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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo do ponto de corte da Escala de Quedas de Morse (MFS)]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Estudio del punto de corte de la Escala de Caídas de Morse (MFS)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Theoretical framework: The Morse Fall Scale (MFS) is a scale for assessing fall risk. It is designed for adults and widely used in Portugal. The scale should be calibrated for each particular setting so that fall prevention strategies are targeted to patients most at risk. Objective: To analyse the cut-off point of the scale that best distinguishes between people with and without fall risk in a hospital inpatient setting. Methodology: The receiver operator curve (ROC) was used to determine the optimal cut-off point. The predictive validity of the MFS was assessed through sensitivity and specificity, positive and negative predictive values, the ROC area under the curve (AUC) and also the Youden Index. Results: The cut-off point of 45 was identified as the optimal cut-off value, where 78% of the participants were identified as true positives and 22% as false negatives. It presented an OR of 3.8 (95%CI=2.17-6.51). Conclusion: The MFS is a good instrument for identifying patients with high fall risk in hospital settings, particularly in medical and surgical, long-term and palliative care inpatient wards.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Marco contextual: la Escala de Caídas de Morse (MFS) es una escala para evaluar el riesgo de caídas, diseñada para adultos y ampliamente utilizada en Portugal. La escala debe ser calibrada para cada contexto, con el fin de que las estrategias de prevención se dirijan a los pacientes que están en mayor riesgo. Objetivo: identificar el punto de corte de la escala que mejor discrimine a las personas que no tienen riesgo de caída de las que sí lo tienen cuando están internas en un contexto hospitalario. Metodología: para determinar el mejor punto de corte, se utilizó la curva del receptor operador (ROC). La validez predictiva de la MFS se evaluó por medio de la sensibilidad y la especificidad, del valor predictivo positivo y negativo, del área bajo la curva (AUC) de ROC y también a través del Índice de Youden. Resultados: el punto de corte de 45 fue identificado como el mejor punto de corte, en el que se identifica el 78 % de los participantes como verdaderos positivos y el 22 % como falsos negativos, y tiene un OR de 3,8 (IC95%=2,17-6,51). Conclusión: la MFS es un buen instrumento para identificar pacientes con alto riesgo de caídas en el ámbito hospitalario, sobre todo en pacientes hospitalizados en servicios médicos y quirúrgicos, así como de cuidados continuos y paliativos.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[acidentes por quedas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estudo do ponto de corte da Escala de Quedas de Morse (MFS)</b></p>     <p><b>Study of the cut-off point of the Morse Fall Scale (MFS)</b></p>     <p><b>Estudio del punto de corte de la Escala de Ca&iacute;das de Morse (MFS)</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Jos&eacute; Martins da Costa-Dias</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>; <b>Teresa Martins</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a>; <b>F&aacute;tima Ara&uacute;jo</b><a href="#a3">***</a><a name="topa3"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Enfermeira Especialista em Sa&uacute;de Infantil e Pedi&aacute;trica. Aluna do Doutoramento em Enfermagem do Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. Morada: Avenida Lus&iacute;ada, 100, 1500-650 Lisboa, Portugal [<a href="mailto:cdias@hospitaldaluz.pt" target="_blank">cdias@hospitaldaluz.pt</a>].</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> Professora Coordenadora, Escola Superior de Enfermagem do Porto. Doutora em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, 4200-072 Porto, Portugal[<a href="mailto:teresam@esenf.pt" target="_blank">teresam@esenf.pt</a>].</p>     <p><a href="#topa3">***</a><a name="a3"></a> Professora Adjunta. Doutora em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4200-072 Porto, Portugal[<a href="mailto:araujo@esenf.pt" target="_blank">araujo@esenf.pt</a>].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p><b>Enquadramento</b>: A Escala de Quedas de Morse (MFS) &eacute; uma escala de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda, desenhada para adultos e amplamente utilizada no nosso pa&iacute;s. A escala deve ser calibrada para cada contexto para que as estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o sejam dirigidas aos doentes que est&atilde;o em maior risco.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Analisar o ponto de corte da escala que melhor discrimine as pessoas sem risco das com risco de queda quando internadas em contexto hospitalar.</p>     <p><b>Metodologia</b>: Foi utilizada para definir o melhor ponto de corte a <i>receiver operator curve (ROC)</i>. A validade preditiva da MFS foi avaliada atrav&eacute;s da sensibilidade e especificidade, do valor preditivo positivo e negativo, da &aacute;rea abaixo da curva (<i>AUC</i>) de <i>ROC</i> e ainda atrav&eacute;s do &Iacute;ndice de <i>Youden</i>.</p>     <p><b>Resultados</b>: O ponto de corte 45 foi identificado como o melhor ponto de corte, no qual 78% dos participantes s&atilde;o identificados como verdadeiros positivos e 22% como falsos negativos e apresenta um <i>OR</i> de 3,8 (<i>IC</i>95%=2,17-6,51).</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b>: A MFS revela ser um bom instrumento para identificar doentes com alto risco de queda, em contexto hospitalar, particularmente em internamentos m&eacute;dico-cir&uacute;rgicos, de cuidados continuados e paliativos.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: acidentes por quedas; controle do risco; servi&ccedil;os hospitalares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Theoretical framework</b>: The Morse Fall Scale (MFS) is a scale for assessing fall risk. It is designed for adults and widely used in Portugal. The scale should be calibrated for each particular setting so that fall prevention strategies are targeted to patients most at risk.</p>     <p><b>Objective</b>: To analyse the cut-off point of the scale that best distinguishes between people with and without fall risk in a hospital inpatient setting.</p>     <p><b>Methodology</b>: The receiver operator curve (ROC) was used to determine the optimal cut-off point. The predictive validity of the MFS was assessed through sensitivity and specificity, positive and negative predictive values, the ROC area under the curve (AUC) and also the Youden Index.</p>     <p><b>Results</b>: The cut-off point of 45 was identified as the optimal cut-off value, where 78% of the participants were identified as true positives and 22% as false negatives. It presented an <i>OR</i> of 3.8 (95%<i>CI</i>=2.17-6.51).&nbsp;</p>     <p><b>Conclusion</b>: The MFS is a good instrument for identifying patients with high fall risk in hospital settings, particularly in medical and surgical, long-term and palliative care inpatient wards.</p>     <p><b>Keywords</b>: accidental falls; risk management; hospital services.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p><b>Marco contextual</b>: la Escala de Ca&iacute;das de Morse (MFS) es una escala para evaluar el riesgo de ca&iacute;das, dise&ntilde;ada para adultos y ampliamente utilizada en Portugal. La escala debe ser calibrada para cada contexto, con el fin de que las estrategias de prevenci&oacute;n se dirijan a los pacientes que est&aacute;n en mayor riesgo.</p>     <p><b>Objetivo</b>: identificar el punto de corte de la escala que mejor discrimine a las personas que no tienen riesgo de ca&iacute;da de las que s&iacute; lo tienen cuando est&aacute;n internas en un contexto hospitalario.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodolog&iacute;a</b>: para determinar el mejor punto de corte, se utiliz&oacute; la curva del receptor operador (ROC). La validez predictiva de la MFS se evalu&oacute; por medio de la sensibilidad y la especificidad, del valor predictivo positivo y negativo, del &aacute;rea bajo la curva (AUC) de ROC y tambi&eacute;n a trav&eacute;s del &Iacute;ndice de Youden.</p>     <p><b>Resultados</b>: el punto de corte de 45 fue identificado como el mejor punto de corte, en el que se identifica el 78 % de los participantes como verdaderos positivos y el 22 % como falsos negativos, y tiene un OR de 3,8 (IC95%=2,17-6,51).</p>     <p><b>Conclusi&oacute;n</b>: la MFS es un buen instrumento para identificar pacientes con alto riesgo de ca&iacute;das en el &aacute;mbito hospitalario, sobre todo en pacientes hospitalizados en servicios m&eacute;dicos y quir&uacute;rgicos, as&iacute; como de cuidados continuos y paliativos.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: accidentes por ca&iacute;das; control de riesgo; servicios hospitalarios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As escalas de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda s&atilde;o ferramentas que atribuem um valor num&eacute;rico a diversos fatores de risco. Estes s&atilde;o somados de forma a predizerem se o doente tem ou n&atilde;o risco de queda.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da validade preditiva das escalas (Morse, 2009) permite identificar se as mesmas servem o seu prop&oacute;sito, isto &eacute;, se descriminam suficientemente bem entre potenciais doentes com risco de queda e doentes sem risco, numa popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica (Oliver, Healey, & Haines, 2010). A <i>Morse Fall Scale</i> (MFS) &eacute; uma das escalas mais utilizada, tendo em considera&ccedil;&atilde;o o seu extenso desenvolvimento e estudos comparativos em popula&ccedil;&otilde;es de doentes internados em diferentes hospitais (Schwendimann, De Geest, & Milisen, 2006).</p>     <p>Uma escala de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda, ali&aacute;s como qualquer outro instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o necessita de ser submetido a um processo de adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica e validado para a l&iacute;ngua portuguesa, se o desejamos utilizar nos nossos contextos (Almeida, Abreu, & Mendes, 2010). Idealmente as escalas devem ser calibradas para cada unidade, para que as estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o sejam dirigidas aos doentes que est&atilde;o mais em risco, ou seja, os pontos de corte ou os valores que fazem a separa&ccedil;&atilde;o entre um doente sem e com risco de queda, podem ser diferentes dependendo se est&aacute; a ser utilizada a escala num hospital de doentes agudos ou num hospital de doentes cr&oacute;nicos. Mesmo dentro da mesma organiza&ccedil;&atilde;o a escala pode ter pontos de corte diferentes (Morse, 2009). O risco de queda varia em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de doente, assim como em diferentes momentos do dia e nas diferentes situa&ccedil;&otilde;es do doente (Morse, 2009). Os pontos de corte definidos pela autora da escala situam-se no intervalo entre 25 e 55 pontos, sugerindo que o ponto de corte para alto risco de queda num hospital de doentes agudos, ou numa unidade de doentes cir&uacute;rgicos onde poucos doentes ter&atilde;o um risco de queda alto, seja colocado no <i>score</i> 25. Pelo contr&aacute;rio nos hospitais ou nas unidades destinadas a doentes cr&oacute;nicos ou unidade de doentes com patologia cerebrovascular, a autora sugere que o <i>score</i> de alto risco seja aferido para o <i>score</i> 45. Morse (2009) alerta tamb&eacute;m que o ponto de corte da escala n&atilde;o deve situar-se acima dos 55 pontos. Este valor foi identificado por Schwendimann et al. (2006) num estudo de coorte prospetivo efetuado num hospital de doentes agudos em dois internamentos de medicina, como o ponto de corte mais ajustado aos doentes internados nos servi&ccedil;os referidos.</p>     <p>O melhor m&eacute;todo para definir o ponto de corte de acordo com Morse (2009) &eacute; avaliar o risco a todos os doentes internados num determinado servi&ccedil;o e analisar a distribui&ccedil;&atilde;o do risco, obtendo os valores da sensibilidade (verdadeiros positivos, ou a propor&ccedil;&atilde;o de participantes com queda corretamente classificados com alto risco) e especificidade (verdadeiros negativos, ou a propor&ccedil;&atilde;o de participantes sem quedas corretamente classificados sem risco ou com baixo risco) da escala, assim como os valores preditivos positivos (probabilidade de uma pessoa com avalia&ccedil;&atilde;o de risco cair) e negativos (probabilidade de uma pessoa com avalia&ccedil;&atilde;o sem risco n&atilde;o cair).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo deste estudo foi analisar, para os servi&ccedil;os de internamento de adultos de um hospital da zona da grande Lisboa de doentes agudos, o ponto de corte da MFS, mais ajustado &agrave; sua popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fundamenta&ccedil;&atilde;o Te&oacute;rica</b></p>     <p>O acidente queda do doente &eacute; definido por Lamb, Jorstad-Stein, Hauer, e Becker, (2005) como um incidente em que a pessoa s&uacute;bita e involuntariamente desce at&eacute; ao n&iacute;vel do ch&atilde;o ou a um n&iacute;vel mais baixo. As quedas est&atilde;o na base do maior n&uacute;mero de danos n&atilde;o fatais nos hospitais de doentes agudos (Perell, Nelson, Goldman, Prieto-Lewis, & Rubenstein, 2001), afetando maioritariamente os idosos (Oliver, 2007), sendo um evento adverso que &eacute; preven&iacute;vel. Escalas simples de avalia&ccedil;&atilde;o de risco podem predizer at&eacute; 70% das quedas (Oliver, Daly, Martin, & McMurdo, 2004). A primeira etapa de qualquer programa de interven&ccedil;&atilde;o de quedas &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o do risco, o enfermeiro deve utilizar instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o adequados para identificar riscos reais e potenciais dos clientes que cuida, compet&ecirc;ncia definida a n&iacute;vel da gest&atilde;o de cuidados no dom&iacute;nio do ambiente seguro, pela Ordem dos Enfermeiros (2004). A Escala de Quedas de Morse (MFS) &eacute; uma das escalas mais divulgada e utilizada a n&iacute;vel nacional (Soares & Almeida, 2008), tendo sido demonstrada a sua validade preditiva, bem como a sua fiabilidade entre avaliadores (Morse, 2006; Morse, 2009).</p>     <p>A MFS &eacute; descrita pela sua autora como sendo um m&eacute;todo simples e r&aacute;pido de avaliar a probabilidade de um doente cair, tendo duas d&eacute;cadas de investiga&ccedil;&atilde;o. A escala foi desenvolvida em 1985 no Canad&aacute;, na Universidade de Alberta, por Janice Morse, para identificar os indiv&iacute;duos com risco de quedas (Morse, Morse, & Tylko, 1989).</p>     <p>A escala foi desenvolvida com base num estudo de 100 doentes que ca&iacute;ram e de 100 doentes que n&atilde;o ca&iacute;ram, selecionados de forma randomizada.</p>     <p>A escala integra seis itens de avalia&ccedil;&atilde;o e que s&atilde;o: (1) hist&oacute;ria anterior de queda; (2) exist&ecirc;ncia de um diagn&oacute;stico secund&aacute;rio; (3) apoio para caminhar; (4) terapia intravenosa; (5) postura no andar e na transfer&ecirc;ncia; (6) estado mental.</p>     <p>Os itens 1, 2, 4 e 6 s&atilde;o medidos numa escala dicot&oacute;mica N&atilde;o/Sim em que “N&atilde;o” toma sempre o valor zero e “Sim” o valor 15 (nos itens 2 e 6), 20 (no item 4) ou 25 (no item 1). O item 3 tem como respostas poss&iacute;veis “Nenhuma/ajuda de enfermeiro/acamado/cadeiras de rodas” (0), “Muletas/canadianas/bengala/andarilho” (15) ou “Apoia-se no mobili&aacute;rio para andar” (30). Por fim, o item 5 tem como respostas poss&iacute;veis “Normal/acamado/im&oacute;vel” (0), “Debilitado” (10) e “Dependente de ajuda” (20).</p>     <p>A pontua&ccedil;&atilde;o total da escala varia entre 0 e 125 e os indiv&iacute;duos s&atilde;o descriminados em fun&ccedil;&atilde;o do risco apresentado como: sem risco (0-24), baixo risco (25-50) e alto risco (&#8805;51).</p>     <p>No estudo original a sensibilidade da escala foi de 78%, o valor preditivo positivo foi de 10,3% e o valor preditivo negativo de 99,2% (Morse et al., 1989).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escala foi testada dois anos ap&oacute;s a sua constru&ccedil;&atilde;o, numa amostra de doentes idosos, em contexto hospitalar, tendo demonstrado especificidade de 51%, sensibilidade de 72%, valor preditivo positivo de 38%, valor preditivo negativo de 81%, e precis&atilde;o de 57% (Eagle, Salama, Whitman, & Evans, 1999).</p>     <p>Em 2006 o ponto de corte da MFS foi estudado por Schwendimann et al., para uma popula&ccedil;&atilde;o de 368 doentes, dos quais 60% eram do sexo feminino, com uma m&eacute;dia de et&aacute;ria de 70 anos (<i>DP</i>&plusmn;18,5), com internamentos superiores a 48 horas e com diferentes motivos m&eacute;dicos de internamento. Dos participantes deste estudo (47) tiveram 69 quedas. Os participantes com risco de queda variaram entre 89,4% para um ponto de corte 20, at&eacute; 20,7% para um ponto de corte de 70 pontos. De acordo com os diferentes pontos de corte deste estudo a sensibilidade da MFS variou entre 91,5% e 38,3%. A especificidade variou entre 81,7% e 10,9 %. O valor preditivo positivo entre 12,5% a 22,5% e o valor preditivo negativo entre 90,2% a 95,7%. Os falsos positivos ou os participantes com risco mas que n&atilde;o ca&iacute;ram variaram entre 87,5% para o ponto de corte 20 e 75,9% para o ponto de corte de 60.</p>     <p>Em 2011 foi criada a Vers&atilde;o Portuguesa da MFS e validada para a realidade Portuguesa numa amostra de 200 doentes, aguardando-se a sua publica&ccedil;&atilde;o. Como resultado desta valida&ccedil;&atilde;o foi criada uma vers&atilde;o sem&acirc;ntica e culturalmente equivalente &agrave; original, com uma boa fiabilidade e validade (rela&ccedil;&otilde;es significativas com a Escala de Coma de Glasgow e com o &Iacute;ndice de Barthel). A fiabilidade foi testada atrav&eacute;s do grau de concord&acirc;ncia das pontua&ccedil;&otilde;es fornecidas por tr&ecirc;s enfermeiros, independentemente. Este grau de concord&acirc;ncia variou de 0,62 a 0,96 e o correspondente coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o interclasse foi de 0,84, associado a um intervalo de confian&ccedil;a de [0,80; 0,88], pelo que existiu uma elevada concord&acirc;ncia entre os avaliadores na utiliza&ccedil;&atilde;o da escala.</p>     <p>Oliver (2007) refere que a avalia&ccedil;&atilde;o da validade preditiva de uma escala tem como componentes a sensibilidade, a especificidade, o valor preditivo positivo e negativo e a precis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Atrav&eacute;s de um estudo do tipo caso-controlo, foram inclu&iacute;dos 100 registos de incidente de queda dos 134 notificados durante o per&iacute;odo de 1 de janeiro a 31 de dezembro do ano de 2012, por cinco servi&ccedil;os de internamento de doentes adultos na &aacute;rea m&eacute;dico-cir&uacute;rgica e de cuidados continuados e paliativos, identificados como A, B, C, D e E. No ano em estudo registou-se uma incid&ecirc;ncia de 2,4 quedas por 1000 camas/dia. Os casos correspondem a registos de pessoas que sofreram o incidente queda no per&iacute;odo de internamento. Por cada caso foram selecionados, de forma aleat&oacute;ria, dois controlos emparelhados por idade e sexo entre os registos de indiv&iacute;duos adultos internados no mesmo per&iacute;odo e sem registo de quedas no internamento.</p>     <p>Os dados foram introduzidos em base de dados elaborada atrav&eacute;s do programa estat&iacute;stico SPSS&#174; –<i>Statistical Package for the Social Sciences</i> vers&atilde;o 18.0 para o Windows&#174;. Efetuou-se uma an&aacute;lise univariada dos dados com recurso a medidas de tend&ecirc;ncia central e de dispers&atilde;o, bem como an&aacute;lise bivariada com recurso a medidas de risco, nomeadamente o <i>odds ratio</i> (OR), com um intervalo de confian&ccedil;a de 95%.</p>     <p>As propriedades m&eacute;tricas da escala foram avaliadas atrav&eacute;s da sensibilidade e da especificidade da escala para v&aacute;rios pontos de corte poss&iacute;veis, atrav&eacute;s de pares de sensibilidade e especificidade para cada ponto de corte. Para definir o melhor ponto de corte foi utilizada a <i>receiver operator curve</i> (ROC), avaliada a efic&aacute;cia da MFS atrav&eacute;s da &aacute;rea abaixo da curva (AUC) ROC, da precis&atilde;o (ACC) e ainda atrav&eacute;s do &Iacute;ndice de <i>Youden</i> com intervalo de confian&ccedil;a de 95%. A AUC tem um intervalo entre 0,5 a 1,0, com os valores mais elevados a indicar maior ajuste. O &iacute;ndice de <i>Youden</i> (<i>J</i>) &eacute; igual &agrave; sensibilidade mais a especificidade menos um. O <i>J</i> tem uma varia&ccedil;&atilde;o entre 0 e 1, com os valores pr&oacute;ximos de 1 a indicar a precis&atilde;o perfeita e o valor 0 a precis&atilde;o obtida por mero acaso (Schisterman, Perkins, Liu, & Bondell, 2005).</p>     <p>Foram observados todos os requisitos &eacute;ticos de um trabalho desta natureza, tendo o estudo sido autorizado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para a Sa&uacute;de do hospital onde se realizou o estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os meses de maio (11) e janeiro (11) foram os meses com ocorr&ecirc;ncia de mais quedas. Contrariamente dezembro (4), fevereiro (6), abril (6) e agosto (6) mostraram ser os meses com menor n&uacute;mero de eventos de queda. A m&eacute;dia de quedas por m&ecirc;s foi de 8 (<i>DP</i>&plusmn;2,64), a moda foi de 6 e a mediana 9, com um valor m&iacute;nimo mensal de ocorr&ecirc;ncia de quedas de 4 e m&aacute;ximo de 13.</p>     <p>Registou-se um maior n&uacute;mero de quedas em participantes do sexo masculino (56%) que nos participantes do sexo feminino.</p>     <p>Atrav&eacute;s do <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a08t1">Tabela 1</a> pode ser feita a leitura das caracter&iacute;sticas dos participantes. A m&eacute;dia da idade dos participantes foi de 76 anos (<i>DP</i>&plusmn;11,13), a moda 75 anos, a mediana 77 anos e a idade m&iacute;nima de 26 anos e a m&aacute;xima de 94 anos. Dos participantes 34% (103) t&ecirc;m uma idade compreendida entre 70 aos 79 anos. Nos casos a idade m&eacute;dia foi de 76 anos (<i>DP</i>&plusmn;11,1), a moda &eacute; 79 anos e a mediana 77 anos, a idade m&iacute;nima de 28 anos e m&aacute;xima de 92 anos. A maior parte das ocorr&ecirc;ncias de quedas foram no servi&ccedil;o B com 42% (42) dos casos, correspondendo a um servi&ccedil;o de internamento de doentes com necessidade de convalescen&ccedil;a e reabilita&ccedil;&atilde;o, ou com doen&ccedil;a cr&oacute;nica incur&aacute;vel, progressiva e avan&ccedil;ada.</p>     
<p>Os casos foram internados em 37% (42) das situa&ccedil;&otilde;es por motivos m&eacute;dicos e em 26% (26) por necessidade de cuidados paliativos. Nos controlos o motivo de internamento foi em 34,5% (69) por motivos cir&uacute;rgicos e em 33,5% (67) por motivos m&eacute;dicos.</p>     <p>A doen&ccedil;a oncol&oacute;gica &eacute; diagn&oacute;stico principal em 27% (27) dos casos e em 13% (39) dos controlos.</p>     <p>Atrav&eacute;s da <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a08t2">Tabela 2</a> verificou-se que at&eacute; ao 6&ordm; dia de internamento houve um registo de ocorr&ecirc;ncia de queda de 57% e at&eacute; ao 15&ordm; dia de internamento, 72% das pessoas. Mais de metade dos participantes t&ecirc;m o evento de queda at&eacute; aos 4,5 dias ap&oacute;s o internamento, sendo que o maior registo absoluto deste incidente (moda) acontece nas primeiras 24 horas. Ainda de real&ccedil;ar que 11,0% (11) ca&iacute;ram ao 27&ordm; dia ou ap&oacute;s esta data.</p>     
<p>A avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda efetuada atrav&eacute;s da MFS pode ser lida na <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a08t3">Tabela 3</a> e informa a n&iacute;vel da sua primeira quest&atilde;o sobre hist&oacute;ria anterior de queda, que 31% (31) dos casos tinham hist&oacute;ria anterior de queda nos &uacute;ltimos 3 meses que antecederam o internamento, ou a queda foi o motivo de admiss&atilde;o de urg&ecirc;ncia hospitalar, assim como em 17% (34) dos controlos. Existe associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre ter quedas anteriores e o risco de queda (<i>X</i><sup>2</sup>=74,456;<i>gl</i>=2;<i>p</i>=0,000), sendo que 94% (61) das pessoas com quedas anteriores tinham alto risco de queda. Do total dos casos 92% (92) t&ecirc;m um diagn&oacute;stico secund&aacute;rio, assim como 80,5% (161) dos controlos.</p>     
<p>No que se refere &agrave; quest&atilde;o sobre necessidade de ajuda para caminhar, verificou-se que 42% (42) dos casos podiam andar sem qualquer ajuda, ou s&atilde;o apenas assistidos por um enfermeiro, andavam de cadeira de rodas, ou permaneciam deitados e nunca sa&iacute;am da cama, sendo esta avalia&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m igual para 66,5% (133) dos controlos. Ainda nesta quest&atilde;o em 37% (37) dos casos e em 18,5% (37) dos controlos, as pessoas deslocavam-se apoiando-se numa pe&ccedil;a de mobili&aacute;rio. Por fim em 21% (21) dos casos e em 15% (30) dos controlos, os participantes usavam, canadianas de antebra&ccedil;o, bengala ou outro dispositivo de apoio &agrave; marcha.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave; quest&atilde;o da exist&ecirc;ncia de terapia intravenosa, constatou-se que 58% (58) dos casos tinham acessos com perfus&otilde;es em curso de forma permanente ou transit&oacute;ria, assim como 63% (126) dos controlos.</p>     <p>Na quest&atilde;o postura do andar e na transfer&ecirc;ncia, 38% (38) dos casos tinham um andar debilitado, em que as pessoas andavam curvadas, mas eram capazes de levantar a cabe&ccedil;a enquanto andam, sem perder o equil&iacute;brio. Os passos eram curtos e podiam arrastar os p&eacute;s. Esta avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m aplicada a 24,5% (49) dos controlos. Andar dependente de ajuda (com dificuldade em se levantar da cadeira, tenta p&ocirc;r-se de p&eacute;, apoiar-se nos bra&ccedil;os da cadeira ou balancear-se), colocar a cabe&ccedil;a para baixo e olhar para o ch&atilde;o, ou andar, agarrado ao mobili&aacute;rio, a uma pessoa, ou a ajudas t&eacute;cnicas, ou mesmo n&atilde;o conseguir andar sem ajuda, foram identificados 34% (34) dos casos e 22,5% dos controlos. Verificou-se ainda que 28% (28) dos casos t&ecirc;m um andar normal, que se caracterizava por a pessoa andar com a cabe&ccedil;a levantada, baloi&ccedil;ar os bra&ccedil;os livremente dos lados do corpo e dar passos largos sem hesita&ccedil;&atilde;o. Esta avalia&ccedil;&atilde;o foi tamb&eacute;m comum a 53% (106) dos controlos.</p>     <p>A &uacute;ltima quest&atilde;o avalia o estado mental das pessoas, sendo que 50% (50) dos casos estavam conscientes das suas capacidades, avalia&ccedil;&atilde;o feita com base na autoavalia&ccedil;&atilde;o que a pr&oacute;pria pessoa faz da sua capacidade e 50% (50) das pessoas sobrevalorizavam as suas capacidades e esqueciam-se das suas limita&ccedil;&otilde;es. Quanto aos controlos 65% (130) enquadram-se na primeira avalia&ccedil;&atilde;o referida.</p>     <p>Verificou-se que as pessoas com hist&oacute;ria anterior de quedas (<i>OR</i>=2,19; <i>IC</i>=1,25-3,83), que utilizam apoios de marcha para caminharem (<i>OR</i>=2,22; <i>IC</i>=1,15-4,28) e que se esquecem das suas limita&shy;&ccedil;&otilde;es (<i>OR</i>=1,86; <i>IC</i>=1,14-3,03) apresentam uma probabilidade 2 vezes superior de cair. As pessoas que t&ecirc;m um diagn&oacute;stico secund&aacute;rio (<i>OR</i>=2,79; <i>IC</i>=1,25-6,22), que se apoiam no mobili&aacute;rio para andarem (<i>OR</i>=3,17; <i>IC</i>=1,79-5,63), que t&ecirc;m uma postura no andar e na transfer&ecirc;ncia debilitada (<i>OR</i>=2,94; <i>IC</i>=1,62-5,32), ou dependente de ajuda (<i>OR</i>=2,86; <i>IC</i>=1,56-5,26), ou comprometida (<i>OR</i>=2,70; <i>IC</i>=1,73-4,86), t&ecirc;m uma probabilidade 3 vezes superior de cair.</p>     <p>Da avalia&ccedil;&atilde;o dos seis itens da MFS, resulta o n&iacute;vel de risco dos participantes, em que 65% (65) dos casos mostraram ter alto risco e 41,5% (83) dos controlos baixo risco de queda. O <i>score</i> da escala variou entre o m&iacute;nimo 0 e o m&aacute;ximo de 125, com uma m&eacute;dia de 54 (<i>DP</i>&plusmn;29,04), indicativo de alto risco de queda. Metade dos participantes apresentou um <i>score</i> de risco superior a 50.</p>     <p>Tendo por base de refer&ecirc;ncia a classe sem risco de queda, identificou-se que os participantes com baixo risco de queda apresentavam 3 vezes mais probabilidade de cair. Todavia, os participantes identificados com alto risco de queda mostraram ter 7 vezes mais probabilidade de sofrer um evento de queda durante o per&iacute;odo de internamento (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a08t4">Tabela 4</a>).</p>     
<p>Com base nestes indicadores a sensibilidade da escala &eacute; de 65%, ou seja permite identificar 65% das pessoas em risco que ca&iacute;ram. A sua especificidade &eacute; de 63% ao permitir identificar 63% das pessoas que n&atilde;o ca&iacute;ram e n&atilde;o tinham risco de queda. T&ecirc;m um valor preditivo positivo (VPP) de 46%, que permite identificar que 46% das pessoas com avalia&ccedil;&atilde;o de risco t&ecirc;m probabilidade de cair e tem um valor preditivo negativo (VPN) de 78%, que permite identificar que 22% das pessoas sem risco t&ecirc;m tamb&eacute;m probabilidade de cair.</p>     <p>Testou-se a MFS, atrav&eacute;s da sensibilidade e da especificidade da escala para v&aacute;rios pontos de corte poss&iacute;veis, atrav&eacute;s de pares de sensibilidade e especificidade para cada ponto de corte. De acordo com os diversos pontos de corte a sensibilidade variou entre 96% e 47%, a especificidade variou entre 75% e 11%, o VPP entre 35% e 48% e o VPN entre 84% e 74%. As percentagens de falsos positivos (participantes com risco e sem queda) variaram entre 89,5% (ponto de corte: 20) e 25,5% (ponto de corte: 70). As percentagens de falsos negativos (participantes sem risco e com queda) variaram entre 5% (ponto de corte: 20) e 53% (ponto de corte: 70). A ACC, ou a precis&atilde;o da escala, variou entre 39% e 65%. A AUC ou a &aacute;rea abaixo da curva ROC variou entre 0,533 e 0,608 e o <i>J</i> entre 0,070 e 0,300 (<a href= "/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a08t5">Tabela 5</a>).</p>     
<p>O melhor ponto de corte que tem a sensibilidade mais elevada (78%) &eacute; o 42,5, com um valor de especificidade de 49% e um valor abaixo da curva ROC de 0,670 (<i>IC</i> 95%=0,61-0,73). No entanto este ponto de corte, dados os valores apresentados pela escala, n&atilde;o &eacute; um valor com utilidade pr&aacute;tica, considerando-se por este motivo o melhor ponto de corte o 45, por apresentar igual valor de sensibilidade (78%) com um valor abaixo da curva ROC de 0,648 (<i>IC</i> 95%=0,58-0,71) valor considerado razo&aacute;vel, um <i>J</i>=0,30 (<i>IC</i> 95%=0,11-0,48) e uma especificidade aceit&aacute;vel de 52%, (superior &agrave; do ponto de corte: 42,5) com um valor preditivo negativo de 82% e uma precis&atilde;o igualmente aceit&aacute;vel de 60% (<a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a>). Neste ponto de corte, 78% dos participantes s&atilde;o identificados como verdadeiros positivos e 22% como falsos negativos e apresenta um <i>OR</i> de 3,8 (<i>IC</i> 95%=2,17-6,51).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g1"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn1/IVn1a08g1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A preven&ccedil;&atilde;o de quedas em pessoas adultas idosas &eacute; uma prioridade de sa&uacute;de reconhecida. Neste estudo efetuou-se uma an&aacute;lise retrospetiva da sensibilidade e especificidade da MFS em doentes internados. A popula&ccedil;&atilde;o alvo, para se definir o melhor ponto de corte da MFS, tinha uma idade com maior frequ&ecirc;ncia absoluta e relativa de 75 anos, sendo o grupo et&aacute;rio entre os 70 e os 79 anos o que teve maior n&uacute;mero de participantes e o que no qual ocorreram 34% das quedas, resultados corroborados tamb&eacute;m j&aacute; por estudos nacionais (Pina et al., 2010) e internacionais (Oliver et al., 2010). A m&eacute;dia de idades dos participantes (76 anos) &eacute; superior &agrave; do estudo de Schwendimann et al. (2006), que foi de 70 anos.</p>     <p>O processo de envelhecimento, associado &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es da capacidade f&iacute;sica e cognitiva assim como a co-morbilidade associada &agrave; doen&ccedil;a cr&oacute;nica tem reflexos a n&iacute;vel hospitalar e muitos dos doentes internados no hospital s&atilde;o idosos e com v&aacute;rios problemas de sa&uacute;de associados, tal como neste estudo em que 84% dos participantes t&ecirc;m um diagn&oacute;stico secund&aacute;rio.</p>     <p>Portugal enquadra-se hoje na realidade de outros pa&iacute;ses como a do Reino Unido, em que 60% das admiss&otilde;es hospitalares s&atilde;o de pessoas com 65 ou mais anos e 70% das camas est&atilde;o ocupadas com pessoas desta faixa et&aacute;ria (Oliver, 2008), muitos destes doentes est&atilde;o fragilizados pelo processo de doen&ccedil;a e t&ecirc;m algum grau de d&eacute;fice cognitivo, tornando-os mais expostos &agrave; ocorr&ecirc;ncia de quedas. Os participantes deste estudo demonstram esse risco, dado que 40% destes, na avalia&ccedil;&atilde;o feita pela MFS, se esqueciam das suas limita&ccedil;&otilde;es e tinham, por esse motivo, 1,86 maior probabilidade de cair (<i>OR</i>=1,86; <i>IC</i> 95%=1,14-3.03).</p>     <p>Os homens ca&iacute;ram mais do que as mulheres, realidade j&aacute; corroborada por outros estudos (Oliver et al., 2010).</p>     <p>O maior n&uacute;mero de quedas (42%) registou-se no internamento de doentes com necessidade de convalescen&ccedil;a e reabilita&ccedil;&atilde;o, ou com doen&ccedil;a cr&oacute;nica incur&aacute;vel, progressiva e avan&ccedil;ada, efetivamente esta &eacute; uma das &aacute;reas de internamento j&aacute; referida pelos autores como de maior risco (Morse, 2009; Oliver et al., 2010). No nosso estudo 52% dos doentes internados neste servi&ccedil;o, apresentavam alto risco de queda, associado a 90% um diagn&oacute;stico secund&aacute;rio, 51% esquecem-se das suas limita&ccedil;&otilde;es, 29% terem hist&oacute;ria anterior de quedas, 33% terem uma postura no andar debilitada e 25% dependente de ajuda, 21% apoiam-se no mobili&aacute;rio para andarem e 17% utilizarem apoios de marcha.</p>     <p>O principal motivo de internamento de 36% dos participantes foi m&eacute;dico e quando comparados com os doentes internados por motivos cir&uacute;rgicos, os seus <i>scores</i> de risco s&atilde;o relativamente est&aacute;veis, melhorando ao longo do processo de internamento, sempre que a sua situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de melhora tamb&eacute;m (Morse, 2009).</p>     <p>A doen&ccedil;a oncol&oacute;gica foi o diagn&oacute;stico mais prevalente em 22% dos participantes. Os doentes com este diagn&oacute;stico ca&iacute;ram em m&eacute;dia ao 10&ordm; dia de internamento, mas a moda foi ao 2&ordm; dia e 48% tinha alto risco de queda resultados corroborados por outros estudos (Stone, Lawlor, Savva, Bennett, & Kenney, 2012). As quedas s&atilde;o mais comuns nos adultos com doen&ccedil;a oncol&oacute;gica avan&ccedil;ada, particularmente nos doentes com met&aacute;stases cerebrais ou tumores prim&aacute;rios do c&eacute;rebro (Stone et al., 2012). Estudos retrospetivos em doentes internados com cancro avan&ccedil;ado identificaram atrav&eacute;s de an&aacute;lise multivariada que a hist&oacute;ria anterior de quedas nos &uacute;ltimos 3 meses &eacute; um fator preditor de quedas neste tipo de pessoas (Stone et al., 2012), efetivamente 26% das pessoas com doen&ccedil;a oncol&oacute;gica tiveram quedas durante o seu internamento e na totalidade dos participantes estudados a hist&oacute;ria anterior de queda est&aacute; associada a 2,19 maior probabilidade de cair (<i>OR</i>=2,19; <i>IC</i> 95%=1,25-3,83).</p>     <p>Utilizando pares de valores de sensibilidade e de especificidade para diversos pontos de corte optou-se pelo ponto de corte 45, embora utilizando os escores obtidos na avalia&ccedil;&atilde;o efetuada da MFS fosse identificado como melhor ponto de corte o valor 42,5.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A raz&atilde;o desta op&ccedil;&atilde;o tem a ver com o fato dos valores de pontua&ccedil;&atilde;o da MFS serem zero, cinco ou m&uacute;ltiplos de cinco, sendo assim o valor 45 mais ajustado, valor igualmente sugerido pela autora (Morse, 2009) e por outros estudos (Chow et al., 2007).</p>     <p>Para al&eacute;m do fator anterior, importa tamb&eacute;m esclarecer que estes dois pontos de corte t&ecirc;m valores de sensibilidade iguais (78%) e valores de especificidade id&ecirc;nticos (52% <i>vs</i>. 49%).</p>     <p>Em outros estudos efetuados em internamentos de Medicina foi identificado como melhor ponto de corte o 55 com uma sensibilidade de 75% e especificidade de 66% (Schwendimann et al., 2006). Este ponto de corte &eacute; referido pela autora da escala como o valor m&aacute;ximo que o mesmo deve tomar (Morse, 2009).</p>     <p>No presente estudo o valor preditivo negativo foi de 82% e no de Schwendimann et al. (2006) foi de 95%, sendo assim melhor que o do nosso estudo. Ainda no estudo citado, a AUC foi de 0,701 e a ACC foi de 67% e no atual estudo foi de 0,648 e 60% respetivamente, de novo valores melhores que os por n&oacute;s identificados.</p>     <p>No que se refere ao valor do &Iacute;ndice de <i>Youden</i> identificado neste estudo para o ponto de corte 45, de 0,3, foi o melhor encontrado em rela&ccedil;&atilde;o aos outros pontos de corte raz&atilde;o que tamb&eacute;m pesou na decis&atilde;o final. Outros estudos identificaram valores mais baixos (Haines, Hill, Walshe, & Osborne, 2007), fazendo com que a sua opini&atilde;o sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o das escalas de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda e em especial da MFS fosse cr&iacute;tica.</p>     <p>Podemos assim recomendar que a que MFS e o ponto e corte 45 sejam utilizados em determinados contextos, id&ecirc;nticos aos do presente estudo, mas a utiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ser generalizada, pois pode n&atilde;o trazer benef&iacute;cios significativos para al&eacute;m de uma correta avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do enfermeiro sobre o risco de queda do doente.</p>     <p>O foco dos enfermeiros deve ser colocado mais na prescri&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es que visem determinar os meios apropriados para que o doente com risco beneficie dos mesmos.</p>     <p>Como limita&ccedil;&otilde;es do estudo consideramos que ter-se efetuado um estudo de caso controlo com emparelhamento dos participantes por idade e sexo, pode ter condicionado que fossem encontradas associa&ccedil;&otilde;es entre o risco de queda e a idade ou com o sexo. O emparelhamento veio tamb&eacute;m dificultar encontrar para todos os casos os respetivos controlos e por isso perdemos alguns participantes, durante o ano em que decorreu o estudo. Mais dif&iacute;cil ainda, foi encontrar controlos para os participantes que ca&iacute;ram mais de uma vez, pois n&atilde;o foi poss&iacute;vel selecionar controlos para estes participantes e o estudo n&atilde;o integrou assim pessoas com mais de uma queda.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As escalas de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda n&atilde;o devem ser utilizadas de forma acr&iacute;tica e &eacute; necess&aacute;rio perceber as suas limita&ccedil;&otilde;es e se descriminam suficientemente entre as pessoas com e sem risco de queda numa popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. A sensibilidade, especificidade e os valores preditivos positivos e negativos, n&atilde;o s&atilde;o meros detalhes te&oacute;ricos, tendo implica&ccedil;&otilde;es reais na pr&aacute;tica dos cuidados de enfermagem. Com os valores identificados neste estudo &agrave; semelhan&ccedil;a de outros estudos n&atilde;o nacionais, podemos dizer que a MFS tem uma capacidade moderada de predizer o risco de queda, na tipologia dos internamentos estudados. Para os internamentos de adultos da &aacute;rea m&eacute;dico-cir&uacute;rgica e de cuidados continuados e paliativos recomenda-se a aplica&ccedil;&atilde;o do ponto de corte 45, valor igualmente sugerido pela autora da escala. Recomenda-se que os pontos de corte da escala sejam estudados para cada realidade ou contexto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, R. A., Abreu, C. C., & Mendes, A. M. (2010). Quedas em doentes hospitalizados: Contributos para uma pr&aacute;tica baseada na preven&ccedil;&atilde;o. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia, 3 (2), 163-172. doi:10.12707/RIII1016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0874-0283201400010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chow, S. K., Lai, C. K., Wong, T. K., Suen, L. K., Kong, S. K., Chan, C. K. , & Wong, I. Y. (2007). Evaluation of the Morse Fall Scale: Applicability in Chinese hospital population. Internacional Journal of Nursing Studies, 44 (4), 556-565.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0874-0283201400010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eagle, D. J., Salama, S., Whitman, D., & Evans, L. A. (1999). Comparison of three instruments in predicting accidental falls in selected inpatients in a general teaching hospital. Journal of Gerontological Nursing, 25 (7), 40-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0874-0283201400010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HHaines, T. P., Hill, K., Walshe, W., & Osborne, R. (2007). Design-related bias in hospital fall risk screening tool predictive accuracy evaluations: Systematic review and meta analysis. The Journals of Gerontology. Series A, Biological Sciences and Medical Sciences, 62 (6), 664-672. Retirado de <a href="http://hdl.handle.net/10536/DRO/DU:30019390" target="_blank">http://hdl.handle.net/10536/DRO/DU:30019390</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0874-0283201400010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lamb, S. E., Jorstad-Stein, E. C., Hauer, K., & Becker, C. (2005). Prevention of falls network Europe (PROFANE) outcomes consensus group. Development of a common outcome dataset for fall injury prevention trials. 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New York, NY: Springer Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0874-0283201400010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morse, J. M., Morse, R. M., & Tylko, S. J. (1989). Development of a scale to identify the fall-prone patient. Canadian Journal on Aging, 8 (4), 366-377.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0874-0283201400010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliver, D. (2007). Preventing falls and fall injuries in hospitals: A major risk management challenge. 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Risk factors and risk assessment tools for falls in hospital in-patients: A systematic review. Age and Ageing, 33 (2), 122-130. doi:10.1093/ageing/afh017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0874-0283201400010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliver, D., Healey, F., & Haines, T. P. (2010). Preventing falls and fall-related injuries in hospitals. In L. Z. Rubenstein & D. A. Ganz, Clinics in geriatric medicine (Vol. 26, pp. 645-692). 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Optimal cut-point and its corresponding Youden Index to discriminate individuals using pooled blood samples. Epidemiology, 16 (1), 73-81. doi:10.1097/01.ede.0000147512.81966.ba&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0874-0283201400010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schwendimann, R., De Geest, S., & Milisen, K. (2006). Evaluation of the Morse Fall Scale in hospitalized patients. Age and Ageing, 35 (3), 311-313. doi:10.1093/ageing/afj066&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0874-0283201400010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Soares, M. E., & Almeida, M. R. (2008). Acidentes com macas e camas em estabelecimentos hospitalares, envolvendo a queda de doentes (Relat&oacute;rio n.&ordm; 319/08) . Lisboa, Portugal: Inspec&ccedil;&atilde;o Geral das Actividades em Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0874-0283201400010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stone, C. A., Lawlor, P. G., Savva, G. M., Bennett, K., & Kenney, R. A. (2012). Prospective study of falls and risk factors for falls in adults with advanced cancer. Journal of Clinical Oncology, 30 (17), 2128-2133. doi:10.1200/JCO.2011.40.7791&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0874-0283201400010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 10.04.13</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 18.01.14</p>      ]]></body><back>
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