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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeitos da liderança na melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The development of quality systems in health, in accordance with the Nursing Council of the Portuguese Order of Nurses, is a priority and nurses play a key role in setting standards of quality of care. In the context of improving quality, the importance of the leadership factor is generally recognized, and takes in models of excellence including a leading role. However, in terms of research, the significance of this relationship still lacks sufficient empirical evidence, especially in the health sector, and there is a paucity of research concerning the influence of leadership in improving the quality of health care. The intention was to investigate whether the leadership perceived by nurses in nursing care providers influences improvement in the quality of nursing care. A questionnaire was administered to nurses at the Local Health Unit of Castelo Branco from August to October 2011, resulting in 184 validated questionnaires representing a response rate of 65.02%. The structural model clearly suggests that nursing leadership is directly related (ß = 0.724) with the quality of nursing care provided, which supports the ideas conveyed by the literature but lacks the empirical support]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El desarrollo de sistemas de calidad en materia de salud, de acuerdo con el Consejo de Enfermería de la Orden de Enfermeros de Portugal, es una acción prioritaria y los enfermeros desempeñan un papel clave en el establecimiento de normas de calidad de los cuidados prestados. En los contextos de mejora de la calidad, en general, se reconoce la importancia del factor del liderazgo, que, en los modelos de excelencia, asume también un papel destacado. Sin embargo, en relación a la investigación, la importancia de esta relación aún carece de una evidencia empírica suficiente, especialmente en el sector de la salud, de modo que la escasez de investigación relativa a la influencia del liderazgo en la mejora de la calidad de la atención sanitaria es una realidad. Por tanto, el objetivo es investigar si la percepción del liderazgo en enfermería percibida por los enfermeros que prestan cuidados, influye en la mejora de la calidad de los cuidados de enfermería. Se aplicó un cuestionario a los enfermeros de la uidad sanitaria local de Castelo Branco, desde agosto hasta octubre de 2011, a partir del cual se obtuvieron 184 cuestionarios validados que representan una tasa de respuesta del 65,02%. El modelo estructural sugiere claramente que el liderazgo de enfermería está directamente relacionado con (ß = 0,724) con la calidad de los cuidados de enfermería, lo que confirma las ideas transmitidas por la literatura, pero sin el apoyo empírico.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <html> <head> <meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=iso-8859-1">    <p><b>Efeitos da lideran&ccedil;a na melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem</b></p>     <p><b>Effects of leadership in improving the quality of nursing care</b></p>     <p><b>Efectos de liderazgo en la mejora de la calidad de los cuidados de enfermer&iacute;a</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria de Jesus Fradique</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a> ; <b>Lu&iacute;s Mendes</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Enfermeira Especialista em Sa&uacute;de Infantil e Pedi&aacute;trica com Mestrado em Gest&atilde;o de Unidades de Sa&uacute;de. Exerce fun&ccedil;&otilde;es na ULS EPE de Castelo Branco [<a href="mailto:mariajjgf@hotmail.com">mariajjgf@hotmail.com</a>].</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> Professor Auxiliar do Departamento de Gest&atilde;o e Economia da Universidade da Beira. Interior e investigador do CEFAGE-UBI [<a href="mailto:lmendes@ubi.pt">lmendes@ubi.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O desenvolvimento de sistemas de qualidade em sa&uacute;de, de acordo com o Conselho de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros Portugueses, &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria e os enfermeiros assumem um papel fundamental na defini&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de qualidade dos cuidados prestados. Em contextos de melhoria da qualidade, &eacute; geralmente reconhecida a import&acirc;ncia do fator lideran&ccedil;a, que nos modelos de excel&ecirc;ncia assume inclusivamente um papel de destaque. No entanto, em termos de investiga&ccedil;&atilde;o, a signific&acirc;ncia dessa rela&ccedil;&atilde;o continua carecendo de suficiente comprova&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, principalmente no sector da sa&uacute;de, sendo que a escassez de investiga&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; influ&ecirc;ncia da lideran&ccedil;a na melhoria da qualidade dos cuidados de sa&uacute;de &eacute; uma realidade. Pretende-se investigar se a lideran&ccedil;a em enfermagem percecionada pelos enfermeiros prestadores de cuidados influencia a melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem. Foi aplicado um question&aacute;rio aos enfermeiros da Unidade Local de Sa&uacute;de de Castelo Branco de agosto a outubro de 2011, obtendo-se 184 question&aacute;rios validados que representam uma taxa de resposta de 65,02%. O modelo estrutural sugere claramente que a lideran&ccedil;a em enfermagem est&aacute; diretamente relacionada (&szlig;=0,724) com a qualidade dos cuidados de enfermagem prestados, o que vem refor&ccedil;ar as ideias veiculadas pela literatura, faltando no entanto o suporte emp&iacute;rico.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: cuidados de enfermagem; lideran&ccedil;a; qualidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>			     <p>The development of quality systems in health, in accordance with the Nursing Council of the Portuguese Order of Nurses, is a priority and nurses play a key role in setting standards of quality of care. In the context of improving quality, the importance of the leadership factor is generally recognized, and takes in models of excellence including a leading role. However, in terms of research, the significance of this relationship still lacks sufficient empirical evidence, especially in the health sector, and there is a paucity of research concerning the influence of leadership in improving the quality of health care. The intention was to investigate whether the leadership perceived by nurses in nursing care providers influences improvement in the quality of nursing care. A questionnaire was administered to nurses at the Local Health Unit of Castelo Branco from August to October 2011, resulting in 184 validated questionnaires representing a response rate of 65.02%. The structural model clearly suggests that nursing leadership is directly related (&szlig; = 0.724) with the quality of nursing care provided, which supports the ideas conveyed by the literature but lacks the empirical support.</p>     <p><b>Keywords</b>: nursing; leadership; quality.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>El desarrollo de sistemas de calidad en materia de salud, de acuerdo con el Consejo de Enfermer&iacute;a de la Orden de Enfermeros de Portugal, es una acci&oacute;n prioritaria y los enfermeros desempe&ntilde;an un papel clave en el establecimiento de normas de calidad de los cuidados prestados. En los contextos de mejora de la calidad, en general, se reconoce la importancia del factor del liderazgo, que, en los modelos de excelencia, asume tambi&eacute;n un papel destacado. Sin embargo, en relaci&oacute;n a la investigaci&oacute;n, la importancia de esta relaci&oacute;n a&uacute;n carece de una evidencia emp&iacute;rica suficiente, especialmente en el sector de la salud, de modo que la escasez de investigaci&oacute;n relativa a la influencia del liderazgo en la mejora de la calidad de la atenci&oacute;n sanitaria es una realidad. Por tanto, el objetivo es investigar si la percepci&oacute;n del liderazgo en enfermer&iacute;a percibida por los enfermeros que prestan cuidados, influye en la mejora de la calidad de los cuidados de enfermer&iacute;a. Se aplic&oacute; un cuestionario a los enfermeros de la uidad sanitaria local de Castelo Branco, desde agosto hasta octubre de 2011, a partir del cual se obtuvieron 184 cuestionarios validados que representan una tasa de respuesta del 65,02%. El modelo estructural sugiere claramente que el liderazgo de enfermer&iacute;a est&aacute; directamente relacionado con (&szlig; = 0,724) con la calidad de los cuidados de enfermer&iacute;a, lo que confirma las ideas transmitidas por la literatura, pero sin el apoyo emp&iacute;rico.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: cuidados de enfermer&iacute;a; liderazgo; calidad.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Os sistemas de sa&uacute;de s&atilde;o constitu&iacute;dos por organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, que enfrentam todos os problemas inerentes a qualquer outro tipo de organiza&ccedil;&atilde;o, desde o equil&iacute;brio entre despesas/receitas at&eacute; aos problemas na gest&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados. Aqui, as chefias/lideran&ccedil;as dos v&aacute;rios servi&ccedil;os t&ecirc;m o desafio de gerir e coordenar as capacidades e os conhecimentos de todos os colaboradores de modo a que sejam alcan&ccedil;ados os objetivos estabelecidos para os respetivos servi&ccedil;os, no sentido de otimizar os prop&oacute;sitos da organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Tamb&eacute;m Sousa <i>et al</i>. (2008, p. 58) o corroboram, ao referirem que <i>“melhorar a qualidade dos cuidados de sa&uacute;de prestados aos cidad&atilde;os e assegurar a todos os utilizadores acesso a cuidados de qualidade, em tempo &uacute;til e com custos adequados &eacute;, pois, o grande desafio para os profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de”</i>.</p>     <p>Criar sistemas de qualidade em sa&uacute;de de acordo com o Conselho de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros Portugueses &eacute;, pois, uma a&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria, onde os enfermeiros assumem um papel fundamental na defini&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de qualidade dos cuidados prestados. Ao longo da vida, procura-se prevenir a doen&ccedil;a e promover os processos de readapta&ccedil;&atilde;o, a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades humanas e a m&aacute;xima autonomia na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades de vida di&aacute;ria.</p>     <p>Estabrooks (2008) s&atilde;o da opini&atilde;o de que os enfermeiros s&atilde;o o maior grupo profissional dentro das organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de onde a comunidade espera que os cuidados prestados sejam de qualidade para diagnosticar e cuidar na sa&uacute;de e na doen&ccedil;a, para que o utente seja independente e tenha uma vida mais saud&aacute;vel.</p>     <p>O enfermeiro chefe &eacute;, pois, o elemento-chave dentro de um grupo de trabalho de enfermagem hospitalar enquanto gestor da lideran&ccedil;a. &Eacute; decisivo para o funcionamento eficaz da organiza&ccedil;&atilde;o e motivador da equipa que lidera.</p>     <p>A capacidade do gestor influenciar os resultados das organiza&ccedil;&otilde;es depende, ent&atilde;o, de acordo com Frederico e Castilho (2006), mais da implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias, de motiva&ccedil;&atilde;o e de lideran&ccedil;a do que do seu peso hier&aacute;rquico.</p>     <p>Tendo como base a quest&atilde;o central que levou ao estudo, <i>“ser&aacute; que a qualidade dos cuidados de enfermagem prestada depende dos enfermeiros l&iacute;deres?”</i> procurou-se atrav&eacute;s da literatura tra&ccedil;ar como objetivo investigar at&eacute; que ponto a lideran&ccedil;a em enfermagem, percepcionada pelos enfermeiros, influencia a melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem.</p>     <p>V&aacute;rios autores s&atilde;o da opini&atilde;o da necessidade premente de estudos efetuados nesta &aacute;rea. Schaubhut (2009) &eacute; da opini&atilde;o de que &eacute; necess&aacute;rio estudar a perce&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros do seu papel na melhoria dos indicadores de qualidade dos cuidados de enfermagem. Schmalenberg e Kramer (2009) concordam, ao afirmar que se os l&iacute;deres de enfermagem t&ecirc;m como fun&ccedil;&atilde;o o papel de apoio, tamb&eacute;m na perspetiva deles devem ser identificados e avaliados pelo enfermeiro colaborador na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Burhans e Alligood (2010) tamb&eacute;m referem que os estudos efetuados na &aacute;rea da qualidade dos cuidados de enfermagem s&atilde;o efetuados na sua maioria por enfermeiros l&iacute;deres, pelo que devido &agrave; sua posi&ccedil;&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&atilde;o envolvidos na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados. Assim, o verdadeiro significado da qualidade dos cuidados de enfermagem dos enfermeiros prestadores de cuidados n&atilde;o est&aacute; verdadeiramente representado. Referem mesmo que a investiga&ccedil;&atilde;o relacionada com a perce&ccedil;&atilde;o da qualidade dos cuidados de enfermagem tem sido limitada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento/Fundamenta&ccedil;&atilde;o Te&oacute;rica</b></p>     <p><b>Qualidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de</b></p>     <p>A qualidade nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute; adotada por todos como uma meta a ser atingida. Marquis e Huston, citados por Tafreshi, Pazargadi e Saeedi (2007), afirmam que qualidade dos cuidados de sa&uacute;de &eacute; a probabilidade dos resultados de sa&uacute;de desejados pelos indiv&iacute;duos e popula&ccedil;&atilde;o em geral aumentarem com a melhoria da qualidade dos servi&ccedil;os prestados.</p>     <p>A qualidade da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os em sa&uacute;de &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea da Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de e, como tal, foi consagrada no Plano Nacional de Sa&uacute;de de 2011/2016. Parte de uma premissa de que existe uma fraca cultura de qualidade, uma deficiente organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, insuficiente apoio nas &aacute;reas de diagn&oacute;stico e decis&atilde;o terap&ecirc;utica e falta de indicadores de desempenho (Portugal. Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de. Departamento Qualidade Sa&uacute;de, 2011). Como tal, a procura incessante de orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas e a necess&aacute;ria implementa&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es urgentes com o intuito de melhorar a qualidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute; uma das atuais prioridades.</p>     <p>Fernandes e Louren&ccedil;o (2007, p.2) referem que a qualidade em sa&uacute;de pode ser analisada segundo v&aacute;rias perspetivas. <i>“Para os utentes &eacute; importante ser bem assistido em condi&ccedil;&otilde;es de conforto e seguran&ccedil;a. Para os profissionais de sa&uacute;de o objetivo &eacute; reduzir erros e melhorar pr&aacute;ticas. Para os administradores hospitalares a qualidade consiste no cumprimento das metas assistenciais e gest&atilde;o racionalizada, sendo naturalmente geradas algumas diverg&ecirc;ncias com os profissionais de sa&uacute;de, na medida que implica consumir menos. Para os pol&iacute;ticos est&aacute; relacionada com a boa imagem dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, exist&ecirc;ncia de equipamentos sofisticados e o bom acolhimento dos doentes”</i>.</p>     <p><b>Qualidade em enfermagem</b></p>     <p>Estudos efetuados revelam que a qualidade em enfermagem exige reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica, de modo a definir objetivos do servi&ccedil;o que se vai prestar, e delinear as estrat&eacute;gias poss&iacute;veis para que esses objetivos sejam atingidos, o que requer algum tempo para pensar nos cuidados prestados. &Eacute;, pois, importante que todas as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de se preocupem em proporcionar condi&ccedil;&otilde;es aos profissionais para que seja implementada a qualidade e esta fa&ccedil;a parte da rotina dos profissionais de enfermagem.</p>     <p>Os focos de aten&ccedil;&atilde;o dos cuidados de enfermagem s&atilde;o a promo&ccedil;&atilde;o dos projetos de sa&uacute;de que cada pessoa vive e persegue. Assim, procura-se ao longo da vida prevenir a doen&ccedil;a e promover os processos de readapta&ccedil;&atilde;o, a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades bem como a autonomia na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades da vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cabe ao enfermeiro coordenar e gerir todos os cuidados prestados ao utente. Neste sentido, e de acordo com Barbosa e Melo (2008, p. 367), “o paciente e suas especificidades, suas necessidades, sua alta ou recupera&ccedil;&atilde;o, constituem a principal raz&atilde;o da assist&ecirc;ncia de enfermagem, a qual deve, portanto, ser realizada eficientemente, com comprometimento de quem a desenvolve, garantindo qualidade do cuidado prestado e, principalmente, a satisfa&ccedil;&atilde;o do paciente e seus familiares”.</p>     <p>Os padr&otilde;es de qualidade dos cuidados de enfermagem requerem n&iacute;veis de realiza&ccedil;&atilde;o que articulam e entrecruzam capacidades cient&iacute;ficas, realiza&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e rela&ccedil;&atilde;o interpessoal.</p>     <p>Qualidade dos cuidados de enfermagem na perspetiva dos enfermeiros, segundo Tafreshi, Pazargadi e Saeedi (2007), &eacute; a presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados com seguran&ccedil;a baseada em padr&otilde;es de enfermagem como a satisfa&ccedil;&atilde;o do utente, cuidados m&iacute;nimos otimizados e cuidados seguros para os utentes.</p>     <p>Barros, Vaidotas e D&acute;Innocenzo (2010) v&ecirc;m corroborar, ao afirmarem que a enfermagem, como ci&ecirc;ncia em desenvolvimento que &eacute;, necessita, pois, de identificar e caracterizar os seus conhecimentos e as suas t&eacute;cnicas cient&iacute;ficas para que a pr&aacute;tica seja o espelho desses mesmos conhecimentos. </p>     <p>A Ordem dos Enfermeiros emitiu, como primordial na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de enfermagem, o estabelecimento de alguns padr&otilde;es de qualidade baseados na evid&ecirc;ncia, que visam a melhoria cont&iacute;nua de qualidade do exerc&iacute;cio profissional, em que o utente &eacute; o centro dos cuidados, visando a sua satisfa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Numa altura em que os utentes assumem cada vez mais a sua posi&ccedil;&atilde;o, pois est&atilde;o conscientes dos seus direitos e deveres, cr&ecirc;-se que &eacute; cada vez mais importante o seu papel no planeamento e avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, pois s&atilde;o eles que melhor conhecem as suas expectativas e necessidades, bem como a forma como foram satisfeitas. Tamb&eacute;m Florentim e Franco (2006) corroboram, ao afirmarem no estudo por eles efetuado que &eacute; imprescind&iacute;vel a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de com qualidade para a satisfa&ccedil;&atilde;o do utente ser a melhor.</p>     <p><b>Lideran&ccedil;a em Enfermagem</b></p>     <p>O processo de lideran&ccedil;a est&aacute; principalmente orientado para a consecu&ccedil;&atilde;o de objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o. Estes devem ser conhecidos pelos colaboradores para que possam ser motivados a aumentar a produtividade, a atingir metas e a obter uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho. O papel do l&iacute;der &eacute; fundamental na cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente de confian&ccedil;a, pois ser&aacute; ele que o impele atrav&eacute;s de est&iacute;mulos e do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias dos colaboradores, resultando melhor desempenho e maior colabora&ccedil;&atilde;o. A lideran&ccedil;a &eacute;, pois, fundamental nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho, dado que os trabalhadores liderados identificam o estilo de lideran&ccedil;a como agente catalisador dos conflitos laborais.</p>     <p>Definir lideran&ccedil;a n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, pois o conceito depende da perspetiva de cada investigador que se debru&ccedil;ou sobre este assunto. De acordo com a GLOBE (<i>Global Leadership and Organizational Behavior Effectiveness</i>) citado por Cunha <i>et al</i>. (2007, p. 332), a lideran&ccedil;a &eacute; a <i>“capacidade de um indiv&iacute;duo para influenciar, motivar e habilitar outros a contribu&iacute;rem para a efic&aacute;cia e sucesso das organiza&ccedil;&otilde;es de que s&atilde;o membros”</i>.</p>     <p>Os l&iacute;deres s&atilde;o os principais respons&aacute;veis pela melhoria do desempenho, desenvolvendo, implementando e monitorizando a gest&atilde;o do servi&ccedil;o. &Eacute; aos enfermeiros chefes/gestores que cabe a responsabilidade de garantir a qualidade dos cuidados que s&atilde;o prestados no seu servi&ccedil;o, devendo motivar e alertar a equipa para uma pr&aacute;tica de enfermagem de qualidade, estando atenta &agrave;s necessidades do utente para que os cuidados de enfermagem recebidos sejam de qualidade, garantindo a sua satisfa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Liderar em enfermagem &eacute; <i>“saber conduzir, organizando o trabalho de equipa, visando um atendimento eficiente, pois o l&iacute;der &eacute; o ponto de apoio da equipa, quer na educa&ccedil;&atilde;o ou na coordena&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, estimulando a equipa para desenvolver plenamente o seu potencial, o que interferir&aacute; diretamente na qualidade da assist&ecirc;ncia”</i> (Gelbcke, <i>et al</i>., 2009, p. 137). Assim, todos os elementos da equipa de enfermagem t&ecirc;m possibilidade de crescer, aprofundar os seus conhecimentos e atitudes no desenvolvimento dos cuidados de enfermagem.</p>     <p>Alguns autores salientam que os enfermeiros s&oacute; podem exercer a sua autoridade como lideres se os elementos da sua equipa os reconhe&ccedil;am como tal.</p>     <p>Tamb&eacute;m Burhans e Alligood (2010) s&atilde;o da opini&atilde;o que os gestores de enfermagem poderiam desenvolver e implementar estrat&eacute;gias para que os enfermeiros prestadores de cuidados aplicassem os seus conhecimentos cient&iacute;ficos com qualidade e responsabilidade, dando &ecirc;nfase ao ensino dos alunos de enfermagem na qualidade e significado da mesma nos cuidados de enfermagem ao utente.</p>     <p>O cuidar &eacute; a ess&ecirc;ncia e o pilar dos enfermeiros, sendo pois o centro das a&ccedil;&otilde;es dos l&iacute;deres de enfermagem. O cuidado de enfermagem possui um sentido &uacute;nico na medida em que fomenta nos utentes a import&acirc;ncia de cuidar de si, as responsabilidades consigo e com o outro. H&aacute; autores que referem que o cuidado de enfermagem est&aacute; intimamente ligado com a comunica&ccedil;&atilde;o entre o enfermeiro e o utente, entre o enfermeiro e o ambiente envolvente e entre todos os enfermeiros pertencentes &agrave; equipa.</p>     <p>De acordo com Vesterinen, Isola e Paasivaara (2009), os l&iacute;deres das organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de t&ecirc;m um desafio importante para garantir uma elevada qualidade dos cuidados na pr&aacute;tica de enfermagem, desafio esse que &eacute; manter os enfermeiros nos hospitais.</p>     <p>De acordo com Chaubhut (2009), foram efetuadas pesquisas para quantificar o impacto que o ambiente de trabalho e a lideran&ccedil;a em enfermagem produzem nos resultados de qualidade dos cuidados, verificando-se que qualidade est&aacute; relacionada com o estilo de comunica&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o, com os modelos de supervis&atilde;o e com o status, entre outros.</p>     <p>Tamb&eacute;m Frederico e Castilho (2006, p.260) corroboram da mesma opini&atilde;o, ao referirem que a gest&atilde;o desenvolve “novas formas de lideran&ccedil;a assentes em comunica&ccedil;&atilde;o horizontal e colabora&ccedil;&atilde;o interdepartamental”. Tamb&eacute;m Vesterinen Isola e Paasivaara (2009) s&atilde;o da opini&atilde;o de que os problemas de comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m um efeito negativo no funcionamento dos servi&ccedil;os. A partilha de informa&ccedil;&otilde;es com os colegas atrav&eacute;s de reuni&otilde;es devem ser vistos como aspetos importantes na forma como se relacionam nos v&aacute;rios servi&ccedil;os.</p>     <p><b>Quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o/Hip&oacute;teses</b></p>     <p>A lideran&ccedil;a envolve um processo de condu&ccedil;&atilde;o de um grupo de pessoas, motivando e influenciando os liderados para a consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o. Cabe ao l&iacute;der possuir vis&atilde;o a longo prazo, focalizar-se nas pessoas, motivando-as, ser inovador, propenso a correr riscos.</p>     <p>Considerando lideran&ccedil;a em enfermagem como uma vari&aacute;vel multidimensional [i) Reconhecimento, ii) Desenvolvimento da equipa, iii) Comunica&ccedil;&atilde;o e iv) Inova&ccedil;&atilde;o] e tendo em conta os padr&otilde;es da qualidade emanados pela Ordem dos Enfermeiros [satisfa&ccedil;&atilde;o dos utentes, promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es, readapta&ccedil;&atilde;o funcional, organiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados], todo o estudo se centrou em torno da seguinte hip&oacute;tese de investiga&ccedil;&atilde;o:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>H1</b>. <i>A Lideran&ccedil;a em enfermagem influencia positivamente a qualidade dos cuidados de enfermagem</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Qualquer tipo de investiga&ccedil;&atilde;o deve obedecer a princ&iacute;pios &eacute;ticos rigorosos, com o objetivo de proteger os direitos do ser humano. Neste sentido, foi pedido autoriza&ccedil;&atilde;o formal ao Conselho de administra&ccedil;&atilde;o da Unidade Local de Sa&uacute;de de Castelo Branco Empresa P&uacute;blica Empresarial (ULSCB EPE) para efetuar a colheita de dados pretendidos, explicando previamente o que se pretendia com o mesmo e assegurando o anonimato.</p>     <p>A recolha de dados foi efetuada atrav&eacute;s de um question&aacute;rio formado por quest&otilde;es de resposta fechada (tipo <i>Likert</i>), aplicado aos enfermeiros liderados da ULSCB EPE e foi realizada entre agosto e outubro de 2011. Ap&oacute;s explica&ccedil;&atilde;o do que se pretendia com o estudo, os question&aacute;rios foram entregues, conjuntamente com um envelope para posteriormente serem recolhidos em data a combinar e de forma an&oacute;nima. Para que houvesse um maior n&uacute;mero de question&aacute;rios respondidos e validados, nalguns servi&ccedil;os foram entregues e recebidos no momento, a pedido do pr&oacute;prio enfermeiro, com receio de alguma repres&aacute;lia por parte do seu superior.</p>     <p>O total dos enfermeiros colaboradores inquiridos foi 283. Foram recebidos 197 question&aacute;rios dos quais 13 n&atilde;o obedeciam aos pressupostos inicialmente tra&ccedil;ados, pelo que foram eliminados. Assim, a amostra final &eacute; constitu&iacute;da por 184 enfermeiros colaboradores de todos os servi&ccedil;os da ULS Hospital de Castelo Branco. Dos question&aacute;rios entregues, houve assim uma percentagem de respondentes de 65,02%.</p>     <p>A lideran&ccedil;a em enfermagem percecionada pelos enfermeiros foi medida atrav&eacute;s de um conjunto de itens retirados da escala desenvolvida e validada no contexto portugu&ecirc;s por Frederico e Castilho (2006), a quem foi feito o pedido formal para a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. A escala original aborda a lideran&ccedil;a em enfermagem como uma vari&aacute;vel multidimensional explicada por um conjunto de quatro dimens&otilde;es: (i) Reconhecimento (dezanove itens), (ii) Comunica&ccedil;&atilde;o (quinze itens), (iii) Desenvolvimento de equipa (quinze itens) e (iv) Inova&ccedil;&atilde;o (oito itens).</p>     <p>Atendendo &agrave; dimens&atilde;o significativa da escala, em termos de itens envolvidos, optou-se por selecionar apenas alguns dos itens da escala original, trabalhando assim com uma vers&atilde;o reduzida dessa mesma escala. A Lideran&ccedil;a em enfermagem foi assim medida atrav&eacute;s de um conjunto de 13 itens repartidos da seguinte forma: (i) Reconhecimento (tr&ecirc;s itens), (ii) Comunica&ccedil;&atilde;o (tr&ecirc;s itens), (iii) Desenvolvimento de equipa (tr&ecirc;s itens) e (iv) Inova&ccedil;&atilde;o (dois itens).</p>     <p>A vari&aacute;vel qualidade dos cuidados de enfermagem foi medida atrav&eacute;s de um conjunto de seis itens, selecionados de entre os diversos padr&otilde;es emanados da Ordem dos Enfermeiros (Satisfa&ccedil;&atilde;o do utente, promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es, readapta&ccedil;&atilde;o funcional e organiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados de enfermagem).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>No tratamento estat&iacute;stico dos dados recolhidos recorreu-se a instrumentos de natureza descritiva (frequ&ecirc;ncias absolutas, m&eacute;dias, a medidas de dispers&atilde;o como o desvio padr&atilde;o) e &agrave; an&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais. Para o efeito, utilizaram-se os <i>softwares</i> IBM SPSS Statistics (v. 19.0.0, SPSS Inc, Chicago, Il) e IBM SPSS AMOS (v. 19.0.0, SPSS Inc. Chicago, II).</p>     <p>Em primeiro lugar, procede-se a uma breve caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica da amostra, atrav&eacute;s de medidas descritivas (frequ&ecirc;ncias absolutas, m&eacute;dias, desvio padr&atilde;o), utilizando-se para o efeito o IBM SPSS Statistics. Depois recorreu-se ao IBM SPSS AMOS para aplicar a an&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais, no sentido de procurar analisar a hip&oacute;tese central desta investiga&ccedil;&atilde;o, segundo a qual a Lideran&ccedil;a em enfermagem influenciaria positivamente a qualidade dos cuidados de enfermagem.</p>     <p>A amostra deste estudo &eacute; constitu&iacute;da por 184 enfermeiros prestadores de cuidados em servi&ccedil;os de enfermagem da organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de hospitalar inclu&iacute;da nesta pesquisa.</p>     <p>O <a href="/img/revistas/ref/vserIIIn10/IIIn10a06q1.jpg">quadro 1</a> mostra a m&eacute;dia, o desvio padr&atilde;o, o Alfa de Cronbach, bem como as correla&ccedil;&otilde;es entre as diversas vari&aacute;veis latentes.</p>     
<p>     <p>Al&eacute;m das duas vari&aacute;veis centrais do estudo (Lideran&ccedil;a e Qualidade), consideraram-se ainda quatro outras vari&aacute;veis, no sentido de permitir uma breve caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra estudada: i) Sexo (vari&aacute;vel dicot&oacute;mica), ii) idade (vari&aacute;vel cont&iacute;nua), iii) categoria profissional (vari&aacute;vel nominal) e iv) tempo de exerc&iacute;cio profissional (vari&aacute;vel cont&iacute;nua).</p>     <p>Verifica-se um predom&iacute;nio claro do sexo feminino (77,7%), como &eacute; normal acontecer na profiss&atilde;o de enfermagem. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade, constata-se que os enfermeiros colaboradores na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados apresentam uma m&eacute;dia de idade de 39 anos (desvio padr&atilde;o: 8), variando entre 24 e 59 anos.</p>     <p>Quanto &agrave; categoria profissional, observa-se que apenas 23,4% da amostra correspondem a enfermeiros com especialidade.</p>     <p>Finalmente, em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de exerc&iacute;cio profissional, os resultados apontam para uma m&eacute;dia de 16 anos (desvio padr&atilde;o: 8), indicando que os enfermeiros j&aacute; t&ecirc;m alguns anos de experi&ecirc;ncia profissional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A viabilidade do modelo proposto foi investigada atrav&eacute;s da an&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais (AEE) que, de acordo com Mar&ocirc;co (2010), pode ser descrita, em termos simplistas, como uma combina&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas cl&aacute;ssicas de An&aacute;lise Fatorial e de Regress&atilde;o linear (Hair <i>et al</i>., 2005). Para o efeito, recorreu-se ao <i>software</i> AMOS (v. 19.0.0, SPSS Inc, Chicago, Il).</p>     <p>No output da an&aacute;lise correspondente ao pressuposto da normalidade, observou-se que nenhuma das vari&aacute;veis observadas/manifestas apresentava medidas de assimetria (skew) ou curtose (Kurtosis) que indicassem uma qualquer viola&ccedil;&atilde;o severa do pressuposto da normalidade uni- e multivariada (|Sk|&lt;3 e |Ku|&lt;10 ( Mar&ocirc;co, 2010).</p>     <p>A verifica&ccedil;&atilde;o do pressuposto da linearidade foi efetivada atrav&eacute;s de an&aacute;lise das correla&ccedil;&otilde;es de Pearson entre as diversas vari&aacute;veis de cada vari&aacute;vel latente. Comprovou-se a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es lineares significativas (para um n&iacute;vel de 1%) entre praticamente todas as vari&aacute;veis.</p>     <p>Como recomendado por Mar&ocirc;co (2010), para a identifica&ccedil;&atilde;o de eventuais <i>outliers</i> multivariados optou-se pelo crit&eacute;rio da dist&acirc;ncia Mahalanobis, considerando para o efeito um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 0,001, tal como recomendado por Hair <i>et al</i>. (2005). A an&aacute;lise n&atilde;o revelou a presen&ccedil;a de qualquer observa&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica.</p>     <p>Todos os indicadores calculados atrav&eacute;s do IBM SPSS Statistics (v. 19.0.0, SPSS Inc, Chicago, Il) apontam para a aus&ecirc;ncia de problema no que toca &agrave; multicolinearidade.</p>     <p>Na An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria foi utilizado o <i>software</i> AMOS (v. 19.0.0) e aplicou-se, para o efeito, o m&eacute;todo da M&aacute;xima Verosimilhan&ccedil;a (<i>Maximum Likelihood</i>. A execu&ccedil;&atilde;o do modelo gerou o diagrama com as medidas padronizadas e o relat&oacute;rio <i>fit measures</i> (medidas de ajuste) entre outros <i>outputs</i>, tendo-se observado que todos os itens apresentavam pesos fatoriais elevados (? &gt;0,5) e fiabilidades individuais adequadas (R2&gt;=0,25).</p>     <p>A validade convergente dos constructos foi testada atrav&eacute;s de v&aacute;rias medidas de ajuste relativas, absolutas e de parcim&oacute;nia, consideradas para o efeito, por serem das mais utilizadas em estudos de investiga&ccedil;&atilde;o baseados na metodologia SEM.</p>     <p>Conclu&iacute;da a valida&ccedil;&atilde;o do modelo de medi&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria, e considerando as correla&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre as vari&aacute;veis latentes, procedeu-se de seguida &agrave; valida&ccedil;&atilde;o do modelo estrutural, procurando estudar a pertin&ecirc;ncia da hip&oacute;tese levantada de que a lideran&ccedil;a em enfermagem teria uma influ&ecirc;ncia positiva na qualidade dos cuidados de enfermagem prestados. Para o efeito, manteve-se o m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o da M&aacute;xima Verosimilhan&ccedil;a.</p>     <p>Como se pode observar na <a href="#f1">Figura 1</a>, o modelo estrutural tamb&eacute;m apresenta &iacute;ndices razoavelmente satisfat&oacute;rios de ajuste. De facto, com exce&ccedil;&atilde;o do GFI (Goodness of Fit Index), todos os &iacute;ndices de ajuste calculados para a avalia&ccedil;&atilde;o do modelo apresentaram valores acima dos referenciais real&ccedil;ados na literatura (Hair <i>et al</i>., 2005; Mar&ocirc;co, 2010). Observou-se que todos os itens apresentam pesos fatoriais elevados (? &gt;0,5) e fiabilidades individuais adequadas (R2&gt;=0,25).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/ref/vserIIIn10/IIIn10a06f1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise da trajet&oacute;ria entre o fator Lideran&ccedil;a e o fator Qualidade sugere claramente que a <i>Lideran&ccedil;a em enfermagem</i> tem um efeito direto (&szlig;=0,724) estatisticamente significativo (p=0,007) sobre a <i>Qualidade dos servi&ccedil;os de enfermagem</i> prestados, proporcionando assim suporte &agrave; hip&oacute;tese levantada.</p>     <p>Os resultados sugerem assim que o processo de lideran&ccedil;a &eacute; de suma import&acirc;ncia na gest&atilde;o em enfermagem, no que diz respeito &agrave; melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados ao paciente. Lin <i>et al</i>. (2007) citado por Schmalenberg e Kramer (2009) real&ccedil;am que os enfermeiros l&iacute;deres desempenham um papel chave nas organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, atendendo a que necessitam de gerir os diversos recursos dispon&iacute;veis, planear as diversas atividades (devidamente integradas com a estrat&eacute;gia global da organiza&ccedil;&atilde;o), interagindo com diversas &aacute;reas funcionais dentro da organiza&ccedil;&atilde;o. Assim, os l&iacute;deres das organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de t&ecirc;m um desafio importante para garantir uma elevada qualidade dos cuidados na pr&aacute;tica de enfermagem (Vesterinen, Isola e Paasivaara, 2009). Na verdade, a lideran&ccedil;a tem sido uma preocupa&ccedil;&atilde;o chave por parte dos administradores das organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, cientes de que o processo de lideran&ccedil;a deve envolver uma gest&atilde;o de recursos humanos, assente no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias e capacidades, de um clima de motiva&ccedil;&atilde;o, e de uma cultura focalizada na melhoria cont&iacute;nua da qualidade. Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o mostram que a qualidade dos servi&ccedil;os de enfermagem prestados depende da capacidade do enfermeiro-chefe liderar a sua equipa de uma forma coerente, assente na defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que possibilitem o desenvolvimento do potencial dos profissionais de enfermagem, facilitando assim um ambiente prop&iacute;cio &agrave; melhoria do desempenho individual e coletivo. Al&eacute;m disso, a melhoria da qualidade dos servi&ccedil;os de enfermagem tamb&eacute;m passa pela capacidade do enfermeiro-chefe em procurar racionalizar os servi&ccedil;os, identificando os processos ineficientes no que toca &agrave; prossecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos, bem como a sua capacidade em envolver os seus colaboradores neste processo, de uma forma ativa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o sugerem de forma clara que a lideran&ccedil;a em enfermagem influencia de forma direta e significativa a qualidade dos cuidados de enfermagem, refor&ccedil;ando um vasto conjunto de ideias difundidas ao longo de toda a literatura que sugerem a pertin&ecirc;ncia dessa rela&ccedil;&atilde;o. Contudo, h&aacute; alguns estudos, como o de Demarcos (2004), que sugerem n&atilde;o haver correla&ccedil;&atilde;o entre a qualidade percepcionada pelos profissionais de sa&uacute;de e a lideran&ccedil;a.</p>     <p>A enfermagem como classe profissional inserida numa organiza&ccedil;&atilde;o hospitalar, detentora de hierarquia estratificada, tem muita import&acirc;ncia nas organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bem como um grande potencial de estudo na lideran&ccedil;a. Esta, se for adequada e impulsionadora de comportamentos que potencializem a qualidade dos cuidados de enfermagem, bem como a satisfa&ccedil;&atilde;o dos profissionais colaboradores, pode gerar ganhos em termos de gest&atilde;o, o que se vem a refletir nos cuidados de sa&uacute;de prestados ao utente.</p>     <p>Com a evolu&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento pessoal e profissional, &eacute; cada vez mais evidente a necessidade de definir estrat&eacute;gias partilhadas, em que a lideran&ccedil;a e o esp&iacute;rito de equipa estejam presentes para a concretiza&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas.</p>     <p>Tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o que o enfermeiro tem sobre a equidade das oportunidades no seu servi&ccedil;o, motiva-o a prestar cuidados de qualidade. Essa ideia vem de encontro a Ernest Jiang e Krishnamoorthy (2004), quando referem que os hor&aacute;rios de trabalho dos enfermeiros devem ser otimizados para garantir benef&iacute;cios, exigindo cuidados nas tomadas de decis&atilde;o de modo a que haja equidade de hor&aacute;rios por turno.</p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o vem tamb&eacute;m refor&ccedil;ar a ideia de que o fator “comunica&ccedil;&atilde;o” &eacute; essencial para o exerc&iacute;cio da influ&ecirc;ncia na coordena&ccedil;&atilde;o das atividades em grupo, de modo a efetivar o processo de lideran&ccedil;a, visando mudan&ccedil;as no comportamento do indiv&iacute;duo atrav&eacute;s de atitudes, desempenho que leve &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o profissional. Ruthes e Cunha (2009) s&atilde;o da opini&atilde;o de que liderar a equipa, ensinar os enfermeiros, comunicar e orientar a&ccedil;&otilde;es e a pr&aacute;tica do cuidar tem como objetivo a compet&ecirc;ncia do enfermeiro. Esta investiga&ccedil;&atilde;o vai de encontro a essas constata&ccedil;&otilde;es, atendendo a que a comunica&ccedil;&atilde;o corresponde a uma das 4 dimens&otilde;es da lideran&ccedil;a em enfermagem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para que o desempenho profissional seja adequado, a inova&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das dimens&otilde;es de grande import&acirc;ncia no mercado competitivo em que se vive nos dias de hoje. &Eacute; necess&aacute;rio inovar, pelo que o enfermeiro deve tomar consci&ecirc;ncia quando, como, porqu&ecirc; e para qu&ecirc;, sendo imprescind&iacute;veis as orienta&ccedil;&otilde;es definidas pelo l&iacute;der no controlo da criatividade. O mesmo se conclui atrav&eacute;s desta investiga&ccedil;&atilde;o. Os resultados sugerem que os enfermeiros l&iacute;deres devem dar import&acirc;ncia &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, incentivando e permitindo que os seus enfermeiros colaboradores sejam criativos na implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias, tendo como meta a qualidade dos cuidados ao utente, e procurando, de forma cont&iacute;nua, formas inovadoras de prestar os servi&ccedil;os necess&aacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Ap&oacute;s a conclus&atilde;o do estudo, &eacute; poss&iacute;vel constatar que a lideran&ccedil;a influencia a melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem. Os enfermeiros s&atilde;o os agentes que diretamente influenciam a qualidade dos cuidados prestados. Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o mostram que essa qualidade depende de forma significativa do “l&iacute;der” e da forma como este gere o servi&ccedil;o quer em termos ambientais, humanos ou t&eacute;cnicos.</p>     <p>Este estudo deve propiciar aos administradores em geral e aos enfermeiros chefes em particular a necessidade de refletirem sobre os diversos processos de gest&atilde;o tanto de pessoal como de recursos f&iacute;sicos, ambientais, organizacionais e de como estes t&ecirc;m influ&ecirc;ncia significativa na qualidade dos servi&ccedil;os prestados.</p>     <p>Os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o mostram a import&acirc;ncia que t&ecirc;m na qualidade dos servi&ccedil;os de enfermagem, i) o reconhecimento demonstrado pelo l&iacute;der, ii) as suas a&ccedil;&otilde;es orientadas para o desenvolvimento dos enfermeiros em geral, iii) a forma como comunica com os seus “liderados”, assim como iv) a forma como ele incute e incentiva o esp&iacute;rito inovador no seu servi&ccedil;o.</p>     <p>Este estudo n&atilde;o pode ser considerado como isento de limita&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave;s quais seria importante atender em futuras pesquisas. De facto, a investiga&ccedil;&atilde;o restringiu-se a uma &uacute;nica Unidade Local de Sa&uacute;de (ULS EPE de Castelo Branco), pelo que as conclus&otilde;es &agrave;s quais se chegou poder&atilde;o n&atilde;o ser generaliz&aacute;veis a outras organiza&ccedil;&otilde;es do setor. A escolha dos itens considerados para medir as vari&aacute;veis consideradas representa uma limita&ccedil;&atilde;o em si, apontando para a necessidade de estudos de maior envergadura, onde por exemplo, n&atilde;o houvesse limita&ccedil;&otilde;es em termos do n&uacute;mero de itens utiliz&aacute;veis e onde se pudesse usar a escala original de Frederico e Castilho (2006) para medir a lideran&ccedil;a, bem como usar a generalidade dos padr&otilde;es emanados da Ordem dos Enfermeiros para medir a qualidade dos servi&ccedil;os de enfermagem, podendo at&eacute; mesmo considerar esta &uacute;ltima como vari&aacute;vel multidimensional, de acordo com a pr&oacute;pria estrutura sugerida pela Ordem: Satisfa&ccedil;&atilde;o do utente, promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es, readapta&ccedil;&atilde;o funcional e organiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados de enfermagem.</p>     <p>Como futuras linhas de investiga&ccedil;&atilde;o, seria importante replicar o mesmo estudo numa popula&ccedil;&atilde;o muito mais abrangente, dado que a amostra do estudo &eacute; reduzida a uma organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, para se poder extrapolar os resultados sobre a rela&ccedil;&atilde;o existente entre a lideran&ccedil;a e a melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem para a generalidade das institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</p>     <p>Seria de igual modo interessante desenvolver, na mesma organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, um estudo similar, mas agora na perspetiva do l&iacute;der, para permitir comparar os resultados de ambas as investiga&ccedil;&otilde;es e verificar se existem diferen&ccedil;as significativas ao n&iacute;vel das conclus&otilde;es alcan&ccedil;adas.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>BARBOSA, L. ; MELO, M. (2008) - Rela&ccedil;&otilde;es entre qualidade da assist&ecirc;ncia de enfermagem: revis&atilde;o integrativa da literatura. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 61, n&ordm; 2, p. 366-370.</p>     <p>BARROS, B. ; VAIDOTAS, M. ; D&acute;INOCENZO, M. (2010) - Nurses&acute; perception on the results of quality indicators for the improvement of professional practice. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 63, n&ordm; 5, p. 806-810.</p>     <p>BURHANS, L. ; ALLIGOOD, M. (2010) - Quality nursing care in the words of nurses. Journal of Advansed Nursing. Vol. 66, n&ordm; 8, p. 1689-1697.</p>     <p>CUNHA, M. [et al.] (2007) - Manual de comportamento organizacional e gest&atilde;o. 6&ordf; ed. Damaia : Editora RH.</p>     <p>DEMARCOS, R. (2004) - Staff and client perceptions of unit quality: a pilot study. Journal of Psychosocial Nursing. Vol. 42, n&ordm; 5, p. 36-43.</p>     <p>ERNEST, A. ; JIANG, H. ; KRISHNAMOORTHY, M. (2004) - Staff scheduling and rostering: a review of applications, methods and models. European Journal of Operational Research. Vol. 153, n&ordm; 1, p. 3-27.</p>     <p>ESTABROOKS, S. (2008) - Patterns of research utilization on patient care units. Implementation science. Vol. 3, n&ordm; 31, p. 1-16.</p>     <p>FREDERICO, M. ; CASTILHO, A. (2006) - Percep&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a em enfermagem: valida&ccedil;&atilde;o de uma escala. Revista Psychologica. N&ordm; 43, p. 259-270.</p>     <p>FERNANDES, A. ; LOUREN&Ccedil;O, L. (2007) - O modelo de auto-avalia&ccedil;&atilde;o da EFQM no processo de melhoria da qualidade: o hospital Amato Lusitano. SEMIN&Aacute;RIO DE GEST&Atilde;O EM SA&Uacute;DE, 2&ordm;, Covilh&atilde;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>FLORENTIM, R. ; FRANCO, M. (2006) - A qualidade dos cuidados de sa&uacute;de prestados no Departamento de Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental do Centro Hospitalar da Cova da Beira: um estudo emp&iacute;rico. Revista Investiga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem. N&ordm; 13, p.15-26.</p>     <p>GELBCKE, F. L. [et al.] (2009) - Lideran&ccedil;a em ambientes de cuidados cr&iacute;ticos: reflex&otilde;es e desafios &agrave; enfermagem brasileira. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 62, n&ordm; 1, p. 136-139.</p>     <p>HAIR, J. [et al.] (2005) - An&aacute;lise multivariada de dados. 5&ordf; ed. Porto Alegre: Bookman.</p>     <p>MAR&Ocirc;CO, J. (2010) - An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: fundamentos te&oacute;ricos, software e aplica&ccedil;&otilde;es. P&ecirc;ro Pinheiro: Report Number.</p>     <p>PORTUGAL. Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de. Departamento da Qualidade na Sa&uacute;de (2011) - Qualidade em destaque [Em linha]. [Consult. 10 Maio 2011]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.dgs.pt/ms/8/default.aspx?pl=&id=5521&acess=0" target="_blank">http://www.dgs.pt/ms/8/default.aspx?pl=&id=5521&acess=0</a>.</p>     <p>RUTHES, R. ; CUNHA, I. (2009) - Compet&ecirc;ncias do enfermeiro na gest&atilde;o do conhecimento e capital intelectual. Revista Brasileira de Enfermagem. Vol. 62, n&ordm; 6, p. 901-905.</p>     <p>SCHAUBHUT, R. (2009) - Nurses&acute; perception of unit quality and policy involvement in three Louisiana Hospitals. Fairfax: College of Health and Human eorge Mason University.</p>     <p>SCHMALENBERG, C. ; KRAMER, M. (2009) - Nurse manager support: how do staff nurses define it? American Association of Critical Care Nurses. Vol. 29, n&ordm; 4, p. 61-69.</p>     <p>SOUSA, P. [et al.] (2008) - Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade em sa&uacute;de: a import&acirc;ncia do ajustamento pelo risco na an&aacute;lise de resultados na doen&ccedil;a coron&aacute;ria. Revista Portuguesa de Sa&uacute;de Publica. Vol. Tem&aacute;tico, n&ordm; 7, p. 57- 65.</p>     <p>TAFRESHI, M. ; PAZARGADI, M. ; SAEEDI, Z. (2007) - Nurses’ perspectives on quality of nursing care: a qualitative study in iran. International Journal of Health Care Quality Assuranse. Vol. 20, n&ordm; 4, p. 320-328.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>VESTERINEN, S. ; ISOLA, A. ; PAASIVAARA, L. (2009) - Leadership styles of finnish nurse managers and factors influencing it. Journal of Nursing Management. Vol. 17, n&ordm; 4, p. 503-509.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 19.09.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 20.12.12</p>     </body> </html>      ]]></body><back>
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