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<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1250</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tele-enfermagem para a promoção da saúde da Criança numa Unidade de Saúde Familiar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tele-nursing for health promotion for children in a Family Health Unit]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Teleenfermería para la promoción de la salud de los niños en una Unidad de Salud Familiar]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Agrupamento Centros de Saúde Lezíria I- Ribatejo USF D. Sancho I ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The health gains resulting from an efficient tele-nursing service are numerous. This is a descriptive quantitative study carried out to assess the needs felt by nurses in a Family Health Unit and parents/caregivers of children aged 0 to 17 years inclusive to create a direct phone line to answer questions and give advice about children. The method of data collection was the questionnaire, two being constructed for the purpose. Authorization for the study was requested from the Unit coordinator, anonymity and confidentiality were guaranteed, and collaboration and informed consent were requested from parents/caregivers and nurses at Family Health Unit. Two non-probabilistic intentional samples were used, one consisting of 102 parents/caregivers of children enrolled at Family Health Unit and the other consisting of five nurses at the Unit. Descriptive statistics were used to process the data. Participants in both samples agreed that there is a strong need to create a Direct Telephone Line. It was also concluded that project development is essential in this area in order to increase the accessibility of nursing care for children.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Los beneficios para la salud que resultan de un eficiente servicio de Teleenfermería son numerosos. Este estudio es un análisis cuantitativo descriptivo que tiene como objetivo evaluar las necesidades que manifiestan los enfermeros en una unidad de salud familiar. y los padres/cuidadores de niños de 0 a 17 años, para crear una línea telefónica directa para aclarar dudas y dar consejos relacionados con los niños. El método utilizado para recoger datos ha sido el cuestionario. El autor ha construido dos para tal fin. Para realizar el estudio, se solicitó a la coordinadora de la unidad su autorización, se garantizó el anonimato y la confidencialidad y se solicitó la colaboración y el consentimiento informado a los padres/cuidadores y enfermeros de la unidad de salud familiar. Se han utilizado dos muestras no probabilísticas intencionales, una formada por 102 padres/cuidadores de niños inscritos en la unidad de salud familiar y otra por cinco enfermeros de la misma unidad. Para el tratamiento de los datos se utilizó la estadística descriptiva. De acuerdo con la opinión de ambas muestras, es totalmente necesario crear la línea de teléfono directa. Se concluye, por tanto, que es esencial desarrollar proyectos en este contexto, fomentando así la accesibilidad de los cuidados de enfermería en el área de los niños.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Tele-enfermagem para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da Crian&ccedil;a numa Unidade de Sa&uacute;de Familiar</b></p>     <p><b>Tele-nursing for health promotion for children in a Family Health Unit.</b></p>     <p><b>Teleenfermer&iacute;a para la promoci&oacute;n de la salud de los ni&ntilde;os en una Unidad de Salud Familiar.</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Hugo Miguel Garcia de Sousa</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Licenciado em Enfermagem. Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem. Mestre em Enfermagem de Sa&uacute;de Infantil e Pediatria, com a categoria de Enfermeiro a exercer fun&ccedil;&otilde;es no Agrupamento Centros de Sa&uacute;de Lez&iacute;ria I – Ribatejo – USF D. Sancho I [<a href="mailto:ehugodesousa@gmail.com">ehugodesousa@gmail.com</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Os ganhos em sa&uacute;de resultantes de um servi&ccedil;o eficiente de Tele-enfermagem s&atilde;o in&uacute;meros. Este estudo &eacute; quantitativo do tipo descritivo, com o objetivo de avaliar as necessidades sentidas pelos enfermeiros de uma Unidade Sa&uacute;de Familiar e pelos pais/cuidadores de crian&ccedil;as dos 0 aos 17 anos inclusive, para a cria&ccedil;&atilde;o de uma Linha Telef&oacute;nica Direta para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a.</p>     <p>O m&eacute;todo de recolha de dados foi o question&aacute;rio, tendo o autor constru&iacute;do dois para o efeito. Foi pedido a autoriza&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo &agrave; Coordenadora da Unidade, garantido o anonimato e a confidencialidade e solicitado a colabora&ccedil;&atilde;o e consentimento informado aos pais/cuidadores e aos enfermeiros da Unidade Sa&uacute;de Familiar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram utilizadas duas amostras n&atilde;o probabil&iacute;sticas intencionais, uma constitu&iacute;da por 102 pais/cuidadores de crian&ccedil;as inscritas na Unidade Sa&uacute;de Familiar e outra por 5 enfermeiros da mesma unidade. No tratamento dos dados foi utilizada a estat&iacute;stica descritiva.</p>     <p>Na opini&atilde;o de ambas as amostras &eacute; extremamente necess&aacute;rio criar a Linha Telef&oacute;nica Direta. Conclui-se que &eacute; imperioso o desenvolvimento de projetos neste &acirc;mbito, aumentando a acessibilidade aos cuidados de enfermagem na &aacute;rea da crian&ccedil;a.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: tele-enfermagem; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>The health gains resulting from an efficient tele-nursing service are numerous. This is a descriptive quantitative study carried out to assess the needs felt by nurses in a Family Health Unit and parents/caregivers of children aged 0 to 17 years inclusive to create a direct phone line to answer questions and give advice about children.</p>     <p>The method of data collection was the questionnaire, two being constructed for the purpose. Authorization for the study was requested from the Unit coordinator, anonymity and confidentiality were guaranteed, and collaboration and informed consent were requested from parents/caregivers and nurses at Family Health Unit.</p>     <p>Two non-probabilistic intentional samples were used, one consisting of 102 parents/caregivers of children enrolled at Family Health Unit and the other consisting of five nurses at the Unit. Descriptive statistics were used to process the data.</p>     <p>Participants in both samples agreed that there is a strong need to create a Direct Telephone Line. It was also concluded that project development is essential in this area in order to increase the accessibility of nursing care for children.</p>     <p><b>Keywords</b>:  tele-nursing; health promotion; child.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>Los beneficios para la salud que resultan de un eficiente servicio de Teleenfermer&iacute;a son numerosos. Este estudio es un an&aacute;lisis cuantitativo descriptivo que tiene como objetivo evaluar las necesidades que manifiestan los enfermeros en una unidad de salud familiar. y los padres/cuidadores de ni&ntilde;os de 0 a 17 a&ntilde;os, para crear una l&iacute;nea telef&oacute;nica directa para aclarar dudas y dar consejos relacionados con los ni&ntilde;os.</p>     <p>El m&eacute;todo utilizado para recoger datos ha sido el cuestionario. El autor ha construido dos para tal fin. Para realizar el estudio, se solicit&oacute; a la coordinadora de la unidad su autorizaci&oacute;n, se garantiz&oacute; el anonimato y la confidencialidad y se solicit&oacute; la colaboraci&oacute;n y el consentimiento informado a los padres/cuidadores y enfermeros de la unidad de salud familiar.</p>     <p>Se han utilizado dos muestras no probabil&iacute;sticas intencionales, una formada por 102 padres/cuidadores de ni&ntilde;os inscritos en la unidad de salud familiar y otra por cinco enfermeros de la misma unidad. Para el tratamiento de los datos se utiliz&oacute; la estad&iacute;stica descriptiva.</p>     <p>De acuerdo con la opini&oacute;n de ambas muestras, es totalmente necesario crear la l&iacute;nea de tel&eacute;fono directa. Se concluye, por tanto, que es esencial desarrollar proyectos en este contexto, fomentando as&iacute; la accesibilidad de los cuidados de enfermer&iacute;a en el &aacute;rea de los ni&ntilde;os.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: teleenfermer&iacute;a; promoci&oacute;n de la salud; ni&ntilde;os.</p>     <p>&nbsp;</p>			     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A disciplina de Enfermagem necessita de produ&ccedil;&atilde;o e de renova&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nuas do seu pr&oacute;prio conhecimento, o que apenas poder&aacute; ser conseguido pela investiga&ccedil;&atilde;o, sobretudo a investiga&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, aplicada e a investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o. A consist&ecirc;ncia cient&iacute;fica garante ainda uma incorpora&ccedil;&atilde;o dos resultados na pr&aacute;tica cl&iacute;nica dos enfermeiros, transversalmente &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o e nomea&ccedil;&atilde;o de saberes inerentes &agrave; mesma, atrav&eacute;s de um processo de natureza dedutiva. Esta &eacute; a forma de evolu&ccedil;&atilde;o efetiva e a constru&ccedil;&atilde;o da disciplina, atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o de saberes espec&iacute;ficos e de um desenvolvimento para a pr&aacute;tica baseada na evid&ecirc;ncia (Ordem dos Enfermeiros, 2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2011) elegeu para o ano de 2011, como uma das necessidades de novos conhecimentos, a acessibilidade/procura/meios de contacto/satisfa&ccedil;&atilde;o dos utentes, nomeadamente no que se refere &agrave; inova&ccedil;&atilde;o e diversifica&ccedil;&atilde;o de meios de contacto/comunica&ccedil;&atilde;o entre utentes, servi&ccedil;os e profissionais e, respetivos efeitos. Considerando que as Unidades de Sa&uacute;de Familiar se pautam pela auto-organiza&ccedil;&atilde;o funcional e t&eacute;cnica, surgiu a necessidade de realizar um estudo explorat&oacute;rio numa Unidade de Sa&uacute;de Familiar, pertencente a um Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de da Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo, Institui&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, no sentido de melhorar a efici&ecirc;ncia do atendimento de enfermagem por telefone na &aacute;rea da crian&ccedil;a para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento, uma vez que existe um Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem.</p>     <p>O desenvolvimento deste estudo teve como objetivo avaliar as necessidades sentidas pelos enfermeiros da Unidade Sa&uacute;de Familiar e pelos pais/cuidadores de crian&ccedil;as dos 0 aos 17 anos inclusive, para a cria&ccedil;&atilde;o de uma Linha Telef&oacute;nica Direta para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento/Fundamenta&ccedil;&atilde;o Te&oacute;rica</b></p>     <p>Uma das linhas priorit&aacute;rias na reforma dos cuidados de sa&uacute;de &eacute; a substitui&ccedil;&atilde;o de um sistema hospitaloc&ecirc;ntrico por um mais orientado para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, para a proximidade entre cidad&atilde;o e os profissionais de sa&uacute;de, porque tal melhora a sa&uacute;de e a efici&ecirc;ncia global na gest&atilde;o da mesma (Campos, 2007). Assim, a sa&uacute;de neste in&iacute;cio de s&eacute;culo XXI est&aacute; num contexto em mudan&ccedil;a, reflexo de uma sociedade tamb&eacute;m ela num processo de transforma&ccedil;&atilde;o, que decorreu da conjuga&ccedil;&atilde;o de fatores econ&oacute;micos, pol&iacute;ticos, sociais e culturais, mas, sobretudo, do desenvolvimento de tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o que vieram intensificar a velocidade e as intera&ccedil;&otilde;es entre pessoas de culturas diferentes do mundo inteiro (Martins, 2009).</p>     <p>Segundo o mesmo autor, o desenvolvimento nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas da utiliza&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es como meio de prestar cuidados de sa&uacute;de deve-se sobretudo aos benef&iacute;cios que doentes, fam&iacute;lias, profissionais e organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de lhe reconhecem.</p>     <p>Importa referir que os gastos em sa&uacute;de em Portugal t&ecirc;m acompanhado a tend&ecirc;ncia de outros pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia e da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico no qual se registou, nos &uacute;ltimos anos, um crescimento superior ao crescimento econ&oacute;mico, com impactos no Produto Interno Bruto (Sim&atilde;o, 2009).</p>     <p>Segundo Carrasqueiro (2007), o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de deve desenvolver um <i>Contact Center</i> que disponibilize a informa&ccedil;&atilde;o considerada m&iacute;nima ao cidad&atilde;o enquanto pagador do sistema de sa&uacute;de e enquanto utilizador do mesmo e que o avalie e recolha as suas expectativas.</p>     <p>Em Portugal, &agrave; semelhan&ccedil;a de outros pa&iacute;ses, existe uma linha de telefone que &eacute; a Linha de Sa&uacute;de 24 da iniciativa do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que teve o seu in&iacute;cio em abril de 2007 e que visa responder &agrave;s necessidades manifestadas pelos cidad&atilde;os em mat&eacute;ria de sa&uacute;de, contribuindo para ampliar e melhorar a acessibilidade aos servi&ccedil;os e rentabilizar os recursos existentes atrav&eacute;s do encaminhamento dos utentes para as institui&ccedil;&otilde;es integradas no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de mais adequadas (Portugal, 2007).</p>     <p>Este servi&ccedil;o, que integra enfermeiros na sua equipa, disponibiliza triagem, aconselhamento e encaminhamento em situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a; aconselhamento terap&ecirc;utico para esclarecimento de quest&otilde;es e apoio em mat&eacute;rias relacionadas com medica&ccedil;&atilde;o; assist&ecirc;ncias em sa&uacute;de p&uacute;blica; e informa&ccedil;&atilde;o geral de sa&uacute;de, como a localiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os englobados no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (Portugal, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parra, Gomes e Carrasqueiro (2007) apresentam o perfil demogr&aacute;fico de utiliza&ccedil;&atilde;o da Linha de Sa&uacute;de 24 em Portugal, ap&oacute;s os primeiros meses de funcionamento da mesma. Em termos geogr&aacute;ficos, estes referem que a maior parte dos contactos prov&ecirc;m da &aacute;rea da grande Lisboa e Porto. Dizem ainda que cerca de 60% dos contactos realizados para esta linha se relacionam com quest&otilde;es de aconselhamento pedi&aacute;trico, dos 0-14 anos.</p>     <p>Num segundo estudo descritivo do perfil de utilizador da Linha de Sa&uacute;de 24, realizado no per&iacute;odo de maio de 2008 a mar&ccedil;o de 2009, a faixa et&aacute;ria mais representativa, com 53,3% de chamadas, foi tamb&eacute;m a dos 0-14 anos. O motivo da chamada mais frequente neste estudo foi o sintoma (febre) com 17,5%. O aconselhamento, embora n&atilde;o seja o motivo mais referido, tamb&eacute;m &eacute; referenciado com 9,5% das chamadas realizadas (Sim&atilde;o, 2009).</p>     <p>Melo (1999) diz que o acr&eacute;scimo da procura e a efetiva&ccedil;&atilde;o da resposta aos utentes nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de implica uma sobrecarga econ&oacute;mica e humana para os servi&ccedil;os, j&aacute; que se efetua o atendimento de muitas situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o justificam o recurso ao hospital.</p>     <p>Por outro lado, a rede de Tele-enfermagem do Conselho Internacional de Enfermeiros visa educar, apoiar e colaborar com enfermeiros de todo o mundo que t&ecirc;m interesse em Tele-enfermagem e promover o envolvimento da enfermagem no desenvolvimento e utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologias de Tele-sa&uacute;de, com o objetivo de melhorar a pontualidade, qualidade e acesso de uma ampla gama de servi&ccedil;os de sa&uacute;de para indiv&iacute;duos, suas fam&iacute;lias e comunidades (Conselho Internacional de Enfermeiros, 2011). Segundo o mesmo autor, a Tele-enfermagem &eacute; definida como a pr&aacute;tica de enfermagem &agrave; dist&acirc;ncia, utilizando a tecnologia das telecomunica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Importa referir que este estudo teve como refer&ecirc;ncia o modelo conceptual de enfermagem, o Modelo da Parceria dos Cuidados, utilizado na &aacute;rea da crian&ccedil;a, uma vez que se centra nas respostas &agrave;s necessidades desta e sua fam&iacute;lia, bin&oacute;mio encarado como o benefici&aacute;rio dos cuidados. Este &eacute; enformado pelos valores de reconhecimento da crian&ccedil;a como ser vulner&aacute;vel, valoriza&ccedil;&atilde;o dos pais/cuidadores como os primeiros prestadores de cuidados, maximiza&ccedil;&atilde;o do potencial de crescimento e desenvolvimento da crian&ccedil;a e preserva&ccedil;&atilde;o, em qualquer situa&ccedil;&atilde;o, da seguran&ccedil;a e bem-estar da crian&ccedil;a e fam&iacute;lia (Ordem dos Enfermeiros, 2010).</p>     <p>A tecnologia na comunica&ccedil;&atilde;o em contexto de sa&uacute;de, sendo &uacute;til e necess&aacute;ria, deve no entanto contextualizar-se numa l&oacute;gica de cuidados ao servi&ccedil;o do doente na sua individualidade. Fica, assim, delimitada a sua a&ccedil;&atilde;o &agrave; intencionalidade dos cuidados que os enfermeiros planearam para aquele doente. As mudan&ccedil;as que t&ecirc;m ocorrido na pr&aacute;tica de enfermagem, resultantes da utiliza&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es e tecnologia de informa&ccedil;&atilde;o por estes profissionais, remetem para a reflex&atilde;o acerca da natureza da interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem na consulta telef&oacute;nica (Martins, 2009).</p>     <p>A Linha de Sa&uacute;de 24 funciona 24 horas por dia e &eacute; um excelente recurso para a acessibilidade aos cuidados de sa&uacute;de. No entanto, pelo facto de muitos pais ligarem para a Unidade Sa&uacute;de Familiar &agrave; procura de esclarecimentos/aconselhamento por parte dos enfermeiros, &eacute; imperioso que este contacto seja mais efetivo e eficiente. N&atilde;o se pode descorar a liga&ccedil;&atilde;o e a continuidade de cuidados que os profissionais desta unidade tanto prezam, pensando que tamb&eacute;m estes s&atilde;o os princ&iacute;pios pelos quais os jovens/pais/fam&iacute;lia/cuidadores ligam diariamente para os enfermeiros da Unidade Sa&uacute;de Familiar. H&aacute; momentos em que a sa&uacute;de tem tudo a ver com o telefone (Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2007).</p>     <p>Para Doenges, Moorhouse e Murr (2008), o processo de enfermagem permite aos enfermeiros um maior controlo na sua pr&aacute;tica, bem como a oportunidade de utilizar o seu conhecimento, compet&ecirc;ncia e intui&ccedil;&atilde;o para construir, de forma din&acirc;mica, uma pr&aacute;tica de cuidados que satisfa&ccedil;a as pessoas cuidadas e os enfermeiros.</p>     <p>Segundo o Regulamento n&ordm; 123/2011, o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem trabalha em parceria com a crian&ccedil;a e fam&iacute;lia/pessoa significativa, em qualquer contexto em que ela se encontre, para promover o mais poss&iacute;vel o seu estado de sa&uacute;de e proporciona educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, assim como, identifica e mobiliza recursos de suporte &agrave; fam&iacute;lia.</p>     <p>O facto de existir um Enfermeiro Especialista nesta &aacute;rea na Unidade Sa&uacute;de Familiar, leva a que este seja muitas vezes solicitado para dar pareceres em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quilo que o questionam pelo telefone e n&atilde;o s&oacute;, tamb&eacute;m presencialmente, o que por vezes leva a que as chamadas possam ter que ocupar mais do que um enfermeiro e mais tempo do que o necess&aacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, &eacute; importante referir que, por vezes, as informa&ccedil;&otilde;es podem n&atilde;o ser consensuais, ou seja, ainda subsistem diferen&ccedil;as entre as informa&ccedil;&otilde;es dadas pelos v&aacute;rios enfermeiros, existindo assim a possibilidade de surgirem ainda mais d&uacute;vidas por parte de quem procura esclarecimentos/aconselhamentos nesta &aacute;rea.</p>     <p>Os assistentes t&eacute;cnicos da Unidade Sa&uacute;de Familiar, por diversas vezes, em conversas informais, manifestaram interesse em que fosse resolvido o problema de acesso telef&oacute;nico direto aos enfermeiros para este tipo de atendimento, pois existem per&iacute;odos em que t&ecirc;m muita dificuldade em fazer a triagem das chamadas, uma vez que as pessoas se recusam a dizer o assunto e eles n&atilde;o t&ecirc;m a no&ccedil;&atilde;o para quem devem encaminhar as chamadas.</p>     <p>Torna-se assim pertinente a implementa&ccedil;&atilde;o da Tele-enfermagem na &aacute;rea da sa&uacute;de infantil nas Unidades de Sa&uacute;de Familiar, com vista &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o dos pais/cuidadores para a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados &agrave; crian&ccedil;a no domic&iacute;lio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Os pais/cuidadores das crian&ccedil;as inscritas na Unidade de Sa&uacute;de Familiar consideram que &eacute; necess&aacute;rio criar uma Linha Telef&oacute;nica Direta para a equipa de Enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, na Unidade de Sa&uacute;de Familiar?</p>     <p>Os Enfermeiros da Unidade de Sa&uacute;de Familiar consideram que &eacute; necess&aacute;rio criar uma Linha Telef&oacute;nica Direta para a equipa de Enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, na Unidade de Sa&uacute;de Familiar?</p>     <p>Os Enfermeiros da Unidade de Sa&uacute;de Familiar realizam atendimento telef&oacute;nico para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, na Unidade de Sa&uacute;de Familiar?</p>     <p>Qual &eacute; o Enfermeiro que os pais/cuidadores das crian&ccedil;as inscritas na Unidade de Sa&uacute;de Familiar e os restantes elementos da equipa de enfermagem consideram que deveria fazer a Tele-enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a?</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia</b></p>     <p>Trata-se de um estudo quantitativo do tipo descritivo, com o seguinte objetivo: Avaliar a necessidade sentida, pelos enfermeiros da Unidade Sa&uacute;de Familiar e pelos pais/cuidadores de crian&ccedil;as dos 0 aos 17 anos inclusive, da cria&ccedil;&atilde;o de uma Linha Telef&oacute;nica Direta para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a.</p>     <p>Decorreu num Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de da Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo, numa Unidade de Sa&uacute;de Familiar, e teve por base duas amostras n&atilde;o probabil&iacute;sticas intencionais. Uma &eacute; constitu&iacute;da pelos pais/cuidadores das crian&ccedil;as dos 0 aos 17 anos inclusive, um total de 102 inquiridos de uma popula&ccedil;&atilde;o-alvo constitu&iacute;da por 1500 fam&iacute;lias com crian&ccedil;as inscritas na Unidade Sa&uacute;de Familiar, cujo crit&eacute;rio de inclus&atilde;o foi todos os pais/cuidadores de crian&ccedil;as dos 0 aos 17 anos inclusive, em que a crian&ccedil;a tivesse um atendimento pela equipa de enfermagem na Unidade Sa&uacute;de Familiar, de 4 de abril a 4 de maio de 2011. A outra amostra em estudo foi a equipa de enfermagem da Unidade Sa&uacute;de Familiar, constitu&iacute;da por 6 enfermeiros, n=5 enfermeiros, n&atilde;o tendo sido inclu&iacute;do o autor do estudo.</p>     <p>Para a sua realiza&ccedil;&atilde;o foram utilizados dois question&aacute;rios constru&iacute;dos para o efeito, um para cada amostra. O primeiro question&aacute;rio aplicado aos pais/cuidadores era composto por 3 quest&otilde;es fechadas, 5 abertas e 6 mistas, e estava dividido em duas partes. A primeira parte para caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica dos pais/cuidadores e das crian&ccedil;as e a segunda tinha quest&otilde;es que pretendiam avaliar a necessidade da cria&ccedil;&atilde;o da Linha Telef&oacute;nica Direta, as fontes que recorrem para o esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a e se utilizam o atendimento de enfermagem por telefone da Unidade Sa&uacute;de Familiar. O segundo question&aacute;rio aplicado aos enfermeiros da Unidade Sa&uacute;de Familiar, foi constru&iacute;do com 6 quest&otilde;es fechadas, 9 abertas e 1 mista, para avaliar a necessidade de cria&ccedil;&atilde;o da Linha Telef&oacute;nica Direta pela equipa de enfermagem da Unidade Sa&uacute;de Familiar e as necessidades sentidas por estes para a sua implementa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Quanto aos aspetos formais e &eacute;ticos foi feito um pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; Coordenadora da Unidade Sa&uacute;de Familiar para a aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de colheita de dados, garantindo o anonimato e a confidencialidade na colheita dos mesmos. Neste &acirc;mbito, foi ainda pedida a colabora&ccedil;&atilde;o aos pais/cuidadores e enfermeiros no preenchimento dos instrumentos respetivos. Para al&eacute;m do pedido formal &agrave; institui&ccedil;&atilde;o, obteve-se por parte dos pais/cuidadores e dos enfermeiros o consentimento informado para a aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios e utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados.</p>     <p>O tratamento estat&iacute;stico dos dados foi efetuado informaticamente atrav&eacute;s do programa <i>Statistic Packadge for the Social Sciences</i> - SPSS na vers&atilde;o 14.0 para o Windows Vista. Para a sistematiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o colhida foi utilizada a estat&iacute;stica descritiva, nomeadamente, as frequ&ecirc;ncias absolutas (n.&ordm;) e relativas (%), medidas de tend&ecirc;ncia central (Moda, M&eacute;dia e Mediana) e medidas de dispers&atilde;o ou variabilidade (Desvio padr&atilde;o e Coeficiente de Varia&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Uma das amostras foi composta por 102 pais/cuidadores de crian&ccedil;as inscritas na Unidade Sa&uacute;de Familiar, sendo que 86,3% s&atilde;o do sexo feminino e 13,7% s&atilde;o do sexo masculino. Verifica-se ainda que 57,8% das crian&ccedil;as a seu cuidado s&atilde;o do sexo feminino e 42,2% s&atilde;o do sexo masculino. Quanto ao grau de parentesco em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a, 83,3% dos inquiridos foi a m&atilde;e e 13,7% o pai quem respondeu ao question&aacute;rio. Quanto ao n&uacute;mero de outras crian&ccedil;as a seu cuidado, a maioria referiu n&atilde;o ter mais crian&ccedil;as a seu cuidado ou ter mais uma crian&ccedil;a a seu cuidado, 33,3%.</p>     <p>A m&eacute;dia de idades da amostra &eacute; de 35,2 anos para um Desvio Padr&atilde;o de 7,1 e um Coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o de 20,2, sendo a idade m&aacute;xima de 62 anos e a idade m&iacute;nima de 23 anos. Quanto &agrave;s crian&ccedil;as, a m&eacute;dia de idades &eacute; 5,7 anos para um Desvio Padr&atilde;o de 5,0 e um Coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o de 87,7, sendo a idade m&aacute;xima de 17 anos, a idade m&iacute;nima de 0 anos e a moda &eacute; de 0 anos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave;s fontes de informa&ccedil;&atilde;o a que recorrem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, 36,3% das 201 respostas referem-se aos enfermeiros da Unidade Sa&uacute;de Familiar, 20,4% aos m&eacute;dicos da Unidade Sa&uacute;de Familiar, 10,9% ao Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem da Unidade Sa&uacute;de Familiar e tamb&eacute;m 10,9% &agrave; Internet. Destaca-se que apenas 9% s&atilde;o relativas &agrave; Linha de Sa&uacute;de 24 como fonte de esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a.</p>     <p>Quanto &agrave; necessidade de criar uma Linha Telef&oacute;nica Direta na Unidade Sa&uacute;de Familiar, para atendimento de Enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, 38,2% dos inquiridos responderam que era “necess&aacute;rio”, 29,4% responderam que era “extremamente necess&aacute;rio” e 24,5% “muito necess&aacute;rio”. Das 106 respostas dadas pelos 84 inquiridos que justificaram a cria&ccedil;&atilde;o da Linha Telef&oacute;nica Direta constata-se que a maioria refere que a Linha Telef&oacute;nica Direta servia para “esclarecimento de todas as d&uacute;vidas”, com 34 respostas, “evitava consultas presenciais desnecess&aacute;rias” com 19 respostas e “resposta mais eficaz &agrave; popula&ccedil;&atilde;o” tamb&eacute;m com 19 respostas (<a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a14q1.jpg">Quadro 1</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p> <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a14q1.jpg">Quadro 1</a>     
<p>&nbsp;</p>				     <p>Segundo as respostas dos inquiridos (N=102) conclui-se que 70,9% das respostas referem que deveria ser o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem da Unidade Sa&uacute;de Familiar a atender as chamadas, sendo que das 23 justifica&ccedil;&otilde;es, 10 foram porque tem “mais forma&ccedil;&atilde;o”. Salienta-se ainda que 16,5% das respostas foram “enfermeiro de fam&iacute;lia” porque “conhece melhor a crian&ccedil;a”, com 7 respostas (total das justifica&ccedil;&otilde;es para este enfermeiro).</p>     <p>Do total de inquiridos, 48,0% refere que “nunca” utilizou a Tele-enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a. Dos inquiridos, 52,0% j&aacute; utilizaram o servi&ccedil;o e destes, 17,6% utilizou-o “pelo menos 1x/ano”.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; efici&ecirc;ncia do atendimento de enfermagem por telefone para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, dos 52% inquiridos que j&aacute; utilizaram o servi&ccedil;o, 88,5% dos inquiridos consideram que este &eacute; eficiente.</p>     <p>Dos 32 inquiridos que justificaram a sua resposta em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; efici&ecirc;ncia do atendimento de enfermagem por telefone, 78,1% referiram que “todas as perguntas foram esclarecidas”. De salientar que 6,3% responderam que “a enfermeira n&atilde;o soube responder”.</p>     <p>Relativamente &agrave; tentativa de utiliza&ccedil;&atilde;o do atendimento de enfermagem por telefone, dos 79 inquiridos que responderam, 45,6% referem que n&atilde;o conseguiram fazer a chamada, sendo que dos 12 inquiridos que justificaram o motivo da tentativa falhada, 9 dizem que “n&atilde;o consegui a liga&ccedil;&atilde;o para os enfermeiros”.</p>     <p>Ao cruzar as respostas dos inquiridos quanto &agrave; necessidade de cria&ccedil;&atilde;o da Linha Telef&oacute;nica Direta para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a e as respostas dos inquiridos que recorrem a fontes para esclarecimento de d&uacute;vidas na &aacute;rea da crian&ccedil;a, conclui-se que dos 99 inquiridos que recorrem a fontes para esclarecimento de d&uacute;vidas, 38 inquiridos consideram “necess&aacute;rio” e 30 inquiridos referem que &eacute; “extremamente necess&aacute;rio” a cria&ccedil;&atilde;o da linha direta para os enfermeiros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o das respostas dos inquiridos quanto &agrave; necessidade da Linha Telef&oacute;nica Direta e as respostas dos inquiridos que recorrem &agrave; Linha de Sa&uacute;de 24 para esclarecimento de d&uacute;vidas na &aacute;rea da crian&ccedil;a, conclui-se que dos 18 inquiridos que recorrem &agrave; Linha de Sa&uacute;de 24 para esclarecimento de d&uacute;vidas, 7 inquiridos consideram “muito necess&aacute;rio”, 4 inquiridos referem que &eacute; “necess&aacute;rio” e outros 4 inquiridos “extremamente necess&aacute;rio”, a cria&ccedil;&atilde;o da linha direta para os enfermeiros.</p>     <p>Dos 52 inquiridos que mencionaram sugest&otilde;es de melhoria da acessibilidade ao atendimento de enfermagem por telefone para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, na Unidade Sa&uacute;de Familiar, 27 sugeriram a cria&ccedil;&atilde;o de uma “linha espec&iacute;fica, direta e mais r&aacute;pida”, como forma de melhor a acessibilidade. Salientam-se ainda as sugest&otilde;es de “ter sempre um enfermeiro dispon&iacute;vel” de “mais forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais”, respetivamente, com 13 e 5 das respostas dos inquiridos.</p>     <p>Relativamente &agrave; amostra dos enfermeiros importa mencionar que quanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da crian&ccedil;a, 80% dos inquiridos referem que t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o e o tema da parentalidade foi o mais referido com 3 respostas.</p>     <p>A fonte que os enfermeiros mais recorrem para a forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da crian&ccedil;a &eacute; o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem da Unidade Sa&uacute;de Familiar com 35,7% do total de respostas (14). Relativamente &agrave; “forma&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o no Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de” nesta &aacute;rea os inquiridos referem que nunca recorreram.</p>     <p>Quanto &agrave; necessidade de criar uma Linha Telef&oacute;nica Direta na Unidade Sa&uacute;de Familiar para atendimento de enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, 80% dos enfermeiros responderam que era “extremamente necess&aacute;rio” e 20% “muito necess&aacute;rio”, sendo que 40% dos inquiridos consideram-na necess&aacute;ria “para uma boa gest&atilde;o do tempo dos pais e dos enfermeiros”.</p>     <p>Segundo os inquiridos, o enfermeiro que devia fazer o atendimento telef&oacute;nico na Linha Telef&oacute;nica Direta neste &acirc;mbito era o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem da Unidade Sa&uacute;de Familiar, com 80% das respostas, sendo que as justifica&ccedil;&otilde;es foram “porque possui compet&ecirc;ncias aprofundadas”. Salienta-se ainda que 20% das respostas foram “qualquer enfermeiro, mas se estiver o especialista deve ser este”.</p>     <p>Dos enfermeiros inquiridos, 80% refere que realizam entre 1 a 5 atendimentos de enfermagem por telefone para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a por semana e 20% refere que efetua “v&aacute;rios atendimentos di&aacute;rios”. Denota-se que a op&ccedil;&atilde;o “nunca” n&atilde;o foi selecionada por nenhum enfermeiro.</p>     <p>Quanto aos sentimentos que os inquiridos referem aquando do atendimento de enfermagem por telefone para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, destaca-se que 60% sente-se “apta no &acirc;mbito geral, com encaminhamento para o Enf. Especialista em situa&ccedil;&otilde;es de maior complexidade”.</p>     <p>Constata-se que todos os inquiridos referiram que necessitavam de forma&ccedil;&atilde;o para o atendimento de Tele-enfermagem eficaz. As mais referidas (2) como temas para a forma&ccedil;&atilde;o foram: “desadapta&ccedil;&atilde;o social”; “necessidades especiais”; e “medica&ccedil;&atilde;o/posologia nas crian&ccedil;as”.</p>     <p>Relativamente &agrave; melhoria da acessibilidade ao atendimento telef&oacute;nico para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, das 10 sugest&otilde;es apresentadas pelos inquiridos, 5 manifestam que devia existir “mais forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica dos profissionais” e 40% devia ser criada uma “linha direta primeiramente para o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem” para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos enfermeiros inquiridos, 60% consideram que a Linha de Sa&uacute;de 24 “responde muito” &agrave;s necessidades dos pais/cuidadores das crian&ccedil;as inscritas na Unidade Sa&uacute;de Familiar que recorrem &agrave;s suas consultas de enfermagem. Salienta-se que nenhum enfermeiro respondeu que a Linha de Sa&uacute;de 24 “nunca responde” ou “responde pouco” &agrave;s necessidades dos pais/cuidadores.</p>     <p>Quanto &agrave; import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da Linha Telef&oacute;nica Direta na Unidade Sa&uacute;de Familiar, maioritariamente, os inquiridos pronunciaram-se como “bastante importante” em todas as op&ccedil;&otilde;es apresentadas, quer relativas &agrave; gest&atilde;o de servi&ccedil;o, quer aos cuidados. Referiram que a Linha Telef&oacute;nica Direta na Unidade Sa&uacute;de Familiar era “bastante importante” com 80% das respostas: “na diminui&ccedil;&atilde;o do recurso &agrave; Unidade Sa&uacute;de Familiar por parte destes, por motivos facilmente resolvidos pelo telefone”; “na continuidade dos cuidados prestados pelos enfermeiros da Unidade Sa&uacute;de Familiar a esta popula&ccedil;&atilde;o”; “na continuidade dos cuidados prestados pela equipa multiprofissional da Unidade Sa&uacute;de Familiar a esta popula&ccedil;&atilde;o”; “na articula&ccedil;&atilde;o/encaminhamento de situa&ccedil;&otilde;es para o enfermeiro de fam&iacute;lia da crian&ccedil;a”; “na articula&ccedil;&atilde;o/encaminhamento de situa&ccedil;&otilde;es para o m&eacute;dico de fam&iacute;lia da crian&ccedil;a”; “no esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento aos pais/cuidadores”; “no aconselhamento de autocuidado em casa”; e “na rentabiliza&ccedil;&atilde;o de recursos humanos da Unidade Sa&uacute;de Familiar, nomeadamente da equipa de enfermagem para outras situa&ccedil;&otilde;es” (<a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a14q2.jpg">Quadro 2</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p> <a href ="/img/revistas/ref/vserIIIn9/IIIn9a14q2.jpg">Quadro 2</a>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Considera-se como limita&ccedil;&otilde;es do estudo o tamanho das amostras, o facto de o mesmo ter um tempo reduzido para a sua execu&ccedil;&atilde;o e por o investigador fazer parte da equipa de enfermagem, embora tenha sido exclu&iacute;do do estudo.</p>     <p>Relativamente &agrave;s quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o importa referir que dos pais/cuidadores das crian&ccedil;as inscritas na Unidade Sa&uacute;de Familiar, 38,2% dos inquiridos responderam que era necess&aacute;rio, 29,4% responderam que era extremamente necess&aacute;rio e 24,5% muito necess&aacute;rio criar uma Linha Telef&oacute;nica Direta para a equipa de Enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, na Unidade Sa&uacute;de Familiar.</p>     <p>Dos enfermeiros inquiridos, 80% consideram que &eacute; extremamente necess&aacute;rio criar uma Linha Telef&oacute;nica Direta para a equipa de enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, na Unidade de Sa&uacute;de Familiar.</p>     <p>Segundo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2010), as Administra&ccedil;&otilde;es Regionais de Sa&uacute;de devem negociar com cada institui&ccedil;&atilde;o a atividade e os resultados a alcan&ccedil;ar, tendo em especial aten&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas e necessidades em sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o abrangida, num contexto de presta&ccedil;&atilde;o coordenada dos cuidados de sa&uacute;de sustentada nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e na sua capacidade para gerir o estado de sa&uacute;de dos utentes, promovendo, desta forma, a presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados num n&iacute;vel mais adequado e efetivo. </p>     <p>Ainda segundo os mesmos autores, esta negocia&ccedil;&atilde;o deve basear-se na avalia&ccedil;&atilde;o das necessidades em sa&uacute;de regionais e locais e na otimiza&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos dispon&iacute;veis, reservando-se o acesso aos cuidados secund&aacute;rios para as situa&ccedil;&otilde;es que exijam este grau de interven&ccedil;&atilde;o e promover a acessibilidade dos utentes. A defini&ccedil;&atilde;o das prioridades regionais e locais, associada a uma utiliza&ccedil;&atilde;o eficiente dos recursos &eacute; um aspeto fundamental para a obten&ccedil;&atilde;o de ganhos em sa&uacute;de que, na maioria das vezes, s&oacute; podem conseguir-se com aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s especificidades da popula&ccedil;&atilde;o num dado territ&oacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Salienta-se o facto de 80% dos enfermeiros da Unidade Sa&uacute;de Familiar realizarem entre 1 a 5 atendimentos de enfermagem por semana, por telefone, para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, na Unidade Sa&uacute;de Familiar.</p>     <p>Segundo Sim&atilde;o (2009), ao analisar o n&uacute;mero de contactos realizados para a Linha de Sa&uacute;de 24 por 100.000 habitantes, o distrito de Santar&eacute;m efetuou entre 3.000 a 4.000. O mesmo autor afirma ainda no seu estudo que para 27,42% das chamadas foi recomendado cuidados no domic&iacute;lio/autocuidados.</p>     <p>Kaminsky <i>et al</i>. (2010) num estudo descritivo, realizado na Su&eacute;cia, sobre a sa&uacute;de pedi&aacute;trica e as chamadas para a tele-enfermagem, conclu&iacute;ram que em quase metade das chamadas os enfermeiros aconselharam o autocuidado.</p>     <p>O enfermeiro que deveria fazer a Tele-enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a &eacute;, para os pais/cuidadores das crian&ccedil;as inscritas na Unidade de Sa&uacute;de Familiar, o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem da Unidade Sa&uacute;de Familiar, com 70,9% das respostas, assim como para os enfermeiros, com 80% das respostas.</p>     <p>Ferreira e Antunes (2009) num estudo realizado a um total de 75 pessoas inscritas na Unidade Sa&uacute;de Familiar em causa, em novembro de 2008, com o objetivo de monitorizar a satisfa&ccedil;&atilde;o dos utilizadores da mesma, conclu&iacute;ram que de forma geral 54,3% dos utentes desta Unidade Sa&uacute;de Familiar est&atilde;o muito satisfeitos; no entanto, 11,6% estavam insatisfeitos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o com os profissionais de forma geral; 15,1% estavam insatisfeitos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e apoio de forma geral; 29,6% estavam insatisfeitos com a organiza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de forma geral; e 15,2% estavam insatisfeitos com a continuidade e coopera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m de forma geral.</p>     <p>Relativamente &agrave; acessibilidade e espera, os mesmos autores referem que 45,2% dos utentes estavam insatisfeitos com a facilidade em falar pelo telefone para a Unidade Sa&uacute;de Familiar e 55,5% estavam insatisfeitos quanto &agrave; facilidade em falar pelo telefone com o m&eacute;dico de fam&iacute;lia. Quanto &agrave; resposta a necessidades especiais (inclu&iacute;a necessidades na &aacute;rea da crian&ccedil;a), 9,2% dos utentes estavam insatisfeitos.</p>     <p>&Eacute; imperioso a cria&ccedil;&atilde;o da Linha Telef&oacute;nica Direta como forma de garantir o esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a nesta Unidade Sa&uacute;de Familiar, assim como &eacute; necess&aacute;rio a forma&ccedil;&atilde;o aos enfermeiros da Unidade Sa&uacute;de Familiar para a implementa&ccedil;&atilde;o efetiva da linha telef&oacute;nica para esclarecimento de todas as d&uacute;vidas na &aacute;rea da crian&ccedil;a, dando seguimento ao proposto por Portugal (2007), de aumentar a acessibilidade dos cuidados de sa&uacute;de nesta &aacute;rea.</p>     <p>Os enfermeiros consideram que a Linha Telef&oacute;nica Direta na Unidade Sa&uacute;de Familiar para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a era bastante importante na diminui&ccedil;&atilde;o do recurso &agrave; Unidade Sa&uacute;de Familiar; na continuidade dos cuidados; na articula&ccedil;&atilde;o/encaminhamento de situa&ccedil;&otilde;es para a equipa de sa&uacute;de da fam&iacute;lia; no esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento; no aconselhamento de autocuidado em casa; e na rentabiliza&ccedil;&atilde;o de recursos humanos da Unidade Sa&uacute;de Familiar, nomeadamente da equipa de enfermagem para outras situa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>O Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem assume um papel fulcral na forma&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros e s&atilde;o tamb&eacute;m reconhecidas as suas compet&ecirc;ncias como primeiro recurso no atendimento telef&oacute;nico, quer pelas fam&iacute;lias, quer pelos enfermeiros.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Ap&oacute;s an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos resultados conclui-se que os pais/cuidadores consideram muito necess&aacute;rio a cria&ccedil;&atilde;o de uma Linha Telef&oacute;nica Direta para os enfermeiros para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a. Constatou-se ainda que os enfermeiros inquiridos partilham da opini&atilde;o dos pais, considerando extremamente necess&aacute;rio a cria&ccedil;&atilde;o da Linha Telef&oacute;nica Direta na Unidade Sa&uacute;de Familiar. Os pais/cuidadores e os enfermeiros referem que deveria ser o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem da Unidade Sa&uacute;de Familiar a atender o telefone na Linha Telef&oacute;nica Direta, porque tem mais forma&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncias na &aacute;rea.</p>     <p>Os resultados obtidos suportam o descrito na fundamenta&ccedil;&atilde;o do estudo, trazendo assim ganhos importantes para a melhoria da acessibilidade aos cuidados de enfermagem na &aacute;rea da crian&ccedil;a, dando relevo ao preconizado para as Unidade Sa&uacute;de Familiar, como Unidades de Sa&uacute;de que devem primar pela Qualidade, Acessibilidade e Continuidade dos Cuidados, dando resposta efetiva e de proximidade &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que abrange.</p>     <p>Quanto &agrave;s sugest&otilde;es para melhorar a acessibilidade &agrave; Tele-enfermagem para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &aacute;rea da crian&ccedil;a, na Unidade Sa&uacute;de Familiar, os pais/cuidadores sugeriram a cria&ccedil;&atilde;o de uma linha espec&iacute;fica, direta e mais r&aacute;pida. Para os enfermeiros devia existir mais forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica e devia ser criada uma linha direta primeiramente para o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem, como forma de melhor a acessibilidade aos cuidados.</p>     <p>Ainda com base nos resultados que foram apresentados &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o da Unidade Sa&uacute;de Familiar e equipa multidisciplinar, criou-se ent&atilde;o a Linha Telef&oacute;nica Direta para a equipa de Enfermagem, para esclarecimento de d&uacute;vidas e aconselhamento na &agrave;rea da crian&ccedil;a para pais/cuidadores e at&eacute; mesmo jovens inscritos na Unidade Sa&uacute;de Familiar, com liga&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria ao Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Jovem da Unidade Sa&uacute;de Familiar, com in&iacute;cio a 1 de junho de 2011 (Dia Mundial da Crian&ccedil;a).</p>     <p>Preve-se a primeira avalia&ccedil;&atilde;o da efetividade da Linha Telef&oacute;nica Direta aos tr&ecirc;s meses, seis meses e um ano de funcionamento, atrav&eacute;s do n&uacute;mero de atendimentos, dos fen&oacute;menos e interven&ccedil;&otilde;es registados de acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional para a Pr&aacute;tica de Enfermagem.</p>     <p>Sugere-se ainda que este estudo seja alargado a outras Unidades de Sa&uacute;de, nomeadamente a todo o Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de, assim como a nivel nacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>CAMPOS, Ant&oacute;nio Correia (2007) - Por um sistema de sa&uacute;de mais eficiente. Cadernos de Economia. N&ordm; 80, p. 9-15.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CARRASQUEIRO, Sara (2007) - e-Sa&uacute;de em Portugal. Balan&ccedil;o e Recomenda&ccedil;&otilde;es. In MONTEIRO, Maria Helena ; CUNHA, Ant&oacute;nio Vasconcelos da ; CARRASQUEIRA, Sara - Telemedicina – Onde estamos e para onde vamos… [Em linha]. Lisboa : Associa&ccedil;&atilde;o para a Promo&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento da Sociedade de Informa&ccedil;&atilde;o e Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento da Telemedicina. p. 89-96 [Consult. 13 abr. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.apdsi.pt/getfile.php?id_file=880"target="_blank">http://www.apdsi.pt/getfile.php?id_file=880</a>.</p>     <p>CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS (2011) - Telenursing Network [Em linha]. [Consult. 20 mai. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.icn.ch/networks/telenursing-network/"target="_blank">http://www.icn.ch/networks/telenursing-network/</a>.</p>     <p>DOENGES, Marilynn ; MOORHOUSE, Mary ; MURR, Alice (2008) - Nursing diagnosis manual: planning, individualizing, and documenting client care. 2&ordf; ed. Philadelphia : F.A. Davis Company.</p>     <p>FERREIRA, P. L. ; ANTUNES, P. (2009) - Monitoriza&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o dos utilizadores da Unidade Sa&uacute;de Familiar D. Sancho I. Coimbra : Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da Universidade de Coimbra.</p>     <p>KAMINSKY, E. [et al.] (2010) - Paediatric health calls to Swedish telenurses: a descriptive study of content and outcome. Journal of Telemedicine and Telecare [Em linha]. Vol. 16, n&ordm; 8, p. 454-457. [Consult. 23 jun. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.jtt.rsmjournals.com/cgi/content/abstract/16/8/454"target="_blank">http://www.jtt.rsmjournals.com/cgi/content/abstract/16/8/454</a>.</p>     <p>MARTINS, Maria Madalena Nobre Marreiros Assun&ccedil;&atilde;o Mela (2009) - A consulta telef&oacute;nica como interven&ccedil;&atilde;o de enfermagem ao doente/fam&iacute;lia com dor cr&oacute;nica [Em linha]. [Consult. 4 abr. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://hdl.handle.net/10400.2/1473"target="_blank">http://hdl.handle.net/10400.2/1473</a>.</p>     <p>MELO, Elsa Maria de Oliveira Pinheiro (1999) – Acessibilidade/Utiliza&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia do Hospital Pedi&aacute;trico de Coimbra. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia [Em linha]. N&ordm; 3, p. 59-62. [Consult. 20 jun. 2012]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=crian%E7a&amp;id_website=3&amp;target=DetalhesArtigo&amp;id_artigo=92"target="_blank">http://www.esenfc.pt/rr/rr/index.php?pesquisa=crian%E7a&amp;id_website=3&amp;target=DetalhesArtigo&amp;id_artigo=92</a>.</p>     <p>ORDEM DOS ENFERMEIROS (2006) - Investiga&ccedil;&atilde;o em enfermagem. Tomada de posi&ccedil;&atilde;o [Em linha]. Lisboa : Ordem dos Enfermeiros. [Consult. 22 jun. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.ordemenfermeiros.pt/tomadasposicao/Documents/TomadaPosicao_26Abr2006.pdf"target="_blank">http://www.ordemenfermeiros.pt/tomadasposicao/Documents/TomadaPosicao_26Abr2006.pdf</a>.</p>     <p>ORDEM DOS ENFERMEIROS (2010) - Guias orientadores de boa pr&aacute;tica em enfermagem de sa&uacute;de infantil e pedi&aacute;trica. Lisboa : Ordem dos Enfermeiros.</p>     <p>PARRA, Filomena ; GOMES, S&eacute;rgio ; CARRASQUEIRO, Sara (2007) - Sa&uacute;de 24: o Centro de Atendimento do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de. In MONTEIRO, Maria Helena ; CUNHA, Ant&oacute;nio Vasconcelos da ; CARRASQUEIRA, Sara - Telemedicina – Onde estamos e para onde vamos… [Em linha]. Lisboa : Associa&ccedil;&atilde;o para a Promo&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento da Sociedade de Informa&ccedil;&atilde;o e Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento da Telemedicina. p.103-111. [Consult. 13 abr. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.apdsi.pt/getfile.php?id_file=880"target="_blank">http://www.apdsi.pt/getfile.php?id_file=880</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2007) - Quem Somos [Em linha]. [Consult. 24 mar. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.saude24.pt/PresentationLayer/ctexto_00.aspx?local=15"target="_blank"> http://www.saude24.pt/PresentationLayer/ctexto_00.aspx?local=15</a>.</p>     <p>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2011) - Investiga&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;os de sa&uacute;de - Cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios [Em linha]. Lisboa : Comiss&atilde;o Estrat&eacute;gica para os Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios. [Consult. 23 jun. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.mcsp.min-saude.pt/Imgs/content/article_6120/investigacao_em_csp_2011_v2011.01.14.pdf"target="_blank">http://www.mcsp.min-saude.pt/Imgs/content/article_6120/investigacao_em_csp_2011_v2011.01.14.pdf</a>.</p>     <p>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de (2010) - Metodologia de contratualiza&ccedil;&atilde;o [Em linha]. Lisboa : Comiss&atilde;o Estrat&eacute;gica para os Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios. [Consult. 12 mai. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://www.acss.minsaude.pt/Portals/0/MetodologiaContratualizaoCSP_2011.pdf"target="_blank">http://www.acss.minsaude.pt/Portals/0/MetodologiaContratualizaoCSP_2011.pdf</a>.</p>     <p>REGULAMENTO n.&ordm; 123/2011. D.R. II S&eacute;rie. 35 (11-02-18) 8653-8655.</p>     <p>SIM&Atilde;O, Helder (2009) - Estudo descritivo do perfil de utilizador da linha Sa&uacute;de 24 com an&aacute;lise de impacto ao n&iacute;vel da efici&ecirc;ncia, equidade e empowerment em compara&ccedil;&atilde;o com o modelo ingl&ecirc;s NHS [Em linha]. [Consult. 9 abr. 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW:<a href="http://dspace.fct.unl.pt/bitstream/10362/4342/1/RUN%20-%20Tese%20de%20Mestrado%20-%20Helder%20Sim%C3%A3o.pdf"target="_blank">http://dspace.fct.unl.pt/bitstream/10362/4342/1/RUN%20-%20Tese%20de%20Mestrado%20-%20Helder%20Sim%C3%A3o.pdf</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 07.04.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 20.12.12</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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