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<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1181</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre aptidão física, atividade física e estabilidade postural]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationship between physical fitness, physical activity and postural stability]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Relación entre aptitud física, actividad física y estabilidad postural]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem Doutor José Timóteo Montalvão Machado  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[As aging advances there is a progressive deterioration of gait, with multiple risk factors that may contribute to falls. Falls are a public health problem with significant medical and economic consequences. The aim of this study was to assess the relationship between physical fitness, physical activity and postural stability in the incidence of falls in the elderly. Method: cross-sectional, descriptive and comparative study of 49 elderly inpatients and 63 non-institutionalized elders. We used the Functional Fitness Test, Functional Reach Test, MOS-SF-36 and Baecke questionnaire to assess physical and functional fitness, postural stability, quality of life and levels of physical activity, respectively. Results: the non-institutionalized elders had better physical fitness, including strength, endurance and agility/dynamic balance, higher rates of physical activity and quality of life. We observed statistically significant correlations between performance on tests of physical fitness and indicators of agility/dynamic balance and postural stability. Conclusion: the decrease in fitness with age and low levels of physical activity contribute to functional deficits and postural stability that can lead to falls.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Con el envejecimiento se produce un deterioro progresivo de la marcha, con múltiples factores de riesgo que pueden contribuir a las caídas. Las caídas son un problema de salud pública con consecuencias sanitarias y económicas significativas. Este estudio tuvo por objetivo evaluar la relación entre la aptitud/condición físicas y la estabilidad postural en la incidencia de caídas en adultos mayores. Método: estudio transversal, descriptivo y comparativo de 49 adultos mayores ingresados y 63 no institucionalizados. Se utilizó la prueba de la valoración de la condición física, prueba de alcance funcional, MOS-SF-36 y el cuestionario de Baecke para evaluar la aptitud física y funcional, la estabilidad postural, la calidad de vida y los niveles de actividad física, respectivamente. Resultados: los adultos mayores no institucionalizados gozan de un mejor aptitud física, incluyendo fuerza, resistencia aérobica y agilidad / equilibrio dinámico, tasas más altas de actividad física y de calidad de vida. Se observaron correlaciones significativas entre el desempeño en las pruebas de aptitud física y las tasas de agilidad/equilibrio dinámico y de estabilidad postural. Conclusión: la disminución de la aptitud física con el envejecimiento y los bajos niveles de actividad física contribuyen a déficits funcionales y de estabilidad postural que pueden dar origen a caídas.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[quedas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[aptidão física]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre aptid&atilde;o f&iacute;sica, atividade f&iacute;sica e estabilidade postural</b></p>    <p><b>Relationship between physical fitness, physical activity and postural stability</b></p>    <p><b>Relaci&oacute;n entre aptitud f&iacute;sica, actividad f&iacute;sica y estabilidad postural</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Alexandrina de Jesus Serra Lobo</b>*</p>     <p>* Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem Doutor Jos&eacute; Tim&oacute;teo Montalv&atilde;o Machado [<a href="mailto:damiaolobo@gmail.com">damiaolobo@gmail.com</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resumo</b></P>     <p>Com o envelhecimento verifica-se uma progressiva deteriora&ccedil;&atilde;o da marcha, sendo m&uacute;ltiplos os fatores de risco que podem contribuir para as quedas. As quedas s&atilde;o um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica com consequ&ecirc;ncias m&eacute;dicas e econ&oacute;micas significativas. Este estudo teve o objetivo de avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre a aptid&atilde;o f&iacute;sica/atividade f&iacute;sica e estabilidade postural na incid&ecirc;ncia de quedas em idosos. M&eacute;todo: estudo transversal, descritivo e comparativo com 49 idosos institucionalizados e 63 idosos n&atilde;o-institucionalizados. Utilizou-se o <i>Functional Fitness Test, Functional Reach Test</i>, MOS-SF-36 e o question&aacute;rio de Baecke para avaliar a aptid&atilde;o f&iacute;sica e funcional, estabilidade postural, qualidade de vida e n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica, respetivamente. Resultados: os idosos n&atilde;o-institucionalizados possuem melhor aptid&atilde;o f&iacute;sica, nomeadamente for&ccedil;a, resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia e agilidade/equil&iacute;brio din&acirc;mico, &iacute;ndices mais elevados de atividade f&iacute;sica e qualidade de vida. Observaram-se correla&ccedil;&otilde;es significativas entre os desempenhos nos testes de aptid&atilde;o f&iacute;sica e os &iacute;ndices de agilidade/equil&iacute;brio din&acirc;mico e estabilidade postural. Conclus&atilde;o: a diminui&ccedil;&atilde;o da aptid&atilde;o f&iacute;sica com o envelhecimento e os baixos n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica contribuem para d&eacute;fices funcionais e de estabilidade postural que podem originar quedas.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> quedas; aptid&atilde;o f&iacute;sica; idoso</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>			      <P><b>Abstract</b></p>     <p>As aging advances there is a progressive deterioration of gait, with multiple risk factors that may contribute to falls. Falls are a public health problem with significant medical and economic consequences. The aim of this study was to assess the relationship between physical fitness, physical activity and postural stability in the incidence of falls in the elderly. Method: cross-sectional, descriptive and comparative study of 49 elderly inpatients and 63 non-institutionalized elders. We used the Functional Fitness Test, Functional Reach Test, MOS-SF-36 and Baecke questionnaire to assess physical and functional fitness, postural stability, quality of life and levels of physical activity, respectively. Results: the non-institutionalized elders had better physical fitness, including strength, endurance and agility/dynamic balance, higher rates of physical activity and quality of life. We observed statistically significant correlations between performance on tests of physical fitness and indicators of agility/dynamic balance and postural stability. Conclusion: the decrease in fitness with age and low levels of physical activity contribute to functional deficits and postural stability that can lead to falls.</p>     <p><b>Keywords:</b> falls; physical fitness; elderly</p>     <p>&nbsp;</p>      <P><b>Resumen</b></P>				     <p>Con el envejecimiento se produce un deterioro progresivo de la marcha, con m&uacute;ltiples factores de riesgo que pueden contribuir a las ca&iacute;das. Las ca&iacute;das son un problema de salud p&uacute;blica con consecuencias sanitarias y econ&oacute;micas significativas. Este estudio tuvo por objetivo evaluar la relaci&oacute;n entre la aptitud/condici&oacute;n f&iacute;sicas y la estabilidad postural en la incidencia de ca&iacute;das en adultos mayores. M&eacute;todo: estudio transversal, descriptivo y comparativo de 49 adultos mayores ingresados y 63 no institucionalizados. Se utiliz&oacute; la prueba de la valoraci&oacute;n de la condici&oacute;n f&iacute;sica, prueba de alcance funcional, MOS-SF-36 y el cuestionario de Baecke para evaluar la aptitud f&iacute;sica y funcional, la estabilidad postural, la calidad de vida y los niveles de actividad f&iacute;sica, respectivamente. Resultados: los adultos mayores no institucionalizados gozan de un mejor aptitud f&iacute;sica, incluyendo fuerza, resistencia a&eacute;robica y agilidad / equilibrio din&aacute;mico, tasas m&aacute;s altas de actividad f&iacute;sica y de calidad de vida. Se observaron correlaciones significativas entre el desempe&ntilde;o en las pruebas de aptitud f&iacute;sica y las tasas de agilidad/equilibrio din&aacute;mico y de estabilidad postural. Conclusi&oacute;n: la disminuci&oacute;n de la aptitud f&iacute;sica con el envejecimiento y los bajos niveles de actividad f&iacute;sica contribuyen a d&eacute;ficits funcionales y de estabilidad postural que pueden dar origen a ca&iacute;das.</p>     <p><b>Palabras clave:</b> ca&iacute;das; aptitud; anciano</p>     <p>&nbsp;</p>			     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo a <i>World Health Organization</i> (WHOQoL, 1995) a capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um indicador do n&iacute;vel de sa&uacute;de dos idosos e da sua qualidade de vida. As quedas em idosos configuram-se um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica devido &agrave; alta frequ&ecirc;ncia com que ocorrem, mas, principalmente, pelas suas consequ&ecirc;ncias f&iacute;sicas, psicol&oacute;gicas, sociais e econ&oacute;micas decorrentes das les&otilde;es provocadas, apesar de em muitos casos serem pass&iacute;veis de preven&ccedil;&atilde;o (Kannus <i>et al</i>., 2007; Skelton e Todd, 2007). A queda surge definida como sendo o deslocamento n&atilde;o intencional do corpo para um n&iacute;vel inferior &agrave; posi&ccedil;&atilde;o inicial com incapacidade de corre&ccedil;&atilde;o em tempo &uacute;til, como consequ&ecirc;ncia de circunst&acirc;ncias multifatoriais comprometendo a estabilidade (EUNESE, 2006).</p>     <p>Segundo Keskin <i>et al</i>. (2008), a frequ&ecirc;ncia de quedas &eacute; maior nas mulheres, sendo tamb&eacute;m catorze vezes maior nos idosos que necessitam de ajuda nas Atividades de Vida Di&aacute;ria (AVD). Os idosos com mais de 80 anos t&ecirc;m uma taxa de mortalidade devido a quedas seis vezes mais alta do que os idosos entre os 65 e os 79 anos. Isto acontece por ca&iacute;rem mais vezes mas tamb&eacute;m por serem mais fr&aacute;geis. 25% das pessoas que sofrem quedas, s&atilde;o portadoras de les&otilde;es que reduzem a mobilidade e consequentemente a independ&ecirc;ncia, aumentando o risco de morte prematura. As taxas de quedas entre os residentes de institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o muito mais altas do que os que residem na comunidade (Almeida, Abreu e Mendes, 2009).</p>     <p>As quedas como eventos, n&atilde;o podem ser consideradas indeclin&aacute;veis, uma vez que s&atilde;o conhecidos e evit&aacute;veis os fatores que podem desencadear a instabilidade postural, onde se incluem: os extr&iacute;nsecos que correspondem a riscos ambientais (a ilumina&ccedil;&atilde;o inadequada, as superf&iacute;cies escorregadias, desniveladas e acidentadas, os tapetes, os degraus altos ou estreitos, os obst&aacute;culos, a aus&ecirc;ncia de corrim&atilde;os nos corredores e banheiras, cadeiras/camas inadequadas) e os intr&iacute;nsecos que dizem respeito a caracter&iacute;sticas inerentes a cada indiv&iacute;duo resultantes de altera&ccedil;&otilde;es biopsicol&oacute;gicas relacionadas com a idade, doen&ccedil;a ou medica&ccedil;&atilde;o afetando as fun&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para manter o equil&iacute;brio (a audi&ccedil;&atilde;o, a vis&atilde;o e fun&ccedil;&atilde;o m&uacute;sculo-esquel&eacute;tica). Existem ainda outros fatores que perturbam o alinhamento entre o centro de massa corporal e a base de sustenta&ccedil;&atilde;o, como sendo a coordena&ccedil;&atilde;o, a flexibilidade e os reflexos fundamentais ao equil&iacute;brio, que alteram os mecanismos de compensa&ccedil;&atilde;o em caso de desequil&iacute;brio (Vellas <i>et al</i>., 2008; Skelton e Todd, 2007). Paralelamente, alguns dist&uacute;rbios cl&iacute;nicos e funcionais, tais como a fraqueza muscular, as altera&ccedil;&otilde;es da marcha e do equil&iacute;brio e a incapacidade de realizar as AVD est&atilde;o fortemente associados com as quedas (Chu, Chi e Chin, 2005; Salv&agrave; <i>et al</i>., 2004). Em alguns casos estas vari&aacute;veis foram identificadas com outras covari&aacute;veis estreitamente relacionadas, tais como a diabetes, a osteoartrite e as doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas (Salv&agrave; <i>et al</i>., 2004).</p>     <p>Como resultado, pela ocorr&ecirc;ncia e consequ&ecirc;ncia de quedas, instala-se um ciclo vicioso entre a redu&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e sa&uacute;de e a redu&ccedil;&atilde;o da Atividade F&iacute;sica (AF), podendo culminar numa situa&ccedil;&atilde;o de total impossibilidade para a realiza&ccedil;&atilde;o das AVD, privando os idosos de uma vida aut&oacute;noma e saud&aacute;vel, prejudicando assim a sua Qualidade de Vida (QV) (Melzer <i>et al</i>., 2009).</p>     <p>A Aptid&atilde;o F&iacute;sica (ApF), enquanto capacidade fisiol&oacute;gica ou habilidade para realizar as AVD com seguran&ccedil;a e sem fadiga extrema, bem como a AF, &eacute; consensualmente definida como todo e qualquer movimento corporal produzido pelos m&uacute;sculos esquel&eacute;ticos aumentando consideravelmente o disp&ecirc;ndio energ&eacute;tico (Rikli e Jones, 1999). Tanto a ApF e a AF t&ecirc;m sido descritas como determinantes da condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de relacionada com a estabilidade postural, sendo consideradas importantes estrat&eacute;gias de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, funcionalidade e autonomia dos idosos (Paterson, Jones e Rice, 2007).</p>     <p>Face a esta problem&aacute;tica, o presente estudo justifica-se por um lado, pela necessidade de se complementar a literatura existente, no que se refere &agrave;s vari&aacute;veis supracitadas e sua associa&ccedil;&atilde;o com os n&iacute;veis de AF. Por outro lado, s&atilde;o ainda poucos os estudos que se debru&ccedil;aram de forma sistem&aacute;tica, sobre os efeitos induzidos por programas de exerc&iacute;cio na ApF e funcional de idosos, principalmente naqueles mais fr&aacute;geis, tais como os que vivem em institui&ccedil;&otilde;es de cuidados permanentes (Donat e Ozcan, 2007). Segundo estes autores a institucionaliza&ccedil;&atilde;o amplia os efeitos delet&eacute;rios do envelhecimento, levando os sujeitos &agrave; inatividade e consequentemente, a maiores limita&ccedil;&otilde;es funcionais, quando comparados aos idosos n&atilde;o-institucionalizados. Tem como objetivo identificar e comparar os n&iacute;veis de ApF, AF e estabilidade postural de dois grupos de idosos: institucionalizados e n&atilde;o institucionalizados, ambos com frequ&ecirc;ncia de treino aer&oacute;bio bissemanal durante 1 ano.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Este trabalho diz respeito a um estudo transversal, descritivo, comparativo, baseado numa estrat&eacute;gia de investiga&ccedil;&atilde;o de natureza quantitativa.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Amostra</b></p>     <p>Para a constitui&ccedil;&atilde;o do grupo de idosos institucionalizados realizou-se um sorteio dos processos cl&iacute;nicos de tr&ecirc;s lares da regi&atilde;o norte de Portugal; os idosos n&atilde;o-institucionalizados foram selecionados aleatoriamente na associa&ccedil;&atilde;o de Desporto S&eacute;nior, tendo em conta os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: ter idade superior a 65 anos, saber ler e escrever, obter score igual ou superior a 26 no <i>Mini-Mental State Examination</i> e serem capazes de realizar os exerc&iacute;cios propostos.</p>     <p>Todos os participantes receberam uma completa explica&ccedil;&atilde;o sobre os objetivos, riscos e procedimentos da investiga&ccedil;&atilde;o e assinaram o respetivo consentimento informado. A investiga&ccedil;&atilde;o foi desenvolvida em conformidade com a declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia de 1975 da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial, revista em 2004 e todos os m&eacute;todos e procedimentos foram aprovados pela comiss&atilde;o de &eacute;tica das respetivas institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Avalia&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>Vari&aacute;veis antropom&eacute;tricas: foi avaliada a altura com aproxima&ccedil;&atilde;o a 1 cm no estadi&oacute;metro SECA 220/221, com os sujeitos na posi&ccedil;&atilde;o supina, o peso numa balan&ccedil;a digital SECA 708 com aproxima&ccedil;&atilde;o a 0,1 Kg, apenas com roupa interior. O &iacute;ndice de massa corporal (IMC) e o per&iacute;metro da cintura (PC) s&atilde;o indicadores indiretos de massa gorda frequentemente usados em investiga&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas como medidas de obesidade.</p>     <p>Aptid&atilde;o F&iacute;sica: foi determinada atrav&eacute;s do <i>Functional Fitness Test</i> (FFT) (Rikli e Jones, 1999), que avalia as seguintes componentes: flexibilidade inferior e superior (sentado e alcan&ccedil;ar; alcan&ccedil;ar atr&aacute;s das costas); agilidade e equil&iacute;brio din&acirc;mico (sentado, caminhar 2,44m e sentar); for&ccedil;a e resist&ecirc;ncia inferior e superior (levantar e sentar na cadeira; flex&atilde;o do antebra&ccedil;o sobre o bra&ccedil;o). Esta bateria de testes possui valores normativos permitindo a compara&ccedil;&atilde;o de resultados. Requer pouco equipamento e &eacute; f&aacute;cil de aplica&ccedil;&atilde;o e ainda, reflete a preocupa&ccedil;&atilde;o em abranger a quase totalidade dos idosos, mesmo os que se encontram em lares e/ou centros comunit&aacute;rios. A sequ&ecirc;ncia e aplica&ccedil;&atilde;o dos testes foram efetuadas de acordo com as instru&ccedil;&otilde;es definidas pelos autores realizando-se sob a forma de circuito para minimizar os efeitos da fadiga. Aos participantes foi dada oportunidade de familiariza&ccedil;&atilde;o com os exerc&iacute;cios inclu&iacute;dos nas esta&ccedil;&otilde;es. Para a avalia&ccedil;&atilde;o da inferior e superior resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia s&atilde;o propostos dois testes: andar seis minutos e/ou dois minutos de step no pr&oacute;prio lugar, por a sua execu&ccedil;&atilde;o necessitar de menos tempo e espa&ccedil;o.</p>     <p>Atividade F&iacute;sica: para medir atividade f&iacute;sica habitual aplicou-se o question&aacute;rio de Baecke, sendo este um instrumento de autopreenchimento que avalia a quantidade de atividade f&iacute;sica em tr&ecirc;s dom&iacute;nios: i) atividade no trabalho, ii) atividade no desporto, iii) atividade em per&iacute;odo de lazer. Os resultados variam entre 3 e 14,75 e ser&atilde;o tanto maiores quanto maior o disp&ecirc;ndio energ&eacute;tico, para cada um dos dom&iacute;nios especificados obt&ecirc;m-se uma pontua&ccedil;&atilde;o parcelar.</p>     <p>Este instrumento n&atilde;o permite a determina&ccedil;&atilde;o de um valor limiar para a classifica&ccedil;&atilde;o de um indiv&iacute;duo como sendo sedent&aacute;rio ou ativo, apenas possibilita a compara&ccedil;&atilde;o entre diferentes resultados (Baecke, Burema e Frijters, 1982).</p>     <p>Estabilidade Postural: foi avaliada atrav&eacute;s do <i>Functional Reach Test</i> (FRT) desenvolvido para avaliar problemas de equil&iacute;brio nos idosos. Usando uma base fixa de suporte, determina a medida de alcance m&aacute;ximo do bra&ccedil;o para a frente e para o lado (Duncan e Weiner, 1990). Uma pontua&ccedil;&atilde;o de 6 ou menos indica um aumento significativo do risco de quedas, entre 6-10 polegadas indica um risco moderado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Qualidade de Vida: para se avaliar a perce&ccedil;&atilde;o da QV utilizou-se o <i>Medical Outcomes Study</i>, 36-item <i>Short Form Health Status Questionnaire</i> - MOS SF-36 (Ferreira, 2000). Trata-se de uma medida gen&eacute;rica de sa&uacute;de, que se destina a medir conceitos de sa&uacute;de que representam valores humanos b&aacute;sicos relevantes ao estado funcional e ao bem-estar individual. Este instrumento &eacute; composto por 36 itens, que cobrem 8 dimens&otilde;es do estado de sa&uacute;de, agrupadas em 2 componentes: componente f&iacute;sica (fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, desempenho f&iacute;sico, dor corporal, sa&uacute;de geral) e componente mental (vitalidade, fun&ccedil;&atilde;o social, desempenho emocional e sa&uacute;de mental). Apresenta ainda um item adicional, sem pontua&ccedil;&atilde;o, que compara a avalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de percebida do indiv&iacute;duo do seu estado de sa&uacute;de h&aacute; um ano. Para cada dom&iacute;nio do SF-36, os itens s&atilde;o codificados e transformados em escala de zero (pior sa&uacute;de) a 100 pontos (melhor sa&uacute;de), utilizando-se pontua&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria da escala.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estat&iacute;stica</b></p>     <p>Os dados obtidos foram codificados e analisados atrav&eacute;s do programa estat&iacute;stico <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS) vers&atilde;o 19 para o <i>Windows</i> (SPSS Inc., Chicago, IL, USA), tendo sido estabelecido o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%. Foi utilizada estat&iacute;stica descritiva e inferencial, nomeadamente: o teste de independ&ecirc;ncia de Kolmogorov-Smirnov para se descrever a rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis dicot&oacute;micas; o teste <i>t de Student</i> na compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias entre amostras independentes; o ANOVA na compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias entre os grupos; o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson (r) para descrever o grau de rela&ccedil;&atilde;o e/ou associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis consideradas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Pela an&aacute;lise dos dados recolhidos, verifica-se que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas vari&aacute;veis mais relevantes de caracteriza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos dos dois grupos. O g&eacute;nero feminino apresenta maior IMC e o sexo masculino maior per&iacute;metro da cintura. Esta amostra apresenta um baixo n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o (78% apenas tem 4 anos de escolaridade), uma grande percentagem de viuvez (58%), tendo desenvolvido atividade profissional principalmente no setor prim&aacute;rio (67% na agricultura), 49% apenas tem contacto com familiares 3-5 vezes por ano e 33% vive sozinho e/ou n&atilde;o tem filhos. Em m&eacute;dia, os idosos estudados, tomam 5 medicamentos diferentes por dia (num intervalo de 4-11), como seja cardiovasculares, c&aacute;lcio, vitamina B, diur&eacute;ticos, laxantes, anti-hipertensivos, anti-depressivos e analg&eacute;sicos. Os principais diagn&oacute;sticos m&eacute;dicos identificados na nossa amostra foram: 31 casos de osteoporose, 26 de diabetes tipo II, 21 de hipertens&atilde;o, 44 de hipercolesterolemia, 12 de artrite e 6 idosos com doen&ccedil;a respirat&oacute;ria cr&oacute;nica.</p>     <p>Verifica-se que os homens apresentam um maior n&iacute;vel de AF e QV, sendo t&atilde;o mais evidente nos idosos n&atilde;o-institucionalizados. Estes apresentam igualmente melhores resultados, com diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, na estabilidade postural, concretamente na avalia&ccedil;&atilde;o realizada para a frente.</p>     <p>No que se refere as componentes da ApF (tabela 1),</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><a name="t1"></a><a href="#topt1">TABELA 1</a> – Caracter&iacute;sticas da amostra por grupo e sexo</p>  <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn7/IIIn7a13t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>verifica-se que os homens demonstram melhor performance nas componentes de for&ccedil;a muscular e resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia e as mulheres apresentaram valores mais elevados nas componentes da flexibilidade. Existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os idosos institucionalizados e n&atilde;o-institucionalizados nas componentes de agilidade/equil&iacute;brio din&acirc;mico e resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia.</p>     <p>Pela an&aacute;lise da tabela 2,</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>TABELA 2 – Modelo de correla&ccedil;&otilde;es das vari&aacute;veis estudadas</p>  <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn7/IIIn7a13t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>observam-se correla&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre a estabilidade postural (Lateral) e as componentes da ApF: agilidade/equil&iacute;brio din&acirc;mico (r=0,67), for&ccedil;a corporal inferior (r=0,45) e resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia (r=0,32). Bem como, entre o n&iacute;vel de AF e a for&ccedil;a corporal inferior (r=0,34), a resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia (r=0,44), a agilidade/equil&iacute;brio din&acirc;mico (r=0,25) e a qualidade de vida (r=0,24).</p>     <p>&nbsp;</p>						     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os principais resultados do presente estudo mostram que os idosos n&atilde;o-institucionalizados possuem melhor ApF, nomeadamente for&ccedil;a, resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia e agilidade/equil&iacute;brio din&acirc;mico, &iacute;ndices mais elevados de AF e QV. Para al&eacute;m disso pudemos constatar existirem correla&ccedil;&otilde;es significativas entre os desempenhos nos testes de ApF e os &iacute;ndices de agilidade/equil&iacute;brio din&acirc;mico e estabilidade postural.</p>     <p>Estes factos traduzem-se numa tend&ecirc;ncia para um risco de quedas mais elevado nos idosos institucionalizados, apesar de a frequ&ecirc;ncia de quedas, no &uacute;ltimo ano, ser similar nos dois grupos. O que vem real&ccedil;ar a natureza multifatorial da etiologia das quedas os idosos. No sentido de se controlar poss&iacute;veis <i>confounders</i> que podem ter uma influ&ecirc;ncia marcada nos nossos resultados, analisou-se o consumo de medicamentos e as condi&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas dos sujeitos, que por diversos mecanismos, podem contribuir para o aumento do risco de quedas verificando-se que apenas os idosos institucionalizados apresentam maior frequ&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o de psicotr&oacute;picos e problemas m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticos, n&atilde;o sendo essa diferen&ccedil;a estatisticamente significativa.</p>     <p>O presente estudo visa complementar a pesquisa de eventuais fatores de risco, ressalvando que a pr&aacute;tica de AF est&aacute; associada a uma melhoria da ApF e da sa&uacute;de dos idosos (Rikli e Jones, 1999). Segundo Melzer <i>et al</i>. (2009) muitas das altera&ccedil;&otilde;es da fun&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica, cardiovascular, respirat&oacute;ria e m&uacute;sculo-esquel&eacute;tica, que surgem associadas &agrave;s quedas, s&atilde;o igualmente determinadas por fatores patol&oacute;gicos e agravados pelos estilos de vida menos saud&aacute;veis, tais como a inatividade f&iacute;sica (Keskin <i>et al</i>., 2008). Tal como observado na nossa amostra de idosos com uma frequ&ecirc;ncia de AF organizada bissemanal durante um ano, a literatura d&aacute;-nos conta que os n&iacute;veis de AF tendem a diminuir com a idade, principalmente nas mulheres, nos sujeitos com baixo n&iacute;vel econ&oacute;mico e nos idosos institucionalizados. Nestes o problema &eacute; ainda mais exuberante na medida em que a institucionaliza&ccedil;&atilde;o se associa a um aumento da incapacidade e depend&ecirc;ncia por n&atilde;o serem desenvolvidas a&ccedil;&otilde;es que lhes proporcionem uma vida ativa, aut&oacute;noma e saud&aacute;vel. Associadamente, o n&iacute;vel global de QV dos idosos institucionalizados &eacute; significativamente inferior (48%) ao dos idosos n&atilde;o-institucionalizados (56,6%).</p>     <p>Igualmente em concord&acirc;ncia com a literatura, no que se refere &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre sexos, os homens, em particular os fisicamente mais ativos, destacam-se apresentando melhores resultados na fun&ccedil;&atilde;o e desempenho f&iacute;sico e emocional comparativamente &agrave;s mulheres (Orf&iacute;lia <i>et al</i>. 2006 cit in Sampaio, 2009) sendo que as raz&otilde;es que levam a esta diferen&ccedil;a permanecem incertas. Philips <i>et al</i>. (2007) cit in Sampaio (2009) acrescentam ainda que as rela&ccedil;&otilde;es entre a AF regular e a perce&ccedil;&atilde;o otimista de sa&uacute;de s&atilde;o mais fortes entre os homens do que entre as mulheres.</p>     <p>Por outro lado, &eacute; importante conhecer melhor a rela&ccedil;&atilde;o entre a AF e a ApF, nomeadamente nesta faixa et&aacute;ria especialmente sens&iacute;vel &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es funcionais e &agrave; degenera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de (Paterson, Jones e Rice, 2007). De acordo com alguns trabalhos, existe, tal como no presente estudo, uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a AF, ApF e a perce&ccedil;&atilde;o subjetiva de sa&uacute;de, indicando que os d&eacute;fices na fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e cognitiva est&atilde;o entre os preditores prim&aacute;rios da diminui&ccedil;&atilde;o da QV nos idosos (Orr, Raymond e Singh, 2008), ao que acrescentamos o facto do tempo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o se associar negativamente com a QV.</p>     <p>Analisando os dados antropom&eacute;tricos (<a href="#t1">tabela 1</a><a name="topt1"></a>), verificamos que o IMC da nossa amostra (29,7&plusmn;5,6Kg/m2) corresponde a excesso de peso, particularmente nas mulheres. Paralelamente e porque as altera&ccedil;&otilde;es da composi&ccedil;&atilde;o corporal associadas ao envelhecimento, traduzem-se, sobretudo, no aumento da massa gorda e na diminui&ccedil;&atilde;o da massa magra. Avaliou-se igualmente o per&iacute;metro abdominal, verificando-se resultados superiores nos homens. Acredita-se que esta diferen&ccedil;a deve-se principalmente &agrave;s diferen&ccedil;as hormonais, sabe-se contudo, que a distribui&ccedil;&atilde;o da gordura corporal varia em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, da idade, da estrutura corporal e dos n&iacute;veis de AF, estando relacionada, essencialmente, com o estilo de vida sedent&aacute;rio. Este problema &eacute; ainda mais evidente nos idosos institucionalizados, bem como a exist&ecirc;ncia de menor ApF (Rikli e Jones, 1999). Tal como descrito por diferentes autores, os decl&iacute;nios nas componentes da ApF poder&atilde;o estar relacionados com o avan&ccedil;o da idade e tendem a agravar-se pela exist&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, contribuindo significativamente para a ocorr&ecirc;ncia de quedas.</p>     <p>A literatura tem descrito ainda, a influ&ecirc;ncia da AF formal e organizada na altera&ccedil;&atilde;o dos estilos de vida (Pahor <i>et al</i>., 2006). Estes autores referem que a mesma pode ter uma influ&ecirc;ncia/consequ&ecirc;ncia de sentidos opostos: por um lado, a participa&ccedil;&atilde;o em AF organizada ao induzir melhorias na ApF, na funcionalidade e na sa&uacute;de do idoso, poder&aacute; levar a uma maior mobilidade e atividade di&aacute;ria mas, por outro lado, o aumento da pr&aacute;tica de AF formal poder&aacute; tamb&eacute;m, paradoxalmente por quest&otilde;es motivacionais, contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o da AF espont&acirc;nea di&aacute;ria. O que pode estar na base das diferen&ccedil;as encontradas, tendo em conta que a AF global &eacute; muito baixa, particularmente para os idosos institucionalizados, comparativamente ao que s&atilde;o as recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais (Paterson, Jones e Rice, 2007). Estes dados refor&ccedil;am a suposi&ccedil;&atilde;o, de que os idosos que apresentam n&iacute;veis mais elevados de AF s&atilde;o os que t&ecirc;m maior participa&ccedil;&atilde;o nas AVD.</p>     <p>Tamb&eacute;m, quando analisamos os resultados das componentes da ApF, constata-se que, tal como descrito noutros estudos, os homens demonstram melhor performance nas componentes de for&ccedil;a muscular e resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia e as mulheres apresentaram valores mais elevados nas componentes da flexibilidade. O que pode ser explicado pelas diferen&ccedil;as na arquitetura do tecido esquel&eacute;tico, diferen&ccedil;as morfol&oacute;gicas nos tecidos conectivos e diferen&ccedil;as entre g&eacute;nero, quer em termos de massa muscular, quer por quest&otilde;es hormonais (Doherty, 2003).</p>     <p>De acordo com Rikli e Jones (1999), os baixos n&iacute;veis de ApF repercutem-se negativamente no sistema locomotor, aumentando risco de quedas e incapacidade para realizar as ADV. Por outro lado, altera&ccedil;&otilde;es negativas na capacidade de equil&iacute;brio e mobilidade podem contribuir para o aumento do medo de queda e para a diminui&ccedil;&atilde;o da AF, que por sua vez, leva a maior inatividade relacionando-se com incapacidade (Keskin <i>et al</i>., 2008). No presente estudo observa-se uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre a estabilidade postural e as componentes da ApF: agilidade/equil&iacute;brio din&acirc;mico (r=0,67), for&ccedil;a corporal inferior (r=0,45) e resist&ecirc;ncia aer&oacute;bia (r=0,32).</p>     <p>Estes resultados s&atilde;o t&atilde;o mais relevantes na medida em que, a agilidade/equil&iacute;brio din&acirc;mico: i) &eacute; das qualidades f&iacute;sicas que manifesta os seus decl&iacute;nios mais r&aacute;pido e mais cedo; ii) tem sido utilizada como um importante indicador para predizer a mobilidade central e o risco de quedas, bem como para predizer a taxa de morbilidade e mortalidade, dando-nos uma indica&ccedil;&atilde;o da sua import&acirc;ncia (Donat e Ozcan, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, a perda de mobilidade f&iacute;sica, associada aos baixos n&iacute;veis de AF, podem provocar maior lentid&atilde;o e situa&ccedil;&otilde;es de risco para acidentes no dia-a-dia, resultando num agravamento da depend&ecirc;ncia funcional (Orr, Raymond e Singh, 2008). Segundo o mesmo autor, para evitar e/ou prevenir uma queda, os idosos devem ter uma adequada for&ccedil;a e resist&ecirc;ncia nos m&uacute;sculos inferiores, que garanta a realiza&ccedil;&atilde;o de movimentos de forma suficientemente r&aacute;pida que reforce a estabilidade ou, pelo menos, ter movimentos de defesa que reduzam a severidade dos impactos e as suas consequ&ecirc;ncias. Neste sentido, a pr&aacute;tica de AF resulta na preserva&ccedil;&atilde;o ou atenua&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es dos mecanismos de controlo do equil&iacute;brio associadas ao envelhecimento. Adicionalmente, os idosos fisicamente ativos t&ecirc;m menor probabilidade de desenvolver patologias associadas &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es da postura e anormalidades da marcha, interferindo tamb&eacute;m sobre outros aspetos igualmente determinantes na redu&ccedil;&atilde;o das quedas e melhoria da QV (EUNESE, 2006; Orr, Raymond e Singh, 2008). H&aacute; contudo, necessidade de estudos adicionais sobre este tema, a fim de determinar a rela&ccedil;&atilde;o de AF, dose-resposta ideal para benef&iacute;cios psicol&oacute;gicos e cl&iacute;nicos em idosos de diferentes n&iacute;veis funcionais e de independ&ecirc;ncia. Destacando, nomeadamente os determinantes extr&iacute;nsecos e um acompanhamento mais pr&oacute;ximo durante o <i>follow-up</i>. Tamb&eacute;m, considerando as limita&ccedil;&otilde;es do presente estudo, em futuras investiga&ccedil;&otilde;es, sugere-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas mais objetivas na avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de AF, como seja pelo uso dos aceler&oacute;metros que permitir&atilde;o caracterizar o padr&atilde;o de AF sob condi&ccedil;&otilde;es de vida di&aacute;ria e avaliar os n&iacute;veis de AF nos diferentes momentos do estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Estes resultados representam um contributo significativo para se conhecer a rela&ccedil;&atilde;o e o impacto da ApF e AF nos fatores de risco descritos que resultem em quedas dos idosos. Estas, por sua vez, podem estar implicadas e ser respons&aacute;veis pelo decl&iacute;nio da capacidade funcional e da QV dos idosos, aumentando o risco de institucionaliza&ccedil;&atilde;o e consequente degrada&ccedil;&atilde;o da aptid&atilde;o f&iacute;sica.</p>     <p>Destaca-se que a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica tem demonstrado, que a pr&aacute;tica regular de AF contribui para a preven&ccedil;&atilde;o das quedas, no sentido de que refor&ccedil;a a aptid&atilde;o f&iacute;sica e o equil&iacute;brio postural. Efetivamente neste &acirc;mbito, cabe a todos os profissionais de sa&uacute;de, em particular os enfermeiros, promover a sa&uacute;de de uma forma global aos idosos, desenvolvendo esfor&ccedil;os no sentido de darem uma assist&ecirc;ncia e resposta integral face &agrave;s necessidades dos mesmos. Assim, os programas de interven&ccedil;&atilde;o multifatorial e multiprofissional s&atilde;o efetivos para diminui&ccedil;&atilde;o de quedas em idosos, com ou sem fatores de risco. Tais programas geralmente incluem exerc&iacute;cios f&iacute;sicos, al&eacute;m de pelo menos, outra das seguintes estrat&eacute;gias: corre&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o e riscos ambientais, preven&ccedil;&atilde;o/tratamento da hipotens&atilde;o ortost&aacute;tica, revis&atilde;o de terap&ecirc;utica farmacol&oacute;gica e aconselhamento sobre preven&ccedil;&atilde;o de quedas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ALMEIDA, R. ; ABREU, C. ; MENDES, A. (2009) - Quedas em doentes hospitalizados: contributos para uma pr&aacute;tica baseada na preven&ccedil;&atilde;o. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, n&ordm; 2, p. 163-172.</p>     <p>BAECKE, J. A. H. ; BUREMA, J. ; FRIJTERS, E. R. (1982) - A short questionnaire for the measurement of habitual physical activity in epidemiological studies. American Journal Clinical Nutrition. Vol. 36, n&ordm; 5, p. 936-942.</p>     <p>CHU, L. W. ; CHI, I. ; CHIN, A. Y. Y. (2005) - Incidence and predictors of falls in the Chinese elderly. Annals of the Academy of Medicine Singapore. Vol. 34, n&ordm; 1, p. 60-72.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DOHERTY, T. J. (2003) - Physiology of Aging. Invited review: Aging and sarcopenia. Journal of Applied Physiology, Vol. 127, p. 992S-993S.</p>     <p>DONAT, H. ; OZCAN, A. (2007) - Comparison of the effectiveness of 2 programmes on older adults at risk of falling: Unsupervised home exercise and supervised group exercise. Clinical Rehabilitation. Vol. 21 n&ordm; 3, p. 273-283. </p>     <p>DUNCAN, P. W. ; WEINER, D. K. (1990) - Functional reach: a new clinical measure of balance. Journal of Gerontology. Vol. 45, n&ordm; 6, p. M192-197.</p>     <p>EUROPEAN NETWORK FOR SAFETY AMONG ELDERLY (2006) - Five-year strategic plan for the prevention of unintentional injuries among EU senior citizens. Athens : EUNESE.</p>     <p>FERREIRA, P. (2000) - Cria&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o Portuguesa do MOS SF-36: Parte I- Adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica. Acta M&eacute;dica Portuguesa. Vol. 13, p. 55-63.</p>     <p>KANNUS, P. [et al.] (2007) - Alarming rise in fall-induced severe head injuries among elderly people. Injury. Vol. 38, n&ordm; 1, p. 81-83.</p>     <p>KESKIN, D. [et al.] (2008) - The risk factors related to falling in elderly females. Geriatric Nursing. Vol. 29, n&ordm; 1, p. 58-63.</p>     <p>MELZER, I. [et al.] (2009) - Regular exercise in the elderly is effective to preserve the speed of voluntary stepping under single task condition but not under dual task condition: a case control study. Gerontology. Vol. 55, n&ordm; 1, p. 49-57.</p>     <p>ORR, R. ; RAYMOND, J. ; SINGH, M. F. (2008) - Efficacy of progressive resistance training on balance performance in older adults: systematic review of randomized controlled trials. Sports Medicine. Vol. 38, n&ordm; 4, p. 317-343.</p>     <p>PAHOR, M. [et al.] (2006) - Effects of a physical activity intervention on measures of physical performance: results of the lifestyle interventions and independence for elders pilot (LIFE-P) study. Journals of Gerontology: Series A: Biological Sciences and Medical Sciences. Vol. 61A, n&ordm; 11, p. 1157-1165.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PATERSON, D. ; JONES, G. ; RICE, C. (2007) - Ageing and physical activity: evidence to develop exercise recommendations for older adults. Applied Physiology Nutrition and Metabolism. Vol. 32, n&ordm; S2E, p. S69-S108.</p>     <p>RIKLI, R. E. ; JONES, C. J. (1999) - Functional fitness normative scores for community-residing older adults, ages 60-94. JAPA. Vol. 7, n&ordm; 2, p. 162-181.</p>     <p>salv&agrave;, A. [et al.] (2004) - Incidence and consequences of falls among elderly people living in the community. Medicina Clinica (Barc). Vol. 122, n&ordm; 5, p. 172-176.</p>     <p>SAMPAIO, A. (2009) - Contributo da caminhada na preserva&ccedil;&atilde;o da capacidade funcional dos idosos. Porto : FCDEF. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</p>     <p>SKELTON, D. ; TODD, C. (2007) - What are the main risk factors for falls amongst older people and what are the most effective interventions to prevent these falls? How should interventions to prevent falls be implemented? Copenhagen : World Health Organization. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://euro.who.dk/HEN/syntheses/Fallrisk" target="_blank">http://euro.who.dk/HEN/syntheses/Fallrisk</a>.</p>     <p>VELLAS, B. [et al.] (2008) - Transtornos de la postura y riesgos da ca&iacute;da. Del envejecimiento satisfactorio a la perda de autonomia. Barcelona : Editora Glosa. </p>     <p>WHOQoL (2005) - The world health organization quality of life assessment (WHOQoL): position paper from the world health organization. Social Science &amp; Medicine. Vol. 41, n&ordm; 10, p. 1403-1409.</p>     <p>&nbsp;</p>			     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 23.08.11</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 01.03.12</p>		      ]]></body>
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