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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem de Coimbra Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Editorial</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Educa&ccedil;&atilde;o interprofissional e forma&ccedil;&atilde;o de professores em sa&uacute;de</b></p>     <p>&nbsp;</p> A Educa&ccedil;&atilde;o Interprofissional (EIP), como criadora de espa&ccedil;os para a pr&aacute;tica colaborativa, est&aacute; presente em universidades de quatro continentes h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas e tem favorecido o agrupamento de diversos profissionais numa proposta em que todos aprendam juntos e, juntos, contribuam para melhorar as &aacute;reas em que atuam. No &acirc;mbito da sa&uacute;de, em especial, apresenta conceitos robustos e pesquisas que v&atilde;o ao encontro das necessidades da forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de e da sociedade (Barr, 2015; D&rsquo;Amour, Goulet, Labadie, Mart&iacute;n-Rodriguez, & Pineault, 2008; Meleis, 2015).     <p></p>     <p>No trabalho em sa&uacute;de fundamentado na EIP, as exig&ecirc;ncias transcendem as a&ccedil;&otilde;es uniprofissionais e encontram-se sob a responsabilidade de equipas multiprofissionais, que valorizam o trabalho cooperativo e desenvolvem a&ccedil;&otilde;es integradas e dirigidas &agrave; sa&uacute;de dos cidad&atilde;os (Furtado, 2007).</p>     <p>Falar sobre EIP requer, necessariamente, enfatizar a import&acirc;ncia do conhecimento das profiss&otilde;es, de um atendimento centrado no usu&aacute;rio nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, do desenvolvimento de habilidades interprofissionais para a forma&ccedil;&atilde;o de equipas e da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de (D&rsquo;Amour et al., 2008; Furtado, 2007). Estes princ&iacute;pios encontram-se alicer&ccedil;ados em componentes da abordagem colaborativa e da pr&aacute;tica cl&iacute;nica, cujas quest&otilde;es mais complexas podem ser melhor trabalhadas por equipas interprofissionais.</p>     <p>Estamos, portanto, a explicitar a relev&acirc;ncia das parcerias entre as equipas de sa&uacute;de e o usu&aacute;rio num contexto colaborativo e participativo, que privilegia a tomada de decis&atilde;o compartilhada em torno de quest&otilde;es sociais e de sa&uacute;de (Furtado, 2007). Estas parcerias exigem destes profissionais um efetivo processo comunicativo, que favore&ccedil;a sinergias tanto de conhecimentos como de habilidades e atitudes. Ademais, nas a&ccedil;&otilde;es da pr&aacute;tica, a colabora&ccedil;&atilde;o entre os profissionais exige responsabilidade, coordena&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o, coopera&ccedil;&atilde;o, assertividade, autonomia, confian&ccedil;a, comprometimento e respeito m&uacute;tuo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora muito j&aacute; tenha sido discutido sobre a EIP, &eacute; imperativo que os professores das diferentes escolas profissionais e os diversos membros das equipas de sa&uacute;de se envolvam em di&aacute;logos rec&iacute;procos que abordem as barreiras fundamentais e mais prevalentes para a forma&ccedil;&atilde;o de equipas equitativas, com o objetivo de transp&ocirc;-las ou, pelo menos, minimiz&aacute;-las.</p>     <p>Segundo Barr (2015), as propostas de EIP encontram resist&ecirc;ncias por parte dos docentes, de escolas profissionais e cursos, bem como de universidades. Segundo o autor, super&aacute;-las exige novas perspetivas nos processos de ensino-aprendizagem, forma&ccedil;&atilde;o docente, suporte institucional, recursos financeiros e valoriza&ccedil;&atilde;o do corpo docente.</p>     <p>Para Batista e Batista (2016), a possibilidade de introduzir a EIP nos curr&iacute;culos das institui&ccedil;&otilde;es depende da habilidade, prepara&ccedil;&atilde;o para lidar com as adversidades e responsabilidade dos participantes. Alguns atributos s&atilde;o indispens&aacute;veis neste processo: experi&ecirc;ncia pr&eacute;via em trabalho interprofissional, m&eacute;todos interativos de aprendizagem, conhecimento de din&acirc;micas de grupo, confian&ccedil;a para trabalhar com grupos interprofissionais e uma atitude flex&iacute;vel.</p>     <p>No Brasil (Silva et al., 2019), algumas iniciativas t&ecirc;m propiciado o desenvolvimento de propostas e pesquisas de sucesso mediante a reorganiza&ccedil;&atilde;o do <i>modus operandi</i> das suas equipas. Estas iniciativas encontram-se na &aacute;rea da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica da Sa&uacute;de Mental e em hospitais p&uacute;blicos, sobretudo em institui&ccedil;&otilde;es que assumem, como finalidade e pol&iacute;tica institucional, favorecer a colabora&ccedil;&atilde;o interprofissional.</p>     <p>A EIP pode representar oportunidades de forma&ccedil;&atilde;o conjunta para o desenvolvimento de aprendizagens compartilhadas, tanto para docentes como para profissionais, desde que tenham como premissa fundante a melhoria da qualidade da assist&ecirc;ncia aos usu&aacute;rios de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</p>     <p>Oportuno se faz discutir este tema considerando que a mudan&ccedil;a do perfil epidemiol&oacute;gico, com o aumento da expectativa de vida e das condi&ccedil;&otilde;es cr&oacute;nicas de sa&uacute;de que requerem acompanhamento prolongado, imp&otilde;e a necessidade de uma abordagem integral, que contemple as m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es das necessidades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o (Barr, 2015). Tal facto tamb&eacute;m denota a relev&acirc;ncia da qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o e da colabora&ccedil;&atilde;o entre os diferentes profissionais envolvidos no cuidado, uma vez que ambas s&atilde;o fundamentais e decisivas para a resolubilidade dos servi&ccedil;os e efetividade da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de.</p>     <p>Embora diversas mudan&ccedil;as tenham sido implementadas ao longo dos anos, ainda estamos num cen&aacute;rio que aporta para a tend&ecirc;ncia dos profissionais de cada &aacute;rea trabalharem de forma isolada e independente das demais, o que explica a manuten&ccedil;&atilde;o de uma longa e intensa forma&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m isolada e circunscrita &agrave; pr&oacute;pria &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Autores (Bridges, Davidson, Odegard, Maki, & Tomkowiak, 2011; Silva et al., 2019) defendem que oportunidades de EIP contribuem para a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de mais preparados para uma atua&ccedil;&atilde;o integrada em equipa, na qual a colabora&ccedil;&atilde;o e o reconhecimento da interdepend&ecirc;ncia das &aacute;reas predominam diante da competi&ccedil;&atilde;o e da fragmenta&ccedil;&atilde;o. Assim, torna-se evidente a import&acirc;ncia do debate sobre EIP e a forma&ccedil;&atilde;o de professores, uma vez que &eacute; imprescind&iacute;vel haver um processo formativo integrado para a transforma&ccedil;&atilde;o da realidade apresentada nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, bem como nos cen&aacute;rios universit&aacute;rios. Este argumento &eacute; refor&ccedil;ado pelas evid&ecirc;ncias de que a EIP favorece melhores resultados aos usu&aacute;rios por meio do desenvolvimento de habilidades, conhecimentos e valores necess&aacute;rios para o trabalho em equipa (Peduzzi et al., 2019).</p>     <p>A EIP &eacute; um tema relevante e emergente no campo da sa&uacute;de de &acirc;mbito global (C&acirc;mara et al., 2016). Entretanto, a forma&ccedil;&atilde;o dos professores que atuam nas carreiras da &aacute;rea de sa&uacute;de ainda se destaca por utilizar de forma, por vezes inadequada, as refer&ecirc;ncias da interdisciplinaridade ou os constructos da interprofissionalidade.</p>     <p>Existem, mundialmente, v&aacute;rios projetos pedag&oacute;gicos desenvolvidos que articulam a EIP aos modelos existentes, todavia mudan&ccedil;as s&atilde;o imperativas &agrave;queles que formam profissionais de sa&uacute;de (Barr, 2015; Bridges et al., 2011; C&acirc;mara et al., 2016; D&rsquo;Amour et al., 2008; Meleis, 2015; Silva et al., 2019). Neste sentido, torna-se necess&aacute;rio um programa de qualifica&ccedil;&atilde;o docente para a EIP que permita a quebra da hegemonia e da uniprofissionalidade existentes nas escolas que oferecem forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria em sa&uacute;de.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&eacute;m se torna necess&aacute;ria a sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos professores para esta exig&ecirc;ncia contempor&acirc;nea, com vista ao desenvolvimento de programas educacionais que utilizem estrat&eacute;gias contempor&acirc;neas no ensino, consonantes com as inova&ccedil;&otilde;es nos sistemas de sa&uacute;de, a fim de garantir investimentos em tempo, energia e recursos na educa&ccedil;&atilde;o interprofissional. No entanto, se n&atilde;o questionarmos a hegemonia desenvolvida e criada por meio de identidades profissionais e diferenciais de poder em sa&uacute;de, os objetivos da EIP e da pr&aacute;tica colaborativa podem n&atilde;o ser alcan&ccedil;ados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Prof. Dr. Gilberto Tadeu Reis da Silva</b></p>     <p>Professor Titular-Livre na Universidade Federal Da Bahia</p>     <p>Bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq - 2</p>     <p>Professor Visitante no Exterior na Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de: Enfermagem (UICISA.E), vinculada a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) - Bolsa CNPq (2019-2020) processo 205736/2018-1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Barr, H. (2015). Interprofessional education: the genesis of a global movement. London: CAIPE. Recuperado de <a href="https://www.caipe.org/resources/publications/barr-h-2015-interprofessional-education-genesis-global-movement"target="_blank">https://www.caipe.org/resources/publications/barr-h-2015-interprofessional-education-genesis-global-movement</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068178&pid=S0874-0283202000010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Batista, N. A., & Batista, S. H. (2016). Educa&ccedil;&atilde;o interprofissional na forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: tecendo redes de pr&aacute;ticas e saberes.&nbsp;Interface - Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o,&nbsp;20(56), 202-204.&nbsp;doi:<a href="http://www.doi.org/10.1590/1807-57622015.0388"target="_blank">10.1590/1807-57622015.0388</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068179&pid=S0874-0283202000010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bridges, D. R., Davidson, R. A., Odegard, Maki, I. V., & Tomkowiak, J. (2011). Interprofessional collaboration: three best practice models of interprofessional education, Medical Education Online, 16(1), 1-10. doi: <a href="http://www.doi.org/10.3402/meo.v16i0.6035"target="_blank">10.3402/meo.v16i0.6035</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068180&pid=S0874-0283202000010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>C&acirc;mara, A. M. C., Cyrino, A. P., Cyrino, E. G., Azevedo, G. D., Costa, M. V., Bellini, M. I. B.,... Reeves, S.&nbsp;(2016).&nbsp;Educa&ccedil;&atilde;o interprofissional no Brasil: constru&ccedil;&atilde;o de redes sin&eacute;rgicas de processos educacionais e de sa&uacute;de.&nbsp;Interface: Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o,&nbsp;20(56), 5-8.&nbsp;doi:<a href="http://www.doi.org/10.1590/1807-57622015.0700"target="_blank">10.1590/1807-57622015.0700</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068181&pid=S0874-0283202000010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>D&rsquo;Amour, D., Goulet, L., Labadie, J. F., Mart&iacute;n-Rodriguez, L. S., & Pineault, R. (2008). A model and typology of collaboration between professionals in healthcare organizations. BMC Health Services Research, 8(1), 1-14. doi:<a href="http://www.doi.org/10.1186/1472-6963-8-18"target="_blank">10.1186/1472-6963-8-18</a></p>     <!-- ref --><p>Furtado, J. P. (2007). Equipes de refer&ecirc;ncia: arranjo institucional para potencializar a colabora&ccedil;&atilde;o entre disciplinas e profiss&otilde;es.&nbsp;Interface: Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o,&nbsp;11(22), 239-255.&nbsp;doi:<a href="http://www.doi.org/10.1590/S1414-32832007000200005"target="_blank">10.1590/S1414-32832007000200005</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068183&pid=S0874-0283202000010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meleis, A. I. (2015).&nbsp;Interprofessional Education: A Summary of Reports and Barriers to Recommendations.&nbsp;Journal of Nursing Scholarship, 48(1), 106–112.&nbsp;doi:<a href="http://www.doi.org/10.1111/jnu.12184"target="_blank">10.1111/jnu.12184</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068184&pid=S0874-0283202000010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Peduzzi, M., Norman, I. J., Germani, A. C. C., Silva, J. A. M., & Souza, G. C. (2013). Educa&ccedil;&atilde;o interprofissional: forma&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de para o trabalho em equipe com foco nos usu&aacute;rios.&nbsp;Revista da Escola de Enfermagem da USP,&nbsp;47(4), 977-983.&nbsp;doi:<a href="http://www.doi.org/10.1590/S0080-623420130000400029"target="_blank">10.1590/S0080-623420130000400029</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068185&pid=S0874-0283202000010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, G. T. R., Batista, S. H. S., Batista, N. A,, Silva, R. M. O., Pedreira, L., Teixeira, G. A.,...Figueredo, W. N. (2019). Interprofessional education: reflections on health training in Brazil. Nursing & Care Open Access Journal, 6(5), 158-160. doi: <a href="http://www.doi.org/10.15406/ncoaj.2019.06.00201"target="_blank">10.15406/ncoaj.2019.06.00201</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068186&pid=S0874-0283202000010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><b>Interprofessional education and faculty training in health</b></p>     <p>Interprofessional education (IPE) creates spaces for collaborative practice and is available in universities across four continents for more than two decades. It is a strategy that enables several professionals to learn together and contribute to improving their areas of expertise. In the health area, in particular, it provides robust concepts and studies to meet healthcare training needs and societal needs (Barr, 2015; D&rsquo;Amour, Goulet, Labadie, Mart&iacute;n-Rodriguez, & Pineault, 2008; Meleis, 2015).</p>     <p>In IPE-based health work demanding goes beyond uniprofessional actions and is under the responsibility of multiprofessional teams who value collaborative work and develop integrated actions for improving citizens&rsquo; health (Furtado, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>When talking about IPE, it is necessary to emphasize the importance of the professions&rsquo; knowledgebase, a patient-centered care in health services, and the development of interprofessional skills for team training and healthcare delivery (D&rsquo;Amour et al., 2008; Furtado, 2007). These principles are grounded in components of the collaborative approach and the clinical practice, whose most complex issues can be better addressed by interprofessional teams.</p>     <p>We are, therefore, highlighting the importance of partnerships between health teams and patients within a collaborative and participatory context, which supports shared decision-making about social and health issues (Furtado, 2007). These partnerships require an effective communication process that promotes synergies of knowledge, skills, and attitudes between these professionals. In addition, the collaboration between professionals in clinical practice requires responsibility, coordination, communication, cooperation, assertiveness, autonomy, trust, commitment, and mutual respect.</p>     <p>Although much has been discussed about IPE, it is imperative that the faculty of different professional schools and the members of the healthcare teams engage in reciprocal dialogs to address the most important barriers to the creation of equitable teams, with a view to overcoming or, at least, minimizing them.</p>     <p>According to Barr (2015), IPE proposals encounter resistance from faculty, professional schools and courses, as well as universities. According to the author, overcoming these obstacles requires new perspectives about the teaching-learning processes, faculty training, institutional support, financial resources, and faculty appreciation.</p>     <p>Batista and Batista (2016) believe that the possibility of introducing IPE in institutional curricula depends on the participants&rsquo; skills, preparation for coping with adversities, and responsibility. Some attributes are essential in this process: prior experience in interprofessional work, interactive learning methods, knowledge of group dynamics, confidence for working with interprofessional groups, and a flexible attitude.</p>     <p>In Brazil (Silva et al., 2019), some initiatives have contributed to the development of successful proposals and studies based on the reorganization of the teams&rsquo; modus operandi. These initiatives have been developed in the area of mental health in primary care and hospital settings, especially in institutions that promote interprofessional collaboration as part of their institutional purpose and policy.</p>     <p>IPE may represent opportunities for joint training for both faculty and professionals to share their knowledge, as long as it is based on the founding premise of improvement of the quality of care provided to the users of health services.</p>     <p>This is an appropriate time to discuss this issue given that the change in the epidemiological profile, namely the increase in life expectancy and chronic conditions that require long-term care, imposes the need for a comprehensive approach that takes into account the multiple dimensions of the population&rsquo;s health needs (Barr, 2015). This also demonstrates the relevance of the quality of the communication and collaboration between the various professionals involved in care delivery, since both are crucial and decisive for the delivery of effective health care services.</p>     <p>Although several changes have been implemented over the years, we are still in a scenario that contributes to the trend of having the professionals from each area working in an isolated and independent way from the other areas, which explains the maintenance of a long and intense training that is isolated and restricted to their area of expertise.</p>     <p>Some authors (Bridges, Davidson, Odegard, Maki, & Tomkowiak, 2011; Silva et al., 2019) argue that opportunities for IPE are essential for training health professionals to work more effectively in teams, where the collaboration and the recognition of the interdependence of the areas predominate over competition and fragmentation. The importance of discussing IPE and faculty training is evident. An integrated formative process is essential to transform the reality of health services and university settings. This argument is reinforced by evidence that IPE improves patient outcomes through the development of skills, knowledge, and values necessary for teamwork (Peduzzi et al., 2019).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>IPE is a relevant and emerging topic in the health field worldwide (C&acirc;mara et al., 2016). However, the training of faculty members working in the health area still stands out for using, sometimes inappropriately, the references of interdisciplinarity or the constructs of interprofessionality.</p>     <p>Several pedagogical projects have been developed worldwide that associate IPE to the existing models; however, changes to those who train health professionals are imperative (Barr, 2015; Bridges et al., 2011; C&acirc;mara et al., 2016; D&rsquo;Amour et al., 2008; Meleis, 2015; Silva et al., 2019). Therefore, an IPE-based faculty development program is essential to break the hegemony and the uniprofessionality in the schools offering university-level programs in the health area.</p>     <p>It is also important to raise the faculty&rsquo;s awareness of this contemporary demand, with a view to the development of educational programs that use contemporary strategies in the teaching process, in line with the innovations in the health systems, while ensuring investment in time, energy, and resources for IPE. However, if we do not question the hegemony created and promoted by professional identities and power differentials in health, the objectives of IPE and collaborative practice may not be achieved.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Prof. Dr. Gilberto Tadeu Reis da Silva</b></p>     <p>Lecturer-Full Professor of the Federal University of Bahia</p>     <p>Research Productivity Fellow CNPq - 2</p>     <p>Visiting Professor at the Health Sciences Research Unit: Nursing (UICISA.E), hosted by the Nursing School of Coimbra (ESEnfC) - CNPq Grant (2019-2020) Process no. 205736/2018-1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>References</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Barr, H. (2015). Interprofessional education: the genesis of a global movement. London: CAIPE. Retrieved from https://www.caipe.org/resources/publications/barr-h-2015-interprofessional-education-genesis-global-movement</p>     <p>Batista, N. A., & Batista, S. H. (2016). Educa&ccedil;&atilde;o interprofissional na forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: tecendo redes de pr&aacute;ticas e saberes. Interface: Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, 20(56), 202-204. doi:10.1590/1807-57622015.0388</p>     <p>Bridges, D. R., Davidson, R. A., Odegard, Maki, I. V., & Tomkowiak, J. (2011). Interprofessional collaboration: three best practice models of interprofessional education, Medical Education Online, 16(1), 1-10. doi: 10.3402/meo.v16i0.6035</p>     <p>C&acirc;mara, A. M. C., Cyrino, A. P., Cyrino, E. G., Azevedo, G. D., Costa, M. V., Bellini, M. I. B.,... Reeves, S. (2016). Educa&ccedil;&atilde;o interprofissional no Brasil: constru&ccedil;&atilde;o de redes sin&eacute;rgicas de processos educacionais e de sa&uacute;de. Interface: Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, 20(56), 5-8. doi:10.1590/1807-57622015.0700</p>     <p>D&rsquo;Amour, D., Goulet, L., Labadie, J. F., Mart&iacute;n-Rodriguez, L. S., & Pineault, R. (2008). A model and typology of collaboration between professionals in healthcare organizations. BMC Health Services Research, 8(1), 1-14. doi:10.1186/1472-6963-8-18</p>     <p>Furtado, J. P. (2007). Equipes de refer&ecirc;ncia: arranjo institucional para potencializar a colabora&ccedil;&atilde;o entre disciplinas e profiss&otilde;es. Interface: Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, 11(22), 239-255. doi:10.1590/S1414-32832007000200005</p>     <p>Meleis, A. I. (2015). Interprofessional Education: A Summary of Reports and Barriers to Recommendations. Journal of Nursing Scholarship, 48(1), 106–112. doi:10.1111/jnu.12184</p>     <p>Peduzzi, M., Norman, I. J., Germani, A. C. C., Silva, J. A. M., & Souza, G. C. (2013). Educa&ccedil;&atilde;o interprofissional: forma&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de para o trabalho em equipe com foco nos usu&aacute;rios. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 47(4), 977-983. doi:10.1590/S0080-623420130000400029</p>     <p>Silva, G. T. R., Batista, S. H. S., Batista, N. A,, Silva, R. M. O., Pedreira, L., Teixeira, G. A.,...Figueredo, W. N. (2019). Interprofessional education: reflections on health training in Brazil. Nursing & Care Open Access Journal, 6(5), 158-160. doi: 10.15406/ncoaj.2019.06.00201</p>      ]]></body><back>
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