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<journal-title><![CDATA[Revista de Enfermagem Referência]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.12707/RIV18035</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pneumonia associada à ventilação mecânica invasiva: cuidados de enfermagem]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Bragança Escola Superior de Saúde ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Ventilator-associated pneumonia is an infection susceptible to prevention with the compliance of measures (bundle), whose prevention is a huge challenge for nursing practice. Objectives: To identify nursing procedures in patients undergoing invasive mechanical ventilation and the development of pneumonia in intensive care medicine. Methods: Longitudinal and descriptive study carried out in the Intensive Care Unit of a hospital in the north of Portugal, between 01/11/2017 and 28/02/2018, with a sample of 20 nurses and a total of 102 observations. The data collection instrument used was a questionnaire for the characterization of the sample and a grid of direct observation. Data were entered and analyzed using Microsoft Excel 2016. Results: The verification of the cuff pressure and the aspiration of secretions were the procedures with lower participation. A 0.3% rate of ventilator-associated pneumonia occurred. Conclusion: The frequency of pneumonia in ventilated patients was low, as there was a high rate of adherence to the bundle.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Marco contextual: La neumonía asociada a la ventilación mecánica es una infección que se puede prevenir si se cumplen unas medidas (bundle). Su prevención constituye un gran desafío para la práctica de enfermería. Objetivos: Identificar los procedimientos de enfermería en pacientes sometidos a la ventilación mecánica invasiva con desarrollo de neumonía en un servicio de medicina intensiva. Metodología: Estudio longitudinal y descriptivo realizado en el servicio de Medicina Intensiva de un hospital del norte de Portugal, entre el 1/11/2017 y el 28/2/2018, con una muestra de 20 enfermeros y un total de 102 observaciones. El instrumento de recogida de datos utilizado fue un cuestionario para caracterizar la muestra y una tabla de observación directa. Los datos se introdujeron y se analizaron a través del Microsoft Excel 2016. Resultados: La verificación de la presión del brazalete (cuff) y la aspiración de secreciones fueron los procedimientos que registraron menor adhesión. Se verificó una tasa de neumonía asociada a la ventilación del 0,3%. Conclusión: La frecuencia de neumonía en los pacientes ventilados fue baja, y se verificó una elevada tasa de adhesión a la bundle.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGAÇÃO</b></p>     <p align="right"><b>RESEARCH PAPER</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Pneumonia associada à ventilação mecânica invasiva: cuidados de enfermagem</b></p>     <p><b>Pneumonia associated with invasive mechanical ventilation: nursing care</b></p>     <p><b>Neumonía asociada a la ventilación mecánica invasiva: cuidados de enfermería</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>João Ricardo Miranda da Cruz</b><a href="#a1">*</a><a name="topa1"></a>        <br>   <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-4316-481X">https://orcid.org/0000-0002-4316-481X</a></p>     
<p><b>Matilde Delmina da Silva Martins</b><a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a>        ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-2656-5897">https://orcid.org/0000-0003-2656-5897</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa1">*</a><a name="a1"></a> MSc., Enfermeiro, Unidade Local de    Saúde do Nordeste - Unidade Hospitalar de Bragança, 5301-852, Bragança, Portugal    [<a href="mailto:j_r_cruz@sapo.pt">j_r_cruz@sapo.pt</a>]. Contribuição no artigo:    pesquisa bibliográfica; recolha de dados; tratamento e avaliação estatística;    análise e discussão de dados; redação do artigo. Morada para correspondência:    Avenida das Forças Armadas, nº 12, 5º Esq., 5300-440, Bragança, Portugal.</p>     <p><a href="#topa2">**</a><a name="a2"></a> Ph.D., Professora Adjunta, Escola    Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Bragança, 5300-121 Bragança, Portugal    [<a href="mailto:matildemartins@ipb.pt">matildemartins@ipb.pt</a>]. Unidade    de Investigação em Ciências da Saúde (UICISA). Contribuição no artigo: análise    estatística dos dados, discussão dos resultados, revisão global do artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Enquadramento</b>: A pneumonia associada à ventilação mecânica é uma infeção    passível de prevenção com o cumprimento de medidas (<i>bundle</i>) e a sua prevenção    constitui um grande desafio para a prática de enfermagem.</p>     <p><b>Objetivos</b>: Identificar os procedimentos de enfermagem em doentes submetidos    a ventilação mecânica invasiva e o desenvolvimento de pneumonia num serviço    de medicina intensiva.</p>     <p><b>Metodologia</b>: Estudo longitudinal e descritivo realizado no serviço de    Medicina Intensiva de um hospital do norte de Portugal, entre 01/11/2017 a 28/02/2018,    com uma amostra de 20 enfermeiros e um total de 102 observações. O instrumento    de recolha de dados utilizado foi um questionário para a caracterização da amostra    e uma grelha de observação direta. Os dados foram introduzidos e analisados    através do Microsoft Excel 2016.</p>     <p><b>Resultados</b>: A verificação da pressão do <i>cuff</i> e a aspiração de    secreções foram os procedimentos que registaram menor adesão. Verificou-se uma    taxa de pneumonia associada à ventilação de 0,3%.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusão</b>: A frequência de pneumonia nos doentes ventilados foi baixa,    verificando-se uma elevada taxa de adesão à <i>bundle</i>.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: pneumonia associada à ventilação mecânica; cuidados    críticos; cuidados de enfermagem; prevenção e controle</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Background</b>: Ventilator-associated pneumonia is an infection susceptible    to prevention with the compliance of measures (bundle), whose prevention is    a huge challenge for nursing practice.</p>     <p><b>Objectives</b>: To identify nursing procedures in patients undergoing invasive    mechanical ventilation and the development of pneumonia in intensive care medicine.</p>     <p><b>Methods</b>: Longitudinal and descriptive study carried out in the Intensive    Care Unit of a hospital in the north of Portugal, between 01/11/2017 and 28/02/2018,    with a sample of 20 nurses and a total of 102 observations. The data collection    instrument used was a questionnaire for the characterization of the sample and    a grid of direct observation. Data were entered and analyzed using Microsoft    Excel 2016.</p>     <p><b>Results</b>: The verification of the cuff pressure and the aspiration of    secretions were the procedures with lower participation. A 0.3% rate of ventilator-associated    pneumonia occurred.</p>     <p><b>Conclusion</b>: The frequency of pneumonia in ventilated patients was low,    as there was a high rate of adherence to the bundle.</p>     <p><b>Keywords</b>: pneumonia, ventilator-associated; critical care; nursing care;    prevention and control</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p><b>Marco contextual</b>: La neumonía asociada a la ventilación mecánica es    una infección que se puede prevenir si se cumplen unas medidas (<i>bundle</i>).    Su prevención constituye un gran desafío para la práctica de enfermería.</p>     <p><b>Objetivos</b>: Identificar los procedimientos de enfermería en pacientes    sometidos a la ventilación mecánica invasiva con desarrollo de neumonía en un    servicio de medicina intensiva.</p>     <p><b>Metodología</b>: Estudio longitudinal y descriptivo realizado en el servicio    de Medicina Intensiva de un hospital del norte de Portugal, entre el 1/11/2017    y el 28/2/2018, con una muestra de 20 enfermeros y un total de 102 observaciones.    El instrumento de recogida de datos utilizado fue un cuestionario para caracterizar    la muestra y una tabla de observación directa. Los datos se introdujeron y se    analizaron a través del Microsoft Excel 2016.</p>     <p><b>Resultados</b>: La verificación de la presión del brazalete (<i>cuff</i>)    y la aspiración de secreciones fueron los procedimientos que registraron menor    adhesión. Se verificó una tasa de neumonía asociada a la ventilación del 0,3%.</p>     <p><b>Conclusión</b>: La frecuencia de neumonía en los pacientes ventilados fue    baja, y se verificó una elevada tasa de adhesión a la <i>bundle</i>.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: neumonía asociada al ventilador; cuidados críticos;    atención de enfermería; prevención y control</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com os avanços técnico-científicos na área da medicina intensiva há uma multiplicidade    de instrumentos invasivos de suporte à vida, fundamentais ao doente crítico,    contudo, interferem nos mecanismos naturais de defesa do organismo, obrigando    o profissional de saúde a um conhecimento e habilidade com o propósito de minimizar    todos os riscos inerentes (Padoveze, Dantas, & Almeida, 2010).</p>     <p>A ventilação mecânica invasiva (VMI) é um meio de suporte à vida utilizado    no serviço de medicina intensiva (SMI), consistindo num método que assiste ou    substitui a respiração espontânea do doente por ação de um ventilador, que é    conectado ao mesmo por uma via artificial, seja tubo orotraqueal ou traqueostomia.</p>     <p>A pneumonia associada à ventilação mecânica invasiva (PAVMI) representa uma    das infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) mais comuns no SMI (Guillamet    & Kollef, 2015).</p>     <p>Face à importância e à complexidade do problema de saúde, torna-se fulcral    a realização de intervenções que causem impacto na prevenção da PAVMI, levando    à redução da ocorrência de infeção, sendo crucial a adoção de medidas preventivas.    A utilização destas recomendações (<i>bundles</i>) tem como objetivo diminuir    a variabilidade de práticas, em que as suas intervenções estejam baseadas nas    melhores evidências científicas, acarretando a redução das taxas de incidência,    facultando a melhoria dos cuidados prestados e, por conseguinte, aportando um    melhor prognóstico do doente crítico.</p>     <p>Tem-se por objetivo geral deste estudo identificar os procedimentos de enfermagem    em doentes submetidos a VMI e o desenvolvimento de pneumonia num SMI.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento</b></p>     <p>O doente crítico exige um conjunto de meios técnicos e procedimentos invasivos    de diagnóstico e terapêutica para o restabelecimento e manutenção das suas funções    vitais, o que o torna suscetível a adquirir uma infeção decorrente dos cuidados    prestados. Por isso, segundo o Institute for Healthcare Improvement (IHI, 2008),    a pneumonia é associada à ventilação se o doente estiver entubado e sob VMI    no momento do diagnóstico ou nas 48 horas antecedentes ao início do quadro de    sintomas.</p>     <p>Quanto à VMI, esta é uma das técnicas de suporte à manutenção das funções vitais    da pessoa em situação crítica, compreendendo a introdução de um tubo endotraqueal    nas vias aéreas (orotraqueal ou traqueostomia), o que pode conduzir, deste modo,    a alguns riscos associados pelo seu cariz invasivo.</p>     <p>Os mecanismos de defesa naturais do doente quando submetido a VMI estão modificados,    muitas vezes diminuídos, por antecedentes pessoais prévios. Há a supressão da    proteção das vias aéreas superiores, devido à presença do tubo endotraqueal,    o que acarreta mudanças na fisiologia respiratória normal durante a VMI, induzindo    uma hipersecreção pulmonar, bem como um aumento da frequência das infeções respiratórias,    predispondo a um alto índice de morbimortalidade (Pombo, Almeida, & Rodrigues,    2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As estratégias de prevenção da PAVMI são de vital importância, as intervenções    delineadas são baseadas em conjuntos de medidas de prevenção, em inglês <i>bundles</i>,    em que essas recomendações específicas devem ser aplicadas de forma coordenada,    sujeitas a monitorização sistemática, recurso a auditorias e acompanhadas por    sensibilização e formação dos profissionais envolvidos (Tablan, Anderson, &    Besser, 2004).</p>     <p>A Direção-Geral da Saúde (DGS, 2016), no seu relatório Prevenção e Controlo    de Infeções e Antimicrobianos em Números (2016), destaca que a PAVMI é, das    IACS, a mais frequente nos SMI, cuja taxa de PAVMI em Portugal no ano de 2014    foi de 7,1% (pneumonias associadas a intubação por 1000 dias de intubação).    Deste modo, aporta um impacto significativo para os serviços de saúde, nomeadamente    por alongar o tempo de internamento nos SMI, prolongar o tempo de VMI e consequentemente    aumentar os custos para a instituição de saúde.</p>     <p>Em Portugal, a DGS emanou em 2015 uma norma sobre feixe de intervenções de    prevenção de PAVMI, que inclui as seguintes medidas: rever, reduzir e, se possível    parar diariamente a sedação, maximizando a titulação do seu nível ao mínimo    adequado ao tratamento; discutir e avaliar diariamente a possibilidade de desmame    ventilatório e/ou extubação, com formulação diária de plano de desmame/extubação;    manter a cabeceira do leito em ângulo igual ou superior a 30º e evitar momentos    de supina; realizar a higiene oral com gluconato de clorexidina a 0,2%, pelo    menos três vezes por dia, em todos os doentes, que previsivelmente permanecem    no SMI mais de 48 horas; manter circuitos ventilatórios limpos, substituindo-os    apenas quando visivelmente sujos ou disfuncionantes; a pressão do <i>cuff</i>    é medida de 4 em 4 horas, mantendo a pressão entre 20-30 cm H<sub>2</sub>O (ou    2 cm H<sub>2</sub>O acima da pressão de pico inspiratória).</p>     <p>Segundo Berwick (2014), na análise dos dados facultados pelo IHI relativos    aos hospitais que implementaram a <i>bundle</i>, concluíu-se que as taxas de    PAVMI reduziram até 40%.</p>     <p>De todas as medidas de prevenção da PAVMI, as mais utilizadas, conforme a literatura,    são as que decorrem da prestação de cuidados desempenhados pelos enfermeiros.    Gallagher (2012) salienta que os enfermeiros assumem um papel preponderante    na equipa multidisciplinar, salientando a elevada importância neste domínio    de cuidados de saúde, bem como a formação necessária como forma de sensibilização    e contribuição decisivamente para a prevenção, toda ela alicerçada na evidência    prática dos cuidados de enfermagem. Estes cuidados, por seu turno, são assentes    na qualidade e segurança, na etiologia e fisiopatologia da pneumonia associada    à ventilação (PAV), tornando-se uma excelente medida para prevenir a PAVMI no    doente (Gonçalves, Brasil, Ribeiro, & Tipple, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Questão de Investigação</b></p>     <p>Quais os procedimentos realizados pelos enfermeiros a desempenharem funções    no serviço de medicina intensiva de uma unidade hospitalar do norte de Portugal    na prevenção da pneumonia associada ao doente ventilado?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trata-se de um estudo longitudinal e descritivo realizado no SMI de uma unidade    hospitalar do norte de Portugal, no período de 01/11/2017 a 28/02/2018. A amostra    foi constituída por 20 enfermeiros, que representam 83,3% da equipa total de    enfermagem que exerce funções no serviço, e no período do estudo realizaram-se    102 procedimentos a doentes ventilados.</p>     <p>O instrumento de recolha de dados utilizado foi um questionário, constituído    por 10 questões fechadas, elaborado pelo investigador, para a caracterização    da amostra, que inclui: idade, sexo, habilitações académicas e profissionais,    experiência profissional, formação na área da prevenção da PAVMI e perceção    dos conhecimentos que cada elemento da amostra detém do tema. O questionário,    foi entregue em envelope fechado a cada um dos enfermeiros e recolhido da mesma    forma pela enfermeira-chefe do serviço.</p>     <p>Para registo dos procedimentos de enfermagem ao doente ventilado, utilizou-se    uma grelha de observação direta, constituída por seis itens dicotómicos, elaborada    com base no feixe de intervenções de prevenção de pneumonia associada à intubação    adaptado da Norma 021/2015 da DGS, última atualização em 30/05/2017. Assim,    constam deste instrumento de recolha dos dados as seguintes orientações: elevação    da cabeceira do doente, higiene oral, aspiração de secreções, circuitos ventilatórios,    pressão do <i>cuff</i> do tubo; &ldquo;que agrupadas e implementadas de forma integrada,    promovem o melhor resultado, com maior impacto do que a mera adição do efeito    de cada uma das intervenções individualmente&rdquo; (DGS, 2015, p. 5). Acrescentou-se    uma intervenção referente à higienização das mãos, pela importância e relevância    de que esta prática se reveste na prevenção de todas as IACS, nomeadamente a    PAV. A recolha de dados da grelha de observação direta foi realizada nos três    turnos (manhã, tarde e noite), no primeiro cuidado em que o enfermeiro aplica    o feixe de intervenções na prevenção da PAV ao doente com VMI. Para a realização    das observações diretas, além das realizadas pelo autor deste estudo, contou-se    com a colaboração dos elementos que estiveram a estagiar no serviço de medicina    intensiva da Unidade Local de Saúde do Nordeste e a frequentar o Curso de Mestrado    de Enfermagem Médico-Cirúrgica do Instituto Politécnico de Bragança - Escola    Superior de Saúde de Bragança. Previamente, foi realizada uma explicação meticulosa    dos comportamentos a observar e a registar.</p>     <p>Os dados relativos à frequência de pneumonia nos doentes ventilados no SMI    da ULSNE - Unidade Hospitalar de Bragança, referente ao período do estudo, foram    fornecidos pelo diretor de serviço, sendo a fonte dos mesmos o Grupo Controlo    Local (GCL) - Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e das Resistências    aos Antimicrobianos (PPCIRA).</p>     <p>O estudo foi submetido a apreciação e autorização pelo presidente de Conselho    de Administração, referência N/REF 117 11-15;14 006491 em 25 de outubro de 2017.    Todos os participantes do estudo fizeram-no de forma voluntária, tendo cada    um deles assinado a declaração de consentimento livre e esclarecido.</p>     <p>A análise dos dados recolhidos foi efetuada recorrendo ao programa Microsoft    Excel 2016, tendo sido calculadas as frequências absolutas e relativas para    as variáveis ordinais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A amostra foi constituída por 20 enfermeiros, maioritariamente do sexo feminino    (75%), na faixa etária entre os 30 e os 39 anos (50%), com licenciatura (30%)    e com especialidade em enfermagem (40%), sendo que destes, 15% era em enfermagem    médico-cirúrgica e igual proporção em reabilitação, com tempo de exercício em    enfermagem de 20 ou mais anos (50%) e tempo de exercício no SMI há menos de    5 anos e igual proporção há mais de 10 anos (45%; <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a10t1.jpg">Tabela    1</a>).</p>     
<p>Todos afirmam possuir conhecimentos na área da prevenção da PAV, 85% classificaram    esses conhecimentos como bons, 73,7% referem ter adquirido essa formação em    contexto de serviço e igual proporção diz que essa formação decorreu no último    ano (<a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a10t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram realizadas 102 observações no total, o número de observações por enfermeiro    variou entre duas e 12, registando-se uma média de cinco observações por enfermeiro.    No propósito de facilitar a interpretação dos resultados dos vários itens que    constituem a grelha de observação, dividem-se os mesmos em três partes: medidas    gerais de prevenção da PAV, higienização das mãos e aspiração de secreções.</p>     <p>Pela análise da <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a10t3.jpg">Tabela    3</a>, constata-se das 102 observações que a maioria dos procedimentos foram    realizados quase na totalidade. Não foi realizada a elevação da cama num doente,    devido a contraindicação por cirurgia abdominal; a higiene oral em dois doentes,    um deles devido a tamponamento nasal; a verificação dos circuitos ventilatórios    num doente e a pressão do <i>cuff</i> não foi verificada em 11 (10,8%) doentes.</p>     
<p>Da análise da <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a10t4.jpg">Tabela    4</a> é possível constatar que a higienização das mãos foi realizada na maioria    dos procedimentos, tendo-se verificado que não foi realizada em duas observações    após a aspiração de secreções, após o contacto com o doente e após o manuseamento    de material/equipamento respiratório.</p>     
<p>A <a href ="/img/revistas/ref/vserIVn20/IVn20a10t5.jpg">Tabela 5</a> mostra    que a aspiração de secreções foi realizada em 90,2%, sendo que em 5,9% foi feito    incorretamente, pois a cama do doente estava na posição horizontal no momento    da aspiração de secreções. Em 3,9% não foi realizada a aspiração de secreções.    O uso de equipamento de proteção individual (EPI) durante a aspiração de secreções    foi observado em 95,1%, o uso de luvas esterilizadas aquando da aspiração de    secreções no tubo endotraqueal em 88,2% das observações e em 11,8% não foram    utilizadas luvas.</p>     
<p>De acordo com os dados obtidos providenciados pelo GCL - PPCIRA da ULSNE relativamente    ao SMI, pode avaliar-se a frequência de PAVMI no período em que este estudo    foi realizado, verificando-se o diagnóstico de dois novos casos de PAV num universo    de 634 doentes/intubados/dia/mês correspondendo a uma taxa de 0,3%. Os agentes    patogénicos isolados foram <i>pseudomonas aeruginosa</i>, <i>enterobacter</i>    e <i>klebsiella pneumoniae</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>A amostra deste estudo é constituída por 20 profissionais de enfermagem, predominantemente    do sexo feminino (75%) com idade entre os 30 e os 39 anos (50%), correspondendo    ao perfil esperado para esta área, pois a realidade do doente crítico é aliciante    para os enfermeiros no início da carreira.</p>     <p>Relativamente às habilitações literárias, mais de metade (70%) da amostra detinha    formação avançada, desde especialidade, pós-graduação e mestrado. De salientar    que 30% indicam ter uma especialização muito específica na área do doente crítico:    cuidados intensivos, especialidade médico-cirúrgica e emergência, ventilação    mecânica não invasiva (VMNI), emergência e trauma. Demonstra, assim, o nível    elevado de formação que a amostra detém, pelo que acarreta um nível de conhecimento    mais diferenciado e especializado, tendo em linha de conta a complexidade das    intervenções realizadas no SMI, o que corrobora os resultados de Korhan, Yont,    Kiliç, e Uzelli (2013) no qual se identificou que à medida que aumentava o nível    de educação dos profissionais de enfermagem o seu nível teórico sobre as práticas    também aumentava.</p>     <p>Quanto ao exercício de funções no SMI, 45% da amostra exerce funções há menos    de 5 anos. Na análise dos dados deste estudo não foi possível identificar se    há uma relação entre o tempo de experiência em SMI e o nível de conhecimento,    evidenciando que, mais importante do que a experiência é a prática contínua    e assimilação por parte dos profissionais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados de Korhan et al. (2013) evidenciaram que o tempo de experiência    no SMI não afetou o nível de conhecimento dos profissionais de enfermagem, ou    seja, trabalhar durante um período de tempo maior nessa unidade não se reflete    num aumento proporcional na escala de conhecimento.</p>     <p>Quanto à caracterização da amostra relativamente à fruição de conhecimentos    na área da prevenção da PAVMI, a totalidade respondeu ser detentora. No que    concerne à perceção que detêm quanto a esse grau de conhecimentos, 85% referem    que se situam no nível bom. Quanto à formação na área da prevenção da PAVMI,    95% responderam que possuem formação, sendo que a proveniência dessa formação    é em serviço na sua larga maioria (73%). O último ano foi o período em que grande    parte da amostra (73,7%) adquiriu/ atualizou os conhecimentos nesta área. &ldquo;A    consciencialização, o compromisso e a educação permanente são fatores fulcrais    para que os profissionais de enfermagem dos SMI se envolvam e contribuam de    maneira efetiva na prevenção da PAVMI&rdquo; (Pombo et al., 2010, p. 1071).</p>     <p>Os cuidados de enfermagem ao doente com suporte ventilatório invasivo constituem    o foco principal da pesquisa do presente trabalho de investigação, tendo sido    explorados e identificados por meio de uma grelha de observação direta baseada    no feixe de intervenções emanado pela DGS (2015), que contempla as recomendações    baseadas em evidência científica. Neste sentido, é importante salientar que    os cuidados de enfermagem que foram identificados e observados são: elevação    da cabeceira da cama, higienização das mãos, aspiração de secreções, higiene    oral, manutenção dos circuitos ventilatórios e avaliação da pressão do <i>cuff</i>.    A frequência de adesão ao feixe de intervenções pela amostra teve um elevado    cumprimento para os seis itens identificados e observados.</p>     <p>Quanto à incidência de PAVMI no período da investigação, foi de 2 casos em    634 doentes/intubados/dia/mês. Atualmente, a comunidade científica refere a    importância da prática assistencial da enfermagem na prevenção de infeções nosocomiais,    particularmente, nos doentes com VMI (Gonçalves et al., 2015).</p>     <p>O doente em posição supina por um período dilatado representa um fator de risco    importante para a PAVMI. Os resultados deste estudo em relação à elevação da    cabeceira da cama acima de 30º apresentam uma taxa de 99% de cumprimento. Convergem    assim os resultados encontrados com o de outros estudos em que a elevação da    cabeceira a 30º beneficia as trocas gasosas do doente configurando um fator    de prevenção de PAVMI, reduzindo para 88,9% a possibilidade de aspiração (Tonnelier    et al., 2005). O doente numa posição entre 30º a 40º da cabeceira da cama favorece    a diminuição do refluxo gastro esofágico e a colonização da orofaringe com a    subsequente aspiração do conteúdo gástrico. A posição estática em supina promove    uma redução do transporte do muco ciliar, atelectasia e fluxo pulmonar venoso    alterado.</p>     <p>Relativamente aos cuidados de higiene oral com gluconato de clorexidina, estes    eram realizados praticamente por todos os profissionais uma vez por turno. A    manutenção dos circuitos ventilatórios limpos, e a sua substituição só quando    visivelmente sujos ou disfuncionantes teve, face às observações realizadas,    uma taxa de cumprimento muito elevada. O resultado desta elevada adesão pode    ser explicado pela facilidade da técnica, bem como quanto à inexistência de    dúvidas acerca do momento e em que condições devem ser trocados. Hinrichsen    (2004) ressalta que as secreções depositadas nos circuitos ventilatórios ou    a ineficiente manutenção dos mesmos podem levar a que as mesmas sejam aerolizadas    para dentro da árvore traqueobrônquica do doente ou conspurcar as mãos do profissional,    favorecendo a contaminação cruzada.</p>     <p>Relativamente ao procedimento da pressão do <i>cuff</i>, este teve uma taxa    de cumprimento de 89,2%. A falta de adesão a este item da norma reside no facto    de os profissionais alegarem que o medidor de pressão do <i>cuff</i> não permite    uma permeabilização plena aquando da medição, o que acarreta fuga quando se    remove, suscitando nos enfermeiros incerteza quanto à pressão exata do <i>cuff</i>.    A frequência da medição deve ser uma vez por turno, visto que o balão não devidamente    insuflado pode originar necrose da traqueia ou fístula traqueoesofágica. A pressão    do balão deve permanecer sempre acima de 20cm H<sub>2</sub>0, pois um valor    frequentemente inferior está associado ao desenvolvimento de pneumonia (Torres,    Ewig, Lode, & Carlet, 2009).</p>     <p>No que respeita à higienização das mãos, no decorrer dos vários procedimentos    constatou-se um elevado cumprimento deste procedimento. Santos (2004) salienta    que a higienização das mãos é considerada o cuidado mais importante e eficaz    na prevenção e transmissão das IACS.</p>     <p>A aspiração de secreções subglótica consiste na remoção de secreções, realizada    de forma assética, por uma sonda conectada a um sistema de vácuo, introduzida    no tubo orotraqueal ou traqueostomia. Este procedimento permite manter as vias    aéreas abertas e devidamente ventiladas, permitindo as trocas gasosas do doente    com VMI.</p>     <p>A aspiração de secreções foi efetuada em 90% das observações, contudo, em 5,9%    o procedimento foi executado com o doente em decúbito dorsal puro, o que contradiz    as normas que preconizam que o doente deve estar em decúbito dorsal mas com    a cabeceira da cama ligeiramente elevada (30-45º), devido ao elevado risco de    broncoaspiração em doentes ventilados mecanicamente (Guérin et al., 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto ao uso de EPI, os profissionais de enfermagem usaram essa medida profilática    no momento da aspiração de secreções em 95%, o que denota uma sensibilização    dos mesmos para o cumprimento deste procedimento.</p>     <p>Contudo, no que concerne ao uso de luvas esterilizadas aquando da aspiração    de secreções, a taxa de adesão cifra-se nos 88,2%. De ressalvar que o uso de    luvas esterilizadas está sempre recomendado, pois a manipulação do cateter de    aspiração traqueal e a sua contaminação pode introduzir microrganismos no trato    respiratório baixo (Oliveira, Armond, & Tedesco, 2001).</p>     <p>As principais limitações do estudo prendem-se essencialmente com um curto período    de tempo para recolha de dados e consequentemente a reduzida frequência de observações.    Uma outra limitação prende-se com o facto de o estudo ser realizado em apenas    um SMI, o que nos impediu de fazer comparações entre serviços, sendo a amostra    do estudo pequena.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>Verificou-se, durante o período do estudo, uma taxa de 0,3% de pneumonia associada    à ventilação mecânica invasiva. Este resultado evidencia que os enfermeiros    do SMI da ULSNE têm um boa perceção dos seus conhecimentos acerca dos cuidados    fundamentais para a prevenção da PAVMI, mostrando-se capacitados para a prestação    de cuidados de enfermagem assentes nas melhores evidências científicas, advindas    da formação contínua que recebem e que são o elemento fulcral de contribuição    para a prevenção desta infeção e para a melhoria clínica do doente.</p>     <p>A verificação da pressão do <i>cuff</i>, a posição do doente para a aspiração    de secreções e a ausência de técnica assética na aspiração de secreções no tubo    orotraqueal foram os cuidados que registaram uma taxa de cumprimento menor.</p>     <p>Reforça-se a necessidade do profissional de enfermagem que presta cuidados    ao doente crítico consolidar, renovar e ampliar os seus conhecimentos, por meio    da formação permanente em serviço.</p>     <p>É necessária uma formação contínua dos profissionais de saúde que alerte e    evidencie a importância extrema do cumprimento meticuloso da <i>bundle</i> como    indicador preditivo da melhor prestação de cuidados de saúde e evolução favorável    para o doente, evitando especificamente a aspiração de secreções do doente em    decúbito dorsal puro e o uso de técnica assética na aspiração de secreções no    tubo endotraqueal com sistema aberto.</p>     <p>Sugere-se a manutenção dos atuais medidores da pressão do <i>cuff</i> e de    uma forma periódica, pois estes regulam a pressão do <i>cuff</i> que é transmitida    de forma direta na parede da traqueia, o que pode ocasionar lesões. Desta extrema    importância sobressai o risco de broncoaspiração e, consequentemente, a ocorrência    de quadros de pneumonia por microaspirações pela incorreta insuflação e manutenção    da pressão do balão interno, como também, o risco de isquemia e necrose tecidual    devido a alta pressão do <i>cuff</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Propõe-se a realização de outros estudos com amostras e em períodos maiores,    de forma a poder fazer associações e inferências para a população em geral.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências bibliográficas</b></p>     <p>Berwick, D. M. (2014). The 5 million lives campaign. Cambridge, MA: Institute    for Healthcare Improvement. Recuperado de <a href="http://www.ihi.org/Engage/Initiatives/Completed/5MillionLivesCampaign/Pages/default.aspx"target="_blank">http://www.ihi.org/Engage/Initiatives/Completed/5MillionLivesCampaign/Pages/default.aspx</a></p>     <p>Direção-Geral da Saúde. (2015). Norma DGS: &ldquo;Feixe de intervenções&rdquo; de prevenção    de pneumonia associada à intubação. Recuperado de <a href="https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n0212015-de-16122015-pdf.aspx"target="_blank">https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n0212015-de-16122015-pdf.aspx</a></p>     <!-- ref --><p>Direção-Geral da Saúde. (2016). Prevenção e controlo de infeções e de resistência    aos antimicrobianos em números – 2015. Programa de prevenção e controlo de infeções    e de resistência aos antimicrobianos. Lisboa, Portugal: Autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059031&pid=S0874-0283201900010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gallagher, J. A. (2012). Implementation of ventilator-associated pneumonia    clinical guideline (Bundle). The Journal for Nurse Practitioners, 8(5), 377-382.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059033&pid=S0874-0283201900010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gonçalves, F. A., Brasil, V. V., Ribeiro, L.C., & Tipple, A. F. (2012). Ações    de enfermagem na profilaxia da pneumonia associada à ventilação mecânica. Acta    Paulista de Enfermagem, 25(1), 101-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059035&pid=S0874-0283201900010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gonçalves, E. O., Lima, M. S., Melo, J. L., Pontes, M. S., Sousa, A. O., &    Albernaz, M. 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The New England Journal of Medicine, 368(23), 2159-2168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059039&pid=S0874-0283201900010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guillamet, C. & Kollef, M. H. (2015). Ventilator associated pneumonia in the    ICU: Where has it gone? Current Opinion in Pulmonary Medicine, 21(3), 226–231.    doi:10.1097/MCP.0000000000000151&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059041&pid=S0874-0283201900010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hinrichsen, S. L. (2004). Biossegurança e controle de infecções: Risco sanitário    hospitalar. Rio de Janeiro, Brasil: Medsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059042&pid=S0874-0283201900010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Institute for Healthcare Improvement. (2008). Prevenindo a pneumonia associada    à ventilação mecânica. Recuperado de <a href="http://www.iqg.com.br/pbsp/img_up/01311363977.pdf"target="_blank">http://www.iqg.com.br/pbsp/img_up/01311363977.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059044&pid=S0874-0283201900010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Korhan, E. A., Yont, G. H., Kiliç, S. P., & Uzelli, D. (2013). Knowledge levels    of intensive care nurses on prevention of ventilator-associated pneumonia. British    Association of Critical Care Nurses, 19(1), 26-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059045&pid=S0874-0283201900010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, A. C., Armond, G. A. & Tedesco, L. A. (2001). Procedimentos nas vias    respiratórias. In M. A. Martins, Manual de infecção hospitalar: Epidemiologia,    prevenção e controle (2 ed. pp. 343-353-9). 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Recuperado de <a href="http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/higienizacao_mao.pdf"target="_blank">http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/higienizacao_mao.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059052&pid=S0874-0283201900010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tablan, O., Anderson, L., & Besser, R. (2004). Guidelines for preventing health-care-associated    pneumonia: Recommendations of CDC and the healthcare infection control practices    advisory committee. Healthcare Infection Control Practices Advisory Committe,    26(53), 1-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059053&pid=S0874-0283201900010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tonnelier, J. M., Prat, G., Gal, G. L., Gut-Gobert, C., Renault, A., & Boles,    J. M. (2005). Impact of a nurses&rsquo; protocol-directed weaning procedure on outcomes    in patients undergoing mechanical ventilation for longer than 48 hours: A prospective    cohort study with a matched historical control group. Critical Care, 9(2), 83-9.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Torres, A., Ewig, S., Lode, H. & Carlet, J. (2009). For the European HAP Working    Group. Defining, treating and preventing hospital acquired pneumonia: European    perspective. Intensive Care Medicine, 35(1), 9-29. doi:10.1007/s00134-008-1336-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1059056&pid=S0874-0283201900010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Recebido para publicação em: 12.06.18</p>     <p>Aceite para publicação em: 30.10.18</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Berwick]]></surname>
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<source><![CDATA[The 5 million lives campaign]]></source>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Implementation of ventilator-associated pneumonia clinical guideline (Bundle)]]></article-title>
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