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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conceitos disciplinares em uso por estudantes de licenciatura e de mestrado em Enfermagem]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Conceptos disciplinarios en uso por los estudiantes de grado y máster en Enfermeira]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem de Coimbra  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: The use of a disciplinary language and concepts is part of the integration into the scientific community. Objectives: To identify the terms used to define nursing, the set of concepts in use and its alignment with core concepts and patterns of knowing so that education is more in line with the state of the art of the theory. Methodology: Descriptive study with content analysis using two samples of undergraduate and master’s students. Results: The dispersion of terms and concepts showed difficulties in defining nursing; the term and concept of caring was used more often; the concepts of transition and well-being were not used by beginning master’s students; the term of transition was not central to undergraduates, but they greatly valued well-being; both undergraduate and master’s students easily perceived nursing as a science, emphasising the empirical pattern of knowledge; beginning master’s students, by being absent from formal education for a longer period, used disciplinary terms and concepts proposed by the nursing theory less often. Conclusion: Initial, postgraduate and lifelong training should contribute to and benefit from the systematisation of the theory produced and expressed in specific disciplinary language]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Marco contextual: El uso del lenguaje disciplinario de conceptos forma parte de la integración en la comunidad científica. Objetivo: Diagnosticar la situación con respecto a los términos utilizados para definir la enfermería, el conjunto de conceptos en uso y su alineación con los conceptos centrales y los patrones de conocimiento, con el fin de que la formación esté en consonancia con los últimos avances científicos de la teoría. Metodología: Se trata de un estudio descriptivo, con análisis de contenido, en dos muestras de estudiantes de grado y máster. Resultados: Así, encontramos una dispersión de términos y conceptos que muestra la dificultad de definir la enfermería. El término y el concepto más usado es atender; los conceptos de transición y bienestar no son apropiados para los estudiantes que comienzan el máster; los estudiantes de grado no dan primacía al término transición, pero sí un valor relevante al bienestar; ambos entienden la enfermería como ciencia y valoran el patrón empírico, y los estudiantes que van a empezar el máster, por llevar más tiempo desconectados de la educación formal, presentan una asignación más baja de términos y conceptos disciplinarios propuestos por la teoría de enfermería. Conclusión: Se considera relevante que la formación inicial, de posgrado y continua, pueda aportar y beneficiarse de la sistematización de la teoría producida y expresada en el lenguaje disciplinario específico.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conceitos disciplinares em uso por estudantes de licenciatura e de mestrado em Enfermagem</b></p>     <p><b>Disciplinary concepts in use by undergraduate and master’sstudents in Nursing</b></p>     <p><b>Conceptos disciplinarios en uso por los estudiantes de grado y m&aacute;ster en Enfermeira</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Paulo Joaquim Pina Queir&oacute;s</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Doutoramento em Desenvolvimento e Interven&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica. Mestre em Sa&uacute;de Ocupacional. Licenciatura em Hist&oacute;ria e em Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. P&oacute;s-doutorando ICBAS-UP. Professor Coordenador, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, 3046-851, Coimbra, Portugal [<a href="mailto:pauloqueiros@esenfc.pt">pauloqueiros@esenfc.pt</a>]. Morada para correspond&ecirc;ncia: Rua do A&ccedil;ude, n&ordm; 150, 3020-263, Coimbra, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Enquadramento</b>: A utiliza&ccedil;&atilde;o da linguagem disciplinar, de conceitos, faz parte da integra&ccedil;&atilde;o na comunidade cient&iacute;fica.</p>     <p><b>Objetivos</b>: Diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o quanto aos termos usados para definir enfermagem; o conjunto de conceitos em uso e o seu alinhamento com conceitos centrais e padr&otilde;es de conhecimento, com vista a direcionar a forma&ccedil;&atilde;o em maior conson&acirc;ncia com o estado da arte da teoria.</p>     <p><b>Metodologia</b>: Estudo descritivo, com an&aacute;lise de conte&uacute;do, em duas amostras de estudantes de licenciatura e de mestrado.</p>     <p><b>Resultados</b>: Encontr&aacute;mos dispers&atilde;o de termos e conceitos a revelar dificuldade na defini&ccedil;&atilde;o de enfermagem; o cuidar &eacute; o termo e conceito com maior utiliza&ccedil;&atilde;o; os conceitos de transi&ccedil;&atilde;o e bem-estar n&atilde;o est&atilde;o apropriados pelos estudantes a iniciar o mestrado; os estudantes da licenciatura n&atilde;o d&atilde;o centralidade ao termo transi&ccedil;&atilde;o mas valorizam com relev&acirc;ncia o bem-estar; ambos facilmente percecionam a enfermagem como ci&ecirc;ncia, valorizando o padr&atilde;o emp&iacute;rico; os estudantes a iniciar o mestrado, por afastados do ensino formal h&aacute; mais tempo, apresentam uma menor apropria&ccedil;&atilde;o de termos e conceitos disciplinares propostos pela teoria de enfermagem.</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b>: Torna-se relevante que a forma&ccedil;&atilde;o inicial, p&oacute;s-graduada e a cont&iacute;nua, contribua e beneficie da sistematiza&ccedil;&atilde;o da teoria produzida e expressa em linguagem disciplinar espec&iacute;fica.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: teoria de enfermagem; educa&ccedil;&atilde;o em enfermagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p><b>Background</b>: The use of a disciplinary language and concepts is part of the integration into the scientific community.</p>     <p><b>Objectives</b>: To identify the terms used to define nursing, the set of concepts in use and its alignment with core concepts and patterns of knowing so that education is more in line with the state of the art of the theory.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Methodology</b>: Descriptive study with content analysis using two samples of undergraduate and master’s students.</p>     <p><b>Results</b>: The dispersion of terms and concepts showed difficulties in defining nursing; the term and concept of caring was used more often; the concepts of transition and well-being were not used by beginning master’s students; the term of transition was not central to undergraduates, but they greatly valued well-being; both undergraduate and master’s students easily perceived nursing as a science, emphasising the empirical pattern of knowledge; beginning master’s students, by being absent from formal education for a longer period, used disciplinary terms and  concepts proposed by the nursing theory less often.</p>     <p><b>Conclusion</b>: Initial, postgraduate and lifelong training should contribute to and benefit from the systematisation of the theory produced and expressed in specific disciplinary language.</p>     <p><b>Keywords</b>: nursing theory; nursing education.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p><b>Marco contextual</b>: El uso del lenguaje disciplinario de conceptos forma parte de la integraci&oacute;n en la comunidad cient&iacute;fica.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Diagnosticar la situaci&oacute;n con respecto a los t&eacute;rminos utilizados para definir la enfermer&iacute;a, el conjunto de conceptos en uso y su alineaci&oacute;n con los conceptos centrales y los patrones de conocimiento, con el fin de que la formaci&oacute;n est&eacute; en consonancia con los &uacute;ltimos avances cient&iacute;ficos de la teor&iacute;a.</p>     <p><b>Metodolog&iacute;a</b>: Se trata de un estudio descriptivo, con an&aacute;lisis de contenido, en dos muestras de estudiantes de grado y m&aacute;ster.</p>     <p><b>Resultados</b>: As&iacute;, encontramos una dispersi&oacute;n de t&eacute;rminos y conceptos que muestra la dificultad de definir la enfermer&iacute;a. El t&eacute;rmino y el concepto m&aacute;s usado es atender; los conceptos de transici&oacute;n y bienestar no son apropiados para los estudiantes que comienzan el m&aacute;ster; los estudiantes de grado no dan primac&iacute;a al t&eacute;rmino transici&oacute;n, pero s&iacute; un valor relevante al bienestar; ambos entienden la enfermer&iacute;a como ciencia y valoran el patr&oacute;n emp&iacute;rico, y los estudiantes que van a empezar el m&aacute;ster, por llevar m&aacute;s tiempo desconectados de la educaci&oacute;n formal, presentan una asignaci&oacute;n m&aacute;s baja de t&eacute;rminos y conceptos disciplinarios propuestos por la teor&iacute;a de enfermer&iacute;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusi&oacute;n</b>: Se considera relevante que la formaci&oacute;n inicial, de posgrado y continua, pueda aportar y beneficiarse de la sistematizaci&oacute;n de la teor&iacute;a producida y expresada en el lenguaje disciplinario espec&iacute;fico.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: teor&iacute;a de enfermer&iacute;a; educaci&oacute;n en enfermer&iacute;a.</p>     <p>&nbsp;</p>			     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As disciplinas t&ecirc;m uma linguagem pr&oacute;pria, uma estrutura de comunica&ccedil;&atilde;o dos seus fen&oacute;menos de interesse e da sua interpreta&ccedil;&atilde;o do real que se expressa por termos e conceitos. Alguns conceitos pelo seu poder interpretativo, explicativo e simb&oacute;lico adquirem centralidade no &acirc;mbito da disciplina; e tornam-se elementos de precis&atilde;o do n&uacute;cleo de interesse, da perspetiva peculiar, essenciais para a identifica&ccedil;&atilde;o da matriz disciplinar.</p>     <p>“Uma disciplina cient&iacute;fica &eacute; determinada por uma organiza&ccedil;&atilde;o mental. &Eacute; aquilo a que se chama, em filosofia das ci&ecirc;ncias, uma matriz disciplinar ou um paradigma, ou seja, uma estrutura mental, consciente ou n&atilde;o, que serve para classificar o mundo a fim de poder abord&aacute;-lo” (Fourez, 2008, p. 111). &Eacute; neste entendimento que, enquanto linguagem trabalhada, sintetizada, reconhecida e com significado num universo espec&iacute;fico, comunidade cient&iacute;fica, permitindo leituras narradas da realidade e a sua sistematiza&ccedil;&atilde;o, d&atilde;o corpo a uma “s&eacute;rie de pressupostos, de normas, de instrumentos, de maneiras de ver, … d&atilde;o a sua fisionomia ao saber que essa disciplina estrutura” (Fourez, 2008, p. 111).</p>     <p>Hoje, tem-se uma ideia din&acirc;mica dos conceitos, que devem reportar-se ao seu uso espec&iacute;fico mas contextualizado. “Os te&oacute;ricos agora entendem que o significado conceitual &eacute; criado pelos estudiosos para auxiliar a transmitir seu significado aos leitores” (McEwen & Wills, 2009, p. 76). A apropria&ccedil;&atilde;o de conceitos e a utiliza&ccedil;&atilde;o da linguagem disciplinar faz parte do processo pelo qual os ne&oacute;fitos, estudantes ou profissionais, se integram na comunidade cient&iacute;fica, criando e recriando conhecimento em a&ccedil;&atilde;o, tendo por base uma racionalidade pr&aacute;tico-reflexiva (Medina, 1999).</p>     <p>Propomo-nos neste estudo, junto de estudantes de licenciatura e a iniciar o mestrado em enfermagem, identificar os termos usados para a defini&ccedil;&atilde;o de enfermagem; enumerar os conceitos que apontam como espec&iacute;ficos ou com significado espec&iacute;fico na enfermagem; ter uma vis&atilde;o de conjunto dos termos e conceitos que usam; descrever os termos e conceitos que est&atilde;o em alinhamento com os conceitos centrais e os padr&otilde;es de conhecimento em enfermagem definidos na literatura de enfermagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os conceitos desempenham um papel estruturante nas disciplinas. &Eacute; atrav&eacute;s dos conceitos que se definem os n&uacute;cleos centrais, se cria e enriquece a linguagem disciplinar. Os conceitos comportam uma dupla fun&ccedil;&atilde;o, focalizar aquilo que &eacute; o objetivo de determinado corpo de saberes, a perspetiva pr&oacute;pria sobre determinado real, e proporcionar narrativas constru&iacute;das no &acirc;mbito dessa singular interpreta&ccedil;&atilde;o. “As narrativas ligadas ao conceito d&atilde;o &agrave;s pessoas &laquo;palavras para diz&ecirc;-lo&raquo;. As palavras para dizer a sua experi&ecirc;ncia” (Fourez, 2008, p. 276).</p>     <p>Os conceitos, sendo formula&ccedil;&otilde;es mentais ou ideias usadas para representar as experi&ecirc;ncias, “s&atilde;o formulados em palavras que possibilitam que as pessoas comuniquem o significado das realidades no mundo” e assim “explicam a mat&eacute;ria das teorias de uma disciplina” (McEwen & Wills, 2009, p. 76).</p>     <p>A ci&ecirc;ncia &eacute; o estabelecimento de uma linguagem com vista a uma economia de pensamento e de comunica&ccedil;&atilde;o, “uma gigantesca opera&ccedil;&atilde;o de estandartiza&ccedil;&atilde;o de saberes, de grelhas de leitura, de no&ccedil;&otilde;es, de procedimentos, de valores, etc. As matrizes disciplinares podem ser vistas com este tipo de normaliza&ccedil;&atilde;o” (Fourez, 2008, p. 127). Os conceitos podem ser pr&oacute;prios, emergindo da disciplina, mas “tamb&eacute;m se ‘propagam’ … de uma disciplina para outra, fortalecendo pontos de vista novos…” (Fourez, 2008, p. 119).</p>     <p>Yura e Torres de forma pioneira em 1975 propuseram para conceitos focais na disciplina, a enfermagem, a pessoa (man), a sociedade, e a sa&uacute;de. McEwen e Wills (2009, p.67) referem que “Fawcett escreveu, pela primeira vez, sobre os conceitos centrais de enfermagem em 1978 e formalizou-os como metaparadigma de enfermagem em 1984”. Fawcett em 2005 mant&eacute;m os conceitos: enfermagem, sa&uacute;de, ambiente (que anteriormente j&aacute; tinha derivado de sociedade) e o ser humano (que evoluiu do conceito pessoa). O Conselho de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros, em 2002, utiliza os conceitos sa&uacute;de, pessoas, ambiente e cuidados de enfermagem, para o enquadramento concetual dos cuidados de enfermagem.</p>     <p>A aceita&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duo, sa&uacute;de, ambiente, enfermagem como um metaparadigma de enfermagem n&atilde;o re&uacute;ne consenso (McEwen & Willis, 2009). Newman, em 1983, apontou como principais componentes da disciplina “enfermagem (como uma a&ccedil;&atilde;o), cliente (ser humano), meio ambiente (do cliente e do enfermeiro-cliente), e a sa&uacute;de” (p.389). E Kim (2010) identificou uma tipologia e estrutura organizadora com quatro dom&iacute;nios: paciente, paciente-enfermeiro, pr&aacute;tica e ambiente. Em 1994, Meleis e Trangenstein, ao afirmarem que a enfermagem consiste na facilita&ccedil;&atilde;o dos processos de transi&ccedil;&atilde;o, no sentido de se alcan&ccedil;ar uma maior sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar transportam, a nosso ver, para uma centralidade concetual os termos facilita&ccedil;&atilde;o, transi&ccedil;&atilde;o e bem-estar. Meleis (2012) sintetiza como sete conceitos centrais: intera&ccedil;&atilde;o, paciente de enfermagem, transi&ccedil;&otilde;es, processo de enfermagem, ambiente, terap&ecirc;utica de enfermagem e sa&uacute;de.</p>     <p>A enfermagem como possu&iacute; caracter&iacute;sticas das ci&ecirc;ncias sociais e comportamentais, bem como das ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, deve contar com m&uacute;ltiplas formas de conhecimento (McEwen & Wills, 2009), ou seja, diversificados padr&otilde;es de conhecimento. A epistemologia da enfermagem preocupa-se com “o estudo das origens do conhecimento de enfermagem, as suas estruturas e os seus m&eacute;todos, os padr&otilde;es de conhecimento dos seus membros e os crit&eacute;rios para a valida&ccedil;&atilde;o das afirma&ccedil;&otilde;es do conhecimento” (Schultz & Meleis, 1988, p.21).</p>     <p>A partir do trabalho seminal de Carper (2006) identificando os padr&otilde;es emp&iacute;rico, est&eacute;tico, pessoal e &eacute;tico, como fundamentais para o conhecimento em enfermagem, v&aacute;rios autores, com similitudes e dessemelhan&ccedil;as, prop&otilde;em acrescentos e outras formula&ccedil;&otilde;es. &Eacute; o caso dos padr&otilde;es cl&iacute;nico e conceitual (Schultz & Meleis, 1988); experimental, interpessoal e intuitivo (Moch,1990); contexto (White, 2006); processual, relacional, cultural e t&aacute;cito (Abreu, 2008). “A enfermagem &eacute; dotada tanto do conhecimento cient&iacute;fico como do conhecimento que pode ser denominado sabedoria convencional (aquele que n&atilde;o &eacute; empiricamente testado)” (McEwen & Wills, 2009, p. 37). Ou, como afirma Kim (2010), “conhecimento p&uacute;blico” e “conhecimento privado”. O padr&atilde;o do conhecimento emp&iacute;rico d&aacute; forma ao conhecimento p&uacute;blico; outros padr&otilde;es de conhecimento como est&eacute;tico, &eacute;tico, pessoal, cl&iacute;nico, conceitual, interpessoal, intuitivo, contextual, processual, relacional, cultural e t&aacute;cito, estruturam-se na forma de conhecimento privado. Ambas as formas, identit&aacute;rias do conhecer em enfermagem, articulam-se em espiral, num movimento de constante transla&ccedil;&atilde;o, entre investiga&ccedil;&atilde;o/teoriza&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Construindo conhecimento a partir da reflex&atilde;o sobre as suas pr&aacute;ticas como profissionais “pr&aacute;tico-reflexivos cuja a&ccedil;&atilde;o se baseia num conhecimento pr&aacute;tico e t&aacute;cito que se ativa durante a a&ccedil;&atilde;o e no qual podem, sob o ponto de vista heur&iacute;stico, distinguir-se tr&ecirc;s componentes: conhecimento em a&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o em a&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o sobre a reflex&atilde;o em a&ccedil;&atilde;o” (Moya, 2005, p.487-490). Sendo, como refere Waldow (2009), a enfermagem uma actividade essencialmente pr&aacute;tica, o processo de cuidar prev&ecirc; no momento de cuidar a reflex&atilde;o na a&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Estudo qualitativo, de natureza descritiva, com an&aacute;lise de conte&uacute;do inspirada em Bardin (1995), em que se analisaram respostas a perguntas simples e diretas, provenientes de duas amostras de conveni&ecirc;ncia, respondendo &agrave; pergunta de investiga&ccedil;&atilde;o <i>como definem enfermagem e quais os conceitos e termos usados?</i>. O processo de codifica&ccedil;&atilde;o das respostas seguiu a t&eacute;cnica de recorte com registo de unidades base (de registo) com an&aacute;lise de unidades repetidas, similares, amb&iacute;guas e de grupo, de enumera&ccedil;&atilde;o com a determina&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias relativas e absolutas, e a agrega&ccedil;&atilde;o em categorias (sem a exist&ecirc;ncia de categorias a priori).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A um grupo de estudantes a iniciar a unidade curricular de Teoria de Enfermagem do curso de mestrado em Enfermagem M&eacute;dico-Cir&uacute;rgica, no ano letivo 2012-2013, de uma escola superior de enfermagem, solicitou-se que respondessem &agrave; seguinte quest&atilde;o: <i>O que &eacute; a enfermagem?</i>. Na mesma escola, a estudantes do 4&ordm; ano da licenciatura em Enfermagem, a iniciar a frequ&ecirc;ncia da unidade curricular de op&ccedil;&atilde;o Gest&atilde;o do Autocuidado Terap&ecirc;utico, pediu-se, num primeiro momento, que respondessem &agrave; mesma pergunta, e em sess&atilde;o posterior, convidou-se a enumerar os conceitos que entendam como espec&iacute;ficos ou com significado espec&iacute;fico na enfermagem. Do conjunto destas duas amostras de informantes (grupo I e II) resultaram tr&ecirc;s s&eacute;ries de dados, identificadas respetivamente neste estudo por I A, II B e II C (as duas primeiras relativas aos termos extra&iacute;dos das defini&ccedil;&otilde;es de enfermagem em cada grupo, e a &uacute;ltima referente aos conceitos entendidos como espec&iacute;ficos ou com significado espec&iacute;fico apontados pelo grupo II). As defini&ccedil;&otilde;es produzidas nas s&eacute;ries A e B foram analisadas, com extra&ccedil;&atilde;o dos termos utilizados para a defini&ccedil;&atilde;o do que &eacute; a enfermagem e agrupados por ordem decrescente de frequ&ecirc;ncia. Na s&eacute;rie C procedeu-se de igual forma em rela&ccedil;&atilde;o aos conceitos evocados pelos estudantes. Efetuou-se ainda uma an&aacute;lise conjunta das tr&ecirc;s s&eacute;ries e a enumera&ccedil;&atilde;o por ordem decrescente de frequ&ecirc;ncia. Em todas as s&eacute;ries determinaram-se &iacute;ndices de refer&ecirc;ncia. Por fim, procedeu-se &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos termos e conceitos referidos nas s&eacute;ries com os conceitos centrais e com os padr&otilde;es de conhecimento em enfermagem da literatura. Todos os participantes foram informados dos objetivos deste estudo e a todos foi pedida autoriza&ccedil;&atilde;o para a utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados, mantendo o anonimato. O grupo de estudantes a iniciar o Mestrado &eacute; constitu&iacute;do por 26 enfermeiros, com um m&eacute;dia de idades de 30,65 anos, num intervalo entre 22 e 42, m&eacute;dia de 8,27 anos de servi&ccedil;o. O grupo de estudantes da licenciatura &eacute; constitu&iacute;do por 24 indiv&iacute;duos com idades entre os 21 e 39, com uma m&eacute;dia de 22,5 anos. Neste estudo, para o material (palavras) extra&iacute;do das defini&ccedil;&otilde;es de enfermagem utilizaremos a designa&ccedil;&atilde;o de <i>termo</i> e reservamos a designa&ccedil;&atilde;o de <i>conceito</i> para o material sintetizado da pergunta concreta sobre conceitos entendidos como espec&iacute;ficos ou com significado espec&iacute;fico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os enfermeiros a iniciar o Mestrado (grupo I) produziram defini&ccedil;&otilde;es de enfermagem das quais foram extra&iacute;dos 66 termos com um total de 221 refer&ecirc;ncias (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>N&atilde;o deixa de ser expressiva a escolha destes termos para definir a enfermagem, sendo de real&ccedil;ar tamb&eacute;m a relativa dispers&atilde;o dos mesmos. Encontr&aacute;mos 32 termos, quase metade, referidos apenas com uma refer&ecirc;ncia, e sete termos com duas refer&ecirc;ncias.</p>     <p>As frequ&ecirc;ncias revelam como termos mais usados: cuidar (15); cient&iacute;fico (14); pessoa (12); sa&uacute;de (12); profiss&atilde;o (10); disciplina (9); promover (9); arte (8); doen&ccedil;a (8); ciclo de vida (7); t&eacute;cnico/tecnologia (7) (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os estudantes do 4&ordm; ano do Curso de Licenciatura em Enfermagem a frequentar a unidade curricular de op&ccedil;&atilde;o Gest&atilde;o do Autocuidado Terap&ecirc;utico (amostra II s&eacute;rie B)  definiram enfermagem utilizando 100 termos, num total de 309 refer&ecirc;ncias. Os estudantes desta amostra definem a enfermagem com uma maior dispers&atilde;o terminol&oacute;gica (309/24=12,87) do que os da amostra anterior (221/26=8,5). Os termos cimeiros, com frequ&ecirc;ncias mais altas, s&atilde;o: sa&uacute;de (17); cuidar (16); doente (16); pessoa (16); ci&ecirc;ncia (14); objetivo (13); humano (10); transi&ccedil;&atilde;o (8); bem-estar (7); promover (7). Outros termos, como sejam: arte, ajuda e processos apresentam 6 refer&ecirc;ncias; autocuidado e profiss&atilde;o 5; ciclo vital e facilitar 4; cultura, disciplina e indiv&iacute;duo 3; a&ccedil;&atilde;o e contexto 2. A lista termina em grande dispers&atilde;o, 51 termos com apenas uma refer&ecirc;ncia (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>A ordena&ccedil;&atilde;o dos termos por ordem decrescente de refer&ecirc;ncias permite percecionar que a enfermagem &eacute; definida com recurso aos termos sa&uacute;de, cuidar, doente, pessoa, ci&ecirc;ncia, objetivo, humano, transi&ccedil;&atilde;o, bem-estar, promover, ajuda, arte, … (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os estudantes do 4&ordm; ano (amostra II, s&eacute;rie C) identificaram 75 conceitos definidores de enfermagem, espec&iacute;ficos ou com significado espec&iacute;fico na disciplina, para um total de 248 conceitos expressos. O &iacute;ndice de conceitos 248/24 (10,33) &eacute; inferior ao &iacute;ndice dos termos extra&iacute;dos nas defini&ccedil;&otilde;es de enfermagem 309/24 (12,87), nesse sentido as defini&ccedil;&otilde;es produzidas comportam maior riqueza conceptual que os conceitos evocados, estes por natureza mais sint&eacute;ticos.</p>     <p>Os conceitos com frequ&ecirc;ncias mais elevadas s&atilde;o: bem-estar (24); autocuidado (19); promo&ccedil;&atilde;o (15); cuidar (11); preven&ccedil;&atilde;o (11); autonomia (9); conhecimento (9); independ&ecirc;ncia/depend&ecirc;ncia (8); pessoa (7); rela&ccedil;&atilde;o/rela&ccedil;&atilde;o de ajuda (7); transi&ccedil;&atilde;o (7). Seguem-se os conceitos ci&ecirc;ncia, necessidades, sa&uacute;de, com uma frequ&ecirc;ncia de 6; educa&ccedil;&atilde;o com 5; referidos por 4 estudantes os conceitos adapta&ccedil;&atilde;o, emo&ccedil;&otilde;es/sentimentos, hol&iacute;stico; e com uma frequ&ecirc;ncia de 3, assistir, bio-psico-social, capacidade, comunica&ccedil;&atilde;o, escutar (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Outros conceitos que reuniram duas refer&ecirc;ncias s&atilde;o: ades&atilde;o terap&ecirc;utica; arte; atividades da vida di&aacute;ria; cuidados continuados; cuidados paliativos; diagn&oacute;sticos; doen&ccedil;a; empatia; ensinos; fam&iacute;lia; forma&ccedil;&atilde;o; funcionalidade; interven&ccedil;&otilde;es; investiga&ccedil;&atilde;o; motiva&ccedil;&atilde;o; potencializa&ccedil;&atilde;o; salutog&eacute;nese; transculturalidade; vontade.</p>     <p>Os conceitos referenciados uma vez foram: ajuda; avalia&ccedil;&atilde;o; comportamento; continuidade; criatividade; disciplina; equipa; facilitar; fen&oacute;meno; filosofia; foco; gest&atilde;o; humaniza&ccedil;&atilde;o; igualdade; monitoriza&ccedil;&atilde;o; pensamento cr&iacute;tico; plano de cuidados; prescrever; pr&oacute;-ativo; processo; profiss&atilde;o; reabilita&ccedil;&atilde;o; recupera&ccedil;&atilde;o; reflex&atilde;o; responsabilidade; satisfa&ccedil;&atilde;o; tomada de decis&atilde;o; transa&ccedil;&atilde;o; treinar.</p>     <p>A sequ&ecirc;ncia dos termos mais utilizados pelos estudantes de Mestrado (I A) na defini&ccedil;&atilde;o de enfermagem foi: cuidar, cient&iacute;fico/ci&ecirc;ncia, pessoas, sa&uacute;de, profiss&atilde;o, disciplina, promover, arte, doen&ccedil;a. A sequ&ecirc;ncia dos estudantes da licenciatura (II B) fica ordenada da seguinte forma: sa&uacute;de, cuidar, doente, pessoa, ci&ecirc;ncia, objetivo, humano, transi&ccedil;&atilde;o, bem-estar, promover. Em comum e a ocupar os primeiros lugares temos: cuidar, cient&iacute;fico/ci&ecirc;ncia, pessoa, sa&uacute;de. Os termos autonomia, transi&ccedil;&atilde;o e autocuidado n&atilde;o s&atilde;o referidos pelos estudantes de Mestrado. Todos os outros quinze termos s&atilde;o referenciados pelos estudantes de Mestrado e de Licenciatura.</p>     <p>Quando se junta &agrave; compara&ccedil;&atilde;o os conceitos com especificidade ou significado pr&oacute;prio na disciplina, evocados pelos estudantes da licenciatura, verificamos que apenas n&atilde;o &eacute; referido o termo objetivo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os conceitos mais referidos (II C) s&atilde;o: bem-estar, autocuidado, promover, preven&ccedil;&atilde;o e cuidar. Em rela&ccedil;&atilde;o aos quatro primeiros lugares de termos mais referidos, s&atilde;o comuns nas s&eacute;ries I A e II B: cuidar, cient&iacute;fico/ci&ecirc;ncia, pessoa e sa&uacute;de. Mas destes s&oacute; o cuidar &eacute; referido, nos primeiros lugares, como conceito espec&iacute;fico (em II C). Os outros descem para s&eacute;timo e oitavo lugar de refer&ecirc;ncia. Em sentido inverso, os conceitos de bem-estar, autocuidado, que ocupam os dois primeiros lugares na s&eacute;rie II C, s&atilde;o apenas referidos em posi&ccedil;&otilde;es inferiores nas outras duas s&eacute;ries: o bem-estar 10&ordm; lugar na I A e 7&ordf; na II B, e o autocuidado em 9&ordm; lugar na s&eacute;rie II B (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>		     <p>O somat&oacute;rio das refer&ecirc;ncias das tr&ecirc;s s&eacute;ries, para os 18 termos e conceitos mais referidos, revela-nos a seguinte sequ&ecirc;ncia de ordena&ccedil;&atilde;o decrescente: cuidar; pessoa; sa&uacute;de, cient&iacute;fico/ci&ecirc;ncia; bem-estar; promover; doen&ccedil;a; autocuidado; preven&ccedil;&atilde;o; profiss&atilde;o; arte; independ&ecirc;ncia/depend&ecirc;ncia; conhecimento; objetivos; transi&ccedil;&atilde;o; humano; disciplina; autonomia (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>				     <p>Os termos e conceitos que emergiram neste estudo foram comparados com os conceitos considerados como conceitos centrais pela literatura de enfermagem, considerando os estudos de Yura e Torres (1975); Fawcett (2005); Newman (1983); Kim (2010); Ordem dos Enfermeiros. Conselho de Enfermagem, (2002); Schumacher e Meleis (1994); Meleis e Trangenstein (1994); Meleis (2012). Com esta compara&ccedil;&atilde;o constatamos que os conceitos sociedade, enfermagem, paciente, paciente-enfermeiro, terap&ecirc;uticas de enfermagem, n&atilde;o tiveram correspond&ecirc;ncia nos termos e conceitos nas tr&ecirc;s s&eacute;ries de dados deste estudo. O conceito cuidados de enfermagem/cuidar reuniu um total de 42 refer&ecirc;ncias ocupando o primeiro lugar, seguido pelos conceitos pessoa e sa&uacute;de ambos com um total de 35 refer&ecirc;ncias. Em terceiro lugar, e n&atilde;o distanciado dos anteriores, o conceito de bem-estar com 34 refer&ecirc;ncias. As transi&ccedil;&otilde;es surgem em quarto lugar, j&aacute; com uma quebra significativa, 15 refer&ecirc;ncias. De seguida e com menor express&atilde;o: quinto lugar, processo de enfermagem, com 7 refer&ecirc;ncias; sexto lugar, pr&aacute;tica, com 6 refer&ecirc;ncias; s&eacute;timo lugar, facilita&ccedil;&atilde;o, com 5 refer&ecirc;ncias; e em oitavo lugar ambiente e intera&ccedil;&atilde;o com uma refer&ecirc;ncia cada (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04t4.jpg">Tabela 4</a>).</p>     
<p>O somat&oacute;rio dos termos e conceitos referenciados neste estudo (s&eacute;ries A B C) perfaz um total de 778. O total dos termos e conceitos que foi poss&iacute;vel identificar com as propostas da literatura &eacute; de 171 (soma dos totais das s&eacute;ries A B C na (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04t4.jpg">Tabela 4</a>) o que d&aacute; uma percentagem de identifica&ccedil;&atilde;o de 21,97. Pudemos comparar com os 9,67%, valor percentual de conceitos identificados na s&eacute;rie II C (24) com o total referido na mesma s&eacute;rie (248). O que permite real&ccedil;ar a riqueza terminol&oacute;gica, ainda que relativa, de alguns termos usados para definir enfermagem em compara&ccedil;&atilde;o com os conceitos significativos evocados pelos informantes.</p>     
<p>Para o conjunto destas duas amostras e tr&ecirc;s s&eacute;ries de dados, os conceitos com centralidade (<a href="#f5">Figura 5</a>) surgem por ordem decrescente da sequ&ecirc;ncia: cuidados de enfermagem/cuidar, pessoa, sa&uacute;de, bem-estar, com frequ&ecirc;ncias altas; transi&ccedil;&atilde;o, com frequ&ecirc;ncias interm&eacute;dia; processo de enfermagem, pr&aacute;tica, facilita&ccedil;&atilde;o, ambiente, intera&ccedil;&atilde;o, com frequ&ecirc;ncias mais baixas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04f5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Interessou-nos ainda saber em que medida os termos das defini&ccedil;&otilde;es de enfermagem e os conceitos significativos se identificavam e alinhavam com os padr&otilde;es de conhecimento que a literatura em enfermagem nos revela. Consider&aacute;mos para o efeito dos padr&otilde;es de conhecimento da literatura os trabalhos de Carper (2006); Shultz e Meleis (1988); Moch (1990); White (2006); e Abreu (2008). Verific&aacute;mos que 36 termos e conceitos se identificavam com o padr&atilde;o de conhecimento emp&iacute;rico (ci&ecirc;ncia, cient&iacute;fico, investiga&ccedil;&atilde;o); 16 com o padr&atilde;o est&eacute;tico; 11 com o relacional; 7 com o processual; 5 com o cultural; 3 com o conceitual (te&oacute;rico); e 2 com o contexto. N&atilde;o encontr&aacute;mos identidades para os padr&otilde;es: conhecimento pessoal, &eacute;tico, cl&iacute;nico, experimental, interpessoal, intuitivo e t&aacute;cito. Embora se possa encontrar, numa an&aacute;lise menos taxativa, algumas similitudes entre alguns conceitos, nomeadamente, conhecimento pessoal com o conceito de si (II B), interpessoal com intera&ccedil;&atilde;o (I A) e mesmo para alguns conceitos como cl&iacute;nico e experimental (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a04t5.jpg">Tabela 5</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os estudantes da licenciatura em enfermagem utilizam mais termos para definir a enfermagem do que os estudantes do mestrado e mais termos para definir enfermagem do que conceitos com significado espec&iacute;fico. Ainda assim existe, em ambos os grupos, uma forte dispers&atilde;o de termos e conceitos reveladora de alguma dificuldade de precis&atilde;o e objetividade na defini&ccedil;&atilde;o de enfermagem.</p>     <p>Na an&aacute;lise de conjunto, os termos e conceitos cuidar, pessoa, sa&uacute;de e ci&ecirc;ncia s&atilde;o os mais utilizados e referidos. O termo cuidar &eacute; de facto o mais utilizado (1&ordm; lugar na s&eacute;rie I A; 2&ordm; na s&eacute;rie II B; 4&ordm; na s&eacute;rie II C; e 1&ordm; na an&aacute;lise de conjunto). &Eacute; ainda o que tem maior alinhamento, neste estudo, com os conceitos centrais definidos na literatura (42 refer&ecirc;ncias).</p>     <p>O termo transi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; referido pelos estudantes que est&atilde;o a iniciar o mestrado. Em rela&ccedil;&atilde;o aos alunos da licenciatura &eacute; utilizado oito vezes na defini&ccedil;&atilde;o de enfermagem (um modesto 6&ordm; lugar), sendo ainda menos referido como conceito com significado (7&ordm; lugar, 7 refer&ecirc;ncias), e no conjunto das tr&ecirc;s s&eacute;ries situa-se em 15&ordm; lugar. Constatamos que n&atilde;o h&aacute; uma apropria&ccedil;&atilde;o do termo e do conceito como seria expect&aacute;vel para o estado da arte.</p>     <p>O termo bem-estar nos estudantes a iniciar o mestrado ainda se encontra mais distanciado dos lugares cimeiros do que o termo transi&ccedil;&atilde;o, no entanto &eacute; j&aacute; apontado como primeiro conceito pelos estudantes da licenciatura. No conjunto das tr&ecirc;s s&eacute;ries, o bem-estar, encontra-se em 5&ordm; lugar. O pensamento de Meleis e Trangenstein (1994) expresso no objetivo formulado para a enfermagem como a facilita&ccedil;&atilde;o dos processos de transi&ccedil;&atilde;o tendo em vista o bem-estar, surge sem ser apropriado pelos estudantes a iniciar o mestrado. Mais n&iacute;tida a n&atilde;o-apropria&ccedil;&atilde;o no que toca ao bem-estar, existindo j&aacute; algumas refer&ecirc;ncias ao termo transi&ccedil;&atilde;o. Os estudantes da licenciatura, de forma diferente, colocam o bem-estar como primeiro conceito, j&aacute; n&atilde;o acontecendo o mesmo com o conceito transi&ccedil;&atilde;o. Dos sete conceitos sugeridos por Meleis (2012) como centrais, s&oacute; os conceitos paciente de enfermagem e terap&ecirc;utica de enfermagem n&atilde;o s&atilde;o utilizados pelos estudantes. Estes privilegiam outros conceitos pr&oacute;ximos desses como sejam pessoa e cuidar/cuidados.</p>     <p>Comparando os conceitos da literatura com os termos e conceitos utilizados pelos nossos informantes, est&aacute; em primeiro lugar o cuidar, segue-se a pessoa, a sa&uacute;de e o bem-estar. O ambiente e a sociedade s&atilde;o conceitos da literatura que n&atilde;o est&atilde;o em linha com os conceitos e termos utilizados pelos estudantes. De referir que apenas 21,97% das refer&ecirc;ncias est&atilde;o em conson&acirc;ncia com os conceitos da literatura, se restringimos a an&aacute;lise aos conceitos com significado (II C) a percentagem cai para 9,67%, o que nos leva a concluir uma deficiente apropria&ccedil;&atilde;o dos conceitos existentes na literatura de teoria de enfermagem.</p>     <p>O padr&atilde;o de conhecimento emp&iacute;rico re&uacute;ne a maior frequ&ecirc;ncia de termos e conceitos referidos, o que est&aacute; em linha com a utiliza&ccedil;&atilde;o do termo ci&ecirc;ncia (4&ordm; lugar no conjunto, 2&ordf; e 3&ordf; refer&ecirc;ncia nas defini&ccedil;&otilde;es de enfermagem).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O padr&atilde;o de conhecimento est&eacute;tico fica em segunda posi&ccedil;&atilde;o distanciada, menos de metade, do emp&iacute;rico, logo seguido do padr&atilde;o relacional. O padr&atilde;o &eacute;tico n&atilde;o teve colagens, eventualmente por ser assumido de forma t&atilde;o interiorizada que n&atilde;o houve necessidade dos estudantes o teorizarem. Pode ainda ter acontecido por outras raz&otilde;es, como as apresentadas no estudo de Correia e Costa (2012) com estudantes em final de curso, onde a dimens&atilde;o imperativo moral ou ideal surge como a menos valorizada no significado atribu&iacute;do ao cuidar.</p>     <p>Tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; a apropria&ccedil;&atilde;o de termos e conceitos que revelem diretamente padr&otilde;es de conhecimento pessoal, intuitivo e t&aacute;cito. O termo e conceito de arte afastam-se dos primeiros lugares: 8&ordm; lugar estudantes de mestrado, 12&ordm; lugar para os estudantes da licenciatura, apenas com duas refer&ecirc;ncias como conceito. Os estudantes facilmente percecionam e definem a enfermagem como ci&ecirc;ncia e menos como arte.</p>     <p>O termo sa&uacute;de surge em 1&ordm; lugar na licenciatura, 4&ordm; lugar no mestrado, e com seis refer&ecirc;ncias nos conceitos. Este termo tem ainda um bom alinhamento com os conceitos da literatura (trinta e cinco termos em alinhamento), apresentando-se em todas as s&eacute;ries mais central do que o conceito de bem-estar. O termo doen&ccedil;a ocupa o 6&ordm; lugar nos termos do mestrado, mas 2&ordm; na licenciatura e 12&ordm; nos conceitos.</p>     <p>O termo autocuidado surge como segundo conceito (II C) e apenas com cinco refer&ecirc;ncias como termo definidor de enfermagem entre os estudantes da licenciatura, mas n&atilde;o &eacute; utilizado pelos estudantes a iniciar o mestrado. O termo autocuidado, comportando uma riqueza conceptual indiscut&iacute;vel sob o ponto de vista te&oacute;rico, encontra express&atilde;o na licenciatura mas n&atilde;o no mestrado. Isto leva-nos a pensar em menos apropria&ccedil;&atilde;o de teorias e conceitos centrais nos estudantes a iniciar o mestrado e afastados do ensino formal h&aacute; mais tempo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Em s&iacute;ntese constatamos grande dispers&atilde;o de termos e conceitos que revelam dificuldade dos estudantes na defini&ccedil;&atilde;o objetiva e precisa de enfermagem. O cuidar &eacute; o termo e conceito mais utilizado com maior apropria&ccedil;&atilde;o; o pensamento de Meleis acerca da enfermagem, sobretudo em torno dos conceitos de transi&ccedil;&atilde;o e bem-estar n&atilde;o est&aacute; apropriado pelos estudantes a iniciar o mestrado; os estudantes da licenciatura n&atilde;o d&atilde;o centralidade ao termo transi&ccedil;&otilde;es mas valorizam com relev&acirc;ncia o bem-estar. De uma forma geral, existe uma deficiente apropria&ccedil;&atilde;o dos conceitos disciplinares de enfermagem disponibilizados pela literatura. Os estudantes da licenciatura e do mestrado facilmente percecionam e definem a enfermagem como ci&ecirc;ncia, valorizando o padr&atilde;o emp&iacute;rico de conhecimento, e menos como arte, subalternizando outros padr&otilde;es. Os estudantes a iniciar o mestrado, por afastados do ensino formal h&aacute; mais tempo, apresentam uma menor apropria&ccedil;&atilde;o de termos e conceitos disciplinares propostos pela teoria de enfermagem. Torna-se assim relevante que a forma&ccedil;&atilde;o inicial, p&oacute;s-graduada e a cont&iacute;nua, em espa&ccedil;o formal ou em contexto de trabalho contribua e beneficie da sistematiza&ccedil;&atilde;o da teoria produzida e seja expressa em linguagem disciplinar espec&iacute;fica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b>.</p>     <!-- ref --><p>Abreu, W. C. (2008). Transi&ccedil;&otilde;es e contextos multiculturais. Coimbra, Portugal: Formasau.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0874-0283201400020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (1995). An&aacute;lise de conte&uacute;do. Lisboa, Portugal: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0874-0283201400020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carper, B. (2006). Fundamental patterns of knowing in nursing. In L. C. Andrist, P. K. Nicholas & K. A. Wolf (Eds.), A history of nursing ideas(pp. 129-137). Sudbury, Canada: Jones and Bartlett Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0874-0283201400020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Correia, M. A., & Costa, M. A. (2012). Perce&ccedil;&atilde;o do cuidar de um grupo de estudantes finalistas de enfermagem. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia 3(8), 75-83. doi:10.12707/RIII11119&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0874-0283201400020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fawcett, J. (2005). Contemporary nursing knowledge. Analysis and evaluation of nursing models and theories.Philadelphia, PA: F.A. Davis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0874-0283201400020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fourez, G. (2008). A constru&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias. As l&oacute;gicas das inven&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas. Lisboa, Portugal: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0874-0283201400020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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Saberes y pr&aacute;cticas en la formaci&oacute;n universit&aacute;ria en enfermer&iacute;a. Barcelona, Espa&ntilde;a: Laertes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0874-0283201400020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meleis, A. (2012). Theoretical nursing: Development and progress(5th ed.). Pennsylvania, PA: Wolters Kluwer/Lippincott Williams & Wilkins. doi:10.1016/0029-6554(94)90045-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0874-0283201400020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meleis, A., & Trangenstein, P. (1994). Facilitating transitions: Redefinition of a nursing mission. Nursing Outlook, 42(6), 255-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0874-0283201400020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moch, S. D. (1990). Personal knowing: Evolving research in nursing. Scholarly Inquiry for Nursing Practice, 4(2),155-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0874-0283201400020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moya, J. L. M.  (2005). Redescubrir el saber pr&aacute;tico de la enfermer&iacute;a. El dificil equilibrio acad&eacute;mico y profesional en la Espa&ntilde;a &laquo;preeuropea&raquo; (III). Revista ROL de Enfermer&iacute;a, 28(7-8), 487-490.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0874-0283201400020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Newman, M. (1983). The continuing revolution: A history of nursing science. In N. Chaska (Ed.), The nursing profession: A time to speak. New York, NY: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0874-0283201400020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ordem  dos Enfermeiros. Conselho de Enfermagem. (2002). Padr&otilde;es de qualidade dos cuidados de enfermagem. Enquadramento conceptual, enunciados descritivos. Lisboa, Portugal: Autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0874-0283201400020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schumacher, K. L., & Meleis, A. (1994). Transitions: A central concept in nursing. Image: Journal of Nursing Scholarship, 26(2),119-127. doi:10.1111/j.1547-5069.1994.tb00929.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0874-0283201400020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schutz, P. R., & Meleis, A. (1988). Nursing epistemology: Traditions, insights, questions. Image: Journal of Nursing Scholarship, 20(4), 217-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0874-0283201400020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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