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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Partilha de informação de enfermagem: dimensões do Papel de Prestador de Cuidados]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: the quality and continuity of nursing care depend on the quality of information flows between different contexts of care. Objectives: to analyze information relating to the nursing diagnosis and its dimensions, on the role of the care-giver who shared in the transition from hospital to community health care, and the quality of information flows established. Methods: we carried out a content analysis of data from 97 cases derived from the structure of nursing information sharing between the hospital and primary health care at the time of hospital discharge and first contact with nursing primary health care. Results: the documentation at the time of hospital discharge indicates the existence of a significant number of cases where the «Caregiver» emerged as a focus of the nurse, with implications for the process of continuity of care in the transition from hospital to community. However, the continuity of information flow in shared documentation on such cases is on many situations, reduced or nonexistent. Conclusion: the documentation focused on the development of knowledge and skills to carry out the role of career and there was no continuity in information flow in half the cases analyzed.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Contexto: la calidad y continuidad de los cuidados de enfermería dependen de la calidad del flujo de información entre los distintos contextos de prestación de cuidados. Objetivos: analizar la información relacionada con el diagnóstico de enfermería y sus dimensiones con respecto a la función de cuidador, compartida durante la transición de la atención hospitalaria a la atención sanitaria comunitaria y la calidad del flujo de información establecido entre estas. Metodología: se llevó a cabo el análisis del contenido de los datos de 97 casos, obtenidos de la estructura del intercambio de información de enfermería entre el Hospital y el Centro de Salud, en el momento del alta hospitalaria y del primer contacto de atención primaria. Resultados: la documentación en el momento del alta hospitalaria, indica la existencia de un número significativo de casos en los que el «papel de cuidador» se perfila como un foco de atención por parte del enfermero, con implicaciones para el proceso de continuidad de la atención en la transición del hospital a la comunidad. Sin embargo, la continuidad del flujo de información de la documentación compartida sobre estos casos es compartida es, a menudo, reducido o inexistente. Conclusión: la documentación compartida se centró en el desarrollo de conocimientos y habilidades para ejercer la función de cuidador sin que se comprobara una continuidad en el flujo de información en mitad de los casos analizados.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Partilha de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem: dimens&otilde;es do Papel de Prestador de Cuidados</b></p>    <p><b>Sharing nursing information: dimensions of the role of the care-giver</b></p>     <p><b>Compartir informaci&oacute;n de enfermer&iacute;a: las dimensiones del papel de cuidador</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Paulo Manuel Dias da Silva Azevedo</b>*; <b>Paulino Artur Ferreira de Sousa</b>**</p>     <p>* Mestre em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Doutorando em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem no ICBAS. Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. Enfermeiro Coordenador no Hospital da Arr&aacute;bida [<a href="mailto:paulo.m.azevedo@gmail.com">paulo.m.azevedo@gmail.com</a>].</p>     <p>** Mestre em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Doutor em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Professor Coordenador da Escola Superior de Enfermagem do Porto [<a href="mailto:paulino@esenf.pt">paulino@esenf.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resumo</b></P>     <p>Enquadramento: a qualidade e continuidade dos cuidados de enfermagem dependem da qualidade dos fluxos informacionais entre os diferentes contextos de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados. Objetivos: analisar a informa&ccedil;&atilde;o respeitante ao diagn&oacute;stico de enfermagem e suas dimens&otilde;es relativas ao Papel de Prestador de Cuidados, partilhada na transi&ccedil;&atilde;o de cuidados do hospital para os cuidados de sa&uacute;de comunit&aacute;rios e a qualidade dos fluxos informacionais estabelecidos. Metodologia: procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do dos dados de 97 casos, extra&iacute;dos da estrutura de partilha de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem entre Hospital e Centro de Sa&uacute;de, no momento da alta hospitalar e no primeiro contacto nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. Resultados: a documenta&ccedil;&atilde;o no momento da alta hospitalar traduz a exist&ecirc;ncia de um n&uacute;mero significativo de casos onde o Papel de Prestador de Cuidados surge como foco de aten&ccedil;&atilde;o do enfermeiro, com implica&ccedil;&otilde;es no processo de continuidade de cuidados na transi&ccedil;&atilde;o do hospital para a comunidade. Contudo, a continuidade do fluxo informacional da documenta&ccedil;&atilde;o partilhada sobre estes casos &eacute;, em muitas situa&ccedil;&otilde;es, reduzida ou inexistente. Conclus&atilde;o: a documenta&ccedil;&atilde;o partilhada centrou-se no desenvolvimento de conhecimentos e habilidades para o exerc&iacute;cio do Papel de Prestador de Cuidados, n&atilde;o se verificando continuidade no fluxo informacional em metade dos casos analisados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> informa&ccedil;&atilde;o; cuidados de enfermagem; cuidadores</p>     <p>&nbsp;</p>      <P><b>Abstract</b></p>     <p>Background: the quality and continuity of nursing care depend on the quality of information flows between different contexts of care. Objectives: to analyze information relating to the nursing diagnosis and its dimensions, on the role of the care-giver who shared in the transition from hospital to community health care, and the quality of information flows established. Methods: we carried out a content analysis of data from 97 cases derived from the structure of nursing information sharing between the hospital and primary health care at the time of hospital discharge and first contact with nursing primary health care. Results: the documentation at the time of hospital discharge indicates the existence of a significant number of cases where the &laquo;Caregiver&raquo; emerged as a focus of the nurse, with implications for the process of continuity of care in the transition from hospital to community. However, the continuity of information flow in shared documentation on such cases is on many situations, reduced or nonexistent. Conclusion: the documentation focused on the development of knowledge and skills to carry out the role of career and there was no continuity in information flow in half the cases analyzed.</p>     <p><b>Keywords:</b> information; nursing care; caregivers</p>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resumen</b></P>			     <p>Contexto: la calidad y continuidad de los cuidados de enfermer&iacute;a dependen de la calidad del flujo de informaci&oacute;n entre los distintos contextos de prestaci&oacute;n de cuidados. Objetivos: analizar la informaci&oacute;n relacionada con el diagn&oacute;stico de enfermer&iacute;a y sus dimensiones con respecto a la funci&oacute;n de cuidador, compartida durante la transici&oacute;n de la atenci&oacute;n hospitalaria a la atenci&oacute;n sanitaria comunitaria y la calidad del flujo de informaci&oacute;n establecido entre estas. Metodolog&iacute;a: se llev&oacute; a cabo el an&aacute;lisis del contenido de los datos de 97 casos, obtenidos de la estructura del intercambio de informaci&oacute;n de enfermer&iacute;a entre el Hospital y el Centro de Salud, en el momento del alta hospitalaria y del primer contacto de atenci&oacute;n primaria. Resultados: la documentaci&oacute;n en el momento del alta hospitalaria, indica la existencia de un n&uacute;mero significativo de casos en los que el &laquo;papel de cuidador&raquo; se perfila como un foco de atenci&oacute;n por parte del enfermero, con implicaciones para el proceso de continuidad de la atenci&oacute;n en la transici&oacute;n del hospital a la comunidad. Sin embargo, la continuidad del flujo de informaci&oacute;n de la documentaci&oacute;n compartida sobre estos casos es compartida es, a menudo, reducido o inexistente. Conclusi&oacute;n: la documentaci&oacute;n compartida se centr&oacute; en el desarrollo de conocimientos y habilidades para ejercer la funci&oacute;n de cuidador sin que se comprobara una continuidad en el flujo de informaci&oacute;n en mitad de los casos analizados.</p>     <p><b>Palabras clave:</b> informaci&oacute;n; atenci&oacute;n de enfermer&iacute;a; cuidadores</p>     <p>&nbsp;</p>			     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></P>     <p>A fragmenta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de &eacute; um motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o atual devido ao uso crescente pelos cidad&atilde;os de diferentes recursos de sa&uacute;de, originando a viv&ecirc;ncia de transi&ccedil;&otilde;es entre os diferentes n&iacute;veis de cuidados. A Organisation For Economic Co-operation And Development (OECD, 2010) refere que o setor da sa&uacute;de enfrenta problemas significativos, devido &agrave; fragmenta&ccedil;&atilde;o do processo de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de e a falhas na transfer&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o entre as organiza&ccedil;&otilde;es intervenientes nesse processo. Em Portugal, o Observat&oacute;rio Portugu&ecirc;s dos Sistemas de Sa&uacute;de (OPSS, 2010) aponta a integra&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de, como um dos desafios mais decisivos para garantir a pr&oacute;pria sustentabilidade do sistema de sa&uacute;de e os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, como ferramentas centrais para o desenvolvimento de mecanismos de integra&ccedil;&atilde;o de cuidados, atrav&eacute;s da produ&ccedil;&atilde;o, modela&ccedil;&atilde;o e garantia da coer&ecirc;ncia dos dados. &Eacute; hoje consensual que a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados seguros, fidedignos e confi&aacute;veis s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel a partir do suporte de um modelo de informa&ccedil;&atilde;o que permita aos profissionais o acesso, de forma controlada, a informa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de relevante de qualquer utente, independentemente do local e origem da presta&ccedil;&atilde;o (Portugal, ACSS - Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento</b></p>     <p>Portugal encontra-se entre os pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia com maior utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de registos eletr&oacute;nicos (ACSS, idem), nomeadamente no suporte ao processo de conce&ccedil;&atilde;o e registo dos cuidados de enfermagem, que utilizam linguagem classificada (CIPE&#174). Os percursos desenvolvidos (Silva, 2001; Sousa, 2006; Pereira, 2009), assentes em processos de reflex&atilde;o sobre a problem&aacute;tica da informa&ccedil;&atilde;o inerente aos cuidados de enfermagem, ao envolverem diretamente os utilizadores dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, possibilitaram a apropria&ccedil;&atilde;o dos requisitos e conceitos essenciais &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nicos e a exist&ecirc;ncia de um conjunto de dados, que torna poss&iacute;vel infer&ecirc;ncias sobre as pr&aacute;ticas de cuidados e assim encetar programas de melhoria cont&iacute;nua.</p>     <p>A necessidade de maior acessibilidade &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos sistemas, que pudesse fomentar a continuidade de cuidados entre os diferentes contextos (hospital e centros de sa&uacute;de), esteve na origem da constru&ccedil;&atilde;o de uma plataforma de partilha de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem (Sousa, 2006), que possibilita o acesso a informa&ccedil;&atilde;o constantemente atualizada e suscet&iacute;vel de auxiliar os enfermeiros na interpreta&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise das situa&ccedil;&otilde;es que requerem cuidados de enfermagem em cada contexto de cuidados de sa&uacute;de.</p>     <p>A natureza dos cuidados de enfermagem, a sua riqueza informativa e as op&ccedil;&otilde;es de documenta&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros nos contextos da pr&aacute;tica justificam uma an&aacute;lise e reflex&atilde;o sobre a ess&ecirc;ncia e valor da informa&ccedil;&atilde;o centrada no Papel de Prestador de Cuidados (interagir de acordo com as responsabilidades de cuidar de algu&eacute;m, express&atilde;o de comportamentos de papel adequados ou inadequados de um prestador de cuidados, (…) em rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados aos membros dependentes da fam&iacute;lia – ICN, 2002), tendo como finalidade a melhoria da continuidade e qualidade de cuidados e dos fluxos informacionais, que contribuam para uma melhor integra&ccedil;&atilde;o e transi&ccedil;&atilde;o de cuidados entre diferentes contextos de cuidados de sa&uacute;de.</p>     <p>O conceito de informa&ccedil;&atilde;o vem sendo objeto de estudo de diferentes disciplinas do conhecimento, com &ecirc;nfase para a sua import&acirc;ncia na comunica&ccedil;&atilde;o, emergindo em simult&acirc;neo como um fen&oacute;meno social. Para Moresi (2000), na nova realidade mundial e sociedade globalizada, a informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; apenas um recurso, mas o recurso pelo que a gest&atilde;o de uma organiza&ccedil;&atilde;o requer a perce&ccedil;&atilde;o objetiva e precisa do seu valor. Contudo, trata-se ainda de um conceito que necessita de refinamento, uma vez que v&atilde;o coexistindo diferentes interpreta&ccedil;&otilde;es, dependentes da &aacute;rea do saber onde &eacute; utilizado.</p>     <p>Tratando-se de um conceito por vezes entendido de forma amb&iacute;gua pelos profissionais de sa&uacute;de, Erdley (2005) tem vindo a desenvolver esfor&ccedil;os no sentido de encontrar uma defini&ccedil;&atilde;o orientadora sobre o conceito de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem. Os resultados demonstram que apesar de se tratar de um conceito complexo e multidimensional, que necessita de ser refinado, &eacute; essencial para a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados (a informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel influencia as a&ccedil;&otilde;es de enfermagem) e &eacute; dependente do contexto em que estes ocorrem, o que influencia o conte&uacute;do e interpreta&ccedil;&atilde;o, que &eacute; de car&aacute;ter individual.</p>     <p>Vale ainda a pena considerar a no&ccedil;&atilde;o anteriormente introduzida por Losee (1997), que considera a informa&ccedil;&atilde;o como o resultado de um processo de transforma&ccedil;&atilde;o de <i>inputs</i> em <i>outputs</i> e que informa sempre sobre alguma coisa. Neste sentido, a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o &eacute; dependente dos dados que lhe d&atilde;o origem (Pereira, 2009), pelo que a qualidade dos fluxos informacionais depende tamb&eacute;m da qualidade dos dados de origem, com implica&ccedil;&otilde;es no valor atribu&iacute;do &agrave; informa&ccedil;&atilde;o que &eacute; partilhada entre contextos de cuidados. No &acirc;mbito da partilha de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem, o valor da informa&ccedil;&atilde;o reside n&atilde;o s&oacute; nos dados dispon&iacute;veis, mas principalmente na sua interpreta&ccedil;&atilde;o (Sousa, 2006). Assim, &eacute; a partir do <i>timing</i> de acesso, da disponibiliza&ccedil;&atilde;o e da interpreta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, que se pode perceber o seu valor para aspetos como a tomada de decis&atilde;o, a gest&atilde;o de cuidados e a sua continuidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sendo a continuidade de cuidados um dos prop&oacute;sitos dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, verifica-se, contudo, que o conceito de continuidade &eacute; entendido de forma diversa pelos diferentes prestadores de cuidados de sa&uacute;de. Com o intuito de procurar um entendimento comum, a <i>Canadian Health Services Research Foundation</i> (2002) refere a necessidade de se considerarem diferentes tipos de continuidade: a continuidade informacional, a continuidade relacional e a continuidade na administra&ccedil;&atilde;o dos cuidados, que se constituem como elementos essenciais para a qualidade dos cuidados.</p>     <p>Para efeitos da discuss&atilde;o que se pretende com este artigo, interessa abordar a continuidade informacional, que segundo <i>Canadian Health Services Research Foundation</i> (idem) consiste na utiliza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o acerca de eventos e circunst&acirc;ncias anteriores, de forma a garantir cuidados apropriados &agrave; condi&ccedil;&atilde;o individual dos clientes, constituindo o elo que promove a liga&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados entre os diferentes profissionais e a rela&ccedil;&atilde;o entre eventos de sa&uacute;de anteriores com os atuais, de forma a possibilitar a adapta&ccedil;&atilde;o dos cuidados &agrave;s atuais necessidades dos clientes. Ainda segundo esta fonte, a avalia&ccedil;&atilde;o da continuidade informacional pode ser dividida em dois tipos. A avalia&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; transfer&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o entre quem presta cuidados e a que se refere &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o dessa informa&ccedil;&atilde;o para os cuidados subsequentes.</p>     <p>No contexto da partilha de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem, interessa pois perceber como podem a continuidade informacional e o conte&uacute;do da informa&ccedil;&atilde;o contribuir para a continuidade e transi&ccedil;&atilde;o de cuidados entre hospital e centros de sa&uacute;de.</p>     <p>Considerando que a informa&ccedil;&atilde;o deve ser encarada como um recurso a ser gerido no &acirc;mbito da promo&ccedil;&atilde;o e introdu&ccedil;&atilde;o de programas de melhoria cont&iacute;nua dos cuidados de sa&uacute;de, nomeadamente os que se encontram na esfera da tomada de decis&atilde;o em enfermagem, a an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o referente aos modelos em uso, contrapondo-a com os expostos (Silva, 2001), poder&aacute; contribuir para a obten&ccedil;&atilde;o de orienta&ccedil;&otilde;es para a constru&ccedil;&atilde;o de caminhos de desenvolvimento.</p>     <p>Neste sentido, foi efetuada uma an&aacute;lise ao conte&uacute;do da informa&ccedil;&atilde;o partilhada entre diferentes contextos da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, tomando como alvo de estudo o foco de aten&ccedil;&atilde;o do Papel de Prestador de Cuidados, aspeto dos cuidados que se situa ainda no territ&oacute;rio do modelo exposto (Pereira, 2009), procurando identificar aspetos a melhorar na qualidade informacional que favore&ccedil;am o seu fluxo e a transi&ccedil;&atilde;o de cuidados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Se at&eacute; determinado momento a partilha de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem se revelou como uma &aacute;rea problem&aacute;tica, a implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o que facilita os fluxos de informa&ccedil;&atilde;o entre diferentes contextos de cuidados de sa&uacute;de constitui uma oportunidade para a melhoria da qualidade, quer desses mesmos fluxos, quer dos conte&uacute;dos informacionais partilhados. A arquitetura de partilha de informa&ccedil;&atilde;o em uso em algumas organiza&ccedil;&otilde;es (Sousa, 2006) permite a obten&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de dados de enfermagem e a troca de informa&ccedil;&atilde;o em tempo real, a partir da sele&ccedil;&atilde;o efetuada, tendo como base um crit&eacute;rio temporal ou o conte&uacute;do da informa&ccedil;&atilde;o pretendida (avalia&ccedil;&atilde;o inicial, diagn&oacute;sticos, interven&ccedil;&otilde;es, …) em rela&ccedil;&atilde;o a determinado cliente inscrito nos sistemas operacionais (SONHO, no hospital e SINUS no centro de sa&uacute;de), privilegiando-se os enunciados com termos definidos na Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional para a Pr&aacute;tica de Enfermagem (CIPE&#174).</p>     <p>Dadas as potencialidades que a estrutura de partilha de informa&ccedil;&atilde;o oferece e o prop&oacute;sito de estudo de um foco de enfermagem que necessita de maior clarifica&ccedil;&atilde;o nos contextos da pr&aacute;tica cl&iacute;nica, o estudo foi orientado pelas seguintes quest&otilde;es: que informa&ccedil;&atilde;o relativa ao desempenho do Papel de Prestador de Cuidados, referente aos enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem e suas dimens&otilde;es, &eacute; documentada e partilhada na transi&ccedil;&atilde;o de cuidados do hospital para os cuidados de sa&uacute;de comunit&aacute;rios? E que qualidade t&ecirc;m os fluxos informacionais entre esses contextos?</p>     <p>Adotou-se uma abordagem qualitativa, alicer&ccedil;ada num paradigma interpretativo, tendo-se procedido &agrave; an&aacute;lise documental e de conte&uacute;do (Fortin, 1999) dos enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem relativos ao foco de aten&ccedil;&atilde;o Papel de Prestador de Cuidados. Trata-se de um estudo descritivo simples, em que se procurou a descri&ccedil;&atilde;o de um fen&oacute;meno de forma a estabelecer as caracter&iacute;sticas de uma amostra relativa a esse fen&oacute;meno (Fortin, idem) e em que o investigador se colocou como um <i>&laquo;bricoleur&raquo;</i> interpretativo, procurando construir uma montagem reflexiva e descritiva de momentos significativos (Denzin e Lincoln, 2006) e a cria&ccedil;&atilde;o de algo de novo, que permita uma vis&atilde;o diferente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste artigo, foi utilizada uma parte dos dados extra&iacute;dos de uma estrutura de partilha de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem e que fazem parte de um estudo mais alargado (Azevedo, 2010), realizado numa Unidade Local de Sa&uacute;de, garantindo-se o respeito pelos princ&iacute;pios &eacute;ticos inerentes &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente no que se refere &agrave; salvaguarda do anonimato e confidencialidade quanto &agrave; informa&ccedil;&atilde;o acedida. Foram apenas considerados os dados respeitantes &agrave; an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o documentada pelos enfermeiros, no momento da alta hospitalar e no momento do primeiro contacto com os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, referentes aos enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem e suas dimens&otilde;es, relativos ao foco de aten&ccedil;&atilde;o do Papel de Prestador de Cuidados.</p>     <p>Os dados, respeitantes a um espa&ccedil;o temporal de 5 meses, s&atilde;o relativos a casos em que foi identificado o foco de aten&ccedil;&atilde;o Papel de Prestador de Cuidados dos doentes que tiveram alta cl&iacute;nica dos servi&ccedil;os cir&uacute;rgicos e de medicina de um hospital e que est&atilde;o inscritos nos Centros de Sa&uacute;de (CS) e Unidades de Sa&uacute;de Familiar (USF) da Unidade Local de Sa&uacute;de onde se realizou o estudo, foram extra&iacute;dos a partir do sistema de informa&ccedil;&atilde;o em uso na estrutura de partilha de informa&ccedil;&atilde;o e agrupados numa base de dados constru&iacute;da para o efeito. Foram apenas considerados os casos em que o primeiro contacto com os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios tivesse ocorrido at&eacute; 15 dias ap&oacute;s o momento da alta hospitalar.</p>     <p>Assim, dos 249 casos inicialmente identificados, aplicando-se os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o/exclus&atilde;o, foi considerada uma amostra final com dados referentes a 97 casos para an&aacute;lise.</p>     <p>Foi utilizada a an&aacute;lise documental e an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 2006), sendo a informa&ccedil;&atilde;o tratada de forma sequencial, dando origem a uma organiza&ccedil;&atilde;o final dos dados que possibilitou a compara&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o relativa ao Papel de Prestador de Cuidados, considerando o contexto em que foi produzida (hospital ou centro de sa&uacute;de) e momento (alta e primeiro contacto com os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios). Foi assim poss&iacute;vel a compara&ccedil;&atilde;o entre os enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem em cada um desses momentos e estabelecer a sua rela&ccedil;&atilde;o com as &aacute;reas de cuidados que foram privilegiadas pelos enfermeiros, na transi&ccedil;&atilde;o entre contextos de cuidados.</p>     <p>Em seguida, foi efetuada a an&aacute;lise do conte&uacute;do, considerando quer a sua vertente qualitativa, quer quantitativa, o que possibilitou a realiza&ccedil;&atilde;o de um trabalho interpretativo e de atribui&ccedil;&atilde;o de significado, tanto a partir da distribui&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias do conte&uacute;do, como pela sua presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia. O modelo de an&aacute;lise teve por base a CIPE&#174, vers&atilde;o beta 2, que &eacute; a vers&atilde;o que continua a integrar os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em enfermagem informatizados em uso. Os dados foram agrupados partindo da documenta&ccedil;&atilde;o relativa ao desempenho do Papel de Prestador de Cuidados, chegando-se assim &agrave;s &aacute;reas de aten&ccedil;&atilde;o privilegiadas pelos enfermeiros, quer no momento da alta, quer do primeiro contacto no contexto dos CS e USF. Procedeu-se em seguida &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do dessa informa&ccedil;&atilde;o, procurando verificar se existia continuidade no seu fluxo e se poderia inferir-se a exist&ecirc;ncia de continuidade informacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os dados obtidos dizem respeito essencialmente a doentes internados em servi&ccedil;os de medicina (62%) e cirurgia (33%), sendo os restantes 5% provenientes de doentes internados em servi&ccedil;os de especialidade como urologia, ginecologia e neurocirurgia. Os doentes aos quais se associou no processo de conce&ccedil;&atilde;o de cuidados o foco Papel de Prestador de Cuidados constitu&iacute;am um grupo de pessoas idosas, com uma m&eacute;dia de idades de 72,5 anos, com mediana de 75 anos e moda de 79 anos.</p>     <p>A an&aacute;lise efetuada permitiu conhecer quais os focos de aten&ccedil;&atilde;o associados &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia do doente do exerc&iacute;cio do Papel de Prestador de Cuidados, que motivaram enunciados dos diagn&oacute;sticos centrados no prestador de cuidados, quer no momento da alta, quer no contacto com os CS e USF. Verificou-se que essa depend&ecirc;ncia se centrou no momento da alta, face a um total de 200 enunciados diagn&oacute;sticos identificados, no dom&iacute;nio do Auto cuidado, que concentrou a maioria dos diagn&oacute;sticos (68%), repartindo-se os restantes pelo dom&iacute;nio da Fun&ccedil;&atilde;o (27,5%), representando o subdom&iacute;nio dos tegumentos mais de metade das condi&ccedil;&otilde;es dos doentes que requeriam um cuidador. O dom&iacute;nio das raz&otilde;es para a a&ccedil;&atilde;o foi aquela que menor relevo teve (4,5%) na documenta&ccedil;&atilde;o partilhada (quadro 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>QUADRO 1 – Dom&iacute;nios dos focos de aten&ccedil;&atilde;o de enfermagem partilhados no momento da alta hospitalar.</p>  <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn7/IIIn7a12q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise comparativa entre os dados documentados no momento da alta hospitalar e o primeiro contacto no CS permitiu verificar que no momento do contacto com os CS e USF foram identificados um menor n&uacute;mero de focos de aten&ccedil;&atilde;o, com enunciados diagn&oacute;sticos identificados (n = 60), representando o dom&iacute;nio do Auto cuidado uma menor percentagem dos focos associados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do doente que exigiam um cuidador (51,7%). No dom&iacute;nio da Fun&ccedil;&atilde;o verificou-se um aumento na referencia&ccedil;&atilde;o de focos de aten&ccedil;&atilde;o (45%) com enunciados diagn&oacute;sticos identificados, verificando-se uma diminui&ccedil;&atilde;o (3,3%) do dom&iacute;nio das Raz&otilde;es para a a&ccedil;&atilde;o (quadro 2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>QUADRO 2 – Dom&iacute;nios dos focos de aten&ccedil;&atilde;o de enfermagem partilhados no momento do contacto ap&oacute;s a alta hospitalar.</p>  <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn7/IIIn7a12q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os focos de aten&ccedil;&atilde;o que constam nos quadros anteriores, que se associaram &agrave; condi&ccedil;&atilde;o do doente que motivou a necessidade de que algu&eacute;m assumisse o Papel de Prestador de Cuidados, remetem para uma abordagem centrada nas compet&ecirc;ncias cognitivas e instrumentais para o desempenho do papel, nomeadamente nas dimens&otilde;es: conhecimento e aprendizagem de habilidades do prestador de cuidados.</p>     <p>No momento da alta hospitalar, fruto das estrat&eacute;gias desenvolvidas pelos enfermeiros, centradas no Papel de Prestador de Cuidados, tendo por base a prepara&ccedil;&atilde;o para o regresso a casa, os enunciados diagn&oacute;sticos centraram-se maioritariamente (75,4%) na dimens&atilde;o &laquo;conhecimento&raquo;. A dimens&atilde;o da aprendizagem de habilidades traduziu 24,6% dos enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem, incidindo essencialmente em como assistir a pessoa dependente no Auto cuidado (tabela 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>TABELA 1 – Dimens&otilde;es/&Aacute;reas tem&aacute;ticas dos enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem associados aos focos de aten&ccedil;&atilde;o de enfermagem: momento da alta hospitalar</p>  <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn7/IIIn7a12t1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No momento do contacto com os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, verificou-se que o &acirc;mbito do desenvolvimento das compet&ecirc;ncias cognitivas continuava a traduzir a maioria dos enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem (82,7%), continuando a dimens&atilde;o da aprendizagem de habilidades a representar uma parcela pequena (17,3%) dos diagn&oacute;sticos, com &ecirc;nfase na preven&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es (tabela 2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>TABELA 2 – Dimens&otilde;es/&Aacute;reas tem&aacute;ticas dos enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem associados aos focos de aten&ccedil;&atilde;o de enfermagem: momento do primeiro contacto ap&oacute;s a alta hospitalar</p>  <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn7/IIIn7a12t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>De real&ccedil;ar ainda que em 34% dos casos foi documentado, no momento da alta, que o prestador de cuidados n&atilde;o demonstrava ter adquirido conhecimentos e/ou habilidades para lidar com a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do doente. Este facto s&oacute; por si justificaria a necessidade de avalia&ccedil;&atilde;o no primeiro contacto, suscet&iacute;vel de identificar (ou n&atilde;o) a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem que promovessem a continuidade de cuidados. A an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o referente a estes casos, permitiu verificar que em mais de metade (57,6%) destas situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se verificou continuidade do fluxo de informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Foi tamb&eacute;m poss&iacute;vel verificar qual o tempo decorrido entre o momento da alta hospitalar e o primeiro contacto de enfermagem no contexto dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. Para a totalidade dos casos, esse tempo foi em m&eacute;dia de 4 dias com desvio padr&atilde;o de 2,9 dias. Verificou-se ainda que o tempo decorrido at&eacute; ao primeiro contacto com os prestadores de cuidados, que n&atilde;o tinham no momento da alta, demonstrado aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e/ou habilidades (34%), foi em m&eacute;dia de 4,8 dias, desvio padr&atilde;o de 3,2 dias, enquanto para os restantes casos (66%) foi em m&eacute;dia de 3 dias, com um desvio padr&atilde;o de 2,5 dias, sendo superior o tempo decorrido at&eacute; ao primeiro contacto, nos casos em que os prestadores de cuidados apresentavam maiores dificuldades em lidar com a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da pessoa dependente.</p>     <p>A an&aacute;lise comparativa entre a informa&ccedil;&atilde;o documentada no momento da alta hospitalar e a documentada no momento do primeiro contacto com os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios permitiu constatar que em 50,5% dos casos n&atilde;o se p&ocirc;de inferir continuidade informacional, uma das dimens&otilde;es da continuidade de cuidados. Nestes casos, n&atilde;o se pode concluir que a informa&ccedil;&atilde;o documentada no momento da alta tenha sido considerada para a presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados subsequentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo n&atilde;o se pode estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o linear entre a n&atilde;o-documenta&ccedil;&atilde;o de determinados aspetos dos cuidados e a aus&ecirc;ncia da sua presta&ccedil;&atilde;o, uma vez que as infer&ecirc;ncias foram realizadas a partir da informa&ccedil;&atilde;o documentada e n&atilde;o a partir da observa&ccedil;&atilde;o dos cuidados prestados. Contudo, os resultados encontrados apresentam relev&acirc;ncia para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica, no sentido em que permitem constatar a necessidade de evolu&ccedil;&atilde;o na documenta&ccedil;&atilde;o dos aspetos relacionados com o exerc&iacute;cio do Papel de Prestador de Cuidados.</p>     <p>A an&aacute;lise da documenta&ccedil;&atilde;o existente no momento da alta e no momento do primeiro contacto com os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios possibilitou a compara&ccedil;&atilde;o entre os enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem associados ao foco de aten&ccedil;&atilde;o em estudo e a descri&ccedil;&atilde;o das necessidades em cuidados das pessoas que assumiram o desempenho do Papel de Prestador de Cuidados. Foi poss&iacute;vel constatar que apenas em metade da amostra se p&ocirc;de concluir pela continuidade informacional, o que remete para aspetos do processo de conce&ccedil;&atilde;o de cuidados em uso e da import&acirc;ncia atribu&iacute;da a quem exerce o papel de prestador de cuidados como um cliente e parceiro do processo de cuidados, o que est&aacute; de acordo com Pereira (2009), que refere que este &eacute; ainda um aspeto dos cuidados na esfera do exposto e com Ara&uacute;jo et al. (2008), que verificou a exist&ecirc;ncia de uma maior prefer&ecirc;ncia dos enfermeiros pelos aspetos instrumentais dos cuidados centrados na pessoa dependente, descurando o cuidador principal e a fam&iacute;lia. Configura-se portanto neste dom&iacute;nio um amplo espa&ccedil;o de melhoria do exerc&iacute;cio e da produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o que lhe est&aacute; associado. Apesar destas conting&ecirc;ncias, &eacute; poss&iacute;vel extrair do estudo dois aspetos que sustentam a necessidade de um maior investimento na melhoria na articula&ccedil;&atilde;o da continuidade de cuidados entre as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</p>     <p>O primeiro reside no n&uacute;mero de pessoas inicialmente identificadas como dependentes do exerc&iacute;cio do Papel de Prestador de Cuidados (249), que permite verificar que este &eacute; um contexto significativo e que necessita urgentemente de maior aten&ccedil;&atilde;o e de implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de apoio aos prestadores de cuidados.</p>     <p>O segundo aspeto relevante diz respeito &agrave;s capacidades adquiridas pelo prestador de cuidados. Efetivamente, nem todas as pessoas conseguem adquirir a mestria necess&aacute;ria para executarem cuidados complexos, o que refor&ccedil;a a ideia da exist&ecirc;ncia de uma rede de apoio onde a assist&ecirc;ncia domicili&aacute;ria e a supervis&atilde;o s&atilde;o essenciais. Da an&aacute;lise efetuada, constata-se que um n&uacute;mero significativo dos prestadores de cuidados (34%), no momento da alta, n&atilde;o demonstrava ter adquirido conhecimentos e/ou habilidades para lidar com a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da pessoa dependente. Nestes casos, foi tamb&eacute;m poss&iacute;vel verificar que o tempo m&eacute;dio de demora no acesso ao primeiro contacto com os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios foi superior aos restantes casos. Se considerarmos ainda que no momento da alta os enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem se centravam maioritariamente no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias cognitivas e menos no desenvolvimento de aprendizagem de habilidades, estes resultados apontam para a necessidade de reformula&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de prepara&ccedil;&atilde;o do regresso a casa, especialmente quando inseridas no &acirc;mbito da diminui&ccedil;&atilde;o dos tempos de internamento, onde a alta acontece ap&oacute;s os cuidados m&eacute;dicos deixarem de ser necess&aacute;rios em contexto hospitalar.</p>     <p>&Eacute; evidente, atrav&eacute;s da an&aacute;lise aos enunciados dos diagn&oacute;sticos de enfermagem, a preocupa&ccedil;&atilde;o em dotar de saberes os prestadores de cuidados, para que em seguida os possam colocar em pr&aacute;tica (saber para depois fazer). Todavia, a avalia&ccedil;&atilde;o da coloca&ccedil;&atilde;o em pr&aacute;tica dos saberes, atrav&eacute;s do acompanhamento do desenvolvimento da aprendizagem de habilidades dos prestadores de cuidados encontra-se, muitas vezes, dificultada a n&iacute;vel hospitalar, entre outros aspetos, devido &agrave; tend&ecirc;ncia para a diminui&ccedil;&atilde;o dos tempos de internamento. Da&iacute; que muitas das estrat&eacute;gias de instru&ccedil;&atilde;o e treino do prestador de cuidados tenham que ser continuadas e adaptadas ao contexto domicili&aacute;rio dos clientes, o que vem refor&ccedil;ar a necessidade da exist&ecirc;ncia de fluxos de informa&ccedil;&atilde;o que suportem a continuidade de cuidados e a referencia&ccedil;&atilde;o de casos.</p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de prepara&ccedil;&atilde;o para o exerc&iacute;cio do Papel de Prestador de Cuidados &eacute; um fator que influencia as estrat&eacute;gias de cuidados (Schumaker <i>et al</i>., 2008), que devem ir para al&eacute;m de breves per&iacute;odos de instru&ccedil;&atilde;o (Schumaker <i>et al</i>., 2000). Por outro lado, as necessidades dos cuidadores durante a transi&ccedil;&atilde;o dos cuidados hospitalares para os cuidados domicili&aacute;rios sofrem modifica&ccedil;&otilde;es, nomeadamente nas fam&iacute;lias em que a pessoa doente apresenta um elevado n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia funcional, ou em que existe menor experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio do papel (Shyu, 2000), pelo que &eacute; fundamental que se consiga traduzir o seu grau de envolvimento no processo, de forma a orientar a implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que incidam mais no treino ou na supervis&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o da mestria que o cuidador consegue alcan&ccedil;ar ao longo da trajet&oacute;ria de cuidados.</p>     <p>Neste estudo, as condi&ccedil;&otilde;es para a necessidade do exerc&iacute;cio do Papel de Prestador de Cuidados, centraram-se essencialmente na depend&ecirc;ncia da pessoa para a realiza&ccedil;&atilde;o das atividades inerentes ao Autocuidado, o que &eacute; demonstrativo da relev&acirc;ncia deste dom&iacute;nio. As modifica&ccedil;&otilde;es na trajet&oacute;ria de sa&uacute;de/doen&ccedil;a dos indiv&iacute;duos originam um processo de transi&ccedil;&atilde;o que pode despoletar modifica&ccedil;&otilde;es na intera&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is. Neste sentido, os fen&oacute;menos inerentes ao Autocuidado da pessoa doente devem ser analisados conjuntamente com os que dizem respeito a quem exerce o papel de cuidador (Meleis et al., 2000), pelo que este &eacute; um aspeto que deve ser desenvolvido, no sentido de demonstrar qual o seu peso nos ganhos em independ&ecirc;ncia da pessoa doente, nas atividades que o cuidador deve desempenhar e o que isso representa em termos de carga para quem exerce o Papel de Prestador de Cuidados.</p>     <p>Face aos focos de aten&ccedil;&atilde;o apresentados, foram documentados enunciados dos diagn&oacute;sticos centrados em duas dimens&otilde;es: conhecimento e aprendizagem de habilidades do prestador de cuidados, tendo-se verificado que nos dois momentos (alta hospitalar e cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios) incidiram maioritariamente no &acirc;mbito da aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e depois na aprendizagem de habilidades, traduzindo uma vis&atilde;o centrada no dom&iacute;nio instrumental dos cuidados, em que o prestador de cuidados &eacute; encarado essencialmente como um meio para se atingirem os objetivos fixados para o doente e raramente como um cliente que tamb&eacute;m se encontra em processo de transi&ccedil;&atilde;o. A documenta&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados deve poder traduzir os diferentes aspetos que caracterizam as respostas humanas e os processos de transi&ccedil;&atilde;o, numa l&oacute;gica das din&acirc;micas familiares. Para Meleis (idem), a aten&ccedil;&atilde;o da enfermagem deve considerar os padr&otilde;es das transi&ccedil;&otilde;es significativas que afetam a vida de um indiv&iacute;duo ou fam&iacute;lia e n&atilde;o apenas um tipo de transi&ccedil;&atilde;o. Verifica-se, pela documenta&ccedil;&atilde;o, que a aten&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros nesta &aacute;rea em estudo se centrou maioritariamente na transi&ccedil;&atilde;o sa&uacute;de/doen&ccedil;a, n&atilde;o tornando evidentes as necessidades em cuidados que resultam de outros tipos de transi&ccedil;&atilde;o como a situacional (Meleis, idem), na qual a reformula&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is &eacute; um aspeto importante a considerar.</p>     <p>A partir deste estudo tornou-se poss&iacute;vel verificar que a plataforma de partilha de informa&ccedil;&atilde;o possibilita a exist&ecirc;ncia de fluxos informacionais capazes de sustentar a partilha entre Hospital e Centro de Sa&uacute;de de dados relativos &agrave; pessoa dependente e de quem exerce o Papel de Prestador de Cuidados. Contudo, percebe-se que esses fluxos podem ser melhorados, uma vez que numa percentagem significativa dos casos (50,5%) n&atilde;o se verifica continuidade informacional, o que influencia significativamente a referencia&ccedil;&atilde;o de casos e na tomada de decis&otilde;es. Partindo do princ&iacute;pio que a continuidade de cuidados prossegue a partir de algo j&aacute; iniciado, tal implica a exist&ecirc;ncia de um plano que transcende o desempenho individual do enfermeiro e nos transporta para a valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho em equipa, fundamentado num plano de cuidados, para o qual a informa&ccedil;&atilde;o partilhada e o seu fluxo &eacute; fundamental, no sentido de garantir a sequ&ecirc;ncia e a sintonia dos cuidados.</p>     <p>Se o valor da informa&ccedil;&atilde;o adv&eacute;m da sua interpreta&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o apenas na mera exist&ecirc;ncia de dados (Sousa, 2006), este pode tamb&eacute;m ser aferido pelo contributo que pode dar aos diversos n&iacute;veis (institucional, interm&eacute;dio e operacional) para a tomada de decis&atilde;o e gest&atilde;o (Moresi, 2000), pelo que ao n&iacute;vel da implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias assistenciais &agrave; pessoa dependente e a quem exerce o Papel de Prestador de Cuidados, &eacute; necess&aacute;rio considerar outro tipo de dados e melhorar a continuidade dos fluxos informacionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conte&uacute;do da informa&ccedil;&atilde;o partilhada na transi&ccedil;&atilde;o de cuidados &eacute; concordante com o que j&aacute; se conhecia no que diz respeito &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio do Papel de Prestador de Cuidados e vem refor&ccedil;ar a afirma&ccedil;&atilde;o de Pereira (2009) de que esta &aacute;rea se encontra ainda no &acirc;mbito do exposto, salientando-se que &agrave; semelhan&ccedil;a do encontrado por este autor, tamb&eacute;m neste estudo a documenta&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel dos centros de sa&uacute;de &eacute; mais reduzida em compara&ccedil;&atilde;o com o que &eacute; produzido ao n&iacute;vel hospitalar. Contudo, os resultados permitem uma reflex&atilde;o sobre o contributo dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o para a melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A import&acirc;ncia de uma pr&aacute;tica reflexiva &eacute; unanimemente reconhecida como um contributo essencial &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o de melhorias substantivas nas din&acirc;micas da pr&aacute;tica de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, fomentando simultaneamente o aperfei&ccedil;oamento do ju&iacute;zo profissional. &Eacute; neste sentido que a informa&ccedil;&atilde;o relativa aos cuidados de enfermagem, resultante da documenta&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o direta de cuidados, pode ser analisada numa l&oacute;gica de aprendizagem em que a reflex&atilde;o procura compreender os problemas e as suas causas, para que se introduzam mudan&ccedil;as que fomentem um exerc&iacute;cio mais congruente com as teorias expostas.</p>     <p>A an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o documentada nos contextos da din&acirc;mica de cuidados permite retirar contributos para a melhoria da continuidade e integra&ccedil;&atilde;o dos cuidados de enfermagem entre diferentes contextos. Da an&aacute;lise efetuada, percebe-se que o Papel de Prestador de Cuidados &eacute; exercido num n&uacute;mero significativo de casos. Contudo, o fluxo informacional da documenta&ccedil;&atilde;o partilhada sobre estes casos &eacute;, em muitas situa&ccedil;&otilde;es, reduzida ou inexistente.</p>     <p>A melhoria do fluxo informacional, que possa sustentar a sequ&ecirc;ncia e sintonia dos cuidados, passa pela ado&ccedil;&atilde;o de uma vis&atilde;o assente nas din&acirc;micas familiares e de avalia&ccedil;&atilde;o dos processos de transi&ccedil;&atilde;o, que enquadrem as necessidades e atividades da pessoa dependente e de quem exerce o Papel de Prestador de Cuidados. Paralelamente, emerge a necessidade de enquadrar o prestador de cuidados como um parceiro e cliente dos cuidados, o que apela &agrave; exist&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o que possa traduzir esse processo, o que vai para al&eacute;m da documenta&ccedil;&atilde;o observada.</p>     <p>A exist&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o que transmita a ideia de que o exerc&iacute;cio do Papel de Prestador de Cuidados &eacute; mais do que um meio para atingir resultados relativos &agrave; pessoa dependente, ir&aacute; contribuir para uma melhor caracteriza&ccedil;&atilde;o das necessidades em cuidados e dos pap&eacute;is que a enfermagem poder&aacute; desempenhar na obten&ccedil;&atilde;o em ganhos em sa&uacute;de, a partir de uma melhor integra&ccedil;&atilde;o entre os diferentes n&iacute;veis de cuidados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ARA&Uacute;JO, Isabel ; PA&Uacute;L, Constan&ccedil;a ; MARTINS, Maria (2008) – Cuidar das fam&iacute;lias com um idoso dependente por AVC: do hospital &agrave; comunidade – Um desafio. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 7, p. 43-53.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>AZEVEDO, Paulo (2010) – Partilha de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem sobre os prestadores de cuidados: dimens&atilde;o relevante para a transi&ccedil;&atilde;o de cuidados. Porto : Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Tese de mestrado.</p>     <p>BARDIN, Laurence (2006) - An&aacute;lise de conte&uacute;do. Lisboa : Edi&ccedil;&otilde;es 70.</p>     <p>CANADIAN HEALTH SERVICES RESEARCH FOUNDATION (2002) – Defusing the confusion: concepts and measures of continuity of healthcare [Em linha]. [Consult. 2 Nov. 2009]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.chsrf.ca/final_research/commissioned_research/programs/pdf/cr_contcare_e.pdf"; target="_blank">http://www.chsrf.ca/final_research/commissioned_research/programs/pdf/cr_contcare_e.pdf</a>.</p>     <p>DENZIN, Norman ; LINCOLN, Yvonna (2006) - A disciplina e a pr&aacute;tica da pesquisa qualitativa. In DENZIN, Norman ; LINCOLN, Yvonna - O planejamento da pesquisa qualitativa teorias e abordagens. 2&ordf; ed. Porto Alegre : Artmed. p. 15-41.</p>     <p>ERDLEY, William (2005) – Concept development of nursing information. CIN: Computers, Informatics, Nursing. Vol. 23, n&ordm; 2, p. 93-99.</p>     <p>FORTIN, Marie-Fabienne (1999) - O processo de investiga&ccedil;&atilde;o. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     <p>INTERNATIONAL COUNCIL OF NURSES (2002) – Classifica&ccedil;&atilde;o internacional para a pr&aacute;tica de enfermagem: vers&atilde;o Beta 2. Lisboa : Instituto de Gest&atilde;o Inform&aacute;tica e Financeira da Sa&uacute;de e Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Enfermeiros.</p>     <p>LOSEE, Robert (1997) – A discipline independent definition of information. Journal of the American Society for Information Science. Vol. 48, n&ordm; 3, p. 254-269.</p>     <p>MELEIS, Afaf [et al.] (2000) - Experiencing transitions: an emerging middle-range theory. Advances in Nursing Science. Vol. 23, n&ordm; 1, p. 12-28.</p>     <p>MORESI, Eduardo (2000) – Delineando o valor do sistema de informa&ccedil;&atilde;o de uma organiza&ccedil;&atilde;o. Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o. Vol. 29, n&ordm; 1, p. 14-24.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>OBSERVAT&Oacute;RIO PORTUGU&Ecirc;S DOS SISTEMAS DE SA&Uacute;DE (2010) – Relat&oacute;rio de Primavera [Em linha]. [Consult. 12 Abr. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/RelatorioPrimavera2010_OPSS-FT.pdf" target="_blank">http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/RelatorioPrimavera2010_OPSS-FT.pdf</a>.</p>     <p>ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT (2010) – Achieving efficiency improvements in the health sector through the implementation of information and communication technologies [Em linha]. [Consult. 12 Abr. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.ehealthnews.eu/images/stories/pdf/oecd_ict.eu.pdf" target="_blank">http://www.ehealthnews.eu/images/stories/pdf/oecd_ict.eu.pdf</a>.</p>     <p>PEREIRA, Filipe (2009) - Informa&ccedil;&atilde;o e qualidade do exerc&iacute;cio profissional dos enfermeiros. Coimbra : Formasau.</p>     <p>PORTUGAL. Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de (2009) - RSE – Registo de sa&uacute;de electr&oacute;nico: R1: Documento de “Estado da Arte” [Em linha]. [Consult. 29 Jun. 2009]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/Documentos/Governo/MSRSE_R1_Estado_da_Arte.V2.0.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/pt/Documentos/Governo/MSRSE_R1_Estado_da_Arte.V2.0.pdf</a>.</p>     <p>SCHUMACHER, Karen [et al.] (2000) - Family caregiving skill: development of the concept. Research in Nursing &amp; Health. Vol. 23, n&ordm; 3, p. 191-203.</p>     <p>SCHUMACHER, Karen [et al.] (2008) - Effects of caregiving demand, mutuality, and preparedness on family caregiver outcomes during cancer treatment. Oncology Nursing Forum. Vol. 35, n&ordm; 1, p. 49-56.</p>     <p>SHYU, Yea-Ing (2000) - The needs of family caregivers of frail elders during the transition from hospital to home: a Taiwanese sample. Journal of Advanced Nursing. Vol. 32, n&ordm; 3, p. 619-625.</p>     <p>SILVA, Abel (2001) – Sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em enfermagem: uma teoria explicativa da mudan&ccedil;a. Porto : Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Tese de doutoramento.</p>     <p>SOUSA, Paulino Artur (2006). Sistema de partilha de informa&ccedil;&atilde;o de enfermagem entre contextos de cuidados de sa&uacute;de. 1&ordf; ed. Coimbra : Formasau.</p>     <p>&nbsp;</p>			     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 12.12.11</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 01.06.12</p>      ]]></body><back>
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