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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escalas de avaliação de risco de quedas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Accidental falls remain the most reported incidents in hospital settings. This is a quality and safety issue for the patient which needs to be addressed by the hospital organisation. Nurses need to assess the risk of falling using scales. However, nurses are sometimes unsure of what is the most appropriate tool. Objective: To provide information on the two most commonly used scales for assessing the risk of falling, i.e., the St Thomas’s Risk Assessment Tool in Falling Elderly Inpatients (STRATIFY) and the Morse Fall Scale (MFS). Main topics for analysis: The fall risk assessment tools which were the subject of more systematic reviews and prospective validation in two or more cohorts, with appropriate tests to predict their validity, were analysed. The review concluded that both scales identify patients who are at risk of falling based on their intrinsic or clinical characteristics. Conclusion: Hospitals should use scales which have already been developed and tested for data comparison. These scales should be culturally and linguistically adapted, and validated for the Portuguese language.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Marco contextual: Los accidentes por caídas de pacientes siguen siendo los más comunicados a nível hospitalario. Es una cuestión de calidad y seguridad del paciente que la organización del hospital tiene que abordar. Los enfermeros han de evaluar el riesgo de caída, y esta evaluación debe basarse en el uso de escalas. No obstante, los enfermeros a veces no saben qué escala es la adecuada. Objetivos: Proporcionar información sobre dos de las escalas para evaluar el riesgo de caídas que más se utilizan, la St Thomas’s Risk Assessment Tool in Falling Elderly Inpatients (STRATIFY) y la Escala de Caídas de Morse (MFS). Principales temas de análisis: Se llevó a cabo un revisión de las escalas de evaluación del riesgo de caídas que han tenido un mayor número de revisiones sistemáticas y que han sido sometidas a una validación prospectiva en dos o más cohortes, con pruebas adecuadas de predicción de la validez. Los resultados de la investigación, permiten concluir que ambas escalas identifican a los pacientes que están en riesgo de caída en función de sus características intrínsecas o clínicas. Conclusión: Los hospitales deben utilizar escalas ya desarrolladas y probadas, como forma de comparar sus datos. Asimismo, estas escalas deben ser sometidas a procesos de adaptación cultural y lingüística y de validación al portugués.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[acidentes por quedas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO TE&Oacute;RICO/ENSAIO</b></p>     <p>&nbsp;</p>	     <p><b>Escalas de avalia&ccedil;&atilde;o de risco de quedas</b></p>     <p><b>Fall risk assessment tools</b></p>     <p><b>Escalas de evaluaci&oacute;n del riesgo de ca&iacute;da</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Jos&eacute; Martins da Costa-Dias</b></b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>; <b>Pedro Lopes Ferreira</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Enfermeira Especialista em Sa&uacute;de Infantil e Pedi&aacute;trica. Aluna do Doutoramento em Enfermagem do Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. Hospital da Luz, 100. 1500-650, Lisboa, Portugal. [<a href="mailto:cdias@hospitaldaluz.pt">cdias@hospitaldaluz.pt</a>]. Morada para correspond&ecirc;ncia: Rua Bas&iacute;lio Teles, N.&ordm; 11, 2.&ordm; Esq., 2720-063, Amadora, Portugal.</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> Ph.D.University of Wisconsin-Madison, EUA. Professor Associado com Agrega&ccedil;&atilde;o. Director do Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da Universidade de Coimbra. Faculdade de Economia. Centro de Estudos e de Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. Universidade de Coimbra, 165. 3004-512, Coimbra, Portugal [<a href="mailto:pedrof@fe.uc.pt">pedrof@fe.uc.pt</a>]</p>	     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resumo</b></p>     <p><b>Enquadramento</b>: Os acidentes por quedas do doente continuam a ser os mais relatados dos incidentes a n&iacute;vel hospitalar. &Eacute; um problema de qualidade e seguran&ccedil;a do doente que a organiza&ccedil;&atilde;o hospitalar deve ter em considera&ccedil;&atilde;o. Os enfermeiros necessitam de avaliar o risco de queda e esta avalia&ccedil;&atilde;o deve basear-se na utiliza&ccedil;&atilde;o de escalas, mas os enfermeiros por vezes desconhecem qual o instrumento apropriado que devem utilizar.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Proporcionar informa&ccedil;&atilde;o sobre duas das escalas de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de quedas mais utilizadas, a <i>St Thomas’s Risk Assessment Tool in Falling Elderly Inpatients</i> (<i>STRATIFY</i>) e a <i>Morse Fall Scale</i> (<i>MFS</i>).</p>     <p><b>Principais t&oacute;picos em an&aacute;lise</b>: Efetuou-se uma an&aacute;lise dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda, que foram alvo de maior n&uacute;mero de revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e que foram submetidas a valida&ccedil;&atilde;o prospetiva em dois ou mais <i>coortes</i>, com testes apropriados de predi&ccedil;&atilde;o da validade. Os resultados da pesquisa permitem concluir que ambas as escalas identificam as pessoas que t&ecirc;m risco de queda em fun&ccedil;&atilde;o das suas caracter&iacute;sticas intr&iacute;nsecas ou cl&iacute;nicas.</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b>: Os hospitais devem utilizar instrumentos j&aacute; desenvolvidos e testados, como forma de comparar os seus dados, e estes devem ser submetidos a processos de adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica e de valida&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua Portuguesa.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: acidentes por quedas; servi&ccedil;os hospitalares; adulto; escalas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     <p><b>Background</b>: Accidental falls remain the most reported incidents in hospital settings. This is a quality and safety issue for the patient which needs to be addressed by the hospital organisation. Nurses need to assess the risk of falling using scales. However, nurses are sometimes unsure of what is the most appropriate tool.</p>     <p><b>Objective</b>: To provide information on the two most commonly used scales for assessing the risk of falling, i.e., the <i>St Thomas’s Risk Assessment Tool in Falling Elderly Inpatients</i> (STRATIFY) and the <i>Morse Fall Scale</i> (MFS).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Main topics for analysis</b>: The fall risk assessment tools which were the subject of more systematic reviews and prospective validation in two or more cohorts, with appropriate tests to predict their validity, were analysed. The review concluded that both scales identify patients who are at risk of falling based on their intrinsic or clinical characteristics.</p>     <p><b>Conclusion</b>: Hospitals should use scales which have already been developed and tested for data comparison. These scales should be culturally and linguistically adapted, and validated for the Portuguese language.</p>     <p><b>Keywords</b>: accidental falls; hospital services; adult; scales.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p><b>Marco contextual</b>: Los accidentes por ca&iacute;das de pacientes siguen siendo los m&aacute;s comunicados a n&iacute;vel hospitalario. Es una cuesti&oacute;n de calidad y seguridad del paciente que la organizaci&oacute;n del hospital tiene que abordar. Los enfermeros han de evaluar el riesgo de ca&iacute;da, y esta evaluaci&oacute;n debe basarse en el uso de escalas. No obstante, los enfermeros a veces no saben qu&eacute; escala es la adecuada.</p>     <p><b>Objetivos</b>: Proporcionar informaci&oacute;n sobre dos de las escalas para evaluar el riesgo de ca&iacute;das que m&aacute;s se utilizan, la <i>St Thomas’s Risk Assessment Tool in Falling Elderly Inpatients</i> (<i>STRATIFY</i>) y la <i>Escala de Ca&iacute;das de Morse</i> (<i>MFS</i>).</p>     <p><b>Principales temas de an&aacute;lisis</b>: Se llev&oacute; a cabo un revisi&oacute;n de las escalas de evaluaci&oacute;n del riesgo de ca&iacute;das que han tenido un mayor n&uacute;mero de revisiones sistem&aacute;ticas y que han sido sometidas a una validaci&oacute;n prospectiva en dos o m&aacute;s cohortes, con pruebas adecuadas de predicci&oacute;n de la validez. Los resultados de la investigaci&oacute;n, permiten concluir que ambas escalas identifican a los pacientes que est&aacute;n en riesgo de ca&iacute;da en funci&oacute;n de sus caracter&iacute;sticas intr&iacute;nsecas o cl&iacute;nicas.</p>     <p><b>Conclusi&oacute;n</b>: Los hospitales deben utilizar escalas ya desarrolladas y probadas, como forma de comparar sus datos. Asimismo, estas escalas deben ser sometidas a procesos de adaptaci&oacute;n cultural y ling&uuml;&iacute;stica y de validaci&oacute;n al portugu&eacute;s.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: accidentes por ca&iacute;das; servicios hospitalarios; adulto; escalas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O acidente mais notificado a n&iacute;vel hospitalar e nos cuidados continuados &eacute; a queda do doente, da qual cerca de 5% resulta em fraturas e 5% a 11% em outros danos graves (Perell, Nelson, Goldman, Preito-Lewis & Rubenstein, 2001). Apesar dos avan&ccedil;os no processo de compreens&atilde;o das quedas, estas continuam a ser um problema importante (Almeida, Abreu, & Mendes, 2010). Nos Estados Unidos, a n&iacute;vel da comunidade, as quedas foram identificadas como a segunda causa de morte acidental e 75% das quedas ocorrem em idosos (Morse, 2009). Em Portugal, a n&iacute;vel hospitalar, existem estudos que apontam para uma preval&ecirc;ncia na pessoa adulta internada de 1,5 % (Pina et al., 2010).</p>     <p>Entre janeiro de 2006 e janeiro de 2008 (25 meses) foram analisadas 4200 quedas associadas a acidentes a n&iacute;vel hospitalar, com macas, camas, cadeiras e problemas no piso e nas casas de banho pela Inspe&ccedil;&atilde;o Geral das Atividades em Sa&uacute;de Portuguesa (Soares & Almeida, 2008).</p>     <p>Foram questionados 67 hospitais do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, mas apenas 56 notificaram quedas nos doentes, o que significa que 11 n&atilde;o sinalizaram quaisquer acidentes, ou n&atilde;o existem registos. Nesta an&aacute;lise, as quedas que resultaram em &oacute;bitos constitu&iacute;ram apenas 2% do total de quedas. Em 29 casos (0,7%), foram originados processos de natureza disciplinar. Os dados permitiram concluir que apenas 2% dos acidentes ocorreram na urg&ecirc;ncia, a que se juntaram outros 2% em local indeterminado. A maioria das situa&ccedil;&otilde;es (4022) ocorreu nas restantes &aacute;reas, sobretudo no internamento e a maioria das quedas sinalizadas foram de camas ou macas mas incluiu, no total de acidentes, as quedas nas casas de banho, cadeir&otilde;es, cadeiras de rodas e em pisos escorregadios (Soares & Almeida, 2008).</p>     <p>O tempo de internamento hospitalar &eacute; muitas vezes prolongado devido &agrave;s consequ&ecirc;ncias causadas por uma queda (Cumming, Sherrington, & Lord, 2008; Oliver, Britton, Seed, Martin, & Hopper, 1997), o que induz, necessariamente, custos adicionais ao sistema de sa&uacute;de, e naturalmente, mais desconforto e sofrimento aos doentes.</p>     <p>As quedas est&atilde;o tamb&eacute;m associadas a n&iacute;veis de ansiedade e de depress&atilde;o mais elevados, perda de confian&ccedil;a e ao s&iacute;ndroma p&oacute;s-queda (Oliver, Daly, Martin, & McMurdo, 2004; Perell et al., 2001). As quedas n&atilde;o s&atilde;o, em princ&iacute;pio, s&oacute; onerosas para o doente e para as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, mas resultam tamb&eacute;m em sentimentos de ansiedade e culpa entre os profissionais que nelas trabalham, formaliza&ccedil;&atilde;o de reclama&ccedil;&otilde;es e em lit&iacute;gio com os doentes e as fam&iacute;lias (Healey & Scobie, 2007; Oliver et al., 2004).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda &eacute; um dos indicadores de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade hospitalar, no que se refere &agrave; seguran&ccedil;a do doente, sobretudo aos doentes com 65 ou mais anos. Torna-se necess&aacute;rio que as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de identifiquem quais os instrumentos dispon&iacute;veis, e devidamente estudados, que permitam uma correta avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda, como primeira etapa de desenvolvimento de um programa de preven&ccedil;&atilde;o de quedas em contexto hospitalar, sendo esta a quest&atilde;o central deste artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Disserta&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando hospitalizadas, as pessoas idosas est&atilde;o duplamente vulner&aacute;veis, por causa da idade, enfraquecidos pelo processo de doen&ccedil;a ou por uma cirurgia, por permanecerem mais tempo na cama e estarem mais medicados. S&atilde;o colocados em ambientes estranhos e dependem da ajuda de outros para efetuarem as suas atividades di&aacute;rias</p>     <p>Contudo, podemos considerar que n&atilde;o &eacute; s&oacute; a preval&ecirc;ncia de quedas nas pessoas hospitalizadas que &eacute; importante, mas tamb&eacute;m o grau de dano que se encontra associado (Morse, 2009). Por causa destes danos, quer nas pessoas quer na sociedade, diversas pesquisas tem vindo a ser desenvolvidas, no sentido de se criarem programas de preven&ccedil;&atilde;o de quedas, cujo passo inicial &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda (Morse, 2009).</p>     <p>A n&iacute;vel dos v&aacute;rios locais de trabalho e, em particular a n&iacute;vel hospitalar, os gestores de cuidados de enfermagem interrogam-se frequentemente sobre qual o instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o a utilizar para avaliar o risco de queda. Isto porque os instrumentos de medida devem ter qualidades essenciais como a fiabilidade e a validade. Al&eacute;m disto, todas as escalas que existem est&atilde;o concebidas em outra l&iacute;ngua que n&atilde;o a portuguesa e para outra cultura e, por isso, t&ecirc;m de ser submetidas a um processo de tradu&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica e valida&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua portuguesa, para que os instrumentos de medida se mantenham fi&eacute;is ao original (Wild et al., 2005). Por fim, quando se escolhe um m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o das quedas dos doentes, &eacute; importante que o instrumento seja aplicado tal como foi concebido e publicado pelo autor que o desenvolveu, pois altera&ccedil;&otilde;es dos itens, ou de formas de aplica&ccedil;&atilde;o, podem destruir a fiabilidade e a validade de uma escala (Morse, 2009).</p>     <p>As escalas de avalia&ccedil;&atilde;o de risco de quedas s&atilde;o ferramentas que atribuem valores num&eacute;ricos a diversos factores de risco (Healey & Scobie, 2007). O somat&oacute;rio destes fatores predizem se o doente tem um risco de queda baixo, m&eacute;dio ou elevado (Morse, 2009). Existem diversos estudos descritivos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda, mas apenas cinco instrumentos, foram testados quanto &agrave; forma como predizem as quedas (Healey & Scobie, 2007). Esses instrumentos s&atilde;o o <i>Score</i> de Innes (1985), a Escala de Quedas de Morse (Morse, Morse & Tylko, 1989), o <i>Score</i> de Schmid (1990), o &iacute;ndice de Downton (Nyberg & Gustafson, 1996) e a avalia&ccedil;&atilde;o do risco <i>STRATIFY</i> (Oliver et al.,1997), mas apenas dois foram testadas em diferentes grupos de doentes, fora do estudo de investiga&ccedil;&atilde;o original (Oliver et al.,  2004), a Escala de Quedas de Morse e a avalia&ccedil;&atilde;o do risco <i>STRATIFY</i> (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>&nbsp;&nbsp; <a name="t1"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a16t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A literatura alerta para o facto de, mesmo instrumentos validados poderem falhar na previs&atilde;o de um n&uacute;mero significativo de quedas (Oliver et al., 2004). Isto acontece devido a nem sempre os fatores que contribuem para as quedas fazerem parte dos indicadores desses instrumentos. No entanto, existe evid&ecirc;ncia de que uma pessoa que j&aacute; tenha ca&iacute;do, tem mais risco de voltar a cair nas mesmas circunst&acirc;ncias, o mesmo acontecendo em doentes que apenas ca&iacute;ram uma vez durante o internamento, sendo importante intervir a n&iacute;vel dos factores de risco que s&atilde;o preven&iacute;veis ou revers&iacute;veis (Morse, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Efetuou-se uma an&aacute;lise dos dois instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda que foram alvo de maior n&uacute;mero de revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e que foram submetidos a valida&ccedil;&atilde;o prospetiva em dois ou mais coortes, com testes apropriados de predi&ccedil;&atilde;o da validade (Morse, Tylko, & Dixon,1987; Healey & Scobie, 2007). Investigou-se tamb&eacute;m se foram submetidas &agrave;s etapas do processo de adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica e de valida&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua Portuguesa. O objetivo desta pesquisa foi, ent&atilde;o, proporcionar informa&ccedil;&atilde;o sobre as duas escalas de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de quedas mais utilizadas, a <i>St Thomas’s Risk Assessment Tool in Falling Elderly Inpatients (STRATIFY)</i> e a <i>Escala de Quedas de Morse</i> (<i>MFS</i>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apresentam-se, de seguida, as caracter&iacute;sticas principais destas duas escalas.</p>     <p><b>Escala <i>STRATIFY</i></b></p>     <p>Foi concebida em 1997 por David Oliver e seus colaboradores em Inglaterra (Oliver et al., 1997) e desenvolveu-se em tr&ecirc;s fases. Na primeira fase da sua conce&ccedil;&atilde;o identificaram-se as caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas dos doentes internados (com 65 ou mais anos) que predizem a possibilidade de ocorrer uma queda. O estudo foi conduzido com o objetivo de identificar os fatores de risco que podiam ser claramente avaliados pelos enfermeiros como parte de um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o de rotina. Nesta fase identificaram-se quais os fatores de risco que tinham uma associa&ccedil;&atilde;o significativa com a ocorr&ecirc;ncia das quedas. Numa segunda e terceira fases usaram-se as caracter&iacute;sticas identificadas nos doentes para se elaborar uma ferramenta de avalia&ccedil;&atilde;o do risco e avaliar a sua potencialidade para predizer as quedas dos doentes. </p>     <p>Para a primeira fase foi desenhado um estudo prospetivo do tipo casos-controlos, com 116 casos e 116 controlos e, para as segunda e terceira fases, foi desenhado um outro estudo com 271 doentes de avalia&ccedil;&atilde;o prospetivado para analisar a forma como a escala foi capaz de predizer o risco de queda em dois coortes. As duas primeiras fases decorreram em unidades de idosos do <i>St Thomas`s Hospital</i> em Londres, um hospital universit&aacute;rio de 700 camas, das quais 96 s&atilde;o dedicadas &agrave; &aacute;rea geri&aacute;trica, distribu&iacute;das por quatro unidades, sendo uma destinada &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o dos doentes com acidentes vasculares cerebrais. A terceira fase decorreu no <i>Kent and Canterbury Hospital</i>, um hospital geral de 500 camas no qual se incluem duas unidades de internamento em situa&ccedil;&atilde;o aguda e quatro de cuidados continuados para idosos e onde foram estudados 331 doentes.</p>     <p>A n&iacute;vel das caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas dos doentes foram avaliadas 21 caracter&iacute;sticas na primeira fase, incluindo um teste mental abreviado, o &iacute;ndice de <i>Barthel</i> modificado, uma avalia&ccedil;&atilde;o da atividade de transfer&ecirc;ncia e de mobilidade, obtidas atrav&eacute;s da conjuga&ccedil;&atilde;o das sec&ccedil;&otilde;es do auto cuidado no &iacute;ndice de <i>Barthel</i> e diversas avalia&ccedil;&otilde;es realizadas por enfermeiros. Atrav&eacute;s da regress&atilde;o log&iacute;stica, foram identificados cinco fatores associados independentemente a um elevado risco de queda, com base no c&aacute;lculo de <i>odds ratios (OR)</i>: diagn&oacute;stico de queda (<i>OR</i>=4,64; <i>IC</i>95%=2,59-8,33), pontua&ccedil;&atilde;o de transfer&ecirc;ncia e mobilidade entre tr&ecirc;s e quatro (<i>OR</i>=2,10; IC95% =1,22-3,61), avalia&ccedil;&atilde;o do enfermeiro se o doente est&aacute; agitado (<i>OR</i>=20,9; <i>IC</i>95%=9,62-45,62), necessidade de utilizar as instala&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias com frequ&ecirc;ncia (OR=2,48; <i>IC=</i>95%=1,08-5,70) ou se tem dificuldades de vis&atilde;o (<i>OR=</i>3,56; <i>IC95%</i>=1,26-10,05).</p>     <p>Foi definida uma avalia&ccedil;&atilde;o de risco atribuindo-se a cada um destes fatores uma pontua&ccedil;&atilde;o de um dentro de uma possibilidade de um a cinco. Na fase dois e tr&ecirc;s foi testado o ponto de corte de defini&ccedil;&atilde;o de risco elevado, tendo sido aferido o valor igual ou superior a dois, como o ponto de corte adequado.</p>     <p>Os autores (Oliver et al., 1997) conclu&iacute;ram tamb&eacute;m que esta escala de avalia&ccedil;&atilde;o de risco &eacute; simples e prediz com sensibilidade e especificidade cl&iacute;nica uma elevada percentagem de quedas nas pessoas idosas internadas. A sensibilidade e especificidade foram calculadas em mais de 80% nos dois coortes de doentes.</p>     <p>A escala <i>STRATIFY</i> &eacute; constitu&iacute;da por cinco perguntas com op&ccedil;&otilde;es dicot&oacute;micas (sim/n&atilde;o) de resposta (<a href="#t2">Tabela 2</a>). No entanto, na &uacute;ltima pergunta, a pontua&ccedil;&atilde;o &eacute; obtida atrav&eacute;s da conjuga&ccedil;&atilde;o de duas respostas do &iacute;ndice de <i>Barthel</i> modificado em rela&ccedil;&atilde;o, respetivamente, &agrave; capacidade do doente em se transferir da cama para uma cadeira (0: Incapaz; 1: Necessita de ajuda significativa; 2: Necessita de ajuda m&iacute;nima; 3: Independente) e ao n&iacute;vel de mobilidade do doente (0: Im&oacute;vel; 1: Independente com a ajuda de uma cadeira de rodas; 2: Usa apoios de marcha ou caminha com a ajuda de uma pessoa; 3: Independente).</p>     <p>&nbsp;</p>&nbsp;&nbsp; <a name="t2"> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a16t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pontua&ccedil;&atilde;o total da escala <i>STRATIFY</i> &eacute; obtida com base na soma das respostas referentes &agrave;s cinco perguntas, podendo tomar valores entre zero e cinco. Uma pontua&ccedil;&atilde;o igual a 0 corresponde a um risco considerado baixo, igual a 1 corresponde a um risco moderado e, por fim, superior ou igual a 2 corresponde a um risco elevado. Em resumo, podemos dizer que a <i>STRATIFY</i> &eacute; uma ferramenta de previs&atilde;o de quedas, que foi desenvolvida para ser utilizada no hospital e em doentes adultos idosos, baseada em cinco itens, em que cada item tem uma pontua&ccedil;&atilde;o de 1 (se presente) ou 0 (se ausente), com um ponto de corte igual ou superior a 2 no total da escala.</p>     <p>Tem sido muito utilizada como parte de um programa de preven&ccedil;&atilde;o de quedas, mas a sua utilidade n&atilde;o est&aacute; muito clara em diversos cen&aacute;rios (Oliver et al., 2008). De facto, em 2008, cerca de 10 anos depois da sua publica&ccedil;&atilde;o e de um n&uacute;mero significativo de estudos com v&aacute;rios coortes de doentes, foi realizada uma meta-an&aacute;lise dos artigos que envolviam a escala <i>STRATIFY</i>. Nesta investiga&ccedil;&atilde;o, foram identificados 41 artigos, dos quais oito foram eleitos para inclus&atilde;o em revis&atilde;o sistem&aacute;tica e quatro para meta an&aacute;lise. Conclu&iacute;ram os autores (Oliver et al., 2008) que a escala <i>STRATIFY</i> tem sido aplicada em diversos estudos de valida&ccedil;&atilde;o e &eacute; compar&aacute;vel a outras escalas em tempo de aplica&ccedil;&atilde;o, ades&atilde;o e fiabilidade. Embora com valores elevados para a especificidade e valor preditivo negativo, a sensibilidade e o valor preditivo positivo foram geralmente baixos, de forma a fazer deste instrumento um indicador &uacute;til na identifica&ccedil;&atilde;o dos doentes de alto risco para preven&ccedil;&atilde;o de quedas a n&iacute;vel hospitalar (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a16t3.jpg">Tabela 3</a>).</p>     
<p>A meta-an&aacute;lise referida demonstra tamb&eacute;m que o tipo da popula&ccedil;&atilde;o e o tipo de unidades em que &eacute; aplicada podem afetar o desempenho da escala STRATIFY.</p>     <p>A escala foi testada com modifica&ccedil;&otilde;es do peso atribu&iacute;do aos diferentes itens, em dois hospitais em Hamilton, Ont&aacute;rio no Canad&aacute;, passando a pontua&ccedil;&atilde;o total original da escala de 5 pontos para 30 pontos. Neste estudo foi obtido um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse de 0,78, uma sensibilidade de 91% e especificidade de 60%, para o ponto de corte 9, no entanto a altera&ccedil;&atilde;o da pontua&ccedil;&atilde;o da escala n&atilde;o foi validada em outros estudos (Papaioannou et al., 2004).</p>     <p><b>Escala de Quedas de Morse</b></p>     <p>Foi desenvolvida em 1985 no Canad&aacute;, por Janice M. Morse, com base num estudo prospetivo, com o objetivo de identificar e predizer as pessoas com risco de quedas fisiol&oacute;gicas, em 100 doentes que ca&iacute;ram e em 100 doentes que n&atilde;o ca&iacute;ram, como grupo de controlo. O estudo foi realizado num hospital de doentes agudos com 1200 camas, com um centro geri&aacute;trico com 50 camas e um centro para veteranos com 140 camas, tendo sido exclu&iacute;dos todos os doentes das unidades pedi&aacute;tricas e com menos de 18 anos </span><span>(Morse et al., 1987).</p>     <p>Trata-se de uma escala que foi concebida para ser aplicada atrav&eacute;s de entrevistas com os doentes e da consulta dos processos cl&iacute;nicos, com o objetivo de avaliar o risco de queda. Tem um tempo estimado de preenchimento de menos de tr&ecirc;s minutos.</p>     <p>Atrav&eacute;s da <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a16t4.jpg">Tabela 4</a> pode verificar-se que a <i>MFS</i> (Morse et al., 1989) apresentou uma sensibilidade de 72,0%, uma especificidade de 83,0%, um valor preditivo positivo de 10,3% e um valor preditivo negativo de 99,2%. A fiabilidade da escala foi avaliada como excelente, atrav&eacute;s do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse (CCI = 0,75) com base na avalia&ccedil;&atilde;o de seis doentes por 21 enfermeiros, sendo o seu valor de 0,96, indicando uma boa reprodutibilidade. Os coeficientes individuais para cada uma das perguntas da escala foram respetivamente de 1,0 para as perguntas um e quatro, de 0,99 para a pergunta dois, de 0,98 para a pergunta tr&ecirc;s e de 0,82 para a pergunta 5, n&atilde;o tendo sido avaliado o coeficiente para a pergunta 6.</p>     
<p>A escala foi avaliada por Schwendimann, De Geest e Milisen (2006), em duas unidades de medicina interna de um hospital sui&ccedil;o, sendo o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse de 0,68. A sensibilidade variou entre 91,5% e 38,3%, a especificidade entre 81,7% e 10,6%, o valor preditivo positivo entre 12,5% e 22,5% e o valor preditivo negativo entre 90,2% e 95,7%.</p>			     <p>A escala &eacute; composta por seis itens que refletem os fatores de risco de queda e que est&atilde;o resumidos na <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a16t5.jpg">Tabela 5</a>. Estes seis itens foram identificados atrav&eacute;s do m&eacute;todo estat&iacute;stico de an&aacute;lise descriminante. A presen&ccedil;a de fator de risco &eacute; assinalada como <i>sim</i> ou <i>n&atilde;o</i> para os itens 1, 2 e 4; para os outros tr&ecirc;s itens, a pontua&ccedil;&atilde;o &eacute; baseada em dois ou tr&ecirc;s descritores. &Eacute; atribu&iacute;da uma pontua&ccedil;&atilde;o de 0 a 30 pontos &agrave;s respostas identificadas como <i>sim</i> ou <i>n&atilde;o</i> e aos descritores para cada item. A pontua&ccedil;&atilde;o total da <i>MFS</i> varia entre 0 e 125 descriminando as pessoas em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de risco de queda. Assim, considera-se que a pessoa n&atilde;o tem qualquer risco de queda se a pontua&ccedil;&atilde;o total da <i>MFS</i> for inferior ou igual a 24, o que apenas exige interven&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de enfermagem. Se a pontua&ccedil;&atilde;o total estiver entre 25 e 50, considera-se que a pessoa tem um risco baixo de queda e s&atilde;o necess&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es padr&atilde;o de preven&ccedil;&atilde;o de quedas. Por fim, considera-se que a pessoa tem um risco elevado, se obtiver uma pontua&ccedil;&atilde;o total superior ou igual a 51 e, neste caso, h&aacute; que iniciar interven&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o de quedas de alto risco (Morse, 2009).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Morse (2009) alerta que a escala deve ser calibrada para cada realidade hospitalar ou unidade para que as estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o sejam dirigidas para os doentes com maior risco. Ou seja, os pontos de corte podem ser diferentes dependendo da utiliza&ccedil;&atilde;o da escala num servi&ccedil;o de internamento de doentes agudos, de cuidados continuados ou de cuidados paliativos, dentro da mesma organiza&ccedil;&atilde;o a escala pode ter pontos de corte diferentes.</p>     <p>Os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco podem ter um papel fundamental como primeiro passo na implementa&ccedil;&atilde;o de um programa efetivo e eficiente de preven&ccedil;&atilde;o de quedas (Perell et al., 2001). Embora sendo vitais para a efici&ecirc;ncia de um programa, estes t&ecirc;m sido criticados pela sua capacidade de, com precis&atilde;o, identificarem o doente que efetivamente cai (Oliver, 2008).</p>     <p>As escalas <i>STRATIFY</i> e <i>MFS</i> identificam os doentes que t&ecirc;m risco de queda em fun&ccedil;&atilde;o das suas caracter&iacute;sticas intr&iacute;nsecas ou cl&iacute;nicas (estado mental, altera&ccedil;&otilde;es da mobilidade, hist&oacute;ria anterior de quedas, frequ&ecirc;ncia da elimina&ccedil;&atilde;o/depend&ecirc;ncia, doen&ccedil;a aguda ou cr&oacute;nica).</p>     <p>Na <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a16t6.jpg">Tabela 6</a> apresenta-se um resumo comparativo entre ambas as escalas estudadas relativamente ao n&uacute;mero de perguntas que comp&otilde;em cada escala, popula&ccedil;&atilde;o estudada, assim como anos em que foram criadas e em que pa&iacute;ses, dimens&otilde;es comuns que integram, natureza dos estudos utilizados na constru&ccedil;&atilde;o dos dois instrumentos e m&eacute;todo estat&iacute;stico, pa&iacute;ses para os quais foi feita a adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica.</p>     
<p>Como se pode observar na <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a16t6.jpg">Tabela 6</a>, as escalas foram constru&iacute;das em pa&iacute;ses diferentes, t&ecirc;m 12 anos de diferen&ccedil;a sendo a <i>MFS</i> anterior &agrave; <i>STRATIFY</i>. A primeira foi constru&iacute;da por uma enfermeira e a segunda por um m&eacute;dico, revelando a preocupa&ccedil;&atilde;o, j&aacute; existente na d&eacute;cada dos anos 80 e 90, com as quest&otilde;es da seguran&ccedil;a do doente associadas &agrave;s quedas em contexto hospitalar.</p>     
<p>A sua dimens&atilde;o &eacute; compar&aacute;vel (5 a 6 itens), sendo que a primeira apresenta um formato dicot&oacute;mico de respostas e a segunda combina este formato com itens de escolha m&uacute;ltipla. As caracter&iacute;sticas avaliadas dos doentes s&atilde;o similares nas duas escalas e os fatores de risco intr&iacute;nsecos comuns s&atilde;o o estado mental, a mobilidade e a hist&oacute;ria anterior de quedas.</p>     <p>Ambas as escalas foram desenvolvidas em ambiente hospitalar, s&atilde;o de f&aacute;cil utiliza&ccedil;&atilde;o, consomem relativamente pouco tempo no seu preenchimento e foram constru&iacute;das para serem utilizadas no doente adulto. A <i>MFS</i> &eacute; mais abrangente do que a <i>STRATIFY</i>, pois destina-se ao adulto em geral enquanto a segunda est&aacute; mais adaptada ao doente com 65 ou mais anos.</p>     <p>O tipo de estudos utilizados na constru&ccedil;&atilde;o de ambas foram de natureza epidemiol&oacute;gica e a t&eacute;cnica estat&iacute;stica de previs&atilde;o e explica&ccedil;&atilde;o utilizada para selecionar as vari&aacute;veis inclu&iacute;das nas escalas, foi a an&aacute;lise descriminante para a constru&ccedil;&atilde;o da <i>MFS</i> e a regress&atilde;o log&iacute;stica para a constru&ccedil;&atilde;o da STRATIFY.</p>     <p>Ambas as escalas foram submetidas a um processos de adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica, mas apenas a <i>MFS</i> se encontra validada e adaptada cultural e linguisticamente para a l&iacute;ngua portuguesa, sendo a escala mais divulgada e utilizada a n&iacute;vel nacional (Ordem dos Enfermeiros, 2010; Soares & Almeida, 2008), tendo sido testada em diversos cen&aacute;rios para al&eacute;m daqueles em que foi desenvolvida e em diversas popula&ccedil;&otilde;es (Schwendimann et al., 2006), sendo o n&uacute;mero de estudos efetuados e pa&iacute;ses onde se encontra feita a adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica superior quando comparada com a escala <i>STRATIFY</i>.</p>     <p>A escala <i>STRATIFY</i> sofreu modifica&ccedil;&otilde;es (Papaioannou et al., 2004) no peso atribu&iacute;do aos seus itens, existindo assim uma variante da escala original, que n&atilde;o foi testada em outros estudos independentes, o que n&atilde;o aconteceu com a MFS.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica com meta-an&aacute;lise, efetuada recentemente sobre os estudos que incidem na escala <i>STRATIFY</i>, conclui que a sua fiabilidade &eacute; limitada e que n&atilde;o deve ser utilizada isoladamente na avalia&ccedil;&atilde;o de pessoas com elevado risco de queda, mas como parte de uma avalia&ccedil;&atilde;o multifatorial. No entanto, numa pessoa com elevado risco de queda o crit&eacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o multifatorial deve ser sempre utilizado independentemente da escala que seja utilizada pela organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No que se refere &agrave; reprodutibilidade das escalas, apenas temos informa&ccedil;&atilde;o relativamente ao c&aacute;lculo do coeficiente intraclasse da <i">MFS</i>, o qual revelou ser excelente.</p>     <p>No seu estudo original da <i>STRATIFY</i>, a unidade de an&aacute;lise foi o n&uacute;mero de epis&oacute;dios de queda que ocorreram durante o estudo. Cada queda foi encarada como um novo epis&oacute;dio e as pessoas que ca&iacute;ram mais de uma vez foram inclu&iacute;das diversas vezes, n&atilde;o sendo este desenho do estudo o ideal pois pode estar sujeito a introdu&ccedil;&atilde;o de vi&eacute;s na sele&ccedil;&atilde;o dos controlos apropriados. No caso da <i>MFS</i> foram selecionadas pessoas com queda e sem queda.</p>     <p>As recomenda&ccedil;&otilde;es para a escolha apropriada de uma escala s&atilde;o uma elevada sensibilidade e especificidade, uma boa concord&acirc;ncia entre observadores, uma implementa&ccedil;&atilde;o em popula&ccedil;&otilde;es similares &agrave;quelas em que os estudos se basearam ou foram realizados, exist&ecirc;ncia de procedimentos escritos que orientem no uso da escala, um tempo razo&aacute;vel de preenchimento e crit&eacute;rios e limiares estabelecidos para o in&iacute;cio de interven&ccedil;&otilde;es (Perell et al., 2001).</p>     <p>Estes instrumentos s&atilde;o utilizados pelos enfermeiros na admiss&atilde;o do doente e periodicamente atualizados (por turno, por dia, ou semanalmente), dependendo da situa&ccedil;&atilde;o do doente e das pol&iacute;ticas e procedimentos definidas por cada organiza&ccedil;&atilde;o. Por isso, nos hospitais, o tempo de preenchimento de uma escala &eacute; um crit&eacute;rio cr&iacute;tico. Para al&eacute;m disto, a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o do doente, as prescri&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas que afetam a mobilidade e o estado mental e cognitivo, exigem uma avalia&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil e r&aacute;pida sem &oacute;nus para o doente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda ou a avalia&ccedil;&atilde;o do doente em risco &eacute; um componente essencial de qualquer programa de preven&ccedil;&atilde;o de quedas. A sua finalidade &eacute; identificar quais os doentes em risco, com o objetivo de corrigir a situa&ccedil;&atilde;o e, finalmente, evitar a ocorr&ecirc;ncia de quedas.</p>     <p>Idealmente, a avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda deve ser efetuada na admiss&atilde;o do doente e pelo menos de 3 em 3 dias durante o per&iacute;odo de internamento, ou ainda quando &eacute; transferido para uma unidade diferente, quando ocorre uma mudan&ccedil;a na sua condi&ccedil;&atilde;o, ou depois de uma queda.</p>     <p>Existem diversas ferramentas de avalia&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis para a avalia&ccedil;&atilde;o do risco de queda. Em ambiente de cuidados agudos, estas foram resumidos por Perell e colaboradores. Apesar de existirem diversas escalas, existe, concomitantemente, pouca informa&ccedil;&atilde;o sobre como escolher um instrumento apropriada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recomenda-se que somente instrumentos em que foram testadas empiricamente a fiabilidade e a validade devam ser utilizados, os quais n&atilde;o substituem, mas complementam a avalia&ccedil;&atilde;o do enfermeiro sobre o risco de queda.</p>     <p>Constata-se ainda que a <i>MFS</i> &eacute; a mais estudada a n&iacute;vel internacional e aplicada em diversos cen&aacute;rios e a n&iacute;vel nacional &eacute; a mais divulgada e utilizada, est&aacute; especialmente concebida para o adulto em geral, podendo assim ser aplicada na larga maioria das organiza&ccedil;&otilde;es hospitalares portuguesas, necessitando no entanto de ser submetida a um processo de adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica e ainda validada para a nossa l&iacute;ngua, processo que se espera que esteja conclu&iacute;do em breve.</p>     <p>N&atilde;o existe, assim, necessidade de se desenvolverem escalas pr&oacute;prias, que podem mesmo ser contraproducentes para o objetivo geral de avalia&ccedil;&atilde;o do risco, pois as escalas e as pontua&ccedil;&otilde;es devem poder ser compar&aacute;veis entre as diversas organiza&ccedil;&otilde;es, de modo a garantir a valida&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, R. A., Abreu, C. C., & Mendes, A. M. (2010). Quedas em doentes hospitalizados: Contributos para uma pr&aacute;tica baseada na preven&ccedil;&atilde;o. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia, 3(2), 163-172. doi:10.12707/RIII1016&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0874-0283201400020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cumming, R., Sherrington, C., & Lord, R. (2008). Cluster randomized trial of a targeted multifactorial intervention to prevent falls among older people in hospital. BMJ, 336(7647), 758-760. doi:10.1136/bmj.39499.546030.BE&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0874-0283201400020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Healey, F., & Scobie, S. (2007). Slips, trips and falls in hospital: The third report from Patient Safety Observatory. London, England: National Patient Safety Agency.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0874-0283201400020001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Innes, E. M. (1985). Maintaining fall prevention. Quality Review Bulletin, 11(7), 217-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0874-0283201400020001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morse, J. (2009). Preventing patients falls: Establishing a fall intervention program (2nd ed.). New York, NY: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0874-0283201400020001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morse, J. M., Morse, R. M., & Tylko, S. J. (1989). Development of a scale to identify the fall-prone patient. 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Stroke, 27(10), 1821-1824.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0874-0283201400020001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliver, D. (2008). Falls risk-prediction tools for hospital inpatients. Time to put them to bed? Age and Ageing, 37(3), 248-250. doi:10.1093/ageing/afn088&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0874-0283201400020001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliver, D., Britton, M., Seed, P., Martin, F. C., & Hopper, A. H. (1997). Development and evaluation of evidence based risk assement tool (STRATIFY) to predict which elderly inpatients will fall: Case-control and cohort studies. BMJ, 315(7115), 1049-1053.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0874-0283201400020001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliver, D., Daly, F., Martin, F., & McMurdo, M. (2004). Risk factors and risk assessment tools for falls in hospital in-patients: A systematic review. Age and Ageing, 33(2), 122-130. doi:10.1093/ageing/afh017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0874-0283201400020001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliver, D., Papaioannou, A., Giangregorio, L., Thabane, L., Reizgys, K., & Foster, G. (2008). A systematic review and meta-analysis of studies using the STRATIFY tool for prediction of falls in hospital patients: How well does it work? Age and Ageing, 37(6), 621-627. doi: 10.1093/ageing/afn203&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0874-0283201400020001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ordem dos Enfermeiros. (2010). Programa padr&otilde;es de qualidade dos cuidados de enfermagem. Recuperado de <a href="http://www.ordemenfermeiros.pt/projectos/Paginas/PadroesdeQualidade.aspx"target="_blank">http://www.ordemenfermeiros.pt/projectos/Paginas/PadroesdeQualidade.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0874-0283201400020001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Papaioannou, A.,  Parkinson, W., CooK, R., Ferko, N., Coker, E., & Adachi, J. D. (2004).  Prediction of falls using a risk assessment tool in the acute care setting. BMC Medicine, 2(1), 1-7. doi:10.1186/1741-7015-2-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0874-0283201400020001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Perell, K. L., Nelson, A., Goldman, R. L., Prieto-Lewis, N., & Rubenstein, L. Z. (2001). Fall risk assessment measures: An analytic review. Journal of Gerontology, 56(12), 761-766. doi:10.1093/gerona/56.12.M761&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0874-0283201400020001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pina, S. M., Saraiva, D., Vaz, I., Ramalhinho, J., Ferreira, L., & Batista, P. (2010). Quedas em meio hospitalar. Revista da Ordem dos Enfermeiros, 36, 27-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0874-0283201400020001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schmid, N. A. (1990). Reducing patints falls: A research-based comprehensive fall prevention program. Military Medicine, 155(2), 202-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0874-0283201400020001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schwendimann, R., De Geest, S., & Milisen, K. (2006). Evaluation of the Morse Fall Scale in hospitalized patients. Age and Ageing, 35(3), 311-313. doi:10.1093/ageing/afj066&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0874-0283201400020001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Soares, M. E., & Almeida, M. R. (2008). Acidentes com macas e camas em estabelecimentos hospitalares, envolvendo a queda de doentes (Relat&oacute;rio n.&ordm; 319/08). Lisboa, Portugal: Inspec&ccedil;&atilde;o Geral das Actividades em Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0874-0283201400020001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wild, D., Grove, A., Martin, M., Eremenco, S., McElroy, S., Verjee-Lorenz, A., & Erikson, P. (2005). Principles of good practice for the translation and cultural adaptation process for patient-reported outcomes (PRO) measures: Report of the ISPOR task force for translation and cultural adaptation. Value In Health 8(2) 94-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0874-0283201400020001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 14.10.12</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 28.02.14</p>      ]]></body><back>
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