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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Identificação dos fatores determinantes no desenvolvimento das competências sociais dos adolescentes]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Identificación de los factores determinantes en el desarrollo de las habilidades sociales de los adolescentes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article concerns a study of the difficulties that adolescents present at the level of their social skills and the possible intervention strategies developed by nurses, in order to mitigate adverse effects on the mental health of young people. The objectives were to identify and understand the factors that contribute to the difficulties / constraints of high school students related to social competences, namely self-control and assertiveness. This study had a qualitative approach and was descriptive research. We performed semi-structured interviews with a convenience sample of 25 students from the 12th grade at a high school in Coimbra. We carried out a qualitative analysis of the data following the perspective of Bardin (2009). The main factors identified by students as hindering social interaction that emerged from the analysis were lack of knowledge in dealing with day-to-day situations in social interaction, inability to manage emotions and fear of negative evaluation by others. We conclude that the identification of these factors in the target population will allow nurses to have deeper knowledge about the social deficits of adolescents and to direct skills training programmes to the specific difficulties of the target group.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Este artículo se refiere al estudio de los problemas que los adolescentes presentan en sus habilidades sociales y las posibles estrategias de intervención desarrolladas por los enfermeros con el fin de atenuar los efectos adversos en la salud mental de estos. Tiene como objetivos identificar y comprender los factores que contribuyen a las dificultades / limitaciones de los estudiantes de enseñanza secundaria relacionados con las habilidades sociales, autocontrol y asertividad. Este estudio tiene un enfoque cualitativo y está dentro de la investigación descriptiva. Se realizó una entrevista semiestructurada a una muestra de 25 estudiantes del 12.º año de una escuela secundaria de Coímbra. Se realizó un análisis cualitativo de los datos, de acuerdo a la perspectiva de Bardin (2009). Los factores principales, que surgieron del análisis, identificado por los estudiantes como un obstáculo para la interacción social corresponden a la falta de conocimientos para hacer frente a las situaciones del día a día de una manera socialmente responsable, la incapacidad para controlar las emociones y el miedo a la evaluación negativa por otros. Llegamos a la conclusión de que la identificación de estos factores, junto con la población objetivo, permite a los enfermeros tener un conocimiento más profundo acerca de los déficits sociales de los adolescentes y dirigir programas de entrenamiento de las habilidades relacionadas con las dificultades específicas del grupo al que se dirige.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores determinantes no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais dos adolescentes</b></p>     <p><b>Identification of determining factors in the development of social skills by adolescents</b></p>     <p><b>Identificaci&oacute;n de los factores determinantes en el desarrollo de las habilidades sociales de los adolescentes</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>C&acirc;ndida Loureiro</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>; <b>Maria Manuela Frederico-Ferreira</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a>; <b>Margarida Reis Santos</b><a href="#a3">***</a><a name="topa3"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Doutoranda em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem no ICBAS [<a href="mailto:candida@esenfc.pt">candida@esenfc.pt</a>].</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. P&oacute;s- Doutorada em Ci&ecirc;ncias Empresariais [<a href="mailto:mfrederico@esenfc.pt">mfrederico@esenfc.pt</a>].</p>     <p><a href="#topa3">***</a><a name="a3"></a> Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem do Porto. Doutorada em Ci&ecirc;ncias da Enfermagem [<a href="mailto:mrs@esenf.pt">mrs@esenf.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente artigo reporta-se ao estudo das dificuldades que os adolescentes apresentam ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias sociais e &agrave;s poss&iacute;veis estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o desenvolvidas pelos enfermeiros, de modo a atenuar repercuss&otilde;es negativas na sa&uacute;de mental deste grupo. Tem como objetivos identificar e compreender os fatores que contribuem para as dificuldades/constrangimentos dos estudantes do ensino secund&aacute;rio relacionados com as compet&ecirc;ncias sociais autocontrolo e assertividade. Este estudo tem uma abordagem qualitativa e insere-se na pesquisa descritiva. Foi realizada uma entrevista semiestruturada a uma amostra de conveni&ecirc;ncia, de 25 estudantes do 12&ordm;ano Via Ensino, de uma escola secund&aacute;ria de Coimbra. Realizou-se a an&aacute;lise qualitativa dos dados seguindo a perspetiva de Bardin (2009). Os principais fatores, que emergiram da an&aacute;lise, identificados pelos estudantes como dificultadores na intera&ccedil;&atilde;o social correspondem &agrave; falta de conhecimento para lidar com as situa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia de forma socialmente competente, &agrave; incapacidade para gerir emo&ccedil;&otilde;es e ao medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa pelos outros. Conclu&iacute;mos que a identifica&ccedil;&atilde;o destes fatores junto da popula&ccedil;&atilde;o-alvo permite aos enfermeiros ter um conhecimento mais aprofundado acerca dos <i>deficits</i> sociais dos adolescentes e direcionar programas de treino de compet&ecirc;ncias para as dificuldades espec&iacute;ficas do grupo a quem se destina.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; avalia&ccedil;&atilde;o de enfermagem; comportamento social; adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>This article concerns a study of the difficulties that adolescents present at the level of their social skills and the possible intervention strategies developed by nurses, in order to mitigate adverse effects on the mental health of young people. The objectives were to identify and understand the factors that contribute to the difficulties / constraints of high school students related to social competences, namely self-control and assertiveness. This study had a qualitative approach and was descriptive research. We performed semi-structured interviews with a convenience sample of 25 students from the 12th grade at a high school in Coimbra.</p>     <p>We carried out a qualitative analysis of the data following the perspective of Bardin (2009). The main factors identified by students as hindering social interaction that emerged from the analysis were lack of knowledge in dealing with day-to-day situations in social interaction, inability to manage emotions and fear of negative evaluation by others.</p>     <p>We conclude that the identification of these factors in the target population will allow nurses to have deeper knowledge about the social deficits of adolescents and to direct skills training programmes to the specific difficulties of the target group.</p>     <p><b>Keywords</b>: health promotion; nursing assessment; social behavior; adolescent.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este art&iacute;culo se refiere al estudio de los problemas que los adolescentes presentan en sus habilidades sociales y las posibles estrategias de intervenci&oacute;n desarrolladas por los enfermeros con el fin de atenuar los efectos adversos en la salud mental de estos. Tiene como objetivos identificar y comprender los factores que contribuyen a las dificultades / limitaciones de los estudiantes de ense&ntilde;anza secundaria relacionados con las habilidades sociales, autocontrol y asertividad. Este estudio tiene un enfoque cualitativo y est&aacute; dentro de la investigaci&oacute;n descriptiva. Se realiz&oacute; una entrevista semiestructurada a una muestra de 25 estudiantes del 12.&ordm; a&ntilde;o de una escuela secundaria de Co&iacute;mbra. Se realiz&oacute; un an&aacute;lisis cualitativo de los datos, de acuerdo a la perspectiva de Bardin (2009). Los factores principales, que surgieron del an&aacute;lisis, identificado por los estudiantes como un obst&aacute;culo para la interacci&oacute;n social corresponden a la falta de conocimientos para hacer frente a las situaciones del d&iacute;a a d&iacute;a de una manera socialmente responsable, la incapacidad para controlar las emociones y el miedo a la evaluaci&oacute;n negativa por otros. Llegamos a la conclusi&oacute;n de que la identificaci&oacute;n de estos factores, junto con la poblaci&oacute;n objetivo, permite a los enfermeros tener un conocimiento m&aacute;s profundo acerca de los d&eacute;ficits sociales de los adolescentes y dirigir programas de entrenamiento de las habilidades relacionadas con las dificultades espec&iacute;ficas del grupo al que se dirige.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: promoci&oacute;n de la salud; evaluaci&oacute;n en enfermer&iacute;a; conducta social; adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As compet&ecirc;ncias sociais s&atilde;o consequ&ecirc;ncia de uma aprendizagem comportamental e relacional positiva e um dos determinantes de trajet&oacute;rias de vida. A adolesc&ecirc;ncia &eacute; uma fase em que o relacionamento interpessoal sofre grandes modifica&ccedil;&otilde;es, em que se estabelecem novas rela&ccedil;&otilde;es e em que as rela&ccedil;&otilde;es com o grupo de pares se intensificam tornando-se mais relevantes. &Eacute; esperado que os adolescentes, nesta fase do ciclo vital, adquiram as habilidades, atitudes e comportamentos que lhes permitam crescer de forma saud&aacute;vel, a realizar-se quando chegarem a adultos e a tornarem-se socialmente competentes. &Eacute; consensual hoje em dia a import&acirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o precoce na &aacute;rea da sa&uacute;de mental da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. As diretrizes internacionais e nacionais convergem no sentido de uma preocupa&ccedil;&atilde;o crescente acerca da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e de estilos de vida saud&aacute;veis. Em Portugal, o Programa Nacional de Sa&uacute;de Escolar (Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de, 2006, p.11) prop&otilde;e, entre v&aacute;rios objetivos, “Promover a sa&uacute;de mental nas escolas, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de projetos que visem desenvolver compet&ecirc;ncias pessoais e sociais nos alunos”, o que nos leva a perceber que existe uma necessidade do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais em crian&ccedil;as e adolescentes, derivada de uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental das pessoas. Os dados mais atuais relativos aos projetos que se desenvolvem nas escolas na &aacute;rea da Promo&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de (Portugal. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 2011) revelam que a &aacute;rea da sa&uacute;de mental &eacute; a que continua a apresentar uma taxa de abordagem mais baixa comparativamente com as outras. A viv&ecirc;ncia de dificuldades relacionadas com os aspetos da comunica&ccedil;&atilde;o e das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais &eacute; uma quest&atilde;o que diz respeito aos profissionais de sa&uacute;de, pelas consequ&ecirc;ncias negativas que da&iacute; podem advir para a sa&uacute;de e para a vida das pessoas. &Eacute; da responsabilidade do enfermeiro ajudar as pessoas a adaptarem-se aos diferentes processos de transi&ccedil;&atilde;o no sentido de promover a sua autonomia. A melhoria das compet&ecirc;ncias sociais pode constituir um desafio relacionado com um processo de altera&ccedil;&atilde;o na forma como a pessoa se relaciona com os outros e consigo pr&oacute;pria, passando de uma viv&ecirc;ncia mais dif&iacute;cil e com repercuss&otilde;es negativas, para outra mais saud&aacute;vel e positiva. Assim, a identifica&ccedil;&atilde;o dos constrangimentos e das dificuldades relacionados com as compet&ecirc;ncias sociais dos adolescentes possibilita ampliar os seus recursos e o seu conhecimento, numa perspetiva de <i>empowerment</i> pessoal, auxiliando a tomada de decis&atilde;o no que respeita aos comportamentos de sa&uacute;de, e a uma participa&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o social mais compensadora. A avalia&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias sociais &eacute; considerada uma das etapas fundamentais para a investiga&ccedil;&atilde;o, permitindo reconhecer vari&aacute;veis relacionadas com <i>deficits</i> e identificar a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o (Del Prette e Del Prette, 1999). Os programas de interven&ccedil;&atilde;o relacionados com o desenvolvimento e aprendizagem de compet&ecirc;ncias sociais inserem-se no &acirc;mbito do Treino de Compet&ecirc;ncias Sociais, abordagem cujo campo de a&ccedil;&atilde;o se desenvolve numa dupla vertente, quer terap&ecirc;utica, quer preventiva e educacional, em variados contextos (familiar, escolar, profissional e social) e nas v&aacute;rias etapas do ciclo vital.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro te&oacute;rico</b></p>     <p>O Treino de Compet&ecirc;ncias Sociais &eacute; um tipo de interven&ccedil;&atilde;o direcionada para o desenvolvimento e/ou treino de determinadas habilidades sociais quando se identificam dificuldades ao n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (Del Prette e Del Prette, 1999). Do campo te&oacute;rico-pr&aacute;tico, salientamos os conceitos que lhe est&atilde;o subjacentes e que s&atilde;o os de habilidades sociais e compet&ecirc;ncia social. As habilidades sociais s&atilde;o consideradas um constructo descritivo e correspondem a um conjunto de classes de resposta ou de comportamento (iniciar e manter conversa&ccedil;&otilde;es, falar em p&uacute;blico, defender os pr&oacute;prios direitos, pedir favores, recusar pedidos, expressar opini&atilde;o, lidar com cr&iacute;ticas, …) que o indiv&iacute;duo utiliza para lidar de forma adequada quando se encontra em intera&ccedil;&atilde;o social (Del Prette e Del Prette, 1999). J&aacute; a “compet&ecirc;ncia social &eacute; um termo avaliativo, refletindo o julgamento de algu&eacute;m, com base em algum crit&eacute;rio, de que o desempenho de uma pessoa numa tarefa &eacute; adequado” (McFall, 1982 citado por Del Prette e Del Prette, 1999, p.45). As compet&ecirc;ncias sociais a que nos reportamos neste artigo s&atilde;o o Autocontrolo e a Assertividade por terem sido as compet&ecirc;ncias que apresentaram resultados mais relevantes, embora o sistema de categorias que estud&aacute;mos se alargue a outras compet&ecirc;ncias sociais. Tendo como ponto de partida este referencial conceptual, passamos a descrever de forma muito breve alguns dos modelos te&oacute;ricos que procuram explicar o d&eacute;fice ou as dificuldades no desenvolvimento das habilidades sociais e consequentemente as dificuldades na avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia social (Loureiro, 2011). O Modelo da Perce&ccedil;&atilde;o Social de Argyle (1983) explica o desenvolvimento das habilidades sociais atrav&eacute;s de processos cognitivos que tentam compreender o ambiente social em que a pessoa se insere, atrav&eacute;s de uma descodifica&ccedil;&atilde;o correta do mesmo, permitindo &agrave; pessoa responder de uma forma socialmente competente, estando as dificuldades relacionadas com uma falha numa das etapas de leitura e/ou descodifica&ccedil;&atilde;o da mensagem verbal/n&atilde;o verbal. J&aacute; o Modelo da Assertividade de Wolpe e Lazarus (1966) postula que as dificuldades ou <i>deficits</i> no desempenho social se relacionam com uma aprendizagem pessoal n&atilde;o assertiva, por um lado pela presen&ccedil;a de n&iacute;veis elevados de ansiedade que inibem o comportamento assertivo, por outro por uma incapacidade de, voluntariamente, controlar os est&iacute;mulos associados &agrave;s respostas sociais. O Modelo da Aprendizagem Social de Bandura (1977) considera que o principal fator para a aprendizagem &eacute; a modela&ccedil;&atilde;o (para as crian&ccedil;as e adolescentes os modelos de refer&ecirc;ncia s&atilde;o, respetivamente, os pais e os pares) com a possibilidade das respostas sociais poderem ser punidas ou refor&ccedil;adas. O autor tamb&eacute;m formulou a teoria da autoefic&aacute;cia que corresponde &agrave; cren&ccedil;a sobre a capacidade de desempenhar determinado comportamento com sucesso. Mais atual, o Modelo SOCIAL de Beauchamp e Anderson (2010) prop&otilde;e uma estrutura integradora no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais, partindo do princ&iacute;pio que o desenvolvimento das habilidades sociais depende de uma normal matura&ccedil;&atilde;o cerebral, cognitiva e do comportamento com um suporte ambiental adequado. &Eacute; uma tentativa para agregar as rela&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas e multifacetadas entre as dimens&otilde;es cognitivas, s&oacute;cio emocionais, de comunica&ccedil;&atilde;o, biol&oacute;gicas e ambientais e descrever como se interrelacionam para determinar a compet&ecirc;ncia social. Define o n&uacute;cleo dimensional das habilidades sociais (biol&oacute;gico, psicol&oacute;gico e social) e a sua integra&ccedil;&atilde;o numa estrutura desenvolvimental. Neste enquadramento desenh&aacute;mos o estudo que a seguir se apresenta e cujos objetivos s&atilde;o identificar e compreender os fatores que contribuem para as dificuldades/constrangimentos dos estudantes do ensino secund&aacute;rio relacionados com as compet&ecirc;ncias sociais autocontrolo e assertividade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo tem uma abordagem qualitativa e insere-se na pesquisa descritiva uma vez que o seu prop&oacute;sito se centra na explora&ccedil;&atilde;o do significado, do subjetivo e pessoal, da viv&ecirc;ncia do entrevistado, expressa de uma forma descritiva. Decorreu numa escola secund&aacute;ria de Coimbra, no ano letivo 2009/2010. No sentido de conduzir com rigor todo o processo fornecendo um fio condutor &agrave; an&aacute;lise a realizar elenc&aacute;mos as seguintes hip&oacute;teses: um dos fatores que contribui para as dificuldades ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias sociais dos estudantes &eacute; um d&eacute;fice no conhecimento sobre como ser socialmente competente; um dos fatores que contribui para as dificuldades ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias sociais dos estudantes &eacute; um d&eacute;fice no conhecimento sobre como fazer para ser socialmente competente.</p>     <p>Amostra de conveni&ecirc;ncia, composta por 25 estudantes que apresentavam dificuldades ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias sociais e que se voluntariaram para participar (a identifica&ccedil;&atilde;o das dificuldades resultou de um estudo pr&eacute;vio realizado a 210 estudantes do 12&ordm;ano, e dos quais 96 apresentaram dificuldades). No que se refere &agrave; sua carateriza&ccedil;&atilde;o, as raparigas est&atilde;o em maioria (64,0%). A idade variou entre os 16 e 18 anos, com uma m&eacute;dia de 17,0 um desvio padr&atilde;o de 0,408. Os estudantes S&atilde;o maioritariamente portugueses (apenas um estudante tinha outra nacionalidade). Relativamente aos dados socioprofissionais dos pais, o grau de escolaridade preponderante &eacute; o Ensino Secund&aacute;rio – 12&ordm;ano, tanto para o pai (36,0%) como para a m&atilde;e (32,0%). A situa&ccedil;&atilde;o profissional que se destaca &eacute; ser Trabalhador por conta de outrem, tanto para o pai (68,0%) como para a m&atilde;e (72,0%). No que se reporta &agrave; categoria socioprofissional dos pais, a que apresenta um valor mais elevado &eacute; a categoria 3 no &Iacute;ndice de Graffar, que corresponde a Funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, empregados de escrit&oacute;rio e oper&aacute;rios com cursos referentes ao seu trabalho, sendo esse valor de 56,0% para o pai e 44,0% para a m&atilde;e. A idade das m&atilde;es varia entre os 39 e 54 anos, com uma m&eacute;dia de 45,76&#177; 3,42 anos e a dos pais entre 40 e 67 anos, com uma m&eacute;dia de 48,28&#177; 5,02 anos.</p>     <p>O instrumento de recolha de dados &eacute; um gui&atilde;o de entrevista semiestruturada, por n&oacute;s elaborado, com o objetivo de identificar os fatores que contribuem para as dificuldades das compet&ecirc;ncias sociais dos estudantes e &eacute; constitu&iacute;do por duas partes. Na primeira parte, existe uma listagem de habilidades sociais ou classes de resposta que agregadas com determinado crit&eacute;rio correspondem &agrave;s compet&ecirc;ncias sociais em estudo, devendo os estudantes assinalar aquelas em que sentem mais dificuldade: Das situa&ccedil;&otilde;es enumeradas, assinale aquelas em que tenha mais dificuldade no seu dia-a-dia, sendo portanto uma quest&atilde;o fechada. A segunda parte &eacute; constitu&iacute;da por uma quest&atilde;o aberta: Poderia referir em que situa&ccedil;&otilde;es, com que pessoas e em que contextos essas dificuldades acontecem? Questionou-se as fontes de dificuldade permitindo aos estudantes que se expressassem livremente, ou seja, da listagem das habilidades sociais que previamente assinalaram como dificultadoras escolheram falar das que sentiam como mais constrangedoras no seu dia-a-dia.</p>     <p>Procedimentos &eacute;ticos e deontol&oacute;gicos - o presente estudo contemplou as normas &eacute;ticas portuguesas e foi aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de – Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Obtivemos autoriza&ccedil;&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o da escola secund&aacute;ria onde se realizou o estudo. Aos estudantes que foram convidados a participar na investiga&ccedil;&atilde;o, foi-lhes dito que a participa&ccedil;&atilde;o era volunt&aacute;ria e foi entregue o consentimento informado para ser assinado pelo encarregado de educa&ccedil;&atilde;o ou pelo pr&oacute;prio. No que respeita aos dados, foram tratados considerando a confidencialidade e o anonimato, bem como o sigilo profissional, protegendo deste modo os indiv&iacute;duos envolvidos na pesquisa tanto no seu dom&iacute;nio privado como coletivo. Tivemos sempre presente os princ&iacute;pios que se encontram definidos no C&oacute;digo Deontol&oacute;gico do Enfermeiro.</p>     <p>Procedimentos de recolha e an&aacute;lise dos dados - para a realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas foi escolhido um momento p&oacute;s-aula, de acordo com a disponibilidade dos estudantes, tendo sido efetuadas numa sala de reuni&otilde;es da Escola, com uma dura&ccedil;&atilde;o que variou entre 20 a 30 minutos e foram posteriormente transcritas integralmente para subsequente an&aacute;lise. Procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do de acordo com Bardin (2009). Design&aacute;mos, <i>a priori</i>, as duas compet&ecirc;ncias sociais (assertividade e autocontrolo) definidas pelo referencial te&oacute;rico, que por sua vez englobam determinadas subcategorias e que correspondem ao conjunto de classes de resposta inerentes a cada compet&ecirc;ncia. Este &eacute; considerado um procedimento fechado uma vez que partimos de um quadro te&oacute;rico pr&eacute;-estabelecido a prop&oacute;sito do qual formul&aacute;mos as hip&oacute;teses. Ap&oacute;s uma leitura pr&eacute;via do material entendemos ser necess&aacute;rio estabelecer duas hip&oacute;teses iniciais pois concordamos com Guerra (2006) quando afirma que, pela an&aacute;lise compreensiva n&atilde;o se pretende apenas a verifica&ccedil;&atilde;o das hip&oacute;teses nem a mera descri&ccedil;&atilde;o da realidade mas conseguir realizar uma interpreta&ccedil;&atilde;o do sentido dos processos e din&acirc;micas vivenciais expressas. No que respeita &agrave; regra de enumera&ccedil;&atilde;o, consider&aacute;mos a frequ&ecirc;ncia como medida de contagem para o n&uacute;mero de vezes que o <i>tema</i> (unidade de registo) aparece no texto isto &eacute;, estando a sua alus&atilde;o expl&iacute;cita ou impl&iacute;cita numa mensagem. Como unidade de contexto escolhemos o par&aacute;grafo/excerto de par&aacute;grafo. No processo de an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, codificou-se cada entrevista com a letra E seguida da ordem de participa&ccedil;&atilde;o (E1, … E25). No que respeita &agrave; validade interna do sistema de categorias, foram rigorosamente desenvolvidas todas as etapas previstas no processo de categoriza&ccedil;&atilde;o. Relativamente &agrave; fidelidade da an&aacute;lise de conte&uacute;do, ap&oacute;s a explica&ccedil;&atilde;o pormenorizada do sistema de categorias e dos crit&eacute;rios de codifica&ccedil;&atilde;o utilizados, solicit&aacute;mos a dois peritos externos que procedessem &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos temas numa amostra aleat&oacute;ria do corpus documental. Foi obtida uma concord&acirc;ncia a rondar os 80% o que se pode considerar satisfat&oacute;rio para determinar a fidelidade dos resultados (Vala, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Passamos a apresentar os resultados relativos &agrave; primeira quest&atilde;o: Das situa&ccedil;&otilde;es enumeradas, assinale aquelas em que tenha mais dificuldade no seu dia-a-dia. As situa&ccedil;&otilde;es que foram identificadas como mais dificultadoras na intera&ccedil;&atilde;o com os outros foram as classes de resposta que integram a compet&ecirc;ncia social Autocontrolo e que s&atilde;o: ‘falar em p&uacute;blico’ com 17 refer&ecirc;ncias (10,4%) e ‘responder apropriadamente a provoca&ccedil;&otilde;es’ com 11 refer&ecirc;ncias (6,8%). A quest&atilde;o aberta: Poderia referir em que contextos essas dificuldades acontecem?, serviu de ponto de partida norteador para a entrevista no sentido de se identificarem poss&iacute;veis causas ou fatores que ajudem a compreender as dificuldades referenciadas. Apresentamos os resultados referentes &agrave;s unidades de registo identificadas que emergiram das entrevistas analisadas. Na <a href="/img/revistas/ref/vserIIIn10/IIIn10a10t1.jpg">Tabela 1</a> est&atilde;o os dados correspondentes &agrave; categoria Autocontrolo da qual fazem parte tr&ecirc;s subcategorias: Falar em P&uacute;blico, Responder Apropriadamente a Provoca&ccedil;&otilde;es e Encerrar Relacionamento. Relativamente aos temas que emergiram da an&aacute;lise das entrevistas, destacamos os que apresentam maior percentagem (igual ou superior a 3,9% correspondente a cinco refer&ecirc;ncias) e que s&atilde;o: &laquo;estado emocional&raquo; (7,8%) e &laquo;resultado catastr&oacute;fico&raquo; (4,7%), na subcategoria Falar em P&uacute;blico; os temas &laquo;desconhecimento sobre como agir&raquo; (5,4%) e &laquo;agressividade verbal&raquo; (3,9%), na subcategoria Responder Apropriadamente a Provoca&ccedil;&otilde;es; o tema &laquo;sofrimento emocional&raquo; (3,9%) na subcategoria Encerrar Relacionamento. Relativamente ao &laquo;estado emocional&raquo;, o receio, a vergonha e o nervosismo s&atilde;o os aspetos mais referenciados pelos estudantes como dificultadores quando t&ecirc;m que falar para um conjunto de pessoas. Ilustramos com as seguintes unidades de contexto “<i>(…) preparo-me mais nessas situa&ccedil;&otilde;es mas o receio acaba sempre por estar presente”, E11; “(…),s&oacute; falar para turma j&aacute; tenho vergonha”, E1</i>. Relativamente ao tema &laquo;resultado catastr&oacute;fico&raquo;, entendemos que se deve &agrave; incapacidade dos estudantes de lidarem com a situa&ccedil;&atilde;o (falar em p&uacute;blico) e como consequ&ecirc;ncia o resultado &eacute; quase sempre muito constrangedor para o pr&oacute;prio, como explicitado nas unidades de contexto que se seguem “<i>(…) e tudo corre ma”l</i>, E10; “<i>(…) n&atilde;o consigo dizer patavina, engasgo-me muitas vezes e n&atilde;o consigo dizer o que pretendo apesar de saber o que dizer</i>”, E13; “<i>(…) acabo por n&atilde;o dizer nada</i>”, E19; “<i>N&atilde;o me consigo controlar. (…) nem consigo falar e o que digo sai tudo ao contr&aacute;rio</i>”, E24. O tema &laquo;estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o&raquo; est&aacute; patente nas situa&ccedil;&otilde;es em que, apesar das dificuldades, os estudantes referiram formas de lidar com o desconforto sentido e que passa por exemplo pelo “<i>(…) humor &eacute; a estrat&eacute;gia que utilizo para p&ocirc;r as pessoas &agrave; vontade e para mim facilita o que vem a seguir. &Eacute; preciso ganhar um certo &agrave; vontade</i>”, E12. O treino de compet&ecirc;ncias pode ser uma op&ccedil;&atilde;o como no excerto que se segue “<i>(… ) nada que com um bocado de pr&aacute;tica n&atilde;o se resolva</i>”, E23. Na subcategoria Responder Apropriadamente a Provoca&ccedil;&otilde;es, identific&aacute;mos dois temas, nomeadamente &laquo;desconhecimento sobre como agir&raquo; e &laquo;agressividade verbal&raquo;. No que se refere ao primeiro, as refer&ecirc;ncias situam-se ao n&iacute;vel da incapacidade pessoal de saber como reagir de uma forma correta a provoca&ccedil;&otilde;es, “<i>N&atilde;o consigo me defender das outras pessoas quando me acusam de algo ou outro caso parecido, acabo sempre por ficar calada, (…). &Eacute; sempre dif&iacute;cil para mim (…) pois nunca sei o que fazer para melhorar, logo acabo por piorar ou ent&atilde;o n&atilde;o fazer nada</i>”, E10. A agressividade verbal &eacute; referida como uma forma disfuncional de reagir “(…) n&atilde;o me contenho e respondo torto”, E1. E &eacute; tamb&eacute;m referida como estando presente no emissor “<i>(…) se me insultam direta ou indiretamente</i>”, E8; “<i>Quando existem insultos por parte de pessoas que n&atilde;o gosto</i>”, E22. Relativamente &agrave; subcategoria Encerrar Relacionamento, identific&aacute;mos os temas ‘sofrimento emocional’, em que a principal dificuldade &eacute; mesmo a quest&atilde;o da dor pessoal “<i>(…) acabo sempre por sofrer muito, sou muito sens&iacute;vel</i>”, E10; “<i>(…) a parte emocional est&aacute; sempre em cima</i>”, E21. O tema &laquo;primazia aos outros&raquo; em que o bem-estar dos outros aparece sempre em primeiro lugar “<i>Penso primeiro nos outros, (…) primeiro nos outros</i>”, E21.</p>     
<p>     <p>Na <a href="/img/revistas/ref/vserIIIn10/IIIn10a10t2.jpg">Tabela 2</a>, que corresponde &agrave; categoria Assertividade, real&ccedil;amos o tema &laquo;julgamento pelos outros&raquo; (6,2%) na subcategoria Manifestar Opini&atilde;o; os temas &laquo;expectativas negativas&raquo; (4,7%) e &laquo;pondera&ccedil;&atilde;o excessiva&raquo; (4,7%) na subcategoria Tomar Decis&otilde;es; os temas &laquo;n&atilde;o ficar mal perante os outros&raquo; (5,4%) e &laquo;desconhecimento como agir&raquo; na subcategoria Dizer &laquo;N&atilde;o&raquo;; os temas &laquo;desconhecimento como agir&raquo; (7,1%) e &laquo;dificuldade em admitir falhas&raquo; (5,4%) na subcategoria Lidar com as Cr&iacute;ticas; os temas &laquo;incapacidade pessoal&raquo; (4,7%) na subcategoria Defender os seus Direitos, e por fim, &laquo;estado emocional&raquo; (5,4%) na subcategoria Apresentar-se/Iniciar/Finalizar uma Conversa. De acordo com estes dados, verificamos que uma das maiores dificuldades dos estudantes quando t&ecirc;m que Manifestar a sua Opini&atilde;o (subcategoria) passa pelo julgamento que acham que ser&aacute; feito pelos outros no sentido de ajuizarem acerca da sua conduta. A t&iacute;tulo de exemplo: “<i>Por vezes tenho dificuldade em exprimir o que realmente sinto e o que realmente acho (…) pelo receio do que poder&atilde;o elas pensar ou achar (…) o que poder&atilde;o pensar de mim, julgar o que estou a dizer sem me conhecerem bem</i>”, E17; “<i>(…) penso: porque &eacute; que estou sempre a pensar nos outros? &Eacute; horr&iacute;vel!! (…) v&atilde;o pensar que sou m&aacute; pessoa, v&atilde;o-me criticar</i>”, E21. Tamb&eacute;m o facto de n&atilde;o saberem manifestar a sua opini&atilde;o de uma forma assertiva &eacute; indicador de constrangimento pessoal: “<i>Para manifestar a nossa opini&atilde;o nem sempre o fazemos de forma correta</i>”, E9; “<i>(…) porque fico sem saber o que dizer</i>”, E19; “<i>N&atilde;o sou capaz de dar a minha opini&atilde;o (…). Geralmente acho que tenho poucos argumentos para defender as minhas opini&otilde;es</i>”, E21. A baixa autoestima e o estado emocional s&atilde;o fatores que tamb&eacute;m est&atilde;o implicados nas dificuldades sentidas pelos estudantes, conforme espelham as seguintes frases: “<i>Inveja &eacute; um problema. Quando n&atilde;o me sinto inferiorizada &eacute; f&aacute;cil para mim comunicar. Quando h&aacute; pessoas com ar mais superior, isso &eacute; dificultador</i>”, E1; “<i>(…) Como a autoestima est&aacute; em baixo, os outros s&atilde;o melhores do que eu, n&atilde;o fa&ccedil;o nada de jeito. (…) Fico sempre a pensar que estou a pedir demais, (…). Tenho que pensar em mim</i>”, E21. Quando os estudantes t&ecirc;m que Tomar Decis&otilde;es (subcategoria), os principais constrangimentos situam-se ao n&iacute;vel das expectativas negativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; op&ccedil;&atilde;o escolhida na tomada de decis&atilde;o e ao n&iacute;vel de uma escolha exaustiva da melhor op&ccedil;&atilde;o conforme se pode verificar pelos excertos: “<i>Medo de n&atilde;o tomar a melhor decis&atilde;o, de ser rejeitada</i>”, E21; “<i>(…) tenho sempre medo de optar pela op&ccedil;&atilde;o incorreta e de me arrepender</i>”, E10; “<i>Muito dif&iacute;cil, sou indecisa por natureza, estou sempre a adiar e com receio acabo por adiar</i>”, E14; “<i>(…) pondero tudo, todos os aspetos, gosto de ter a certeza das coisas, pergunto, pondero todas as possibilidades</i>”, E18. Para a subcategoria Saber Dizer &laquo;N&atilde;o&raquo;, os principais constrangimentos que emergiram da an&aacute;lise dos dados situam-se em &laquo;n&atilde;o ficar mal perante os outros&raquo; pela possibilidade de existir uma avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento do estudante pelos outros, que ilustramos com as frases que se seguem “<i>O que &eacute; que os outros ficam a pensar quando digo n&atilde;o</i>”, E15; “<i>Muito complicado. O que &eacute; que os outros v&atilde;o achar, pensar(…)”, E21</i>. Para um segundo plano. Esta forma de agir leva &agrave; desvaloriza&ccedil;&atilde;o (…) n&atilde;o, quais as palavras a utilizar, como as dizer “<i>(…) tenho dificuldade em dizer n&atilde;o</i>”, E10; “<i>Quando discordo de algo, nunca sei bem como me expressar sem ferir suscetibilidade</i>”, E22. A situa&ccedil;&atilde;o Lidar com Cr&iacute;ticas engloba a capacidade de fazer e reagir a cr&iacute;ticas e para esta subcategoria as dificuldades situam-se ao n&iacute;vel de n&atilde;o saber como fazer cr&iacute;ticas: “<i>N&atilde;o consigo fazer cr&iacute;ticas, quando as pessoas fazem ou dizem alguma coisa mal calo-me, (…)</i>”, E15; “<i>Aceito cr&iacute;ticas de forma razo&aacute;vel mas n&atilde;o sei como fazer cr&iacute;ticas que sejam bem aceites. Quando fa&ccedil;o algum tipo de cr&iacute;tica (construtiva) os outros n&atilde;o aceitam bem (…). Por exemplo, com os professores n&atilde;o fa&ccedil;o porque o professor pode levar a mal e ficar marcada”</i>, E16; “<i>(…) E quando me criticam, em vez de pensar em fazer melhor rebaixo-me sempre</i>”, E10. Tamb&eacute;m a dificuldade em lidar com as falhas, mais propriamente em admitir falhas est&aacute; patente no discurso dos estudantes: “<i>Sou muito perfeccionista, sou atleta de alta competi&ccedil;&atilde;o, (…) sempre que h&aacute; uma falha custa-me a aceitar, trabalho tanto nos treinos que me custa aceitar. Por vezes sou agressivo</i>”, E13. Quando chega o momento de Defender os seus Direitos (subcategoria), os estudantes referem uma grande incapacidade pessoal para o fazerem associada a expectativas negativas relacionadas com a opini&atilde;o dos outros: “<i>Por exemplo, ao ser atendida numa loja a comprar a minha prenda de anos, tive vergonha que a empregada levasse a mal…</i>”, E1; “<i>Passam &agrave; minha frente na fila e n&atilde;o digo nada. Por exemplo, uma reclama&ccedil;&atilde;o, nunca o faria. Adiar a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; o melhor. Tenho medo de repres&aacute;lias por parte do outro</i>”, E18. Relativamente &agrave; &uacute;ltima subcategoria, Apresentar-se/Iniciar/Finalizar uma conversa, a vergonha, a timidez e uma grande dificuldade pessoal, foram os aspetos identificados como mais dificultadores: “<i>N&atilde;o &eacute; o meu forte as primeiras rela&ccedil;&otilde;es, conversas. Sou envergonhado, sou t&iacute;mido</i>”, E12; “<i>N&atilde;o sei como acabar uma conversa. Custa dizer que tenho que ir acabar a conversa, de forma a que, para o outro, fique claro o discurso</i>”, E14; “<i>(…) tenho dificuldade nas apresenta&ccedil;&otilde;es, normalmente por ter vergonha</i>”, E19. Esta categoria, Assertividade, foi a que apresentou mais indicadores de resultado no que se refere &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de dificuldades na intera&ccedil;&atilde;o, porque &eacute; tamb&eacute;m aquela que abarca mais habilidades/classes de resposta.</p>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados mostraram que as situa&ccedil;&otilde;es identificadas pelos estudantes como mais dificultadoras na intera&ccedil;&atilde;o com os outros se relacionam com a compet&ecirc;ncia social Autocontrolo (nomeadamente falar em p&uacute;blico e responder apropriadamente a provoca&ccedil;&otilde;es). Estes dados s&atilde;o concordantes com outros estudos realizados com estudantes universit&aacute;rios cujos resultados ao n&iacute;vel das dificuldades sociais mais referidas foram especificamente ‘falar em p&uacute;blico’ e ‘lidar com o tratamento negativo de outras pessoas (Bandeira e Quaglia, 2005). Nos fatores identificados como intervenientes ao n&iacute;vel das dificuldades nas compet&ecirc;ncias sociais dos estudantes, salienta-se a incapacidade para lidar com as emo&ccedil;&otilde;es (medo, vergonha, inveja, ansiedade, inseguran&ccedil;a, frustra&ccedil;&atilde;o, agressividade) acompanhada de algum sofrimento emocional para o pr&oacute;prio. Estas emo&ccedil;&otilde;es, com uma conota&ccedil;&atilde;o mais negativa (Lazarus, 1999 citado por Vaz-Serra, 2007) despoletam uma sensa&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a que se repercute em todo o corpo, pela ativa&ccedil;&atilde;o da resposta ao stresse, e que se manifesta de diversas formas: rubor facial, tremores, taquicardia, sudorese, incapacidade para falar, chegando ao ponto da pessoa n&atilde;o se lembrar do que dizer, particularmente em situa&ccedil;&atilde;o de falar em p&uacute;blico. A aten&ccedil;&atilde;o, a concentra&ccedil;&atilde;o e a mem&oacute;ria s&atilde;o tamb&eacute;m afetadas por esta via. De acordo com Vaz-Serra (2007), a viv&ecirc;ncia destas situa&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o social como situa&ccedil;&otilde;es stressantes impede as pessoas de cumprirem eficazmente as atividades do dia-a-dia. Particularmente na situa&ccedil;&atilde;o da inibi&ccedil;&atilde;o mediada pela ansiedade, Argyle (1983) &eacute; da opini&atilde;o que, de entre as situa&ccedil;&otilde;es que provocam mais desconforto, encontram-se o confronto de opini&otilde;es, falar com uma figura de autoridade, falar em p&uacute;blico, expressar sentimentos, lutar pelos seus direitos e encetar rela&ccedil;&otilde;es com elementos do sexo oposto. No que respeita &agrave; agressividade verbal, tamb&eacute;m Mendes (2010) realizou um estudo com adolescentes e identificou o comportamento agressivo como um <i>d&eacute;ficit</i> na compet&ecirc;ncia social autocontrolo, mais concretamente, como uma reduzida capacidade de autocontrolo. Somos de opini&atilde;o que o autocontrolo emocional representa a capacidade de reconhecer, aceitar e gerir as emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas de uma forma adaptativa e construtiva. Reconhecer as emo&ccedil;&otilde;es implica uma aten&ccedil;&atilde;o redobrada ao que se passa, quer no meio ambiente, quer no pr&oacute;prio indiv&iacute;duo. &Eacute; importante que a pessoa tenha conhecimentos que lhe permitam compreender que determinadas rea&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas e determinados pensamentos em contextos particulares de intera&ccedil;&atilde;o, correspondem a diferentes formas de sentir, e por isso, a diferentes emo&ccedil;&otilde;es. Esta identifica&ccedil;&atilde;o e reconhecimento emocional ser&atilde;o tanto mais efetivos quanto melhor informados estiverem os indiv&iacute;duos (Wolpe e Lazarus, 1966). Estudos revelam que a capacidade do reconhecimento das emo&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as est&aacute; relacionada com a promo&ccedil;&atilde;o do sucesso acad&eacute;mico e o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais positivas (Machado <i>et al</i>., 2008) e, em adolescentes, est&aacute; positivamente relacionada com o suporte social (Ciarrochi, Heaven e Supavadeeprasit, 2008). Assim, podemos afirmar que a exist&ecirc;ncia de dificuldades ao n&iacute;vel do autocontrolo emocional &eacute; um fator condicionante no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais. Por outro lado, &eacute; importante veicular informa&ccedil;&atilde;o acerca desta tem&aacute;tica aos adolescentes, no sentido de melhorar o seu autoconhecimento e transformar determinados constrangimentos da viv&ecirc;ncia social em momentos de satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal. Identific&aacute;mos tamb&eacute;m uma necessidade de aceita&ccedil;&atilde;o social pelos outros com uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o em passar uma imagem positiva de si pr&oacute;prio, paradoxalmente associada a uma baixa autoestima e desvaloriza&ccedil;&atilde;o pessoal, colocando sempre os outros em primeiro lugar. A perspetiva de Erikson (1976) acerca da constru&ccedil;&atilde;o da identidade pessoal do adolescente &eacute; baseada numa dupla vertente, em quem engloba por um lado as representa&ccedil;&otilde;es que o adolescente tem de si pr&oacute;prio e por outro, a forma como &eacute; visto pelos outros. Nesta din&acirc;mica, o desenvolvimento da autoestima &eacute; influenciado pelo feedback dos outros e ao mesmo tempo pela forma como o adolescente percebe esse <i>feedback</i>, assim como o desenvolvimento do autoconceito se baseia na elabora&ccedil;&atilde;o que faz da maneira como os outros o v&ecirc;em. Tamb&eacute;m, a avalia&ccedil;&atilde;o pessoal se concretiza por compara&ccedil;&atilde;o com os outros (grupos de refer&ecirc;ncia) que v&atilde;o moldar a vis&atilde;o que cada um tem de si pr&oacute;prio. No que diz respeito &agrave; necessidade de aceita&ccedil;&atilde;o social, sabemos que o grupo de pares e os amigos s&atilde;o uma base de suporte importante para o reconhecimento pessoal, ajudam a desenvolver um sentido de perten&ccedil;a e de solidariedade e contribuem para um sentimento de bem-estar pessoal. Verificamos pelos resultados do estudo que, muitas vezes os adolescentes n&atilde;o agem de acordo com as suas cren&ccedil;as e convic&ccedil;&otilde;es para n&atilde;o se sentirem mal perante os pares e para terem a sua aprova&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o, remetendo-se a si pr&oacute;prios muitas vezes, para um segundo plano. Esta forma de agir leva &agrave; desvaloriza&ccedil;&atilde;o de algumas das dimens&otilde;es do Eu, entre elas a autoestima, o que, associado a alguma inseguran&ccedil;a pessoal vai impedir o desenvolvimento adequado das suas compet&ecirc;ncias sociais. V&aacute;rios estudos relacionados com a autoestima e o desempenho social foram desenvolvidos com estudantes universit&aacute;rios, onde se observaram correla&ccedil;&otilde;es positivas fortes entre o n&iacute;vel de autoestima e as compet&ecirc;ncias sociais (Bandeira <i>et al</i>., 2005). As expectativas negativas relativamente ao desfecho na intera&ccedil;&atilde;o, a falta de conhecimento para lidar e saber como dar resposta a situa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia, de uma forma socialmente competente, s&atilde;o tamb&eacute;m dificuldades referenciadas pelos estudantes na intera&ccedil;&atilde;o com os outros. As dificuldades relacionadas com as expectativas negativas e resultado catastr&oacute;fico     podem ser explicadas pela Teoria da Autoefic&aacute;cia de Bandura (1977), na qual as expectativas negativas est&atilde;o relacionadas com autoavalia&ccedil;&otilde;es negativas, que por sua vez s&atilde;o consequ&ecirc;ncia de erros ao n&iacute;vel do processamento cognitivo da informa&ccedil;&atilde;o que v&atilde;o ter repercuss&otilde;es ao n&iacute;vel do desempenho social. Esses erros de processamento podem ser autoavalia&ccedil;&otilde;es distorcidas baseadas em cren&ccedil;as irracionais e em pensamentos autom&aacute;ticos negativos. Para inverter este processo importa uma reflex&atilde;o pessoal para alterar o pr&oacute;prio pensamento e o comportamento subsequente, o que nos remete para a reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva como interven&ccedil;&atilde;o de primeira linha.</p>     <p>Uma dificuldade que emergiu da an&aacute;lise dos dados foi a falta de conhecimento para agir na situa&ccedil;&atilde;o (o n&atilde;o saber e o n&atilde;o saber como fazer) mais concretamente nas situa&ccedil;&otilde;es de responder apropriadamente a provoca&ccedil;&otilde;es, manifestar opini&atilde;o, dizer ‘n&atilde;o’ e lidar com as cr&iacute;ticas. Estas situa&ccedil;&otilde;es ou classes de resposta s&atilde;o potencialmente geradoras de muita ansiedade e os participantes, de um modo geral, referiram que muitas vezes n&atilde;o sabiam o que dizer ou o que fazer na situa&ccedil;&atilde;o mas tamb&eacute;m expressaram que apesar de por vezes saberem o que deveriam dizer ou fazer n&atilde;o eram capazes de o p&ocirc;r em pr&aacute;tica. Entendemos que esta incapacidade de agir de forma socialmente competente pode estar relacionada com uma aprendizagem pessoal n&atilde;o assertiva que, de acordo com Castanyer (2004), pode ser devido a puni&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica dos comportamentos assertivos, insufici&ecirc;ncia de refor&ccedil;o, recompensa pelo desempenho n&atilde;o assertivo, desconhecimentos dos seus direitos e incapacidade para discriminar adequadamente as situa&ccedil;&otilde;es em que deve emitir uma resposta assertiva. Gresham (2009) considera a exist&ecirc;ncia de dois tipos de <i>deficits</i>: os de aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais, que podem corresponder &agrave; falta de conhecimento sobre como desempenhar uma determinada habilidade social e os <i>deficits</i> de desempenho, em que a dificuldade est&aacute; em transpor para a intera&ccedil;&atilde;o uma determinada habilidade social, mais por motiva&ccedil;&atilde;o do que por aprendizagem. Estas dificuldades podem tamb&eacute;m estar relacionadas com carater&iacute;sticas pessoais, inatas e de personalidade como, por exemplo, serem envergonhados e introvertidos (McFall, 1982 citado por Del Prette e Del Prette, 1999). Por tudo isto, consideramos a transmiss&atilde;o de conhecimentos na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o humana, a aprendizagem atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o de modelos, a aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades de observa&ccedil;&atilde;o (do comportamento do outro e de si pr&oacute;prio), o desenvolvimento de processos cognitivos e motivacionais e o Treino de Compet&ecirc;ncias Sociais como processos de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;rios (Del Prette e Del Prette, 1999). Esta &uacute;ltima constata&ccedil;&atilde;o corrobora as duas hip&oacute;teses de partida, uma vez que a falta de conhecimento para agir na situa&ccedil;&atilde;o (o n&atilde;o saber e o n&atilde;o saber como fazer) foi uma das grandes dificuldades que emergiram da an&aacute;lise dos dados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A partir dos dados relativos ao presente estudo foi poss&iacute;vel identificar e compreender alguns dos fatores que interferem de uma forma negativa no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias sociais autocontrolo e assertividade dos estudantes, o que nos leva a considerar que foram atingidos os objetivos definidos. As duas hip&oacute;teses formuladas (… d&eacute;fice no conhecimento sobre como ser socialmente competente e … d&eacute;fice no conhecimento sobre como fazer para ser socialmente competente) foram confirmadas tendo-se identificado um vasto leque de fatores muito para al&eacute;m daqueles referidos nas mesmas. Conclu&iacute;mos que a formula&ccedil;&atilde;o destas hip&oacute;teses foi orientadora, uma vez que permitiu interpretar e explicar o sentido da realidade vivida e expressa pelos estudantes de uma forma mais compreensiva. Podemos, assim, afirmar que a identifica&ccedil;&atilde;o e a compreens&atilde;o destes fatores junto da popula&ccedil;&atilde;o-alvo permite direcionar programas de treino de compet&ecirc;ncias para aspetos, que se espera, poderem ser realmente modificados e melhorados pela interven&ccedil;&atilde;o, uma vez que se fundamenta nas dificuldades empiricamente observadas no grupo em que se pretende intervir. Este conhecimento pode ajudar os enfermeiros a melhor compreenderem os mecanismos subjacentes que podem influenciar a sa&uacute;de mental destes estudantes e a desenhar interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas que envolvam tem&aacute;ticas e t&eacute;cnicas/procedimentos suficientemente flex&iacute;veis e coerentes com o contexto do grupo a quem se destinam. Tais interven&ccedil;&otilde;es dever&atilde;o ser amplamente motivadores para o envolvimento emocional e para a aprendizagem de conhecimentos a partir da viv&ecirc;ncia e treino dos conte&uacute;dos abordados. A realiza&ccedil;&atilde;o desta avalia&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica permitiu obter um conhecimento espec&iacute;fico quer relativamente &agrave; carateriza&ccedil;&atilde;o do grupo quer relativamente ao problema sobre o qual se pretende intervir. Esta etapa na investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para delinear e implementar programas particularmente direcionados &agrave;s dificuldades identificadas. A conce&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do programa de treino de compet&ecirc;ncias sociais Melhorar Compet&ecirc;ncias com os Outros correspondem &agrave;s etapas seguintes desta investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O presente estudo est&aacute; integrado na investiga&ccedil;&atilde;o de doutoramento em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem, no Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar (ICBAS) cujo projeto de investiga&ccedil;&atilde;o foi financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT) atrav&eacute;s do Programa de apoio &agrave; forma&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada de docentes do Ensino Superior Polit&eacute;cnico (PROTEC) com a refer&ecirc;ncia PEst-OE/SAU/UI0742/2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ARGYLE, Michael (1983) - The psychology of interpersonal behaviour. 4&ordf; ed. Harmondsworth: Penguin.</p>     <p>BANDEIRA, Marina [et al.] (2005) - Comportamento assertivo e a sua rela&ccedil;&atilde;o com ansiedade, locus de controle e auto-estima em estudantes universit&aacute;rios. Estudos de Psicologia. Vol. 22, n&ordm; 2, p. 111-121.</p>     <p>BANDEIRA, Marina ; QUAGLIA, Maria A. C. (2005) - Habilidades sociais de estudantes universit&aacute;rios: identifica&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es sociais significativas. Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia. Vol. 9, n&ordm; 1, p. 45-55.</p>     <p>BANDURA, Albert (1977) - Self-efficacy: toward a unifying theory of behavioral change. Psychological Review. Vol. 84, n&ordm; 2, p. 191-215.</p>     <p>BARDIN, Laurance (2009) - An&aacute;lise de conte&uacute;do. Ed. revista e atualizada. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.</p>     <p>BEAUCHAMP, Miriam H. ; ANDERSON, Vicki (2010) - SOCIAL: an integrative framework for the development of social skills. Psychological Bulletin. Vol. 136, n&ordm; 1, p. 39-64.</p>     <p>CASTANYER, Olga (2004) - A assertividade, express&atilde;o de uma auto-estima saud&aacute;vel. 3&ordf; ed. Coimbra: Edi&ccedil;&otilde;es Tenacitas.</p>     <p>CIARROCHI, Joseph ; HEAVEN, Patrick A. C. L. ; SUPAVADEEPRASIT, Sunila (2008) - The link between emotion identification skills and socio-emotional functioning in early adolescence: a 1-year longitudinal study. Journal of Adolescence. Vol. 31, n&ordm; 5, p. 565-582.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DEL PRETTE, Zilda A. P. ; DEL PRETTE, Almiro (1999) - Psicologia das habilidades sociais, terapia e educa&ccedil;&atilde;o. Petr&oacute;polis: Editora Vozes.</p>     <p>ERIKSON, Erik H. (1976) - Identidade: juventude e crise. 2&ordf; ed. Rio de Janeiro: Zahar.</p>     <p>GRESHAM, Frank M. (2009) - An&aacute;lise do comportamento aplicada &agrave;s habilidades sociais. In DEL PRETTE, Zilda A. P. ; DEL PRETTE, Almiro - Psicologia das habilidades sociais, diversidade te&oacute;rica e suas implica&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o Paulo: Editora Vozes. p. 17-56.</p>     <p>GUERRA, Isabel Carvalho (2006) - Pesquisa qualitativa e an&aacute;lise de conte&uacute;do: sentidos e formas de uso. Estoril: Principia.</p>     <p>LOUREIRO, C&acirc;ndida (2011) - Treino de compet&ecirc;ncias sociais – uma estrat&eacute;gia em sa&uacute;de mental: conceptualiza&ccedil;&atilde;o e modelos te&oacute;ricos. Revista Portuguesa de Enfermagem de Sa&uacute;de Mental. N&ordm; 6, p. 7-13.</p>     <p>MACHADO, Paula [et al.] (2008) - Rela&ccedil;&otilde;es entre o conhecimento das emo&ccedil;&otilde;es, as compet&ecirc;ncias acad&eacute;micas, as compet&ecirc;ncias sociais e a aceita&ccedil;&atilde;o entre pares. An&aacute;lise Psicol&oacute;gica. Vol. 3, n&ordm; 26, p. 463-478.</p>     <p>MENDES, Carla Silva (2010) - Viol&ecirc;ncia na escola: conhecer para intervir. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia. S&eacute;rie 2, n&ordm; 12, p. 71-82.</p>     <p>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (2011) - Edital de resultados 2010-2011 [Em linha]. Lisboa: DGIDC, N&uacute;cleo de Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de e Ac&ccedil;&atilde;o Social Escolar. [Consult. 12 ago. 2012]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://sitio.dgidc.min-edu.pt/saude/Documents/2_Edita10-11_comassinatura.pdf" target="_blank">http://sitio.dgidc.min-edu.pt/saude/Documents/2_Edita10-11_comassinatura.pdf</a>.</p>     <p>PORTUGAL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de (2006) - Circular Normativa n&ordm; 7/DSE de 29/06/2006, Programa Nacional de Sa&uacute;de Escolar [Em linha]. Lisboa: DGS, Divis&atilde;o de Sa&uacute;de Escolar. [Consult. 12 ago. 2012]. Dispon&iacute;vel em WWW: <a href="http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008093.pdf" target="_blank">http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008093.pdf</a>.</p>     <p>VALA, Jorge (2009) - A an&aacute;lise de conte&uacute;do. In SILVA, Augusto Santos ; PINTO, Jos&eacute; Madureira - Metodologia das ci&ecirc;ncias sociais. 15&ordf; ed. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento. p. 101-128.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>VAZ-SERRA, Adriano (2007) - O stress na vida de todos os dias. 3&ordf; ed. Coimbra: Edi&ccedil;&atilde;o do Autor.</p>     <p>WOLPE, Joseph ; LAZARUS, Arnold Allan (1966) - Behavior therapy tecniques. New York: Pergamon Press.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 04.09.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 27.03.13</p>      ]]></body><back>
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