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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id>S0874-02832012000100018</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perceções parentais sobre estado nutricional, imagem corporal e saúde em crianças com idade escolar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parental perceptions of nutritional status, body image and health in school-aged children]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Las percepciones de los padres sobre el estado nutricional, la imagen corporal y la salud en niños en edad escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: to evaluate parental perceptions of nutritional status, body image, and health in children attending the 1st cycle of basic education. Methods: we assessed BMI and parents’ perceptions of body image and health of their children by questionnaires sent to all parents of children enrolled in schools belonging to the Vertical Group of Anes Cernache and Vila d’Este in Vila Nova de Gaia, at the beginning of the academic year 2008/2009 (n = 936); the study included 532 children and parents who completed the questionnaires (57% of the sample population). Parental perceptions were compared with the percentile of the child’s BMI to assess the deviation from the correct perception. This was a descriptive-correlational study. Results: we found that 49.9% of parents had a distorted perception in relation to nutritional status and 37.9% had this in relation to body image. It was found that only child’s age was related to parental perception of body image. Parents had a “good” perception of health. Conclusion: these results are consistent with others in the area and alert practitioners to the need for more effective health education to prevent and detect early cases of children at risk of becoming obese.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Objetivo: evaluar las percepciones de los padres sobre el estado nutricional, la imagen corporal, la salud de los niños que asisten al 1 º ciclo de la educación básica. Métodos: se evaluaron el IMC y la percepción de los padres sobre la imagen corporal y la salud de sus hijos por medio de cuestionarios, enviados a todos los padres de los niños matriculados en las escuelas pertenecientes a los “Agrupamentos Vertical” de Anes de Cernache y de Vila d’Este, del municipio de Vila Nova de Gaia, al inicio del curso 2008/2009 (n = 936) e incluyó a 532 niños y padres que a él adhirieron (57% de la población de muestreo). Las percepciones de los padres se compararon con el percentil del IMC del niño para evaluar eventuales discrepancias. Se trata de un estudio descriptivo correlacional. Resultados: se comprobó que el 49,9% de los padres presentaron una distorsión de la percepción en relación al estado nutricional y el 37,9% en lo que concierne la imagen corporal. Se constató que sólo la edad del niño estaba relacionada con la percepción de los padres sobre la imagen corporal. Los padres refirieron tener una “buena” percepción de la salud. Conclusión: estos resultados son consistentes con otros del área, por lo que los profesionales alertan sobre la necesidad de una educación para la salud más eficaz para prevenir y detectar precozmente casos de niños en riesgo de contraer obesidad.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[perceções parentais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre estado nutricional, imagem corporal e sa&uacute;de em crian&ccedil;as com idade escolar</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>L&uacute;cia Macedo</b>*; <b>Constan&ccedil;a Festas</b>**; <b>Margarida Vieira</b>***</p>     <p> * Mestre em Enfermagem, na op&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de Infantil. Enfermeira Especialista em Sa&uacute;de Infantil e Pediatria. Enfermeira no Hospital S. Jo&atilde;o do Porto, EPE [<a href="mailto:luciammacedo@gmail.com">luciammacedo@gmail.com</a>]</p>     <p> ** Mestre em Ci&ecirc;ncias em Enfermagem. Professora coordenadora do Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de – Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa do Porto [<a href="mailto:cmfestas@ics.porto.ucp.pt">cmfestas@ics.porto.ucp.pt</a>]</p>     <p> *** Doutora em Filosofia Contempor&acirc;nea. Coordenadora da Unidade de Ensino de Enfermagem Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de – Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa do Porto [<a href="mailto:mmvieira@ics.porto.ucp.pt">mmvieira@ics.porto.ucp.pt</a>]</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Resumo</b></p>     <p> Objetivo: avaliar as perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre estado nutricional, imagem corporal e sa&uacute;de nas crian&ccedil;as que frequentam o 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico.</p>     <p> Material e m&eacute;todos: foi avaliado o IMC e a perce&ccedil;&atilde;o dos pais sobre a imagem corporal e sa&uacute;de dos seus filhos, por question&aacute;rios enviados a todos os pais das crian&ccedil;as matriculadas nas escolas pertencentes aos Agrupamentos Vertical de Anes de Cernache e de Vila d’Este, do Concelho de Vila Nova de Gaia, no in&iacute;cio do ano letivo 2008/2009 (n=936) e inclu&iacute;das 532 crian&ccedil;as e pais que aderiram (57% da popula&ccedil;&atilde;o amostral). As perce&ccedil;&otilde;es parentais foram comparadas com o percentil de IMC da crian&ccedil;a para avaliar eventuais discrep&acirc;ncias. Trata-se de um estudo descritivo-correlacional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Resultados: verificou-se que 49.9% dos pais apresentaram uma distor&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o relativamente ao estado nutricional e 37.9% relativamente &agrave; imagem corporal. Constatou-se que apenas a idade da crian&ccedil;a tinha rela&ccedil;&atilde;o com a perce&ccedil;&atilde;o parental sobre a imagem corporal. Os pais referiram ter “boa” perce&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.</p>     <p> Conclus&atilde;o: estes resultados s&atilde;o congruentes com outros na &aacute;rea e alertam os profissionais para a necessidade de uma interven&ccedil;&atilde;o mais efetiva na educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de para prevenir e detetar precocemente casos de crian&ccedil;as em risco de se tornarem obesas.</p>     <p> <b>Palavras-chave:</b> perce&ccedil;&otilde;es parentais; obesidade infantil</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Parental perceptions of nutritional status, body image and health in school-aged children</b></p>     <p>  <b>Abstract</b></p>     <p> Objective: to evaluate parental perceptions of nutritional status, body image, and health in children attending the 1st cycle of basic education.</p>     <p>  Methods: we assessed BMI and parents’ perceptions of body image and health of their children by questionnaires sent to all parents of children enrolled in schools belonging to the Vertical Group of Anes Cernache and Vila d’Este in Vila Nova de Gaia, at the beginning of the academic year 2008/2009 (n = 936); the study included 532 children and parents who completed the questionnaires (57% of the sample population). Parental perceptions were compared with the percentile of the child’s BMI to assess the deviation from the correct perception. This was a descriptive-correlational study.</p>     <p>  Results: we found that 49.9% of parents had a distorted perception in relation to nutritional status and 37.9% had this in relation to body image. It was found that only child’s age was related to parental perception of body image. Parents had a “good” perception of health.</p>     <p>  Conclusion: these results are consistent with others in the area and alert practitioners to the need for more effective health education to prevent and detect early cases of children at risk of becoming obese.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <b>Keywords:</b> parental perceptions; child obesity</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Las percepciones de los padres sobre el estado nutricional, la imagen corporal y la salud en ni&ntilde;os en edad escolar</b></p>     <p>  <b>Resumen</b></p>     <p> Objetivo: evaluar las percepciones de los padres sobre el estado nutricional, la imagen corporal, la salud de los ni&ntilde;os que asisten al 1 &ordm; ciclo de la educaci&oacute;n b&aacute;sica.</p>     <p>  M&eacute;todos: se evaluaron el IMC y la percepci&oacute;n de los padres sobre la imagen corporal y la salud de sus hijos por medio de cuestionarios, enviados a todos los padres de los ni&ntilde;os matriculados en las escuelas pertenecientes a los “Agrupamentos Vertical” de Anes de Cernache y de Vila d’Este, del municipio de Vila Nova de Gaia, al inicio del curso 2008/2009 (n = 936) e incluy&oacute; a 532 ni&ntilde;os y padres que a &eacute;l adhirieron (57% de la poblaci&oacute;n de muestreo). Las percepciones de los padres se compararon con el percentil del IMC del ni&ntilde;o para evaluar eventuales discrepancias. Se trata de un estudio descriptivo correlacional.</p>     <p>  Resultados: se comprob&oacute; que el 49,9% de los padres presentaron una distorsi&oacute;n de la percepci&oacute;n en relaci&oacute;n al estado nutricional y el 37,9% en lo que concierne la imagen corporal. Se constat&oacute; que s&oacute;lo la edad del ni&ntilde;o estaba relacionada con la percepci&oacute;n de los padres sobre la imagen corporal. Los padres refirieron tener una “buena” percepci&oacute;n de la salud.</p>     <p>  Conclusi&oacute;n: estos resultados son consistentes con otros del &aacute;rea, por lo que los profesionales alertan sobre la necesidad de una educaci&oacute;n para la salud m&aacute;s eficaz para prevenir y detectar precozmente casos de ni&ntilde;os en riesgo de contraer obesidad.</p>     <p> <b>Palabras clave:</b> percepci&oacute;n de los padres; obesidad infantil</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> A obesidade est&aacute; a gerar uma preocupa&ccedil;&atilde;o crescente a n&iacute;vel mundial tanto pelo aumento progressivo do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos com excesso de peso, nomeadamente as crian&ccedil;as, como pelos consequentes riscos para a sa&uacute;de, fazendo-a adquirir o estatuto de problema de sa&uacute;de p&uacute;blica (Brites <i>et al.</i>, 2007; World Health Organization, 2005; Padez <i>et al.</i>, 2004; Padez <i>et al.</i>, 2005; Fisher, Fraser e Alexander, 2006).</p>     <p> As crian&ccedil;as, dado o risco de se tornarem adultos com excesso de peso, devem ser consideradas a popula&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria para as estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o preventivas no sentido de reduzir valores de IMC elevados e evitar que as mudan&ccedil;as pato fisiol&oacute;gicas associadas ao sobrepeso e obesidade ocorram na fase adulta (Dehghan <i>et al.</i>, 2005).</p>     <p> Os diversos estudos sugerem que os programas que visam reduzir a preval&ecirc;ncia de crian&ccedil;as obesas (ou em risco) devem capacitar os prestadores de cuidados para identificar de forma correta o estado nutricional das crian&ccedil;as com excesso de peso e das que possuem um peso adequado para n&atilde;o serem subestimadas (Fisher, Fraser e Alexander, 2006).</p>     <p>  Neste sentido, considerou-se pertinente desenvolver um estudo referente &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre o estado nutricional, imagem corporal e sa&uacute;de das crian&ccedil;as assim como &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o com alguns fatores relacionados com o principal respons&aacute;vel pelo cuidado &agrave; crian&ccedil;a (idade, escolaridade, cuidador principal) e com a pr&oacute;pria crian&ccedil;a (idade e sexo).</p>     <p> Deste modo, desenvolveu-se uma investiga&ccedil;&atilde;o descritiva e correlacional centrada nos seguintes objetivos:</p>     <p> a) avaliar as perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre o estado nutricional nas crian&ccedil;as que frequentam o 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico;</p>     <p> b) avaliar as perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre a imagem corporal e sa&uacute;de nas crian&ccedil;as que frequentam o 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico;</p>     <p> c) avaliar a distor&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre a imagem corporal das crian&ccedil;as;</p>     <p> d) avaliar as perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre a sa&uacute;de dos seus filhos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Interven&ccedil;&atilde;o do enfermeiro no combate &agrave; obesidade infantil</b></p>     <p> Para que os programas de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento da obesidade infantil sejam efetivos &eacute; necess&aacute;rio que os pais reconhe&ccedil;am que os seus filhos apresentam sobrepeso e que estejam cientes das suas consequ&ecirc;ncias ao n&iacute;vel da sa&uacute;de (Baughcum <i>et al.</i>, 2000). Este reconhecimento conduz ao desenvolvimento da preocupa&ccedil;&atilde;o com a condi&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a (Wald <i>et al.</i>, 2007) e pode gerar motiva&ccedil;&atilde;o para procurarem cuidados de sa&uacute;de e para a mudan&ccedil;a de comportamentos (Eckstein <i>et al.</i>, 2006), no sentido de prevenir e tratar a crian&ccedil;a com excesso de peso.</p>     <p> Manter os pais interessados na ado&ccedil;&atilde;o de medidas de preven&ccedil;&atilde;o da obesidade e doen&ccedil;as associadas envolve educ&aacute;-los no que respeita aos riscos de sa&uacute;de associados. &Eacute; pouco prov&aacute;vel que os pais procurem cuidados de sa&uacute;de pelo estado nutricional da crian&ccedil;a se estes n&atilde;o perceberem o impacto do excesso de peso na sa&uacute;de ou n&atilde;o sentirem preocupa&ccedil;&atilde;o (Wake <i>et al.</i>, 2002) e se os pais acreditam que ter uma crian&ccedil;a com excesso de peso &eacute; detentora de um bom estado de sa&uacute;de, esta perce&ccedil;&atilde;o poder&aacute; constituir a maior barreira aos esfor&ccedil;os de preven&ccedil;&atilde;o da obesidade (Baughcum <i>et al.</i>, 2000). Reifsnider <i>et al.</i> (2006) constataram que as m&atilde;es n&atilde;o acreditam que exista algum problema de sa&uacute;de a curto prazo se as suas crian&ccedil;as forem obesas em idade pr&eacute;-escolar, contudo, reconhecem os problemas associados &agrave; obesidade quando forem mais velhas. Assim, os enfermeiros dever&atilde;o focalizar-se nos potenciais problemas de sa&uacute;de que as suas crian&ccedil;as podem vir a experimentar, se possu&iacute;rem excesso de peso e desenvolverem interven&ccedil;&otilde;es relativas aos h&aacute;bitos de vida saud&aacute;veis, no sentido de atenuar o aumento da taxa de crian&ccedil;as com sobrepeso (Maynard <i>et al.</i>, 2003).</p>     <p>  Proporcionar padr&otilde;es alimentares saud&aacute;veis nas crian&ccedil;as requer uma variedade de compet&ecirc;ncias parentais que incrementem o bem-estar geral da crian&ccedil;a (Jain <i>et al.</i>, 2001). Estas compet&ecirc;ncias incluem impor limites, estabelecer rotinas, antecipar-se &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as, ler respostas n&atilde;o-verbais, proporcionar desenvolvimento f&iacute;sico e emocional e encorajar comportamentos adequados (Baughcum <i>et al.</i>, 2000; Jain <i>et al.</i>, 2001). O desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o destes itens &eacute; um desafio para qualquer pai/m&atilde;e, contudo, deve-se evitar “impor” o peso da crian&ccedil;a como sendo uma medida de compet&ecirc;ncia parental ou sa&uacute;de da crian&ccedil;a (Baughcum <i>et al.</i>, 2000).</p>     <p>  &Eacute; da compet&ecirc;ncia do enfermeiro (tanto na consulta de sa&uacute;de infantil quanto na sa&uacute;de escolar) de prevenir a obesidade e detetar precocemente casos de crian&ccedil;as em risco de se tornarem obesas. Ao fazer educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, a interven&ccedil;&atilde;o do enfermeiro passa por desmistificar conceitos, encorajar a aquisi&ccedil;&atilde;o de uma dieta saud&aacute;vel, promover h&aacute;bitos da pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico evitando que a crian&ccedil;a desenvolva uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a “magreza” ou um conceito redutor relacionado com o peso do corpo (Baughcum <i>et al.</i>, 2000).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Metodologia</b></p>     <p>  Tipo de estudo</p>     <p> Foi realizado um estudo descritivo e correlacional, utilizando uma amostra de conveni&ecirc;ncia. A escolha desta amostra inseriu-se no &acirc;mbito dum projeto a decorrer no Centro de Enfermagem da Cat&oacute;lica, do Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica no Porto: <i>“Enfermeiro na Escola”</i>.</p>     <p>  Estabeleceram-se como crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: frequentar uma das escolas do ensino b&aacute;sico dos Agrupamentos Verticais de Anes de Cernache e de Vila d’Este do concelho de Vila Nova de Gaia; ter autoriza&ccedil;&atilde;o dos respetivos pais. Como crit&eacute;rio de exclus&atilde;o: presen&ccedil;a de patologia cr&oacute;nica (por exemplo: cardiopatia cong&eacute;nita ou atrasos de crescimento).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Amostra</b></p>     <p> Dos 936 question&aacute;rios entregues aos respons&aacute;veis pelo cuidado &agrave; crian&ccedil;a verificou-se uma taxa de retorno de cerca de 66% (n=621). Destes, foram exclu&iacute;dos 86 pela impossibilidade de emparelhamento question&aacute;rio do cuidador-crian&ccedil;a e 3 por apresentarem crit&eacute;rios de exclus&atilde;o – um caso de defici&ecirc;ncia motora grave, doen&ccedil;a cardiocong&eacute;nita e insufici&ecirc;ncia renal (Figura 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a18f1.jpg">     
<p> Figura 1 – Esquema explicativo da sele&ccedil;&atilde;o da amostra em estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Instrumentos de colheita de dados</b></p>     <p> Utilizaram-se os seguintes instrumentos:</p>     <p> a) Um question&aacute;rio fechado, dirigido ao principal respons&aacute;vel pelo cuidado &agrave; crian&ccedil;a (m&atilde;e, pai, av&oacute;s ou outro) com perguntas relacionadas com as vari&aacute;veis em estudo nomeadamente o sexo, idade e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a, tamb&eacute;m foi questionado qual o seu sexo e sua idade.</p>     <p>  b) Avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica das crian&ccedil;as segundo metodologias e t&eacute;cnicas internacionalmente recomendadas:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  – determina&ccedil;&atilde;o do peso em balan&ccedil;a eletr&oacute;nica port&aacute;til, modelo Tanita&reg;, com capacidade para 150kg (com precis&atilde;o de 0,1 kg);</p>     <p> – determina&ccedil;&atilde;o da estatura efetuada em p&eacute;, com os calcanhares unidos, com a cabe&ccedil;a posicionada segundo o plano Horizontal de Frankfurt e com os calcanhares, n&aacute;degas, omoplatas e cabe&ccedil;a encostados e paralelos &agrave; parede, onde estava inserida uma fita m&eacute;trica graduada ao mil&iacute;metro.</p>     <p> A partir dos valores do peso e da altura, foi efetuado o c&aacute;lculo do &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC) [IMC=peso(kg)/altura2(m2)], para posteriormente determinar o percentil de IMC da crian&ccedil;a, tendo como padr&atilde;o de refer&ecirc;ncia as tabelas de crescimento, de acordo com a idade e o sexo, da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de (Portugal. Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de, 2005). O IMC da crian&ccedil;a divide-se em 4 categorias que se baseiam em percentis: abaixo do percentil 5 – subpeso; entre os percentis 5 e 85 – peso adequado; entre os percentis 85 e 95 – excesso de peso; acima do percentil 95 – obesidade (Portugal. Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de, 2005).</p>     <p> c) Avalia&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o parental relativamente ao estado nutricional da crian&ccedil;a, em que foi solicitado aos pais para completar a seguinte frase, com as seguintes respostas pr&eacute;-definidas: “Eu sinto que a minha crian&ccedil;a est&aacute;…: muito gorda/gorda/peso adequado/magra ou muito magra”. A sustenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica desta quest&atilde;o resultou da reflex&atilde;o cr&iacute;tica sobre os artigos encontrados durante a revis&atilde;o da literatura.</p>     <p> d) Instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o da imagem corporal.</p>     <p>  Escala constitu&iacute;da por 7 imagens de crian&ccedil;as de ambos os sexos, compreendidas entre a magreza (F1) e a obesidade (F7), que se encontra validada em Portugal (Figura 2) (Silva <i>et al.</i>, 2007).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a18f2.jpg">     
<p> Figura 2 – Instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o da imagem corporal para ambos os sexos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> e) Instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de - KINDL&reg; (Ferreira <i>et al.</i>, 2006).</p>     <p> Trata-se de um question&aacute;rio com 24 perguntas, para medir a sa&uacute;de relacionada com a qualidade de vida nas crian&ccedil;as e adolescentes, destinado aos pais. Este instrumento pretende medir 6 dimens&otilde;es de qualidade de vida (bem-estar f&iacute;sico, bem-estar emocional, autoestima, fam&iacute;lia, amigos e escola) e est&aacute; dispon&iacute;vel para ser utilizado em 3 grupos et&aacute;rios (4 a 7 anos, 8 a 12 anos e 13 a 16 anos). Foram utilizadas as vers&otilde;es que envolveram as idades da amostra em estudo. A pontua&ccedil;&atilde;o final &eacute; obtida pela soma das pontua&ccedil;&otilde;es parcelares, transformadas para uma escala de 0 a 100, onde valores mais altos indicam uma melhor qualidade de vida, ou seja, uma perce&ccedil;&atilde;o de “melhor sa&uacute;de” (Ferreira <i>et al.</i>, 2006).</p>     <p> <b>Procedimentos</b></p>     <p> Foi solicitada a autoriza&ccedil;&atilde;o aos respetivos autores para utiliza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o e aos 2 agrupamentos escolares da freguesia de Vilar de Andorinho (Agrupamento Vertical de Anes de Cernache e de Vila d’Este).</p>     <p>  Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o das autoriza&ccedil;&otilde;es, foi realizada a avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica das crian&ccedil;as, nos casos em que se obteve retorno do question&aacute;rio enviado, com o consentimento assinado.</p>     <p>  Posteriormente analisaram-se dados do principal respons&aacute;vel da crian&ccedil;a com a respetiva crian&ccedil;a para se proceder &agrave; confronta&ccedil;&atilde;o dos mesmos.</p>     <p> <b>Tratamento de dados</b></p>     <p> Foi utilizada estat&iacute;stica descritiva, nomeadamente: frequ&ecirc;ncias absolutas (n) e relativas (%), m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o.</p>     <p> O teste de Kolmogorov Smirnov foi usado para avaliar a normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis. Para efetuar compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas entre grupos foi utilizado o teste One-Way ANOVA, suplementada com o Turkey HSD post hoc e para compara&ccedil;&otilde;es simples, o teste t-Student (se a vari&aacute;vel apresentasse uma distribui&ccedil;&atilde;o normal) e o teste Mann-Whitney U (no caso de uma distribui&ccedil;&atilde;o anormal).</p>     <p> No c&aacute;lculo de coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o foi usado o teste de Spearman (se a vari&aacute;vel apresentasse uma distribui&ccedil;&atilde;o anormal) e o de Pearson (se a vari&aacute;vel apresentasse uma distribui&ccedil;&atilde;o normal).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Na compara&ccedil;&atilde;o de propor&ccedil;&otilde;es entre grupos foi utilizado o teste de Qui-Quadrado ou o teste de Fisher.</p>     <p> A an&aacute;lise foi efetuada atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o do programa de an&aacute;lise estat&iacute;stica SPSS&reg; v.17.0 (<i>Statistical Package for the Social Sciences</i>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Resultados</b></p>     <p> <b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o parental</b></p>     <p> Na maior parte dos casos, o principal cuidador da crian&ccedil;a foi a m&atilde;e (79%), seguida do pai (19%). Neste contexto, a m&atilde;e foi a principal prestadora de cuidados, em que a idade variou entre os 21-73 anos, com uma mediana de idades de 36 anos.</p>     <p> No que concerne &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, 376 cuidadores (72%) apresentavam escolaridade at&eacute; ao 9&ordm; ano [114 (22%) apresentaram at&eacute; 4 anos de escolaridade, 150 (29%), 6 anos; 112 (21%), 9 anos de escolaridade], 107 (20%) at&eacute; ao 12&ordm; ano e apenas 39 (7%) tinham um curso superior.</p>     <p> Atrav&eacute;s da refer&ecirc;ncia do peso e da altura pelos pais, foi determinado o seu IMC e verificou-se que 194 cuidadores (37%) tinham um peso adequado. Contudo, 140 (26%) possu&iacute;am um IMC correspondente ao subpeso, 138 (26%) ao sobrepeso e 57 (11%) &agrave; obesidade.</p>     <p>  <b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o infantil</b></p>     <p> A amostra foi composta por 532 crian&ccedil;as com uma idade m&eacute;dia de 8 anos e um desvio-padr&atilde;o de 1 ano, das quais 270 (51%) eram do sexo feminino e 262 (49%) do masculino. Relativamente ao ano escolar, 123 (23%), 113 (21%), 160 (30%) e 136 (26%) frequentavam o 1&ordm;, 2&ordm;, 3&ordm;, 4&ordm; ano do ensino b&aacute;sico, respetivamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  Atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o do peso e da altura, determinou-se o respetivo percentil do IMC da crian&ccedil;a, tendo em conta as tabelas de crescimento, recomendadas pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de (2005), segundo o sexo e a idade, e verificou-se que 313 (59%) apresentavam um percentil considerado adequado e que apenas 17 (3%) possu&iacute;a um percentil tradutivo de subpeso. Contudo, 202 (38%) crian&ccedil;as apresentavam um percentil de sobrepeso [99 (19%) situavam-se no percentil entre 85-95 e 103 (19%) situavam-se no percentil> = a 95].</p>     <p>  <b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es parentais relativamente ao estado nutricional e imagem corporal das crian&ccedil;as que frequentam o 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico</b></p>     <p> No que se refere ao estado nutricional, a grande maioria dos pais considerava que os seus filhos tinham um peso adequado (n=396; 74%). J&aacute; 74 (14%) e 62 (12%) cuidadores percecionaram que a sua crian&ccedil;a estava muito gorda/gorda e muito magra/magra, respetivamente (Figura 3).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a18f3.jpg">     
<p> Figura 3 – Distribui&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o parental sobre o estado nutricional das crian&ccedil;as (n=532).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Verificou-se que existe uma correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a perce&ccedil;&atilde;o parental sobre o estado nutricional e o percentil do IMC da crian&ccedil;a (r= 0.501; p &lt;0.001), em que 50.1% dos casos da perce&ccedil;&atilde;o estava correta (coincidente ao percentil do IMC, determinado pela nossa avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica), ou seja, 49.9% apresentavam uma distor&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o relativamente ao estado nutricional do/a seu/sua filho/a.</p>     <p> Relativamente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o sobre a imagem corporal, a maioria dos pais, ou seja 276 (52%), escolheram as imagens correspondentes ao percentil [50-75] (Figura 4).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a18f4.jpg">     
<p> Figura 4 – Distribui&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o parental sobre a imagem corporal das crian&ccedil;as (n=532).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Verificou-se a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a perce&ccedil;&atilde;o parental sobre a imagem corporal dos filhos e o seu percentil de IMC (0.621; p &lt;0.001). De facto, em 62.1% dos pais a perce&ccedil;&atilde;o era correta, verificando-se distor&ccedil;&atilde;o apenas nos 37.9% restantes.</p>     <p> <b>Diferen&ccedil;a entre a perce&ccedil;&atilde;o parental sobre a imagem corporal e o percentil do IMC da crian&ccedil;a</b></p>     <p> No que diz respeito &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre a imagem corporal, verificou-se que uma percentagem elevada de pais atribuiu uma figura que n&atilde;o correspondia &agrave; realidade. Esta distor&ccedil;&atilde;o foi maior no caso das crian&ccedil;as no canal de percentil 50-75, 85-95 e superior a 95. Dos 277 pais que atribu&iacute;ram uma imagem correspondente ao percentil [50-75], apenas 123 tinham a perce&ccedil;&atilde;o correta. Das 99 crian&ccedil;as que se situavam no percentil [85-95], ou seja, em risco de obesidade, apenas 27 pais atribu&iacute;ram uma figura correspondente a esse mesmo percentil. Ainda das 102 crian&ccedil;as obesas, apenas 1 atribuiu uma figura correspondente a esse mesmo percentil (Figura 5).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a18f5.jpg">     
<p> Figura 5 – Diferen&ccedil;a entre a perce&ccedil;&atilde;o parental relativamente &agrave; imagem corporal e o percentil  do IMC da crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Tendo em conta a idade e o sexo da crian&ccedil;a, verificou-se que a distor&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o parental &eacute; maior, isto &eacute;, estatisticamente mais significativa, no caso das crian&ccedil;as mais novas (p &lt;0.0001) (Figura 6)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a18f6.jpg">     
<p> Figura 6 – Intervalos de confian&ccedil;a a 95%, para a idade da crian&ccedil;a, segundo as perce&ccedil;&otilde;es  parentais sobre a imagem corporal dos seus filhos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Tamb&eacute;m se verificou que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas quando analisado o sexo da crian&ccedil;a (p=0.833) (Tabela 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Tabela 1 – Distribui&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es (in) corretas segundo o sexo da crian&ccedil;a (n=532).</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a18t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Analisando algumas vari&aacute;veis relacionadas com o cuidador verificou-se que n&atilde;o existe diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os pais que tinham a perce&ccedil;&atilde;o (in) correta e a sua idade (t = 0.663; p = 0.508) bem como no facto do mesmo ser m&atilde;e, pai, av&oacute;(&ocirc;) ou outro (p=0.481). Tendo em conta a sua escolaridade, na globalidade, n&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (c2=11.156; p= 0.265).</p>     <p> <b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre a sa&uacute;de das crian&ccedil;as</b></p>     <p> Analisando as diversas dimens&otilde;es do question&aacute;rio da qualidade de vida verificou-se que, globalmente, os pais t&ecirc;m uma boa perce&ccedil;&atilde;o acerca da sa&uacute;de das suas crian&ccedil;as, com pontua&ccedil;&otilde;es mais altas na dimens&atilde;o ‘Contactos Sociais’ (84.25) e mais baixas na dimens&atilde;o ‘Autoestima’ (66.46) (Tabela 2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Tabela 2 – Distribui&ccedil;&atilde;o da m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o das pontua&ccedil;&otilde;es das dimens&otilde;es  que comp&otilde;em o question&aacute;rio, transformadas em 100.</p>     <p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn6/IIIn6a18t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p> Igualmente, n&atilde;o se encontrou correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a pontua&ccedil;&atilde;o final obtida (no global e em cada uma das dimens&otilde;es) e a perce&ccedil;&atilde;o parental sobre a imagem corporal dos seus filhos (r= -0.006; p=0.897) bem como o percentil de IMC das crian&ccedil;as (r=-0.069; p=0.113).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> &Agrave; semelhan&ccedil;a de outros estudos, nesta pesquisa o principal cuidador foi a m&atilde;e (79%; n=421). Este resultado demonstra a import&acirc;ncia da inclus&atilde;o da m&atilde;e da crian&ccedil;a nos programas de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e combate &agrave; obesidade infantil, uma vez que esta, tipicamente, assume um papel importante na determina&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios tipos de alimentos disponibilizados em casa e nos comportamentos relacionados com os padr&otilde;es alimentares e atividade f&iacute;sica (Padez <i>et al.</i>, 2005).</p>     <p>  De acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o da obesidade recomendada pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de (2005), 59% das crian&ccedil;as estudadas (n=313) apresentavam um percentil de IMC adequado, 3% (n=17) subpeso e 38% (n=202) sobrepeso; destas metade (19%) situava-se no percentil 85-95 e igual n&uacute;mero acima do percentil 95. Este estudo vai ao encontro dos estudos epidemiol&oacute;gicos de Padez <i>et al.</i> (2004; 2005) que se depararam com uma preval&ecirc;ncia de sobrepeso de 31.4% (20.3% de excesso de peso e 11.3% de obesidade) em crian&ccedil;as com idades entre os 7-9 anos de idade. No estudo agora realizado a taxa de sobrepeso (38%) parece afastar do referido anteriormente e estar j&aacute; acima da encontrada em crian&ccedil;as de outros pa&iacute;ses europeus, como Espanha e It&aacute;lia, onde se verificou uma preval&ecirc;ncia de 34% e 36% respetivamente (World Health Organization, 2005).</p>     <p>  No que diz respeito &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre o estado nutricional das suas crian&ccedil;as, verificou-se que 74% dos pais (n=396) percecionaram que a sua crian&ccedil;a apresentava um percentil de IMC adequado, 14% (n=74) percecionaram excesso de peso e 12% (n=62) subpeso. Verificou-se que em 49.9% dos casos a perce&ccedil;&atilde;o parental encontrava-se distorcida. Relativamente &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre a imagem corporal constatou-se que a maioria dos pais (52%; n= 276) escolheu a imagem correspondente ao percentil do IMC 50-75 e que em 37.9% dos casos a perce&ccedil;&atilde;o estava incorreta. Al&eacute;m disso, constatou-se que a distor&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o parental &eacute; maior para as crian&ccedil;as mais novas, n&atilde;o se encontrando qualquer rela&ccedil;&atilde;o com o seu sexo. Este resultado foi ao encontro dos dados do estudo de Young-Hyman <i>et al.</i> (2000) que concluiu que os pais identificaram o excesso de peso como um sendo um risco tanto maior quanto maior fosse a idade da crian&ccedil;a. Contudo, autores como Wald <i>et al.</i> 2007 conclu&iacute;ram que &eacute; mais frequente os pais reconhecerem o excesso de peso nas raparigas que nos rapazes.</p>     <p>  Com base na revis&atilde;o da literatura efetuada determinou-se a rela&ccedil;&atilde;o entre algumas vari&aacute;veis relacionadas com o principal respons&aacute;vel pelo cuidado &agrave; crian&ccedil;a e a sua perce&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o se encontrou qualquer rela&ccedil;&atilde;o com o facto de ser m&atilde;e, pai, av&oacute;s ou outro, a sua idade, bem como as suas habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias. No estudo de Carnell <i>et al.</i> (2005) a perce&ccedil;&atilde;o do excesso de peso n&atilde;o esteve associada com a idade do progenitor, IMC e n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o do cuidador. Todavia, Fisher, Fraser e Alexander (2006) constataram que as m&atilde;es tinham uma perce&ccedil;&atilde;o correta (em rela&ccedil;&atilde;o aos progenitores do sexo masculino). Ainda, noutros estudos, verificou-se que a presen&ccedil;a de um n&iacute;vel de escolaridade elevado esteve associado a uma perce&ccedil;&atilde;o parental sobre o estado nutricional correta (Baughcum <i>et al.</i>, 2000).</p>     <p>  Quando analisada a diferen&ccedil;a entre a perce&ccedil;&atilde;o parental relativamente &agrave; imagem corporal e o respetivo percentil do IMC da crian&ccedil;a, a maioria dos pais atribu&iacute;ram uma figura que n&atilde;o correspondia &agrave; realidade, sendo a perce&ccedil;&atilde;o incorreta (distor&ccedil;&atilde;o) mais evidente nos casos das crian&ccedil;as que se situavam no percentil 50-75, 85-95 e superior a 95. Este resultado vai ao encontro do estudo de Reifsnider <i>et al.</i> (2006), em que verificaram n&atilde;o haver congru&ecirc;ncia entre as perce&ccedil;&otilde;es maternais e a realidade.</p>     <p>  No que concerne &agrave; perce&ccedil;&atilde;o parental sobre a sa&uacute;de da crian&ccedil;a, globalmente, os pais tiveram uma “boa” perce&ccedil;&atilde;o acerca da sa&uacute;de, independentemente do sexo e percentil do IMC da crian&ccedil;a, da sua perce&ccedil;&atilde;o sobre a imagem corporal dos seus filhos e do facto do respons&aacute;vel pelo cuidado &agrave; crian&ccedil;a ser m&atilde;e, pai, av&oacute;s ou outro. Uma das raz&otilde;es que poder&aacute; explicar este resultado &eacute; o facto do excesso de peso na inf&acirc;ncia n&atilde;o ser encarado como um problema se a crian&ccedil;a transparecer felicidade (Crawford <i>et al.</i>, 2004) e a cren&ccedil;a de que a crian&ccedil;a “gordinha” &eacute; saud&aacute;vel e que recebe melhor cuidado dos pais (Baughcum <i>et al.</i>, 2000). Assim, o excesso de peso da crian&ccedil;a &eacute; visto como um sinal de sucesso parental (Reifsnider <i>et al.</i>, 2006) e indicador de um bom estado de sa&uacute;de (Jain <i>et al.</i>, 2001). As m&atilde;es frequentemente reportam que as crian&ccedil;as s&atilde;o saud&aacute;veis quando “o seu cabelo est&aacute; saud&aacute;vel e brilhante e a sua pele est&aacute; cheia de vida” e “tem uma express&atilde;o muito feliz perto da fam&iacute;lia” (Crawford <i>et al.</i>, 2004). Sendo assim, a educa&ccedil;&atilde;o alimentar deve ter por base uma estrutura cultural e um sistema de cren&ccedil;as da popula&ccedil;&atilde;o a que se destina, uma vez que o paradigma do aconselhamento alimentar tradicional pode n&atilde;o ser efetivo. Desta forma, a assist&ecirc;ncia pode ser melhorada se forem estabelecidas conex&otilde;es entre sa&uacute;de e felicidade e se focarem nas consequ&ecirc;ncias de sa&uacute;de positivas ao adotar uma alimenta&ccedil;&atilde;o e atividade f&iacute;sica adequada ao inv&eacute;s de se focarem nas consequ&ecirc;ncias do excesso de peso (Crawford <i>et al.</i>, 2004).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p> Apesar da significativa aten&ccedil;&atilde;o dada &agrave; obesidade infantil na literatura como sendo um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, a incid&ecirc;ncia de crian&ccedil;as com excesso de peso e obesas continua a aumentar e a a&ccedil;&atilde;o para reduzir este problema n&atilde;o tem sido efetiva at&eacute; &agrave; data (Padez <i>et al.</i>, 2005; Carmo <i>et al.</i>, 2007).</p>     <p>  A avalia&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es parentais sobre o estado nutricional, imagem corporal e sa&uacute;de &eacute; importante na medida em que o seu conhecimento permite a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o mais realistas e eficazes e, a partir da sua consciencializa&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel iniciar um processo de preven&ccedil;&atilde;o, dete&ccedil;&atilde;o precoce e tratamento da obesidade infantil. Neste estudo verificou-se que em 49.9% e 37.9% dos casos a perce&ccedil;&atilde;o parental sobre o estado nutricional e a imagem corporal estava incorreta (respetivamente). Constatou-se que a distor&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o parental &eacute; maior nas crian&ccedil;as mais novas, n&atilde;o se encontrando qualquer rela&ccedil;&atilde;o com o seu sexo. Tamb&eacute;m, se verificou que o facto de a sua perce&ccedil;&atilde;o estar (in) correta n&atilde;o teve qualquer rela&ccedil;&atilde;o com o facto de ser m&atilde;e, pai, av&oacute;s ou outro, a sua idade bem como, com as suas habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> No que concerne &agrave; perce&ccedil;&atilde;o parental sobre a sa&uacute;de, globalmente, os pais t&ecirc;m uma boa perce&ccedil;&atilde;o acerca da sa&uacute;de dos seus filhos, independente do seu sexo, percentil do IMC, da perce&ccedil;&atilde;o parental relativamente &agrave; imagem corporal e do facto do respons&aacute;vel ser m&atilde;e, pai, av&oacute;s ou outro.</p>     <p> Manter os pais interessados na ado&ccedil;&atilde;o de medidas de preven&ccedil;&atilde;o da obesidade e co-morbilidade, exige inform&aacute;-los sobre os riscos de sa&uacute;de associados. Os pais n&atilde;o ir&atilde;o procurar pelos cuidados de sa&uacute;de se n&atilde;o perceberem o impacto do excesso de peso na sa&uacute;de da crian&ccedil;a ou n&atilde;o sentirem preocupa&ccedil;&atilde;o (Wake <i>et al.</i>, 2002). Por outro lado, se os pais acreditarem que uma crian&ccedil;a com excesso de peso &eacute; detentora de um bom estado de sa&uacute;de, esta perce&ccedil;&atilde;o poder&aacute; constituir a maior barreira aos esfor&ccedil;os de preven&ccedil;&atilde;o da obesidade (Baughcum <i>et al.</i>, 2000).</p>     <p> A preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; obesidade infantil depender&atilde;o dum suporte cont&iacute;nuo e refor&ccedil;o por parte dos profissionais de sa&uacute;de, nomeadamente dos enfermeiros, da fam&iacute;lia, bem como das escolas e pol&iacute;ticas da comunidade que influenciem os estilos de vida mais saud&aacute;veis. Estas medidas associadas aos esfor&ccedil;os para ajudar os pais a reconhecerem a obesidade ajudar&atilde;o a controlar o crescimento desta epidemia presente nas crian&ccedil;as.</p>     <p> Os enfermeiros, como s&atilde;o detentores de uma confian&ccedil;a por parte dos pais pela proximidade dos v&aacute;rios contextos sociais (em contexto comunit&aacute;rio, na consulta de sa&uacute;de infantil e em contexto escolar), particularmente nos primeiros anos de vida, t&ecirc;m um papel significativo nas interven&ccedil;&otilde;es preventivas na obesidade infantil.</p>     <p> Prop&otilde;e-se que sejam realizados mais estudos que permitam efetuar uma compara&ccedil;&atilde;o entre as perce&ccedil;&otilde;es parentais com as das crian&ccedil;as, no sentido de avaliar as suas diferen&ccedil;as. Igualmente, deve-se sujeitar esta popula&ccedil;&atilde;o a planos de interven&ccedil;&atilde;o no sentido de modificar comportamentos err&oacute;neos. Deste modo, previnem-se e tratam-se casos de excesso de peso/obesidade antes que essas crian&ccedil;as cheguem &agrave; fase adulta, evitando assim as consequ&ecirc;ncias irrevers&iacute;veis associadas a esta pandemia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>  BAUGHCUM, Amy E. [et al.] (2000) - Maternal perceptions of overweight preschool children. Pediatrics. Vol. 106, n&ordm; 6, p. 1380-1386.</p>     <p> BRITES, Doris Morais do Nascimento [et al.] (2007) - Obesidade nos adolescentes: estudo da preval&ecirc;ncia da obesidade e de fatores associados em estudantes do ensino secund&aacute;rio de duas escolas de Coimbra. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 5, p. 49-57.</p>     <p> CARMO, I. [et al.] (2007) - Preval&ecirc;ncia da obesidade em Portugal. ENDO - Endocrinologia, Diabetes & Obesidade. Vol. 1, n&ordm; 1, p. 11-16.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> CARNELL, S. [et al.] (2005) - Parental perceptions of overweight in 3-5 y olds. International Journal of Obesity [Em linha]. Vol. 29, n&ordm; 4, p. 353-355. [Consult. 24 Mai. 2009]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.nature.com/ijo/journal/v29/n4/pdf/0802889a.pdf" target="_blank">http://www.nature.com/ijo/journal/v29/n4/pdf/0802889a.pdf</a>.</p>     <p> CRAWFORD, P. B. [et al.] (2004) - Counselling Latina mothers of preschool children about weight issues: suggestions for a new framework. Journal of the American Dietetic Association. Vol. 104, n&ordm; 3, p. 387-394.</p>     <p> DEHGHAN, Mahshid [et al.] (2005) - Childhood obesity, prevalence and prevention. Nutrition Journal [Em linha]. Vol. 4, n&ordm; 24, p. 1-8. [Consult. 13 Out. 2008]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.nutritionj.com/content/pdf/1475-2891-4-24.pdf" target="_blank">http://www.nutritionj.com/content/pdf/1475-2891-4-24.pdf</a>.</p>     <p> ECKSTEIN, Kathryn C. [et al.] (2006) - Parents’ perceptions of their child’s weight and health. Pediatrics. Vol. 117, n&ordm; 3, p. 681-690.</p>     <p> FERREIRA, Pedro Lopes [et al.] (2006) - Qualidade de vida de crian&ccedil;as e adolescentes. Adapta&ccedil;&atilde;o cultural e valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o portuguesa do KINDL. Acta Pedi&aacute;trica Portuguesa. Vol. 37, n&ordm; 4, p. 125-144.</p>     <p> FISHER, L.; FRASER, J.; ALEXANDER, C. (2006) - Caregivers’ inability to identify childhood adiposity: a cross-sectional survey of rural children and their caregivers’ attitudes. The Australian Journal of Rural Health. Vol. 14, n&ordm; 2, p. 56-61.</p>     <p> JAIN, Anjali [et al.] (2001) - Why don’t low-income mothers worry about their preschoolers being overweight? Pediatrics. Vol. 107, n&ordm; 5, p. 1138-1146.</p>     <p> MAYNARD, L. Michele [et al.] (2003) - Maternal perceptions of weight status of children. Pediatrics. Vol. 111, n&ordm; 5, p. 1226-1231.</p>     <p> PADEZ, C. [et al.] (2004) - Prevalence of overweight and obesity in 7-9 year old Portuguese children – trends in body mass index from 1970-2002. American Journal of Human Biology [Em linha]. Vol. 16, n&ordm; 6, p. 670-678. [Consult. 28 Nov. 2009]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/8079/1/obra.pdf" target="_blank">https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/8079/1/obra.pdf</a>.</p>     <p> PADEZ, C. [et al.] (2005) - Prevalence and risks factors for overweight and obesity in Portuguese children. Acta Paediatrica. Vol. 94, n&ordm; 11, p. 1550-1557.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (2005) - Programa nacional de combate &agrave; obesidade. Lisboa: DGS, Divis&atilde;o de Doen&ccedil;as Gen&eacute;ticas, Cr&oacute;nicas e Geri&aacute;tricas.</p>     <p> REIFSNIDER, E. [et al.] (2006) - Perceptions of children’s body sizes among mothers living on the Texas-Mexico border (La Frontera). Public Health Nursing. Vol. 23, n&ordm; 6, p. 488-495.</p>     <p> SILVA, D. [et al.] (2007) - Imagem corporal: auto-avalia&ccedil;&atilde;o vs caracteriza&ccedil;&atilde;o pelo IMC em crian&ccedil;as/adolescentes obesos e seus progenitores. ENDO – Endocrinologia, Diabetes & Obesidade. Vol. 1, n&ordm; 2, p. 75-84.</p>     <p> WAKE, M. [et al.] (2002) - Parent-reported health status of overweight and obese Australian primary school children: a cross-sectional population survey. International Journal of Obesity [Em linha]. Vol. 26, n&ordm; 5, p. 717-724. [Consult. 25 Out. 2009]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.nature.com/ijo/journal/v26/n5/pdf/0801974a.pdf" target="_blank">http://www.nature.com/ijo/journal/v26/n5/pdf/0801974a.pdf</a>.</p>     <p> WALD, E. [et al.] (2007) - Parental perception of children’s weight in a paediatric primary care setting. Child: Care, Health and Development. Vol. 33, n&ordm; 6, p. 738-743.</p>     <p> WORLD HEALTH ORGANIZATION (2005) - The health of children and adolescents in Europe [Em linha]. [Consult. 19 Set. 2009]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.euro.who.int/document/mediacentre/fs0605e.pdf" target="_blank">http://www.euro.who.int/document/mediacentre/fs0605e.pdf</a>.</p>     <p> YOUNG-HYMAN, D. [et al.] (2000) - Care giver perception of children’s obesity-related health risks: a study of African American families. Obesity Research. Vol. 8, n&ordm; 3, p. 241-248.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 13.09.11</p>     <p> Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 06.12.11</p>      ]]></body>
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