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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Significados das ações educativas de enfermagem centradas na amamentação na perspectiva das nutrizes e familiares]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Meanings of educative nursing actions centred on breastfeeding from the perspective of breastfeeding mothers and their families]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The number of mothers who opt for artificial milk is growing. Therefore, to change this situation, strategies centred on educative aspects and forming opinions need to be developed. In this light, the intention behind this descriptive, exploratory, qualitative study was to understand the results of educative nursing actions towards breastfeeding mothers and relatives attending the breastfeeding clinic at the Federal University of Pernambuco’s Teaching Hospital in Recife-PE, Brazil. Semi-structured interviews with two guiding questions were held with eleven breastfeeding mothers and eleven family members in the aforementioned clinic. Responses underwent thematic content analysis and were interpreted in the light of the constructs developed by Paulo Freire: dialogue, problematisation and humanisation. From this analysis, four themes emerged: successful experience involving collection and care; familiar learning; empowerment of breastfeeding awareness; and instruction centred on active methodologies. The dialogic, problematisation and humanistic nursing actions, for the participants of this study, resulted in production and capture of knowledge, care, support and respect towards the learners, enabling a calm breastfeeding practice resulting from ease of breastfeeding.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El número de madres que optan por la leche artificial es creciente. Por ello, con vistas a modificar tal situación, es necesario desarrollar estrategias centradas en el aspecto educativo y formadoras de opinión. Así, el presente estudio descriptivo, exploratorio, cualitativo, tuvo por objeto comprender los significados de las acciones educativas de Enfermería para las madres y sus familiares atendidos en el ambulatorio de lactancia del Hospital das Clínicas de la Universidad Federal de Pernambuco, en Recife-PE, Brasil. Las entrevistas semiestructuradas, conducidas por dos cuestiones guía fueron realizadas con once madres y once familiares del referido ambulatorio. Los diálogos fueron sometidos a análisis de contenido temático e interpretados a la luz de los constructos de Paulo Freire: diálogo, problematización y humanización. De tal análisis emergieron cuatro temas: experiencia exitosa de la acogida y del cuidado; aprendizaje familiar; empoderamiento del conocimiento sobre la lactancia; y orientaciones centradas en metodologías activas. Las acciones de enfermería, dialógicas, problematizadoras y humanísticas significaron para los participantes del presente estudio producción y aprehensión del conocimiento, cuidado, apoyo y respeto de los saberes, proporcionando una práctica tranquila de la lactancia, centrada en la facilidad de amamantar.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[educação em saúde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Significados das a&ccedil;&otilde;es educativas de enfermagem centradas na amamenta&ccedil;&atilde;o na perspectiva das nutrizes e familiares</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Patr&iacute;cia Pereira de Queiroz</b>*; <b>Cleide Maria Pontes</b>**</p>			     <p>* Mestre em Enfermagem do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, do Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recife, PE, Brasil [<a href="mailto:patriciapereiraq@yahoo.com.br">patriciapereira@yahoo.com.br</a>].</p>     <p>** Doutora em Nutri&ccedil;&atilde;o. Professora Titular do Departamento de Enfermagem e Docente Permanente do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem do Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recife, PE, Brasil [<a href="mailto:cmpontes@hotlink.com.br">cmpontes@hotlink.com.br</a>].</p>				     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>				     <p>O n&uacute;mero de m&atilde;es que optam pelo leite artificial &eacute; crescente. Portanto, para modificar esta situa&ccedil;&atilde;o, estrat&eacute;gias centradas no aspecto educativo e formadoras de opini&otilde;es precisam ser desenvolvidas. Assim, este estudo descritivo, explorat&oacute;rio, qualitativo objetivou compreender os significados das a&ccedil;&otilde;es educativas de Enfermagem para as nutrizes e familiares atendidos no ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o do Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife-PE, Brasil. Entrevistas semiestruturadas, conduzidas por duas quest&otilde;es norteadoras, foram realizadas com onze nutrizes e onze familiares do referido ambulat&oacute;rio. As falas foram submetidas &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do tem&aacute;tica e interpretadas &agrave; luz dos constructos de Paulo Freire: di&aacute;logo, problematiza&ccedil;&atilde;o e humaniza&ccedil;&atilde;o. Desta an&aacute;lise emergiram quatro temas: experi&ecirc;ncia exitosa envolvida pelo acolhimento e cuidado; aprendizagem familiar; empoderamento do conhecimento para amamentar; e orienta&ccedil;&otilde;es centradas em metodologias ativas. As a&ccedil;&otilde;es de enfermagem, dial&oacute;gicas, problematizadoras e human&iacute;sticas significaram para os participantes deste estudo produ&ccedil;&atilde;o e apreens&atilde;o do conhecimento, cuidado, apoio e respeito aos saberes, proporcionando uma pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o tranquila envolvida pela facilidade de amamentar.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de; aleitamento materno; fam&iacute;lia; enfermagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Meanings of educative nursing actions centred on breastfeeding from the perspective of breastfeeding mothers and their families</b></p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>The number of mothers who opt for artificial milk is growing. Therefore, to change this situation, strategies centred on educative aspects and forming opinions need to be developed. In this light, the intention behind this descriptive, exploratory, qualitative study was to understand the results of educative nursing actions towards breastfeeding mothers and relatives attending the breastfeeding clinic at the Federal University of Pernambuco’s Teaching Hospital in Recife-PE, Brazil. Semi-structured interviews with two guiding questions were held with eleven breastfeeding mothers and eleven family members in the aforementioned clinic. Responses underwent thematic content analysis and were interpreted in the light of the constructs developed by Paulo Freire: dialogue, problematisation and humanisation. From this analysis, four themes emerged: successful experience involving collection and care; familiar learning; empowerment of breastfeeding awareness; and instruction centred on active methodologies. The dialogic, problematisation and humanistic nursing actions, for the participants of this study, resulted in production and capture of knowledge, care, support and respect towards the learners, enabling a calm breastfeeding practice resulting from ease of breastfeeding.</p>     <p><b>Keywords:</b> health education; breastfeeding; family; nursing.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Significados de las acciones educativas de enfermer&iacute;a centradas en la lactancia desde la perspectiva de las madres y de sus familiares</b></p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>El n&uacute;mero de madres que optan por la leche artificial es creciente. Por ello, con vistas a modificar tal situaci&oacute;n, es necesario desarrollar estrategias centradas en el aspecto educativo y formadoras de opini&oacute;n. As&iacute;, el presente estudio descriptivo, exploratorio, cualitativo, tuvo por objeto comprender los significados de las acciones educativas de Enfermer&iacute;a para las madres y sus familiares atendidos en el ambulatorio de lactancia del Hospital das Cl&iacute;nicas de la Universidad Federal de Pernambuco, en Recife-PE, Brasil. Las entrevistas semiestructuradas, conducidas por dos cuestiones gu&iacute;a fueron realizadas con once madres y once familiares del referido ambulatorio. Los di&aacute;logos fueron sometidos a an&aacute;lisis de contenido tem&aacute;tico e interpretados a la luz de los constructos de Paulo Freire: di&aacute;logo, problematizaci&oacute;n y humanizaci&oacute;n. De tal an&aacute;lisis emergieron cuatro temas: experiencia exitosa de la acogida y del cuidado; aprendizaje familiar; empoderamiento del conocimiento sobre la lactancia; y orientaciones centradas en metodolog&iacute;as activas. Las acciones de enfermer&iacute;a, dial&oacute;gicas, problematizadoras y human&iacute;sticas significaron para los participantes del presente estudio producci&oacute;n y aprehensi&oacute;n del conocimiento, cuidado, apoyo y respeto de los saberes, proporcionando una pr&aacute;ctica tranquila de la lactancia, centrada en la facilidad de amamantar.</p>     <p><b>Palabras clave:</b> educaci&oacute;n en salud; lactancia materna; familia; enfermer&iacute;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o sempre foi realizada ao longo da hist&oacute;ria, apresentando oscila&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo de dura&ccedil;&atilde;o, dependendo da &eacute;poca ou situa&ccedil;&atilde;o cultural em que se encontravam as mulheres (Galv&atilde;o e Silva, 2011). Entretanto, o n&uacute;mero de m&atilde;es que optam por f&oacute;rmulas infantis em detrimento ao leite materno &eacute; crescente ocasionando aumento da morbimortalidade infantil (Frota <i>et al</i>., 2008).</p>     <p>No Brasil, a &uacute;ltima pesquisa realizada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Brasil, 2009), revelou baixos &iacute;ndices de m&atilde;es que amamentavam conforme as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS): amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva at&eacute; os seis meses, e associada a outros alimentos at&eacute; os dois anos ou mais de vida da crian&ccedil;a (World Health Organization, 2008).</p>     <p>Esta situa&ccedil;&atilde;o pode ser consequ&ecirc;ncia da falta de informa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; mesmo de orienta&ccedil;&atilde;o inadequada dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de (Frota <i>et al</i>., 2008). Assim ser&atilde;o necess&aacute;rios esfor&ccedil;os para o alcance dos &iacute;ndices de aleitamento materno preconizados pela OMS (Venancio <i>et al</i>., 2010).</p>     <p>Nesse sentido, deve-se implementar estrat&eacute;gias centradas no aspecto educativo que desenvolvam a forma&ccedil;&atilde;o de opini&otilde;es sobre a import&acirc;ncia do aleitamento materno, visando a sua divulga&ccedil;&atilde;o de forma mais consciente (Freitas <i>et al</i>., 2008). Portanto, uma alternativa vi&aacute;vel para a obten&ccedil;&atilde;o de um processo educacional participativo, criativo e transformador voltado para a promo&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ter como base os constructos de Paulo Freire.</p>     <p>Nessa tentativa de mudan&ccedil;a de uma educa&ccedil;&atilde;o mecanicista e tecnol&oacute;gica, de car&aacute;ter informativo e formador de indiv&iacute;duos passivos, para uma educa&ccedil;&atilde;o reflexiva, libertadora e consciente, proposta por Freire, v&aacute;rias estrat&eacute;gias e campanhas s&atilde;o criadas para favorecer e estimular a pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o, como por exemplo, a implanta&ccedil;&atilde;o do ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o em um hospital escola, em Recife-PE, nordeste do Brasil.</p>     <p>Esse ambulat&oacute;rio, al&eacute;m de acolher a nutriz, tem o objetivo de desenvolver mudan&ccedil;as de atitudes do companheiro e/ou familiares, direcionadas ao apoio a mulher durante o processo da amamenta&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, a mulher e os seus familiares s&atilde;o atendidos pelos profissionais que realizam consultas na unidade hospitalar e no domic&iacute;lio desta mulher, desde o pr&eacute;-natal at&eacute; os seis meses de vida da crian&ccedil;a, centradas nos princ&iacute;pios da humaniza&ccedil;&atilde;o, encorajando o aleitamento materno, ampliando o atendimento aos atores envolvidos nesta fase de vida (Pontes, Alexandrino e Os&oacute;rio, 2009).</p>     <p>Nessas consultas s&atilde;o desenvolvidas a&ccedil;&otilde;es educativas com metodologias ativas e participativas por meio de orienta&ccedil;&otilde;es dialogadas, utilizando recursos instrumentais (v&iacute;deos, &aacute;lbum seriado, panfletos, cartazes) e t&eacute;cnicas demonstrativas (com o modelo de peito cobaia e boneca ou com a nutriz e a crian&ccedil;a). Esta maneira de assistir est&aacute; centrada na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento e valores positivos sobre a amamenta&ccedil;&atilde;o, baseada nas ideias de Paulo Freire: di&aacute;logo, problematiza&ccedil;&atilde;o e humaniza&ccedil;&atilde;o. Assim, &eacute; necess&aacute;rio que um escute o outro, levando em considera&ccedil;&atilde;o os saberes, a cultura, as experi&ecirc;ncias e as viv&ecirc;ncias da trajet&oacute;ria de vida de cada um (Brand&atilde;o, 2001).</p>     <p>Neste ambulat&oacute;rio, a fam&iacute;lia &eacute; considerada como sendo o primeiro contacto do ser humano, sua escola inicial, a qual propicia o processo de aprendizagem, influenciando e interferindo em muitas formas na vida dos sujeitos, onde os valores, cren&ccedil;as e pr&aacute;ticas s&atilde;o transmitidos e tra&ccedil;ados entre v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es (Martins e Kalinowski, 2001). O enfoque dos familiares no contexto da amamenta&ccedil;&atilde;o possibilita uma intera&ccedil;&atilde;o maior entre seus membros, o que se traduz em um apoio &agrave; nutriz e, consequentemente, na promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e apoio ao aleitamento materno (Teixeira e Nitzchke, 2008).</p>     <p>Por isso, indagamos: quais os significados das a&ccedil;&otilde;es educativas de Enfermagem para as nutrizes e familiares acompanhados no Ambulat&oacute;rio de Amamenta&ccedil;&atilde;o do Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Pernambuco?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dessa forma, destaca-se a necessidade de buscar a valoriza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es educativas de Enfermagem que favore&ccedil;am o aleitamento materno e estimulam a participa&ccedil;&atilde;o conjunta entre as nutrizes e familiares nessa pr&aacute;tica.</p>     <p>Assim, este estudo poder&aacute; contribuir na otimiza&ccedil;&atilde;o da promo&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o e na aten&ccedil;&atilde;o mais qualificada &agrave;s nutrizes e familiares. Tamb&eacute;m, poder&aacute; colaborar para mudan&ccedil;as das pr&aacute;ticas educativas, as quais devem considerar as necessidades biopsicossociais individuais e coletivas, a autonomia e a cultura, visando o envolvimento dos atores e o aumento da ades&atilde;o materna em amamentar.</p>     <p>Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi compreender os significados das a&ccedil;&otilde;es educativas de Enfermagem para as nutrizes e familiares atendidos no ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o do Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife-PE.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Estudo descritivo, explorat&oacute;rio, qualitativo, realizado com vinte e dois sujeitos, onze nutrizes e onze familiares. O n&uacute;mero de participantes foi delimitado pela satura&ccedil;&atilde;o dos dados (Polit e Beck, 2011).</p>     <p>Como crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o, a nutriz deveria ter participado no m&iacute;nimo a seis consultas de Enfermagem, seja na unidade hospitalar e/ou no domic&iacute;lio, durante o acompanhamento no ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o da referida institui&ccedil;&atilde;o. J&aacute; o familiar deveria ter acompanhado essa nutriz em pelo menos tr&ecirc;s atividades espec&iacute;ficas deste ambulat&oacute;rio, e o seu filho deveria ter a idade a partir de seis meses e um dia de vida. A op&ccedil;&atilde;o desta faixa et&aacute;ria foi fundamentada na dura&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno exclusivo recomendado pela OMS (World Health Organization, 2008) por seis meses e representa o limite de tempo de encerramento das atividades de acompanhamento. O n&uacute;mero de consultas foi estabelecido para a mulher e familiares, para que todos tivessem um per&iacute;odo m&iacute;nimo de participa&ccedil;&atilde;o nas atividades deste ambulat&oacute;rio.</p>     <p>Na coleta de dados, optou-se pela t&eacute;cnica de entrevista semiestruturada (Polit e Beck, 2011), guiada por um roteiro constitu&iacute;do por perguntas fechadas, relacionadas com a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos entrevistados, situa&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o e por duas quest&otilde;es norteadoras: O que significou para voc&ecirc; ter recebido orienta&ccedil;&otilde;es sobre amamenta&ccedil;&atilde;o durante as consultas no ambulat&oacute;rio e na sua casa? Voc&ecirc; poderia explicar como essas orienta&ccedil;&otilde;es sobre amamenta&ccedil;&atilde;o foram transmitidas tanto nas consultas no ambulat&oacute;rio quanto na sua casa?</p>     <p>Antes de proceder &agrave;s entrevistas, um estudo piloto foi realizado com tr&ecirc;s nutrizes e tr&ecirc;s familiares participantes do ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s a constata&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o desse roteiro para alcan&ccedil;ar o objetivo proposto, esses entrevistados foram inclu&iacute;dos no estudo.</p>     <p>As entrevistas foram agendadas por telefone, conforme a disponibilidade da nutriz e familiar. No per&iacute;odo de maio a setembro de 2011, ap&oacute;s a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, as entrevistas foram realizadas individualmente, no mesmo dia e em momentos diferentes, na resid&ecirc;ncia da nutriz ou do respectivo familiar, para n&atilde;o haver comunica&ccedil;&atilde;o entre eles sobre o conte&uacute;do da entrevista. A m&eacute;dia de dura&ccedil;&atilde;o da entrevista foi de 20 minutos, sendo gravada por meio de aparelho MP4 e, em seguida transcrita na &iacute;ntegra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As transcri&ccedil;&otilde;es foram validadas pelas autoras do estudo, por meio da escuta da grava&ccedil;&atilde;o, de maneira individual e separadamente, verificando a exatid&atilde;o e a precis&atilde;o dos dados transcritos (Polit e Beck, 2011). </p>     <p>As falas foram submetidas &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do, na modalidade tem&aacute;tica (Bardin, 2011), percorrendo os seguintes passos: inicialmente realizou-se leitura exaustiva e repetitiva das falas, para apreender o conte&uacute;do das entrevistas; em seguida, foram realizados recortes dos n&uacute;cleos de sentido, a unidade de significa&ccedil;&atilde;o, entendida como a ideia central em resposta a quest&atilde;o norteadora; estes n&uacute;cleos de sentido foram codificados pelas suas semelhan&ccedil;as, originando as subcategorias e estas foram reagrupadas por meio de infer&ecirc;ncia interpretativa para a constru&ccedil;&atilde;o dos temas.</p>     <p>Estes temas foram interpretados segundo os constructos da teoria de Paulo Freire: di&aacute;logo, problematiza&ccedil;&atilde;o e humaniza&ccedil;&atilde;o. O di&aacute;logo &eacute; o elemento chave onde educador e educando se aproximam e s&atilde;o sujeitos atuantes. A problematiza&ccedil;&atilde;o &eacute; a a&ccedil;&atilde;o transformadora do contexto vivido, revelando a realidade dentro de uma postura conscientizada. E a humaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; o alcance, por m&eacute;todos educativos, do respeito ao ser humano em sua totalidade (Freire, 2011).</p>     <p>Algumas dificuldades para a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo foram encontradas: alguns n&uacute;meros de telefones, para contato, j&aacute; n&atilde;o eram os mesmos que estavam dispon&iacute;veis na ficha de cadastro do ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o; adequa&ccedil;&atilde;o da disponibilidade da nutriz e de seu familiar para o mesmo dia, para a realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas. Estas limita&ccedil;&otilde;es n&atilde;o impediram o desenvolvimento do estudo, por&eacute;m, aumentou o per&iacute;odo da coleta dos dados.</p>     <p>Este estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Centro de Ci&ecirc;ncias de Sa&uacute;de da Universidade Federal de Pernambuco, protocolo de Certifica&ccedil;&atilde;o de Aprecia&ccedil;&atilde;o da Avalia&ccedil;&atilde;o &Eacute;tica (CAAE) n&ordm; 0086.0.172.000-11. E para garantir os preceitos da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de, foram adotadas as palavras nutriz e familiar com a denomina&ccedil;&atilde;o do parentesco (av&oacute;, sogra, entre outros), seguidas de n&uacute;meros (1 a 11), conforme a ordem de realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista, possibilitando correlacionar a nutriz e seu respectivo familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A faixa et&aacute;ria variou entre 16 e 35 anos de idade para as nutrizes, 19 a 61 anos para os familiares e 11 a 20 meses para as crian&ccedil;as. O grau de parentesco familiar em destaque foi o companheiro seguido da m&atilde;e da nutriz. Sete nutrizes cursaram o ensino m&eacute;dio, mas somente quatro delas o conclu&iacute;ram, enquanto quatro n&atilde;o terminaram o ensino fundamental. J&aacute; na escolaridade do familiar, o ensino m&eacute;dio incompleto foi predominante. As ocupa&ccedil;&otilde;es dos familiares eram bastante diversificadas, enquanto sete nutrizes realizavam as tarefas dom&eacute;sticas da sua pr&oacute;pria casa. Houve predomin&acirc;ncia entre dois e quatro sal&aacute;rios m&iacute;nimos vigente no Brasil (R$ 622,00) para a renda familiar dos participantes. Com exce&ccedil;&atilde;o de duas nutrizes entrevistadas, as quais eram solteiras, todas as outras mantinham uni&atilde;o est&aacute;vel, o que predominou tamb&eacute;m entre os familiares. Quanto ao tempo de amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva, apenas quatro nutrizes conseguiram manter at&eacute; o sexto m&ecirc;s de vida do filho, no entanto, seis ainda continuavam amamentando o seu filho no momento da entrevista. A participa&ccedil;&atilde;o das nutrizes nas consultas de Enfermagem, no hospital, variou de quatro a seis vezes, e nas visitas domiciliares, de seis a oito vezes. Seus familiares estiveram presentes, predominantemente, em torno de seis vezes nas visitas domiciliares.</p>     <p>Das falas dos vinte e dois entrevistados emergiram quatro temas: Experi&ecirc;ncia exitosa envolvida pelo acolhimento e cuidado; Aprendizagem familiar; Empoderamento do conhecimento para amamentar; Orienta&ccedil;&otilde;es centradas em metodologias ativas. As subcategorias que originaram estes temas est&atilde;o descritas no quadro 1, conforme as orienta&ccedil;&otilde;es de Bardin (2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quadro 1 – Categorias e subcategorias de an&aacute;lise emergidas das falas dos participantes do estudo</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a10q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Tema 1 - Experi&ecirc;ncia exitosa envolvida pelo acolhimento e cuidado</b></p>     <p>Os participantes do estudo vivenciaram sentimentos positivos ao receber as orienta&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o, seja nas consultas de Enfermagem ou nas visitas domiciliares, durante acompanhamento no ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o: “Foi &oacute;timo, foi uma experi&ecirc;ncia.” (Nutriz 1); “Eu mesma adorei, achei &oacute;timo. Foi bem proveitoso, mesmo eu j&aacute; sendo m&atilde;e, at&eacute; que eu ainda aprendi.” (Familiar/sogra 5); “Foi muito bom, foi &oacute;timo, gostei muito mesmo, nota dez.” (Familiar/av&oacute; 7); “Para mim foi &oacute;timo, porque a gente receber orienta&ccedil;&atilde;o de pessoas capacitadas &eacute; um privil&eacute;gio, eu n&atilde;o tenho plano de sa&uacute;de e me ajudou muito receber isso de um servi&ccedil;o p&uacute;blico (...) ” (Nutriz 8).</p>     <p>Nessa teia de sentimentos positivos, parte das nutrizes revelou a import&acirc;ncia dessas orienta&ccedil;&otilde;es em suas vidas, o que levou a se considerar diferente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras pessoas, e at&eacute; mesmo, guardar essa boa experi&ecirc;ncia em suas lembran&ccedil;as para o resto da vida: “Achei muito importante, e me achei muito bem informada, me senti diferente dos outros hospitais que n&atilde;o tem acompanhamento (...) ” (Nutriz 4); “Eu achei essencial para mim, em tudo, tudo que eles (equipe do ambulat&oacute;rio) me ensinaram assim, eu acho que eu vou guardar isso para o resto da minha vida, uma experi&ecirc;ncia muito boa.” (Nutriz 10).</p>     <p>Ainda, embalados por sentimentos positivos, alguns participantes consideraram o acompanhamento no ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o como algo inovador, surpreendente e que fez toda a diferen&ccedil;a: “ (...) para mim, uma coisa desconhecida, que eu achava que n&atilde;o existia esse outro lado do acompanhamento (...) est&aacute; de parab&eacute;ns, porque al&eacute;m de ter esse novo acesso de tratamento, sempre escolheu boas pessoas (...) ” (Familiar/m&atilde;e 10); “ (...) ela (enfermeira) veio aqui, para mim foi uma surpresa, eu n&atilde;o sabia n&atilde;o que vinha em casa!” (Nutriz 2); “(...) as informa&ccedil;&otilde;es fizeram muita diferen&ccedil;a, tirou aquele estresse, ajudou muito (...)” (Familiar/companheiro 8).</p>     <p>Essa diferen&ccedil;a revelada pelos participantes desse estudo tamb&eacute;m foi percebida na preven&ccedil;&atilde;o e transposi&ccedil;&atilde;o dos obst&aacute;culos envoltos pela dor e sofrimento, durante o processo da amamenta&ccedil;&atilde;o: “Me ajudou bastante a aprender mais como amamentar, eu estava dando de forma errada, a&iacute; (...) me ajudou at&eacute; tamb&eacute;m a n&atilde;o me machucar.” (Nutriz 9); “ (...) o mau jeito que ele (crian&ccedil;a) estava pegando, estava doendo, ele estava pegando s&oacute; no bico (...) A&iacute; quando ela (enfermeira) veio que me ensinou tudo direitinho, parou de doer.” (Nutriz 6); “Eu que sou homem enfrentei a amamenta&ccedil;&atilde;o muito melhor depois da ajuda dela (enfermeira).” (Familiar/companheiro 8).</p>     <p>Percebe-se, tamb&eacute;m, que nesta experi&ecirc;ncia bem-sucedida os participantes foram bem cuidados e acolhidos com carinho pela equipa de Enfermagem, ao receber orienta&ccedil;&otilde;es sobre a pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o durante o acompanhamento no ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o: “Ela (enfermeira) vinha todo m&ecirc;s, me orientava mais, eu me sentia mais cuidada sabe? Saber que todo m&ecirc;s vem algu&eacute;m querer saber do seu filho, eu gostei por isso, todo m&ecirc;s ela vinha, procurava saber como ele estava, se ele estava mamando direitinho, se eu estava mal em alguma coisa, meu peito (...) ” (Nutriz 6); “Me senti muito amparada (...) foram muito atenciosos comigo, muito, muito, muito atenciosos (...) eles (equipe do ambulat&oacute;rio) t&ecirc;m um carinho enorme com a gente, acolhem muito bem, eu n&atilde;o tinha a m&iacute;nima no&ccedil;&atilde;o de como era amamentar uma crian&ccedil;a, dar o peito e tudo, ent&atilde;o &eacute; muito v&aacute;lido.” (Nutriz 11); “A menina (enfermeira) l&aacute; trata a pessoa bem, explicou direitinho (...) ”. (Familiar/companheiro 4); “Olhe o atendimento dela (enfermeira) com a menina (neta) aqui foi &oacute;timo, n&atilde;o poderia ser melhor, gostei muito, muito atenciosos, explicava tudo direitinho, foi um bom acompanhamento para ela (neta) (...) ” (Familiar/av&oacute; 7); “ (...) eu achei excelente, tanto assim as explica&ccedil;&otilde;es que disseram, pessoas (equipe do ambulat&oacute;rio) bem orientadas, simp&aacute;ticas, assim, muito paciente quando eu n&atilde;o sabia, n&atilde;o entendia, eu perguntava, eles (equipe do ambulat&oacute;rio) explicavam de novo (...) ” (Familiar/m&atilde;e 10); “ (...) a aten&ccedil;&atilde;o que ela (enfermeira) teve com a gente aqui, ligava sempre para a gente, ela chegava perto da fam&iacute;lia (...) e de ter ajudado (...) acompanhou meu beb&ecirc; (...) ela (enfermeira) foi muito legal com a gente trazendo o conhecimento aqui (...) ” (Familiar/companheiro 11).</p>     <p><b>Tema 2 - Aprendizagem familiar</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As orienta&ccedil;&otilde;es fornecidas durante o acompanhamento no ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o proporcionaram aos participantes, deste estudo, uma aprendizagem cont&iacute;nua, em qualidade e quantidade, para si mesmo e para a fam&iacute;lia: “ (...) a gente aprendeu mais (...) ” (Familiar/sogra 5); “ (...) foi bom tamb&eacute;m, eu aprendi mais tamb&eacute;m, junto com ela (nora).” (Familiar/sogra 6); “Porque orienta a gente de tudo, de coisas que a gente n&atilde;o sabe (...) coisas que a gente fazia que n&atilde;o era certo, ent&atilde;o ela (enfermeira) nos orientou (...) ” (Familiar/av&oacute; 7); “ (...) voc&ecirc; est&aacute; sempre comunicando, sempre aprendendo mais alguma coisa, porque voc&ecirc; sabe, cada dia que passa tem mais uma novidade, mais alguma coisa (...) ” (Familiar/m&atilde;e 9); “Tinha coisas que eu n&atilde;o sabia e ela (enfermeira) foi falando (...) ” (Familiar/companheiro 11).</p>     <p>A partir dessa aprendizagem, alguns sujeitos relataram que puderam repassar para outras pessoas, os ensinamentos voltados &agrave; pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o: “Foi mais uma coisa que eu aprendi mais do que eu j&aacute; tinha esquecido do meu tempo, a&iacute; depois dela (nora) eu fui podendo aprender mais coisa, logo depois veio minha menina tamb&eacute;m a&iacute; eu tive como explicar a ela (filha) alguma coisa (...) ” (Familiar/sogra 6); “ (...) duas amigas minhas engravidaram, uma j&aacute; teve nen&eacute;m e outra est&aacute; gr&aacute;vida de sete meses, repassei panfletos, revistas, o que eu aprendi (...)” (Nutriz 11).</p>     <p>Por&eacute;m, nesse contexto do conhecimento adquirido, chamou &agrave; aten&ccedil;&atilde;o que um &uacute;nico participante n&atilde;o mencionou o termo aprendizado em suas falas, referindo que o acompanhamento fornecido levou a ades&atilde;o na pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva por parte da nutriz, sua filha, trazendo benef&iacute;cios apenas para a mesma, por consider&aacute;-la muito pregui&ccedil;osa: “Bom para ela (filha), porque para mim (...) porque ela (filha) &eacute; muito pregui&ccedil;osa. Para ela (filha) fazer uma comida &eacute; que ia ser mais complicado, que ela (filha) n&atilde;o sabe fazer nada mesmo, a&iacute; s&oacute; o peito foi &oacute;timo para ela (filha) ter dado peito para ele.” (Familiar/m&atilde;e 1).</p>     <p><b>Tema 3 - Empoderamento do conhecimento para amamentar</b></p>     <p>A apropria&ccedil;&atilde;o do conhecimento das orienta&ccedil;&otilde;es recebidas impulsionou as nutrizes em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia da amamenta&ccedil;&atilde;o e ao aumento da compet&ecirc;ncia para incorporar um comportamento desejado, resultando em amamentar corretamente com facilidade, coragem e tranquilidade: “Porque eu n&atilde;o saberia amamentar t&atilde;o direitinho do jeito que elas (equipe do ambulat&oacute;rio) me explicaram entendeu?” (Nutriz 6); “ (...) eu n&atilde;o tive dificuldade nem quando eu fui amamentar, o pessoal fala muito que seio (...), racha e tem mulher que realmente tem problema (...) eu me sentir a vontade, quando chegava a hora de amamentar ela (crian&ccedil;a), eu ficava bem tranquila” (Nutriz 10); “ (...) quando tive meu filho eu n&atilde;o fiquei aquela m&atilde;e apreensiva e com medo, eu j&aacute; sabia como lidar com aquilo, com a quest&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o, como ele devia pegar direitinho, ai n&atilde;o tive problema com isso (...) depois de voc&ecirc; est&aacute; instru&iacute;da a saber qual &eacute; a forma que seu beb&ecirc; deve pegar no peito pronto, n&atilde;o tem peito que n&atilde;o saia leite, todos v&atilde;o encher e encher cada vez mais de leite, n&atilde;o tem esse que n&atilde;o saia n&atilde;o (...)” (Nutriz 11).</p>     <p><b>Tema 4 - Orienta&ccedil;&otilde;es centradas em metodologias ativas</b></p>     <p>Durante o acompanhamento, as orienta&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o foram fornecidas no di&aacute;logo, em grupo ou de forma individualizada, esclarecendo as d&uacute;vidas e trazendo exemplos de outras m&atilde;es: “Ah, era mais um di&aacute;logo com a gente (...) ” (Familiar/companheiro 3); “Ah, foi uma palestra (...) Ela (enfermeira) passou muita informa&ccedil;&atilde;o falando, conversando (...) ” (Familiar/companheiro 8); “ (...) tinha tamb&eacute;m perguntas para responder no papelzinho e fazia um debate com as perguntas e respostas (...) perguntavam as coisas as m&atilde;es mais experientes para ver se estavam certas ou n&atilde;o, de forma que n&atilde;o chateassem elas (...) ” (Nutriz 11); “Ela (enfermeira) vinha e fazia perguntas, perguntava como ele (crian&ccedil;a) estava, como estava amamentando, como eu estava (...) tirava as d&uacute;vidas.” (Nutriz 4); “Ela (enfermeira) conversou bastante, mostrava cartazes, mostrou panfletos, me explicou (...) mostrando exemplos de outras m&atilde;es (...) (Nutriz 3).</p>     <p>Nesse processo de aprendizagem, o di&aacute;logo era conduzido por recursos instrumentais como imagens e v&iacute;deos, visualizados por meio do computador, cartazes, panfletos/folders, cartilha e at&eacute; papel manuscrito: “Outras vezes elas (equipe do ambulat&oacute;rio) mostravam cartaz ou ent&atilde;o imagem no computador (...) ” (Familiar/companheiro 2); “Tinha v&iacute;deos que ela (enfermeira) me mostrava atrav&eacute;s do leptop dela, ela (enfermeira) me mostrou uma vez, tinha uns folderes que ela me dava sobre amamenta&ccedil;&atilde;o.” (Nutriz 11); “Era falando, explicando, trazia &eacute; (...) livros, pap&eacute;is, explicando, trazia panfletos, orientava (...) ” (Familiar/av&oacute; 7); “ (...) davam a cartilhinha para a gente, explicando” (Nutriz 6); “Ela (enfermeira) pegava uma folha de caderno e escrevia passo a passo para mim, para ler e ficava lendo o assunto para fazer o certo.” (Nutriz 9); “&Agrave;s vezes ela (enfermeira) deixava uma listinha por escrito para a gente t&aacute; sempre se lembrando (...) botava o que deveria comer, o que deveria fazer” (Familiar/m&atilde;e 9).</p>     <p>Al&eacute;m dos recursos instrumentais, eram utilizadas t&eacute;cnicas de demonstra&ccedil;&atilde;o, praticadas com aux&iacute;lio de modelo do peito cobaia e boneca: “ (...) &agrave;s vezes ela (enfermeira) mostrava numa borrachinha que tinha l&aacute;, que ela fazia as orienta&ccedil;&otilde;es e mostrava para a gente como era para fazer (...) um formato de uma mama. Tinha l&aacute; de borracha (...) ai ela (enfermeira) mostrava a gente (...)” (Familiar/companheiro 2); “ (...) a professora botava um peito de mentira nela para ensinar, uma boneca, ela botava na gente tamb&eacute;m, que atacava atr&aacute;s, depois botava a boneca assim no peito da gente, o peito de mentira, botava em todo mundo que estava l&aacute;, nas m&atilde;es, a&iacute; ensinava a dar de mamar” (Nutriz 5); “Ela (enfermeira) colocou um neg&oacute;cio (...) tipo um colete, que tinha o peito, ela vestia e ficou-me ensinando (...) ” (Nutriz 7).</p>     <p>Tamb&eacute;m, essas demonstra&ccedil;&otilde;es do ato de amamentar eram praticadas com a pr&oacute;pria crian&ccedil;a no peito da nutriz: “S&oacute; falar n&atilde;o, ela (enfermeira) ensinou mesmo, ela (enfermeira) botava mesmo W. no peito, pegava e ensinou a ela (nora) como botava (...) ” (Familiar/sogra 5); “Ela (enfermeira) botava ele (crian&ccedil;a) em mim pra ele mamar, botava a cabe&ccedil;a dele direitinho, tudo para eu fazer quando ela (enfermeira) n&atilde;o estivesse (...)” (Nutriz 6).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os participantes, deste estudo, ao receber as orienta&ccedil;&otilde;es sobre amamenta&ccedil;&atilde;o, durante as consultas de Enfermagem, na unidade hospitalar e/ou nas visitas domiciliares, desde o pr&eacute;-natal at&eacute; o sexto m&ecirc;s de vida da crian&ccedil;a, vivenciaram sentimentos positivos. Dessa forma, o processo ensino-aprendizagem experienciado por esse grupo de pessoas foi envolto por interesse, felicidade, satisfa&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a e gratid&atilde;o. Um estudo, realizado em Portugal, mostrou que as interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem devem ser cont&iacute;nuas desde a gesta&ccedil;&atilde;o at&eacute; o puerp&eacute;rio, para o sucesso da amamenta&ccedil;&atilde;o (Gra&ccedil;a, Figueiredo e Concei&ccedil;&atilde;o, 2011). Outro estudo enfatizou que o domic&iacute;lio &eacute; um local estrat&eacute;gico para que os profissionais de sa&uacute;de possam mergulhar no quotidiano familiar e direcionar a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno (Teixeira e Nitzchke, 2008).</p>     <p>Ainda, atrelada a essa teia de sentimentos positivos, todo o processo de constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento foi entrela&ccedil;ado pelo carinho, respeito, acolhimento e cuidado. Isso s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel na medida em que o educador tem como caracter&iacute;sticas essenciais a amorosidade, advinda de uma atitude de compaix&atilde;o com o outro e de humildade, reconhecendo a limita&ccedil;&atilde;o de seu conhecimento e a aquisi&ccedil;&atilde;o do novo aprendizado resultante da sua intera&ccedil;&atilde;o com o aprendiz (Mitre <i>et al</i>., 2008).</p>     <p>Assim, durante o processo de ensino/aprendizagem, a rela&ccedil;&atilde;o entre o educador e educando deve ser agregadora, um aprendendo com o outro, por meio do di&aacute;logo e da reflex&atilde;o, para solucionar os problemas do quotidiano. Ainda nesta rela&ccedil;&atilde;o, o educador deve respeitar as limita&ccedil;&otilde;es e saberes pr&eacute;vios do educando e compartilhar das viv&ecirc;ncias de sua realidade (Freire, 2008).</p>     <p>Nesse contexto, percebe-se que, em um processo cont&iacute;nuo de intera&ccedil;&atilde;o e troca entre os atores, a ado&ccedil;&atilde;o da escuta paciente e a abertura ao conhecimento do outro possibilita a constru&ccedil;&atilde;o compartilhada do saber e de formas diferenciadas do cuidado (Acioli, 2008), o que pode ser evidenciado nas falas dos sujeitos entrevistados. N&atilde;o esquecendo que a escuta aqui mencionada, significa estar dispon&iacute;vel permanentemente &agrave; fala, ao gesto e &agrave;s diferen&ccedil;as do outro, conforme os postulados de Freire (2008).</p>     <p>Al&eacute;m do respeito, da escuta e da abertura ao saber do outro, o di&aacute;logo esteve sempre presente nas a&ccedil;&otilde;es educativas de Enfermagem do ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o, em grupo ou de forma individualizada, proporcionando aprendizado n&atilde;o s&oacute; da nutriz, mas dos membros de sua fam&iacute;lia. A fam&iacute;lia &eacute; o ponto de partida, seguido da comunidade escolar e das institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, na rede de apoio social &agrave; nutriz no ciclo gr&aacute;vido-puerperal e no processo de amamentar (Pontes, Alexandrino e Os&oacute;rio, 2009). Um estudo de interven&ccedil;&atilde;o (Teixeira e Nitzchke, 2008) e uma pesquisa bibliogr&aacute;fica (Marques <i>et al</i>., 2010) comprovaram que a fam&iacute;lia precisa ser inserida no apoio e incentivo ao aleitamento materno por meio do di&aacute;logo.</p>     <p>A partir dessa rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica da troca de experi&ecirc;ncias entre educador e educando, as a&ccedil;&otilde;es educativas desenvolvidas em sa&uacute;de buscaram estrat&eacute;gias para a conscientiza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos quanto &agrave; relev&acirc;ncia da ades&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o, assim, impulsionaram o empoderamento das mulheres para um amamentar corajoso, tranquilo e sem dificuldades. Na verdadeira dialogicidade, os sujeitos envolvidos aprendem e crescem na diferen&ccedil;a e no respeito &agrave; mesma (Freire, 2008); trabalham juntos, para o mundo transformar e humanizar.</p>     <p>Em um estudo realizado nos pressupostos da educa&ccedil;&atilde;o para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de (Santana et al., 2010), o suporte informativo fornecido por meio do di&aacute;logo como a&ccedil;&atilde;o educativa em sa&uacute;de, aumentou as taxas de aleitamento exclusivo nos tr&ecirc;s anos de interven&ccedil;&atilde;o e favoreceu uma maior intera&ccedil;&atilde;o entre a equipe multidisciplinar.</p>     <p>Portanto, o resultado positivo da interven&ccedil;&atilde;o educativa refor&ccedil;a a necessidade de propiciar um movimento din&acirc;mico e de permanente mudan&ccedil;a do conhecimento, de aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades e de atitudes que torne os educandos mais capazes para a vida e para o trabalho, assumindo-se, assim, a educa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica reflexiva (Silva <i>et al</i>., 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diante do exposto, entende-se que o ensinar durante o acompanhamento no ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o foi mais al&eacute;m da normatiza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es ou da transmiss&atilde;o de conhecimento e ideias. Assim, a proposta dial&oacute;gica cria possibilidades para produ&ccedil;&atilde;o ou constru&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio conhecimento (Freire, 2008), transformando saberes existentes.</p>     <p>Dessa maneira, o di&aacute;logo, presente nas atividades do ambulat&oacute;rio, mencionado nas falas dos atores, foi permeado por metodologias ativas, conduzidas por t&eacute;cnicas de demonstra&ccedil;&atilde;o, com aux&iacute;lio de modelo de peito anat&oacute;mico e boneco, ou at&eacute; mesmo com a pr&oacute;pria nutriz e a crian&ccedil;a; ainda utilizou recursos instrumentais como v&iacute;deos, cartazes, panfletos/folders e pap&eacute;is manuscritos, propondo a esses sujeitos a an&aacute;lise cr&iacute;tica de sua realidade concreta atrav&eacute;s do di&aacute;logo problematizador proposto por Freire (2011).</p>     <p>As metodologias ativas utilizam a problematiza&ccedil;&atilde;o com o objetivo de encontrar e motivar o educando, pois diante da dificuldade, ele analisa, reflete, relaciona a sua realidade e passa a atribuir um novo significado &agrave;s suas descobertas. Logo, a problematiza&ccedil;&atilde;o pode lev&aacute;-lo ao contato com as informa&ccedil;&otilde;es e &agrave; produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, com a finalidade de solucionar os obst&aacute;culos e promover o seu pr&oacute;prio desenvolvimento (Mitre <i>et al</i>., 2008).</p>     <p>O verdadeiro pensar dial&oacute;gico problematizador nas rela&ccedil;&otilde;es humanas s&oacute; tem sentido a partir da busca do respeito &agrave; autonomia e &agrave; identidade do educando, da liberta&ccedil;&atilde;o de tudo aquilo que nos desumaniza e nos pro&iacute;be de sermos mais humanos, dignos e &eacute;ticos em nossa exist&ecirc;ncia (Freire, 2008).</p>     <p>O respeito &agrave; autonomia parece ser o melhor modo para a compreens&atilde;o, por parte do bin&oacute;mio educador/educando, do processo de produ&ccedil;&atilde;o, constru&ccedil;&atilde;o e apreens&atilde;o do conhecimento, dentro de uma perspectiva de mudan&ccedil;a da realidade, pois &eacute; se conhecendo que se transforma (Mitre <i>et al</i>., 2008).</p>     <p>Portanto, no processo de ensino/aprendizagem, primeiramente, &eacute; preciso conhecer os indiv&iacute;duos para os quais se destinam as a&ccedil;&otilde;es educativas de sa&uacute;de, incluindo suas cren&ccedil;as, culturas, h&aacute;bitos, pap&eacute;is na sociedade, e as condi&ccedil;&otilde;es sociais em que vivem, para depois os envolver nessas a&ccedil;&otilde;es, o que se contrap&otilde;e a imposi&ccedil;&atilde;o do educador (Santana <i>et al</i>., 2010).</p>     <p>Dessa maneira, a solidariedade social e a pol&iacute;tica na pr&aacute;tica educativa, necess&aacute;ria &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais humanizada, devem ser pautadas na compreens&atilde;o do valor dos sentimentos, das emo&ccedil;&otilde;es, do desejo, da inseguran&ccedil;a e do medo a serem superados. Tamb&eacute;m, devem ser centradas no respeito &agrave; identidade cultural do educando, bem como aos seus saberes constru&iacute;dos e as diferen&ccedil;as existentes na rela&ccedil;&atilde;o entre educador e educando, onde n&atilde;o se reduzem a condi&ccedil;&atilde;o de objeto um do outro (Freire, 2008).</p>     <p>Assim, as a&ccedil;&otilde;es educativas em sa&uacute;de voltadas para a promo&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o, mencionadas pelos participantes do estudo, foram percebidas como efetivas na mudan&ccedil;a do conhecimento pessoal, desenvolvidas com respeito &agrave;s suas cren&ccedil;as, seus valores e seus h&aacute;bitos de sa&uacute;de, facilitando o envolvimento dos atores durante o acompanhamento no ambulat&oacute;rio, resultando na ades&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do amamentar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo revelou a experi&ecirc;ncia exitosa, permeada por sentimentos de alegria, satisfa&ccedil;&atilde;o e gratid&atilde;o, vivenciada pelos atores envolvidos no processo de ensino-aprendizagem durante acompanhamento no ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o, demonstrando que existem a&ccedil;&otilde;es educativas efetivas na promo&ccedil;&atilde;o e apoio ao aleitamento materno.</p>     <p>As atividades do referido ambulat&oacute;rio foram capazes de envolver a mulher e a fam&iacute;lia na constru&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e apreens&atilde;o do conhecimento, a partir do cuidado, apoio e respeito aos seus saberes existentes, resultando no empoderamento para uma pr&aacute;tica do amamentar corajosa, tranquila e cheia de facilidades.</p>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o do saber foi alcan&ccedil;ada pela nutriz e pelo familiar que a acompanhava nas atividades desenvolvidas por meio do di&aacute;logo, baseadas na escuta e no reconhecimento da identidade cultural do educando, com aux&iacute;lio de t&eacute;cnicas de demonstra&ccedil;&atilde;o e de recursos instrumentais. Logo, as a&ccedil;&otilde;es educativas de enfermagem do ambulat&oacute;rio de amamenta&ccedil;&atilde;o utilizaram metodologias ativas e participativas centradas nas ideias de Paulo Freire, permeadas no apoio e cuidado.</p>     <p>Assim, reconhece-se a import&acirc;ncia da continuidade deste ambulat&oacute;rio, do desenvolvimento de mais estudos de interven&ccedil;&atilde;o, centrados em a&ccedil;&otilde;es educativas dial&oacute;gicas, problematizadas e humanizadas, para a transforma&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o profissional/usu&aacute;rio ou educador/educando, visando o acolhimento da mulher nutriz e dos seus familiares, no contexto da promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e apoio ao aleitamento materno.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ACIOLI, Sonia (2008) - A pr&aacute;tica educativa como express&atilde;o do cuidado em sa&uacute;de p&uacute;blica. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 61, n&ordm; 1, p. 117-121.</p>     <p>BARDIN, Laurence (2011) - An&aacute;lise de conte&uacute;do. 1&ordf; ed. Brasil : Edi&ccedil;&otilde;es 70.</p>     <p>BRAND&Atilde;O, Carlos Rodrigues (2001) - A educa&ccedil;&atilde;o popular na &aacute;rea da sa&uacute;de. Interface – Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o. Vol. 5, n&ordm; 8, p. 127-131.</p>     <p>BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas e Estrat&eacute;gicas (2009) - II Pesquisa de preval&ecirc;ncia de aleitamento materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal. Bras&iacute;lia : Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (S&eacute;rie C. Projeto, Programas e Relat&oacute;rios).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FREIRE, Paulo (2008) - Pedagogia da autonomia: saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica educativa. 37&ordf; ed. S&atilde;o Paulo : Paz e Terra.</p>     <p>FREIRE, Paulo (2011) - Pedagogia do oprimido. 50&ordf; ed. S&atilde;o Paulo : Paz e Terra.</p>     <p>FREITAS, Giselle Lima [et al.] (2008) - Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento de gestantes acerca da amamenta&ccedil;&atilde;o. Revista Mineira de Enfermagem. Vol. 12, n&ordm; 4, p. 461-468.</p>     <p>FROTA, Mirna Albuquerque [et al.] (2008) - O reflexo da orienta&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica do aleitamento materno. Cogitare Enfermagem. Vol. 13, n&ordm; 3, p. 403-409.</p>     <p>GALV&Atilde;O, Dulce Maria Pereira Garcia ; SILVA, Is&iacute;lia Aparecida (2011) – A amamenta&ccedil;&atilde;o nos manuais escolares de estudo do meio do 1&ordm; ciclo do ensino m&eacute;dio. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, n&ordm; 4, p. 7-16.</p>     <p>GRA&Ccedil;A, Lu&iacute;s Carlos Carvalho da ; FIGUEIREDO, Maria do C&eacute;u Barbi&eacute;ri ; CONCEI&Ccedil;&Atilde;O, Maria Teresa Caetano Carreira (2011) – Contributions of the nursing intervention in primary healthcare for the promotion of breastfeeding. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Vol. 19, n&ordm; 2, p. 429-436.</p>     <p>MARQUES, Emanuele Souza [et al.] (2010) - The influence of the social net of lactating mothers in the breastfeeding: the strategic role of the relatives and professionals of health. Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva. Vol. 15, n&ordm; 1, Supl., p. 1391-1400.</p>     <p>MARTINS, SorianeKieski ; KALINOWSKI, Carmem Elisabeth (2001) - Revendo o enfoque educativo no processo de amamenta&ccedil;&atilde;o. Cogitare Enfermagem. Vol. 6, n&ordm; 2, p. 59-63.</p>     <p>MITRE, Sandra Minardi [et al.] (2008) - Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na forma&ccedil;&atilde;o profissional em sa&uacute;de: debates atuais. Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva. Vol. 13, Supl. 2, p. 2133-2144.</p>     <p>POLIT, Denise F. ; BECK, Cheryl Tatano (2011) - Fundamentos de pesquisa em enfermagem: avalia&ccedil;&atilde;o de evid&ecirc;ncias para a pr&aacute;tica da enfermagem. 7&ordf; ed. Porto Alegre : Artmed.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PONTES, Cleide Maria ; ALEXANDRINO, Aline Chaves ; OS&Oacute;RIO, M&ocirc;nica Maria (2009) - O envolvimento paterno no processo da amamenta&ccedil;&atilde;o: propostas de incentivo. Revista Brasileira de Sa&uacute;de Materno Infantil. Vol. 9, n&ordm; 4, p. 399-408.</p>     <p>SANTANA, Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Carneiro Pessoa [et al.] (2010) - Aleitamento materno em prematuros: atua&ccedil;&atilde;o fonoaudiol&oacute;gica baseada nos pressupostos da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva. Vol. 15, n&ordm; 2, p. 411-417.</p>     <p>SILVA, K&ecirc;nia Lara [et al.] (2009) - Educa&ccedil;&atilde;o em enfermagem e os desafios para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 62, n&ordm; 1, p. 86-91.</p>     <p>TEIXEIRA, Marizete Argolo ; NITZCHKE, Rosane Gon&ccedil;alves (2008) – Modelo de cuidar em enfermagem junto &agrave;s mulheres-av&oacute;s e sua fam&iacute;lia no cotidiano do processo de amamenta&ccedil;&atilde;o. Texto e Contexto-Enfermagem. Vol. 17, n&ordm; 1, p. 183-191.</p>     <p>VENANCIO, Sonia Isoyama [et al.] (2010) - A pr&aacute;tica do aleitamento materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal: situa&ccedil;&atilde;o atual e avan&ccedil;os. Jornal de Pediatria. Vol. 86, n&ordm; 4, p. 317-324.</p>     <!-- ref --><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION (2008) -The international code of marketing of breast-milk substitutes: frequently asked questions. Geneva : WHO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0874-0283201200030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 30.01.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 27.06.12</p>     ]]></body>
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