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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id>S0874-02832018000300003</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIV18028</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A pessoa idosa hospitalizada: trajetória funcional em hospital português]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hospitalized older adults: functional trajectory in Portuguese hospital]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El anciano hospitalizado: trayectoria funcional en un hospital portugués]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,UCSP - Soure Unidade de Alfarelos ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: The functional trajectory (FT) of hospitalized older adults (HOA) is an important and underestimated prognostic concept. Objective: To analyze the FT of HOA between baseline and 3-month follow-up. Methodology: Prospective cohort study with 101 HOA admitted to departments of internal medicine. Functionality was assessed using the Katz Index at 3 moments: baseline, discharge, and follow-up. Functional decline (FD) was defined as the loss of at least one point on the Katz Index, compared to baseline score. Results: A FD of 54.5% occurred between baseline and hospital discharge. In the follow-up, 41.6% of the older adults did not recover baseline functional status. Four main trajectories were identified: improvement (7.53%), stability (30.11%), recovery (25.81%), and decline (36.55%). Conclusion: FD is very significant. Functional recovery occurs mainly after hospital discharge. Hospitals and practitioners should adopt care interventions or models focused on maintaining or restoring functionality during hospitalization and enhancing post-discharge rehabilitation.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Marco contextual: La trayectoria funcional (TF) de las personas ancianas hospitalizadas (PAH) es un concepto de pronóstico importante y subestimado. Objetivo: Analizar la TF de las PAH entre el punto de referencia y el seguimiento de 3 meses. Metodología: Estudio de cohorte prospectivo con 101 PAH en los servicios de medicina interna. La funcionalidad se evaluó a través del Índice de Katz en 3 momentos: en el punto de referencia, en el alta y el seguimiento. El declive funcional (DF) se definió como la reducción en al menos un punto en la puntuación de Katz, en comparación con el punto de referencia. Resultados: Se identificó un DF del 54,5 % entre el punto de referencia y el alta. En el seguimiento, el 41,6 % de las PAH no recuperaron el estatus funcional del punto de referencia. Se identificaron 4 trayectorias principales: mejora (7,53 %), estabilidad (30,11 %), recuperación (25,81%) y declive (36,55 %). Conclusión: El DF es muy significativo. La recuperación funcional ocurre esencialmente después del alta hospitalaria. Los hospitales y los profesionales deben adoptar intervenciones o modelos de cuidado enfocados en el mantenimiento o la recuperación de la funcionalidad durante la hospitalización, así como intensificar la rehabilitación después del alta.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGAÇÃO</b></p>     <p align="right"><b>RESEARCH PAPER</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A pessoa idosa hospitalizada: trajetória funcional em hospital português</b></p>      <p><b>Hospitalized older adults: functional trajectory in Portuguese hospital</b></p>     <p><b>El anciano hospitalizado: trayectoria funcional en un hospital portugués</b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>João Paulo de Almeida Tavares</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>    <br> <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-3027-7978">https://orcid.org/0000-0003-3027-7978</a></p>      
<p><b>Joana Grácio</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Lisa Nunes</b><a href="#a3">***</a><a name="topa3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Ph.D., MSc., Enfermeiro, UCSP - Soure,    Unidade de Alfarelos, 3130-001, Alfarelos, Portugal [<a href="mailto:enfjoaotavares@esenfc.pt">enfjoaotavares@esenfc.pt</a>].    Contribuição no artigo: pesquisa bibliográfica, conceção e desenho do estudo,    recolha, análise e interpretação dos dados, análise estatística e redação do    manuscrito. . Morada para correspondência: Rua António José de Almeida, Lote    12, 6º Esq., 3000-046, Coimbra, Portugal.</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> MSc., Enfermeira, Centro Hospitalar    e Universitário de Coimbra, 3000-075, Coimbra, Portugal [<a href="mailto:joana.c.gracio@hotmail.com">joana.c.gracio@hotmail.com</a>].    Contribuição no artigo: pesquisa bibliográfica, conceção e desenho do estudo,    recolha, análise e interpretação dos dados, análise estatística e redação do    manuscrito.</p>     <p><a href="#topa3">***</a><a name="a3"></a> MSc., Enfermeira, Centro Hospitalar    e Universitário de Coimbra, 3000-075, Coimbra, Portugal [<a href="mailto:lisa.veiga@hotmail.com">lisa.veiga@hotmail.com</a>].    Contribuição no artigo: pesquisa bibliográfica, conceção e desenho do estudo,    recolha, análise e interpretação dos dados, análise estatística e redação do    manuscrito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Enquadramento</b>: A trajetória funcional (TF) das pessoas idosas hospitalizadas    (PIH) é um conceito de prognóstico importante e subestimado.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Analisar a TF das PIH entre a <i>baseline</i> e o <i>follow-up</i>    de 3 meses.</p>     <p><b>Metodologia</b>: Estudo de coorte prospetivo com 101 PIH nos serviços de    medicina interna. A funcionalidade foi avaliada através do Índice de Katz em    3 momentos: na <i>baseline</i>, na alta e no <i>follow-up</i>. O declínio funcional    (DF) foi definido como a redução em pelo menos um ponto na pontuação do Katz,    em comparação com a baseline.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b>: Identificou-se um DF de 54,5% entre a <i>baseline</i> e    a alta. No <i>follow-up</i>, 41,6% das PIH não recuperaram o <i>status</i> funcional    da <i>baseline</i>. Identificaram-se 4 trajetórias principais: melhoria (7,53%),    estabilidade (30,11%), recuperação (25,81%) e declínio (36,55%).</p>     <p><b>Conclusão</b>: O DF é muito significativo. A recuperação funcional ocorre    essencialmente após a alta hospitalar. Os hospitais e os profissionais devem    adotar intervenções ou modelos de cuidado focados na manutenção ou recuperação    da funcionalidade durante a hospitalização e intensificar a reabilitação pós-alta.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: idoso; declínio funcional; hospitalização</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Background</b>: The functional trajectory (FT) of hospitalized older adults    (HOA) is an important and underestimated prognostic concept.</p>     <p><b>Objective</b>: To analyze the FT of HOA between baseline and 3-month follow-up.</p>     <p><b>Methodology</b>: Prospective cohort study with 101 HOA admitted to departments    of internal medicine. Functionality was assessed using the Katz Index at 3 moments:    baseline, discharge, and follow-up. Functional decline (FD) was defined as the    loss of at least one point on the Katz Index, compared to baseline score.</p>     <p><b>Results</b>: A FD of 54.5% occurred between baseline and hospital discharge.    In the follow-up, 41.6% of the older adults did not recover baseline functional    status. Four main trajectories were identified: improvement (7.53%), stability    (30.11%), recovery (25.81%), and decline (36.55%).</p>     <p><b>Conclusion</b>: FD is very significant. Functional recovery occurs mainly    after hospital discharge. Hospitals and practitioners should adopt care interventions    or models focused on maintaining or restoring functionality during hospitalization    and enhancing post-discharge rehabilitation.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: aged; functional decline; hospitalization</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p><b>Marco contextual</b>: La trayectoria funcional (TF) de las personas ancianas    hospitalizadas (PAH) es un concepto de pronóstico importante y subestimado.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Analizar la TF de las PAH entre el punto de referencia y el    seguimiento de 3 meses.</p>     <p><b>Metodología</b>: Estudio de cohorte prospectivo con 101 PAH en los servicios    de medicina interna. La funcionalidad se evaluó a través del Índice de Katz    en 3 momentos: en el punto de referencia, en el alta y el seguimiento. El declive    funcional (DF) se definió como la reducción en al menos un punto en la puntuación    de Katz, en comparación con el punto de referencia.</p>     <p><b>Resultados</b>: Se identificó un DF del 54,5 % entre el punto de referencia    y el alta. En el seguimiento, el 41,6 % de las PAH no recuperaron el estatus    funcional del punto de referencia. Se identificaron 4 trayectorias principales:    mejora (7,53 %), estabilidad (30,11 %), recuperación (25,81%) y declive (36,55    %).</p>     <p><b>Conclusión</b>: El DF es muy significativo. La recuperación funcional ocurre    esencialmente después del alta hospitalaria. Los hospitales y los profesionales    deben adoptar intervenciones o modelos de cuidado enfocados en el mantenimiento    o la recuperación de la funcionalidad durante la hospitalización, así como intensificar    la rehabilitación después del alta.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: anciano; declive funcional; hospitalización</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução</b></p>     <p>O envelhecimento demográfico em Portugal tem-se acentuado nas últimas décadas,    colocando Portugal como o quinto país mais envelhecido do mundo (United Nations,    2015). Esta situação terá um reflexo importante na procura de cuidados de saúde,    em especial nos internamentos hospitalares, que têm aumentado de uma forma constante    (Conroy, Stevens, Parker, & Gladman, 2011). A preocupação com a hospitalização    das pessoas idosas (PI) decorre: das elevadas taxas; dos períodos de internamentos    prolongados; dos custos associados e da vulnerabilidade deste grupo etário a    eventos adversos. Destes eventos, sublinham-se as alterações do estado mental    (ex.: <i>delirium</i>, declínio cognitivo, depressão), a desnutrição e desidratação,    a incontinência, as alterações na integridade cutânea, a privação sensorial    e o declínio funcional (DF; Admi, Shadmi, Baruch, & Zisberg, 2015). O DF é umas    das principais consequências da hospitalização, encontra-se associado a uma    diminuição da qualidade de vida e maior mortalidade durante e após a mesma (Palese    et al., 2016). O DF pode ocorrer antes, durante e após a hospitalização, contribuindo    para este declínio fatores intrínsecos e extrínsecos (Tavares, Grácio, & Nunes,    2017a). Em Portugal, um estudo identificou que 76,2% das pessoas idosas hospitalizadas    tinham risco de DF durante e após a hospitalização (Tavares et al., 2017a).    Apesar do elevado risco e taxas de declínio significativas, que seja do conhecimento    dos autores, não são conhecidos estudos sobre a trajetória funcional (TF) das    pessoas idosas hospitalizadas entre a <i>baseline</i> (2 semanas antes do internamento)    e 3 meses após a alta. A TF é um conceito de prognóstico importante e subestimado    pelas organizações de saúde e/ou profissionais. Deste modo, o objetivo deste    estudo foi analisar a TF das pessoas idosas hospitalizadas entre a <i>baseline</i>,    a alta e o <i>follow-up</i> de 3 meses após a alta.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento</b></p>     <p>Estudos de revisão sistemática demonstram que o DF é o resultado de saúde desfavorável    mais comum decorrente do internamento hospitalar com consequências a longo prazo    para as PI, os cuidadores informais e o sistema de saúde (Covinsky, Pierluissi,    & Story, 2011). Uma revisão sistemática da literatura demonstra que 30% a 60%    das PI hospitalizadas apresentam DF (Hoogerduijn, Schuurmans, Duijnstee, De    Rooij, & Grypdonck, 2007). Covinsky e colaboradores (2011) referem que aproximadamente    30% das PI com 70 ou mais anos e 50% das pessoas idosas com 85 ou mais anos    terão alta hospitalar com uma nova incapacidade. Estudos mais recentes reforçam    estes resultados, demonstrando que as PI sofrem frequentemente de DF durante    e após a hospitalização (Boltz, Lee, Chippendale, & Trotta, 2018; D’Onofrio,    Bula, Rubli, Butrogno, & Morin, 2018; Palese et al., 2016).</p>     <p>Existem vários fatores associados ao risco de DF, nomeadamente: pessoais (ex.:    idade, <i>status</i> funcional e cognitivo prévios à hospitalização; Covinsky    et al., 2011); psicológicos (ex.: depressão); sociais (ex.: rede de suporte    informal); relacionados com o internamento (ex.: baixa mobilidade e repouso    no leito, <i>delirium</i>, polimedicação, uso de psicofármacos, contenção direta    e indireta, desnutrição e uso de dispositivos médicos, como os cateterismos    vesicais; Hoogerduijn et al., 2007; Palese et al., 2016) e fatores ambientais    e políticos não promotores da independência (Tavares, Grácio, & Nunes, 2017b).</p>     <p>Vários estudos têm sido conduzidos para explorar o efeito do DF em diferentes    cortes de tempo após a alta hospitalar, nomeadamente, 3, 6, 9 e 12 meses (Covinsky    et al., 2011; D’Onofrio et al., 2018; Palese et al., 2016; Zisberg, Shadmi,    Gur-Yaish, Tonkikh, & Sinoff, 2015). Após a alta hospitalar os utentes podem    apresentar diferentes trajetórias funcionais. Alguns continuam a cascata de    declínio, outros recuperam a <i>baseline</i> (1 a 3 meses após a alta) e outros    mantêm o mesmo <i>status</i> funcional (Huang, Chang, Liu, Lin, & Chen, 2013;    Medina-Mirapeix et al., 2016; Wakefield & Holman, 2007). O DF após a alta hospitalar    pode manter-se até um ano e a não recuperação do status funcional da <i>baseline</i>    encontra-se associado ao risco de institucionalização, incapacidade prolongada    e morte (até 3 anos; Boyd et al., 2008). Foi demonstrado que o DF na pré-admissão    e o DF na hospitalização afetavam o resultado funcional dos utentes 3 meses    após a alta (Covinsky et al., 2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Questão de investigação</b></p>     <p>Qual é a TF das pessoas idosas hospitalizadas entre a <i>baseline</i>, a alta    e 3 meses após a alta (<i>follow-up</i>)?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p><b>Tipo de estudo</b></p>     <p>Realizou-se um estudo de coorte prospetivo em quatro serviços de medicina interna    (dois serviços de internamento de homens e dois de mulheres), num hospital central    universitário, da região centro de Portugal. O DF foi definido como a perda    de pelo menos um ponto no Índice de Katz, entre avaliações do <i>status</i>    funcional, durante o período de recolha de dados. Este foi dicotomizado em:    <i>sem declínio</i> (manutenção da pontuação total entre avaliações) e <i>com    declínio</i> (perda de pelo menos um ponto entre avaliações). O momento t0 corresponde    à subtração das pontuações da <i>baseline</i> e da alta (que indica o impacto    da doença e da hospitalização nas mudanças dos pontuações das atividades básica    de vida diária - ABVD); t1 corresponde à subtração das pontuações da alta e    do <i>follow-up</i> e t2 corresponde à subtração das pontuações da <i>baseline</i>    e do <i>follow-up</i>.</p>     <p><b>População e amostra</b></p>     <p>A população alvo é constituída pelas pessoas idosas com idade = 70 anos, hospitalizadas    em serviços de medicina interna. Para o cálculo da amostra recorreu-se ao <i>software    G-power</i> (<i>effect size</i> - 0,5 e potência (ß) de 0,8), sendo o tamanho    da amostra obtido de 101 participantes. A amostra obtida é do tipo não probabilístico,    acidental, especificamente, por amostragem consecutiva. Os critérios de inclusão    para o estudo foram os seguintes: capacidade para compreender e interpretar    as questões do questionário (na sua impossibilidade solicitou-se ao cuidador    informal) e que aceitassem participar no estudo. Como critérios de exclusão    definiram-se: utentes transferidos de unidades de cuidados intensivos, com doença    terminal ou neurodegenerativa, totalmente dependentes na <i>baseline</i> (<i>pontuação</i>    máxima no Índice de Katz) e internamentos inferiores a 48 horas. Foram incluídos    117 utentes, dos quais foram excluídos 16 pelos seguintes motivos: óbito (<i>n</i>    = 4), transferências para outra unidade (<i>n</i> = 4), ausência de <i>baseline</i>    (<i>n</i> = 1) e internamento superior a 48 horas na unidade de internamento    de curta duração (n = 1). A amostra, no final, foi constituída por 101 utentes.</p>     <p><b>Variáveis e instrumentos</b></p>     <p>Este estudo inclui a avaliação de um conjunto de variáveis nos diferentes momentos    (t0, t1 e t2). Na admissão, foram incluídas variáveis demográficas (ex. idade,    género, escolaridade, estado civil, residência), clínicas (ex. diagnóstico de    admissão, antecedentes clínicos, Índice de Comorbilidade de Charlson), condições    geriátricas (ex. <i>delirium</i>, <i>status</i> cognitivo, perda de peso, risco    de queda, risco de úlcera de pressão, humor) e funcionalidade. Na alta, foi    avaliada a duração do internamento, queda durante o internamento, funcionalidade,    destino após a alta e apoio no domicílio. No <i>follow-up</i>, as variáveis    foram a funcionalidade, o local de residência, o apoio no domicílio, a ida ao    serviço de urgência, o reinternamento e o óbito.</p>     <p>Na avaliação da funcionalidade utilizou-se o Índice de Katz, que inclui 6 itens:    banho, vestir, transferência, utilização da sanita, continência e alimentação    (Duque, Gruner, Clara, Ermida, & Veríssimo, n.d.). Cada atividade pontua com    0 (<i>dependente</i>) ou 1 (<i>independente</i>). A pontuação final resulta    da soma da pontuação dos 6 itens, o que corresponde a 5 níveis: <i>independência</i>    (6 pontos); <i>dependência ligeira</i> (5 pontos); <i>dependência moderada</i>    (4 a 3 pontos); <i>dependência grave</i> (2 a 1 pontos); e <i>dependência total</i>    (0 pontos).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recolha de dados</b></p>     <p>Este estudo foi aprovado pela Comissão de Ética do hospital, com parecer n.º    CHUC-065-14. O processo de recolha de dados decorreu de 1 de maio a 7 de outubro    de 2016: a <i>baseline</i>, o internamento e a alta, de 1 de maio a 30 de junho,    e o <i>follow-up</i>, de 5 de agosto a 7 de outubro. Através do processo informático,    eram identificados os utentes que tinham sido internados nas últimas 48 horas.    Quando os utentes tinham os critérios de elegibilidade para participar no estudo,    os investigadores convidavam-nos a colaborar. Nas primeiras 48 horas, após o    consentimento informado estar assinado, iniciava-se a recolha dos dados.</p>     <p>Esta foi realizada pelos investigadores através hetero-preenchimento do questionário    em três momentos: na <i>baseline</i> obteve-se a caracterização demográfica,    clínica e funcional, na alta e no <i>follow-up</i> o <i>status</i> funcional.</p>     <p>Utilizou-se o contacto telefónico para obtenção das pontuações do Índice de    Katz na alta (quando não foi possível avaliar no internamento) e no <i>follow-up</i>.    Para obtenção da informação da funcionalidade, recorreu-se preferencialmente    ao utente (quer durante a entrevista, quer pelo contacto telefónico) ou, na    sua impossibilidade, solicitou-se informação junto dos cuidadores formais ou    informais.</p>     <p><b>Análise dos dados</b></p>     <p>No tratamento estatístico dos dados foi utilizado o programa estatístico IBM    SPSS Statistics, versão 23. Os dados das pessoas que faleceram durante o internamento    ou dentro do período de <i>follow-up</i> foram excluídos da análise. Na estatística    descritiva utilizaram-se, nas variáveis contínuas, medidas de tendência central    como a média, a mediana e medidas de dispersão como o desvio padrão; nas variáveis    nominais utilizaram-se as frequências relativas (percentagens). Nas análises    comparativas entre pontuações do Índice de Katz utilizou-se o teste <i>t</i>    de <i>Student</i> (quando a normalidade da distribuição não se verificou; usou-se    o teste <i>U</i> de Mann-Whitney). O valor de <i>p</i> de <0,05 foi considerado    como estatisticamente significativo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p><b>Descrição da amostra</b></p>     <p>Metade da amostra é constituída por utentes do sexo feminino (53,3%), com uma    média de idades de 82,47 ± 6,57 anos, maioritariamente viúvas (49%) e casadas    (46%). Mais de metade apresenta uma escolaridade baixa (0-2 anos; 57,4%). Residem    no domicílio (42,4% com o cônjuge) ou em casa de familiares (83,2%). Quase metade    dos diagnósticos foram infeções (42,6%), seguidos de patologias cardiovasculares    (17,8%) e desequilíbrios hidroeletrolíticos (12.9%). A maioria dos utentes era    polimedicada (75,2%; média de 7,42 ± 3,89 fármacos), o Índice de Comorbilidade    de Charlson (0-8) com mediana de 6 (4 - 7) e o Risco Relativo Estimado de Morte    (0 - 19,37) de 9,23 (4,4 - 13,4).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mais de dois terços (71,3%) reportou perda ponderal, 48% tinha risco elevado    de queda e 32,3% apresentou risco de úlcera de pressão elevado. Mais de metade    (58%) das pessoas idosas hospitalizadas não apresenta compromisso cognitivo,    mas referiu sentir-se triste ou deprimido frequentemente (68%).</p>     <p><b>Trajetória funcional</b></p> Verificou-se que 55,4% da amostra era independente na <i>baseline</i>, tendo ocorrido  um decréscimo na população independente, aquando da alta (24,7%). Desta forma,  mais de metade dos utentes (54,5%) apresentou DF em t0 (declinaram uma, duas ou  três, ABVD: 23,8%, 12,9% e 9,9%, respetivamente). As ABVD com maior declínio foram:  o banho (39,9% <i>vs</i> 66,9%) e o vestir (21,8% <i>vs</i> 50,5%). A alimentação  foi a atividade em que as pessoas mantiveram mais a independência. No <i>follow-up</i>  verificou-se uma trajetória de melhoria do status funcional, ainda que não reflita  a <i>baseline</i> (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn18/IVn18a03t1.jpg">Tabela  1</a>).     
<p></p>     <p>As pessoas que apresentaram maior potencial funcional (independentes, dependentes    ligeiros e dependentes moderados) são as que mais apresentaram declínio nas    ABVD entre a <i>baseline</i> e a alta. Apenas os utentes com dependência moderada    na <i>baseline</i> melhoraram o valor médio do Katz (1,67 para 1,75), embora    de forma pouco significativa. Verificou-se que os utentes com dependência total    na alta apresentaram na baseline pontuações médias de Katz de 2,8. Os utentes    com mais ganhos funcionais verificados entre e alta e o follow-up foram os independentes    e com dependência moderada. Apesar destes ganhos funcionais, em nenhuma categoria    foram retomadas as pontuações médias de Katz da baseline (<a href="#f1">Figura    1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn18/IVn18a03f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <p>Dividindo a amostra entre os utentes com declínio e aqueles que não apresentaram    declínio, durante os três momentos, na <i>baseline</i> os utentes que declinaram    apresentaram uma média do Índice de Katz de 4,28, inferior aos utentes que não    declinaram. Na alta, os utentes que declinaram apresentaram médias inferiores    à média dos utentes que não declinaram (2,8 versus 5,3). No momento do <i>follow-up</i>,    a média dos utentes que declinaram foi superior aos valores do momento da alta.    Contudo, foi inferior à média de Katz do grupo sem declínio (3,29 <i>versus</i>    5,1).</p>     <p>A <a href="#f2">Figura 2</a> representa as trajetórias em função dos resultados    obtidos no <i>follow-up</i>. Identificaram-se 4 trajetórias principais em relação    à baseline: uma de melhoria (<i>n</i> = 7), uma de estabilidade (<i>n</i> =    28), uma de recuperação (<i>n</i> = 24) e uma de declínio (<i>n</i> = 34).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/ref/vserIVn18/IVn18a03f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em t0 observou-se um declínio funcional estatisticamente significativo para    os valores de Katz na <i>baseline</i> (4,96) e alta (3,94); t(100) = 6,76; <i>p</i>    < 0,01. Neste momento, 6,9% dos utentes melhoraram em relação à <i>baseline</i>.    Na análise de t1 observou-se que não existem diferenças estatisticamente significativas    entre o Katz da alta (4,12) e do <i>follow-up</i> (4,43); t(92) = -1,84; <i>p</i>    = 0,07. Da <i>baseline</i> (5,01) para a <i>follow-up</i> (4,42), observou-se    um declínio funcional estatisticamente significativo (t(92) = 3,39; <i>p</i>    < 0,01).</p>     <p>Por um lado, constatou-se que um grupo muito significativo recupera a funcionalidade    após a alta, apesar do declínio que ocorreu no período de hospitalização. Ainda    assim, para estes a <i>baseline</i> nunca é recuperada. Por outro lado, um grupo    de PI com trajetórias de declínio funcional em t0 mantém essa trajetória em    t1. Do grupo de utentes que melhorou em t0, verifica-se uma associação positiva    com o grupo que declinou em t1 (2,5; <i>n</i> = 4). Estes dados sugerem que    os ganhos funcionais durante o internamento podem não ter continuidade no período    posterior. Também foi nos utentes com dependência grave que se observaram estes    ganhos.</p>     <p>Das variáveis analisadas, destaca-se que as pessoas com défice cognitivo apresentaram-se    mais dependentes (pontuações do Índice de Katz mais baixas) na <i>baseline</i>,    alta e <i>follow-up</i> (<i>p</i> = 0,01). As pessoas que afirmaram sentirem-se    tristes ou deprimidas também apresentaram valores mais elevados de dependência    (<i>p</i> = 0,01).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>Os resultados demonstram que mais de metade das pessoas idosas internadas nos    serviços de medicina apresentaram DF durante a hospitalização. Estes dados são    próximos dos reportados nos mesmos serviços em Espanha (53,5%; Astiz et al.,    2008), embora sejam mais elevados do que noutros estudos (Covinsky et al., 2011;    Huang et al., 2013; Palese et al., 2016; Zisberg et al., 2015). Salienta-se    que as pessoas idosas internadas nos serviços de medicina são tendencialmente    mais vulneráveis, com maior fragilidade, mais velhas (critério de inclusão superior    a 70 anos) e apresentam multimorbilidades (51,5%). Ainda que a maioria das patologias    que conduziram à hospitalização tenham demonstrado melhoria significativa no    momento da alta, a trajetória funcional seguiu uma espiral decrescente (Covinsky    et al., 2011). Estes resultados reforçam o que Covinsky et al. (2011) denominaram    de incapacidade associada à hospitalização. Estes autores referem que 50% das    PI, com 85 ou mais anos, irão ter pelo menos uma nova incapacidade nas ABVD    no momento da alta.</p>     <p>A discordância entre a melhoria da trajetória clínica e a funcional (Zisberg    et al., 2015) reforça a ideia de que, para as pessoas idosas, é tão importante    a recuperação das ABVD perdidas durante o processo de doença, como o próprio    tratamento desta. Durante e após a hospitalização, os utentes podem apresentar    diferentes alterações nas trajetórias funcionais, mantendo, melhorando gradualmente    ou declinando progressivamente (Huang et al., 2013; Palese et al., 2016; Sleiman    et al., 2009; Wakefield & Holman, 2007) tal como se verificou neste estudo.    Os dados revelaram que no momento do <i>follow-up</i>, 58,4% dos utentes tinham    mantido ou melhorado a sua trajetória funcional e 41,6% evidenciaram pior <i>status</i>    funcional relativamente à <i>baseline</i>. No entanto, no momento da alta, 54,5%    tinham declinado durante a hospitalização, o que evidencia que a recuperação    do <i>status</i> funcional ocorre, essencialmente, após a alta hospitalar.</p>     <p>Os estudos referem que existe uma interação entre os diferentes períodos de    avaliação e os obtidos pelos utentes com ou sem DF (Zisberg et al., 2015). Verificou-se    neste estudo que os utentes com DF foram aqueles com pontuações mais elevadas    no Índice de Katz, indo ao encontro de outros estudos (D’Onofrio et al., 2018;    Huang et al., 2013). Neste grupo, as pontuações médias do Katz aumentaram da    alta para o <i>follow-up</i>; ainda assim não alcançando os níveis funcionais    da <i>baseline</i>. Este dado sublinha a importância de repensar o cuidado às    PI hospitalizadas mais independentes, no sentido de promover uma maior funcionalidade    e dedicar um cuidado de reabilitação o mais precoce possível.</p>     <p>Observou-se neste estudo que, dos 8 utentes que faleceram após a alta, 7 apresentaram    declínio durante o internamento, sendo estes mais propensos a morrer nos 3 meses    seguintes após a alta (Wakefield & Holman, 2007). Contudo, o número de casos    limita a análise estatística.</p>     <p>Estudos prévios reportam que os utentes que declinaram após a alta, apenas    mantiveram o <i>status</i> funcional durante o internamento e pioraram 3 meses    depois. (Sleiman et al., 2009). Neste estudo, verificou-se que 9,9% dos utentes    se mantiveram estáveis durante o internamento, mas declinaram nos 3 meses seguintes.    Os utentes sem DF, aquando da alta (34,6%), apresentaram melhorias ou mantiveram    o <i>status</i> funcional durante o período do estudo, dados similares ao reportado    em outros estudos (Covinsky et al., 2011; Huang et al., 2013). Verificou-se    que 23,8% dos utentes que declinaram no internamento recuperaram a funcionalidade    da <i>baseline</i>. Os fatores que facilitaram a recuperação do seu estado funcional    basal após a alta hospitalar devem ser investigados em futuros estudos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pela análise das trajetórias funcionais, nesta investigação, pode constatar-se    que a maioria das pessoas idosas apresentaram uma necessidade de cuidado crescente    depois da hospitalização, comparativamente à <i>baseline</i>. Consequentemente,    as exigências em relação aos cuidadores irão aumentar acentuadamente. Estes    resultados têm implicações importantes para o sistema de saúde e social, não    só durante, como após a hospitalização. Prevenir o declínio funcional nas pessoas    idosas pode ser a chave para melhorar os resultados de saúde para os utentes,    famílias, cuidadores e organizações. Deste modo, torna-se urgente repensar o    ambiente físico e de trabalho dos profissionais, políticas e prática de cuidado,    para que o hospital seja um espaço promotor da funcionalidade e não da dependência    e declínio.</p>     <p><b>Limitações do estudo e perpectivas futuras</b></p>     <p>Este estudo apresenta algumas limitações. A primeira diz respeito à trajetória    funcional, que compreendeu 3 momentos (<i>baseline</i>, alta e <i>follow-up</i>),    não sendo contemplado o momento da admissão. Este fator pode representar uma    limitação na compreensão da trajetória funcional. Futuros estudos devem considerar    a avaliação da funcionalidade na admissão. Estes dados irão ajudar a clarificar    o efeito da doença na trajetória funcional. Embora o impacto da doença aguda    possa ser significativo, a trajetória funcional pode ser independente da mesma    (Boyd et al., 2008), tendo a hospitalização um papel muito significativo (Covinsky    et al., 2011). A segunda limitação é referente ao facto de, embora os utentes    tenham sido avaliados em três momentos, é possível que outras mudanças na funcionalidade    tenham ocorrido entre os momentos de observação, em especial, da alta para o    <i>follow-up</i>. A terceira limitação compreende o instrumento utilizado. Optou-se    pelo Índice de Katz com resposta dicotómica (dependente ou independente), por    ser o mais utilizado nos estudos do declínio funcional, e ainda por ser o adotado    no hospital onde decorreu o estudo. Todavia, considerar a versão modificada    deste índice (estratifica o tipo de ajuda em 4 níveis) ou o Índice de Barthel,    possibilitaria compreender de forma mais aprofundada o tipo de dependência das    PI. Como quarta limitação, considera-se o período de <i>follow-up</i> de 3 meses,    que pode ser considerado curto para avaliar o período de recuperação funcional.    Desta forma, os presentes resultados são suscetíveis de subestimar taxas de    recuperação. Considerando que a trajetória funcional melhora significativamente    após a alta, pesquisas futuras deveriam considerar a avaliação da trajetória    funcional 6 meses e 12 meses após a alta. Por último, este estudo decorreu num    hospital central e universitário e em serviço de medicina interna, pelo que    a generalização dos resultados é limitada. Estudos futuros semelhantes devem    ser realizados em diferentes tipologias de hospitais e incluir outros serviços.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>Mais de metade das pessoas idosas apresentaram DF durante a hospitalização,    sendo este mais evidente nos utentes mais independentes na <i>baseline</i>.    A recuperação funcional ocorre essencialmente no período pós-alta, embora um    número significativo (<i>n</i> = 34) não recupere o seu <i>status</i> funcional    prévio, com consequências significativas para os utentes e cuidadores. Estes    dados podem refletir a escassa atenção dada pelos hospitais/profissionais de    saúde à funcionalidade das pessoas idosas, sendo um modelo mais centrado no    tratamento da doença aguda. Neste sentido, torna-se crucial e prioritário que    as instituições e os profissionais de saúde desenvolvam novos conhecimentos,    competências e abordagens inovadoras para promover um cuidado centrado na funcionalidade    durante a hospitalização.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências bibliográficas</b></p>     <!-- ref --><p>Admi, H., Shadmi, E., Baruch, H., & Zisberg, A. (2015). From research to reality:    minimizing the effects of hospitalization on older adults. Rambam Maimonides    Medical Journal, 6(2), e0017. doi.org/10.5041/RMMJ.10201&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053469&pid=S0874-0283201800030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Astiz, M., Sánchez García, E., Alonso Armesto, M., Montero Errasquin, B., Martínez    de la Casa, A., Javier Ortiz, F., & Antonio Serra Rexach, J. (2008). Deterioro    funcional durante la hospitalización en ancianos. Beneficios del ingreso en    el servicio de geriatría. Revista Española de Geriatría y Gerontología, 43(3),    133–138. doi.org/10.1016/S0211-139X(08)71172-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053470&pid=S0874-0283201800030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boltz, M., Lee, K. H., Chippendale, T., & Trotta, R. L. (2018). Pre-admission    functional decline in hospitalized persons with dementia: The influence of family    caregiver factors. Archives of Gerontology and Geriatrics, 74, 49–54. doi.org/10.1016/J.ARCHGER.2017.09.006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053471&pid=S0874-0283201800030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boyd, C. M., Landefeld, C. S., Counsell, S. R., Palmer, R. M., Fortinsky, R.    H., Kresevic, D., … Covinsky, K. E. (2008). Recovery of activities of daily    living in older adults after hospitalization for acute medical illness. Journal    of the American Geriatrics Society, 56(12), 2171–2179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053472&pid=S0874-0283201800030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Conroy, S. P., Stevens, T., Parker, S. G., & Gladman, J. R. F. (2011). A systematic    review of comprehensive geriatric assessment to improve outcomes for frail older    people being rapidly discharged from acute hospital: &ldquo;Interface geriatrics.&rdquo;    Age and Ageing, 40(4), 436-443. doi.org/10.1093/ageing/afr060</p>     <p>Covinsky, K. E., Pierluissi, E., & Story, T. H. E. P. S. (2011). Hospitalization-Associated    Disability &ldquo; She Was Probably Able to Ambulate , but I ’ m Not Sure.&rdquo; Journal    of the American Medical Association, 306(16), 1782–1793. doi.org/10.1001/jama.2011.1556</p>     <!-- ref --><p>D’Onofrio, A., Bula, C., Rubli, E., Butrogno, F., & Morin, D. (2018). Functional    trajectories of older patients admitted to an Acute Care Unit for Elders. International    Journal of Older People Nursing, 13(1), 13:e12164. <a href="http://doi.org/10.1111/opn.12164"target="_blank">http://doi.org/10.1111/opn.12164</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053476&pid=S0874-0283201800030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Duque, S., Gruner, H., Clara, J., Ermida, J., & Veríssimo, M. (n.d.). Avaliação    Geriátrica. Núcleo de Estudos de Geriatria da Sociedade Portuguesa de Medicina    Interna (GERMI). Recuperado de <a href="http://www.spmi.pt/docs_nucleos/GERMI_36.pdf"target="_blank">http://www.spmi.pt/docs_nucleos/GERMI_36.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053477&pid=S0874-0283201800030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hoogerduijn, J. G., Schuurmans, M. J., Duijnstee, M. S. H., De Rooij, S. E.,    & Grypdonck, M. F. H. (2007). A systematic review of predictors and screening    instruments to identify older hospitalized patients at risk for functional decline.    Journal of Clinical Nursing, 16(1), 46-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053478&pid=S0874-0283201800030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Huang, H. T., Chang, C. M., Liu, L. F., Lin, H. S., & Chen, C. H. (2013). Trajectories    and predictors of functional decline of hospitalised older patients. Journal    of Clinical Nursing, 22(9–10), 1322–1331. doi.org/10.1111/jocn.12055&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053480&pid=S0874-0283201800030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Medina-Mirapeix, F., Bernabeu-Mora, R., García-Guillamón, G., Valera Novella,    E., Gacto-Sánchez, M., & García-Vidal, J. A. (2016). Patterns, Trajectories,    and Predictors of Functional Decline after Hospitalization for Acute Exacerbations    in Men with Moderate to Severe Chronic Obstructive Pulmonary Disease: A Longitudinal    Study. PLOS ONE, 11(6), e0157377. doi.org/10.1371%2Fjournal.pone.0157377&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053481&pid=S0874-0283201800030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Palese, A., Gonella, S., Moreale, R., Guarnier, A., Barelli, P., Zambiasi,    P., … Saiani, L. (2016). Hospital-acquired functional decline in older patients    cared for in acute medical wards and predictors: Findings from a multicentre    longitudinal study. Geriatric Nursing, 37(3), 192–199. doi.org/10.1016/j.gerinurse.2016.01.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053482&pid=S0874-0283201800030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sleiman, I., Rozzini, R., Barbisoni, P., Morandi, A., Ricci, A., Giordano,    A., & Trabucchi, M. (2009). Functional Trajectories During Hospitalization:    A Prognostic Sign for Elderly Patients. The Journals of Gerontology: Series    A, 64A(6), 659–663.doi.org/10.1093/gerona/glp015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053483&pid=S0874-0283201800030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tavares, J., Grácio, J., & Nunes, L. (2017a). Assessment of hospital environments    and policies: seeking an age-friendly hospital. Revista Brasileira de Geriatria    e Gerontologia, 20(2), 254-258. doi.org/10.1590/1981-22562017020.160095&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053484&pid=S0874-0283201800030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tavares, J., Grácio, J., & Nunes, L. (2017b). Predictive validity of the Identification    of Seniors at Risk - Hospitalized Patient tool for identifying functional decline.    Revista de Enfermagem Referência, 4(15), 145–154. doi.org/10.12707/RIV17049&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053485&pid=S0874-0283201800030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>United Nations. (2015). World population ageing 2015. New York: United Nations.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053486&pid=S0874-0283201800030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wakefield, B. J., & Holman, J. E. (2007). Functional trajectories associated    with hospitalization in older adults. Western Journal of Nursing Research, 29(2),    161–182. doi.org/10.1177/0193945906293809&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053488&pid=S0874-0283201800030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Zisberg, A., Shadmi, E., Gur-Yaish, N., Tonkikh, O., & Sinoff, G. (2015). Hospital-Associated    Functional Decline: The Role of Hospitalization Processes Beyond Individual    Risk Factors. Journal of the American Geriatrics Society, 63(1), 55–62. doi.org/10.1111/jgs.13193&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1053489&pid=S0874-0283201800030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Agradecimento</b></p>     <p>Agradecemos à Direção de Enfermagem do Centro Hospitalar e Universitário de    Coimbra, nas pessoas do Excelentíssimo Senhor Enfermeiro Diretor António Marques,    à data, e da Excelentíssima Senhora Enfermeira Supervisora Eugénia Morais, pelo    apoio no desenvolvimento deste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publicação: 07.05.18</p>     <p>Aceite para publicação: 31.07.18</p>      ]]></body><back>
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