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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1163</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A exclusão do pai da sala de parto: uma discussão de género e poder]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exclusion of the father from the delivery room: a discussion from the perspective of gender and power]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[La exclusión del padre de la sala de partos: una discusión bajo el enfoque del género y del poder]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Estado do Rio de Janeiro Faculdade de Enfermagem ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[At the beginning of the 20th century, women were considered incapable and inferior, dominated by their husbands. Men were excluded from events related to reproduction and children’s education. Childbirth was a domestic ritual attended by midwives. Its transfer to the hospital placed the woman as protagonist in the process of giving birth, and nowadays the doctor is the central actor. The objective of the study was to analyze the process of the father’s exclusion from his child’s birth from the perspective of power in the context of the medicalization of childbirth. It was a systematic literature review analyzing 16 texts concerning the period from 2000 to 2010. The texts were classified according to the thematic nucleus: relationship of the man’s power over the woman, transition of childbirth from home to hospital, father’s exclusion from the hospital environment, medical dominance over the feminine body and the father’s (re)insertion in the childbirth process. It was concluded that a man’s reinsertion into the process of his child’s birth is not a reality, despite being promoted by the Brazilian Health Ministry. It is necessary that health professionals and services become aware of the importance and benefits of this attitude for the humanization of childbirth.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[A principios del siglo XX, se consideraba a las mujeres incapaces e inferiores, dominadas por sus maridos. Se dejaba a los hombres al margen de los eventos relacionados con la reproducción y con la educación de los niños. El parto era un ritual doméstico, asistido por matronas. Su transferencia al hospital, le retiró a la mujer el protagonismo en el proceso de parto, y hoy en día, el doctor es el actor central. Este estudio objetivó analizar el proceso de exclusión del padre del nacimiento de su hijo, bajo el enfoque de las relaciones de poder en el marco de la medicalización del parto. Se trata de una revisión sistemática de la literatura, en la que se analizaron 16 textos, cuya producción ocurrió entre 2000 y 2010. Estos se clasificaron por núcleos temáticos: relación de poder del hombre sobre la mujer, transición del parto a domicilio al ambiente hospitalario, exclusión del padre del ambiente hospitalario, dominación médica sobre el cuerpo femenino y (re)inserción del padre en el proceso de parto. Se concluyó que la reinserción del hombre en el acompañamiento del nacimiento de su hijo no se da plenamente, a pesar de ser incentivada por el Ministerio de Salud/Brasil. Es necesario que los profesionales de salud y servicios tomen conciencia de la importancia y de los beneficios de esta actitud en la humanización del parto.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A exclus&atilde;o do pai da sala de parto: uma discuss&atilde;o de g&eacute;nero e poder</b></p>    <p><b>Exclusion of the father from the delivery room: a discussion from the perspective of gender and power</b></p>    <p><b>La exclusi&oacute;n del padre de la sala de partos: una discusi&oacute;n bajo el enfoque del g&eacute;nero y del poder </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tharine Louise Gon&ccedil;alves Caires</b>*; <b>Octavio Muniz da Costa Vargens</b>**</p>     <p>* Enfermeira. Aluna do Curso de Mestrado do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro [<a href="mailto:tharinecaires@yahoo.com.br">tharinecaires@yahoo.com.br</a>]</p>     <p>** Enfermeiro Obstetra. Doutor Professor Titular da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro [<a href="mailto:omcvargens@uol.com.br">omcvargens@uol.com.br</a>]</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>No in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, as mulheres eram consideradas incapazes e inferiores, dominadas por seus maridos. Estes eram deixados &agrave; margem dos acontecimentos ligados &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o dos filhos. O parto era um ritual dom&eacute;stico, assistido pela parteira. Sua transfer&ecirc;ncia para o hospital retirou da mulher o protagonismo no processo de parir, e hoje o m&eacute;dico &eacute; a figura central. O objetivo deste estudo &eacute; analisar o processo de exclus&atilde;o do pai no nascimento de seu filho sob a perspetiva das rela&ccedil;&otilde;es de poder no contexto da medicaliza&ccedil;&atilde;o do parto. Trata-se de uma revis&atilde;o de literatura, que analisou 16 textos, cujo recorte temporal foi de 2000 a 2010. Estes foram analisados segundo os n&uacute;cleos tem&aacute;ticos: rela&ccedil;&atilde;o de poder do homem sobre a mulher, transi&ccedil;&atilde;o do parto em domic&iacute;lio para o ambiente hospitalar, exclus&atilde;o do pai do ambiente hospitalar, domina&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica sobre o corpo feminino e (re)inser&ccedil;&atilde;o do pai no processo de parturi&ccedil;&atilde;o. Conclui-se que a reinser&ccedil;&atilde;o do homem no acompanhamento do nascimento de seu filho ainda n&atilde;o &eacute; plena, apesar de incentivada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Brasil. &Eacute; preciso que profissionais e servi&ccedil;os de sa&uacute;de se conscientizem da import&acirc;ncia e benef&iacute;cios desta atitude no processo de humaniza&ccedil;&atilde;o do parto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: parto humanizado; paternidade; enfermagem obst&eacute;trica; sa&uacute;de da mulher</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>At the beginning of the 20th century, women were considered incapable and inferior, dominated by their husbands. Men were excluded from events related to reproduction and children’s education. Childbirth was a domestic ritual attended by midwives. Its transfer to the hospital placed the woman as protagonist in the process of giving birth, and nowadays the doctor is the central actor. The objective of the study was to analyze the process of the father’s exclusion from his child’s birth from the perspective of power in the context of the medicalization of childbirth. It was a systematic literature review analyzing 16 texts concerning the period from 2000 to 2010. The texts were classified according to the thematic nucleus: relationship of the man’s power over the woman, transition of childbirth from home to hospital, father’s exclusion from the hospital environment, medical dominance over the feminine body and the father’s (re)insertion in the childbirth process. It was concluded that a man’s reinsertion into the process of his child’s birth is not a reality, despite being promoted by the Brazilian Health Ministry. It is necessary that health professionals and services become aware of the importance and benefits of this attitude for the humanization of childbirth.</p>     <p><b>Keywords</b>: humanizing delivery; paternity; obstetrical nursing; woman’s health</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resumen</b></p>     <p>A principios del siglo XX, se consideraba a las mujeres incapaces e inferiores, dominadas por sus maridos. Se dejaba a los hombres al margen de los eventos relacionados con la reproducci&oacute;n y con la educaci&oacute;n de los ni&ntilde;os. El parto era un ritual dom&eacute;stico, asistido por matronas. Su transferencia al hospital, le retir&oacute; a la mujer el protagonismo en el proceso de parto, y hoy en d&iacute;a, el doctor es el actor central. Este estudio objetiv&oacute; analizar el proceso de exclusi&oacute;n del padre del nacimiento de su hijo, bajo el enfoque de las relaciones de poder en el marco de la medicalizaci&oacute;n del parto. Se trata de una revisi&oacute;n sistem&aacute;tica de la literatura, en la que se analizaron 16 textos, cuya producci&oacute;n ocurri&oacute; entre 2000 y 2010. Estos se clasificaron por n&uacute;cleos tem&aacute;ticos: relaci&oacute;n de poder del hombre sobre la mujer, transici&oacute;n del parto a domicilio al ambiente hospitalario, exclusi&oacute;n del padre del ambiente hospitalario, dominaci&oacute;n m&eacute;dica sobre el cuerpo femenino y (re)inserci&oacute;n del padre en el proceso de parto. Se concluy&oacute; que la reinserci&oacute;n del hombre en el acompa&ntilde;amiento del nacimiento de su hijo no se da plenamente, a pesar de ser incentivada por el Ministerio de Salud/Brasil. Es necesario que los profesionales de salud y servicios tomen conciencia de la importancia y de los beneficios de esta actitud en la humanizaci&oacute;n del parto.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: parto humanizando; paternidad; enfermer&iacute;a obst&eacute;trica; salud de las mujeres</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A cultura das diferen&ccedil;as de g&eacute;nero e da divis&atilde;o de tarefas entre os sexos sempre esteve presente em nossa sociedade. Os pap&eacute;is assumidos por pais e m&atilde;es eram tradicionalmente distintos, nos quais a mulher possu&iacute;a a fun&ccedil;&atilde;o de cuidadora e o pai o de provedor das necessidades materiais da fam&iacute;lia. Assim, cabia aos homens uma autoridade sem se preocupar com a educa&ccedil;&atilde;o e cuidado de seus filhos, deixando &agrave;s m&atilde;es a refer&ecirc;ncia afetiva para as crian&ccedil;as (Oliveira <i>et al</i>., 2009).</p>     <p>Esses pap&eacute;is eram refor&ccedil;ados no pr&oacute;prio parto, uma vez que, parteiras ou comadres eram exclusivamente mulheres de confian&ccedil;a da gestante e/ou reconhecidas pela comunidade por sua experi&ecirc;ncia na realiza&ccedil;&atilde;o do parto e no acompanhamento durante o trabalho de parto e p&oacute;s-parto, que ocorriam no domic&iacute;lio (Criz&oacute;stomo, Nery e Luz, 2007).</p>     <p>Com a transfer&ecirc;ncia do parto do ambiente domiciliar para o hospital presenciamos, atualmente, nas maternidades brasileiras, a ado&ccedil;&atilde;o do modelo americano de assist&ecirc;ncia ao parto, caracterizado pelo processo altamente intervencionista, institucionalizado, adaptando-se cada vez mais &agrave;s novas tecnologias. Dessa forma, gradativamente, o parto deixa de ser um “assunto de mulheres” e passa a ser uma atribui&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, cada vez mais complexa (Acker, 2006).</p>     <p>Para o homem, este &eacute; um momento em que ele adquire maior consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia da sua participa&ccedil;&atilde;o neste processo. A presen&ccedil;a do homem/companheiro &eacute; um fator positivo que favorece o fortalecimento dos la&ccedil;os familiares e faz com que eles se sintam importantes e realizados ao poder exercer de forma concreta o papel de pai (Oliveira <i>et al</i>., 2009).</p>     <p>Diante disso, o objetivo deste estudo &eacute; analisar o processo de exclus&atilde;o do pai no nascimento de seu filho sob a perspetiva das rela&ccedil;&otilde;es de poder no contexto da medicaliza&ccedil;&atilde;o do parto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Trata-se de uma revis&atilde;o de literatura, cuja pesquisa bibliogr&aacute;fica integrou peri&oacute;dicos indexados nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de (LILACS), National Library of Medicine (MEDLINE) e na cole&ccedil;&atilde;o <i>Scientific Eletronic Library Online</i> (SciELO), no per&iacute;odo compreendido entre junho de 2000 e dezembro de 2010. A escolha do in&iacute;cio da pesquisa deve- se ao fato de que neste ano foi lan&ccedil;ado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil o Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o do Pr&eacute;-natal e Nascimento. Este programa, entre outros aspetos, diz que &eacute; dever das unidades de sa&uacute;de receber com dignidade a mulher e seus familiares, al&eacute;m de criar um ambiente acolhedor e adotar condutas hospitalares que rompam com o tradicional isolamento imposto &agrave; mulher.</p>     <p>A busca bibliogr&aacute;fica aconteceu em duas etapas: a primeira foi baseada nas rela&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero e poder tendo como refer&ecirc;ncia os descritores: “direitos da mulher”, “poder”, “preconceito de g&eacute;nero” e “poder social”. A segunda parte refere-se &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e/ou aus&ecirc;ncia do pai no processo de parturi&ccedil;&atilde;o. Para isso, foram utilizados os seguintes descritores: “parto”, “humaniza&ccedil;&atilde;o do parto”, “paternidade”, “comportamento paterno”.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A sele&ccedil;&atilde;o dos textos baseou-se nos seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: textos publicados na &iacute;ntegra em peri&oacute;dicos nacionais e/ou teses e disserta&ccedil;&otilde;es que constaram nas bases de dados definidas para este estudo; publicados no idioma portugu&ecirc;s e que obedeciam &agrave; presen&ccedil;a de, pelo menos, um dos descritores mencionados; textos que retratassem as rela&ccedil;&otilde;es de g&eacute;nero e poder, inclusive no campo da sa&uacute;de; textos que, de alguma forma, abordassem a participa&ccedil;&atilde;o ou aus&ecirc;ncia do pai na sala de parto como foco principal e n&atilde;o apenas como uma mera cita&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s leitura e an&aacute;lise preliminar foram selecionados para este estudo 12 textos que representam a amostra desse trabalho, sendo 9 artigos e 3 disserta&ccedil;&otilde;es de Mestrado. O quadro 1 apresenta uma s&iacute;ntese destes textos e os mesmos encontram-se citados na lista de refer&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>QUADRO 1 – S&uacute;mula dos textos analisados. Rio de Janeiro – Brasil, 2011.</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn7/IIIn7a17q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A fim de se obter um panorama detalhado da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nacional sobre o tema, os textos foram analisados segundo os seguintes n&uacute;cleos tem&aacute;ticos: a rela&ccedil;&atilde;o de poder do homem sobre a mulher, a transi&ccedil;&atilde;o do parto em domic&iacute;lio para o ambiente hospitalar, a exclus&atilde;o do pai do ambiente hospitalar, a domina&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica sobre o corpo feminino e a (re)inser&ccedil;&atilde;o do pai no processo de parturi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o de poder do homem sobre a mulher</p>     <p>At&eacute; o in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, o modelo de fam&iacute;lia patriarcal se imp&ocirc;s determinando um v&iacute;nculo homem-mulher no qual estava impl&iacute;cita uma rela&ccedil;&atilde;o de poder, onde a mulher ocupa, nessa rela&ccedil;&atilde;o, o lugar da subalternidade. Este foi um per&iacute;odo em que a mulher deveria ficar em casa e n&atilde;o se desviar desse foco. De maneira geral, ela era submissa nesta rela&ccedil;&atilde;o sem grandes conflitos, ocupando, inquestionavelmente, fun&ccedil;&otilde;es relacionadas direta ou indiretamente, &agrave; maternidade, tais como, amamentar, alimentar e educar os filhos (Levy e Gomes, 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Essa rela&ccedil;&atilde;o de poder existiu porque tanto os dominadores como os dominados “aceitaram” as vers&otilde;es da realidade social, o que acaba por transformar as quest&otilde;es de g&eacute;nero numa divis&atilde;o de sexo, contribuindo para justificar o fato de a mulher cumprir ordens dadas pelos homens (Macedo <i>et al</i>., 2004).</p>     <p>No Brasil n&atilde;o era diferente. Cuidar da casa, dos filhos e do marido configurava-se como atributos da mulher desde o tempo de Col&oacute;nia. Fugir dessa determina&ccedil;&atilde;o seria estar condenada a romper com os valores preconizados por uma sociedade que estabelece distin&ccedil;&otilde;es r&iacute;gidas quanto aos pap&eacute;is do homem e da mulher. A elas o mundo do lar, ao homem, o mundo fora dele; e aquelas que, por algum motivo, n&atilde;o correspondiam a este modelo eram caracterizadas como “anormais” ou marginalizadas pela sociedade (Levy e Gomes, 2008).</p>     <p>Durante muito tempo, essa submiss&atilde;o se perpetuou e as mulheres sabiam que apenas o que podiam desejar eram ilus&otilde;es a cerca de um homem ideal. Este deveria ser provedor, forte, competente, companheiro e &oacute;timo pai para seus filhos. As mulheres precisavam sentir-se protegidas por este homem, assim como esperavam prote&ccedil;&atilde;o dele para sua prole. O homem, por sua vez, deseja salvar uma mulher, e necessitava que ela reconhecesse sua pot&ecirc;ncia e seu lugar de “Majestade” (Levy e Gomes, 2008).</p>     <p>Nesse contexto patriarcal, os homens normalmente eram deixados &agrave; margem dos acontecimentos dom&eacute;sticos, inclusive aqueles ligados &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o dos filhos (Oliveira, 2007). Sua participa&ccedil;&atilde;o era muito pequena e, muitas vezes, no que diz respeito ao processo de nascimento, estava restrita aos partos de animais, o que contraria os padr&otilde;es culturais dominantes na &eacute;poca (Seibert <i>et al</i>., 2005). Desse modo o parto era entendido como espa&ccedil;o de express&atilde;o do poder feminino. Por isso, &eacute; importante ressaltar que at&eacute; ao s&eacute;culo XVI, o cuidado com as doen&ccedil;as femininas pouco interessava aos m&eacute;dicos, profiss&atilde;o, at&eacute; ent&atilde;o, masculina. A cirurgia era tarefa de homens rudes e ignorantes e existia, nesse per&iacute;odo, um excesso de pudor em rela&ccedil;&atilde;o ao profissional homem. Diante disso, a aten&ccedil;&atilde;o ao parto era deixada a cargo das mulheres e constitu&iacute;a um ritual feminino assistido pela parteira (Acker <i>et al</i>., 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A transi&ccedil;&atilde;o do parto em domic&iacute;lio para o ambiente hospitalar</b></p>     <p>As parteiras eram exclusivamente mulheres, amigas, m&atilde;es, vizinhas ou escolhidas na comunidade. Eram de origem social simples, sem forma&ccedil;&atilde;o escolar. Aprendiam a partejar observando outras mulheres na pr&aacute;tica com outras parturientes, assim como tamb&eacute;m, atrav&eacute;s da pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia em realizar os partos. Sua atua&ccedil;&atilde;o era reconhecida socialmente e elas eram frequentemente requisitadas (Acker <i>et al</i>., 2006; Zampieri <i>et al</i>., 2010).</p>     <p>Os rituais do parto em domic&iacute;lio, realizados por essas mulheres, eram marcados por grande envolvimento afetivo. Elas criavam um clima emocional em torno desse processo, por meio de suas cren&ccedil;as, ora&ccedil;&otilde;es e receitas m&aacute;gicas para aliviar a dor das contra&ccedil;&otilde;es das parturientes (Seibert <i>et al</i>., 2005). Por&eacute;m, estes rituais foram se modificando ao longo do tempo, tornando-se progressivamente mais raros e, atualmente, se concentram nas &aacute;reas rurais das regi&otilde;es norte e nordeste do Brasil. Isso ocorre em virtude de influ&ecirc;ncias significativas do avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia, passando de uma atividade emp&iacute;rica realizada por pessoas leigas, a uma pr&aacute;tica institucional, realizada dentro dos hospitais pelos m&eacute;dicos (Acker <i>et al</i>., 2006).</p>     <p>A principal caracter&iacute;stica para defender que a realiza&ccedil;&atilde;o do parto fosse feita no &acirc;mbito hospitalar surgiu a partir do momento em que foi identificada a infe&ccedil;&atilde;o puerperal (Storti, 2004). As medidas de higiene contribu&iacute;ram para que os hospitais tivessem uma melhor aceita&ccedil;&atilde;o pela sociedade e, com isso, as mulheres resolveram procurar os profissionais de sa&uacute;de, em especial os m&eacute;dicos, por acreditarem que estes lhes poderiam dar mais seguran&ccedil;a no momento do parto do que as parteiras. Por esse motivo, gradativamente, a medicina vai tomando a frente do gerenciamento da sa&uacute;de feminina e da reprodu&ccedil;&atilde;o com t&eacute;cnicas intervencionistas, impessoais e tecnicistas, caracterizado pelo alto grau de medicaliza&ccedil;&atilde;o e pelo abuso de t&eacute;cnicas invasivas (Acker <i>et al</i>., 2006; Santos e Shimo, 2008).</p>     <p>A efetiva institucionaliza&ccedil;&atilde;o do parto nos hospitais come&ccedil;a ent&atilde;o a partir de 1930, quando o &iacute;ndice de partos hospitalares supera o de partos domiciliares, tornando-se um ato quase que exclusivamente m&eacute;dico e medicalizado. Aos poucos a tradi&ccedil;&atilde;o de familiares participarem do nascimento foi sendo desconsiderada, as m&atilde;es passaram a ser atendidas nos hospitais apenas por profissionais de sa&uacute;de e deixaram de serem sujeitos da a&ccedil;&atilde;o para se tornarem objetos. Como consequ&ecirc;ncia, passaram a ficar sozinhas durante o longo per&iacute;odo do trabalho de parto, uma vez que, a interna&ccedil;&atilde;o hospitalar favorece a separa&ccedil;&atilde;o da gestante de sua fam&iacute;lia e a torna uma propriedade da institui&ccedil;&atilde;o (Acker <i>et al</i>., 2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em suma, o processo de parturi&ccedil;&atilde;o se tornou um assunto m&eacute;dico e hospitalar, separado da vida familiar e comunit&aacute;ria, servindo &agrave; obstetr&iacute;cia de tr&ecirc;s modos: restringindo a competi&ccedil;&atilde;o com as parteiras; estabelecendo o controlo m&eacute;dico sobre as parturientes e permitindo o treinamento de novos m&eacute;dicos. O parto hospitalar medicalizado tornou-se sin&oacute;nimo de modernidade, no qual v&aacute;rios especialistas se apropriaram de aspetos da assist&ecirc;ncia aos partos, cabendo ao m&eacute;dico obstetra o cuidado com o parto propriamente dito, ao anestesista, retirar a dor e ao pediatra, as a&ccedil;&otilde;es sobre a crian&ccedil;a (Colacioppo <i>et al</i>. 2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A exclus&atilde;o do pai do ambiente hospitalar</b></p>     <p>No passado, o parto era acompanhado pelas parteiras em um ambiente domiciliar. O homem tamb&eacute;m prestava assist&ecirc;ncia ao parto naquilo que fosse necess&aacute;rio (Aires, 2006).</p>     <p>Entretanto, o cuidado prestado &agrave; mulher durante o processo de parir sofreu muitas modifica&ccedil;&otilde;es decorrentes da medicaliza&ccedil;&atilde;o e institucionaliza&ccedil;&atilde;o do parto, dos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e do desenvolvimento da medicina, contribuindo para que hoje a parturiente seja a paciente e o m&eacute;dico o protagonista desta cena (Seibert <i>et al</i>., 2005).</p>     <p>A presen&ccedil;a do m&eacute;dico neste momento est&aacute; associada &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um instrumental pr&oacute;prio (f&oacute;rceps, sondas, agulhas, tesouras, ganchos) e a pr&aacute;ticas cada vez mais invasivas. Estas pr&aacute;ticas foram criadas para construir uma imagem de conhecimento cient&iacute;fico, compet&ecirc;ncia e superioridade desses profissionais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s parteiras, que usavam apenas as m&atilde;os nas suas manobras e diagn&oacute;sticos (Martin, 2006; Martins, 2004).</p>     <p>Al&eacute;m disso, o banimento das parteiras tamb&eacute;m fez desaparecer os conhecimentos das pr&oacute;prias mulheres sobre seus corpos, suas din&acirc;micas e seus produtos, fazendo com que a mulher entregasse o poder sobre o seu corpo nas m&atilde;os do m&eacute;dico. Afinal, a forma como parto &eacute; visto atualmente, coloca a gravidez como uma situa&ccedil;&atilde;o de risco para a mulher e, portanto, deve ser um procedimento cir&uacute;rgico isolado da fam&iacute;lia (Aires, 2006; Progianti e Vargens, 2004; Torniquist, 2004).</p>     <p>Essa resist&ecirc;ncia &agrave; presen&ccedil;a do pai, como acompanhante da mulher, para dar apoio durante o processo de nascimento &eacute; frequente, sob o argumento de que o homem pode atrapalhar ou agir como fiscal da atua&ccedil;&atilde;o da equipe m&eacute;dica. Al&eacute;m disso, essa &eacute; tamb&eacute;m umas das consequ&ecirc;ncias do modelo tecnocr&aacute;tico que desumaniza a assist&ecirc;ncia ao transformar o parto em um acontecimento m&eacute;dico-hospitalar (Storti, 2004).</p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o do homem no processo de parto de seu filho &eacute; algo que ocasiona um encontro nas rela&ccedil;&otilde;es entre homens e mulheres no que diz respeito &agrave; gravidez, parto e rec&eacute;m-nascido. Entretanto, a exclus&atilde;o deles na sala parto ainda &eacute; frequente, muitas vezes, porque as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de ainda n&atilde;o disp&otilde;em de um adequado espa&ccedil;o f&iacute;sico e profissionais que estejam preocupados com uma assist&ecirc;ncia humanizada no nascimento (Longo, 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A domina&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica sobre o corpo feminino</b></p>     <p>Ainda hoje, mesmo com todas as transforma&ccedil;&otilde;es ocorridas na condi&ccedil;&atilde;o feminina, muitas mulheres n&atilde;o podem decidir sobre suas vidas. S&atilde;o vistas e tratadas como objetos, n&atilde;o exercem e, principalmente, n&atilde;o acumulam poder. Elas reproduzem-no para aqueles que, no modelo tecnol&oacute;gico atual da assist&ecirc;ncia, de fato controlam o poder, ou seja, o m&eacute;dico. Estes, at&eacute; o final do s&eacute;culo XIX, fizeram com que suas verdades prevalecessem, controlando a vida da mulher, baseados na medicina (Fleck e Wagner, 2003).</p>     <p>Os m&eacute;dicos procuraram, ao longo do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, ocupar o espa&ccedil;o das parteiras, trazendo para si o controle, o conhecimento e dom&iacute;nio sobre o corpo da mulher. Nessa rela&ccedil;&atilde;o, o m&eacute;dico vai dirigir e conduzir a parturiente com regras e normas pr&oacute;prias do modelo (Acker <i>et al</i>., 2006).</p>     <p>Esta forma de controlo sobre a mulher &eacute; historicamente reconhecida, e acaba por ser acrescida ao dom&iacute;nio que o marido j&aacute; exercia sobre ela. Seu discurso partia do principio de que somente os m&eacute;dicos estavam preparados para o parto, pois sabiam o que estava acontecendo e o que estavam fazendo, devendo a parturiente ser submissa aos seus cuidados (Santos e Shimo, 2008).</p>     <p>O avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia na sa&uacute;de trouxe in&uacute;meras transforma&ccedil;&otilde;es no modo de assistir ao parto. Os hospitais passaram a fazer parte do universo das gestantes, como o ambiente mais indicado para a realiza&ccedil;&atilde;o do parto, o que gerou uma medicaliza&ccedil;&atilde;o da parturiente. Dessa forma, emergiu um movimento de apoderamento da medicina em rela&ccedil;&atilde;o ao corpo feminino, no sentido de dar-lhe prote&ccedil;&atilde;o. Percebe-se ent&atilde;o uma transi&ccedil;&atilde;o de poder, a mulher sai da tutela do marido e passa para a do m&eacute;dico, e novas pr&aacute;ticas s&atilde;o ent&atilde;o incorporadas e aceitas como adequadas &agrave; mulher em detrimento de outras, como por exemplo, o uso rotineiro de procedimentos invasivos, tais como a cesariana (Longo, 2008).</p>     <p>Portanto, &eacute; not&aacute;vel que pr&aacute;ticas &uacute;teis como o uso de m&eacute;todos n&atilde;o farmacol&oacute;gicos e n&atilde;o invasivos no al&iacute;vio da dor s&atilde;o, aos poucos estimulados, e o parto passa a ser considerado como algo que produz sensa&ccedil;&otilde;es que qualquer mulher tem o direito de anular, afinal, no parto moderno, despersonalizado, alcan&ccedil;ou-se o controle mecanizado do corpo e a completa anula&ccedil;&atilde;o de todas as sensa&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis (Longo, 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A (re)inser&ccedil;&atilde;o do pai no processo de parturi&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Atualmente, cada vez mais mulheres preocupam-se com sua realiza&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e valorizam a constru&ccedil;&atilde;o de uma carreira profissional, trabalhando fora de casa e contribuindo com a renda da fam&iacute;lia. Essas mulheres, pressionadas pela dupla jornada de trabalho, passaram a reivindicar a participa&ccedil;&atilde;o dos homens nos cuidados quotidianos com os filhos e a casa, e pode-se tamb&eacute;m incluir sua participa&ccedil;&atilde;o na gravidez, no parto e p&oacute;s-parto (Fleck e Wagner, 2003).</p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o do pai &eacute; considerada como de extrema import&acirc;ncia no acompanhamento pr&eacute;-natal e no momento do parto, trazendo significativas contribui&ccedil;&otilde;es ao exerc&iacute;cio dos direitos reprodutivos dos homens e mulheres em nosso pa&iacute;s (Storti, 2004). A escolha de um acompanhante, como o apoio do pai da crian&ccedil;a durante o trabalho de parto e o parto faz parte de uma das propostas do Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o no Pr&eacute;-natal e Nascimento, elaborado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Brasil, em junho de 2000, em que a quest&atilde;o da humaniza&ccedil;&atilde;o e dos direitos aparece como o princ&iacute;pio estruturador.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O programa fundamenta-se no direito &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia obst&eacute;trica e neonatal como condi&ccedil;&atilde;o primeira para o adequado acompanhamento do parto e do puerp&eacute;rio. A humaniza&ccedil;&atilde;o compreende, entre outros, a convic&ccedil;&atilde;o de que &eacute; dever das unidades de sa&uacute;de receber com dignidade a mulher, seus familiares e o rec&eacute;m-nascido, criando um ambiente acolhedor e adotando condutas hospitalares que rompam com o tradicional isolamento imposto &agrave; mulher (Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de (2000).</p>     <p>Assim, o pai deixa de ser apenas um espetador e provedor, passando a se envolver com os assuntos que diziam respeito somente &agrave;s mulheres, conquistando um novo espa&ccedil;o junto &agrave; gestante, sendo aceite a sua participa&ccedil;&atilde;o nos assuntos relacionados &agrave; gravidez. Este pai tenta abrir, ou retomar, o seu espa&ccedil;o no nascimento do seu filho que lhe foi retirado pelos profissionais que atendem o parto (Fleck e Wagner, 2003).</p>     <p>Apesar dos benef&iacute;cios dessa pr&aacute;tica e da legisla&ccedil;&atilde;o vigente, o que se observa &eacute; um despreparo dos profissionais em lidar com a figura do acompanhante/pai, como algu&eacute;m participando do processo de nascimento. Nos &uacute;ltimos anos, percebemos que a enfermeira do Centro Obst&eacute;trico tem favorecido a presen&ccedil;a do pai durante o trabalho de parto, mas a equipe m&eacute;dica tem negado, quase que sistematicamente, a sua participa&ccedil;&atilde;o no parto, mesmo em situa&ccedil;&otilde;es de baixo risco (Fleck e Wagner, 2003).</p>     <p>Portanto, &eacute; evidente que ainda devemos lutar para que a todos os homens sejam assegurados direitos de participa&ccedil;&atilde;o maior que do que atualmente, a fim de que pr&aacute;ticas humanizadas sejam implantadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Apesar da mulher no movimento feminista ter trazido um rearranjo nas rela&ccedil;&otilde;es homens/mulheres e na fam&iacute;lia, a participa&ccedil;&atilde;o dos homens nos cuidados quotidianos com os filhos, na gravidez, no parto e p&oacute;s-parto ainda &eacute; pouco incentivada no ambiente familiar e pelos profissionais de sa&uacute;de. Talvez n&atilde;o seja, por&eacute;m, por vontade pr&oacute;pria do homem, mas devido &agrave;s consequ&ecirc;ncias de um modelo tecnocr&aacute;tico de assist&ecirc;ncia que transformou o parto de um evento dom&eacute;stico, natural e fisiol&oacute;gico a um evento cir&uacute;rgico, realizado em um ambiente hospitalar, cujo m&eacute;dico, dominador do corpo feminino, &eacute; quem decide o que deve acontecer com ele.</p>     <p>Isso acontece, infelizmente, sem consentimento da mulher, j&aacute; que esta, mais uma vez, na vis&atilde;o medicalizada, n&atilde;o &eacute; capaz de entender e at&eacute; mesmo de opinar sobre o seu trabalho parto. E o homem, pai do beb&eacute;, muitas vezes &eacute; visto como uma pessoa que pode perturbar o centro obst&eacute;trico e atuar como fiscalizador da equipe m&eacute;dica e n&atilde;o como algu&eacute;m que pode trazer apoio e tranquilidade para a parturiente. Por isso ele &eacute; exclu&iacute;do do processo de parturi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Entretanto, a reinser&ccedil;&atilde;o do homem no acompanhamento do nascimento de seu filho, em todas as etapas deste processo, &eacute; algo quem vem sendo incentivado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, na inten&ccedil;&atilde;o de que profissionais e servi&ccedil;os de sa&uacute;de se conscientizem da import&acirc;ncia e benef&iacute;cios que esta atitude pode trazer no processo de humaniza&ccedil;&atilde;o do parto. Mas para isso, infelizmente, ainda h&aacute; um longo caminho a percorrer.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ACKER, Justina In&ecirc;s Brunetto Verruck [et al.] (2006) - As parteiras e o cuidado com o nascimento. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 59, n&ordm; 5, p. 647-651.</p>     <p>AIRES, Maria Juracy (2006) - T&eacute;cnica e tecnologia do parto: a produ&ccedil;&atilde;o e apropria&ccedil;&atilde;o do conhecimento tecnol&oacute;gico por parteiras tradicionais. Paran&aacute; : Universidade Tecnol&oacute;gica Federal do Paran&aacute;. Disserta&ccedil;&atilde;o mestrado.</p>     <p>BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de (2000) - Programa de humaniza&ccedil;&atilde;o no pr&eacute;-natal e nascimento. Bras&iacute;lia : SPS.</p>     <p>COLACIOPPO, Priscila Maria [et al.] (2010) - Parto domiciliar planejado: resultados maternos e neonatais. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, n&deg; 2, p. 81-90.</p>     <p>CRIZOSTOMO, Cilene Delgado ; NERY, Inez Sampaio ; LUZ, Maria Helena Barros (2007) - A viv&ecirc;ncia de mulheres no parto domiciliar e hospitalar. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. Vol. 11, n&ordm; 1, p. 98-104.</p>     <p>DOMINGUES, Rosa Maria Soares Madeira (2002) - Acompanhantes familiares na assist&ecirc;ncia ao parto normal: a experi&ecirc;ncia da Maternidade Leila Diniz. Rio de Janeiro : Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Disserta&ccedil;&atilde;o mestrado.</p>     <p>FLECK, Ana Cl&aacute;udia ; WAGNER, Adriana (2003) - A mulher como a principal provedora do sustento econ&ocirc;mico familiar. Psicologia em Estudo. Vol. 8,  n&ordm; esp., p. 31-38.</p>     <p>LEVY, L&iacute;dia ; GOMES, Isabel Cristina (2008) - Rela&ccedil;&atilde;o conjugal, viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e complementaridade fusional. Psicologia Cl&iacute;nca. Vol. 20,  n&ordm; 2, p. 163-172.</p>     <p>LONGO, Cristiane da Silva Mendon&ccedil;a (2008) – O parto humanizado e a participa&ccedil;&atilde;o do pai. Goi&aacute;s : Universidade Federal de Goi&aacute;s. Disserta&ccedil;&atilde;o mestrado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MACEDO, K&aacute;tia Barbosa [et al.] (2004) - O processo sucess&oacute;rio em organiza&ccedil;&otilde;es familiares e a exclus&atilde;o da mulher. Psicologia & Sociedade. Vol. 16,  n&ordm; 3, p. 69-81.</p>     <p>MARTIN, Emily (2006) - A mulher no corpo: uma an&aacute;lise cultural da reprodu&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro : Garamod.</p>     <p>MARTINS, Ana Paula Vosne (2004) - Vis&otilde;es do feminino: a medicina da mulher nos s&eacute;culos XIX e XX. Rio de Janeiro : Fiocruz.</p>     <p>OLIVEIRA, Eteniger Marcela Fernandes de (2007) - Viv&ecirc;ncia do homem no puerp&eacute;rio. Natal : Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</p>     <p>OLIVEIRA, Sheyla Costa de [et al.] (2009) - A participa&ccedil;&atilde;o do homem/pai no acompanhamento da assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal. Cogitare Enfermagem. Vol. 14, n&ordm; 1, p. 73-78.</p>     <p>PROGIANTI, Jane M&aacute;rcia ; VARGENS, Oct&aacute;vio Muniz da Costa (2004) - As enfermeiras obst&eacute;tricas frente ao uso de tecnologias n&atilde;o invasivas de cuidado como estrat&eacute;gias na desmedicaliza&ccedil;&atilde;o do parto. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. Vol. 8, n&ordm; 2, p. 194-197.</p>     <p>SANTOS, Jaqueline de Oliveira ; SHIMO, Antonieta Keiko Kakuda (2008) - Pr&aacute;tica rotineira da episiotomia refletindo a desigualdade de poder entre profissionais de sa&uacute;de e mulheres. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. Vol. 12,  n&ordm; 4, p. 645-650.</p>     <p>SEIBERT, Sabrina Lins [et al.] (2005) - Medicaliza&ccedil;&atilde;o X Humaniza&ccedil;&atilde;o: o cuidado ao parto na hist&oacute;ria. Revista de Enfermagem UERJ. Vol. 13, n&ordm; 2, p. 245-251.</p>     <p>STORTI, Juliana de Paula Louro (2004) - O papel do acompanhante no trabalho e parto e parto: expectativas e viv&ecirc;ncias do casal. Universidade de S&atilde;o Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</p>     <p>TORNQUIST, Carmen Susana (2004) - Parto e poder: o movimento pela humaniza&ccedil;&atilde;o do parto no Brasil. Universidade Federal de Santa Catarina. Tese de doutoramento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ZAMPIERI, Maria de F&aacute;tima Mota [et al.] (2010) - Processo educativo com gestantes e casais gr&aacute;vidos: possibilidade para transforma&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o da realidade. Texto & Contexto Enfermagem. Vol. 19,  n&ordm; 4, p. 719-727.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Agradecimentos: Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa de Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ, pelo apoio financeiro para desenvolvimento do estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 17.06.11</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 21.12.11</p>      ]]></body><back>
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