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<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1264</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Motivos para a procura de mestrados: estudo exploratório com enfermeiros]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reasons for seeking master’s degrees: an exploratory study with nurses]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Razones para buscar un máster: un estudio exploratorio de los enfermeros]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The past few years have witnessed an increase in the number of Master’s-qualified nurses working in Portugal. However, despite personal and professional reasons for the decision to invest in training, at present the demand is decreasing. In the light of this, it is important to know what factors determine the choice, in order to make the offer more attractive at the time when candidates are making decisions. The aim of the study was to identify the reasons that influence nurses’ decision-making in the choice of Master’s degree and the choice of institution where it will be undertaken. This was an exploratory qualitative study, carried out with 39 nurses attending a Master’s course in 2011-2012. Data collection was performed using mailed questionnaires with open questions. Content analysis was used to identify reasons for choosing the course, the perspective regarding career development, and the motivation for the area of knowledge. Choice of institution was influenced by proximity and costs, prior knowledge, the opinions of other people, and institutional and pedagogical features, including credibility, quality of teaching and curriculum. Reasons for choosing the course were the perspective on career development and motivation regarding the area of knowledge. For choice of institution, the reasons were instrumental, affective, institutional and pedagogical.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[En los últimos años se ha producido un aumento de los másteres ofertados en Portugal. Sin embargo y a pesar de las razones personales y profesionales para invertir en formación, en la actualidad, la búsqueda de másteres se encuentra en declive. Teniendo en cuenta este hecho es importante saber qué factores determinan la elección, con el fin de hacer la oferta más atractiva en el momento de la toma de decisiones de los candidatos. El objetivo de este estudio es, por tanto, identificar las razones que influyen en la toma de decisiones de los enfermeros en la elección de los másteres y la elección de la institución donde se va a realizar. Es un estudio cualitativo, exploratorio, con 39 enfermeros que asisten al máster en el curso académico 2011-2012. La recopilación de datos se realizó mediante un cuestionario con preguntas abiertas. El análisis del contenido señala como razones para elegir el máster la perspectiva de desarrollo profesional y motivación para el área de conocimiento y, en relación a la institución, la cercanía, el coste, los conocimientos previos, la referencia, la credibilidad, la calidad de la enseñanza y el currículo. Las razones para elegir el máster: perspectiva de desarrollo profesional y motivación para el área de conocimiento. Para elegir la institución: instrumentales, afectivas, institucionales y pedagógicas.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Motivos para a procura de mestrados: estudo explorat&oacute;rio com enfermeiros</b></p>     <p><b>Reasons for seeking master’s degrees: an exploratory study with nurses </b></p>     <p><b>Razones para buscar un m&aacute;ster: un estudio exploratorio de los enfermeros</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Manuela Frederico-Ferreira</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a> ; <b>C&acirc;ndida Loureiro</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Professora-coordenadora. Doutorada em Ci&ecirc;ncias Empresariais. Mestre em Gest&atilde;o e Economia da Sa&uacute;de [<a href="mailto:mfrederico@esenfc.pt" target="_blank">mfrederico@esenfc.pt</a>].</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> Professora Adjunta. Mestre em Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental [<a href="mailto:candida@esencf.pt" target="_blank">candida@esencf.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Ao longo dos anos tem-se assistido a um aumento de mestrados a funcionar em Portugal. N&atilde;o obstante raz&otilde;es pessoais e profissionais para a decis&atilde;o de investir na forma&ccedil;&atilde;o, atualmente a procura de mestrados est&aacute; a decrescer. Face a esta realidade importa conhecer fatores que determinam a escolha, para poder tornar a oferta mais atrativa no momento da tomada de decis&atilde;o dos candidatos. &Eacute; objetivo deste estudo: identificar os motivos que influenciam a tomada de decis&atilde;o dos enfermeiros na escolha do mestrado e na escolha da institui&ccedil;&atilde;o onde ser&aacute; realizado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; um estudo qualitativo explorat&oacute;rio, com amostra de conveni&ecirc;ncia de 39 enfermeiros a frequentar curso de mestrado em 2011-2012. A recolha de dados foi realizada por question&aacute;rio com quest&otilde;es abertas. Da an&aacute;lise de conte&uacute;do, salientamos como raz&otilde;es para a escolha do curso a perspetiva de progress&atilde;o na carreira e a motiva&ccedil;&atilde;o para a &aacute;rea do conhecimento. Na escolha da institui&ccedil;&atilde;o evidenciamos proximidade, custos, conhecimento pr&eacute;vio, refer&ecirc;ncia de outrem, credibilidade, qualidade do ensino e o plano curricular.</p>     <p>As raz&otilde;es para a escolha do curso s&atilde;o a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o, a perspetiva de progress&atilde;o na carreira e a motiva&ccedil;&atilde;o. Para a escolha da institui&ccedil;&atilde;o, as raz&otilde;es s&atilde;o instrumentais, afetivas, institucionais e pedag&oacute;gicas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: motiva&ccedil;&atilde;o; educa&ccedil;&atilde;o continuada; enfermeiros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>The past few years have witnessed an increase in the number of Master’s-qualified nurses working in Portugal. However, despite personal and professional reasons for the decision to invest in training, at present the demand is decreasing. In the light of this, it is important to know what factors determine the choice, in order to make the offer more attractive at the time when candidates are making decisions. The aim of the study was to identify the reasons that influence nurses’ decision-making in the choice of Master’s degree and the choice of institution where it will be undertaken.</p>     <p>This was an exploratory qualitative study, carried out with 39 nurses attending a Master’s course in 2011-2012.</p>     <p>Data collection was performed using mailed questionnaires with open questions. Content analysis was used to identify reasons for choosing the course, the perspective regarding career development, and the motivation for the area of knowledge. Choice of institution was influenced by proximity and costs, prior knowledge, the opinions of other people, and institutional and pedagogical features, including credibility, quality of teaching and curriculum.</p>     <p>Reasons for choosing the course were the perspective on career development and motivation regarding the area of knowledge. For choice of institution, the reasons were instrumental, affective, institutional and pedagogical.</p>     <p><b>Keywords</b>: motivation; continuing education; nurses.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</p></b>     <p>En los &uacute;ltimos a&ntilde;os se ha producido un aumento de los m&aacute;steres ofertados en Portugal. Sin embargo y a pesar de las razones personales y profesionales para invertir en formaci&oacute;n, en la actualidad, la b&uacute;squeda de m&aacute;steres se encuentra en declive. Teniendo en cuenta este hecho es importante saber qu&eacute; factores determinan la elecci&oacute;n, con el fin de hacer la oferta m&aacute;s atractiva en el momento de la toma de decisiones de los candidatos. El objetivo de este estudio es, por tanto, identificar las razones que influyen en la toma de decisiones de los enfermeros en la elecci&oacute;n de los m&aacute;steres y la elecci&oacute;n de la instituci&oacute;n donde se va a realizar.</p>     <p>Es un estudio cualitativo, exploratorio, con 39 enfermeros que asisten al m&aacute;ster en el curso acad&eacute;mico 2011-2012.</p>     <p>La recopilaci&oacute;n de datos se realiz&oacute; mediante un cuestionario con preguntas abiertas. El an&aacute;lisis del contenido se&ntilde;ala como razones para elegir el m&aacute;ster la perspectiva de desarrollo profesional y motivaci&oacute;n para el &aacute;rea de conocimiento y, en relaci&oacute;n a la instituci&oacute;n, la cercan&iacute;a, el coste, los conocimientos previos, la referencia, la credibilidad, la calidad de la ense&ntilde;anza y el curr&iacute;culo.</p>     <p>Las razones para elegir el m&aacute;ster: perspectiva de desarrollo profesional y motivaci&oacute;n para el &aacute;rea de conocimiento. Para elegir la instituci&oacute;n: instrumentales, afectivas, institucionales y pedag&oacute;gicas.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: motivaci&oacute;n; educaci&oacute;n continua; enfermeros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As possibilidades e diversidade de mestrados oferecidos em Portugal tem aumentado e “a diversidade percebida ret&ecirc;m a aten&ccedil;&atilde;o” (Dubois, 1998, p. 209), aten&ccedil;&atilde;o essa que varia em fun&ccedil;&atilde;o do interesse. Contudo, a informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel sobre os motivos que levam os alunos a ingressar nesse n&iacute;vel de ensino forma&ccedil;&atilde;o ou as raz&otilde;es da escolha da &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o e da institui&ccedil;&atilde;o &eacute; muito escassa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conhecer esses motivos &eacute; uma tarefa importante para as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, pois permite interpretar a procura dos cursos e as expectativas dos seus estudantes. Al&eacute;m dessa compreens&atilde;o, pode assumir um prop&oacute;sito de sobreviv&ecirc;ncia e at&eacute; de crescimento institucional (Tachizawa e Andrade, 1999).</p>     <p>A competitividade, a qualidade do ensino, a aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas pela intera&ccedil;&atilde;o direta com a comunidade educativa, a satisfa&ccedil;&atilde;o com os cursos e a inova&ccedil;&atilde;o s&atilde;o tamb&eacute;m aspetos que podem ser entendidos como determinantes para acrescentar valor &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Neste enquadramento, definimos como objetivo deste estudo: identificar os motivos que influenciam a tomada de decis&atilde;o dos enfermeiros na escolha do mestrado e na escolha da institui&ccedil;&atilde;o onde ser&aacute; realizado. Para a sua consecu&ccedil;&atilde;o delineamos um estudo qualitativo explorat&oacute;rio, com amostra de conveni&ecirc;ncia de enfermeiros a frequentar curso de mestrado em 2011-2012, junto de quem recolhemos dados atrav&eacute;s de question&aacute;rio. Os dados obtidos foram tratados e analisados de acordo com a t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento te&oacute;rico</b></p>     <p>Na perspetiva de que todos os fen&oacute;menos sociais podem ser explicados nos termos das a&ccedil;&otilde;es individuais, recorremos ao contributo da Teoria da Escolha Racional. Esta teoria est&aacute; ligada &agrave; racionalidade cognitivo-instrumental. Segundo Scott (2000), conduziu muitos cientistas a pensarem teorias em torno da ideia fundamental da “raz&atilde;o” e, mais do que isso, na ideia de que os indiv&iacute;duos calculariam os custos e os benef&iacute;cios poss&iacute;veis das a&ccedil;&otilde;es antes de decidirem o que fazer. Pressup&otilde;e que, perante uma situa&ccedil;&atilde;o os indiv&iacute;duos agem racionalmente a fim de maximizar as possibilidades de alcan&ccedil;ar os seus objetivos. Mais do que isso, os indiv&iacute;duos antecipam os resultados das a&ccedil;&otilde;es e considerar qual ser&aacute; a alternativa melhor ou a que lhes trar&aacute; mais satisfa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Nas palavras de Downs, a simplifica&ccedil;&atilde;o de que as decis&otilde;es sempre s&atilde;o tomadas por “mentes racionais” &eacute; necess&aacute;ria para que haja uma previs&atilde;o de comportamento, j&aacute; que este, quando tomado aleatoriamente, n&atilde;o obedece a nenhuma l&oacute;gica. Ou seja, as “a&ccedil;&otilde;es humanas s&oacute; podem ser previstas caso formem padr&otilde;es” (1999, p. 26).</p>     <p>Segundo o mesmo autor, um indiv&iacute;duo racional comporta-se da seguinte forma: (1) consegue tomar uma decis&atilde;o quando confrontando com v&aacute;rias alternativas; (2) classifica as alternativas por ordem de prefer&ecirc;ncia; (3) escolhe, dentre as alternativas poss&iacute;veis, aquela que fica em primeiro lugar em seu <i>ranking</i> de prefer&ecirc;ncia; e (4) toma a mesma decis&atilde;o sempre que, nas mesmas circunst&acirc;ncias, &eacute; confrontado com as mesmas alternativas.</p>     <p>Independentemente das origens dos interesses e prefer&ecirc;ncias dos indiv&iacute;duos, elas s&atilde;o est&aacute;veis e ordenadas hierarquicamente. Donde, conhecendo ou pressupondo os objetivos dos indiv&iacute;duos, &eacute; poss&iacute;vel elaborar modelos que descrevam as estrat&eacute;gias mais racionais para a sua realiza&ccedil;&atilde;o em diferentes contextos.</p>     <p>A abordagem por interesses e opini&otilde;es serve para procurar compreender os consumidores atrav&eacute;s do que fazem e do que pensam, numa vasta gama, de situa&ccedil;&otilde;es da vida social (Dubois, 1998), pelo que nos podemos apropriar da sua aplica&ccedil;&atilde;o para a an&aacute;lise das op&ccedil;&otilde;es de mestrado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na maioria dos pa&iacute;ses europeus foi adaptado um sistema de tr&ecirc;s ciclos de forma&ccedil;&atilde;o (<i>bachelor, master, doctor</i>), que levou &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia apenas dos cursos de ‘<i>bachelor</i>’ e aumentou a frequ&ecirc;ncia e obten&ccedil;&atilde;o de graus do 2.&ordm; e 3.&ordm; ciclo, o que se tem revelado um indicador importante para a sociedade e para as quest&otilde;es educacionais.</p>     <p>Ao longo dos &uacute;ltimos anos, tem-se assistido a um aumento significativo do n&uacute;mero de mestrados a funcionar em Portugal. Nessa linha, “no per&iacute;odo 1990-2006, o n&uacute;mero de diplomados com o n&iacute;vel de mestre quintuplicou. No per&iacute;odo de 2000-2001, verifica-se um aumento de 23% de diplomados relativamente a 1995/96 e um aumento de 48% no per&iacute;odo 2005/06 face ao per&iacute;odo de 2000/01” (Ara&uacute;jo e Bento, 2008, p.7).</p>     <p>N&atilde;o obstante raz&otilde;es pessoais e profissionais consideradas, por v&aacute;rios autores, para a decis&atilde;o de investir na forma&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel de mestrado (Watkins, 2011) e apesar do aumento referido, verificamos que, em algumas institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior em Portugal, no momento atual, a procura est&aacute; a decrescer relativamente ao n&uacute;mero de vagas oferecidas.</p>     <p>Da pesquisa realizada, os aspetos relacionados com a escolha da institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior que se destacam s&atilde;o o prest&iacute;gio acad&eacute;mico (Alves, 1999), a localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, o valor da mensalidade, a qualidade do ensino, a forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica/n&iacute;vel de conhecimento do corpo docente (Mund, Durieux e Tontini, 2001), a imagem da institui&ccedil;&atilde;o, <i>status</i> social, marca, tradi&ccedil;&atilde;o muitas vezes associadas ao prest&iacute;gio, qualidade do ensino, pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas e corpo docente (Pal&aacute;cio, Meneses e P&eacute;rez, 2002), a inova&ccedil;&atilde;o como fator decisivo para a visibilidade que se pretende, das institui&ccedil;&otilde;es no meio acad&eacute;mico e social (Mavondo, Chimhanzi e Stewart, 2005) e instala&ccedil;&otilde;es, localiza&ccedil;&atilde;o e infraestruturas (Al&eacute;ssio, Domingues e Scarpin, 2010).</p>     <p>Relativamente &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es da qualidade do ensino superior, Rebelo <i>et al</i>. (2009) levaram a cabo um estudo onde identificaram 12 indicadores de qualidade agregados em quatro categorias principais: Infra-estruturas e recursos, Perfil e estrutura do curso, Empenho dos docentes e Metodologias de ensino. Os resultados revelam a import&acirc;ncia das instala&ccedil;&otilde;es e recursos, quer pelo n&uacute;mero suficiente, quer pelo acesso e disponibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o. O curr&iacute;culo escolar deve organizar-se pelo perfil de compet&ecirc;ncias dos graduados e pelas necessidades do mercado/entidades empregadoras. Os docentes e as metodologias de ensino devem centrar-se numa aprendizagem ativa pelos estudantes, motivadora, numa rela&ccedil;&atilde;o de compromisso, fomentar a responsabilidade na aprendizagem e apostar num corpo docente competente e atualizado.</p>     <p>Se no momento atual, a procura neste n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o est&aacute; a decrescer, importa conhecer fatores que a determinam, para a poder tornar a oferta mais atrativa no momento da tomada de decis&atilde;o dos candidatos. Assim, para este estudo, tivemos como quest&atilde;o de partida: “quais os motivos que influenciam os enfermeiros para a procura de mestrados?”, e foi delineado o seguinte objetivo: identificar os motivos que influenciam a tomada de decis&atilde;o dos enfermeiros na escolha do mestrado e na escolha da institui&ccedil;&atilde;o onde ser&aacute; realizado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>A raz&atilde;o de ser desta investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; a de contribuir, ainda que de modo limitado, para a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento sobre os motivos que influenciam a tomada de decis&atilde;o dos enfermeiros na escolha do mestrado, bem como na escolha da institui&ccedil;&atilde;o onde &eacute; realizado, gerando um efeito renovador e reflexivo sobre pr&aacute;ticas e comportamentos, com origem no agente da oferta.</p>     <p>Dada a natureza explorat&oacute;ria do estudo, que segundo Churchill (1979, p.66) consiste no “parecer de uma amostra de pessoas que podem contribuir com algumas ideias e conhecimentos relativos ao fen&oacute;meno a investigar”, e embora esteja inserido num complexo contexto de mercado, optou-se por abordar apenas dois aspetos: a escolha do curso de mestrado e a escolha da institui&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo destinou-se a enfermeiros a frequentar o curso de mestrado no ano letivo 2011-2012. Trata-se de uma amostra de conviv&ecirc;ncia. A abordagem e entrega do question&aacute;rio a cada aluno de mestrado foram por contacto individual e direto, pelos investigadores, em fevereiro de 2012.</p>     <p>Consideramos estar garantidos os direitos &agrave; recusa de participa&ccedil;&atilde;o e de consentimento informado, pois ao receberem o question&aacute;rio podiam preencher ou n&atilde;o e quem preencheu e devolveu consider&aacute;mos sentir-se informado e voluntario na participa&ccedil;&atilde;o. Foram tamb&eacute;m considerandos a confidencialidade e o anonimato, bem como o sigilo. Inclusive, n&atilde;o utilizamos o texto total das respostas, mas unidades de contexto apresentadas em enxertos de par&aacute;grafo.</p>     <p>Para orientar a investiga&ccedil;&atilde;o no sentido de atingir o seu objetivo principal, foram, ent&atilde;o, formuladas as principais quest&otilde;es decorrentes do foco de an&aacute;lise j&aacute; referido: “Raz&otilde;es que o levaram a escolher o mestrado que est&aacute; a frequentar; Raz&otilde;es que o levaram a escolher a institui&ccedil;&atilde;o (escola/faculdade/universidade…)”.</p>     <p>Os dados obtidos atrav&eacute;s de question&aacute;rio com perguntas abertas, foram tratados e analisados de acordo com a t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 2009), a qual inclui um conjunto alargado de t&eacute;cnicas de an&aacute;lise das comunica&ccedil;&otilde;es, que utiliza procedimentos sistem&aacute;ticos e objetivos, de descri&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do das mensagens. Para o tratamento da informa&ccedil;&atilde;o procedeu-se &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o dos dados, isto &eacute;, optou-se pelo tema enquanto unidade de registo, pela frequ&ecirc;ncia enquanto regularidade quantitativa de aparecimento no texto e pela defini&ccedil;&atilde;o de categorias e de subcategorias ao n&iacute;vel da classifica&ccedil;&atilde;o e agrega&ccedil;&atilde;o dos dados.</p>     <p>No processo de an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do codificou-se cada entrevista com a letra Q seguida da ordem de participa&ccedil;&atilde;o (Q1, … Q39).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>Participantes</b></p>     <p>Responderam ao question&aacute;rio 39 enfermeiros, destes 27 frequentaram um mestrado na &aacute;rea da ‘gest&atilde;o em sa&uacute;de’. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade dos inquiridos, a m&eacute;dia &eacute; de 36,41 &#177; 7,55 anos, variando entre 22 e 52 anos. Os anos na profiss&atilde;o variam de 0 a 28, sendo a m&eacute;dia &eacute; de 14,00 &#177; 7,18 anos (<a href="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a07q1.jpg">Quadro 1</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p> <a href="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a07q1.jpg">Quadro 1</a>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A maioria (79,48%) &eacute; do sexo feminino. Quanto &agrave; categoria profissional, 92,30% s&atilde;o enfermeiros. 61,54% dos inquiridos s&atilde;o detentores de forma&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do curso de p&oacute;s-licenciatura de especializa&ccedil;&atilde;o/ especialidade em enfermagem (<a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a07q1.jpg">Quadro 1</a>).</p>     
<p>Da an&aacute;lise efetuada &agrave;s &acute;raz&otilde;es que o levaram a escolher o mestrado que est&aacute; a frequentar’ emergiram tr&ecirc;s categorias centrais, que designamos por Necessidade de forma&ccedil;&atilde;o; Perspetiva de progress&atilde;o na carreira e Motiva&ccedil;&atilde;o para a &aacute;rea do conhecimento, conforme se apresenta na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a07f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A qualifica&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o constitui fator crucial, indispens&aacute;vel para que o Pa&iacute;s possa prosseguir o desenvolvimento sustentado necess&aacute;rio &agrave; melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida e seguran&ccedil;a das popula&ccedil;&otilde;es. Por outro lado, para responder &agrave;s atuais exig&ecirc;ncias e enfrentar a mudan&ccedil;a, o enfermeiro necessita de adquirir novos conhecimentos e habilidades.</p>     <p>A valoriza&ccedil;&atilde;o pessoal e intelectual constitui um motivo relevante para a procura do mestrado. Os estudantes inquiridos demonstram considerar o mestrado como um meio de amplificar os conhecimentos sobre determinado assunto. A valoriza&ccedil;&atilde;o profissional foi um dos motivos encontrados por Ara&uacute;jo e Bento (2008) na justifica&ccedil;&atilde;o da escolha pela realiza&ccedil;&atilde;o do mestrado, j&aacute; a promo&ccedil;&atilde;o na carreira mereceu lugar muito residual na escolha dos inquiridos.</p>     <p>Num estudo realizado em diferentes pa&iacute;ses, Watkins (2011) refere que o desenvolvimento e oportunidades de carreira foi uma das principais raz&otilde;es para a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos a n&iacute;vel de mestrado, citada pelo grupo alem&atilde;o.</p>     <p>Quaisquer dos motivos referidos perpassam as opini&otilde;es por n&oacute;s recolhidas, nomeadamente atrav&eacute;s da perspetiva da necessidade de forma&ccedil;&atilde;o e de progress&atilde;o na carreira, como se observa nos segmentos de texto seguintes:</p>     <p><i>Estar em fun&ccedil;&otilde;es de … e reconhecer necessidade de forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea...</i>Q3</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Relacionar-se com a minha &aacute;rea de trabalho, aprofundar conhecimentos…</i> Q9</p>     <p>… <i>&eacute; muito importante para quem quer progredir na carreira …</i> Q10</p>     <p>… <i>&eacute; o mais transversal a qualquer unidade onde possa trabalhar…</i> Q4</p>     <p>... <i>transversal a qualquer servi&ccedil;o de sa&uacute;de… Oportunidade de emprego sobretudo noutros pa&iacute;ses da uni&atilde;o europeia.</i> Q11</p>     <p>Na atual conjuntura nacional e internacional denotam-se dificuldade para os diplomados na obten&ccedil;&atilde;o de um primeiro emprego, pelo que os jovens licenciados equacionam continuar os seus ciclos de estudos. Esta situa&ccedil;&atilde;o pode alinhar-se com a perspetiva de carreira. A opini&atilde;o dos nossos participantes ilustra-se com a seguinte express&atilde;o:</p>     <p><i>A dificuldade em arranjar emprego levou-me a continuar a investir na minha forma&ccedil;&atilde;o, assim optei pelo mestrado em enfermagem na &aacute;rea da gest&atilde;o por ser transversal &agrave;s diferentes &aacute;reas de Enfermagem j&aacute; que n&atilde;o sei em que &aacute;rea irei trabalhar. Outra raz&atilde;o &eacute; o facto da forma&ccedil;&atilde;o em gest&atilde;o na profiss&atilde;o de Enfermagem tem vindo a ganhar uma maior relev&acirc;ncia.</i> Q14</p>     <p>N&atilde;o &eacute; nosso prop&oacute;sito estudar a motiva&ccedil;&atilde;o enquanto compreens&atilde;o das for&ccedil;as que movem as pessoas para diferentes comportamentos, pensamentos ou a&ccedil;&otilde;es. Mas, devemos ter presente que h&aacute; motivos que impulsionam as pessoas a diferentes comportamentos e ao interesse por uma &aacute;rea, em detrimento de outra. A &aacute;rea do conhecimento, entendida como o conjunto de conhecimentos interrelacionados, constru&iacute;do coletivamente, organizado segundo a natureza do objeto de estudo e com finalidades de investiga&ccedil;&atilde;o, ensino e aplica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, n&atilde;o constitui exce&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a desses motivos.</p>     <p>Sendo in&uacute;meras as &aacute;reas do conhecimento e consequentemente as &aacute;reas de oferta formativa, ilustramos a ‘motiva&ccedil;&atilde;o para a &aacute;rea do conhecimento’, as seguintes express&otilde;es:</p>     <p><i>Nunca coloquei como hip&oacute;tese realizar um mestrado s&oacute; para obter o grau de mestre. Teria que ser numa &aacute;rea de conhecimento com a qual me pudesse relacionar e que trouxesse mais-valias para a minha vida profissional e acad&eacute;mica.</i> Q7</p>     <p><i>Motiva&ccedil;&atilde;o pessoal para estudar temas de gest&atilde;o e economia na &aacute;rea da sa&uacute;de.</i> Q24</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da an&aacute;lise de conte&uacute;do efetuada relativamente &agrave;s “raz&otilde;es que o levaram a escolher a institui&ccedil;&atilde;o (escola/faculdade/universidade…)”, emergiram tr&ecirc;s categorias centrais, designadas de: Natureza instrumental; Natureza afetiva e Natureza institucional e pedag&oacute;gica.</p>     <p>Dentro destas categorias enquadram-se diferentes subcategorias, conforme se pode observar pela <a href="#f2">figura 2</a> relativa &agrave; estrutura tem&aacute;tica emergente da escolha da institui&ccedil;&atilde;o (escola/faculdade/universidade…).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a07f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Escolher uma institui&ccedil;&atilde;o perto de casa &eacute; uma maneira para muitos estudantes para aliviar parte dos custos da forma&ccedil;&atilde;o (Terenzini, Caberera e Bernal, 2001).</p>     <p>A import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; proximidade da &aacute;rea de resid&ecirc;ncia, bem como os custos associados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o &eacute; not&oacute;ria nas seguintes refer&ecirc;ncias:</p>     <p>… <i>podendo compatibilizar a vida profissional, familiar e acad&eacute;mica.</i> Q8</p>     <p>… <i>a dist&acirc;ncia do domic&iacute;lio e a diversidade de escolha.</i> Q27</p>     <p>… <i>custo global (propinas + desloca&ccedil;&otilde;es).</i> Q2</p>     <p>Chiavenato (1997) aponta o processo de decis&atilde;o como o processo de an&aacute;lise e escolha entre v&aacute;rias alternativas dispon&iacute;veis. Processo esse que &eacute; complexo e est&aacute; sujeito &agrave;s caracter&iacute;sticas individuais do decisor quanto da circunst&acirc;ncia em que est&aacute; envolvido e da maneira como compreende essa situa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora se possa pensar que as decis&otilde;es sejam tomadas de forma racional, na pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; isso que acontece. As decis&otilde;es tendo uma componente racional, s&atilde;o tomadas com base em prop&oacute;sitos, intui&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia anterior. Ou seja, a natureza afetiva alicer&ccedil;a o processo de tomada de decis&atilde;o. A ilustra&ccedil;&atilde;o das escolhas &eacute; expressa nas seguintes frases:</p>     <p>… <i>como tenho boas experi&ecirc;ncias de aprendizagem e tive a oportunidade de conhecer bons professores apesar da exig&ecirc;ncia, n&atilde;o arrisquei a frequ&ecirc;ncia de outra escola.</i> Q17</p>     <p><i>Perspetiva de estudar com estudantes/profissionais de diferentes &aacute;reas.</i> Q21</p>     <p><i>Refer&ecirc;ncia de colegas que j&aacute; tinham realizado mestrado na faculdade e me terem referenciado que se sentiram muito apoiados que o grau de exig&ecirc;ncia era grande mas que se ficava com bastantes conhecimentos.</i> Q22</p>     <p>… <i>licenciatura efetuada na mesma institui&ccedil;&atilde;o.</i> Q31</p>     <p>Um dos elementos que &eacute; ponderado pelos futuros mestrandos relaciona-se com a organiza&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o. Esta ser&aacute;, muitas das vezes, o fator competitivo e diferencial entre as diversas ofertas (Ara&uacute;jo e Bento, 2008). Uma pol&iacute;tica de diferencia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os oferecidos indo para al&eacute;m do quadro estrito, pode compensar eficazmente a diferen&ccedil;a (Dubois, 1998).</p>     <p>A natureza institucional e pedag&oacute;gica, expressa em credibilidade e prest&iacute;gio da institui&ccedil;&atilde;o, em qualidade do ensino e no plano curricular, &eacute; reconhecido e encontra express&atilde;o em:</p>     <p>… <i>excelentes conte&uacute;dos program&aacute;ticos.</i> Q12</p>     <p><i>O Plano de estudos, cujos conte&uacute;dos me pareceram aliciantes.</i> Q34</p>     <p><i>O conte&uacute;do das disciplinas divulgado suscitou interesse, pela possibilidade de adquirir compet&ecirc;ncias diferentes das que tinha.</i> Q24</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>… <i>prest&iacute;gio da institui&ccedil;&atilde;o, e o reconhecimento na qualidade do ensino.</i> Q31</p>     <p><i>Prest&iacute;gio e experi&ecirc;ncia do corpo docente/institui&ccedil;&atilde;o no ensino da &aacute;rea.</i> Q24</p>     <p><i>O principal motivo foi ter conversado com colegas que j&aacute; tinham realizado e …</i> Q22</p>     <p>… <i>prest&iacute;gio da institui&ccedil;&atilde;o com a qualidade dos professores e onde os alunos s&atilde;o considerados importantes.</i> Q10</p>     <p>Os dados que passamos a apresentar correspondem particularmente aos alunos que apenas frequentam mestrado de gest&atilde;o na &aacute;rea da sa&uacute;de. Analis&aacute;mos comparativamente as respostas destes alunos (n=27) de duas institui&ccedil;&otilde;es diferentes, sobre as “raz&otilde;es que o levaram a escolher a institui&ccedil;&atilde;o (escola/faculdade/universidade…)”, uma vez que na mesma cidade coexistem diferentes ofertas formativas. Relativamente &agrave;s categorias e as subcategorias identificadas apresentamos a frequ&ecirc;ncia como medida da unidade de registo, que de acordo com Bardin (2009, p.134) “a import&acirc;ncia de uma unidade de registo aumenta com a frequ&ecirc;ncia de apari&ccedil;&atilde;o”.</p>     <p>De acordo com o <a href="#q2">Quadro 2</a>, os alunos que escolheram a institui&ccedil;&atilde;o A referem predominantemente aspetos de natureza instrumental e afetiva, enquanto os que escolheram a institui&ccedil;&atilde;o B referem predominantemente aspetos de natureza institucional e pedag&oacute;gica. Relativamente a estes, a “credibilidade” e a “qualidade do ensino” destacaram-se ambos com 10 refer&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a07q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Entendemos que as exig&ecirc;ncias de forma&ccedil;&atilde;o que se colocam hoje em dia aos professores universit&aacute;rios remetem-nos para um desempenho profissional e pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas cada vez mais atuais e inovadoras. Do estudo realizado por Ventura <i>et al</i>. (2011) acerca das carater&iacute;sticas do ‘bom professor’ emergem tr&ecirc;s categorias: Dimens&atilde;o Humana, Dimens&atilde;o T&eacute;cnica e Dimens&atilde;o Ideol&oacute;gica. As carater&iacute;sticas mais referenciadas pelos estudantes dos cursos de p&oacute;s-licenciatura e especializa&ccedil;&atilde;o em enfermagem foram, respetivamente, na Dimens&atilde;o Humana: estar dispon&iacute;vel/acess&iacute;vel e cativa/motiva os estudantes (ambas com 10 refer&ecirc;ncias), respeita a individualidade/valoriza os estudantes (9 refer&ecirc;ncias) e compet&ecirc;ncias relacionais (6 refer&ecirc;ncias). Na Dimens&atilde;o T&eacute;cnica: atitude pedag&oacute;gica (19 refer&ecirc;ncias), saber expor os conhecimentos (8 refer&ecirc;ncias), din&acirc;mico/criativo/inovador e domina a mat&eacute;ria que leciona (ambos com 6 refer&ecirc;ncias). Na Dimens&atilde;o Ideol&oacute;gica: direciona o ensino para as pr&aacute;ticas profissionais/realidade (6 refer&ecirc;ncias). Estes resultados s&atilde;o concordantes com outras pesquisas realizadas (Gabrielli e Pel&aacute;, 2004; Cabal&iacute;n e Navarro, 2008; L&oacute;pez <i>et al</i>., 2010).</p>     <p>Somos da opini&atilde;o que a credibilidade e qualidade do ensino de uma institui&ccedil;&atilde;o do ensino superior tamb&eacute;m se revela pela qualidade dos seus docentes, cujas caracter&iacute;sticas aqui enumer&aacute;mos sucintamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Pese embora o facto de qualquer modelo explicativo e da metodologia do estudo em quest&atilde;o serem necessariamente restritivos n&atilde;o enquadrando todas as decis&otilde;es, o que se identifica como limita&ccedil;&atilde;o do estudo, sistematiz&aacute;mos ideias relacionadas com a escolha da forma&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel do 2.&ordm; ciclo, o que pode contribuir para a compreens&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o atual e para o planeamento de <i>marketing</i> junto de potenciais estudantes.</p>     <p>Longe de esgotar as discuss&otilde;es que envolvem as quest&otilde;es colocadas evidencia-se a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o, a perspetiva de progress&atilde;o na carreira e a motiva&ccedil;&atilde;o para a &aacute;rea do conhecimento, como raz&otilde;es dos enfermeiros para a escolha do curso de mestrado.</p>     <p>Na escolha da institui&ccedil;&atilde;o salientamos a natureza instrumental (proximidade da resid&ecirc;ncia e vertente custos), a natureza afetiva (conhecimento anterior e refer&ecirc;ncias de outrem) e a natureza institucional e pedag&oacute;gica (credibilidade, qualidade do ensino e plano curricular) como principais motivos.</p>     <p>Este estudo, de alguma forma reduzido, permite-nos elencar algumas sugest&otilde;es, nomeadamente a import&acirc;ncia de se alargarem as quest&otilde;es dirigidas aos participantes, e o n&uacute;mero de participantes, bem como abranger maior n&uacute;mero de cursos de mestrado e de institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>AL&Eacute;SSIO, S. C. ; DOMINGUES, M. J. ; SCARPIN, J. E. (2010) - Fatores determinantes na escolha por uma institui&ccedil;&atilde;o do ensino superior do Sul do Brasil [Em linha]. [Consult. 7 mar. 2012]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.aedb.br/seget/artigos10/283_FATORES_ATRACAO_IES_SUL_BRASIL.pdf VII SEGeT Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia" target="_blank">http://www.aedb.br/seget/artigos10/283_FATORES_ATRACAO_IES_SUL_BRASIL.pdf VII SEGeT Simp&oacute;sio de Excel&ecirc;ncia em Gest&atilde;o e Tecnologia</a>.</p>     <p>ALVES, H. M. B. (1999) - O marketing das institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior: o caso da Universidade da Beira Interior. Covilh&atilde; : Universidade da Beira Interior. Departamento de Gest&atilde;o e Economia. Disserta&ccedil;ao de mestrado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ARA&Uacute;JO, E. ; BENTO, S. (2008) - Mestrados em Portugal: tend&ecirc;ncias e modelos organizativos. In CONGRESSO PORTUGU&Ecirc;S DE SOCIOLOGIA, 6&ordm;. Lisboa : Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas. [Consult. 2 mar. 2012]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.aps.pt/vicongresso/pdfs/612.pdf" target="_blank">http://www.aps.pt/vicongresso/pdfs/612.pdf</a>.</p>     <p>BARDIN, L. (2009) - An&aacute;lise de conte&uacute;do. Ed. rev. e actualiz. Lisboa : Edi&ccedil;&otilde;es 70.</p>     <p>CABAL&Iacute;N, S. D. ; NAVARRO, H. N. (2008) - Conceptualizaci&oacute;n de los estudantes sobre el buen professor universit&aacute;rio en las carreras de la salud de la Universidad de La Frontera-Chile. International Journal of Morphology. Vol. 4, n&ordm; 26, p. 887-892.</p>     <p>CHIAVENATO, I. (1997) - Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; teoria da administra&ccedil;&atilde;o. 5&ordf; ed. S&atilde;o Paulo : Makron Books.</p>     <p>CHURCHILL, G. A. (1979) - A paradigm for developing better measures of marketing constructs. &nbsp;Journal of Marketing Research. Vol. 16, n&ordm; 1, p. 64-73.</p>     <p>DOWNS, A. (1999) - Uma teoria econ&oacute;mica da democracia. S&atilde;o Paulo : Edusp.</p>     <p>DUBOIS, B. (1998) - Compreender o consumidor. Lisboa : Publica&ccedil;&otilde;es D. Quixote.</p>     <p>GABRIELLI, J. M. W. ; PEL&Aacute;, N. T. R. (2004) - O professor real e o ideal na vis&atilde;o de um grupo de graduados de enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP. Vol, 2, n&ordm; 38, p. 168-174.</p>     <p>L&Oacute;PEZ, B. G. [et al.] (2010) - Estilos docentes de los profesores universitarios. La percepci&oacute;n de los alumnos de los buenos profesores. Revista Iberoamericana de Educacion. Vol. 4, n&ordm; 51, p. 1-16.</p>     <p>MAVONDO, F. T. ; CHIMHANZI, J. ; STEWART, J. (2005) - Learning orientation and marketing orientation: relationship with innovation, human resources practices and performance. European Journal of Marketing. Vol. 39, n&ordm; 11/12, p. 1235-1263.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MUND, A. L. ; DURIEUX, F. ; TONTINI, G. (2001) - A influ&ecirc;ncia do marketing na op&ccedil;&atilde;o do aluno pela Universidade Regional de Blumenau. In ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE CI&Ecirc;NCIAS DA COMPUTA&Ccedil;&Atilde;O [Em linha]. [Consult. 7 mar. 2012]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://hdl.handle.net/1904/4455" target="_blank">http://hdl.handle.net/1904/4455</a>.</p>     <p>PAL&Aacute;CIO, A. B. ; MENESES, G. D. ; P&Eacute;REZ, P. J. P. (2002) - The configuration of the university image and its relationship with the satisfaction of students. Journal of Educational Administration. Vol. 4, n&ordm; 5, p. 486-505.</p>     <p>REBELO, H. [et al.] (2009) - Vari&aacute;veis de contexto que suportam as representa&ccedil;&otilde;es de qualidade do Ensino Superior. Educa&ccedil;&atilde;o, Temas e Problemas. N&ordm; 7, p. 45-55.</p>     <p>SCOTT, J. (2000) - Rational choice theory. In BROWNING, G. [et al.] - Gest&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es de ensino. Rio de Janeiro : Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas.</p>     <p>TACHIZAWA, T. ; ANDRADE, R. (1999) - Gest&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es de ensino. Rio de Janeiro: Editora Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas.</p>     <p>TERENZINI, P. T. ; CABERERA, A. F. ; BERNAL, E. M. (2001) - Swimming against the tide: the poor in American higher education. Washington : College Board.</p>     <p>VENTURA M. C. A. [et al.] (2011) - O “bom professor” – opini&atilde;o dos estudantes. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 3, n&ordm; 5, p. 95-102.</p>     <p>WATKINS, D. (2011) - Motivation and expectations of German and British nurses embarking on a maters programme. Nurse Education Today. Vol. 3, n&ordm; 1, p. 31-35.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 08.05.12</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 28.12.12</p>      ]]></body><back>
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