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<publisher-name><![CDATA[Escola Superior de Enfermagem de Coimbra - Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A práxis da enfermagem de reabilitação e os contributos da osteopatia]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Viana do Castelo Escola Superior de Saúde Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Rehabilitation nursing is a nursing specialty that comprises specific specific knowledge and procedures to help individuals maximize their functional potential and independence. The rehabilitation nurse is able to use techniques and technologies other than those that are commonly used in their professional practice, namely osteopathic techniques, in order to enhance the effectiveness of care. Objective: To explore the experiences of rehabilitation nurses who use osteopathic techniques in their professional practice. Methodology: Descriptive exploratory study using semi-structured interviews with 8 rehabilitation nurses with training and practice in osteopathy. They were recruited through the snowball sampling method. Data were processed using the content analysis technique. Results: Participants believe that they provide more differentiated care when using osteopathic techniques. Conclusion: The use of osteopathic techniques may constitute a new paradigm in rehabilitation nursing practice.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Marco contextual: La rehabilitación, como especialidad de enfermería, abarca conocimientos y procedimientos específicos que permiten ayudar a las personas a maximizar su potencial funcional y su independencia. El enfermero especialista en enfermería de rehabilitación (EEER) tiene la posibilidad de utilizar técnicas y tecnologías distintas de las utilizadas habitualmente en su desempeño profesional, en particular las de la osteopatía, a fin de aumentar la eficacia de la atención. Objetivo: Conocer las experiencias de los enfermeros especialistas en enfermería de rehabilitación que utilizan técnicas osteopáticas en su práctica profesional. Metodología: Estudio exploratorio descriptivo, en el que se recurrió a la entrevista semiestructurada a 8 enfermeros especialistas en enfermería de rehabilitación con formación y práctica en osteopatía, reclutados mediante el método de muestreo de bola de nieve. La técnica de tratamiento de datos elegida fue el análisis de contenido. Resultados: Los participantes consideran que superan los cuidados que proporcionan cuando utilizan técnicas osteopáticas. Conclusión: Se considera que el uso de técnicas osteopáticas puede constituir un nuevo paradigma en la práctica de la enfermería de rehabilitación.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO DE INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O (ORIGINAL)</b></p>     <p align="right"><b>RESEARCH PAPER (ORIGINAL)</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A pr&aacute;xis da enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o e os contributos da osteopatia</b></p>     <p><b>Rehabilitation nursing practice and the contribution of osteopathy</b></p>     <p><b>La pr&aacute;ctica de la enfermer&iacute;a de rehabilitaci&oacute;n y las contribuciones de la osteopat&iacute;a</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Artur Jos&eacute; Caldas</b><a href="#a*">*</a><a name="topa*"></a><sup>1</sup>     <br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0002-9559-968X">https://orcid.org/0000-0002-9559-968X</a></p>     
<p><b>Clara de Assis Coelho de Ara&uacute;jo</b><sup>2</sup>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <img src="/img/revistas/id_orcid.gif"> <a href="https://orcid.org/0000-0003-2295-0579">https://orcid.org/0000-0003-2295-0579</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup> Unidade Local de Sa&uacute;de do Alto Minho Unidade de Cuidados na Comunidade de Melga&ccedil;o, Melga&ccedil;o, Portugal</p>     <p><sup>2</sup> Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de: Enfermagem (UICISA: E). Escola Superior de Sa&uacute;de do Instituto Polit&eacute;cnico de Viana do Castelo, Viana do Castelo, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Enquadramento</b>: A reabilita&ccedil;&atilde;o, enquanto especialidade de enfermagem, abrange conhecimentos e procedimentos espec&iacute;ficos que permitem auxiliar as pessoas a maximizar o seu potencial funcional e independ&ecirc;ncia. O enfermeiro especialista em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o (EEER) tem a possibilidade de utilizar t&eacute;cnicas e tecnologias que n&atilde;o as comummente utilizadas no seu desempenho profissional, nomeadamente as da osteopatia, de modo a potenciar a efetividade dos cuidados.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Conhecer as viv&ecirc;ncias dos enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o que utilizam t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas na sua pr&aacute;tica profissional.</p>     <p><b>Metodologia</b>: Estudo explorat&oacute;rio descritivo, com recurso &agrave; entrevista semiestruturada a 8 enfermeiros, especialistas em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o com forma&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica em osteopatia, recrutados atrav&eacute;s do m&eacute;todo de amostra <i>bola de neve</i>. A t&eacute;cnica de tratamento de dados escolhida foi a an&aacute;lise de conte&uacute;do.</p>     <p><b>Resultados</b>: Os participantes consideram que superam os cuidados que prestam, aquando da utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas ostop&aacute;ticas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&atilde;o</b>: Considera-se que o recurso a t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas, pode constituir um novo paradigma na pr&aacute;xis da enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: enfermagem em reabilita&ccedil;&atilde;o; medicina osteop&aacute;tica</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Background</b>: Rehabilitation nursing is a nursing specialty that comprises specific specific knowledge and procedures to help individuals maximize their functional potential and independence. The rehabilitation nurse is able to use techniques and technologies other than those that are commonly used in their professional practice, namely osteopathic techniques, in order to enhance the effectiveness of care.</p>     <p><b>Objective</b>: To explore the experiences of rehabilitation nurses who use osteopathic techniques in their professional practice.</p>     <p><b>Methodology</b>: Descriptive exploratory study using semi-structured interviews with 8 rehabilitation nurses with training and practice in osteopathy. They were recruited through the <i>snowball sampling</i> method. Data were processed using the content analysis technique.</p>     <p><b>Results</b>: Participants believe that they provide more differentiated care when using osteopathic techniques.</p>     <p><b>Conclusion</b>: The use of osteopathic techniques may constitute a new paradigm in rehabilitation nursing practice.</p>     <p><b>Keywords</b>: rehabilitation nursing; osteopathic medicine</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p><b>Marco contextual</b>: La rehabilitaci&oacute;n, como especialidad de enfermer&iacute;a, abarca conocimientos y procedimientos espec&iacute;ficos que permiten ayudar a las personas a maximizar su potencial funcional y su independencia. El enfermero especialista en enfermer&iacute;a de rehabilitaci&oacute;n (EEER) tiene la posibilidad de utilizar t&eacute;cnicas y tecnolog&iacute;as distintas de las utilizadas habitualmente en su desempe&ntilde;o profesional, en particular las de la osteopat&iacute;a, a fin de aumentar la eficacia de la atenci&oacute;n.</p>     <p><b>Objetivo</b>: Conocer las experiencias de los enfermeros especialistas en enfermer&iacute;a de rehabilitaci&oacute;n que utilizan t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas en su pr&aacute;ctica profesional.</p>     <p><b>Metodolog&iacute;a</b>: Estudio exploratorio descriptivo, en el que se recurri&oacute; a la entrevista semiestructurada a 8 enfermeros especialistas en enfermer&iacute;a de rehabilitaci&oacute;n con formaci&oacute;n y pr&aacute;ctica en osteopat&iacute;a, reclutados mediante el m&eacute;todo de muestreo de bola de nieve. La t&eacute;cnica de tratamiento de datos elegida fue el an&aacute;lisis de contenido.</p>     <p><b>Resultados</b>: Los participantes consideran que superan los cuidados que proporcionan cuando utilizan t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas.</p>     <p><b>Conclusi&oacute;n</b>: Se considera que el uso de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas puede constituir un nuevo paradigma en la pr&aacute;ctica de la enfermer&iacute;a de rehabilitaci&oacute;n.</p>     <p><b>Palabras clave</b>: enfermer&iacute;a en rehabilitaci&oacute;n; medicina osteop&aacute;tica</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo que visa ajudar uma pessoa a atingir o seu melhor potencial f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, social, vocacional e educacional, compat&iacute;vel com o seu <i>d&eacute;ficit</i> fisiol&oacute;gico ou anat&oacute;mico, limita&ccedil;&otilde;es ambientais, desejos e planos de vida tendo por base o conceito hol&iacute;stico, utilizando uma combina&ccedil;&atilde;o de especialidades de v&aacute;rios profissionais de sa&uacute;de (Santos, 2016).</p>     <p>De acordo com a avalia&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de do indiv&iacute;duo, o enfermeiro especialista em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o (EEER) elabora e negoceia o plano individual de interven&ccedil;&atilde;o onde deve incluir objetivos a curto e a longo prazo, orientando-os nas vertentes, f&iacute;sica, social e comportamental, de acordo com as incapacidades e necessidades encontradas.</p>     <p>Questionada a Ordem dos Enfermeiros (OE) sobre a possibilidade do EEER utilizar na sua pr&aacute;tica de cuidados, t&eacute;cnicas aprendidas num curso de osteopatia, responde com o seguinte parecer: &ldquo;o enfermeiro especialista em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o tem o direito de exercer livremente a profiss&atilde;o, designadamente no que se refere a interven&ccedil;&otilde;es com recurso a novas t&eacute;cnicas e tecnologias, nomeadamente as do &acirc;mbito da osteopatia&rdquo; (OE, 2016, p. 3).</p>     <p>Do exposto, surge o interesse em conhecer a viv&ecirc;ncia dos EEER que utilizam t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas na sua pr&aacute;tica profissional, equacionando-se o seguinte objetivo geral: Conhecer as viv&ecirc;ncias dos EEER que utilizam t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas na sua pr&aacute;tica profissional.</p>     <p>Definiram-se os objetivos espec&iacute;ficos para a operacionaliza&ccedil;&atilde;o do objetivo geral: Analisar a experi&ecirc;ncia do EEER com utentes em que utiliza pr&aacute;ticas osteop&aacute;ticas; Identificar vantagens e constrangimentos percecionados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas na pr&aacute;tica da enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento</b></p>     <p>O processo de reabilita&ccedil;&atilde;o, cujos objetivos est&atilde;o centrados no desenvolvimento das capacidades potenciais da pessoa, conduz a uma maior independ&ecirc;ncia em todas as dimens&otilde;es do ser humano (Santos, 2016).</p>     <p>&ldquo;A reabilita&ccedil;&atilde;o, enquanto especialidade multidisciplinar, compreende um corpo de conhecimentos e procedimentos espec&iacute;ficos que permite ajudar as pessoas com doen&ccedil;as agudas, cr&oacute;nicas ou com as suas sequelas a maximizar o seu potencial funcional e independ&ecirc;ncia&rdquo; (Regulamento n.&ordm; 392/2019 de 3 de maio, p. 13565).</p>     <p>O enfermeiro especialista &eacute; o profissional de enfermagem que assume um &ldquo;Conhecimento aprofundado num dom&iacute;nio espec&iacute;fico de enfermagem, . . . traduzidos num conjunto de compet&ecirc;ncias especializadas relativas a um campo de interven&ccedil;&atilde;o (Regulamento n.&ordm; 122/2011 de 18 de fevereiro, p. 8648) e &ldquo;concebe, implementa e monitoriza planos de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o diferenciados, baseados nos problemas reais e potenciais das pessoas&rdquo; (Regulamento n.&ordm; 122/2011 de 18 de fevereiro, p. 13565).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As t&eacute;cnicas utilizadas na osteopatia v&ecirc;m acrescentar um consider&aacute;vel n&uacute;mero de recursos, que os EEER podem utilizar na sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica, nomeadamente a mobiliza&ccedil;&atilde;o e manipula&ccedil;&atilde;o articular, t&eacute;cnicas para pontos-gatilho, t&eacute;cnicas viscerais e sacrocranianas, t&eacute;cnicas musculo energ&eacute;ticas, de impulso, miofasciais, entre outras.</p>     <p>Neste contexto, o processo de reabilita&ccedil;&atilde;o exige a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas e a&ccedil;&otilde;es interdisciplinares com o objetivo comum de melhor/reabilitar as fun&ccedil;&otilde;es comprometidas.</p>     <p>Assiste-se, ao longo do tempo, a um aumento da procura de terapias complementares por parte das popula&ccedil;&otilde;es. Os motivos que levam as pessoas a procurar e a utilizar estas terapias s&atilde;o id&ecirc;nticos aos motivos que as levam &agrave; procura dos servi&ccedil;os da medicina convencional, ou seja, a busca de cura ou sa&uacute;de (Xavier, 2001).</p>     <p>&Eacute; da responsabilidade do profissional de sa&uacute;de aprofundar as suas compet&ecirc;ncias para melhorar os resultados da sua interven&ccedil;&atilde;o no doente atrav&eacute;s da auto forma&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica que &ldquo;procura alcan&ccedil;ar o pleno atendimento das necessidades e a m&aacute;xima satisfa&ccedil;&atilde;o das expectativas dos clientes&rdquo; (Lacerda, 2005, p. 20).</p>     <p>Segundo Pestana (2016) a responsabilidade da melhoria cont&iacute;nua na pr&aacute;tica profissional de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; do EEER, o que requer a aquisi&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e atualizada de conhecimentos e compet&ecirc;ncias que permitam fortalecer o julgamento cr&iacute;tico, a pr&aacute;tica baseada na reflex&atilde;o e a tomada de decis&atilde;o para que seja capaz de cuidar da pessoa com necessidades especiais, ao longo do ciclo de vida e em todos os contextos da pr&aacute;tica de cuidados, potenciando a funcionalidade e desenvolvendo as aptid&otilde;es da pessoa.</p>     <p>Na vis&atilde;o da osteopatia, qualquer altera&ccedil;&atilde;o da mobilidade tecidual pode vir, a qualquer altura, comprometer a fun&ccedil;&atilde;o de todo o organismo. Parte-se do princ&iacute;pio que qualquer mudan&ccedil;a na mobilidade do aparelho locomotor pode dar lugar a um quadro <i>patol&oacute;gico</i> que pode ou n&atilde;o ser de cariz osteop&aacute;tico (Barreto, 2014) e difere da alopatia, principalmente no cuidado que presta &agrave; mec&acirc;nica corporal e aos m&eacute;todos de manipula&ccedil;&atilde;o utilizados no diagn&oacute;stico e tratamento (Ricard & Vaca, 2017).</p>     <p>De acordo com a World Health Organization (2010) a osteopatia utiliza uma ampla variedade de t&eacute;cnicas manuais para melhorar a fun&ccedil;&atilde;o prejudicada ou alterada por elementos relacionados com o sistema som&aacute;tico, esquel&eacute;tico, articular, miofascial, vascular, linf&aacute;tico e neural.</p>     <p>Lam, Banihashem, Lam, Wan, e Chow (2019) levaram a cabo uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura com o objetivo de analisar e resumir sistematicamente a literatura de pesquisa prim&aacute;ria referente &agrave; experi&ecirc;ncia e expectativas dos pacientes acerca do tratamento de manipula&ccedil;&atilde;o osteop&aacute;tico, concluindo que a literatura prim&aacute;ria relatou, principalmente, aspetos positivos sobre a experi&ecirc;ncia e expectativas dos pacientes acerca do tratamento de manipula&ccedil;&atilde;o osteop&aacute;tico.</p>     <p>De acordo com o Regulamento n.&ordm; 392/2019 de 3 de maio o avan&ccedil;o no conhecimento requer que o EEER participe em projetos de investiga&ccedil;&atilde;o que visem aumentar o conhecimento e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias dentro da sua especializa&ccedil;&atilde;o, incluindo, na sua pr&aacute;tica, os novos resultados da investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Segundo Ricard e Vaca (2017) as evid&ecirc;ncias sobre a abordagem osteop&aacute;tica s&atilde;o numerosas, sendo exemplo disso o <i>International Journal of Osteopathic Medicine</i> que publica exclusivamente investiga&ccedil;&otilde;es nesta &aacute;rea.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Qual a viv&ecirc;ncia dos EEER que utilizam t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas na sua pr&aacute;tica profissional?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Dado o facto de se pretender conhecer a viv&ecirc;ncia dos EEER que utilizam t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas na sua pr&aacute;tica profissional, optou-se por um estudo de tipo explorat&oacute;rio-descritivo visto que se pretende nomear, categorizar, e descrever uma popula&ccedil;&atilde;o ou conceptualizar uma situa&ccedil;&atilde;o (Fortin, 2009).</p>     <p>Sampieri, Collado, e Lucio (2013) referem que &ldquo;&eacute; recomend&aacute;vel selecionar o enfoque qualitativo quando o tema de estudo foi pouco explorado, ou que n&atilde;o tenha sido realizada pesquisa sobre ele em algum grupo social espec&iacute;fico&rdquo; (Sampieri et al., 2013, p. 376) o que &eacute; o caso desta investiga&ccedil;&atilde;o uma vez que em Portugal se desconhecem estudos sobre este tema.</p>     <p>Este estudo assenta no paradigma qualitativo, pois &eacute; neste que o investigador observa, descreve, interpreta com o objetivo de compreender o fen&oacute;meno tal como &eacute; vivido e relatado pelos participantes (Fortin, 2009).</p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o-alvo, que segundo Fortin (2009) &eacute; constitu&iacute;da pelos elementos que satisfazem os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o definidos &eacute; composta pelos enfermeiros com os seguintes crit&eacute;rios: Enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o; Forma&ccedil;&atilde;o em osteopatia igual/superior a 2000h; Utilizar t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas no seu exerc&iacute;cio profissional.</p>     <p>Os participantes neste estudo, foram recrutados atrav&eacute;s do m&eacute;todo de amostra <i>bola de neve</i> que segundo Bernard (2006) &eacute; um m&eacute;todo de amostragem em rede utilizado para estudar popula&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis de encontrar, estudar ou quando n&atilde;o h&aacute; exatid&atilde;o sobre a sua quantidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considera-se que a amostra est&aacute; fechada quando existe satura&ccedil;&atilde;o dos dados obtidos, indo ao encontro a Fontanella, Ricas e Turato (2008) quando referem que as informa&ccedil;&otilde;es dadas pelos novos participantes pouco aditariam &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es j&aacute; obtidas.</p>     <p>Para este estudo, optou-se pela entrevista porque &eacute; o m&eacute;todo mais utilizado nos estudos explorat&oacute;rios-descritivos sendo de utiliza&ccedil;&atilde;o geral em quase todos os setores da popula&ccedil;&atilde;o e inclui taxas mais altas de respostas que as conseguidas pelo question&aacute;rio (Fortin, 2009).</p>     <p>Na constru&ccedil;&atilde;o da entrevista foram tidos em conta os objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o a fim de se conseguir conhecer as viv&ecirc;ncias dos EEER que utilizam t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas na sua pr&aacute;tica profissional. Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas procedeu-se &agrave; sua transcri&ccedil;&atilde;o, a qual constitui uma fase importante de investiga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o devendo ser considerada como um mero detalhe t&eacute;cnico entre a realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista e a an&aacute;lise dos dados (Azevedo et al., 2017). Os dados foram recolhidos no per&iacute;odo compreendido entre abril e setembro de 2018, ap&oacute;s contacto pr&eacute;vio com os participantes e em local, data e hora por estes escolhida.</p>     <p>Visto que os dados do estudo em causa resultam do testemunho das perce&ccedil;&otilde;es pessoais, obtidas atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de entrevistas semiestruturadas, considerou-se que a an&aacute;lise de conte&uacute;do constitui o m&eacute;todo mais adequado para o tratamento desses dados.</p>     <p>Ap&oacute;s transcri&ccedil;&atilde;o das entrevistas, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise dos dados com o aux&iacute;lio do computador e com recurso ao <i>software</i> NVivo<sup>&reg;</sup> que como refere Sampieri et al. (2013, p. 477) &ldquo;&eacute; um excelente programa de an&aacute;lise que &eacute; &uacute;til para criar bases de dados estruturadas hierarquicamente . . . codifica unidades de conte&uacute;do . . . utilizando como base o esquema elaborado pelo pesquisador . . . um dos seus pontos fortes &eacute; criar matrizes&rdquo;.</p>     <p>As categorias de an&aacute;lise foram elaboradas com base no que os autores Sampieri et al. (2013) preconizam para esta atividade metodol&oacute;gica.</p>     <p>Foram tidos em conta os princ&iacute;pios &eacute;ticos, ao ser pedida autoriza&ccedil;&atilde;o para a recolha de dados, atrav&eacute;s de consentimento informado, ap&oacute;s ter sido feita refer&ecirc;ncia ao prop&oacute;sito do trabalho, assim como para grava&ccedil;&atilde;o da entrevista, havendo compromisso na garantia do anonimato e confidencialidade de toda a informa&ccedil;&atilde;o adquirida.</p>     <p>O projeto que deu origem a este estudo de investiga&ccedil;&atilde;o obteve o parecer favor&aacute;vel da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de: Enfermagem (UICISA: E) da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (Parecer N&ordm; P524/10-2018).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Participaram no estudo oito enfermeiros especialistas com experi&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas. Seis participantes do sexo masculino dois do sexo feminino. Quatro participantes s&atilde;o detentores de licenciatura em enfermagem e quatro de mestrado, sendo que um elemento apresenta um mestrado fora do &acirc;mbito da enfermagem. A idade dos participantes est&aacute; compreendida entre os 33 e os 60 anos, concentrando-se no intervalo dos 30 aos 40 anos onde encontramos seis participantes.</p>     <p>Relativo ao n&uacute;mero de horas de forma&ccedil;&atilde;o em osteopatia, variam entre 2.000 a 3.600 horas. Todos os participantes possuem vasta experi&ecirc;ncia em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o com recurso a t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas.</p>     <p>Da consulta de frequ&ecirc;ncia de palavras mais utilizadas pelos participantes nos seus discursos, verificamos que a palavra mais utilizada &eacute; <i>t&eacute;cnicas</i> que &eacute; usada 289 vezes, seguida da palavra <i>reabilita&ccedil;&atilde;o</i> (197), <i>osteop&aacute;ticas</i> (167) e <i>enfermagem</i> (114) como se pode verificar na <i>nuvem de palavras</i> que se apresenta na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ref/vserVn1/Vn1a02f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verifica-se ainda que os conte&uacute;dos das entrevistas apresentam uma correla&ccedil;&atilde;o muito forte (0,9 para mais ou para menos) e forte (0,7 a 0,9 positivo ou negativo), de acordo com o Pearson correlation coefficient como se pode visualizar na <a href="/img/revistas/ref/vserVn1/Vn1a02f2.jpg">Figura 2</a>.</p>     
<p>A partir da an&aacute;lise dos textos transcritos das grava&ccedil;&otilde;es, foram contabilizadas as unidades de registo que se associam a cada uma das subcategorias e correspondente &aacute;rea tem&aacute;tica. Os resultados identificados s&atilde;o apresentados na <a href="/img/revistas/ref/vserVn1/Vn1a02t1.jpg">Tabela 1</a>.</p>     
<p>Relativamente &agrave; quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, os participantes, contemplam as &aacute;reas tem&aacute;ticas Experi&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas atrav&eacute;s de: Motiva&ccedil;&atilde;o para a mesma (15 unidades de registo; aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, influ&ecirc;ncia de outros profissionais, influ&ecirc;ncia familiar, novas abordagens, pela pr&aacute;tica desportiva e resultados observados); Tipo de situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas (25 unidades de registo; altera&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio, d&eacute;fice de aprendizagem, <i>d&eacute;ficit</i> de concentra&ccedil;&atilde;o, dislexia, do foro musculoesquel&eacute;tico, do foro neurol&oacute;gico, do foro visceral, dor, les&otilde;es desportivas, s&iacute;ndrome de imobilidade e outras situa&ccedil;&otilde;es); Tipo de pr&aacute;ticas osteop&aacute;ticas utilizadas (33 unidades de registo; massagem transversal profunda, t&eacute;cnicas linf&aacute;ticas, t&eacute;cnicas de inibi&ccedil;&atilde;o, t&eacute;cnicas estruturais, t&eacute;cnicas miofasciais, t&eacute;cnicas musculoenerg&eacute;ticas, t&eacute;cnicas sacrocranianas, t&eacute;cnicas somatoemocionais, t&eacute;cnicas viscerais); Princ&iacute;pios subjacentes &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o (22 unidades de registo; complementaridade de t&eacute;cnicas, consentimento do utente, perce&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia, princ&iacute;pios &eacute;ticos, avalia&ccedil;&atilde;o do utente); Local de utiliza&ccedil;&atilde;o (8 unidades de registo; consult&oacute;rio privado, cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, hospital privado) e Frequ&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o (10 unidades de registo; sempre, muitas vezes, a maioria das vezes); Vantagens percecionadas na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas atrav&eacute;s da Complementaridade (7 unidades de registo); Efetividade dos cuidados (8 unidades de registo); Encurtamento do tempo de recupera&ccedil;&atilde;o (8 unidades de registo); Ganhos econ&oacute;micos (5 unidades de registo); Nova filosofia de cuidar (5 unidades de registo); Satisfa&ccedil;&atilde;o do utente (1 unidade de registo); Rentabiliza&ccedil;&atilde;o de recursos (2 unidades de registo) e Resultados no utente (7 unidades de registo) e Constrangimentos percecionados na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas onde &eacute; consensual a sua inexist&ecirc;ncia (8 unidades de registo).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados da an&aacute;lise do conte&uacute;do das entrevistas, permitiram enquadrar os participantes no que se refere &agrave; sua experi&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas, nomeadamente: Motiva&ccedil;&atilde;o; tipo de situa&ccedil;&otilde;es, tipo de pr&aacute;ticas utilizadas, princ&iacute;pios subjacentes &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o, local onde utiliza e frequ&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ao n&iacute;vel da motiva&ccedil;&atilde;o foi poss&iacute;vel verificar que 50% dos participantes referem a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos como fator determinante no seu desenvolvimento profissional com o objetivo de se tornarem cada vez mais habilitados.</p>     <p>No que se refere &agrave; influ&ecirc;ncia de outros profissionais, um informante aponta experi&ecirc;ncias formativas anteriores e outro a experi&ecirc;ncia com a observa&ccedil;&atilde;o de outro profissional da &aacute;rea da terapia manual que despertou o seu interesse para a forma&ccedil;&atilde;o e posteriormente para a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas.</p>     <p>Na atualidade verifica-se um crescente interesse pelas t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas por parte de EEER que praticam uma modalidade desportiva, porque observaram resultados que apareciam de forma positiva, nomeadamente na recupera&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida de atletas, com recurso a t&eacute;cnicas de reabilita&ccedil;&atilde;o e apoio de pr&aacute;ticas osteop&aacute;ticas, facto referido por metade dos participantes.</p>     <p>No que se refere ao tipo de situa&ccedil;&otilde;es em que os EEER utilizam t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas, estas s&atilde;o muito variadas e mostram o extenso leque de situa&ccedil;&otilde;es em que a nossa atua&ccedil;&atilde;o pode ser mais efetiva. As altera&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio s&atilde;o referidas por dois participantes. Na verdade, h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o entre a osteopatia e o tratamento de altera&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio, mas seja por quest&otilde;es visuais, psiqui&aacute;tricas ou at&eacute; de mobilidade, a osteopatia mostra-se acess&iacute;vel e eficaz para reverter o quadro da popular <i>tontura</i> (Lima, 2018).</p>     <p>Outras situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas apontadas nos discursos de sete participantes est&atilde;o relacionadas com as patologias do foro musculosquel&eacute;tico indo de encontro ao referido pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS, 2008) quando diz que o tratamento osteop&aacute;tico promove a fun&ccedil;&atilde;o otimizada do sistema neuro m&uacute;sculo esquel&eacute;tico que influencia todos os sistemas do corpo, incluindo as v&iacute;sceras num contexto de abordagem hol&iacute;stica, atrav&eacute;s dum modelo de sa&uacute;de e doen&ccedil;a biom&eacute;dicopsicosocial.</p>     <p>De todas as situa&ccedil;&otilde;es musculosquel&eacute;ticas apresentadas pelos participantes, destacam-se as patologias da coluna, nomeadamente as cervicalgias referida por tr&ecirc;s participantes, a lombalgia referida por quatro participantes e todas as situa&ccedil;&otilde;es que envolvam dor.</p>     <p>A terapia manual &eacute; frequentemente utilizada com a finalidade de melhorar a amplitude de movimento, aliviar a dor, e restaurar a fun&ccedil;&atilde;o. Diferentes t&eacute;cnicas s&atilde;o utilizadas visando o aumento da amplitude de movimento articular (ADM) e a melhoria da funcionalidade das regi&otilde;es lombar e cervical, como o emprego de t&eacute;cnicas de mobiliza&ccedil;&atilde;o ou de manipula&ccedil;&atilde;o de pequena amplitude com impulso de alta velocidade.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de pr&aacute;ticas osteop&aacute;ticas utilizadas pelos nossos participantes, s&atilde;o referidas v&aacute;rias, com destaque para as t&eacute;cnicas sacrocranianas que s&atilde;o referidas por todos os participantes, miofasciais, referida por cinco participantes, musculoenerg&eacute;ticas apontadas por seis participantes, estruturais, utilizadas por quatro participantes e viscerais, apontadas por cinco informantes.</p>     <p>Procurou-se analisar os princ&iacute;pios subjacentes &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas osteop&aacute;ticas por parte dos nossos participantes. Da an&aacute;lise efetuada, verifica-se que estes s&atilde;o variados, nomeadamente: complementaridade de t&eacute;cnicas referida por cinco participantes, consentimento do utente e a perce&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia narrada por cinco participantes, os princ&iacute;pios &eacute;ticos, relatado por um participante e a avalia&ccedil;&atilde;o do utente mencionada por seis participantes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pode-se verificar, da an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es, a constante preocupa&ccedil;&atilde;o da perce&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia das t&eacute;cnicas utilizadas na observa&ccedil;&atilde;o dos resultados esperados o que deve permitir a melhoria cont&iacute;nua das pr&aacute;ticas.</p>     <p>Vive-se um tempo de transi&ccedil;&atilde;o em que somos interpelados a complementar a nossa atua&ccedil;&atilde;o, enquanto enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o, com outras t&eacute;cnicas e tecnologias que n&atilde;o as comummente utilizadas.</p>     <p>Como em todo o cuidado de enfermagem, requer o consentimento do utente, sendo este outro princ&iacute;pio apontado pela maioria dos participantes (cinco) reconhecendo assim o valor da autonomia do utente.</p>     <p>Em toda a nossa pr&aacute;tica temos como premissa a negocia&ccedil;&atilde;o do plano de cuidados elaborado de acordo com o diagn&oacute;stico formulado. Este aspeto est&aacute; bem patente nos discursos dos nossos participantes quando se referem como princ&iacute;pio subjacente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas osteop&aacute;ticas, o consentimento do utente, o que vai ao encontro ao preconizado pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de quando diz que os profissionais de sa&uacute;de mant&ecirc;m a privacidade dos seus utentes; doentes ou utentes na rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Respeitam as ideias, os desejos e os direitos dos pacientes, doentes ou utentes ou clientes, e obt&ecirc;m o seu consentimento, interagem com e tratam os pacientes com sensatez, pondera&ccedil;&atilde;o, com dignidade, respeito, gentilmente, e mant&ecirc;m a sua confidencialidade. (DGS, 2008, p. 1).</p>     <p>Apenas um participante faz refer&ecirc;ncia ao princ&iacute;pio &eacute;tico da n&atilde;o malefic&ecirc;ncia, mas &eacute; sabido que toda a pr&aacute;tica de enfermagem &eacute; alicer&ccedil;ada nos princ&iacute;pios &eacute;ticos e deontol&oacute;gicos devidamente publicados no regulamento do exerc&iacute;cio profissional do enfermeiro. A enfermagem fundamenta a sua pr&aacute;tica num agir que tem em vista o melhor bem para a pessoa cuidada, respeitando os direitos humanos nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais que estabelece.</p>     <p>No exerc&iacute;cio das suas fun&ccedil;&otilde;es, os enfermeiros dever&atilde;o adotar uma conduta respons&aacute;vel e &eacute;tica e atuar no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidad&atilde;os (OE, 2016).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do utente, &eacute; outro aspeto referido como princ&iacute;pio subjacente para a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas e est&aacute; patente nos discursos de seis participantes e permite ao enfermeiro realizar o diagn&oacute;stico, planificar as interven&ccedil;&otilde;es de enfermagem, acompanhar e avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o do utente.</p>     <p>Dos resultados obtidos foi poss&iacute;vel observar que o local onde os participantes utilizam t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas variam. Seis participantes, utilizam-nas em consult&oacute;rio privado, pr&oacute;prio ou partilhado. Somente um participante utiliza t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas em contexto de cuidados sa&uacute;de prim&aacute;rios (Equipa de Cuidados Continuados Integrados) e outro em contexto hospitalar privado. O EEER tem o direito de exercer livremente a profiss&atilde;o (OE, 2016) na qualidade de independente, em regime de contrato de trabalho, ou como funcion&aacute;rio de um servi&ccedil;o p&uacute;blico, pode praticar a profiss&atilde;o isoladamente, como colaborador de um ou de v&aacute;rios colegas, ou em associa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel reconhecer, pela an&aacute;lise do conte&uacute;do das oito entrevistas, que todos os participantes referem a complementaridade, a efetividade de cuidados, o encurtamento do tempo de recupera&ccedil;&atilde;o e os resultados observados nos utentes como vantagens percecionadas na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas.</p>     <p>Os enfermeiros t&ecirc;m uma atua&ccedil;&atilde;o de complementaridade funcional relativamente aos demais profissionais de sa&uacute;de, mas dotada de id&ecirc;ntico n&iacute;vel de dignidade e autonomia de exerc&iacute;cio profissional (Comiss&atilde;o de Especialidade de Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o, 2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verifica-se que todos os participantes fazem men&ccedil;&atilde;o &agrave; efetividade, como grande vantagem da utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas, raz&atilde;o pela qual &eacute; referida por todos os participantes. Pode-se constatar que a explica&ccedil;&atilde;o estar&aacute; sempre nos resultados que se obt&ecirc;m, ou seja, no impacto das medidas no estado de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es em geral e de cada um dos cidad&atilde;os em particular, isto &eacute;, na efetividade (Amaral, 2014).</p>     <p>A enfermagem &eacute; incitada a demonstrar a efetividade dos seus cuidados e da qualidade dos mesmos pelo que &eacute; impreter&iacute;vel demonstrar o valor das suas interven&ccedil;&otilde;es. No discurso de cinco participantes encontramos refer&ecirc;ncia a ganhos econ&oacute;micos, enquanto vantagem percecionada, decorrente da utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas, no seu desempenho de EEER.</p>     <p>A excel&ecirc;ncia da enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o pode trazer ganhos em sa&uacute;de que se traduzem quer pela redu&ccedil;&atilde;o de epis&oacute;dios de doen&ccedil;a, incapacidade tempor&aacute;ria ou permanente, quer pelo aumento da funcionalidade f&iacute;sica e psicossocial, contribuindo, deste modo, para uma melhoria da qualidade de vida (DGS, 2013).</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas pelos EEER, participantes neste estudo, constitui uma nova filosofia de cuidar. Quatro enfermeiros referem que estas t&eacute;cnicas trazem uma nova maneira de ver o cuidar em reabilita&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do processo de cuidados que &eacute; semelhante, trazendo uma outra vis&atilde;o da sa&uacute;de e da doen&ccedil;a.</p>     <p>Segundo Barreto (2014), a osteopatia &eacute; um sistema de avalia&ccedil;&atilde;o e tratamento, com filosofia e metodologia pr&oacute;prias, com o objetivo de restabelecer a fun&ccedil;&atilde;o das estruturas e sistemas corporais. Outro aspeto referido por dois dos participantes &eacute; a rentabiliza&ccedil;&atilde;o de recursos que se observa com a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas. Se o encurtamento do tempo de recupera&ccedil;&atilde;o, os resultados observados nos utentes e a efetividade de cuidados, s&atilde;o realidades percecionadas por todos os participantes, j&aacute; referido anteriormente, r&aacute;pido se compreende que podemos rentabilizar recursos, quer humanos, materiais e consequentemente econ&oacute;micos.</p>     <p>Os EEER, que utilizam t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas, sentem-se capazes, seguros e sem qualquer press&atilde;o no exerc&iacute;cio das suas fun&ccedil;&otilde;es especializadas, o que se verifica no discurso de todos os participantes, raz&atilde;o pela qual n&atilde;o mencionam percecionar constrangimentos na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas pois t&ecirc;m a preocupa&ccedil;&atilde;o constante de adquirirem forma&ccedil;&atilde;o por forma a assegurar o cumprimento dos requisitos habilitacionais e das condi&ccedil;&otilde;es essenciais ao exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de enfermagem.</p>     <p>As limita&ccedil;&otilde;es deste estudo incidiram sobre a dificuldade em encontrar literatura relativa a este tema dada a sua atualidade no que concerne ao recurso a t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas na pr&aacute;xis de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Embora a amostra possa ser considerada uma limita&ccedil;&atilde;o do estudo, considera-se ser diversificada pois d&aacute; resposta ao objetivo de conhecer a viv&ecirc;ncia dos enfermeiros especialistas em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o sobre a sua experi&ecirc;ncia, vantagens e constrangimentos na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas e a sua efetividade no cuidar em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O facto de se desconhecer evid&ecirc;ncia sobre a contribui&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas osteop&aacute;ticas na interven&ccedil;&atilde;o em enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o, conduz-nos a considerar a oportunidade e pertin&ecirc;ncia para a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Com a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo, fica-se com a convic&ccedil;&atilde;o da sua mais valia para a enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do conhecimento das viv&ecirc;ncias dos EEER que utilizam pr&aacute;ticas espec&iacute;ficas de outra disciplina no seu desempenho profissional especializado em reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O EEER, reconhece a import&acirc;ncia de alargar o seu horizonte e investir na sua forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua para que possa fazer face aos avan&ccedil;os no conhecimento do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a tendo em vista a satisfa&ccedil;&atilde;o e a excel&ecirc;ncia do cuidar, num tempo em que a sociedade se mostra cada vez mais exigente.</p>     <p>Considera-se que as conclus&otilde;es retiradas deste estudo se revelam pertinentes no processo de conhecimento deste fen&oacute;meno no desempenho profissional destes enfermeiros, alargando horizontes na sua &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o tornando-se adequada a realiza&ccedil;&atilde;o de futuros estudos, no sentido de conhecer mais profundamente a influ&ecirc;ncia das t&eacute;cnicas osteop&aacute;ticas na pr&aacute;xis da enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Amaral, A. (2014). Um modelo de efetividade de cuidados em enfermagem. Revista Investiga&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, 8(1), 20-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068358&pid=S0874-0283202000010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Azevedo, V., Carvalho, M., Costa, F. F., Mesquita, S., Soares, J., Teixeira, F., & Maia, A. (2017). Transcrever entrevistas: Quest&otilde;es conceptuais, orienta&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas e desafios. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia, 4(14), 159-168. doi:<a href="http://www.doi.org/10.12707/RIV17018"target="_blank">10.12707/RIV17018</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068360&pid=S0874-0283202000010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barreto, N. (2014). Componentes de forma&ccedil;&atilde;o no plano de estudos: A componente pr&aacute;tica num curso profissional de Osteopatia (Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado). Universidade Aberta, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068361&pid=S0874-0283202000010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bernard, R. (2006). Research methods in anthropology: Qualitative and quantitative approaches. Lanham, MD: AltaMira Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068363&pid=S0874-0283202000010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Comiss&atilde;o de Especialidade de Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. (2010). Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o e cuidados continuados: Consolida&ccedil;&atilde;o de premissas antigas ou um novo desafio? Ordem dos Enfermeiros, 33, 22-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068365&pid=S0874-0283202000010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de. (2008). Osteopatia resumo da caracteriza&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica e do perfil do profissional. Recuperado de <a href="https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-1/tnc-osteopatia-completo.aspx"target="_blank">https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-1/tnc-osteopatia-completo.aspx</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068367&pid=S0874-0283202000010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. (2013). Plano Nacional de Sa&uacute;de 2012-2016. Recuperado de <a href="http://pns.dgs.pt/files/2013/05/PNS2012_2016_versaoresumo_maio20133.pdf"target="_blank">http://pns.dgs.pt/files/2013/05/PNS2012_2016_versaoresumo_maio20133.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068369&pid=S0874-0283202000010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fontanella, B., Ricas, J., & Turato, E. (2008). Amostragem por satura&ccedil;&atilde;o em pesquisas qualitativas em sa&uacute;de: Contribui&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. 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Gest&atilde;o da qualidade: Fundamentos da excel&ecirc;ncia. Bras&iacute;lia, Brasil: Sebrae.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068374&pid=S0874-0283202000010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lam, M., Banihashem, M., Lam, H., Wan, A., & Chow, E. (2019). Patient experience, satisfaction, perception and expectation of osteopathic manipulative treatment: A systematic review. International Journal of Osteopathic Medicine, 32(19), 28-43. 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Recuperado de <a href="http://osteopatiasp.com.br/osteopatia-vertigens"target="_blank">http://osteopatiasp.com.br/osteopatia-vertigens</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068377&pid=S0874-0283202000010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ordem dos Enfermeiros. (2016). Parecer n.&ordm; 06/2016. Utiliza&ccedil;&atilde;o da osteopatia nos cuidados prestados por enfermeiro especialista em Enfermagem de Reabilita&ccedil;&atilde;o. Recuperado de <a href="https://www.ordemenfermeiros.pt/arquivo/documentos/Documents/Parecer_06_2016_MCEER_UtilizacaoOsteopatiaCuidadosPrest.pdf"target="_blank">https://www.ordemenfermeiros.pt/arquivo/documentos/Documents/Parecer_06_2016_MCEER_UtilizacaoOsteopatiaCuidadosPrest.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068379&pid=S0874-0283202000010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pestana, H. (2016). Cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o: Enquadramento. In C. Vieira & L. Sousa (Eds.), Cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa ao longo da vida (pp. 47-55). Loures, Portugal: Lusodidacta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068381&pid=S0874-0283202000010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Regulamento n.&ordm; 122/2011 de 18 de fevereiro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n&ordm; 35/08 II S&eacute;rie, Parte E. Ordem dos Enfermeiros. Lisboa, Portugal</p>     <p>Regulamento n.&ordm; 392/2019 de 3 de maio. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n&ordm; 85/2019 II S&eacute;rie. Ordem dos Enfermeiros. Lisboa, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Ricard, F., & Vaca, A. (2017).Osteopat&iacute;a basada en la evidencia: Evidencia cient&iacute;fica y bases de la osteopat&iacute;a. Madrid, Espa&ntilde;a: Medos Edici&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068385&pid=S0874-0283202000010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sampieri, R. H., Collado, C.F., & Lucio, P. B. (2013) Metodologia de pesquisa (5&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo, Brasil: McGraw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068387&pid=S0874-0283202000010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, L. (2016). O processo de reabilita&ccedil;&atilde;o. In C. Vieira & L. Sousa (Eds.), Cuidados de enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa ao longo da vida (pp. 15-23). Loures, Portugal: Lusodidacta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068389&pid=S0874-0283202000010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>World Health Organization. (2010). Benchmarks for training in traditional / complementary and alternative medicine - Benchmarks for Training in Osteopathy. Recuperado de <a href="https://www.who.int/medicines/areas/traditional/BenchmarksforTraininginOsteopathy.pdf"target="_blank">https://www.who.int/medicines/areas/traditional/BenchmarksforTraininginOsteopathy.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068391&pid=S0874-0283202000010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Xavier, B. (2001). Terapias alternativas e sociedade moderna: Popularidade e consumo de medicinas n&atilde;o convencionais. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia (6), 23-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1068392&pid=S0874-0283202000010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Contribui&ccedil;&atilde;o de autor</b></p>     <p>Conceptualiza&ccedil;&atilde;o: Caldas, A. J.</p>     <p>Tratamento de dados: Caldas, A. J.; Ara&uacute;jo, C. A.</p>     <p>Metodologia: Caldas, A. J.; Ara&uacute;jo, C. A.;</p>     <p>Supervis&atilde;o, Ara&uacute;jo, C. A.</p>     <p>Reda&ccedil;&atilde;o - prepara&ccedil;&atilde;o do rascunho original: Caldas, A. J.</p>     <p>Reda&ccedil;&atilde;o - revis&atilde;o e edi&ccedil;&atilde;o: Caldas, A. J.; Ara&uacute;jo, C. A.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa*">*</a><a name="a*"></a> <b>Autor de correspond&ecirc;ncia</b>:</p>     <p>Artur Jos&eacute; Caldas</p>     <p>Email: <a href="mailto:enfartur1974@gmail.com">enfartur1974@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Como citar este artigo</b>: Caldas, A. J., & Ara&uacute;jo, C. A. (2020). A pr&aacute;xis da enfermagem de reabilita&ccedil;&atilde;o e os contributos da osteopatia. Revista de Enfermagem Refer&ecirc;ncia, 5(1), e19076. doi: <a href="http://www.doi.org/10.12707/RIV19076"target="_blank">10.12707/RIV19076</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido: 20.10.19</p>     <p>Aceite: 20.01.20</p>      ]]></body><back>
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