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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Processo de Cuidados: análise da conceção dos estudantes de Enfermagem]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Care Process: analysis of Nursing students’ conceptions]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El proceso de atención: análisis de la concepción de los estudiantes de Enfermería]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Nursing Education requires innovative pedagogical processes, with strategies that promote the students’ learning in training contexts. These strategies should facilitate the students’ development in the care process. Aims: To analyse the conception of the care process in clinical teaching, using a specific computer strategy. Main topics for analysis: Thirty critical reflections of 4th-year nursing students were analysed using Microsoft Word 2010. Thirty-four words were selected based on three criteria: semantic meaning, frequency, and theoretical background. Three themes emerged from the students’ cognitive structure: conception of care, nursing intervention, and care process learning. Full-meaning words were identified: care, person, help, moments, assessment, intervention, skills, learning, and reflection. The identified words were represented in a concept map of the care process (CmapTools). Conclusion: The pedagogical process promotes a continuum in the students’ acquisition of skills. We identified the conception of the care process in theoretical training related to critical thinking in clinical teaching. Study implication: use of the concept map as a pedagogical strategy to promote self-reflection in students.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Contexto: La formación en enfermería requiere procesos pedagógicos innovadores, con estrategias que promuevan el aprendizaje del estudiante en los contextos de formación, que deben facilitar su desarrollo en el proceso de atención. Objetivos: Analizar el diseño del proceso de atención en la enseñanza clínica, utilizando una estrategia informática específica. Principales temas de análisis: Se analizaron 30 reflexiones críticas de estudiantes del cuarto año de enfermería, utilizando para ello Microsoft Word 2010, y se seleccionaron 34 palabras de acuerdo con tres criterios: sentido semántico, frecuencia y contexto teórico. La estructura cognitiva de los estudiantes revela tres temas: diseño de la atención, intervención de enfermería y aprendizaje del proceso de atención. Se identificaron palabras llenas de significado: cuidado, persona, ayuda, momentos, evaluación, intervención, competencias, aprendizaje, reflexión. Representamos las palabras identificadas en un mapa conceptual del proceso de atención (Cmaptools). Conclusión: El proceso educativo promueve un continuum en la adquisición de competencias por los estudiantes. Identificamos: diseño del proceso de atención en la enseñanza teórica relacionada con el pensamiento crítico en la enseñanza clínica. Implicación del estudio: el uso del mapa conceptual como estrategia pedagógica promueve la autorreflexión en los estudiantes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO TE&Oacute;RICO/ENSAIO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O Processo de Cuidados: an&aacute;lise da conce&ccedil;&atilde;o dos estudantes de Enfermagem</b></p>     <p><b>The Care Process: analysis of Nursing students’ conceptions</b></p>     <p><b>El proceso de atenci&oacute;n: an&aacute;lisis de la concepci&oacute;n de los estudiantes de Enfermer&iacute;a</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Cristina Sp&iacute;nola</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>; <b>Jos&eacute; Amendoeira</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a></p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Professora Adjunta do Instituto Polit&eacute;cnico de Santar&eacute;m – Escola Superior de Sa&uacute;de, 2005 – 075 Santar&eacute;m, Portugal. Doutoranda em Ci&ecirc;ncias de Enfermagem, ICBAS-Universidade do Porto. Mestre em Ci&ecirc;ncias de Educa&ccedil;&atilde;o (2004). Licenciada em Enfermagem na Comunidade [<a href="mailto:aspinola748@gmail.com">aspinola748@gmail.com</a>]. Morada para correspond&ecirc;ncia: Rua da Escola Nova n&ordm; 35, 2125-135, Marinhais, Portugal.</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> Professor Coordenador do Instituto Polit&eacute;cnico de Santar&eacute;m – Escola Superior de Sa&uacute;de, 2005 – 075 Santar&eacute;m, Portugal. Investigador da UiIPS, PhD, [<a href="mailto:jjpam2@gmail.com">jjpam2@gmail.com</a>]</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resumo</b></p>     <p><b>Enquadramento</b>: A Forma&ccedil;&atilde;o em Enfermagem exige processos pedag&oacute;gicos inovadores, com estrat&eacute;gias promotoras da aprendizagem dos estudantes nos contextos de forma&ccedil;&atilde;o, estas dever&atilde;o ser facilitadoras do seu desenvolvimento no processo de cuidados.</p>     <p><b>Objetivos</b>: Analisar a conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados em ensino cl&iacute;nico, recorrendo a uma estrat&eacute;gia inform&aacute;tica especifica.</p>     <p><b>Principais t&oacute;picos em an&aacute;lise</b>: Analis&aacute;mos 30 reflex&otilde;es cr&iacute;ticas de estudantes do 4&ordm; ano de Enfermagem, utilizando o <i>Microsoft Word</i> 2010; selecion&aacute;mos 34 palavras com base em tr&ecirc;s crit&eacute;rios: sentido sem&acirc;ntico; frequ&ecirc;ncia; e contextualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica.</p>     <p>Da estrutura cognitiva dos estudantes emergiram tr&ecirc;s temas: conce&ccedil;&atilde;o dos cuidados; interven&ccedil;&atilde;o de Enfermagem; e aprendizagem do processo de cuidados. Identific&aacute;mos palavras plenas de sentido: cuidados; pessoa; ajudar; momentos; avalia&ccedil;&atilde;o; interven&ccedil;&atilde;o; compet&ecirc;ncias; aprendizagem; e reflex&atilde;o.</p>     <p>Represent&aacute;mos as palavras identificadas em mapa conceptual do processo de cuidados (<i>CmapTools</i>).</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b>: O processo pedag&oacute;gico promove um <i>continuum</i> na aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias pelos estudantes. Identific&aacute;mos a conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados em ensino te&oacute;rico relacionada com o pensamento cr&iacute;tico em ensino cl&iacute;nico. Implica&ccedil;&atilde;o do estudo: utiliza&ccedil;&atilde;o do mapa conceptual como estrat&eacute;gia pedag&oacute;gica promotora da autorreflex&atilde;o nos estudantes.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: estudantes de Enfermagem; cuidados de Enfermagem; aprendizagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abstract</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Background</b>: Nursing Education requires innovative pedagogical processes, with strategies that promote the students’ learning in training contexts. These strategies should facilitate the students’ development in the care process.</p>     <p><b>Aims</b>: To analyse the conception of the care process in clinical teaching, using a specific computer strategy.</p>     <p><b>Main topics for analysis</b>: Thirty critical reflections of 4th-year nursing students were analysed using Microsoft Word 2010. Thirty-four words were selected based on three criteria: semantic meaning, frequency, and theoretical background.</p>     <p>Three themes emerged from the students’ cognitive structure: conception of care, nursing intervention, and care process learning. Full-meaning words were identified: care, person, help, moments, assessment, intervention, skills, learning, and reflection.</p>     <p>The identified words were represented in a concept map of the care process (CmapTools).</p>     <p><b>Conclusion</b>: The pedagogical process promotes a <i>continuum</i> in the students’ acquisition of skills. We identified the conception of the care process in theoretical training related to critical thinking in clinical teaching. Study implication: use of the concept map as a pedagogical strategy to promote self-reflection in students.</p>     <p><b>Keywords</b>: students, nursing; nursing care; learning.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumen</b></p>     <p><b>Contexto</b>: La formaci&oacute;n en enfermer&iacute;a requiere procesos pedag&oacute;gicos innovadores, con estrategias que promuevan el aprendizaje del estudiante en los contextos de formaci&oacute;n, que deben facilitar su desarrollo en el proceso de atenci&oacute;n.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivos</b>: Analizar el dise&ntilde;o del proceso de atenci&oacute;n en la ense&ntilde;anza cl&iacute;nica, utilizando una estrategia inform&aacute;tica espec&iacute;fica.</p>     <p><b>Principales temas de an&aacute;lisis</b>: Se analizaron 30 reflexiones cr&iacute;ticas de estudiantes del cuarto a&ntilde;o de enfermer&iacute;a, utilizando para ello Microsoft Word 2010, y se seleccionaron 34 palabras de acuerdo con tres criterios: sentido sem&aacute;ntico, frecuencia y contexto te&oacute;rico.</p>     <p>La estructura cognitiva de los estudiantes revela tres temas: dise&ntilde;o de la atenci&oacute;n, intervenci&oacute;n de enfermer&iacute;a y aprendizaje del proceso de atenci&oacute;n.</p>     <p>Se identificaron palabras llenas de significado: cuidado, persona, ayuda, momentos, evaluaci&oacute;n, intervenci&oacute;n, competencias, aprendizaje, reflexi&oacute;n. Representamos las palabras identificadas en un mapa conceptual del proceso de atenci&oacute;n (Cmaptools).</p>     <p><b>Conclusi&oacute;n</b>: El proceso educativo promueve un <i>continuum</i> en la adquisici&oacute;n de competencias por los estudiantes. Identificamos: dise&ntilde;o del proceso de atenci&oacute;n en la ense&ntilde;anza te&oacute;rica relacionada con el pensamiento cr&iacute;tico en la ense&ntilde;anza cl&iacute;nica. Implicaci&oacute;n del estudio: el uso del mapa conceptual como estrategia pedag&oacute;gica promueve la autorreflexi&oacute;n en los estudiantes.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: estudiantes de Enfermer&iacute;a; atenci&oacute;n de enfermer&iacute;a; aprendizaje.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Atualmente na forma&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, os processos pedag&oacute;gicos refletidos no planeamento das estrat&eacute;gias, no decurso da aprendizagem dos estudantes em v&aacute;rios contextos de forma&ccedil;&atilde;o, assumem-se como determinantes na aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento e desenvolvimento de compet&ecirc;ncias a partir da pr&aacute;tica de cuidados (Ordem dos Enfermeiros, 2007; Decreto-Lei n&ordm; 115/13).</p>     <p>A complexidade crescente dos contextos, bem como os pr&oacute;prios cuidados desenvolvidos, exigem que a forma&ccedil;&atilde;o em Enfermagem seja um processo de integra&ccedil;&atilde;o/transposi&ccedil;&atilde;o de saberes pelos estudantes em cada contexto. Esta transposi&ccedil;&atilde;o &eacute; t&atilde;o mais consistente quanto melhor for realizada a altern&acirc;ncia entre a escola e as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de (Amendoeira, 2009; Rua, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Interessou-nos o ensino cl&iacute;nico refletido na forma&ccedil;&atilde;o em Enfermagem e desenvolvido nas organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, com o seu potencial inovador e como estrat&eacute;gia de aquisi&ccedil;&atilde;o de aprendizagens significativas pelos estudantes (Costa, 2008). Vis&aacute;mos a identifica&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos adquiridos pelos estudantes atrav&eacute;s das suas reflex&otilde;es sobre as pr&aacute;ticas desenvolvidas.</p>     <p>O relacionamento entre os atores envolvidos no contexto de cuidados &eacute; determinante, considerando os estudantes, professores, enfermeiros e a pessoa sujeito dos cuidados. Por outro lado, a exig&ecirc;ncia que as atividades educativas assumem para o estudante decorrem de a ela estarem ligados procedimentos com atitudes, normas e valores que fazem parte de uma organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de (Carvalho, 2004).</p>     <p>Todavia, sabemos que a Enfermagem &eacute; uma profiss&atilde;o centrada em intera&ccedil;&otilde;es onde cada pessoa, face ao seu projeto de vida, se torna singular num momento &uacute;nico de cuidado (Serrano, Costa, & Costa, 2011). Para o estudante estes momentos s&atilde;o &uacute;nicos e determinantes na reflex&atilde;o e na aquisi&ccedil;&atilde;o de saberes na pr&aacute;tica cl&iacute;nica com a tomada de consci&ecirc;ncia do cuidado produzido, procurando a sele&ccedil;&atilde;o das melhores metodologias para responder &agrave;s necessidades em fun&ccedil;&atilde;o dos sujeitos de cuidados de Enfermagem (Abreu, 2007). Neste sentido, os saberes profissionais do estudante v&atilde;o sendo constru&iacute;dos atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o com os profissionais de sa&uacute;de e pela an&aacute;lise que faz das pr&aacute;ticas quotidianas dos enfermeiros, relacionando-as com os saberes te&oacute;ricos numa alian&ccedil;a na procura do saber (Costa, 2008).</p>     <p>Trata-se portanto do processo de aprendizagem em ensino cl&iacute;nico, desenvolvido a par do crescimento e autonomia pessoal, alicer&ccedil;ado na experi&ecirc;ncia de vida do estudante, associada ao seu itiner&aacute;rio sociocultural e das representa&ccedil;&otilde;es que constru&iacute;ram de si pr&oacute;prios e do seu meio humano e natural (Josso, 2002). Parece-nos portanto fundamental a compreens&atilde;o do processo de aprendizagem que o estudante desenvolve para que seja poss&iacute;vel a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias de car&aacute;cter cient&iacute;fico, t&eacute;cnico e humano, de forma a ser capaz de planear, concretizar, gerir e avaliar atividades de Enfermagem (Carvalho, 2004). Por outro lado, torna-se necess&aacute;rio caracterizar o processo de cuidados que o estudante desenvolve em ensino cl&iacute;nico, tal como refere Amendoeira (2000, 2004). Integramos a diversidade das atividades de Enfermagem desenvolvidas pelos estudantes, tendo por base a intera&ccedil;&atilde;o entre estes e as pessoas alvo dos cuidados; consideramos ainda os conhecimentos espec&iacute;ficos que lhes permitem diagnosticar e planear o trabalho, que eles pr&oacute;prios executam e controlam.</p>     <p>Nesta perspetiva, entre as diferentes atividades que o estudante desenvolve no ensino cl&iacute;nico e a viv&ecirc;ncia das suas diversas experi&ecirc;ncias, ocorrem inevitavelmente aprendizagens significativas no percurso de forma&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, mais do que aprendizagem, o ensino cl&iacute;nico implica necessariamente um trabalho de conceptualiza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica (Costa, 2008), tornando-se necess&aacute;rio compreendermos que aquisi&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas s&atilde;o desenvolvidas e como surgem enquadradas as conce&ccedil;&otilde;es dos estudantes quando cuidam de pessoas.</p>     <p>Nem sempre a forma como &eacute; produzido o processo de cuidados pelos estudantes em ensino cl&iacute;nico deixa claras as conce&ccedil;&otilde;es mobilizadas a partir do ensino te&oacute;rico. Sendo este o foco deste estudo, pretendemos analisar a conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados desenvolvido pelo estudante de Enfermagem em ensino cl&iacute;nico, a partir de uma estrat&eacute;gia pedag&oacute;gica inovadora com recurso inform&aacute;tico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Disserta&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Na Forma&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, o processo de aprendizagem pelo estudante em contexto de ensino cl&iacute;nico desenvolve-se para e com o sujeito de cuidados, sustentado em conhecimento cient&iacute;fico, habilidades, pensamento cr&iacute;tico, e comportamentos e atitudes que v&atilde;o no sentido de promover o bem-estar. Ao admitirmos um paradigma centrado no estudante enquanto sujeito aprendente, perspetivamos a sua aprendizagem com o recurso &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias, visando a reflex&atilde;o e a identifica&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es e dos momentos importantes para o desenvolvimento do processo de auto e h&eacute;tero-forma&ccedil;&atilde;o, em intera&ccedil;&atilde;o com os diferentes atores, em contextos de ensino cl&iacute;nico (Josso, 2002).</p>     <p>Reconhecemos que s&atilde;o os contextos de trabalho que atribuem uma significa&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas de sa&uacute;de pelo estudante, no sentido em que estes est&atilde;o dependentes de uma din&acirc;mica cognitiva e avaliativa definida em contexto, em contacto com um conjunto de fatores materiais, relacionais e simb&oacute;licos inerentes ao funcionamento duma organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de (Abreu, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, nos contextos da pr&aacute;tica cl&iacute;nica, s&atilde;o diversos os atores que se constituem como promotores do desenvolvimento dos estudantes, nomeadamente os professores, os enfermeiros supervisores, os profissionais da equipa de sa&uacute;de e os pr&oacute;prios sujeitos de cuidados (Amendoeira, 2009; Rua, 2011). Este desenvolvimento &eacute; particularmente importante quando pensamos numa alian&ccedil;a pedag&oacute;gica que se constitui como facilitadora da aprendizagem do estudante porque, por um lado, conhecem os contextos da pr&aacute;tica, e por outro, s&atilde;o detentores dos conhecimentos/saberes essenciais &agrave; facilita&ccedil;&atilde;o desse mesmo desenvolvimento. Desta forma, torna-se fundamental que todos os atores em ensino cl&iacute;nico se envolvam na forma&ccedil;&atilde;o dos estudantes na aquisi&ccedil;&atilde;o de conce&ccedil;&otilde;es de cuidados consent&acirc;neos com o paradigma de forma&ccedil;&atilde;o atual, tornando os estudantes o centro e o motor de todo o ensino em Enfermagem (Sim&otilde;es, Alarc&atilde;o, & Costa, 2008).</p>     <p>Refor&ccedil;amos o interesse formativo pelo ensino cl&iacute;nico porque, de acordo com Costa (2008), este &eacute; um contexto de aprendizagem privilegiado para a rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica e para a condu&ccedil;&atilde;o de aprendizagens que promovam a interliga&ccedil;&atilde;o da teoria &agrave; pr&aacute;tica, com aprendizagem e explora&ccedil;&atilde;o, enquanto m&eacute;todo reflexivo sobre a realidade. Assim, como Serrano, Costa, e Costa (2011), que valorizam o contexto de ensino cl&iacute;nico, como um espa&ccedil;o importante de saberes e compet&ecirc;ncias, promotor de uma pr&aacute;tica reflexiva a partir da resolu&ccedil;&atilde;o de <i>situa&ccedil;&otilde;es-problema</i>. Desta forma, estas situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o momentos importantes que contribuem para a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimento, permitindo aos estudantes desenvolverem um conjunto de saberes que proporcionem o cuidar em Enfermagem, a par da mobiliza&ccedil;&atilde;o das aquisi&ccedil;&otilde;es em ensino te&oacute;rico.</p>     <p>Nesta perspetiva, a Ordem dos Enfermeiros em 2002, pronunciando-se sobre os cuidados de qualidade, enunciava: “A qualidade exige, reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica – para definir objetivos do servi&ccedil;o a prestar, delinear estrat&eacute;gias para os atingir – o que evidencia a necessidade de tempo apropriado para refletir nos cuidados prestados” (Ordem dos Enfermeiros, 2002, p.5). &Eacute; neste sentido que a Ordem dos Enfermeiros prop&otilde;e nos padr&otilde;es de qualidade a explicita&ccedil;&atilde;o e uniformiza&ccedil;&atilde;o de ideias e crit&eacute;rios associados &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o do meta paradigma em Enfermagem, mobilizados na forma&ccedil;&atilde;o do 1&ordm; ciclo. Torna-se importante refletir e valorizar com os estudantes o desenvolvimento das suas atividades em contextos da pr&aacute;tica cl&iacute;nica, no confronto com os quadros de refer&ecirc;ncia mobilizados no processo de forma&ccedil;&atilde;o, visando a reflex&atilde;o da qualidade nos cuidados prestados. Por outro lado, os estudantes prestam cuidados atrav&eacute;s da caracteriza&ccedil;&atilde;o do que designamos por processo de cuidados de acordo com Amendoeira (2000, p. 9) “como um processo de intera&ccedil;&atilde;o onde o centro de interesse &eacute; a pessoa e onde o profissional possui os conhecimentos espec&iacute;ficos que lhe permitem fazer o diagn&oacute;stico e o planeamento do trabalho, que ele pr&oacute;prio executa e controla”.</p>     <p>Torna-se assim indispens&aacute;vel explorar situa&ccedil;&otilde;es da pr&aacute;tica de cuidados no processo de ensino-aprendizagem, de modo a permitir ao estudante o desenvolvimento do sentido cr&iacute;tico perante casos reais, levando a que passe da apreens&atilde;o concreta de uma situa&ccedil;&atilde;o para a sua representa&ccedil;&atilde;o abstrata e conceptual (Carvalho, 2004; Abreu, 2007; Costa, 2008).</p>     <p>Nesta base de reflex&atilde;o que temos vindo a descrever, real&ccedil;amos as pr&aacute;ticas no processo de cuidados e a respetiva conceptualiza&ccedil;&atilde;o sobre as mesmas, procurando compreender que aquisi&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas s&atilde;o desenvolvidas e como surgem enquadradas as conce&ccedil;&otilde;es dos estudantes quando cuidam de pessoas.</p>     <p>Tivemos presentes os princ&iacute;pios &eacute;ticos e legais, suportados na autoriza&ccedil;&atilde;o de acesso &agrave;s fontes de dados numa escola de sa&uacute;de, para consulta e an&aacute;lise documental, ap&oacute;s obten&ccedil;&atilde;o do parecer favor&aacute;vel da comiss&atilde;o de &eacute;tica para o desenvolvimento do estudo. Este foi desenvolvido tendo em considera&ccedil;&atilde;o a necess&aacute;ria confidencialidade de dados e fontes que assegur&aacute;mos ao longo de todo o processo de an&aacute;lise e tratamento dos dados.</p>     <p>No desenho do estudo opt&aacute;mos pelo estudo de caso, desenvolvendo uma estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica, com recurso &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do e utiliza&ccedil;&atilde;o do mapa conceptual, atrav&eacute;s do <i>software CmapTools</i> (Institute for Human and Machine Cognition. n.d.), para representar a conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados do estudante de Enfermagem em contexto cl&iacute;nico. Partimos de documentos de narra&ccedil;&atilde;o – reflex&otilde;es cr&iacute;ticas elaboradas no mesmo contexto pelos estudantes do 4&ordm; ano do 1&ordm; ciclo do curso de Enfermagem.</p>     <p>Para a organiza&ccedil;&atilde;o do material e para o processamento da leitura segundo crit&eacute;rios de an&aacute;lise, tivemos presente o que nos refere Bardin (2011) – as diferentes fases da an&aacute;lise de conte&uacute;do organizam-se em torno de tr&ecirc;s polos desenvolvidos sequencialmente: a pr&eacute;-an&aacute;lise; a explora&ccedil;&atilde;o do material; o tratamento dos resultados, a infer&ecirc;ncia e a interpreta&ccedil;&atilde;o (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>). A fase da pr&eacute;-an&aacute;lise constituiu-se como a de organiza&ccedil;&atilde;o, possuindo tr&ecirc;s miss&otilde;es: a escolha dos documentos a serem submetidos &agrave; an&aacute;lise; a formula&ccedil;&atilde;o das hip&oacute;teses e dos objetivos; e a elabora&ccedil;&atilde;o de indicadores que fundamentam a interpreta&ccedil;&atilde;o final. A escolha dos documentos (al&iacute;nea a, na <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>) teve presente o crit&eacute;rio da aleatoriedade (Beaud, 2003) para a sele&ccedil;&atilde;o das reflex&otilde;es cr&iacute;ticas realizadas pelos estudantes do 4&ordm; ano do curso de Enfermagem, num total de 30 documentos, resultantes de atividades de Enfermagem desenvolvidas em contexto de ensino cl&iacute;nico.</p>     
<p>Definida a constitui&ccedil;&atilde;o do <i>corpus</i> da an&aacute;lise (al&iacute;nea b, <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>), estabelecemos contacto com os documentos a analisar e realiz&aacute;mos a leitura flutuante, no sentido de retirar impress&otilde;es e orienta&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o das hip&oacute;teses emergentes (Bardin, 2011). Neste momento foi fundamental a leitura dos documentos, interrogarmo-nos sobre o que era sugerido <i>a priori</i> face ao processo de cuidados desenvolvido pelo estudante e pelo conhecimento que possu&iacute;amos, tendo subjacente os conceitos organizadores (al&iacute;nea d, <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>): forma&ccedil;&atilde;o em Enfermagem; estudante; ensino cl&iacute;nico; pessoa; e cuidados de Enfermagem. Do quadro te&oacute;rico que mobiliz&aacute;mos constitu&iacute;ram-se em indicadores de an&aacute;lise as seguintes palavras-chave (al&iacute;nea e, <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>): aprendizagem; cuidados; procedimentos; estrat&eacute;gias; avalia&ccedil;&atilde;o; reflex&atilde;o; responsabilidade; (…). A prepara&ccedil;&atilde;o do material (al&iacute;nea c, <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>) consistiu na numera&ccedil;&atilde;o de todos os documentos, dispondo de colunas vazias &agrave; direita e &agrave; esquerda para notas e c&oacute;digos. Quanto &agrave;s regras de categoriza&ccedil;&atilde;o e codifica&ccedil;&atilde;o (al&iacute;nea f, <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>), tivemos presente na codifica&ccedil;&atilde;o a escolha do recorte da unidade de registo, sendo esta considerada a unidade de significa&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel sem&acirc;ntico, a palavra. H&aacute; pois que ter em conta que todas as palavras do texto podem ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o ou podemos reter unicamente as palavras-chave ou as palavras-tema, ou ainda efetuarmos a an&aacute;lise de uma categoria de palavras (Bardin, 2011). Nesta perspetiva valoriz&aacute;mos, num primeiro momento, todas as palavras com sentido sem&acirc;ntico id&ecirc;ntico que pudessem constituir-se em dimens&otilde;es importantes quando pensamos na conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados desenvolvido pelos estudantes. Quanto &agrave; unidade de contexto, consider&aacute;mos ser a frase para a palavra como unidade de compreens&atilde;o para codificar a unidade de registo, cujas dimens&otilde;es superiores &agrave;s unidades de registo s&atilde;o &oacute;timas para compreendermos a significa&ccedil;&atilde;o exata da palavra, podendo ser sin&oacute;nimas ou pr&oacute;ximas a n&iacute;vel sem&acirc;ntico. As t&eacute;cnicas desenvolvidas (al&iacute;nea g, <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>) foram testadas de forma manual e inform&aacute;tica no sentido de assegurar a sua correta aplica&ccedil;&atilde;o, segundo as possibilidades de leitura do computador e dos programas utilizados.</p>     
<p>As diferentes opera&ccedil;&otilde;es da pr&eacute;-an&aacute;lise (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>) foram sendo desenvolvidas, ficando a fase de an&aacute;lise propriamente dita na aplica&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica das decis&otilde;es tomadas. Esta fase longa consistiu essencialmente em opera&ccedil;&otilde;es de codifica&ccedil;&atilde;o e decomposi&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o das regras previamente formuladas (Bardin, 2011, p. 127): a <i>explora&ccedil;&atilde;o do material</i> fizemo-la para identificar as dimens&otilde;es que os estudantes valorizam na conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados desenvolvido em ensino cl&iacute;nico. Procedemos &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de palavras e/ou express&otilde;es significativas, importantes para a defini&ccedil;&atilde;o das unidades de an&aacute;lise. Deste procedimento, surgiram um conjunto de palavras com significado, enquadrado ao conceito de processo de cuidados.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Realiz&aacute;mos a agrega&ccedil;&atilde;o das palavras, por aproxima&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas ligeiras (cuidar, cuidado, cuidados ou pr&aacute;tica, pr&aacute;ticas), mas n&atilde;o destitu&iacute;das de crit&eacute;rios de agrupamento (o cuidar, a pr&aacute;tica de cuidados), permitindo, deste modo, classificar a informa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de uma lista de palavras com sentido sem&acirc;ntico, num total de 34 que se denominaram <i>palavras plenas</i>, isto &eacute;, palavras portadoras de sentido (Bardin, 2011). Valoriz&aacute;mos as unidades de enumera&ccedil;&atilde;o porque pretend&iacute;amos a frequ&ecirc;ncia com que as express&otilde;es se repetiam, no sentido de ajudar a perceber a intensidade das palavras e o sentido que os estudantes lhes conferiam. Com o recurso ao <i>software</i> do <i>Microsoft Word</i> 2010, submetemos a lista de todas as <i>palavras plenas</i> ao <i>corpus</i> de an&aacute;lise. O procedimento consistiu em submeter palava a palavra ao documento em formato digital, atrav&eacute;s da op&ccedil;&atilde;o <i>localizar</i> seguida da <i>localiza&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada</i>, obtendo-se a identifica&ccedil;&atilde;o da palavra e o n&uacute;mero de vezes que a mesma se repete. Com a localiza&ccedil;&atilde;o da palavra, na unidade de contexto, efetu&aacute;mos a descontextualiza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da regra do recorte. O recorte da unidade de registo foi efetuado de acordo com os referenciais te&oacute;ricos, com o sentido atribu&iacute;do, ficando ordenadas as v&aacute;rias unidades de contexto numa tabela de dupla entrada em suporte digital. Este procedimento foi replicado para as 34 palavras submetidas. Posteriormente realiz&aacute;mos nova decomposi&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do recorte e aglutina&ccedil;&atilde;o de cada palavra plena numa tabela &uacute;nica. Reconstru&iacute;mos assim, uma tabela individual para cada palavra plena. Obtivemos deste modo a (re)contextualiza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da an&aacute;lise das diferentes unidades de contexto que integram a totalidade das palavras plenas, de sentido sem&acirc;ntico igual. Para al&eacute;m da frequ&ecirc;ncia obtida fomos ainda sens&iacute;veis ao seu sentido sem&acirc;ntico, procurando a sua respetiva contextualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica.</p>     <p>Neste sentido, dando continuidade &agrave; representa&ccedil;&atilde;o da estrutura cognitiva do processo de cuidados desenvolvido pelos estudantes, atrav&eacute;s das unidades sem&acirc;nticas j&aacute; constitu&iacute;das pelas palavras plenas identificadas, recorremos ao mapa conceptual como instrumento epistemol&oacute;gico, porque, de acordo com Carvalho (2009), ajuda na compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre o dom&iacute;nio conceptual e o dom&iacute;nio factual do processo cient&iacute;fico que pretendemos.</p>     <p>Por outro lado, reconhecemos o mapa conceptual como uma ferramenta cientifico-pedag&oacute;gica, relevante no ensino de Enfermagem, capaz de promover aprendizagens significativas (Fonseca, Extremina, Ferreira, & Leite, 2010). Todos estes aspetos se suportam nas evid&ecirc;ncias encontradas (Clayton, 2006) quando identificamos a utiliza&ccedil;&atilde;o dos mapas conceptuais para avalia&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e habilidades de pensamento cr&iacute;tico dos estudantes bem como na avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho cl&iacute;nico.</p>     <p>Uma vez que nos focaliz&aacute;mos neste estudo na especificidade do processo de cuidados desenvolvido pelos estudantes, pretendemos com a mobiliza&ccedil;&atilde;o do mapa conceptual representar o seu conhecimento. Fazemo-lo na l&oacute;gica da associa&ccedil;&atilde;o da teoria &agrave; pr&aacute;tica, para clarifica&ccedil;&atilde;o de conceitos-chave, estabelecendo rela&ccedil;&otilde;es significativas entre palavras j&aacute; identificadas e o sentido que os estudantes lhe atribuem atrav&eacute;s de proposi&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Trata-se, portanto, de um procedimento que num primeiro momento se constituiu em agrupar todas as palavras plenas atrav&eacute;s do referenciamento constante nos encadeamentos: palavra plena – palavra instrumento (palavra de liga&ccedil;&atilde;o) permitindo formar v&aacute;rias rela&ccedil;&otilde;es com significado, que possibilitaram a constru&ccedil;&atilde;o de uma rede sem&acirc;ntica e composi&ccedil;&atilde;o do mapa conceptual, com recurso ao <i>software Cmaptools</i>.</p>     <p>Na perspetiva compreensiva dos dados, procedemos &agrave; analise da rede sem&acirc;ntica atrav&eacute;s dos conceitos, das palavras, frases e/ou proposi&ccedil;&otilde;es significativas, no sentido da organiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento dos estudantes face &agrave; conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados. A an&aacute;lise desta rede permite assim representar as palavras plenas portadoras de maior sentido, como os conceitos mais gerais: cuidados; pessoa; interven&ccedil;&atilde;o; momentos; ajudar; aprendizagem; reflex&atilde;o; compet&ecirc;ncias; e avalia&ccedil;&atilde;o. Tal aspeto ocorre no sentido da compreens&atilde;o do conhecimento dos estudantes, integrando as restantes palavras plenas, como os conceitos menos gerais na representa&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica do mapa conceptual.</p>     <p>Visando a estrutura do <i>tratamento dos resultados e interpreta&ccedil;&otilde;es</i> (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f1.jpg">Figura 1</a>), foi fundamental analisar os dados dos quadros de codifica&ccedil;&atilde;o obtidos do conte&uacute;do do mapa conceptual, tendo subjacente o referencial te&oacute;rico e o objetivo do estudo. Desta forma foi poss&iacute;vel encontrar a linha sem&acirc;ntica que os conduzia, relacion&aacute;-los uns com os outros, integrando as qualidades da an&aacute;lise de conte&uacute;do e do mapa conceptual. Tornou-se deste modo poss&iacute;vel a identifica&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o dos conceitos, com significado atribu&iacute;do &agrave; conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados desenvolvido em ensino cl&iacute;nico pelo estudante de Enfermagem.</p>     
<p>Neste sentido, o processo de associa&ccedil;&atilde;o de palavras com recurso ao mapa conceptual, para determina&ccedil;&atilde;o e indica&ccedil;&atilde;o de correspond&ecirc;ncias entre as mensagens dos estudantes e a realidade subjacente, foi fundamental para avalia&ccedil;&atilde;o das unidades da rede sem&acirc;ntica (Jonassen, 2007). Valoriz&aacute;mos aqui a centralidade de cada <i>n&oacute;</i> desta rede, pelo n&uacute;mero de liga&ccedil;&otilde;es diretas (os nove conceitos mais gerais) e de liga&ccedil;&otilde;es indiretas (conceitos menos gerais e outros a eles diretamente ligados). Consider&aacute;mos desta forma a centralidade como um crit&eacute;rio para a identifica&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia destes conceitos para o processo de cuidados pelo estudante, estruturando-a a partir dos conceitos centrais e das suas rela&ccedil;&otilde;es. Com as setas colocadas na <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f2.jpg">Figura 2</a>, pretendemos tornar vis&iacute;veis as rela&ccedil;&otilde;es hier&aacute;rquicas e/ou causais encontradas. De acordo com Jonassen (2007), a quantidade e a precis&atilde;o dos pares de palavras ligadas e a quantidade de liga&ccedil;&otilde;es entre os pares de palavras indicam-nos uma compreens&atilde;o profunda das mesmas. Valoriz&aacute;mos estes aspetos para a compreens&atilde;o do conhecimento dos estudantes e para a identifica&ccedil;&atilde;o da sua conce&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do <i>processo de cuidados</i>.</p>     
<p>Quando definimos a palavra <i>pessoa</i> valoriz&aacute;mos uma liga&ccedil;&atilde;o causal, que <i>integra</i> a <i>individualidade</i> (conforme <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn2/IVn2a17f2.jpg">Figura 2</a>), estendendo-se para nova liga&ccedil;&atilde;o: os <i>conhecimentos</i>; <i>disponibilidade</i>; <i>comunica&ccedil;&atilde;o</i>; e para a palavra <i>escuta</i>. Do mesmo modo, na palavra plena <i>cuidados</i> verific&aacute;mos uma rela&ccedil;&atilde;o causal, mas representada de forma hier&aacute;rquica, sendo uma palavra que apresenta dois <i>n&oacute;s</i> de correspond&ecirc;ncias, um que integra a <i>continuidade</i>, <i>planeamento</i> e a <i>individualidade</i>, e outro dirigido para a palavra <span class="char-style-override-15">presta&ccedil;&atilde;o</span>, que dirige para as <i>prioridades</i>, <i>compet&ecirc;ncias</i> e <i>qualidade</i>. Na palavra <i>interven&ccedil;&atilde;o</i>, verific&aacute;mos uma rela&ccedil;&atilde;o causal, que permitiu a representa&ccedil;&atilde;o de acordo com os estudantes com <i>qualidade</i>; verific&aacute;mos dois <si>n&oacute;s</i> de correspond&ecirc;ncias, um com a palavra <i>responsabilidade</i> e outro com <i>pr&aacute;tica</i>, atrav&eacute;s de <i>procedimentos</i> e <i>tarefas</i>. Para a palavra <i>aprendizagem</i>, identific&aacute;mos uma rela&ccedil;&atilde;o causal que ocorre atrav&eacute;s de <i>experi&ecirc;ncias vividas</i> e de <i>oportunidades</i>, permitindo a <i>reflex&atilde;o</i> e a <i>autoavalia&ccedil;&atilde;o</i>.</p>     
<p>Neste sentido, atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre os conceitos mais gerais, da natureza dessas rela&ccedil;&otilde;es com os outros diferentes conceitos, foi poss&iacute;vel representarmos atrav&eacute;s do mapa conceptual o que os estudantes integram como dimens&otilde;es da conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados desenvolvido em contexto de ensino cl&iacute;nico. Foi ainda poss&iacute;vel de modo l&oacute;gico com todos os conceitos (Carvalho, 2009; Jonassen, 2007) organiz&aacute;-los de forma a enquadrar a tem&aacute;tica da conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados desenvolvido pelo estudante, em tr&ecirc;s temas representativos: conce&ccedil;&atilde;o dos cuidados; interven&ccedil;&atilde;o de Enfermagem; e aprendizagem do processo de cuidados. Situ&aacute;mo-nos assim numa linha de pensamento que valoriza o m&eacute;todo da disciplina de Enfermagem atrav&eacute;s do processo de planeamento das atividades de Enfermagem, com interven&ccedil;&atilde;o no sujeito de cuidados e com a consequente avalia&ccedil;&atilde;o. Sendo que a aprendizagem pressup&otilde;e igualmente avalia&ccedil;&atilde;o em contexto de ensino cl&iacute;nico, consider&aacute;mo-la num duplo sentido ao olharmos para o estudante: por um lado o processo de ensino-aprendizagem <i>per si</i> e por outro o processo de cuidados por ele desenvolvido em intera&ccedil;&atilde;o com a pessoa alvo dos cuidados, que &eacute; inerente &agrave; primeira dimens&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desta forma, assumimos os resultados obtidos como sobrepon&iacute;veis aos temas teoricamente enquadrados para o Processo de Cuidados, parecendo evidenciar-se alguma coer&ecirc;ncia entre as aquisi&ccedil;&otilde;es em ensino te&oacute;rico e as conce&ccedil;&otilde;es assumidas pelos estudantes no ensino clinico.</p>     <p>&nbsp;</p>			     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Neste estudo tivemos presente uma abordagem compreensiva da identifica&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es que os estudantes de Enfermagem integram na conce&ccedil;&atilde;o do processo de cuidados em ensino cl&iacute;nico.</p>     <p>As dimens&otilde;es identificadas pelos pr&oacute;prios estudantes no &acirc;mbito do conceito <i>processo de cuidados</i> foram: cuidados; pessoa; ajudar; momentos; avalia&ccedil;&atilde;o; interven&ccedil;&atilde;o; compet&ecirc;ncias; aprendizagem; e reflex&atilde;o. Tendo estas dimens&otilde;es presentes e porque pretend&iacute;amos a perspetiva cognitiva dos estudantes, a representa&ccedil;&atilde;o assumida afigurou-se em tr&ecirc;s temas: conce&ccedil;&atilde;o dos cuidados; interven&ccedil;&atilde;o de Enfermagem; e aprendizagem do processo de cuidados. Nesta perspetiva, os estudantes enfatizam a organiza&ccedil;&atilde;o do planeamento dos cuidados de Enfermagem na procura do momento adequado para a interven&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa alvo de cuidados. Por outro lado, valorizam a aprendizagem do processo de cuidados com enfoque &agrave; reflex&atilde;o e responsabilidade sobre as pr&aacute;ticas de cuidados. Estes aspetos, considerados como conceitos integradores no ensino te&oacute;rico, salientam tamb&eacute;m para o contexto de ensino cl&iacute;nico uma apropria&ccedil;&atilde;o de conhecimentos alicer&ccedil;ada na integra&ccedil;&atilde;o e transposi&ccedil;&atilde;o de saberes vis&iacute;vel na pr&aacute;tica cl&iacute;nica dos estudantes.</p>     <p>Neste contexto, reconhecemos a estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica do mapa conceptual utilizada neste estudo como um importante instrumento de desenvolvimento anal&iacute;tico, no sentido em que nos revelou potencial para representar o dom&iacute;nio do conhecimento dos estudantes face ao processo de cuidados, identificando as suas diferentes dimens&otilde;es.</p>     <p>Pretendemos rentabilizar os resultados deste estudo na aferi&ccedil;&atilde;o das conce&ccedil;&otilde;es do processo de cuidados (pelos estudantes) para uma pr&aacute;tica cl&iacute;nica mais refletida, com espa&ccedil;o &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o de evid&ecirc;ncias e apelo ao pensamento cr&iacute;tico para um adequado julgamento cl&iacute;nico em Enfermagem. Estes aspetos surgem como poss&iacute;veis atrav&eacute;s da adequa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas nos v&aacute;rios contextos de forma&ccedil;&atilde;o, com momentos em semin&aacute;rio, promotores da reflex&atilde;o sobre as pr&aacute;ticas, com recurso &agrave;s narrativas, atrav&eacute;s da pesquisa e an&aacute;lise inform&aacute;tica como meio para o desenvolvimento de novos conhecimentos e do saber contextualizado dos estudantes.</p>     <p>As implica&ccedil;&otilde;es emergentes para a forma&ccedil;&atilde;o no 1&ordm; ciclo de Enfermagem estruturam-se em dois n&iacute;veis de interesse: ao n&iacute;vel metodol&oacute;gico, sendo que valoriz&aacute;mos a necessidade de identificar a natureza das rela&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas entre as dimens&otilde;es/conceitos de forma mais intensiva, na procura da organiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento dos estudantes, mobilizando a informa&ccedil;&atilde;o obtida num quadro conceptual progressivamente mais complexo; e ao n&iacute;vel do processo pedag&oacute;gico, em que valoriz&aacute;mos a utiliza&ccedil;&atilde;o do mapa conceptual como estrat&eacute;gia para a promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem dos estudantes. Emerge tamb&eacute;m como relevante na promo&ccedil;&atilde;o da autorreflex&atilde;o e na aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias ao n&iacute;vel do pensamento cr&iacute;tico nos estudantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Abreu, W. (2007). Forma&ccedil;&atilde;o e aprendizagem em contexto cl&iacute;nico: Fundamentos, teorias e considera&ccedil;&otilde;es did&aacute;cticas. Coimbra, Portugal: Formasau.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0874-0283201400020001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Amendoeira, J. (2000). Cuidado de Enfermagem. Inten&ccedil;&atilde;o ou ac&ccedil;&atilde;o. O que pensam os estudantes? Nursing, 5, 8-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0874-0283201400020001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Amendoeira, J. (2004). Enfermagem em Portugal. Contextos, atores e saberes. Enfermagem, 2(35/36), 13-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0874-0283201400020001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Amendoeira, J. (2009). Ensino de Enfermagem: Perspectivas de desenvolvimento. Pensar Enfermagem, 13(1), 2-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0874-0283201400020001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (2011). An&aacute;lise de conte&uacute;do (5&ordf; ed). (L. Pinheiro, Trad.). Lisboa, Portugal: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0874-0283201400020001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Beaud, J. P. (2003). A amostragem. In B. Gauthier (Ed.), Investiga&ccedil;&atilde;o social: Da problem&aacute;tica &agrave; colheita de dados (3nd ed., pp. 201-232). Loures, Portugal: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0874-0283201400020001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carvalho, A. L. (2004). Avalia&ccedil;&atilde;o da aprendizagem em ensino clinico no curso da licenciatura em Enfermagem. Lisboa, Portugal: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0874-0283201400020001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carvalho, J. E. (2009). Metodologia do trabalho cient&iacute;fico: &laquo;Saber - fazer&raquo; da investiga&ccedil;&atilde;o para disserta&ccedil;&otilde;es e teses (2&ordf; ed.). Lisboa, Portugal: Escolar Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0874-0283201400020001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Clayton, L. H. (2006). Concept mapping: An effective, active teaching-learning method. Nursing Education Perspectives, 27(4), 197-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0874-0283201400020001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, A. (2008). Aprender a cuidar: Conson&acirc;ncias e disson&acirc;ncias de um bin&oacute;mio desafiante. In L. M. Gomes (Coord.), Enfermagem e &uacute;lceras de press&atilde;o: Da reflex&atilde;o sobre a disciplina &agrave;s evid&ecirc;ncias nos cuidados (pp. 81-102). Islas Canarias, Espanha: ICE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0874-0283201400020001700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Decreto-lei n&ordm; 115/13 de 7 de Agosto (2013). Di&aacute;rio da Republica n&ordm; 151/13, I S&eacute;rie - A. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia. Lisboa, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Fonseca, A. P., Extremina, C. I., Ferreira, A., & Leite, C. (2010). Aplica&ccedil;&otilde;es dos mapas conceptuais no ensino Universit&aacute;rio P&oacute;s-Bolonha: Os mapas como ferramentas para o aumento de efici&ecirc;ncia do processo de ensino aprendizagem. Recuperado de <a href="http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/35056/2/69655.pdf"target="_blank">http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/35056/2/69655.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0874-0283201400020001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Institute for Human and Machine Cognition. (n.d.). Cmap Tools: Software para a constru&ccedil;&atilde;o de mapas conceptuais. Recuperado de <a href="http://cmap.ihmc.us"target="_blank">http://cmap.ihmc.us</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0874-0283201400020001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jonassen, D. H. (2007). Computadores, ferramentas cognitivas: Desenvolver o pensamento cr&iacute;tico nas escolas (2&ordf; ed.). (A. Gon&ccedil;alves, S. Frad&atilde;o, & M. Soares, Trad.). Porto, Portugal: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0874-0283201400020001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Josso, M. C. (2002). 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Enfermagem portuguesa: Implica&ccedil;&otilde;es na adequa&ccedil;&atilde;o ao processo de Bolonha no atual quadro regulamentar. Lisboa, Portugal: Autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0874-0283201400020001700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rua, M. (2011). De aluno a enfermeiro: Desenvolvimento de compet&ecirc;ncias em contexto de ensino cl&iacute;nico. Loures, Portugal: Lusoci&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0874-0283201400020001700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Serrano, M. T. P., Costa, A. S. M. C., & Costa, N. M. V. N. (2011). Cuidar em Enfermagem: Como desenvolver a(s) compet&ecirc;ncia(s). Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia, 3(3), 15-23. doi:10.12707/RIII1019&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0874-0283201400020001700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sim&otilde;es, J. F., Alarc&atilde;o, I., & Costa, N. M. V. N. (2008). Supervis&atilde;o em ensino cl&iacute;nico de Enfermagem: A perspetiva dos enfermeiros cooperantes. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia, 2(6), 91-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0874-0283201400020001700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 15.01.14</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em: 25.03.14</p>      ]]></body><back>
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