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<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1150</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimentos e práticas de Terapia Compressiva de enfermeiros de cuidados de saúde primários]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Community health care service nurses’ knowledge and practice of Compression Therapy]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Conocimientos y prácticas de Terapia Compresiva de enfermeros en atención primaria de salud]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: compression Therapy (CT) is widely recommended for venous ulcers as it increases healing rate and reduces costs. However, nurses need to have knowledge and technical expertise of CT before applying the treatment. Objectives: to describe the practices and assess knowledge of CT and relate these to professional experience and training. Method: observational, correlational and cross-sectional study, with a sample of 112 nurses, by administering a purpose-built questionnaire testing knowledge and practice of CT. Results: most nurses have no formal training in CT and only 25.00% apply CT. The CT knowledge scale showed good internal consistency (KR20=0,759) and low level of knowledge. Nurses with more years of professional experience showed lower knowledge of CT. Conversely, those with a higher level of training in CT showed a greater knowledge base. The most common incorrect practices were: no assessment of ABPI during CT; avoidance of use of CT in bedridden patients; and diagnosis of the ulcer as venous based solely on the wound characteristics. However, nurses give adequate care before applying the compression system, respect the contraindications of CT and invest in patient education. Conclusion: knowledge of CT is more related to formal training than to professional experience. Nurses have little training in and low knowledge of CT. Few use CT with patients and several errors in the process are reported.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Contexto: la terapia compresiva (TC) se recomienda ampliamente en úlceras venosas ya que aumenta las tasas de cicatrización y reduce los costes. Sin embargo, exige conocimientos y cualificaciones específicas. Objetivos: describir prácticas y evaluar los conocimientos en TC de los enfermeros y relacionarlos con su experiencia profesional y con su formación. Método: estudio observacional, correlacional y transversal, en una muestra accidental (112 enfermeros), por medio de un cuestionario elaborado para ese fin con preguntas relacionadas con los conocimientos y las prácticas en TC. Resultados: La mayoría de los enfermeros no cuenta con una formación formal y solo el 25% aplica TC. La Escala de Conocimientos en Terapia Compresiva presentó una buena consistencia interna (KR20=0,759) y reportó bajos niveles de conocimientos entre los enfermeros. Entre más años de experiencia profesional se reportaron, menos conocimientos de TC se evidenciaron. Al contrario, mientras más formación en TC hay, se reportan más conocimientos. Los errores más frecuentes fueron: no evaluar el IPTB durante la TC, evitar aplicar TC en enfermos acamados y diagnosticar la úlcera basándose únicamente en sus características. Sin embargo, se destaca que los enfermeros realizan cuidados adecuados antes de aplicar el sistema compresivo, que respetan las contra indicaciones de la TC y que apuestan en la educación del paciente. Conclusión: los conocimientos en TC están más relacionados con la formación formal que con la experiencia profesional. Los enfermeros poseen poca formación y bajos conocimientos en TC. Pocos aplican TC y se han reportado varios errores en el proceso.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[úlcera varicosa]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Conhecimentos e pr&aacute;ticas de Terapia Compressiva de enfermeiros de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Paulo Jorge de Jesus Martinho</b>* ; <b>Pedro Jo&atilde;o Soares Gaspar</b>**</p>     <p>* Mestre em Feridas e Viabilidade Tecidular. Enfermeiro, Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Leiria [<a href="mailto:martinho.pj@gmail.com">martinho.pj@gmail.com</a>]</p>     <p>** Mestre em Comunica&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia. Doutor em Engenharia Multim&eacute;dia. Professor adjunto, Escola Superior de Sa&uacute;de de Leiria [<a href="mailto:pedro.gaspar@ipleiria.pt">pedro.gaspar@ipleiria.pt</a>]</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Contexto: a terapia compressiva (TC) &eacute; amplamente recomendada para a &uacute;lcera venosa porque aumenta as taxas de cicatriza&ccedil;&atilde;o e reduz custos, mas exige conhecimentos e compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas.</p>     <p>Objetivos: descrever pr&aacute;ticas e avaliar conhecimentos em TC dos enfermeiros e relacion&aacute;-los com a experi&ecirc;ncia profissional e forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>M&eacute;todo: estudo observacional, correlacional e transversal, numa amostra acidental de 112 enfermeiros, mediante question&aacute;rio constru&iacute;do para o efeito com quest&otilde;es relativas aos conhecimentos e &agrave;s pr&aacute;ticas em TC.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Resultados: a maioria dos enfermeiros n&atilde;o possui forma&ccedil;&atilde;o formal em TC. Apenas 25,00% aplicam TC. A Escala de Conhecimentos em Terapia Compressiva apresentou boa consist&ecirc;ncia interna (KR20=0,759) e reportou baixos n&iacute;veis de conhecimentos. Quanto mais anos de experi&ecirc;ncia profissional, menos conhecimentos de TC s&atilde;o reportados. Ao contr&aacute;rio, quanto mais forma&ccedil;&atilde;o em TC mais conhecimentos s&atilde;o reportados. Na pr&aacute;tica, os erros mais frequentes foram: n&atilde;o avaliar o IPTB durante a TC, evitar aplicar TC a doentes acamados e diagnosticar a &uacute;lcera como venosa baseado apenas nas suas caracter&iacute;sticas. No entanto, de real&ccedil;ar que os enfermeiros t&ecirc;m cuidados adequados antes de aplicar o sistema compressivo, respeitam as contraindica&ccedil;&otilde;es da TC e apostam nos ensinos ao doente.</p>     <p>Conclus&atilde;o: os conhecimentos em TC est&atilde;o mais relacionados com forma&ccedil;&atilde;o formal do que com experi&ecirc;ncia profissional. Os enfermeiros possuem pouca forma&ccedil;&atilde;o e baixos conhecimentos em TC. Poucos a aplicam e s&atilde;o reportados v&aacute;rios erros no processo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: &uacute;lcera varicosa; bandagens compressivas; conhecimentos, atitudes e pr&aacute;tica em sa&uacute;de; educa&ccedil;&atilde;o continuada em Enfermagem</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Community health care service nurses’ knowledge and practice of Compression Therapy </b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>Background: compression Therapy (CT) is widely recommended for venous ulcers as it increases healing rate and reduces costs. However, nurses need to have knowledge and technical expertise of CT before applying the treatment.</p>     <p>Objectives: to describe the practices and assess knowledge of CT and relate these to professional experience and training.</p>     <p>Method: observational, correlational and cross-sectional study, with a sample of 112 nurses, by administering a purpose-built questionnaire testing knowledge and practice of CT.</p>     <p>Results: most nurses have no formal training in CT and only 25.00% apply CT. The CT knowledge scale showed good internal consistency (KR20=0,759) and low level of knowledge. Nurses with more years of professional experience showed lower knowledge of CT. Conversely, those with a higher level of training in CT showed a greater knowledge base. The most common incorrect practices were: no assessment of ABPI during CT; avoidance of use of CT in bedridden patients; and diagnosis of the ulcer as venous based solely on the wound characteristics. However, nurses give adequate care before applying the compression system, respect the contraindications of CT and invest in patient education.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusion: knowledge of CT is more related to formal training than to professional experience. Nurses have little training in and low knowledge of CT. Few use CT with patients and several errors in the process are reported.</p>     <p><b>Keywords</b>: varicose ulcer; compression bandages; health, knowledge, attitudes, practice; continuing education, nursing</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conocimientos y pr&aacute;cticas de Terapia Compresiva de enfermeros en atenci&oacute;n primaria de salud</b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>Contexto: la terapia compresiva (TC) se recomienda ampliamente en &uacute;lceras venosas ya que aumenta las tasas de cicatrizaci&oacute;n y reduce los costes. Sin embargo, exige conocimientos y cualificaciones espec&iacute;ficas.</p>     <p>Objetivos: describir pr&aacute;cticas y evaluar los conocimientos en TC de los enfermeros y relacionarlos con su experiencia profesional y con su formaci&oacute;n.</p>     <p>M&eacute;todo: estudio observacional, correlacional y transversal, en una muestra accidental (112 enfermeros), por medio de un cuestionario elaborado para ese fin con preguntas relacionadas con los conocimientos y las pr&aacute;cticas en TC.</p>     <p>Resultados: La mayor&iacute;a de los enfermeros no cuenta con una formaci&oacute;n formal y solo el 25% aplica TC. La Escala de Conocimientos en Terapia Compresiva present&oacute; una buena consistencia interna (KR20=0,759) y report&oacute; bajos niveles de conocimientos entre los enfermeros. Entre m&aacute;s a&ntilde;os de experiencia profesional se reportaron, menos conocimientos de TC se evidenciaron. Al contrario, mientras m&aacute;s formaci&oacute;n en TC hay, se reportan m&aacute;s conocimientos. Los errores m&aacute;s frecuentes fueron: no evaluar el IPTB durante la TC, evitar aplicar TC en enfermos acamados y diagnosticar la &uacute;lcera bas&aacute;ndose &uacute;nicamente en sus caracter&iacute;sticas. Sin embargo, se destaca que los enfermeros realizan cuidados adecuados antes de aplicar el sistema compresivo, que respetan las contra indicaciones de la TC y que apuestan en la educaci&oacute;n del paciente.</p>     <p>Conclusi&oacute;n: los conocimientos en TC est&aacute;n m&aacute;s relacionados con la formaci&oacute;n formal que con la experiencia profesional. Los enfermeros poseen poca formaci&oacute;n y bajos conocimientos en TC. Pocos aplican TC y se han reportado varios errores en el proceso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palabras clave</b>: &uacute;lcera varicosa; vendajes de compresi&oacute;n; conocimientos, actitudes y pr&aacute;ctica en salud; educaci&oacute;n continua en Enfermer&iacute;a</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&Eacute; nossa perce&ccedil;&atilde;o de que existem, em muitos enfermeiros, lacunas de conhecimentos na &aacute;rea da viabilidade tecidular. Verifica-se que o mundo e a ci&ecirc;ncia est&atilde;o em constante muta&ccedil;&atilde;o e que se n&atilde;o houver uma atualiza&ccedil;&atilde;o permanente, as pr&aacute;ticas de hoje tornam-se obsoletas amanh&atilde;. Especificamente no tratamento da &uacute;lcera venosa, ainda se usam muito ligaduras que n&atilde;o produzem qualquer compress&atilde;o. Os doentes vivem com a &uacute;lcera e respetivas implica&ccedil;&otilde;es bio-psico-sociais durante muito tempo, alguns durante muitos anos, sem nunca atingir a cicatriza&ccedil;&atilde;o. Muitos recursos s&atilde;o consumidos e a qualidade de vida destes doentes tamb&eacute;m fica prejudicada.</p>     <p>A terapia compressiva &eacute; h&aacute; muito tempo altamente recomendada no tratamento da &uacute;lcera venosa devido a altas taxas de cicatriza&ccedil;&atilde;o e baixos custos. No entanto, a sua implementa&ccedil;&atilde;o em Portugal tem sido lenta e ainda &eacute; insuficiente em muitos locais.</p>     <p>A curiosidade que motiva este estudo tem a ver com a tentativa de resposta a quest&otilde;es como: Ser&aacute; a TC, pr&aacute;tica imprescind&iacute;vel na cicatriza&ccedil;&atilde;o de &uacute;lceras venosas, amplamente usada? Os enfermeiros conhecem os seus princ&iacute;pios? Aplicam-na corretamente? Que forma&ccedil;&atilde;o em TC t&ecirc;m?</p>     <p>Assim, a quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o que se coloca &eacute;: “Quais os conhecimentos e as pr&aacute;ticas de terapia compressiva de enfermeiros de Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios?”.</p>     <p>Com esta quest&atilde;o, iniciou-se um estudo cujos objetivos foram: (1) Identificar o n&iacute;vel de conhecimentos sobre a terapia compressiva de enfermeiros de Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios; (2) Identificar as &aacute;reas de d&eacute;fice de forma&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da terapia compressiva; (3) Descrever a sua pr&aacute;tica de terapia compressiva; (4) Relacionar os seus conhecimentos de terapia compressiva com outras vari&aacute;veis como experi&ecirc;ncia profissional e forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro te&oacute;rico</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>A &uacute;lcera venosa</b></p>     <p>Num estudo realizado em v&aacute;rios Centros de Sa&uacute;de portugueses, a &uacute;lcera de perna revelou-se o tipo de &uacute;lcera mais frequente, sendo a maioria de etiologia venosa (42% eram &uacute;lceras de perna, sendo 35,6% de origem venosa) (Pina, 2007).</p>     <p>O diagn&oacute;stico da etiologia da &uacute;lcera de perna &eacute; de extrema import&acirc;ncia porque vai determinar o tipo de tratamento a aplicar. Um diagn&oacute;stico inicial de &uacute;lcera venosa &eacute; obtido atrav&eacute;s de uma hist&oacute;ria cl&iacute;nica cuidadosa, de uma observa&ccedil;&atilde;o dos membros inferiores, ferida e pele circundante e atrav&eacute;s da exclus&atilde;o de doen&ccedil;a arterial perif&eacute;rica. A exclus&atilde;o de compromisso arterial &eacute; poss&iacute;vel atrav&eacute;s da determina&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Press&atilde;o Tornozelo-Bra&ccedil;o (IPTB) (Pina, Furtado e Albino, 2007).</p>     <p>No tratamento da &uacute;lcera venosa, existem alguns estudos que comparam v&aacute;rios produtos, no entanto, n&atilde;o h&aacute; provas suficientes para recomendar um produto em vez de outro. Como a causa-base da &uacute;lcera venosa &eacute; a hipertens&atilde;o venosa, o tratamento recomendado &eacute; a terapia compressiva, sendo mais importante do que o material de penso utilizado (CONUEI, 2009; Marston e Vowden, 2003; Pina, Furtado e Albino, 2007; RCN, 2006; WUWHS, 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A terapia compressiva</b></p>     <p>A terapia compressiva (TC) consiste na aplica&ccedil;&atilde;o de um sistema compressivo pr&oacute;prio no membro inferior, atrav&eacute;s de ligaduras espec&iacute;ficas, meias de compress&atilde;o ou equipamento de compress&atilde;o pneum&aacute;tica intermitente (Clark, 2003; Marston e Vowden, 2003; WUWHS, 2008).</p>     <p>A revis&atilde;o sistem&aacute;tica de O’Meara, Cullum e Nelson (2009) indicou que a TC possui maiores taxas de cicatriza&ccedil;&atilde;o comparando com a n&atilde;o-compress&atilde;o e que a compress&atilde;o elevada &eacute; mais efetiva que a compress&atilde;o reduzida.</p>     <p>Apesar dos sistemas de compress&atilde;o serem mais dispendiosos que o tratamento sem compress&atilde;o, o custo por semana e o custo total do tratamento da &uacute;lcera com TC tornam-se muito menores devido a taxas de cicatriza&ccedil;&atilde;o elevadas e a mudan&ccedil;as de penso apenas semanais com a maioria dos tipos de TC (Franks e Posnett, 2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A TC assenta em princ&iacute;pios baseados na Lei de Laplace, segundo a qual, para a mesma tens&atilde;o na aplica&ccedil;&atilde;o da ligadura, a press&atilde;o ser&aacute; tanto maior quanto maior a sobreposi&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias camadas e menor o di&acirc;metro da perna. Assim, numa perna morfologicamente normal, ao aplicar uma ligadura sempre com a mesma tens&atilde;o e com a mesma sobreposi&ccedil;&atilde;o de camadas, a press&atilde;o &eacute; m&aacute;xima nos mal&eacute;olos (menor di&acirc;metro) e vai gradualmente diminuindo ao longo da perna, no sentido do joelho (porque vai aumentando o di&acirc;metro da perna). Assim, &eacute; criado um gradiente de press&atilde;o que facilita o retorno venoso (Clark, 2003).</p>     <p>A TC devidamente aplicada aumenta o retorno venoso, reduz a hipertens&atilde;o venosa, promove a drenagem de metabolitos, reduz mediadores inflamat&oacute;rios, reduz o edema, reduz o exsudado da ferida e, assim, promove a cicatriza&ccedil;&atilde;o da &uacute;lcera venosa (Partsch, 2003).</p>     <p>Nas principais contraindica&ccedil;&otilde;es da TC (CONUEI, 2009; Marston e Vowden, 2003; Pina, Furtado e Albino, 2007) inclui-se a doen&ccedil;a arterial (exceto com prescri&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o da cirurgia vascular, para um IPTB inferior a 0,8 n&atilde;o se deve aplicar TC pelo risco de isquemia), a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca n&atilde;o compensada (devido ao aumento do <i>preload</i> card&iacute;aco h&aacute; o risco de sobrecarga card&iacute;aca), doen&ccedil;a dos pequenos vasos ou vasculite, dermatite em fase aguda e pele fri&aacute;vel ou delicada (pelo risco de &uacute;lceras de press&atilde;o, sobretudo nas proemin&ecirc;ncias &oacute;sseas e em locais onde o di&acirc;metro da perna &eacute; inferior).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conhecimentos e pr&aacute;tica em Terapia Compressiva</b></p>     <p>Nestes &uacute;ltimos anos tem sido dado grande &ecirc;nfase &agrave; pr&aacute;tica baseada na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica. No entanto, verifica-se que, sobretudo na &aacute;rea da viabilidade tecidular, s&atilde;o identificadas lacunas de conhecimentos que colocam em causa a boa pr&aacute;tica e a efici&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos (Gaspar <i>et al</i>., 2010; Pina, 2007).</p>     <p>Apesar de ser a melhor pr&aacute;tica reconhecida no tratamento da &uacute;lcera venosa h&aacute; alguns anos, a terapia compressiva n&atilde;o se encontra muito divulgada e implementada em Portugal. Tal pode dever-se a uma insuficiente forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais (Migu&eacute;ns, 2006).</p>     <p>Para uma aplica&ccedil;&atilde;o eficaz e sem riscos da TC, &eacute; exigido ao enfermeiro que possua conhecimentos, experi&ecirc;ncia e compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica (Beldon, 2008; CONUEI, 2009; RCN, 2006). A compreens&atilde;o limitada dos princ&iacute;pios da TC constitui um problema pr&aacute;tico major na aplica&ccedil;&atilde;o de uma compress&atilde;o eficaz, assim como a falta de treino na aplica&ccedil;&atilde;o (WUWHS, 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A forma&ccedil;&atilde;o em TC</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A forma&ccedil;&atilde;o profissional cont&iacute;nua em enfermagem tem-se evidenciado um pilar importante na atualiza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e pr&aacute;ticas, de modo a garantir um elevado n&iacute;vel de qualidade nos cuidados. A forma&ccedil;&atilde;o promove, ainda, a satisfa&ccedil;&atilde;o profissional do enfermeiro, a implementa&ccedil;&atilde;o de novos m&eacute;todos de trabalho e o desenvolvimento de novas compet&ecirc;ncias (Botelho, 1998).</p>     <p>A forma&ccedil;&atilde;o e treino dos enfermeiros em TC t&ecirc;m demonstrado efeitos positivos em v&aacute;rios estudos realizados, nomeadamente maiores taxas de cicatriza&ccedil;&atilde;o, diminui&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia da &uacute;lcera venosa, redu&ccedil;&atilde;o dos custos e aumento da qualidade de vida dos doentes (Clarke-moloney, Keane e Kavanagh, 2008; Dealey, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Este trabalho consistiu num estudo observacional, anal&iacute;tico-correlacional e transversal, cuja popula&ccedil;&atilde;o se constituiu pelos enfermeiros de Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios do Distrito de Leiria e foi autorizado pela Dire&ccedil;&atilde;o da Unidade de Apoio &agrave; Gest&atilde;o dos Agrupamentos dos Centros de Sa&uacute;de (ACES) onde foi realizado. A amostra, acidental, ficou composta pelos enfermeiros que responderam voluntariamente ao instrumento de colheita de dados, tendo sido usado como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados a doentes com &uacute;lcera venosa.</p>     <p>Todos foram previamente informados dos objetivos do estudo, da garantida de anonimato e confidencialidade dos dados; e consideramos como consentimento informado para a participa&ccedil;&atilde;o no estudo o preenchimento volunt&aacute;rio dos question&aacute;rios.</p>     <p>O instrumento de colheita de dados consistiu num question&aacute;rio constitu&iacute;do por uma primeira parte para caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica e dados relativos a forma&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia profissional. Numa segunda parte constava um teste de conhecimentos com 24 quest&otilde;es de escolha m&uacute;ltipla (constru&iacute;das com base no que &eacute; considerado pelos autores e nas guidelines consultadas como o mais importante a saber e fazer em TC) para avaliar os conhecimentos em terapia compressiva, e que serviram para a constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o da Escala de Conhecimentos em Terapia Compressiva (ECTC) ao ser transformada numa escala dicot&oacute;mica (certo/errado) codificando a base de dados para que em cada quest&atilde;o a resposta certa assumisse o valor “1-certo” e as restantes op&ccedil;&otilde;es assumissem o valor “0-errado”.</p>     <p>Para os enfermeiros que referiram aplicar TC, o question&aacute;rio apresentou ainda um conjunto de quest&otilde;es, com 5 op&ccedil;&otilde;es de resposta e que pretende avaliar a frequ&ecirc;ncia com que o inquirido realiza cada uma das pr&aacute;ticas descritas.</p>     <p>O question&aacute;rio foi submetido a um pr&eacute;-teste com enfermeiros que fazem parte da popula&ccedil;&atilde;o-alvo, que sugeriram altera&ccedil;&otilde;es a duas quest&otilde;es para melhor compreens&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica e experi&ecirc;ncia profissional</b></p>     <p>A amostra ficou constitu&iacute;da por 112 enfermeiros, com m&eacute;dia de idade de 38,21 anos (DP=10,06 anos), sendo a maioria do g&eacute;nero feminino (91,07%).</p>     <p>O tempo de exerc&iacute;cio profissional dos enfermeiros apresenta uma m&eacute;dia de 15,40 anos (DP=9,89 anos). A m&eacute;dia de experi&ecirc;ncia profissional na &aacute;rea das feridas cr&oacute;nicas &eacute; de 10,25 anos (DP=7,78 anos). Todos os enfermeiros cuidam de utentes com &uacute;lcera venosa (crit&eacute;rio de inclus&atilde;o) e a maioria dos enfermeiros cuidam destes utentes diariamente (5 dias por semana).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Forma&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia em TC</b></p>     <p>Observ&aacute;mos que 38,74% dos enfermeiros n&atilde;o possui qualquer forma&ccedil;&atilde;o em TC. O tipo de forma&ccedil;&atilde;o em TC mais referido foi a forma&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o (29,73%), logo seguida da aprendizagem com colega mais experiente (25,23%), congresso(s)/jornada(s) (18,92%) e autoforma&ccedil;&atilde;o (18,92%).</p>     <p>Estes resultados convergem com Barrett, Cassidy e Graham (2009) que referiram tamb&eacute;m, como principais fontes de conhecimento em TC dos enfermeiros, outros enfermeiros experientes na &aacute;rea e a pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia na &aacute;rea (o que pode colocar em causa a pr&aacute;tica baseada na evid&ecirc;ncia e nas <i>guidelines</i>).</p>     <p>Analisando o tipo de forma&ccedil;&atilde;o (formal/informal), verifica-se que apenas 45,05% dos enfermeiros possui forma&ccedil;&atilde;o formal em TC e os restantes 54,95% n&atilde;o possuem forma&ccedil;&atilde;o ou possuem apenas forma&ccedil;&atilde;o informal (aprendizagem com colega mais experiente e/ou autoforma&ccedil;&atilde;o). Tal como refere Migu&eacute;ns (2006), os enfermeiros apresentam uma deficiente forma&ccedil;&atilde;o em TC.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da amostra, apenas 25,00% (28 enfermeiros) aplicam TC. A experi&ecirc;ncia em aplicar TC situa-se entre 0,4 e 5 anos, com uma m&eacute;dia de 2,13 anos (DP=1,30 anos). Portanto, poucos enfermeiros aplicam TC, apesar de contactarem frequentemente com a &uacute;lcera venosa. E os que utilizam a terapia aplicam-na h&aacute; relativamente pouco tempo.</p>     <p>Dos enfermeiros que aplicam terapia compressiva, 4 (14,29%) referem ter apenas forma&ccedil;&atilde;o informal. Os restantes possuem algum tipo de forma&ccedil;&atilde;o formal em TC.</p>     <p>A maioria dos enfermeiros inquiridos n&atilde;o possui forma&ccedil;&atilde;o para avaliar o IPTB (79,05%), n&atilde;o possui equipamento para isso (86,41%) e ainda menos possui pr&aacute;tica em avaliar o IPTB (92,31%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Escala de Conhecimentos em Terapia compressiva (ECTC)</b></p>     <p>No quadro 1 apresentam-se os resultados da an&aacute;lise da homogeneidade dos itens e fidelidade da ECTC, assim como algumas medidas de tend&ecirc;ncia central e dispers&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 1 – Itens da ECTC: m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o, intervalo de confian&ccedil;a, frequ&ecirc;ncia das respostas certas, correla&ccedil;&atilde;o item-total e KR20</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a07q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A consist&ecirc;ncia interna da escala foi avaliada pelo coeficiente de fidelidade de Kuder-Richardson-20 (KR-20), por ser o mais indicado na an&aacute;lise de escalas com resposta dicot&oacute;mica em cada item. Este coeficiente &eacute; an&aacute;logo do alpha de Cronbach, e quanto mais pr&oacute;ximo da unidade maior &eacute; a consist&ecirc;ncia interna do instrumento. Adicionalmente foram calculadas as correla&ccedil;&otilde;es dos itens com a pontua&ccedil;&atilde;o total da escala sem o item.</p>     <p>A escala apresentou uma boa consist&ecirc;ncia interna (KR-20 = 0,759). Para todos os itens as correla&ccedil;&otilde;es item-total foram positivas e em apenas um item n&atilde;o foi pr&oacute;xima ou superior a 0,20 (item 10). Tamb&eacute;m se observou que o KR-20 retirando o item foi (&agrave; exce&ccedil;&atilde;o do observado no item 10) inferior ao valor observado para o total da escala (0,759). N&atilde;o obstante decidiu-se n&atilde;o eliminar estes itens por se considerarem importantes do ponto de vista te&oacute;rico nas v&aacute;rias refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas consultadas e porque a sua remo&ccedil;&atilde;o n&atilde;o melhorou substancialmente a consist&ecirc;ncia interna da escala.</p>     <p>As quest&otilde;es com correla&ccedil;&otilde;es item-total superiores foram quest&otilde;es relacionadas com t&eacute;cnica de coloca&ccedil;&atilde;o das ligaduras, valores de IPTB e efeito de <i>guttering</i>, o que se pode dever ao facto de estas quest&otilde;es abordarem assuntos muito espec&iacute;ficos da TC, conseguindo assim distinguir os enfermeiros que possuem mais conhecimentos nesta &aacute;rea.</p>     <p>A m&eacute;dia das pontua&ccedil;&otilde;es totais na ECTC foi de 8,97 (DP=4,21). Tendo em conta que a pontua&ccedil;&atilde;o total pode variar entre 0 e 24, observa-se, em m&eacute;dia, baixos n&iacute;veis de conhecimentos em TC. Verifica-se, ainda, que apenas 28,57% dos enfermeiros acertou em mais de metade das quest&otilde;es.</p>     <p>As quest&otilde;es mais pontuadas, e portanto onde os inquiridos revelaram mais conhecimento, foram: quest&otilde;es relativas a diagn&oacute;stico da &uacute;lcera venosa (quest&otilde;es 1, 2 e 4), quest&atilde;o relativa &agrave; indica&ccedil;&atilde;o das meias de compress&atilde;o (quest&atilde;o 20) e quest&otilde;es referentes &agrave; t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o das ligaduras (quest&otilde;es 13 e 15). No entanto, noutra quest&atilde;o important&iacute;ssima para a correta aplica&ccedil;&atilde;o das ligaduras, a quest&atilde;o “14. Na terapia compressiva, para a mesma tens&atilde;o/for&ccedil;a na aplica&ccedil;&atilde;o da ligadura: a press&atilde;o subligadura diminui com o aumento do di&acirc;metro da perna”, que aborda um princ&iacute;pio da TC baseado na Lei de Laplace (Clarck, 2003), a taxa de respostas certas foi bastante baixa (16,07%). Tamb&eacute;m a principal lacuna identificada por Barret, Cassidy e Graham (2009) foi o desconhecimento sobre a Lei de Laplace e sobre o princ&iacute;pio da compress&atilde;o gradual ao longo do membro.</p>     <p>Houve, tamb&eacute;m, um maior n&uacute;mero de respostas certas &agrave; quest&atilde;o “9. O tratamento da &uacute;lcera venosa com terapia compressiva: est&aacute; amplamente comprovada a sua efetividade” (53,57%), portanto, os enfermeiros parecem ter no&ccedil;&atilde;o que a TC est&aacute; amplamente comprovada como custo-efetiva. No entanto, na quest&atilde;o “12. A efic&aacute;cia do tratamento da &uacute;lcera venosa deve-se principalmente: &agrave; terapia compressiva”, a taxa de respostas certas foi de 38,39%, ou seja, muitos enfermeiros (61,61%) sugeriram que o efeito terap&ecirc;utico da terapia compressiva seria id&ecirc;ntica ou inferior ao material de penso e/ou aos procedimentos de irriga&ccedil;&atilde;o da ferida, ao contr&aacute;rio do que est&aacute; amplamente comprovado (CONUEI, 2009; Marston e Vowden, 2003; Pina, Furtado e Albino, 2007; RCN, 2006; WUWHS, 2008).</p>     <p>As quest&otilde;es menos pontuadas foram a quest&atilde;o “11. A terapia compressiva: pode ser usada em patologias n&atilde;o venosas” (5,36% de respostas certas) e a quest&atilde;o “5. Na avalia&ccedil;&atilde;o do IPTB, devem ser pesquisadas no p&eacute;: A art&eacute;ria tibial posterior e a pediosa” (6,25% de respostas certas). A quest&atilde;o 11 refere-se &agrave;s indica&ccedil;&otilde;es da TC. Muitos enfermeiros associam a TC exclusivamente &agrave;s &uacute;lceras venosas, no entanto, existem outras indica&ccedil;&otilde;es para a TC. A quest&atilde;o 5 &eacute; muito espec&iacute;fica da t&eacute;cnica de avalia&ccedil;&atilde;o do IPTB e, por isso, torna-se mais dif&iacute;cil, sobretudo para quem n&atilde;o possui forma&ccedil;&atilde;o em IPTB (que &eacute; o caso de 79,05% dos enfermeiros).</p>     <p>A quest&atilde;o “16. Antes de aplicar as ligaduras compressivas, deve-se aplicar camada de almofadamento para: adaptar a forma da perna” tamb&eacute;m teve uma taxa de respostas certas baixa (13,39%), o que sugere que os enfermeiros t&ecirc;m alguma incompreens&atilde;o da import&acirc;ncia de adaptar a forma da perna para manter o gradiente de press&atilde;o, erro frequente segundo Beldon (2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conjunto de quest&otilde;es relativas &agrave;s pr&aacute;ticas em TC</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As quest&otilde;es relacionadas com as pr&aacute;ticas em TC s&atilde;o baseadas nas recomenda&ccedil;&otilde;es dos autores consultados e podem ser pontuadas de 1 a 5, sendo que 1 corresponde &agrave; pr&aacute;tica nunca ser realizada e 5 &agrave; pr&aacute;tica ser sempre realizada. Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas conotam-se com pr&aacute;ticas mais adequadas. Os itens 1, 4, 7, 8, 11, 12, 18, 19, 20 e 21 s&atilde;o de cota&ccedil;&atilde;o invertida. A este conjunto de quest&otilde;es s&oacute; responderam os enfermeiros que aplicam TC (28 enfermeiros).</p>     <p>Analisando o quadro 2, constata-se que em todas as pr&aacute;ticas descritas a pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia &eacute; igual ou superior a 3 (exceto a pr&aacute;tica “5. Certifica-se que o IPTB &eacute; avaliado durante a terapia compressiva”) e que h&aacute; muitas pr&aacute;ticas com pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias superiores a 4. Assim, parece haver uma tend&ecirc;ncia para boas pr&aacute;ticas na aplica&ccedil;&atilde;o da TC por parte destes enfermeiros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 2 – Conjunto de quest&otilde;es relativas &agrave;s pr&aacute;ticas em TC: m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o e intervalo de confian&ccedil;a</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a07q2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As pr&aacute;ticas onde os enfermeiros, em m&eacute;dia, apresentaram melhores resultados foram “21. Aplica terapia compressiva em doentes com insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca n&atilde;o compensada” (quest&atilde;o invertida) (M= 4,64; DP=0,81), e a pr&aacute;tica “9. Aconselha meias de compress&atilde;o para prevenir recidivas, ap&oacute;s a cicatriza&ccedil;&atilde;o” (M=4,64; DP=0,54). Estes resultados sugerem que os enfermeiros reconhecem a insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca descompensada como contraindica&ccedil;&atilde;o da TC e n&atilde;o a aplicam nestes casos. Os enfermeiros, frequentemente, ap&oacute;s a cicatriza&ccedil;&atilde;o da &uacute;lcera aconselham as meias de compress&atilde;o, uma medida recomendada para preven&ccedil;&atilde;o de recidivas e do edema (WUWHS, 2008).</p>     <p>As pr&aacute;ticas referentes aos ensinos ao doente em TC (pr&aacute;ticas 15, 16 e 17) encontram-se, em m&eacute;dia, igualmente bem pontuadas (m&eacute;dias superiores a 4,20). Portanto, os enfermeiros parecem investir na educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de destes doentes, o que tem efeitos muito positivos na ades&atilde;o ao tratamento e mesmo na sua efetividade, tal como referem Pina, Furtado e Albino (2007) e a WUWHS (2008).</p>     <p>Os enfermeiros tamb&eacute;m evidenciam pontua&ccedil;&otilde;es elevadas no que se refere aos cuidados a prestar antes da aplica&ccedil;&atilde;o do sistema compressivo: “10. Quando muda o penso, presta cuidados de higiene a todo o membro” (M=4,39; DP=0,67) e “13. Aplica almofadamento de algod&atilde;o ou espuma em toda a perna, antes de aplicar as ligaduras compressivas” (M=4,39; DP=0,98). Como refere Dealey (2006), o tratamento da &uacute;lcera venosa tamb&eacute;m passa por uma adequada irriga&ccedil;&atilde;o da ferida e higiene da pele circundante. O almofadamento antes da aplica&ccedil;&atilde;o das ligaduras &eacute; importante para absor&ccedil;&atilde;o do exsudado, preven&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es por press&atilde;o e para adapta&ccedil;&atilde;o da forma da perna, tal como refere Beldon (2008).</p>     <p>A obten&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria cl&iacute;nica adequada (pr&aacute;tica 2) &eacute; importante para o diagn&oacute;stico e tratamento adaptado ao doente (Pina, Furtado e Albino, 2007). Esta colheita de dados &eacute; uma pr&aacute;tica comum dos enfermeiros inquiridos (M=4,15; DP=0,70).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como seria de esperar, relativamente &agrave; pr&aacute;tica “6. Perante uma &uacute;lcera venosa diagnosticada devidamente e n&atilde;o existindo contraindica&ccedil;&otilde;es, aplica terapia compressiva”, verifica-se que os enfermeiros aplicam frequentemente terapia compressiva quando indicado (M=4,15; DP=0,97).</p>     <p>A pr&aacute;tica menos pontuada foi a “5. Certifica-se que o IPTB &eacute; avaliado durante a terapia compressiva” (M=2,89; DP=1,07). A avalia&ccedil;&atilde;o do IPTB durante a TC &eacute; recomendada devido &agrave; possibilidade de se desenvolver uma doen&ccedil;a arterial ao longo do tempo de tratamento (RCN, 2006), no entanto parece ser uma pr&aacute;tica pouco frequente.</p>     <p>Outra pr&aacute;tica igualmente pouco pontuada foi a “1. Classifica uma &uacute;lcera como sendo venosa apenas atrav&eacute;s das suas caracter&iacute;sticas t&iacute;picas, como a localiza&ccedil;&atilde;o, aspeto, tecido” (quest&atilde;o invertida) (M=3,00; DP=1,22), o que sugere que muitos enfermeiros que aplicam TC consideram uma &uacute;lcera de perna como sendo venosa, observando apenas as suas caracter&iacute;sticas t&iacute;picas, o que poder&aacute; levar &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de TC em &uacute;lceras venosas que t&ecirc;m tamb&eacute;m componente arterial (Pina, Furtado e Albino, 2007).</p>     <p>A baixa pontua&ccedil;&atilde;o na quest&atilde;o “7. Evita aplicar terapia compressiva a doentes acamados com &uacute;lcera venosa, mesmo que sem contraindica&ccedil;&otilde;es” (quest&atilde;o invertida) (M=3,00; DP=1,22), sugere que os enfermeiros evitam aplicar TC a doentes acamados, apesar de estes poderem realizar TC com ligaduras el&aacute;sticas, por exemplo, desde que sem contraindica&ccedil;&otilde;es (Morison, Moffatt e Franks, 2010).</p>     <p>As quest&otilde;es relativas &agrave; t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o das ligaduras (quest&otilde;es 11 e 12) apresentam igualmente pontua&ccedil;&otilde;es baixas. Estes erros na aplica&ccedil;&atilde;o das ligaduras foram tamb&eacute;m identificados por Beldon (2008), que refere que aumentar a extens&atilde;o das ligaduras &agrave; medida que sobem no membro, sobreposi&ccedil;&atilde;o das camadas superior a 50% e enchimento de prote&ccedil;&atilde;o insuficiente ou n&atilde;o adaptado para a forma da perna s&atilde;o os erros mais frequentes.</p>     <p>A referencia&ccedil;&atilde;o dos doentes para a cirurgia vascular (quest&otilde;es 23 e 24), quando indicado segundo as <i>guidelines</i> consultadas, parece ser relativamente pouco frequente.</p>     <p>Na an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre os conhecimentos em TC e vari&aacute;veis como a experi&ecirc;ncia profissional e a forma&ccedil;&atilde;o opt&aacute;mos pela utiliza&ccedil;&atilde;o de testes n&atilde;o param&eacute;tricos pois a vari&aacute;vel ECTC n&atilde;o apresentou uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, conforme revelou o teste Kolmogorov-Smirnov (K-S =0,87; p=0,035).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre conhecimentos em TC e a experiencia profissional</b></p>     <p>Neste estudo verificamos que a pontua&ccedil;&atilde;o total na ECTC &eacute; inversamente proporcional ao tempo de exerc&iacute;cio profissional e &agrave; experi&ecirc;ncia em feridas cr&oacute;nicas, com correla&ccedil;&otilde;es de Spearman de -0,319 e de -0,219 respetivamente (p&lt0,05). Estes resultados indiciam que quanto mais anos de experi&ecirc;ncia profissional gen&eacute;rica (tempo de servi&ccedil;o) e quanto mais anos de experiencia espec&iacute;fica (em tratamento de feridas cr&oacute;nicas), menos conhecimentos s&atilde;o reportados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, os enfermeiros que aplicam TC apresentam uma m&eacute;dia de experi&ecirc;ncia profissional (M=11,48; DP=7,84) inferior aos enfermeiros que n&atilde;o aplicam TC (M=16,74; DP=10,20) e as diferen&ccedil;as s&atilde;o estatisticamente significativas (U=811,5; Z= -2,309; p=0,021). Estes dados podem dever-se ao facto de a TC s&oacute; recentemente ter sido mais divulgada em Portugal, estando os enfermeiros mais jovens mais atualizados nesta &aacute;rea, e ao facto de enfermeiros mais experientes se encontrarem menos recetivos a mudan&ccedil;as nas suas pr&aacute;ticas.</p>     <p>Observ&aacute;mos tamb&eacute;m que a m&eacute;dia de pontua&ccedil;&otilde;es totais na ECTC &eacute; superior no grupo de enfermeiros que aplicam TC (M=11,14; DP=4,13) em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo de enfermeiros que n&atilde;o aplicam TC (M=8,97; DP=4,21) e as diferen&ccedil;as s&atilde;o estatisticamente significativas (U=694; Z= -3,248; p=0,001). No entanto, a m&eacute;dia de pontua&ccedil;&otilde;es cont&iacute;nua abaixo de 12 (M=11,14; DP=4,13) e apenas 50,00% acertaram em mais de metade das quest&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre conhecimentos em TC e a forma&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Quanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o em TC, verificamos no quadro 3 que quem n&atilde;o tem nenhuma forma&ccedil;&atilde;o possui uma m&eacute;dia de pontua&ccedil;&atilde;o na ECTC mais baixa do que os enfermeiros que possuem algum tipo de forma&ccedil;&atilde;o e que quem possui forma&ccedil;&atilde;o formal em TC apresentou, em m&eacute;dia, pontua&ccedil;&otilde;es na ECTC mais elevadas do que quem possui apenas forma&ccedil;&atilde;o informal (p&lt0,05).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 3 – Conhecimentos em TC em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de forma&ccedil;&atilde;o em TC </p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a07q3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando cada tipo de forma&ccedil;&atilde;o formal, verificamos no quadro 4 que cada um dos tipos tem impacto positivo nos conhecimentos, sobretudo a forma&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o e a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em viabilidade tecidular (p&lt0,05).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 4 – Conhecimentos em TC em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de forma&ccedil;&atilde;o em TC</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a07q4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quem tem forma&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica em avaliar o IPTB parece possuir mais conhecimentos em TC (p&lt0,05), conforme se pode analisar no quadro 5. Isto pode dever-se ao facto de os conhecimentos e pr&aacute;tica em avaliar o IPTB surgirem de forma&ccedil;&otilde;es muito espec&iacute;ficas e intensivas em TC, bem como de uma dedica&ccedil;&atilde;o a esta terapia por parte do enfermeiro, o que poder&aacute; refletir-se num aumento dos conhecimentos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 5 – Conhecimentos em TC em fun&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica em IPTB</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a07q5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em s&iacute;ntese, observ&aacute;mos neste estudo que a pontua&ccedil;&atilde;o da ECTC diminui com a experi&ecirc;ncia profissional, mas aumenta quando a forma&ccedil;&atilde;o se torna mais consistente. Estes dados sugerem que a forma&ccedil;&atilde;o &eacute; mais importante na constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos adequados em TC do que a experi&ecirc;ncia profissional. Esta conclus&atilde;o vai ao encontro do que referem, em 2005, Fabi&atilde;o e colaboradores, segundo os quais a forma&ccedil;&atilde;o &eacute; o principal meio gerador de compet&ecirc;ncias, o que vai melhorar a qualidade dos cuidados prestados e obter ganhos em sa&uacute;de. Deste modo, o desenvolvimento dos recursos humanos atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o profissional cont&iacute;nua deve ser priorit&aacute;rio na mudan&ccedil;a das pr&aacute;ticas (Fabi&atilde;o <i>et al</i>., 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Este estudo permitiu um conhecimento mais profundo acerca das pr&aacute;ticas e do n&iacute;vel de conhecimentos de enfermeiros em TC e dos fatores com eles relacionados. N&atilde;o obstante a amostra n&atilde;o ser representativa, permitiu-nos compreender que a terapia compressiva n&atilde;o est&aacute; ainda devidamente implementada em todos os locais e que muitos enfermeiros n&atilde;o possuem os conhecimentos adequados, sobretudo por falta de forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Por outro lado, os resultados indiciam que a forma&ccedil;&atilde;o formal tem&aacute;tica, mais do que a experi&ecirc;ncia profissional, tem um impacto positivo mais determinante no n&iacute;vel de conhecimentos dos enfermeiros acerca da TC.</p>     <p>A &uacute;lcera venosa &eacute; o tipo de ferida cr&oacute;nica mais frequente nos centros de sa&uacute;de portugueses e possui m&uacute;ltiplas implica&ccedil;&otilde;es psicossociais e econ&oacute;micas, sobretudo para os doentes que a t&ecirc;m h&aacute; v&aacute;rios anos. Sendo a terapia compressiva o tratamento recomendado por todas as <i>guidelines</i>, porque aumenta significativamente a taxa de cicatriza&ccedil;&atilde;o e reduz os custos, seria importante todos os enfermeiros de Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios que cuidam destes doentes terem forma&ccedil;&atilde;o e aplicarem a TC como tratamento padr&atilde;o. No entanto, atrav&eacute;s deste estudo, verifica-se que a maioria dos enfermeiros inquiridos n&atilde;o aplica regularmente a TC e que muitos deles possuem d&eacute;fice de conhecimentos e de forma&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea. Por estas raz&otilde;es defendemos uma aposta clara na forma&ccedil;&atilde;o e incentivo &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da TC, porque, como podemos constatar neste mesmo estudo, os enfermeiros com forma&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia em TC apresentam mais conhecimentos e pr&aacute;ticas mais adequadas em TC. Assim, com a implementa&ccedil;&atilde;o efetiva desta terapia ser&aacute; poss&iacute;vel incrementar a qualidade dos cuidados de enfermagem &agrave; pessoa com &uacute;lcera venosa e obter ganhos para os doentes (mais qualidade de vida, menos sofrimento), ganhos para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de (sobretudo a n&iacute;vel econ&oacute;mico) e ganhos para a enfermagem.</p>     <p>Como principais limita&ccedil;&otilde;es deste estudo destacamos a n&atilde;o representatividade da amostra e a reduzida dimens&atilde;o da subamostra de enfermeiros que aplicam terapia compressiva. Por outro lado o facto de se abordar exclusivamente o problema de falta de conhecimentos e de forma&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros em terapia compressiva, n&atilde;o considerando outros fatores que possam condicionar o pouco uso desta terapia, limita o alcance do estudo.</p>     <p>Como trabalho futuro sugere-se uma replica&ccedil;&atilde;o numa maior e mais representativa amostra de enfermeiros que aplicam terapia compressiva de modo a validar o conjunto de pr&aacute;ticas aqui estudadas como uma escala, e sobretudo incluir outras vari&aacute;veis, para al&eacute;m da forma&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia profissional, que possam constituir barreiras &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o da TC.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>BARRET, S.; CASSIDY, I.; GRAHAM, M. M. (2009) - National Survey of Irish Community Nurses’ Leg Ulcer Management Practices and Knowledge. Journal of Wound Care. Vol. 18, n&ordm; 5, p. 181-182, 184, 186.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BELDON, P. (2008) - Compression Bandaging: Avoiding Pressure Damage. British Journal of Community Nursing. Vol. 3, n&ordm; 6, p. S6, S8, S10-S12.</p>     <p>BOTELHO, Jos&eacute; Rodrigues (1998) - Contributos da Forma&ccedil;&atilde;o Profissional Cont&iacute;nua para a Qualidade dos Cuidados de Enfermagem. Servir. Vol. 46, n&ordm; 5, p. 262-266.</p>     <p>CLARK, M. (2003) - Compression Bandages: Principals and Definitions. In European Wound Management Association – EWMA Position Document: Understanding Compression Therapy. 1&ordf; ed. Londres: MEP Ltd. p. 5-7.</p>     <p>CLARKE-MOLONEY, M.; KEANE, N.; KAVANAGH, E. (2008) - Changes in Leg Ulcer Management Practice Following Training in an Irish Community Setting. Journal of Wound Care. Vol. 17, n&ordm; 3, p. 116-121.</p>     <p>CONUEI (Conferencia Nacional de Consenso sobre &Uacute;lceras de la Extremidad Inferior) (2009) - Conferencia Nacional de Consenso sobre &Uacute;lceras de la Extremidad Inferior – Documento de Consenso. 1&ordf; ed. Espanha: EdikaMed.</p>     <p>DEALEY, Carol (2006) – Tratamento de Feridas – Guia para Enfermeiros. 1&ordf; ed. Lisboa: Climepsi Editores.</p>     <p>FABI&Atilde;O, Ant&oacute;nio Carlos Pereira &#91et al.&#93 (2005) - Forma&ccedil;&atilde;o: Contributo para a Qualidade. Servir. Vol. 53, n&ordm; 5, p. 235-247.</p>     <p>FRANKS, P. J.; POSNETT, J. (2003) - Cost-effectiveness of Compression Therapy. In European Wound Management Association – EWMA Position Document: Understanding Compression Therapy. 1&ordf; ed. Londres: MEP Ltd. p. 8-10.</p>     <p>GASPAR, Pedro J. S. &#91et al.&#93 (2010) – Impacto da forma&ccedil;&atilde;o profissional cont&iacute;nua nos custos do tratamento das feridas cr&oacute;nicas. Refer&ecirc;ncia: Revista Cient&iacute;fica da Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de: Dom&iacute;nio de Enfermagem, S&eacute;rie: III, n&ordm; 1, p. 53-62.</p>     <p>MARSTON, W.; VOWDEN, K. (2003) - Compression Therapy: a Guide to Safe Practice. In European Wound Management Association – EWMA Position Document: Understanding Compression Therapy. 1&ordf; ed. Londres: MEP Ltd. p. 11-17.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MIGU&Eacute;NS, Cristina (2006) - Estudo Prospectivo da Efic&aacute;cia de um Novo Sistema de Ligaduras. Nursing. Ano 16, n&ordm; 210, p. 24-27.</p>     <p>MORISON, Moya J.; MOFFATT, Christine J.; FRANKS, Peter J. (2010) - &Uacute;lceras de Perna - Uma Abordagem de Aprendizagem Baseada na Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas. 1&ordf; ed. Loures: Lusodidacta.</p>     <p>O’MEARA, S.; CULLUM, N. A.; NELSON, E. A. (2009) - Compression for venous leg ulcers. Cochrane Database of Systematic Reviews &#91Em linha&#93. Ano 2009, n&ordm; 1. &#91Consult. 4 Out. 2009&#93. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.mrw.interscience.wiley.com/cochrane/clsysrev/articles/CD000265/frame.html" target="_blank">http://www.mrw.interscience.wiley.com/cochrane/clsysrev/articles/CD000265/frame.html</a>.</p>     <p>PARTSCH, H. (2003) - Understanding the Pathophysiologgical Effects of Compression. In European Wound Management Association – EWMA Position Document: Understanding Compression Therapy. 1&ordf; ed. Londres: MEP Ltd. p. 2-4.</p>     <p>PINA, Elaine (2007) - Epidemiology of Wounds Treated in Community Services in Portugal. EWMA Journal. Vol. 7, n&ordm; 2, p. 21-27.</p>     <p>PINA, Elaine; FURTADO, K&aacute;tia; ALBINO, Ant&oacute;nio P. (2007) - Boas Pr&aacute;ticas no Tratamento e Preven&ccedil;&atilde;o das &Uacute;lceras de Perna de Origem Venosa. 1&ordf; ed. Pampilhosa da Serra: GAIF.</p>     <p>RCN (Royal College of Nurses) (2006) – The Nursing Management of Patients with Venous Leg Ulcers. 3&ordf; ed. Londres: RCN.</p>     <p>WUWHS (World Union of Wound Healing Societies) (2008) – Principles of Best Practice: Compression in Venous Leg Ulcer - A Consensus Document. 1&ordf; ed. Londres: MEP Ltd.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 16.05.11</p>     ]]></body>
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