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<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1242</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação cultural e validação da versão portuguesa da Escala de Expectativas acerca do Álcool: versão adolescentes]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cultural adaptation and validation of the portuguese version of the Alcohol Expectations Scale: Adolescent Form]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Estudios de traducción y adaptación del Cuestionario de Expectativas Acerca del Alcohol: formato para adolescentes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Empirical studies have shown that alcohol expectations are acquired early in life, even before personal experiences of alcohol consumption. These expectations are important mediators of the onset and maintenance of alcohol consumption. In this regard, it is important to develop further research on alcohol expectations among teenagers and their role in the transition to their consumption patterns as adults. This article presents the translation and adaptation into Portuguese of the Alcohol Expectations Scale - Adolescent Form (AES-A). This process of adaptation included three studies with adolescents (n=654; n=205 and n=212). Internal consistency, construct validity and concurrent validity were assessed. The three psychometric studies resulted in the development of a Scale of Positive Alcohol Expectancies (EEPA-A/AES-A). It contains 49 Likert-type items, with good reliability (a = .82 to .85) and construct validity. Factor analysis showed the following four-factor structure: factor I - Facilitator of interpersonal relationships; factor II - Stimulation and tension reduction; factor III - Escape from negative emotional states; and factor IV - Change in social behaviour and sexual arousal. The EEPA has properties which demonstrate its value for analysing alcohol expectations among adolescents.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Los estudios empíricos han mostrado que las expectativas en relación al alcohol se adquieren de manera precoz, incluso antes de vivir experiencias personales relacionadas con su consumo, y se consideran además importantes mediadores del inicio y de la persistencia en el consumo. En este marco, es importante investigar las expectativas que los adolescentes tienen en torno al alcohol y su papel en la transición hacia patrones de consumo en adultos. En este artículo se presenta la traducción y adaptación del Cuestionario de Expectativas Acerca del Alcohol - formato para adolescentes [Alcool Expectancy Questionnaire - Adolescent Form (AEQ-A). El proceso de adaptación realizado incluye tres estudios con adolescentes (N=654; N=205 y N=212). Se evaluaron la consistencia interna, la validez de constructo y la validez concurrente. Los tres estudios psicométricos realizados dieron como resultado el desarrollo de una Escala de Expectativas Positivas Acerca del Alcohol (EEPA-A/AEQ-A) que integra 49 ítems en formato de respuesta Likert, que presenta buenos índices de fidelidad (a = .82 a .85), así como validez de constructo. El análisis factorial reveló una estructura con cuatro factores que designamos: factor I - Facilitador de la relación con los demás; factor II - Estimulación y reducción de la tensión; factor III - Escape a estados emocionales negativos y factor IV - Alteración del comportamiento social y activación sexual.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Adapta&ccedil;&atilde;o cultural e valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o portuguesa da Escala de Expectativas acerca do &Aacute;lcool – vers&atilde;o adolescentes</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Teresa Barroso</b>*; <b>Aida Mendes</b>**; <b>Ant&oacute;nio Barbosa</b>***</p>     <p>* Ph.D, RN, Professora Adjunta Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. [<a href="mailto:tbarroso@esenfc.pt">tbarroso@esenfc.pt</a>].</p>     <p>** Ph.D, RN, Professora Coordenadora, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. [<a href="mailto:amendes@esenfc.pt">amendes@esenfc.pt</a>].</p>     <p>*** Ph.D, MD, Professor de Psiquiatria, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa. [<a href="mailto:abarbosa@netcabo.pt">abarbosa@netcabo.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Os estudos emp&iacute;ricos t&ecirc;m mostrado que as expectativas acerca do &aacute;lcool s&atilde;o adquiridas precocemente, mesmo antes das experi&ecirc;ncias pessoais de consumo de &aacute;lcool, sendo consideradas importantes mediadores do in&iacute;cio e da manuten&ccedil;&atilde;o do consumo de &aacute;lcool. Neste quadro, &eacute; importante a investiga&ccedil;&atilde;o das expectativas acerca do &aacute;lcool nos adolescentes e o seu papel na transi&ccedil;&atilde;o para os padr&otilde;es de consumo em adultos. Neste artigo &eacute; apresentada a tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o do <i>&Aacute;lcool Expectancy Questionaire – Adolescent Form</i> (AEQ-A). O processo de adapta&ccedil;&atilde;o realizado incluiu tr&ecirc;s estudos com adolescentes (N=654; N=205 e N=212). Foi avaliada a consist&ecirc;ncia interna, a validade de constructo e a validade concorrente. Os tr&ecirc;s estudos psicom&eacute;tricos realizados resultaram no desenvolvimento da Escala de Expectativas Positivas Acerca do &Aacute;lcool (EEPA-A/AEQ-A) que integra 49 itens em formato de resposta <i>likert</i>, que apresenta &iacute;ndices de fidelidade bons (&#945; = .82 a .85), assim como validade de construto. A an&aacute;lise fatorial revelou uma estrutura com quatro fatores que design&aacute;mos por: facilitador da rela&ccedil;&atilde;o com os outros; estimula&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o; escape a estados emocionais negativos; e fator IV – Altera&ccedil;&atilde;o do comportamento social e ativa&ccedil;&atilde;o sexual. A EEPA-A revelou propriedades que atestam a sua qualidade para analisar as expectativas acerca do &aacute;lcool nos adolescentes.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: adolescente; consumo de bebidas alco&oacute;licas; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; estudos de valida&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Cultural adaptation and validation of the portuguese version of the Alcohol Expectations Scale – Adolescent Form</b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>Empirical studies have shown that alcohol expectations are acquired early in life, even before personal experiences of alcohol consumption. These expectations are important mediators of the onset and maintenance of alcohol consumption. In this regard, it is important to develop further research on alcohol expectations among teenagers and their role in the transition to their consumption patterns as adults. This article presents the translation and adaptation into Portuguese of the Alcohol Expectations Scale – Adolescent Form (AES-A). This process of adaptation included three studies with adolescents (n=654; n=205 and n=212). Internal consistency, construct validity and concurrent validity were assessed. The three psychometric studies resulted in the development of a Scale of Positive Alcohol Expectancies (EEPA-A/AES-A). It contains 49 Likert-type items, with good reliability (&#945; = .82 to .85) and construct validity. Factor analysis showed the following four-factor structure: factor I – Facilitator of interpersonal relationships; factor II – Stimulation and tension reduction; factor III – Escape from negative emotional states; and factor IV – Change in social behaviour and sexual arousal. The EEPA has properties which demonstrate its value for analysing alcohol expectations among adolescents.</p>     <p><b>Keywords</b>: adolescent; alcohol consumption; health promotion; validation studies.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudios de traducci&oacute;n y adaptaci&oacute;n del Cuestionario de Expectativas Acerca del Alcohol – formato para adolescentes</b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>Los estudios emp&iacute;ricos han mostrado que las expectativas en relaci&oacute;n al alcohol se adquieren de manera precoz, incluso antes de vivir experiencias personales relacionadas con su consumo, y se consideran adem&aacute;s importantes mediadores del inicio y de la persistencia en el consumo. En este marco, es importante investigar las expectativas que los adolescentes tienen en torno al alcohol y su papel en la transici&oacute;n hacia patrones de consumo en adultos. En este art&iacute;culo se presenta la traducci&oacute;n y adaptaci&oacute;n del Cuestionario de Expectativas Acerca del Alcohol – formato para adolescentes [Alcool Expectancy Questionnaire – Adolescent Form (AEQ-A). El proceso de adaptaci&oacute;n realizado incluye tres estudios con adolescentes (N=654; N=205 y N=212). Se evaluaron la consistencia interna, la validez de constructo y la validez concurrente. Los tres estudios psicom&eacute;tricos realizados dieron como resultado el desarrollo de una Escala de Expectativas Positivas Acerca del Alcohol (EEPA-A/AEQ-A) que integra 49 &iacute;tems en formato de respuesta <i>Likert</i>, que presenta buenos &iacute;ndices de fidelidad (&#945; = .82 a .85), as&iacute; como validez de constructo. El an&aacute;lisis factorial revel&oacute; una estructura con cuatro factores que designamos: factor I – Facilitador de la relaci&oacute;n con los dem&aacute;s; factor II – Estimulaci&oacute;n y reducci&oacute;n de la tensi&oacute;n; factor III – Escape a estados emocionales negativos y factor IV – Alteraci&oacute;n del comportamiento social y activaci&oacute;n sexual.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: adolescente; consumo de bebidas alcoh&oacute;licas; promoci&oacute;n de la salud; estudios de validaci&oacute;n.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A intensiva investiga&ccedil;&atilde;o das &uacute;ltimas d&eacute;cadas mostrou que o consumo de &aacute;lcool e o alcoolismo s&atilde;o influenciados por um largo espetro de fatores, tanto pessoais como ambientais, considerados em intera&ccedil;&atilde;o, adquirindo particular relev&acirc;ncia durante a inf&acirc;ncia e a adolesc&ecirc;ncia.</p>     <p>O conceito de expectativas acerca do &aacute;lcool tem em conta este tipo de abordagem. &Eacute; um constructo que beneficiou do contributo de v&aacute;rias teorias: a Teoria da Aprendizagem de Sinal de Tolman, segundo a qual o comportamento &eacute; determinado principalmente pela necessidade e pelas expectativas; a Teoria de Expectativa de MacCorquodale e Meehl, que divide a expectativa global em tr&ecirc;s componentes - evocador, resposta e <i>espectandum</i>; a Teoria das Expectativas de Efic&aacute;cia de Bandura; e a Teoria da Aprendizagem Social de Rotter, resumida em quatro vari&aacute;veis altamente preditoras do comportamento - o potencial de comportamento, a expectativa, o valor de refor&ccedil;o e a situa&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica.</p>     <p>Tendo como base estas teorias, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas a investiga&ccedil;&atilde;o tem procurado mostrar como os diversos fatores s&atilde;o explicativos do uso de &aacute;lcool e dos diferentes padr&otilde;es de consumo, quer atrav&eacute;s da influ&ecirc;ncia dos processos cognitivos na decis&atilde;o de beber, quer pelo efeito independente e interativo das expectativas acerca dos efeitos do &aacute;lcool em diversos comportamentos (Goldman, Greenbaum e Darkes, 1997; Barroso, Barbosa e Mendes, 2006; Schuckit <i>et al</i>., 2009; Comasco <i>et al</i>., 2010; Zimmermann <i>et al</i>., 2010).</p>     <p>Em suma, o conhecimento atual neste dom&iacute;nio sugere que os processos cognitivos devem ser examinados como um poss&iacute;vel mecanismo mediador, em que o constructo de expectativas acerca do &aacute;lcool fornece um ve&iacute;culo &oacute;bvio para esse estudo (Jones, Corbin e Fromme, 2001; Schuckit <i>et al</i>., 2009; Barroso, Mendes e Barbosa, 2009; Reich, Below e Goldman, 2010). Para al&eacute;m disso, uma vez que estas cogni&ccedil;&otilde;es s&atilde;o potencialmente modific&aacute;veis, apresentam-se como um alvo priorit&aacute;rio dos esfor&ccedil;os preventivos. Por outro lado, os estudos emp&iacute;ricos t&ecirc;m mostrado que as expectativas s&atilde;o adquiridas precocemente, mesmo antes das experi&ecirc;ncias pessoais de consumo de &aacute;lcool, sendo desenvolvidas atrav&eacute;s de processos de aprendizagem social ao longo da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia (Perez-Aranibar, Van den Broucke e Fontaine, 2005; Barroso, Barbosa e Mendes, 2006; Barroso, Mendes e Barbosa, 2009; Comasco <i>et al</i>., 2010; Zimmermann <i>et al</i>., 2010).</p>     <p>Para a maioria dos indiv&iacute;duos, o in&iacute;cio de consumo de bebidas alco&oacute;licas tende a ocorrer durante o in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia e em situa&ccedil;&otilde;es sociais, pelo que o consumo solit&aacute;rio &eacute; pouco comum. Os estudos europeus mais recentes indicam que 9 em cada 10 adolescentes, dos 15-16 anos de idade, j&aacute; consumiram &aacute;lcool; que o in&iacute;cio do consumo se faz em m&eacute;dia aos 12 &frac12; anos de idade; e que 29% dos adolescentes com 15 anos de idade referem ter um consumo semanal (Anderson e Baumberg, 2006; European School Survey on Alcohol and Other Drugs, 2009; Deutsche Hauptstelle f&uuml;r Suchtfragen, 2008).</p>     <p>Em Portugal, as primeiras experi&ecirc;ncias de consumo de &aacute;lcool iniciam-se muito antes da idade m&iacute;nima legal para o seu consumo. Os estudos epidemiol&oacute;gicos indicam que a maioria dos adolescentes j&aacute; consumiu bebidas alco&oacute;licas. Todavia, o consumo regular n&atilde;o &eacute; frequente entre os adolescentes (Matos <i>et al</i>., 2003; European School Survey on Alcohol and Other Drugs, 2009).</p>     <p>Estes resultados sugerem que os adolescentes portugueses iniciam o consumo de &aacute;lcool no in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia; que com o aumento da idade t&ecirc;m maior probabilidade de estarem expostos ao consumo de &aacute;lcool e seus riscos; e que ocorre um r&aacute;pido incremento do consumo de &aacute;lcool dos 13 para os 15 anos de idade (Matos <i>et al</i>., 2003).</p>     <p>A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica aponta a idade de in&iacute;cio do consumo de &aacute;lcool como um poderoso preditor da ocorr&ecirc;ncia de problemas de abuso e depend&ecirc;ncia ao longo da vida (Pitk&auml;nen Lyyra e Pulkkinen, 2005), designadamente, os indiv&iacute;duos que iniciam o consumo de &aacute;lcool aos 15 anos de idade t&ecirc;m 4 vezes mais probabilidade de vir a desenvolver depend&ecirc;ncias de &aacute;lcool em determinado momento da vida do que os que iniciam o consumo aos 20 anos de idade (Grant e Dawson, 1997; Anderson e Baumberg, 2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A m&eacute;dia de &aacute;lcool consumida, na &uacute;ltima ocasi&atilde;o de consumo, entre os adolescentes europeus com 15-16 anos de idade, &eacute; de 6 bebidas, cerca de 60 g de &aacute;lcool; e 1 em cada 6 adolescentes (18%) nesta idade referem consumo excessivo na mesma ocasi&atilde;o, tr&ecirc;s ou mais vezes no &uacute;ltimo m&ecirc;s (European School Survey on Alcohol and Other Drugs, 2009; Deutsche Hauptstelle f&uuml;r Suchtfragen, 2008). Na &uacute;ltima d&eacute;cada, verificou-se um aumento por toda a Europa daquela tipologia de consumo entre os adolescentes dos 15 aos 16 anos de idade (Deutsche Hauptstelle f&uuml;r Suchtfragen, 2008). A m&eacute;dia de idades referentes &agrave; ocorr&ecirc;ncia de embriaguez &eacute; para os rapazes aos 13.6 anos e para as raparigas aos 13.9 (Anderson e Baumberg, 2006).</p>     <p>Ora, se essas expectativas influenciam o in&iacute;cio do consumo de &aacute;lcool entre os adolescentes &eacute; importante a investiga&ccedil;&atilde;o do seu papel na transi&ccedil;&atilde;o para os padr&otilde;es de consumo em adultos. Pois as expectativas, para al&eacute;m de funcionarem como incentivadoras do consumo em jovens bebedores, podem ser respons&aacute;veis pela perce&ccedil;&atilde;o seletiva das situa&ccedil;&otilde;es de consumo, favorecendo desse modo a confirma&ccedil;&atilde;o das expectativas antecipadas.</p>     <p>Sabendo que o instrumento mais utilizado pela comunidade cient&iacute;fica internacional para avaliar dimens&otilde;es referentes &agrave;s expectativas acerca do &aacute;lcool nos adolescentes &eacute; o Alcohol Expectancy Questionnaire – adolescent form (AEQ-A) de Brown, Christiansen e Goldman (1987) (Aas, 1993; Kline, 1996; R&ouml;nnback, Ahllund e Lindman, 1999; Perez-Aranibar, Van den Broucke e Fontaine, 2005) e devido &agrave; inexist&ecirc;ncia, em Portugal, de um instrumento que permitisse avaliar as expectativas acerca do &aacute;lcool em adolescentes, procedeu-se &agrave; sua tradu&ccedil;&atilde;o e &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o dos estudos de avalia&ccedil;&atilde;o psicom&eacute;trica com desenvolvimento de um novo instrumento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Origem do AEQ-A</b></p>     <p>A vers&atilde;o original do AEQ-A &eacute; constitu&iacute;da por 90 itens que se organizam em sete dimens&otilde;es (<a href="#q1">Quadro 1</a><a name="topq1"></a>). A dimens&atilde;o Tansforma&ccedil;&atilde;o global positiva, que integra 15 itens (Beber &aacute;lcool pode tirar a dor f&iacute;sica; Beber &aacute;lcool torna mais f&aacute;cil estar com os outros, e em geral, faz o mundo parecer um s&iacute;tio mais agrad&aacute;vel); a dimens&atilde;o Altera&ccedil;&atilde;o do comportamento social com 17 itens (A maior parte das bebidas alco&oacute;licas sabe bem; Beber algumas bebidas alco&oacute;licas &eacute; uma forma de tornar as f&eacute;rias agrad&aacute;veis); a melhoria do funcionamento motor e cognitivo, com 10 itens (As pessoas conduzem melhor depois de algumas bebidas alco&oacute;licas; Beber &aacute;lcool afasta o sentimento das pessoas de que elas n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o boas como as outras); a dimens&atilde;o ativa&ccedil;&atilde;o da sexualidade, que tem 7 itens (O &aacute;lcool faz as pessoas sentirem-se mais rom&acirc;nticas; As pessoas sentem-se mais sensuais depois de algumas bebidas alco&oacute;licas); a dimens&atilde;o Deteriora&ccedil;&atilde;o do funcionamento motor e cognitivo com 24 itens (As pessoas ficam predispostas a partir e a destruir coisas quando est&atilde;o a beber &aacute;lcool; As pessoas sentem-se poderosas quando bebem &aacute;lcool); a dimens&atilde;o Estimula&ccedil;&atilde;o, que integra 4 itens (O &aacute;lcool aumenta a estimula&ccedil;&atilde;o, faz as pessoas sentirem-se mais fortes e mais poderosas e iniciar uma luta torna-se mais f&aacute;cil); a dimens&atilde;o Relaxamento e redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o, com 13 itens (&Eacute; mais f&aacute;cil para as pessoas abrirem-se e falarem dos seus sentimentos depois de algumas bebidas alco&oacute;licas; Beber &aacute;lcool faz as pessoas sentirem-se menos ansiosas).</p>      <p>O formato do question&aacute;rio &eacute; de reposta dicot&oacute;mica de autopreenchimento. </p>     <p>O estudo de valida&ccedil;&atilde;o do AEQ-A foi realizado nos EUA com uma mostra de 1580 adolescentes, dos 12 aos 19 anos de idade, e foram obtidos os resultados que se apresentam no quadro seguinte (Quadro 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a><a href="#topq1">Quadro 1</a> – Valores de coeficiente de consist&ecirc;ncia interna das dimens&otilde;es do AEQ-A</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a02q1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Este instrumento foi adaptado para diferentes contextos socioculturais, nomeadamente o estudo de adapta&ccedil;&atilde;o do AEQ-A realizado na Noruega por Aas (1993), com uma amostra de 924 adolescentes do 7&ordm; ano de escolaridade (M&eacute;dia = 13,3 anos); o estudo desenvolvido por Kline (1996), no Canad&aacute;, com uma amostra de 408 estudantes do 6&ordm;, 7&ordm; e 8 ano de escolaridade (M&eacute;dia = 12.1 anos); e o estudo realizado por R&ouml;nnback, Ahllundnk e Lindman, (1999), na Finl&acirc;ndia, com uma amostra de 195 jovens militares do g&eacute;nero masculino (M&eacute;dia = 18.5 anos).</p>     <p>Conforme se pode observar no Quadro 2, os resultados destes estudos revelaram algumas fragilidades na consist&ecirc;ncia interna para algumas das dimens&otilde;es, nomeadamente a dimens&atilde;o Estimula&ccedil;&atilde;o que apresenta valores muito baixos em todos os estudos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras dimens&otilde;es, para al&eacute;m das diferen&ccedil;as verificadas nos estudos, &eacute; de salientar que o valor obtido na dimens&atilde;o de Melhoria do funcionamento motor e cognitivo &eacute; baixo, especificamente nos estudos de Aas (1993) e Kline (1996), e, ainda, o valor baixo obtida no estudo de Aas (1993) na dimens&atilde;o de Ativa&ccedil;&atilde;o da sexualidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 2 – Valores de coeficiente de consist&ecirc;ncia interna das dimens&otilde;es do AEQ-A nos diversos estudos identificados</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a02q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Alguns estudos t&ecirc;m revelado que o AEQ &eacute; um instrumento adequado para a avalia&ccedil;&atilde;o das expectativas acerca do &aacute;lcool. Este instrumento de utiliza&ccedil;&atilde;o frequente tem, no entanto, suscitado algumas pol&eacute;micas, sendo as mais importantes: as dificuldades em se obter uma an&aacute;lise fatorial clara; a baixa consist&ecirc;ncia interna de algumas das sub-escalas, o que p&otilde;e em causa as qualidades psicom&eacute;tricas do instrumento; e o formato de resposta pouco discriminativo (Leigh e Stacy, 1991).</p>     <p>O trabalho de tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o do AEQ-A foi realizado em tr&ecirc;s estudos diferentes cuja apresenta&ccedil;&atilde;o &eacute; independente e segue estruturalmente a seguinte organiza&ccedil;&atilde;o: metodologia, apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados e discuss&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudo 1</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&eacute;todos</b></p>     <p>A vers&atilde;o da escala Alcohol Expectancy Questionnaire – Adolescent Form (AEQ-A) sobre a qual se trabalhou no processo de adapta&ccedil;&atilde;o foi proporcionada por Goldman e colaboradores. Seguiram-se as orienta&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos autores relativamente &agrave;s respetivas cota&ccedil;&otilde;es e outros aspetos considerados importantes &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o e cumprimento das normas e procedimentos.</p>     <p>Inicialmente procedeu-se &agrave; tradu&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o original, em ingl&ecirc;s, para a l&iacute;ngua portuguesa, recorrendo ao apoio de dois especialistas bilingues. Depois da tradu&ccedil;&atilde;o, foi feita uma an&aacute;lise do conte&uacute;do dos itens por dois especialistas. Seguiu-se a sua retro-tradu&ccedil;&atilde;o efetuada por um licenciado bilingue. Foram analisados os aspetos convergentes/divergentes com 3 peritos na &aacute;rea da sa&uacute;de mental. A sua an&aacute;lise no que respeita &agrave; equival&ecirc;ncia sem&acirc;ntica foi efetuada de modo a que a vers&atilde;o se enquadrasse na realidade sociocultural portuguesa. A sua aplica&ccedil;&atilde;o a um grupo pr&eacute; teste, com 10 adolescentes n&atilde;o inclu&iacute;dos na amostra final, permitiu aferir que os termos utilizados eram facilmente compreendidos, pelo que n&atilde;o foi necess&aacute;rio efetuar altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do l&eacute;xico.</p>     <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 654 adolescentes de ambos os sexos (51.50% do g&eacute;nero feminino e 48.50% do g&eacute;nero masculino), com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos (M&eacute;dia = 13.55 anos; DP = 1.13 anos), estudantes do 7&ordm;, 8&ordm; e 9&ordm; ano de escolaridade, ap&oacute;s o cumprimento dos respetivos procedimentos formais (autoriza&ccedil;&otilde;es) e t&eacute;cnicos (reuni&otilde;es preparat&oacute;rias com os colaboradores no trabalho de campo). O tempo m&eacute;dio necess&aacute;rio para o seu preenchimento foi de 15 a 20 minutos.</p>     <p>O question&aacute;rio integra quest&otilde;es relativas &agrave;s vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e quest&otilde;es relativas ao consumo de &aacute;lcool. Ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o do instrumento, procedeu-se ao c&aacute;lculo do coeficiente de consist&ecirc;ncia interna da escala (Kuder Richardson), com o apoio do <i>software</i> SPSS 14.0.</p>     <p>Consideraram-se os seguintes crit&eacute;rios de elimina&ccedil;&atilde;o de itens: a correla&ccedil;&atilde;o item-total corrigida inferior a .20 e/ou itens que apresentavam uma concentra&ccedil;&atilde;o massiva de respostas (superiores a 80%) na mesma alternativa (an&aacute;lise da m&eacute;dia das respostas e o desvio padr&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Dos 654 question&aacute;rios aplicados foram analisados os resultados de 412, uma vez que 242 question&aacute;rios foram anulados por apresentarem defici&ecirc;ncias de preenchimento.</p>     <p>Os resultados obtidos atrav&eacute;s do coeficiente de Kuder-Richardson revelam valores nas diferentes dimens&otilde;es entre .81 (Fator V - Deteriora&ccedil;&atilde;o do funcionamento motor e cognitivo) e .34 (Fator VI – Estimula&ccedil;&atilde;o). Salienta-se que o valor obtido na dimens&atilde;o Estimula&ccedil;&atilde;o &eacute; de (K20=.34), que &eacute; considerado um valor de consist&ecirc;ncia interna muito baixo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atendendo a correla&ccedil;&atilde;o item-total corrigida, os resultados indicaram 28 itens com valores inferiores a .20 e, ainda, 33 itens que apresentaram uma concentra&ccedil;&atilde;o massiva de respostas (superiores a 80%) na mesma alternativa (an&aacute;lise da m&eacute;dia das respostas e desvio padr&atilde;o). No total identificaram-se 40 itens com crit&eacute;rios de elimina&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados obtidos neste primeiro estudo revelaram valores de consist&ecirc;ncia interna baixos, em particular no fator VI (Estimula&ccedil;&atilde;o) e correla&ccedil;&otilde;es baixas e, por vezes, negativas com o total da escala. Verificou-se ainda, para um n&uacute;mero elevado de itens, uma escolha massiva na mesma alternativa (superior a 80%).</p>     <p>Dos 40 itens com crit&eacute;rios de elimina&ccedil;&atilde;o procedeu-se &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o de 29, tendo-se optado por reter os 11 itens restantes. As raz&otilde;es que levaram &agrave; sua reten&ccedil;&atilde;o foram: itens de cota&ccedil;&atilde;o invertida (6 itens) e valora&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da ao conte&uacute;do (5 itens). Em qualquer dos casos considerou-se &uacute;til verificar o seu comportamento numa segunda fase de refinamento do question&aacute;rio.</p>     <p>Os itens eliminados conduziram &agrave; extin&ccedil;&atilde;o do fator III (Melhoria do funcionamento motor e cognitivo). As expectativas de melhoria do funcionamento cognitivo e motor parecem enfraquecer durante a adolesc&ecirc;ncia, embora estas existam nos adultos alco&oacute;licos. Alguns estudos sugerem que os indiv&iacute;duos adultos com depend&ecirc;ncia alco&oacute;lica esperam mais benef&iacute;cios cognitivos no consumo de &aacute;lcool do que os consumidores n&atilde;o problem&aacute;ticos. A diminui&ccedil;&atilde;o progressiva com a idade da expectativa de que o &aacute;lcool melhora o funcionamento cognitivo e motor e o seu reaparecimento em indiv&iacute;duos adultos com depend&ecirc;ncia alco&oacute;lica tem estimulado alguns autores a questionarem sobre o seu significado. Sugere-se que aquelas expectativas desempenham um papel etiol&oacute;gico no desenvolvimento dos problemas com a bebida, uma vez que persistem nos indiv&iacute;duos com depend&ecirc;ncia alco&oacute;lica mas n&atilde;o na generalidade dos adultos. Noutra perspetiva, tamb&eacute;m se pode considerar o desenvolvimento da toler&acirc;ncia ao &aacute;lcool e a depend&ecirc;ncia como poss&iacute;veis fatores explicativos da sua presen&ccedil;a em indiv&iacute;duos com depend&ecirc;ncia alco&oacute;lica.</p>     <p>Um dos sintomas da depend&ecirc;ncia alco&oacute;lica &eacute; o <i>craving</i>, ou seja, a necessidade compulsiva para consumir bebidas alco&oacute;licas no sentido de estabilizar os n&iacute;veis de alcoolemia e esbater a sintomatologia de priva&ccedil;&atilde;o. Ao consumir &aacute;lcool e invertendo a sintomatologia de priva&ccedil;&atilde;o, produz-se um refor&ccedil;o da expectativa de que beber melhora o funcionamento cognitivo e motor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudo II</b></p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia do processo de adapta&ccedil;&atilde;o do AEQ-A, tendo em conta os resultados obtidos no primeiro estudo, o fraco poder discriminativo de um instrumento em formato de resposta dicot&oacute;mico e a escassez de informa&ccedil;&atilde;o para traduzir o constructo de expectativas, considerou-se importante a realiza&ccedil;&atilde;o do segundo estudo com o objetivo de analisar a consist&ecirc;ncia da vers&atilde;o adaptada numa escala de tipo <i>likert</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     <p>Ap&oacute;s a integra&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es que emergiram do processo de an&aacute;lise anterior realizou-se uma proposta de question&aacute;rio que inclu&iacute;a 61 itens da vers&atilde;o inicial com uma escala de <i>likert</i> que foi submetida &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do autor da escala original.</p>     <p>A escala de <i>likert</i> inclui os seguintes n&iacute;veis: Discordo Totalmente/Discordo em Parte/N&atilde;o tenho opini&atilde;o/Concordo em Parte/ Concordo Totalmente.</p>     <p>Com o prop&oacute;sito de verificar a fidelidade do instrumento ap&oacute;s a remo&ccedil;&atilde;o do itens, e considerando que os estudantes se encontravam em f&eacute;rias letivas, a colheita de dados foi realizada por quatro professores com acesso a estudantes. A amostra foi constitu&iacute;da por 205 adolescentes, 51.70% do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos, sendo a m&eacute;dia de idade 15.78 anos (DP = 2.25). Ap&oacute;s terem sido cumpridos os pressupostos formais e &eacute;ticos, o question&aacute;rio foi aplicado a uma amostra de adolescentes fora do contexto escolar. O tempo m&eacute;dio para o seu preenchimento foi de 15 minutos.</p>     <p>Ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o do instrumento utilizado, procedeu-se &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos necess&aacute;rios &agrave; valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do e de constructo. As opera&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas foram realizadas com o apoio do <i>software</i> SPSS 14.0.</p>     <p>Considerou-se a correla&ccedil;&atilde;o item-total corrigida inferior a .20 como crit&eacute;rio de elimina&ccedil;&atilde;o dos itens.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os resultados obtidos neste estudo revelaram um valor de Alfa de Cronbach Global de .90. Contudo, alguns itens mantiveram correla&ccedil;&otilde;es negativas e baixas o que conduziu &agrave; decis&atilde;o favor&aacute;vel da elimina&ccedil;&atilde;o dos 11 itens problem&aacute;ticos j&aacute; identificados no primeiro estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Conforme os resultados obtidos neste estudo, considera-se que a utiliza&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o adaptada (61 itens) proporcionou a confirma&ccedil;&atilde;o dos itens problem&aacute;ticos, facilitando a decis&atilde;o relativa &agrave; sua elimina&ccedil;&atilde;o e consequente anula&ccedil;&atilde;o do fator V (Deteriora&ccedil;&atilde;o do funcionamento cognitivo e motor), por ser a &uacute;nica dimens&atilde;o de expectativas negativas. No mesmo sentido, alguns estudos t&ecirc;m revelado que as expectativas negativas acerca do &aacute;lcool possuem menor valor explicativo do comportamento de consumo de &aacute;lcool do que as expectativas positivas (Leigh e Stacy, 1991).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudo III</b></p>     <p>O processo de an&aacute;lise e de adapta&ccedil;&atilde;o do AEQ-A proporcionou condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma vers&atilde;o diferente da vers&atilde;o original, passando a ser a mesma designada por Escala de Expectativas Positivas acerca do &Aacute;lcool (EEPaA-A/AEQ-A).</p>     <p>A EEPaA-A/AEQ-A &eacute; uma vers&atilde;o constitu&iacute;da por 50 itens de expectativas positivas com o mesmo formato da vers&atilde;o adaptada anteriormente descrita.</p>     <p>Este estudo teve como objetivo analisar a consist&ecirc;ncia interna e a validade de constructo da referida escala.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A EEPaA-A/AEQ-A foi aplicada a uma amostra constitu&iacute;da por 212 adolescentes (53.80% do g&eacute;nero feminino), com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos de idade, sendo a m&eacute;dia de 12.16 anos (DP=.76), a frequentarem o 7&ordm; ano de escolaridade. O question&aacute;rio foi aplicado ap&oacute;s terem sido cumpridos os pressupostos formais e &eacute;ticos. O tempo m&eacute;dio para o seu preenchimento foi de 15 minutos.</p>     <p>Ap&oacute;s a sua administra&ccedil;&atilde;o, procedeu-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da fidelidade atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do coeficiente de consist&ecirc;ncia interna (<i>Alfa de Cronbach</i>), &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da validade de constructo atrav&eacute;s da an&aacute;lise fatorial com rota&ccedil;&atilde;o de <i>Varimaxa</i>, &agrave; an&aacute;lise do coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o e &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias das expectativas acerca do &aacute;lcool, considerando o consumo e a ocorr&ecirc;ncia de epis&oacute;dios de embriaguez atrav&eacute;s do teste-t para grupos independentes, com o apoio do <i>software</i> SPSS 14.0.</p>     <p>A realiza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de an&aacute;lise acima indicados teve em considera&ccedil;&atilde;o os seguintes crit&eacute;rios: valida&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia interna: considerou-se como crit&eacute;rio de elimina&ccedil;&atilde;o de itens a correla&ccedil;&atilde;o item-total corrigida inferior a 20; valida&ccedil;&atilde;o de constructo: o n&uacute;mero de fatores a reter foi baseado nos valores pr&oacute;prios (<i>eigenvalues</i>) superiores a 1.00, na an&aacute;lise do <i>scree test</i> e ainda na percentagem da vari&acirc;ncia explicada apresentada pela solu&ccedil;&atilde;o; na escolha das solu&ccedil;&otilde;es fatoriais finais reteve-se os itens cuja validade convergente do item com o fator apresentaram: correla&ccedil;&atilde;o com o fator superior ou igual a .30; validade discriminante do item com o fator em que cada item fosse correlacionado apenas com um fator; e caso este n&atilde;o fosse discriminativo daquele fator, an&aacute;lise do seu conte&uacute;do tendo em conta a sua pertin&ecirc;ncia e manuten&ccedil;&atilde;o. Considerou-se ainda que a solu&ccedil;&atilde;o final encontrada deveria apresentar uma percentagem de vari&acirc;ncia total explicada com valor aproximadamente de 50%; n&atilde;o existir discrep&acirc;ncia entre a estrutura te&oacute;rica subjacente e a solu&ccedil;&atilde;o encontrada; e cada fator dever ser constitu&iacute;do por tr&ecirc;s ou mais itens.</p>     <p>Foi utilizado o m&eacute;todo de consulta a quatro investigadores da &aacute;rea cient&iacute;fica do presente estudo para uma tomada de decis&atilde;o final acerca da organiza&ccedil;&atilde;o e denomina&ccedil;&atilde;o dos fatores obtidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A an&aacute;lise da fidelidade da EEPaA-A/AEQ-A revelou um bom valor de consist&ecirc;ncia interna global (&#945; = .94) depois de retirado o item 49 (<i>o &aacute;lcool torna as pessoas melhores amantes</i>), por apresentar uma correla&ccedil;&atilde;o negativa e muito baixa (-.054). Relativamente &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es, entre o item e a pontua&ccedil;&atilde;o total, os resultados mostram correla&ccedil;&otilde;es moderadas e fortes com o total da escala (.30 a .70), excetuando o item 2, em que o valor da correla&ccedil;&atilde;o &eacute; mais baixo (.205).</p>     <p>No que se refere aos resultados obtidos na an&aacute;lise fatorial, com a rota&ccedil;&atilde;o ortogonal <i>Varimax</i> dos 49 itens remanescentes, conforme se pode verificar no Quadro 3, os resultados mostram 4 fatores com valores pr&oacute;prios = 1.00, explicando 40.81% da vari&acirc;ncia total. &Eacute; de salientar que a medida de KMO (<i>Kaiser-Meyer-Olkin</i>) &eacute; de .890 e o valor do teste de esfericidade de <i>Bartlett</i> de c<sup>2</sup> = 4419.729; p = .000, o que nos permitiu prosseguir com a an&aacute;lise fatorial.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 3 – Matriz de satura&ccedil;&atilde;o dos itens da EEPaA-A/AEQ-A com rota&ccedil;&atilde;o ortogonal Varimax (n = 212)</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a02q3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A solu&ccedil;&atilde;o obtida permite verificar que o primeiro fator explica 11.008% da vari&acirc;ncia e nele saturam os itens 3, 4, 5, 7, 16, 17, 26, 37, 38, 43 e 45. Neste agrupamento, os 11 itens respetivos anexam-se numa dimens&atilde;o de expectativas acerca do &aacute;lcool que foi designada por <i>facilitador da rela&ccedil;&atilde;o com os outros</i>. Todos os itens saturam discriminativamente no fator com exce&ccedil;&atilde;o dos itens 17 e 45. Ainda no mesmo quadro, relativamente ao segundo fator, os resultados mostram que este explica 10.197% da vari&acirc;ncia e agrega 12 itens (18, 19, 20, 22, 24, 31, 32, 35, 36, 39, 41 e 48) relacionados com a dimens&atilde;o designada por <i>estimula&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o</i>. N&atilde;o discriminam os itens 19, 22, 31, 32 e 39. O terceiro fator explica 10.029% da vari&acirc;ncia e agrupa 14 itens (1, 2, 6, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 25, 28 e 33) relacionados com a dimens&atilde;o escape a estados emocionais negativos. N&atilde;o discriminam os itens 9, 10, 12, 14 e 33. Por fim, o 4&ordm; fator explica 9.576% da vari&acirc;ncia e agrupa 12 itens (21, 23, 27, 29, 30, 34, 40, 42, 44, 46, 47, 49) na dimens&atilde;o relacionada com altera&ccedil;&otilde;es do comportamento social e ativa&ccedil;&atilde;o sexual. N&atilde;o discriminam os itens 27, 42, 44, 46 e 49.</p>     <p>Os resultados anteriormente apresentados mostram alguns itens problem&aacute;ticos que foram analisados caso-a-caso. Tendo em conta a sua import&acirc;ncia te&oacute;rica na defini&ccedil;&atilde;o do constructo em an&aacute;lise decidiu-se manter os referidos itens. Estes permaneceram nas dimens&otilde;es onde apresentavam valor de satura&ccedil;&atilde;o mais elevado.</p>     <p>Ap&oacute;s a an&aacute;lise fatorial procedeu-se ao estudo de fidelidade atrav&eacute;s da an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna da escala e das respetivas dimens&otilde;es. Os valores de Alfa nas dimens&otilde;es variam entre .82 e .85, e Alfa Global de .94. Estes resultados s&atilde;o indicadores de uma boa qualidade psicom&eacute;trica do instrumento em an&aacute;lise.</p>     <p>No estudo comparativo entre grupos verificamos que os adolescentes que referem experi&ecirc;ncias de consumo e de embriaguez apresentaram m&eacute;dias de expectativas positivas acerca do &aacute;lcool mais elevadas do que os adolescentes que n&atilde;o referem aquelas experi&ecirc;ncias (Quadro 4).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 4 – An&aacute;lise dos scores obtidos na EEPaA-A/AEQ-A em fun&ccedil;&atilde;o do consumo e ocorr&ecirc;ncia de embriaguez</p> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a02q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os adolescentes que referiram aquelas experi&ecirc;ncias apresentam expectativas positivas acerca do &aacute;lcool mais elevadas tanto no global (p = .029 e p = .015, respetivamente) como no fator IV: Altera&ccedil;&atilde;o do comportamento social e ativa&ccedil;&atilde;o sexual (p = .000 e p=.000, respetivamente). Tamb&eacute;m os que referiram a ocorr&ecirc;ncia de epis&oacute;dios de embriaguez apresentam expectativas acerca do &aacute;lcool como fator de escape a estados emocionais negativos mais elevadas (fator III) (p = .034) do que os adolescentes que n&atilde;o referiram aquelas experi&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O estudo de fidelidade da EEPaA-A/AEQ-A mostrou um valor de consist&ecirc;ncia interna muito bom (&#945; = .94). Por outro lado, na an&aacute;lise fatorial revelaram-se 4 fatores com valores pr&oacute;prios (<i>eigenvalues</i>) &#8805; 1, explicando 40.81% da vari&acirc;ncia total, que apontam para um modelo de expectativas acerca do &aacute;lcool de quatro dimens&otilde;es. Em refer&ecirc;ncia &agrave;s dimens&otilde;es anteriormente aludidas, pelo seu conte&uacute;do e organiza&ccedil;&atilde;o, foram atribu&iacute;das as seguintes denomina&ccedil;&otilde;es: I - Expectativas acerca do &aacute;lcool como fator facilitador da rela&ccedil;&atilde;o com os outros; II - Expectativas acerca do &aacute;lcool como fator de estimula&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o; III - Expectativas acerca do &aacute;lcool como fator de escape a estados emocionais negativos; e IV - Expectativas acerca do &aacute;lcool como fator de altera&ccedil;&atilde;o do comportamento social e ativa&ccedil;&atilde;o sexual. Outros estudos utilizando uma vers&atilde;o reduzida do AEQ-A (27 itens) identificaram uma estrutura semelhante (Aas, 1993).</p>     <p>Apesar de terem sido eliminadas duas dimens&otilde;es, Melhoria do funcionamento motor e cognitivo e Deteriora&ccedil;&atilde;o do funcionamento cognitivo e motor, cuja justifica&ccedil;&atilde;o foi anteriormente apresentada, e tr&ecirc;s dos quatro itens da dimens&atilde;o Estimula&ccedil;&atilde;o terem sido agregados noutro fator da estrutura em an&aacute;lise, a solu&ccedil;&atilde;o encontrada n&atilde;o compromete o constructo original.</p>     <p>Relativamente &agrave;s expectativas alguns estudos mostram diferentes organiza&ccedil;&otilde;es, evidenciando-se diferentes dimens&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias de consumo e da idade. Podemos, assim, considerar que a solu&ccedil;&atilde;o encontrada est&aacute; ancorada na revis&atilde;o da literatura, sendo de salientar que as expectativas acerca do &aacute;lcool referem-se a um constructo multidimensional e din&acirc;mico.</p>     <p>Os resultados revelam que as expectativas acerca do &aacute;lcool, nas dimens&otilde;es de altera&ccedil;&atilde;o do comportamento social e ativa&ccedil;&atilde;o sexual, s&atilde;o diferenciadas da experimenta&ccedil;&atilde;o do consumo e da ocorr&ecirc;ncia de embriaguez, e que as expectativas de Escape e estados emocionais negativos s&atilde;o diferenciadoras da ocorr&ecirc;ncia de embriaguez. Estes resultados s&atilde;o concordantes com outros estudos, que indicam as expectativas acerca do &aacute;lcool de Melhoria do comportamento social como fatores preditores do consumo frequente, quer nos adultos quer nos adolescentes (Aas, 1993; Leigh e Stacy, 1991; Goldman, Greenbaum, Darkes, 1997). Por outro lado, as dimens&otilde;es que medem aspetos mais espec&iacute;ficos ligados aos efeitos farmacol&oacute;gicos, nomeadamente as expectativas de Relaxamento e redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o mostram ser diferenciadoras de consumos problem&aacute;ticos (Goldman, Greenbaum, Darkes, 1997).</p>     <p>Tendo em conta que a amostra do terceiro estudo &eacute; constitu&iacute;da por adolescentes com m&eacute;dia de idades de 12 anos, cujo consumo de &aacute;lcool diz respeito apenas a experi&ecirc;ncias sem caracter&iacute;sticas regulares, n&atilde;o nos foi permitido efetuar agrupamentos em fun&ccedil;&atilde;o da tipologia do consumo. Apesar disso, as diferen&ccedil;as registadas podem ser entendidas como indicadoras de validade discriminante do instrumento.</p>     <p>O estudo das expectativas acerca do &aacute;lcool nos adolescentes, especificamente na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, &eacute; de grande relev&acirc;ncia, uma vez que possibilita a identifica&ccedil;&atilde;o dos potenciais consumidores e o planeamento das interven&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o, com influ&ecirc;ncia no adiamento do in&iacute;cio de consumo de &aacute;lcool e controlo de futuros comportamentos de risco associados. Esta assun&ccedil;&atilde;o &eacute; apoiada nas evid&ecirc;ncias que mostram que as expectativas s&atilde;o adquiridas precocemente, mesmo antes das experi&ecirc;ncias pessoais de consumo de &aacute;lcool (Perez-Aranibar, Van Den Broucke e Fontaine, 2005; Barroso, Mendes, Barbosa, 2009; Comasco <i>et al</i>., 2010; Zimmermann <i>et al</i>., 2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Relativamente aos resultados do estudo de adapta&ccedil;&atilde;o do AEQ-A, decorrentes da realiza&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s estudos com adolescentes (n = 654; n = 205 e n = 212), quanto &agrave; sua constitui&ccedil;&atilde;o foram eliminados 41 itens, resultando numa estrutura de 49 itens reorganizada em formato de <i>likert</i>. A solu&ccedil;&atilde;o encontrada revelou quatro fatores, que se designaram de expectativas acerca do &aacute;lcool como: fator facilitador da rela&ccedil;&atilde;o com os outros; fator de estimula&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o; fator de escape a estados emocionais negativos; e fator de altera&ccedil;&atilde;o do comportamento social e ativa&ccedil;&atilde;o sexual. Quanto &agrave; sua fidelidade apresentou valores de consist&ecirc;ncia interna (<i>Alfa Cronbach</i>) para todas as dimens&otilde;es variando entre .82 e .85 e no global apresentou valor de .94.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escala mostrou ser sens&iacute;vel ao consumo de &aacute;lcool, mesmo para consumos experimentais (apesar das diferen&ccedil;as significativas se encontrarem apenas num fator) e &agrave; ocorr&ecirc;ncia de embriaguez (diferen&ccedil;as estatisticamente significativas para dois dos quatro fatores), o que &eacute; um bom indicador. S&atilde;o necess&aacute;rios, no entanto, outros estudos com adolescentes/jovens mais velhos e com outras experi&ecirc;ncias de consumo de &aacute;lcool para confirmarem estes resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>AAS, H. (1993) – Adaptation of the Alcohol Expectancy Questionnaire (AEQ-A): a short version for use among 13-years-old in Norway. Scandinavian Journal Psychology. Vol. 34, n&ordm; 2, p. 107-118.</p>     <p>ANDERSON, P. ; BAUMBERG, B. (2006) – Alcohol in Europe: a public health perspective [Em linha]. London : Institute of Alcohol Studies. [Consult. 14 Fev. 2007]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://ec.europa.eu/health-eu/news_alcoholineurope_en.htm" target="_blank">http://ec.europa.eu/health-eu/news_alcoholineurope_en.htm</a>.</p>     <p>BARROSO, T. ; BARBOSA, A. ; MENDES, A. (2006) – Programas de preven&ccedil;&atilde;o do consumo de &aacute;lcool em jovens estudantes: revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 3, p. 33-44.</p>     <p>BARROSO, T. ; MENDES, A. ; BARBOSA, A. (2009) – Analysis of the alcohol consumption phenomenon among adolescents: study carried out with adolescents in intermediate public education. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Vol. 17, n&ordm; 3, p. 343-353.</p>     <p>BROWN, S. A. ; CHRISTIANSEN, B. A. ; GOLDMAN, M. S. (1987) – The Alcohol Expectancy Questionnaire: an instrument for the assessment of adolescent and adult alcohol expectancies. Journal of Studies on Alcohol and Drugs. Vol. 48, n&ordm; 5, p. 483-491.</p>     <p>COMASCO, E. [et al.] (2010) – Why do adolescents drink? Motivational patterns related to alcohol consumption and alcohol-related problems. Substance Use & Misuse. Vol. 45, n&ordm; 10, p. 1589-1604.</p>     <p>DEUTSCHE HAUPTSTELLE F&Uuml;R SUCHTFRAGEN e.V. (2008) – Binge drinking and Europe. Hamm : DHS.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>EUROPEAN SCHOOL SURVEY ON ALCOHOL AND OTHER DRUGS (2009) – The 2007 ESPAD Report: substance use among students in 35 European countries [Em linha]. [Consult. 30 Mar. 2009]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://espad.org" target="_blank">http://espad.org</a>.</p>     <p>GOLDMAN, M. ; GREENBAUM, P. ; DARKES, J. (1997) – A confirmatory test of hierarchical expectancy structure and predictive power: discriminant validation of the alcohol expectancy questionnaire. Psychological Assessment. Vol. 9, p. 145-157.</p>     <p>GRANT, B. ; DAWSON, D. (1997) – Age at onset of alcohol use and its association with DSM-IV alcohol abuse and dependence: results from the national longitudinal alcohol epidemiology survey. Journal Substance Abuse. Vol. 9, p. 103-110.</p>     <p>JONES, B. ; CORBIN, W. ; FROMME, K. (2001) – A review of expectancy theory and alcohol consumption. Addictions. Vol. 96, n&ordm; 1, p. 57-72.</p>     <p>KLINE, R. B. (1996) – Eight-month predictive validity and covariance structure of the Alcohol Expectancy Questionnaire for Adolescents (AEQ-A) for junior high school students. Journal Studies on Alcohol. Vol. 57, n&ordm; 4, p. 396-404.</p>     <p>LEIGH, B. C. ; STACY, A. W. (1991) – On the scope of alcohol expectancies research: issues of measurement and meaning. Psychological Bulletin. Vol. 110, n&ordm; 1, p. 147-154.</p>     <p>MATOS, M. [et al.] (2003) – A sa&uacute;de dos adolescentes portugueses (quatro anos depois): relat&oacute;rio portugu&ecirc;s do estudo HBSC. Lisboa : Edi&ccedil;&otilde;es FMH.</p>     <p>PEREZ-ARANIBAR, C. C. ; VAN DEN BROUCKE, S. ; FONTAINE, J. (2005) - Validation of the Alcohol Expectancy Questionnaire (AEQ-A) for Peruvian University Students. Journal Alcohol Drug Education. Vol. 49, n&ordm; 3, p. 63-84.</p>     <p>PITK&Auml;NEN, T. ; LYYRA, A. L. ; PULKKINEN, L. (2005) – Age of onset of drinking and the use of alcohol in adulthood: a follow-up study from age 8–42 for females and males. Addiction. Vol. 100, n&ordm; 5, p. 652-661.</p>     <p>R&Ouml;NNBACK, S. A. ; AHLLUNDNK, N. K. ; LINDMAN, R. E. (1999) – Confirmatory factor analysis of the AEQ-A questionnaire in Finland. Scandinavian Journal Psychology. Vol. 40, n&ordm; 1, p. 11-19.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REICH, R. R. ; BELOW, M. C. ; GOLDMAN, M. S. (2010) – Explicit and implicit measures of expectancy and related alcohol cognitions: a meta-analytic comparison psychological. Addictive Behaviour. Vol. 24, n&ordm; 1, p. 13-25.</p>     <p>SCHUCKIT, M. A. [et al.] (2009) – An evaluation of the full level of response to alcohol model of heavy drinking and problems in COGA Offspring. Journal Studies on Alcohol and Drugs. Vol. 70, n&ordm; 3, p. 436-445.</p>     <p>ZIMMERMANN, J. [et al.] (2010) – Alcohol consumption and expectations of effects in the border region of Pomerania: comparison of German and Polish adolescents. European Addiction Research. Vol. 16, n&ordm; 3, p. 170-178.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 08.03.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 02.08.12</p>      ]]></body><back>
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