<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-0283</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Enf. Ref.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-0283</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-02832012000300012</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1217</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sofrimento do doente oncológico em situação paliativa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Suffering of cancer patients in a palliative situation]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El sufrimiento de pacientes con cáncer en situación paliativa]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Márcia Lúcia Sousa Dias]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jardim]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Helena de Agrela Gonçalves]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Otília Maria Silva]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Hospital Dr. Nélio Mendonça no Funchal, Madeira Serviço de otorrinolaringologia/hemato-oncologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Funchal ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade da Madeira Escola Superior de Enfermagem ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade da Madeira  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>serIII</volume>
<numero>8</numero>
<fpage>115</fpage>
<lpage>124</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-02832012000300012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-02832012000300012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-02832012000300012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Contexto: o aumento da incidência do número de doentes crónicos da população portuguesa tornou-se um fenómeno preocupante com repercussões sociais, económicas e de saúde, estes doentes apresentam níveis de sofrimento variáveis. Este foco representa uma área de intervenção importante nos cuidados de enfermagem à pessoa em situação paliativa quer na perspetiva da sua prevenção quer no seu alívio. Objetivo: analisar a perceção do doente oncológico em situação paliativa quanto ao sofrimento e às suas várias dimensões. Metodologia: desenhou-se um estudo descritivo-correlacional com dimensão transversal. Aplicou-se o Inventário de Experiências Subjetivas de Sofrimento na Doença a 38 doentes em situação paliativa, internados num serviço de cirurgia e hemato-oncologia e que tivessem mais de 18 anos. Resultados: os doentes evidenciaram níveis intermédios de sofrimento global e observou-se a existência de correlação significativa entre a idade e a dimensão do sofrimento sócio relacional. Conclusão: pensamos ter contribuído para alicerçar de uma forma estruturada a importância desta área de intervenção do enfermeiro à pessoa em situação paliativa e desenvolver intervenções ao nível da prevenção e alívio do sofrimento destes doentes.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Context: the increase in the number of chronically ill people in the Portuguese population has become a worrying phenomenon with social, economic and health repercussions, and with patients having varying degrees of suffering. This issue is an important area of nursing intervention for people at the palliative stage, whether from a preventive perspective or for the relief of suffering. Objectives: to analyze perceptions of the situation of cancer patients with regard to suffering and its various dimensions. Methodology: a descriptive-correlational study with a cross-sectional dimension was designed. We administered the Inventory of Subjective Experiences of Suffering to 38 patients in a palliative situation who had been admitted to surgical and hematology-oncology services and who were over 18 years of age. Results: patients showed intermediate levels of global suffering and a significant correlation was observed between age and the social relational dimension of distress. Conclusion: we believe that we have identified in a structured way the importance of this area of nursing intervention for people in a palliative situation and for the development of interventions for the prevention and relief of suffering of these patients.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Contexto: el aumento de la incidencia del número de enfermos crónicos de la población portuguesa se ha convertido en un fenómeno preocupante con consecuencias sociales, económicas y, cuyos pacientes presentan niveles variables de sufrimiento. Este enfoque representa un área de intervención importante para los cuidados de enfermería a la persona en situación paliativa bien desde la perspectiva de su prevención, bien en su alivio. Objetivos: analizar la percepción del paciente con cáncer en situación paliativa con respecto al sufrimiento y a sus diversas dimensiones. Metodología: se diseñó un estudio descritivo-correlacional con una dimensión transversal. Se aplicó el Inventario de experiencias subjetivas de sufrimiento durante la enfermedad a 38 pacientes en situación paliativa, ingresados en los servicios quirúrgicos y de hemato-oncología, y quienes tenían más de 18 años. Resultados: los pacientes mostraron niveles intermedios de sufrimiento global y se observó una correlación significativa entre la edad y la dimensión del sufrimiento socio-relacional. Conclusión: pensamos haber contribuido a fundamentar de forma estructurada la importancia de esta área de intervención del enfermero a la persona en situación paliativa y a desarrollar intervenciones al nivel de la prevención y del alivio del sufrimiento de estos pacientes.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cuidados paliativos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[pacientes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[oncologia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[palliative care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[patients]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[oncology]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[cuidados paliativos]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[pacientes]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[oncología]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Sofrimento do doente oncol&oacute;gico em situa&ccedil;&atilde;o paliativa</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&aacute;rcia L&uacute;cia Sousa Dias Alves</b>*; <b>Maria Helena de Agrela Gon&ccedil;alves Jardim</b>**; <b>Ot&iacute;lia Maria Silva Freitas</b>***</p>     <p>* Enfermeira n&iacute;vel I no servi&ccedil;o de otorrinolaringologia/hemato-oncologia do Hospital Dr. N&eacute;lio Mendon&ccedil;a no Funchal, Madeira. Licenciada em Enfermagem. P&oacute;s-graduada em Supervis&atilde;o Cl&iacute;nica em Enfermagem. Mestre em Cuidados Paliativos [<a href="mailto:marcialves96@hotmail.com">marcialves96@hotmail.com</a>].</p>     <p>** Professora Coordenadora da Escola Superior de Enfermagem da Universidade da Madeira. Licenciada em Enfermagem. P&oacute;s-Graduada em Educa&ccedil;&atilde;o Intercultural. Mestre em Sociopsicologia da Sa&uacute;de e em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Doutorada em Desenvolvimento e Interven&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica. Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de P&uacute;blica [<a href="mailto:hjardim@uma.pt">hjardim@uma.pt</a>].</p>     <p>*** Professora Coordenadora na CTTS-UMa. Doutorada em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem [<a href="mailto:omsfreitas@uma.pt">omsfreitas@uma.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Resumo</b></P>	     <p>Contexto: o aumento da incid&ecirc;ncia do n&uacute;mero de doentes cr&oacute;nicos da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa tornou-se um fen&oacute;meno preocupante com repercuss&otilde;es sociais, econ&oacute;micas e de sa&uacute;de, estes doentes apresentam n&iacute;veis de sofrimento vari&aacute;veis. Este foco representa uma &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o importante nos cuidados de enfermagem &agrave; pessoa em situa&ccedil;&atilde;o paliativa quer na perspetiva da sua preven&ccedil;&atilde;o quer no seu al&iacute;vio. Objetivo: analisar a perce&ccedil;&atilde;o do doente oncol&oacute;gico em situa&ccedil;&atilde;o paliativa quanto ao sofrimento e &agrave;s suas v&aacute;rias dimens&otilde;es. Metodologia: desenhou-se um estudo descritivo-correlacional com dimens&atilde;o transversal. Aplicou-se o Invent&aacute;rio de Experi&ecirc;ncias Subjetivas de Sofrimento na Doen&ccedil;a a 38 doentes em situa&ccedil;&atilde;o paliativa, internados num servi&ccedil;o de cirurgia e hemato-oncologia e que tivessem mais de 18 anos. Resultados: os doentes evidenciaram n&iacute;veis interm&eacute;dios de sofrimento global e observou-se a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o significativa entre a idade e a dimens&atilde;o do sofrimento s&oacute;cio relacional. Conclus&atilde;o: pensamos ter contribu&iacute;do para alicer&ccedil;ar de uma forma estruturada a import&acirc;ncia desta &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o do enfermeiro &agrave; pessoa em situa&ccedil;&atilde;o paliativa e desenvolver interven&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da preven&ccedil;&atilde;o e al&iacute;vio do sofrimento destes doentes.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: cuidados paliativos; pacientes; oncologia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>			     <p><b>Suffering of cancer patients in a palliative situation</b></p>     <P><b>Abstract</b></p>     <p>Context: the increase in the number of chronically ill people in the Portuguese population has become a worrying phenomenon with social, economic and health repercussions, and with patients having varying degrees of suffering. This issue is an important area of nursing intervention for people at the palliative stage, whether from a preventive perspective or for the relief of suffering. Objectives: to analyze perceptions of the situation of cancer patients with regard to suffering and its various dimensions. Methodology: a descriptive-correlational study with a cross-sectional dimension was designed. We administered the Inventory of Subjective Experiences of Suffering to 38 patients in a palliative situation who had been admitted to surgical and hematology-oncology services and who were over 18 years of age. Results: patients showed intermediate levels of global suffering and a significant correlation was observed between age and the social relational dimension of distress. Conclusion: we believe that we have identified in a structured way the importance of this area of nursing intervention for people in a palliative situation and for the development of interventions for the prevention and relief of suffering of these patients.</p>     <p><b>Keywords</b>: palliative care; patients; oncology</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>El sufrimiento de pacientes con c&aacute;ncer en situaci&oacute;n paliativa</b></p>     <P><b>Resumen</b></P>	     <p>Contexto: el aumento de la incidencia del n&uacute;mero de enfermos cr&oacute;nicos de la poblaci&oacute;n portuguesa se ha convertido en un fen&oacute;meno preocupante con consecuencias sociales, econ&oacute;micas y, cuyos pacientes presentan niveles variables de sufrimiento. Este enfoque representa un &aacute;rea de intervenci&oacute;n importante para los cuidados de enfermer&iacute;a a la persona en situaci&oacute;n paliativa bien desde la perspectiva de su prevenci&oacute;n, bien en su alivio. Objetivos: analizar la percepci&oacute;n del paciente con c&aacute;ncer en situaci&oacute;n paliativa con respecto al sufrimiento y a sus diversas dimensiones. Metodolog&iacute;a: se dise&ntilde;&oacute; un estudio descritivo-correlacional con una dimensi&oacute;n transversal. Se aplic&oacute; el Inventario de experiencias subjetivas de sufrimiento durante la enfermedad a 38 pacientes en situaci&oacute;n paliativa, ingresados en los servicios quir&uacute;rgicos y de hemato-oncolog&iacute;a, y quienes ten&iacute;an m&aacute;s de 18 a&ntilde;os. Resultados: los pacientes mostraron niveles intermedios de sufrimiento global y se observ&oacute; una correlaci&oacute;n significativa entre la edad y la dimensi&oacute;n del sufrimiento socio-relacional. Conclusi&oacute;n: pensamos haber contribuido a fundamentar de forma estructurada la importancia de esta &aacute;rea de intervenci&oacute;n del enfermero a la persona en situaci&oacute;n paliativa y a desarrollar intervenciones al nivel de la prevenci&oacute;n y del alivio del sufrimiento de estos pacientes.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: cuidados paliativos; pacientes; oncolog&iacute;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>			     <P><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></P>			     <p>O aumento da longevidade e da preval&ecirc;ncia das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas representam uma import&acirc;ncia acrescida em termos de sa&uacute;de p&uacute;blica. Segundo a Dire&ccedil;&atilde;o Regional da Sa&uacute;de (2006), a segunda maior causa de mortalidade registada deveu-se a doen&ccedil;as oncol&oacute;gicas, e mais de metade destes doentes morreram em estabelecimentos de sa&uacute;de com internamento. Os cuidados prestados nestas institui&ccedil;&otilde;es est&atilde;o preferencialmente vocacionados para a cura, procuram a normalidade fisiol&oacute;gica e parecem inadaptados para os cuidados paliativos, como atividades orientadas para o doente e fam&iacute;lia (Cerqueira, 2005). Como refere Moreira (2001), numa &eacute;poca em que todos os esfor&ccedil;os s&atilde;o direcionados para prolongar a vida e retardar a morte, tem surgido progressivamente a preocupa&ccedil;&atilde;o de reverificar os cuidados prestados aos doentes em situa&ccedil;&atilde;o paliativa. No que concerne ao sofrimento dos doentes oncol&oacute;gicos, Gameiro (1999) sugere que &eacute; importante ter em conta os seus fatores desencadeantes, e refere ser fundamental, nos cuidados, uma abordagem human&iacute;stica e respeito da autonomia e da dignidade, bem como das necessidades individuais e emocionais dos doentes e dos seus cuidadores informais. Neste contexto, partimos para a realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo descritivo-correlacional questionando-nos sobre qual a perce&ccedil;&atilde;o que o doente oncol&oacute;gico em situa&ccedil;&atilde;o paliativa e internado em servi&ccedil;os de cirurgia e em hemato-oncologia sente em rela&ccedil;&atilde;o ao sofrimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento te&oacute;rico</b></p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de definiu, em 2002, cuidados paliativos como uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida dos doentes e de suas fam&iacute;lias – que enfrentam problemas decorrentes de uma doen&ccedil;a incur&aacute;vel e/ou grave e com progn&oacute;stico limitado, atrav&eacute;s da preven&ccedil;&atilde;o e al&iacute;vio do sofrimento, com recurso &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o precoce e tratamento rigoroso dos problemas n&atilde;o s&oacute; f&iacute;sicos mas tamb&eacute;m psicossociais e espirituais (Neto <i>et al</i>., 2004, p. 22). Estes cuidados centram-se nas necessidades e n&atilde;o nos diagn&oacute;sticos m&eacute;dicos. Parafraseando Wright (2005), o sofrimento &eacute; definido como ang&uacute;stia, dor ou afli&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, emocional e espiritual. Segundo a International Council of Nurses (2011, p. 76) esta &eacute; uma “Emo&ccedil;&atilde;o negativa: Sentimentos prolongados de grande pena associados a mart&iacute;rio e &agrave; necessidade de tolerar condi&ccedil;&otilde;es devastadoras, isto &eacute;, sintomas f&iacute;sicos cr&oacute;nicos como a dor, desconfortam ou les&atilde;o, stress psicol&oacute;gico cr&oacute;nico, m&aacute; reputa&ccedil;&atilde;o ou injusti&ccedil;a”. Em cuidados paliativos, as principais fontes de sofrimento para os doentes s&atilde;o as perdas (autonomia e depend&ecirc;ncia de terceiros, sentido da vida, dignidade, papeis sociais, estatuto e regalias econ&oacute;micas), sintomas mal controlados, altera&ccedil;&otilde;es da imagem corporal e nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, modifica&ccedil;&atilde;o de expectativas e de planos futuros e abandono por parte dos familiares (Neto <i>et al</i>., 2004). Frankl apud Neto <i>et al</i>. (2004 p. 30) refere que uma pessoa com doen&ccedil;a terminal pode encontrar um sentido positivo para o sofrimento, ou seja, um objetivo ou explica&ccedil;&atilde;o para a situa&ccedil;&atilde;o, recorrendo &agrave; atividade laboral, projetos de vida, experi&ecirc;ncias vividas e a atitudes positivas face aos problemas existenciais, evitando que o sofrimento seja destrutivo, pois, como a autora cita, “o que destr&oacute;i o homem n&atilde;o &eacute; o sofrimento, &eacute; o sofrimento sem sentido”. Assim sendo, os cuidados paliativos t&ecirc;m como objetivos o al&iacute;vio e/ou diminui&ccedil;&atilde;o do sofrimento f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, social e/ou espiritual do doente, melhorar a qualidade de vida e garantir a dignidade dos doentes at&eacute; ao final da vida. De acordo com Neto <i>et al</i>. (2004) existem &aacute;reas de cuidados fundamentais para atingir esses objetivos: controlo dos sintomas, apoio &agrave; fam&iacute;lia, comunica&ccedil;&atilde;o e trabalho em equipa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quest&otilde;es de Investiga&ccedil;&atilde;o/Hip&oacute;teses</b></p>     <p>Nesta contextualiza&ccedil;&atilde;o, questionamo-nos sobre qual a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa quanto ao sofrimento. As hip&oacute;teses formuladas foram: H1: A perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; tanto maior quanto maior &eacute; a idade; H2: A perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; mais elevada no g&eacute;nero feminino; H3: A perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; mais elevada nos doentes casados; H4: A perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; mais elevada quando estes se encontram em situa&ccedil;&atilde;o laboral; H5: A perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; tanto maior quanto maiores forem as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia</b></p>     <p>Tendo em conta os objetivos e a finalidade pretendida, desenhamos um estudo quantitativo descritivo-correlacional com uma dimens&atilde;o transversal. A popula&ccedil;&atilde;o foi representada pelos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa internados em servi&ccedil;os de cirurgia geral e hemato-oncologia. Foi utilizada uma amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica consecutiva, em que todos os elementos da popula&ccedil;&atilde;o, nas condi&ccedil;&otilde;es de inclus&atilde;o, foram selecionados. Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram ter idade = 18 anos, que soubessem ler e escrever, que fossem portadores de doen&ccedil;a oncol&oacute;gica em situa&ccedil;&atilde;o paliativa e que estivessem em sistema de internamento. Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o foram os doentes que estivessem na fase ag&oacute;nica e que apresentassem altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas que impedissem o preenchimento do question&aacute;rio. Antes de proceder &agrave; colheita dos dados, foi dada autoriza&ccedil;&atilde;o e parecer favor&aacute;vel da comiss&atilde;o de &eacute;tica das institui&ccedil;&otilde;es e posteriormente foi realizada uma reuni&atilde;o com os chefes dos servi&ccedil;os e enfermeiros volunt&aacute;rios para participar na colheita de dados, onde lhes foi explicado em que consistia o trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o, quais os seus objetivos e a uniformiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos. A todos os elementos da amostra foi solicitado o consentimento informado, sendo informados sobre o objetivo do estudo, garantindo-lhes a confidencialidade e a privacidade dos dados. A media&ccedil;&atilde;o entre o investigador e os doentes foi realizada por um Enfermeiro do servi&ccedil;o. A investigadora, juntamente com os (as) enfermeiros (as) chefes, combinaram uma data, semanalmente, para recolher os envelopes fechados que continha os dados, para que estes pudessem ser codificados e tratados anonimamente. A colheita de dados realizou-se de janeiro a mar&ccedil;o de 2010. Para a avalia&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel de estudo - sofrimento do doente oncol&oacute;gico em situa&ccedil;&atilde;o paliativa - aplicou-se um Invent&aacute;rio de Experi&ecirc;ncias Subjetivas de Sofrimento da Doen&ccedil;a (IESSD). Esta foi validada para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa por Gameiro em 1999 (autorizado pelo pr&oacute;prio a utiliza&ccedil;&atilde;o da mesma), com 22 itens. Mede cinco dimens&otilde;es: sofrimento psicol&oacute;gico, f&iacute;sico, existencial, s&oacute;cio relacional e as experi&ecirc;ncias positivas do sofrimento. N&atilde;o existem pontos de corte, considerando o 44 o m&iacute;nimo de sofrimento e 220 o m&aacute;ximo (quadro 1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 1 – Pontos de corte da escala IESSD.</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a12q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao realizar o somat&oacute;rio dos 44 itens, cinco destes ter&atilde;o de ser invertidos (24, 26, 38, 42 e 44). No entanto, na an&aacute;lise particular das experi&ecirc;ncias positivas nenhum item ser&aacute; invertido. O tempo de resposta foi entre 10 a 15 minutos e o question&aacute;rio &eacute; de autopreenchimento. Avaliou-se a consist&ecirc;ncia interna do instrumento de colheita de dados atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do Alfa de Cronbach e obteve-se para o sofrimento global um valor de 0,936, (assim para a = 0,934 do estudo de Gameiro (1999)), concluindo-se que a popula&ccedil;&atilde;o estudada apresentou uma elevada consist&ecirc;ncia interna (quadro 2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 2 – Compara&ccedil;&atilde;o do coeficiente alpha de Cronbach para o IESSD na popula&ccedil;&atilde;o estudadas e na original.</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a12q2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Constatou-se uma boa consist&ecirc;ncia interna, oscilando os valores do coeficiente Alfa de Cronbach de 0,837 para a dimens&atilde;o do sofrimento existencial, 0,854 para a dimens&atilde;o do sofrimento f&iacute;sico e 0,885 para a dimens&atilde;o do sofrimento psicol&oacute;gico. Verificou-se que estas dimens&otilde;es t&ecirc;m um alpha de Cronbach semelhantes ao do autor (0,846 &lt;a&lt;0,883). No que concerne &agrave; dimens&atilde;o do sofrimento s&oacute;cio relacional, a consist&ecirc;ncia interna foi de 0,612, para o do autor com 0,757, embora ainda dentro dos par&acirc;metros considerados como aceit&aacute;veis. Quanto &agrave; dimens&atilde;o das experi&ecirc;ncias positivas do sofrimento, observou-se que o valor do seu alpha de Cronbach foi de 0,750 e &eacute; ligeiramente superior ao do autor, que foi de 0,690, e &eacute; interpretado como uma consist&ecirc;ncia interna aceit&aacute;vel.</p>      <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Para an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva e inferencial dos dados foi utilizado o programa <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS), vers&atilde;o 17.0. Realizou-se a parte inferencial, mais precisamente as correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis quantitativas e as compara&ccedil;&otilde;es das quantitativas em fun&ccedil;&atilde;o das qualitativas. Recorremos ao teste n&atilde;o param&eacute;trico de Shapiro-Wilk para aferir a normalidade da popula&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; amostra ser constitu&iacute;da por menos de 50 elementos (n=38). Tendo em conta o tamanho da amostra e dado que uma vari&aacute;vel apresentou distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o normal, optou-se pela aplica&ccedil;&atilde;o de testes n&atilde;o param&eacute;tricos. As hip&oacute;teses formuladas foram testadas recorrendo ao coeficiente de Spearman (correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis ordinais) e ao teste de Mann-Whitney (compara&ccedil;&atilde;o de dois grupos independentes).</p>     <p>a) Caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica da amostra</p>     <p>A amostra do estudo (quadro 3) era 28,9% do sexo feminino e 71,1% do sexo masculino.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 3 – Distribui&ccedil;&atilde;o absoluta e percentual dos doentes em estudo em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a12q3.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O grupo et&aacute;rio foi designado, de acordo com Rowland (1989), em adulto jovem (20-35 anos), adulto maduro (36-45 anos), adulto velho (46-59 anos) e em adulto idoso (=60 anos). Constatou-se que predominava o grupo entre os 46 e os 59 anos de idade, com 50,0% da amostra. Seguidamente com 42,1% o grupo et&aacute;rio do adulto idoso. O grupo et&aacute;rio menos predominante foi o grupo entre 36-45 anos de idade, com uma percentagem de 7,9%. Salientamos que da amostra estudada a idade m&iacute;nima foi de 37 e a m&aacute;xima de 80. Em rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil, 71,1% dos sujeitos da amostra eram casados/uni&atilde;o de facto, enquanto 15,8% eram vi&uacute;vos, 7,9% divorciados e 5,3% solteiros. N&atilde;o se evidenciou elementos em separa&ccedil;&atilde;o judicial e 28,9% n&atilde;o estavam casados. Tendo em conta a situa&ccedil;&atilde;o laboral dos doentes, 65,8% da amostra eram reformados, 21,1% estavam ativos, 10,5% estavam desempregados e 2,6% eram dom&eacute;sticas ou nunca trabalharam. Real&ccedil;a-se que 78,9% dos sujeitos n&atilde;o tinham atividade laboral. No que se refere &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, a maioria da amostra, 63,2%, tinham o Ensino B&aacute;sico, nomeadamente 39,5% com 4 anos de escolaridade, 15,8% com 6 anos de escolaridade e 7,9% com o 9&ordm; ano. De seguida, e em maior percentagem, temos os sujeitos com o Ensino Secund&aacute;rio, com 13,2% (5,3% com o 11&ordm; ano e com curso tecnol&oacute;gico/profissional e 2,6% com 12&deg;ano), e depois os sujeitos com Ensino Superior, que apresentavam 13,1% (10,5% com bacharelato e os restantes 2,6% com licenciatura). Com menos de 4 anos de escolaridade perfez 10,5%.</p>				     <p>b) Resultados das dimens&otilde;es do IESSD</p>     <p>Constatou-se, no quadro 4, um n&iacute;vel de sofrimento global ligeiramente superior ao valor interm&eacute;dio da escala (3) de 3,13, bem como das dimens&otilde;es do IESSD, oscilando entre 3,35 para a dimens&atilde;o do sofrimento psicol&oacute;gico e 3,46 para a dimens&atilde;o das experi&ecirc;ncias positivas do sofrimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 4 – Estat&iacute;sticas resumo das dimens&otilde;es do IESSD.</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a12q4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com valores muito pr&oacute;ximos &agrave; &uacute;ltima dimens&atilde;o referenciada, encontrou-se a dimens&atilde;o do sofrimento f&iacute;sico com 3,43. Por ordem decrescente, observou-se a dimens&atilde;o do sofrimento s&oacute;cio relacional com 3,38 e a dimens&atilde;o do sofrimento existencial, com 2,87, evidenciando n&iacute;veis interm&eacute;dios de sofrimento, ou seja, n&iacute;veis de sofrimento que n&atilde;o s&atilde;o baixos, mas tamb&eacute;m n&atilde;o s&atilde;o muito elevados. Relativamente aos valores da m&eacute;dia ponderada citada por Gameiro (1999), estes oscilaram entre os 2,16 para a dimens&atilde;o do sofrimento existencial e o 4,05 para a dimens&atilde;o das experi&ecirc;ncias positivas. Entre estes valores, o mesmo autor apresenta uma m&eacute;dia ponderada de 2,65 para a dimens&atilde;o do sofrimento f&iacute;sico, 2,75 para a dimens&atilde;o do sofrimento psicol&oacute;gico, 2,93 para a dimens&atilde;o do sofrimento s&oacute;cio relacional e 2,50 para a dimens&atilde;o do sofrimento global.</p>		     <p>Para testar a hip&oacute;tese se &laquo;a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; tanto maior quanto maior &eacute; a idade&raquo;, utilizou-se o coeficiente n&atilde;o param&eacute;trico de Spearman e o respetivo teste de signific&acirc;ncia. Observou-se (quadro 5) uma correla&ccedil;&atilde;o negativa, baixa e estatisticamente significativa (rs =-0,35 e p=0,030) entre a idade e a dimens&atilde;o do sofrimento s&oacute;cio relacional, afirmando-se assim que os doentes mais velhos tendem a evidenciar menor sofrimento s&oacute;cio relacional e vice-versa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 5 – Correla&ccedil;&atilde;o do IESSD com a idade.</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a12q5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>		     <p>Para dar resposta &agrave; hip&oacute;tese se &laquo;a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; mais elevada no g&eacute;nero feminino&raquo; procedeu-se &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es do IESSD em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o do teste de Mann-Whitney. Constatou-se (quadro 6) que os elementos do g&eacute;nero feminino (x = 136,55) apresentaram n&iacute;veis de sofrimento global mais baixos em compara&ccedil;&atilde;o aos elementos do g&eacute;nero masculino (x = 138,41), bem como nas dimens&otilde;es do sofrimento existencial e do sofrimento s&oacute;cio relacional. No entanto, no que concerne &agrave; dimens&atilde;o do sofrimento psicol&oacute;gico, do sofrimento f&iacute;sico e das experi&ecirc;ncias positivas do sofrimento, os elementos do g&eacute;nero feminino apresentaram n&iacute;veis m&eacute;dios de sofrimento mais elevados do que os elementos do g&eacute;nero masculino. Contudo, depreende-se que as diferen&ccedil;as observadas (p&gt; 0.050) n&atilde;o corroboram a hip&oacute;tese formulada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 6 – Resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do teste U de Mann-Whitney &agrave;s dimens&otilde;es do IESSD em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero.</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a12q6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; hip&oacute;tese sobre &laquo;a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; mais elevada nos doentes casados&raquo;, recorreu-se ao mesmo teste n&atilde;o param&eacute;trico de Mann-Whitney. A vari&aacute;vel qualitativa estado civil estava dividida em cinco grupos, nomeadamente nos solteiros, casado/uni&atilde;o de facto, vi&uacute;vo, divorciado e separado judicialmente e por existirem grupos com um n&uacute;mero de elementos n&atilde;o representativo, como era o caso do grupo dos solteiros e dos divorciados, reagrupamos os doentes em duas categorias, n&atilde;o casados e casados/uni&atilde;o de facto. Observou-se, atrav&eacute;s da an&aacute;lise do quadro 7, que os n&iacute;veis m&eacute;dios de sofrimento, no grupo dos casados/uni&atilde;o de facto, s&atilde;o mais elevados, em todas as dimens&otilde;es e no global, no entanto, essas diferen&ccedil;as n&atilde;o tem significado estat&iacute;stico (p&gt; 0,050).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 7 – Resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do teste U de Mann-Whitney &agrave;s dimens&otilde;es do IESSD em fun&ccedil;&atilde;o do estado civil agrupado.</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a12q7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>									     <p>Para testar a hip&oacute;tese se &laquo;a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; mais elevada quanto estes encontram-se em situa&ccedil;&atilde;o laboral&raquo; utilizou-se, novamente, o teste Mann-Whitney, pois reagrupou-se os elementos da amostra em duas categorias. Ou seja, a situa&ccedil;&atilde;o laboral apresentava v&aacute;rios grupos (ativo, reformado, desempregado e dom&eacute;stica/nunca trabalhou) e por alguns deles n&atilde;o terem um n&uacute;mero representativo de casos, optou-se por agrupar os indiv&iacute;duos em ativos e n&atilde;o ativos. Verificou-se que os n&iacute;veis m&eacute;dios de sofrimento s&atilde;o mais elevados no grupo dos n&atilde;o ativos, exceto na dimens&atilde;o do sofrimento s&oacute;cio relacional. No entanto, conclui-se, conforme quadro 8, que a hip&oacute;tese foi rejeitada, pois apresenta um valor de signific&acirc;ncia p&gt; 0,050.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 8 – Resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do teste U de Mann-Whitney &agrave;s dimens&otilde;es do IESSD em fun&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o laboral agrupada.</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a12q8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave; hip&oacute;tese se &laquo;a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; tanto maior quanto &eacute; as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias&raquo; aplicou-se, novamente, o teste Mann-Whitney. Esta vari&aacute;vel inicialmente continha nove grupos, mas como as frequ&ecirc;ncias eram baixas na maioria deles e, como tal, n&atilde;o representativas, opt&aacute;mos por agrupar os indiv&iacute;duos em, apenas, duas categoriais (Ensino b&aacute;sico ou inferior e Ensino secund&aacute;rio ou superior). Atrav&eacute;s da an&aacute;lise do quadro 9, verificou-se que a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas (p &gt; 0.050) que corroborem a hip&oacute;tese, ou seja, as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias n&atilde;o influenciam o n&iacute;vel do sofrimento dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 9 – Resultados da aplica&ccedil;&atilde;o do teste U de Mann-Whitney &agrave;s dimens&otilde;es do IESSD em fun&ccedil;&atilde;o das habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias agrupadas.</p>     <p><img src="/img/revistas/ref/vserIIIn8/IIIn8a12q9.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Pelos resultados apresentados quanto ao sofrimento global, constatou-se um n&iacute;vel de sofrimento global ligeiramente superior ao valor interm&eacute;dio da escala (3) de 3,13 e que este afere que sintomas mal controlados e/ou problemas mal resolvidos amea&ccedil;am o bem-estar e a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal nos doentes, pois como cita Fanhk in Neto <i>et al</i>. (2004, p. 30) “o que destr&oacute;i o homem n&atilde;o &eacute; o sofrimento, &eacute; o sofrimento sem sentido”. Assim sendo, h&aacute; que ter em conta as principais fontes de sofrimento mencionadas por Neto <i>et al</i>. (2004), principalmente as perdas (dignidade, sentido da vida, papeis sociais, autonomia), as altera&ccedil;&otilde;es da imagem corporal, a modifica&ccedil;&atilde;o de expectativas e de planos futuros e o abandono. No que concerne &agrave; dimens&atilde;o das experi&ecirc;ncias positivas do sofrimento na doen&ccedil;a com 3,46, estas referem-se aos sentimentos de otimismo/esperan&ccedil;a, sendo que Martins (2002) menciona que os doentes que aceitam a sua perda sofrem menos nas suas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. Quanto &agrave; dimens&atilde;o do sofrimento f&iacute;sico obteve-se 3,43, este est&aacute; relacionado com a dor, o desconforto e a perda de vigor. Segundo Dias (2000), reconhecer o direito ao controlo da dor &eacute; reconhecer a autonomia e a dignidade humana e aliviar o sofrimento. De acordo com Gameiro (1999) o corpo impede a pessoa doente de aceder ao mundo e de realizar objetivos de vida. Relativamente &agrave; dimens&atilde;o do sofrimento psicol&oacute;gico, com 3,35, esta est&aacute; relacionada com as altera&ccedil;&otilde;es cognitivas (centram-se na gravidade da doen&ccedil;a) e emocionais (aumento da ansiedade e da tens&atilde;o provocadas pela doen&ccedil;a). De acordo com Gameiro (1999), este sofrimento visa a consci&ecirc;ncia que a pessoa tem de si, atrav&eacute;s de perce&ccedil;&otilde;es sensoriais, processos cognitivos, afetivos e espirituais. Pessini e Bertachini (2004) acrescentam, referindo que estes doentes tendem a apresentar altera&ccedil;&otilde;es de humor, sentimentos de perda de controlo, perda de esperan&ccedil;a e de sonhos. A dimens&atilde;o do sofrimento s&oacute;cio relacional, com 3,38, &eacute; composta pelas altera&ccedil;&otilde;es afetivo-relacionais e s&oacute;cio laborais e nesta &eacute; evidente a perda de pap&eacute;is, estatutos e objetivos sociais, impedindo o desempenho na sociedade (B&eacute;f&eacute;cadu, 1993 apud Gameiro, 1999). Barbosa e Neto (2006) complementam que para al&eacute;m da vertente social (perdas econ&oacute;micas, laborais, familiares, isolamento social e comunit&aacute;rio), este tipo de sofrimento visa problemas no meio familiar (culpabiliza&ccedil;&atilde;o pela sua depend&ecirc;ncia, problemas sexuais, preocupa&ccedil;&otilde;es com o futuro e com a comunica&ccedil;&atilde;o no seio familiar). Quanto &agrave; dimens&atilde;o do sofrimento existencial, com 3,05, verificou-se altera&ccedil;&otilde;es na identidade pessoal (depend&ecirc;ncia de terceiros, incapacidade de realizar tarefas), no controlo emocional (explos&otilde;es emocionais, agressividades), nas limita&ccedil;&otilde;es existenciais (dificuldade de encontrar um sentido para a vida) e nos projetos futuros (incapacidade de realizar projetos importantes). Como refere Gameiro (1999), a pessoa inicia o seu percurso de sofrimento atrav&eacute;s do experienciar de emo&ccedil;&otilde;es e sentimentos de mal-estar e de tristeza. Posteriormente evolui para a consciencializa&ccedil;&atilde;o da perda e para a aceita&ccedil;&atilde;o do facto de ter uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica e irrevers&iacute;vel. A Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de (2004) complementa a informa&ccedil;&atilde;o supracitada, mencionando que estes doentes apresentam problemas e necessidades de dif&iacute;cil resolu&ccedil;&atilde;o, exigindo apoio espec&iacute;fico, organizado e interdisciplinar. Os resultados observados, ao n&iacute;vel das v&aacute;rias dimens&otilde;es e a n&iacute;vel global, permitem responder &agrave; quest&atilde;o atr&aacute;s referida afirmando que os doentes evidenciaram n&iacute;veis interm&eacute;dios de sofrimento, ou sejam, n&iacute;veis de sofrimento que n&atilde;o s&atilde;o baixos, mas tamb&eacute;m n&atilde;o s&atilde;o muito elevados. Observou-se a necessidade de minorar as experi&ecirc;ncias subjetivas de sofrimento dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa, no sentido de controlar, monitorizar e aliviar os sintomas, promovendo conforto, autonomia e funcionalidade ao doente dentro das suas capacidades, e realizando a&ccedil;&otilde;es focadas no interesse da pessoa, ajudando a manter o seu orgulho e dignidade, promovendo significa&ccedil;&otilde;es e sentido &agrave; vida. Tamb&eacute;m, como profissionais de sa&uacute;de, h&aacute; que garantir a privacidade do doente, incentivando-o para o autocuidado e para a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos. Neste estudo observou-se uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre a idade e o sofrimento s&oacute;cio relacional, e no estudo de Gameiro (1999) existiram diferen&ccedil;as entre as idades e o sofrimento f&iacute;sico, indicando que os doentes mais jovens s&atilde;o os que apresentam maiores experi&ecirc;ncias subjetivas de sofrimento f&iacute;sico. No entanto, nos estudos de Ap&oacute;stolo <i>et al</i>. (2006) n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas entre a idade e as experi&ecirc;ncias subjetivas do sofrimento. O facto de 30 dos 38 doentes n&atilde;o trabalharem e de 57,9% da amostra estar compreendida entre os [37;59] anos de idade, coloca quest&otilde;es sobre as preocupa&ccedil;&otilde;es com a incapacidade de trabalhar e de ajudar no sustento familiar. Ap&oacute;stolo <i>et </i>. (2006) refere que quanto mais nova &eacute; a pessoa doente, maiores s&atilde;o os obst&aacute;culos sobre os sentidos relativos aos desejos, ambi&ccedil;&otilde;es, carreira, sexualidade e fam&iacute;lia. O mesmo autor refere que este tipo de dimens&atilde;o do sofrimento pode ser minimizado com a proximidade dos entes queridos, providenciando conforto, proximidade, apoio familiar e intera&ccedil;&atilde;o entre eles. Neste estudo, bem como no estudo de Martins (2002), n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas entre os g&eacute;neros. No entanto, Gameiro (1999) revelou a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas, quando em situa&ccedil;&otilde;es de igual morbilidade, em que os homens experienciam mais sofrimento psicol&oacute;gico que as mulheres. Tamb&eacute;m se constatou que a hip&oacute;tese sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de sofrimento e a situa&ccedil;&atilde;o laboral n&atilde;o foi confirmada, tal como no estudo de Gameiro (1999). Contudo, Martins (2002) refere que os doentes com emprego ou com ocupa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m mais autoestima, pois isso promove uma sensa&ccedil;&atilde;o de contribui&c    cedil;&atilde;o para a sociedade e de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a. Verificou-se a n&atilde;o-exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre o sofrimento e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, contudo, no estudo de Gameiro (1999), estas compara&ccedil;&otilde;es evidenciaram-se, referindo a associa&ccedil;&atilde;o das habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias com o sofrimento psicol&oacute;gico e com o sofrimento existencial. Gameiro (2004) menciona que os doentes com menores habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias tendem a sofrer mais com a doen&ccedil;a, pois apresentam menor capacidade conceptual dos fen&oacute;menos perturbadores vividos. Segundo Barbosa e Neto (2006) os doentes apresentam respostas vivenciais designadas de desespero existencial e que s&atilde;o: descren&ccedil;a (despreocupa&ccedil;&atilde;o, denega&ccedil;&atilde;o, descren&ccedil;a diagn&oacute;stico e descren&ccedil;a), desagrado (desassossego, desapontamento, descontrolo e desconfian&ccedil;a), des&acirc;nimo (depress&atilde;o, desesperan&ccedil;a, desvitaliza&ccedil;&atilde;o e desvaloriza&ccedil;&atilde;o) e desapego (desamparo, desencanto, desist&ecirc;ncia e desinvestimento). Assim sendo, devemos avaliar estas respostas vivenciais com maior &ecirc;nfase nos doentes com maior e menor escolaridade. Um estudo realizado a doentes oncol&oacute;gicos em cuidados paliativos no Jap&atilde;o identificou sete grupos de preocupa&ccedil;&otilde;es existenciais, que foram: <i>Aceita&ccedil;&atilde;o/Preocupa&ccedil;&atilde;o (25%); Relativas &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es (22%) - isolamento, preocupa&ccedil;&otilde;es com a prepara&ccedil;&atilde;o dos familiares, conflito; Esperan&ccedil;a/Desesperan&ccedil;a (17%); Perda de controlo (16%) - f&iacute;sico, cognitivo, sobre o futuro; Perda da continuidade (10%) - perda de pap&eacute;is, de atividades, de identidade; Tarefas inacabadas (6,8%); Tornar-se um fardo</i> (4,5%) (Morita, 2004 <i>apud</i> Paulo, 2006). Por outro lado, os doentes com maiores habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, que apresentam grande capacidade cognitivo-conceptual, tendem a sofrer as subjetividades das significa&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das &agrave; realidade da doen&ccedil;a e as perce&ccedil;&otilde;es dos sintomas f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos. Como dificuldades deste trabalho apontamos a sele&ccedil;&atilde;o e recrutamento da amostra, relacionada com a obten&ccedil;&atilde;o de doentes com os crit&eacute;rios pr&eacute;-estabelecidos, e a de reunir todos os enfermeiros envolvidos na colheita de dados para uniformiza&ccedil;&atilde;o de conceitos e procedimentos. As limita&ccedil;&otilde;es prenderam-se ao facto de termos um reduzido tamanho de amostra (n=38) impedindo a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados e de apenas serem envolvidos doentes de servi&ccedil;os de cirurgia e hemato-oncologia, pelo que sugerimos, num futuro trabalho, alargar a outros servi&ccedil;os com este tipo de doentes, nomeadamente em servi&ccedil;os de medicina e em ambulat&oacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O sofrimento do doente &eacute; um componente importante nos cuidados de sa&uacute;de e, com o aumento das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, contempla-se o sofrimento como um foco na Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional para a Pr&aacute;tica de Enfermagem (CIPE), tornando-se pertinente a an&aacute;lise da perce&ccedil;&atilde;o do doente oncol&oacute;gico em situa&ccedil;&atilde;o paliativa quanto ao sofrimento. A colheita de dados fez-se a todos os doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa, que se inclu&iacute;ssem nos crit&eacute;rios pr&eacute;-estabelecidos. Relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es das experi&ecirc;ncias subjetivas da doen&ccedil;a com a idade, observou-se a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o negativa e estatisticamente significativa entre a idade e a dimens&atilde;o do sofrimento s&oacute;cio relacional com rs = -0,35 e p = 0,030), referindo que o sofrimento dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa est&aacute; relacionado com a idade. No que concerne &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es das experi&ecirc;ncias subjetivas de sofrimento na doen&ccedil;a em fun&ccedil;&atilde;o das restantes caracter&iacute;sticas dos doentes, concluiu-se que os dados n&atilde;o corroboram a hip&oacute;tese se a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; mais elevada no g&eacute;nero feminino&raquo;, se a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; mais elevada nos doentes casados&raquo;, se a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; mais elevada quando estes se encontram em situa&ccedil;&atilde;o laboral&raquo; e se a perce&ccedil;&atilde;o dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa do sofrimento &eacute; tanto maior quanto maior s&atilde;o as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias. Os resultados obtidos podem contribuir para alicer&ccedil;ar de forma estruturada o papel do enfermeiro que presta a&ccedil;&otilde;es paliativas e desenvolver interven&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e al&iacute;vio do sofrimento dos doentes. Assim, sugerimos elaborar um estudo experimental, no mesmo contexto deste estudo, com dois grupos de doentes, um grupo de controlo e um grupo experimental. Ambos ser&atilde;o submetidos aos cuidados de enfermagem <i>standard</i>, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do grupo experimental que ser&aacute; introduzido o cuidado de enfermagem massagem terap&ecirc;utica. A vari&aacute;vel sofrimento seria avaliada com o mesmo instrumento deste estudo, nomeadamente o IESSD. Ter&aacute; por objetivo geral o efeito da massagem terap&ecirc;utica no sofrimento dos doentes oncol&oacute;gicos em situa&ccedil;&atilde;o paliativa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>AP&Oacute;STOLO, Jo&atilde;o [et al.] (2006) - Sofrimento e conforto em doentes submetidas a quimioterapia. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&deg; 3, p. 55-64.</p>     <p>BARBOSA, Ant&oacute;nio ; NETO, Isabel (2006) - Manual de cuidados paliativos. Lisboa : N&uacute;cleo de Cuidados Paliativos, Centro de Bio&eacute;tica da Faculdade de Medicina de Lisboa.</p>     <p>CERQUEIRA, Maria Manuela Amorim (2005) - O cuidador e o doente paliativo: an&aacute;lise das necessidades/ dificuldades do cuidador para o cuidar do doente paliativo no domic&iacute;lio. Coimbra : Formasau.</p>     <p>DIAS, H. (2000) - Cuidados paliativos. Coimbra : Formasau.</p>     <p>GAMEIRO, Manuel (1999) - Sofrimento na doen&ccedil;a. Coimbra : Quarteto.</p>     <p>GAMEIRO, Manuel (2004) - Estar doente: atribui&ccedil;&atilde;o pessoal de significa&ccedil;&otilde;es. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia. I S&eacute;rie, n&ordm; 12, p. 35-43.</p>     <p>INTERNATIONAL COUNCIL OF NURSES (2011) - CIPE: Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional para a Pr&aacute;tica de Enfermagem: Vers&atilde;o 2. Lisboa : Ordem dos Enfermeiros.</p>     <p>MARTINS, M. (2002) - Reflex&otilde;es sobre as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais ao cuidar o doente terminal. Servir. Vol. 44, n&ordm; 6, p.288-290.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MOREIRA, I. (2001) - O doente terminal em contexto familiar - uma an&aacute;lise da experiencia de cuidar vivenciada pela fam&iacute;lia. Coimbra : Formasau.</p>     <p>NETO, Isabel [et al.] (2004) - A dignidade e o sentido da vida: uma reflex&atilde;o sobre a nossa exist&ecirc;ncia. Cascais : Pergaminho.</p>     <p>PAULO, J. (2006) - As viv&ecirc;ncias da dor e do sofrimento na pessoa com doen&ccedil;a oncol&oacute;gica em tratamento paliativo [Em linha]. Lisboa : Universidade Aberta. [Consult. Mar. 2010]. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/698/1/LC157.pdf" target="_blank">http://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/698/1/LC157.pdf</a>.</p>     <p>PESSINI, Leo ; BERTACHINI, Luciana (2004) - Humaniza&ccedil;&atilde;o e cuidados paliativos. S&atilde;o Paulo : Edi&ccedil;&otilde;es Loyola.</p>     <p>PORTUGAL. Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Estat&iacute;stica, Secretaria Regional do Plano e Finan&ccedil;as (2006) - Estat&iacute;sticas da Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma da Madeira. Funchal : DRE.</p>     <p>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de (2004) - Programa nacional de cuidados paliativos. Lisboa : DGS.</p>     <p>ROWLAND, T. W. (1996) - Developmental exercise physiology. Champaign : Human Kinetics.</p>     <p>WRIGHT, Lorraine (2005) - Espiritualidade, sofrimento e doen&ccedil;a. Coimbra : Ariadne Editora.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 22.01.12</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 04.06.12</p>     <p>&nbsp;</p>			      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[APÓSTOLO]]></surname>
<given-names><![CDATA[João]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></source>
<year>2006</year>
<volume>2</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>55-64</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARBOSA]]></surname>
<given-names><![CDATA[António]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NETO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de cuidados paliativos]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Núcleo de Cuidados Paliativos, Centro de Bioética da Faculdade de Medicina de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CERQUEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Manuela Amorim]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O cuidador e o doente paliativo: análise das necessidades/ dificuldades do cuidador para o cuidar do doente paliativo no domicílio]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Formasau]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DIAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cuidados paliativos]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Formasau]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GAMEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Manuel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sofrimento na doença]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Quarteto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GAMEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Manuel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estar doente: atribuição pessoal de significações]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></source>
<year>2004</year>
<volume>I</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>35-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>INTERNATIONAL COUNCIL OF NURSES</collab>
<source><![CDATA[CIPE: Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem: Versão 2]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ordem dos Enfermeiros]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MARTINS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reflexões sobre as relações interpessoais ao cuidar o doente terminal]]></article-title>
<source><![CDATA[Servir]]></source>
<year>2002</year>
<volume>44</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>288-290</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MOREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O doente terminal em contexto familiar: uma análise da experiencia de cuidar vivenciada pela família]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Formasau]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NETO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A dignidade e o sentido da vida: uma reflexão sobre a nossa existência]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cascais ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pergaminho]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PAULO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As vivências da dor e do sofrimento na pessoa com doença oncológica em tratamento paliativo]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Aberta]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PESSINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leo]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BERTACHINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luciana]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Humanização e cuidados paliativos]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Loyola]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>PORTUGAL^dDireção Regional de Estatística, Secretaria Regional do Plano e Finanças</collab>
<source><![CDATA[Estatísticas da Saúde da Região Autónoma da Madeira]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Funchal ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DRE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>PORTUGAL^dMinistério da Saúde. Direção Geral de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Programa nacional de cuidados paliativos]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ROWLAND]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Developmental exercise physiology]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Champaign ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Human Kinetics]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WRIGHT]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lorraine]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Espiritualidade, sofrimento e doença]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ariadne Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
