<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0874-2049</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psicologia]]></abbrev-journal-title>
<issn>0874-2049</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Psicologia (APP)Edições Colibri]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0874-20491998000100002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17575/rpsicol.v12i1.571</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Factores cognitivos associados a comportamentos de prevenção face a cheias (provocadas pelo rebentamento de barragens)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cogntive Factors Related to Preventive Behaviour Towards Dam-Break Induced Floods]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sílvia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Luísa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>1998</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>1998</year>
</pub-date>
<volume>12</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>29</fpage>
<lpage>39</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0874-20491998000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0874-20491998000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0874-20491998000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Segundo a teoria da adaptação cognitiva (Taylor, 1983,1989) face a uma situação de ameaça, as pessoas desenvolvem ilusões de modo a manterem-se mentalmente saudáveis. Por outro lado, o modelo desenvolvido por Bandura (1977,1989) sugere que a crença específica de que se pode realizar um comportamento aumenta a probabilidade de se efectivar o mesmo. O estudo apresentado neste artigo foi desenvolvido com o objectivo de compreender a utilização destes mecanismos cognitivos na prevenção de cheias provocadas pelo rebentamento de barragens. Foram formuladas duas hipóteses principais: 1) os indivíduos que residem numa zona de maior risco desenvolvem uma maior subestima da ameaça e apresentam ilusões positivas; 2) os indivíduos que acreditam que podem realizar comportamentos de prevenção e simultaneamente acreditam na eficácia desses comportamentos serão aqueles que efectuam um maior número de acções de prevenção. Foram inquiridos 91 indivíduos de ambos os sexos habitantes de Silves, cidade que se situa a aproximadamente 15 quilómetros de duas barragens. Os resultados apoiam as hipóteses colocadas e são analisadas as suas implicações para a realização de acções de prevenção nesta localidade.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[According to the Cognitive Adaptation Theory (Taylor, 1983, 1989), people under threat develop cognitive illusions in order to preserve mental health. Bandura's Theory of Self-Efficacy (1977,1989) proposes that the belief of ability to perform a specific behaviour increases the probability of performing it. This study was conceived in order to understand the use of those cognitive strategies on the prevention of dam-break induced floods. Two main hypothesis were tested: (1) subjects living in a higher risk area will present an under-estimation of the flood threat and positive illusions, as compared to those living in safer areas; and (2) subjects who believe in their capacities to perform the preventive behaviour and those who believe in the efficacy of that preventive behaviour will more probably implement that behaviour. 91 residents of a small Portuguese town located 9 miles after two dams (Silves) were interviewed. Results support our hypotheses, and some implications are drawn to a preventive campaign in that area.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[percepção de riscos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[factores cognitivos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[comportamentos de prevenção]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Factores cognitivos associados a comportamentos de preven&#231;&#227;o face a cheias (provocadas pelo rebentamento de barragens)</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Cogntive Factors Related to Preventive Behaviour Towards Dam-Break Induced Floods</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>S&#237;lvia Silva<sup>*</sup>; Maria Lu&#237;sa Lima<sup>**</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*-**</sup>Professora no Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa, Lisboa</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Segundo a teoria da adapta&#231;&#227;o cognitiva (Taylor, 1983,1989) face a uma situa&#231;&#227;o de amea&#231;a, as pessoas desenvolvem ilus&#245;es de modo a manterem-se mentalmente saud&#225;veis. Por outro lado, o modelo desenvolvido por Bandura (1977,1989) sugere que a cren&#231;a espec&#237;fica de que se pode realizar um comportamento aumenta a probabilidade de se efectivar o mesmo. O estudo apresentado neste artigo foi desenvolvido com o objectivo de compreender a utiliza&#231;&#227;o destes mecanismos cognitivos na preven&#231;&#227;o de cheias provocadas pelo rebentamento de barragens. Foram formuladas duas hip&#243;teses principais:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">1) os indiv&#237;duos que residem numa zona de maior risco desenvolvem uma maior subestima da amea&#231;a e apresentam ilus&#245;es positivas; 2) os indiv&#237;duos que acreditam que podem realizar comportamentos de preven&#231;&#227;o e simultaneamente acreditam na efic&#225;cia desses comportamentos ser&#227;o aqueles que efectuam um maior n&#250;mero de ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o. Foram inquiridos 91 indiv&#237;duos de ambos os sexos habitantes de Silves, cidade que se situa a aproximadamente 15 quil&#243;metros de duas barragens. Os resultados apoiam as hip&#243;teses colocadas e s&#227;o analisadas as suas implica&#231;&#245;es para a realiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o nesta localidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: percep&#231;&#227;o de riscos; factores cognitivos; comportamentos de preven&#231;&#227;o.</font></p>  <hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">According to the Cognitive Adaptation Theory (Taylor, 1983, 1989), people under threat develop cognitive illusions in order to preserve mental health. Bandura's Theory of Self-Efficacy (1977,1989) proposes that the belief of ability to perform a specific behaviour increases the probability of performing it. This study was conceived in order to understand the use of those cognitive strategies on the prevention of dam-break induced floods. Two main hypothesis were tested: (1) subjects living in a higher risk area will present an under-estimation of the flood threat and positive illusions, as compared to those living in safer areas; and (2) subjects who believe in their capacities to perform the preventive behaviour and those who believe in the efficacy of that preventive behaviour will more probably implement that behaviour. 91 residents of a small Portuguese town located 9 miles after two dams (Silves) were interviewed. Results support our hypotheses, and some implications are drawn to a preventive campaign in that area.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">Introdu&#231;&#227;o</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A ocorr&#234;ncia de acidentes em v&#225;rias barragens por todo o mundo, com consequ&#234;ncias graves quer em termos materiais quer em termos de perdas de vidas humanas, deu origem a uma preocupa&#231;&#227;o dos t&#233;cnicos e especialistas sobre a necessidade de se desenvolver planos de seguran&#231;a para as barragens. A instala&#231;&#227;o de sistemas de aviso foi uma das medidas mais implementadas, uma vez que este tipo de sistema permite alertar as popula&#231;&#245;es de forma a evacuar as mesmas numa situa&#231;&#227;o de emerg&#234;ncia. Em Portugal ainda n&#227;o existem sistemas de aviso nas barragens, no entanto, em 1994, teve inicio o projecto &quot;NATO-PO FLOOD&quot; Portugal (Almeida, Ramos, Franco, Lima e Santos, 1996) delineado com o objectivo final de implementar planos de emerg&#234;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Considerando que para uma evacua&#231;&#227;o eficaz das popula&#231;&#245;es n&#227;o &#233; suficiente a exist&#234;ncia de um sistema de aviso, mas &#233; tamb&#233;m necess&#225;ria uma resposta adequada das popula&#231;&#245;es que residem nas &#225;reas de risco, &#233; importante compreender o modo como as pessoas percepcionam os riscos. O estudo aqui apresentado surge neste contexto com o objectivo principal de compreender os mecanismos cognitivos que influenciam a percep&#231;&#227;o do risco associado &#224;s barragens, de modo a contribuir para a defini&#231;&#227;o de estrat&#233;gias que aumentem a efic&#225;cia de futuras ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido foram utilizados dois modelos te&#243;ricos principais: a teoria da adapta&#231;&#227;o cognitiva (Taylor, 1983 e 1989) e a teoria da auto-efic&#225;cia (1977,1986).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O pressuposto principal da teoria da adapta&#231;&#227;o cognitiva &#233; que face a uma situa&#231;&#227;o de amea&#231;a as pessoas desenvolvem mecanismos de adapta&#231;&#227;o &#224; situa&#231;&#227;o de modo a manterem-se mentalmente saud&#225;veis. Assim desenvolvem uma percep&#231;&#227;o positivamente distorcida de si pr&#243;prias, uma percep&#231;&#227;o exagerada de controlo pessoal e expectativas excessivamente optimistas em rela&#231;&#227;o ao futuro. Taylor (1983) utilizou o termo &quot;ilus&#245;es positivas&quot; para capturar a ess&#234;ncia deste fen&#243;meno, ou seja, a emerg&#234;ncia de cren&#231;as positivamente distorcidas face a informa&#231;&#227;o amea&#231;adora.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este pressuposto desafia as vis&#245;es tradicionais de sa&#250;de mental que sustentam e defendem a ideia de que a pessoa mentalmente saud&#225;vel &#233; aquela que mant&#233;m um contacto pr&#243;ximo com a realidade. No entanto, o modelo da adapta&#231;&#227;o cognitiva &#233; apoiado por v&#225;rios estudos emp&#237;ricos que sugerem a exist&#234;ncia destas ilus&#245;es positivas (Taylor e Armor, 1996).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se que, mesmo na aus&#234;ncia de uma situa&#231;&#227;o de amea&#231;a, se observa a exist&#234;ncia de n&#237;veis moderados de ilus&#245;es em rela&#231;&#227;o ao pr&#243;prio, ao controlo e ao futuro. Por exemplo, v&#225;rios estudos realizados com estudantes universit&#225;rios mostraram que, quando se lhes pedia para se caracterizarem, eles faziam uma caracteriza&#231;&#227;o mais positiva de si pr&#243;prios do que dos outros estudantes em geral (Alicke, 1985; Campbell, 1986; Brown, 1996).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os acontecimentos negativos ou amea&#231;adores desafiam estas avalia&#231;&#245;es positivas dos indiv&#237;duos, resultando em esfor&#231;os suplementares destes para restabelecerem estas percep&#231;&#245;es de forma a manter a sua sa&#250;de mental. Taylor (1991) verificou que em situa&#231;&#245;es em que as pessoas s&#227;o v&#237;timas de acontecimentos negativos desenvolvem um maior esfor&#231;o para melhorar as suas percep&#231;&#245;es de si, do controlo percebido e do optimismo. Estudos realizados mostraram que acontecimentos negativos produzem uma maior actividade afectiva, fisiol&#243;gica, cognitiva e comportamental do que acontecimentos neutros ou positivos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O desenvolvimento das ilus&#245;es positivas &#233; poss&#237;vel atrav&#233;s da activa&#231;&#227;o de mecanismos psicol&#243;gicos e sociais. Taylor e Armor (1996) referem a utiliza&#231;&#227;o de determinados processos psicol&#243;gicos que podem ajudar as pessoas a desenvolver, manter ou rest&#225;belecer uma vis&#227;o exageradamente positiva de si pr&#243;prias, de controlo e um optimismo irrealista. Um dos processos relevantes &#233; sem d&#250;vida a compara&#231;&#227;o social, ou seja, as pessoas aumentam a sua auto-estima comparandose com outros que se encontram numa situa&#231;&#227;o pior que a delas (Aspinwall e Taylor, 1993). Os processos de disson&#226;ncia cognitiva tamb&#233;m permitem proteger o indiv&#237;duo contra as amea&#231;as &#224;s suas percep&#231;&#245;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#201; ainda importante salientar que as ilus&#245;es positivas face a acontecimentos amea&#231;adores est&#227;o associadas as esfor&#231;os eficazes para lidar com a situa&#231;&#227;o e a uma adapta&#231;&#227;o psicol&#243;gica. Na verdade, as ilus&#245;es positivas correspondem a mecanismos diferentes de outros, tais como o comportamento de evitamento ou a nega&#231;&#227;o, uma vez que integram a informa&#231;&#227;o negativa e a pessoa tem consci&#234;ncia de que se encontra amea&#231;ada. Recentemente, Aspinwall e Brunhart (1996) verificaram que a presen&#231;a de cren&#231;as optimistas relativamente &#224; sa&#250;de estavam relacionadas com uma maior aten&#231;&#227;o e recorda&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es sobre os riscos, especialmente quando esta informa&#231;&#227;o era considerada importante pelos sujeitos. Al&#233;m disso, observou-se que tanto no caso de doentes card&#237;acos (Hegelson e Taylor, 1993) como no de doentes de cancro (Wood, Taylor e Lichtman, 1985) e com sida (Taylor, Kemeny, Aspinwall, Schneider, Rodriguez e Herbert, 1992) aqueles que apresentavam ilus&#245;es positivas eram os que se encontravam mais bem adaptados &#224; situa&#231;&#227;o de doen&#231;a. Por outro lado, os v&#225;rios estudos realizados mostram que as ilus&#245;es positivas contribuem para os crit&#233;rios que est&#227;o normalmente associados &#224; sa&#250;de mental: alegria, atitudes positivas em rela&#231;&#227;o ao pr&#243;prio, capacidade para cuidar de outros, abertura a novas ideias, criatividade, capacidade para crescer, desenvolver e auto-actualiza&#231;&#227;o (Taylor, 1989; Taylor e Armor, 1991).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em Portugal, este modelo foi utilizado na percep&#231;&#227;o do risco s&#237;smico (Lima, 1993, 1997), tendo-se verificado que os indiv&#237;duos expostos a esta amea&#231;a desenvolviam os tr&#234;s tipos de ilus&#245;es. Os que habitavam na zona de maior risco s&#237;smico (A&#231;ores) detinham uma maior consci&#234;ncia da amea&#231;a a que estavam sujeitos comparativamente com os sujeitos que habitavam numa zona de risco menos acentuado (Lisboa). No entanto, esta popula&#231;&#227;o tamb&#233;m apresentava um maior sentimento de efic&#225;cia pessoal face ao risco, consideravam-no mais control&#225;vel e manifestavam um maior optimismo em rela&#231;&#227;o ao futuro.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No nosso estudo utiliz&#225;mos tamb&#233;m o modelo da auto-efic&#225;cia desenvolvido por Bandura (1977,1986), que parte do pressuposto que uma pessoa s&#243; realiza um comportamento quando acredita que o pode concretizar (cren&#231;a na auto-efic&#225;cia) e que este comportamento vai dar origem aos resultados esperados (expectativas em rela&#231;&#227;o aos resultados). Bandura salienta que os julgamentos que excedem ligeiramente as capacidades dos indiv&#237;duos ser&#227;o os mais funcionais, uma vez que esses indiv&#237;duos v&#227;o optar por realizar tarefas mais desafiantes.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estes julgamentos relativamente &#224; auto-efic&#225;cia enquadram-se na perspectiva referida anteriormente no que se refere &#224;s ilus&#245;es positivas presentes na avalia&#231;&#227;o que o indiv&#237;duo faz de si pr&#243;prio.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A cren&#231;a na auto-efic&#225;cia determina se um dado comportamento ser&#225; iniciado e qual a quantidade de esfor&#231;o que ser&#225; despendido e durante quanto tempo. V&#225;rios estudos realizados (O'Learly, 1985; Schwarzer, 1995) mostraram a import&#226;ncia deste conceito na mudan&#231;a de comportamentos e op&#231;&#227;o por comportamentos mais saud&#225;veis. Deste modo, esta cren&#231;a revela-se de grande import&#226;ncia para o desenvolvimento de h&#225;bitos de preven&#231;&#227;o, uma vez que o facto de as pessoas acreditarem que podem realizar um comportamento aumenta fortemente a probabilidade de o concretizarem.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Considerando os contributos destas teorias elaboramos duas hip&#243;teses:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">1 .<sup>a</sup> hip&#243;tese: As pessoas que residem numa zona de maior risco v&#227;o apresentar uma maior consci&#234;ncia da amea&#231;a, mas simultaneamente desenvolvem uma minimiza&#231;&#227;o do risco, uma maior percep&#231;&#227;o de efic&#225;cia, uma maior percep&#231;&#227;o de controlo e n&#237;veis mais elevados de optimismo;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">2.<sup>a</sup> hip&#243;tese: Os indiv&#237;duos que acreditem na sua capacidade para realizar ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o e tenham expectativas positivas em rela&#231;&#227;o a essas ac&#231;&#245;es v&#227;o ser aqueles que optam pela efectiva&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Sujeitos</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram inquiridos 91 sujeitos de ambos os sexos, sendo 56% do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 19 e os 90 anos, com uma idade m&#233;dia de 53 anos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A amostra foi recolhida na cidade Silves que se situa a quinze quil&#243;metros de dist&#226;ncia de duas barragens (Arade e Funcho) e que constituia o primeiro estudo de caso do projecto &quot;Dam Break Flood Management in Portugal&quot; (Almeida, Ramos, Franco, Lima e Santos, 1996). Os dados foram recolhidos em tr&#234;s &#225;reas diferentes com o objectivo de manipular a exposi&#231;&#227;o ao risco, de acordo com os mapas de inunda&#231;&#227;o realizados pelos t&#233;cnicos do LNEC (Viseu, 1996):</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#193;rea 1      Zona de alta exposi&#231;&#227;o ao risco, zona baixa da cidade perto do rio.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#193;rea 2      Zona de baixa exposi&#231;&#227;o ao risco, zona alta da cidade perto do castelo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#193;rea 3      Zona n&#227;o exposta ao risco, zona distante do centro da cidade perto da esta&#231;&#227;o.</font></p> </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A amostra foi recolhida aleatoriamente, dentro de cada grupo, alternando as ruas, portas e andares.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Material</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como instrumento de recolha de dados foi utilizado um question&#225;rio constru&#237;do a partir dos construtos te&#243;ricos referidos anteriormente, assim como question&#225;rios usados por outros autores nesta &#225;rea (Taylor e Lenham, 1987; Lima, 1993). O question&#225;rio inclu&#237;a os seguintes conjuntos de quest&#245;es: enquadramento sociodemogr&#225;fico, caracteriza&#231;&#227;o da experi&#234;ncia de cheias e utiliza&#231;&#227;o de meios de protec&#231;&#227;o, consci&#234;ncia da amea&#231;a, percep&#231;&#227;o da amea&#231;a, ilus&#245;es positivas, cren&#231;a na auto-efic&#225;cia e expectativas de resultados e realiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A consci&#234;ncia da amea&#231;a foi avaliada atrav&#233;s do grau de preocupa&#231;&#227;o e frequ&#234;ncia de pensamentos sobre o risco, e avalia&#231;&#227;o do grau em que a cidade e a casa do sujeito seria afectada em caso de acidente. Para avaliar a percep&#231;&#227;o do risco pediu-se aos indiv&#237;duos que indicassem a probabilidade de ocorrer um acidente nas barragens nos pr&#243;ximos dois e dez anos. As ilus&#245;es positivas em rela&#231;&#227;o ao risco foram medidas por tr&#234;s grupos de quest&#245;es, que abrangiam a percep&#231;&#227;o de auto-efic&#225;cia para realizar comportamentos de preven&#231;&#227;o, a percep&#231;&#227;o de controlo sobre a vida e sobre o risco e o optimismo irrealista que foi avaliado atrav&#233;s de duas quest&#245;es, as quais inclu&#237;am a avalia&#231;&#227;o da seguran&#231;a da casa e a probabilidade de o sujeito ser afectado em caso de acidente. Por &#250;ltimo, incluiu-se uma quest&#227;o que procurava averiguar a utiliza&#231;&#227;o de algumas estrat&#233;gias de preven&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o &#224;s cheias.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O question&#225;rio foi aplicado sobre a forma de entrevista directa, numa primeira fase foram inquiridos os sujeitos que viviam no centro da cidade correspondente &#224;s &#225;reas 1 e 2 e na segunda fase foi abordada a &#225;rea 3. Foram exclu&#237;dos da amostra todos os sujeitos que declaravam n&#227;o ter conhecimento da exist&#234;ncia das barragens.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Resultados</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foram realizadas an&#225;lises de vari&#226;ncia para cada vari&#225;vel dependente, co-variando a vari&#225;vel idade. Realizou-se tamb&#233;m o teste de honestidade de Tukey, de forma a compreender quais os grupos que s&#227;o diferentes entre si.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos (<a href="#q1">quadro 1</a>) mostram que existem diferen&#231;as entre os tr&#234;s grupos no que se refere &#224; consci&#234;ncia da amea&#231;a. Verificou-se que os sujeitos que residem na zona de maior risco (&#225;rea 1) pensam com maior frequ&#234;ncia na possibilidade de ocorrer um acidente (F(2;90)= 8,003; p&lt;0,001), preocupam-se mais com esta possibilidade (F(2;90)=16,340; p&lt;0,001), assim como consideram que a sua casa seria mais afectada por um acidente nas barragens (F(2;90)=80,335; p&lt;0,0001). Estes resultados demonstram que a situa&#231;&#227;o de risco &#233; percepcionada como sendo mais amea&#231;adora pelas pessoas que residem na zona de maior risco, sendo assim poss&#237;vel aplicar a teoria da adapta&#231;&#227;o cognitiva.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q1"> <img src="/img/revistas/psi/v12n1/12n1a02q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224; percep&#231;&#227;o do risco (<a href="#q2">quadro 2</a>) verificou-se que as pessoas que residem nas &#225;reas 1 e 2 minimizam a possibilidade de ocorrer um acidente nos pr&#243;ximos dois (F(2;90)=12,625; p&lt;0,001) e dez anos (F(2;90)=13,469; p&lt;0,001), comparativamente com os residentes na &#225;rea 3. No entanto, n&#227;o foram observadas as diferen&#231;as esperadas entre as pessoas das &#225;reas 1 e 2.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q2"> <img src="/img/revistas/psi/v12n1/12n1a02q2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">A presen&#231;a ou aus&#234;ncia de ilus&#245;es foi avaliada de duas formas, atrav&#233;s da compara&#231;&#227;o entre as &#225;reas 1 e 2 e por meio da compara&#231;&#227;o destes resultados com as avalia&#231;&#245;es que as pessoas da &#225;rea 3 fizeram em rela&#231;&#227;o aos dois primeiros grupos. Esta compara&#231;&#227;o teve como objectivo verificar se os dois grupos residentes no centro da cidade (&#225;reas 1 e 2) sobrestimavam ou subestimavam as suas capacidades, controlo e possibilidade de serem afectados pelo risco, &#224; semelhan&#231;a de estudos realizados anteriormente (Taylor, 1989).</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados apresentados na <a href="#q3">quadro 3</a> demonstram que existem diferen&#231;as significativas entre a percep&#231;&#227;o que os indiv&#237;duos das &#225;reas 1 e 2 t&#234;m da sua capacidade e controlo para lidar com o risco e as avalia&#231;&#245;es realizadas pelos da &#225;rea 3.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q3"> <img src="/img/revistas/psi/v12n1/12n1a02q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">Deste modo verifica-se que as pessoas das &#225;reas 1 e 2 percepcionam maior capacidade para realizar os comportamentos de preven&#231;&#227;o (F(2;87)=30,877; p&lt;0,0001), maior controlo sobre a sua vida (F(2;89)= 4,983, p&lt;0,009) e maior controlo sobre o risco (F(2;89)= p&lt;0,03) comparativamente com as avalia&#231;&#245;es realizadas pelas pessoas da &#225;rea 3. No entanto, n&#227;o se observaram as diferen&#231;as esperadas entre os residentes na zona de alta exposi&#231;&#227;o ao risco e os da zona de baixa exposi&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224;s quest&#245;es que avaliavam o optimismo tamb&#233;m n&#227;o foram observadas as diferen&#231;as esperadas entre as pessoas das &#225;reas 1 e 2 (<a href="#q3">quadro 3</a>), verificando-se que as da &#225;rea 1 referem que as suas casas s&#227;o menos seguras e que sofreriam mais danos no caso de um acidente nas barragens comparativamente com as da &#225;rea 2.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, os resultados para a percep&#231;&#227;o de seguran&#231;a (<a href="#q4">quadro 4</a>) sugerem que as pessoas que residem na &#225;rea de maior risco sobrestimam a seguran&#231;a das suas casas, uma vez que fazem avalia&#231;&#245;es muito mais positivas do que as da &#225;rea 3 (F(1,58)=50,017; p&lt;0,0001). A mesma diferen&#231;a n&#227;o &#233; observada quando se compara a &#225;rea 2 com a &#225;rea 3, como se pode verificar atrav&#233;s das m&#233;dias apresentadas. Al&#233;m disso, &#233; importante salientar que 82,5% das pessoas que habitam na zona de maior risco consideram que a sua casa, comparativamente com as outras casas em Silves, &#233; igualmente segura ou at&#233; mais segura.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q4"> <img src="/img/revistas/psi/v12n1/12n1a02q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos para a avalia&#231;&#227;o de danos em situa&#231;&#227;o de acidente (<a href="#q5">quadro 5</a>) mostram que os sujeitos da &#225;rea 1 subestimam os danos que teriam no caso de ocorrer uma cheia provocada pelo rebentamento de uma barragem, quando comparamos as suas estimativas com as avalia&#231;&#245;es dos indiv&#237;duos da &#225;rea 3 (F(1,59)= 89,296; p&lt;0,0001). Mais uma vez esta diferen&#231;a n&#227;o &#233; observada quando se compara as avalia&#231;&#245;es da &#225;rea 2 com a &#225;rea 3. Verificamos que 77,5% das pessoas que residem na &#225;rea de maior risco consideram que, no caso de uma cheia, a sua casa sofreria danos iguais ou inferiores aos das outras casas em Silves.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q5"> <img src="/img/revistas/psi/v12n1/12n1a02q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos permitem confirmar a hip&#243;tese de que as pessoas que se encontram mais expostas &#224; amea&#231;a (&#225;rea 1) apresentam uma maior consci&#234;ncia dessa amea&#231;a e simultaneamente ilus&#245;es positivas em rela&#231;&#227;o &#224;s suas capacidades, grau de controlo, subestimando a sua vulnerabilidade ao risco quando comparados com a &#225;rea 3.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para testar a segunda hip&#243;tese realiz&#225;mos correla&#231;&#245;es parciais entre as cren&#231;as de auto-efic&#225;cia, o &#237;ndice de auto-efic&#225;cia (vari&#225;vel que considera simultaneamente as cren&#231;as na auto-efic&#225;cia e as expectativas em rela&#231;&#227;o aos resultados) e a realiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como se pode verificar pelos resultados apresentados no <a href="#q6">quadro 6</a>, quer a cren&#231;a na auto-efic&#225;cia (r=0,55; p&lt;0,001) quer o &#237;ndice de auto-efic&#225;cia (r=0,44; p&lt;0,001) surgem fortemente associados &#224; realiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o.</font></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="q6"> <img src="/img/revistas/psi/v12n1/12n1a02q6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">Conclus&#245;es</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos sugerem que as pessoas que habitam em zonas de maior risco t&#234;m de facto maior consci&#234;ncia da amea&#231;a a que se encontram expostas e simultaneamente apresentam uma maior minimiza&#231;&#227;o desse risco, como havia sido previsto pela nossa primeira hip&#243;tese e &#224; semelhan&#231;a de v&#225;rios estudos realizados anteriormente (Taylor, 1989; Lima, 1993; Taylor e Armor, 1996). O facto de os sujeitos que vivem na zona 2 tamb&#233;m terem minimizado a possibilidade de ocorrer um acidente poder&#225; ser explicado por uma adapta&#231;&#227;o destes &#224; presen&#231;a deste risco. E necess&#225;rio salientar que, por exemplo, no estudo realizado por Lima (1993) os sujeitos comparados relativamente ao grau de exposi&#231;&#227;o ao risco encontravam-se a uma grande dist&#226;ncia geogr&#225;fica, enquanto no estudo aqui apresentado o limite entre a zona exposta e a n&#227;o exposta ao risco encontra-se na mesma cidade.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os nossos resultados tamb&#233;m mostram que as pessoas utilizam ilus&#245;es positivas para lidar com a consci&#234;ncia da amea&#231;a, pois verific&#225;mos que as que se encontravam na zona de maior exposi&#231;&#227;o ao risco percepcionavam uma maior capacidade para lidar com a situa&#231;&#227;o, um maior controlo e subestimavam a sua vulnerabilidade. Na primeira an&#225;lise dos resultados da compara&#231;&#227;o entre a &#225;rea 1 e a &#225;rea 2, n&#227;o foram observadas diferen&#231;as ao n&#237;vel das ilus&#245;es em rela&#231;&#227;o &#224;s capacidades do pr&#243;prio e ao controlo percepcionado. Em rela&#231;&#227;o ao optimismo verific&#225;mos que as pessoas que habitavam na &#225;rea de maior risco estimavam uma maior probabilidade de sofrerem danos e consideravam a sua casa menos segura, comparativamente com os residentes na zona de menor risco. Contudo, quando analisamos o significado individual das respostas observamos que estas se situam no ponto m&#233;dio da escala, n&#227;o se verificando diferen&#231;as em fun&#231;&#227;o do tipo de habita&#231;&#227;o (andar ou moradia), o que sugere que os sujeitos da &#225;rea de risco utilizaram como ponto de refer&#234;ncia o grupo exposto a esse mesmo risco. Outra explica&#231;&#227;o para este resultado reside no facto de apenas dois meses antes da realiza&#231;&#227;o do estudo ter ocorrido uma grande cheia na cidade. Taylor, Collins, Skokan e Aspinwall (1989) salientaram que ap&#243;s um acontecimento negativo as cren&#231;as relativamente &#224; vulnerabilidade pessoal podem ser afectadas em fun&#231;&#227;o desse acontecimento. De qualquer modo, quando comparamos as m&#233;dias destes dois grupos com as m&#233;dias da &#225;rea 3, os resultados revelam que os sujeitos das zonas 1 e 2 apresentam um maior sentimento de efic&#225;cia pessoal e controlo do que aquele que era avaliado pelas pessoas da &#225;rea 3. Al&#233;m disso, observ&#225;mos que relativamente aos itens que avaliavam o optimismo s&#243; existiam diferen&#231;as entre as avalia&#231;&#245;es das pessoas da &#225;rea de risco e as da &#225;rea 3, o que sugere que as da &#225;rea de baixa exposi&#231;&#227;o ao risco estavam a ser realistas nas suas estimativas, ao contr&#225;rio das da &#225;rea de alta exposi&#231;&#227;o (&#225;rea 1).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por &#250;ltimo, tamb&#233;m confirm&#225;mos a segunda hip&#243;tese, uma vez que se observou que as pessoas com n&#237;veis mais elevados de auto-efic&#225;cia eram aquelas que realizavam maior n&#250;mero de ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Considerando estes resultados, sugerimos que futuras ac&#231;&#245;es de preven&#231;&#227;o que sejam realizadas nesta localidade tenham em considera&#231;&#227;o que as pessoas t&#234;m consci&#234;ncia do risco a que se encontram expostas, n&#227;o sendo aconselh&#225;vel a promo&#231;&#227;o do medo. Pelo contr&#225;rio, como demonstr&#225;mos e como sugerem v&#225;rios estudos realizados anteriormente (Taylor, 1983, 1989; Taylor e Armor, 1996), as pessoas apresentam ilus&#245;es positivas e necessitam destas para manterem a sua sa&#250;de mental ao lidarem diariamente com a presen&#231;a de uma amea&#231;a. A realiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es junto da popula&#231;&#227;o devem procurar refor&#231;ar estas necessidades cognitivas das pessoas, ou seja, devem oferecer mais controlo e promover o desenvolvimento das suas capacidades para lidar com o risco. Seria importante dar informa&#231;&#227;o clara e objectiva acerca deste risco e sobre as formas de protec&#231;&#227;o, bem como aproveitar os conhecimentos que esta popula&#231;&#227;o j&#225; det&#233;m sobre a protec&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o &#224;s cheias.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alicke, M. D. (1985). Global self-evaluation as determined by the desirability and controllability of traits adjectives. <i>Journal of Per sonality and Social Psychology, 49,</i> 1621-1630.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502766&pid=S0874-2049199800010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Almeida, A. B., Ramos, C. M., Franco, A. B., Lima, L., &amp; Santos, M. A. (1996). Dam-break floodrisk and safety management at downstream valleys: A Portuguese integrated research project.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502768&pid=S0874-2049199800010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> <i>Actas do XIX Congresso da International Comission on Large Dams (ICOLD).</i></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aspinwall, L. G., &amp; Brunhart, S. M. (1996). Distinguishing optimism from denial: Optimistic beliefs predict attention to health threats. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 22,</i> 993-1003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502770&pid=S0874-2049199800010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A. (1977). Self-efficacy: toward a uniffying theory of behavioral change. <i>Psychological Review, 84,</i> 191-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502772&pid=S0874-2049199800010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Bandura, A. (1986). <i>The social foundations of thought and action: A social cognitive theory. Englewood Cliffs,</i> NJ: Prentice Hall.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brown, J. D. (1996). Evaluations of self and others: Self-enhancement biases in social judgments. <i>Social Cognition, 4,</i> 353-376.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502775&pid=S0874-2049199800010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Campbell, J. D. (1986). Similarity and uniqueness: The effects of attribute type, relevance, and individual differences on self-esteem and depression. <i>Journal of Personality and Social Psychology,</i> 50,281-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502777&pid=S0874-2049199800010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hegelson, V. S., &amp; Taylor, S. E. (1993). Social comparisons and adjustment among cardiac patients. <i>Journal of Applied Social Psychology, 23,</i> 1171-1195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502779&pid=S0874-2049199800010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lehman, D., &amp; Taylor, S. E. (1987). Date with an earthquake: Coping with probable, unpredictable disaster. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 13,</i> 546-555.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502781&pid=S0874-2049199800010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lima, M. L. (1993). <i>Percep&#231;&#227;o do risco s&#237;smico: Medo e ilus&#245;es de controlo</i>, Tese de Doutoramento. Lisboa: ISCTE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502783&pid=S0874-2049199800010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lima, M. L. (1997). Earthquakes are not seen in the same way by everyone. Cognitive adaptation and social identities in seismic risk perception. In O. Renn (EdJ, <i>Risk analysis and management in a global economy</i> (Vol. 2) (pp. 181-201). Baden-Wurttemburg: Center of Technology Assessement.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502785&pid=S0874-2049199800010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">O'Learly, A. (1985). Self-efficacy and health. <i>Behavior Research Theraphy, 23,</i> 437-451.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502787&pid=S0874-2049199800010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Taylor, S. E. (1983). Adjustment to threatening events: A theory of cognitive adaptation. <i>American Psychologist, 38,</i> 1161-1173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502789&pid=S0874-2049199800010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Taylor, S. E. (1989). <i>Positive illusions.</i> Nova Iorque: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502791&pid=S0874-2049199800010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Taylor, S. E. (1991). The asymmetrical impact of positive and negative events: The mobilization-minimization hypothesis. <i>Psychological Bulletin, 110,</i> 67-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502793&pid=S0874-2049199800010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Taylor, S. E., &amp; Armor, D. A. (1996). Positive illusions and coping with adversity. <i>Journal of Personality, 64,</i> 873-898.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502795&pid=S0874-2049199800010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Taylor, S. E., K&#234;meny, M. E., Aspinwall, L., Schneider, S. G., Rodriguez, R., &amp; Herbert, M. (1992). Optimism coping, psychological distress, and high-risk sexual behavior among men at risk for acquired immunodeficiency syndrome (AIDS). <i>Journal of Personality and Social Psychology, 63,</i> 460-473.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502797&pid=S0874-2049199800010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Viseu, T. (1996). <i>An&#225;lise do risco associado &#224;s roturas das barragens do funcho e do arade.</i> utiliza&#231;&#227;o do modelo dambreak (Relat&#243;rio 106/96), Lisboa: Laborat&#243;rio Nacional de engenharia Civil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502799&pid=S0874-2049199800010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wood, J. V., Taylor, S. E., &amp; Lichtman, R. R. (1985). Social comparison in adjustment to breast c&#226;ncer. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 49</i>, 1169-1183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502801&pid=S0874-2049199800010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Agradecimentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A primeira autora do artigo foi financiada pela JNICT ao abrigo do programa Praxis XXI, contrato n.<sup>o</sup> 179/94.</font></p>        ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alicke]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Global self-evaluation as determined by the desirability and controllability of traits adjectives]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Per sonality and Social Psychology]]></source>
<year>1985</year>
<volume>49</volume>
<page-range>1621-1630</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Franco]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dam-break floodrisk and safety management at downstream valleys: A Portuguese integrated research project]]></source>
<year>1996</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aspinwall]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brunhart]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Distinguishing optimism from denial: Optimistic beliefs predict attention to health threats]]></article-title>
<source><![CDATA[Personality and Social Psychology Bulletin]]></source>
<year>1996</year>
<volume>22</volume>
<page-range>993-1003</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bandura]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-efficacy: toward a uniffying theory of behavioral change]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Review]]></source>
<year>1977</year>
<volume>84</volume>
<page-range>191-215</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bandura]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The social foundations of thought and action: A social cognitive theory]]></source>
<year>1986</year>
<publisher-loc><![CDATA[Englewood Cliffs ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prentice Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluations of self and others: Self-enhancement biases in social judgments]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Cognition]]></source>
<year>1996</year>
<volume>4</volume>
<page-range>353-376</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Similarity and uniqueness: The effects of attribute type, relevance, and individual differences on self-esteem and depression]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>1986</year>
<volume>50</volume>
<page-range>281-294</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hegelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social comparisons and adjustment among cardiac patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Applied Social Psychology]]></source>
<year>1993</year>
<volume>23</volume>
<page-range>1171-1195</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lehman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Date with an earthquake: Coping with probable, unpredictable disaster]]></article-title>
<source><![CDATA[Personality and Social Psychology Bulletin]]></source>
<year>1987</year>
<volume>13</volume>
<page-range>546-555</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Percepção do risco sísmico: Medo e ilusões de controlo]]></source>
<year>1993</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Earthquakes are not seen in the same way by everyone: Cognitive adaptation and social identities in seismic risk perception]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Renn]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Risk analysis and management in a global economy]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>181-201</page-range><publisher-loc><![CDATA[Baden-Wurttemburg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Center of Technology Assessement]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[O'Learly]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-efficacy and health]]></article-title>
<source><![CDATA[Behavior Research Theraphy]]></source>
<year>1985</year>
<volume>23</volume>
<page-range>437-451</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adjustment to threatening events: A theory of cognitive adaptation]]></article-title>
<source><![CDATA[American Psychologist]]></source>
<year>1983</year>
<volume>38</volume>
<page-range>1161-1173</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Positive illusions]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Basic Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The asymmetrical impact of positive and negative events: The mobilization-minimization hypothesis]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Bulletin]]></source>
<year>1991</year>
<volume>110</volume>
<page-range>67-85</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Armor]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Positive illusions and coping with adversity]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality]]></source>
<year>1996</year>
<volume>64</volume>
<page-range>873-898</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kêmeny]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aspinwall]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schneider]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodriguez]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Optimism coping, psychological distress, and high-risk sexual behavior among men at risk for acquired immunodeficiency syndrome (AIDS)]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>1992</year>
<volume>63</volume>
<page-range>460-473</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Viseu]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise do risco associado às roturas das barragens do funcho e do arade. utilização do modelo dambreak (Relatório 106/96)]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Laboratório Nacional de engenharia Civil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wood]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lichtman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social comparison in adjustment to breast câncer]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>1985</year>
<volume>49</volume>
<page-range>1169-1183</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
