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<article-id>S0874-02832018000300010</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIV18021</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevenção da dor na punção venosa em crianças: estudo comparativo entre anestésicos tópicos]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Prevención del dolor en la punción venosa en niños: estudio comparativo entre anestésicos tópicos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: The ideal topical anesthetic to prevent venipuncture pain should have high efficacy, a quick effect, a good safety profile, be easy to apply, low cost, and well accepted. Objective: To compare the effectiveness of 5 topical anesthetics in children who require venipuncture. Methodology: A randomized controlled study was conducted involving 350 children (6 - 17 years) who were randomly allocated to 5 groups. Pain was assessed using the Visual Analog Scale (0 to 10 cm). Between-group differences were analyzed using the Chi-square test and the Kruskal-Wallis test and within-group differences were analyzed using the Wilcoxon test. Results: All anesthetics were effective in preventing pain (mean pain intensity =1.1) and no between-group differences were found (p > 0.05). Ease of venous access, vein visibility and/or palpability, successful cannulation, and the child’s cooperation were good and similar between groups (p > 0.05). Conclusion: The differences between topical anesthetics were only significant in the procedures required for their application and the costs, for which reason the use of ethyl chloride should be reconsidered.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Marco contextual: El anestésico tópico ideal para prevenir el dolor por punción debería poseer alta eficacia, efecto rápido, buen perfil de seguridad, fácil aplicación, bajo coste y buena aceptación. Objetivo: Comparar la efectividad de 5 anestésicos tópicos en niños que necesitan una punción venosa. Metodología: Estudio aleatorio controlado que involucró a 350 niños (de 6 a 17 años) a los cuales se los distribuyó de forma aleatoria en 5 grupos. El dolor se evaluó a través de la Escala Visual Analógica (de 0 a 10 cm). Las diferencias entre los grupos se analizaron por las pruebas de Chi cuadrado y Kruskal-Wallis y, en los grupos, por la prueba Wilcoxon. Resultados: Todos los anestésicos revelaron eficacia en la prevención del dolor (intensidad media del dolor = 1,1) y sin diferencias entre los grupos (p > 0,05). La facilidad de punción, visibilidad y/o palpación de la vena, el éxito en la punción y la cooperación del niño fueron buenas y similares entre los grupos (p > 0,05). Conclusión: Solo existieron diferencias significativas entre los anestésicos tópicos en los procedimientos requeridos en su aplicación y costes, por lo que se debe repensar el uso del cloruro de etilo.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGAÇÃO</b></p>     <p align="right"><b>RESEARCH PAPER</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Prevenção da dor na punção venosa em crianças: estudo comparativo entre    anestésicos tópicos</b></p>     <p><b>Prevention of venipuncture pain in children: a comparative study of topical    anesthetics</b></p>     <p><b>Prevención del dolor en la punción venosa en niños: estudio comparativo    entre anestésicos tópicos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Luís Manuel da Cunha Batalha</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>    <br> <img src="http:/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="http://orcid.org/0000-0002-5328-1470">http://orcid.org/0000-0002-5328-1470</a></p>       <p><b>Maria Matilde Marques Correia</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Ph.D., Docente, Escola Superior de    Enfermagem de Coimbra, Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem,    3046-851, Coimbra, Portugal [<a href="mailto:batalha@esenfc.pt">batalha@esenfc.pt</a>].    Contribuição no artigo: Revisão da literatura, conceção do desenho metodológico    do estudo e dos instrumentos de colheita de dados, análise e interpretação dos    dados, elaboração e redação do manuscrito, revisão de versões e aprovação final.    Morada para correspondência: Avenida Bissaya Barreto - Ap. 7001, 3046-851, Coimbra,    Portugal.</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> MSc., Enfermeira Especialista, Centro    Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE, 3000-076, Coimbra, Portugal [<a href="mailto:matildecorreia@gmail.com">matildecorreia@gmail.com</a>].    Contribuição no artigo: Conceção dos instrumentos de colheita de dados, colheita    de dados, revisão crítica do conteúdo e aprovação final.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Enquadramento</b>: O anestésico tópico ideal para prevenir a dor por punção    deveria possuir alta eficácia, efeito rápido, bom perfil de segurança, fácil    aplicação, baixo custo e boa aceitação.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Comparar a efetividade de 5 anestésicos tópicos em crianças    que necessitam de uma punção venosa.</p>     <p><b>Metodologia</b>: Estudo randomizado controlado envolvendo 350 crianças (6    - 17 anos) com alocação randomizada em 5 grupos. A dor foi avaliada através    da Escala Visual Analógica (0 a 10 cm). As diferenças entre os grupos foram    analisadas pelos testes do Qui-quadrado e Kruskal-Wallis e, nos grupos, pelo    teste Wilcoxon.</p>     <p><b>Resultados</b>: Todos os anestésicos revelaram eficácia na prevenção da    dor (intensidade média de dor = 1,1) e sem diferenças entre os grupos (<i>p</i>    > 0,05). A facilidade de punção, visibilidade e/ou palpação da veia, o sucesso    na punção e a cooperação da criança foi boa e semelhante entre os grupos (<i>p</i>    > 0,05).</p>     <p><b>Conclusão</b>: As diferenças significativas entre os anestésicos tópicos    apenas existiram nos procedimentos requeridos na sua aplicação e custos, pelo    que se deve repensar o uso do cloreto de etilo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: criança; dor; anestésicos; enfermagem</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Background</b>: The ideal topical anesthetic to prevent venipuncture pain    should have high efficacy, a quick effect, a good safety profile, be easy to    apply, low cost, and well accepted.</p>     <p><b>Objective</b>: To compare the effectiveness of 5 topical anesthetics in    children who require venipuncture.</p>     <p><b>Methodology</b>: A randomized controlled study was conducted involving 350    children (6 - 17 years) who were randomly allocated to 5 groups. Pain was assessed    using the Visual Analog Scale (0 to 10 cm). Between-group differences were analyzed    using the Chi-square test and the Kruskal-Wallis test and within-group differences    were analyzed using the Wilcoxon test.</p>     <p><b>Results</b>: All anesthetics were effective in preventing pain (mean pain    intensity =1.1) and no between-group differences were found (<i>p</i> > 0.05).    Ease of venous access, vein visibility and/or palpability, successful cannulation,    and the child’s cooperation were good and similar between groups (<i>p</i> >    0.05).</p>     <p><b>Conclusion</b>: The differences between topical anesthetics were only significant    in the procedures required for their application and the costs, for which reason    the use of ethyl chloride should be reconsidered.</p>     <p><b>Keywords</b>: child; pain; anesthetics; nursing</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMEN</b></p>     <p><b>Marco contextual</b>: El anestésico tópico ideal para prevenir el dolor    por punción debería poseer alta eficacia, efecto rápido, buen perfil de seguridad,    fácil aplicación, bajo coste y buena aceptación.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Comparar la efectividad de 5 anestésicos tópicos en niños    que necesitan una punción venosa.</p>     <p><b>Metodología</b>: Estudio aleatorio controlado que involucró a 350 niños    (de 6 a 17 años) a los cuales se los distribuyó de forma aleatoria en 5 grupos.    El dolor se evaluó a través de la Escala Visual Analógica (de 0 a 10 cm). Las    diferencias entre los grupos se analizaron por las pruebas de Chi cuadrado y    Kruskal-Wallis y, en los grupos, por la prueba Wilcoxon.</p>     <p><b>Resultados</b>: Todos los anestésicos revelaron eficacia en la prevención    del dolor (intensidad media del dolor = 1,1) y sin diferencias entre los grupos    (<i>p</i> > 0,05). La facilidad de punción, visibilidad y/o palpación de la    vena, el éxito en la punción y la cooperación del niño fueron buenas y similares    entre los grupos (<i>p</i> > 0,05).</p>     <p><b>Conclusión</b>: Solo existieron diferencias significativas entre los anestésicos    tópicos en los procedimientos requeridos en su aplicación y costes, por lo que    se debe repensar el uso del cloruro de etilo.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: niño; dolor; anestésicos; enfermería</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>A punção venosa (PV) é uma tarefa rotineira dos enfermeiros, realizada com    frequência em crianças e com potencial para gerar dor, ansiedade, medo e <i>stress</i>,    se não forem tomadas medidas preventivas (Bice, Gunther, & Wyatt, 2014; Waterhouse,    Liu, & Wang, 2013; Zempsky, 2008). A punção com uso de agulha continua a ser    um procedimento de enfermagem temido pelas crianças (Dalvandi, Ranjbar, Hatamizadeh,    Rahgoi, & Bernstein, 2017), razão pela qual mais de 10% dos adultos referem    medo de agulhas (Schechter et al., 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existe uma ampla variedade de opções farmacológicas e não farmacológicas eficazes    na prevenção da dor provocada por punção com agulha. Em crianças, a distração    e a hipnose, quando criteriosamente selecionadas e executadas previnem eficazmente    esta dor (Uman et al., 2013), bem como a sacarose em recém-nascidos (Stevens,    Yamada, Ohlsson, Haliburton, & Shorkey, 2016). Quanto à intervenção farmacológica,    são várias as opções de aplicação tópica ou inalatória (Zempsky, 2008). No entanto,    o tempo requerido para a analgesia é uma importante barreira ao seu uso, o que    tem impulsionado o desenvolvimento de novos anestésicos tópicos e o ressurgimento    de outros antes usados, como o cloreto de etilo. Este anestésico caiu em desuso    com o aparecimento de novos fármacos relativamente mais seguros quanto aos seus    possíveis efeitos colaterais, mas a controvérsia permanece quanto ao uso do    cloreto de etilo na prática clínica (Bond et al., 2016; Fossum, Love, & April,    2016; Hogan, Smart, Shah, & Taddio, 2014; Zempsky, 2008).</p>     <p>Com este estudo procurou-se comparar a efetividade de cinco anestésicos tópicos    para prevenção da dor por PV em crianças num departamento de ambulatório pediátrico    de um hospital. Entenda-se por efetividade a eficácia analgésica, a segurança    (não aparecimento de efeitos colaterais), a utilidade clínica (facilidade na    punção, boa visibilidade e/ou palpação da veia a puncionar, número de tentativas    para sucesso na punção e cooperação da criança) e custos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento</b></p>     <p>O anestésico ideal para prevenir a dor da PV deveria possuir uma alta eficácia,    efeito rápido e duradouro, seguro, de fácil aplicação, de baixo custo e com    boa aceitação por parte da criança, pais e profissionais de saúde (Zempsky,    2008).</p>     <p>As opções disponíveis são muitas, o que comprova que nenhum possui todas as    características ideais. Zempsky (2008) descreve vários anestésicos tópicos que    podem ser utilizados para prevenção da dor da PV. A lidocaína em <i>spray</i>    a 10% tem uma ação anestésica com início ao fim de 1 a 3 minutos e mantém-se    durante 10 a 15 minutos. O cloridrato de lidocaína em gel a 2% proporciona uma    anestesia com início ao fim de 5 minutos e durante aproximadamente 20 a 30 minutos.    O creme EMLA<sup>®</sup> é composto por partes iguais de lidocaína e prilocaína    a 2,5%/2,5%, sendo dos primeiros anestésicos tópicos comercialmente disponíveis    para uso em pele intacta. Permite obter uma anestesia local eficaz ao fim de    60 a 90 minutos e requer penso protetor. A lidocaína creme a 4% proporciona    uma analgesia venosa ao fim de 30 minutos, mas requer igualmente a utilização    de penso protetor. Entre outras opções disponíveis, o cloreto de etilo é de    baixo custo, fácil aplicação e com ação imediata, o que lhe confere vantagens    para uso em ambulatório (Soueid & Richard, 2007). Este fármaco começou a ser    utilizado em 1955 como anestésico (Davies & Molloy, 2006), decaindo o seu uso    com a disponibilidade de outros anestésicos relativamente mais seguros. A sua    ação faz-se por arrefecimento rápido da pele, retardando o início e a condução    dos influxos nervosos sensoriais cutâneos (Zempsky, 2008). Os <i>sprays</i>    são compostos de líquidos frios voláteis aplicados em pele íntegra, no local    e imediatamente antes da punção. A sua rápida evaporação produz um efeito anestésico    de curta duração (inferior a 1 minuto). A sua utilização é segura (Farion, Splinter,    Newhook, Gaboury, & Splinter, 2008; Fossum et al., 2016; Griffith, Jordan, Herd,    Reed, & Dalziel, 2016) e os seus efeitos colaterais incluem reações alérgicas    raras e pequenas alterações temporárias da pele. A aplicação, quando excede    os 10 segundos (tempo mínimo para provocar branqueamento da pele), provoca um    arrefecimento cutâneo local com potencial dano das células (Farion et al., 2008),    mas possíveis riscos de lesão são evitados com aplicações de duração não superior    a 30 segundos (Davies & Molloy, 2006). Casos raros podem estar associados a    dermatite alérgica de contacto e a uma pulverização prolongada a hipopigmentação    e cicatrização atrófica, especialmente em pessoas com má circulação. A maioria    dos <i>sprays</i> frios contém produtos químicos irritantes para os olhos, pelo    que deve ser acautelada a exposição ocular.</p>     <p>A evidência sobre a eficácia analgésica do cloreto de etilo é inconsistente    (Farion et al., 2008; Griffith et al., 2016; Waterhouse et al., 2013). Contribui    para isso a utilização de múltiplos e diferentes procedimentos metodológicos    que impedem uma comparação. Os estudos fazem uso de protocolos distintos na    aplicação do cloreto de etilo (tempo de aplicação e distância à pele), de avaliação    da dor com diferentes escalas e momentos de avaliação, tipos de comparações    com múltiplas variáveis e produtos e dimensões de amostras muito distintas.</p>     <p>Uma recente revisão sistemática desenvolvida com o objetivo de comparar o uso    do cloreto de etilo <i>spray</i> com um <i>spray</i> placebo ou nenhuma intervenção,    envolvendo 1070 crianças e adultos, revelou moderada qualidade na evidência    de que o uso do cloreto de etilo em <i>spray</i> imediatamente antes da PV diminuía    a dor em cerca de 1,25 cm na Escala Visual Analógica (EVA), não aumentava a    dificuldade no sucesso da punção e não causava efeitos adversos sérios, apesar    de estar associado a algum desconforto durante a aplicação (Griffith et al.,    2016).</p>     <p>Num estudo randomizado controlado, que envolveu 80 crianças entre os 6 e os    12 anos, com o objetivo de comparar a eficácia do cloreto de etilo em <i>spray</i>    com um placebo em spray, verificaram-se diferenças estatisticamente significativas    na redução da dor na escala EVA com a utilização do cloreto de etilo (5,6 ±    3,19 <i>vs</i> 3,6 ± 2,75), a punção foi bem-sucedida na primeira tentativa    e havia uma maior satisfação por parte da criança, pais e enfermeiros (Farion    et al., 2008).</p>     <p>Num estudo experimental com desenho cruzado, realizado com 77 crianças dos    5 aos 13 anos submetidas a três PV separadas entre si por 2 horas, o objetivo    foi comparar a eficácia do cloreto de etilo <i>spray</i> com a tetracaína em    creme. Na primeira e segunda PV foi comparada a eficácia do cloreto de etilo    com a tetracaína. Na terceira PV foi usado o método anestésico escolhido pela    criança (cloreto de etilo ou tetracaína). A dor foi avaliada com a Escala de    Faces Wong-Baker, tendo os resultados revelado igual eficácia para ambos os    anestésicos, mas com vantagem para o cloreto de etilo (1ª PV: 0,84 <i>vs</i>    0,97; 2ª PV: 1,05 <i>vs</i> 1,13; 3ª PV: 0,48 <i>vs</i> 0,91) e uma maior preferência    da criança pelo uso do cloreto de etilo (56%; Davies & Molloy, 2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num estudo realizado com 129 crianças dos 9 aos 18 anos, em que se comparou    a eficácia do cloreto de etilo em <i>spray</i> com um <i>spray</i> placebo e    nenhuma intervenção, verificaram-se resultados semelhantes em todos os grupos.    A dor referida pela criança na EVA revelou, em média, valores de 3,4, 3,3 e    3,1 cm, respetivamente (Costello, Ramundo, Christopher, & Powell, 2006).</p>     <p>O cloreto de etilo apresenta vantagens comparativamente com outros anestésicos    tópicos quanto à sua rapidez de ação, ao ser facilmente aplicado, não requerer    tempo de espera e ser barato. No entanto, permanecem dúvidas quanto à sua eficácia    analgésica e utilidade clínica, pela inconsistência dos resultados (Dalvandi    et al., 2017; Griffith et al., 2016; Waterhouse et al., 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Questão de investigação</b></p>     <p>Qual a efetividade comparativa no uso de cinco anestésicos tópicos para prevenção    da dor por PV em crianças num departamento de ambulatório de um hospital pediátrico?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Estudo randomizado controlado envolvendo 350 crianças (162 do sexo masculino    e 188 do sexo feminino) com idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos e uma    mediana de 11 anos. Estas crianças recorreram a um departamento de ambulatório    de um hospital pediátrico, acompanhadas pelos pais e com necessidade de realizar    uma PV. Excluíram-se as crianças com historial de pele atópica ou uma outra    qualquer fragilidade da barreira cutânea, com incapacidade de avaliarem a intensidade    da dor com a EVA ou de responderem à pergunta do formulário sobre o seu medo.</p>     <p>Esta investigação foi aprovada pelo Conselho de Administração e Comissão de    Ética do Hospital onde se realizou o estudo e seguiu as recomendações da Declaração    de Helsínquia da Associação Médica Mundial. A participação foi precedida pelo    registo de consentimento livre e esclarecido dos responsáveis legais da criança.</p>     <p>Participaram na colheita dos dados 15 enfermeiros a exercerem funções no serviço,    após explicitação e esclarecimento de dúvidas sobre o protocolo do estudo. Todos    tiveram treino de aplicação dos anestésicos tópicos e de avaliação da intensidade    da dor com a escala EVA (Reed & Van Nostran, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A alocação dos participantes foi randomizada em cinco grupos com a utilização    do programa GraphPad Software Inc. Para cálculo do tamanho da amostra foi considerada    uma diferença clinicamente relevante de 1,5 cm na EVA, assumindo um poder do    teste a 80% para detetar diferenças a um nível de significância de 5% e supondo    um desvio-padrão de 3 cm (Farion et al., 2008). Por grupo seriam necessárias    pelo menos 68 observações, pelo que se optou por alargar o tamanho da amostra    para 70 observações por grupo.</p>     <p>A intervenção consistiu na aplicação de cinco anestésicos tópicos usados no    departamento de ambulatório para prevenir a dor da PV na colheita de sangue    através de agulha tipo <i>butterfly</i> de tamanho 23G no dorso da mão ou fossa    antecubital. A aplicação dos anestésicos seguiu as recomendações em uso no departamento    do hospital com a seguinte distribuição pelos grupos: Grupo 1 (lidocaína em    <i>spray</i> a 10%) - aplicação de três pulverizações no local a puncionar a    uma distância aproximada de 5 cm, seguida de limpeza da zona circundante com    compressa deixando-se atuar durante 5 minutos; Grupo 2 (cloridrato de lidocaína    em gel a 2%) - aplicação de camada espessa seguida de ligeira massagem para    delimitação da zona, deixando-se atuar durante cinco minutos; Grupo 3 (creme    EMLA<sup>®</sup> constituído por lidocaína e prilocaína a 2,5%/2,5%) - aplicação    de uma camada espessa de creme coberta com película aderente, deixando-se atuar    durante 60 minutos; Grupo 4 (cloreto de etilo em <i>spray</i>) - pulverização    da área a puncionar a uma distância de cerca de 10 cm durante cerca de 5 segundos    ou até formação de uma fina coloração branca da pele (a que ocorrer primeiro),    seguido de limpeza do resíduo com uma compressa e execução imediata da punção;    e Grupo 5 (lidocaína creme a 4%) - aplicação de camada espessa de creme coberta    com película aderente, deixando-se atuar durante 30 minutos.</p>     <p>Antes da execução da PV colheram-se dados de caracterização demográfica e clínica    das crianças, avaliou-se a visibilidade e/ou facilidade na palpação da veia    a puncionar e a perceção do medo e da intensidade da dor das crianças. Imediatamente    após a punção foi avaliada a facilidade da PV, o número de tentativas até ao    sucesso, a cooperação da criança durante todo o procedimento, a intensidade    da dor e possíveis efeitos colaterais dos anestésicos.</p>     <p>O formulário de caracterização demográfica e clínica incluía uma questão relacionada    com o medo da criança em que a mesma se autoavaliou <i>com medo</i> ou <i>sem    medo</i>. A facilidade da PV, visibilidade e/ou palpação da veia e a cooperação    da criança durante o procedimento foi avaliado pelos enfermeiros com base em    itens dicotomizados em <i>má</i> e <i>boa</i>.</p>     <p>Para a avaliação da intensidade da dor foi utilizada a escala de autoavaliação    da intensidade da dor EVA, que mede a dor entre 0 cm (<i>sem dor</i>) e 10 cm    (<i>dor máxima</i>; Bailey, Gravel, & Daoust, 2012).</p>     <p>A análise estatística foi realizada com o auxílio do <i>software</i> IBM SPSS    Statistics, versão 23. A normalidade das distribuições foi analisada pelo teste    Kolmogorov-Smirnov e análise do histograma, tendo-se verificado a não assunção    do pressuposto da normalidade da distribuição das variáveis. O estudo descritivo    dos dados foi feito para as variáveis categóricas pelas frequências absolutas    e relativas percentuais e para as variáveis contínuas pela mediana e amplitude    interquartil e, em alguns casos, para facilidade de interpretação pelos limites    mínimo e máximo, média e desvio padrão. As diferenças entre os grupos foram    analisadas para as variáveis categóricas através da utilização dos testes do    Qui-quadrado, e para as variáveis contínuas pela utilização do teste Kruskal-Wallis    1-way ANOVA para amostras independentes (entre os grupos) e do teste de Wilcoxon    para amostras emparelhadas (nos grupos, antes e depois da PV). Em todos os testes    foram consideradas diferenças estatisticamente significativas sempre que <i>p</i>    ? 0,05.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os cinco grupos formados não revelaram diferenças quanto às variáveis sociodemográficas    e clínicas, com exceção da idade. A idade mediana mais elevada (13 anos) verificou-se    no Grupo 4 e a mais baixa nos grupos 3 e 5 (10 anos; <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn18/IVn18a10t1.jpg">Tabela    1</a>).</p>     
<p>A visibilidade/palpação das veias a puncionar, a facilidade na punção e a cooperação    da criança foram semelhantes entre os grupos. Contudo, no Grupo 4 (cloreto de    etilo) os enfermeiros referiram mais crianças cuja visibilidade/palpação das    veias era boa (60; 85,7%). No Grupo 5 (lidocaína creme a 4%) registaram-se mais    casos de fácil punção, 63 (90,0%), tendo sido o grupo onde as crianças se revelaram    menos cooperantes (57; 81,4%). O número de tentativas para sucesso na punção    foi semelhante, primeira tentativa (mediana de 1), tendo-se verificado no Grupo    5 (lidocaína creme a 4%) sucesso em todos os casos 1 (1-1), como se pode observar    na <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn18/IVn18a10t2.jpg">Tabela 2</a>.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos os anestésicos tópicos revelaram diferenças estatisticamente significativas    entre a dor relatada pela criança antes e depois da PV em cada grupo (<i>p</i>    &lt; 0,001) e, entre si, nenhum apresentou superioridade estatisticamente significativa    na prevenção da dor (NS). A menor diferença média na intensidade de dor, antes    e depois da PV, registou-se no Grupo 3 (lidocaína e prilocaína a 2,5%/2,5%;    0,7) e a maior no Grupo 4 (cloreto de etilo; 1,1), conforme apresentado na <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn18/IVn18a10t3.jpg">Tabela    3</a>.</p>     
<p>Não foram registados casos de efeitos colaterais dos anestésicos utilizados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>Todos os anestésicos tópicos usados revelaram eficácia analgésica para prevenir    a dor da PV na criança. Apesar das diferenças entre a intensidade da dor antes    e depois da PV serem estatisticamente significativas, em nenhum dos casos a    diferença foi superior ao valor clinicamente aceite de 1,5 cm na escala EVA    (Farion et al., 2008; Griffith et al., 2016; Hogan et al., 2014). Após a PV,    a intensidade da dor foi sempre inferior a 3 cm, valor considerado como um bom    indicador no controlo da dor (Batalha et al., 2014). Entre os anestésicos estudados,    o EMLA<sup>®</sup> (lidocaína e prilocaína a 2,5%/2,5%) foi o que demonstrou,    em termos absolutos, a maior eficácia e o cloreto de etilo a menor. Estes resultados    comprovam outros estudos (Bond et al., 2016; Dalvandi et al., 2017), apesar    de não consensuais (Dalvandi et al., 2017).</p>     <p>Os anestésicos tópicos para prevenção da dor por PV são semelhantes na sua    ação farmacológica, que consiste na inibição dos canais de iões de sódio nos    neurónios sensoriais (Zempsky, 2008). A exceção é o cloreto de etilo, que atua    por arrefecimento cutâneo. Os anestésicos diferem uns dos outros principalmente    pela forma como são aplicados e pelo tempo requerido para o início do efeito    anestésico completo.</p>     <p>As características sociodemográficas e clínicas são semelhantes entre os grupos,    com exceção da idade. Esta diferença, apesar de estatisticamente significativa,    não o é clinicamente, pois as características anatomofisiológicas entre uma    criança de 10 anos não diferem muito de uma de 13 anos. No entanto, quanto mais    pequena é uma criança maior é a sua vulnerabilidade para percecionar a dor com    maior intensidade (Zempsky, 2008). Curiosamente, o grupo de crianças que receberam    analgesia com o cloreto de etilo tinha uma idade mediana superior às que receberam    o EMLA<sup>®</sup> (lidocaína e prilocaína a 2,5%/2,5%). O não controlo desta    variável deixa interrogações que merecem ser estudadas em futuros estudos, não    só quanto à eficácia do anestésico em função da idade, mas igualmente quanto    a possíveis influências anatomofisiológicas dependentes da idade na perceção    da dor perante um estímulo doloroso como a PV. Uma outra variável não controlada    foi o local da punção: dorso da mão ou fossa antecubital. Embora se desconheçam    estudos que demonstrem diferenças na perceção da dor devido ao local da punção,    idealmente esta variável deveria ter sido controlada.</p>     <p>Nos últimos 30 anos, a evolução nos anestésicos tópicos usados para a prevenção    da dor por punção tem sido encurtar o tempo necessário para o início do efeito    anestésico completo e a diminuição do aparecimento de possíveis efeitos colaterais.    Neste estudo não se registou nenhum efeito colateral no uso dos anestésicos,    o que contraria receios infundados quanto ao uso do cloreto de etilo (Kelly,    2008; Soueid & Richard, 2007). A metodologia de aplicação do cloreto de etilo    para prevenção da dor da PV é muito díspar. A distância varia entre 7 e 25 cm    e o tempo de pulverização entre 2 e 10 segundos (Hogan et al., 2014). O ter-se    optado por pulverizar a área a puncionar a uma distância de cerca de 10 cm com    uma duração de 5 segundos, ou até formação de uma fina coloração branca da pele    (a que ocorrer primeiro), foi uma medida conservadora que seguiu o protocolo    da maioria dos estudos já realizados (Hogan et al., 2014) e que se revelou segura.    O desenvolvimento de um mecanismo que limite o tempo de pulverização para uma    utilização segura revelar-se-ia de grande utilidade para o uso deste tipo de    anestésicos tópicos.</p>     <p>Existe uma ampla variedade de anestésicos de aplicação tópica que, possuindo    eficácia e segurança similar, diferem quanto aos procedimentos de aplicação,    tempo requerido para a sua eficácia, facilidade para a punção e custos. Estas    variáveis devem ser consideradas na escolha do anestésico ideal para um determinado    contexto clínico.</p>     <p>A utilidade clínica do anestésico depende do não comprometimento da visibilidade/palpação    das veias a puncionar, da facilidade e sucesso que proporcionam na punção e    da cooperação da criança. Neste estudo, os anestésicos revelaram semelhanças    quanto à sua utilidade, sendo de realçar que foi com o uso do cloreto de etilo    que os enfermeiros referiram mais crianças com melhor visibilidade/palpação    das veias, facto que se pode explicar pela execução imediata da PV após aplicação    do cloreto de etilo. A não interferência do uso do cloreto de etilo na dificuldade    da PV e, consequentemente, no sucesso da punção foram igualmente descritos em    outros estudos (Costello et al., 2006; Griffith et al., 2016; Taddio, Soin,    Schuh, Koren, & Scolnik, 2005). Nas crianças em que se aplicou a lidocaína creme    a 4%, a punção foi considerada pela maioria dos enfermeiros como mais fácil    e onde se verificou maior sucesso na punção. Este achado foi igualmente reconhecido,    quando se comparou o seu uso com um placebo (Taddio et al., 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para quem gere uma instituição de saúde o custo/benefício dos fármacos é, entre    outras, uma importante variável para a tomada de decisão no seu uso. Tendo em    conta os preços praticados para venda ao público, o custo por aplicação do anestésico    mais dispendioso, o EMLA<sup>®</sup> (lidocaína e prilocaína a 2,5%/2,5%) é    2,5 vezes mais caro que o anestésico mais barato, o cloreto de etilo. Se atendermos    a que no serviço onde se realizou o estudo se realizam em média 25 colheitas    por dia, as estimadas 6375 colheitas que se fazem por ano representam uma poupança    direta de 2678€ com a utilização do anestésico mais barato, comparativamente    ao mais caro.</p>     <p>O EMLA<sup>®</sup> (lidocaína e prilocaína a 2,5%/2,5%) é o anestésico mais    dispendioso e, para além disso, requer um maior tempo de aplicação para que    seja eficaz e, tal como a lidocaína creme a 4%, necessita de penso protetor    (Zempsky, 2008). Estes custos indiretos devem ser considerados numa análise    de custo-benefício, assim como o tempo de ausência dos pais ao trabalho e da    criança à escola. A isto, acrescem os custos com os materiais necessários para    a aplicação do penso oclusivo e o tempo despendido pelo enfermeiro nesta tarefa.</p>     <p>Reconhecem-se algumas limitações metodológicas no estudo: o facto de se ter    usado dois locais para a PV, embora se desconheçam estudos que demonstrem diferenças    na perceção da dor devido ao local da punção; o uso de um grupo placebo (intervenção    inócua) poderia dar mais informação sobre a eficácia dos anestésicos ou influência    de outras variáveis como a sugestão, todavia coloca questões éticas na sua implementação    e a falta de uma avaliação duplamente cega é uma limitação importante, mas dada    a natureza da intervenção, a sua execução não era possível.</p>     <p>Algumas questões requerem investigação futura, como o estudo da eficácia dos    anestésicos em função da idade da criança, local da punção, protocolo de aplicação    do cloreto de etilo (diferentes distâncias à pele e tempo de pulverização),    influência da sugestão e técnicas não farmacológicas, como a distração, e os    possíveis efeitos na ansiedade da criança provocada pelos tempos de espera.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>O anestésico tópico ideal para prevenir a dor de uma punção deveria possuir    alta eficácia no alívio da dor, efeito rápido e duradouro, um bom perfil de    segurança, fácil aplicação, baixo custo e boa aceitação por parte da criança,    pais e profissionais de saúde.</p>     <p>Todos os anestésicos tópicos estudados revelaram eficácia na prevenção da dor,    ausência de efeitos colaterais, facilidade e sucesso na PV. As diferenças são    inerentes aos procedimentos requeridos na sua aplicação, tempos de espera para    efeito da analgesia e nos seus custos. Entre todos, o cloreto de etilo não requer    tempo de espera entre a aplicação e a PV, não requer penso oclusivo e é consideravelmente    mais barato que os demais. Estas características, sem prejuízo para o estudo    de outras formas de analgesias farmacológicas e não farmacológicas, apoiam a    recomendação para o uso do cloreto de etilo para prevenção da dor da PV em crianças.    O seu uso pode ser particularmente útil em serviços de urgência ou departamentos    de ambulatórios, onde o tempo de espera é uma barreira à implementação de medidas    preventivas da dor provocada por PV.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências bibliográficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bailey, B., Gravel, J., & Daoust, R. (2012). Reliability of the visual analog    scale in children with acute pain in the emergency department. Pain, 153(4),    839–842. doi:10.1016/j.pain.2012.01.006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054602&pid=S0874-0283201800030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Batalha, L., Costa, L., Reis, G., Jacinto, F., Machado, R., & Santos, P. (2014).    Dor pediátrica em Portugal: Resultados da sensibilização e formação. Acta Pediátrica    Portuguesa, 45(2), 99-106. Recuperado de <a href="http://actapediatrica.spp.pt/article/view/2723/3026"target="_blank">http://actapediatrica.spp.pt/article/view/2723/3026</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054603&pid=S0874-0283201800030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bice, A. A., Gunther, M., & Wyatt, T. (2014). Increasing nursing treatment    for pediatric procedural pain. Pain Management Nursing, 15(1), 365–379. doi:10.1016/j.pmn.2012.06.004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054604&pid=S0874-0283201800030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bond, M., Crathorne, L., Peters, J., Coelho, H., Haasova, M., Cooper, C., …    Powell, R. (2016). First do no harm: Pain relief for the peripheral venous cannulation    of adults, a systematic review and network meta-analysis. BMC Anesthesiology,    16(1), 81. doi:10.1186/s12871-016-0252-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054605&pid=S0874-0283201800030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costello, M., Ramundo, M., Christopher, N. C., & Powell, K. R. (2006). Ethyl    vinyl chloride vapocoolant spray fails to decrease pain associated with intravenous    cannulation in children. Clinical Pediatrics, 45(7), 628–632. doi:10.1177/0009922806291013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054606&pid=S0874-0283201800030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dalvandi, A., Ranjbar, H., Hatamizadeh, M., Rahgoi, A., & Bernstein, C. (2017).    Comparing the effectiveness of vapocoolant spray and lidocaine/procaine cream    in reducing pain of intravenous cannulation: A randomized clinical trial. The    American Journal of Emergency Medicine, 35(8), 1064–1068. doi:10.1016/j.ajem.2017.02.039&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054607&pid=S0874-0283201800030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Davies, E. H., & Molloy, A. (2006). Comparison of ethyl chloride spray with    topical anaesthetic in children experiencing venepuncture. Paediatric Nursing,    18(3), 39–43. doi: 10.7748/paed2006.04.18.3.39.c8136&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054608&pid=S0874-0283201800030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Farion, K. J., Splinter, K. L., Newhook, K., Gaboury, I., & Splinter, W. M.    (2008). The effect of vapocoolant spray on pain due to intravenous cannulation    in children: A randomized controlled trial. Canadian Medical Association Journal,    179(1), 31–36. doi:10.1503/cmaj.070874&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054609&pid=S0874-0283201800030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fossum, K., Love, S. L., & April, M. D. (2016). Topical ethyl chloride to reduce    pain associated with venous catheterization: A randomized crossover trial. The    American Journal of Emergency Medicine, 34(5), 845–850. doi:10.1016/j.ajem.2016.01.039&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054610&pid=S0874-0283201800030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Griffith, R. J., Jordan, V., Herd, D., Reed, P. W., & Dalziel, S. R. (2016).    Vapocoolants (cold spray) for pain treatment during intravenous cannulation.    Cochrane Database of Systematic Reviews, 4, CD009484. doi:10.1002/14651858.CD009484.pub2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054611&pid=S0874-0283201800030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hogan, M.-E., Smart, S., Shah, V., & Taddio, A. (2014). A systematic review    of vapocoolants for reducing pain from venipuncture and venous cannulation in    children and adults. The Journal of Emergency Medicine, 47(6), 736–749. doi:10.1016/j.jemermed.2014.06.028&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054612&pid=S0874-0283201800030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kelly, J. 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Pharmacologic approaches for reducing venous access    pain in children. Pediatrics, 122(sup. 3), S140–S153. doi:10.1542/peds.2008-1055g&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1054621&pid=S0874-0283201800030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publicação em: 10.04.18</p>     <p>Aceite para publicação em: 05.07.18</p> </span>       ]]></body><back>
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