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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id>S0874-02832013000100003</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1253</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Competências relacionais dos estudantes de enfermagem: Follow-up de programa de intervenção]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relational skills of nursing students: Follow-up of an intervention program]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Competencias relacionales de los estudiantes de enfermería: seguimiento del programa de intervención]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem de Coimbra  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The development of personal and social skills is a facilitator or even essential for nurses to demonstrate relational skills and helping skills in their daily activity. This study, quasi-experimental in nature, aimed to assess the validity of the program of development of social skills called Care to Know Care and its implications for the development of relational skills of helping and interpersonal communication in nursing students at six month follow-up after the program. A random sample totalled 104 students from the 2nd year, 3rd semester of the Nursing Degree Course, constituting a control group (42 students) and an experimental group (62 students). Data collection was done using: a Sociodemographic Questionnaire, the Toronto Alexithymia Scale, Rathus Assertiveness Scale, Clinical Self-concept Inventory, Relational and Help Skills Inventory and Interpersonal Communication Assessment Scale. The results show an impact of the program on self-concept, assertiveness, alexithymia, relational and helping skills and interpersonal communication. It was concluded that the program has validity, consistency and usefulness in the development and learning of personal, social and professional competencies of nursing students, with positive implications for the development of relational helping skills and interpersonal communication.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El desarrollo de competencias personales y sociales se convierte en un elemento facilitador o incluso esencial para que las enfermeras demuestren competencias relacionales y de ayuda en su actividad diaria. Este estudio cuasi experimental ha tenido como objetivo evaluar la validez del programa de desarrollo de competencias sociales llamado Cuidarse para Saber Cuidar y sus implicaciones en el desarrollo de competencias relacionales de ayuda y de comunicación interpersonal en los estudiantes de Enfermería, en un seguimiento de seis meses. La muestra aleatoria ha estado constituida por 104 estudiantes de segundo año, tercer semestre de los estudios de Enfermería, es decir un grupo de control (42 estudiantes) y un grupo experimental (62 estudiantes). La recopilación de datos se ha realizado a través de: Cuestionario sociodemográfico, Escala de alexitimia de Toronto, Escala de asertividad Rathus, Inventario Clínico Auto-Concepto, Inventario de Competencias de relación de la ayuda y Escala de evaluación de la comunicación interpersonal. Los resultados muestran que el impacto del programa se refleja en el autoconcepto, la asertividad, la alexitimia, las competencias relacionales de ayuda y en la comunicación interpersonal. Se concluye así que el programa tiene validez, coherencia y utilidad en el desarrollo y el aprendizaje de los estudiantes de Enfermería de carácter personal, social y profesional, con implicaciones positivas en el desarrollo de competencias relacionales de ayuda y de comunicación interpersonal.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Compet&ecirc;ncias relacionais dos estudantes de enfermagem: Follow-up de programa de interven&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><b>Relational skills of nursing students: <i>Follow-up</i> of an intervention program</b></p>     <p><b>Competencias relacionales de los estudiantes de enfermer&iacute;a: seguimiento del programa de intervenci&oacute;n</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rosa Cristina Correia Lopes</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>; <b>Zaida de Aguiar S&aacute; Azeredo</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a>; <b>Rog&eacute;rio Manuel Clemente Rodrigues</b><a href="#a3">***</a><a name="topa3"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Mestre em Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental. Doutoranda em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem no Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Professora adjunta na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra [<a href="mailto:rlopes@esenfc.pt">rlopes@esenfc.pt</a>]</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> Doutora em Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria. Professora Auxiliar no Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar da Universidade do Porto [<a href="mailto:zaida.azeredo@gmail.com">zaida.azeredo@gmail.com</a>].</p>     <p><a href="#topa3">***</a><a name="a3"></a> Doutor em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem. Professor adjunto na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra [<a href="mailto:rogerio@esenfc.pt">rogerio@esenfc.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais torna-se facilitador ou mesmo imprescind&iacute;vel para que o enfermeiro demonstre compet&ecirc;ncias relacionais e de ajuda na sua actividade di&aacute;ria.</p>     <p>Este estudo, de natureza quasi-experimental, objetivou avaliar a validade do programa de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais designado Cuidar-se para Saber Cuidar e as suas implica&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda e de comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal nos estudantes de enfermagem, num <i>follow-up</i> de seis meses.</p>     <p>A amostra aleat&oacute;ria totalizou 104 estudantes do 2&ordm; ano, 3&ordm; semestre do Curso de Licenciatura em Enfermagem, constituindo o grupo de controlo (42 estudantes) e o grupo experimental (62 estudantes).</p>     <p>Recolha de dados atrav&eacute;s de: Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico; Escala de Alexitimia de Toronto; Escala de Assertividade de Rathus; Invent&aacute;rio Cl&iacute;nico de Autoconceito; Invent&aacute;rio de Compet&ecirc;ncias Relacionais e de Ajuda; e Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o Interpessoal.</p>     <p>Os resultados evidenciam que o impacto do Programa se fez notar no autoconceito, na assertividade, na alexitimia, nas compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda e na comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal.</p>     <p>Concluiu-se que o Programa possui validade, consist&ecirc;ncia e utilidade no desenvolvimento e na aprendizagem de compet&ecirc;ncias pessoais, sociais e profissionais dos estudantes de enfermagem, com implica&ccedil;&otilde;es positivas no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda e de comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> estudantes de enfermagem; compet&ecirc;ncia cl&iacute;nica; educa&ccedil;&atilde;o baseada em compet&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p> <b>    <p>Abstract</b></p>     <p>The development of personal and social skills is a facilitator or even essential for nurses to demonstrate relational skills and helping skills in their daily activity.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This study, quasi-experimental in nature, aimed to assess the validity of the program of development of social skills called Care to Know Care and its implications for the development of relational skills of helping and interpersonal communication in nursing students at six month follow-up after the program.</p>     <p>A random sample totalled 104 students from the 2nd year, 3rd semester of the Nursing Degree Course, constituting a control group (42 students) and an experimental group (62 students).</p>     <p>Data collection was done using: a Sociodemographic Questionnaire, the Toronto Alexithymia Scale, Rathus Assertiveness Scale, Clinical Self-concept Inventory, Relational and Help Skills Inventory and Interpersonal Communication Assessment Scale.</p>     <p>The results show an impact of the program on self-concept, assertiveness, alexithymia, relational and helping skills and interpersonal communication.</p>     <p>It was concluded that the program has validity, consistency and usefulness in the development and learning of personal, social and professional competencies of nursing students, with positive implications for the development of relational helping skills and interpersonal communication.</p>     <p><b>Keywords:</b> nursing students; clinical competence; competency-based education.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>El desarrollo de competencias personales y sociales se convierte en un elemento facilitador o incluso esencial para que las enfermeras demuestren competencias relacionales y de ayuda en su actividad diaria.</p>     <p>Este estudio cuasi experimental ha tenido como objetivo evaluar la validez del programa de desarrollo de competencias sociales llamado Cuidarse para Saber Cuidar y sus implicaciones en el desarrollo de competencias relacionales de ayuda y de comunicaci&oacute;n interpersonal en los estudiantes de Enfermer&iacute;a, en un seguimiento de seis meses.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>La muestra aleatoria ha estado constituida por 104 estudiantes de segundo a&ntilde;o, tercer semestre de los estudios de Enfermer&iacute;a, es decir un grupo de control (42 estudiantes) y un grupo experimental (62 estudiantes).</p>     <p>La recopilaci&oacute;n de datos se ha realizado a trav&eacute;s de: Cuestionario sociodemogr&aacute;fico, Escala de alexitimia de Toronto, Escala de asertividad Rathus, Inventario Cl&iacute;nico Auto-Concepto, Inventario de Competencias de relaci&oacute;n de la ayuda y Escala de evaluaci&oacute;n de la comunicaci&oacute;n interpersonal.</p>     <p>Los resultados muestran que el impacto del programa se refleja en el autoconcepto, la asertividad, la alexitimia, las competencias relacionales de ayuda y en la comunicaci&oacute;n interpersonal.</p>     <p>Se concluye as&iacute; que el programa tiene validez, coherencia y utilidad en el desarrollo y el aprendizaje de los estudiantes de Enfermer&iacute;a de car&aacute;cter personal, social y profesional, con implicaciones positivas en el desarrollo de competencias relacionales de ayuda y de comunicaci&oacute;n interpersonal.</p>     <p><b>Palabras clave:</b> estudiantes de Enfermer&iacute;a; competencia cl&iacute;nica; Educaci&oacute;n basada en compet&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Em in&uacute;meras investiga&ccedil;&otilde;es foi demonstrado que “indiv&iacute;duos com bom relacionamento interpessoal s&atilde;o mais saud&aacute;veis, menos propensos a doen&ccedil;as e mais produtivos no trabalho. O desempenho profissional em diversas &aacute;reas (…) depende, criticamente, de um conjunto de compet&ecirc;ncias pessoais e habilidades de relacionamento” (Del Prette e Del Prette, 2011, p.10). Considera-se que os indiv&iacute;duos socialmente habilidosos contribuem significativamente para a melhoria do clima organizacional, para a melhoria da qualidade das rela&ccedil;&otilde;es intra e intersectoriais e para a melhoria das rela&ccedil;&otilde;es com fornecedores, clientes e p&uacute;blico em geral.</p>     <p>Nesta sequ&ecirc;ncia, as compet&ecirc;ncias sociais t&ecirc;m sido relacionadas com uma melhor qualidade de vida, com rela&ccedil;&otilde;es interpessoais mais gratificantes, com maior realiza&ccedil;&atilde;o profissional e com sucesso profissional (Caballo, 2009). Os programas de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais, no sentido do desenvolvimento m&aacute;ximo das capacidades pessoais e relacionais, t&ecirc;m sido utilizados para desenvolver habilidades interpessoais necess&aacute;rias &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de um trabalho eficiente, em diferentes &aacute;reas profissionais: medicina; psicologia; e tamb&eacute;m em estudantes de psicologia e de ci&ecirc;ncias exatas com o objetivo de melhorar o rendimento acad&eacute;mico, o relacionamento interpessoal ou o ingresso no mercado de trabalho (Del Prette e Del Prette, 2011).</p>     <p>Por outro lado, em Enfermagem sublinha-se que o fundamento dos cuidados est&aacute; centrado na rela&ccedil;&atilde;o interpessoal estabelecida entre o profissional e a pessoa que necessita de cuidados, aspecto defendido por in&uacute;meras te&oacute;ricas de Enfermagem e que est&aacute; bem evidente na defini&ccedil;&atilde;o de cuidados de enfermagem da Ordem dos Enfermeiros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Podemos tamb&eacute;m afirmar que a base da compet&ecirc;ncia profissional de enfermagem reside, em primeiro lugar, nas qualidades pessoais, ou seja, na personalidade do enfermeiro, que &eacute; determinante para a aquisi&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia. Esta comporta, assim, dois aspectos essenciais: a mobiliza&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias pessoais; e a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos saberes e saber-fazer aplicados aos cuidados em Enfermagem (Phaneuf, 2005).</p>     <p>Alguns estudos real&ccedil;am a exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o enfermeiro-cliente e os resultados no cliente em diversas popula&ccedil;&otilde;es (Edwards, Peterson e Davies, 2006). Estes autores desenvolveram um estudo com o objetivo de determinar a exist&ecirc;ncia da melhoria nas habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o de um projeto de interven&ccedil;&atilde;o, tendo comparado a frequ&ecirc;ncia e a qualidade das habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal (calor, escuta ativa, inicia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e assertividade, referenciadas como importantes facilitadoras das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais) utilizadas pelas enfermeiras antes do projeto e cinco meses ap&oacute;s a sua implementa&ccedil;&atilde;o. Os resultados revelaram uma tend&ecirc;ncia para a melhoria da assertividade e melhoria significativa nas habilidades de escuta ativa e inicia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. Estes factos sustentam a import&acirc;ncia da implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que visem o desenvolvimento destas habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&atilde;o, focando como implica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica que gestores e enfermeiros utilizem estas estrat&eacute;gias para avaliar a pr&aacute;tica de enfermagem.</p>     <p>Nesta sequ&ecirc;ncia desenvolveu-se um estudo, de natureza quasi-experimental, que objetivou avaliar as implica&ccedil;&otilde;es do Programa de Interven&ccedil;&atilde;o Cuidar-se para Saber Cuidar no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias (relacionais de ajuda e comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal nos estudantes de enfermagem) favorecedoras do desempenho em Ensino Cl&iacute;nico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>O Programa Cuidar-se para Saber Cuidar, concebido, implementado e avaliado num projeto de investiga&ccedil;&atilde;o mais lato, &eacute; um programa educativo que pretendeu promover e/ou otimizar o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais, sociais e profissionais dos estudantes de enfermagem, utilizando estrat&eacute;gias estruturadas e formais. Estas visaram obter como resultado final, para al&eacute;m do bem-estar pessoal e social, o sucesso acad&eacute;mico e profissional, possibilitado pelo desenvolvimento de compet&ecirc;ncias relacionais, que nas Ci&ecirc;ncias de Enfermagem t&ecirc;m tradu&ccedil;&atilde;o no Saber-fazer Relacional.</p>     <p>O desenho do Programa de Interven&ccedil;&atilde;o, assente em din&acirc;micas de grupo e tarefas individuais, foi sustentado numa abordagem cognitivo-comportamental e simultaneamente numa abordagem humanista Rogeriana do desenvolvimento humano. Constituiu-se em 10 sess&otilde;es, com dura&ccedil;&atilde;o de 2 horas cada, organizadas em torno do desenvolvimento de uma compet&ecirc;ncia (comunica&ccedil;&atilde;o, express&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, escuta, empatia, autoconceito e conhecimento de si, assertividade e coopera&ccedil;&atilde;o) e pressupondo sempre uma abordagem de interliga&ccedil;&atilde;o e integradora dos diversos conte&uacute;dos trabalhados nas diferentes sess&otilde;es. As sess&otilde;es decorreram ao longo de aproximadamente dois meses, com uma periodicidade semanal e/ou bissemanal.</p>     <p><b>Amostra</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o teve como popula&ccedil;&atilde;o os estudantes do 2&ordm; ano do Curso de Licenciatura em Enfermagem (CLE), de uma Escola Superior de Enfermagem, que realizaram ensino te&oacute;rico no 3&ordm; semestre, perfazendo um total de 166 estudantes.</p>     <p>A amostra aleat&oacute;ria, totaliza 104 estudantes do 2&ordm; ano, 3&ordm; semestre do CLE, que constitu&iacute;ram o grupo de controlo (GC – 42 estudantes) e o grupo experimental (GE – 62 estudantes). No momento do estudo de <i>follow-up</i> do Programa (6 meses ap&oacute;s o seu <i>terminus</i>), estes estudantes frequentavam o 2&ordm; Ano, 4&ordm; Semestre, e encontravam-se nas duas semanas finais do primeiro Ensino Cl&iacute;nico (Ensino Cl&iacute;nico de Fundamentos de Enfermagem). O c&aacute;lculo do tamanho da amostra corrigido, para um erro amostral toler&aacute;vel de 6%, &eacute; de 104 estudantes (E&ordm; = 0,06; n&ordm; = 1/(0,06)&sup2; = 277 estudantes; n = 166x277/166+277 = 45982/443 = 103,7 estudantes).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram considerados como crit&eacute;rios de selec&ccedil;&atilde;o da amostra: a colabora&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria no programa de interven&ccedil;&atilde;o; e a inexist&ecirc;ncia de realiza&ccedil;&atilde;o de Ensino Cl&iacute;nico.</p>     <p>Apenas o GE foi submetido ao programa de interven&ccedil;&atilde;o Cuidar-se para Saber Cuidar.</p>     <p>A amostra &eacute; maioritariamente do g&eacute;nero feminino (92,86% no GC e 90,32% no GE), com estado civil solteiro na quase totalidade (98,39% no GE e 100% do GC) e idade compreendida entre os 18 e 35 anos. A m&eacute;dia de idades foi de 19,19 anos e o desvio padr&atilde;o de 0,50 no GC e de 19,55 anos e 2,16 no GE, respetivamente</p>     <p><b>Instrumento de colheita de dados</b></p>     <p>O instrumento de colheita de dados de auto-avalia&ccedil;&atilde;o foi constitu&iacute;do por: Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico; Escala de Alexitimia de Toronto – TAS-20 (Ver&iacute;ssimo, 2001); Escala de Assertividade de Rathus – RAS (Detry e Castro, 1996); Invent&aacute;rio Cl&iacute;nico de Autoconceito – ICAC (Vaz-Serra, 1986); e Invent&aacute;rio de Compet&ecirc;ncias Relacionais e de Ajuda – ICRA (Ferreira, Tavares e Duarte, 2006).</p>     <p>Para a hetero-avalia&ccedil;&atilde;o utilizou-se a Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o Interpessoal – ICAS (Lopes, Azeredo e Rodrigues, 2010), instrumento preenchido pelos professores que orientam no Ensino Cl&iacute;nico os estudantes participantes na investiga&ccedil;&atilde;o, sendo relativo ao desempenho desses mesmos estudantes.</p>     <p>De seguida apresentamos uma breve descri&ccedil;&atilde;o dos instrumentos utilizados:</p>     <p><b>Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico</b>.</p>     <p>Escala de Alexitimia de Toronto (TAS-20) – de auto-avalia&ccedil;&atilde;o do tipo <i>Lickert</i>, com 20 itens pontuados de 1 a 5, o valor total varia entre 20 e 100 (itens 4, 5, 10, 18 e 19 pontuados inversamente), constitu&iacute;da por tr&ecirc;s fatores: F1 – dificuldade em identificar sentimentos; F2 – dificuldade em descrever sentimentos; e F3 – pensamento orientado para o exterior. O estudo da fiabilidade e valida&ccedil;&atilde;o da tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa revela, relativamente &agrave; consist&ecirc;ncia interna, alta fiabilidade da escala como um todo e, quanto &agrave; estabilidade temporal, uma fiabilidade excelente (Ver&iacute;ssimo, 2001).</p>     <p>Invent&aacute;rio Cl&iacute;nico de Autoconceito (ICAC) – escala tipo <i>Lickert</i> com 20 itens, cotados de 1 a 5, em que a maior pontua&ccedil;&atilde;o exprime um autoconceito mais elevado (itens 3, 12 e 18 s&atilde;o cotados de forma inversa), o total varia entre 20 e 100. Constitu&iacute;do por seis fatores: F1 – aceita&ccedil;&atilde;o/rejei&ccedil;&atilde;o social; F2 – auto-efic&aacute;cia; F3 – maturidade psicol&oacute;gica; e F4 – impulsividade. Os fatores 5 e 6 apresentam um car&aacute;cter misto, pelo que o autor n&atilde;o lhes atribuiu uma denomina&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. A valida&ccedil;&atilde;o do ICAC revelou um coeficiente de <i>Spearman-Brown</i> de 0,791 e um coeficiente teste-reteste de 0,838 (Vaz-Serra, 1986).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Escala de Assertividade de Rathus (RAS) – escala de auto-relato estruturado, constitu&iacute;da por 30 itens, que descrevem comportamentos ou sentimentos que ocorrem em situa&ccedil;&otilde;es sociais quotidianas, cotados de -3 a +3, respetivamente, salvaguardando os itens cotados de forma inversa: 1, 2, 4, 5, 9, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 19, 23, 24, 26, 30. O valor global varia de -90 a +90. O trabalho de Rathus revela como intervalo de confian&ccedil;a os valores normais [-15, +34]. A vers&atilde;o portuguesa desenvolvida por Detry e Castro (1996) mostra como intervalo de confian&ccedil;a [-26, +22]. As autoras salvaguardam que na constru&ccedil;&atilde;o da RAS, o conceito de assertividade se relaciona com um “conjunto de par&acirc;metros da compet&ecirc;ncia social”.</p>     <p>Invent&aacute;rio de Compet&ecirc;ncias Relacionais de Ajuda (ICRA) – instrumento de auto-resposta que avalia as compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda de um enfermeiro e que foi desenvolvido por Ferreira, Tavares e Duarte (2006). A cota&ccedil;&atilde;o varia de 1 a 7 e o valor global de 51 a 357. Constitu&iacute;do por quatro fatores: F1 – compet&ecirc;ncias gen&eacute;ricas; F2 – compet&ecirc;ncias emp&aacute;ticas; F3 – compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o; e F4 – compet&ecirc;ncias de contacto. O coeficiente de Sperman-Brown obtido na sua valida&ccedil;&atilde;o foi de 0,8792 e o coeficiente de alpha de Cronbach de 0,7474.</p>     <p>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o Interpessoal (ICAS) – de h&eacute;tero e auto-avalia&ccedil;&atilde;o, tipo Lickert, constitu&iacute;da por 23 itens que correspondem aos comportamentos de comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal que se esperam dos estudantes de enfermagem. A cota&ccedil;&atilde;o varia de 1 a 4 e corresponde ao n&iacute;vel de efic&aacute;cia atingido em cada item. O estudo de fiabilidade e validade da vers&atilde;o portuguesa revelou um elevado &iacute;ndice de confiabilidade e muito boa estabilidade temporal (Lopes, Azeredo e Rodrigues, 2010). Constitu&iacute;do por tr&ecirc;s fatores: F1 – advocacia; F2 – uso terap&ecirc;utico de si pr&oacute;prio; e F3 – valida&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os dados obtidos foram tratados informaticamente atrav&eacute;s do programa Predictive Analytics Software (PASW) Statistics, vers&atilde;o 18,0 para Windows, tendo-se recorrido a m&eacute;todos inerentes &agrave; estat&iacute;stica descritiva e inferencial.</p>     <p><b>Procedimento</b></p>     <p>Foram desenvolvidas dilig&ecirc;ncias que culminaram na obten&ccedil;&atilde;o das autoriza&ccedil;&otilde;es dos autores (nacionais e internacionais) para a utiliza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de colheita de dados e na obten&ccedil;&atilde;o das autoriza&ccedil;&otilde;es da Presidente. Salientamos tamb&eacute;m o car&aacute;cter volunt&aacute;rio da participa&ccedil;&atilde;o dos estudantes e a respetiva assinatura da declara&ccedil;&atilde;o de consentimento informado.</p>     <p>Importa ainda referir que esta investiga&ccedil;&atilde;o obteve o parecer favor&aacute;vel da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Unidade Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de – Enfermagem (UICISA-E) da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.</p>     <p>Este estudo foi realizado seis meses ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do Programa de Interven&ccedil;&atilde;o, coincidindo com o final do primeiro EC e, para al&eacute;m da auto-avalia&ccedil;&atilde;o dos estudantes relativamente ao desenvolvimento das suas compet&ecirc;ncias, tamb&eacute;m prev&ecirc; a sua hetero-avalia&ccedil;&atilde;o, havendo por isso a necessidade de solicitar aos professores orientadores dos estudantes em Ensino Cl&iacute;nico o preenchimento da Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o Interpessoal relativa ao desempenho de cada um dos estudantes pertencentes &agrave; amostra.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q1.jpg">Quadro 1</a>, relativo ao autoconceito e &agrave;s dimens&otilde;es aceita&ccedil;&atilde;o social, auto-efic&aacute;cia, maturidade psicol&oacute;gica e impulsividade, evid&ecirc;ncia uma diferen&ccedil;a significativa nas m&eacute;dias entre o GC e GE (sendo mais elevadas no GE) a n&iacute;vel da auto-efic&aacute;cia e do autoconceito de um modo global.</p>     
<p>&nbsp;</p>			 <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q1.jpg">Quadro 1</a>			     
<p>&nbsp;</p>	     <p>Relativamente &agrave; assertividade, o <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q2.jpg">Quadro 2</a> permite constatar que a diferen&ccedil;a das m&eacute;dias entre o GC e o GE n&atilde;o s&atilde;o significativamente diferentes no estudo de <i>follow-up</i>. Importa reter que a escala utilizada considera a assertividade em pontua&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias, equivalendo a n&atilde;o assertividade &agrave;s pontua&ccedil;&otilde;es mais baixas e &agrave;s mais altas.</p>     
<p>&nbsp;</p>			 <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q2.jpg">Quadro 2</a>			     
<p>&nbsp;</p>	     <p>Houve por isso a necessidade de analisar as diferen&ccedil;as entre propor&ccedil;&otilde;es considerando as vari&aacute;veis nominais: assertivo e n&atilde;o assertivo, o que tornou evidente a diferen&ccedil;a estatisticamente muito significativa entre o GC e o GE (<a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q3.jpg">Quadro 3</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p>			 <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q3.jpg">Quadro 3</a>			     
<p>&nbsp;</p>	     <p>O <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q4.jpg">Quadro 4</a> mostra que a alexitimia no global e nas dimens&otilde;es “dificuldade em identificar sentimentos” e “pensamento orientado externamente” tem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos de controlo e experimental, sendo as m&eacute;dias inferiores no GE, o que corresponde a participantes com &iacute;ndices mais baixos de alexitimia.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>			 <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q4.jpg">Quadro 4</a>			     
<p>&nbsp;</p>	     <p>Recorreu-se tamb&eacute;m &agrave; an&aacute;lise das diferen&ccedil;as entre propor&ccedil;&otilde;es referente &agrave;s vari&aacute;veis nominais: claramente sem alexitimia, com alexitimia moderada e claramente com alexitimia, constatando-se a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os dois grupos no estudo de <i>follow-up</i> (<a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q5.jpg">Quadro 5</a>). Verificando-se a exist&ecirc;ncia de percentagem mais elevada de indiv&iacute;duos sem alexitimia e a menos percentagem de indiv&iacute;duos com alexitimia no GE relativamente ao GC.</p>     
<p>&nbsp;</p>			 <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q5.jpg">Quadro 5</a>			     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados expostos no <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q6.jpg">Quadro 6</a>, relativos &agrave;s compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda dos estudantes de enfermagem em Ensino Cl&iacute;nico, mostram que existem diferen&ccedil;as significativas entre os grupos de controlo e experimental a n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias gen&eacute;ricas, das compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o, da compet&ecirc;ncia emp&aacute;tica e, globalmente, a n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda. A an&aacute;lise das m&eacute;dias obtidas em cada grupo permite constatar que o GE obt&eacute;m pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas globalmente nas compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda e em todas as dimens&otilde;es, incluindo as compet&ecirc;ncias de contacto que n&atilde;o apresentam signific&acirc;ncia inferencial.</p>     
<p>&nbsp;</p>			 <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q6.jpg">Quadro 6</a>			     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando inquirimos os professores sobre o desenvolvimento da comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal dos seus estudantes durante o Ensino Cl&iacute;nico, os resultados do <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q7.jpg">Quadro 7</a> permitem constatar que o GE apresenta uma m&eacute;dia de valores superiores &agrave;s do GC em todas as dimens&otilde;es e, globalmente, na comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal. Considerando as diferen&ccedil;as estatisticamente observadas, pode inferir-se que o Programa de Interven&ccedil;&atilde;o aplicado &eacute; eficaz na melhoria das compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal, no global, e nas suas dimens&otilde;es advocacia e uso terap&ecirc;utico de si pr&oacute;prio.</p>     
<p>&nbsp;</p>			 <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a03q7.jpg">Quadro 7</a>			     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>	     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados deste estudo de <i>follow-up</i> evidenciam que o impacto do Programa de Interven&ccedil;&atilde;o (medido seis meses ap&oacute;s a sua conclus&atilde;o) se fez notar no autoconceito, na assertividade, na alexitimia, nas compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda e na comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal.</p>     <p>Assim, relativamente ao autoconceito, a compara&ccedil;&atilde;o dos dois grupos como amostras independentes demonstra a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas na dimens&atilde;o auto-efic&aacute;cia e no autoconceito.</p>     <p>Julgamos que o espa&ccedil;o temporal mediado entre o <i>terminus</i> do Programa e o estudo de <i>follow-up</i> tornou evidente as diferen&ccedil;as entre os grupos referentes ao autoconceito, e que possam ter origem na interven&ccedil;&atilde;o, o que corrobora as perspetivas defendidas em diversos estudos emp&iacute;ricos sobre a possibilidade de modifica&ccedil;&atilde;o do autoconceito atrav&eacute;s de interven&ccedil;&atilde;o (Parker, Martin e Marsh, 2008; Marsh <i>et al</i>., 2009).</p>     <p>O estudo de Fuentes <i>et al</i>. (2011), com 1281 adolescentes, embora n&atilde;o inclua no seu desenho a avalia&ccedil;&atilde;o de qualquer interven&ccedil;&atilde;o, os resultados indicam que uma maior pontua&ccedil;&atilde;o no autoconceito corresponde a um melhor ajustamento social, a boas habilidades pessoais e sociais e menos problemas comportamentais, o que, na opini&atilde;o dos autores, suporta a ideia de que o autoconceito &eacute; um construto estreitamente relacionado com o ajustamento psicossocial. Assim, estes resultados parecem-nos refor&ccedil;ar os resultados obtidos com a interven&ccedil;&atilde;o desenvolvida nesta investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Do mesmo modo, o estudo longitudinal de Edwards <i>et al</i>. (2010) para a auto-avalia&ccedil;&atilde;o do <i>stress</i> e auto-estima em estudantes de enfermagem nas diferentes fases do seu processo de forma&ccedil;&atilde;o, revelou que o stress &eacute; maior no in&iacute;cio do terceiro ano (&uacute;ltimo ano) de treino cl&iacute;nico (ensino cl&iacute;nico), sendo estes valores significativamente mais elevados do que em qualquer outro momento do curso, e que paralelamente a auto-estima &eacute; mais baixa no final do ensino cl&iacute;nico, o que levou os autores a sugerirem o desenvolvimento de efetivas interven&ccedil;&otilde;es de stress. Tamb&eacute;m na avalia&ccedil;&atilde;o do stress em estudantes de enfermagem, Dias e Silva (2011), ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o na unidade curricular de Gest&atilde;o de stress, que incluiu o desenvolvimento pessoal e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, confirmam a evid&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as nos comportamentos e atitudes face ao <i>stress</i>.</p>     <p>No que se refere &agrave; assertividade, a sua categoriza&ccedil;&atilde;o revela um aumento do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos assertivos no GE.</p>     <p>Estes resultados s&atilde;o consistentes com o estudo de Lin <i>et al</i>. (2004), que no <i>follow-up</i> de um programa de treino de assertividade com estudantes de medicina e de enfermagem, tamb&eacute;m verificaram que a assertividade foi significativamente melhorada no grupo experimental.</p>     <p>Outros estudos salientam a necessidade de desenvolvimento das habilidades sociais em estudantes e profissionais de &aacute;rea cient&iacute;ficas que privilegiam a rela&ccedil;&atilde;o como instrumento terap&ecirc;utico. Assim, Del Prette e Del Prette (2011) encontram em estudantes de psicologia uma menor expressividade de sentimentos positivos e negativos relativamente &agrave; amostra normativa, considerando que isso se poderia dever ao ajustamento do estudante ao estere&oacute;tipo do psic&oacute;logo como profissional mais contido e controlado (que poderia ser refor&ccedil;ado ao longo da forma&ccedil;&atilde;o ou constituir um fator pr&eacute;-seletivo na escolha desta &aacute;rea) ou a deficits em habilidades sociais nessa &aacute;rea que o curso de psicologia n&atilde;o supriria, embora focalizando outras caracter&iacute;sticas do desempenho social.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o da alexitimia constata-se a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas nas dimens&otilde;es “dificuldade em identificar sentimentos” e “pensamento orientado externamente” e globalmente na alexitimia, entre o GE e o GC, sendo not&oacute;rio o aumento do n&uacute;mero de participantes sem alexitimia no GE.</p>     <p>Estes resultados parecem corroborar os resultados encontrados por Bekker <i>et al</i>. (2008) que num estudo com uma amostra feminina cl&iacute;nica (n=552) e n&atilde;o-cl&iacute;nica (n=559) constatam que a assertividade &eacute; forte preditor da autonomia e que a componente cognitiva da alexitimia contribuiu para o autoconhecimento e para a capacidade de gerir situa&ccedil;&otilde;es novas. Concluem que o treino de assertividade e o refor&ccedil;o da regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes para a capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e autonomia.</p>     <p>Tamb&eacute;m em outros estudos (Christopher e McMurran, 2009), a alexitimia foi associada a uma menor efic&aacute;cia na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas sociais, enquanto que a preocupa&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica foi associada a uma maior efic&aacute;cia na resolu&ccedil;&atilde;o desses mesmos problemas. Em enfermeiros (n=297) a empatia mostra correlacionar-se positivamente com a gest&atilde;o de relacionamentos em grupo e com a gest&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es (Agostinho, 2008).</p>     <p>Relativamente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda, a compara&ccedil;&atilde;o dos dois grupos p&otilde;e em evid&ecirc;ncia diferen&ccedil;as significativas entre os grupos experimental e de controlo ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias gen&eacute;ricas, das compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o, da compet&ecirc;ncia emp&aacute;tica e globalmente das compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda.</p>     <p>Estes resultados s&atilde;o consistentes com os de Ara&uacute;jo e Gomes (2010) que, tamb&eacute;m com estudantes de enfermagem, encontram que o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda est&aacute; associado sobretudo &agrave;s compet&ecirc;ncias gen&eacute;ricas, compet&ecirc;ncias emp&aacute;ticas e compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o e dependente de vari&aacute;veis pessoais.</p>     <p>S&atilde;o consistentes tamb&eacute;m com a pesquisa de Melo (2005), que em estudantes do 4&ordm; ano do CLE encontra rela&ccedil;&atilde;o significativa entre o desenvolvimento do autoconceito (em todas as dimens&otilde;es - aceita&ccedil;&atilde;o social, auto-efic&aacute;cia, maturidade e impulsividade) e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda, defendendo que para facilitar o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda nos estudantes de enfermagem &eacute; essencial atender &agrave;s suas caracter&iacute;sticas individuais. Importa ressalvar que a popula&ccedil;&atilde;o deste estudo se encontra numa fase mais avan&ccedil;ada da sua forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, bem como do seu desenvolvimento pessoal.</p>     <p>De acordo com a base conceptual do ICRA (Ferreira, Tavares e Duarte, 2006) e numa an&aacute;lise de pormenor dos conceitos que est&atilde;o subjacentes &agrave;s dimens&otilde;es detetadas com not&aacute;rias diferen&ccedil;as entre os grupos, podemos constatar que o Programa Cuidar-se para Saber Cuidar permitiu o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias gen&eacute;ricas atrav&eacute;s do incremento dos conhecimentos de si e dos conhecimentos profissionais; o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do incremento da comunica&ccedil;&atilde;o verbal, mas essencialmente da comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal (olhar, toque, escuta, dist&acirc;ncia e meios de comunica&ccedil;&atilde;o; e o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias emp&aacute;ticas atrav&eacute;s do incremento da compreens&atilde;o emp&aacute;tica, respeito caloroso, autenticidade e especificidade. Os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados nestas dimens&otilde;es culminam no incremento global das compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda dos estudantes do GE (vis&iacute;vel nas pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias).</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal (avaliadas pelo professores) s&atilde;o evidenciadas diferen&ccedil;as significativas entre os dois grupos nas dimens&otilde;es advocacia e uso terap&ecirc;utico de si pr&oacute;prio e globalmente na comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal. Importa salientar que estes resultados s&atilde;o consonantes com os provenientes da auto-avalia&ccedil;&atilde;o dos estudantes (discutidos anteriormente).</p>     <p>Estes resultados parecem apontar alguma diverg&ecirc;ncia com os encontrados por Lin <i>et al</i>. (2004), que ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o de um programa de treino de assertividade com estudantes de medicina e de enfermagem, n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;as significativas na satisfa&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal no p&oacute;s-teste e <i>follow-up</i>, argumentando os autores que para al&eacute;m do programa ser essencialmente projetado para o aumento da assertividade, com menor relevo da comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal, tamb&eacute;m o tempo mediado entre o p&oacute;s-teste e o <i>follow-up</i> foi curto (um m&ecirc;s).</p>     <p>Por outro lado, e consonante com os resultados do nosso estudo, salientamos a implementa&ccedil;&atilde;o do projecto <i>Therapeutic Relationships BPG</i>, realizada por Edwards, Peterson e Davies (2006), com o objetivo de determinar a exist&ecirc;ncia de melhoria nas compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros, comparam a frequ&ecirc;ncia e a qualidade das compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal seleccionadas (calor, escuta activa, inicia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e assertividade) utilizadas pelas enfermeiras antes e cinco meses ap&oacute;s sua da implementa&ccedil;&atilde;o. A evid&ecirc;ncia de que a melhoria da assertividade melhora significativamente as habilidades de escuta ativa e inicia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, sustenta a import&acirc;ncia da implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que visem o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&atilde;o, focada na implica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica que gestores e enfermeiros utilizem estas estrat&eacute;gias para avaliar a pr&aacute;tica de enfermagem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Importa ainda salientar que apesar da infer&ecirc;ncia causal do Programa de Interven&ccedil;&atilde;o ser clara e inequ&iacute;voca, n&atilde;o pode ser estendida com facilidade a outros contextos, pelo que somos de opini&atilde;o que o estudo revela baixa validade externa, raz&atilde;o pela qual os resultados da presente investiga&ccedil;&atilde;o, tendo em conta a especificidade da popula&ccedil;&atilde;o e do contexto, devem ser generalizados com cuidado para al&eacute;m do presente estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Este estudo permite concluir que o Programa de Interven&ccedil;&atilde;o produz impacto positivo a m&eacute;dio prazo na melhoria da auto-efic&aacute;cia, do autoconceito, do aumento da assertividade (representada tamb&eacute;m no aumento de indiv&iacute;duos com comportamentos assertivos), na diminui&ccedil;&atilde;o da dificuldade em identificar e descrever sentimentos e da alexitimia (evidente tamb&eacute;m no aumento do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos sem alexitimia).</p>     <p>Atendendo aos resultados evidenciados &agrave;s compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda, podemos inferir que o programa de interven&ccedil;&atilde;o Cuidar-se par Saber Cuidar, para al&eacute;m dos ganhos j&aacute; referenciados ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais (autoconceito, alexitimia e assertividade), evidenciou um impacto positivo ao n&iacute;vel do desenvolvimento das compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda dos estudantes que nele participaram. Assim, o desenvolvimento e/ou a optimiza&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias pessoais e sociais do estudante, adoptando estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas favorecedoras dessa evolu&ccedil;&atilde;o, dever&aacute; ser tida em considera&ccedil;&atilde;o nos contextos formativos das compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda.</p>     <p>Paralelamente, o Programa de Interven&ccedil;&atilde;o teve tamb&eacute;m impacto positivo nas compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal dos estudantes de enfermagem, sustentando o seu interesse e utilidade na forma&ccedil;&atilde;o desta popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, os resultados obtidos atrav&eacute;s dos diferentes instrumentos de pesquisa permitem concluir que o Programa Cuidar-se para Saber Cuidar evidenciou efic&aacute;cia na promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais dos seus participantes, o que contribuiu para um impacto positivo nas compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda (referenciado pelos estudantes) e nas compet&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o interpessoal (referenciado pelos professores) durante a realiza&ccedil;&atilde;o do primeiro Ensino Cl&iacute;nico do CLE.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>AGOSTINHO, L. (2008) - Compet&ecirc;ncia emocional em enfermeiros: um estudo em hospitais p&uacute;blicos. Aveiro : Universidade Aveiro. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ARA&Uacute;JO, B. ; GOMES, L. (2010) - Factores preditivos no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda em estudantes de enfermagem. In ABSTRACTS DO VII CONGRESO IBEROAMERICANO DE PSICOLOG&Iacute;A.</p>     <p>BEKKER, M. [et al.] (2008) - Predicting individual differences in autonomy-connectedness: the role of body awareness, alexithymia and assertiveness. Journal of Clinical Psychology. Vol. 64, n&ordm; 6, p. 747-765.</p>     <p>CABALLO, V. (2009) - Manual de evaluaci&oacute;n e entrenamiento de las habilidades sociales. 8&ordf; ed. Madrid : Siglo XXI de Espa&ntilde;a Editores.</p>     <p>CHRISTOPHER, G. ; MCMURRAN, M. (2009) - Alexithymia, empathic concern, goal management, and social problem solving in adult male prisoners. Psychology, Crime e Law. Vol. 15, n&ordm; 8, p. 697-709.</p>     <p>DEL PRETTE, A. ; DEL PRETTE, Z. (2011) - Habilidades sociais: interven&ccedil;&otilde;es efetivas em grupo. S&atilde;o Paulo : Editora Casa do Psic&oacute;logo.</p>     <p>DETRY, B. ; CASTRO, M. (1996) - A escala de assertividade de Rathus: vers&atilde;o Portuguesa. In ALMEIDA, L. [et al.] - Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: formas e contextos. Braga : APPORT. Vol. 4.</p>     <p>DIAS, J. ; SILVA, M. (2011) - Vulnerabilidade ao stress no ensino superior. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, Suplemento, vol. 2, p. 340.</p>     <p>EDWARDS, D. [et al.] (2010) - A longitudinal study of stress and self-esteem in student nurses. Nurse Education Today. Vol. 30, n&ordm; 1, p. 78–84.</p>     <p>EDWARDS, N. ; PETERSON, W. ; DAVIES, B. (2006) - Evaluation of a multiple component intervention to support the implementation of a ‘Therapeutic Relationships’ best practice guideline on nurses’ communication skills. Patient Education and Counselling. Vol. 63, n&ordm; 1, p. 3-11.</p>     <p>FERREIRA, M. ; TAVARES, J. ; DUARTE, J. (2006) - Compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda nos Estudantes de Enfermagem. Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 2, p. 51-62.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FUENTES, M. [et al.] (2011) - Self-concept and psychosocial adjustment in adolescence. Psicothema. Vol. 23, n&ordm; 1, p. 7-12.</p>     <p>LIN, Y. [et al.] (2004) - Evaluation of an assertiveness training program on nursing and medical students’ assertiveness, self-esteem, and interpersonal communication satisfaction. Nurse Education Today. Vol. 24, n&ordm; 8, p. 656–665.</p>     <p>LOPES, R. ; AZEREDO, Z. ; RODRIGUES, R. (2010) - Interpersonal Communication Assessment Scale (ICAS): preliminary study of the Portuguese version in nursing students context. In ABSTRACTS OF INTERNATIONAL CONFERENCE ON COMMUNICATION IN HEALTHCARE.</p>     <p>MARSH, H. [et al.] (2009) - Classical latent profile analysis of academic self-concept dimensions: synergy of person- and variable-centered approaches to theoretical models of self-concept. Structural Equation Modeling: A Multidisciplinary Journal. Vol. 16, n&ordm; 2, p. 191-225.</p>     <p>MELO, R. (2005) - Auto-conceito e desenvolvimento de compet&ecirc;ncias relacionais de ajuda: estudo com estudantes de enfermagem. Revista de Enfermagem refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 1, p. 63-71.</p>     <p>PARKER, P. ; MARTIN, A. ; MARSH, H. (2008) - Factors predicting life satisfaction: a process model of personality, multidimensional self-concept, and life satisfaction. Australian Journal of Guidance e Counselling. Vol. 18, n&ordm; 1, p. 15-29.</p>     <p>PHANEUF, M. (2005) - Comunica&ccedil;&atilde;o, entrevista, rela&ccedil;&atilde;o de ajuda e valida&ccedil;&atilde;o. Loures : Lusoci&ecirc;ncia.</p>     <p>VAZ-SERRA, A. (1986) - O invent&aacute;rio cl&iacute;nico de auto-conceito. Psiquiatria cl&iacute;nica. Vol. 7, n&ordm; 2, p. 67-84.</p>     <!-- ref --><p>VER&Iacute;SSIMO, R. (2001) - Vers&atilde;o portuguesa da Escala de Alexitimia de Toronto de 20-itens – I: Adapta&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica, valida&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica e estudo de fiabilidade. Acta M&eacute;dica Portuguesa. Vol. 14,n&ordm; 5-6, p. 529-536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0874-0283201300010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 12.04.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 31.01.13</p>      ]]></body><back>
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