sa&uacute;de como direito de cidadania previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa (Artigo 64.&ordm;).</p>     <p>Perante este quadro, justifica-se avaliar o impacto da polimedica&ccedil;&atilde;o nas verbas di&aacute;rias de internamento imputadas a uma unidade de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o. Tal poder&aacute; evidenciar o impacto das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas nos custos com medicamentos de modo a poder evitar a coloca&ccedil;&atilde;o em causa da sustentabilidade destas unidades e consequentemente de uma grande reforma de cuidados de sa&uacute;de que se apresenta em curso.</p>     <p>&nbsp;</p>	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia</b></p>     <p>Este &eacute; um estudo de caso, de natureza explorat&oacute;ria. A popula&ccedil;&atilde;o foi constitu&iacute;da por todos os doentes admitidos na Unidade de Longa Dura&ccedil;&atilde;o e Manuten&ccedil;&atilde;o Dona Elvira da C&acirc;mara Lopes da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia da P&oacute;voa de Lanhoso entre junho e novembro de 2010, num total de 65.</p>     <p>Como instrumentos de recolha de dados foram utilizados: I) um formul&aacute;rio com perguntas de caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;ciodemogr&aacute;fica; e II) uma grelha de registo, onde se recolhia a causa de solicita&ccedil;&atilde;o pela unidade, quem tinha referenciado o doente, o diagn&oacute;stico principal e secund&aacute;rio da situa&ccedil;&atilde;o do doente, as necessidades de cuidados e a terap&ecirc;utica prescrita.</p>     <p>Relativamente aos procedimentos &eacute;ticos, foi realizado um contacto pr&eacute;vio e pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; Mesa Administrativa da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia da P&oacute;voa de Lanhoso, para apresentar os objetivos do estudo e consequente autoriza&ccedil;&atilde;o. &Eacute; de salientar que a participa&ccedil;&atilde;o no estudo foi de car&aacute;ter volunt&aacute;rio, tendo cada doente fornecido um consentimento autorizado sobre a sua participa&ccedil;&atilde;o. A recolha de dados foi efetuada entre 22 de junho 2010 e 15 de novembro de 2010. </p> <p"texto">A an&aacute;lise dos dados foi efetuada utilizando o programa de an&aacute;lise estat&iacute;stica SPSS 16,0 (<i>Statistical Package for the Social Sciences</i>), que nos permitiu elaborar uma matriz dos dados recolhidos, previamente codificados. A an&aacute;lise estat&iacute;stica compreendeu, numa primeira fase, uma an&aacute;lise descritiva com valores das frequ&ecirc;ncias absolutas e relativas, medidas de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia) e medidas de dispers&atilde;o (desvio padr&atilde;o). Uma segunda fase compreendeu a an&aacute;lise inferencial baseadaem testes param&eacute;tricos e n&atilde;o-param&eacute;tricos (<i>t-Student</i>, ANOVA, e o teste de Mann-Whitney), utilizando um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 0,05.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Uma nota pr&eacute;via para referir que a inexist&ecirc;ncia de estudos na &aacute;rea das unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o condiciona a compara&ccedil;&atilde;o dos dados desta investiga&ccedil;&atilde;o com resultados de outros estudos.</p>     <p>Come&ccedil;amos por referir que a maior incid&ecirc;ncia percentual &eacute; composta por elementos do sexo feminino, mais propriamente 53,8% (n=35), e a demais percentagem pertence ao g&eacute;nero masculino (46,2%; n=30).</p>     <p>Os elementos estudados apresentam idades compreendidas entre os 35 e os 96 anos, sendo a m&eacute;dia de idade de 72 anos (dp=14,90, o que demonstra um desvio consider&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&eacute;dia). Pelo menos 50% dos indiv&iacute;duos possuem idade igual ou inferior a 75 anos (mediana=75), sendo esta a idade mais frequentemente encontrada (moda=75). Ao agrupar a idade em duas categorias (at&eacute; 64 anos e idosos com 65 ou mais anos) verifica-se que a maioria dos elementos possui mais de 65 anos (73,8%; n=48), e somente a percentagem de 26,2% (n=17) tem 64 ou menos anos.</p>     <p>Relativamente ao estado civil verifica-se que a maior parte dos doentes s&atilde;o casados ou encontra-se em uni&atilde;o de facto (42,9%; n=27), destacando-se de seguida os elementos vi&uacute;vos (38,1%; n=24). A maior parte dos inquiridos &eacute; analfabeta ou n&atilde;o concluiu o 1&ordm; ciclo (56,7%; n=34) e 36,7% (n=22) tem escolaridade ao n&iacute;vel do ensino b&aacute;sico. Apenas a percentagem de 3,3% (n=2) apresenta habilita&ccedil;&otilde;es mais elevadas, ao n&iacute;vel do 3&ordm; ciclo ou 12&ordm; ano.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verifica-se ainda que a percentagem mais expressiva de doentes reside com a fam&iacute;lia natural (83,1%; n=54), o equivalente a 3,1% (n=2) encontra-se em institui&ccedil;&atilde;o e a mesma percentagem vive s&oacute;. Existe tamb&eacute;m quem tenha mencionado viver com outros elementos (10,8%; n=7), mais concretamente com amigos ou cuidadores extrafam&iacute;lia.</p>     <p>Na quest&atilde;o de quem os doentes recebem apoio nas atividades da vida di&aacute;ria constata-se que a fam&iacute;lia surge como cuidador preferencial, pois o valor de 96,9% (n=63) referiu que s&atilde;o familiares quem lhes presta apoio. Destaca-se tamb&eacute;m quem tenha referido os t&eacute;cnicos de sa&uacute;de (9,2%; n=6), a empregada dom&eacute;stica (7,7%; n=5) e a ajuda domicili&aacute;ria (6,2%; n=4). Os centros de dia/t&eacute;cnicos de servi&ccedil;o social somente foram referenciados por um elemento (1,5%; n=1) e os vizinhos foram mencionados por 3,1% (n=2).</p>     <p>No que concerne ao tipo de apoios que o doente recebe constata-se que a higiene da roupa e a higiene pessoal s&atilde;o os apoios mais necess&aacute;rios, j&aacute; que, surgem com 72,3% (n=47) e 70,8% (n=46) respetivamente, seguindo-se os medicamentos e a higiene da habita&ccedil;&atilde;o (ambos com 69,2%; n=45). As ajudas t&eacute;cnicas s&atilde;o prestadas em 38,5% (n=25) e a ajuda pecuni&aacute;ria surge em somente um caso (1,5%; n=1).</p>     <p>A maioria dos doentes internados na unidade &eacute; proveniente de um hospital (64,6%; n=42), e a percentagem de 32,3% (n=21) vieram diretamente do domic&iacute;lio. Existem ainda 3,1% (n=2) que vieram de um centro de sa&uacute;de.</p>     <p>Quanto &agrave;s causas de solicita&ccedil;&atilde;o para o internamento na unidade de longa dura&ccedil;&atilde;o, verifica-se que na totalidade de situa&ccedil;&otilde;es &eacute; considerada a situa&ccedil;&atilde;o de utentes com fragilidade, em que 94,4% (n=62) dos doentes apresentam depend&ecirc;ncia nas atividades da vida di&aacute;ria, em 3,1% (n=2) existe deteriora&ccedil;&atilde;o cognitiva e no elemento restante foi apontado outro motivo n&atilde;o explanado. A maioria dos utentes n&atilde;o apresenta doen&ccedil;a cr&oacute;nica com epis&oacute;dios de agudiza&ccedil;&atilde;o, pois a 60% dos casos (n=39) n&atilde;o &eacute; aplic&aacute;vel a situa&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, em 27,7% (n=18) foram apontadas outras doen&ccedil;as, em 7,7% (n=5) &eacute; descrito Doen&ccedil;a Pulmonar Obstrutiva Cr&oacute;nica, e em tr&ecirc;s casos s&atilde;o apontadas doen&ccedil;as cardiovasculares (4,6%; n=3).</p>     <p>A unanimidade dos doentes apresenta necessidade de continuidade dos cuidados, principalmente no que concerne &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o (52,3%; n=34). O equivalente a 20% (n=13) necessita de manuten&ccedil;&atilde;o de dispositivos e o correspondente a 18,5% (n=12) apresenta a necessidade de tratamento de feridas/&uacute;lceras de press&atilde;o. Existe ainda o valor de 6,2% (n=6) com interven&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel da gest&atilde;o do regime terap&ecirc;utico e dois utentes apresentam outro tipo de necessidades (3,1%; n=2).</p>     <p>Relativamente &agrave; necessidade de vigil&acirc;ncia e tratamentos complexos verifica-se que em 41,5% (n=27) a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; aplic&aacute;vel, mas para 44,6% (n=29) surge a necessidade, uma vez que s&atilde;o portadores de sonda nasog&aacute;strica/gastrostomia endosc&oacute;pica percut&acirc;nea. O valor de 9,2% (n=6) apresenta a necessidade de vigil&acirc;ncia e tratamento de &uacute;lceras de press&atilde;o m&uacute;ltiplas e tr&ecirc;s utentes necessitam de acompanhamento p&oacute;s-cir&uacute;rgico.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de medicamentos que os doentes consomem na unidade, verifica-se que o n&uacute;mero est&aacute; situado entre 1 e os 13 f&aacute;rmacos. Em m&eacute;dia os utentes consomem 6,1 medicamentos (dp=2,40), sendo que pelo menos metade dos doentes ingere seis ou menos medicamentos diariamente (mediana=6) e o n&uacute;mero mais habitual &eacute; de 5 medicamentos diferentes por dia (moda=5). Ao considerar o n&uacute;mero de medicamenos utilizados nas terap&ecirc;uticas dos doentes observa-se que prevalece a polimedica&ccedil;&atilde;o <i>major</i> em 75,4% dos utentes (n=49), sendo que a polimedica&ccedil;&atilde;o <i>minor</i> acontece em somente 24,6% dos casos (n=16). Traduzindo o n&uacute;mero de medicamentos tomados, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o valor unit&aacute;rio e a posologia, num valor di&aacute;rio gasto com a medica&ccedil;&atilde;o por utente observa-se que os valores est&atilde;o situados entre os 0,26 e os 14,51 EUR. Em m&eacute;dia na Unidade gasta-se em f&aacute;rmacos 3,27 EUR/dia (dp=2,71), a mediana est&aacute; nos 2,18 EUR e o valor mais frequente &eacute; de 1,01 EUR.</p>     <p>Como se pode verificar na tabela 3, os grupos farmacol&oacute;gicos s&atilde;o tendencialmente mais consumidos por parte dos elementos do sexo masculino, com exce&ccedil;&atilde;o dos psicof&aacute;rmacos que s&atilde;o mais utilizados pelas mulheres (40%; n=12 e 48,6%; n=17 respetivamente) e dos antidislipid&eacute;micos (20%; n=6 e 31,4%; n=11). Atrav&eacute;s dos valores obtidos com o teste estat&iacute;stico, conclui-se que o tipo de medicamentos consumidos &eacute; igual entre os elementos masculinos e femininos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tabela 3 – Compara&ccedil;&atilde;o dos grupos farmacol&oacute;gicos por sexo</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a02t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>				     <p>Relativamente &agrave; compara&ccedil;&atilde;o dos f&aacute;rmacos por grupos et&aacute;rios (at&eacute; 64 anos e 65 e mais anos), constata-se que os anti-hipertensores s&atilde;o claramente mais consumidos por parte dos elementos mais idosos (47,1%; n=8 e 70,8%; n=34 respetivamente), podendo aceitar-se a hip&oacute;tese da diferen&ccedil;a estat&iacute;stica dos resultados (z=-1,748; p=0,050) pelo que se conclui que este tipo de medicamentos &eacute; tendencialmente mais consumido pelos elementos com mais idade. O mesmo se verifica em rela&ccedil;&atilde;o aos anticoagulantes e antitromb&oacute;ticos j&aacute; que tamb&eacute;m este tipo de medicamento &eacute; mais consumido pelas mulheres (41,2%; n=7 e 70,8%; n=32) e a diferen&ccedil;a &eacute; significativa (z=-1,829; p=0,047).</p>     <p>Os elementos do sexo masculino apresentam uma m&eacute;dia di&aacute;ria de 6,47 medicamentos (dp=2,64) enquanto as doentes femininas tomam 5,71 medicamentos (dp=2,16), verificando-se que a diferen&ccedil;a das m&eacute;dias n&atilde;o &eacute; significativa (t=1,281; p=0,205). O mesmo se verifica em rela&ccedil;&atilde;o aos grupos et&aacute;rios. De facto, a m&eacute;dia do n&uacute;mero de medicamentos &eacute; igual para ambos os grupos (6,06 com dp=2,22 e dp=2,48) e n&atilde;o se pode rejeitar a igualdade (t=0.004; p=0,997), o que demonstra que a polimedica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um problema exclusivo da popula&ccedil;&atilde;o idosa pois a m&eacute;dia de consumo &eacute; igual nos dois grupos (tabela 4).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 4 – Compara&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de medicamentos por sexo e idade</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a02t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente ao valor di&aacute;rio gasto na medica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o existe diferen&ccedil;a estat&iacute;stica por sexo ou idade. A m&eacute;dia &eacute; ligeiramente mais elevada nos doentes do sexo masculino (3,68 EUR; dp=3,00 e 2,92 EUR; dp=2,43 respetivamente) mas n&atilde;o &eacute; significativa (t=1,131; p=0,262). Por grupo et&aacute;rio o valor &eacute; mais elevado nos doentes com 65 ou mais anos (3,06 EUR; dp=2,06 e 3,35 EUR; dp=2,92) mas n&atilde;o se pode assumir diferen&ccedil;a significativa (t=-0,382; p=0,704).</p>     <p>Por outro lado, ao verificar se o valor di&aacute;rio dos medicamentos varia com o tipo de polimedica&ccedil;&atilde;o j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel rejeitar a hip&oacute;tese da igualdade e assumir a diferen&ccedil;a estat&iacute;stica das m&eacute;dias (t=-2,173; p=0,034). A m&eacute;dia do grupo da polimedica&ccedil;&atilde;o <i>minor</i> &eacute; de 2,03 EUR (dp=1,85) enquanto a da polimedica&ccedil;&atilde;o <i>major</i> &eacute; de 3,68 EUR (dp=2,84) o que comprova que o n&uacute;mero de medicamentos tomados est&aacute; associado ao valor di&aacute;rio encontrado. Por outro lado, o valor di&aacute;rio de custo com a medica&ccedil;&atilde;o por utente n&atilde;o est&aacute; relacionado com a origem do encaminhamento do doente para a unidade, uma vez que se verifica que a m&eacute;dia &eacute; mais elevada nos doentes provenientes do hospital (3,77 EUR; dp=3,03) e &eacute; mais baixa nos utentes que se encontravam no domic&iacute;lio (2,33 EUR; dp=1,80), mas o resultado do teste Anova n&atilde;o permite assumir a diferen&ccedil;a significativa das m&eacute;dias entre os tr&ecirc;s grupos (F=2,610; p=0,082). Ao contr&aacute;rio do que seria previs&iacute;vel, os utentes a quem lhes foi diagnosticado somente um problema de sa&uacute;de carecido de tratamento apresentam claramente uma m&eacute;dia de custo mais elevada do que os doentes que t&ecirc;m diagn&oacute;sticos associados (4,43 EUR; dp=3,50 e 2,76 EUR; dp=2,13), sendo a diferen&ccedil;a significativa (t=2,369; p=0,021).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>De uma forma geral podemos dizer que:</p>     <p>i) Traduzindo o n&uacute;mero de medicamentos tomados, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o valor unit&aacute;rio e a posologia, num valor di&aacute;rio gasto com a medica&ccedil;&atilde;o por utente observa-se que os valores est&atilde;o situados entre os 0,26 EUR e os 14,51 EUR. Em m&eacute;dia, na unidade, gasta-se em f&aacute;rmacos 3,27 EUR/dia por doente. Dos f&aacute;rmacos mais utilizados em tratamento na unidade ressalvam-se os antiepil&eacute;pticos, anticonvulsivantes (ambos com 15,4%), psicof&aacute;rmacos (44,6%) e insulinas (21,5%) que est&atilde;o presentes nos tratamentos. Sabendo-se que se trata de grupos farmacol&oacute;gicos mais caros e que t&ecirc;m de ser adquiridos sem comparticipa&ccedil;&atilde;o, &eacute; natural que os custos sejam maiores mas tal n&atilde;o permite afirmar que s&atilde;o “mais caros” do que o preconizado;</p>     <p>ii) Atendendo a que o perfil de utente, corresponde a um indiv&iacute;duo polimedicado major, que o valor correspondente/dia &eacute; de 3,68 EUR de m&eacute;dia, e fazendo o c&aacute;lculo, em fun&ccedil;&atilde;o de 10 EUR de verba di&aacute;ria atribu&iacute;da, obt&eacute;m-se a percentagem de 37% de impacto na verba imputada pelo Estado. Sabendo que o restante valor diz respeito a tratamentos com material de penso e meios complementares de diagn&oacute;stico, por norma situa&ccedil;&otilde;es mais dispendiosas, n&atilde;o parece ser uma situa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel ao desempenho de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de em qualidade, sem que haja a inten&ccedil;&atilde;o de reduzir ou conter custos.</p>     <p>iii) O perfil de “utente t&iacute;pico” polimedicado, nas unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o, tem a ver com: sexo feminino, de 72 anos, casado ou uni&atilde;o de facto, sem habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, reside com a fam&iacute;lia natural, higiene da roupa e a higiene pessoal s&atilde;o os apoios mais necess&aacute;rios, referenciado do hospital por parte da Medicina Interna, tem fragilidade, e apresenta depend&ecirc;ncia nas atividades da vida di&aacute;ria, precisa de reabilita&ccedil;&atilde;o, vem com sonda nasog&aacute;strica, tem como diagn&oacute;stico principal o acidente vascular cerebral e a hipertens&atilde;o essencial ou pneumonia como diagn&oacute;stico secund&aacute;rio, consome, em m&eacute;dia, 6 f&aacute;rmacos por dia e gasta, em m&eacute;dia, 3,68 EUR/dia com medica&ccedil;&atilde;o correspondendo a um caso de polimedica&ccedil;&atilde;o <i>major</i>.</p>     <p>Uma das limita&ccedil;&otilde;es deste estudo teve a ver com a recolha de dados ter sido efetuada numa &uacute;nica unidade de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o, o que, eventualmente, pode condicionar a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados a outras unidades, sugerindo-se que esta problem&aacute;tica continue a ser estudada e investigada noutras unidades de longa dura&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>BARROS, Pedro (2009) - Economia da sa&uacute;de: conceitos e comportamentos. Lisboa: Almedina.</p>     <p>CAMPOS, Ant&oacute;nio (2008) - Reformas da sa&uacute;de: o fio condutor – olhares sobre a sa&uacute;de. Lisboa: Almedina.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>COSTA, Anabela (2010) - Tr&ecirc;s anos da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados - Resumo executivo. Lisboa: Unidade de Miss&atilde;o para os Cuidados Continuados Integrados.</p>     <p>DECRETO-LEI n&ordm; 101/06. D.R. I S&eacute;rie A. 109 (06-06-06) 3856-3865.</p>     <p>DINIS, Antero (2008) - Sa&uacute;de privada, integra&ccedil;&atilde;o sofisticada. Revista IP - Espa&ccedil;os, Edif&iacute;cios Empresas. p. 14-22.</p>     <p>KALDY, Joanne (2007) - LTC Research Key to medication management. Caring for the Ages. Vol. 8, n&ordm; 2, p. 23.</p>     <p>MOURA, Miguel (2006) - Mudan&ccedil;as na gest&atilde;o dos sistemas de sa&uacute;de – o modelo canadiano. Jornal Portugu&ecirc;s de Gastrenterologia. Vol. 13, n&ordm; 2, p. 105-110.</p>     <p>NOVAES, Mario; GON&Ccedil;ALVES, Antonio; SIMONETTI, Vera (2006) - Gest&atilde;o das farm&aacute;cias hospitalares atrav&eacute;s da padroniza&ccedil;&atilde;o de medicamentos e utiliza&ccedil;&atilde;o da curva ABC. In SIMPEP, 13, S&atilde;o Paulo, p. 3-8.</p>     <p>OBSERVAT&Oacute;RIO PORTUGU&Ecirc;S DOS SISTEMAS DE SA&Uacute;DE (2010) - Desafios em tempo de crise. Relat&oacute;rio de Primavera 2010. Coimbra: Mar da Palavra.</p>     <p>PORTARIA n&ordm; 189/08. D.R. I S&eacute;rie. 35 (08-02-19) 1114-1115.</p>     <p>PORTARIA n&ordm; 326/10. D.R. I S&eacute;rie. 115 (10-06-16) 2069-2070.</p>     <p>REGO, Guilhermina; NUNES, Rui (2009) - Hospital funda&ccedil;&atilde;o estatal. Porto: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>RODRIGUES, Vitor [et al.] (2007) - Organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, recursos humanos e sistemas de informa&ccedil;&atilde;o. In Encontro de Investiga&ccedil;&atilde;o, 3 e Jornadas de Sa&uacute;de Materno Infantil, 1, Livro de Actas. Vila Real: ESEnfVR. p. 87-93.</p>     <p>SAKELLARIDE S, Constantino (2006) - Manifesto para um futuro melhor. In O futuro da sa&uacute;de em Portugal. Lisboa: Companhia de Ideias. p. 33-48.</p>     <p>SAKELLARIDES, Constantino (2007) -Gest&atilde;o da mudan&ccedil;a e planeamento estrat&eacute;gico em sa&uacute;de - guia para um investimento consequente. In Investir em sa&uacute;de - contributos dos fundos estruturais comunit&aacute;rios em Portugal e no sector da sa&uacute;de. Lisboa: Gabinete de Gest&atilde;o do Sa&uacute;de XXI. p. 25-36.</p>     <p>SANTOS, M&oacute;nica; ALMEIDA, Armando (2010) - Polimedica&ccedil;&atilde;o no idoso. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, n&deg; 2, p. 149-162.</p>     <p>UNIDADE DE MISS&Atilde;O PARA OS CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS (2007) - Relat&oacute;rio de monitoriza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da RNCCI – 1&ordm; semestre de 2008. Lisboa: Unidade de Miss&atilde;o dos Cuidados Continuados Integrados.</p>     <p>UNIDADE DE MISS&Atilde;O PARA OS CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS (2011) - Relat&oacute;rio de monitoriza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento e da actividade da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados de 2010. Lisboa: Unidade de Miss&atilde;o para os Cuidados Continuados Integrados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 11.06.11</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 23.01.12</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARROS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Economia da saúde: conceitos e comportamentos]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Almedina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CAMPOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[António]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reformas da saúde: o fio condutor: olhares sobre a saúde]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Almedina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COSTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Anabela]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Três anos da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados: Resumo executivo]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DINIS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antero]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Saúde privada, integração sofisticada]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista IP - Espaços, Edifícios & Empresas]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>14-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KALDY]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joanne]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[LTC Research Key to medication management]]></article-title>
<source><![CDATA[Caring for the Ages]]></source>
<year>2007</year>
<volume>8</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MOURA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mudanças na gestão dos sistemas de saúde: o modelo canadiano]]></article-title>
<source><![CDATA[Jornal Português de Gastrenterologia]]></source>
<year>2006</year>
<volume>13</volume><volume>2</volume>
<page-range>105-110</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NOVAES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mario]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GONÇALVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antonio]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SIMONETTI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vera]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão das farmácias hospitalares através da padronização de medicamentos e utilização da curva ABC]]></article-title>
<source><![CDATA[SIMPEP]]></source>
<year>2006</year>
<volume>13</volume>
<page-range>3-8</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>OBSERVATÓRIO PORTUGUÊS DOS SISTEMAS DE SAÚDE</collab>
<source><![CDATA[Desafios em tempo de crise. Relatório de Primavera 2010]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mar da Palavra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[REGO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Guilhermina]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NUNES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rui]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Hospital fundação estatal]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-name><![CDATA[PortoFaculdade de Medicina da Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RODRIGUES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vitor]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Organizações de saúde, recursos humanos e sistemas de informação]]></article-title>
<source><![CDATA[Livro de Actas]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>87-93</page-range><publisher-loc><![CDATA[Vila Real ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ESEnfVR]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SAKELLARIDE S]]></surname>
<given-names><![CDATA[Constantino]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Manifesto para um futuro melhor]]></article-title>
<source><![CDATA[O futuro da saúde em Portugal]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>33-48</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Companhia de Ideias]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SAKELLARIDES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Constantino]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão da mudança e planeamento estratégico em saúde: guia para um investimento consequente]]></article-title>
<source><![CDATA[Investir em saúde: contributos dos fundos estruturais comunitários em Portugal e no sector da saúde]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>25-36</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Gabinete de Gestão do Saúde XXI]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SANTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mónica]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ALMEIDA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Armando]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Polimedicação no idoso]]></article-title>
<source><![CDATA[Referência]]></source>
<year>2010</year>
<volume>3</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>149-162</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>UNIDADE DE MISSÃO PARA OS CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS</collab>
<source><![CDATA[Relatório de monitorização do desenvolvimento da RNCCI: 1º semestre de 2008]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Unidade de Missão dos Cuidados Continuados Integrados]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>UNIDADE DE MISSÃO PARA OS CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS</collab>
<source><![CDATA[Relatório de monitorização do desenvolvimento e da actividade da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados de 2010]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
