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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIII1266</article-id>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The family is a space for learning that is in constant renewal and enrichment. However, when one of its members has a disability, the family plays a major role in the daily reconstruction of the intimate and social life of its members. And as ageing is inevitable, parents are constantly worried about who will take care of their children. Children become increasingly more dependent as parents face physical limitations in caring for their children. A qualitative descriptive exploratory study using a phenomenological approach was carried out to answer the initial question: “Do parents of adult children with disabilities experience specific needs?” Based on this methodology, data were collected through semi-structured interviews with five elderly parents caring for their disabled children and attending the CEFPI (Centre for Integrated Vocational Education and Training). Results indicate that these parents live for their children, which is inherent to a moderate level of care dependence for self-care functions such as personal hygiene, walking, dressing and undressing. They care for the children by themselves, and they feel alone in their role.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La familia es considerada un espacio de aprendizaje que está en constante renovación y enriquecimiento, sin embargo, cuando uno de sus miembros tiene una discapacidad, esta juega un papel importante en la reconstrucción de la vida íntima y social de los miembros. Los padres viven con la constante preocupación de quién se hará cargo de sus hijos, pues envejecer es inevitable y conlleva que los hijos sean cada vez más dependientes y que los padres se enfrenten a discapacidades físicas para cuidarlos. Este estudio cualitativo con características fenomenológicas, que es a la vez exploratorio descriptivo, surgió de la pregunta inicial: «¿Presentan los padres con hijos adultos discapacitados necesidades específicas?». Con base en la metodología utilizada, la recogida de datos se llevó a cabo a través de una entrevista semiestructurada a cinco padres ancianos que cuidan de sus hijos discapacitados y asisten al Center of Education and Integrated Professional Formation (CEFPI). De los resultados obtenidos se observa que estos padres viven en función de los hijos y para los hijos; un hecho que es inherente a la dependencia a los cuidados en grado moderado, sobre todo a autocuidarse, llevar una higiene, caminar, vestirse y desvestirse. El cuidado de los hijos no se comparte: los padres desempeñan solos este papel y por ello, se sienten solos.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Viv&ecirc;ncias do dia-a-dia de pais com filhos deficientes</b></p>     <p><b>Everyday experiences of parents with disabled children</b></p>     <p><b>Experiencias cotidianas de padres con hijos discapacitados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Manuela Martins</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>; <b>Ana Paula Couto</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a>Doutorada. Professora Coordenadora, Escola Superior de Enfermagem do Porto, 4020-072, Porto, Portugal [<a href="mailto:mmartins@esenf.pt">mmartins@esenf.pt</a>].</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a>Enfermeira, Neurocirurgia, Centro Hospitalar do Porto – Hospital Geral de Santo Ant&oacute;nio, Mestre em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem na UP – ICBAS [<a href="mailto:Ana.paula.couto@sapo.pt">Ana.paula.couto@sapo.pt</a>]. Morada: Rua Salvador Brand&atilde;o, 428 gulpilhares, 4405/702, vila nova de gaia, Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resumo</b></p>     <p>A fam&iacute;lia &eacute; considerada um espa&ccedil;o de aprendizagem que est&aacute; em constante renova&ccedil;&atilde;o e enriquecimento, no entanto, quando um dos seus elementos &eacute; portador de defici&ecirc;ncia, a fam&iacute;lia assume um papel primordial na reconstru&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria da vida intima e social dos seus membros. Os pais vivem com preocupa&ccedil;&atilde;o constante quem ir&aacute; cuidar dos seus filhos, porque o envelhecimento &eacute; inevit&aacute;vel: logo, estes ficam cada vez mais dependentes, j&aacute; que os progenitores enfrentam incapacidades f&iacute;sicas para cuidar dos filhos.</p>     <p>Este estudo qualitativo tem caracter&iacute;sticas fenomenol&oacute;gicas, sendo igualmente explorat&oacute;rio descritivo, e surgiu da seguinte pergunta de partida. “Ser&aacute; que os pais de filhos portadores de defici&ecirc;ncia na idade adulta expressam necessidades espec&iacute;ficas?”. Com base na metodologia utilizada, a colheita de dados foi efetuada atrav&eacute;s de entrevista semiestruturada a cinco pais idosos que cuidam dos seus filhos deficientes e que frequentam o Centro de Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional Integrada (CEFPI).</p>     <p>Dos resultados obtidos salientamos que estes pais vivem em fun&ccedil;&atilde;o dos filhos e para os filhos; tal facto est&aacute; inerente &agrave; depend&ecirc;ncia de cuidados em grau moderado, destacando-se o autocuidado higiene, deambular, vestir e despir. O cuidar dos filhos n&atilde;o &eacute; partilhado, cuidam sozinhos  dos filhos e sentem-se s&oacute;s no desempenho do seu papel.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: idosos; cuidar; filhos; pais; adultos com necessidades especiais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p>The family is a space for learning that is in constant renewal and enrichment. However, when one of its members has a disability, the family plays a major role in the daily reconstruction of the intimate and social life of its members. And as ageing is inevitable, parents are constantly worried about who will take care of their children. Children become increasingly more dependent as parents face physical limitations in caring for their children.</p>     <p>A qualitative descriptive exploratory study using a phenomenological approach was carried out to answer the initial question: “Do parents of adult children with disabilities experience specific needs?” Based on this methodology, data were collected through semi-structured interviews with five elderly parents caring for their disabled children and attending the CEFPI (Centre for Integrated Vocational Education and Training).</p>     <p>Results indicate that these parents live for their children, which is inherent to a moderate level of care dependence for self-care functions such as personal hygiene, walking, dressing and undressing.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>They care for the children by themselves, and they feel alone in their role.</p>     <p><b>Keywords</b>: elderly; caring; children; parents; adults with special needs.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p>La familia es considerada un espacio de aprendizaje que est&aacute; en constante renovaci&oacute;n y enriquecimiento, sin embargo, cuando uno de sus miembros tiene una discapacidad, esta juega un papel importante en la reconstrucci&oacute;n de la vida &iacute;ntima y social de los miembros. Los padres viven con la constante preocupaci&oacute;n de qui&eacute;n se har&aacute; cargo de sus hijos, pues envejecer es inevitable y conlleva que los hijos sean cada vez m&aacute;s dependientes y que los padres se enfrenten a discapacidades f&iacute;sicas para cuidarlos.</p>     <p>Este estudio cualitativo con caracter&iacute;sticas fenomenol&oacute;gicas, que es a la vez  exploratorio descriptivo, surgi&oacute; de la pregunta inicial: &laquo;&iquest;Presentan los padres con hijos adultos discapacitados necesidades espec&iacute;ficas?&raquo;. Con base en la metodolog&iacute;a utilizada, la recogida de datos se llev&oacute; a cabo a trav&eacute;s de una entrevista semiestructurada a cinco padres ancianos que cuidan de sus hijos discapacitados y asisten al Center of Education and Integrated Professional Formation (CEFPI).</p>     <p>De los resultados obtenidos se observa que estos padres viven en funci&oacute;n de los hijos y para los hijos; un hecho que es inherente a la dependencia a los cuidados en grado moderado, sobre todo a autocuidarse, llevar una higiene, caminar, vestirse y desvestirse. El cuidado de los hijos no se comparte: los padres desempe&ntilde;an solos este papel y por ello, se sienten solos.</p>     <p><b>Palabras clave</b>:ancianos; cuidado; hijos; padres; adultos con necesidades especiales.</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A fam&iacute;lia pode ser considerada como um conjunto de seres humanos, uma unidade social ou um todo coletivo composto de membros unidos por consanguinidade, afinidades emocionais ou rela&ccedil;&otilde;es legais, incluindo as pessoas significativas. “A defini&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia n&atilde;o depende s&oacute; de la&ccedil;os sangu&iacute;neos, mas tamb&eacute;m e sobretudo das liga&ccedil;&otilde;es afetivas” Relvas (as cited in, Martins, 2002, p.113).</p>     <p>A vida de uma fam&iacute;lia em que um dos seus membros &eacute; portador de defici&ecirc;ncia &eacute; quase sempre uma “aventura”, um compromisso de vida e para com a vida, quer seja na constru&ccedil;&atilde;o das rotinas do dia-a-dia quer nos momentos de lazer. Ter um filho com defici&ecirc;ncia contribui para o despoletar de sentimentos de ang&uacute;stia, de apreens&atilde;o, e frustra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; com o presente mas principalmente com o futuro, motivado pelo conhecimento da escassez de recursos e institui&ccedil;&otilde;es de apoio por parte da sociedade.</p>     <p>O cuidar dos filhos tem sido abordado por v&aacute;rios investigadores nas distintas &aacute;reas do conhecimento, levando a refletir quais as consequ&ecirc;ncias para os pais o facto de terem um filho deficiente. Por&eacute;m, ao decidirmos estudar esta tem&aacute;tica, apesar de termos a consci&ecirc;ncia que no nosso contexto sociocultural/profissional ser uma realidade, por vezes, bem dif&iacute;cil para os pais, &eacute; uma certeza com a qual os profissionais se t&ecirc;m de integrar, para poderem dar resposta &agrave;s necessidades de cuidados manifestadas/sentidas por estes . Depois de uma pesquisa sobre a tem&aacute;tica, v&aacute;rios autores como Sousa (2003) e Xavier (2008), foram fundamentais para enveredarmos por um paradigma qualitativo, pois mais que perceber o fen&oacute;meno na sua representa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, interessa-nos aprofundar as viv&ecirc;ncias destes pais, a fim de identificar poss&iacute;veis cuidados pass&iacute;veis de contribuir para melhorar a vidas das fam&iacute;lias com filhos deficientes adultos.</p>     <p>Para este estudo deline&aacute;mos os seguintes objetivos: Analisar a necessidade de cuidados sentidos pelos cuidadores idosos com filhos portadores de defici&ecirc;ncia; compreender as dificuldades e medos sentidos pelos pais de filhos com defici&ecirc;ncia; Identificar quais os contributos da enfermagem na presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados; descrever os apoios sociais e de sa&uacute;de identificados como recursos &uacute;teis &agrave;s fam&iacute;lias de pessoas portadoras de defici&ecirc;ncia; identificar as necessidades de cuidados dos pais idosos com filhos portadores de defici&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Enquadramento</b></p>     <p>A ONU, na sua assembleia geral no dia 6 de dezembro de 2006, e perante 192 pa&iacute;ses, estabeleceu n&atilde;o s&oacute; os direitos dos deficientes como tamb&eacute;m definiu o conceito de defici&ecirc;ncia. Ficando definido que “o portador de defici&ecirc;ncia &eacute; uma pessoa que sofre de desvantagem f&iacute;sica, mental ou sensorial que limitam a sua capacidade de executar as atividades quotidianas, causada ou agravada por condi&ccedil;&otilde;es sociais ou ambientais”. (ONU, 2006) artigo 1.</p>     <p>Nas fam&iacute;lias que t&ecirc;m a seu cargo deficientes adultos dependentes o isolamento social &eacute; frequente e a solid&atilde;o do cuidador pode ser uma consequ&ecirc;ncia inerente &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es desempenhadas no seio familiar. Como defendem Souza e Boemer (2003), deve-se abordar a tem&aacute;tica fam&iacute;lia e defici&ecirc;ncia mental dando especial realce ao bem-estar ps&iacute;quico da fam&iacute;lia, particularmente dos pais. Estas fam&iacute;lias carecem de ser alvo de estudo, com a finalidade de conhecer a din&acirc;mica de relacionamento entre os seus membros, nunca esquecendo o meio social em que est&atilde;o inseridas.</p>     <p>Bedia, Cilleros, Primo, e Fern&aacute;ndez (2009) advoga que a fam&iacute;lia com filhos deficientes est&aacute; sempre presente e tem que encontrar recursos e solu&ccedil;&otilde;es, adaptando-se &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es com os meios que tem ao seu dispor e procurando apoio nas institui&ccedil;&otilde;es e na sociedade quando s&atilde;o confrontados com os desafios do dia-a-dia ao longo do ciclo vital.</p>     <p>Barbosa, Chaud, e Gomes (2007), no seu trabalho “Viv&ecirc;ncias de m&atilde;es com um filho deficiente”, teve como objetivo desvelar a viv&ecirc;ncia da m&atilde;e que tem um filho deficiente, para compreender o sentido dessa viv&ecirc;ncia. O estudo foi qualitativo numa perspetiva fenomenol&oacute;gica tendo por base Heidegger e o tamanho da amostra foi de cinco m&atilde;es que tinham filhos portadores de defici&ecirc;ncia. Os investigadores conclu&iacute;ram que as m&atilde;es expressaram sentimentos de tristeza, e mostraram ainda n&atilde;o estar preparadas para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o de terem um filho deficiente. Com este estudo constatou-se que se verificam altera&ccedil;&otilde;es do funcionamento da fam&iacute;lia n&atilde;o s&oacute; na din&acirc;mica entre o casal mas tamb&eacute;m no relacionamento com os restantes membros da fam&iacute;lia. Outro  facto a salientar &eacute; de que as m&atilde;es, ao procurarem apoio nos enfermeiros,n&atilde;o encontram a ajuda pretendida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo de Sousa e Boemer (2003) “ O Ser-Com o Filho Com Defici&ecirc;ncia mental – Alguns Desvelamentos“ teve como pergunta de partida ”Como tem sido cuidar do seu filho?”, e neste estudo foi utilizado o referencial te&oacute;rico – metodol&oacute;gico da fenomenologia. A amostra foi constitu&iacute;da por onze casais e duas m&atilde;es com filhos com defici&ecirc;ncia mental. Os investigadores conclu&iacute;ram que os pais possuem um forte v&iacute;nculo afetivo com o seu filho, no entanto demonstraram dificuldades em conceber o ser – com – defici&ecirc;ncia. Os pais manifestaram que participam nos cuidados aos filhos, por&eacute;m ainda prevalece a ideia de que o cuidar do filho est&aacute; delegado &agrave; m&atilde;e.</p>     <p>Pela pesquisa bibliogr&aacute;fica podemos comprovar que os estudos que se v&atilde;o desenvolvendo nesta &aacute;rea n&atilde;o incluem as fam&iacute;lias de pais idosos que tem filhos adultos com defici&ecirc;ncia, mas incluem apenas e s&oacute; fam&iacute;lias com crian&ccedil;as. No entanto, os estudos referenciados serviram de ponto de partida para a consolida&ccedil;&atilde;o da nossa investiga&ccedil;&atilde;o e para nos questionarmos se nas fam&iacute;lias com filhos adultos se deparam com os mesmos sentimentos/anseios e dificuldades.</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Neste estudo decidimo-nos por uma pesquisa de natureza qualitativa, descritiva e explorat&oacute;ria. Em causa estava compreender com profundidade os problemas dos pais idosos com filhos deficientes. O m&eacute;todo de amostragem que foi utilizado neste estudo foi a amostra intencional.</p>     <p>A metodologia pelo qual opt&aacute;mos levou-nos a considerar a entrevista como a melhor colheita de dados. As entrevistas decorreram no setor m&eacute;dico do CEFPI estando presentes apenas o entrevistado e a investigadora, para garantir a privacidade e confidencialidade, depois de pedido o consentimento para a grava&ccedil;&atilde;o. A entrevista teve em m&eacute;dia a dura&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 30 minutos, sendo que a colheita de dados ocorreu entre o per&iacute;odo de novembro e dezembro de 2009.</p>     <p>No presente estudo utiliz&aacute;mos a entrevista estruturada com base num gui&atilde;o e notas de campo efetuados por uma das investigadoras. Face a um conhecimento pr&eacute;vio do campo em estudo, e porque nos aproximamos de uma &aacute;rea de intimidade dos participantes, concebemos a entrevista em duas partes: uma de caracteriza&ccedil;&atilde;o e outra sobre a tem&aacute;tica.</p>     <p>A segunda parte centra-se num conjunto de perguntas mais ou menos diretas para conseguirmos que os pais nos falassem da viv&ecirc;ncia com o seu filho. A nossa op&ccedil;&atilde;o por este tipo de quest&otilde;es prendeu-se com o facto de n&atilde;o limitarem as respostas dos participantes e abrangerem v&aacute;rias &aacute;reas da viv&ecirc;ncia familiar. Por exemplo as quest&otilde;es: <i>“Pode descrever o seu dia-a-dia? (um dia que considere normal); “Que necessidades/dificuldades tem sentido ao cuidar do seu filho(a)?”</i>, permitiram  &agrave;s participantes descrever o seu quotidiano, dar a conhecer as suas necessidades e expressar os seus sentimentos</p>     <p>Foram definidos os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: pais de deficiente em idade adulta do CEFPI; que coabitem com o deficiente; com capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o e com mais de 65 anos. Depois da colheita de dados, tornou-se impreter&iacute;vel passar &agrave; fase de organiza&ccedil;&atilde;o dos dados recolhidos, pelo que, ap&oacute;s a grava&ccedil;&atilde;o das entrevistas, foram realizadas as transcri&ccedil;&otilde;es das mesmas na totalidade para suporte inform&aacute;tico, e a cada pai ou m&atilde;e foi atribu&iacute;do um c&oacute;digo precedido de um n&uacute;mero (de 1 a 5).</p>     <p>Para realizar a an&aacute;lise de conte&uacute;do tivemos por base Bardin. Depois de organizados os dados a codifica&ccedil;&atilde;o foi efetuada manualmente, foram utilizadas diferentes cores, tendo em conta a unidade de registo e a do contexto, e desta forma foram constru&iacute;das tabelas para onde copi&aacute;mos as unidades codificadas com o mesmo c&oacute;digo das cinco entrevistas realizadas. &Agrave; medida que fomos fazendo a segunda leitura, identific&aacute;mos discursos com o mesmo sentido e que se poderiam agrupar em torno de um conceito, e assim surgiram as categorias. Numa terceira leitura, ao ler o discurso em torno das categorias, identific&aacute;mos ideias mais espec&iacute;ficas expressas na linguagem dos participantes e desta forma identific&aacute;mos subcategorias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>	     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>Desenvolvimento da defici&ecirc;ncia</b></p>     <p>Sousa e Boemer (2003,) no seu estudo<i> O ser - com o filho com Defici&ecirc;ncia Mental_ Alguns Desvelamentos,</i> citando Buscaglia (1997), referem que &eacute; a sociedade que define defici&ecirc;ncia como uma incapacidade, algo indesejado e com limita&ccedil;&otilde;es para o seu portador.</p>     <p>Atrav&eacute;s do discurso dos pais, podemos averiguar qual o tipo de defici&ecirc;ncia referida pelos pais &eacute; <i>“Atraso de parto”</i> (EM1); <i>“Consequ&ecirc;ncia do parto, nasceu de cesariana parece que o cord&atilde;o afectou uma parte do c&eacute;rebro”</i> (EP5); <i>“Trissomia 21”</i> (EP3).. IshiKawa e Raine (2010) preconizam que as complica&ccedil;&otilde;es obst&eacute;tricas afectam o desenvolvimento do c&eacute;rebro, as causas gen&eacute;ticas acarretam altera&ccedil;&otilde;es cognitivas.</p>     <p>De acordo com Baldor e Brien (2009), a maioria dos indiv&iacute;duos com inaptid&atilde;o intelectual podem n&atilde;o apresentar caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas durante a inf&acirc;ncia, no entanto, as limita&ccedil;&otilde;es s&oacute; se manifestam aquando da entrada para a escola: <i>“Nunca pensei que o meu menino  ficasse como est&aacute;,” </i>(EM1); <i>“Aos tr&ecirc;s anos era uma crian&ccedil;a normal e bem inteligente, e ainda hoje &eacute;”</i> (EM4).</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Dificuldades de aprendizagem</b></p>     <p>Uma crian&ccedil;a com necessidades educativas especiais frequentemente apresenta dificuldades de aprendizagem, situa&ccedil;&atilde;o habitualmente identificada em idade escolar (com mais incid&ecirc;ncia no 1&ordm; e 2&ordm; Ciclos do Ensino B&aacute;sico), uma vez que o professor, perante uma atividade proposta, pode observar determinado comportamento ou incapacidade anormal para a faixa et&aacute;ria ou ano de escolaridade (Malveira, 2007); mas podem surgir em qualquer idade, no entanto, interven&ccedil;&otilde;es educativas atrav&eacute;s de planos educativos individualizados e de programas educativos que podem levar a que estes alunos consigam capacidades quer de escrita quer de leitura e inclusivamente o aprofundar de outras compet&ecirc;ncias <i>“Em pouco tempo aprendeu a ler e a escrever</i> (EM3); <i>“Aprendeu a ser muito met&oacute;dico a fazer trabalhos manuais”</i> (EM4).</p>     <p>Uma das medidas de apoio pedag&oacute;gico a que o professor pode recorrer &eacute; o ensino individualizado, n&atilde;o s&oacute; para alunos portadores de defici&ecirc;ncia (e nesta situa&ccedil;&atilde;o &eacute; da responsabilidade da equipa dos apoios educativos do agrupamento de escolas) mas tamb&eacute;m para os alunos com dificuldades de aprendizagem. O n&uacute;mero de alunos por turma, o n&uacute;mero de alunos que necessitam de apoio e a disciplina em quest&atilde;o coloca, muitas vezes, em risco o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias desejadas pelos docentes.  Ap&oacute;s a an&aacute;lise das entrevistas constat&aacute;mos que os pais procuraram apoios espec&iacute;ficos <i>“Uma professora particular do ensino especial</i> (EM3); <i>“N&atilde;o andou na escola prim&aacute;ria, andou no col&eacute;gio”</i> (EM4). Na institui&ccedil;&atilde;o Escolar a participa&ccedil;&atilde;o dos pais &eacute; fundamental ao longo do percurso dos seus educandos. <i>“Foi eu que o ensinei e se ensinasse mais, mais ele aprendia”</i>(EM4). De acordo com Correia (2003), a escola deve envolver a fam&iacute;lia, mas essa responsabilidade n&atilde;o deve recair exclusivamente na institui&ccedil;&atilde;o escolar mas tamb&eacute;m na fam&iacute;lia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>	     <p><b>Autocuidado</b></p>     <p>Como defendem Santos e Saratt (2008), o autocuidado  &eacute; inerente &agrave; vida e est&aacute; intimamente ligado &agrave; sobreviv&ecirc;ncia do ser humano, desempenhando atividades em seu pr&oacute;prio benef&iacute;cio, com a finalidade de manter a sa&uacute;de e o seu bem-estar. <i>“Barbeia-se sozinho” </i>(EM1), <i>“Perfeitamente aut&oacute;nomo”</i>(EP5); <i>“No final do dia quando chega a casa vai logo tomar banho ele &eacute; muito met&oacute;dico toma banho a segunda, quarta e sexta-feira”</i>(EP5); <i>“Se &eacute; dia de fazer a barba faz”</i> (EM1).</p>     <p>O autocuidado &eacute; essencial &agrave; vida, contudo, numa situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a, de altera&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas graves ou de incapacidade, quer esta seja permanente quer tempor&aacute;ria, verifica-se, na maioria das vezes, uma depend&ecirc;ncia do autocuidado em grau elevado, sendo imprescind&iacute;vel a interven&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia para a sobreviv&ecirc;ncia do ser humano com qualidade de vida. <i>“Depende de mim para tudo tudo“</i> (EM2); (EP3); <i>“O pai faz-lhe a barba”</i> (EM4); <i>“Lavo-o, ele apenas lava a cara porque ainda consegue</i> (EM2); <i>“Eu ajudo a lav&aacute;-la por baixo porque a frente ela consegue mas atr&aacute;s a m&atilde;o n&atilde;o chega”</i> (EP3).</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os</b></p>     <p>Os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios continuam a constituir a estrat&eacute;gia privilegiada para dar resposta &agrave;s necessidades em sa&uacute;de das pessoas, proporcionando-lhes o acesso universal aos cuidados de sa&uacute;de de que necessitam.</p>     <p>O c&oacute;digo deontol&oacute;gico dos enfermeiros (104/98. DR N.&ordm; 93 I S&eacute;rie) difunde a ideia que o enfermeiro deve ter conhecimento das necessidades da comunidade em que est&aacute; inserido, assim como promover a sa&uacute;de. Pela an&aacute;lise efetuada podemos observar que se verifica um certo distanciamento dos enfermeiros em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o no que concerne &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de cuidados. <i>“Praticamente nem conhe&ccedil;o as enfermeiras”</i> (EP3); <i>“Sim, antes era mais f&aacute;cil, agora tem de se marcar para falar com a enfermeira”</i> (EM1).</p>     <p>Partindo da premissa que nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios a pr&aacute;tica de a&ccedil;&atilde;o da enfermagem tem como objetivo a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e a preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, com especial realce para as atividades de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, gest&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de cuidados prestados aos indiv&iacute;duos, fam&iacute;lias e grupos, coordena&ccedil;&atilde;o/manuten&ccedil;&atilde;o de uma dada comunidade, constat&aacute;mos que, ap&oacute;s a an&aacute;lise, existe um distanciamento dos enfermeiros quer com a fam&iacute;lia quer com a comunidade. <i>“Gostava que as enfermeiras fossem mais ativas na sa&uacute;de de pessoas com defici&ecirc;ncia como o meu filho, para nos poderem ajudar a cuidar deles”</i> (EP5);<i>“A ajuda dos enfermeiros &eacute; s&oacute; se for para fazer curativos, mais nada”</i> (EP3). Verificamos que o tipo de apoio fornecido pelos profissionais de sa&uacute;de &eacute; praticamente inexistente.</p>     <p>&Eacute; de real&ccedil;ar que mesmo ap&oacute;s as recentes reformas dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, atrav&eacute;s do discurso dos nossos participantes podemos mostrar que estes pais e os seus filhos n&atilde;o s&atilde;o alvo de cuidados por parte dos enfermeiros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>	     <p><b>Viv&ecirc;ncia do dia-a-dia dos pais</b></p>     <p>Ap&oacute;s an&aacute;lise das narrativas averigu&aacute;mos que aos pais idosos est&atilde;o associadas tarefas que, de acordo com Stanhope e Lencaster (1999), ocorrem na maior parte das fam&iacute;lias, embora a dimens&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es seja diversificada consoante as caracter&iacute;sticas de cada fam&iacute;lia. Nestas fam&iacute;lias verifica-se uma sobrecarga face &agrave;s caracter&iacute;sticas dos filhos, tarefas estas que se prendem com assegurar alimentos: <i>“No fim de deixar o meu filho no centro fa&ccedil;o as minhas compras,”</i> (EM1); <i>“Durante o dia aproveito para fazer as compras”</i>(EP3); <i>“Normalmente aproveitamos para fazer as compras no supermercado”</i>(EM4).</p>     <p>Ainda de acordo com o mesmo autor, &eacute; fundamental um ambiente familiar que promova a sa&uacute;de, e nos participantes do estudo podemos concluir que estes se preocupam com a limpeza, asseio do vestu&aacute;rio e do espa&ccedil;o f&iacute;sico da casa. <i>“Trato das roupas, arrumo a casa gosto de ter tudo muito limpo e arranjado”</i> (EM1); <i>“Dar uma arrumadela a casa”</i> (EP3); <i>“Ou a organizar as coisas de casa”</i> (EM4); <i>“Fico em casa a tratar de algumas coisas”</i> (EP5); <i>“Tenho que passar a ferro, limpar a casa”</i>(EM2).</p>     <p>Al&eacute;m das tarefas referidas anteriormente, &eacute; de salientar que uma das m&atilde;es do estudo contribui para economia do lar na medida em que cuida do quintal e de animais. <i>“Chego a casa e cuido das galinhas”</i> (EM1); <i>“&Agrave; tarde ainda vou para o quintal tirar umas ervas ou plantar as minhas coisas”</i> (EM1)</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Participa&ccedil;&atilde;o nas tarefas dom&eacute;sticas</b></p>     <p>Do discurso emana uma realidade de participa&ccedil;&atilde;o nas tarefas dom&eacute;sticas, que apesar de ser uma situa&ccedil;&atilde;o frequente e normal numa fam&iacute;lia, com filhos deficientes esta realidade acaba por ter outra dimens&atilde;o, porque se por um lado &eacute; uma forma dos deficientes contribu&iacute;rem para a realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas dom&eacute;sticas, mesmo que sejam as mais b&aacute;sicas, por outro lado n&atilde;o se verifica uma sobrecarga s&oacute; para um membro da fam&iacute;lia, embora as tarefas desenvolvidas pelos filhos sejam muito b&aacute;sicas, nomeadamente nas tarefas da cozinha. <i>“Limpa os talheres muito bem “</i>(EM1); <i>“P&otilde;e a mesa muito bem arranjada”</i> (EM1); <i>“Ajuda-me a por a mesa “</i> (EP3); <i>“Tira a lou&ccedil;a da m&aacute;quina de lavar, p&otilde;e a mesa”</i> (EM4); <i>“Se o mandar &agrave; despensa buscar batatas ele vai”</i> (EM4); <i>“Tira a lou&ccedil;a da m&aacute;quina de lavar”</i> (EP5); <i>“Ele lava a lou&ccedil;a para colocar na m&aacute;quina”</i> (EP5); <i>“Fica &agrave;s vezes a limpar a lou&ccedil;a do almo&ccedil;o e a arrumar, quando eu chego ainda est&aacute; &agrave;s voltas com a lou&ccedil;a, &eacute; muito lenta”</i> (EP3), mas fundamentais para o saber ser, estar e fazer.</p>     <p>Al&eacute;m das atividades referidas anteriormente, os filhos tamb&eacute;m participam no asseio e na arruma&ccedil;&atilde;o da casa <i>“&Eacute; muito arrumado”</i> (EM1); <i>“Gosta tudo no seu lugar”</i> (EM1); <i>“Vai &agrave;s vezes com um panito limpar o p&oacute;”</i> (EP3); <i>“Quando est&aacute; bem-disposto ajuda a Ana”</i> (EP5); <i>“Tens umas gavetas muito arranjadas”</i>(EM1); <i>“Faz a cama”</i>(EM1); <i>“Arruma a roupa dele nas gavetas”</i>(EM4); <i>“Faz as camitas”</i>(EP3).</p>     <p>&Eacute; de salientar que uma m&atilde;e refere que o filho n&atilde;o realiza qualquer tarefa <i>“Nada, n&atilde;o faz nada eu &eacute; que fa&ccedil;o tudo”</i> (EM2) mas tal facto est&aacute; associado ao elevado grau de depend&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estas fam&iacute;lias t&ecirc;m necessidades de apoio intensivo, efetivo e cont&iacute;nuo, da&iacute; a import&acirc;ncia de compreender melhor a sua vida social.</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Vida Social da fam&iacute;lia</b></p>     <p>Na faixa et&aacute;ria dos pais em quest&atilde;o o isolamento &eacute; frequente, pois j&aacute; n&atilde;o exercem atividade profissional e podem surgir limita&ccedil;&otilde;es advindas quer de problemas f&iacute;sicos quer ps&iacute;quicos. Mas nos casos estudados o isolamento &eacute; mais vincado pela depend&ecirc;ncia dos filhos devido &agrave;s suas limita&ccedil;&otilde;es. O tempo dos pais &eacute; repartido entre os afazeres do dia-a-dia e os cuidados prestados aos seus filhos<i> “Tenho um dia sempre muito ocupado em casa, n&atilde;o h&aacute; tempo para conversas, passam-se dias que n&atilde;o falo com as minhas irm&atilde;s” </i>(EM1); <i>“Tenho um dia muito ocupado, sem tempo para conversar”</i> (EM2). &Eacute; de salientar que o isolamento dos pais &eacute; mais not&oacute;rio nas m&atilde;es, pois  as fun&ccedil;&otilde;es inerentes ao facto de ser m&atilde;e e dona de casa ocupam tempo, quando o mesmo j&aacute; n&atilde;o se verifica com os pais, facto constatado pelos dados recolhidos. <i>“Vou at&eacute; ao caf&eacute; ler o jornal e conversar”</i> (EP5); <i>“Vou at&eacute; ao shopping conversar com uns amigos”</i> (EP3); <i>“Vou dar uma volta at&eacute; Miramar encontro-me l&aacute; com uns casais amigos e conversamos”</i> (EP3).</p>     <p>As atividades de lazer para as pessoas com defici&ecirc;ncia ainda requerem um esfor&ccedil;o acrescido para os pais, uma vez que a sociedade ainda n&atilde;o reconhece o lazer como direito indispens&aacute;vel ao cidad&atilde;o com defici&ecirc;ncia. Marcellino (como citado por Loss, 2008),  evidencia que o lazer pode ser encarado como uma a&ccedil;&atilde;o cultural no sentido  em que os educadores podem transform&aacute;-la em elemento de mudan&ccedil;a social e humana. Ao analisar o discurso dos nossos participantes constata-se que estes pais oferecem um leque muito pobre de atividades de lazer <i>“Se ao fim de semana der para eu sair com ele, ele vai, se n&atilde;o fica em casa”</i> (EM1); <i>“Ao fim de semana vamos dar uma volta os dois”</i> (EM1); <i>“Passa o fim de semana na cama em casa, deitado ou sentado”</i> (EM2); <i>”Ao fim de semana vamos sempre almo&ccedil;ar fora com uns casais amigos”</i>(EP3); <i>“Gosta muito de ir &agrave;s festas e romarias”</i> (EM4); <i>“No Natal tem de ir sempre ao circo, no S&atilde;o Jo&atilde;o gosta de ir para a baixa andar de martelo”</i>(EM4);<i>“Vem a todas as festas aqui do centro“</i> (EM4), mas de certa forma est&atilde;o inerentes quer &agrave; faixa et&aacute;ria, quer ao n&iacute;vel cultural dos pais.</p>     <p>Os pais consideram importantes a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, mas n&atilde;o se disponibilizam para facultar aos filhos a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico <i>“Gostava que ele praticasse nata&ccedil;&atilde;o”</i> (EM1);<i>“Gostava que ele sa&iacute;sse mais, nem que fosse para dar uma voltinha no bairro”</i> (EM2);<i>“Seria importante ela praticar exerc&iacute;cio f&iacute;sico, mas s&oacute; se fosse aqui no centro”</i> (EP3); <i>“Gostava muito que houvesse aqui no centro um gin&aacute;sio”</i> (EP5).</p>     <p>As atividades de lazer poder&atilde;o ser revestidas de alegria, desenvolvimento, prazer, conv&iacute;vio. Messa et al. (2007) defende que o lazer &eacute; um momento para o exerc&iacute;cio da cidadania e contribui para a inclus&atilde;o social no entanto apercebemo-nos pela an&aacute;lise do texto que as atividades desenvolvidas contribuem de certa forma para o isolamento social<i>”Ver televis&atilde;o”</i> (EM2); <i>“Ouve m&uacute;sica, v&ecirc; televis&atilde;o”</i> (EM1); <i>“Ouve m&uacute;sica, v&ecirc; televis&atilde;o”</i> (EP5) contudo, o tempo de f&eacute;rias &eacute; preenchido com atividades diferentes das referidas anteriormente. <i>“Nas f&eacute;rias vamos o m&ecirc;s todo para a praia, Lavadores, Salgueiros, Espinho &eacute; conforme me apetecer, mas sempre de camioneta em camioneta, mas sempre os dois”</i> (EM1); <i>“Nas f&eacute;rias vamos sempre para o Algarve”</i> (EP3); <i>”Nas f&eacute;rias vamos para o Algarve”</i> (EM4); <i>“Nas f&eacute;rias vamos sempre para a praia (…) (Benidorm/ Algarve) e para as termas”</i> (EP5).</p>     <p>O dia-a-dia &eacute; revestido de uma grande diversidade de atividades, e inerente &agrave; sua realiza&ccedil;&atilde;o frequentemente ocorre um despoletar de emo&ccedil;&otilde;es. Estas n&atilde;o est&atilde;o apenas relacionadas com a realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas em si mas tamb&eacute;m com as caracter&iacute;sticas pessoais e meio envolvente. </p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Emo&ccedil;&otilde;es expressas pelos pais</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando se cuida de algu&eacute;m v&aacute;rios sentimentos podem surgir. Glajchen (como citado por Botelho, 2008), refere que os cuidadores podem sofrer altera&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas (ansiedade, <i>stress</i> e depress&atilde;o) <i>“Mas isto &eacute; penoso, a minha filha &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o constante est&aacute; sempre aqui na minha cabe&ccedil;a”</i> (EP3); <i>“&Eacute; a minha cruz”</i> (EP3) e altera&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas <i>“Sinto-me cansada, muito cansada para o vestir tenho que me p&ocirc;r de joelhos e tenho uma h&eacute;rnia na coluna, ando &agrave; rasca. No fim do dia estou sempre cansada e n&atilde;o vou para a cama cedo”</i> (EM2).</p>     <p>O equil&iacute;brio da unidade familiar &eacute; fraturado quando surge uma doen&ccedil;a ou a morte  de um dos seus membros, levando a uma mudan&ccedil;a consider&aacute;vel na estrutura familiar, pois a doen&ccedil;a de um familiar abala todo o sistema, e uma ideia bem percet&iacute;vel no discurso dos participantes &eacute; a apreens&atilde;o com a sua sa&uacute;de<i>,”O meu &uacute;nico medo &eacute; de adoecer, n&atilde;o tenho ningu&eacute;m para me ajudar”</i> (EP5). Podemos constatar que estes pais assumem sozinhos o cuidar dos filhos, e vivem numa solid&atilde;o de cuidador.</p>     <p>Cuidar de algu&eacute;m dependente no meio familiar n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil, podendo mesmo constituir uma situa&ccedil;&atilde;o problem&aacute;tica relacionada com as exig&ecirc;ncias de ser cuidador informal, tendo em conta as repercuss&otilde;es negativas que acarretam para a estrutura e funcionamento familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Necessidades sentidas/manifestadas pelos pais</b></p>     <p>Ara&uacute;jo, Pa&uacute;l, e Martins (2009) no seu estudo “Cuidar de Idosos dependentes no Domicilio: desabafo de quem cuida”, verificou que, pelas viv&ecirc;ncias expressas pelos participantes, estes sentem mais dificuldades no apoio aos autocuidados universais, por serem os que compreendem maior esfor&ccedil;o f&iacute;sico quer seja na presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados de higiene quer na mobiliza&ccedil;&atilde;o, contribuindo para o cansa&ccedil;o, desgaste e revolta. Durante o ato de cuidar os cuidadores podem ser invadidos por sentimentos de <i>stress</i> que s&atilde;o, muitas vezes, motivados pela sobrecarga do cuidar, pelo tipo de depend&ecirc;ncia de cuidados e por fatores intr&iacute;nsecos e extr&iacute;nsecos ao cuidador. <i>“Tenho muitas dificuldades, mas tenho de encarar que &eacute; assim, n&atilde;o a vou meter num s&iacute;tio”</i> (EM2). Ap&oacute;s a an&aacute;lise das entrevistas o auto cuidado que tem mais expressividade e que de certa forma constitui maior dificuldade para os pais, &eacute; o auto cuidado higiene <i>“Tenho muitas dificuldades mas o pior &eacute; mesmo o banho”</i> (EP3); <i>“Custou-me muito mas agora j&aacute; estou mais habituado, tem de ser, &eacute; a minha cruz”</i> (EP3); <i>“Para tomar banho”</i> (EM2); <i>“Para tomar banho e fazer a barba”</i> (EM4). &Eacute; de salientar que estes pais t&ecirc;m uma forte liga&ccedil;&atilde;o com os filhos.</p>     <p>Os pais deste estudo salientam a pouca depend&ecirc;ncia dos seus filhos face &agrave; sua idade cronol&oacute;gica, uma vez que necessitam constantemente de ser supervisionados nas suas atividades. <i>“Necessita apenas de orienta&ccedil;&atilde;o em termos de espa&ccedil;o”</i> (EP5); <i>“Para sair de casa, ele nunca anda sozinho na rua, nem fica sozinho em casa”</i> (EM4); <i>“Andar na rua, nunca a habituamos a fazer muitas coisas“</i> (EP3). &Eacute; de referir que se verifica uma depend&ecirc;ncia no que diz respeito &agrave; mobilidade; um dos participantes no estudo refere a dificuldade do seu filho utilizar os transportes p&uacute;blicos e a necessidade/desejo de possuir transporte pr&oacute;prio. <i>“Gostava muito de ter uma carrinha que o transportasse para o centro, &eacute; dif&iacute;cil”</i> (EM1).</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Centros de recursos de apoio a fam&iacute;lia</b></p>     <p>Um dos fatores que pode ou n&atilde;o gerar <i>stress</i> do cuidador &eacute; o apoio social. Serra (como citado por Figueiredo, 2007) refere que o apoio social pode contribuir para que os prestadores de cuidados manifestem menos <i>stress</i>, <i>“Se n&atilde;o fossem voc&ecirc;s a minha situa&ccedil;&atilde;o era ainda mais penosa”</i>(EP3); <i>“O centro &eacute; a &uacute;nica ajuda que tenho para cuidar da minha filha”</i> (EP3), no entanto, quando o apoio da fam&iacute;lia &eacute; nulo ou inadequado, ou orientado deficientemente, pode induzir  <i>stress</i>. <i>“Eu tenho de arranjar uma empregada para me ajudar a cuidar da casa, passar a ferro, fazer as refei&ccedil;&otilde;es, eu n&atilde;o aguento mais”</i> (EP3). Figueiredo (2007) salienta que uma das formas de poder reduzir/atenuar o <i>stress</i> poder&aacute; ser um apoio social eficaz de modo a dar resposta &agrave;s necessidades sentidas pelo cuidador, <i>“O &uacute;nico apoio que tenho &eacute; da C&acirc;mara Municipal de Gaia que transporta o meu filho para o Centro”</i> (EM2); <i>O centro &eacute; a &uacute;nica ajuda que tenho para cuidar da minha filha”</i> (EP3) por&eacute;m, na maioria das vezes, o cuidador obt&eacute;m apoio e suporte social para cuidar do seu familiar, tornando a tarefa mais “leve”, ajudando-o a libertar-se de determinadas situa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o potencialmente geradoras de <i>stress</i>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>	     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O envelhecimento &eacute; um fen&oacute;meno natural do ciclo vital que est&aacute; intimamente ligado ao ser humano. Tal facto leva a que todos os setores da sociedade sejam responsabilizados e que intervenham de uma forma construtiva e positiva no cuidar dos seus idosos. Os pais idosos assumem sozinhos o cuidar dos seus filhos, e tal facto prende-se com a realidade da nossa sociedade, que n&atilde;o est&aacute; “preparada” para estabelecer parcerias no ato de cuidar pessoas com defici&ecirc;ncia, assim como o facto de os apoios dispon&iacute;veis para os pais serem escassos ou na maioria das vezes inexistentes. Foram analisadas as necessidades sentidas pelos pais, cuidadores idosos com filhos portadores de defici&ecirc;ncia, tornando-se claro que estes necessitam de ajuda para o confronto com a situa&ccedil;&atilde;o no autocuidado, orienta&ccedil;&atilde;o e transporte, pelo que esta identifica&ccedil;&atilde;o sugere-nos que as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de t&ecirc;m de repensar as suas respostas face a esta popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ap&oacute;s o levantamento das necessidades sentidas pelos cuidadores foi relevante compreender as dificuldades e medos sentidos pelos pais de filhos adultos com defici&ecirc;ncia, e constatamos que os pais s&atilde;o confrontados com o isolamento social condicionado pela condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e tamb&eacute;m pelo escasso ou inexistente conv&iacute;vio social e um leque muito pouco diversificado de atividades de lazer. Os pais manifestam sentimentos de solid&atilde;o e cansa&ccedil;o, consequ&ecirc;ncia da idade e/ou doen&ccedil;as, e um grande receio de n&atilde;o terem a possibilidade de cuidar dos seus filhos face a essas situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a.</p>     <p>Na procura de identificar o contributo da Enfermagem para fazer face a estas situa&ccedil;&otilde;es, compreendemos que as dificuldades e medos sentidos pelos pais de filhos com defici&ecirc;ncia se prendem com a falta de apoio particularmente para o futuro, uma vez que o apoio da equipa de Enfermagem &eacute; praticamente inexistente.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, os apoios sociais e de sa&uacute;de &uacute;teis &agrave;s fam&iacute;lias neste contexto v&atilde;o desde as estruturas locais, tais como: C&acirc;mara Municipal, Centro de Sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m de centros especializados, como o Centro de Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional Integrada e tamb&eacute;m de profissionais isolados, como a Fisioterapeuta e a empregada dom&eacute;stica.</p>     <p>Num futuro pr&oacute;ximo estamos convictas de que a tem&aacute;tica que foi investigada suscitar&aacute; mais interesse aos investigadores pelo simples facto de ser pouco estudada, no entanto reconhecemos a necessidade emergente de a abordar no sentido de compreender as necessidades dos pais idosos que cuidam de filhos deficientes.</p>     <p>Com o resultado deste trabalho, fica um sentimento de que existe um longo e &aacute;rduo caminho a percorrer no que toca aos pais idosos que cuidam dos seus filhos. Dos enfermeiros &eacute; esperado que se responsabilizem pela presta&ccedil;&atilde;o de cuidados para com estas pessoas t&atilde;o diferentes, mas t&atilde;o especiais. Fica-nos a esperan&ccedil;a que este singelo trabalho seja o ponto de partida para estudos futuros, assim como para o arranque da elabora&ccedil;&atilde;o/concretiza&ccedil;&atilde;o de planos de cuidados adequados &agrave;s necessidades identificadas.</p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Referencias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, I. M., Paul, C., & Martins, M. M. (2009). Cuidar de idosos dependentes no domic&iacute;lio: Desabafos de quem cuida. Ci&ecirc;ncia, Cuidado e Sa&uacute;de, 8 (2), 191-197. Retirado de <a href ="http://periódicos.uem.br/ojs/índex.php/cienccuidsaude/article/view/8198/4925"target="_blank">http://peri&oacute;dicos.uem.br/ojs/&iacute;ndex.php/cienccuidsaude/article/view/8198/4925</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0874-0283201400010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baldor, R., & Brien, J. (2009). Primary care of the adult with intelectual disability (mental retardation). Retirado de <a href ="http://www.uptodate.com/online/content/topic.do"target="_blank">http://www.uptodate.com/online/content/topic.do</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0874-0283201400010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barbosa, M. A., Chaud, M. N., & Gomes, M. M. F. (2008). Viv&ecirc;ncias de m&atilde;es com um filho deficiente: Um estudo fenomenol&oacute;gico. Acta Paulista de Enfermagem, 21 (1), 46-52. Retirado de <a href ="http://www.scielo.br"target="_blank">http://www.scielo.br</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0874-0283201400010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bedia, R., Cilleros, M. V. M., Primo, P. G., & Fern&aacute;ndez, Z. G. (2009). La calidad de la atenci&oacute;n en los procesos de apoyo a adultos con autismo y sus familiares. In M. Allonso (Ed.), Como mejorar la calidad de vida de las personas com discapacidad: Instrumentos y estrategias de evoluci&oacute;n (pp. 323-337). Salamanca, Spain: Amar&uacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0874-0283201400010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <!-- ref --><p>Botelho, M. (2008).“Idoso que cuida de idosa” (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado). Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas Abel Salazar, Porto, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0874-0283201400010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Correia, L. (2003). Inclus&atilde;o e necessidades educativas especiais. Porto, Portugal: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0874-0283201400010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Decreto-Lei n&ordm; 104/98 de 21 de Abril (1998). Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n&ordm; 93/98 - I S&eacute;rie A. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Lisboa, Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Figueiredo, D. (2007). Cuidados familiares ao idoso dependente. Lisboa, Portugal: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0874-0283201400010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ishikawa, S., & Raine, A. (2010). Complica&ccedil;&otilde;es obst&eacute;tricas e agress&atilde;o.In Enciclop&eacute;dia sobre o desenvolvimento na primeira inf&acirc;ncia.Retirado de <a href ="http://www.enciclopedia-crianca.com/documents/Ishikawa-RainePRTxp.pdf"target="_blank">http://www.enciclopedia-crianca.com/documents/Ishikawa-RainePRTxp.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0874-0283201400010001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Loss, S. (2008). Defici&ecirc;ncia mental e lazer: Um relato de experi&ecirc;ncia.Revista Digital13, (17). Retirado de <a href ="http://www.efdeportes.com/edf127/deficiência-mental-e-lazer.htm"target="_blank">http://www.efdeportes.com/edf127/defici&ecirc;ncia-mental-e-lazer.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0874-0283201400010001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Malveira, C. (2007). A fam&iacute;lia de alunos com necessidades educativas especiais. Jornal de Albergaria. Retirado de  <a href ="http://neeiscia.blogspot.com/2007_08_01_archive.html"target="_blank">http://neeiscia.blogspot.com/2007_08_01_archive.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0874-0283201400010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, M. (2002). Uma crise acidental da fam&iacute;lia: O doente com AVC. Coimbra, Portugal: Formasau.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0874-0283201400010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Messa, A. A., Ara&uacute;jo, C. O., Freitas, C. S., Penna, E. C. G., Yasui, E. M., Aguiar, L. G.,…Garcia, R. R. (2007). Lazer familiar: Um estudo sobre a percep&ccedil;&atilde;o de pais de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia. Retirado de <a href ="http://www.mackenzie.com.br/filedomin/Pos_Graduaçao/Mestrado/Disturbio_do_desenvolvimento/publicaçoes/volume_V/lazer_familiaPdf"target="_blank">http://www.mackenzie.com.br/filedomin/Pos_Gradua&ccedil;ao/Mestrado/Disturbio_do_desenvolvimento/publica&ccedil;oes/volume_V/lazer_familiaPdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0874-0283201400010001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. (2002). Segunda assembleia sobre o envelhecimento – popula&ccedil;&atilde;o e envelhecimento: Factos e n&uacute;meros. Retirado de <a href ="http://www.onuportugal.pt"target="_blank">http://www.onuportugal.pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0874-0283201400010001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. (2006). Conven&ccedil;&atilde;o sobre os direitos das pessoas com defici&ecirc;ncia. Retirado de <a href ="http://www.bengalalegal.com"target="_blank">http://www.bengalalegal.com</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0874-0283201400010001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, I., & Sarrat, C. (2008). Modalidades de aplica&ccedil;&atilde;o da teoria do autocuidado de Orem em comunica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas de enfermagem Brasileira. Revista Enfermagem UERJ,16 (3), 313-318. Retirado de <a href ="http://www.scielo.br"target="_blank">http://www.scielo.br</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0874-0283201400010001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Souza, L., & Boemer, M. (2003). O ser – com o filho com defici&ecirc;ncia mental: Alguns desvelamentos. Paid&eacute;ia (Ribeir&atilde;o Preto), 13 (26), 209-219. 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Quotidiano e representa&ccedil;&atilde;o (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado). Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias do Trabalho e da Empresa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0874-0283201400010001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>				     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 15.05.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 23.07.13</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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