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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Categorização e Interdependência: Duas perspectivas sobre formação de grupos e relações intergrupais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents the controversy between interdependence and social identification perspectives. This debate concerns the role assigned to interdependence and categorization on group formation and intergroup behaviour. We explain how the social identification perspective has pretended to exclude interdependence from group formation and intergroup discrimination and how the data obtained by the interdependence authors sheds some doubts on those conclusions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Categoriza&#231;&#227;o e Interdepend&#234;ncia: Duas perspectivas sobre forma&#231;&#227;o de grupos e rela&#231;&#245;es intergrupais<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="3"><b>Categorisation and Interdependence: Two perspectives on Groups' Formation and Intergroup relations</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Isabel Falc&#227;o Correia<sup>*</sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa, Lisboa</font></p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste artigo revemos o debate que tem sido travado entre as perspectivas da interdepend&#234;ncia e da identifica&#231;&#227;o social sobre a forma&#231;&#227;o de grupos e o comportamento intergrupal. O cerne deste debate consiste no papel atribu&#237;do por cada uma das perspectivas &#224; interdepend&#234;ncia e &#224; categoriza&#231;&#227;o. Mostramos como a perspectiva da identifica&#231;&#227;o social pretendeu ter exclu&#237;do a interdepend&#234;ncia da forma&#231;&#227;o do grupo e dos processos de discrimina&#231;&#227;o entre grupos, a favor da categoriza&#231;&#227;o, e como dados recentes obtidos pelos autores da perspectiva da interdepend&#234;ncia vieram questionar a legitimidade dessas conclus&#245;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: categoriza&#231;&#227;o; interdepend&#234;ncia; forma&#231;&#227;o de grupos; rela&#231;&#245;es intergrupais.</font></p>  <hr size="1" noshade>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">This article presents the controversy between interdependence and social identification perspectives. This debate concerns the role assigned to interdependence and categorization on group formation and intergroup behaviour. We explain how the social identification perspective has pretended to exclude interdependence from group formation and intergroup discrimination and how the data obtained by the interdependence authors sheds some doubts on those conclusions.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">As <i>rela&#231;&#245;es intergrupais</i> t&#234;m merecido grande aten&#231;&#227;o dos psic&#243;logos sociais pelo seu interesse te&#243;rico e pelas suas implica&#231;&#245;es sociais e organizacionais. A investiga&#231;&#227;o tem tentado compreender as condi&#231;&#245;es <i>deforma&#231;&#227;o de grupos e</i> da <i>emerg&#234;ncia de comportamento intergrupal .bem</i> como os fen&#243;menos que determinam a emerg&#234;ncia de <i>conflitos</i> e comportamentos de <i>discrimina&#231;&#227;o</i><a href="#0"><sup>*</sup></a><a name="top0"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A partir do final do s&#233;culo passado, os psic&#243;logos sociais preocuparam-se especialmente com a defini&#231;&#227;o de grupo e os processos grupais. No entanto, com os trabalhos de Sherif nos fins da d&#233;cada de 40, e os estudos sobre os efeitos da categoriza&#231;&#227;o na percep&#231;&#227;o, assistiu-se a um deslocamento do estudo dos grupos para o estudo dos processos intergrupais. A partir desta &#233;poca, as condi&#231;&#245;es para a <i>forma&#231;&#227;o do grupo</i> passaram a ser estudadas a partir das condi&#231;&#245;es de <i>emerg&#234;ncia do comportamento intergrupal,</i> e o estudo dos fen&#243;menos ligados aos grupos passou a ser alvo de menos investiga&#231;&#227;o. Esta situa&#231;&#227;o levou a que Steiner, em 1974, questionasse &quot;Whatever happened to the group in social psychology?&quot;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como em outros campos da psicologia social, t&#234;m sido v&#225;rias as abordagens do comportamento grupal e intergrupal e, consequentemente, os aspectos espec&#237;ficos investigados t&#234;m estado muitas vezes integrados em linhas de investiga&#231;&#227;o relativamente independentes e pouco interligadas entre si.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste artigo identificamos as duas seguintes perspectivas no estudo do conceito de grupo e das rela&#231;&#245;es entre grupos, que sumarizamos da seguinte forma: a <i>perspectiva da interdepend&#234;ncia</i> que considera a <i>interdepend&#234;ncia</i> para a defini&#231;&#227;o do grupo e para as rela&#231;&#245;es entre os grupos; e a <i>perspectiva da identifica&#231;&#227;o social</i> que subestima a import&#226;ncia da interdepend&#234;ncia e atribui a forma&#231;&#227;o de grupos ao processo de <i>categoriza&#231;&#227;o.</i> A primeira &#233; representada na literatura mais actual pelos trabalhos de Rabbie e colaboradores e a segunda pelos trabalhos de Tajfel e Turner.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Segundo a <i>perspectiva da interdepend&#234;ncia,</i> que associamos aqui a Rabbie e colaboradores (Horwitz e Rabbie, 1982), s&#243; existe um grupo quando os indiv&#237;duos se percebem como interdependentes uns dos outros, e o comportamento intergrupal est&#225; relacionado com a interdepend&#234;ncia dos indiv&#237;duos em rela&#231;&#227;o a cada um dos grupos. Assim, &#233; o <i>conflito de interesses</i> que op&#245;e os grupos que &#233; respons&#225;vel pela discrimina&#231;&#227;o intergrupal, os conflitos entre grupos s&#227;o, pois, conflitos de interesses. Esta perspectiva baseia-se numa primeira tradi&#231;&#227;o da psicologia social cognitiva (Lewin, 1948; Asch, 1952, Sherif, 1961).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A <i>perspectiva da identifica&#231;&#227;o social,</i> designa&#231;&#227;o proposta por Turner (1982), engloba a teoria da identidade social (&quot;Social Identity Theory&quot; &#151; SIT)<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> de Tajfel e Turner (1979/1986) e a teoria da autocategoriza&#231;&#227;o (&quot;Social Categorization Theory&quot; &#151; SCT)<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a>  de Turner (Turner <i>et al,</i> 1987). Segundo esta perspectiva, e especialmente na SCT, o grupo &#233; definido principalmente em termos cognitivos. O comportamento intergrupal &#233; explicado com base na categoriza&#231;&#227;o, sem se considerar a interdepend&#234;ncia dos grupos ou das categorias em causa. Segundo Tajfel e Turner (1979), uma vez estabelecida uma categoriza&#231;&#227;o, <i>n&#227;o &#233; necess&#225;rio</i> um conflito &quot;real&quot; para que a discrimina&#231;&#227;o tenha lugar. De acordo com esta perspectiva, a discrimina&#231;&#227;o intergrupal &#233; um processo que visa uma <i>distin&#231;&#227;o positiva</i> para o grupo de perten&#231;a, mesmo que n&#227;o estejam em causa quaisquer interesses materiais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste artigo pretendemos apresentar e confrontar estas duas perspectivas, mostrando como dados recentes obtidos pelos autores da interdepend&#234;ncia mostram que a interdepend&#234;ncia entre os grupos tem um papel fulcral nas rela&#231;&#245;es entre estes e, ao contr&#225;rio do que tem feito a perspectiva da identifica&#231;&#227;o social, esta vari&#225;vel n&#227;o pode ser ignorada num modelo sobre as rela&#231;&#245;es intergrupais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>As abordagens iniciais sobre os grupos</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Antes de apresentar as perspectivas da interdepend&#234;ncia e da identifica&#231;&#227;o social, justifica-se uma breve refer&#234;ncia ao contributo das abordagens que as precederam, por terem constitu&#237;do quadros de refer&#234;ncia que as teorias posteriores sucessivamente tentaram integrar ou rejeitar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para tal recorremos &#224; divis&#227;o das v&#225;rias abordagens te&#243;ricas no estudo dos grupos estabelecida por Turner (Turner <i>et al,</i> 1987):</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a abordagem pr&#233;-experimentalista representada por autores como Le Bon, McDougall e Freud;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a abordagem individualista representada por Floyd Allport;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a abordagem dos psic&#243;logos sociais e cognitivos como Lewin, Asch e Sherif.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora a abordagem dos pr&#233;-experimentalistas e a abordagem individualista de Allport n&#227;o sejam fundamentais para o debate mais actual, justifica-se uma refer&#234;ncia &#224; contribui&#231;&#227;o das mesmas pela influ&#234;ncia que tiveram nas concep&#231;&#245;es dos autores que se lhes seguiram.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os <i>pr&#233;-experimentalistas</i> publicaram as suas obras principais entre o final do s&#233;culo passado e o in&#237;cio dos anos 20 (Le Bon, 1895; McDougall, 1921; Freud, 1921). Nelas defendiam a exist&#234;ncia de uma psicologia de grupo qualitativamente diferente da psicologia individual e consideravam que os processos sociais n&#227;o podem ser deduzidos a partir dos processos individuais. Assim, de uma maneira global, esta tese tem sido apelidada de &quot;<i>mentalidade colectiva</i>&quot;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Le Bon, na sua obra de 1895 intitulada &quot;Psychologie des Foules&quot;, afirmava que as multid&#245;es psicol&#243;gicas se definem pela unidade mental e n&#227;o pela proximidade f&#237;sica. Segundo este autor, as multid&#245;es psicol&#243;gicas levam ao desenvolvimento de uma mente colectiva, ou de grupo, dominada pelas emo&#231;&#245;es e instintos e da qual estaria exclu&#237;da a consci&#234;ncia individual baseada na raz&#227;o. Esta aus&#234;ncia da raz&#227;o na mente colectiva das multid&#245;es e, em sua substitui&#231;&#227;o, o dom&#237;nio das mesmas pelas emo&#231;&#245;es e instintos era considerado como justifica&#231;&#227;o para a inferioridade intelectual das multid&#245;es defendida por este autor.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m para McDougall (1921) o grupo era dotado de uma vida mental colectiva &#151; a <i>group mind</i> - diferente da soma da vida mental dos seus elementos. Esta vida mental colectiva atingiria diferentes graus de desenvolvimento consoante o grau de organiza&#231;&#227;o do grupo. Nas multid&#245;es n&#227;o organizadas, designadas pelo autor como grupos psicol&#243;gicos m&#237;nimos, n&#227;o existiria uma mente desenvolvida, mas apenas uma vida mental colectiva m&#237;nima. Nestes casos presenciar&#237;amos ac&#231;&#245;es marcadas pela exalta&#231;&#227;o de emo&#231;&#245;es e difus&#227;o de responsabilidade, uma vez que as faculdades intelectuais estariam diminu&#237;das. Num grupo organizado, desenvolver-se-ia uma mente colectiva que superaria os excessos das multid&#245;es primitivas e permitiria o desenvolvimento das faculdades do indiv&#237;duo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para Freud (1921), o comportamento diferente das pessoas nos grupos &#233; explicado pela emerg&#234;ncia de impulsos instintivos respons&#225;veis pelo aumento das emo&#231;&#245;es e por uma menor utiliza&#231;&#227;o das faculdades intelectuais. O grupo seria ent&#227;o comandado pelo &quot;id&quot; e por puls&#245;es reprimidas.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Tal como os pr&#233;-experimentalistas, F. H. Allport (1924) partiu da necessidade de formular conceptualmente a rela&#231;&#227;o entre o indiv&#237;duo e o grupo. No entanto, contrariamente &#224;s teses dos primeiros, que consideravam a psicologia de grupo qualitativamente diferente da psicologia individual, para Allport todos os fen&#243;menos da vida do grupo decorrem dos princ&#237;pios da psicologia individual. Adepto das concep&#231;&#245;es comportamentalistas, aquele autor considerava que a psicologia dos grupos n&#227;o seria mais do que a psicologia dos indiv&#237;duos aplicada a condi&#231;&#245;es do meio social em que os est&#237;mulos s&#227;o mais complexos. Assim sendo, a psicologia dos grupos seria reduzida &#224; psicologia individual.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, at&#233; aos anos 30 a rela&#231;&#227;o entre o indiv&#237;duo e o grupo foi abordada segundo duas concep&#231;&#245;es contradit&#243;rias: a dos pr&#233;-experimentalistas, que submetia o indiv&#237;duo &#224; ac&#231;&#227;o de for&#231;as grupais <i>(tese da mentalidade colectiva);</i> a <i>tese individualista .</i> de F. H. Allport, que n&#227;o considerava o car&#225;cter organizado das for&#231;as do grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A partir dos anos 30, alguns autores, influenciados pela escola da Gestalt, tentaram ultrapassar esta dicotomia indiv&#237;duo-grupo no estudo dos processos grupais. Lewin, Asch e Sherif tentaram compreender os processos grupais sem negar a realidade do indiv&#237;duo ou do grupo. Ou seja, respectivamente, sem negar o papel da mente individual no funcionamento dos processos grupais e sem reduzir o grupo ao n&#237;vel do indiv&#237;duo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Segundo estes autores, os grupos formam um <i>todo din&#226;mico</i> que &#233; diferente da soma das partes, porque o car&#225;cter das partes foi transformado pela interac&#231;&#227;o entre os indiv&#237;duos. A interac&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos produz ent&#227;o uma influ&#234;ncia m&#250;tua entre estes, de modo que as propriedades de cada um passam a ser determinadas pelo conjunto do sistema. Neste sentido as partes tornam-se <i>interdependentes.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Passamos agora a uma abordagem mais pormenorizada de cada uma destas tr&#234;s abordagens.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Foi Lewin quem primeiro notou a import&#226;ncia da interdepend&#234;ncia na forma&#231;&#227;o e funcionamento dos grupos, segundo Brown (1988). Lewin, na sua obra de 1936, &quot;Principies of topolOgical psychology&quot;, desenvolveu uma teoria para explicar o comportamento denominada Teoria de Campo. Segundo esta teoria, o comportamento do indiv&#237;duo seria resultado da ac&#231;&#227;o de estruturas e for&#231;as no seu espa&#231;o de vida. Aplicada &#224; investiga&#231;&#227;o do comportamento dos grupos, a quest&#227;o da exist&#234;ncia dos grupos psicol&#243;gicos em sentido objectivo tornava-se irrelevante, pois esses grupos sendo psicologicamente reais como entidades no espa&#231;o de vida s&#227;o capazes de influenciar o comportamento.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A partir da teoria de campo, Lewin distinguiu entre duas formas de interdepend&#234;ncia (Brown, 1988): uma mais fraca, a <i>interdepend&#234;ncia de destino</i> (em que o destino de cada pessoa depende do destino do grupo como um todo), e outra mais iftaportante para os processos grupais, a <i>interdepend&#234;ncia de tarefa ou funcional</i> (em que as realiza&#231;&#245;es de cada membro t&#234;m implica&#231;&#245;es para as realiza&#231;&#245;es dos parceiros do grupo: o sucesso de uma pessoa pode facilitar o sucesso ou o fracasso de outra).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As contribui&#231;&#245;es de Lewin para o estudo dos grupos foram da m&#225;xima import&#226;ncia para o desenvolvimento deste dom&#237;nio de investiga&#231;&#227;o. Nos seus trabalhos introduziu duas quest&#245;es relacionadas, ainda hoje objecto de pol&#233;mica: a distin&#231;&#227;o entre <i>categorias sociais</i> e <i>grupos sociais</i>; e a import&#226;ncia da interdepend&#234;ncia para a forma&#231;&#227;o do grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A distin&#231;&#227;o entre categorias sociais e grupos sociais nasceu da observa&#231;&#227;o do impacte psicol&#243;gico da persegui&#231;&#227;o aos judeus pelo regime nazi nos judeus das outras partes do mundoi Para Lewin (1948) n&#227;o seria a classifica&#231;&#227;o de pessoas sob a mesma designa&#231;&#227;o (uma categoriza&#231;&#227;o) que as transformaria num grupo. Por isso afirma:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) a semelhan&#231;a entre as pessoas permite apenas a classifica&#231;&#227;o das mesmas, a sua inclus&#227;o sob o mesmo conceito abstracto, enquanto que pertencer ao mesmo grupo social significa rela&#231;&#245;es din&#226;micas concretas entre as pessoas (Lewin, 1948, p 184)</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, de acordo com este autor, nas categorias existe uma classifica&#231;&#227;o de pessoas sob o mesmo conceito abstracto por terem uma caracter&#237;stica comum (uma semelhan&#231;a entre si); nos grupos existe uma rela&#231;&#227;o din&#226;mica entre as pessoas. Podemos ent&#227;o concluir que os judeus em geral constituiriam uma <i>categoria</i>, enquanto que os judeus sujeitos ao regime nazi constituiriam um <i>grupo</i>, na medida em que s&#227;o classificados pela maioria como um grupo distinto e, dessa classifica&#231;&#227;o, derivam consequ&#234;ncias comuns para os membros desse grupo (interdepend&#234;ncia de destino). Lewin (1948) considera ent&#227;o que:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) a ess&#234;ncia de um grupo n&#227;o reside na semelhan&#231;a ou dissemelhan&#231;a dos seus membros, mas na interdepend&#234;ncia dos mesmos. Um grupo pode caracterizar-se como um 'todo din&#226;mico' o que significa que uma mudan&#231;a em qualquer subparte muda o estado de todas as outras subpartes (p. 54).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Consequentemente,</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) a ess&#234;ncia de um grupo n&#227;o &#233; a semelhan&#231;a ou dissemelhan&#231;a entre os seus membros, mas a sua interdepend&#234;ncia (p. 165).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Lewin (1948) o grau de interdepend&#234;ncia dos membros de um grupo seria bastante vari&#225;vel dependendo da dimens&#227;o, organiza&#231;&#227;o e intimidade do grupo, entre outros factores.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m Asch (1952) tentou ultrapassar as lacunas das teses da mentalidade colectiva e individualista. Defendeu que a interac&#231;&#227;o psicol&#243;gica produzia um <i>campo psicol&#243;gico m&#250;tuo</i> compartilhado por todos os membros do grupo. Este consistiria numa representa&#231;&#227;o das a&#231;&#231;&#245;es dos outros e das suas rela&#231;&#245;es, representa&#231;&#245;es estas que s&#227;o estruturalmente semelhantes para todos os membros do grupo e levam ao desenvolvimento de ac&#231;&#245;es de grupo. O campo psicol&#243;gico m&#250;tuo n&#227;o estaria nos indiv&#237;duos considerados separadamente, embora cada indiv&#237;duo contribu&#237;sse para a sua exist&#234;ncia; tamb&#233;m n&#227;o estaria fora dos indiv&#237;duos; estaria presente nas rela&#231;&#245;es entre as actividades dos indiv&#237;duos. Assim, os indiv&#237;duos num grupo passariam a referenciar-se uns aos outros. Esta interdepend&#234;ncia levaria a que os indiv&#237;duos num grupo deixassem de ser apenas indiv&#237;duos. De acordo com esta perspectiva, a forma&#231;&#227;o do grupo corresponderia &#224; emerg&#234;ncia de um campo psicol&#243;gico m&#250;tuo, sendo este uma condi&#231;&#227;o necess&#225;ria para a forma&#231;&#227;o do grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, Asch (1952/1987) afirma que:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) o processo que d&#225; origem aos grupos no n&#237;vel humano implica um tipo de rela&#231;&#227;o parte-todo que &#233; a &#250;nica que depende da repeti&#231;&#227;o do todo na parte (1987, p. 257).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com isto queria dizer que o grupo (todo) s&#243; existe se os indiv&#237;duos (partes) partilharem um campo psicol&#243;gico m&#250;tuo, ou seja, se forem interdependentes, o que torna poss&#237;vel que se percepcionem e ajam enquanto membros de um grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O grande m&#233;rito da contribui&#231;&#227;o de Sherif para este dom&#237;nio foi ter realizado as primeiras investiga&#231;&#245;es sistem&#225;ticas sobre <i>coopera&#231;&#227;o</i> e <i>competi&#231;&#227;o</i> intergrupal (Sherif <i>et al,</i> 1961-1988). Nestas investiga&#231;&#245;es, este autor e seus colaboradores combinaram o m&#233;todo de observa&#231;&#227;o participante com condi&#231;&#245;es experimentalmente induzidas. Sendo adeptos das concep&#231;&#245;es gestaltistas, consideravam que os fen&#243;menos de grupo n&#227;o podem ser estudados a partir das caracter&#237;sticas dos indiv&#237;duos.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Embora Sherif tenha inaugurado o estudo das rela&#231;&#245;es intergrupais, n&#227;o ignorou a quest&#227;o da concep&#231;&#227;o de grupo, afirmando que esta &#250;ltima &#233; essencial para o estudo das primeiras. &#201; assim que Sherif define grupo como:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) uma unidade social que consiste num n&#250;mero de indiv&#237;duos que, num determinado tempo, t&#234;m rela&#231;&#245;es de pap&#233;is uns com os outros e um estatuto interdependente mais ou menos definido e que possuem, explicitamente ou implicitamente, um conjunto pr&#243;prio de normas ou valores que regulam o comportamento dos membros individuais, pelo menos no que diz respeito &#224;s consequ&#234;ncias para o grupo (1967, p. 425-426).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As rela&#231;&#245;es intergrupais referem-se &#224;s situa&#231;&#245;es em que:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) indiv&#237;duos pertencentes a um grupo interagem colectivamente ou individualmente com outro grupo ou os seus membros em termos das suas identifica&#231;&#245;es de grupo (1967, p. 426).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Entre os anos de 1949 e 1954, Sherif e seus colaboradores realizaram, nos EUA, estudos de campo em acampamentos de f&#233;rias para rapazes (Sherif, 1967). Os resultados mostraram que a <i>interdepend&#234;ncia de tarefa (positiva</i> &#151; quando os bons resultados para uns s&#243; podem ser obtidos com a colabora&#231;&#227;o de outros; ou <i>negativa</i> &#151; quando os bons resultados de uns implicam maus resultados para outros), entre indiv&#237;duos ou grupos para alcan&#231;arem os seus objectivos, provoca, respectivamente, uma interac&#231;&#227;o social cooperativa ou competitiva, que leva, respectivamente, a atitudes sociais de coes&#227;o ou de antagonismo. A partir destes resultados, Sherif elaborou uma <i>teoria funcional do comportamento intergrupal,</i> que considera que as rela&#231;&#245;es sociais entre indiv&#237;duos e entre grupos s&#227;o primariamente determinadas pelas suas rela&#231;&#245;es funcionais ou de objectivos (Sherif, 1967). Assim, com estes estudos ficou estabelecido que a interdepend&#234;ncia positiva entre indiv&#237;duos &#233; condi&#231;&#227;o suficiente para a cria&#231;&#227;o de um grupo, que a interdepend&#234;ncia positiva entre grupos &#233; condi&#231;&#227;o suficiente para a coopera&#231;&#227;o intergrupal, e que competi&#231;&#227;o grupal objectiva era condi&#231;&#227;o suficiente para a cria&#231;&#227;o de discrimina&#231;&#227;o intergrupal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Sherif e Sherif (1979), o estudo das rela&#231;&#245;es entre grupos e entre membros de grupos diferentes teria de tomar em considera&#231;&#227;o:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) &#224;s propriedades dos grupos e as consequ&#234;ncias dessa perten&#231;a para os indiv&#237;duos (p. 8).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, estes foram negligenciados pelo modelo da identifica&#231;&#227;o social. Passamos em seguida a apresentar os estudos que deram origem a essa perspectiva.</font></p>      <p><b>A procura das condi&#231;&#245;es m&#237;nimas para a forma&#231;&#227;o de um grupo</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O estudo das condi&#231;&#245;es m&#237;nimas para a forma&#231;&#227;o de um grupo, quer no quadro do modelo da interdepend&#234;ncia, quer no quadro do modelo da identifica&#231;&#227;o social, tiveram como origem os estudos sobre a <i>percep&#231;&#227;o social</i> e a <i>categoriza&#231;&#227;o.</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Os estudos sobre a percep&#231;&#227;o social e a categoriza&#231;&#227;o</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Mais ou menos na mesma &#233;poca em que Sherif inaugurava o estudo das rela&#231;&#245;es intergrupais, desenvolveu-se uma linha de estudos sobre a percep&#231;&#227;o social e os efeitos da categoriza&#231;&#227;o na percep&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre a percep&#231;&#227;o social mostraram que as vari&#225;veis &quot;motivacionais&quot; e de 'Valor&quot; afectavam os ju&#237;zos perceptivos (Bruner e Goodman, 1947):</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   de uma maneira geral, quando o est&#237;mulo apresentado aos sujeitos possui um valor, as suas grandezas (tamanho, peso, n&#250;mero, brilho) tendem a ser sobrestimadas quando comparadas com est&#237;mulos neutros ou sem valor <i>(efeito inter-serial)</i> (Tajfel, 1972);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   por outro lado, as diferen&#231;as entre os est&#237;mulos da mesma s&#233;rie s&#227;o sobrestimadas para as caracter&#237;sticas f&#237;sicas que t&#234;m um la&#231;o sistem&#225;tico com o seu valor, em compara&#231;&#227;o com as diferen&#231;as entre os est&#237;mulos de uma s&#233;rie neutra onde n&#227;o existe associa&#231;&#227;o entre valor e grandeza <i>(efeito intra-serial)</i> (Tajfel, 1957, em Tajfel 1982a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre os efeitos da categoriza&#231;&#227;o na percep&#231;&#227;o, mostraram que quando o crit&#233;rio para a categoriza&#231;&#227;o divide uma s&#233;rie de est&#237;mulos que variam progressivamente numa dada dimens&#227;o, ocorre:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   na percep&#231;&#227;o de <i>est&#237;mulos f&#237;sicos, uma.</i> acentua&#231;&#227;o das diferen&#231;as intercategoriais e uma tend&#234;ncia para uma acentua&#231;&#227;o das semelhan&#231;as intracategoriais (Tajfel eWilkes, 1963);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   na percep&#231;&#227;o de <i>est&#237;mulos sociais,</i> uma acentua&#231;&#227;o das semelhan&#231;as na percep&#231;&#227;o de membros da mesma categoria social (Tajfel, Sheikh e Gardner, 1964; Taylor <i>et al,</i> 1978).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estes estudos contribuiram para suscitar o interesse pelos efeitos da categoriza&#231;&#227;o na discrimina&#231;&#227;o intergrupal e, consequentemente, pelo estudo das condi&#231;&#245;es m&#237;nimas</i> para a forma&#231;&#227;o de grupos a partir da emerg&#234;ncia de comportamento intergrupal em grupos recentemente formados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>A procura das condi&#231;&#245;es m&#237;nimas para a forma&#231;&#227;o de um grupo no quadro da perspectiva da interdepend&#234;ncia</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com base nos resultados dos seus estudos, Sherif (1967) considerava que a atitude mais favor&#225;vel dos membros de um grupo em rela&#231;&#227;o ao seu pr&#243;prio grupo (discrimina&#231;&#227;o intergrupal) s&#243; ocorria entre grupos com algum tempo de interac&#231;&#227;o em que tivessem sido estabelecidas rela&#231;&#245;es de interdepend&#234;ncia intergrupal negativa para atingir determinados objectivos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os trabalhos de Rabbie (1966, citado em Rabbie e Horwitz, 1969) trouxeram novos dados relativamente &#224; quest&#227;o ao grau de desenvolvimento dos grupos necess&#225;rio para que a discrimina&#231;&#227;o intergrupal ocorresse. Este autor obteve resultados que mostraram que uma situa&#231;&#227;o de competi&#231;&#227;o leva a hostilidade intergrupal mesmo em grupos recentemente formados (n&#227;o &#233; necess&#225;rio os grupos j&#225; estarem bem desenvolvidos) e que nos grupos bem desenvolvidos n&#227;o s&#227;o necess&#225;rias instru&#231;&#245;es competitivas expl&#237;citas para o desenvolvimento de rivalidade intergrupal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rabbie e Horwitz (1969), partindo destes estudos e tamb&#233;m da no&#231;&#227;o de grupo como um conjunto de indiv&#237;duos interdependentes proposta por Lewin (1948), realizaram uma experi&#234;ncia para analisar o papel da <i>interdepend&#234;ncia de destino</i> na forma&#231;&#227;o de grupos psicol&#243;gicos, recorrendo a grupos recentemente formados. Pretendiam determinar quais as condi&#231;&#245;es m&#237;nimas para a forma&#231;&#227;o de um grupo, atrav&#233;s da identifica&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es m&#237;nimas para que um indiv&#237;duo avalie diferentemente um membro do seu grupo <i>(ingroup)</i><a href="#4"><sup>4</sup></a><a name="top4"></a> um membro de outro grupo a que ele n&#227;o pertence <i>(outgroup),</i> bem como o seu pr&#243;prio grupo como um todo e o outro grupo como um todo. Quando tal se verificasse poder-se-ia interpretar esse facto como comportamento intergrupal e, consequentemente, deduzir a forma&#231;&#227;o de grupos psicol&#243;gicos. Este estudo experimental, com algumas altera&#231;&#245;es no seu desenho, constituiu um ponto de partida para muitos outros e, como tal, justifica uma apresenta&#231;&#227;o relativamente detalhada.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os sujeitos eram do sexo masculino, tinham 15 anos de idade e n&#227;o se conheciam anteriormente. Chegavam ao laborat&#243;rio em grupos de oito e eram divididos ao acaso num grupo de &quot;azuis&quot; e num grupo de &quot;verdes&quot;, alegadamente por conveni&#234;ncia do experimentador e sem que fosse feita qualquer refer&#234;ncia a interac&#231;oes futuras, quer com os membros do seu grupo, quer com os membros do outro grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os indiv&#237;duos eram distribu&#237;dos por quatro condi&#231;&#245;es:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151; em tr&#234;s delas os indiv&#237;duos de um dos grupos recebiam uma recompensa (r&#225;dios) pela ajuda que prestavam, enquanto que os indiv&#237;duos do outro grupo nada recebiam (destino comum para os membros de cada um dos grupos, ou seja, interdepend&#234;ncia de destino). O que variava nestas condi&#231;&#245;es era o modo como era decidido a qual dos grupos era atribu&#237;da a recompensa: pelo atirar de uma moeda ao ar; pelo experimentador de uma maneira arbitr&#225;ria; ou por um dos grupos, levando os sujeitos a crer que o outro grupo tinha decidido perder em favor deles;</font></p>      <p style="text-align:right;"><font style="">&#151; numa condi&#231;&#227;o de controlo, n&#227;o era referida qualquer recompensa pretendendo-se criar uma condi&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia m&#237;nima entre os membros de cada grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A tarefa dos sujeitos consistia na avalia&#231;&#227;o dos outros indiv&#237;duos em escalas sociom&#233;tricas. Se as avalia&#231;&#245;es fossem influenciadas pela perten&#231;a grupal isso indicaria a forma&#231;&#227;o de grupo. Os resultados mostraram que no conjunto das tr&#234;s condi&#231;&#245;es de destino comum, os indiv&#237;duos avaliaram mais favoravelmente os membros do seu grupo do que os membros do outro grupo. Na condi&#231;&#227;o controlo n&#227;o houve diferen&#231;as entre as avalia&#231;&#245;es dos membros do ingroup e do outgroup. O mesmo resultado foi obtido na avalia&#231;&#227;o dos grupos como um todo. Os autores conclu&#237;ram ent&#227;o que a mera classifica&#231;&#227;o n&#227;o era suficiente para provocar a forma&#231;&#227;o de um grupo e influenciar os julgamentos dos indiv&#237;duos. Para tal seria necess&#225;ria a imposi&#231;&#227;o de uma forma de interdepend&#234;ncia de destino.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esta conclus&#227;o, de que a categoriza&#231;&#227;o por si s&#243; n&#227;o &#233; suficiente para provocar discrimina&#231;&#227;o intergrupal, e consequentemente a forma&#231;&#227;o de grupos, foi criticada por Tajfel e colaboradores (1971) porque as respostas dos sujeitos eram dadas como julgamentos de atributos de indiv&#237;duos, simplesmente com base no local onde estavam sentados, que correspondia &#224; divis&#227;o &quot;azul&quot; e &quot;verde&quot;, mas sem que os indiv&#237;duos fossem denominados assim, ou seja, sem que a categoriza&#231;&#227;o que se relacionava com a disposi&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos fosse tomada relevante. Por outro lado, as conclus&#245;es do estudo destes autores, que ser&#225; apresentado mais &#224; frente, levaram-nos a refor&#231;ar esta cr&#237;tica.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Posteriormente, Rabbie (1972, Horwitz e Rabbie, 1982) verificou que aumentando o n&#250;mero de sujeitos na condi&#231;&#227;o de controlo apareceram algumas diferen&#231;as significativas em determinados itens da escala de avalia&#231;&#227;o favorecendo o <i>ingroup,</i> especialmente nos tra&#231;os relacionais. No entanto, essas diferen&#231;as eram menos n&#237;tidas do que as observadas nas condi&#231;&#245;es de interdepend&#234;ncia de destino. Verificou ainda que a maior discrimina&#231;&#227;o na condi&#231;&#227;o de destino comum n&#227;o se devia &#224; exist&#234;ncia de uma eventual recompensa, mas ao facto dessa recompensa ser atribu&#237;da ou n&#227;o aos indiv&#237;duos enquanto membros de um grupo (Rabbie, 1972, e Rabbie, 1979; em Horwitz e Rabbie, 1982).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Recapitulando, para os te&#243;ricos da interdepend&#234;ncia, a interdepend&#234;ncia positiva entre os membros de um grupo, ou entre grupos, leva &#224; interac&#231;&#227;o social cooperativa, &#224; comunica&#231;&#227;o e &#224; influ&#234;ncia m&#250;tua entre os indiv&#237;duos e, portanto, o grupo tem uma base afectiva determinada pela interdepend&#234;ncia entre os seus membros que n&#227;o podem separadamente satisfazer as suas necessidades. Estas teoriza&#231;&#245;es sobre a interdepend&#234;ncia expl&#237;cita dos indiv&#237;duos de um grupo (Sherif, Asch e Lewin) t&#234;m sido englobadas (Turner, 1982; Hogg, 1992) sob a designa&#231;&#227;o de &quot;modelo da coes&#227;o social&quot;, juntamente com outras perspectivas que situam a emerg&#234;ncia da atrac&#231;&#227;o interpessoal na semelhan&#231;a interindividual (e. g., Festinger, 1950, 1954; e Heider, 1958), proximidade, territ&#243;rio partilhado, antecipa&#231;&#227;o da interac&#231;&#227;o intragrupo (e. g., Rabbie e Wilkens, 1971).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre a categoriza&#231;&#227;o social e a discrimina&#231;&#227;o intergrupal levaram &#224; cr&#237;tica deste modelo da interdepend&#234;ncia e a uma nova concep&#231;&#227;o de grupo psicol&#243;gico.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>A procura das condi&#231;&#245;es m&#237;nimas para a forma&#231;&#227;o de um grupo que deram origem &#224; perspectiva da identifica&#231;&#227;o social</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com os estudos de Sherif ficou estabelecido que a competi&#231;&#227;o intergrupal objectiva era uma condi&#231;&#227;o <i>suficiente</i> para a cria&#231;&#227;o do etnocentrismo. Tajfel e colaboradores (1971) quiseram verificar se essa seria uma condi&#231;&#227;o <i>necess&#225;ria.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A partir dos seus estudos sobre percep&#231;&#227;o social e categoriza&#231;&#227;o, Tajfel e colaboradores deram in&#237;cio ao que pretendia ser uma linha de investiga&#231;&#227;o sobre os efeitos da <i>categoriza&#231;&#227;o</i> na forma&#231;&#227;o de grupos, planeando manipular o significado avaliativo ou emocional associado &#224; categoriza&#231;&#227;o e estudar o seu impacte na acentua&#231;&#227;o das diferen&#231;as entre grupos (discrimina&#231;&#227;o intergrupal) (Brown, 1986). Os autores come&#231;aram por construir uma situa&#231;&#227;o experimental em que a categoriza&#231;&#227;o n&#227;o tinha significado social (era socialmente vazia) e em que esperavam que n&#227;o houvesse efeitos de grupo. Planeavam posteriormente aumentar a import&#226;ncia atribu&#237;da &#224; categoriza&#231;&#227;o, at&#233; que a discrimina&#231;&#227;o intergrupal ocorresse.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, contrariamente ao que era esperado, nessa situa&#231;&#227;o experimental de categoriza&#231;&#227;o m&#237;nima, denominada de paradigma dos grupos m&#237;nimos (PGM), verificou-se uma clara discrimina&#231;&#227;o intergrupal a favor do grupo de perten&#231;a. Consequentemente, n&#227;o se procedeu &#224; sequ&#234;ncia de investiga&#231;&#227;o inicialmente prevista, tendo esta sido substitu&#237;da pela investiga&#231;&#227;o sobre a discrimina&#231;&#227;o intergrupal em condi&#231;&#245;es de categoriza&#231;&#227;o m&#237;nima.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Passamos ent&#227;o &#224; apresenta&#231;&#227;o dos estudos com o PGM.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O <i>paradigma dos grupos m&#237;nimos</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Baseando-se na condi&#231;&#227;o de controlo do estudo de Rabbie e Horwitz (1969) j&#225; mencionado, Tajfel e colaboradores (1971) constru&#237;ram uma situa&#231;&#227;o experimental sem significado social para isolar o <i>efeito da categoriza&#231;&#227;o</i> na discrimina&#231;&#227;o intergrupal. Essa situa&#231;&#227;o denomina-se de Paradigma dos Grupos M&#237;nimos (PGM) e nela s&#227;o respeitados os seguintes crit&#233;rios (Tajfel <i>et al.,</i> 1971, pp. 153-154):</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   n&#227;o h&#225; qualquer interac&#231;&#227;o face-a-face entre os sujeitos;</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#151;   os indiv&#237;duos n&#227;o podem saber quem s&#227;o os membros de cada grupo;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   n&#227;o h&#225; rela&#231;&#227;o entre o crit&#233;rio para a categoriza&#231;&#227;o intergrupal e a natureza das respostas pedidas aos sujeitos relativamente ao <i>ingroup</i> e ao <i>outgroup.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>&#151;</i>   as respostas n&#227;o devem representar qualquer valor utilit&#225;rio para o sujeito que as faz;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   o benef&#237;cio do <i>ingroup</i> em termos absolutos deve opor-se a uma estrat&#233;gia de benef&#237;cio relativo (ganha menos do que poderia, mas mais do que os outro), opondo assim uma estrat&#233;gia de resposta de diferencia&#231;&#227;o intergrupal a uma estrat&#233;gia mais racional e utilit&#225;ria;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a resposta deve consistir em decis&#245;es reais acerca da distribui&#231;&#227;o de recompensas (ou puni&#231;&#245;es) reais a outros, mais do que a avalia&#231;&#227;o de outros, de modo a tornar as respostas o mais importantes poss&#237;vel para os sujeitos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com base neste paradigma, os autores realizaram dois estudos (Tajfel <i>et al.,</i> 1971) com os seguintes aspectos em comum:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   na primeira parte da experi&#234;ncia os sujeitos realizavam uma tarefa e eram levados a acreditar que iam ser divididos em dois grupos com base num crit&#233;rio relacionado com o desempenho nessa tarefa (na realidade os sujeitos eram divididos aleatoriamente);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a segunda parte da experi&#234;ncia era apresentada como uma investiga&#231;&#227;o sobre processos de tomada de decis&#227;o. Era indicado individualmente a cada indiv&#237;duo o grupo a que pertencia e a seguir pedia-se-lhes que escolhessem, de entre v&#225;rias alternativas apresentadas em cada matriz, quanto dinheiro queriam atribuir a dois indiv&#237;duos designados por um n&#250;mero de c&#243;digo de modo a preservar o anonimato. Era dito que no final receberiam o dinheiro que os outros indiv&#237;duos que participavam no estudo lhes atribu&#237;ssem. Eram-lhes pedidas escolhas entre dois membros do <i>ingroup</i> (I/I), entre um membro do <i>ingroup</i> e um membro do <i>outgroup</i> (1/O), e entre dois membros do <i>outgroup</i> (O/O). Era dito aos sujeitos que o membro do pr&#243;prio grupo nunca seriam eles pr&#243;prios.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No <i>primeiro estudo,</i> Tajfel e colaboradores (1971) pretenderam investigar se a categoriza&#231;&#227;o intergrupal baseada num crit&#233;rio com significado avaliativo aumentava a discrimina&#231;&#227;o intergrupal em compara&#231;&#227;o com uma condi&#231;&#227;o em que a categoriza&#231;&#227;o se baseava num crit&#233;rio neutro. Na primeira parte a tarefa consistia na estima&#231;&#227;o do n&#250;mero de pontos apresentado num ecr&#227;. Na <i>condi&#231;&#227;o neutra</i> dizia-se aos indiv&#237;duos que seriam divididos em sobrestimadores e subestimadores, sem que isso estivesse relacionado com a correc&#231;&#227;o das estimativas. Na <i>condi&#231;&#227;o valor,</i> dizia-se aos indiv&#237;duos que seriam divididos em melhores estimadores e piores estimadores. Na segunda parte da experi&#234;ncia seguiu-se o procedimento acima referido. Ao contr&#225;rio do que era esperado com base nos estudos sobre a categoriza&#231;&#227;o com est&#237;mulos f&#237;sicos, n&#227;o houve diferen&#231;a nas duas condi&#231;&#245;es (neutra e valor) tendo ocorrido em ambas discrimina&#231;&#227;o intergrupal (escolhas 1/0).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No <i>segundo estudo,</i> na primeira parte, os sujeitos manifestavam as suas prefer&#234;ncias est&#233;ticas atrav&#233;s da escolha de 12 reprodu&#231;&#245;es de quadros (6 de Klee e 6 de Kandinski) apresentados em diapositivos e apresentados aos pares, supostamente um sendo de Klee e o outro de Kandinski. A segunda parte da exper&#234;ncia foi id&#234;ntica &#224; segunda parte do primeiro estudo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O que tornou os resultados inesperados foi que nos dois estudos, com base numa categoriza&#231;&#227;o sem valor social, os indiv&#237;duos discriminavam a favor do seu grupo, mesmo quando isso significava uma <i>perda em termos absolutos.</i> Ou seja, nas escolhas <i>1/0,</i> quando os indiv&#237;duos podiam escolher entre o membro do seu grupo ganhar relativamente ao membro do outro grupo, ou o m&#225;ximo proveito para os membros de ambos os grupos combinado com o m&#225;ximo de vantagem para os membros do seu pr&#243;prio grupo, preferiam que o membro do seu grupo <i>ganhasse relativamente</i> ao membro do outro grupo. Nas escolhas I/I e O/O, relativamente &#224;s escolhas I/ O, verificou-se maior frequ&#234;ncia das escolhas que tendem a ser mais pr&#243;ximas do m&#225;ximo proveito para os membros de ambos os grupos. Verificava-se ainda que os sujeitos recorriam em parte a uma <i>estrat&#233;gia de paridade</i> &#091;designa&#231;&#227;o de Bourhis, Sachdev e Gagnon (1994) para o termo <i>fairness</i> usado por Tajfel e colaboradores (1971)&#093;, pois davam ao <i>ingroup</i> apenas um pouco mais do que ao <i>outgroup.</i> Resumindo, os indiv&#237;duos beneficiaram o seu grupo, mesmo que de uma maneira relativa, sem que, contudo, extremassem muito as diferen&#231;as em rela&#231;&#227;o ao outro grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Embora no PGM a categoriza&#231;&#227;o social e a semelhan&#231;a estivessem confundidas (Billig e Tajfel, 1973; Turner, 1982; Rabbie <i>et al.,</i> 1989), e se saiba que a categoriza&#231;&#227;o induz a percep&#231;&#227;o de semelhan&#231;a (Tajfel e Wilkes, 1963; Tajfel, Sheikh e Gardner, 1964; Allen e Wilder, 1979), verificou-se que a categoriza&#231;&#227;o social, quer baseada num crit&#233;rio trivial, quer na semelhan&#231;a de cren&#231;as, ainda que irrelevante, &#233; suficiente para a discrimina&#231;&#227;o (Billig e Tajfel, 1973). Estes resultados foram mais tarde corroborados por Allen e Wilder (1979) e Brewer e Silver (1978).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A discrimina&#231;&#227;o, enquanto efeito da simples categoriza&#231;&#227;o, tem sido largamente replicada em situa&#231;&#245;es experimentais que consistem na distribui&#231;&#227;o de recompensas positivas (citado em Locksley <i>et al.</i>, 1980: Aliene Wilder, 1975; Brewer e Silver, 1978; Doise <i>et al.,</i> 1972; Turner, 1975, Wilder, 1978) e parece ser robusta em rela&#231;&#227;o ao tipo de medida de avalia&#231;&#227;o usada (Brewer, 1979): avalia&#231;&#245;es de tra&#231;os (Doise <i>et al.,</i> 1972; Doise e Sinclair, 1973); textos supostamente escritos por membros do <i>ingroup</i> e do <i>outgroup</i> (Gerard e Hoyt, 1974); descri&#231;&#245;es favor&#225;veis ou n&#227;o de comportamentos dos membros do <i>ingroup e</i> do <i>outgroup</i> (Howarth e Rothbart, 1980). Contudo, e embora n&#227;o seja objecto deste trabalho, quando est&#225; em causa a distribui&#231;&#227;o de consequ&#234;ncias negativas pelos dois grupos, a estrat&#233;gia dominante parece ser a paridade (Mummendey <i>et al,</i> 1992).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A explica&#231;&#227;o inicial de Tajfel e colaboradores (1971) considerava que os membros de cada grupo responderiam a uma <i>norma gen&#233;rica de favoritismo</i> pelo pr&#243;prio grupo, segundo a qual os membros de cada grupo devem favorecer o seu grupo em rela&#231;&#227;o ao grupo dos outros. Por outro lado, esta estrat&#233;gia teria de ser compatibilizada com uma outra, a <i>norma de paridade (fairness)</i> entre os dois grupos. Os autores interpretavam o comportamento dos sujeitos como uma tentativa de obter uma <i>solu&#231;&#227;o de compromisso</i> entre estas normas, sempre que poss&#237;vel, e consideram que provavelmente as expectativas dos sujeitos seriam no sentido de que os outros partilhassem a mesma norma. Consideraram que a norma gen&#233;rica de discrimina&#231;&#227;o intergrupal se estenderia mesmo a situa&#231;&#245;es laboratoriais como a do PGM e que o etnocentrismo de laborat&#243;rio, correspondente ao do mundo real, &#233; o favoristismo pelo <i>ingroup</i> &#151; ou seja, a tend&#234;ncia para favorecer o <i>ingroup</i> relativamente ao <i>outgroup</i> em avalia&#231;&#245;es e comportamentos (Tajfel e Turner, 1979). Esta explica&#231;&#227;o teve um curto per&#237;odo de vida e Tajfel abandonou-a em 1972 porque tendia para a circularidade e n&#227;o era heur&#237;stica (Turner, 1980), acabando por elaborar uma teoria, a <i>teoria da identidade social</i> (Tajfel e Turner, 1979) que tentava dar um significado a estes resultados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, a dificuldade em compreender os resultados obtidos com o PGM, considerados pelos pr&#243;prios autores como um comportamento &quot;n&#227;o racional, n&#227;o instrumental e n&#227;o utilit&#225;rio&quot; (Tajfel <i>et al.,</i> 1971, p. 174), levou a que outros autores procurassem identificar caracter&#237;sticas da pr&#243;pria situa&#231;&#227;o experimental que fossem respons&#225;veis por esse efeito de discrimina&#231;&#227;o numa situa&#231;&#227;o de categoriza&#231;&#227;o desprovida de significado social.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>A explora&#231;&#227;o de fontes de artefactos no paradigma dos grupos m&#237;nimos</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na procura das caracter&#237;sticas do PGM que pudessem ter produzido o resultado de discrimina&#231;&#227;o em situa&#231;&#227;o de categoriza&#231;&#227;o social m&#237;nima foram consideradas tr&#234;s causas poss&#237;veis:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a falta de familiariedade dos sujeitos com a tarefa;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   o comportamento dos sujeitos ser determinado pelo que percebiam serem as normas sociais apropriadas;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   as respostas reflectirem as caracter&#237;sticas do que era pedido.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Tajfel e Billig (1974), suspeitando que as respostas dos sujeitos podiam ser devidas &#224; falta de familiariedade destes com o dispositivo experimental, realizaram um novo estudo em que controlaram a familiaridade dos sujeitos com a tarefa. Os resultados mostraram, ao contr&#225;rio do que era esperado, que a familiariza&#231;&#227;o dos sujeitos com a situa&#231;&#227;o aumentou a discrimina&#231;&#227;o intergrupal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Outra fonte poss&#237;vel de artefacto seria os sujeitos comportarem-se consoante o que percebiam ser as normas sociais apropriadas, ou seja, de acordo com a norma da discrimina&#231;&#227;o intergrupal (Billig, 1973). Ent&#227;o se os sujeitos tivessem, antes da tarefa, contacto com outros sujeitos que tinham recorrido a essa norma, estes &#250;ltimos transmitiriam a norma da discrimina&#231;&#227;o intergrupal aos primeiros. Esperava-se assim que os sujeitos que tiveram contacto com outros que discriminaram, discriminassem mais do que os sujeitos que tinham recebido as instru&#231;&#245;es-padr&#227;o do experimentador. Ao contr&#225;rio do que era esperado, os sujeitos discriminaram menos do que os que tinham recebido as instru&#231;&#245;es-padr&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao tentarem testar se as respostas reflectiam as caracter&#237;sticas do que era pedido, St. Claire e Turner (1982) verificaram que sujeitos observadores expostos aos mesmos &#237;ndices experimentais que os sujeitos categorizados n&#227;o eram capazes de predizer as respostas destes &#250;ltimos e esperavam maior paridade na distribui&#231;&#227;o de pontos entre os dois grupos do que aquela que teve lugar. Por outro lado, um grupo de sujeitos a quem era dito que o exp erimentador esperava que fossem preconceituosos n&#227;o discriminou mais do que o grupo de controlo submetido &#224; situa&#231;&#227;o cl&#225;ssica do PGM.<a href="#5"><sup>5</sup></a><a name="top5"></a></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A refuta&#231;&#227;o de todas estas hip&#243;teses levou Turner (1981) a concluir que existem processos sociopsicol&#243;gicos intr&#237;nsecos ou estimulados pelas divis&#245;es <i>ingroup-outgroup</i> que tendem a criar rela&#231;&#245;es sociais discriminat&#243;rias.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m as matrizes de resposta utilizadas no PGM t&#234;m sido alvo de controv&#233;rsias (Bomstein <i>et al,</i> 1983a, 1983b; Turner, 1983a, 1983b). No entanto, elas n&#227;o impedem que os sujeitos escolham entre estrat&#233;gias diferentes de diferencia&#231;&#227;o intergrupal, e a discrimina&#231;&#227;o intergrupal tem sido obtida com outros instrumentos que n&#227;o as matrizes, como, por exemplo, mostraram Locksley e colaboradores (1980).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>A perspectiva da identifica&#231;&#227;o social</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>A teoria da identidade social</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A teoria da identidade social (SIT) nasceu, ent&#227;o, da aplica&#231;&#227;o ao estudo das rela&#231;&#245;es intergrupais das conclus&#245;es dos trabalhos de Tajfel sobre os efeitos da categoriza&#231;&#227;o na acentua&#231;&#227;o da percep&#231;&#227;o de diferen&#231;as. Por ter sido desenvolvida na Universidade de Bristol, esta teoria &#233; tamb&#233;m muitas vezes denominada de <i>modelo de Bristol</i> e, por implicar os processos de <i>categoriza&#231;&#227;o, identidade</i> e <i>compara&#231;&#227;o social,</i> &#233; tamb&#233;m denominada de <i>modelo CIC.</i> Vamos referir-nos sucessivamente a estes tr&#234;s processos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Tajfel (1982a), as <i>categoriza&#231;&#245;es sociais</i> s&#227;o divis&#245;es descont&#237;nuas do mundo social em classes ou categorias distintas, em que os objectos ou acontecimentos sociais equivalentes passam a estar reunidos em grupos. Assim se toma mais f&#225;cil aos indiv&#237;duos definirem a posi&#231;&#227;o que ocupam em rela&#231;&#227;o aos v&#225;rios grupos sociais que comp&#245;em a sociedade. As categoriza&#231;&#245;es sociais surgem ent&#227;o como</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) um sistema de orienta&#231;&#227;o para auto-refer&#234;ncia: elas criam e definem o lugar do indiv&#237;duo na sociedade (Tajfel e Turner, 1979, p. 40).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A identifica&#231;&#227;o social &#233; concebida como o processo de autolocaliza&#231;&#227;o ou localiza&#231;&#227;o de outra pessoa num sistema de categorias sociais. A <i>identidade social</i> &#233; o conjunto das identifica&#231;&#245;es sociais relevantes usadas para a autodefini&#231;&#227;o, ou</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) o conhecimento do indiv&#237;duo de que pertence a certos grupos sociais juntamente com algum significado emocional e de valor que atribui a essa perten&#231;a (Tajfel, 1972, P* 792).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ou seja, &#233; o autoconceito como membro de grupos, &#233; a dimens&#227;o do autoconceito decorrente da perten&#231;a a grupos sociais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Na SIT, o conjunto de auto-imagens que constituem o autoconceito pode localizar-se ao longo de um <i>continuum,</i> com caracter&#237;sticas de categoria social no extremo social e caracter&#237;sticas de individua&#231;&#227;o no extremo pessoal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O autoconceito compreende ent&#227;o a identidade pessoal e a identidade social. A <i>identidade pessoal</i> refere-se a atributos espec&#237;ficos dos indiv&#237;duos; a identidade social denota a perten&#231;a do indiv&#237;duo a v&#225;rios grupos sociais formais e informais. No polo puramente interpessoal toda a interac&#231;&#227;o ocorrida &#233; determinada pelas rela&#231;&#245;es pessoais entre os indiv&#237;duos e pelas suas caracter&#237;sticas pessoais respectivas. Como afirma Tajfel (1982a), este polo &#233; meramente te&#243;rico, pois &#233; muito dif&#237;cil imaginar um encontro social entre duas pessoas que n&#227;o seja minimamente afectado pelas categorias sociais a que pertencem. No extremo intergrupal, todo o comportamento dos indiv&#237;duos &#233; determinado pela sua perten&#231;a a categorias sociais diferentes (Tajfel, 1982a). Este polo da <i>identidade social</i> j&#225; n&#227;o &#233; meramente te&#243;rico, sendo poss&#237;vel encontrar exemplos muito claros em situa&#231;&#245;es reais.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com os efeitos da categoriza&#231;&#227;o social, quanto mais pr&#243;xima uma situa&#231;&#227;o estiver do polo intergrupal mais uniforme ser&#225; o comportamento dos indiv&#237;duos de cada grupo em rela&#231;&#227;o aos membros do outro grupo; quanto mais pr&#243;xima uma situa&#231;&#227;o estiver do polo interpessoal, mais vari&#225;vel ser&#225; o comportamento dos indiv&#237;duos de cada grupo em rela&#231;&#227;o aos membros do outro grupo (Tajfel, 1982a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A transi&#231;&#227;o do funcionamento cognitivo da identidade pessoal para a identidade social corresponderia &#224; mudan&#231;a do comportamento interpessoal para o comportamento intergrupal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, Tajfel (1982a) afirma que se pode considerar os <i>grupos m&#237;nimos</i> no PGM como <i>grupos m&#225;ximos,</i> uma vez que o comportamento em rela&#231;&#227;o aos membros dos outros grupos &#233; apenas determinado pela perten&#231;a grupai, implicando uma <i>despersonaliza&#231;&#227;o</i> dos indiv&#237;duos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com este <i>continuum</i> consegue-se uma articula&#231;&#227;o dos processos psicol&#243;gicos e dos processos sociais, de modo a evitar uma psicologia social reducionista que negligencie o aspecto pessoal ou social da identidade do indiv&#237;duo (Tajfel, 1982a).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A SIT considera que o processo de categoriza&#231;&#227;o estimula um processo de <i>compara&#231;&#227;o social.</i> Este processo de compara&#231;&#227;o social &#233; um conceito desenvolvido na <i>teoria da compara&#231;&#227;o social</i> de Festinger (1954), que sustenta que recorremos a compara&#231;&#245;es sociais quando n&#227;o podemos confirmar se o nosso conhecimento &#233; ou n&#227;o correcto. Nessas situa&#231;&#245;es, comparamo-nos com outros que s&#227;o semelhantes ou ligeiramente melhores do que n&#243;s em dimens&#245;es relevantes e &#233; atrav&#233;s dessas compara&#231;&#245;es sociais interindividuais que fazemos uma auto-avalia&#231;&#227;o das nossas aptid&#245;es, opini&#245;es e experi&#234;ncias.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De acordo com a teoria da identidade social, as compara&#231;&#245;es deixam de ser <i>interindividuais</i> para passarem a ser <i>intergrupais.</i> Considera-se que s&#243; com base no consenso dos v&#225;rios membros de um grupo podemos ter confian&#231;a nos julgamentos que fazemos. Ent&#227;o, como os diferentes grupos adoptam posi&#231;&#245;es diferentes face &#224;s mesmas quest&#245;es, geralmente as compara&#231;&#245;es s&#227;o realizadas entre <i>ingroups</i> e <i>outgroups.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m de acordo com a SIT, estas compara&#231;&#245;es sociais intergrupais t&#234;m ainda como fun&#231;&#227;o manter a identidade social positiva para o pr&#243;prio indiv&#237;duo enquanto membro do grupo, atrav&#233;s da <i>distin&#231;&#227;o positiva do ingroup.</i> As compara&#231;&#245;es ser&#227;o feitas nas dimens&#245;es que reflectem a superioridade do <i>ingroup</i> verificando-se uma <i>acentua&#231;&#227;o</i> das diferen&#231;as entre o <i>ingroup</i> e o <i>outgroup</i>.<a href="#6"><sup>6</sup></a><a name="top6"></a> </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com base no <i>continuum</i> interpessoal-intergrupal, a SIT tenta ainda explicar os <i>conflitos intergrupais</i> nas sociedades estratificadas. De acordo com esta teoria, a procura de uma <i>distin&#231;&#227;o positiva para o ingroup</i> por parte dos membros dos grupos dominados pode ser feita por dois processos: a mobilidade social e a mudan&#231;a social.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A <i>mobilidade social</i> refere-se &quot;ao movimento de indiv&#237;duos, fam&#237;lias e grupos de uma posi&#231;&#227;o social para outra&quot; (Goldhamer, 1968, p. 429 em Tajfel 1982a). Tajfel e Turner (1979) adoptam esta defini&#231;&#227;o, excluindo o movimento dos grupos. Assim, para estes autores a mobilidade social refere-se apenas ao movimento de indiv&#237;duos e fam&#237;lias. Refere-se ao polo <i>interpessoal.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O movimento dos grupos de uma posi&#231;&#227;o social para outra foi designado por <i>mudan&#231;a social.</i> A mudan&#231;a social refere-se aos esfor&#231;os de um grande n&#250;mero de pessoas que se definem e s&#227;o tamb&#233;m frequentemente definidas por outras como um grupo, para resolver colectivamente um problema sentido como comum e percepcionado como tendo origem nas suas rela&#231;&#245;es com outros grupos (Tajfel, 1982a). Neste caso estamos em presen&#231;a de rela&#231;&#245;es <i>intergrupais.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em que condi&#231;&#245;es ocorrer&#225; mobilidade social ou mudan&#231;a social? Segundo a SIT (Tajfel e Turner, 1979), a resposta depende em parte da <i>permeabilidade das fronteiras</i> entre o grupo subordinado e o grupo dominante, e tamb&#233;m da <i>percep&#231;&#227;o da legitimidade</i> e da <i>estabilidade do estatuto</i> relativo dos grupos* Se as fronteiras entre os grupos s&#227;o pouco r&#237;gidas, os membros do grupo subordinado podem individualmente tender a dissociar-se do seu pr&#243;prio grupo e passarem a ser membros do grupo dominante. Estamos neste caso em presen&#231;a de mobilidade social e, como tal, no polo interpessoal. Este processo enfraquece a solidariedade dentro de um grupo dominado e n&#227;o altera a posi&#231;&#227;o relativa dos grupos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Se as fronteiras s&#227;o r&#237;gidas e n&#227;o &#233; poss&#237;vel passar de um grupo para o outro, a <i>mudan&#231;a social</i> pode ocorrer atrav&#233;s de dois processos:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a <i>criatividade social</i>, que consiste numa tentativa para mudar as dimens&#245;es da compara&#231;&#227;o social de uma forma que seja favor&#225;vel ao grupo subordinado a que se pertence;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a <i>competi&#231;&#227;o intergrupal,</i> que tem como objectivo alterar as rela&#231;&#245;es de domina&#231;&#227;o. Esta lem lugar se se acredita que a posi&#231;&#227;o de subordina&#231;&#227;o do grupo n&#227;o &#233; leg&#237;tima nem est&#225;vel, e que &#233; poss&#237;vel essa mudan&#231;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A mudan&#231;a social leva ao aumento da solidariedade dentro do grupo dominado e pretende alterar aposi&#231;&#227;o relativa entre os grupos. O grupo dominante pode reagir a estas tentativas por parte do grupo dominado, quer fazendo todos os poss&#237;veis para manter e justificar a superioridade do seu estatuto, quer tentando encontrar e criar novas diferencia&#231;&#245;es em seu pr&#243;prio favor, quer ainda recorrendo a ambas as estrat&#233;gias.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma importante deriva&#231;&#227;o da teoria &#233; que a competi&#231;&#227;o entre grupos n&#227;o est&#225; restrita a conflitos por recursos materiais, alarga-se &#224; competi&#231;&#227;o por recursos simb&#243;licos. A teoria interpreta a discrimina&#231;&#227;o intergrupal no PGM como um caso deste tipo, ou seja, como um caso de <i>competi&#231;&#227;o social</i> motivada pela necessidade de uma auto-avalia&#231;&#227;o positiva (Turner, 1975), ou seja, como uma maneira de conseguir identidade social positiva atrav&#233;s da compara&#231;&#227;o social. Esta interpreta&#231;&#227;o da competi&#231;&#227;o social no PGM, em que o objectivo &#233; apenas alterar a posi&#231;&#227;o relativa de um dos grupos, independentemente dos ganhos e perdas que isso implique (mesmo que a ganhar em termos relativos obrigue a perder em termos absolutos), &#233; contestada por Rabbie e colaboradores (1989) como ser&#225; referido adiante.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ent&#227;o, como observam Hogg e Abrams (1988), admitindo que o comportamento de distribui&#231;&#227;o de pontos no PGM n&#227;o tem qualquer valor utilit&#225;rio para o sujeito que as faz, nesta situa&#231;&#227;o, a competi&#231;&#227;o social (Turner, 1975) seria a &#250;nica forma poss&#237;vel para obten&#231;&#227;o de uma distin&#231;&#227;o positiva para o <i>ingroup.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A SIT constituiu o ponto de partida para que um dos seus fundadores, Turner, desenvolvesse uma outra teoria que apresentamos de seguida.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>A teoria da autocategoriza&#231;&#227;o</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A teoria da autocategoriza&#231;&#227;o (Turner <i>et al,</i> 1987) &#151; SCT &#151; constitui um desenvolvimento da teoria da identidade social (Tajfel e Turner, 1979). Devido ao facto da SCT se ter desenvolvido a partir dos trabalhos iniciais da teoria da identidade social e de o conceito de identidade social ter nela um papel-chave, tamb&#233;m &#233; denominada de &quot;teoria da identidade social do grupo&quot;, diferenciando-se da &quot;teoria da identidade social&quot; (do comportamento intergrupal). No pref&#225;cio da obra em que Turner e colaboradores apresentam a SCT (Turner <i>et al,</i> 1987), Turner lamenta que as duas teorias tenham nomes t&#227;o semelhantes, pois, apesar de estarem relacionadas, s&#227;o muito diferentes nos problemas que abordam e nas hip&#243;teses que prop&#245;em.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A SIT pretende explicar a <i>discrimina&#231;&#227;o intergrupal</i> na aus&#234;ncia de conflitos de interesses. A SCT questiona o processo que leva um conjunto de indiv&#237;duos a <i>definir-se e sentir-se como um grupo social</i> e como a partilha da perten&#231;a grupal influencia o seu comportamento (Turner, 1985), ou seja, aborda o modo como os indiv&#237;duos s&#227;o capazes de agir como <i>grupo.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O mecanismo b&#225;sico da SCT &#233; o processo cognitivo de categoriza&#231;&#227;o. Como conclu&#237;ram os estudos sobre a categoriza&#231;&#227;o de est&#237;mulos f&#237;sicos e sociais j&#225; referidos, este processo por um lado acentua a semelhan&#231;a entre est&#237;mulos pertencendo &#224; mesma categoria e, por outro, as diferen&#231;as entre est&#237;mulos pertencendo a diferentes categorias, nas dimens&#245;es que se pensa estarem relacionadas com a categoriza&#231;&#227;o. A fun&#231;&#227;o da categoriza&#231;&#227;o consiste em dotar o mundo de significado e identificar aspectos que s&#227;o relevantes para a ac&#231;&#227;o num determinado contexto.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A SCT considera que o &quot;eu&quot; est&#225; representado cognitivamente sob a forma de <i>autocategoriza&#231;&#245;es. O</i> conjunto das autocategoriza&#231;&#245;es relativas a um indiv&#237;duo constituem o seu <i>autoconceito.</i> Estas autocategoriza&#231;&#245;es n&#227;o correspondem todas ao mesmo <i>n&#237;vel de identidade.</i> Elas organizam-se hierarquicamente, segundo diferentes n&#237;veis de abstrac&#231;&#227;o, semelhantes aos descritos na teoria da categoriza&#231;&#227;o de Rosch (1978). Quanto maior o n&#237;vel de abstrac&#231;&#227;o maior o grau de inclus&#227;o de uma auto categoria: cada categoria &#233; completamente inclu&#237;da dentro da categoria de grau de abstrac&#231;&#227;o mais elevado, mas n&#227;o esgota essa categoria mais inclusiva.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Turner (Turner et <i>al.,</i> 1987) distingue pelo menos <i>tr&#234;s n&#237;veis</i> de abstrac&#231;&#227;o da autocategoriza&#231;&#227;o, podendo cada um deles incluir outros subn&#237;veis: a <i>identidade humana,</i> que corresponde ao n&#237;vel superordenado do &quot;eu&quot; como ser humano; a <i>identidade social</i> corresponde ao n&#237;vel interm&#233;dio das categoriza&#231;&#245;es <i>ingroup-outgroup</i> baseadas nas semelhan&#231;as e diferen&#231;as sociais entre seres humanos, a qual nos define como membro de certos grupos sociais e n&#227;o de outros; a <i>identidade pessoal,</i> que corresponde ao n&#237;vel subordinado de autocategoriza&#231;&#245;es baseadas nas diferencia&#231;&#245;es entre o pr&#243;prio, como indiv&#237;duo &#250;nico, e outros membros do <i>ingroup</i>, e que nos define como uma pessoa individual espec&#237;fica.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os est&#237;mulos s&#243; podem ser comparados se j&#225; tiverem sido categorizados como id&#234;nticos numa categoria de grau de abstrac&#231;&#227;o mais elevado. Consequentemente, as autocategoriza&#231;&#245;es que se tornam salientes s&#227;o de um n&#237;vel menos abstracto do que a autocategoria em termos da qual est&#227;o a ser comparadas.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, na SCT a <i>categoriza&#231;&#227;o</i> e a <i>particulariza&#231;&#227;o</i> n&#227;o est&#227;o em oposi&#231;&#227;o como defende Billig (1985). Segundo Turner (1988), a categoriza&#231;&#227;o j&#225; constitui uma particulariza&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o a outro conjunto mais vasto (de ordem mais elevada).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O que varia em cada um destes graus de autocategoriza&#231;&#227;o &#233; a percep&#231;&#227;o que o indiv&#237;duo tem se si pr&#243;prio em rela&#231;&#227;o aos restantes membros do seu grupo: quando o indiv&#237;duo se categoriza como pessoa &#250;nica percepciona o m&#237;nimo de semelhan&#231;a com os outros membros do <i>ingroup</i>; quando se categoriza como membro do <i>ingroup</i> percepciona o m&#225;ximo de semelhan&#231;a entre si e os outros membros do <i>ingroup,</i> e o m&#225;ximo de diferen&#231;a em rela&#231;&#227;o aos membros do <i>outgroup.</i> De acordo com este sistema de autocategorias com diferentes n&#237;veis de abstrac&#231;&#227;o, o comportamento de grupo expressa uma <i>mudan&#231;a no n&#237;vel de abstrac&#231;&#227;o da autocategoriza&#231;&#227;o,</i> na direc&#231;&#227;o que representa uma <i>despersonaliza&#231;&#227;o da autopercep&#231;&#227;o,</i> sem que isso represente uma perda da identidade individual.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Esta teoria recorre a dois conceitos da investiga&#231;&#227;o sobre os processos de categoriza&#231;&#227;o: o conceito de meta-contraste (Campbell, 1958) e o conceito de prot&#243;tipo (Rosch, 1978).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A no&#231;&#227;o de meta-contraste relaciona-se com a probabilidade de categoriza&#231;&#227;o de um conjunto de est&#237;mulos; o <i>conceito de prototipicalidade</i> relaciona-se com a percep&#231;&#227;o de representatividade de um membro em rela&#231;&#227;o a uma categoria.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O <i>conceito de meta-contraste</i> refere-se ao facto de a categoriza&#231;&#227;o ocorrer ou n&#227;o, dependendo da semelhan&#231;a relativa entre os est&#237;mulos. Turner e colaboradores (1987) definem a raz&#227;o do meta-contraste como o quociente entre a diferen&#231;a intercategorial m&#233;dia (diferen&#231;a m&#233;dia percebida entre os membros da categoria e os outros est&#237;mulos) e a diferen&#231;a intracategorial m&#233;dia (diferen&#231;a m&#233;dia percebida entre os membros dentro da categoria). Este quociente traduz o grau em que qualquer conjunto de est&#237;mulos tender&#225; a ser conceptualizado como grupo. Quanto maior esse quociente maior essa probabilidade.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, o <i>grau de prototipicalidade</i> de um membro de uma categoria &#233; o grau em que ele &#233; percebido como um bom representante da categoria como um todo. Define-se pelo quociente entre o meta-contraste da diferen&#231;a m&#233;dia percebida entre o est&#237;mulo-alvo e os membros do <i>outgroup</i> sobre a diferen&#231;a m&#233;dia percebida entre o est&#237;mulo-alvo e os membros do <i>ingroup.</i> Quanto maior esse quociente, maior a prototipicalidade do membro do <i>ingroup</i> (Turner <i>et al.,</i> 1987).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Neste quadro te&#243;rico, o facto de uma categoriza&#231;&#227;o social se tomar saliente leva a que os indiv&#237;duos do <i>ingroup</i> se percepcionem mutuamente como mais protot&#237;picos. Este aumento da prototipicalidade ocorre nas dimens&#245;es estereot&#237;picas que definem a categoria <i>ingroup.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como o grau em que a categoria <i>ingroup</i> &#233; positivamente avaliada aumenta a atrac&#231;&#227;o m&#250;tua entre os membros, o grau de atractividade de pessoas espec&#237;ficas, incluindo o do pr&#243;prio indiv&#237;duo, depende da sua prototipicalidade relativamente &#224; dos outros membros do <i>ingroup. A auto-estima</i> do indiv&#237;duo, quando este se percepciona como membro do <i>ingroup,</i> &#233; equiparada ao <i>etnocentrismo.</i> Essa autoestima ser&#225; maior quando o indiv&#237;duo percepcionar o seu grupo como mais protot&#237;pico da categoria superordenada que fornece a base para a compara&#231;&#227;o intergrupal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com a SCT, a autocategoriza&#231;&#227;o resulta de um processo cognitivo de organiza&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o num conjunto de categorias do <i>self</i> e dos outros bastante significativo e parcimonioso. No entanto, revelando a heran&#231;a da SIT, a SCT n&#227;o exclui as press&#245;es motivacionais para a <i>avalia&#231;&#227;o positiva das categorias</i> em que o indiv&#237;duo se inclui. Assim, Turner (Turner <i>et al.,</i> 1987) afirma.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As autocategorias tendem a ser avaliadas positivamente e existem press&#245;es motivacionais para manter esse estado (p. 57).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Sendo assim, de acordo com esta teoria existem <i>press&#245;es motivacionais</i> para uma avalia&#231;&#227;o positiva das autocategorias, e as autoavalia&#231;&#245;es negativas provocam um estado motivacional que leva &#224; actividade psicol&#243;gica para restabelecer a auto-estima.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Apresent&#225;mos, assim, o modelo de identifica&#231;&#227;o social, constitu&#237;do pela SIT e pela SCT, esta &#250;ltima desenvolvida a partir da primeira. Estas teorias t&#234;m como ponto de partida os resultados obtidos com o paradigma dos grupos m&#237;nimos e, por sua vez, deram origem a muita investiga&#231;&#227;o. Da SIT para a SCT o interesse desloca-se dos <i>processos intergrupais</i> para os <i>processos grupais. A</i> SCT tamb&#233;m foi aplicada a dom&#237;nios como o da influ&#234;ncia social, incluindo a polariza&#231;&#227;o de grupo, e o comportamento das multid&#245;es.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A controv&#233;rsia entre a perspectiva da interdepend&#234;ncia e a perspectiva da identifica&#231;&#227;o social</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A interpreta&#231;&#227;o dos resultados do PGM como resultado de um processo de categoriza&#231;&#227;o sem significado social levou ao desenvolvimento de uma nova concep&#231;&#227;o de grupo, que na SCT passa a ter uma base mais cognitiva. No entanto, estas interpreta&#231;&#245;es depararam com a resist&#234;ncia dos defensores da concep&#231;&#227;o de grupo baseada na interdepend&#234;ncia. Centrar-nos-emos nas contribui&#231;&#245;es de Rabbie e colaboradores, que prop&#245;em uma <i>interpreta&#231;&#227;o alternativa</i> para os resultados obtidos no PGM. Estes autores iniciaram um debate bilateral com Tajfel no in&#237;cio dos anos 70 e que durou at&#233; &#224; morte deste &#250;ltimo (Tajfel <i>et al.,</i> 1971; Horwitz e Rabbie, 1982; Tajfel, 1982b). Infelizmente, com Turner, o debate n&#227;o tem assumido o mesmo car&#225;cter bilateral.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No seu conjunto a SIT e a SCT contrariam a distin&#231;&#227;o entre categoria social e grupo social, partilhada pelos te&#243;ricos da interdepend&#234;ncia, e com origem nos trabalhos de Lewin.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Antes da apresenta&#231;&#227;o dessa interpreta&#231;&#227;o alternativa de Rabbie para a discrimina&#231;&#227;o no PGM, justifica-se uma refer&#234;ncia &#224; distin&#231;&#227;o proposta entre <i>categorias sociais</i> e <i>grupos sociais</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>Categorias sociais e grupos sociais: dois modelos de grupo</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Como se referiu anteriormente, para os autores da interdepend&#234;ncia, como Lewin, Asch e Sherif, a interdepend&#234;ncia dos indiv&#237;duos que constituem um grupo modifica a natureza dos mesmos enquanto partes inseridas num todo. Estes autores consideravam que era a interdepend&#234;ncia entre as partes que levaria &#224; consci&#234;ncia da perten&#231;a a um grupo, e consequentemente &#224; forma&#231;&#227;o de um grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No contexto da forma&#231;&#227;o de grupos experimentalmente induzida pela imposi&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia entre v&#225;rios indiv&#237;duos, Sherif (1966) definiu <i>comportamento intergrupal</i> como:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) qualquer comportamento exibido por um ou mais actores em rela&#231;&#227;o a um ou mais actores que se baseia na identifica&#231;&#227;o do pr&#243;prio actor e dos outros como pertencendo a categorias sociais diferentes (p. 62).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nesta defini&#231;&#227;o, o uso da palavra &quot;categoria&quot; assumia um significado equivalente ao de &quot;grupo&quot;.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos com o PGM e a constata&#231;&#227;o de que a imposi&#231;&#227;o de categorias sociais numa base explicitamente aleat&#243;ria, como o atirar de um moeda ao ar, produzia atitudes mais positivas em rela&#231;&#227;o aos membros do <i>ingroup</i> do que em rela&#231;&#227;o aos membros do <i>oudgroup</i> (Billig e Tajfel, 1973), levou a que na SIT se acentuasse a import&#226;ncia da categoriza&#231;&#227;o social enquanto caracter&#237;stica comum. No entanto, na SIT, a simples categoriza&#231;&#227;o deve ser acompanhada do <i>sentimento de perten&#231;a</i> para a forma&#231;&#227;o do grupo social.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tajfel e Turner (1979, p. 40) definem grupo social como uma (...) colecc&#231;&#227;o de pessoas que se percebem como membros de uma categoria social, partilham algum envolvimento emocional nesta defini&#231;&#227;o comum deles pr&#243;prios e atingem algum grau de consenso social na avalia&#231;&#227;o do seu grupo e da sua perten&#231;a a ele.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, estes autores, al&#233;m da <i>componente cognitiva</i> do grupo, consideram ainda:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   uma componente <i>avaliativa</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) no sentido de que a no&#231;&#227;o de grupo e/ ou de perten&#231;a a ele pode ter uma conota&#231;&#227;o de valor positivo ou negativo (Tajfel, 1982a, p. 261);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   uma componente <i>emocional</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) os aspectos cognitivos e avaliativo do grupo e da perten&#231;a a ele podem ser acompanhados de emo&#231;&#245;es (Tajfel, 1982a, p. 261);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a import&#226;ncia do <i>consenso social</i> (interno e externo)</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um grupo torna-se grupo no sentido em que existe a percep&#231;&#227;o de que tem caracter&#237;sticas comuns, ou um destino comum, sobretudo porque existem outros grupos no meio (Tajfel, 1982a, p. 294) ou (...) o crit&#233;rio essencial para a perten&#231;a ao grupo, aplicado a categorias sociais em grande escala, &#233; que os indiv&#237;duos em causa se definam e sejam definidos pelos outros como membros de um grupo (Tajfel e Turner, 1979).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na SIT distingue-se entre <i>categorias sociais,</i> enquanto realidades sociais, e <i>grupos humanos,</i> enquanto realidades psicol&#243;gicas. A transforma&#231;&#227;o das categorias sociais em grupos humanos ocorreria atrav&#233;s do reconhecimento de uma identidade comum.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A prop&#243;sito desta distin&#231;&#227;o, Tajfel (1982b) reconhece que (...) &#233; inteiramente verdade que a diferencia&#231;&#227;o categorial por si s&#243; (...) n&#227;o cria grupos (p. 501).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A confus&#227;o derivaria de um uso pouco criterioso dos dois termos como intermut&#225;veis, admitida pelo pr&#243;prio autor, que afirma que muitas vezes emprega o termo categoria social para se referir a um grupo social, como &#233; o caso das situa&#231;&#245;es em que n&#227;o quer usar o termo grupo social para evitar a conota&#231;&#227;o deste termo com os pequenos grupos face-a-face.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Pelo contr&#225;rio, Turner (1982), na sua defini&#231;&#227;o de grupo psicol&#243;gico, refor&#231;a a <i>componente cognitiva</i> da perten&#231;a ao grupo:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) um grupo psicol&#243;gico tem uma base perceptiva ou cognitiva (1982, p. 16).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">e atribui menos import&#226;ncia ao papel do consenso externo acerca dessa perten&#231;a, passando a empregar indistintamente os termos &quot;grupo social&quot; e &quot;categoria social&quot;. De acordo com esta perspectiva, (...) um grupo social pode ser definido como dois ou mais indiv&#237;duos que partilham uma identifica&#231;&#227;o social comum, ou o que &#233; praticamente o mesmo, que se percebem como membros da mesma categoria social. (Turner, 1982, p. 15).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">E, noutra obra, o mesmo autor especifica o <i>processo de forma&#231;&#227;o</i> psicol&#243;gica do grupo:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A forma&#231;&#227;o psicol&#243;gica do grupo tem lugar quando duas ou mais pessoas se percebem e se definem a si pr&#243;prias em termos de uma categoriza&#231;&#227;o <i>ingroup-outgroup</i> partilhada (Turner <i>et al,</i> 1987, p. 51).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um grupo psicol&#243;gico ser&#225; ent&#227;o aquele que &#233; psicologicamente significativo para os seus membros, como um grupo de refer&#234;ncia (positivo), subjectivamente importante para determinar as ac&#231;&#245;es do indiv&#237;duo, e n&#227;o meramente um grupo de perten&#231;a em que objectivamente se est&#225; inserido (Turner <i>et al,</i> 1987). Este autor rejeita que a base da forma&#231;&#227;o do grupo seja a interdepend&#234;ncia dos indiv&#237;duos para a satisfa&#231;&#227;o de necessidades pessoais, por isso real&#231;a:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) a import&#226;ncia da identidade perceptiva das pessoas, no sentido em que formam uma unidade cognitiva ou categoria perceptiva e a <i>rejei&#231;&#227;o da interdepend&#234;ncia interpessoal</i> para a satisfa&#231;&#227;o de necessidades <i>como base para a forma&#231;&#227;o do grupo</i> (e para a atrac&#231;&#227;o) (Turner <i>et al,</i> 1987, p. 52, sublinhado nosso).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O que admite &#233; que factores como a interdepend&#234;ncia de destino, ou outros, como a proximidade, uma amea&#231;a comum ou a semelhan&#231;a, possam servir de <i>crit&#233;rios</i> de <i>categoriza&#231;&#227;o.</i> No entanto, de acordo com esta concep&#231;&#227;o de grupo, embora a identifica&#231;&#227;o com uma categoria possa encorajar a interdepend&#234;ncia entre os membros, ela precede sempre essa interdepend&#234;ncia (Turner, 1982,1984,1987):</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">(...) categorias sociais de grande escala como nacionalidade, sexo, ra&#231;a ou religi&#227;o. Estes grupos n&#227;o parecem &#224; primeira vista ser baseados na interdepend&#234;ncia psicol&#243;gica e social entre os indiv&#237;duos, mas parecem preced&#234;-la e encoraj&#225;-la (Turner, 1982,, p. 22).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Opondo-se a esta perspectiva de que a interdepend&#234;ncia n&#227;o &#233; condi&#231;&#227;o necess&#225;ria para a forma&#231;&#227;o do grupo, Rabbie e Horwitz (1988), adeptos do modelo da interdepend&#234;ncia, na linha de Lewin (1948), consideram que &#233; necess&#225;rio distinguir entre <i>grupos sociais</i> e <i>categorias sociais.</i> Consideram que o crit&#233;rio fundamental para a passagem de categoria para grupo &#233; a <i>interdepend&#234;ncia:</i> nos grupos sociais, ao contr&#225;rio do que acontece nas categorias existe percep&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia entre os seus membros para a obten&#231;&#227;o de resultados simb&#243;licos ou materiais. Tamb&#233;m Bornewasser e Bober (1987) efectuam esta distin&#231;&#227;o, baseada no mesmo crit&#233;rio.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Horwitz e Rabbie (1982) prop&#245;em que uma categoria passa a ser um grupo quando &#233; percepcionada como uma entidade que se move em rela&#231;&#227;o a um objectivo (Festinger, 1950). Assim, a exist&#234;ncia de um grupo implica percep&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia (de destino ou de tarefa) entre os seus membros, que se afastam ou aproximam (activamente ou passivamente) de vantagens ou desvantagens para o grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para os autores da perspectiva da interdepend&#234;ncia, a categoriza&#231;&#227;o social expl&#237;cita &#233; apenas um dos factores que podem contribuir para a percep&#231;&#227;o de um grupo social. Outros factores podem ser a proximidade, antecipa&#231;&#227;o de futura interac&#231;&#227;o (Rabbie e Wilkens, 1971), competi&#231;&#227;o intergrupal, partilha do mesmo territ&#243;rio, entre outros (Rabbie, Schot e Visser, 1989, p. 179).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, Rabbie (1993) admite que pode existir um grau m&#237;nimo de interdepend&#234;ncia positiva percebida entre os membros de categorias sociais j&#225; que, como sugeriam Cartwrigt e Zander (1968), a designa&#231;&#227;o de indiv&#237;duos a categorias sociais por entidades externas pode induzir um sentimento de perten&#231;a ou uma interdepend&#234;ncia de destino, provocado pela expectativa de que, o que lhes acontecer, ser&#225; determinado pela sua perten&#231;a &#224; categoria. Sendo assim, os autores da perspectiva da interdepend&#234;ncia admitem que no PGM poderia haver algum grau de percep&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia de destino.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Observam ainda que a percep&#231;&#227;o de rela&#231;&#245;es de interdepend&#234;ncia n&#227;o exige interac&#231;&#227;o face-a-face entre os membros, pelo que esta perspectiva de grupo tanto se aplica a grupos sociais alargados como a grupos com interac&#231;&#227;o face-a-face. Assim, o argumento de Tajfel (1982b) de que s&#243; o termo &quot;categoria&quot; se aplicaria a grandes conjuntos de indiv&#237;duos sem interac&#231;&#227;o face-a-face n&#227;o &#233; v&#225;lido. Para estes autores, tamb&#233;m o termo &quot;grupo social&quot; &#233; aplic&#225;vel a conjuntos sociais alargados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para a distin&#231;&#227;o entre <i>categorias sociais</i> e <i>grupos sociais,</i> Rabbie (1993) prop&#245;e um <i>continuum indiv&#237;duo-grupo:</i> num polo encontramos indiv&#237;duos autocentrados que pertencem a categorias sociais e se percebem como muito pouco interdependentes dos outros p&gt;ara atingir os resultados que pretendem; no outro polo encontramos indiv&#237;duos centrados no grupo, que pertencem a grupos sociais e se percebem como muit&#237;ssimo interdependentes uns dos outros, para atingir os resultados que pretendem para si pr&#243;prios e para o grupo como um todo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A necessidade de distinguir sem ambiguidade se o comportamento dos sujeitos no PGM era de tipo <i>interpessoal</i> ou <i>intergrupal</i>, levou Rabbie e Schot (1988) a realizarem um estuclo com tr&#234;s condi&#231;&#245;es: condi&#231;&#227;o controlo &#151; eram dadas aos sujeitos as instru&#231;&#245;es cl&#225;ssicas do PGM; condi&#231;&#227;o individual &#151; era dito aos sujeitos para maximizarem os seus interesses econ&#243;micos; condi&#231;&#227;o grupo &#151; era dito aos sujeitos para maximizarem os interesses do seu grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados mostraram que n&#227;o houve diferen&#231;as nas condi&#231;&#245;es individual e de controlo, e que na condi&#231;&#227;o-grupo houve maior discrimina&#231;&#227;o do que nas outras duas. Estes resultados sugerem, ent&#227;o, que no PGM os interesses envolvidos s&#227;o mais de tipo interindividual do que de tipo intergrupal, ou seja, que o comportamento dos indiv&#237;duos est&#225; mais perto do polo interpessoal do que do polo intergrupal. Esta conclus&#227;o contribuiu para a reinterpreta&#231;&#227;o de Rabbie do comportamento dos sujeitos no PGM, enquanto um comportamento de tipo <i>instrumental.</i> E esta reinterpreta&#231;&#227;o que passamos a apresentar.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>O modelo de interac&#231;&#227;o comportamental e a reinterpreta&#231;&#227;o do comportamento dos sujeitos no paradigma dos grupos m&#237;nimos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O <i>modelo de interac&#231;&#227;o comportamental</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O modelo de interac&#231;&#227;o comportamental (&quot;Behavioral Interaction Model&quot; &#151; BIM)<a href="#7"><sup>7</sup></a><a name="top7"></a>  parte da posi&#231;&#227;o interaccionista de Eewin (1936), que considera o comportamento do indiv&#237;duo como fun&#231;&#227;o das estruturas e for&#231;as do seu espa&#231;o de vida. De acordo com o BIM (Rabbie e Schot, 1988; Rabbie <i>et al,</i> 1989; Rabbie, 1993), o comportamento dos indiv&#237;duos resulta da influ&#234;ncia do meio externo e das orienta&#231;&#245;es psicol&#243;gicas do indiv&#237;duo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao <i>meio exterior,</i> este modelo distingue <i>tr&#234;s componentes:</i> a <i>tarefa</i> (meio f&#237;sico) o <i>comportamento das outras pessoas</i> dentro e fora do meio social; e a <i>estrutura de interdepend&#234;ncia entre as partes</i> (que pode ser positiva ou negativa).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">As <i>orienta&#231;&#245;es psicol&#243;gicas</i> s&#227;o de car&#225;cter <i>motivacional, cognitivo, emocional</i> e <i>normativo</i> e t&#234;m como principal fun&#231;&#227;o produzir um significado acerca da situa&#231;&#227;o exterior de modo a reduzir a incerteza do meio. Guiados por estas orienta&#231;&#245;es, o indiv&#237;duo ou grupo tender&#227;o a escolher as ac&#231;&#245;es percepcionadas como tendo maior probabilidade de lhes permitir atingirem os objectivos mais valorizados, e evitar os resultados n&#227;o desejados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Este modelo prev&#234; um mecanismo de regula&#231;&#227;o por um <i>mecanismo de retroac&#231;&#227;o.</i> Assim, quando se verifica uma discrep&#226;ncia entre os resultados dos comportamentos e os objectivos que se pretendia atingir, as orienta&#231;&#245;es psicol&#243;gicas alteram-se e inicia-se um novo ciclo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Um dos sistemas de significado que podem guiar o comportamento dos indiv&#237;duos s&#227;o as <i>orienta&#231;&#245;es</i> de <i>coopera&#231;&#227;o</i> e <i>competi&#231;&#227;o,</i> que podem ser <i>instrumentais</i> ou <i>relacionais</i>:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a <i>competi&#231;&#227;o instrumental</i> ocorre quando a estrutura de interdepend&#234;ncia entre as partes torna mais prov&#225;vel a obten&#231;&#227;o de resultados materiais a partir da competi&#231;&#227;o com outros;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a <i>coopera&#231;&#227;o instrumental</i> ocorre quando a estrutura de interdepend&#234;ncia entre as partes torna mais prov&#225;vel a obten&#231;&#227;o de resultados materiais a partir da coopera&#231;&#227;o com outros, sendo o outro considerado apenas como um meio para atingir os resultados materiais para o pr&#243;prio indiv&#237;duo;</font></p>      <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/psi/v12n2/12n2a06f1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a <i>coopera&#231;&#227;o relacional (social)</i> tem como objectivo final o estabelecimento de uma rela&#231;&#227;o mutuamente satisfat&#243;ria entre as partes;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a <i>competi&#231;&#227;o relacional (social)</i> tem como objectivo a diferencia&#231;&#227;o, do pr&#243;prio ou do grupo a que pertence, de outros semelhantes, para atingir valores simb&#243;licos, como, por exemplo, uma identidade social positiva, prest&#237;gio ou estatuto.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A orienta&#231;&#227;o que prevalece predominantemente, raramente ser&#225; puramente instrumental ou puramente relacional, e depender&#225; da rela&#231;&#227;o entre todas as partes do sistema em cada situa&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><i>O modelo de interac&#231;&#227;o comportamental e o comportamento dos sujeitos no paradigma dos grupos m&#237;nimos</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tajfel e colaboradores (1971) interpretam a discrimina&#231;&#227;o no PGM como resultado de um fen&#243;meno de categoriza&#231;&#227;o que n&#227;o traz qualquer vantagem material para o indiv&#237;duo que discrimina. Segundo Tajfel e Turner (1979) no PGM</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">n&#227;o existe nem um conflito de interesses nem uma hostilidade pr&#233;via entre os &quot;grupos&quot; (...) n&#227;o existe qualquer liga&#231;&#227;o racional entre o auto-interesse econ&#243;mico e a estrat&#233;gia de favoritismo pelo <b><i>ingroup</i></b> (pp. 38-39).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Segundo estes autores a discrimina&#231;&#227;o &#233; explicada em termos de <i>competi&#231;&#227;o social</i> (Turner, 1975), de modo a obter-se uma <i>identidade social positiva.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rabbie e colaboradores (Rabbie <i>et al,</i> 1989) questionam a suposi&#231;&#227;o de que n&#227;o existe interdepend&#234;ncia de interesses no PGM. Para estes autores a interpreta&#231;&#227;o deste fen&#243;meno &#233; diferente, pois apesar dos indiv&#237;duos n&#227;o poderem nunca atribuir pontos directamente a eles pr&#243;prios, podem faz&#234;-lo <i>indirectamente.</i> De facto, podem coordenar tacitamente as suas respostas supondo que todos dar&#227;o mais ao seu grupo do que ao outro grupo (Rabbie <i>et al.</i>, 1989). De acordo com esta interpreta&#231;&#227;o, estes autores rejeitam a ideia de que a distribui&#231;&#227;o de pontos no PGM n&#227;o tenha qualquer valor utilit&#225;rio para o sujeito.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Afirmam que, ao contr&#225;rio do que pretendiam Tajfel e colaboradores (1971), a <i>vari&#225;vel independente</i> manipulada n&#227;o &#233; apenas uma: <i>a diferencia&#231;&#227;o entre categorias,</i> pois ao dar-se a instru&#231;&#227;o</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">voc&#234; receber&#225; a quantia em dinheiro que os outros lhe atribuirem (Tajfel <i>et al</i>, 1971. p. 155),</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">os membros de cada categoria passam a depender tanto dos indiv&#237;duos da sua categoria como dos da outra para maximizarem os seus proveitos monet&#225;rios. Isso significa que se introduziu uma <i>segunda vari&#225;vel independente: a interdepend&#234;ncia entre os grupos</i> (ou, de acordo com os resultados de Rabbie e Schot (1988) j&#225; referidos, dos indiv&#237;duos em rela&#231;&#227;o a cada um dos grupos). Assim, de acordo com esta reinterpreta&#231;&#227;o de Rabbie e colaboradores (1989), as instru&#231;&#245;es do PGM levam os sujeitos a percepcionar uma &quot;depend&#234;ncia de resultados&quot; (Kelley e Thibaut, 1978) do seu pr&#243;prio grupo ou categoria social e do outro grupo ou categoria social.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A possibilidade de maximizar os lucros do pr&#243;prio consiste ent&#227;o em dar mais dinheiro aos membros <i>do ingroup</i> do que aos do <i>outgroup,</i> na <i>expectativa</i> de que os membros do <i>ingroup</i> tomar&#227;o rec&#237;proca esta ac&#231;&#227;o cooperativa. Assim, estes autores reinterpretam o favoritismo pelo <i>ingroup</i> como uma forma de <i>coopera&#231;&#227;o instrumental</i> intragrupo, que pretende maximizar mais os resultados econ&#243;micos dos sujeitos do que os resultados relacionais.<a href="#8"><sup>8</sup></a><a name="top8"></a>  Alguns estudos relativos ao efeito das expectativas e ao efeito do poder no PGM, parecem apoiar esta reinterpreta&#231;&#227;o de Rabbie da discrimina&#231;&#227;o intergrupal como coopera&#231;&#227;o instrumental com duas categorias sociais das quais o indiv&#237;duo depende.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Deste modo, segundo Rabbie e colaboradores (1989), no PGM estamos em presen&#231;a de uma coopera&#231;&#227;o instrumental com duas categorias sociais, das quais cada indiv&#237;duo depende para a obten&#231;&#227;o de proveitos materiais. Sendo assim, ao contr&#225;rio do que afirmavam Tajfel e colaboradores (1971), que classificavam este comportamento de &quot;n&#227;o racional, n&#227;o instrumental e n&#227;o utilit&#225;rio&quot; (p. 174), no PGM as duas estrat&#233;gias principais de distribui&#231;&#227;o de pontos articulam-se para maximizar os interesses econ&#243;micos dos sujeitos. Essas estrat&#233;gias s&#227;o: a estrat&#233;gia de <i>paridade</i>, j&#225; que os indiv&#237;duos dependem das duas categorias, e a estrat&#233;gia de <i>favoristimo pelo ingroup,</i> que se relaciona com a expectativa de maior recompensa por parte dos indiv&#237;duos do <i>ingroup</i> do que do <i>outgroup.</i> Os pr&#243;prios Tajfel e colaboradores (1971), consideravam a hip&#243;tese do efeito da norma de favoritismo pelo pr&#243;prio grupo (j&#225; referida) induzir expectativas acerca do comportamento dos outros e do comportamento do pr&#243;prio de acordo com essa norma. No entanto, n&#227;o efectuaram estudos nesse sentido.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Alguns estudos relativos ao efeito das expectativas e ao efeito do poder no PGM parecem apoiar esta reinterpreta&#231;&#227;o de Rabbie, da <i>discrimina&#231;&#227;o intergrupal</i> como coopera&#231;&#227;o instrumental, com duas categorias sociais das quais o indiv&#237;duo depende.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, diversos estudos, de que vamos apresentar alguns, t&#234;m mostrado que o comportamento de distribui&#231;&#227;o de pontos no PGM &#233; afectado, quer pelas <i>expectativas</i> do comportamento de distribui&#231;&#227;o dos outros intervenientes, quer pela <i>informa&#231;&#227;o</i> acerca do comportamento de distribui&#231;&#227;o dos mesmos. A hip&#243;tese de que os sujeitos no PGM antecipam o favoritismo por parte dos membros do <i>ingroup</i> e a discrimina&#231;&#227;o por parte dos membros do <i>outgroup</i>, tornaria poss&#237;vel explicar a discrimina&#231;&#227;o como uma tentativa para conseguir a igualdade atrav&#233;s da reciprocidade (Diehl, 1990), ou seja, cada indiv&#237;duo daria mais ao seu grupo porque pensaria receber mais do ingoup e, simultaneamente, para compensar o <i>ingroup</i> da discrimina&#231;&#227;o de que este seria alvo por parte do <i>outgroup.</i> No entanto, os dados sobre as expectativas de antecipa&#231;&#227;o da discrimina&#231;&#227;o pelo <i>outgroup</i> s&#227;o controversos, como podemos constatar pelos resultados de Vivian e Berkowitz (1992) e Diehl (1989), seguidamente apresentados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Vivian e Berkowitz (1992) pediam aos sujeitos, divididos em dois grupos, que avaliassem o desempenho de cada um dos grupos e que referissem as suas expectativas de avalia&#231;&#227;o de desempenho do seu grupo pelo outro grupo. Os resultados mostraram que os membros do <i>outgroup</i> eram percepcionados como menos imparciais do que os membros do <i>ingroup.</i> Ou seja, os sujeitos consideravam que a avalia&#231;&#227;o que o seu pr&#243;prio grupo faria do outro grupo seria menos discriminat&#243;ria, em compara&#231;&#227;o com a avalia&#231;&#227;o que o outro grupo faria em rela&#231;&#227;o ao grupo a que esses sujeitos pertenciam.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Em contradi&#231;&#227;o com estes resultados, os resultados de Diehl (1989) mostram que a maioria dos sujeitos n&#227;o antecipava discrimina&#231;&#227;o pelo <i>outgroup,</i> nem tinha inten&#231;&#245;es de discriminar, evidenciando expectativas semelhantes para o comportamento do seu grupo e do outro grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Locksley, Ortiz e Hepburn (1980) mostraram que, tanto a informa&#231;&#227;o acerca do valor da recompensa do <i>ingroup</i> como do <i>outgroup</i>, afectam independentemente o comportamento discriminat&#243;rio dos sujeitos: a informa&#231;&#227;o de que o <i>ingroup &#233;</i> recompensante mant&#233;m o favoritismo pelo <i>ingroup,</i> enquanto que a informa&#231;&#227;o de que o <i>ingroup</i> n&#227;o recompensa extingue o favoristimo pelo <i>ingroup.</i> A informa&#231;&#227;o de que o <i>outgroup</i> &#233; recompensante extingue o favoritismo pelo <i>ingroup</i>, enquanto que a informa&#231;&#227;o de que o <i>outgroup</i> n&#227;o &#233; recompensante mant&#233;m o favoritismo pelo <i>ingroup.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Diehl (1989) obteve resultados que apoiam os resultados de Locksley (1980) sobre os efeitos da informa&#231;&#227;o acerca do comportamento de distribui&#231;&#227;o de pontos do <i>ingroup</i> e do <i>outgroup</i> no comportamento de distribui&#231;&#227;o de pontos dos sujeitos. Numa varia&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o do PGM, Diehl (1989) mostrou que essa informa&#231;&#227;o influencia o comportamento dos sujeitos, quer seja dada antes ou depois da distribui&#231;&#227;o de pontos. Assim, antes da distribui&#231;&#227;o de pontos, os sujeitos n&#227;o discriminavam quando lhes era dito que os outros n&#227;o iam discriminar; depois da distribui&#231;&#227;o de pontos, os sujeitos n&#227;o discriminavam quando lhes era dito que ri&#227;o tinham sido discriminados pelo outro grupo. Ou seja, os sujeitos adoptavam uma <i>estrat&#233;gia de paridade</i> quando lhes era dito que os outros tinham adoptado essa estrat&#233;gia ou iam adoptar essa estrat&#233;gia.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este resultado levou Diehl (1990) a comentar que no PGM, devido ao anonimato e &#224; aus&#234;ncia de interac&#231;&#227;o interindividual, os sujeitos n&#227;o t&#234;m de se preocupar em n&#227;o serem justos. Ent&#227;o, as condi&#231;&#245;es do PGM que tinham como inten&#231;&#227;o eliminar as raz&#245;es para a discrimina&#231;&#227;o intergrupal teriam como efeito produzir essa discrimina&#231;&#227;o.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estes dados s&#227;o consistentes com a suposi&#231;&#227;o de que a categoriza&#231;&#227;o social evoca expectativas de recompensas do <i>ingroup</i> e expectativas de n&#227;o recompensa do <i>outgroup</i> e que essas expectativas, independentemente e aditivamente, contribuem para o comportamento discriminat&#243;rio.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Opondo-se a estes resultados, numa outra experi&#234;ncia, Diehl (1989) mostrou que sujeitos que n&#227;o antecipavam discrimina&#231;&#227;o pelo <i>outgroup</i> e sem inten&#231;&#245;es de discriminar, discriminavam mesmo quando a manipula&#231;&#227;o experimental do comportamento de distribui&#231;&#227;o antecipado confirmava que o <i>outgroup</i> n&#227;o ia discriminar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente, &#224; quest&#227;o da rela&#231;&#227;o de poder<a href="#9"><sup>9</sup></a><a name="top9"></a>  entre os grupos no PGM, Ng (1982) conceptualiza-a como uma <i>rela&#231;&#227;o de poder</i> t&#225;cita, bilateral e igual entre os grupos, que n&#227;o s&#243; torna a discrimina&#231;&#227;o poss&#237;vel mas tamb&#233;m a toma necess&#225;ria para a preserva&#231;&#227;o ou conquista de uma identidade social positiva.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Numa situa&#231;&#227;o diferente da do PGM, Ng (1982) mostrou que a exist&#234;ncia de contrapoder do grupo dominado em rela&#231;&#227;o ao grupo dominante, influencia o comportamento discriminat&#243;rio por parte do grupo com maior poder. Assim, quando o grupo subordinado n&#227;o tem possibilidade de se desvincular do grupo com mais poder verifica-se discrimina&#231;&#227;o; quando o grupo subordinado tem possibilidade de se desvincular do grupo com mais poder n&#227;o ocorre discrimina&#231;&#227;o, podendo mesmo verificar-se uma tend&#234;ncia ligeira para o favoritismo pelo <i>outgroup.</i> Ent&#227;o a discrimina&#231;&#227;o do <i>outgroup</i> parece n&#227;o ser uma consequ&#234;ncia necess&#225;ria da categoriza&#231;&#227;o social, mas sim da rela&#231;&#227;o de poder entre os dois grupos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados apoiam a interpreta&#231;&#227;o da discrimina&#231;&#227;o intergrupal de Rabbie, que considera que a interdepend&#234;ncia em rela&#231;&#227;o &#224;s duas categorias no PGM tem como consequ&#234;ncia o estabelecimento de uma rela&#231;&#227;o de poder entre elas e o desenvolvimento de expectativas diferentes em rela&#231;&#227;o &#224;s recompensas que seriam atribu&#237;das por cada uma das categorias. Uma <i>altera&#231;&#227;o da categoria de que se depende</i> levaria simultaneamente a uma <i>altera&#231;&#227;o dessa rela&#231;&#227;o de poder</i> bem como a uma <i>altera&#231;&#227;o das expectativas de recompensa.</i></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, de acordo com o BIM (Rabbie e Schot, 1988), o <i>meio exterior do PGM &#233;</i> caracterizado em termos de tr&#234;s componentes:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151; meio f&#237;sico da tarefa, em parte representado pelas diferentes matrizes de distribui&#231;&#227;o de pontos;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   o meio social, muito reduzido devido ao anonimato;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   a estrutura de interdepend&#234;ncia, de depend&#234;ncia do pr&#243;prio grupo e do outro grupo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como no PGM os sujeitos n&#227;o t&#234;m qualquer informa&#231;&#227;o acerca dos efeitos do seu comportamento de distribui&#231;&#227;o de pontos sobre a distribui&#231;&#227;o de pontos dos outros sujeitos, as orienta&#231;&#245;es psicol&#243;gicas do indiv&#237;duo seriam os determinantes do seu comportamento de distribui&#231;&#227;o de pontos (Rabbie e Schot, 1988). Essas orienta&#231;&#245;es psicol&#243;gicas seriam as seguintes (Rabbie, 1993):</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   desenvolvimento de expectativas e atribui&#231;&#245;es acerca do comportamento dos membros do <i>ingroup</i> e do <i>outgroup</i> (dimens&#227;o cognitiva);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   baixo envolvimento emocional entre os indiv&#237;duos devido ao anonimato (dimens&#227;o emocional);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   orienta&#231;&#245;es motivacionais para receber recompensas monet&#225;rias (dimens&#227;o motivacional);</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   orienta&#231;&#245;es normativas no sentido da reciprocidade, paridade e favoritismo pelo grupo de perten&#231;a (dimens&#227;o normativa).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Consequentemente, no PGM o comportamento dos sujeitos seria guiado por estrat&#233;gias de <i>coopera&#231;&#227;o instrumental com o ingroup</i> e <i>competi&#231;&#227;o instrumental com o outgroup</i>, esta &#250;ltima <i>temperada com alguma coopera&#231;&#227;o instrumental</i>, dado que os indiv&#237;duos tamb&#233;m dependem do <i>outgroup</i> para receberem pontos (Rabbie e Schot, 1988; Rabbie e Schot, 1989).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para testar esta hip&#243;tese de que a <i>discrimina&#231;&#227;o intergrupal</i> no PGM se deve &#224; <i>rela&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia dos indiv&#237;duos da$ duas categorias</i>, Rabbie e colaboradores (Rabbie, Schot e Visser, 1987 em Rabbie e Schot, 1988; Rabbie <i>et al.</i> 1989) manipularam a percep&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos em rela&#231;&#227;o &#224; fonte (categoria) de quem dependem para obter os resultados, mantendo constante a categoriza&#231;&#227;o social. Constru&#237;ram tr&#234;s condi&#231;&#245;es experimentais para uma situa&#231;&#227;o semelhante &#224; do PGM:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   condi&#231;&#227;o de <i>interdepend&#234;ncia do ingroup</i>, em que &#233; dito aos sujeitos que v&#227;o atribuir e receber recompensas do seu grupo atrav&#233;s da instru&#231;&#227;o: &quot;Receber&#225; a quantia que os membros do <i>ingroup</i> lhe atribu&#237;rem&quot;;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   condi&#231;&#227;o de <i>interdepend&#234;ncia do outgroup</i>, em que &#233; dito aos sujeitos que v&#227;o atribuir e receber recompensas do outro grupo atrav&#233;s da instru&#231;&#227;o: &quot;Receber&#225; a quantia que os membros do <i>outgroup</i> lhe atribu&#237;rem&quot;;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   condi&#231;&#227;o de <i>interdepend&#234;ncia do ingroup e do outgroup</i> em que &#233; dito aos sujeitos que v&#227;o atribuir e receber recompensas dos dois grupos atrav&#233;s da instru&#231;&#227;o &quot;Receber&#225; a quantia que os outros lhe atribuirem&quot; (situa&#231;&#227;o cl&#225;ssica do PGM).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As vari&#225;veis dependentes foram os pontos distribu&#237;dos atrav&#233;s de matrizes, e um question&#225;rio p&#243;s-experimental em que os sujeitos eram questionados entre outros assuntos, sobre o grau de depend&#234;ncia percebida em rela&#231;&#227;o aos dois grupos, as inten&#231;&#245;es de atribuir pontos a cada um dos grupos e as expectativas de receber pontos de cada um dos grupos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados mostraram:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   que os indiv&#237;duos se percebiam como mais dependentes das categorias de que efectivamente dependiam;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   que havia uma correspond&#234;ncia entre a percep&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia e a expectativa de recompensa;</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">&#151;   uma rela&#231;&#227;o entre a percep&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia e a distribui&#231;&#227;o de pontos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, na <i>condi&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia do ingroup</i> verificou-se maior percep&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia do seu grupo e maior expectativa de ser recompensado pelo pr&#243;prio grupo; na <i>condi&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia do outgroup</i> houve maior percep&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia do outro grupo e maior expectativa de ser recompensado pelo outro grupo, mas esperavam mais do <i>ingroup</i> do que esperavam do <i>outgroup</i> na condi&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia do <i>ingroup;</i> na <i>condi&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia dos dois grupos:</i> igual percep&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia dos dois grupos, mas maior expectativa de ser recompensado pelo pr&#243;prio grupo do que pelo outro grupo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O facto de na condi&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia do <i>outgroup,</i> os sujeitos esperarem mais do <i>ingroup</i> do que esperavam do <i>outgroup</i> na condi&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia do <i>outgroup,</i> parece apoiar a ideia de que tendemos a esperar mais da categoria a que pertencemos do que de outras categorias, mesmo quando n&#227;o dependemos da categoria a que pertencemos. Parece ent&#227;o que a autocategoriza&#231;&#227;o tem algum efeito no desenvolvimento de expectativas de recompensa do <i>ingroup.</i> O pr&#243;prio Rabbie e seus colaboradores (1989) o reconhecem e integram este dado enquanto orienta&#231;&#227;o normativa de favoritismo pelo grupo de perten&#231;a.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente ao comportamento de distribui&#231;&#227;o de pontos: na condi&#231;&#227;o de <i>interdepend&#234;ncia do ingroup</i> verificou-se <i>discrimina&#231;&#227;o a favor do ingroup,</i> mesmo nas estrat&#233;gias que implicam ganho relativo e perda em termos absolutos para o <i>ingroup;</i> na condi&#231;&#227;o de <i>interdepend&#234;ncia do outgroup</i> verificou-se <i>favoristismo pelo outgroup,</i> mesmo nas estrat&#233;gias que implicam ganho relativo para o <i>outgroup e</i> perda em termos absolutos; na <i>condi&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia dos dois grupos</i> verificouse um maior recurso &#224; <i>estrat&#233;gia de paridade (fairness),</i> que os autores interpretam como <i>instrumental,</i> dado que tem como objectivo a obten&#231;&#227;o de resultados materiais para o pr&#243;prio.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com este estudo, Rabbie e colaboradores mostraram que a <i>discrimina&#231;&#227;o</i> na situa&#231;&#227;o cl&#225;ssica do PGM pode ser interpretada como <i>coopera&#231;&#227;o instrumental</i> com a(s) categoria(s) com quem se tem uma rela&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia para a obten&#231;&#227;o de <i>recompensas monet&#225;rias.</i> Mantendo constante a categoriza&#231;&#227;o social, o comportamento de discrimina&#231;&#227;o altera-se consoante a fonte de interdepend&#234;ncia: o indiv&#237;duo coopera mais com a categoria de quem percepciona depender mais para a obten&#231;&#227;o dessas recompensas ou de quem espera receber mais recompensas; e coopera menos (misto de coopera&#231;&#227;o e competi&#231;&#227;o instrumental) com a categoria de quem percepciona depender menos para a obten&#231;&#227;o dessas recompensas ou de quem espera receber menos recompensas. Rabbie e Schot (1988) sugerem que quando est&#227;o em causa recompensas materiais as designa&#231;&#245;es <i>ingroup-outgroup</i> n&#227;o s&#227;o incorporadas no autoconceito do indiv&#237;duo como sugeriria a SCT (Turner <i>et al.,</i> 1987), mas seriam apenas usadas como instrumentos para maximizar os resultados materiais do indiv&#237;duo. Contudo, estes autores n&#227;o explicam como numa coopera&#231;&#227;o instrumental com o grupo de quem se depende se opta por beneficiar esse grupo em termos relativos, mesmo que isso implique perder em termos absolutos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, este padr&#227;o de resultados n&#227;o foi obtido em estudos em que em vez de recompensas materiais estavam em causa <i>recompensas simb&#243;licas</i>, como pontos sem significado material (Rabbie, Schot, Mojet e Visser, 1988, em Rabbie e Schot, 1988; Rabbie e Schot, 1989). Nas tr&#234;s condi&#231;&#245;es de interdepend&#234;ncia houve <i>favoritismo pelo ingroup</i> embora na condi&#231;&#227;o de depend&#234;ncia do <i>outgroup</i> esse favoritismo tenha sido menor do que nas condi&#231;&#245;es de interdepend&#234;ncia do pr&#243;prio grupo e dos dois grupos. Rabbie e Schot (1989) interpretam este comportamento como um fen&#243;meno de <i>competi&#231;&#227;o social com o outgroup</i>, ou procura de um <i>identidade social positiva.</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Estes autores consideram que os pontos, tendo pouco valor intr&#237;nseco, para os sujeitos podem ser usados para conseguir uma superioridade para si pr&#243;prio ou para o seu grupo. Al&#233;m do efeito de interac&#231;&#227;o entre o tipo de recompensa e a fonte de interdepend&#234;ncia, Rabbie e Schot (1989) encontraram tamb&#233;m um <i>efeito principal da recompensa</i>, resultando de uma maior discrimina&#231;&#227;o do <i>outgroup</i> quando as recompensas eram pontos do que quando as recompensas eram dinheiro. Estes resultados est&#227;o de acordo com aqueles que foram encontrados por Turner (1975,1978) que rio PGM (interdepend&#234;ncia de ambos os grupos) encontrou maior discrimina&#231;&#227;o quando as recompensas eram pontos do que quando as recompensas eram dinheiro.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Com base nos resultados destes estudos com pontos monet&#225;rios e pontos simb&#243;licos, Rabbie (1993) conclui que a perspectiva da SIT e da interdepend&#234;ncia n&#227;o s&#227;o incompat&#237;veis e podem ser explicadas conjuntamente pelo BIM: nas condi&#231;&#245;es de <i>distribui&#231;&#227;o de dinheiro</i> os resultados apoiam a segunda, que prev&#234; uma competi&#231;&#227;o instrumental com o grupo de quem n&#227;o se depende e coopera&#231;&#227;o instrumental com o grupo de quem se depende; nas condi&#231;&#245;es de <i>distribui&#231;&#227;o de pontos simb&#243;licos</i>, &#233; a primeira que recebe apoio, porque prev&#234; uma coopera&#231;&#227;o relacional com o grupo a que se pertence e competi&#231;&#227;o relacional com o grupo a que n&#227;o se pertence. Segundo a conclus&#227;o de Rabbie, as duas perspectivas s&#227;o necess&#225;rias para a compreens&#227;o do comportamento intra e intergrupal.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rabbie e Schot (1988) consideram que o BIM pode explicar estes dois tipos de comportamentos dos sujeitos como consequ&#234;ncia da <i>natureza da recompensa</i>:</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com o BIM, &#233; diferente para o comportamento de distribui&#231;&#227;o no PGM os resultados serem materiais, tang&#237;veis e divis&#237;veis ou as pessoas estarem a procurar resultados simb&#243;licos, intang&#237;veis e indivis&#237;veis, como prest&#237;gio ou 'uma identidade social positiva', que pode ser obtida comparando os pontos que se angariou para o <i>ingroup</i> relativamente a um <i>outgroup</i> relevante (p. 15).</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, de acordo com o BIM a natureza da recompensa tem consequ&#234;ncias ao n&#237;vel do comportamento dos indiv&#237;duos: quando est&#227;o em causa <i>recompensas materiais,</i> os indiv&#237;duos s&#227;o essencialmente guiados por <i>orienta&#231;&#245;es instrumentais;</i> quando est&#227;o em causa <i>recompensas simb&#243;licas</i> os indiv&#237;duos s&#227;o essencialmente guiados por <i>orienta&#231;&#245;es relacionais.</i> Importa, contudo, salientar que, se os autores deste modelo referem quais os efeitos sobre o comportamento dos indiv&#237;duos que devem ser esperados consoante a estrutura de interdepend&#234;ncia e o tipo de recompensa, n&#227;o explicitam claramente como ocorrem esses efeitos. Assim, n&#227;o clarificam se esses efeitos se devem a altera&#231;&#245;es nas expectativas de receber recompensas, nas orienta&#231;&#245;es motivacionais ou nas orienta&#231;&#245;es normativas relativamente ao comportamento em rela&#231;&#227;o ao grupo de perten&#231;a, ou em mais do que uma destas dimens&#245;es das orienta&#231;&#245;es psicol&#243;gicas.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Coment&#225;rios finais</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Para concluir, o conjunto dos estudos apresentados permitem-nos concluir que a reinterpreta&#231;&#227;o por Rabbie e colaboradores do comportamento dos sujeitos no PGM quando est&#227;o em causa recompensas materiais, como um comportamento instrumental motivado por uma estrutura de interdepend&#234;ncia de ambos os grupos, parece receber apoio emp&#237;rico.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Assim, ao contr&#225;rio da tend&#234;ncia iniciada com a SIT e radicalizada com a SCT, que pretendia excluir, ou relegar para segundo plano, o papel da interdepend&#234;ncia nos estudos das rela&#231;&#245;es entre grupos e na forma&#231;&#227;o do grupo psicol&#243;gico, os estudos de Rabbie e colaboradores vieram novamente conferir um papel importante &#224; interdepend&#234;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A perspectiva da identidade social tem sido objecto de muita investiga&#231;&#227;o, tendo originado um corpo te&#243;rico com um grau de desenvolvimento muito maior do que aquele que foi originado pela perspectiva da interdepend&#234;ncia. O pr&#243;prio Rabbie (1993) apresenta o BIM como um modelo preliminar. S&#243; com mais investiga&#231;&#227;o se poder&#225; retomar a perspectiva da interdepend&#234;ncia. Abre-se assim uma nova linha de investiga&#231;&#227;o sobre o papel da categoriza&#231;&#227;o e da interdepend&#234;ncia na defini&#231;&#227;o de grupo e nas rela&#231;&#245;es intergrupais, que poder&#225; ser estendido a outros dom&#237;nios como, por exemplo, o da influ&#234;ncia social.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Abrams, D., &amp; Hogg, M. A. (1988). Comments on the motivational status of self-esteem in social identity and intergroup discrimination. <i>European Journal of Social Psychology, 18</i>,317-334.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505848&pid=S0874-2049199800020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Allen, V. L., &amp; Wilder, D. A. (1975). Categorization, belief similarity and group discrimination. <i>Journal of Personality and Social Psychology,</i> 32,971-977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505850&pid=S0874-2049199800020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Allen, V. L., &amp; Wilder, D. (1979) . Group categorization and attribution of belief similarity. <i>Small Group Behavior</i>, 10,73-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505852&pid=S0874-2049199800020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Allport, F. H. (1924). <i>Social Psychology.</i> Boston: Houghton Mifflin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505854&pid=S0874-2049199800020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Asch, S. E. (1952/1987). <i>Social Psychology.</i> Nova Iorque: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505856&pid=S0874-2049199800020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Aschenbrenner, K., &amp; Schaefer, R. (1980). Minimal group situations: Comments on a mathematical model and on the research paradigm. <i>European Journal of Social Psychology, 10,</i> 389-398.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505858&pid=S0874-2049199800020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Berkowitz, N. H. (1994). Evidence that subjects expectancies confound intergroup bias in Tajfel's minimal group paradigm. <i>Personality &amp; Social Psychology Bulletin, 20,</i> 184-195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505860&pid=S0874-2049199800020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Billig, M. G. (1973). Normative commimication in a minimal intergroup situation. <i>European Journal of Social Psychology, 3,</i> 339-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505862&pid=S0874-2049199800020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Billig, M. G. (1985). Prejudice, categorization and particularization: From a perceptual to a rhetorical approach, <i>European Journal of Social Psychology, 15,</i> 79-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505864&pid=S0874-2049199800020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Billig, M. G., &amp; Tajfel, H. (1973). Social categorization and similarity in intergroup behaviour. <i>European Journal of Social Psychology,</i> 3,27-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505866&pid=S0874-2049199800020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bornewasser, M., &amp; Bober, J. (1987). Individual, social group and intergroup behaviour. Some conceptual remarks on the social identity theory <i>European Journal of Social Psychology,</i> 27, 267-276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505868&pid=S0874-2049199800020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bornstein, G., Crum, L., Wittenbraker, J., Harring, K., Insko, C., &amp; Thibaut, J. (1983a) On the measurement of social orientations in the minimal group paradigm. <i>European Journal of Social Psychology, 13,</i> 321-350.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505870&pid=S0874-2049199800020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bornstein, G., Crum, L., Wittenbraker, <i>J.,</i> Harring, K., Insko, C., &amp; Thibaut, J. (1983b). Reply to Turner's comments. <i>European Journal of Social Psychology, 13,</i> 369-381.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505872&pid=S0874-2049199800020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bourhis, R., Sachdev, I., &amp; Gagnon, A. (1994). Intergroup research with the Tajfel matrices: Methodological notes. In M. P. Zanna, &amp; J. M. Olson (Eds.), <i>The psychology of prejudice: The Ontario symposium</i> (vol. 7) (pp. 209-232). Nova J&#233;rsia: Lawrence Erlbaum Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505874&pid=S0874-2049199800020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brewer, M. B. (1979). In-group bias in the minimal intergroup situation: A cognitive-motivational analysis. <i>Psychological Bulletin, 86,</i> 307-324.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505876&pid=S0874-2049199800020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brewer, M. B., &amp; Silver, M. (1978). Ingroup bias as a function of task characteristics. <i>European Journal of Social Psychology, 8,</i> 393-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505878&pid=S0874-2049199800020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brown, R. (1986). <i>Social psychology.</i> Nova Iorque: The Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505880&pid=S0874-2049199800020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brown, R. J. (1988). <i>Group processes: Dynamics within and between groups.</i> Oxford: Basil Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505882&pid=S0874-2049199800020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bruner, J. S., &amp; Goodman, C. C. (1947). Value and need as organizing factors in perception. <i>Journal of Abnormal and Social Psychology, 42,</i> 33-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505884&pid=S0874-2049199800020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Campbell, D. T. (1958). Common fate, similarity and other indices of the status of aggregates of persons as social entities. <i>Behavioural Science, 3,</i> 14-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505886&pid=S0874-2049199800020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cartwrigt, D., &amp; Zander, A. (1968). <i>Group dynamics.</i> Londres: Tavistock.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505888&pid=S0874-2049199800020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Diehl, M. (1989). Justice and discrimination between minimal groups: The limits of equity. <i>British Journal of Social Psychology, 28,</i> 227-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505890&pid=S0874-2049199800020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Diehl, M. (1990). The minimal group paradigm: Theoretical explanations and empirical findings. <i>European Review of Social Psychology, 1,</i> 263-292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505892&pid=S0874-2049199800020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doise, W., Csepeli, G., Dann, H., Gouge, C., Larsen, K., &amp; Ostell, A. (1972). An experimental investigation into the formation of intergroup representations. <i>European Journal of Social Psychology, 2,</i> 202-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505894&pid=S0874-2049199800020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doise, W., &amp; Sinclair, A. (1973). The categorization process in intergroup relations. <i>European Journal of Social Psychology</i>, 3,145-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505896&pid=S0874-2049199800020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Festinger, L. (1950). Informal social communication. <i>Psychological Review, 57,</i> 271-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505898&pid=S0874-2049199800020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Festinger, L. (1954). A theory of social comparison processes. <i>Human Relations,</i> 7,117-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505900&pid=S0874-2049199800020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Freud, S. (1921). <i>Group psychology and the analysis of the ego.</i> Londres: Hogarth Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505902&pid=S0874-2049199800020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gerard, H., &amp; Hoyt, H. (1974). Distinctiveness of social categorization and attitude toward <i>ingroup</i> members. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, 29, 836-842.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505904&pid=S0874-2049199800020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goldhamer, H. (1968). Social mobility. In <i>International Encyclopedia of the Social Sciences.</i> Vol. 14. Nova Iorque: Macmillan and the Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505906&pid=S0874-2049199800020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Heider, F. (1958). <i>The psychology of interpersonal relations.</i> Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505908&pid=S0874-2049199800020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hogg, M. A. (1992). <i>The social psychology of group cohesiveness.</i> Londres: Harvester Wheatsheaf,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505910&pid=S0874-2049199800020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hogg, M., &amp; Abrams, D. (1990). Social motivation, self-esteem and social identity. In D. Abrams, &amp; M. A. Hogg (Eds.), <i>Social identity theory: Constructive and critical advances.</i> Londres: Harvester Wheatsheaf</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505912&pid=S0874-2049199800020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Horwitz, M., &amp; Rabbie, J. (1982). Individuality and membership in the intergroup system In H. Tajfel (Ed.), <i>Social identity and intergroup relations.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505913&pid=S0874-2049199800020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Howarth, J., &amp; Rothbart, M. (1980). Social categorization and memory for <i>ingroup</i> and <i>outgroup</i> behavior. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 38,</i> 301-310.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505915&pid=S0874-2049199800020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kelley, H. H., &amp; Thibaut, J. (1978). <i>Interpersonal relations: A theory of interdependence.</i> Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505917&pid=S0874-2049199800020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Le Bon, G. (1895). <i>Psychologie desfoules.</i> Paris: F. Alcan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505919&pid=S0874-2049199800020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lewin, K. (1936). <i>Principies of topological psychology.</i> Nova Iorque: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505921&pid=S0874-2049199800020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lewin, K. (1948). <i>Resolving social conflicts.</i> Nova Iorque: Harper.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505923&pid=S0874-2049199800020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lima, L., Monteiro, M. B., &amp; Vala, J. (1993). <i>Group status, the history of the conflict and intergroup responses.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505925&pid=S0874-2049199800020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada ao X General Meeting da EAESP, Lisboa, ISCTE.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Locksley, A., Ortiz, V., &amp; Hepburn, C. (1980). Social categorization and discriminatory behavior: Extinguishing the minimal intergroup discrimination effect. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 39,</i> 773-783.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505927&pid=S0874-2049199800020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McDougall, W. (1921). <i>The group min.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505929&pid=S0874-2049199800020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mummendey, A., Simon, B., Dietze, C., Grunert, M., Haeger, G., Kessler, S., Lettgen, S, &amp; Schaferhoff, S. (1992). Categorization is not enough: Intergroup discrimination in negative outcome allocation. <i>Journal of Experimental Social Psychology, 28,</i> 125-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505931&pid=S0874-2049199800020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ng, S. (1982). Power and intergroup discrimination In H. Tajfel (Ed.) <i>Social identity and intergroup ielations.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505933&pid=S0874-2049199800020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M. (1966, December). <i>Ingroup-outgroup differentiation under minimal social conditions,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505935&pid=S0874-2049199800020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na II European Conference of Experimental Social Psychology, Sorrento, Italy.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M. (1972). <i>Experimental studies of intergroup relations.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505937&pid=S0874-2049199800020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na Confer&#234;ncia sobre Estudo Experimental das Rela&#231;&#245;es Intergrupos, Bristol, Reino Unido.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M. (1979). <i>Vrees en in-en uitgroep differentiatie.</i> Manuscrito n&#227;o publicado, University of Utrecht.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505939&pid=S0874-2049199800020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M. (1993). A behavioral interaction model. Towards an integrative framework for studying intra and intergroup behavior. In K. Larsen (Ed.), <i>Conflict and social psychology.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505941&pid=S0874-2049199800020000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M., &amp; Horwitz, M. (1969). The arousal of <i>ingroup-outgroup</i> bias by a chance win or loss. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 69,</i> 223-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505943&pid=S0874-2049199800020000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M., &amp; Horwitz, M. (1988). Categories versus groups as explanatory concepts in intergroup relations. <i>European Journal of Social Psychology, 18,</i> 117-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505945&pid=S0874-2049199800020000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M., &amp; Schot, J. C. (1988, Julho). <i>Social identity and perceived interdependence as daterminants of symbolic and economic choice bahavior,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505947&pid=S0874-2049199800020000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na 3<sup>a</sup> Confer&#234;ncia Internacional em Dilemas Sociais, University of Groningen, Haren, Holanda.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M., &amp; Schot, J. C. (1989, Julho). <i>Instrumental and relational behaviour in the minimal group paradigm.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505949&pid=S0874-2049199800020000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no I Congresso de Psicologia, Amsterdam.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M., Schot, J. C., Mojet, J., &amp; Visser, L. (1988, Junho). <i>Instrumental and relational behavior in the minimal group paradigm as a function of perceived interdependence, symbolic or economic rewards and sex ofsubjects,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505951&pid=S0874-2049199800020000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada no Hungarian Workshop On Current Topics on Social Psychologie, P&#233;cs, Hungria.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M., Schot, J. C, &amp; Visser, L. (1987, Julho). <i>Instrumental intra-group co-operation and intergroup competition in the minimal group paradigm,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505953&pid=S0874-2049199800020000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Comunica&#231;&#227;o apresentada na Confer&#234;ncia de Identidade Social, University of Exeter, Exeter, Reino Unido.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M., Schot, J. C, Visser, L. (1989). Social identity theory: A conceptual and empirical critique from the perspective of a behavioral interaction model. <i>European Journal of Social Psychology, 19,</i> 171-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505955&pid=S0874-2049199800020000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rabbie, J. M. &amp; Wilkens, G. (1971). Intergroup competition and its effects on intragroup and intergroup relations. <i>European Journal of Social Psychology, 1,</i> 215-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505957&pid=S0874-2049199800020000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Rosch, E. (1978). Principies of categorization. In E. Rosch, &amp; B. B. Lloyd (Eds.), <i>Cognition and categorization</i> (pp. 27-48). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sherif, M. (1967). <i>Social interaction: Processes and products.</i> Chicago: Aldine Publ. Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505960&pid=S0874-2049199800020000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sherif, M. (1966). <i>In common predicament.</i> Boston: Houghton Mifflin Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505962&pid=S0874-2049199800020000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sherif, M., Harvey, O. J., White, B. J., Hood, W. R. &amp; Sherif, C. W. (1961/1988). <i>Intergroup conflict and cooperation: The Robbers Cave experiment.</i> University of Oklahoma: Book Exchange.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505964&pid=S0874-2049199800020000600060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sherif, M., &amp; Sherif, C. W. (1979). Reserch on intergroup relations. In W. G. Austin &amp; S. Worchel (Eds.), <i>The social psychology of intergroup relations.</i> Monterey: Brooks.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505966&pid=S0874-2049199800020000600061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">St Claire, L. &amp; Turner, J. C. (1982). The role of demand characteristics in the social categorization paradigm. <i>European Journal of Social Psychology, 12,</i> 307-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505968&pid=S0874-2049199800020000600062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Steiner, I. (1974). Whatever happened to the group in social psychology? <i>Journal of Experimental Social Psychology, 10,</i> 94-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505970&pid=S0874-2049199800020000600063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sumner, W. G. (1906). <i>Folkways.</i> Boston: Ginn.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505972&pid=S0874-2049199800020000600064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1957). Value and the perceptual judgement of magnitude. <i>Psychological Review, 64,</i> 192-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505974&pid=S0874-2049199800020000600065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1972). La categorization sociale. In S. Moscovici (Ed.), <i>Introduction &#224; la psychologie sociale</i> (pp. 272-302). Paris: Larousse.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505976&pid=S0874-2049199800020000600066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1982a). <i>Grupos Humanos e Categorias Sociais.</i> Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505978&pid=S0874-2049199800020000600067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. (1982b). Instrumentality and social comparisons. In H. Tajfel (Ed.), <i>Social identity and intergroup relations</i> (pp. 484-507). Londres: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505980&pid=S0874-2049199800020000600068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., &amp; Billig, M. (1974). Familiarity and categorization in intergroup behaviour <i>Journal of Experimental Social Psychology</i>, 10,159-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505982&pid=S0874-2049199800020000600069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., Flament, C., Billig, M. G., &amp; Bundy, R. P (1971). Social categorization and intergroup behaviour. <i>European Journal of Social Psychology</i>, 1,149-178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505984&pid=S0874-2049199800020000600070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., Sheikh, A. A., &amp; Gardner, R. C. (1964). Content stereotypes and the inference of similarity between members of stereotyped groups. <i>Acta Psychologica,</i> 22,191-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505986&pid=S0874-2049199800020000600071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. &amp; Turner, J. C. (1979). An integrative theory of social conflict. In W. Austin, &amp; S. Worschel (Eds.), <i>The social psychology of intergroup relations.</i> Monterey: Brooks.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505988&pid=S0874-2049199800020000600072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. &amp; Turner, J. C. (1986). The social identity theory of intergroup relations. In S. Worschel, &amp; W. Austin (Eds.), The <i>psychology of intergroup relations.</i> Chicago, IL: Nelson-Hall.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H. &amp; Wilkes, A. (1963) Classification and quantitative judgements. <i>British Journal of Social Psychology</i>, 54,101-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505991&pid=S0874-2049199800020000600074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Taylor, S. E. Fiske, S. T., Etcoff, N., &amp; Ruderman, A. (1978). The categorical and contextual bases of person memory and steretyping. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 36,</i> 778-793.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505993&pid=S0874-2049199800020000600075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1975). Social comparison and social identity: Some prospects for intergroup behaviour. <i>European Journal of Social Psychology, 5,</i> 5-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505995&pid=S0874-2049199800020000600076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1978). Social categorization and social discrimination in the minimal group paradigm. In H. Tajfel (Ed.), <i>Differentiation between social groups.</i> Londres: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505997&pid=S0874-2049199800020000600077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1980). Faimess or discrimination in intergroup behaviour? Areply to Branthwaite, Doyle and Lightbown. <i>European Journal of Social Psychology, 10,</i> 131-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=505999&pid=S0874-2049199800020000600078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1981). The experimental social psychology of intergroup behaviour. In J. C. Turner, &amp; H. Giles (Eds.), <i>Intergroup behaviour.</i> Oxford: Basil Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506001&pid=S0874-2049199800020000600079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1982). Towards a cognitive redefinition of the social group. In H. Tajfel (Ed.), <i>Social identity and intergroup relations.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506003&pid=S0874-2049199800020000600080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1983a). Some comments on ...&quot;the measurement of social orientations in the minimal group paradigm&quot;. <i>European Journal of Social Psychology, 13,</i> 351-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506005&pid=S0874-2049199800020000600081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1983b). A second reply to Bornstein, Crum, Wittenbraker, Harring, Insko, and Thibaut on the measurement of social orientations. <i>European Journal of Social Psychology, 13,</i> 383-387.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506007&pid=S0874-2049199800020000600082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1984). Social identification and psychological group formation. In H. Tajfel (Ed.), <i>The social dimension: European developments in social psychology.</i> Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506009&pid=S0874-2049199800020000600083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1985). Social categorization and the self-concept: A social cognitive theory of group behaviour. In E. J. Lawler (Ed.), <i>Advances in Group Processes</i> (vol 2) (pp. 77-122). Greenwich, CO: JAI Press.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C. (1988). Comments on Doise's individual and social identities in intergroup relations. <i>European Journal of Social Psychology, 18,</i> 113-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506012&pid=S0874-2049199800020000600085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J. C., Hogg, M. A., Oakes, P.J., Reicher, S. D. &amp; Whetherell, M. S. (1987). <i>Rediscovering the social group. A self-categorization theory.</i> Oxford: Basil Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506014&pid=S0874-2049199800020000600086&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vivian, J., &amp; Berkowitz, N. (1992) Antecipated bias from an <i>outgroup</i>: An attributional analysis. <i>European Journal of Social Psychology,</i> 22,415-424.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506016&pid=S0874-2049199800020000600087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wilder, D. (1978). Reduction of intergroup discrimination through individuation of the outgroup. <i>Journal of Per sonality and Social Psychology</i>, 36,1361-1374.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=506018&pid=S0874-2049199800020000600088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p> 				  	     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top0"><sup>*</sup></a><a name="0"></a>Este artigo foi publicado no vol. XI (2-3), mas, dadas as v&#225;rias defici&#234;ncias de impress&#227;o, decidimos public&#225;-lo novamente. As nossas desculpas &#224; autora e aos leitores.</font></p> 		          	     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Artigo baseado na disserta&#231;&#227;o de mestrado &quot;Rela&#231;&#245;es entre grupos e influ&#234;ncia social: o impacte da categoriza&#231;&#227;o e da interdepend&#234;ncia&quot;, ISCTE, 1995.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>Para facilitar a identifica&#231;&#227;o referir-nos-emos &#224; teoria da identidade social considerando as suas iniciais na l&#237;ngua inglesa (SIT) dada a ampla utiliza&#231;&#227;o desta sigla na literatura.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Pelas raz&#245;es que apresent&#225;mos na nota anterior, referir-nos-emos &#224; teoria da autocategoriza&#231;&#227;o usando a sigla SCT.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top4"><sup>4</sup></a><a name="4"></a>As no&#231;&#245;es de <i>ingroup</i> e <i>outgroup</i> foram introduzidas por Sumner numa obra etnog&#225;fica de 1906. Este autor empregava o termo etnocentrismo para se referir &#224;s avalia&#231;&#245;es positivas do <i>ingroup</i> relativamente ao <i>outgroup.</i></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top5"><sup>5</sup></a><a name="5"></a>No entanto, mais recentemente, Berkowitz (1994) mostrou que os resultados dos sujeitos no PGM s&#227;o mais semelhantes aos obtidos numa condi&#231;&#227;o em que &#233; pedido aos sujeitos que confirmem o que pensam ser as hip&#243;teses do estudo, do que numa condi&#231;&#227;o em que lhes &#233; pedido que desconfirmem as hip&#243;teses do estudo.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top6"><sup>6</sup></a><a name="6"></a>Embora n&#227;o seja uma quest&#227;o central para a nossa discuss&#227;o, &#233; interessante notar que na teoria da identidade social a auto-estima &#233; considerada simultaneamente como vari&#225;vel dependente e como vari&#225;vel independente, ou seja, respectivamente, como efeito e causa da discrimina&#231;&#227;o (Abrams e Hogg, 1988), sem que se distinga a sua import&#226;ncia relativa. Como vari&#225;vel dependente na medida em que resulta da discrimina&#231;&#227;o intergrupal &quot;os grupos ou categorias sociais e a perten&#231;a a estes est&#227;o associadas a conota&#231;&#245;es de valor positivas ou negativas. Logo, a identidade social pode ser positiva ou negativa de acordo com as avalia&#231;&#245;es dos grupos que contribuem para a identidade social do indiv&#237;duo&quot; (Tajfel e Turner, 1979, p. 40). Como vari&#225;vel independente na medida em que uma auto-estima baixa ou amea&#231;ada promove a discrimina&#231;&#227;o intergrupal: &quot;os indiv&#237;duos lutam para manter ou aumentar a sua auto-estima: lutam por um auto-conceito positivo&quot; (Tajfel e Turner, 1979, p. 40). Hogg e Abrams (1990) sugerem que embora a auto-estima desempenhe um papel importante no comportamento dos grupos, ela pode n&#227;o ser o &#250;nico motivo ou o motivo fundamental para a discrimina&#231;&#227;o intergrupal. Outras motiva&#231;&#245;es poss&#237;veis incluem a necessidade de um autoconceito coerente, em que o indiv&#237;duo necessita de reconhecer a categoria social a que pertence e de agir como membro dessa categoria. Se a auto-estima fosse o &#250;nico motivo para a discrimina&#231;&#227;o intergrupal, ent&#227;o os grupos dominados deveriam discriminar mais do que os grupos dominantes, para aumentarem a sua auto-estima. Ora, como mostraram Lima e colaboradores (1993), os grupos dominantes discriminam mais do que os dominados.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top7"><sup>7</sup></a><a name="7"></a>Neste trabalho referir-nos-emos a este modelo utilizando a sua designa&#231;&#227;o abreviada em l&#237;ngua inglesa.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top8"><sup>8</sup></a><a name="8"></a>Contudo, n&#227;o explicam como numa orienta&#231;&#227;o instrumental, se pode optar por beneficiar o pr&#243;prio grupo em termos relativos, mesmo que isso implique uma perda em termos absolutos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top9"><sup>9</sup></a><a name="9"></a>Introduzimos o problema do poder sem abordar a quest&#227;o da domina&#231;&#227;o entre grupos, porque essa quest&#227;o n&#227;o &#233; objecto deste trabalho.</font></p>      ]]></body><back>
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