<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-0283</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Enf. Ref.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-0283</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-02832019000100002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIV18087</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do programa de Primeiros Socorros em Saúde Mental em estudantes de licenciatura em enfermagem]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of the Mental Health First Aid program in undergraduate nursing students]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Evaluación del programa de Primeros Auxilios en Salud Mental en estudiantes del grado de enfermería]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís Manuel de Jesus]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lúcia Manuela Brandão Valente da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem de Coimbra  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>29</day>
<month>03</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>29</day>
<month>03</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<volume>serIV</volume>
<numero>20</numero>
<fpage>9</fpage>
<lpage>18</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-02832019000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-02832019000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-02832019000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Enquadramento: O programa educacional de Primeiros Socorros em Saúde Mental (PSSM®), tem o potencial de aumentar a literacia em saúde mental, reduzir o estigma pessoal e consciencializar os indivíduos em prol da saúde mental. Objetivo: Avaliar o impacto do programa de PSSM, na literacia em saúde mental dos estudantes de enfermagem. Metodologia: Estudo pré-experimental, com desenho de grupo único, avaliação pré e pós intervenção, aplicado a uma amostra de 46 estudantes do curso de licenciatura em enfermagem. O instrumento de colheita de dados utilizado foi o Questionário de Avaliação da Literacia em Saúde Mental (QuALiSMental). Os dados foram analisados com recurso aos softwares IBM SPSS Statistics V24.0 e G-Power 3.1. Resultados: Os estudantes, no fim da frequência do programa, revelaram uma melhoria em todas as componentes da literacia em saúde mental acerca da depressão, aumentando ainda a confiança para prestar primeiros socorros. Conclusão: O programa evidencia ser uma ferramenta adequada para o incremento da literacia em saúde mental dos estudantes de enfermagem.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: The Mental Health First Aid (MHFA®) educational program has the potential to increase mental health literacy, reduce personal stigma, and empower individuals for their mental health. Objective: To evaluate the impact of MHFA training program in undergraduate nursing students. Methodology: Pre-experimental study, with a single group design, pre- and post-intervention assessment, applied to a sample of 46 undergraduate nursing students. The Questionnaire for Assessment of Mental Health Literacy was applied as a data collection tool. The data were analyzed using the IBM SPSS V24.0 and G-Power 3.1 software programs. Results: At the end of the program, students showed an improvement in all components of mental health literacy about depression, increasing their confidence to provide first aid. Conclusion: The program proves to be an adequate tool for increasing the mental health literacy of nursing students.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Marco contextual: El Programa Educativo de Primeros Auxilios de Salud Mental (PSSM®) tiene el potencial de aumentar la alfabetización en salud mental, reducir el estigma personal y concienciar a las personas sobre la salud mental. Objetivo: Evaluar el impacto del programa PSSM en la alfabetización en salud mental de los estudiantes de enfermería. Metodología: Estudio preexperimental, con diseño de grupo único, evaluación pre y posintervención, aplicado a una muestra de 46 estudiantes del grado de enfermería. El instrumento de recogida de datos utilizado fue el Cuestionario de Evaluación de la Alfabetización en Salud Mental (QuALiSMental). Los datos se analizaron mediante el programa IBM SPSS Statistics V24.0 y G-Power 3.1. Resultados: Los estudiantes, al final de haber asistido al programa, mostraron una mejora en todos los componentes de la alfabetización en salud mental sobre la depresión, y una mayor confianza para proporcionar primeros auxilios. Conclusión: El programa demuestra que es una herramienta adecuada para el aumento de la alfabetización en salud mental de los estudiantes de enfermería.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[literacia saúde mental]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[depressão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[jovens]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[enfermagem]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[primeiros socorros]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[mental health literacy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[depression]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[young]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[nursing]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[first aid]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[alfabetización salud mental]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[depresión]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[jóvenes]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[enfermería]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[primeros auxilios]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGAÇÃO (ORIGINAL)</b></p>     <p align="right"><b>RESEARCH PAPER (ORIGINAL)</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Avaliação do programa de Primeiros Socorros em Saúde Mental em estudantes    de licenciatura em enfermagem</b></p>     <p><b>Evaluation of the Mental Health First Aid program in undergraduate nursing    students</b></p>     <p><b>Evaluación del programa de Primeros Auxilios en Salud Mental en estudiantes    del grado de enfermería</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Luís Manuel de Jesus Loureiro</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>        <br>   <img src="http:/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="http://orcid.org/0000-0002-2384-6266">http://orcid.org/0000-0002-2384-6266</a></p>     <p><b>Lúcia Manuela Brandão Valente da Costa</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a>        ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-4114-695X">https://orcid.org/0000-0002-4114-695X</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> Ph.D., Docente, Escola Superior de    Enfermagem de Coimbra, 3046-851, Coimbra, Portugal [<a href="mailto:luisloureiro@esenfc.pt">luisloureiro@esenfc.pt</a>].    Contribuição no artigo: Revisão da literatura e redação do manuscrito; tratamento    dos dados; discussão dos dados; revisão da redação final do manuscrito. Morada    para correspondência: Avenida Bissaya Barreto, Apartado 7001, 3046 -851, Coimbra,    Portugal.</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> MSc., Enfermeira, Centro Hospitalar    e Universitário de Coimbra, Hospitais da Universidade de Coimbra, 3000-075,    Coimbra, Portugal [<a href="mailto:luciabcosta@gmail.com">luciabcosta@gmail.com</a>].    Contribuição no artigo: Revisão da literatura; recolha, inserção e discussão    dos dados e revisão da redação final do manuscrito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Enquadramento</b>: O programa educacional de Primeiros Socorros em Saúde    Mental (PSSM®), tem o potencial de aumentar a literacia em saúde mental, reduzir    o estigma pessoal e consciencializar os indivíduos em prol da saúde mental.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Avaliar o impacto do programa de PSSM, na literacia em saúde    mental dos estudantes de enfermagem.</p>     <p><b>Metodologia</b>: Estudo pré-experimental, com desenho de grupo único, avaliação    pré e pós intervenção, aplicado a uma amostra de 46 estudantes do curso de licenciatura    em enfermagem. O instrumento de colheita de dados utilizado foi o Questionário    de Avaliação da Literacia em Saúde Mental (QuALiSMental). Os dados foram analisados    com recurso aos <i>softwares</i> IBM SPSS Statistics V24.0 e G-Power 3.1.</p>     <p><b>Resultados</b>: Os estudantes, no fim da frequência do programa, revelaram    uma melhoria em todas as componentes da literacia em saúde mental acerca da    depressão, aumentando ainda a confiança para prestar primeiros socorros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusão</b>: O programa evidencia ser uma ferramenta adequada para o incremento    da literacia em saúde mental dos estudantes de enfermagem.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: literacia saúde mental; depressão; jovens; enfermagem;    primeiros socorros</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Background</b>: The Mental Health First Aid (MHFA®) educational program    has the potential to increase mental health literacy, reduce personal stigma,    and empower individuals for their mental health.</p>     <p><b>Objective</b>: To evaluate the impact of MHFA training program in undergraduate    nursing students.</p>     <p><b>Methodology</b>: Pre-experimental study, with a single group design, pre-    and post-intervention assessment, applied to a sample of 46 undergraduate nursing    students. The Questionnaire for Assessment of Mental Health Literacy was applied    as a data collection tool. The data were analyzed using the IBM SPSS V24.0 and    G-Power 3.1 software programs.</p>     <p><b>Results</b>: At the end of the program, students showed an improvement in    all components of mental health literacy about depression, increasing their    confidence to provide first aid.</p>     <p><b>Conclusion</b>: The program proves to be an adequate tool for increasing    the mental health literacy of nursing students.</p>     <p><b>Keywords</b>: mental health literacy; depression; young; nursing; first    aid</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p><b>Marco contextual</b>: El Programa Educativo de Primeros Auxilios de Salud    Mental (PSSM®) tiene el potencial de aumentar la alfabetización en salud mental,    reducir el estigma personal y concienciar a las personas sobre la salud mental.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Evaluar el impacto del programa PSSM en la alfabetización    en salud mental de los estudiantes de enfermería.</p>     <p><b>Metodología</b>: Estudio preexperimental, con diseño de grupo único, evaluación    pre y posintervención, aplicado a una muestra de 46 estudiantes del grado de    enfermería. El instrumento de recogida de datos utilizado fue el Cuestionario    de Evaluación de la Alfabetización en Salud Mental (QuALiSMental). Los datos    se analizaron mediante el programa IBM SPSS Statistics V24.0 y G-Power 3.1.</p>     <p><b>Resultados</b>: Los estudiantes, al final de haber asistido al programa,    mostraron una mejora en todos los componentes de la alfabetización en salud    mental sobre la depresión, y una mayor confianza para proporcionar primeros    auxilios.</p>     <p><b>Conclusión</b>: El programa demuestra que es una herramienta adecuada para    el aumento de la alfabetización en salud mental de los estudiantes de enfermería.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: alfabetización salud mental; depresión; jóvenes; enfermería;    primeros auxilios</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O programa de Primeiros Socorros em Saúde Mental (PSSM), tradução do original    <i>Mental Health First Aid</i> (MHFA) foi criado e desenvolvido na Austrália,    no início deste século, por Anthony Jorm e Betty Kitchener (Kitchener & Jorm,    2002). Trata-se de um programa que ancora no conceito de literacia em saúde    mental (LSM), tal como cunhado por Anthony Jorm e colaboradores (Jorm et al.,    1997).</p>     <p>Ao definir a LSM como a constelação de crenças e conhecimentos acerca dos problemas    de saúde mental (incluindo as perturbações), que nos permite proceder ao seu    reconhecimento, gestão e prevenção no quotidiano, (Jorm, 2000, 2014), o autor    aponta para um conhecimento voltado para a ação em prol da saúde mental do próprio    indivíduo e daqueles que o rodeiam. O conceito de LSM encontra-se operacionalizado    em cinco componentes, nomeadamente: (a) reconhecimento dos problemas e perturbações    mentais de modo a promover e facilitar a procura de ajuda; (b) conhecimentos    sobre os profissionais e tratamentos disponíveis; (c) conhecimentos sobre estratégias    de autoajuda eficazes; (d) conhecimentos e competências para prestar primeiros    socorros e ajuda aos outros; (e) conhecimento acerca do modo de prevenção de    perturbações mentais (Jorm, 2014).</p>     <p>O programa de PSSM é o corolário do trabalho desenvolvido em torno do conceito    de LSM e da sua operacionalização, com ênfase para a componente de conhecimentos    e competências para prestar primeiros socorros e ajuda aos outros, isto é, a    ação em prol da saúde mental.</p>     <p>Os PSSM são definidos como a ajuda inicial que é prestada a alguém que está,    ou numa crise relacionada com a sua saúde mental, ou a desenvolver um problema    de saúde mental. A ajuda é dada até que a crise esteja resolvida ou que a pessoa    receba o tratamento profissional adequado (Kitchener & Jorm; 2002; Loureiro,    2014).</p>     <p>O programa de PSSM segue uma multiplicidade de tipologias, tendo sido à data    aplicado nas mais diversas realidades e contextos culturais, sociais e económicos,    conservando os princípios, a estrutura modular e o plano de ação, mas respeitando    as especificidades contextuais e situacionais dos grupos alvo a que se aplica    (Jorm, 2014).</p>     <p>O objetivo do programa é ensinar as pessoas a reconhecer os sinais e a valorizar    os sintomas dos problemas e perturbações mentais, indicando o modo mais adequado    de prestar primeiros socorros e ajuda inicial, quer a pessoa esteja em situação    de crise relacionada com a saúde mental, quer ainda nos casos em que a doença    está a desenvolver-se. Neste sentido, procura promover o pedido de ajuda e o    encaminhamento para profissionais adequados e outros apoios especializados no    domínio da saúde mental (Kitchener & Jorm; 2002; Loureiro, 2014; Loureiro, Sousa,    & Gomes, 2014).</p>     <p>Tal como acontece com os cursos de primeiros socorros, em que existe uma mnemónica    associada aos procedimentos/ações de intervenção, também neste programa existe    um plano de ação, associado a uma mnemónica que traduzimos por ANIPI (ALGEE    no original). Cada letra (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a02f1.jpg">Figura    1</a>) designa uma ação (Loureiro, 2014; Loureiro et al., 2014), que consiste    em: <b>A</b> - Aproximar-se da pessoa, observar e ajudar (incluindo situações    de crise); <b>N</b> - Não julgar e escutar com atenção; <b>I</b> - Informar    e apoiar; <b>P</b> - Procurar ajuda profissional especializada incentivando    a pessoa a obtê-la; <b>I</b> - Incentivar o recurso a outros apoios.</p>     
<p>A aplicação do programa de PSSM a estudantes do ensino superior, nomeadamente    dos cursos de saúde, como é o caso da enfermagem, decorre daquela que é a evidência    produzida e que aponta o impacto substancial que diversos agentes stressores    podem ter na saúde e bem-estar dos estudantes, destacando-se as exigências académicas    (carga de trabalho, problemas e dificuldades associados com o estudo), desafios    relacionados com os ensinos clínicos (medo de situações desconhecidas, possível    erro clínico, ou mesmo com o manuseamento de equipamentos técnicos), e o contacto    reiterado com o sofrimento e o processo de morrer dos doentes (Pulido-Martos,    Augusto-Landa, & Lopez-Zafra, 2012).</p>     <p>Concomitantemente, os estudantes do ensino superior evidenciam um nível muito    modesto de LSM (McCann, Lu, & Berryman, 2009), o que contribui muitas vezes    para o agudizar das situações de saúde (Loureiro, 2014).</p>     <p>O objetivo desta investigação é avaliar o impacto do programa de PSSM, na literacia    em saúde mental dos estudantes do curso de licenciatura em enfermagem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dado que o programa PSSM engloba nos seus conteúdos diferentes tipologias de    problemas de saúde mental (ex.: ansiedade; psicoses), optou-se por incidir esta    avaliação apenas na depressão.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento</b></p>     <p>A evidência científica produzida em termos internacionais e nacionais acerca    da avaliação do impacto do programa de PSSM (MHFA) em estudantes de enfermagem,    incluídos estudos piloto, cinge-se a três estudos, um realizado no contexto    nacional (Sousa, 2015) e dois internacionais (Bond, Jorm, Kitchener, & Reavley,    2015; Burns et al., 2017). Contudo, existem três revisões sistemáticas da literatura,    uma sem meta-análise (Kitchener & Jorm, 2006) e duas que incluem meta-análises    (Hadlaczky, Hökby, Mkrtchian, Carli, & Wasserman, 2014; Morgan, Ross, & Reavley,    2018) acerca do impacto do programa em diferentes contextos e populações.</p>     <p>Em termos da aplicação do programa em amostras de estudantes de enfermagem,    como se referiu, salienta-se primeiramente o estudo realizado no contexto português    por Sousa (2015). Tratou-se de um estudo piloto com a aplicação do programa    de PSSM a uma amostra (<i>n</i>) de 16 estudantes, 87,50% do sexo feminino e    12,50% do sexo masculino, recém-licenciados em enfermagem (uma semana após a    conclusão do curso), com uma média da idade 21,86 anos (<i>DP</i> = 0,54 anos).</p>     <p>No fim do programa, a correta identificação da depressão foi de 62,50%. Salienta-se    que 81,30% afirmam que pediriam ajuda numa situação semelhante à descrita na    vinheta. Relativamente à confiança em prestar ajuda após a frequência do programa,    a média obtida foi de 3,50 (<i>DP</i> = 0,65 pontos), numa escala que variava    entre 1 (<i>nada confiante</i>) a 5 (<i>muitíssimo confiante</i>) pontos.</p>     <p>Em termos de estudos internacionais, destaca-se o trabalho de Bond et al. (2015),    realizado na Austrália com estudantes de enfermagem (<i>n</i> = 292) e medicina    (<i>n</i> = 142). O desenho utilizado, com avaliação de pré e pós teste utilizou    duas intervenções distintas, uma com formação presencial e outra com formação    <i>online</i>. O programa foi administrado a quatro subgrupos. Os estudantes    de enfermagem foram divididos em dois subgrupos, um subgrupo recebeu o programa    <i>online</i> e o outro o programa presencial, e o mesmo aconteceu com os estudantes    de medicina.</p>     <p>No que concerne aos estudantes de enfermagem, o programa revelou tamanhos de    efeito (<i>d</i> de Cohen) elevados (em ambas as tipologias de curso) para os    conhecimentos, intenção de prestar primeiros socorros e confiança em prestar    ajuda e apoio. Ao nível do estigma (pessoal e percebido), os tamanhos de efeito    observados foram bem mais modestos, situando-se entre o baixo e o moderado.</p>     <p>O estudo de Burns et al. (2017), também realizado na Austrália, utilizou uma    amostra de estudantes do 1.º ano do curso de enfermagem, com um desenho experimental,    com grupo experimental (<i>n</i> = 59) e grupo de controlo (<i>n</i> = 81) e    três avaliações, pré, pós intervenção e <i>follow-up</i> (2 meses após a intervenção).</p>     <p>Os resultados do estudo apontaram para uma melhoria, com significado estatístico,    ao nível do conhecimento, confiança para ajudar alguém, intenção de prestar    ajuda e uma diminuição no estigma e distância social. Os autores apresentam    as medidas de variação explicada (eta quadrado parcial) para determinar os tamanhos    de efeito. Os resultados, apesar de estatisticamente significativos em 60% dos    testes estatísticos realizados (Anova de medidas repetidas: grupo*tempo), revelaram    valores modestos (moderado) de variação explicada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita às revisões sistemáticas da literatura com meta-análises, os    trabalhos incluem um número substancial de estudos aplicados a outros grupos    que não estudantes do ensino superior.</p>     <p>A primeira revisão efetuada por Hadlaczky et al. (2014) analisou 15 estudos    primários. Como se referiu, os estudos reportam a populações diferenciadas,    contudo, as análises comparativas efetuadas revelaram um incremento no conhecimento    acerca dos problemas de saúde mental, uma diminuição das atitudes estigmatizantes    e um incremento dos comportamentos de intenção de prestação de primeiros socorros    à pessoa em situação de sofrimento.</p>     <p>Mais recentemente, a revisão de Morgan et al. (2018), efetuada a partir de    18 estudos primários, aponta para tamanhos de efeito que se situam entre o pequeno    e o moderado, no fim do programa, e até 6 meses após a sua frequência. As melhorias    observam-se no conhecimento sobre primeiros socorros em saúde mental, com valores    da medida de tamanho de efeito (<i>d</i> de Cohen) baixos a moderados, nas crenças    acerca da eficácia dos tratamentos, confiança em prestar primeiros socorros    a pessoas com problemas de saúde mental e intenção em prestar primeiros socorros.    Em termos de redução do estigma, o tamanho de efeito observado foi reduzido.</p>     <p>Todos os estudos referidos, quer analisados individualmente, quer a partir    da leitura e análise das revisões sistemáticas efetuadas, apontam para a eficácia    do programa de PSSM na capacitação das pessoas para a prestação de primeiros    socorros e primeira ajuda em saúde mental, contribuindo de modo substancial    para a melhoria da literacia em saúde mental acerca da depressão.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Hipótese</b></p>     <p>A frequência do programa PSSM pelos estudantes de enfermagem, contribui para    o incremento da literacia em saúde mental acerca da depressão.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, de nível IV, pré-experimental    com grupo único e avaliação pré e pós intervenção (Campbell & Stanley, 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra do estudo foi selecionada a partir da população de estudantes inscritos    e que frequentam o 2.º, 3.º e 4.º anos letivos do Curso de Licenciatura em Enfermagem    (CLE) de uma instituição de ensino da região centro de Portugal Continental.</p>     <p>A partir da população total foram selecionados aleatoriamente 90 estudantes,    repartidos equitativamente pelos anos letivos, tendo sido contactados via email    para participar no programa.</p>     <p>Responderam favoravelmente 46 estudantes que frequentaram o curso, sendo oito    (17,4%) do sexo masculino e 38 (82,3%) do sexo feminino. A média das idades    é de 20,74 anos (<i>DP</i> = 2,20 anos), sendo a idade mínima observada de 19    anos e máxima de 31 anos. O coeficiente de variação obtido para a idade é de    11%, o que revela um grupo homogéneo em termos da idade. Ao nível dos anos letivos    de frequência do curso, 60,90% frequentam o 2.º ano do CLE, 19,60% o 3.º ano    e 19,60% o 4.º ano.</p>     <p>Como instrumento utilizado na pré e pós intervenção, recorreu-se ao Questionário    de Avaliação da Literacia em Saúde Mental - QuALiSMental (Loureiro, 2015). Este    questionário é constituído por diferentes seções relativas a cada componente    da literacia em saúde mental. Todas as questões relativas à LSM são precedidas    por uma vinheta relatando um caso de depressão, de acordo com os critérios da    DSM-5 (Associação Americana de Psiquiatria, 2006) de uma jovem com 18 anos chamada    Joana. O conteúdo do texto da vinheta é o que se apresenta de seguida:</p>     <p>     <blockquote>A Joana é uma jovem de 18 anos que se tem sentido invulgarmente triste    durante as últimas semanas. Sente-se sempre cansada e tem problemas para adormecer    e manter o sono. Perdeu o apetite e ultimamente tem vindo a perder peso. Tem    dificuldade em concentrar-se no estudo e as suas notas desceram. Mesmo as tarefas    do dia-a-dia lhe parecem muito difíceis, pelo que tem adiado algumas decisões.    Os seus pais e amigos estão muito preocupados com ela. (Loureiro et al, 2013,    p. 2)</blockquote>     <p></p>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p>O questionário foi administrado em ambos os momentos em sala de formação, com    supervisão do formador.</p>     <p>O QuALiSMental foi previamente submetido à Comissão de Ética da Unidade de    Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E) da Escola Superior    de Enfermagem de Coimbra (N.º: P58-12/2011), tendo obtido parecer positivo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a realização do programa, foi solicitada autorização à direção da instituição,    tendo sido obtido parecer favorável e autorizada a sua aplicação.</p>     <p>O programa de PSSM teve a duração de 14 horas, distribuídas por 2 dias de formação    (7 horas/dia). Os formandos foram divididos em dois grupos, tendo o primeiro    grupo frequentado o programa nos dias 21 e 22 de abril de 2017 e o segundo grupo    nos dias 16 e 17 de maio de 2017.</p>     <p><b>Tratamento estatístico</b></p>     <p>Neste estudo foram utilizados os <i>softwares</i> IBM SPSS Statistics V24.0    e G-Power 3.1, este último para cálculo do poder observado (<i>PO</i>) do teste    (à posteriori).</p>     <p>Foram calculadas as estatísticas resumo adequadas e para testar a hipótese    recorreu-se ao teste de McNemar (usando a distribuição binomial).</p>     <p>Posteriormente, calcularam-se as <i>odds ratio</i> (<i>OR</i>) e a medida de    tamanho de efeito, sendo utilizado o <i>g</i> de Cohen (1988). Para a interpretação    dos resultados, utilizaram-se os valores referência apresentados por Cohen (1988),    sendo que os valores podem ser positivos ou negativos, consoante a direcionalidade    da hipótese alternativa. Assim os valores de tamanho de efeito são considerados    pequenos se <i>g</i> = 0,5; médios se <i>g</i> = 0,15, e grandes se <i>g</i>    = 0,25.</p>     <p>O cálculo do PO do teste foi realizado, depois de calculadas as OR no contexto    do teste de McNemar.</p>     <p>Nas tabelas apresentadas na secção de resultados, as percentagens apresentadas    (antes e depois), correspondem aos totais marginais em linha e em coluna para    as respostas assinaladas como <i>sim</i> (1.ª e 5.ª componentes) ou <i>útil</i>    (componentes 2; 3 e 4).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A comparação dos resultados obtidos nas avaliações efetuadas com o QuALiSMental    antes e depois da frequência do programa de PSSM, com a aplicação do teste de    McNemar, permite-nos observar (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a02t1.jpg">Tabela    1</a>) na 1.ª componente (reconhecimento das perturbações mentais de modo a    promover e facilitar a procura de ajuda), um aumento com significado estatístico    no rótulo da &ldquo;depressão&rdquo; (<i>p</i> < 0,05; <i>g</i> = 0,38; <i>PO</i> = 0,74).    Observam-se decréscimos estatisticamente significativos no assinalar dos rótulos    &ldquo;stresse&rdquo; (<i>p</i> < 0,001; <i>g</i> = -0,40; <i>PO</i> = 1,00), &ldquo;esgotamento    nervoso&rdquo; (<i>p</i> < 0,001; <i>g</i> = -0,50; <i>PO</i> = 1,00), &ldquo;problemas    emocionais/comportamentais/mentais&rdquo; (<i>p</i> < 0,01; <i>g</i> = -0,35; <i>PO</i>    = 0,99), &ldquo;anorexia&rdquo; (<i>p</i> < 0,05; <i>g</i> = -0,50; <i>PO</i> = 1,00) e    &ldquo;ansiedade&rdquo; (<i>p</i> < 0,001; <i>g</i> = -0,46; <i>PO</i> = 0,99).</p>     
<p>Em termos globais, a correta identificação da situação descrita na vinheta    aumentou com a frequência do programa, passando de 47,80% para 80,40% (<i>p</i>    < 0,01; <i>g</i> = 0,30; <i>PO</i> = 0,94). As medidas de tamanho de efeito    (<i>g</i>), para os resultados estatisticamente significativos, revelam um efeito    grande (<i>g</i> = 0,25), com estimativas de <i>PO</i> dos testes adequados.</p>     <p>No que concerne à 2.ª componente (conhecimentos sobre os profissionais e tratamentos    disponíveis), observa-se (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a02t1.jpg">Tabela    1</a>) um aumento com significado estatístico na perceção de utilidade do &ldquo;professor&rdquo;    (<i>p</i> < 0,05; <i>g</i> = 0,25; <i>PO</i> = 0,74), do &ldquo;psiquiatra&rdquo; (<i>p</i>    < 0,001; <i>g</i> = 0,43; <i>PO</i> = 0,99) e do &ldquo;serviço telefónico de aconselhamento&rdquo;    (<i>p</i> = 0,001; <i>g</i> = 0,39; <i>PO</i> = 0,99). Em termos de produtos    e medicamentos, observa-se ainda um decréscimo com significado estatístico nos    produtos não sujeitos a prescrição médica como são os &ldquo;chás&rdquo; (<i>p</i> < 0,01;    <i>g</i> = -0,41; <i>PO</i> = 0,93), e um aumento estatisticamente significativo    nos &ldquo;antidepressivos&rdquo; (<i>p</i> < 0,001; <i>g</i> = 0,46; <i>PO</i> = 0,99)    e &ldquo;comprimidos para dormir&rdquo; (<i>p</i> < 0,05; <i>g</i> = 0,28; <i>PO</i> = 0,81).</p>     
<p>Na 3.ª componente (conhecimentos sobre a eficácia das estratégias de autoajuda;    <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a02t1.jpg">Tabela 1</a>), observa-se    um aumento da perceção de utilidade relativamente às estratégias: &ldquo;levantar-se    cedo todas as manhãs e ir apanhar sol pela manhã&rdquo; (<i>p</i> < 0,001; <i>g</i>    = 0,43; <i>PO</i> = 0,99); &ldquo;consultar um website que contenha informação&rdquo; (<i>p</i>    < 0,001; <i>g</i> = 0,50; <i>PO</i> = 1,00); &ldquo;ler um livro de autoajuda sobre    o problema&rdquo; (<i>p</i> < 0,01; <i>g</i> = 0,31; <i>PO</i> = 0,83); e &ldquo;juntar-se    a um grupo de apoio para pessoas&rdquo; (<i>p</i> < 0,05; <i>g</i> = 0,29; <i>PO</i>    = 0,65).</p>     
<p>Em termos da 4.ª componente observam-se mudanças com significado estatístico,    nomeadamente em termos de &ldquo;perguntar se tem tendências suicidas&rdquo; (<i>p</i> <    0,001; <i>g</i> = 0,46; <i>PO</i> = 0,99) e &ldquo;incentivar a praticar exercício    físico&rdquo; (<i>p</i> < 0,001; <i>g</i> = 0,50; <i>PO</i> = 1,00).</p>     <p>Na 5.ª componente (conhecimentos do modo de como se podem prevenir as perturbações    mentais), observa-se (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a02t1.jpg">Tabela    1</a>) um acréscimo estatisticamente significativo nas estratégias &ldquo;prática    de exercício físico&rdquo; (<i>p</i> < 0,05; <i>g</i> = 0,50; <i>PO</i> = 1,00); na    &ldquo;não utilização de bebidas alcoólicas&rdquo; (<i>p</i> < 0,05; <i>g</i> = 0,38; <i>PO</i>    = 0,74) e &ldquo;ter uma crença religiosa e espiritual&rdquo; (<i>p</i> < 0,001; <i>g</i>    = 0,41; <i>PO</i> = 0,93). No item relativo à prevenção dos problemas de saúde    mental, através do &ldquo;evitamento de situações geradoras de stress&rdquo;, observa-se    um decréscimo com significado estatístico (<i>p</i> < 0,01; <i>g</i> = 0,40;    <i>PO</i> = 0,91).</p>     
<p>Os participantes foram ainda questionados, antes e depois da frequência do    programa de PSSM, acerca da intenção de procura de ajuda (caso estivessem a    viver uma situação semelhante), e em que medida se sentiam confiantes para prestar    ajuda à Joana.</p>     <p>Como se pode observar na <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a02t2.jpg">Tabela    2</a>, no caso de a intenção de pedido de ajuda, inicialmente 71,70% referem    a intenção de pedido/procura de ajuda, valor que passou para os 91,30% no fim    do programa. Este aumento mostrou-se estatisticamente significativo (<i>p</i>    < 0,01; <i>g</i> = 0,50; <i>PO</i> = 1,00).</p>     
<p>No que respeita à confiança para prestar ajuda, o formato de resposta apresentava-se    numa escala tipo <i>Likert</i>, de 1 (<i>nada confiante</i>) a 5 pontos (<i>muitíssimo    confiante</i>). Como se pode observar, os resultados da aplicação do teste <i>t</i>    para grupos emparelhados revelam diferenças estatisticamente significativas    (t<sub>(45)</sub>= -7,020; <i>p</i> < 0,01; <i>d</i> = -2,09; <i>PO</i> = 0,99),    com uma melhoria na confiança de prestar ajuda do primeiro momento (3,09) para    o segundo momento (4,09).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussão</b></p>     <p>Os resultados deste estudo merecem desde logo uma reflexão relativamente aos    seus limites e fragilidades, nomeadamente relacionados com o desenho de investigação    utilizado (pré-experimental com grupo único). A não existência de um grupo de    controlo, e inclusive, não ter <i>follow-up</i>, pode ter implicações em termos    de validade do estudo. Outro limite prende-se com as características da amostra,    nomeadamente o facto de não ter uma distribuição equitativa pelos 3 anos letivos,    já que são estudantes maioritariamente do 2.º ano letivo (60,90%), o que indicia    que no grupo existem experiências muito diferenciadas em termos de aprendizagem    e contacto com a área da saúde/doenças mentais. Estes limites têm como consequência    a necessidade de se ser cauteloso nas interpretações produzidas em termos da    análise efetuada aos resultados obtidos com o programa.</p>     <p>Os estudos realizados com estudantes de enfermagem e cujas amostras são homogéneas    em termos de ano letivo e experiências de ensino (Sousa, 2015), apresentam resultados    muito semelhantes aos obtidos neste estudo.</p>     <p>Se compararmos apenas os resultados no momento inicial com os obtidos noutra    tipologia de amostras, por exemplo adolescentes e jovens (Loureiro et al., 2013),    os resultados indicam um nível mais elevado de literacia em saúde mental na    nossa amostra.</p>     <p>Por exemplo, no momento prévio à frequência do programa, 40,80% dos estudantes    identificaram corretamente o problema de saúde descrito como depressão. Na amostra    de adolescentes e jovens do 3.º ciclo do ensino básico e ensino secundário,    27,20% dos estudantes identifica corretamente a situação como depressão (Loureiro    et al., 2013). Se se pensar que o reconhecimento do problema é uma condição    prévia que pode favorecer a procura de ajuda em saúde mental (Jorm, 2014), esta    diferença observada nos estudantes de enfermagem sugere desde logo mudanças    positivas na forma de encarar os problemas de saúde mental.</p>     <p>Em causa não está a capacidade de diagnóstico, não é essa a intenção nem o    que é avaliado pelo instrumento nem promovido pelo programa, mas neste caso    a utilização de rótulos que indiciem a problematização do problema e o reconhecimento    adequado dos sinais e valorização dos sintomas.</p>     <p>Se se compararem os resultados nas cinco componentes da LSM com os que são    obtidos noutros estudos, verifica-se que em termos gerais, e dos 50 itens analisados,    em 50% se observaram mudanças com significado estatístico, com ênfase para o    aumento no reconhecimento e valorização dos problemas de saúde mental, competências    e confiança para prestar primeiros socorros e intenção de procura de ajuda em    saúde mental. Em todos os casos, as medidas de tamanho de efeito revelam efeitos    elevados, o que está em consonância com os resultados obtidos noutros estudos    em que o programa foi aplicado a amostras de estudantes de enfermagem (Sousa,    2015; Bond et al., 2015; Burns et al., 2017).</p>     <p>Nos itens em que não se encontram diferenças, na maioria dos casos essas diferenças    não eram expectáveis, uma vez que os estudantes já apresentam um nível ajustado    de LSM no momento prévio à frequência do programa de PSSM.</p>     <p>Por exemplo, nos conhecimentos e competências para prestar primeiros socorros    e primeira ajuda (4.ª componente), no momento inicial, todos os estudantes consideram    útil &ldquo;ouvir os seus problemas de forma compreensiva&rdquo;. Nas estratégias que são    desajustadas (prejudiciais), apenas uma minoria considera útil, por exemplo,    &ldquo;dizer-lhe com firmeza para andar para a frente&rdquo;, valor que se torna residual    na pós intervenção.</p>     <p>Ainda nesta componente, assume especial relevância o item &ldquo;perguntar se tem    tendências suicidas&rdquo;. De facto, muitas pessoas pensam e têm relutância em falar    sobre pensamentos suicidas, pensando mesmo que é uma forma de sugerir ou incentivar    esse tipo de ideias nas pessoas que estão em sofrimento, quando a evidência    revela o contrário, ao ser questionada a pessoa pode expressar os seus sentimentos    e isso ser um fator desencadeante da procura de ajuda profissional (Jorm, 2014;    Loureiro, 2014). Os resultados obtidos para esta componente, e especificamente    a estratégia de ação referida, estão em consonância com os obtidos noutros estudos    (Sousa, 2015; Bond et al., 2015; Burns et al., 2017), o que é indicador acerca    da eficácia do programa neste domínio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Comparando os resultados obtidos neste estudo com a evidência produzida no    cômputo geral da eficácia do programa noutros contextos (Hadlaczky et al., 2014;    Morgan et al., 2018), podemos observar que eles não se afastam do reportado    nesses estudos, mesmo que as amostras sejam diferenciadas. Todos os estudos    são unânimes em referir o programa como adequado e eficaz no incremento da LSM.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>Os resultados obtidos no estudo atestam que o programa de PSSM deve ser utilizado    como uma intervenção adequada, eficaz e conducente ao incremento da literacia    em saúde mental dos estudantes de enfermagem. As mudanças observadas em termos    das componentes da LSM são satisfatórias e promissoras, o que nos leva a concluir    que o programa aumenta os conhecimentos acerca dos problemas de saúde mental,    acerca da depressão, assim como a intenção de procura de ajuda e a confiança    em prestar primeiros socorros e primeira ajuda em saúde mental.</p>     <p>Estudos ulteriores acerca da sua eficácia deverão privilegiar desenhos experimentais,    com recurso a grupos de controlo e grupo experimental, randomização dos sujeitos    pelos grupos, e ainda avaliação de <i>follow-up</i>.</p>     <p>O programa é adequado para outros contextos/áreas do ensino superior, e não    apenas aos cursos relacionados com a área de saúde, ainda que sejam nestes grupos    que a evidência mostra um risco acrescido de desenvolver problemas de saúde    mental.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências bibliográficas</b></p>     <!-- ref --><p>Associação Americana de Psiquiatria. (2006). DSM-IV-TR: Manual de diagnóstico    e estatística das perturbações mentais. Lisboa, Portugal: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058440&pid=S0874-0283201900010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bond, K. S., Jorm, A. F., Kitchener, B. A., & Reavley, N. J. (2015). Mental    health first aid training for Australian medical and nursing students: an evaluation    study. BMC Psychology, 3. doi: 10.1186/s40359-015-0069-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058442&pid=S0874-0283201900010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Burns, S., Crawford, G., Hallett, J., Hunt, K., Chih, H., & Tilley, P. (2017).    What&rsquo;s wrong with John? A randomised controlled trial of Mental Health First    Aid (MHFA) training with nursing students. BMC Psychiatry,17(1), 111. doi: 10.1186/s12888-017-1278-2</p>     <!-- ref --><p>Campbell, D. T., & Stanley, J. C. (2005). Diseños experimentales y cuasiexperimentales    en la investigación social (9.ª ed). Buenos Aires, Argentina: Amorrortu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058444&pid=S0874-0283201900010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cohen, J. (1988). Statistical power analysis for the behavioral sciences. New    Jersey, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</p>     <!-- ref --><p>Hadlaczky, G., Hökby, S., Mkrtchian, A., Carli, V., & Wasserman, D. (2014).    Mental health first aid is an effective public health intervention for improving    knowledge, attitudes, and behaviour: A meta-analysis. International Review of    Psychiatry, 26(4), 467–475. doi: 10.3109/09540261.2014.924910&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058447&pid=S0874-0283201900010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jorm, A. (2000). Mental health literacy: Public knowledge and beliefs about    mental disorders. The British Journal of Psychiatry: The Journal of Mental Science,    177(5), 396–401. Recuperado de <a href="https://pdfs.semanticscholar.org/8fcf/4d1ff7f80da4be456cdad63405f0b53dc71a.pdf"target="_blank">https://pdfs.semanticscholar.org/8fcf/4d1ff7f80da4be456cdad63405f0b53dc71a.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058448&pid=S0874-0283201900010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jorm, A. (2014). Mental health literacy promoting public action to reduce mental    health problems. In L. M. Loureiro (Ed.), Literacia em saúde mental: Capacitar    as pessoas e as comunidades para agir (Vol. 8, pp. 27-39). Coimbra, Portugal:    Escola Superior de Enfermagem de Coimbra/Unidade de Investigação em Ciências    da Saúde: Enfermagem.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058449&pid=S0874-0283201900010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jorm, A., Korten, A., Jacomb, P., Christensen, H., Rodgers, B., & Pollitt,    P. (1997). Mental health literacy: A survey of the public&rsquo;s ability to recognize    mental disorders and their beliefs about the effectiveness of treatment. Medicine    Journal of Australia, 166(4), 182-186.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kitchener, B., & Jorm, A. (2002). Mental health first aid training for the    public: Evaluation of effects on knowledge, attitudes and helping behavior.    BMC Psychiatry, 2, 10. doi: 10.1186/1471-244X-2-10&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058452&pid=S0874-0283201900010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kitchener, B., & Jorm, A. (2002). Mental health first aid manual. Canberra,    Australia: Center for Mental Health Research.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058453&pid=S0874-0283201900010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kitchener, B., & Jorm, A. (2006). Mental health first aid training: Review    of evaluation studies. Australian and New Zealand Journal of Psychiatry, 40(1),    6–8. doi: 10.1111/j.1440-1614.2006.01735.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058455&pid=S0874-0283201900010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Loureiro, L. (2014). Primeira ajuda em saúde mental. Coimbra, Portugal: Escola    Superior de Enfermagem de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058456&pid=S0874-0283201900010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Loureiro, L. M., Jorm, A., Mendes, A., Santos, J., Ferreira, R., & Pedreiro,    A., (2013). Mental health literacy about depression: A survey of portuguese    youth. BMC Psychiatry, 13, 129. doi: 10.1186/1471-244X-13-129&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058458&pid=S0874-0283201900010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Loureiro, L., Sousa, C., & Gomes, S. (2014). Primeira ajuda em saúde mental:    Pressupostos e linhas orientadoras de acção. In Literacia em saúde mental: Capacitar    as pessoas e as comunidades para agir (Vol. 8, pp. 63-77). Coimbra, Portugal:    Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058459&pid=S0874-0283201900010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Loureiro, L. (2015). Questionário de avaliação da literacia em saúde mental:    QuALiSMental: Estudo das propriedades psicométricas. Revista de Enfermagem Referência,    4(4),79–88. doi: 10.12707/RIV14031&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058461&pid=S0874-0283201900010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McCann, T., Lu, S., & Berryman, C. (2009). Mental health literacy of Australian    bachelor of nursing students: A longitudinal study. Journal of Psychiatric and    Mental Health Nursing, 16(1), 61-67. doi: 10.1111/j.1365-2850.2008.01330.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058462&pid=S0874-0283201900010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Morgan, A., Ross, A., & Reavley, N. (2018). Systematic review and meta-analysis    of mental health first aid training: Effects on knowledge, stigma, and helping    behaviour. PLoS ONE, 13(5), 1–20. doi: 10.1371/journal.pone.0197102&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058463&pid=S0874-0283201900010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pulido-Martos, M., Augusto-Landa, J., & Lopez-Zafra, E. (2012). Sources of    stress in nursing students: A systematic review of quantitative studies. International    Nursing Review, 59(2), 15–25. doi: 10.1111/j.1466-7657.2011.00939.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058464&pid=S0874-0283201900010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sousa, C. (2015). Programa de primeira ajuda em saúde mental: Avaliação da    intervenção (Dissertação de mestrado). Escola Superior de Enfermagem de Coimbra,    Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1058465&pid=S0874-0283201900010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publicação em: 30.11.18</p>     <p>Aceite para oublicação em: 07.03.19</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Associação Americana de Psiquiatria</collab>
<source><![CDATA[DSM-IV-TR: Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bond]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jorm]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kitchener]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reavley]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health first aid training for Australian medical and nursing students: an evaluation study]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Psychology]]></source>
<year>2015</year>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burns]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crawford]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hallett]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chih]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tilley]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What’s wrong with John?: A randomised controlled trial of Mental Health First Aid (MHFA) training with nursing students]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Psychiatry]]></source>
<year>2017</year>
<volume>17</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>111</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stanley]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Diseños experimentales y cuasiexperimentales en la investigación social]]></source>
<year>2005</year>
<edition>9</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Buenos Aires ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Amorrortu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Statistical power analysis for the behavioral sciences]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[New Jersey ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lawrence Erlbaum Associates]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hadlaczky]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hökby]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mkrtchian]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carli]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wasserman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health first aid is an effective public health intervention for improving knowledge, attitudes, and behaviour: A meta-analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[International Review of Psychiatry]]></source>
<year>2014</year>
<volume>26</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>467-475</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jorm]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health literacy: Public knowledge and beliefs about mental disorders]]></article-title>
<source><![CDATA[The British Journal of Psychiatry: The Journal of Mental Science]]></source>
<year>2000</year>
<volume>177</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>396-401</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jorm]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health literacy promoting public action to reduce mental health problems]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Literacia em saúde mental: Capacitar as pessoas e as comunidades para agir]]></source>
<year>2014</year>
<volume>8</volume>
<page-range>27-39</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra/Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jorm]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Korten]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jacomb]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Christensen]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodgers]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pollitt]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health literacy: A survey of the public’s ability to recognize mental disorders and their beliefs about the effectiveness of treatment]]></article-title>
<source><![CDATA[Medicine Journal of Australia]]></source>
<year>1997</year>
<volume>166</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>182-186</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kitchener]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jorm]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health first aid training for the public: Evaluation of effects on knowledge, attitudes and helping behavior]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Psychiatry]]></source>
<year>2002</year>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kitchener]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jorm]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mental health first aid manual]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Canberra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Center for Mental Health Research]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kitchener]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jorm]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health first aid training: Review of evaluation studies]]></article-title>
<source><![CDATA[Australian and New Zealand Journal of Psychiatry]]></source>
<year>2006</year>
<volume>40</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>6-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Primeira ajuda em saúde mental]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jorm]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pedreiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health literacy about depression: A survey of portuguese youth]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Psychiatry]]></source>
<year>2013</year>
<numero>13</numero>
<issue>13</issue>
<page-range>129</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Primeira ajuda em saúde mental: Pressupostos e linhas orientadoras de acção]]></article-title>
<source><![CDATA[Literacia em saúde mental: Capacitar as pessoas e as comunidades para agir]]></source>
<year>2014</year>
<volume>8</volume>
<page-range>63-77</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questionário de avaliação da literacia em saúde mental: QuALiSMental: Estudo das propriedades psicométricas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></source>
<year>2015</year>
<volume>4</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>79-88</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McCann]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lu]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berryman]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health literacy of Australian bachelor of nursing students: A longitudinal study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Psychiatric and Mental Health Nursing]]></source>
<year>2009</year>
<volume>16</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>61-67</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ross]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reavley]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Systematic review and meta-analysis of mental health first aid training: Effects on knowledge, stigma, and helping behaviour]]></article-title>
<source><![CDATA[PLoS ONE]]></source>
<year>2018</year>
<volume>13</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1-20</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pulido-Martos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Augusto-Landa]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopez-Zafra]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sources of stress in nursing students: A systematic review of quantitative studies]]></article-title>
<source><![CDATA[International Nursing Review]]></source>
<year>2012</year>
<volume>59</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>15-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Programa de primeira ajuda em saúde mental: Avaliação da intervenção]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
