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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1214</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O envolvimento do pai na gravidez/parto e a ligação emocional com o bebé]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[La participación del padre en el embarazo/parto y el vínculo emocional con el bebé]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: the emotional bond between father and child is crucial in the transition to parenthood and the baby’s development. Objectives: our intention was to verify if there is a relationship between sociodemographic variables, involvement in the pregnancy or cutting the umbilical cord with the emotional bond between father and baby. Methodology: we performed a cross-sectional, quantitative study descriptive and analytical in nature. We administered a questionnaire and the Bonding scale validated for the Portuguese population (Figueiredo et al., 2005), at three different times (during labour, on the 1st and 3rd days after birth) to 222 parents between November 2010 and January 2011. Results: We found that age (between 25 and 40 years), accompanying the pregnant woman to appointments for pregnancy surveillance, monitoring of the pregnancy in preparation for the birth of the baby, reading information about the developing baby involvement in the pregnancy and cutting the umbilical cord positively influence the emotional bond between father and baby. Conclusion: the results indicate an improvement in the emotional bond between father and baby if health professionals promote fathers’ involvement during pregnancyand childbirth.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Marco: el vínculo emocional entre padre e hijo es crucial en la transición hacia la paternidad y el desarrollo del bebé.Objetivos: pretendemos verificar si existe una relación entre las variables sociodemográficas, la participación en el embarazo o el corte del cordón umbilical y el vínculo emocional entre el padre y el bebé. Metodología: se realizó un estudio transversal, cuantitativo, de corte descriptivo-analítico. Se aplicó un cuestionario y la escala de Bonding validado para la población portuguesa (Figueiredo et al., 2005), en tres momentos diferentes (durante el parto, durante el primer y el tercer día después del parto) a 222 padres, entre noviembre 2010 y enero de 2011. Resultados: se comprobó que la edad (entre 25 y 40 años), el acompañamiento con la mujer embarazada alas citas para la vigilancia del embarazo, el acompañamiento de la mujer embarazada en los preparativos para el nacimiento del bebé, la lectura de información sobre el desarrollo del bebé, la participación en el embarazo y el corte del cordón umbilical influyen positivamente en el vínculo emocional entre el padre y el bebé. Conclusión: los resultados indican una mejora en el vínculo emocional entre el padre y el bebé siempre y cuando los profesionales de la salud promuevan la participación del padre durante el embarazo y el parto.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[gravidez]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O envolvimento do pai na gravidez/parto e a liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Rui Duarte Farias Nogueira</b>*; <b>Manuela Ferreira</b>**</p>     <p>* Mestre em Enfermagem de Sa&uacute;de Materna Obstetr&iacute;cia e Ginecologia. Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Materna Obst&eacute;trica e Ginecol&oacute;gica na Urg&ecirc;ncia de Obstetr&iacute;cia/Ginecologia no Centro Hospitalar Tondela-Viseu [<a href="mailto:joaordfn@gmail.com">joaordfn@gmail.com</a>].</p>     <p>** Doutora em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Professora Coordenadora no Instituto Polit&eacute;cnico de Viseu – Escola Superior de Sa&uacute;de de Viseu [<a href="mailto:mmcferreira@gmail.com">mmcferreira@gmail.com</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>		     <p>Enquadramento: a liga&ccedil;&atilde;o emocional entre pai e filho &eacute; determinante na transi&ccedil;&atilde;o para a paternidade e no desenvolvimento do beb&eacute;. Objetivos: pretendemos verificar se existe rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis s&oacute;ciodemogr&aacute;ficas, o envolvimento na gravidez ou o corte do cord&atilde;o umbilical com a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute;. Metodologia: efetu&aacute;mos um estudo transversal, quantitativo de car&aacute;ter descritivo anal&iacute;tico. Aplic&aacute;mos um question&aacute;rio e a escala <i>bonding</i> validada para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa (Figueiredo <i>et al</i>., 2005), em tr&ecirc;s momentos diferentes (durante o trabalho de parto, no 1&ordm; e no 3&ordm; dia ap&oacute;s o parto) a 222 pais, entre novembro de 2010 e janeiro de 2011. Resultados: verific&aacute;mos que a idade (entre 25 e 40 anos), o acompanhamento da gr&aacute;vida &agrave;s consultas de vigil&acirc;ncia da gravidez, o acompanhamento da gr&aacute;vida nos preparativos para o nascimento do beb&eacute;, a leitura de informa&ccedil;&atilde;o sobre o beb&eacute; em desenvolvimento, o envolvimento na gravidez e o corte do cord&atilde;o umbilical influenciam positivamente a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute;. Conclus&atilde;o: os resultados apontam para uma melhoria na liga&ccedil;&atilde;o afetiva entre o pai e o beb&eacute; se os profissionais de sa&uacute;de promoverem o envolvimento do pai na gravidez e no parto.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> gravidez; rec&eacute;m-nascido; rela&ccedil;&otilde;es pai-filho; trabalho de parto.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Father’s involvement in pregnancy/childbirth and the emotional bond with the baby</b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>Background: the emotional bond between father and child is crucial in the transition to parenthood and the baby’s development. Objectives: our intention was to verify if there is a relationship between sociodemographic variables, involvement in the pregnancy or cutting the umbilical cord with the emotional bond between father and baby. Methodology: we performed a cross-sectional, quantitative study descriptive and analytical in nature. We administered a questionnaire and the Bonding scale validated for the Portuguese population (Figueiredo <i>et al</i>., 2005), at three different times (during labour, on the 1st and 3rd days after birth) to 222 parents between November 2010 and January 2011. Results: We found that age (between 25 and 40 years), accompanying the pregnant woman to appointments for pregnancy surveillance, monitoring of the pregnancy in preparation for the birth of the baby, reading information about the developing baby involvement in the pregnancy and cutting the umbilical cord positively influence the emotional bond between father and baby. Conclusion: the results indicate an improvement in the emotional bond between father and baby if health professionals promote fathers’ involvement during pregnancyand childbirth.</p>     <p><b>Keywords:</b> pregnancy; newborn;father-child relations; labour.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>La participaci&oacute;n del padre en el embarazo/parto y el v&iacute;nculo emocional con el beb&eacute;</b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>Marco: el v&iacute;nculo emocional entre padre e hijo es crucial en la transici&oacute;n hacia la paternidad y el desarrollo del beb&eacute;.Objetivos: pretendemos verificar si existe una relaci&oacute;n entre las variables sociodemogr&aacute;ficas, la participaci&oacute;n en el embarazo o el corte del cord&oacute;n umbilical y el v&iacute;nculo emocional entre el padre y el beb&eacute;. Metodolog&iacute;a: se realiz&oacute; un estudio transversal, cuantitativo, de corte descriptivo-anal&iacute;tico. Se aplic&oacute; un cuestionario y la escala de Bonding validado para la poblaci&oacute;n portuguesa (Figueiredo <i>et al</i>., 2005),  en tres momentos diferentes (durante el parto, durante el primer y el tercer d&iacute;a despu&eacute;s del parto) a 222 padres, entre noviembre 2010 y enero de 2011. Resultados: se comprob&oacute; que la edad (entre 25 y 40 a&ntilde;os), el acompa&ntilde;amiento con la mujer embarazada alas citas para la vigilancia del embarazo, el acompa&ntilde;amiento de la mujer embarazada en los preparativos para el nacimiento del beb&eacute;, la lectura de informaci&oacute;n sobre el desarrollo del beb&eacute;, la participaci&oacute;n en el embarazo y el corte del cord&oacute;n umbilical influyen positivamente en el v&iacute;nculo emocional entre el padre y el beb&eacute;. Conclusi&oacute;n: los resultados indican una mejora en el v&iacute;nculo emocional entre el padre y el beb&eacute; siempre y cuando los profesionales de la salud promuevan la participaci&oacute;n del padre durante el embarazo y el parto.</p>     <p><b>Palabras clave:</b> embarazo; reci&eacute;n nacido; relaciones padre-hijo; parto.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Nos anos oitenta do s&eacute;culo passado, come&ccedil;aram a surgir pesquisas cient&iacute;ficas em torno da figura paterna, nomeadamente a sua import&acirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos. A rela&ccedil;&atilde;o pai-filho, at&eacute; aqui negligenciada, come&ccedil;ou, a partir desta altura, a assumir uma import&acirc;ncia no estudo do desenvolvimento da crian&ccedil;a (Silverstein e Auerbach, 1999). Fonseca e Taborda (2007) partilham desta opini&atilde;o, referindo que a literatura acerca da paternidade ainda &eacute; relativamente escassa quando comparada &agrave; amplitude que esta assume no desenvolvimento biopsicossocial da crian&ccedil;a. De facto, a liga&ccedil;&atilde;o emocional entre o pai e o filho &eacute; determinante para a transi&ccedil;&atilde;o do pai para a paternidade e para o desenvolvimento do beb&eacute; (Genesoni e Tallandini, 2009). Nesse sentido, para estimular uma parentalidade positiva, devem ser incentivados comportamentos para a promo&ccedil;&atilde;o da vincula&ccedil;&atilde;o (Bryanton <i>et al</i>., 2009 cit. por Lopes, Catarino e Dixe, 2010). Embora exista uma tend&ecirc;ncia atual para que os pais se identifiquem como um casal gr&aacute;vido desde o in&iacute;cio da gravidez, procurando ter um papel ativo atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o nas consultas de vigil&acirc;ncia de gravidez ou nas aulas de prepara&ccedil;&atilde;o para o parto, com frequ&ecirc;ncia experimentam sentimentos de ambival&ecirc;ncia principalmente no 1&ordm; trimestre de gravidez. A literatura aponta tamb&eacute;m in&uacute;meras vantagens para a tr&iacute;ade m&atilde;e-pai-filho com a presen&ccedil;a do pai no trabalho de parto, contudo &eacute; necess&aacute;rio que os profissionais de sa&uacute;de estejam atentos e recebam forma&ccedil;&atilde;o para proporcionar ao pai uma experi&ecirc;ncia positiva e gratificante (Genesoni e Tallandini, 2009). Os mesmos autores relatam sete estudos que avaliaram a experi&ecirc;ncia do pai durante o trabalho de parto e parto em que os pais indicaram frequentemente sentimentos de ansiedade, inutilidade e desamparo. Na verdade, aqueles n&atilde;o esperavam que o parto fosse t&atilde;o exigente e com frequ&ecirc;ncia sentiam-se deslocados, vulner&aacute;veis, com necessidade de apoio psicol&oacute;gico e mal preparados.</p>     <p>Neste contexto e pelo facto de esta tem&aacute;tica ter ainda pouca visibilidade na investiga&ccedil;&atilde;o em Portugal, consider&aacute;mos pertinente estudar as implica&ccedil;&otilde;es do envolvimento do pai na gravidez/parto na liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute;, pretendendo atingir os seguintes objetivos: conhecer a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute; no final da gravidez, no 1&ordm; dia e no 3&ordm; dia ap&oacute;s o parto; verificar se existe rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis s&oacute;ciodemogr&aacute;ficas, as vari&aacute;veis obst&eacute;tricas, o envolvimento do pai na gravidez e no parto com a liga&ccedil;&atilde;o emocional que este estabelece com o beb&eacute;; fundamentar interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem aut&oacute;nomas que promovam a liga&ccedil;&atilde;o emocional entre o pai e o beb&eacute;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro te&oacute;rico</b></p>     <p>Para Genesoni e Tallandini (2009) existem tr&ecirc;s grandes &aacute;reas de dificuldade para os homens durante o per&iacute;odo de gravidez. A primeira refere-se a um sentimento de irreal, relacionado com a falta de provas vis&iacute;veis do filho que vai nascer e do seu desejo simult&acirc;neo de criar uma liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute;. A segunda &aacute;rea de dificuldade diz respeito ao relacionamento com a gr&aacute;vida, uma vez que a diverg&ecirc;ncia entre as expectativas masculinas e femininas durante a gravidez e as necessidades discrepantes de ambos levam a um desequil&iacute;brio no casal. Draper (2002) partilha da mesma opini&atilde;o quando refere que os homens sentem dificuldade em abarcar a realidade da gravidez, ou seja, de a perceberem em toda a sua amplitude e nas grandes modifica&ccedil;&otilde;es que este per&iacute;odo espec&iacute;fico produz na vida do casal. Tamb&eacute;m as rela&ccedil;&otilde;es com os amigos e fam&iacute;lia se modificam. Estes demonstram muita preocupa&ccedil;&atilde;o com a evolu&ccedil;&atilde;o da gravidez, com a sa&uacute;de e sentimentos da gr&aacute;vida o que pode originar no homem sentimentos de ci&uacute;me e exclus&atilde;o. A terceira grande &aacute;rea de dificuldade de acordo com Genesoni e Tallandini (2009) diz respeito &agrave; forma&ccedil;&atilde;o da identidade de pai, que tem de se relacionar com as j&aacute; existentes, nomeadamente de parceiro e filho.</p>     <p>Martin et <i>al</i>. (2007) realizaram um estudo nacional nos Estados Unidos da Am&eacute;rica representativo das crian&ccedil;as nascidas em 2001 com 5404 m&atilde;es que viviam com o seu companheiro e verificaram que o planeamento da gravidez, o n&uacute;mero de filhos e o n&iacute;vel de escolaridade influenciavam o envolvimento do pai na gravidez, sendo que os que planearam a gravidez, os que esperavam o primeiro filho e os que possu&iacute;am um maior n&iacute;vel de escolaridade tinham probabilidade de ter um maior envolvimento. Neste estudo 83,2% dos pais estiveram envolvidos na gravidez da esposa. Os autores real&ccedil;aram a import&acirc;ncia do envolvimento do pai na gravidez para a sa&uacute;de da m&atilde;e e do beb&eacute; e para a vigil&acirc;ncia da gravidez. Tamb&eacute;m Gomez e Leal (2007) reportaram um maior n&iacute;vel de vincula&ccedil;&atilde;o do pai durante a gravidez quando aguardavam a chegada do primeiro filho. Encontraram, ainda, um aumento da vincula&ccedil;&atilde;o &agrave; medida que a gravidez avan&ccedil;a, uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a vincula&ccedil;&atilde;o e a perce&ccedil;&atilde;o da qualidade conjugal e um decr&eacute;scimo no n&iacute;vel de envolvimento com o aumento da idade dos progenitores. Estes autores verificaram que a intensidade de envolvimento paterno depois do nascimento se relaciona diretamente com o n&iacute;vel de envolvimento no final da gravidez. Heinowitz (2005) no seu livro Pais Gr&aacute;vidos, no sentido de promover a vincula&ccedil;&atilde;o, aconselha os pais a lerem sobre o desenvolvimento fetal, a ajudarem a gr&aacute;vida em algumas tarefas menos recomend&aacute;veis ao seu estado, frequentarem aulas de prepara&ccedil;&atilde;o para o parto, ouvirem o cora&ccedil;&atilde;o do feto, acariciarem o abd&oacute;men da gr&aacute;vida, procurarem sentir os movimentos fetais, falarem para ele, fazerem preparativos no quarto do beb&eacute; e imaginarem-se a abra&ccedil;&aacute;-lo ou a toc&aacute;-lo. Lafuente e Aparici (2009) descrevem comportamentos paternos semelhantes como manifesta&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal. O acompanhamento &agrave;s consultas de vigil&acirc;ncia de gravidez e a visualiza&ccedil;&atilde;o das ecografias tamb&eacute;m parece ser um importante fator no fortalecimento deste v&iacute;nculo, uma vez que ao visualizar o beb&eacute; na ecografia este torna-se mais real. No estudo realizado por Samorinha, Figueiredo e Cruz (2009) a vincula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal aumentou significativamente enquanto a sintomatologia ansiosa diminuiu, depois da realiza&ccedil;&atilde;o da ecografia. Lafuente e Aparici (2009) apresentam ainda fatores que favorecem ou dificultam a vincula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal. Assim, s&atilde;o fatores facilitadores: a planifica&ccedil;&atilde;o da gravidez, a visualiza&ccedil;&atilde;o do feto, uma boa rela&ccedil;&atilde;o com a companheira e algumas caracter&iacute;sticas de personalidade (autoconfian&ccedil;a, autonomia, facilidade de adapta&ccedil;&atilde;o). A prematuridade, conflitos com a companheira, patologia psiqui&aacute;trica, companheiras muito jovens ou no limite da idade reprodutiva, o n&atilde;o planeamento da gravidez, n&uacute;mero elevado de filhos e uma personalidade insegura, ansiosa ou com baixa autoestima s&atilde;o fatores dificultadores da vincula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal.</p>     <p>Relativamente ao acompanhamento no trabalho de parto, foi s&oacute; em junho de 1985 que na lei foi conferido esse direito &agrave; gr&aacute;vida (Decreto-lei n&ordm; 14/85, 1985). Tomeleri <i>et al</i>. (2007) indicam que os pais ao assistirem ao nascimento do filho vivem experi&ecirc;ncias positivas pelo suporte emocional que proporcionam &agrave; gr&aacute;vida e pelos sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es que vivem, os quais podem favorecer o maior envolvimento emocional precoce com o filho. Erlandsson (2007) realizou um estudo no qual descreveu a experi&ecirc;ncia dos pais que cuidaram dos filhos durante as primeiras horas de vida ap&oacute;s o nascimento, uma vez que as m&atilde;es tinham sido submetidas a cesariana. O autor verificou que os pais experimentavam sentimentos de responsabilidade para com o beb&eacute;, contribuindo para a sua aproxima&ccedil;&atilde;o. Brand&atilde;o (2009) encontrou rela&ccedil;&atilde;o entre o corte do cord&atilde;o umbilical e o envolvimento emocional do pai com o beb&eacute;, sendo a liga&ccedil;&atilde;o emocional superior naqueles que cortaram. O mesmo autor salienta a import&acirc;ncia do papel dos profissionais de sa&uacute;de que executam o parto, na medida em que s&atilde;o eles que d&atilde;o ou n&atilde;o, a oportunidade aos pais de cortarem o cord&atilde;o umbilical dos seus filhos.</p>     <p>Apesar de encontrarmos na literatura in&uacute;meras vantagens para a tr&iacute;ade m&atilde;e-pai-filho com a presen&ccedil;a do pai no trabalho de parto &eacute; necess&aacute;rio que os profissionais de sa&uacute;de estejam atentos e recebam forma&ccedil;&atilde;o para proporcionar ao pai uma experi&ecirc;ncia positiva e gratificante. Martins <i>et al</i>. (2006) estudaram a viv&ecirc;ncia do pai na sala de partos de um Hospital Portugu&ecirc;s e encontraram sentimentos de incapacidade, impot&ecirc;ncia, medo e ang&uacute;stia. A perce&ccedil;&atilde;o de sofrimento da gr&aacute;vida causa grande impacto no pai. De acordo com os relatos dos pais neste estudo, verifica-se que a viv&ecirc;ncia destes &eacute; muito influenciada pela forma como decorre o trabalho de parto e parto da gr&aacute;vida. O sofrimento f&iacute;sico da gr&aacute;vida e as rotinas hospitalares s&atilde;o fatores que influenciam imenso a perce&ccedil;&atilde;o que os homens t&ecirc;m do trabalho de parto. Eles referem que poucas experi&ecirc;ncias na vida se aproximam &agrave;quela, no que diz respeito a stress, ansiedade, dor e desordem emocional. Verifica-se assim a import&acirc;ncia do papel dos profissionais de sa&uacute;de na prepara&ccedil;&atilde;o do casal para viver de uma forma positiva este momento t&atilde;o importante das suas vidas. Esta ajuda dever&aacute; ser realizada ainda na gravidez. Por este motivo s&atilde;o v&aacute;rios os autores que salientam a import&acirc;ncia da frequ&ecirc;ncia de sess&otilde;es de prepara&ccedil;&atilde;o para o parto pelos casais (Brazelton e Cramer, 2007; Genesoni e Tallandini, 2009; Mazzieri e Hoga, 2006). Deste modo, parece fulcral o papel dos profissionais de sa&uacute;de, nomeadamente do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de Materna e Obst&eacute;trica para minimizar os sentimentos negativos vividos pelo casal e ajud&aacute;-lo a viver a experi&ecirc;ncia do nascimento do filho na sua plenitude. Aquele deve informar o casal sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do trabalho de parto, apoiar o casal nas escolhas que faz no que diz respeito a medidas de al&iacute;vio da dor, uma vez que &eacute; um dos fatores que mais o afeta negativamente, ter atitudes de escuta ativa para desmistificar medos e receios, informar acerca dos procedimentos habituais e envolver os pais nos cuidados ao filho.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia</b></p>     <p>Perante os objetivos e caracter&iacute;sticas da investiga&ccedil;&atilde;o opt&aacute;mos por um estudo do tipo transversal e descritivo / anal&iacute;tico. Formul&aacute;mos as seguintes quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>Quais as implica&ccedil;&otilde;es do envolvimento do pai na gravidez / parto na liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute;?</p>     <p>Quais s&atilde;o os fatores que influenciam a liga&ccedil;&atilde;o emocional pai / beb&eacute;?</p>     <p>O estudo foi realizado pela aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio em tr&ecirc;s momentos diferentes (durante o trabalho de parto, no 1&ordm; e no 3&ordm; dia ap&oacute;s o parto) a uma amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica acidental de 222 pais que acompanharam a gr&aacute;vida durante o trabalho de parto, num Hospital Portugu&ecirc;s entre novembro de 2010 e janeiro de 2011. O tipo de amostragem escolhido relacionou-se com o tempo dispon&iacute;vel e a acessibilidade dos investigadores aos participantes. Para a realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo os investigadores dirigiram um pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o para colheita de dados dirigido ao Hospital de S&atilde;o Teot&oacute;nio EPE - Viseu. Ap&oacute;s ter sido avaliado pela comiss&atilde;o &eacute;tica do referido Hospital foi concedida autoriza&ccedil;&atilde;o. Foi pedida a colabora&ccedil;&atilde;o a cada participante e explicados os objetivos do estudo, garantindo sempre o anonimato e estrita confidencialidade das respostas. O estudo piloto realizou-se pela aplica&ccedil;&atilde;o dos 10 primeiros question&aacute;rios terminou o estudo piloto, n&atilde;o tendo sido necess&aacute;rio efetuar altera&ccedil;&otilde;es ao mesmo. Este apresenta 32 quest&otilde;es que permitem colher dados relativos &agrave;s vari&aacute;veis independentes e caracterizar a amostra. No 1&ordm; momento as quest&otilde;es 1, 2, 3, 4 est&atilde;o presentes para fazer a caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;ciodemogr&aacute;fica da amostra. As quest&otilde;es 5, 6 e 7 fornecem dados para conhecer o planeamento da gravidez e o n&uacute;mero de filhos e as quest&otilde;es 8, 9, 10, 11, 12 e 13 permitem-nos conhecer o envolvimento do pai na gravidez. Consider&aacute;mos que os que responderam positivamente &agrave;s quest&otilde;es 8, 9,10,11,12 e 13 tinham um <i>envolvimento muito elevado</i>. Isto significa que estes pais acompanharam a gr&aacute;vida nas consultas de gravidez e auxiliaram-na em tarefas dom&eacute;sticas, pelo facto de ela estar gr&aacute;vida, acompanharam a gr&aacute;vida nos preparativos para o nascimento do beb&eacute;, frequentaram aulas de prepara&ccedil;&atilde;o para o parto, procuraram sentir o beb&eacute; a mexer, colocando a m&atilde;o na barriga da gr&aacute;vida, e leram ou procuraram obter informa&ccedil;&atilde;o sobre o beb&eacute; em desenvolvimento. Os que responderam positivamente a cinco destas quest&otilde;es tiveram um <i>envolvimento elevado</i>. Se assinalaram afirmativamente a quatro quest&otilde;es, o seu <i>envolvimento</i> foi <i>moderado</i> e se a resposta positiva foi a tr&ecirc;s ou menos perguntas o <i>envolvimento</i> foi <i>fraco</i>. No 2&ordm; momento as quest&otilde;es colocadas permitem-nos caracterizar o envolvimento do pai no parto. Cont&eacute;m tamb&eacute;m a escala <i>bonding</i> (liga&ccedil;&atilde;o) para medir o envolvimento emocional do pai com o beb&eacute;. Esta escala foi validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Figueiredo <i>et al</i>. (2005). Neste instrumento foram identificadas tr&ecirc;s subescalas: <i>bonding</i> positivo, <i>bonding</i> negativo e <i>bonding not clear</i> (n&atilde;o claro). Na escala <i>bonding</i> os itens s&atilde;o pontuados de modo a que quanto mais presente a emo&ccedil;&atilde;o em causa, mais elevado &eacute; o resultado. O resultado total &eacute; obtido pela subtra&ccedil;&atilde;o do resultado das subescalas <i>bonding</i> negativo e <i>bonding not clear</i> ao resultado da subescala <i>bonding</i> positivo e &eacute; tanto mais elevado quanto melhor o <i>bonding</i> dos pais.</p>     <p>Para o tratamento estat&iacute;stico dos dados foi utilizado o programa <i>Statistical Package for Social Sciences</i> - 19.0, utilizando a estat&iacute;stica descritiva e anal&iacute;tica. A distribui&ccedil;&atilde;o dos dados da nossa vari&aacute;vel dependente n&atilde;o &eacute; normal, pelo que opt&aacute;mos por utilizar testes n&atilde;o param&eacute;tricos.</p>     <p>&nbsp;</p>			     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os pais que constituem a amostra t&ecirc;m entre 17 e 51 anos, sendo a m&eacute;dia de idades de 32,1 anos. No que se refere ao envolvimento na gravidez, constat&aacute;mos que 88,3% dos pais acompanharam a gr&aacute;vida nas consultas de vigil&acirc;ncia da gravidez, 96,4% auxiliaram a futura m&atilde;e do beb&eacute; em tarefas dom&eacute;sticas, pelo facto de ela estar gr&aacute;vida, 94,6% acompanharam a gr&aacute;vida nos preparativos para o nascimento do beb&eacute;, 20,3% frequentaram aulas de prepara&ccedil;&atilde;o para o parto, todos os pais desta amostra procuraram sentir o beb&eacute; a mexer colocando a m&atilde;o na barriga da gr&aacute;vida e 86,5% leram ou procuraram obter informa&ccedil;&atilde;o sobre o beb&eacute; em desenvolvimento.</p>     <p>Verific&aacute;mos que foi oferecida a oportunidade de cortar o cord&atilde;o umbilical a 32,9% dos pais da amostra. Do total da amostra, 19,8% cortaram-no e 55,4% pretendiam cort&aacute;-lo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ap&oacute;s o parto foi oferecida a oportunidade de ajudar a cuidar do filho a 87,8% dos pais, tendo ajudado a cuidar 86,0%. Verific&aacute;mos que 94,6% dos pais pretendiam ajudar a cuidar do seu filho.</p>     <p>O Teste de Kruskal Wallis revelou diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (qui-quadrado=11,229; p=0,024) ao n&iacute;vel do score do bonding total, em fun&ccedil;&atilde;o dos grupos et&aacute;rios considerados. Pela an&aacute;lise do quadro 1, observamos que a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute; &eacute; menor quando a idade &eacute; inferior a 25 anos ou superior a 40 anos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 1 – Teste de Kruskal Wallis relacionando o <i>bonding</i> e suas subescalas com os grupos et&aacute;rios</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a06q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise do quadro 2 verificamos que os pais que acompanharam a gr&aacute;vida &agrave;s consultas de vigil&acirc;ncia da gravidez apresentam valores de <i>bonding</i> mais elevados, sendo a diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (p=0,011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 2 – Teste U de Mann-Whitney relacionando o <i>Bonding</i> e suas subescalas com o acompanhamento da gr&aacute;vida nas consultas de vigil&acirc;ncia de gravidez</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a06q2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>				     <p>Mediante a observa&ccedil;&atilde;o do quadro 3, constatamos que existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (p=0,046; p=0,013) a n&iacute;vel da pontua&ccedil;&atilde;o de <i>bonding</i> negativo e <i>bonding not clear</i> e bastante significativas (p=0,002) no <i>bonding</i> total entre o grupo de pais que acompanharam a gr&aacute;vida nos preparativos para o nascimento do beb&eacute; e os que n&atilde;o fizeram este acompanhamento, sendo que o valor de <i>bonding</i> total &eacute; superior naqueles que acompanharam a gr&aacute;vida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 3 – Teste U de Mann-Whitney relacionando o <i>Bonding</i> e suas subescalas com o acompanhamento da gr&aacute;vida nos preparativos para o nascimento do beb&eacute;</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a06q3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Pela an&aacute;lise do quadro 4, verificamos que existem diferen&ccedil;as estatisticamente bastante significativas (p=0,006) ao n&iacute;vel do score do <i>bonding</i> total, em fun&ccedil;&atilde;o dos dois grupos considerados (os que leram ou procuraram informa&ccedil;&otilde;es sobre o beb&eacute; em desenvolvimento e os que o n&atilde;o fizeram). A liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute; &eacute; maior (x&macr;= 5,83) quando o pai leu ou procurou informa&ccedil;&otilde;es sobre o beb&eacute; em desenvolvimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 4 – Teste U de Mann-Whitney relacionando o <i>Bonding</i> e suas subescalas com a Leitura ou Procura de informa&ccedil;&otilde;es sobre o beb&eacute; em desenvolvimento</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a06q4.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere ao envolvimento na gravidez, pela an&aacute;lise do quadro 5, encontramos diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas altamente significativas na subescala <i>Bonding Not Clear</i> (p=0,000) e na escala <i>Bonding</i> (p=0,000). Verificamos tamb&eacute;m que o valor de <i>Bonding</i> total aumenta &agrave; medida que o envolvimento na gravidez aumenta, ou seja, os pais que se envolveram mais na gravidez apresentam uma maior liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 5 – Teste de Kruskal Wallis relacionando o <i>Bonding</i> e suas subescalas com o Envolvimento na gravidez</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a06q5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O Teste de Mann-Whitney revelou diferen&ccedil;as estatisticamente bastante significativas (p=0,001) ao n&iacute;vel do score do <i>bonding</i> total, em fun&ccedil;&atilde;o dos grupos considerados. Pela an&aacute;lise do quadro 6, verificamos que os pais que cortaram o cord&atilde;o umbilical t&ecirc;m um score de <i>bonding</i> total superior.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 6 – Teste U de Mann-Whitney relacionando o <i>Bonding</i> e suas subescalas com o Corte do cord&atilde;o umbilical</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a06q6.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Verificamos ainda, pela observa&ccedil;&atilde;o do quadro 7, que existem diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas altamente significativas entre os valores de <i>bonding</i> obtidos nos tr&ecirc;s momentos de aplica&ccedil;&atilde;o da escala. De acordo com o score de <i>bonding</i> obtido, constat&aacute;mos que existe uma evolu&ccedil;&atilde;o crescente do 1&ordm; para o 3&ordm; momento, o que se traduz por um aumento na liga&ccedil;&atilde;o emocional entre o pai e o filho.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 7 – Teste de Friedman relacionando o <i>Bonding</i> nos 3 momentos de aplica&ccedil;&atilde;o da escala</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a06q7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>No que se refere ao n&iacute;vel de envolvimento na gravidez, 18% dos pais apresentaram um envolvimento muito elevado, 55,9% tiveram um envolvimento elevado, 20,7% mostraram um envolvimento moderado e 5,4% apresentaram um envolvimento fraco. Estes resultados s&atilde;o semelhantes aos encontrados por Martin <i>et al</i>. (2007), que realizaram um estudo nacional nos Estados Unidos da Am&eacute;rica representativo das crian&ccedil;as nascidas em 2001. Os autores verificaram que 83,2% dos pais estiveram envolvidos na gravidez da esposa.</p>     <p>Relativamente ao envolvimento no parto, verific&aacute;mos que foi oferecida a oportunidade de cortar o cord&atilde;o umbilical a 32,9% dos pais da amostra, 19,8% do total da amostra cortaram-no e 55,4% pretendiam cort&aacute;-lo. A percentagem de pais que cortaram o cord&atilde;o umbilical foi inferior &agrave; encontrada por Pereira (2009) num estudo efetuado num Hospital Portugu&ecirc;s, em que verificou que 28,1% dos pais inquiridos cortaram o cord&atilde;o umbilical, ou por Brand&atilde;o (2009) que, tamb&eacute;m numa maternidade Portuguesa, encontrou uma percentagem superior de pais a cortarem o cord&atilde;o umbilical (42,0%). Este resultado pode estar relacionado com o facto de o profissional que executa o parto ainda n&atilde;o estar consciente da import&acirc;ncia que este ato pode ter para o pai e para a sua liga&ccedil;&atilde;o emocional com o rec&eacute;m-nascido. J&aacute; no que se refere &agrave; oportunidade de ajudar a cuidar do filho, foi oferecida essa oportunidade a 87,8% dos pais, tendo ajudado a cuidar 86,0%. Estes valores s&atilde;o muito superiores aos encontrados por Pereira (2009). No seu estudo nenhum pai ajudou a vestir o filho e apenas 3,1% colaboraram na coloca&ccedil;&atilde;o da fralda. Este autor aponta o facto de os cuidados imediatos serem realizados numa sala longe do campo visual dos pais, para justificar a baixa percentagem de pais que vestiram o beb&eacute; ou colocaram a fralda. De facto, as condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas parecem ser determinantes. No Hospital onde foi realizado o presente estudo os cuidados imediatos s&atilde;o realizados no quarto onde decorre o parto. Quando este &eacute; por cesariana, o beb&eacute; &eacute; vestido na enfermaria com a possibilidade de o pai estar presente e participar.</p>     <p>Ap&oacute;s a an&aacute;lise inferencial dos dados verific&aacute;mos que a idade (p=0,024) influencia a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute;, sendo menor quando a idade &eacute; inferior a 25 anos ou superior a 40 anos. Estes dados est&atilde;o de acordo com a literatura consultada, uma vez que Gomez e Leal (2007) reportaram um decr&eacute;scimo no n&iacute;vel de envolvimento com o aumento da idade dos progenitores. Relativamente &agrave; escolaridade n&atilde;o foi encontrada rela&ccedil;&atilde;o com a vari&aacute;vel dependente. Para Martin <i>et al</i>. (2007), os pais com maior n&iacute;vel de escolaridade envolvem-se mais na gravidez, aumentando assim a liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute;. Na amostra em estudo verifica-se que a grande maioria dos pais (79,3) tem um bom n&iacute;vel de escolaridade e apenas 3,6% tem o 1&ordm; ciclo, pelo que, provavelmente, esta homogeneidade dificultou o estabelecimento de rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis. Relativamente &agrave; 2&ordf; hip&oacute;tese verific&aacute;mos que n&atilde;o existe rela&ccedil;&atilde;o entre o planeamento da gravidez e a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute; (p=0,699). Contudo, ao analisar as subescalas, verifica-se que para a subescala <i>Bonding</i> negativo existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (p=0,015), ou seja, o <i>Bonding</i> Negativo &eacute; maior nos pais que n&atilde;o planearam a gravidez. Isto significa que nestes a liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute; &eacute; menor. Lafuente e Aparici (2009) e Martin <i>et al</i>. (2007) tamb&eacute;m indicam que a n&atilde;o planifica&ccedil;&atilde;o da gravidez &eacute; um fator dificultador da vincula&ccedil;&atilde;o do pai com o beb&eacute;. No que concerne ao n&uacute;mero de filhos, n&atilde;o foi encontrada rela&ccedil;&atilde;o com a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute; (p=0,227). A literatura aponta para a exist&ecirc;ncia desta rela&ccedil;&atilde;o e para a exist&ecirc;ncia de maior dificuldade na vincula&ccedil;&atilde;o quando existe um n&uacute;mero elevado de filhos. Por outro lado quando o pai aguarda o nascimento do 1&ordm; filho, parece ter uma maior liga&ccedil;&atilde;o emocional (Martin <i>et al</i>., 2007; Gomez e Leal, 2007; Lafuente e Aparici, 2009). Apesar de n&atilde;o terem sido encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, o valor de <i>Bonding</i> vai diminuindo conforme o n&uacute;mero de filhos aumenta (5,87 quando aguardam a chegada do 1&ordm; filho e 4,60 quando esperam o 4&ordm; filho). Na nossa opini&atilde;o o facto de 91,9% dos pais aguardarem o nascimento do 1&ordm; ou 2&ordm; filho dificultou o estabelecimento de rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis. No que se refere &agrave; 3&ordf; hip&oacute;tese - <i>A liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute; &eacute; influenciada pelo seu envolvimento na gravidez, constat&aacute;mos que o acompanhamento da gr&aacute;vida nas consultas de vigil&acirc;ncia de gravidez (p=0,011), o acompanhamento da gr&aacute;vida nos preparativos para o nascimento do beb&eacute; (p=0,002) e ler ou procurar informa&ccedil;&otilde;es sobre o beb&eacute; em desenvolvimento</i> (p=0,006) influencia positivamente a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute;. Verific&aacute;mos, ainda, que quanto maior &eacute; o n&iacute;vel de envolvimento do pai na gravidez, maior a sua liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute; (p=0,000). Estes resultados est&atilde;o de acordo com os autores consultados, uma vez que, segundo estes, o pai envolve-se na gravidez quando ajuda a gr&aacute;vida nas tarefas realizadas durante a mesma e este envolvimento aumenta a vincula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal (Brazelton e Cramer, 2007; (Heinowitz, 2005; Lafuente e Aparici, 2009). Constat&aacute;mos que os pais que cortaram o cord&atilde;o umbilical t&ecirc;m uma maior liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute;. Este resultado vai ao encontro do estudo realizado por Brand&atilde;o (2009), no qual utilizou a mesma escala para medir a liga&ccedil;&atilde;o emocional entre o pai e o filho. Relativamente ao facto de o pai ajudar a cuidar do beb&eacute; ap&oacute;s o parto, no presente estudo n&atilde;o foi encontrada rela&ccedil;&atilde;o com a liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute;. Este resultado &eacute; contr&aacute;rio &agrave; literatura consultada, o que se deve, na nossa opini&atilde;o, ao facto de os pais poderem estar presentes quando s&atilde;o prestados os cuidados imediatos ao rec&eacute;m-nascido (na sala de partos ou na enfermaria) e, dessa forma, embora respondam que n&atilde;o ajudaram a cuidar do seu filho, estiveram presentes, viram-no a ser vestido, possivelmente tocaram-lhe ou pegaram nele ao colo, logo interagiram com ele promovendo a vincula&ccedil;&atilde;o. Esta realidade manifestou-se, desta forma, como uma limita&ccedil;&atilde;o no estudo desta vari&aacute;vel. No que se refere &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da liga&ccedil;&atilde;o emocional entre o pai e o beb&eacute; encontr&aacute;mos rela&ccedil;&atilde;o entre a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute; na gravidez e a sua liga&ccedil;&atilde;o emocional no 1&ordm; dia e no 3&ordm; dia ap&oacute;s o parto. De acordo com o valor de <i>Bonding</i> obtido, constat&aacute;mos que existe uma evolu&ccedil;&atilde;o crescente do 1&ordm; (5,68) para o 3&ordm; momento (6,87), o que se traduz por um aumento na liga&ccedil;&atilde;o emocional entre o pai e o filho. Este resultado &eacute; coincidente com a opini&atilde;o dos autores consultados. Para Figueiredo e Costa (2009) a liga&ccedil;&atilde;o emocional do pai com o beb&eacute; &eacute; um processo que se inicia logo desde o in&iacute;cio da gravidez e que de acordo com Lafuente e Aparici (2009) evolui com o nascimento do beb&eacute;, nas primeiras horas e dias de vida, sendo seguida pela denominada sincroniza&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-natal (primeiros anos de vida da crian&ccedil;a). De acordo com Gomez e Leal (2007) existe um aumento da vincula&ccedil;&atilde;o &agrave; medida que a gravidez avan&ccedil;a e uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre o n&iacute;vel de envolvimento no final da gravidez e a intensidade de envolvimento paterno depois do nascimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es deste estudo, a principal prende-se com o tipo de amostra utilizada, na medida em que era n&atilde;o probabil&iacute;stica por conveni&ecirc;ncia, pelo que os resultados n&atilde;o podem ser generalizados para a popula&ccedil;&atilde;o em geral. Apesar disto, &eacute; relevante verificar que os resultados foram, de uma forma geral, ao encontro da literatura revista.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados apontam para uma melhoria na liga&ccedil;&atilde;o afetiva entre o pai e o beb&eacute; se os profissionais de sa&uacute;de promoverem o envolvimento do pai na gravidez, nomeadamente atrav&eacute;s:</p>     <p>do acompanhamento da gr&aacute;vida &agrave;s consultas de vigil&acirc;ncia da gravidez;</p>     <p>nos preparativos para o nascimento do beb&eacute;;</p>     <p>na leitura de informa&ccedil;&atilde;o sobre o beb&eacute; em desenvolvimento.</p>     <p>O envolvimento do pai no parto, estando atento &agrave;s suas expectativas e proporcionando o corte do cord&atilde;o umbilical, tamb&eacute;m parece influenciar positivamente a sua liga&ccedil;&atilde;o emocional com o beb&eacute;.</p>     <p>Consideramos que ao dar resposta ao nosso problema inicial constru&iacute;mos conhecimento cient&iacute;fico na disciplina de enfermagem e podemos afirmar, para a popula&ccedil;&atilde;o estudada, algumas atitudes que promovem a liga&ccedil;&atilde;o emocional entre o pai e o beb&eacute;. As conclus&otilde;es do trabalho tamb&eacute;m fornecem informa&ccedil;&atilde;o pertinente para os profissionais de sa&uacute;de que exercem fun&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea (M&eacute;dicos Obstetras e Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de sa&uacute;de Materna Obst&eacute;trica e Ginecol&oacute;gica) e para os profissionais que ocupam &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o para a tomada de decis&otilde;es fundamentadas. Assim gostar&iacute;amos de deixar as seguintes sugest&otilde;es:</p>     <p>Promo&ccedil;&atilde;o do envolvimento do pai na gravidez, atrav&eacute;s de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de baseada na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, nas consultas de vigil&acirc;ncia da gravidez, nas sess&otilde;es de prepara&ccedil;&atilde;o para o parto ou noutros contextos adequados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Promo&ccedil;&atilde;o do envolvimento do pai no parto, nomeadamente atrav&eacute;s da sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de, que prestam cuidados &agrave;s parturientes/casais, para estarem despertos para as expectativas do pai e proporcionarem o corte do cord&atilde;o umbilical, se poss&iacute;vel;</p>     <p>Realiza&ccedil;&atilde;o de uma investiga&ccedil;&atilde;o com uma amostra representativa da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, confrontando os resultados obtidos com os do nosso estudo;</p>     <p>Em suma, aumentando o envolvimento do pai na gravidez e no parto, atendendo sempre &agrave; especificidade de cada pai e &agrave;s suas expectativas, &eacute; poss&iacute;vel melhorar a liga&ccedil;&atilde;o emocional entre este e o beb&eacute; com repercuss&otilde;es positivas para ambos, para o casal e para a sociedade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>BRAND&Atilde;O, S&oacute;nia Maria Pereira de Azevedo (2009) - Envolvimento emocional do pai com o beb&eacute;: impacto da experi&ecirc;ncia de parto [Em linha]. Porto : Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar. [Consult. 1 Mar. 2011]. Tese de mestrado. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/16151" target="_blank">http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/16151</a>.</p>     <p>BRAZELTON, Berry ; CRAMER, Bertrand (2007) - A rela&ccedil;&atilde;o mais precoce: os pais, os beb&eacute;s e a interac&ccedil;&atilde;o precoce. Lisboa : Terramar.</p>     <p>DECRETO-LEI n&ordm; 14/85.D.R. I S&eacute;rie.153 (85-07-06) 1874-1874.</p>     <p>DRAPER, J. (2002) - Men&acute;s experience of pregnancy confirmation. Journal of Advanced Nursing [Em linha]. Vol. 39, n&ordm; 6, p. 563-570 [Consult. 8 Jan. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://oro.open.ac.uk/10830/1/It’s_the_first_scientific_evidence.pdf" target="_blank">http://oro.open.ac.uk/10830/1/It’s_the_first_scientific_evidence.pdf</a>.</p>     <p>ERLANDSSON, Kerstin (2007) – Care of the newborn infant during maternal-infant separation: the father as primary caregiver immediately after birth and the mother&acute;s experiences of separation and later reunion with the infant [Em linha]. Stockholm :Karolinska Institute. [Consult. 20 Jun. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://diss.kib.ki.se/2007/978-91-7357-373-3/thesis.pdf" target="_blank">http://diss.kib.ki.se/2007/978-91-7357-373-3/thesis.pdf</a> .</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FIGUEIREDO, B. [et al.] (2005) - Bonding: escala para avaliar o envolvimento emocional dos pais com o beb&eacute;. Psychologica. Vol. 40, p. 133-154.</p>     <p>FIGUEIREDO, B. ; COSTA, R. (2009) - Mother&acute;s stress, mood and emotional involvement with the infant: 3 months before and 3 months after childbirth. Archives of Women&acute;s Mental Health. Vol. 12, n&ordm; 3, p. 143-153.</p>     <p>FONSECA, P. ; TABORDA, J. (2007) - Paternidade: passado, presente e futuro. Atlas psico: A Revista do Psic&oacute;logo. N&ordm; 5, p. 14-23.</p>     <p>GENESONI, Lucia ; TALLANDINI, Maria Anna (2009) - Men’s psychological transition to fatherhood: ananalysis of the literature, 1989–2008. Birth. Vol. 36, n&ordm; 4, p. 305-317.</p>     <p>GOMEZ, Rita ; LEAL Isabel (2007) - Vincula&ccedil;&atilde;o parental durante a gravidez: vers&atilde;o portuguesa da forma materna e paterna da antenatal emotional attachment scale. Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as. Vol. 8, n&ordm; 2, p. 153-165.</p>     <p>HEINOWITZ, Jack (2005) - Pais gr&aacute;vidos: a experi&ecirc;ncia da gravidez do ponto de vista dos maridos. S&atilde;o Paulo : Cultrix.</p>     <p>LAFUENTE, Maria Josefa; APARICI, Maria &Aacute;ngeles (2009) – Papel del padre durante el embarazo y el parto. Barcelona : Mayo Ediciones.</p>     <p>LOPES, M. S. O. C. ; CATARINO, Helena ; DIXE, M. Anjos (2010) - Parentalidade positiva e enfermagem: revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, n&ordm; 1, p. 109-118.</p>     <p>MARTIN, L. T. [et al.] (2007) – The effects of father involvement during pregnancy on receipt of prenatal care and maternal smoking. Maternal and Child Health Journal [Em linha]. Vol. 11, n&ordm; 6, p. 595-602 [Consult. 18 Dez. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.childtrends.org/Files//Child_Trends-2007_03_31_SP_PregnancyHealth.pdf" target="_blank">http://www.childtrends.org/Files//Child_Trends-2007_03_31_SP_PregnancyHealth.pdf</a>.</p>     <p>MARTINS, Andreia [et al.] (2006) – A viv&ecirc;ncia do pai na sala de partos: perspectiva do acompanhante. Revista da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras. N&ordm; 7, p. 43-46.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MAZZIERI, S&iacute;lvia Patr&iacute;cia Madureira ; HOGA, Luiza Akiko Komura (2006) – Participa&ccedil;&atilde;o do pai no nascimento e parto: revis&atilde;o da literatura. REME: Revista Mineira de Enfermagem [Em linha]. Vol. 10, n&ordm; 2, p. 166-170. [Consult. 6 Dez. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.enf.ufmg.br/site_novo/modules/mastop_publish/files/files_4c1226cccbe9c.pdf" target="blank">http://www.enf.ufmg.br/site_novo/modules/mastop_publish/files/files_4c1226cccbe9c.pdf</a>.</p>     <p>PEREIRA, Maria Arminda Rodrigues Alves (2009) - O primeiro contacto pai-beb&eacute;: um olhar sobre as pr&aacute;ticas de enfermagem [Em linha]. Porto: Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar. [Consult. 20 Mar. 2011]. Tese de mestrado. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/20151" target="_blank">http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/20151</a>.</p>     <p>SAMORINHA, Catarina ; FIGUEIREDO, B&aacute;rbara ; CRUZ, Jos&eacute; Matos (2009) - Vincula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal e ansiedade em m&atilde;es e pais: impacto da ecografia do 1&ordm; trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o. Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as. Vol. 10, n&ordm; 1, p. 17-29.</p>     <p>SILVERSTEIN, Louise B. ; AUERBACH, Carl F. (1999) - Deconstructing the essential father. American Psychologist. Vol. 54, n&ordm; 6, p. 397-407.</p>     <p>TOMELERI, Keli Regiane [et al.] (2007) - Eu vi o meu filho nascer: viv&ecirc;ncia dos pais na sala de partos. Revista Ga&uacute;cha Enfermagem [Em linha]. Vol. 28, n&ordm; 4, p. 497-504. [Consult. 20 Jun. 2010]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://seer.ufrgs.br/index.php/RevistaGauchadeEnfermagem/article/viewFile/3110/1716" target="_blank">http://seer.ufrgs.br/index.php/RevistaGauchadeEnfermagem/article/viewFile/3110/1716</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 17.01.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 04.04.12</p>      ]]></body><back>
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