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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1144</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Parceria nos cuidados de enfermagem em pediatria: do discurso à ação dos enfermeiros]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Partnership in pediatric nursing care: from words into nurses’ action]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Asociación en la atención de enfermería en pediatría: del discurso a la acción de las enfermeras]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[While it is recognized that paediatric nursing is now particularly sensitive to parental involvement in the care of hospitalized children, numerous studies continue to show that nurses do not establish real partnership with parents. As we wished to know how nurses in paediatrics view the forming process of partnership with parents in healthcare and identify the actions they develop in the setting, we employed a qualitative approach for this study, based on Symbolic Interactionism and Grounded Theory. We took as a starting point the question: How do paediatric nurses describe partnership and how they show it in their day-to-day work? We interviewed 12 nurses from the paediatric unit of a hospital in northern Portugal and we carried out observations of the occurrence of the phenomenon in the setting. The data “corpus” was analysed using Nvivo8 software. Data obtained from the interviews revealed that working in partnership with parents was present in the “thinking” of nurses. However, the observations showed gaps in considering the fundamental dimensions of developing an effective partnership with parents. In summary, the nurses showed evidence of partnership in their thinking but not in their actions.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Si bien se reconoce que la enfermería pediátrica es actualmente particularmente sensible a la participación de los padres en la práctica del cuidado a los niños hospitalizados, numerosos estudios siguen mostrando que no establecen con los padres una asociación efectiva. Para procurar saber como las enfermeras de pediatría perciben el proceso de formación de asociación con los padres en la práctica de cuidados e identifican las acciones practicadas en contexto, desarrollamos un estudio de corte cualitativo, basado en la Teoría Fundamentada y sostenido en el referencial teórico del interaccionismo simbólico. Tomamos como punto de partida la pregunta ¿cómo las enfermeras pediátricas describen la asociación y lo que demuestran en su día a día? Entrevistamos a 12 enfermeras de la unidad pediátrica de un hospital del norte de Portugal y efectuamos una observación en el contexto de la ocurrencia del fenómeno. El corpus de datos fue objeto de análisis mediante el uso del software Nvivo8. Los datos obtenidos de los discursos revelan que el trabajo en asociación con los padres está presente en el pensamiento de las enfermeras. Sin embargo las observaciones mostraron lagunas en la contemplación de dimensiones fundamentales para el desarrollo de una asociación eficaz entre padres y enfermeras. En resumen, las enfermeras contemplan la asociación en el pensamiento, pero no en el acto.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Parceria nos cuidados de enfermagem em pediatria: do discurso &agrave; a&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros</b></p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Maria Goreti Silva Ramos Mendes</b>*; <b>Maria Manuela Ferreira Pereira da Silva Martins</b>**</p>     <p>* Enfermeira especialista em enfermagem de sa&uacute;de infantil e pedi&aacute;trica. Mestre em promo&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de. Doutoranda em enfermagem na UCP. Professora coordenadora na Escola Superior de Enfermagem de Braga - Universidade do Minho [<a href="mailto:gmendes@ese.uminho.pt">gmendes@ese.uminho.pt</a>]</p>     <p>** Enfermeira especialista em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o. Doutorada em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Professora coordenadora na Escola Superior de Enfermagem do Porto [<a href="mailto:mmartins@esenf.pt">mmartins@esenf.pt</a>]</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>			     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: apesar de se reconhecer que a enfermagem pedi&aacute;trica &eacute; hoje particularmente sens&iacute;vel ao envolvimento dos pais na pr&aacute;tica de cuidados &agrave; crian&ccedil;a hospitalizada, in&uacute;meros estudos continuam a evidenciar que n&atilde;o se &eacute; desenvolvida com os mesmos uma parceria efetiva.</p>     <p>Na procura de conhecermos nos enfermeiros de pediatria a forma como percecionam o processo de constru&ccedil;&atilde;o da parceria na pr&aacute;tica de cuidados com os pais e identificar no contexto as a&ccedil;&otilde;es praticadas, desenvolvemos um estudo de natureza qualitativa com uma abordagem da <i>grounded theory</i> sustentada no referencial te&oacute;rico do interacionismo simb&oacute;lico.</p>     <p>Tomando como ponto de partida a quest&atilde;o: como &eacute; que os enfermeiros de pediatria descrevem a parceria e o que evidenciam nas suas pr&aacute;ticas quotidianas, entrevistamos 12 enfermeiros da unidade de pediatria de um hospital do norte do pa&iacute;s e efetuamos observa&ccedil;&atilde;o no contexto de ocorr&ecirc;ncia do fen&oacute;meno. O corpus de dados foi submetido a an&aacute;lise, atrav&eacute;s do recurso ao <i>software Nvivo8</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os achados obtidos do discurso revelam que o trabalho em parceria com os pais est&aacute; presente no “pensar “ dos enfermeiros. Por&eacute;m, as observa&ccedil;&otilde;es efetuadas evidenciaram lacunas na contempla&ccedil;&atilde;o de dimens&otilde;es fundamentais ao desenvolvimento de uma parceria efetiva com os pais.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, os enfermeiros contemplam a parceria no pensar mas n&atilde;o no agir.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: cuidados de enfermagem; enfermeiro; crian&ccedil;a; fam&iacute;lia</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Partnership in pediatric nursing care: from words into nurses’ action</b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>While it is recognized that paediatric nursing is now particularly sensitive to parental involvement in the care of hospitalized children, numerous studies continue to show that nurses do not establish real partnership with parents.</p>     <p>As we wished to know how nurses in paediatrics view the forming process of partnership with parents in healthcare and identify the actions they develop in the setting, we employed a qualitative approach for this study, based on Symbolic Interactionism and Grounded Theory.</p>     <p>We took as a starting point the question: How do paediatric nurses describe partnership and how they show it in their day-to-day work? We interviewed 12 nurses from the paediatric unit of a hospital in northern Portugal and we carried out observations of the occurrence of the phenomenon in the setting. The data “<i>corpus</i>” was analysed using Nvivo8 software. Data obtained from the interviews revealed that working in partnership with parents was present in the “thinking” of nurses. However, the observations showed gaps in considering the fundamental dimensions of developing an effective partnership with parents.</p>     <p>In summary, the nurses showed evidence of partnership in their thinking but not in their actions.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: nursing care; nurse; child; family</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Asociaci&oacute;n en la atenci&oacute;n de enfermer&iacute;a en pediatr&iacute;a: del discurso a la acci&oacute;n de las enfermeras</b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>Si bien se reconoce que la enfermer&iacute;a pedi&aacute;trica es actualmente particularmente sensible a la participaci&oacute;n de los padres en la pr&aacute;ctica del cuidado a los ni&ntilde;os hospitalizados, numerosos estudios siguen mostrando que no establecen con los padres una asociaci&oacute;n efectiva.</p>     <p>Para procurar saber como las enfermeras de pediatr&iacute;a perciben el proceso de formaci&oacute;n de asociaci&oacute;n con los padres en la pr&aacute;ctica de cuidados e identifican las acciones practicadas en contexto, desarrollamos un estudio de corte cualitativo, basado en la Teor&iacute;a Fundamentada y sostenido en el referencial te&oacute;rico del interaccionismo simb&oacute;lico.</p>     <p>Tomamos como punto de partida la pregunta &iquest;c&oacute;mo las enfermeras pedi&aacute;tricas describen la asociaci&oacute;n y lo que demuestran en su d&iacute;a a d&iacute;a? Entrevistamos a 12 enfermeras de la unidad pedi&aacute;trica de un hospital del norte de Portugal y efectuamos una observaci&oacute;n en el contexto de la ocurrencia del fen&oacute;meno. El corpus de datos fue objeto de an&aacute;lisis mediante el uso del <i>software Nvivo8</i>.</p>     <p>Los datos obtenidos de los discursos revelan que el trabajo en asociaci&oacute;n con los padres est&aacute; presente en el pensamiento de las enfermeras. Sin embargo las observaciones mostraron lagunas en la contemplaci&oacute;n de dimensiones fundamentales para el desarrollo de una asociaci&oacute;n eficaz entre padres y enfermeras.</p>     <p>En resumen, las enfermeras contemplan la asociaci&oacute;n en el pensamiento, pero no en el acto.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: atenci&oacute;n de enfermer&iacute;a; enfermero; ni&ntilde;o; familia</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A enfermagem pedi&aacute;trica, hoje particularmente sens&iacute;vel ao envolvimento dos pais na pr&aacute;tica de cuidados &agrave; crian&ccedil;a, coloca a sua t&oacute;nica no desenvolvimento do processo de parceria com os mesmos, a qual requer uma intera&ccedil;&atilde;o integral com a fam&iacute;lia de forma a proporcionar as condi&ccedil;&otilde;es favorecedoras de um desenvolvimento global da crian&ccedil;a. O modelo conceptual subjacente &agrave; pr&aacute;tica da enfermagem pedi&aacute;trica est&aacute; centrado nas respostas &agrave;s necessidades da crian&ccedil;a enquanto membro efetivo do sistema familiar. Este facto &eacute; refor&ccedil;ado no guia orientador de boa pr&aacute;tica de Enfermagem de Sa&uacute;de Infantil e Pedi&aacute;trica (OE, 2010), ao aludir a determinados valores, como reconhecimento da crian&ccedil;a como ser vulner&aacute;vel, valoriza&ccedil;&atilde;o dos pais/pessoa significativa como os principais prestadores de cuidados, preserva&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a e bem-estar da crian&ccedil;a e fam&iacute;lia e maximiza&ccedil;&atilde;o do potencial de crescimento e desenvolvimento da crian&ccedil;a.</p>     <p>Quando a crian&ccedil;a &eacute; hospitalizada, a fam&iacute;lia &eacute; “hospitalizada” tamb&eacute;m, por isso o benefici&aacute;rio dos cuidados &eacute; o bin&oacute;mio crian&ccedil;a/fam&iacute;lia. A Ordem dos Enfermeiros considera a compet&ecirc;ncia para avaliar a fam&iacute;lia e responder &agrave;s suas necessidades, nomeadamente no &acirc;mbito da adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as na sa&uacute;de e din&acirc;mica familiar, um imperativo, sendo transversal a todos os enfermeiros especialistas (OE, 2010).</p>     <p>No contexto pedi&aacute;trico, isto &eacute;, quando se pensa nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a, a fam&iacute;lia surge sempre como uma refer&ecirc;ncia sendo o seu enquadramento hoje assumido como fator que viabiliza o cuidado humanizado. A crian&ccedil;a, n&atilde;o sendo um elemento independente, quer pela sua condi&ccedil;&atilde;o humana e tamb&eacute;m pelas suas caracter&iacute;sticas incontorn&aacute;veis &eacute; um ser vulner&aacute;vel e caminha a par e passo com a sua fam&iacute;lia a quem cabe a responsabilidade primeira de promover o seu pleno desenvolvimento. As crian&ccedil;as necessitam de algu&eacute;m que fale por elas e as represente (Hallstr&ouml;m, Runeson e Elander, 2002) e na realidade portuguesa, perante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, &eacute; &agrave; m&atilde;e que cabe, regra geral, o acompanhamento do filho no hospital. Quest&otilde;es culturais associam esta tend&ecirc;ncia ao cuidador do sexo feminino como sendo a figura principal de elei&ccedil;&atilde;o para permanecer junto dos filhos, tanto mais quando &eacute; &agrave; mulher que cabe, na perspetiva de Relvas, o papel de cuidar da crian&ccedil;a (Relvas, 2007).</p>     <p>Enfermeiros, pais e crian&ccedil;as passam a conviver no mesmo espa&ccedil;o, a partilhar experi&ecirc;ncias, valores, saberes e poderes o que conduz a uma altera&ccedil;&atilde;o na forma de ser e de estar, tanto dos profissionais como dos pais j&aacute; que a estes &eacute; requerida uma participa&ccedil;&atilde;o ativa nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a. A natureza da rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece no seio da equipa implica a negocia&ccedil;&atilde;o do envolvimento dos pais e a clarifica&ccedil;&atilde;o do papel de cada interveniente no processo, dimens&otilde;es essenciais para o novo modo de pensar e organizar o trabalho em parceria.</p>     <p>No elenco de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas do enfermeiro especialista em enfermagem de sa&uacute;de da crian&ccedil;a e do jovem, o trabalho de cuidar em parceria surge como promotor da otimiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no sentido da adequa&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o do regime e da parentalidade.</p>     <p>Do que nos foi dado apurar e comungando da perspetiva de Grinspun (2010), que o cuidar &eacute; pensar, mas &eacute; tamb&eacute;m ser e fazer, os achados do estudo configuram um cuidar distinto na sua forma de pensar e nas realidades vividas nas rela&ccedil;&otilde;es enfermeiros-pais.</p>     <p>No artigo, a par de um breve enquadramento conceptual do tema e da quest&atilde;o que norteou o desenvolvimento do estudo, s&atilde;o apresentadas as caracter&iacute;sticas metodol&oacute;gicas da investiga&ccedil;&atilde;o realizada e a perspetiva qualitativa valorizada - <i>a grounded theory</i>. &Eacute; referida a recolha de dados efetuada bem como o processo de an&aacute;lise dos mesmos e a discuss&atilde;o dos achados obtidos finalizando com as conclus&otilde;es mais relevantes do estudo.</p>     <p><b>Enquadramento conceptual</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A filosofia de cuidados que sustenta os cuidados pedi&aacute;tricos &eacute; a filosofia de cuidados centrados na fam&iacute;lia (Young <i>et al</i>., 2006). O reconhecimento da import&acirc;ncia desta atua&ccedil;&atilde;o centrada na fam&iacute;lia com um envolvimento efetivo dos pais nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a surgiu j&aacute; fortalecido com Casey e Mobbs (1988), ao defenderem que a crian&ccedil;a, pais e enfermeiros em parceria, devem assumir parte ativa no processo de enfermagem. A parceria est&aacute; associada a um processo din&acirc;mico que requer participa&ccedil;&atilde;o ativa e acordo de todos os parceiros na procura de objetivos comuns. Caracteriza-se pela partilha de poder e partilha de conhecimentos; defini&ccedil;&atilde;o de objetivos comuns, centrados na pessoa; participa&ccedil;&atilde;o ativa de todos os parceiros e concord&acirc;ncia de todos os parceiros na rela&ccedil;&atilde;o (Gotlieb e Feeley, 2005).</p>     <p>Trabalhar no registo desta filosofia exige a assump&ccedil;&atilde;o, por parte dos enfermeiros, da import&acirc;ncia da negocia&ccedil;&atilde;o da parceria de cuidados e o respeito pela tomada de decis&atilde;o dos pais. Esta negocia&ccedil;&atilde;o caracteriza-se, na perspetiva de Espzel e Canam (<i>apud</i> Shields, Pratt e Hunter, 2006), como o elemento chave da intera&ccedil;&atilde;o efetiva entre pais e enfermeiros.</p>     <p>Os estudos desenvolvidos em torno do envolvimento dos pais nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a, contam j&aacute; com algumas d&eacute;cadas de exist&ecirc;ncia, contudo, s&oacute; a partir do final dos anos 80, o termo parceria come&ccedil;a a merecer aten&ccedil;&atilde;o por parte dos enfermeiros de pediatria. Sobre o termo come&ccedil;a a gerar-se algum entendimento, mas a parceria com a fam&iacute;lia continua a ser uma estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o, constituindo-se num desafio atual para os enfermeiros que se preocupam com a sa&uacute;de e o bem-estar das crian&ccedil;as, dos jovens e das suas fam&iacute;lias.</p>     <p>A promo&ccedil;&atilde;o da qualidade dos cuidados e o desenvolvimento da profiss&atilde;o, atrav&eacute;s do desenvolvimento da forma&ccedil;&atilde;o e da investiga&ccedil;&atilde;o em enfermagem constitui, entre tantas outras, uma obriga&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros atribu&iacute;da pela Ordem dos Enfermeiros (OE, 2010). Cientes desta obriga&ccedil;&atilde;o, os enfermeiros t&ecirc;m desenvolvido esfor&ccedil;os no sentido do desenvolvimento da enfermagem pedi&aacute;trica sendo exemplo disto, os estudos que na &aacute;rea do tema em desenvolvimento t&ecirc;m sido feitos. Apesar do muito em que as unidades de cuidados pedi&aacute;tricos t&ecirc;m j&aacute; investido, para uma assist&ecirc;ncia integral ao trin&oacute;mio crian&ccedil;a, pais, fam&iacute;lia, &eacute; reconhecida a necessidade de altera&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel de infraestrutura das unidades e de um apoio aos profissionais (Silva <i>et al</i>., 2009). </p>     <p>Aos enfermeiros de pediatria &eacute; exigido um papel de cuidadores e de educadores j&aacute; que a hospitaliza&ccedil;&atilde;o de uma crian&ccedil;a oferece oportunidade para desenvolver medidas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, indispens&aacute;vel a um pleno crescimento e desenvolvimento infantil. Sinalizar e desenvolver a promo&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de com as m&atilde;es presentes no internamento &eacute; responsabilidade do enfermeiro (Albuquerque <i>et al</i>., 2009), no entanto de acordo com Queiroz e Barroso (<i>apud</i> Silva <i>et al</i>., 2009), ainda acontecem muitas situa&ccedil;&otilde;es de indiferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viabiliza&ccedil;&atilde;o da mesma.</p>     <p>&Eacute; uma compet&ecirc;ncia do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da crian&ccedil;a e do jovem trabalhar em parceria com a crian&ccedil;a e fam&iacute;lia/pessoa significativa, em qualquer contexto em que ela se encontre. Na perspetiva de Kelly <i>et al</i>. (<i>apud</i> OE, 2010), o des&iacute;gnio de a&ccedil;&atilde;o do enfermeiro especialista traduz-se na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de n&iacute;vel avan&ccedil;ado com seguran&ccedil;a e compet&ecirc;ncia, na avalia&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia e nas respostas &agrave;s suas necessidades, nomeadamente no &acirc;mbito da adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as na sa&uacute;de e din&acirc;mica familiar. Mas o enfermeiro de cuidados gerais, &eacute; tamb&eacute;m ele dotado de compet&ecirc;ncia para de igual forma providenciar um cuidado integrado &agrave; crian&ccedil;a ao jovem e fam&iacute;lia, devendo incorporar na sua pr&aacute;tica os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o v&aacute;lidos e relevantes, assim como outras evid&ecirc;ncias que contribuam para o desenvolvimento da enfermagem e para o aperfei&ccedil;oamento dos padr&otilde;es dos cuidados.</p>     <p>De acordo com Wright e Leahey (<i>apud</i> Gomes, Trindade e Fidalgo, 2009), tem-se vindo a verificar nos &uacute;ltimos 15 anos, uma altera&ccedil;&atilde;o na postura dos enfermeiros para com as fam&iacute;lias, sendo o relacionamento tendencialmente mais colaborador, consultivo e n&atilde;o hier&aacute;rquico. Consideram as mesmas autoras, que &agrave; fam&iacute;lia tem sido conferido pelos enfermeiros maior status, reconhecimento de compet&ecirc;ncia, igualdade e respeito, combinando habilidades de ambos, enfermeiros e fam&iacute;lia, constituindo uma nova e eficaz sinergia do contexto das conversa&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas (Wright e Leahey, <i>apud</i> Gomes, Trindade e Fidalgo, 2009). Um estudo realizado com 18 m&atilde;es que acompanham o filho(a) 24 horas no hospital coloca em evid&ecirc;ncia que as mesmas consideram que a sua fun&ccedil;&atilde;o de protetores que mantinham at&eacute; a&iacute; fica agora vulner&aacute;vel ao contexto de uma nova experi&ecirc;ncia, onde o envolvimento nos cuidados, submetido ao poder dos profissionais de sa&uacute;de, &eacute; potenciador de grande ansiedade e mal-estar (Mendes, 2010). Os pais querem estar envolvidos nos cuidados aos seus filhos, mas querem tamb&eacute;m decidir sobre a extens&atilde;o desse envolvimento. Quando na rela&ccedil;&atilde;o se traduz uma manifesta&ccedil;&atilde;o de poder em que um “parceiro” procura dominar o outro a parceria torna-se impratic&aacute;vel.</p>     <p>Sujeita a transi&ccedil;&otilde;es normativas decorrentes dos processos de desenvolvimento inerentes ao ciclo vital, a fam&iacute;lia sujeita-se tamb&eacute;m a transi&ccedil;&otilde;es decorrentes dos processos de sa&uacute;de e doen&ccedil;a, afigurando-se assim como uma unidade em constante transforma&ccedil;&atilde;o. Face &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o de um filho a fam&iacute;lia passa a vivenciar uma situa&ccedil;&atilde;o de estranheza, v&ecirc;-se obrigada a modificar as suas rotinas, enfrenta uma adapta&ccedil;&atilde;o familiar, tem de desenvolver novas compet&ecirc;ncias, mas novas necessidades v&atilde;o surgir (Mendes, 2010). Ao enfermeiro compete avaliar o funcionamento de todo o sistema familiar e a sa&uacute;de individual de todos os seus membros, de forma a poder intervir no sentido de ajudar a manter o n&iacute;vel mais elevado de bem-estar da fam&iacute;lia. A fam&iacute;lia necessita de ajuda externa para se proteger de uma mudan&ccedil;a n&atilde;o planeada (Gomes, Trindade e Fidalgo, 2009).</p>     <p>S&oacute; o desenvolvimento de um trabalho em articula&ccedil;&atilde;o com os atores, os contextos e as intera&ccedil;&otilde;es, pode garantir uma parceria efetiva com a fam&iacute;lia. A parceria, enquadrada na filosofia e valores da profiss&atilde;o e se verdadeiramente compreendida pelos enfermeiros, tem potencialidades tanto a n&iacute;vel das din&acirc;micas interpessoais, como institucionais. Mas o desenvolvimento do processo de parceria ainda &eacute; complexo. &Eacute; necess&aacute;rio que o enfermeiro saiba o seu significado e esteja habilitado para conhecer e controlar os fatores que a condicionam. A parceria n&atilde;o pode ficar circunscrita a um apurar de h&aacute;bitos da crian&ccedil;a a que pretendemos dar resposta com a participa&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e, mas ela prescreve que conhe&ccedil;amos a fam&iacute;lia que cuida, como cuida, quais s&atilde;o as suas possibilidades, os seus limites de atua&ccedil;&atilde;o e que for&ccedil;as ela &eacute; capaz de mobilizar para resolver problemas de sa&uacute;de (Mendes, 2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia</b></p>     <p>Tendo como ponto de partida as considera&ccedil;&otilde;es j&aacute; expostas sobre o tema, &eacute; apresentado agora o contributo deste estudo. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, assente nos referenciais te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos do interacionismo simb&oacute;lico e da <i>grounded theory</i>. Esta metodologia pareceu-nos a mais adequada na medida em que, ao favorecer uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o entre o investigador e as pessoas, permite incluir a perspetiva dos atores acerca da realidade estudada. Permite ainda descobrir e compreender o que est&aacute; por tr&aacute;s de cada fen&oacute;meno sobre os quais pouco se sabe ou sobre os quais &eacute; necess&aacute;rio ganhar um novo entendimento (Strauss e Corbin, 1990).</p>     <p>O interacionismo simb&oacute;lico p&otilde;e em relevo a import&acirc;ncia dos significados subjetivos que as pessoas imprimem &agrave;s suas a&ccedil;&otilde;es, sendo que na perspetiva interacionista, o significado que as pessoas atribuem &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas surgem da intera&ccedil;&atilde;o e da interpreta&ccedil;&atilde;o que fazem acerca das mesmas (Lopes e Jorge, 2005). Suportado ainda por leituras diversas, quer de natureza cl&iacute;nica, quer de natureza metodol&oacute;gica, este estudo foi alicer&ccedil;ado tamb&eacute;m numa reflex&atilde;o pessoal acerca das experi&ecirc;ncias tidas enquanto professora orientadora dos estudantes de enfermagem em pr&aacute;tica cl&iacute;nica em unidades de pediatria e das discuss&otilde;es, em contexto, que ent&atilde;o emergiam com os enfermeiros. Daquilo que nos era dado observar surgiu a convic&ccedil;&atilde;o, contr&aacute;ria &agrave; expressa nos discursos dos enfermeiros da pr&aacute;tica, a de que n&atilde;o se pratica com os pais uma parceria efetiva nos cuidados de enfermagem prestados &agrave; crian&ccedil;a em pediatria.</p>     <p>A finalidade do estudo n&atilde;o se prende com uma avalia&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica de parceria, mas antes com um descrever e comparar o pensamento dos enfermeiros acerca da mesma e o desenvolvimento das suas a&ccedil;&otilde;es. Neste sentido, quisemos explorar nos enfermeiros, a viv&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia no contexto do acontecimento, a partir da quest&atilde;o formulada para orientar e dirigir o estudo - como &eacute; que os enfermeiros de pediatria descrevem a parceria e o que produzem no seu dia-a-dia? A partir desta inquieta&ccedil;&atilde;o e porque quer&iacute;amos ouvir os enfermeiros mas tamb&eacute;m ver como atuam na pr&aacute;tica, foram assumidos os objetivos espec&iacute;ficos:</p>     <p>Identificar nos enfermeiros, a forma como percecionam o processo de constru&ccedil;&atilde;o da parceria na pr&aacute;tica de cuidados com os pais.</p>     <p>Identificar no contexto o que produzem os enfermeiros em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; parceria.</p>     <p>Analisar, comparando, os processos subjacentes ao pensar e ao agir dos enfermeiros.</p>     <p>Tendo em conta as preocupa&ccedil;&otilde;es que levaram ao desenvolvimento do estudo, a op&ccedil;&atilde;o pelas t&eacute;cnicas de recolha de dados recaiu na entrevista semiestruturada e na observa&ccedil;&atilde;o participante. Foi tamb&eacute;m aplicado um question&aacute;rio de caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica, especificamente elaborado para o efeito. Participaram no estudo 12 enfermeiras de uma unidade de cuidados de pediatria de um hospital do norte do pa&iacute;s, as quais foram selecionadas &agrave; medida que se foi procedendo &agrave; recolha e an&aacute;lise dos dados. Os depoimentos foram gravados em suporte &aacute;udio, para posterior transcri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise. Todos os participantes firmaram o consentimento informado para participar no estudo, depois de explicados os objetivos do mesmo e garantido o anonimato e confidencialidade dos dados. Centramos a investiga&ccedil;&atilde;o no trabalho di&aacute;rio das enfermeiras na unidade de pediatria. Estud&aacute;mo-las no seu contexto natural de a&ccedil;&atilde;o, em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas durante a pr&aacute;tica de cuidados &agrave; crian&ccedil;a e fam&iacute;lia e nas passagens de turno.</p>     <p>Para sustentar a compreens&atilde;o do significado das intera&ccedil;&otilde;es e j&aacute; depois da posse de alguns dados da pr&oacute;pria observa&ccedil;&atilde;o <i>in loco</i> focalizamos a aten&ccedil;&atilde;o para situa&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o entre os enfermeiros e as m&atilde;es presentes e canalizamos a aten&ccedil;&atilde;o para determinadas intera&ccedil;&otilde;es que ocorriam durante os cuidados &agrave; crian&ccedil;a. Houve momentos em que foram predefinidas algumas situa&ccedil;&otilde;es a observar e os lugares onde as mesmas ocorrem, situa&ccedil;&otilde;es de cuidados de higiene e de alimenta&ccedil;&atilde;o, bem como situa&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o ocorridas durante alguns procedimentos de ordem t&eacute;cnica (pun&ccedil;&atilde;o venosa; aspira&ccedil;&atilde;o de secre&ccedil;&otilde;es, entre outros). Ao longo das observa&ccedil;&otilde;es efetuadas fomos procedendo ao registo do observado com recurso a notas de campo, descrevendo com detalhe todos os dados que iam emergindo, bem como os s&iacute;mbolos e significados expressos nas manifesta&ccedil;&otilde;es verbais e n&atilde;o-verbais. A anota&ccedil;&atilde;o minuciosa de todos os dados permitiu-nos depois, fazer um registo fidedigno, no di&aacute;rio de observa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Utilizamos articuladamente todo o material colhido e atrav&eacute;s do programa <i>Nvivo8</i> submetemos os dados aos dois primeiros n&iacute;veis de codifica&ccedil;&atilde;o. Primeiro uma codifica&ccedil;&atilde;o aberta a partir da qual os conceitos foram identificados e as suas dimens&otilde;es descobertas. Depois, de acordo com as suas similaridades e diferen&ccedil;as agrupamos estes conceitos em subcategorias e categorias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Visando os objetivos delineados, a an&aacute;lise dos depoimentos foi operacionalizada, segundo os dom&iacute;nios considerados.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao dom&iacute;nio conceptual de parceria e considerando as dimens&otilde;es identificadas: pressupostos da parceria; natureza da parceria e objetivos da parceria emergem com preponder&acirc;ncia as categorias e subcategorias, explicitadas no quadro 1 que se segue.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 1 – Dom&iacute;nio: conceptualiza&ccedil;&atilde;o de parceria</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a11q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Evidencia-se que a n&iacute;vel do discurso, este grupo de enfermeiros assenta a sua pr&aacute;tica nos pressupostos que est&atilde;o na base do estabelecimento da parceria, ou seja, o benef&iacute;cio para os pais, o benef&iacute;cio para as crian&ccedil;as e o benef&iacute;cio para os enfermeiros. <i>(…) &Eacute; o melhor para os pais…os pais sentem-se mais seguros por poderem acompanhar o processo…estar e poder colaborar connosco deixa-os mais confiantes…tamb&eacute;m o conhecimento que t&ecirc;m sobre o filho e que partilham connosco aumentam o sentimento de estar a ser &uacute;til…de poder ajudar… isto para eles &eacute; muito importante</i> (E1).</p>     <p>Esta pr&aacute;tica por sua vez &eacute; tida como a que melhor pode garantir cuidados de qualidade. <i>A parceria direciona-nos para um melhor cuidado juntamente com os pais…ao partilhar os cuidados estamos a garantir o melhor para a crian&ccedil;a…ela sente-se mais segura… mais protegida com a m&atilde;e ou o pai …em termos afetivos &eacute; muito importante…a crian&ccedil;a n&atilde;o se sente abandonada… claro que n&oacute;s estamos ali …mas &eacute; diferente no in&iacute;cio enquanto n&atilde;o ganham a nossa confian&ccedil;a…assim n&atilde;o h&aacute; rutura com a fam&iacute;lia</i> (E3). Completando ainda que a parceria n&atilde;o s&oacute; &eacute; uma boa pr&aacute;tica, como sai refor&ccedil;ada pelo contributo que os pais d&atilde;o para os cuidados. <i>(…) Para n&oacute;s sem d&uacute;vida tamb&eacute;m &eacute; bom…eles conhecem o filho… as suas necessidades e muitas vezes s&atilde;o eles at&eacute; que nos orientam nos cuidados….e o facto de estarem e vigiarem a crian&ccedil;a j&aacute; &eacute; muito bom…&agrave;s vezes temos tantos meninos que era imposs&iacute;vel para n&oacute;s vigiarmos todos…eles fazem a vigil&acirc;ncia da crian&ccedil;a… servem de mediadores</i> (E9).</p>     <p>Os enfermeiros reconhecem, nos seus discursos, as novas exig&ecirc;ncias que a inser&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia no ambiente hospitalar acarreta, o que corrobora o descrito por outros autores ao considerarem que os cuidados centrados na fam&iacute;lia implicam o envolvimento da mesma sendo fundamental para a sa&uacute;de e bem-estar da crian&ccedil;a (Franck e Callery, 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As rela&ccedil;&otilde;es interpessoais desenvolvidas com a fam&iacute;lia exigem um novo modo de ser e estar com a mesma (Silveira e &Acirc;ngelo, 2006), devendo ser proporcionado um ambiente que normalize, tanto quanto poss&iacute;vel o funcionamento da fam&iacute;lia dentro do contexto dos cuidados e cuidar, tanto da crian&ccedil;a como da fam&iacute;lia (Franck e Callery, 2004). A parceria desenvolve-se num amplo processo de intera&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es. Na perspetiva interacionista, a fam&iacute;lia &eacute; compreendida como um grupo social em intera&ccedil;&atilde;o entre si e com os elementos presentes nas experi&ecirc;ncias que vivencia, &agrave; qual vai atribuindo significados resultantes dessas intera&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>No que se refere &agrave; natureza da parceria, encontramos n&iacute;tidas evid&ecirc;ncias de que os entrevistados pensam a parceria como um cuidar partilhado. <i>(…) H&aacute; uma partilha nos cuidados… negociamos a presen&ccedil;a dos pais na unidade mas negociamos tamb&eacute;m o seu envolvimento nos cuidados…</i> (E4), <i>tudo &eacute; negociado com os pais…h&aacute; uma maior intera&ccedil;&atilde;o…eles ajudam-nos porque t&ecirc;m o conhecimento do filho e n&oacute;s ajud&aacute;mo-los…trabalhamos na base da igualdade</i> (E2). Depreende-se uma ajuda m&uacute;tua no desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es, no conhecimento e na transforma&ccedil;&atilde;o, <i>enriquecemo-nos mutuamente</i> (E6) <i>…trabalhamos em conjunto…planeamos juntos os cuidados… sem d&uacute;vida que a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; outra…h&aacute; outra intera&ccedil;&atilde;o porque convivemos no mesmo espa&ccedil;o… trabalhamos lado a lado… de igual para igual</i> (E6). O cuidado em parceria parece surgir como algo “l&oacute;gico” e natural no contexto das rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem.</p>     <p>Duas categorias expressam os objetivos da parceria que na opini&atilde;o dos enfermeiros entrevistados, v&atilde;o no sentido do cuidar integral da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia e no garantir da unidade familiar. A primeira &eacute; composta pelas subcategorias, desenvolvimento global da crian&ccedil;a e bem-estar da fam&iacute;lia <i>(…) o trabalho em parceria com os pais permite sem d&uacute;vida um cuidar mais humanizado… garante um desenvolvimento mais harmonioso da crian&ccedil;a e um melhor bem-estar da fam&iacute;lia…cuidamos da crian&ccedil;a mas cuidamos dos pais…da fam&iacute;lia tamb&eacute;m</i> (E8). A segunda categoria a evidenciar o cuidado centrado na fam&iacute;lia, ou seja o relevo no bin&oacute;mio crian&ccedil;a/fam&iacute;lia como benefici&aacute;rios dos cuidados, salientando-se no discurso dos informantes <i>(…) ao trabalharmos em parceria com os pais procuramos que outros elementos da fam&iacute;lia tamb&eacute;m se envolvam…o pai...e incentivamos a visita dos irm&atilde;os…&eacute; bom que eles sintam que temos tudo controlado e para a crian&ccedil;a &eacute; bom sentir que n&atilde;o est&aacute; esquecida…por isso incentivamos a visita dos irm&atilde;os…essencialmente quando os internamentos s&atilde;o mais longos</i> (E6).</p>     <p>Os achados obtidos em conformidade com os descritos na literatura consultada d&atilde;o como certo a aceita&ccedil;&atilde;o pelos enfermeiros do envolvimento dos pais nos cuidados bem como o reconhecimento da import&acirc;ncia do mesmo no processo de cuidar e s&atilde;o consensuais em rela&ccedil;&atilde;o aos benef&iacute;cios que esse envolvimento traz para a crian&ccedil;a (Espezel e Canam, 2002). O cuidado alargado &agrave; fam&iacute;lia constitui-se, no discurso dos entrevistados, como um garante da unidade familiar, sendo que os pais s&atilde;o capazes de desenvolver um sentido de controlo sobre a situa&ccedil;&atilde;o quando t&ecirc;m a compreens&atilde;o sobre a situa&ccedil;&atilde;o do filho. O cuidado em parceria tal como advogam Gottlieb e Feely (2005), privilegia caracter&iacute;sticas como a partilha do poder e a partilha de conhecimentos. Considerado pelas autoras como a marca da parceria efetiva no cuidar, a partilha do poder e de conhecimentos permite que todos os atores intervenientes no processo se enrique&ccedil;am, na medida em que cada um traz para a rela&ccedil;&atilde;o, conhecimentos, experi&ecirc;ncias e per&iacute;cia. O reconhecimento e a valoriza&ccedil;&atilde;o destes conhecimentos, capacidades e habilidades por parte da enfermeira, s&atilde;o, na perspetiva destes autores, a alavanca para o poder dos parceiros na rela&ccedil;&atilde;o que estabelecem e para o estabelecimento da harmonia na rela&ccedil;&atilde;o (Gottlieb e Feely, 2005). Ao ter consci&ecirc;ncia de seu papel, como provedora de cuidado e defensora da crian&ccedil;a, a fam&iacute;lia elabora estrat&eacute;gias e &eacute; capaz de enfrentar as dificuldades, n&atilde;o devendo subjugar os seus valores e as suas cren&ccedil;as, ou seja, n&atilde;o se submetendo &agrave;s press&otilde;es de status e poder, impl&iacute;citas ou expl&iacute;citas nas trocas processadas na intera&ccedil;&atilde;o com os profissionais de sa&uacute;de (Silveira e &Acirc;ngelo, 2006).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza da parceria nos cuidados com os pais o discurso dos informantes evidencia a preocupa&ccedil;&atilde;o na refer&ecirc;ncia a dimens&otilde;es constituintes de uma colabora&ccedil;&atilde;o em parceria, tal como advogam Gottlieb e Feely (2005). Mas, identificar o modo como pais e enfermeiros experienciam a pr&aacute;tica da parceria nos cuidados prestados &agrave; crian&ccedil;a, &eacute; tamb&eacute;m prop&oacute;sito do estudo. Visando o objetivo delineado e partindo do dom&iacute;nio das atitudes, dos comportamentos, das intera&ccedil;&otilde;es e dos procedimentos (expl&iacute;citos e impl&iacute;citos), a an&aacute;lise do observado foi operacionalizada atrav&eacute;s da evid&ecirc;ncia dos dados com significado, a infer&ecirc;ncia e as dimens&otilde;es relevantes emergentes. Num esfor&ccedil;o cont&iacute;nuo de integra&ccedil;&atilde;o caminhamos no sentido da busca da compreens&atilde;o dos dados atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise comparativa com os dados dispon&iacute;veis da literatura, o observado e o relatado pelos atores. Falar em cuidado humanizado &agrave; crian&ccedil;a, requer uma intera&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, uma atitude aberta e flex&iacute;vel, um estar com as pessoas nos processos interativos de ajuda na busca de uma melhor qualidade dos cuidados que s&atilde;o oferecidos.</p>     <p>Pais e enfermeiros partilham o mesmo espa&ccedil;o, existe partilha de cuidados, partilha de saberes, mas adivinha-se um presum&iacute;vel uso do poder mal repartido. <i>“A m&atilde;e do Miguel [nome fict&iacute;cio] pediu para ir a casa…estava exausta… penso que ainda vem de manh&atilde;”</i> (Enf. A). A perman&ecirc;ncia dos pais em per&iacute;odo integral no ambiente hospitalar constitui uma situa&ccedil;&atilde;o complexa a qual configura para os mesmos uma experi&ecirc;ncia inquietante e exaustiva. Na maioria das m&atilde;es presentes no internamento predominam sinais evidentes de cansa&ccedil;o, se n&atilde;o mesmo de exaust&atilde;o pelos dias consecutivos que permanecem no hospital, intercalados apenas por escassas “fugas a casa”. Dever&atilde;o estas “fugas a casa” estar sujeitas a uma autoriza&ccedil;&atilde;o? A parceria efetiva engloba tamb&eacute;m a responsabilidade no apuramento do significado que o afastamento de casa tem na experi&ecirc;ncia das m&atilde;es que fazem um acompanhamento integral dos filhos no hospital, pelo que a perman&ecirc;ncia deve tamb&eacute;m ela ser negociada.</p>     <p> “A Rita [nome fict&iacute;cio] ficou sozinha… <i>segundo o que ela me disse, a m&atilde;e vem l&aacute; para as 10 horas…duvido…se estiver c&aacute; ao almo&ccedil;o j&aacute; &eacute; bom…mas ela n&atilde;o me disse nada</i> (Enf. B). <i>“O Gon&ccedil;alo deu entrada…o pai vai ficar com ele….est&aacute; desempregado… n&atilde;o sei se fica de noite ou se a m&atilde;e vem depois do trabalho” </i>(Enf. A). Uma participa&ccedil;&atilde;o em pleno s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel quando ocorre a negocia&ccedil;&atilde;o de todos os integrantes do programa de cuidados. A negocia&ccedil;&atilde;o &eacute;, na perspetiva dos pais segundo um estudo realizado, algo que n&atilde;o deve ser menosprezado na medida em que produz sentimentos como o de estar a ser &uacute;til e capaz de ajudar nos cuidados (Young <i>et al</i>., 2006).</p>     <p>Face &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es dos pais, nomeadamente no que diz respeito aos designados cuidados familiares, alguns enfermeiros esperam pela iniciativa dos mesmos. O envolvimento dos pais nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a parece assumir-se como uma continuidade dos cuidados prestados em casa sendo algo que vai acontecendo de forma natural e por imita&ccedil;&atilde;o a outros pais presentes. Prestam os cuidados de higiene e conforto, alimenta&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o de temperatura promo&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a e entretenimento da crian&ccedil;a. Verifica-se um executar avulso de outras tarefas delegadas pelas enfermeiras onde o escasso di&aacute;logo n&atilde;o d&aacute; espa&ccedil;o &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Enf. C chega ao quarto. <i>“M&atilde;e como est&aacute; o Jo&atilde;o [nome fict&iacute;cio] …ah… j&aacute; acordou…vamos dar o banho”</i>. A m&atilde;e come&ccedil;a os preparativos para o banho…a enfermeira sai… a m&atilde;e come&ccedil;a o banho… [manifesta alguns receios] …outra m&atilde;e d&aacute; algumas orienta&ccedil;&otilde;es. A observa&ccedil;&atilde;o, a orienta&ccedil;&atilde;o e o apoio s&atilde;o cruciais no processo de promo&ccedil;&atilde;o da autonomia em rela&ccedil;&atilde;o ao cuidar a crian&ccedil;a. A informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada resulta deficiente para um envolvimento mais efetivo, o que vai ao encontro de outros estudos que nos d&atilde;o conta que os enfermeiros t&ecirc;m pouco di&aacute;logo com as m&atilde;es (Milannesi <i>et al</i>., 2006; Soares e Levanthal, 2008).</p>     <p>A m&atilde;e da Maria [nome fict&iacute;cio] est&aacute; a chorar. Enf. D entra no quarto. <i>“ Est&aacute; a chorar? o que tem?..est&aacute; a chorar e a Maria aqui toda bem disposta…n&atilde;o &eacute; Maria?</i> Sorri para a crian&ccedil;a… olha para o soro em curso…volta a sorrir para a crian&ccedil;a e sai do quarto. <i>”Eu j&aacute; venho”</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A parceria &eacute; um processo din&acirc;mico que se vai desenvolvendo em diferentes subprocessos, interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es, estabelecimento de confian&ccedil;a, prioriza&ccedil;&atilde;o de objetivos (Gottlieb e Feely, 2005), onde a comunica&ccedil;&atilde;o se assume como a chave do processo das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (Young <i>et al</i>., 2006). N&atilde;o encarar o cuidado centrado na fam&iacute;lia, ou seja, no bin&oacute;mio crian&ccedil;a/fam&iacute;lia como benefici&aacute;rios dos cuidados, n&atilde;o desenvolve o cuidado em parceria. Qualquer situa&ccedil;&atilde;o de transi&ccedil;&atilde;o, seja qual for a sua natureza tem um forte impacto na esfera familiar, tendo cada fam&iacute;lia uma forma diferenciada de reagir e de se adaptar. Mas a fam&iacute;lia n&atilde;o s&oacute; precisa como espera que os profissionais se aproximem, comuniquem e compreendam a situa&ccedil;&atilde;o por que ela est&aacute; a passar ao ter o filho hospitalizado, proporcionando condi&ccedil;&otilde;es para um contexto relacional prop&iacute;cio (Silveira e &Acirc;ngelo, 2006). A falta de disponibilidade para a parceria, mais concretamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o que a integra, a disponibilidade de si, vai no sentido de uma falta de empenho na miss&atilde;o de cuidar integralmente do outro e de o ajudar.</p>     <p>No discurso dos informantes foi evidente a preocupa&ccedil;&atilde;o na refer&ecirc;ncia a dimens&otilde;es constituintes de uma parceria efetiva, contudo, os dados oriundos da observa&ccedil;&atilde;o ditam que a “parceria em uso” n&atilde;o engloba em si mesma, dimens&otilde;es como a negocia&ccedil;&atilde;o e a partilha do poder.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O processo de cuidar em pediatria, pela sua especificidade, determina que o enfermeiro desenvolva as suas capacidades para responder com compet&ecirc;ncia &agrave; singularidade do ato de cuidar a crian&ccedil;a em parceria com os pais. Podemos dizer que na parceria &eacute; enfatizada a import&acirc;ncia dos pais para o desenvolvimento integral da crian&ccedil;a mas para o desenvolvimento do pr&oacute;prio cuidado tamb&eacute;m. &Eacute; valorizada a parentalidade no processo de cuidar.</p>     <p>Cientes da import&acirc;ncia do desenvolvimento desta parceria, quisemos, al&eacute;m de conhecer como &eacute; que os enfermeiros de pediatria percecionam o processo de constru&ccedil;&atilde;o da parceria, estar atentos tamb&eacute;m ao que produzem e &agrave;s circunst&acirc;ncias que os rodeiam. Os enfermeiros t&ecirc;m subjacente &agrave; mesma, conceptualiza&ccedil;&otilde;es que configuram esta forma de cuidar, contudo, importantes diverg&ecirc;ncias entre os discursos e as a&ccedil;&otilde;es que desenvolvem levam-nos a considerar existir uma vis&atilde;o fragmentada do trabalho em parceria.</p>     <p>Face &agrave;s evid&ecirc;ncias, depreende-se que os enfermeiros ao refletirem a parceria fazem-no com base no conhecimento que t&ecirc;m sobre a mesma e n&atilde;o tanto com base nas a&ccedil;&otilde;es que desenvolvem para a sua implementa&ccedil;&atilde;o, ou seja, nem sempre suportam as suas pr&aacute;ticas na teoria que fundamentam. A “parceria em uso” desenvolvida por estes enfermeiros assenta essencialmente na partilha de cuidados com os pais, a quem s&atilde;o delegados os designados cuidados familiares. Mas cremos que os cuidados que os enfermeiros oferecem &agrave;s crian&ccedil;as, aos jovens e suas fam&iacute;lias ficar&atilde;o mais enriquecidos com a partilha dos achados desta investiga&ccedil;&atilde;o. Esperamos que a par de um processo cont&iacute;nuo de capacita&ccedil;&atilde;o e de sensibiliza&ccedil;&atilde;o os enfermeiros, ao analisar as suas pr&aacute;ticas e ao refletir sobre elas, sejam capazes de potencializar recursos e converter esfor&ccedil;os em atividades sistematizadas que otimizem o processo de parceria.</p>     <p>Os resultados do estudo n&atilde;o podem ser generalizados, mas cremos que os achados obtidos podem favorecer o conhecimento que contribui para a melhoria da pr&aacute;tica dos enfermeiros que se preocupam com a sa&uacute;de das crian&ccedil;as, mas tamb&eacute;m das suas fam&iacute;lias. Face aos achados deste estudo &eacute; poss&iacute;vel fazer novos questionamentos e partir para a descoberta do porqu&ecirc; desta discrep&acirc;ncia entre o conhecimento e a a&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ALBUQUERQUE, Maria Isabel [et al.] (2009) - Interven&ccedil;&atilde;o do enfermeiro na promo&ccedil;&atilde;o da interac&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&eacute;. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 9, p. 15-26.</p>     <p>CASEY, Anne; MOBBS, Sarah (1988) - Partnership in practice. Nursing Times. Vol. 84, n&ordm; 4, p. 67-68.</p>     <p>ESPEZEL, Hilary, J. E.; CANAM, Connie J. (2002) - Parent-nurse interactions: care of hospitalized children. Issues and inovations in nursing practice. Journal of Advanced Nursing. Vol. 44, n&ordm; 1, p. 34-41.</p>     <p>FRANCK, Linda; CALLERY, Mark, (2004) - <b>Re-thinking family- centred care across the continuum of children’s healthcare</b> [Em linha]. [Consult. 4 Jan. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.13652214.2004.00412.x/abstrat" target="_blank">http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.13652214.2004.00412.x/abstrat</a>.</p>     <p>GOMES, Cristina; TRINDADE, Gra&ccedil;a; FIDALGO, Jos&eacute; (2009) – Viv&ecirc;ncias de pais de crian&ccedil;as internadas na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pedi&aacute;trico de Coimbra. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 11, p. 105-116.</p>     <p>GOTTLIEB, Laurie; FEELY, Nancy (2005) - The collaborative partnership approach to care: a delicate balance. Toronto: Elsevier Canada.</p>     <p>GRINSPUN, Doris (2010) - The social construction of caring in nursing [Em linha] Canada. [Consult. 12 Abr. 2011]. Tese de doutoramento. Dispon&iacute;vel em WWW:  <a href="http://gradworks.umi.com/NR/68/NR68324.html" target="_blank">http://gradworks.umi.com/NR/68/NR68324.html</a>.</p>     <p>HALLSTR&Ouml;M, Inger; RUNESON, Ingrid; ELANDER, Gunnel (2002) - An observational study of the level at which parents participate in decisions during their child’s hospitalization. Nursing Ethics. Vol. 9, n&ordm; 2, p. 202-214.</p>     <p>LOPES, Consuelo H. F.; JORGE, Maria Salete B. (2005) - Interacionismo simb&oacute;lico e a possibilidade para o cuidar interativo em enfermagem. <b>Revista da Escola de Enfermagem USP</b>. Vol. 39, n&ordm; 1, p. 103-108.</p>     <p>MENDES, Maria Goreti (2010) - Enfermeiros e pais em parceria na constru&ccedil;&atilde;o do bem-estar.da fam&iacute;lia [Em linha]. [Consult. 12.Abr..2011]. Dispon&iacute;vel.em WWW: <a href="http://portal.esenf.pt/www/pk_menus_ficheiros.ver_ficheiro?fich=F2118743933/Enfermagem de Familia [e-book-2010].pdf" target="_blank">http://portal.esenf.pt/www/pk_menus_ficheiros.ver_ficheiro?fich=F2118743933/Enfermagem de Familia [e-book-2010].pdf</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MILANESI, Karina [et al.] (2006) - O sofrimento ps&iacute;quico da fam&iacute;lia de crian&ccedil;as hospitalizadas. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 59, n&ordm; 6, p. 769-774.</p>     <p>ORDEM DOS ENFERMEIROS. Comiss&atilde;o de Especialidade de Enfermagem de Sa&uacute;de Infantil e Pedi&aacute;trica (2010) – Guias orientadores de boa pr&aacute;tica em Enfermagem de Sa&uacute;de Infantil e Pedi&aacute;trica. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros. Vol. 1.</p>     <p>REGULAMENTO n.&ordm; 123/2011. D.R. II S&eacute;rie. 35 (11-02-18) 8653-8655.</p>     <p>RELVAS, Ana Paula (2007) - A mulher na fam&iacute;lia: em torno dela. In RELVAS, A. P. ; ALARC&Atilde;O, M. - Novas formas de fam&iacute;lias. 2&ordf; ed. Coimbra: Quarteto. p. 229-337.</p>     <p>SHIELDS, Linda; PRATT, Jan; HUNTER, Judith (2006) - Family centred care: a review of qualitative studies. Journal of Clinical Nursing. Vol. 15, n&ordm; 10, p. 1317–1323.</p>     <p>SILVA, Maria A. M. [et al.] (2009) - Experi&ecirc;ncia de pais com filhos rec&eacute;m-nascidos hospitalizados.Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&deg; 11, p. 37-46.</p>     <p>SILVEIRA, Aline, O.; &Acirc;NGELO, Margareth (2006) - A experi&ecirc;ncia de interac&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia que vivencia a doen&ccedil;a e hospitaliza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Vol. 14, n&ordm; 6, p. 893-900.</p>     <p>SOARES, Maria F&aacute;tima; LEVENTHAL, Lucila C. (2008) - A rela&ccedil;&atilde;o entre a equipe de enfermagem e o acompanhante da crian&ccedil;a hospitalizada: facilidades e dificuldades. Ci&ecirc;ncia, Cuidado e Sa&uacute;de. Vol. 7, n&ordm; 3, p. 327-332.</p>     <p>STRAUSS, Anselm; CORBIN, Juliet (1990) - Basics of qualitative research: grounded theory procedures and techniques. London: SAGE Publications, 1990.</p>     <p>YOUNG, Jeanine [et al.] (2006) - Negotiation of care for a hospitalized child: parental perspectives. Neonatal, Pediatric and Child Health Nursing. Vol. 9, n&ordm; 2, p. 4-13.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>				     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 27.04.11</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 20.12.11</p>       ]]></body><back>
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