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<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII11299</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Criança em ambiente doméstico/ familiar: consenso quanto aos fatores de risco de lesão não intencional]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The child in a domestic/family environment: consensus on risk factors for unintentional injuries]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Niño en el hogar/la familia: consenso en torno a los factores de riesgo de lesión no intencional]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Saúde ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Childhood unintentional injuries have been considered as a study area which needs to be further developed, as it is one of the leading causes of death worldwide and, even when nonfatal, may have countless consequences for the children, their families and the community. This paper aims to identify the factors which influence the risk of unintentional injury in children up to four years living in a domestic/family environment. To this end, the Delphi technique was used to gather a panel of 15 to 23 multidisciplinary experts, and consensus was achieved after three rounds. Based on literature review and on the use of the abovementioned methodology, we concluded that injuries are multifactorial and that these factors are interactive and can be organized in four dimensions: child, primary caregiver/family, risk behaviours, and environment.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Las lesiones no intencionales en la infancia han sido consideradas como un área de estudio por desarrollar, ya que constituyen una causa importante de muerte en el mundo, además de todas las otras consecuencias que afectan a cada niño, su familia y comunidad. Este artículo pretende identificar los factores considerados importantes en la influencia del riesgo de lesiones no intencionales en el hogar/la familia en los niños de hasta 4 años de edad. Con este fin, se creó un panel en el que participaron de 15 a 23 expertos multidisciplinarios, se recurrió a la técnica Delphi y se logró llegar a un consenso en tres rondas. A partir de la revisión de la literatura y el uso de la metodología anterior, llegamos a la conclusión de que el problema de las lesiones es multifactorial y sus factores interactúan entre sí, organizados en cuatro dimensiones: infantil, cuidador primario / familia, con­ductas de riesgo y ambiente]]></p></abstract>
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<kwd lng="es"><![CDATA[lesiones no intencionales]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Crian&ccedil;a em ambiente dom&eacute;stico/ familiar: consenso quanto aos fatores de risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional</b></p>     <p><b>The child in a domestic/family environment: consensus on risk factors for unintentional injuries</b></p>     <p><b>Ni&ntilde;o en el hogar/la familia: consenso en torno a los factores de riesgo de lesi&oacute;n no intencional.</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana L&uacute;cia Caeiro Ramos</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>; <b>Luc&iacute;lia Rosa Mateus Nunes</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Doutorada em Enfermagem; Especialista em Sa&uacute;de Infantil e Pedi&aacute;trica; Mestre em Sa&uacute;de P&uacute;blica. Professora-Adjunta Equiparada na Escola Superior de Sa&uacute;de do Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal, Portugal. Morada: Campus do IPS, Estefanilha, 2914-503, Set&uacute;bal, Portugal [<a href="mailto:ana.ramos@ess.ips.pt">ana.ramos@ess.ips.pt</a>]; [<a href="mailto:anaramosalcr@gmail.com">anaramosalcr@gmail.com</a>].</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> Doutorada em Filosofia. Mestre em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem e em Hist&oacute;ria Cultural e Pol&iacute;tica. Enfermeira Especialista em Sa&uacute;de Mental e Psiqui&aacute;trica. Professora Coordenadora da Escola Superior de Sa&uacute;de do Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal, 2914 - 503 Set&uacute;bal, Portugal. Orientadora da tese de Doutoramento de Ana L&uacute;cia Caeiro Ramos [<a href="mailto:lucilia.nunes@ess.ips.pt">lucilia.nunes@ess.ips.pt</a>].</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resumo</b></p>     <p>As les&otilde;es n&atilde;o intencionais na inf&acirc;ncia t&ecirc;m sido consideradas como uma &aacute;rea de estudo a desenvolver, por constitu&iacute;rem uma das principais causas de morte em todo o Mundo, para al&eacute;m de todas as outras consequ&ecirc;ncias que influenciam a pessoa, fam&iacute;lia e comunidade da crian&ccedil;a afetada. O presente artigo tem como objetivo identificar os fatores considerados relevantes na influ&ecirc;ncia do risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em ambiente dom&eacute;stico/ familiar em crian&ccedil;as at&eacute; aos 4 anos. Para o efeito, realizou-se um painel de peritos, com recurso &agrave; t&eacute;cnica Delphi, no qual participaram 15 a 23 peritos multidisciplinares, tendo sido conseguida a obten&ccedil;&atilde;o de consenso em tr&ecirc;s rondas. Decorrente da revis&atilde;o da literatura e da utiliza&ccedil;&atilde;o da metodologia referida, conclui-se acerca da problem&aacute;tica das les&otilde;es ser multifatorial, cujos fatores interagem entre si, organizados em quatro dimens&otilde;es: crian&ccedil;a, cuidador principal/ fam&iacute;lia, comportamentos de risco e ambiente.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: preven&ccedil;&atilde;o de acidentes; acidentes dom&eacute;sticos; crian&ccedil;a; les&atilde;o n&atilde;o intencional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>Childhood unintentional injuries have been considered as a study area which needs to be further developed, as it is one of the leading causes of death worldwide and, even when nonfatal, may have countless consequences for the children, their families and the community. This paper aims to identify the factors which influence the risk of unintentional injury in children up to four years living in a domestic/family environment. To this end, the Delphi technique was used to gather a panel of 15 to 23 multidisciplinary experts, and consensus was achieved after three rounds. Based on literature review and on the use of the abovementioned methodology, we concluded that injuries are multifactorial and that these factors are interactive and can be organized in four dimensions: child, primary caregiver/family, risk behaviours, and environment.</p>     <p><b>Keywords</b>: accident prevention; home accidents; child; unintentional injury.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>Las lesiones no intencionales en la infancia han sido consideradas como un &aacute;rea de estudio por desarrollar, ya que constituyen una causa importante de muerte en el mundo, adem&aacute;s de todas las otras consecuencias que afectan a cada ni&ntilde;o, su familia y comunidad. Este art&iacute;culo pretende identificar los factores considerados importantes en la influencia del riesgo de lesiones no intencionales en el hogar/la familia en los ni&ntilde;os de hasta 4 a&ntilde;os de edad. Con este fin, se cre&oacute; un panel en el que participaron de 15 a 23 expertos multidisciplinarios, se recurri&oacute; a la t&eacute;cnica Delphi y se logr&oacute; llegar a un consenso en tres rondas. A partir de la revisi&oacute;n de la literatura y el uso de la metodolog&iacute;a anterior, llegamos a la conclusi&oacute;n de que el problema de las lesiones es multifactorial y sus factores interact&uacute;an entre s&iacute;, organizados en cuatro dimensiones: infantil, cuidador primario / familia, con&shy;ductas de riesgo y ambiente</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palabras clave</b>: prevenci&oacute;n de accidentes; accidentes dom&eacute;sticos; ni&ntilde;o; lesiones no intencionales.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o </b></p>     <p>No mundo, apesar de todo o avan&ccedil;o das sociedades, as les&otilde;es n&atilde;o intencionais surgem nas principais causas de morte, constituindo uma realidade com efeitos preocupantes a diferentes n&iacute;veis, quer estatisticamente, como tamb&eacute;m a n&iacute;vel da pessoa afetada, fam&iacute;lia e comunidade.</p>     <p>As crian&ccedil;as, pela curiosidade e interesse pelo ambiente que as rodeia, caracter&iacute;sticas importantes para a aquisi&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de compet&ecirc;ncias promotoras de um crescimento saud&aacute;vel, tornam-se particularmente vulner&aacute;veis &agrave; ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es (Silva & Santos, 2011).</p>     <p>O termo les&atilde;o n&atilde;o intencional, ao contr&aacute;rio do que ocorre com o termo acidente, subentende a valoriza&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas previs&iacute;veis e capazes de serem prevenidas e n&atilde;o acidentais das les&otilde;es. Como les&atilde;o n&atilde;o intencional entende-se “um incidente imprevisto no qual n&atilde;o houve inten&ccedil;&atilde;o por uma pessoa de causar les&atilde;o, les&atilde;o ou morte, mas que resultou em les&atilde;o” (CICEL, 2004, p. 249). Integram-se nos mecanismos de les&atilde;o n&atilde;o intencional as quedas, os afogamentos, as intoxica&ccedil;&otilde;es, as queimaduras, a asfixia, os cortes e a eletrocuss&atilde;o.</p>     <p>Habitualmente encontra-se na literatura a designa&ccedil;&atilde;o de acidentes dom&eacute;sticos relativos &agrave;s les&otilde;es que ocorrem em ambiente ou espa&ccedil;o dom&eacute;stico. Todavia, a preven&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es em ambiente dom&eacute;stico ultrapassa a aplica&ccedil;&atilde;o de determinadas interven&ccedil;&otilde;es, centra-se na gest&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a, que inclui conhecer e trabalhar com conflitos, comportamentos e cren&ccedil;as, inerentes &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es entre as pessoas num ambiente din&acirc;mico, como a casa (Simpson, McGee, & Fougere, 2010).</p>     <p>A seguran&ccedil;a constitui um recurso essencial ao desenvolvimento da pessoa, pois consiste num estado em que os riscos e as condi&ccedil;&otilde;es potenciadores de risco s&atilde;o controlados, tendo como objetivo preservar a sa&uacute;de e aumentar o bem-estar dos indiv&iacute;duos e das comunidades (Mohan & Tiwari, 2000).</p>     <p>As les&otilde;es n&atilde;o intencionais constituem um fen&oacute;meno complexo, multicausal, no qual interage uma multiplicidade de fatores, provenientes de diferentes dimens&otilde;es, de acordo com o paradigma socio ecol&oacute;gico.</p>     <p>Atendendo ao fen&oacute;meno das les&otilde;es como multifatorial, exigindo a interliga&ccedil;&atilde;o entre diferentes disciplinas e a combina&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os, considerou-se facilitador a organiza&ccedil;&atilde;o dos diferentes fatores em quatro dimens&otilde;es: crian&ccedil;a, cuidador principal/ fam&iacute;lia, comportamentos de risco e ambiente, como mostra a <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>&nbsp; <a name="f1"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a06f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os fatores presentes na <a href="#f1">Figura 1</a> t&ecirc;m sido, de facto, utilizados na literatura como importantes para a melhor compreens&atilde;o da problem&aacute;tica das les&otilde;es. Ainda assim, fazendo uma pesquisa nas bases de dados integradas na b-on&#174;, EBSCOhost&#174; e PubMed&#174;, bem como nos motores de busca Google&#174; e Google Scholar&#174;, verificou-se que, embora existam estudos que refiram os fatores de risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em crian&ccedil;as e refiram exemplos de boas pr&aacute;ticas, n&atilde;o foi encontrado nenhum instrumento de medi&ccedil;&atilde;o de risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em ambiente dom&eacute;stico/familiar nas crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos.</p>     <p>Parece, deste modo, existir uma lacuna nesta &aacute;rea, originando uma oportunidade de desenvolvimento, capaz de objetivar os fatores de risco a que as crian&ccedil;as est&atilde;o expostas, que sirva de base ao planeamento de cuidados &agrave; crian&ccedil;a e fam&iacute;lia, assim como &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de outras medidas promotoras da seguran&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>De facto, conhecer os fatores de risco e analisar a sua influ&ecirc;ncia no contexto das les&otilde;es n&atilde;o intencionais parece ser o caminho necess&aacute;rio a percorrer para uma maior limita&ccedil;&atilde;o do problema e para a cria&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias eficazes promotoras da seguran&ccedil;a das crian&ccedil;as e suas fam&iacute;lias. Este estudo de investiga&ccedil;&atilde;o tem como finalidade identificar os fatores de risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em ambiente dom&eacute;stico/familiar nas crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos, para construir um instrumento que possa medir esse risco.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Nas les&otilde;es n&atilde;o intencionais, interagem m&uacute;ltiplos fatores, pelo que a sua abordagem deve contemplar esta caracter&iacute;stica, facto j&aacute; sobejamente referido.</p>     <p>Visando a constru&ccedil;&atilde;o de um instrumento de medi&ccedil;&atilde;o de risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em ambiente dom&eacute;stico/ familiar em crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos e a valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do do mesmo, optou-se por recorrer ao painel de Delphi, cujo objetivo &eacute; chegar a consenso, atrav&eacute;s de um processo grupal e interativo, acerca de um assunto complexo (Sousa, Frade, & Mendon&ccedil;a, 2005).</p>     <p>O desenho da metodologia do painel Delphi encontra-se representado na <a href="#f2">Figura 2</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>&nbsp; <a name="f2"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a06f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O painel de Delphi consiste numa t&eacute;cnica qualitativa de investiga&ccedil;&atilde;o com premissas a cumprir ao longo do processo: o anonimato dos respondentes, o <i>feedback</i>, pois os resultados de cada ronda do painel s&atilde;o devolvidos ao grupo, como resposta coletiva, de modo a validarem as respostas e prepararem-se para a ronda seguinte; a representa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica da distribui&ccedil;&atilde;o dos resultados dados pelo grupo, uma vez que as respostas s&atilde;o estatisticamente sumarizadas e devolvidas a ele; a intera&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que esta t&eacute;cnica envolve a comunica&ccedil;&atilde;o entre investigador e grupo de peritos, realizada atrav&eacute;s das respostas aos question&aacute;rios enviados; e a especialidade de cada um dos peritos, constituindo a sua sele&ccedil;&atilde;o um aspeto fundamental para o sucesso desta t&eacute;cnica.</p>     <p>No estudo, incluiu-se no painel de peritos pessoas cujo “saber e educa&ccedil;&atilde;o num dado campo &eacute; reconhecida, tanto na perspetiva cient&iacute;fica, no sentido mais lato do termo, e convencionalmente adquirida no ensino superior; como na pr&aacute;tica, acumulada ao longo da sua experi&ecirc;ncia profissional” (Nunes, 2010, p. 3). Definiram-se, deste modo, os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o no grupo de peritos: Profissionais de sa&uacute;de, nomeadamente enfermeiros e m&eacute;dicos, que desempenham fun&ccedil;&otilde;es no departamento de pediatria dos hospitais ou no contexto dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, no &acirc;mbito do programa da crian&ccedil;a e jovem, reconhecidos como especialistas na &aacute;rea pelos pares; Investigadores com trabalhos realizados na &aacute;rea; Profissionais e representantes de organiza&ccedil;&otilde;es que tenham realizado trabalhos relevantes acerca da tem&aacute;tica das les&otilde;es nas crian&ccedil;as; Pais de crian&ccedil;as at&eacute; aos 4 anos.</p>     <p>O facto de os peritos serem oriundos de diferentes &aacute;reas geogr&aacute;ficas do pa&iacute;s, conduziu ao desenvolvimento desta t&eacute;cnica recorrendo aos question&aacute;rios enviados por correio eletr&oacute;nico que “n&atilde;o exigem limita&ccedil;&otilde;es geo&shy;gr&aacute;ficas para a sele&ccedil;&atilde;o dos peritos, permitindo a participa&ccedil;&atilde;o de grupos maiores de pessoas que os grupos focais” (Silva, Rodrigues, Silva & Witt, 2009, p. 349).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos peritos a integrar o painel, de acordo com a pesquisa efetuada, constatou-se que n&atilde;o havia uniformidade em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de peritos. Constituiu-se, assim, uma amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica intencional, visando que o grupo ficasse “representado pelo pensamento mais recente na &aacute;rea” (Streiner & Norman, 2008, p. 23). No total, foram enviados convites de colabora&ccedil;&atilde;o a 34 pessoas, entre profissionais de sa&uacute;de, professores do ensino superior, investigadores, representantes de organiza&ccedil;&otilde;es de refer&ecirc;ncia no dom&iacute;nio das les&otilde;es e pais de crian&ccedil;as at&eacute; aos 4 anos, tendo sido aceites 24 participa&ccedil;&otilde;es. Foram cumpridos os requisitos &eacute;ticos relativos ao correto desenvolvimento do m&eacute;todo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A primeira ronda do painel Delphi inicia-se, habitualmente, por um conjunto de quest&otilde;es de resposta aberta. Contudo, optou-se por apresentar aos peritos os resultados da revis&atilde;o de literatura previamente realizada, dando sempre oportunidade, obviamente, para serem integrados novos fatores de risco previamente n&atilde;o contemplados. Esta op&ccedil;&atilde;o encontra-se relacionada com o facto de existirem diversos estudos e documentos publicados acerca da problem&aacute;tica em estudo. Assim, a primeira ronda procurou conhecer o n&iacute;vel de concord&acirc;ncia que os peritos atribu&iacute;am, relativamente aos diversos fatores de risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em ambiente dom&eacute;stico/ familiar em crian&ccedil;as at&eacute; aos 4 anos, assim como averiguar a necessidade de ser acrescentado algum outro fator de risco. Na primeira ronda do painel de peritos solicitou-se ao grupo que avaliasse a concord&acirc;ncia dos diferentes itens inclu&iacute;dos no question&aacute;rio, numa escala de Likert de quatro pontos que variava entre o muito em desacordo e o muito em acordo. Os dados resultantes da aplica&ccedil;&atilde;o da escala foram trabalhados tendo em conta os crit&eacute;rios de concord&acirc;ncia previamente definidos (<a href="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a06t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Foram, ent&atilde;o, aplicados os crit&eacute;rios anteriormente referidos a cada um dos 75 itens que integravam o primeiro question&aacute;rio do painel Delphi e analisados os resultados de modo a ser poss&iacute;vel sintetiza-los, devolv&ecirc;-los aos peritos e manter a continuidade do processo atrav&eacute;s de rondas consecutivas at&eacute; obter-se a concord&acirc;ncia relativa a todos os itens.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira ronda do painel de peritos decorreu no m&ecirc;s de junho de 2011 e contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 15 peritos, o que corresponde a uma taxa de resposta de 62,5%, relativamente ao total de peritos que aceitaram previamente integrar o grupo de especialistas. Dos 15 peritos respondentes ao primeiro question&aacute;rio, treze eram profissionais na &aacute;rea de estudo e dois eram cuidadores de crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos. Em rela&ccedil;&atilde;o aos 13 peritos da &aacute;rea que participaram na primeira ronda, 12 eram do g&eacute;nero feminino (92%). A m&eacute;dia das idades foi de 43 anos (m&iacute;nimo de 27 anos e m&aacute;ximo de 58 anos) e a experi&ecirc;ncia profissional m&eacute;dia foi de 22 anos, dos quais, em m&eacute;dia, 14 anos s&atilde;o na &aacute;rea da sa&uacute;de infantil e pedi&aacute;trica. Quanto &agrave; categoria profissional, um perito era professor catedr&aacute;tico, cinco eram docentes de enfermagem, outros cinco eram enfermeiros e dois eram m&eacute;dicos. Tendo em conta as habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e profissionais, o grupo era bastante qualificado, com mais de 92% dos profissionais com habilita&ccedil;&otilde;es de n&iacute;vel superior ou igual aos estudos p&oacute;s-graduados, 15% dos quais doutorados. Cerca de 62% dos peritos na &aacute;rea de estudo afirmaram ter trabalhos realizados na &aacute;rea em que se insere o nosso estudo. No que respeita aos cuidadores de crian&ccedil;as, um era do g&eacute;nero feminino e o outro de g&eacute;nero masculino; ambos eram licenciados e tinham filhos com idades at&eacute; aos quatro anos de idade.</p>     <p>De acordo com os resultados obtidos, cerca de 65% dos itens obtiveram concord&acirc;ncia logo na primeira ronda, a maioria dos quais obteve concord&acirc;ncia elevada, ficando 35% dos itens por atingir concord&acirc;ncia nas fases subsequentes. Todos os itens que envolveram a rela&ccedil;&atilde;o entre a idade da crian&ccedil;a e o risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional, assim como o tipo de supervis&atilde;o, a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o entre a crian&ccedil;a e o cuidador e grande parte dos comportamentos de risco, obtiveram percentagens de concord&acirc;ncia que lhes permitiram a inclus&atilde;o direta no instrumento de medi&ccedil;&atilde;o de risco. Os itens que n&atilde;o obtiveram concord&acirc;ncia na primeira ronda s&atilde;o os descritos na <a href="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a06t2.jpg">Tabela 2</a>.</p>     
<p>A segunda ronda do painel de peritos visou encontrar a concord&acirc;ncia dos itens que n&atilde;o o obtiveram na primeira ronda e, simultaneamente, iniciar a organiza&ccedil;&atilde;o dos itens consensualizados na ronda anterior. Assim, foram utilizados os crit&eacute;rios de consenso referidos na <a href="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a06t2.jpg">Tabela 2</a> e analisados os dados separadamente, distinguindo os itens cuja concord&acirc;ncia ainda n&atilde;o tinha sido alcan&ccedil;ado e, numa outra parte, os itens que tinham recebido o concord&acirc;ncia dos peritos. Para este &uacute;ltimo grupo, codificou-se a pontua&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da pelos peritos e as respostas foram priorizadas, para que a atribui&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica refletisse a contribui&ccedil;&atilde;o relativa a cada alternativa de resposta e item para o risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em ambiente dom&eacute;stico/ familiar, em crian&ccedil;as at&eacute; aos 4 anos.</p>     
<p>Nesta ronda, que decorreu na segunda quinzena do m&ecirc;s de julho de 2011, participaram 23 peritos (cerca de 96% de ades&atilde;o), dos quais 17 eram profissionais peritos na &aacute;rea problem&aacute;tica e os restantes 6 cuidadores de crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos.</p>     <p>Em continuidade com o anteriormente referido, optou-se por apresentar os resultados por dimens&atilde;o, uma vez que mais de 90% dos peritos concordaram com esta forma de organiza&ccedil;&atilde;o dos itens. A <a href="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a06t3.jpg">Tabela 3</a> integra os itens que obtiveram concord&acirc;ncia por parte dos especialistas.</p>     
<p>Como j&aacute; referido, numa fase seguinte foi solicitado aos peritos que posicionassem cada uma das dimens&otilde;es, relativamente ao n&iacute;vel de prioridade. De acordo com os peritos, a dimens&atilde;o com menor relev&acirc;ncia foi a relativa ao ambiente e a dos comportamentos de risco foi a que obteve maior aten&ccedil;&atilde;o por parte dos especialistas. As dimens&otilde;es referentes &agrave; crian&ccedil;a e aos cuidadores principais/ fam&iacute;lia obtiveram resultados similares, e discretamente abaixo, em termos de prioridade, &agrave; dimens&atilde;o dos comportamentos de risco.</p>     <p>A terceira ronda do painel Delphi decorreu na segunda quinzena do m&ecirc;s de setembro de 2011 e objetivou a avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de concord&acirc;ncia dos peritos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; compreens&atilde;o e clareza das quest&otilde;es, bem como ao crit&eacute;rio e cota&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da a cada um dos itens, tendo em conta as respostas dos peritos nas duas rondas. Nesta ronda a ades&atilde;o foi de cerca de 80% dos participantes, tendo respondido ao question&aacute;rio 19 peritos, entre cuidadores de crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos e profissionais peritos na &aacute;rea problem&aacute;tica.</p>     <p>No que respeita &agrave; dimens&atilde;o crian&ccedil;a, todos os itens obtiveram entre 89 a 100% de concord&acirc;ncia relativamente &agrave; clareza e compreens&atilde;o. De facto, a grande maioria dos itens obteve n&iacute;veis de concord&acirc;ncia iguais ou superiores a 95%, indicativos de que cada item estava escrito corretamente, n&atilde;o sendo gerador de dificuldades de compreens&atilde;o. Relativamente aos crit&eacute;rios e cota&ccedil;&otilde;es integradas em cada item, os valores de concord&acirc;ncia em pleno (<i>score</i> 1 = adequado) variaram entre os 79 e os 100%. O item que obteve o valor mais baixo de concord&acirc;ncia (79%) estava relacionado com o risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em fun&ccedil;&atilde;o da idade da crian&ccedil;a, tendo em conta os intervalos et&aacute;rios escolhidos.</p>     <p>Relativamente &agrave; dimens&atilde;o cuidador principal/ fam&iacute;lia, no que respeita &agrave; clareza e compreens&atilde;o das quest&otilde;es, as respostas variaram entre os 74% e os 100% real&ccedil;ando a clareza dos itens, sendo que o item com cerca de 74% foi o que avaliava o contexto socioecon&oacute;mico e cultural.</p>     <p>Relativamente &agrave; dimens&atilde;o comportamentos de risco, todos os itens receberam classifica&ccedil;&otilde;es superiores a 95% na cota&ccedil;&atilde;o, o que descreve os itens como claros e compreens&iacute;veis. A exce&ccedil;&atilde;o a esta classifica&ccedil;&atilde;o foi o item relativo &agrave; queda. De acordo com os coment&aacute;rios dos peritos, a dificuldade sentida foi relativa &agrave; compreens&atilde;o da designa&ccedil;&atilde;o sistemas de reten&ccedil;&atilde;o, o que foi posteriormente tido em considera&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, na dimens&atilde;o ambiente, a clareza e compreens&atilde;o dos itens foi inequ&iacute;voca, sempre com classifica&ccedil;&otilde;es superiores a 89%, no <i>score</i> 1, tendo sido apenas sugerido clarificar a designa&ccedil;&atilde;o sistemas de prote&ccedil;&atilde;o, por ser um conceito muito abrangente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A opini&atilde;o dos especialistas conduziu &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da representa&ccedil;&atilde;o inicial do conceito de les&otilde;es n&atilde;o intencionais na inf&acirc;ncia (<a href="#f1">Figura 1</a>), da multiplicidade de fatores envolvidos e das diferentes dimens&otilde;es que encontram-se interligadas, como mostra a <a href="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a06f3.jpg">Figura 3</a>.</p>     
<p>Realizando uma an&aacute;lise comparativa entre as figuras que retratam os fatores que influenciam o risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional na crian&ccedil;a encontrados na revis&atilde;o de literatura (<a href="#f1">Figura 1</a>) e os fatores resultantes do Painel Delphi (<a href="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a06f3.jpg">Figura 3</a>), releva-se que mantiveram-se as quatro dimens&otilde;es seguintes: crian&ccedil;a, cuidador principal/ fam&iacute;lia, comportamentos de risco e ambiente. Desta forma, o Painel Delphi contribuiu para especificar melhor cada um dos itens que integram cada dimens&atilde;o, bem como para clarificar conceitos complexos.</p>     
<p>Ainda que a problem&aacute;tica das les&otilde;es deva ser vista, analisada e compreendida como um fen&oacute;meno multidimensional, optou-se por analisar e discutir os dados resultantes do painel de peritos por dimens&atilde;o, de modo a facilitar a compreens&atilde;o dos mesmos.</p>     <p>Assim, no que diz respeito &agrave; dimens&atilde;o crian&ccedil;a, ficou clara a opini&atilde;o dos especialistas relativamente &agrave; influ&ecirc;ncia da idade e desenvolvimento da crian&ccedil;a e a ocorr&ecirc;ncia de les&atilde;o. Estas duas vari&aacute;veis, idade e desenvolvimento, caminham juntas na procura pela explica&ccedil;&atilde;o da sua influ&ecirc;ncia nas les&otilde;es n&atilde;o intencionais. Releve-se que at&eacute; aos quatro anos s&atilde;o muitas as altera&ccedil;&otilde;es na crian&ccedil;a, a m&uacute;ltiplos n&iacute;veis, o que as coloca, por vezes, em situa&ccedil;&atilde;o de risco, pois as crian&ccedil;as primariamente aprendem a manusear os objetos ou interagem com o ambiente tendo em conta as respostas que os mesmos lhes v&atilde;o oferecendo, pelo que se constitui como importante o acompanhamento e supervis&atilde;o dos cuidadores (Cordovil, 2010; Morrongiello, Schmidt, & Schell, 2010).</p>     <p>Ficou tamb&eacute;m evidente a import&acirc;ncia que os peritos atribuem a condi&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; pr&oacute;pria crian&ccedil;a. De acordo com eles, crian&ccedil;as com algum tipo de incapacidade, epilepsia ou transtorno de d&eacute;fice de aten&ccedil;&atilde;o/ hiperatividade, s&atilde;o mais propensas a les&otilde;es comparativamente a crian&ccedil;as que n&atilde;o apresentam estas condi&ccedil;&otilde;es. No que diz respeito &agrave; presen&ccedil;a de epilepsia na crian&ccedil;a, a literatura refere que de facto esta condi&ccedil;&atilde;o aumenta a probabilidade de les&otilde;es n&atilde;o intencionais, nomeadamente atrav&eacute;s do mecanismo de les&atilde;o afogamento (Brenner, Saluja, & Smith, 2003).</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre a presen&ccedil;a de transtorno de d&eacute;fice de aten&ccedil;&atilde;o/ hiperatividade e a ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es, ainda que pouco estudada na literatura, tem vindo a demonstrar que crian&ccedil;as com este tipo de transtorno t&ecirc;m mais comportamentos de risco relativamente &agrave;s restantes crian&ccedil;as (Garzon, Huang, & Todd, 2008).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o cuidador principal/ fam&iacute;lia, a an&aacute;lise das respostas verificou a presen&ccedil;a de consenso perfeito relativamente ao tipo de supervis&atilde;o. De facto, tratando-se de crian&ccedil;as com idades at&eacute; aos quatro anos, com elevado grau de depend&ecirc;ncia dos seus cuidadores, a responsabilidade atribu&iacute;da aos cuidadores &eacute; grande. Deste modo, quando os cuidadores n&atilde;o supervisionam ou fazem-no de uma forma inadequada, o risco de ocorr&ecirc;ncia de les&atilde;o n&atilde;o intencional aumenta, o que de resto &eacute; bastante evidenciado pela literatura contempor&acirc;nea j&aacute; referida anteriormente. Os cuidadores dever&atilde;o, igualmente, atuar em sintonia com o comportamento da crian&ccedil;a, o que o permitir&aacute; modelar e adequar, em parte, o tipo de supervis&atilde;o necess&aacute;rio e ajustado &agrave; crian&ccedil;a de quem cuidam (Morrongiello, Klemencic, & Corbett, 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A idade materna aquando o nascimento da crian&ccedil;a constituiu outro fator relevante; segundo os especialistas, h&aacute; concord&acirc;ncia em que as crian&ccedil;as filhas de m&atilde;es adolescentes terem maior risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional. O consumo frequente de &aacute;lcool e outras subst&acirc;ncias pelo cuidador foram igualmente associados a um maior risco de les&atilde;o na inf&acirc;ncia.</p>     <p>Da an&aacute;lise resultou a clarifica&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia de algumas caracter&iacute;sticas socioecon&oacute;micas na problem&aacute;tica das les&otilde;es como referimos anteriormente no enquadramento te&oacute;rico (Chaudhari, Srivastava, Moitra, & Desai, 2009; Mirkazemi & Kar, 2009; Atak, Karaoglu, Korkmaz, & Usub&uuml;t&uuml;n, 2010). As habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos cuidadores, o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e a resid&ecirc;ncia numa &aacute;rea desfavor&aacute;vel, tendo em conta a opini&atilde;o dos peritos, afetam o risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional, colocando em maior risco as crian&ccedil;as que prov&eacute;m de fam&iacute;lias com menores habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, de n&iacute;veis socioecon&oacute;micos mais baixos e que residem em &aacute;reas mais desfavor&aacute;veis.</p>     <p>No que respeita &agrave; dimens&atilde;o comportamentos de risco, constatou-se que os comportamentos de risco n&atilde;o levantaram grandes quest&otilde;es aos peritos, provavelmente por serem mais conhecidos e fazerem parte de algumas a&ccedil;&otilde;es e campanhas medi&aacute;ticas relativas &agrave; tem&aacute;tica da preven&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es. A rela&ccedil;&atilde;o entre a incapacidade de perce&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de riscos presentes no ambiente, por parte dos cuidadores, e a maior propens&atilde;o ao risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional nas crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos, foi clara de acordo com os especialistas. Esta an&aacute;lise vai ao encontro de outros autores que referem que durante o “processo de descobrir o mundo, a crian&ccedil;a envolve-se, por vezes, em situa&ccedil;&otilde;es de risco” (Cordovil, 2010, p. 20). Por&eacute;m, nomeadamente nas idades em que a maioria dos ambientes s&atilde;o selecionados e geridos pelos adultos, &eacute; fundamental conhecer a perce&ccedil;&atilde;o de risco que os cuidadores t&ecirc;m relativamente a determinado ambiente, o que nos transporta, posteriormente, para a necessidade dos profissionais de sa&uacute;de trabalharem com os pais em que medida poder&atilde;o acautelar o ambiente, otimizando a sua seguran&ccedil;a, mas n&atilde;o lhe retirando os est&iacute;mulos, nem inibindo a curiosidade e atividade, caracter&iacute;sticas importantes da crian&ccedil;a.</p>     <p>Por fim, no que respeita &agrave; dimens&atilde;o ambiente, o espa&ccedil;o casa e a forma como o mesmo se encontra organizado, assim como a adequa&ccedil;&atilde;o dos sistemas de prote&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos riscos presentes no mesmo, constitu&iacute;ram as principais causas de ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es n&atilde;o intencionais na opini&atilde;o dos especialistas.</p>     <p>Ainda que, habitualmente, se considere a casa como um local seguro (Sikron, Giveon, Aharonson-Daniel, & Peleq, 2004), a mesma constitui o cen&aacute;rio mais frequente de les&otilde;es n&atilde;o intencionais nas crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos de idade. De facto, em todas as habita&ccedil;&otilde;es existem riscos para as crian&ccedil;as, j&aacute; que diversos fatores do ambiente f&iacute;sico, assim como variados equipamentos presentes no mesmo, t&ecirc;m sido relacionados com as les&otilde;es na inf&acirc;ncia (Munro, Van Niekerk, & Seedat, 2006). Outra caracter&iacute;stica relativa &agrave; ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es na inf&acirc;ncia deve-se ao facto de que para al&eacute;m do ambiente, tamb&eacute;m neste caso a crian&ccedil;a est&aacute; em constante mudan&ccedil;a, tendo por base o seu desenvolvimento.</p>     <p>Compete tamb&eacute;m para a problem&aacute;tica em estudo, o facto de existirem situa&ccedil;&otilde;es decorrentes da les&atilde;o que s&atilde;o, de alguma forma, facilitadas pelas caracter&iacute;sticas comuns &agrave;s crian&ccedil;as, de acordo com a sua etapa de desenvolvimento, para al&eacute;m dos comportamentos, por vezes inadequados, que se observam nos seus cuidadores (Souza, Rodrigues, & Barroso, 2000).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O painel Delphi teve como objetivo reunir o consenso de peritos acerca dos fatores que de acordo com a opini&atilde;o e conhecimento dos especialistas influenciam o risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em ambiente dom&eacute;stico/ familiar em crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos. A escolha inicial dos fatores foi elaborada a partir dos resultados da literatura acerca da problem&aacute;tica e, a partir da&iacute; procedeu-se &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o dos fatores de risco em quatro dimens&otilde;es: crian&ccedil;a, cuidador principal/ fam&iacute;lia, comportamentos de risco e ambiente, organiza&ccedil;&atilde;o que contou com a concord&acirc;ncia dos peritos. A partir desses fatores de risco iniciais e de outros acrescentados pelos peritos, foram sendo analisadas as percentagens de concord&acirc;ncia de inclus&atilde;o ou exclus&atilde;o de cada um dos fatores de risco at&eacute; se obter consenso, o que foi conseguido ao fim de tr&ecirc;s rondas.</p>     <p>Pese embora o contributo do estudo descrito, existem algumas limita&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; metodologia utilizada, para as quais procuraram-se estrat&eacute;gias para minimizar os seus efeitos. Uma das limita&ccedil;&otilde;es refere-se &agrave; composi&ccedil;&atilde;o dos elementos que constitu&iacute;ram o painel de especialistas, a qual pode n&atilde;o ser representativa, dado que os resultados refletem a sua opini&atilde;o. Para al&eacute;m desta limita&ccedil;&atilde;o, considera-se que a metodologia adotada, tendo como objetivo alcan&ccedil;ar o consenso, pode conduzir &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o de posi&ccedil;&otilde;es extremas, mediante os crit&eacute;rios de consenso previamente estabelecidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por&eacute;m, o rigor na escolha dos elementos que compuseram o painel de peritos e a confronta&ccedil;&atilde;o dos resultados que iam sendo gerados com os resultados da revis&atilde;o de literatura previamente realizada, foram garantindo a correta prossecu&ccedil;&atilde;o do painel Delphi.</p>     <p>Com este estudo surgem, assim, potenciais campos de investiga&ccedil;&atilde;o, na medida em que os fatores resultantes do painel poder&atilde;o ser contemplados na constru&ccedil;&atilde;o de um instrumento de medi&ccedil;&atilde;o de risco de les&atilde;o n&atilde;o intencional em ambiente dom&eacute;stico/ familiar em crian&ccedil;as at&eacute; aos quatro anos e contribuir para a melhor compreens&atilde;o desta problem&aacute;tica, no sentido de serem implementadas estrat&eacute;gias eficazes na redu&ccedil;&atilde;o do impacto e incid&ecirc;ncia das les&otilde;es n&atilde;o intencionais durante a inf&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Atak, N., Karaoglu, L., Korkmaz, Y., & Usub&uuml;t&uuml;n, S. (2010). A household survey: Unintentional injury frequency and related factors among children under five years in Malatya. The Turkish Journal of Pediatrics, 52 (3), 285-293.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0874-0283201400010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brenner, R., Saluja, G., & Smith, G. (2003). Swimming lessons, swimming ability, and the risk of drowning. Injury Control and Safety Promotion, 10 (4), 211-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0874-0283201400010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chaudhari, V., Srivastava, R., Moitra, M., & Desai, V. (2009). Risk of domestic accidents among under five children. The Internet Journal of Family Practice, 7 (1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0874-0283201400010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Causas Externas de Les&otilde;es (CICEL): Vers&atilde;o 1.2 (2004). Publicado para o Grupo de Coordena&ccedil;&atilde;o e Manuten&ccedil;&atilde;o da CICEL. Amsterdam, The Netherlands: Consumer Safety Institute. Adelaide, Australia: AIHW National Injury Surveillance Unit Flinders University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0874-0283201400010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cordovil, R. (2010). Environment perception and child safety (Tese de Doutoramento). Faculdade de Motricidade Humana, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0874-0283201400010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fink, A., Kosecoff, J., Chassin, M., & Brook, R. H. (1984). Consensus methods: Characteristics and guidelines for use. American Journal of Public Health, 74 (9), 979-983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0874-0283201400010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garzon, D. L., Huang, H., & Todd, R. D. (2008). Do attention deficit hyperactivity disorder and oppositional defiant disorder influence preschool unintentional injury risk? Archives of Psychiatric Nursing, 22 (5), 288-296.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0874-0283201400010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MirkazemI, R., & Kar, A. (2009). Injury-related unsafe behavior among households from different socioeconomic strata in pune city. Indian Journal of Community Medicine, 34 (4), 301-305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0874-0283201400010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mohan, D., & Tiwari, G. (2000). Injury prevention and control. London, England: Taylor & Francis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0874-0283201400010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morrongiello, B., Klemencic, N., & Corbett, M. (2008). Interactions between child behavior patterns and parent supervision: Implications for children’s risk of unintentional injury. Child Development, 79 (3), 627-638.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0874-0283201400010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morrongiello, B., Schmidt, S., & Schell, S. (2010). Sibling supervision and young children’s risk of injury: A comparison of mothers’ and older siblings’ reactions to risk taking by a younger child in the family. Social Science and Medicine, 71 (5), 958-965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0874-0283201400010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Munro, S. A., Van Niekerk, A., & Seedat, M. (2006). Childhood unintentional injuries: The perceived impact of the environment, lack of supervision and child characteristics. Child: Care, Health & Development, 32 (3), 269-279.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0874-0283201400010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nunes, L. (2010). Do perito e do conhecimento em enfermagem: Uma explora&ccedil;&atilde;o da natureza e atributos dos peritos e dos processos de conhecimento em enfermagem. Percursos, 17, 3-13. Retirado de <a href="http://web.ess.ips.pt/Percursos/pdfs/Percursos_n17.pdf" target="_blank">http://web.ess.ips.pt/Percursos/pdfs/Percursos_n17.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0874-0283201400010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sikron, F., Giveon, A., Aharonson-Daniel, L., & Peleq, K. (2004). My home is my castle! Or is it? Hospitalizations following Home Injury in Israel, 1997-2001. 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