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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de sintomas em doentes sem perspetiva de cura]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem de Coimbra Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Domínio de Enfermagem ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Life expectancy increase has led to a rise in the number of patients with chronic, progressive and incurable disease; hence every institution that receives this kind of patient has the responsibility to give appropriate palliative care. Objectives: to identify the symptoms perceived by patients without a possibility of cure, hospitalized in an acute hospital’s internal medicine service; to evaluate these symptoms’ progression, between the first and sixth day of hospitalization; and to evaluate the effect of the implemented strategies on the intensity of the symptoms perceived by patients. Methods: this is a quantitative, descriptive-analytical and longitudinal study. The sample is constituted by 150 hospitalized patients with chronic diseases. Results: of the nine ESAS symptoms, anxiety (=5,75; SD=3,25), depression (= 5,74; SD=3,13), and tiredness (=5,64; SD=3,01) were those that showed the highest mean intensity, while shortness of breath (=3,13; SD=3,23) and nausea (=1,60; SD=3,08) had lower mean values. Comparing the first and second evaluation times, there was a decrease in the intensity of all assessed symptoms; this difference is statistically significant for pain, appetite, shortness of breath (p=0,001). Conclusion: all the patients studied showed lack of symptom control, which persisted during hospitalization, despite of a slight decrease in symptom intensity.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El aumento de la longevidad ha conducido a un crecimiento del número de pacientes con enfermedades crónicas, progresivas e incurables, por lo que a cualquier institución que reciba a dichos pacientes le cabe la responsabilidad de proporcionarles los cuidados paliativos adecuados. Objetivos: identificar los síntomas percibidos por los pacientes sin perspectivas de cura, ingresados en los servicios de medicina de un hospital de agudos; analizar su evolución entre el primer y el sexto día de ingreso; y analizar el efecto de las estrategias implementadas en la intensidad de los síntomas percibidos por los pacientes. Metodología: estudio cuantitativo, descriptivo - analítico y longitudinal. La muestra consistió en 150 pacientes hospitalizados con enfermedades crónicas. Resultados: de los nueve síntomas de la ESAS, la ansiedad (=5,75; SD=3,25), la depresión (= 5,74; SD=3,13), y la fatiga (=5,64; SD=3,01) fueron los síntomas que registraron una media de intensidad más alta; respecto a la falta de aire (=3,13; SD=3,23) y las náuseas (=1,60; SD=3,08) presentaron valores medios más bajos. Entre el primer al segundo tiempo de evaluación hubo una disminución de la intensidad de todos los síntomas estudiados, con una diferencia significativa para los síntomas de dolor, apetito y falta de aire (p=0,001). Conclusión: todos los pacientes estudiados presentaron descontrol sintomático, el cual se mantuvo a lo largo de la hospitalización, pese a que la intensidad de los síntomas haya disminuido ligeramente.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[doença crónica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de sintomas em doentes sem perspetiva de cura</b></p>    <p><b>Symptom assessment in patients without the possibility of cure </b></p>    <p><b>Evaluaci&oacute;n de los s&iacute;ntomas en pacientes sin perspectiva de cura</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Ant&oacute;nia Cerqueira Morais da Costa</b>* ; <b>Maria Teresa Calv&aacute;rio Antunes</b>**</p>     <p>* Enfermeira no Hospital Conde Bertiandos da Unidade Local de Sa&uacute;de do Alto Minho, EPE. Mestre em Cuidados Paliativos [<a href="mailto:antoniadacosta@sapo.pt">antoniadacosta@sapo.pt</a>]</p>     <p>** Doutora em Desenvolvimento e Interven&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica. Professora Coordenadora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (aposentada). Investigadora da Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de: Dom&iacute;nio de Enfermagem [<a href="mailto:mtcantunes@gmail.com">mtcantunes@gmail.com</a>]</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>O aumento da longevidade conduziu ao crescimento do n&uacute;mero de doentes portadores de doen&ccedil;a cr&oacute;nica, progressiva e incur&aacute;vel, pelo que todas as institui&ccedil;&otilde;es que acolhem estes doentes t&ecirc;m a responsabilidade de proporcionar adequados cuidados paliativos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivos: identificar os sintomas percecionados pelos doentes sem perspetiva de cura, internados nos servi&ccedil;os de medicina de um hospital de agudos; analisar a sua evolu&ccedil;&atilde;o, entre o primeiro e o sexto dia de internamento; e analisar o efeito das estrat&eacute;gias implementadas na intensidade dos sintomas percecionados pelos doentes.</p>     <p>Metodologia: estudo quantitativo, descritivo - anal&iacute;tico e longitudinal. Amostra constitu&iacute;da por 150 doentes internados portadores de doen&ccedil;a cr&oacute;nica.</p>     <p>Resultados: dos nove sintomas da ESAS, a ansiedade (=5,75; SD=3,25), a depress&atilde;o (= 5,74; SD=3,13) e o cansa&ccedil;o (=5,64; SD=3,01) foram os sintomas que registaram m&eacute;dias de intensidade mais elevada, enquanto a falta de ar (=3,13; SD=3,23) e a n&aacute;usea (=1,60; SD=3,08) apresentavam valores m&eacute;dios mais baixos. Do primeiro para o segundo tempo de avalia&ccedil;&atilde;o verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o da intensidade de todos os sintomas estudados, sendo a diferen&ccedil;a significativa para os sintomas dor, apetite e falta de ar (p=0,001).</p>     <p>Conclus&atilde;o: todos os doentes estudados apresentaram descontrolo sintom&aacute;tico, o qual se manteve ao longo do internamento, embora a intensidade dos sintomas diminu&iacute;sse ligeiramente.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: doen&ccedil;a cr&oacute;nica; avalia&ccedil;&atilde;o de sintomas; ESAS</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>Life expectancy increase has led to a rise in the number of patients with chronic, progressive and incurable disease; hence every institution that receives this kind of patient has the responsibility to give appropriate palliative care. Objectives: to identify the symptoms perceived by patients without a possibility of cure, hospitalized in an acute hospital’s internal medicine service; to evaluate these symptoms’ progression, between the first and sixth day of hospitalization; and to evaluate the effect of the implemented strategies on the intensity of the symptoms perceived by patients.</p>     <p>Methods: this is a quantitative, descriptive-analytical and longitudinal study. The sample is constituted by 150 hospitalized patients with chronic diseases.</p>     <p>Results: of the nine ESAS symptoms, anxiety (=5,75; SD=3,25), depression (= 5,74; SD=3,13), and tiredness (=5,64; SD=3,01) were those that showed the highest mean intensity, while shortness of breath (=3,13; SD=3,23) and nausea (=1,60; SD=3,08) had lower mean values. Comparing the first and second evaluation times, there was a decrease in the intensity of all assessed symptoms; this difference is statistically significant for pain, appetite, shortness of breath (p=0,001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusion: all the patients studied showed lack of symptom control, which persisted during hospitalization, despite of a slight decrease in symptom intensity.</p>     <p><b>Keywords</b>: chronic disease; symptom assessment; ESAS</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resumen</b></p>     <p>El aumento de la longevidad ha conducido a un crecimiento del n&uacute;mero de pacientes con enfermedades cr&oacute;nicas, progresivas e incurables, por lo que a cualquier instituci&oacute;n que reciba a dichos pacientes le cabe la responsabilidad de proporcionarles los cuidados paliativos adecuados.</p>     <p>Objetivos: identificar los s&iacute;ntomas percibidos por los pacientes sin perspectivas de cura, ingresados en los servicios de medicina de un hospital de agudos; analizar su evoluci&oacute;n entre el primer y el sexto d&iacute;a de ingreso; y analizar el efecto de las estrategias implementadas en la intensidad de los s&iacute;ntomas percibidos por los pacientes.</p>     <p>Metodolog&iacute;a: estudio cuantitativo, descriptivo - anal&iacute;tico y longitudinal. La muestra consisti&oacute; en 150 pacientes hospitalizados con enfermedades cr&oacute;nicas.</p>     <p>Resultados: de los nueve s&iacute;ntomas de la ESAS, la ansiedad (=5,75; SD=3,25), la depresi&oacute;n (= 5,74; SD=3,13), y la fatiga (=5,64; SD=3,01) fueron los s&iacute;ntomas que registraron una media de intensidad m&aacute;s alta; respecto a la falta de aire (=3,13; SD=3,23) y las n&aacute;useas (=1,60; SD=3,08) presentaron valores medios m&aacute;s bajos. Entre el primer al segundo tiempo de evaluaci&oacute;n hubo una disminuci&oacute;n de la intensidad de todos los s&iacute;ntomas estudiados, con una diferencia significativa para los s&iacute;ntomas de dolor, apetito y falta de aire (p=0,001).</p>     <p>Conclusi&oacute;n: todos los pacientes estudiados presentaron descontrol sintom&aacute;tico, el cual se mantuvo a lo largo de la hospitalizaci&oacute;n, pese a que la intensidad de los s&iacute;ntomas haya disminuido ligeramente.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: enfermedad cr&oacute;nica; evaluaci&oacute;n de los s&iacute;ntomas; ESAS</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A partir do &uacute;ltimo s&eacute;culo, o aumento da longevidade conduziu ao aumento do n&uacute;mero de pessoas que sofrem de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, passando a morte a acontecer com frequ&ecirc;ncia no final de uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica evolutiva. Mas o facto de se passar a viver mais tempo n&atilde;o implicou que se passasse a morrer melhor (Neto, 2006b). O modelo de medicina curativa, agressiva, centrado no “ataque &agrave; doen&ccedil;a” n&atilde;o se coaduna com as necessidades deste tipo de doentes, necessidades essas que t&ecirc;m sido frequentemente esquecidas.</p>     <p>Com o objetivo de preconizar o conforto e a qualidade de vida como ideais a seguir, surge, a partir de 1968, o movimento dos cuidados paliativos, definindo-se como uma resposta ativa aos problemas decorrentes da doen&ccedil;a prolongada, incur&aacute;vel e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a m&aacute;xima qualidade de vida poss&iacute;vel a estes doentes e suas fam&iacute;lias. S&atilde;o cuidados de sa&uacute;de ativos, rigorosos, que combinam ci&ecirc;ncia e humanismo (APCP, 2006a).</p>     <p>Em Portugal o n&uacute;mero de servi&ccedil;os e programas de cuidados paliativos tem uma expans&atilde;o ainda muito limitada (Marques <i>et al</i>., 2009). Os doentes que necessitam destes cuidados, como &eacute; o caso dos doentes portadores de cancro e de SIDA, os doentes com insufici&ecirc;ncia de &oacute;rg&atilde;os (card&iacute;aca, respirat&oacute;ria, hep&aacute;tica, renal) em fases avan&ccedil;adas, os doentes com doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas degenerativas e graves, os doentes com dem&ecirc;ncias e os idosos, entre muitos outros (APCP, 2006a; APCP, 2006c) s&atilde;o, se olharmos para os servi&ccedil;os de internamento de medicina interna dos hospitais de agudos, a maioria dos doentes atendidos, sendo portadores de uma ou mais das patologias citadas. Contudo, e dado que 90% das mortes ocorrem ap&oacute;s doen&ccedil;a cr&oacute;nica e avan&ccedil;ada, e que todos os servi&ccedil;os que cuidam destes doentes t&ecirc;m a responsabilidade de proporcionar adequados cuidados paliativos (APCP, 2006b), &eacute; necess&aacute;rio que todos os elementos que constituem a equipa possuam forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea. Mas, antes de mais, &eacute; importante conhecer os doentes, os seus problemas, as suas necessidades, pois s&oacute; com base num conhecimento sustentado da realidade podemos atuar eficaz e ativamente no al&iacute;vio do sofrimento dos doentes e fam&iacute;lias.</p>     <p>A escolha deste tema resulta do facto de trabalharmos num servi&ccedil;o de medicina de um hospital de agudos e, como tal, prestamos cuidados a diferentes tipos de doentes. Os internamentos t&ecirc;m diferentes finalidades; embora alguns tenham uma vertente curativa, na sua maioria, os internamentos, ou melhor os reinternamentos, prendem-se com agudiza&ccedil;&otilde;es ou exacerba&ccedil;&otilde;es da patologia de base, sendo, a maior parte dos doentes assistidos portadores de doen&ccedil;a cr&oacute;nica, progressiva e incur&aacute;vel, doentes terminais e doentes ag&oacute;nicos; que beneficiariam, caso houvesse, de um programa de cuidados paliativos.</p>     <p>Com o desenvolvimento deste trabalho pretendemos caracterizar os doentes sem perspetiva de cura assistidos nos servi&ccedil;os de medicina de um hospital de agudos, fazendo um levantamento dos sintomas que os mesmos apresentam, assim como a sua intensidade. Partindo da quest&atilde;o “Qual a intensidade dos sintomas nos doentes sem perspetiva de cura internados nos servi&ccedil;os de medicina de um hospital de agudos?”, este estudo tem os seguintes objetivos: identificar quais os sintomas percecionados pelos doentes sem perspetiva de cura internados nos servi&ccedil;os de medicina de um hospital de agudos; analisar a evolu&ccedil;&atilde;o dos sintomas entre o primeiro e o sexto dia de internamento; identificar algumas das estrat&eacute;gias implementadas no controlo sintom&aacute;tico dos doentes e analisar o efeito das estrat&eacute;gias implementadas na intensidade dos sintomas percecionados pelos doentes.</p>     <p>Com os resultados deste estudo, pretende-se sensibilizar os profissionais de sa&uacute;de envolvidos nesta realidade para as necessidades destes doentes, de modo a desencadear a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que visem apoio personalizado e eficaz.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento te&oacute;rico</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao longo do s&eacute;culo XX foram muitos os avan&ccedil;os da medicina, permitido um aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida e concomitantemente um aumento dos doentes com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, avan&ccedil;adas e progressivas, para quem n&atilde;o h&aacute; possibilidade de cura.</p>     <p>Em 2002, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de definiu Cuidados Paliativos como “uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida dos doentes, e suas fam&iacute;lias, que enfrentam problemas decorrentes de uma doen&ccedil;a incur&aacute;vel e/ou grave e com progn&oacute;stico limitado, atrav&eacute;s da preven&ccedil;&atilde;o e al&iacute;vio do sofrimento, com recurso &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o precoce e tratamento rigoroso dos problemas n&atilde;o s&oacute; f&iacute;sicos, como a dor, mas tamb&eacute;m dos psicossociais e espirituais” (APCP, 2006c, p. 2).</p>     <p>Os cuidados paliativos s&atilde;o hoje considerados um imperativo &eacute;tico e organizacional, configurando, por isso, um direito humano (<i>European Federation of Older People</i> - EURAG, 2004 cit. por Neto, 2006b), cujos pilares b&aacute;sicos assentam no controlo de sintomas f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos; na comunica&ccedil;&atilde;o eficaz e terap&ecirc;utica; no apoio &agrave; fam&iacute;lia e no trabalho em equipa multidisciplinar (Twycross, 2003; Neto, 2006b), centrando-se os elementos numa mesma miss&atilde;o e objetivo: o bem-estar e a qualidade de vida do doente, numa perspetiva global e hol&iacute;stica do seu sofrimento. Contudo, na opini&atilde;o de Pincombe, Brown e McCutcheon (2003), os princ&iacute;pios dos cuidados paliativos ainda n&atilde;o s&atilde;o integrados de forma ajustada aos doentes internados em hospitais de agudos, sendo o sofrimento associado ao per&iacute;odo terminal da vida dos doentes com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas e incur&aacute;veis frequentemente negligenciado e insuficientemente tratado pelos profissionais de sa&uacute;de.</p>     <p>Os sintomas constituem a raz&atilde;o das principais queixas de qualquer doente. Os resultados dos estudos efetuados indicam que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel intervir nas restantes tarefas que baseiam a pr&aacute;tica de cuidados paliativos, se os sintomas n&atilde;o estiverem suficientemente controlados (Neto, 2006b). Na insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca, patologia frequente nos doentes internados nos servi&ccedil;os de medicina interna dos hospitais de agudos, prevalece a exist&ecirc;ncia de sintomas e o comprometimento da qualidade de vida, devendo a mesma ser especificamente tratada, de acordo com Goodlin (2009), com medidas paliativas.</p>     <p>Palma <i>et al</i>. (2008) efectuaram um estudo num servi&ccedil;o de medicina interna de um hospital universit&aacute;rio com doentes portadores de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas em fases avan&ccedil;adas, cujo objetivo foi pesquisar e estimar a frequ&ecirc;ncia de sintomas f&iacute;sicos, psicol&oacute;gicos e delirium, recorrendo &agrave;s seguintes escalas: <i>Confusion Assessment Method</i> para avaliar a presen&ccedil;a de delirium; a <i>Edmonton Symptom Assessment System</i> (ESAS) para avaliar a presen&ccedil;a de sintomas f&iacute;sicos e a <i>Hospital Anxiety and Depression Scale</i> para avaliar a exist&ecirc;ncia de sintomas psicol&oacute;gicos. De acordo com os resultados obtidos com a ESAS, os sintomas mais frequentes foram cansa&ccedil;o, anorexia, dor, ins&oacute;nia, nervosismo e sonol&ecirc;ncia. Este estudo mostra que existe uma frequ&ecirc;ncia muito alta de sintomas, tanto f&iacute;sicos como psicol&oacute;gicos, em doentes com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas avan&ccedil;adas hospitalizados, e que estes sintomas com frequ&ecirc;ncia n&atilde;o s&atilde;o detetados ou s&atilde;o avaliados insuficientemente pelos profissionais de sa&uacute;de.</p>     <p>Com o objetivo de estimar a preval&ecirc;ncia de sintomas angustiantes em doentes hospitalizados em servi&ccedil;os de medicina interna, medicina pulmonar e cardiologia, num hospital universit&aacute;rio noruegu&ecirc;s, Sigurdardottir e Haugen (2008) desenvolveram um estudo, recorrendo tamb&eacute;m &agrave; <i>Edmonton Symptom Assessment System</i>; fazia tamb&eacute;m parte dos objetivos do estudo estimar no total dos doentes internados quantos seriam doentes paliativos. Os resultados permitiram concluir que mais de um ter&ccedil;o dos doentes internados nos referidos departamentos foram definidos como paliativos. A maioria dos doentes relatou sintomas angustiantes, nomeadamente: dispneia (70%) e falta de bem-estar geral (70%); outros sintomas relatados por esse grupo foram a boca seca (58%), a fadiga (58%), a depress&atilde;o (41%), a ansiedade (37%), dor em repouso (30%) e dor ao movimento (42%).</p>     <p>Embora os sintomas sejam tratados individualmente, frequentemente os doentes t&ecirc;m m&uacute;ltiplos sintomas coexistentes; por este facto, a ado&ccedil;&atilde;o de uma avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional permite a formula&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia terap&ecirc;utica mais eficaz (Dalal, Fabbro, e Bruera, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Trata-se de um estudo do tipo quantitativo, descritivo – anal&iacute;tico e longitudinal. Tem como popula&ccedil;&atilde;o os doentes sem perspetiva de cura internados em servi&ccedil;os de medicina de hospitais de agudos; a amostra foi constitu&iacute;da pelos doentes que apresentavam os seguintes crit&eacute;rios: estar internado num dos 2 dos servi&ccedil;os de medicina interna de um hospital de agudos durante o m&ecirc;s de julho de 2009; ter mais de 18 anos; ser portador de doen&ccedil;a cr&oacute;nica; disponibilizar-se, o doente, familiar ou cuidador, a participar no estudo; e ser dado consentimento informado por parte do doente, fam&iacute;lia ou cuidador, depois de elucidados sobre os objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Instrumentos de colheita de dados</b></p>     <p>Tendo em aten&ccedil;&atilde;o a problem&aacute;tica e os objetivos do estudo, optamos pela utiliza&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio e aplica&ccedil;&atilde;o da Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Sintomas de Edmonton (ESAS).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimento</b></p>     <p>Ap&oacute;s obter autoriza&ccedil;&atilde;o institucional, definiu-se que a colheita de dados seria realizada durante o m&ecirc;s de julho de 2009, em dois dos servi&ccedil;os de medicina de um hospital de agudos.</p>     <p>Adquirida autoriza&ccedil;&atilde;o institucional e consentimento informado, procedeu-se &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio e da ESAS a todos os doentes que reuniam crit&eacute;rios de inclus&atilde;o na amostra.</p>     <p>Antes de aplicar a ESAS, que ocorria no primeiro dia de internamento, foi feito o levantamento pr&eacute;vio de algumas informa&ccedil;&otilde;es pertinentes, atrav&eacute;s do question&aacute;rio, nomeadamente: caracter&iacute;sticas s&oacute;ciodemogr&aacute;ficas, diagn&oacute;stico, antecedentes pessoais, terap&ecirc;utica em ambulat&oacute;rio e terap&ecirc;utica institu&iacute;da na admiss&atilde;o, assim como o estado de consci&ecirc;ncia do doente, recorrendo aos registos de enfermagem do aplicativo inform&aacute;tico SAPE (Sistema de Apoio &agrave; Pr&aacute;tica de Enfermagem).</p>     <p>A ESAS &eacute; um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional que integra sintomas f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos, &eacute; constitu&iacute;do por um conjunto de subescalas visuais num&eacute;ricas que pretendem medir a intensidade de 9 sintomas (dor, cansa&ccedil;o, n&aacute;usea, depress&atilde;o, ansiedade, sonol&ecirc;ncia, apetite, sensa&ccedil;&atilde;o de bem estar e falta de ar), em que 0 “zero” significa aus&ecirc;ncia de sintoma e 10 “dez” corresponde ao pior grau de gravidade do sintoma ou da forma como &eacute; sentido, devendo colocar-se um c&iacute;rculo em redor do n&uacute;mero da escala (0 a 10) que corresponde &agrave; intensidade da perce&ccedil;&atilde;o do sintoma.</p>     <p>Se o doente se apresentasse consciente e orientado, a aplica&ccedil;&atilde;o da escala era efetuada ao pr&oacute;prio doente, caso contr&aacute;rio, seria preenchida por um familiar, cuidador ou profissional de sa&uacute;de envolvido nos cuidados. Nestes casos, as escalas sintom&aacute;ticas subjetivas como: cansa&ccedil;o, depress&atilde;o, ansiedade e sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar n&atilde;o eram preenchidas, conforme indicado pelos autores da ESAS. A segunda avalia&ccedil;&atilde;o foi efetuada ao sexto dia de internamento, tendo em conta a demora m&eacute;dia (cerca de 6/7 dias); no momento da alta, quando o tempo de internamento era inferior a seis dias, ou quando o doente era transferido para outro servi&ccedil;o ou unidade hospitalar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Processamento dos dados</b></p>     <p>No final da recolha dos dados, os mesmos foram transcritos para o programa de estat&iacute;stica <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS) na vers&atilde;o 16.0, para posteriormente serem tratados.</p>     <p>Os resultados obtidos ser&atilde;o avaliados em fun&ccedil;&atilde;o da sua signific&acirc;ncia, tendo como valor cr&iacute;tico p=0,05.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o/an&aacute;lise dos dados</b></p>     <p>De acordo com os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, selecionaram-se 150 indiv&iacute;duos. Deste grupo, terminaram o estudo 139 indiv&iacute;duos, uma vez que no decorrer do mesmo, 10 faleceram e 1 desistiu da participa&ccedil;&atilde;o. No per&iacute;odo em que foi efetuada a colheita de dados foram internados nos referidos servi&ccedil;os, um total de 182 pacientes. Destes, 82,41% reuniam os crit&eacute;rios para participar no estudo; os restantes 17,59% n&atilde;o eram doentes cr&oacute;nicos. Conclu&iacute;mos ent&atilde;o, que grande parte dos doentes assistidos nos servi&ccedil;os de medicina do referido hospital s&atilde;o portadores de doen&ccedil;a cr&oacute;nica, progressiva e incur&aacute;vel, oncol&oacute;gica ou n&atilde;o, doentes terminais e doentes ag&oacute;nicos; o que vai de encontro &agrave; realidade encontrada noutros estudos, como por exemplo o de Sigurdardottir e Haugen (2008).</p>     <p>Quanto &agrave; patologia, 127 pacientes (84,67%) tem patologia n&atilde;o-oncol&oacute;gica. No entanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel mencionar a percentagem relativa a cada uma das patologias, uma vez que a maioria dos doentes &eacute; portadora de pluripatologias, nomeadamente: acidentes vasculares cerebrais com m&uacute;ltiplas sequelas, insufici&ecirc;ncia de &oacute;rg&atilde;os (card&iacute;aca, respirat&oacute;ria, renal, hep&aacute;tica; sendo maior a incid&ecirc;ncia das duas primeiras), patologias osteoarticulares com evolu&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada e elevado grau de incapacidade, dem&ecirc;ncias (Alzheimer, Parkinson, dem&ecirc;ncia vascular, etc.). Foram tamb&eacute;m inclu&iacute;dos no estudo indiv&iacute;duos portadores de paralisia cerebral e ainda indiv&iacute;duos com pneumonias e derrames pleurais, patologias essas que &agrave; partida seriam cur&aacute;veis, mas que por se manifestarem em doentes acamados e com idade muito avan&ccedil;ada as torna demasiado graves e debilitantes. Em rela&ccedil;&atilde;o aos doentes oncol&oacute;gicos (15,33%), foram definidos como tal, os doentes com cancro metastizado, internados por descontrolo de sintomas, e que j&aacute; tinham sido submetidos a tratamentos de &iacute;ndole curativa, sem &ecirc;xito, e os doentes com met&aacute;stases em que se desconhecia a localiza&ccedil;&atilde;o do tumor prim&aacute;rio e foram internados para estudo; verificando-se que as neoplasias mais frequentes s&atilde;o de: mama (4,67%), pulm&atilde;o (1,33%), c&eacute;rebro (1,33%), c&oacute;lon (1,33%), reto (1,33%), est&ocirc;mago (1,33%), f&iacute;gado (1,33%) e pr&oacute;stata (1,33%).</p>     <p>A maioria dos doentes inclu&iacute;dos no estudo s&atilde;o portadores de doen&ccedil;a n&atilde;o-oncol&oacute;gica, ao contr&aacute;rio da maioria dos estudos consultados que recorreram ao uso de ESAS. Desta dissemelhan&ccedil;a pode encontrar justifica&ccedil;&atilde;o no facto de, num primeiro momento, a medicina paliativa ter sido dirigida para os doentes oncol&oacute;gicos. Contudo, existe hoje evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica de que se verificam benef&iacute;cios cl&iacute;nicos quando os doentes com patologia cr&oacute;nica, avan&ccedil;ada e irrevers&iacute;vel s&atilde;o inclu&iacute;dos em programas de cuidados paliativos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>N&iacute;veis de interven&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Tendo por base a experi&ecirc;ncia di&aacute;ria do trabalho desenvolvido neste tipo de servi&ccedil;os (Medicina Interna), foi elaborada uma lista de interven&ccedil;&otilde;es que pretendiam responder &agrave; maioria das necessidades, nomeadamente: avalia&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o, revis&atilde;o terap&ecirc;utica, apoio &agrave; fam&iacute;lia e interven&ccedil;&otilde;es da equipa multidisciplinar.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o, assim como a revis&atilde;o terap&ecirc;utica aconteceram em todos os casos estudados.</p>     <p>O apoio &agrave; fam&iacute;lia foi desenvolvido em 6,00% dos participantes, segundo os registos efetuados pela equipa de enfermagem. O facto deste n&uacute;mero ser reduzido poder&aacute; n&atilde;o corresponder corretamente &agrave; realidade vivenciada, pois nem sempre o apoio &agrave; fam&iacute;lia &eacute; documentado pela equipa, sendo o mesmo prestado de forma informal, sem lugar nem tempo pr&oacute;prio. De acordo com Lora Gonz&aacute;lez (2007), a fam&iacute;lia constitui o marco de refer&ecirc;ncia do doente, &eacute; um elemento ativo no processo terap&ecirc;utico que requer tamb&eacute;m cuidados, para que ela, conjuntamente com a equipa multidisciplinar, possa cuidar do doente.</p>     <p>A referencia&ccedil;&atilde;o para outros t&eacute;cnicos da equipa multidisciplinar faz parte das tarefas decorrentes de qualquer avalia&ccedil;&atilde;o, e como tal, foram orientados 14,00% dos casos para o servi&ccedil;o social, o apoio da medicina f&iacute;sica e reabilita&ccedil;&atilde;o foi pedido em 4,67% dos casos, em 2,00% houve necessidade de requerer o apoio do servi&ccedil;o de nutri&ccedil;&atilde;o e 1 doente (0,67%) manifestou necessidade de apoio religioso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Evolu&ccedil;&atilde;o temporal dos sintomas</b></p>     <p>Quanto aos dados recolhidos atrav&eacute;s da ESAS, a primeira etapa da an&aacute;lise teve por objetivo caracterizar a evolu&ccedil;&atilde;o temporal dos sintomas, apresentando-se no quadro 1 a m&eacute;dia e o desvio padr&atilde;o de cada sintoma para os dois tempos de avalia&ccedil;&atilde;o. Assim, os sintomas que na primeira avalia&ccedil;&atilde;o apresentam maiores valores m&eacute;dios de intensidade s&atilde;o: a ansiedade (=5,75; SD=3,25), a depress&atilde;o (= 5,74; SD=3,13), o cansa&ccedil;o (=5,64; SD=3,01) e a sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar (=5,03; SD=2,98); sintomas subjetivos que podem traduzir o grau de sofrimento psicol&oacute;gico que acompanha estes doentes, a sua express&atilde;o varia de paciente para paciente, dependendo da perce&ccedil;&atilde;o individual do paciente e de outros fatores como problemas psicossociais (Dalal, Fabbro e Bruera, 2006), pode ainda resultar do facto de a colheita de dados ser efetuada num meio hospitalar, longe do ambiente habitual do doente e fam&iacute;lia, acarretando todos os medos e ang&uacute;stias que a hospitaliza&ccedil;&atilde;o pode trazer.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 1 – M&eacute;dia e desvio padr&atilde;o de cada sintoma nos dois tempos de avalia&ccedil;&atilde;o e diferen&ccedil;a</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn7/IIIn7a07q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A dor (=3,33; SD=3,24), a falta de ar (=3,13; SD=3,23) e a n&aacute;usea (=1,60; SD=3,08) s&atilde;o os sintomas que apresentam valores m&eacute;dios de intensidade mais baixa; sintomas objetivos cuja facilidade de avaliar, controlar e tratar &eacute; maior, uma vez que a sua express&atilde;o &eacute; objetivamente observ&aacute;vel.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo tempo de avalia&ccedil;&atilde;o, e apesar de se verificar uma diminui&ccedil;&atilde;o do valor m&eacute;dio de intensidade em todos os sintomas; continua a ser, a depress&atilde;o (=5,65; SD=3,37), a ansiedade (=5,07; SD=3,50), o cansa&ccedil;o (=4,39; SD=3,26) e a sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar (=4,06; SD=2,99) os sintomas que apresentam maior valor m&eacute;dio de intensidade; segue-se a sonol&ecirc;ncia (=3,37; SD=3,25), e o apetite (=2,63; SD=3,27). A dor (=2,16; SD=2,51), a falta de ar (=2,04; SD=2,76) e a n&aacute;usea (=0,86; SD=1,97), s&atilde;o os sintomas com m&eacute;dia de intensidade mais baixa, tal como no primeiro tempo de avalia&ccedil;&atilde;o. O que nos permite tirar outras ila&ccedil;&otilde;es. A cronicidade e gravidade de uma doen&ccedil;a leva ao aparecimento de altera&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter psicol&oacute;gico que interferem na capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e das limita&ccedil;&otilde;es causadas pela mesma. Morris <i>et al</i>. (1986) verificaram que a exist&ecirc;ncia de um sintoma descontrolado pode desencadear uma rea&ccedil;&atilde;o em cadeia, permitindo a altera&ccedil;&atilde;o de outros sintomas. Dado que, o ser humano &eacute; um ser global, e como tal o seu sofrimento tamb&eacute;m &eacute; global, n&atilde;o envolve s&oacute; a dimens&atilde;o f&iacute;sica, mas envolve tamb&eacute;m a dimens&atilde;o psicol&oacute;gica, espiritual e relacional, sendo todas elas fragilizadas com o processo de doen&ccedil;a (Barbosa, 2006).</p>     <p>O apetite embora n&atilde;o fosse dos sintomas que apresentasse maior intensidade no primeiro tempo de avalia&ccedil;&atilde;o, &eacute; um dos sintomas que apresenta maior diferen&ccedil;a de intensidade do primeiro para o segundo tempo de avalia&ccedil;&atilde;o, pois a partir do momento em que &eacute; detetado pela equipa multidisciplinar que o doente tem uma alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada, por qualquer motivo, s&atilde;o tomadas medidas no sentido de colmatar esse d&eacute;fice nutricional.</p>     <p>De um modo geral, e uma vez que todos os sintomas diminuem de intensidade do primeiro para o segundo tempo de avalia&ccedil;&atilde;o, este facto pode traduzir uma melhoria do quadro cl&iacute;nico, assim como da qualidade de vida destes doentes; resultado das estrat&eacute;gias implementadas pela equipa multidisciplinar em resposta &agrave;s necessidades detetadas ou assumidas pelo doente e/ou fam&iacute;lia. No entanto, n&atilde;o nos podemos esquecer, de tudo aquilo que foi efetuado, para que esta suposta melhora fosse conseguida, e se o doente e a fam&iacute;lia estiveram presentes nestas tomadas de decis&atilde;o, como por exemplo, a realiza&ccedil;&atilde;o de exames complementares de diagn&oacute;stico, a entuba&ccedil;&atilde;o nasog&aacute;strica, entre outras t&eacute;cnicas invasivas dolorosas.</p>     <p>Mendes, Bastos e Paiva (2010) num estudo que pretendia descrever e analisar as viv&ecirc;ncias e experi&ecirc;ncias da pessoa com insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca, revelam que, face a uma variedade de sintomas, nomeadamente, a falta de ar e o cansa&ccedil;o, a redu&ccedil;&atilde;o, ou elimina&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica &eacute; uma das estrat&eacute;gias mais encontradas pelos doentes; resultando a dureza da viv&ecirc;ncia n&atilde;o daquilo que est&aacute; a viver, mas no modo como pensa vir a viver face &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es que encontra.</p>     <p>A monitoriza&ccedil;&atilde;o dos sintomas dolorosos para os doentes, &eacute; uma mais-valia, e uma medida a adotar na pr&aacute;tica cl&iacute;nica di&aacute;ria (Neto, 2006b), pois permite avaliar mais eficazmente as interven&ccedil;&otilde;es realizadas, bem como, avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria doen&ccedil;a. Isto permitiria reorientar as interven&ccedil;&otilde;es, definir objetivos realistas, e preparar fases posteriores angustiantes, que requerem cuidados espec&iacute;ficos, como a fase ag&oacute;nica; de forma a minorar o sofrimento do doente e fam&iacute;lia, respeitando a vontade e dignidade do doente, e n&atilde;o caindo em procedimentos diagn&oacute;sticos e terap&ecirc;uticos desadequados e in&uacute;teis face &agrave; situa&ccedil;&atilde;o evolutiva e irrevers&iacute;vel da doen&ccedil;a, que ao inv&eacute;s de proporcionar conforto (objetivo que preside a pr&aacute;tica dos cuidados paliativos) causa sofrimento.</p>     <p>     <p>Tendo em conta o valor m&eacute;dio e o respetivo histograma, os sintomas com maior preval&ecirc;ncia s&atilde;o: o cansa&ccedil;o, a depress&atilde;o e a ansiedade; sendo que, o sintoma cansa&ccedil;o s&oacute; &eacute; prevalente no primeiro tempo de avalia&ccedil;&atilde;o; o que n&atilde;o se verifica para os sintomas depress&atilde;o e ansiedade, pois estes apesar de tal como o cansa&ccedil;o serem prevalentes no primeiro tempo de avalia&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m se mant&ecirc;m como os mais prevalentes no segundo tempo. Tal como nos estudos consultados o cansa&ccedil;o &eacute; um dos sintomas que mais preocupa os doentes. O mesmo s&oacute; ser prevalente no primeiro tempo de avalia&ccedil;&atilde;o, deve-se ao facto de se tratar de uma agudiza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, ou &agrave; descoberta de um processo de doen&ccedil;a, que ao longo do internamento, e com a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas leva a uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da sua intensidade, deixando de ter o mesmo significado para o doente aquando de uma segunda avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes resultados tamb&eacute;m est&atilde;o relacionados com os diagn&oacute;sticos dos doentes que participaram no estudo; tratam-se de doentes com diferentes patologias, oncol&oacute;gicas e n&atilde;o-oncol&oacute;gicas, e muitas vezes portadores de pluripatologias. Assim, os sintomas mais prevalentes s&atilde;o sintomas subjetivos, comuns a v&aacute;rias patologias, pois dependendo da patologia de base a intensidade dos sintomas tamb&eacute;m vai ser diferente. Se os participantes deste estudo fossem apenas doentes portadores de insufici&ecirc;ncia respirat&oacute;ria cr&oacute;nica, a intensidade do sintoma falta de ar seria maior, da mesma forma, se os doentes estudados fossem portadores de insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca, os sintomas mais relatados seriam o desconforto geral e cansa&ccedil;o, seguido por falta de apetite e dispneia recorrendo ao uso da mesma escala (Opasich <i>et al</i>., 2008).</p>     <p>A depress&atilde;o e ansiedade sendo sintomas com maior preval&ecirc;ncia, podem ser reveladores do conhecimento que cada doente possui do seu processo de doen&ccedil;a. Pois perante algo novo e desconhecido, o ser humano pode desenvolver medos e ang&uacute;stias, por vezes dif&iacute;ceis de gerir; ou, perante o conhecimento do seu processo de doen&ccedil;a, e incapacidades da&iacute; resultantes, pode desencadear sentimentos de tristeza e frustra&ccedil;&atilde;o. Pode ainda ocorrer comunica&ccedil;&atilde;o pouco eficaz entre doente/fam&iacute;lia e profissional de sa&uacute;de; pois as mesmas palavras pronunciadas de forma diferente podem obter impactos diferentes no recetor, podendo a forma como &eacute; pronunciada a informa&ccedil;&atilde;o provocar danos irrepar&aacute;veis na alian&ccedil;a terap&ecirc;utica entre os intervenientes. Da&iacute; que, os primeiros minutos da comunica&ccedil;&atilde;o sejam t&atilde;o importantes; uma vez que d&atilde;o o tom &agrave; rela&ccedil;&atilde;o (Phaneuf, 2005); ajudam a promover um clima de confian&ccedil;a, e honestidade, onde o doente se sente bem e onde sente que todos est&atilde;o ali para o ajudar. O momento do acolhimento &eacute;, muitas vezes, o primeiro encontro entre o doente e o profissional de sa&uacute;de. Desde o in&iacute;cio deve ser promovida uma atitude de abertura calorosa por parte do profissional que, atrav&eacute;s da postura, das atitudes corporais, dos gestos, do contacto visual, da express&atilde;o facial, da voz, da respira&ccedil;&atilde;o, da apar&ecirc;ncia geral, do toque e, por vezes, do sil&ecirc;ncio, contribui para fortalecer a comunica&ccedil;&atilde;o; &eacute; frequente os doentes questionarem os v&aacute;rios profissionais de sa&uacute;de sobre a sua situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica: “&eacute; grave?” ou “tem cura?” ou mesmo “vou morrer?”. De acordo com Phaneuf (2005), a verdade deve ser dada a conhecer ao doente, mesmo que seja de forma progressiva, omitindo alguns aspetos menos bons, permitindo que o doente se adapte &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es da sua doen&ccedil;a. Com o decorrer da situa&ccedil;&atilde;o, devem ser esclarecidos outros aspetos relativos &agrave; doen&ccedil;a e ao seu progn&oacute;stico.</p>     <p>O controlo de sintomas, como j&aacute; foi dito anteriormente, n&atilde;o &eacute; um fim em si mesmo; faz parte de um todo, e &eacute; nesse todo que devemos intervir, sob pena de ao descurarmos um dos aspetos (controlo de sintomas, comunica&ccedil;&atilde;o adequada, apoio &agrave; fam&iacute;lia e trabalho em equipa), n&atilde;o intervirmos convenientemente no al&iacute;vio do sofrimento do doente.</p>     <p>No sentido de averiguar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre as respostas dadas a cada um dos itens da Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Sintomas de Edmonton (ESAS), nos dois tempos de avalia&ccedil;&atilde;o; e dado tratarem-se de vari&aacute;veis numa escala quantitativa em amostras com mais que 30 pacientes, aplicou-se o Teste t para duas amostras emparelhadas. Pelos resultados obtidos (quadro 2) podemos concluir que existe diferen&ccedil;a significativa entre os resultados obtidos na ESAS, para os dois tempos de avalia&ccedil;&atilde;o, nomeadamente nos sintomas: dor, cansa&ccedil;o, n&aacute;usea, ansiedade, apetite, sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar e falta de ar; como em todos os casos o intervalo de confian&ccedil;a &eacute; positivo, tem-se que, em todos os sintomas mencionados h&aacute; uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da avalia&ccedil;&atilde;o da intensidade do primeiro para o segundo momento. Sendo as diferen&ccedil;as extremamente significativas (p&lt0,001) nos sintomas dor, apetite, falta de ar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 2 – Compara&ccedil;&atilde;o da intensidade dos sintomas apresentados pelos doentes entre os dois tempos de avalia&ccedil;&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn7/IIIn7a07q2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este tipo de comportamento dos sintomas, do primeiro para o segundo tempo de avalia&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi encontrado por Bernardo (2005) e Modonesi <i>et al</i>. (2005); onde, os doentes que mais beneficiaram de cuidados paliativos hospitalares foram aqueles que apresentaram sintomatologia mais complexa.</p>     <p>Como a situa&ccedil;&atilde;o dos doentes &eacute; avaliada diariamente pelo m&eacute;dico, e durante 24 horas pelo enfermeiro, &eacute; habitual monitorizar, reavaliar e orientar ou reorientar frequentemente as situa&ccedil;&otilde;es, de modo a que sempre que uma nova situa&ccedil;&atilde;o &eacute; detetada, o plano de cuidados seja revisto e novas medidas terap&ecirc;uticas sejam adotadas, de modo a obter uma melhoria nos sintomas descontrolados. Da&iacute; que, sintomas como a dor, o apetite, a falta de ar, e a n&aacute;usea, tivessem tido uma diminui&ccedil;&atilde;o de intensidade significativa do primeiro para o segundo momento de avalia&ccedil;&atilde;o, dado tratarem-se de sintomas mais facilmente objetiv&aacute;veis, logo mais f&aacute;ceis de triar pelos profissionais de sa&uacute;de, devido &agrave; maior informa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel, permitindo assim uma maior capacidade de dete&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o; uma vez que nos servi&ccedil;os onde a colheita de dados foi realizada n&atilde;o existem escalas para avalia&ccedil;&atilde;o dos sintomas, com exce&ccedil;&atilde;o da dor, cuja avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; efetuada uma vez por turno, mediante escalas estandardizadas, no entanto, &eacute; importante referir que em alguns casos existia uma discrep&acirc;ncia entre a dor registada e a dor referida pelo doente ou familiar/cuidador.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os sintomas subjetivos cansa&ccedil;o, ansiedade e sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar embora tamb&eacute;m tivessem uma diminui&ccedil;&atilde;o da intensidade do primeiro para o segundo tempo de avalia&ccedil;&atilde;o, esta pode dever-se a uma interven&ccedil;&atilde;o efetiva nos restantes sintomas, o que permitiu uma melhoria destes, pelas caracter&iacute;sticas inerentes aos sintomas; dado que, a exist&ecirc;ncia de um sintoma descontrolado pode desencadear uma rea&ccedil;&atilde;o em cadeia, permitindo a altera&ccedil;&atilde;o de outros sintomas; partindo deste princ&iacute;pio, podemos concluir que o controlo de determinados sintomas leva ao al&iacute;vio de outros.</p>     <p>Outro aspeto importante, &eacute; o facto de se tratar, na maioria dos casos, de doentes portadores de doen&ccedil;a cr&oacute;nica, e como sabemos a doen&ccedil;a cr&oacute;nica e avan&ccedil;ada tem inerente a exist&ecirc;ncia de complexos multissintom&aacute;ticos, os doentes raramente apresentam apenas um sintoma, como nos afirma Neto (2006a), o que torna a avalia&ccedil;&atilde;o mais dif&iacute;cil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o </b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o efetuada visou a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos doentes sem perspetiva de cura, assistidos nos servi&ccedil;os de medicina interna de um hospital de agudos.</p>     <p>Sabe-se hoje, que a presen&ccedil;a de sintomas descontrolados constitui uma das principais queixas de qualquer doente. Os doentes com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, progressivas e incur&aacute;veis apresentam m&uacute;ltiplos sintomas, cuja express&atilde;o varia de pessoa para pessoa.</p>     <p>Os cuidados paliativos s&atilde;o um direito humano; e, &eacute; consensual, que a sua pr&aacute;tica n&atilde;o se esgota no controlo efetivo dos sintomas, mas n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel intervir nas restantes &aacute;reas (comunica&ccedil;&atilde;o, trabalho em equipa multidisciplinar e apoio &agrave; fam&iacute;lia) se os sintomas n&atilde;o estiverem suficientemente controlados. Os resultados dos estudos emp&iacute;ricos efetuados, indicam-nos que na fase avan&ccedil;ada da doen&ccedil;a, o controlo dos sintomas &eacute; um verdadeiro desafio, uma vez que estes, n&atilde;o acontecem isoladamente; e n&atilde;o s&atilde;o apenas os sintomas f&iacute;sicos, como a dor, que preocupam os doentes, mas tamb&eacute;m os sintomas subjetivos, como por exemplo, o cansa&ccedil;o. O controlo inadequado dos sintomas acarreta sofrimento para o doente e fam&iacute;lia e pode mesmo ter um efeito adverso na progress&atilde;o da doen&ccedil;a.</p>     <p>Os resultados deste estudo permitiram-nos concluir que a maioria dos doentes internados nos servi&ccedil;os de medicina interna de hospitais de agudos s&atilde;o doentes portadores de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, progressivas e incur&aacute;veis, que beneficiariam da exist&ecirc;ncia de servi&ccedil;os e programas de cuidados paliativos.</p>     <p>Pela an&aacute;lise efetuada verificamos que todos os doentes internados, com doen&ccedil;a cr&oacute;nica, oncol&oacute;gica ou n&atilde;o, apresentavam &agrave; entrada um descontrolo sintom&aacute;tico que ao longo do internamento, com a interven&ccedil;&atilde;o da equipa multidisciplinar, foi poss&iacute;vel diminuir, mas n&atilde;o eliminar; devido ao car&aacute;ter progressivo da maioria das patologias; e possivelmente pela falta de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica dos profissionais envolvidos. Pelo que, apesar de todos os sintomas, diminu&iacute;rem de intensidade, do primeiro para o segundo tempo de avalia&ccedil;&atilde;o, essa diminui&ccedil;&atilde;o foi muito t&eacute;nue, mais precisamente ao n&iacute;vel dos sintomas subjetivos, como por exemplo, a depress&atilde;o. Indicando que, as interven&ccedil;&otilde;es implementadas pela equipa multidisciplinar, parecem n&atilde;o ter sido suficientes para superar as necessidades dos doentes internados; pois os sintomas subjetivos t&ecirc;m n&iacute;veis de intensidade muito pr&oacute;ximos nos dois tempos de avalia&ccedil;&atilde;o. Os sintomas objetivos, s&atilde;o os que apresentam do primeiro para o segundo tempo de avalia&ccedil;&atilde;o, uma descida mais acentuada de valores m&eacute;dios de intensidade, o que parece indicar, que a equipa multidisciplinar est&aacute; mais sensibilizada para triar, e tratar estes sintomas.</p>     <p>A dificuldade que os profissionais de sa&uacute;de possam ter em assumir a inevitabilidade da morte, e o seu fracasso perante a mesma, leva a que os doentes com doen&ccedil;a incur&aacute;vel e avan&ccedil;ada permane&ccedil;am internados em hospitais de agudos, v&iacute;timas de um encarni&ccedil;amento terap&ecirc;utico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com o crescente aumento do n&uacute;mero de doentes com necessidade de cuidados paliativos, e enquanto n&atilde;o existir uma equipa espec&iacute;fica para esse fim; a ado&ccedil;&atilde;o de medidas que visem diminuir estas situa&ccedil;&otilde;es &eacute; imperiosa, n&atilde;o podendo vencer a morte, podemos aliviar o sofrimento do doente, ajudando-o a manter a sua autonomia, e respeitando a sua dignidade.</p>     <p>Este tipo de investiga&ccedil;&atilde;o torna-se de grande import&acirc;ncia, na medida em que pode vir a promover mudan&ccedil;as de atitudes, ap&oacute;s identifica&ccedil;&atilde;o dos verdadeiros problemas e necessidades dos doentes. No entanto, para que isto se concretize &eacute; necess&aacute;ria forma&ccedil;&atilde;o em cuidados paliativos; e a par desta, a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos que, permitem comparar a express&atilde;o do sintoma quando avaliado pelo doente e a express&atilde;o desse mesmo sintoma quando avaliado pelos profissionais de sa&uacute;de (enfermeiro e m&eacute;dico), como forma de obter um real conhecimento do problema, bem como, investiga&ccedil;&otilde;es que permitam identificar qual o conhecimento e as expectativas do doente acerca da sua doen&ccedil;a, e quais as expectativas do profissional de sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O PORTUGUESA DE CUIDADOS PALIATIVOS (2006a) – Cuidados paliativos: o que s&atilde;o? [Em linha]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.apcp.com.pt/index.php?n=cuidados-paliativos&cod=79&subCat=79" target="_blank">http://www.apcp.com.pt/index.php?n=cuidados-paliativos&cod=79&subCat=79</a>.</p>     <p>ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O PORTUGUESA DE CUIDADOS PALIATIVOS (2006b) – Organiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os em cuidados paliativos: crit&eacute;rios de qualidade para unidades de cuidados paliativos - recomenda&ccedil;&otilde;es da ANCP” [Em linha]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.apcp.com.pt/uploads/Recomendacoes_CritériosdeQualidade.pdf" target="_blank">http://www.apcp.com.pt/uploads/Recomendacoes_Crit&eacute;riosdeQualidade.pdf</a>.</p>     <p>ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O PORTUGUESA DE CUIDADOS PALIATIVOS (2006c) – Organiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os em cuidados paliativos: recomenda&ccedil;&otilde;es da ANCP [Em linha]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.apcp.com.pt/uploads/Recomendacoes_Organizacao_de_Servicos.pdf" target="_blank">http://www.apcp.com.pt/uploads/Recomendacoes_Organizacao_de_Servicos.pdf</a>.</p>     <p>BARBOSA, Ant&oacute;nio (2006) – Sofrimento. In BARBOSA, Ant&oacute;nio ; NETO, Isabel G., ed. lit. - Manual de cuidados paliativos. Lisboa : Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. p. 397-417.</p>     <p>BERNARDO, Ana Maria Celeste dos Santos (2005) – Avalia&ccedil;&atilde;o de sintomas em cuidados paliativos. Lisboa : Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</p>     <p>DALAL, Shalini ; DEL FABBRO, Egidio ; BRUERA, Eduardo (2006) - Symptom control in palliative care - Part I: oncology as a paradigmatic example. Journal of Palliative Care. Vol. 9, n&ordm; 2, p. 391-408.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>GOODLIN, Sarah J. (2009) - Palliative care in congestive heart failure. Journal of the American College of Cardiology. Vol. 54, n&ordm; 5, p. 386-396.</p>     <p>LORA GONZ&Aacute;LEZ, Rafael (2007) – Cuidados paliativos: su dimensi&oacute;n espiritual. Manual para su abordaje cl&iacute;nico. C&oacute;rdoba : Ediciones Torom&iacute;tico.</p>     <p>MARQUES, Ant&oacute;nio Louren&ccedil;o [et al.] (2009) - O desenvolvimento dos cuidados paliativos em Portugal. Patient Care [Em linha]. Vol. 14, n&ordm; 152. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.apcp.com.pt/index.php?sc=vis&id=422&cod=68" target="_blank"=>http://www.apcp.com.pt/index.php?sc=vis&id=422&cod=68</a>.</p>     <p>MENDES, Anabela Pereira ; BASTOS, Fernanda ; PAIVA, Abel (2010) – A pessoa com insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca. Factores que facilitam/dificultam a transi&ccedil;&atilde;o sa&uacute;de/doen&ccedil;a. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, n&ordm; 2, p. 7-16.</p>     <p>MODONESI, C. [et al.] (2005) - Impact of palliative care unit admission on symptom control evaluated by the Edmonton symptom assessment system. Journal of Pain and Symptom Management. Vol. 30, n&ordm; 4, p. 367-373.</p>     <p>MORRIS, J. [et al.] (1986) - Last days: a study of the quality of life of terminally ill cancer patients. Journal of Chronic Diseases. Vol. 39, n&ordm; 1, p. 47-62.</p>     <p>NETO, Isabel Galri&ccedil;a (2006a) – Modelos de controlo sintom&aacute;tico. In BARBOSA, Ant&oacute;nio ; NETO, Isabel Galri&ccedil;a, ed. lit. – Manual de cuidados paliativos. Lisboa : Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. p. 53-60.</p>     <p>NETO, Isabel Galri&ccedil;a (2006b) – Principio e filosofia dos cuidados paliativos. In BARBOSA, Ant&oacute;nio ; NETO, Isabel Galri&ccedil;a, ed. lit. – Manual de cuidados paliativos. Lisboa : Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. p. 17-52.</p>     <p>OPASICH, Cristina [et al.] (2008) - Physical and emotional symptom burden of patients with end-stage heart failuire: what to measure, how and why. Journal of Cardiovascular Medicine. Vol. 9, n&ordm; 11, p. 1104-1108.</p>     <p>PALMA, Alejandra [et al.] (2008) - Frecuencia y pesquisa de s&iacute;ntomas en pacientes cr&oacute;nicos en fases avanzadas en un hospital cl&iacute;nico. Existe concord&acirc;ncia entre pacientes y m&eacute;dicos? Revista M&eacute;dica de Chile. Vol. 136, n&ordm; 5, p. 561-569.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PHANEUF, Margot (2005) – Comunica&ccedil;&atilde;o, entrevista, rela&ccedil;&atilde;o de ajuda e valida&ccedil;&atilde;o. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     <p>PINCOMBE, J. ; BROWN, M. ; MCCUTCHEON, H. (2003) - No time for dying: a study of the care of dying patients in two acute care Australian hospitals. Journal of Palliative Care. Vol. 19, n&ordm; 2, p. 77-86.</p>     <p>SIGURDARDOTTIR, K. Ruth ; HAUGEN, D. F. (2008) – Prevalence of distressing symptoms in hospitalized patients on medical wards: a cross-sectional study. BMC Palliative Care [Em linha]. Vol. 7. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.biomedcentral.com/1472-684X/7/16" target="_blank">http://www.biomedcentral.com/1472-684X/7/16</a>.</p>     <p>TWYCROSS, Robert (2003) - Cuidados paliativos. 2&ordf; ed. Lisboa : Climepsi Editores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 07.09.11</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.01.11</p>      ]]></body><back>
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