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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1265</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Enfermagem de reabilitação: percurso para a avaliação da qualidade em unidades de internamento]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nursing rehabilitation: road to quality assessment in admission units]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Rehabilitación de enfermería: camino a la evaluación de la calidad en las unidades de admisión]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article is an attempt to present a route to identify factors that contribute to the quality of nursing care for inpatient rehabilitation units and to identify instruments used to design and evaluate a way to create an assessment instrument for care in rehabilitation nursing. This is a qualitative study conducted in the medical services of a hospital in the north of Portugal, whose participants were twelve nurse specialists in rehabilitation, and the data collection method was semi-structured interview. The results that emerge from the participants’ narratives translate into a set of attributes that illustrate the model proposed by Donabedian, based on three components of health care: structure, process and outcome, and the cycle of continuous improvement proposed by Deming. We analised the specific requirements for good practice in rehabilitation care.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[En este artículo se intenta presentar un itinerario para identificar los factores que contribuyen a la calidad de los cuidados de enfermería de rehabilitación en unidades de internamiento y abrir un camino a la creación de un instrumento de evaluación para la práctica de cuidados de enfermería de rehabilitación. Se trata de un estudio cualitativo realizado en los servicios médicos de un hospital en el norte de Portugal cuyos participantes fueron doce especialistas en enfermería de rehabilitación. La metodología para la recolección de datos fue una entrevista semiestruturada. Los resultados obtenidos a partir de los relatos de los participantes se traducen en un conjunto de atributos que ilustran el modelo propuesto por Donabedian, basado en tres componentes de la atención sanitaria: estructura, proceso y resultados, junto con el conocido ciclo de mejora continua propuesto por Deming. Analizamos las especificidades necesarias para la buena práctica en los cuidados de rehabilitación.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o: percurso para a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade em unidades de internamento</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jos&eacute; Augusto Pereira Gomes</b>*; <b>Maria Manuela Ferreira Pereira Silva Martins</b>**; <b>Maria Narcisa da Costa Gon&ccedil;alves</b>***; <b>Carla S&iacute;lvia Neves da Nova Fernandes</b>****</p>     <p>* Mestre em Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. Mestre em Gest&atilde;o de Unidades de Sa&uacute;de. Enfermeiro do Centro Hospitalar P&oacute;voa de Varzim/Vila do Conde [<a href="mailto:japgomes@iol.pt">japgomes@iol.pt</a>].</p>     <p>** Doutorada em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. Vice-Presidente do CG da Escola Superior de Enfermagem do Porto. Professora no MER, CLE, MCE (ICBAS), MG (UA), Grupo de estudos de Enfermagem de Fam&iacute;lia [<a href="mailto:mmartins@esenf.pt">mmartins@esenf.pt</a>].</p>     <p>*** Mestre em Ci&ecirc;ncias Empresariais.Doutoranda em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem.Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. Assistente na Escola Superior de Enfermagem do Porto [<a href="mailto:mnarcisa@esenf.pt">mnarcisa@esenf.pt</a>].</p>     <p>**** Mestre em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Doutoranda em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. Coordenadora da EGA do Centro Hospitalar P&oacute;voa de Varzim/Vila do Conde [<a href="mailto:carlasilviaf@gmail.com">carlasilviaf@gmail.com</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Neste artigo pretende-se apresentar um percurso para identificar fatores que contribuam para a qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o em unidades de internamento e conceber um caminho para a cria&ccedil;&atilde;o de um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o para a pr&aacute;tica de cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada nos servi&ccedil;os de medicina de um hospital do norte do pa&iacute;s, cujos participantes foram doze enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o e a metodologia de colheita de dados foi a entrevista semiestruturada.</p>     <p>Os resultados que emergem das narrativas dos participantes traduzem-se por um conjunto de atributos que ilustram o modelo proposto por Donabedian, baseado em tr&ecirc;s componentes do cuidado em sa&uacute;de: estrutura, processo e resultado, a par com o conhecido ciclo de melhoria cont&iacute;nua proposto por Deming.</p>     <p>Analisamos as especificidades necess&aacute;rias para boas pr&aacute;ticas de cuidados de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: qualidade dos cuidados de sa&uacute;de; enfermagem em reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nursing rehabilitation: road to quality assessment in admission units </b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>This article is an attempt to present a route to identify factors that contribute to the quality of nursing care for inpatient rehabilitation units and to identify instruments used to design and evaluate a way to create an assessment instrument for care in rehabilitation nursing.</p>     <p>This is a qualitative study conducted in the medical services of a hospital in the north of Portugal, whose participants were twelve nurse specialists in rehabilitation, and the data collection method was semi-structured interview.</p>     <p>The results that emerge from the participants’ narratives translate into a set of attributes that illustrate the model proposed by Donabedian, based on three components of health care: structure, process and outcome, and the cycle of continuous improvement proposed by Deming.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>We analised the specific requirements for good practice in rehabilitation care.</p>     <p><b>Keywords</b>: quality of health care; rehabilitation nursing.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rehabilitaci&oacute;n de enfermer&iacute;a: camino a la evaluaci&oacute;n de la calidad en las unidades de admisi&oacute;n </b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>En este art&iacute;culo se intenta presentar un itinerario para identificar los factores que contribuyen a la calidad de los cuidados de enfermer&iacute;a de rehabilitaci&oacute;n en unidades de internamiento y abrir un camino a la creaci&oacute;n de un instrumento de evaluaci&oacute;n para la pr&aacute;ctica de cuidados de enfermer&iacute;a de rehabilitaci&oacute;n.</p>     <p>Se trata de un estudio cualitativo realizado en los servicios m&eacute;dicos de un hospital en el norte de Portugal cuyos participantes fueron doce especialistas en enfermer&iacute;a de rehabilitaci&oacute;n. La metodolog&iacute;a para la recolecci&oacute;n de datos fue una entrevista semiestruturada.</p>     <p>Los resultados obtenidos a partir de los relatos de los participantes se traducen en un conjunto de atributos que ilustran el modelo propuesto por Donabedian, basado en tres componentes de la atenci&oacute;n sanitaria: estructura, proceso y resultados, junto con el conocido ciclo de mejora continua propuesto por Deming.</p>     <p>Analizamos las especificidades necesarias para la buena pr&aacute;ctica en los cuidados de rehabilitaci&oacute;n.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: calidad de la atenci&oacute;n de salud; enfermer&iacute;a de rehabilitaci&oacute;n.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O enfermeiro especialista, com um conhecimento num dom&iacute;nio espec&iacute;fico de enfermagem, assume entre outras compet&ecirc;ncias comuns a melhoria cont&iacute;nua da qualidade dos cuidados (Regulamento n&ordm; 122/2011). O enfermeiro, com especialidade em reabilita&ccedil;&atilde;o, precisa fazer emergir os elementos determinantes da qualidade dos seus cuidados, numa perspetiva de melhoria cont&iacute;nua. Conforme nos refere Fortin (2009), nenhuma profiss&atilde;o poder&aacute; conhecer um desenvolvimento cont&iacute;nuo sem o contributo da investiga&ccedil;&atilde;o, e cada profiss&atilde;o deve ser capaz de fornecer aos seus membros uma base de conhecimentos te&oacute;ricos sobre a qual assenta a sua pr&aacute;tica, fornecer servi&ccedil;os de qualidade &agrave;s pessoas e aos grupos comunit&aacute;rios.</p>     <p>Este artigo pretende descrever um estudo sobre a qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os de medicina de uma Institui&ccedil;&atilde;o Hospitalar P&uacute;blica do Norte de Portugal. O desenvolvimento deste trabalho orientou-se no sentido de obter respostas &agrave; quest&atilde;o: “Que aspetos s&atilde;o necess&aacute;rios integrar para avaliar a qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o em unidades de internamento de medicina?”, tendo por refer&ecirc;ncia o estado atual da arte na avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade em servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento te&oacute;rico</b></p>     <p>Na antiguidade j&aacute; se identificavam alguns aspetos que atualmente est&atilde;o associados &agrave; qualidade, no entanto, a qualidade como conceito s&oacute; surgiu na d&eacute;cada de 50 com Juran e Deming (Pinto e Soares, 2009). Os primeiros estudos foram desenvolvidos para o setor da ind&uacute;stria, mais tarde, por&eacute;m, deixou de ser uma preocupa&ccedil;&atilde;o exclusiva deste setor de atividade e passou a ser uma prioridade para todas as organiza&ccedil;&otilde;es, inclusive as da sa&uacute;de, que procuravam o desenvolvimento e uma sa&iacute;da para os problemas cr&oacute;nicos com que se debatiam (Mezomo, 2001).</p>     <p>S&atilde;o in&uacute;meros e diversos os estudos publicados na &aacute;rea da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade, alguns referentes aos modelos da qualidade e alguns estudos na &aacute;rea da qualidade em sa&uacute;de, sendo alguns deles salientados neste artigo.</p>     <p>O Modelo de Excel&ecirc;ncia da <i>European Foundation for Quality Management</i> (EFQM), traduz uma refer&ecirc;ncia em termos de qualidade a n&iacute;vel de defini&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e desempenho das organiza&ccedil;&otilde;es para a Gest&atilde;o da Qualidade Total (GQT) (Ant&oacute;nio e Teixeira, 2007).</p>     <p>Por sua vez, a <i>International Standards Organization Norms</i> (ISO 9001) da <i>International Organization for Standardization</i> constitui uma refer&ecirc;ncia para a implementa&ccedil;&atilde;o de Sistemas de Gest&atilde;o da Qualidade (SGQ), com o objetivo de garantir o fornecimento de produtos que satisfa&ccedil;am os requisitos do cliente, assim como a preven&ccedil;&atilde;o de problemas e a cultura da melhoria cont&iacute;nua.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por sua vez, Eggli e Halfon (2003) prop&otilde;em um modelo para a qualidade dos hospitais baseado em quatro entidades: pacientes, atividades, recurso e efeitos. Este modelo encontra-se hierarquizado em seis n&iacute;veis, no sentido de medir o desenvolvimento dos sistemas de gest&atilde;o da qualidade. Os autores acrescentam que os modelos conceptuais atuais da qualidade para a utiliza&ccedil;&atilde;o hospitalar apresentam defici&ecirc;ncias, quer pela sua terminologia quer pela sua complexidade.</p>     <p>Sendo considerado como o pai da qualidade em sa&uacute;de (World Health Organization, 2009), Donabedian (2003) desenvolveu um modelo de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade assente em tr&ecirc;s componentes essenciais: estrutura, processo e resultado.</p>     <p>Apesar da controv&eacute;rsia existente no meio cient&iacute;fico acerca do melhor modelo para a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade, o quadro conceptual mais popular e utilizado para a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de continua a ser o apresentado por Donabedian, cuja origem se reporta a 1996. A alus&atilde;o e contemporaneidade deste modelo &eacute; enfatizada pela OMS, nas recomenda&ccedil;&otilde;es para a cirurgia (World Health Organization, 2009).</p>     <p>Face a esta an&aacute;lise, ficamos sens&iacute;veis &agrave; exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios modelos mas entendemos que o modelo de Donabedian (2003) &eacute; um caminho que nos pode ajudar a analisar esta problem&aacute;tica.</p>     <p>A introdu&ccedil;&atilde;o de modernas t&eacute;cnicas e modelos de gest&atilde;o e o recurso a novos instrumentos e m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, com o objetivo de imprimir efici&ecirc;ncia, efic&aacute;cia e rigor na gest&atilde;o dos recursos, assim como corresponder &agrave;s expectativas dos utentes, exige responsabilidades acrescidas aos profissionais dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de como vem sendo ampla e continuamente reconhecido, nomeadamente aos enfermeiros.</p>     <p>O Plano Nacional de Sa&uacute;de (PNS) 2004-2010 (Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, 2004), no &acirc;mbito da qualidade da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, identificava uma vis&iacute;vel escassez de cultura de qualidade do nosso sistema de sa&uacute;de e insuficiente divulga&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias avaliadas que evidenciassem sinais de sucesso. Por outro lado, identificava a exist&ecirc;ncia de um d&eacute;fice organizacional dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de a n&iacute;vel da presta&ccedil;&atilde;o dos profissionais e da adequa&ccedil;&atilde;o dos contextos organizacionais, nomeadamente, a falta de indicadores de desempenho v&aacute;lidos e fi&aacute;veis que apoiassem a gest&atilde;o estrat&eacute;gica e operacional do sistema de sa&uacute;de.</p>     <p>Por isso, o PNS 2004-2010, com a inten&ccedil;&atilde;o de reduzir as limita&ccedil;&otilde;es detetadas, apontava a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es e orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas para melhoria da qualidade da presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de e para a melhoria da qualidade organizacional dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, a promo&ccedil;&atilde;o de medidas de implementa&ccedil;&atilde;o de programas de sa&uacute;de, a aposta na acredita&ccedil;&atilde;o, a forma&ccedil;&atilde;o de auditores na &aacute;rea da qualidade e o esfor&ccedil;o na qualidade da gest&atilde;o, baseada nos princ&iacute;pios da qualidade total. Por outro lado, o plano recomendava a realiza&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&otilde;es acerca da satisfa&ccedil;&atilde;o dos utentes, do grau de satisfa&ccedil;&atilde;o dos profissionais dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e a avalia&ccedil;&atilde;o de indicadores de desempenho das unidades de cuidados cr&iacute;ticos, assim como a dinamiza&ccedil;&atilde;o e apoio ao desenvolvimento de normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica para as profiss&otilde;es t&eacute;cnicas de voca&ccedil;&atilde;o assistencial e a abordagem expl&iacute;cita da problem&aacute;tica do erro m&eacute;dico (Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, 2004).</p>     <p>Reconhecendo os objetivos do PNS 2004-2010 para a sedimenta&ccedil;&atilde;o de uma cultura de melhoria cont&iacute;nua da qualidade, o PNS 2011-2016, em discuss&atilde;o, veio admitir que ainda “subsiste uma variabilidade preocupante na pr&aacute;tica m&eacute;dica, problemas de acesso, de continuidade de cuidados, atrasos na implementa&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas, neglig&ecirc;ncias com impacte medi&aacute;tico e na sa&uacute;de dos doentes, um d&eacute;fice de cultura de avalia&ccedil;&atilde;o e de monitoriza&ccedil;&atilde;o e uma ampla margem de melhoria dos cuidados que hoje prestamos aos nossos doentes” (Campos e Carneiro, 2010, p. 10).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; qualidade, o pr&oacute;ximo plano aponta como determinantes para a qualidade em sa&uacute;de, a forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada, a investiga&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, o estabelecimento de padr&otilde;es de qualidade, a monitoriza&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o de indicadores e a avalia&ccedil;&atilde;o interna e externa, com posterior compara&ccedil;&atilde;o entre prestadores. A necessidade de implementar sistemas de qualidade em sa&uacute;de est&aacute; formalmente assumida por inst&acirc;ncias internacionais como a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de e o Conselho Internacional de Enfermeiros, assim como, por organismos nacionais. Por outro lado, considera-se priorit&aacute;rio a implementa&ccedil;&atilde;o de sistemas de qualidade em sa&uacute;de, assumindo o Conselho de Enfermagem (Ordem dos Enfermeiros, 2002, p. 3) o papel de conciliar “esfor&ccedil;os tendentes &agrave; defini&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica de um caminho que vise a melhoria cont&iacute;nua da qualidade do exerc&iacute;cio profissional dos enfermeiros”. “A qualidade exige reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica – para definir objectivos do servi&ccedil;o a prestar, delinear estrat&eacute;gias para os atingir” (Ordem dos Enfermeiros, 2002, p. 5) e &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de cabe o papel de criar as condi&ccedil;&otilde;es, adequando os recursos e criando as estruturas, que promovam o exerc&iacute;cio profissional de enfermagem de qualidade.</p>     <p>A enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o, sendo uma &aacute;rea da enfermagem que exige conhecimentos espec&iacute;ficos, a n&iacute;vel t&eacute;cnico e conceptual, n&atilde;o pode ser alheia a este contexto necessita de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade precisos. “Sendo um facto que a natureza multiprofissional e multidisciplinar da qualidade em sa&uacute;de &eacute; influenciada pela qualidade do exerc&iacute;cio profissional dos enfermeiros” (Pereira, 2011, p. 69).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia </b></p>     <p>Os m&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o harmonizam-se com os diferentes fundamentos filos&oacute;ficos que suportam as preocupa&ccedil;&otilde;es e as orienta&ccedil;&otilde;es de uma investiga&ccedil;&atilde;o (Fortin, 2009). Da&iacute; que a escolha da metodologia tenha que estar intimamente relacionada com a problem&aacute;tica em estudo e tamb&eacute;m com o estado dos conhecimentos &agrave; volta da mesma. A mesma recaiu sobre uma epistemologia qualitativa, atrav&eacute;s de um estudo de campo, porque pretendemos entender a realidade na sua complexidade e no seu contexto natural.</p>     <p>As diferentes fases deste percurso s&atilde;o ilustradas na figura 1. Foi solicitada autoriza&ccedil;&atilde;o ao Concelho de Administra&ccedil;&atilde;o da respetiva institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e por sua vez &agrave; Comiss&atilde;o de &Eacute;tica, tendo obtido parecer positivo. Ao longo do estudo foi salvaguardado o anonimato dos participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a03f1.jpg"></p>     
<p>FIGURA 1 – Diagrama do estudo</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; neste cen&aacute;rio que sentimos a necessidade de investigar: “Que aspectos s&atilde;o necess&aacute;rios integrar para avaliar a qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o em unidades de internamento de medicina?” uma vez que, “a melhoria continua da qualidade da assist&ecirc;ncia, no sentido de atingir a excel&ecirc;ncia, &eacute; um processo din&acirc;mico e exaustivo de identifica&ccedil;&atilde;o permanente dos factores intervenientes no processo de trabalho da equipe de enfermagem e requer do enfermeiro a implementa&ccedil;&atilde;o de ac&ccedil;&otilde;es e a elabora&ccedil;&atilde;o de instrumentos que possibilitem avaliar de maneira sistem&aacute;tica os n&iacute;veis de qualidade dos cuidados prestados” (Mota, Melheiro, e Tronchin, 2007, p. 10). Existindo a necessidade de elaborar e validar indicadores capazes de mensurarem a qualidade da assist&ecirc;ncia de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de compreender que condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o necess&aacute;rias para que a qualidade ocorra.</p>     <p>Este percurso, ilustrado na figura 2, foi fundamentado pelo modelo proposto por Avedis Donabedian, na d&eacute;cada de 60, baseado em tr&ecirc;s componentes do cuidado em sa&uacute;de: estrutura, processo e resultado, a par com o conhecido ciclo de melhoria cont&iacute;nua, proposto por Deming, ao longo do qual o autor acredita numa abordagem sistem&aacute;tica para a identifica&ccedil;&atilde;o e solu&ccedil;&atilde;o de problemas, tamb&eacute;m denominado de ciclo PDCA, ou seja, <i>Plan, Do, Check, Act</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a03f2.jpg"></p>     
<p>FIGURA 2 – Fus&atilde;o do modelo de Donabedian com o ciclo PDCA de Deming</p>     <p>(Adaptado de Donabedian, 2003; Ant&oacute;nio e Teixeira, 2007)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As quest&otilde;es que nortearam este percurso foram: que fatores convergem para a qualidade do desempenho dos enfermeiros de reabilita&ccedil;&atilde;o?; que processos de trabalho desenvolvem os enfermeiros para garantir a qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o?; que aspetos s&atilde;o necess&aacute;rios reunir para garantir resultados nos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o?</p>     <p>Sendo os objetivos delineados para esta investiga&ccedil;&atilde;o os seguintes: descrever os processos de trabalho desenvolvidos pelos enfermeiros de reabilita&ccedil;&atilde;o para garantir a qualidade da assist&ecirc;ncia em unidades de internamento de Medicina; analisar as condicionantes do desenvolvimento dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o no que diz respeito &agrave; estrutura, processo e resultado; compreender os desenvolvimentos dos cuidados realizados pelos enfermeiros de reabilita&ccedil;&atilde;o, como fontes de garantia da qualidade na assist&ecirc;ncia de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o definida para esta interven&ccedil;&atilde;o foi constitu&iacute;da por indiv&iacute;duos que t&ecirc;m a experi&ecirc;ncia de um fen&oacute;meno particular, possuem uma experi&ecirc;ncia e um saber pertinente (Fortin, 2009), ou seja, integraram este percurso, enfermeiros com especialidade em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de medicina. A sele&ccedil;&atilde;o do conjunto de entrevistados decorreu de modo intencional. Neste sentido, definimos os seguintes fatores de inclus&atilde;o para participar no estudo: ser enfermeiro com a especialidade de reabilita&ccedil;&atilde;o h&aacute; mais de seis meses; exercer fun&ccedil;&otilde;es no servi&ccedil;o de medicina, e prestar cuidados diretos ao doente e fam&iacute;lia. Consideramos como fator de exclus&atilde;o para participar no estudo, os enfermeiros de reabilita&ccedil;&atilde;o que est&atilde;o apenas na gest&atilde;o de unidades.</p>     <p>Recorremos &agrave; entrevista semi-estruturada como instrumento de recolha de dados. Ap&oacute;s a transcri&ccedil;&atilde;o das entrevistas, foi feita uma primeira leitura de todas as entrevistas e de seguida feita a sua codifica&ccedil;&atilde;o, organizando quadros de refer&ecirc;ncia. Aqui foram definidas categorias, subcategorias e unidades de registo, que ordenaram a informa&ccedil;&atilde;o. Os discursos produzidos pelos entrevistados foram apreciados com recurso &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do, segundo os princ&iacute;pios descritos por Bardin (2004).</p>     <p>No nosso estudo, para a categoriza&ccedil;&atilde;o, foram considerados dois processos, por um lado, algumas categorias foram definidas &agrave; <i>priori</i>, isto &eacute;, implicaram um quadro de refer&ecirc;ncia te&oacute;rico, o Modelo de Donabedian. Por outro lado, as categorias que foram definidas &agrave; posteriori, isto &eacute;, identificando e evidenciando as propriedades do texto e das unidades de registo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os sujeitos que integraram o estudo t&ecirc;m entre 27 e 47 anos de idade, situando-se a idade m&eacute;dia nos 33 anos, sete s&atilde;o do sexo feminino e cinco do sexo masculino. Por outro lado, sete destes elementos t&ecirc;m Contrato em Fun&ccedil;&otilde;es Publicas (CFP) e os outros cinco t&ecirc;m Contrato Individual de Trabalho (CIT).</p>     <p>Os 12 entrevistados desenvolvem a sua atividade entre 5 e 23 anos, trabalhando em m&eacute;dia h&aacute; 10 anos e exercem fun&ccedil;&otilde;es de especialistas em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o entre os 6 e 48 meses.</p>     <p>Evidenciamos os resultados obtidos respondendo &agrave;s nossas quest&otilde;es orientadoras.</p>     <p>Sobre os fatores que convergem para a qualidade do desempenho dos enfermeiros de reabilita&ccedil;&atilde;o, sobressaem a n&iacute;vel da estrutura os cinco temas abordados, instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos, recursos humanos, equipa de assist&ecirc;ncia e recursos organizacionais. Conforme nos refere Hesbeen (2001, p. 62), “Em todas as estruturas quer elas sejam hospitalares ou extra-hospitalares, abundam factores que contribuem para a qualidade dos cuidados. A organiza&ccedil;&atilde;o destas estruturas n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, visto abranger &aacute;reas muito pr&aacute;ticas ou instrumentais, e em simult&acirc;neo, aspectos muito mais subjectivos tais como o clima reinante e a coer&ecirc;ncia do todo.”</p>     <p>A import&acirc;ncia das instala&ccedil;&otilde;es foi salientada, conforme nos refere este entrevistado “As instala&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de facto um aspecto que tanto nos ajudam como dificultam o nosso trabalho” E4.</p>     <p>Por outro lado, a necessidade de um espa&ccedil;o f&iacute;sico adequado e o ambiente de trabalho s&atilde;o referidos como aspetos essenciais das instala&ccedil;&otilde;es, condicionando a qualidade da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de reabilita&ccedil;&atilde;o, vis&iacute;veis no seguinte achado: “por vezes quero levantar um doente e n&atilde;o tenho sequer onde p&ocirc;r um cadeir&atilde;o, tenho que andar a tirar camas das salas para colocar um cadeir&atilde;o… portanto, isso tudo condiciona um bocadinho a reabilita&ccedil;&atilde;o.” E4.</p>     <p>A necessidade de atualiza&ccedil;&atilde;o de equipamentos, dado que alguns se encontrarem obsoletos, a enumera&ccedil;&atilde;o dos equipamentos imprescind&iacute;veis e o recurso ao improviso para colmatar as lacunas existentes no &acirc;mbito dos equipamentos s&atilde;o aspetos referidos nas narrativas dos participantes: “As ajudas t&eacute;cnicas (…) d&aacute;-nos sempre muitas dores de cabe&ccedil;a” E1.</p>     <p>As narrativas dos participantes evidenciam a import&acirc;ncia dos recursos humanos, conforme referido na cita&ccedil;&atilde;o seguinte: “Em contrapartida &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es, eu acho que os recursos humanos s&atilde;o fundamentais…, n&atilde;o se fazem omeletes sem ovos” E11. Nesta categoria &eacute; evidenciado a pertin&ecirc;ncia da dota&ccedil;&atilde;o adequada os enfermeiros de reabilita&ccedil;&atilde;o. A diversidade da equipa &eacute;, a este n&iacute;vel, entendida como in&uacute;meros atores, descritos como intervenientes nos cuidados, nomeadamente: enfermeiros, m&eacute;dicos, t&eacute;cnicos de sa&uacute;de e assistentes operacionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os recursos organizacionais s&atilde;o abordados pelos participantes em aspetos como, os tipos de forma&ccedil;&atilde;o, os processos de forma&ccedil;&atilde;o, a investiga&ccedil;&atilde;o e os protocolos de atua&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Das narrativas dos participantes sobressaem a este n&iacute;vel a aus&ecirc;ncia de uma cultura formal de forma&ccedil;&atilde;o, conforme referido no seguinte achado: “n&atilde;o existe um plano de forma&ccedil;&atilde;o dentro do servi&ccedil;o” E11. A investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; referida como um instrumento imprescind&iacute;vel para o suporte da profiss&atilde;o embora inexistente: “Investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se tem feito nada” E6. Conforme nos refere Ap&oacute;stolo e Gameiro (2005), uma disciplina para ser considerada cientifica tem que desenvolver conhecimento.</p>     <p>No &acirc;mbito dos protocolos de atua&ccedil;&atilde;o &eacute; vis&iacute;vel no discurso dos participantes, o reconhecimento da aplicabilidade destes instrumentos, no entanto, s&atilde;o utilizados ainda de forma muito pouco suportada: “existem os protocolos, uns escritos, outros j&aacute; mentalmente adquiridos” E9.</p>     <p>Sobre a segunda quest&atilde;o que norteou este percurso “Que processos de trabalho desenvolvem os enfermeiros para garantir a qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o?”, sobressaem das narrativas os atributos associados ao processo apresentando-se divididos ao longo de quatro temas, investiga&ccedil;&atilde;o e diagn&oacute;stico, planeamento, atividades de enfermagem e avalia&ccedil;&atilde;o do processo.</p>     <p>O processo compreende todos os m&eacute;todos e procedimentos utilizados para o processamento de um determinado servi&ccedil;o, abordando todas as atividades que constituem os cuidados de sa&uacute;de, nomeadamente: o diagn&oacute;stico, o tratamento, a reabilita&ccedil;&atilde;o e a educa&ccedil;&atilde;o do cliente. Embora de modo pouco estruturado, e com base emp&iacute;rica, sobressaem como temas algumas fases do processo de enfermagem: “inicialmente avalia-se o doente identifica-se as necessidades de reabilita&ccedil;&atilde;o, faz-se a interven&ccedil;&atilde;o e faz-se avalia&ccedil;&atilde;o no decorrer do pr&oacute;prio dia e depois fazemos o registo nessa folha, ainda &eacute; experimental” E9.</p>     <p>No entanto, ainda se evidenciam algumas lacunas da documenta&ccedil;&atilde;o de um pensamento estruturado e refletido, “Os planeamentos que fazemos n&atilde;o s&atilde;o algo formal” E1.</p>     <p>No &acirc;mbito das atividades implementadas sobressaem a promo&ccedil;&atilde;o da autonomia, os autocuidados, a rede de suporte, a cinesioterapia respirat&oacute;ria, os processos de gest&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o de riscos, a continuidade do processo de reabilita&ccedil;&atilde;o e a intera&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia. Neste n&iacute;vel, Hesbeen (2003) refere que o esp&iacute;rito de reabilita&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de omnipresente, deve ser cultivado por todos os membros da equipa. Nestes membros da equipa est&atilde;o inclu&iacute;dos os elementos pr&oacute;ximos do doente, que tamb&eacute;m devem ser abrangidos pelo processo de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Sobre a avalia&ccedil;&atilde;o do processo, emerge evidenciando como avaliar os resultados para o doente e os resultados do ensino &agrave; fam&iacute;lia.</p>     <p>Na quest&atilde;o referente a “Que aspetos s&atilde;o necess&aacute;rios reunir para garantir resultados nos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o?”, o atributo menos explanado foi o resultado. Nas narrativas dos participantes observou-se uma aus&ecirc;ncia da medi&ccedil;&atilde;o dos resultados, “n&oacute;s vamos avaliando mais ao menos o que &eacute; que achamos, o que &eacute; que n&atilde;o achamos… mas &eacute; um bocado subjectivo” E6. Importa real&ccedil;ar que “A medi&ccedil;&atilde;o dos resultados &eacute; apenas o primeiro passo de uma s&eacute;rie de actividades. Para fazer correc&ccedil;&otilde;es, tem que se andar para tr&aacute;s, at&eacute; ao processo que conduziu aos resultados n&atilde;o desejados, dai podendo ter que ir at&eacute; aos aspectos de estrutura que tenham sido respons&aacute;veis ou contribu&iacute;do para os mesmos” (Silva, Varanda e N&oacute;brega, 2004, p. 61). Apesar de considerarem relevante a produ&ccedil;&atilde;o de indicadores que evidenciem a efetividade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o, os mesmos n&atilde;o s&atilde;o aplicados. Sendo o atributo resultado, dividido em tr&ecirc;s temas: os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o, indicadores sens&iacute;veis ao doente e os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos recursos humanos.</p>     <p>Para medir a qualidade dos cuidados, deve-se selecionar os instrumentos mais adequados, tendo sido real&ccedil;ados a utiliza&ccedil;&atilde;o de escalas e as auditorias. Conforme referido nas compet&ecirc;ncias do enfermeiro especialista de reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; citada a necessidade de avaliar os resultados das interven&ccedil;&otilde;es implementadas “monitorizando a implementa&ccedil;&atilde;o e os resultados dos programas e usando indicadores sens&iacute;veis aos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o para avaliar ganhos em sa&uacute;de, a n&iacute;vel pessoal, familiar e social” (Regulamento n&ordm; 122/2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados, &eacute; importante estabelecer, que estrat&eacute;gias se devem adotar para avaliar os resultados, atrav&eacute;s de ferramentas que possam quantificar e comparar os resultados de modo cont&iacute;nuo. A imprescindibilidade da produ&ccedil;&atilde;o de indicadores e a sua utiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; refor&ccedil;ada no discurso dos entrevistados. Para al&eacute;m da obten&ccedil;&atilde;o dos ganhos em sa&uacute;de, aumentando o n&iacute;vel de sa&uacute;de nas diferentes fases do ciclo de vida e reduzindo o peso da doen&ccedil;a, objetivo estrat&eacute;gico consagrado no Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004-2010 (Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, 2004) e referido pelos entrevistados, outros indicadores foram descritos, nomeadamente, as mudan&ccedil;as do estado de sa&uacute;de, os conhecimentos adquiridos, a satisfa&ccedil;&atilde;o com o atendimento e a satisfa&ccedil;&atilde;o com os resultados. Grande parte dos entrevistados salientou a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o do utente. Por &uacute;ltimo a avalia&ccedil;&atilde;o dos recursos humanos que segundo Mezomo (2001, p. 62) “O grande resultado de uma adequada gest&atilde;o dos recursos humanos &eacute; a melhoria da pr&oacute;pria qualidade pessoal, que por sua vez, &eacute; condi&ccedil;&atilde;o para o sucesso da organiza&ccedil;&atilde;o.” A este n&iacute;vel, a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho assume relev&acirc;ncia vis&iacute;vel no discurso dos entrevistados.</p>     <p>Os resultados que emergem das narrativas dos participantes traduzem-se por um conjunto de atributos, a que poder&iacute;amos denominar, tal como Donabedian (2003), de componentes da qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;os de medicina. Estes atributos aparecem agregados tal como na literatura consultada, conjugando uma tr&iacute;ade de elementos sendo eles a estrutura, o processo e o resultado.</p>     <p>A estrutura poderia ser o principal determinante da qualidade dos cuidados, no entanto as varia&ccedil;&otilde;es nas caracter&iacute;sticas da estrutura do sistema, a menos que sejam grandes, podem n&atilde;o ser significativas sobre a qualidade. Indo ao encontro do que nos refere este entrevistado: “As instala&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes mas n&atilde;o s&atilde;o o fundamental” E11.</p>     <p>Em contraposto &agrave; estrutura, as caracter&iacute;sticas detalhadas do processo de cuidados de sa&uacute;de podem fornecer informa&ccedil;&otilde;es v&aacute;lidas sobre a qualidade. De certa forma, a afirma&ccedil;&atilde;o “Qualidade dos cuidados” poderia ser tomada no sentido “Qualidade dos processos de cuidados” (Donabedian, 2003).</p>     <p>As caracter&iacute;sticas detalhadas do processo de cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o podem fornecer informa&ccedil;&otilde;es preciosas sobre a qualidade. Mas esses atributos derivam tamb&eacute;m de uma rela&ccedil;&atilde;o previamente estabelecida, entre o processo e o resultado. Ou seja, dizemos que tais caracter&iacute;sticas do processo significam qualidade, porque sabemos que elas contribuem para os resultados desej&aacute;veis. Os processos de cuidados relacionam-se mais diretamente com os resultados, do que propriamente as caracter&iacute;sticas da estrutura (Donabedian, 2003). Alguns autores expressam a exist&ecirc;ncia de contradi&ccedil;&otilde;es entre indicadores de processo e de resultados, uma vez que, para alguns, os indicadores de processo perdem sentido se a sua qualidade n&atilde;o se refletir no resultado, enquanto outros argumentam que os resultados dependem de fatores individuais dos pacientes e nada t&ecirc;m a ver com a qualidade do processo (Paneque, 2004).</p>     <p>Por &uacute;ltimo, o resultado que apesar de ser descrito como o &uacute;ltimo das componentes da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade consiste no primeiro passo de uma s&eacute;rie de atividades, ao longo do qual &eacute; poss&iacute;vel fazer corre&ccedil;&otilde;es, at&eacute; ao processo que conduziu aos resultados n&atilde;o desejados (Silva, Varanda e N&oacute;brega, 2004). Apesar da controv&eacute;rsia associada &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados, dado que, o que mais importa &eacute; o efeito do tratamento sobre a sa&uacute;de do cliente, deve ser lembrado que os resultados podem n&atilde;o ser s&oacute; definidos e atribu&iacute;veis aos cuidados, podem intervir outras vari&aacute;veis, da&iacute; a necessidade de incluir todos os “<i>inputs</i>” para o resultado final (Donabedian, 2003).</p>     <p>Todos os temas abordados anteriormente v&ecirc;m dar resposta &agrave; nossa inquieta&ccedil;&atilde;o inicial, “Que aspetos s&atilde;o necess&aacute;rios integrar para avaliar a qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o em unidades de internamento de medicina?”, conv&eacute;m referir, que esta tr&iacute;ade de elementos n&atilde;o &eacute; formada por partes aut&oacute;nomas e dissociadas entre si, mas sim, elementos intimamente ligados e inter-relacionados, que mant&ecirc;m uma certa linha de causalidade e efeito (Mezomo, 2001). Isto porque, as metodologias de qualidade “que hoje usamos s&atilde;o como um sistema hidrogr&aacute;fico: o rio que dele resulta tem nascentes e afluentes que o ajudaram a crescer ao longo do percurso que o condiciona e em que se espraia” (Silva, Varanda e N&oacute;brega, 2004, p. 13).</p>     <p>A figura 3 em forma de diagrama ilustra os achados deste estudo, refor&ccedil;ando a complexidade da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade, que tal como nos refere Donabedian (2003). As rela&ccedil;&otilde;es entre estrutura, processo e resultado, e entre estrutura e de processo e resultado, n&atilde;o s&atilde;o totalmente compreendidas. Existe uma rela&ccedil;&atilde;o nesta cadeia de eventos em que cada evento &eacute; um fim, ao que vem antes dela, e uma condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para o que se segue. Isto indica que a rela&ccedil;&atilde;o meios-fim entre cada par adjacente requer valida&ccedil;&atilde;o em qualquer cadeia de hipot&eacute;ticos ou reais eventos. Por outro lado, incorporando a conce&ccedil;&atilde;o de Deming que nos fala numa sucess&atilde;o de ciclos, em que a qualidade &eacute; repensada e melhorada continuadamente no &acirc;mbito de um processo pragm&aacute;tico de aprendizagem (Ant&oacute;nio e Teixeira, 2007). Indo ao encontro das compet&ecirc;ncias comuns do enfermeiro especialista, no que se refere &agrave; melhoria cont&iacute;nua da qualidade (Regulamento n&ordm; 122/2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a03f3.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>FIGURA 3 – Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o em unidades de internamento de medicina</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o deve avaliar a qualidade dos cuidados de enfermagem nas vertentes de estrutura, processo e resultado (Regulamento n&ordm; 122/2011). Ou seja, implementando programas de melhoria cont&iacute;nua, planeados em fun&ccedil;&atilde;o da estrutura, para a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de reabilita&ccedil;&atilde;o, executados no sentido da melhoria do processo de reabilita&ccedil;&atilde;o, avaliados, olhando para os resultados, e atuar, reformulando os dados anteriores. Ap&oacute;s terminar o ciclo reinicia-se um novo ciclo e assim sucessivamente, implicando questionar continuamente todas as a&ccedil;&otilde;es, guiando a enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o pelo caminho da melhoria cont&iacute;nua.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O conceito da qualidade j&aacute; percorreu um longo caminho at&eacute; chegar aos nossos dias. A qualidade em sa&uacute;de &eacute; uma responsabilidade crescente, deixou de ser uma op&ccedil;&atilde;o, passando a ser uma obriga&ccedil;&atilde;o. Estes aspetos refletem a centralidade da nossa investiga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente encontrar um percurso da sua aplicabilidade &agrave; enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ao longo deste percurso identificamos os aspetos que seriam necess&aacute;rios integrar para avaliar a qualidade dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o em tr&ecirc;s grandes vertentes, sendo elas a estrutura, o processo e os resultados, num ciclo de melhoria cont&iacute;nua da qualidade dos cuidados. Foram analisadas as condicionantes do desenvolvimento dos cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o a estes v&aacute;rios n&iacute;veis, sendo eles, as instala&ccedil;&otilde;es, equipamentos, recursos humanos, equipa de assist&ecirc;ncia, recursos organizacionais, investiga&ccedil;&atilde;o e diagn&oacute;stico, planeamento, atividades de enfermagem, avalia&ccedil;&atilde;o do processo, instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o, indicadores sens&iacute;veis ao doente e resultados da avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho dos recursos humanos.</p>     <p>Nos processos de trabalho desenvolvidos pelos enfermeiros de reabilita&ccedil;&atilde;o para garantir a qualidade da assist&ecirc;ncia em unidades de internamento de medicina, real&ccedil;a-se a aus&ecirc;ncia de processos estruturados e sistem&aacute;ticos de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade, embora de expressos por alguns entrevistados, mas pouco expl&iacute;citos.</p>     <p>No decurso das entrevistas foi sentido, a necessidade de uma cultura de qualidade, o que refor&ccedil;a a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o e envolvimento dos profissionais numa pol&iacute;tica de melhoria cont&iacute;nua da qualidade. A presente pesquisa procurou obter mais-valias para o desenvolvimento de uma pol&iacute;tica de qualidade e com isso contribuir para a melhoria de cuidados.</p>     <p>Sugerimos que sejam desenvolvidos novos estudos com outros elementos, integrando, paralelamente, enfermeiros de reabilita&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados e enfermeiros com cargos de gest&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da qualidade. Tamb&eacute;m consideramos pertinente a realiza&ccedil;&atilde;o futura, de estudos de campo noutros estabelecimentos de sa&uacute;de.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ANT&Oacute;NIO, Nelson Santos ; TEIXEIRA, Ant&oacute;nio (2007) - Gest&atilde;o da qualidade: de Deming ao modelo de excel&ecirc;ncia da EFQM. 1&ordf; ed. Lisboa : Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.</p>     <p>AP&Oacute;STOLO, Jo&atilde;o Lu&iacute;s ; GAMEIRO, Manuel (2005) - Refer&ecirc;ncias onto-epistemol&oacute;gicas e metodol&oacute;gicas da investiga&ccedil;&atilde;o em enfermagem: uma an&aacute;lise cr&iacute;tica. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 1, p. 29-38.</p>     <p>BARDIN, Laurence (2004) - An&aacute;lise de conte&uacute;do. 3&ordf; ed. Lisboa : Edi&ccedil;&otilde;es 70.</p>     <p>CAMPOS, Lu&iacute;s ; CARNEIRO, Ant&oacute;nio Vaz (2010) - Plano Nacional de Sa&uacute;de 2011-2016: a qualidade no PNS 2011-2016 [Em linha]. [Consult. 13 Dez. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/files/2010/06/Q1.pdf" target="_blank">http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/files/2010/06/Q1.pdf</a>.</p>     <p>DONABEDIAN, Avedis (2003) - An introduction to quality assurance in health care. New York : Oxford University Press.</p>     <p>EGGLI, Yves ; HALFON, Patricia (2003) - A conceptual framework for hospital quality management. International Journal of Health Care Quality Assurance [Em linha]. Vol. 16, n&ordm; 1, p. 29-36. [Consult. 05 Dez. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://webvpn.uminho.pt/http/0/www.emeraldinsight.com/journals.htm?issn=0952-6862&volume=16&issue=1&articleid=841158&show=html" target="_blank">http://webvpn.uminho.pt/http/0/www.emeraldinsight.com/journals.htm?issn=0952-6862&volume=16&issue=1&articleid=841158&show=html</a>.</p>     <p>FORTIN, Marie-Fabienne (2009) - Fundamentos e etapas do processo de investiga&ccedil;&atilde;o. Lisboa : Lusodidacta.</p>     <p>HESBEEN, Walter (2001) - Qualidade em enfermagem: pensamento e ac&ccedil;&atilde;o na perspectiva do cuidar. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>HESBEEN, Walter (2003) - A reabilita&ccedil;&atilde;o: criar novos caminhos. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     <p>MEZOMO, Jo&atilde;o Catarin (2001) - Gest&atilde;o da qualidade na sa&uacute;de: princ&iacute;pios b&aacute;sicos. 1&ordf; ed. S&atilde;o Paulo : Editora Manole.</p>     <p>MOTA, Nancy Val y Val Peres da ; MELHEIRO, Marta M. ; TRONCHIN, Daisy M. Rizatto (2007) – A constru&ccedil;&atilde;o de indicadores de qualidade de enfermagem: relato da experiencia do programa de qualidade hospitalar. Revista de Administra&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de [Em linha]. Vol. 9, n&ordm; 34, p. 9-15. [Consult. 13 Dez. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.cqh.org.br/files/RAS34_a%20constru%C3%A7%C3%A3o.pdf" target="_blank">http://www.cqh.org.br/files/RAS34_a%20constru%C3%A7%C3%A3o.pdf</a>.</p>     <p>ORDEM DOS ENFERMEIROS (2002) - Divulgar: padr&otilde;es de qualidade dos cuidados de enfermagem. Lisboa : Ordem dos Enfermeiros.</p>     <p>PANEQUE, Rosa E. Jim&eacute;nez (2004) - Indicadores de calidad y eficiencia de los servi&ccedil;ios hospitalarios: una mirada actual. Revista Cubana de Salud Publica [Em linha]. Vol. 30, n&ordm; 1, p. 17-36. [Consult. 05 Abr. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.santacruz.gov.ar/planes/concursos/JIMENEZ%20PANEQUE%20%20Indicadores%20de%20calidad.pdf" target="_blank">http://www.santacruz.gov.ar/planes/concursos/JIMENEZ%20PANEQUE%20%20Indicadores%20de%20calidad.pdf</a>.</p>     <p>PEREIRA, Filipe (2011) - Informa&ccedil;&atilde;o e qualidade do exerc&iacute;cio profissional dos enfermeiros. Porto : Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento.</p>     <p>PINTO, Abel ; SOARES, Iolanda (2009) - Sistemas de gest&atilde;o da qualidade: guia para a sua implementa&ccedil;&atilde;o. Lisboa : Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.</p>     <p>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (2004) - Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004-2010: mais sa&uacute;de para todos. Lisboa : Direc&ccedil;&atilde;o Geral da sa&uacute;de. (Orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas; Vol. 2).</p>     <p>REGULAMENTO n&ordm; 122/2011. D.R. II S&eacute;rie. 35 (11-02-18) 8648-8653.</p>     <p>SILVA, Andreia ; VARANDA, Jorge ; N&Oacute;BREGA, S&oacute;nia D&oacute;ria (2004) - Alquimia da qualidade na gest&atilde;o dos hospitais. 1&ordf; ed. Cascais : Principia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>WORLD HEALTH ORGANIZATION (2009) - Guidelines for safe surgery 2009: safe surgery saves lives [Em linha]. [Consult. 06 Abr. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://whqlibdoc.who.int/publications/2009/9789241598552_eng.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/publications/2009/9789241598552_eng.pdf</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 11.05.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 16.10.12</p> </html>      ]]></body><back>
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