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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lógicas Institucionais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Recent trends on the neo-institutionalistic perspectives are examined, particulary within the field of Organizational Analysis. More specifically a comparison is made between the economy of transaction costs as proposed by Williamson and the more sociologically oriented models. It is argued that these two approaches are more complementary than opposed in the sense that they are both adequate to describe and predict organizational practices. It all depends on the constraints exerted by the organizational environments either towards efficiency or effectiveness]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Análise organizacional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>L&#243;gicas Institucionais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Institutional structures</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Jorge Correia Jesu&#237;no<sup>*</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa, Lisboa.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Analisam-se as tend&#234;ncias recentes das perspectivas neo-institucionalistas e a sua contribui&#231;&#227;o para a An&#225;lise Organizacional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mais especificamente, compara-se a economia dos custos das transac&#231;&#245;es, proposta por Williamson, com os modelos de orienta&#231;&#227;o mais sociol&#243;gica, uns e outros mais complementares do que antag&#243;nicos, dependendo a sua adequa&#231;&#227;o do grau de equil&#237;brio relativo entre as press&#245;es das envolventes organizacionais para a efici&#234;ncia ou para a efic&#225;cia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: An&#225;lise organizacional; neo-institucionalismo; efici&#234;ncia organizacional; efic&#225;cia organizacional.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recent trends on the neo-institutionalistic perspectives are examined, particulary within the field of Organizational Analysis. More specifically a comparison is made between the economy of transaction costs as proposed by Williamson and the more sociologically oriented models. It is argued that these two approaches are more complementary than opposed in the sense that they are both adequate to describe and predict organizational practices. It all depends on the constraints exerted by the organizational environments either towards efficiency or effectiveness.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma das perspectivas te&#243;ricas que nos &#250;ltimos vinte anos tem despertado maior interesse e que mais tem contribu&#237;do para alargar o &#226;mbito da An&#225;lise Organizacional &#233; certamente a perspectiva neo-institucionalista. O prefixo &quot;neo&quot; refere-se &#224; ruptura operada com o &quot;velho&quot; institucionalismo introduzido por Selznick em 1949 e cujas ra&#237;zes remontam, atrav&#233;s de Parsons, aos pais fundadores das ci&#234;ncias sociais. Para Durkheim (1895), recorde-se, a sociologia n&#227;o era mais do que o estudo das institui&#231;&#245;es. Como &#233; quase norma em ci&#234;ncias sociais, tamb&#233;m aqui se nos depara uma embara&#231;osa diversidade conceptual derivada das diferentes perspectivas tanto disciplinares como te&#243;ricas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise organizacional proposta pela &quot;nova economia institucional&quot; inscreve-se numa tradi&#231;&#227;o diferente da que &#233; inspirada pelo neo-institucionalismo de raiz sociol&#243;gica. No plano intradisciplinar podem igualmente distinguir-se orienta&#231;&#245;es mais centradas nos processos de institucionaliza&#231;&#227;o das que enfatizam a desconstru&#231;&#227;o das estruturas enquanto representa&#231;&#245;es institucionais re&#237;ficadas. As institui&#231;&#245;es resultam assim de processos de constru&#231;&#227;o social, mas estes, por seu turno, s&#227;o influenciados pelas institui&#231;&#245;es em que se inserem. A perspectiva institucionalista &#233; deste modo uma parente pr&#243;xima das teorias de &quot;estrutura&#231;&#227;o&quot; de Giddens, da teoria do <i>habitus</i> de Bourdieu, da teoria das &quot;representa&#231;&#245;es sociais&quot; de Moscovici.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao conceito de institui&#231;&#227;o observa-se uma n&#227;o menor flutua&#231;&#227;o sem&#226;ntica. Num sentido muito lato, pr&#243;ximo do senso comum, as institui&#231;&#245;es destinguir-se-iam das organiza&#231;&#245;es apenas pela dimens&#227;o, import&#226;ncia e continuidade hist&#243;rica. Por vezes, acrescentar-se-&#225; uma dimens&#227;o normativa na medida em que associada a regras estabilizadas e prescriptivas. Jepperson (1991) acentua como caracter&#237;sticas centrais do conceito de institui&#231;&#227;o a &quot;reprodu&#231;&#227;o de rotinas, programas ou sistema de regras&quot;, por um lado, e, por outro, a sua &quot;aceita&#231;&#227;o t&#225;cita&quot; <i>(taken-for-grantedness).</i> O conceito de institui&#231;&#227;o aproxima-se deste modo do conceito de legitimidade proposto por Weber na sua tripla modalidade de carisma, tradi&#231;&#227;o e racionalidade. Ainda de acordo com Jepperson, haveria uma tens&#227;o entre institui&#231;&#227;o e ac&#231;&#227;o na medida em que esta &#250;ltima &#233; sobretudo invocada como fonte de inova&#231;&#227;o e mudan&#231;a, ou, para ser mais preciso, a ac&#231;&#227;o interv&#233;m sobretudo nos processos de desinstitucionaliza&#231;&#227;o na terminologia de Tolbert e Zucker (1996), nas fases de pr&#233; e semi-institucionaliza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No presente artigo sustenta-se a ideia de que as teorias institucionalistas poder&#227;o dar contributos importantes para uma epistemologia das organiza&#231;&#245;es, a&#237; residindo grande parte do seu interesse. Em termos horizontais, ou interdisciplinares, estas novas perspectivas permitem articular a An&#225;lise/Teoria das Organiza&#231;&#245;es de tradi&#231;&#227;o sociol&#243;gica e psicossociol&#243;gica, com outros campos disciplinares como a economia, a ci&#234;ncia pol&#237;tica, a antropologia, a hist&#243;ria e, mais recentemente, as ci&#234;ncias cognitivas. &#233; certo que esse di&#225;logo interdisciplinar n&#227;o &#233; de agora, mas tamb&#233;m &#233; certo que o neo-institucionalismo abre aqui um campo de debate mais coerente e sistem&#225;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o menos interessantes s&#227;o as perspectivas que se oferecem em termos verticais, ou seja, de articula&#231;&#227;o entre n&#237;veis de an&#225;lise, entre macro e micro. O neo-institucionalismo parece, com efeito, superar a tradicional descontinuidade entre os (micro)comportamentos e as (macro)estruturas organizacionais, bem como entre matrizes disciplinares respectivas em que aquelas &#225;reas se apoiam. De certo modo isso deve-se a um duplo movimento de abertura nos dois extremos: por um lado, para as envolventes organizacionais que, com o neo-institucionalismo, constituem novos objectos de tematiza&#231;&#227;o e, por outro lado, e no outro p&#243;lo, os processos socio-cognitivos que interv&#234;m na constru&#231;&#227;o, reprodu&#231;&#227;o e legitima&#231;&#227;o das estruturas organizacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na exposi&#231;&#227;o segue-se este mesmo plano. Num primeiro momento, examina-se o debate em torno dos &quot;mercados e hierarquias&quot; introduzido pela &quot;nova economia institucional&quot;. Deve-se em grande parte a esse debate, que ali&#225;s se mant&#233;m actual, o esbatimento das fronteiras entre comportamento econ&#243;mico e comportamento organizacional e correlativamente a uma poss&#237;vel continuidade entre <i>homo economicus</i> e o <i>homo sociologicus.</i> Num segundo momento, e agora no interior do institucionalismo de tradi&#231;&#227;o sociol&#243;gica, examinam-se as potencialidade de articula&#231;&#227;o vertical das organiza&#231;&#245;es enquanto sistemas estratificados que comportam n&#237;veis de an&#225;lise de complexidade crescente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Mercados e hierarquias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O tema &#233; suficientemente conhecido, pelo que nos limitaremos a recordar linhas gerais. Retomando um problema enunciado por Coase em 1937, Williamson (1975, 1979,1995) pergunta: por que raz&#227;o as trocas econ&#243;micas n&#227;o ocorrem todas no mercado, ou seja, por que raz&#227;o existem empresas? Ou ainda, para tornar a quest&#227;o ainda mais espec&#237;fica, por que raz&#227;o as empresas nem sempre interagem atrav&#233;s do mercado e recorrem por vezes &#224; fus&#227;o, ou seja, &#224; integra&#231;&#227;o tanto a montante (fornecedores) como a jusante (distribui&#231;&#227;o)? Isso sucede porque nem sempre o mercado corresponde &#224; forma mais eficiente das trocas econ&#243;micas. A teoria da economia dos custos das transac&#231;&#245;es (ECT), proposta por Williamson, articula tr&#234;s n&#237;veis conforme se representa no esquema da <a href="#f1">figura 1</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a01f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Conforme esclarece o autor, as setas a cheio referem-se aos efeitos principais e as setas a tracejado aos efeitos secund&#225;rios. A seta circular significa que a organiza&#231;&#227;o tem uma l&#243;gica de funcionamento pr&#243;pria, ou seja, tende a institucionalizar-se. No que se refere aos efeitos principais, a ECT articula vari&#225;veis psicol&#243;gicas &#151; os atributos comportamentais e vari&#225;veis situacionais &#151; par&#226;metros de mudan&#231;a, definidoras das regras do jogo. As vari&#225;veis psicol&#243;gicas do modelo s&#227;o: 1) a racionalidade limitada, no sentido de Simon, e 2) o oportunismo, definido como &quot;procura do interesse pr&#243;prio com ast&#250;cia&quot; (<i>self-interest seeking with guile</i>) (Williamson, 1975, p. 26).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As vari&#225;veis situacionais dizem respeito &#224;s condi&#231;&#245;es em que os contratos s&#227;o realizados. Distinguem-se tr&#234;s factores: 1) grau de incerteza, ou seja, em que medida os resultados esperados s&#227;o suscept&#237;veis de controlo; 2) a frequ&#234;ncia das trocas; 3) a especificidade dos recursos <i>(asset specificity)</i>, avaliada por exemplo em termos de proximidade geogr&#225;fica, ou das complementaridades exclusivas das partes contratantes, dificilmente transfer&#237;veis para outras situa&#231;&#245;es, e das quais poder&#227;o resultar vantagens rec&#237;procas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A hip&#243;tese central da ECT poder&#225; resumir-se nos seguintes termos: considerando as limita&#231;&#245;es da racionalidade e o risco do oportunismo, ser&#225; tanto mais vantajoso recorrer &#224;s trocas econ&#243;micas atrav&#233;s de processos organizacionais formais quanto maior for o grau de incerteza, quanto maior a frequ&#234;ncia das transac&#231;&#245;es e quanto mais espec&#237;ficos sejam os recursos nelas envolvidos. O modelo refere ainda efeitos secund&#225;rios ou de <i>feed-back,</i> exercidos pela organiza&#231;&#227;o sobre a envolvente, por exemplo atrav&#233;s de actua&#231;&#245;es estrat&#233;gicas visando influenciar as regras do jogo, ou sobre os potenciais parceiros e/ou colaboradores atrav&#233;s da imagem sobre eles projectada quer directamente, quer atrav&#233;s da envolvente institucional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A teoria de Williamson constitui, sem d&#250;vida, uma tentativa not&#225;vel de articula&#231;&#227;o do comportamento econ&#243;mico com o comportamento organizacional. Tradicionalmente a teoria econ&#243;mica n&#227;o atribu&#237;a peso aos factores psicol&#243;gicos e sociais e, por seu turno, os psic&#243;logos, embora c&#233;pticos quanto &#224;s hip&#243;teses simplistas da &quot;maximiza&#231;&#227;o&quot;, nem por isso punham em causa os m&#233;todos e resultados da escola neocl&#225;ssica. Este quadro altera-se, todavia, profundamente com as observa&#231;&#245;es de Simon sobre as limita&#231;&#245;es da racionalidade humana no dom&#237;nio do processamento da informa&#231;&#227;o. Em lugar de maximizar, o sujeito humano adopta solu&#231;&#245;es apenas satisfat&#243;rias. A entrada em cena do <i>homo psychologicus</i> tem consequ&#234;ncias no estudo dos comportamentos econ&#243;micos. Tal como observa Simon:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Se quisermos saber que forma adquire a gelatina quando solidifica, n&#227;o estudamos a gelatina; estudamos a forma do molde em que a vamos verter. Da mesma forma, o economista que deseja predizer o comportamento estuda a envolvente em que o comportamento tem lugar, porque o actor econ&#243;mico racional se comportar&#225; de algum modo que seja apropriado para maximizar a utilidade nessa envolvente. Assim (assumindo que a fun&#231;&#227;o de utilidade &#233; conhecida), este comportamento maximizante &#233; puramente uma fun&#231;&#227;o da envolvente e independente do actor.... O economista pode predizer os comportamentos (correcta ou incorrectamente) sem sequer ter de realizar estudos emp&#237;ricos sobre os actores humanos (Simon, 1990, p. 6).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No modelo de Williamson n&#227;o se adopta, todavia, o postulado de actor racional maximizador. Admite-se, de acordo com Simon, que os actores em presen&#231;a tenham uma racionalidade limitada e estejam, portanto, sujeitos &#224;s insufici&#234;ncias da informa&#231;&#227;o ou &#224; incapacidade de a tratar na sua totalidade. Mas Williamson vai inclusivamente mais longe ao acrescentar a caracter&#237;stica do oportunismo. Sob certos aspectos, &#233; ainda e tamb&#233;m uma consequ&#234;ncia da racionalidade limitada. Na verdade, n&#227;o se trata de avan&#231;ar qualquer hip&#243;tese substantiva sobre a natureza humana, mas apenas de admitir que tal possibilidade existe, n&#227;o sendo f&#225;cil detectar ou prever em que circunst&#226;ncias poder&#225; emergir. Racionalidade limitada e oportunismo introduzem riscos e consequentemente custos na negocia&#231;&#227;o de contratos atrav&#233;s dos mecanismos do mercado. De acordo com a ECT, o recurso &#224; &quot;organiza&#231;&#227;o&quot; constitui, em tais circunst&#226;ncias, uma alternativa mais adequada, ou seja, mais econ&#243;mica. Em primeiro lugar, porque a propriedade reduz os riscos de oportunismo, em seguida porque o acesso &#224; informa&#231;&#227;o se torna mais f&#225;cil e, enfim, porque atrav&#233;s dos pr&#243;prios mecanismos da gest&#227;o &#233; poss&#237;vel controlar os comportamentos e arbitrar eficazmente os conflitos. O pr&#243;prio termo de &quot;hierarquia&quot; utilizado por Williamson veicula a ideia da efic&#225;cia do poder <i>(fiat</i>) nas organiza&#231;&#245;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por contest&#225;vel que seja, e veremos as reservas que lhe ser&#227;o colocadas, h&#225;, todavia, a notar que a alternativa organizacional n&#227;o resolve necessariamente <i>todos os</i> problemas. A &#250;nica coisa que a teoria prop&#245;e &#233; que, em tais condi&#231;&#245;es, a hierarquia constitui uma solu&#231;&#227;o mais eficiente que o mercado. Em rigor, n&#227;o h&#225;, ali&#225;s, descontinuidade entre mercado e hierarquia. Tal como sugere, a hierarquia n&#227;o &#233; mais do que a continua&#231;&#227;o do mercado &quot;por outros meios&quot; (Williamson, 1991, p. 209). Da teoria de Williamson derivam-se em seguida consequ&#234;ncias, tanto te&#243;ricas como pr&#225;ticas, respeitantes aos modelos organizacionais mais adequados &#151; por exemplo, a comprovada efic&#225;cia das estruturas multidivisionais (estruturas tipo M) das grandes empresas, bem como quanto &#224;s decis&#245;es a tomar quanto &#224; integra&#231;&#227;o <i>(make or buy),</i> ou ainda quanto &#224;s rela&#231;&#245;es contratuais entre o &quot;principal&quot; (propriet&#225;rios / accionistas) e o &quot;agente&quot; (gestor / administrador) em termos de controlo comportamental ou de controlo dos resultados (Jensen e Meckling, 1976; Fama e Jensen, 1983). Tais desenvolvimentos afastam-nos, por&#233;m, do objectivo deste artigo. O que nos interessa aqui sublinhar &#233; a contribui&#231;&#227;o da teoria de Williamson para o aprofundamento do di&#225;logo entre a ci&#234;ncia econ&#243;mica e as teorias da organiza&#231;&#227;o, bem como evidenciar o quadro institucionalista em que esse di&#225;logo se inscreve. A redu&#231;&#227;o dos custos das transac&#231;&#245;es vem porventura tornar ainda mais claro que a efici&#234;ncia das organiza&#231;&#245;es n&#227;o resulta apenas de medidas t&#233;cnicas ligadas com a produ&#231;&#227;o, mas passa tamb&#233;m e talvez cada vez mais por uma gest&#227;o adequada dos seus parceiros (<i>stakeholders</i>) tanto internos como externos. As pr&#225;ticas de <i>reengeneering,</i> de <i>outsourcing,</i> e de <i>doiunsizing</i> apontam certamente nesse sentido. A institucionaliza&#231;&#227;o de tais pr&#225;ticas poder&#225;, todavia, encontrar limita&#231;&#245;es e resist&#234;ncias resultantes da vis&#227;o demasiado restritiva da envolvente institucional das organiza&#231;&#245;es. No modelo ECT postula-se que as organiza&#231;&#245;es menos eficientes acabam por ser exclu&#237;das, um processo que tem analogias com a selec&#231;&#227;o natural. N&#227;o &#233; todavia liquido que tal seja o caso para todo o tipo de organiza&#231;&#245;es. A efici&#234;ncia n&#227;o &#233; uma condi&#231;&#227;o necess&#225;ria de sobreviv&#234;ncia nem possivelmente o crit&#233;rio que determina a passagem do mercado &#224; hierarquia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O modelo de Williamson, tal como observa Granovetter (1985), assenta na vis&#227;o reducionista do actor subsocializado do mercado ou do actor sobressocializado (parsoniano) das organiza&#231;&#245;es, n&#227;o tomando em considera&#231;&#227;o que tanto os mercados como as organiza&#231;&#245;es se acham inseridos (<i>embedded</i>) em rela&#231;&#245;es sociais que afectam as suas opera&#231;&#245;es. A forma, todavia, como essas rela&#231;&#245;es sociais exercem influ&#234;ncia &#233; amb&#237;gua, tanto podendo facilitar como dificultar as transac&#231;&#245;es quer nos mercados, quer nas hierarquias. Disp&#245;e-se de evid&#234;ncia emp&#237;rica mostrando que as rela&#231;&#245;es sociais podem dar lugar a formas de quase-integra&#231;&#227;o &#151; as &quot;quase-firmas&quot; (na terminologia de Granovetter) ao n&#237;vel do mercado. Paralelamente, &quot;a perspectiva sobressocializada de que as ordens no interior duma hierarquia s&#227;o facilmente obedecidas e que os empregados interiorizam os interesses da empresa, suprimindo qualquer conflito por si pr&#243;prios, n&#227;o resiste ao escrut&#237;nio dos estudos emp&#237;ricos&quot; (Granovetter, 1985, p. 501).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em resumo, conclui Granovetter, tanto podemos encontrar &quot;mais ordem&quot; no mercado como &quot;mais desordem&quot; nas organiza&#231;&#245;es. Tudo depende, em &#250;ltima an&#225;lise, da natureza das rela&#231;&#245;es pessoais e das redes de rela&#231;&#245;es inter e intra-empresariais. As rela&#231;&#245;es sociais s&#227;o importantes na medida em que podem criar um clima de confian&#231;a e dessa forma reduzir ou mesmo neutralizar os riscos de oportunismo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na mesma linha, Ghoshal e Moran (1996) criticam a teoria ECT observando que o modelo n&#227;o &#233; expl&#237;cito quanto aos mecanismos de governa&#231;&#227;o organizacional que levam &#224; redu&#231;&#227;o do oportunismo. Ser&#225;, todavia, de presumir, a partir da pr&#243;pria l&#243;gica do modelo e mesmo da terminologia utilizada, que tais mecanismos se baseiem no directivismo e no controlo, o que &#233; suscept&#237;vel inclusivamente de provocar os efeitos contr&#225;rios. O oportunismo pode com efeito persistir, tornando-se apenas mais subtil e astucioso e gerando os ciclos viciosos t&#237;picos da desconfian&#231;a m&#250;tua. Ghoshal e Moran sustentam, contra Williamson, que h&#225; descontinuidade entre mercado e organiza&#231;&#227;o e que a vantagem desta reside na capacidade de estimular comportamentos inovadores atrav&#233;s duma gest&#227;o relacional adequada. J&#225; Miles e Snow (1978), e muito antes ainda Burns e Stalker (1961), tinham, ali&#225;s, sugerido uma liga&#231;&#227;o entre estrat&#233;gias de efici&#234;ncia basicamente defensivas e modelos de gest&#227;o baseados no controlo. Em contrapartida, as estrat&#233;gias inovadoras requerem estilos de gest&#227;o mais flex&#237;veis por forma a refor&#231;ar o clima de confian&#231;a rec&#237;proca. N&#227;o se trata tanto de minimizar os custos das transac&#231;&#245;es, mas sobretudo de multiplicar as oportunidades de aprendizagem e de inova&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudos emp&#237;ricos recentes (Sako, 1998) no sector autom&#243;vel v&#234;m, ali&#225;s, confirmar que pr&#225;ticas como a partilha de informa&#231;&#227;o entre firmas clientes e firmas fornecedoras, ou ainda a oferta de servi&#231;os, como por exemplo a assist&#234;ncia t&#233;cnica, independentemente da reciprocidade, contribuem para refor&#231;ar a confian&#231;a n&#227;o apenas de car&#225;cter contratual, mas o <i>goodwill,</i> o qual, por seu turno, est&#225; associado a melhores resultados econ&#243;micos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Dos modelos econ&#243;micos aos modelos sociais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A teoria dos custos das transac&#231;&#245;es pode de certo modo considerar-se como o prolongamento duma tend&#234;ncia de longa data que procura inscrever o comportamento organizacional na l&#243;gica do actor racional. &#233; certo que Williamson, ao admitir a racionalidade limitada, abre espa&#231;o para o actor psicol&#243;gico. E poss&#237;vel, todavia, perguntar-se se a hip&#243;tese do oportunismo n&#227;o constitui um recuo na medida em que equivale a colocar a psicologia entre par&#234;ntesis. O comportamento oportunista, por anti&#233;tico que seja, nem por isso &#233; menos racional. E como &#233; dif&#237;cil detect&#225;-lo e saber em que grau interv&#233;m, o melhor &#233; encerr&#225;-lo numa &quot;caixa preta&quot; atrav&#233;s duma contra-racionalidade que reduza os seus efeitos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; certo que o modelo de Simon (1947; March e Simon, 1958) comporta tamb&#233;m alguma ambiguidade na medida em que, mesmo sem possibilidades de optimizar, nem por isso o actor &#233; menos racional, como tamb&#233;m nem por isso o &quot;comportamento administrativo&quot; &#233; menos orientado para a efici&#234;ncia. March e Simon, ou talvez sobretudo March (1962), admitem, contudo, que muitas decis&#245;es sejam tomadas adoptando solu&#231;&#245;es j&#225; experimentadas, ou de acordo com modelos rotinizados, reservando-se o crit&#233;rio da efici&#234;ncia, com todas as limita&#231;&#245;es que comporta, para situa&#231;&#245;es novas ou particularmente relevantes. Mas esse &#233; j&#225; um primeiro passo de abertura aos processos de influ&#234;ncia social h&#225; muito estudados no &#226;mbito da psicologia social, mas escassamente aplicados no &#226;mbito do comportamento organizacional. A tend&#234;ncia dominante na disciplina consiste em centrar e reduzir a an&#225;lise dos comportamentos a processos de tomada de decis&#227;o na &#243;ptica da optimiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A estrat&#233;gia epistemol&#243;gica, grande parte tribut&#225;ria do individualismo metodol&#243;gico, n&#227;o difere da met&#225;fora da gelatina proposta por Simon para caracterizar o estudo do comportamento econ&#243;mico. H&#225; numerosos exemplos que podem citar-se. Por exemplo, o modelo dos processos motivacionais em que a motiva&#231;&#227;o no contexto organizacional &#233; operacionalizada em termos duma decis&#227;o (racional) para investir o esfor&#231;o; as atitudes igualmente operacionalizadas enquanto especifica&#231;&#245;es das fun&#231;&#245;es de utilidade; o c&#225;lculo das trocas enquanto mecanismo b&#225;sico da din&#226;mica de grupos e na gest&#227;o de conflitos; o modelo da maximiza&#231;&#227;o dos interesses pr&#243;prios na aplica&#231;&#227;o da justi&#231;a; o utilitarismo &#233;tico; enfim, a sistem&#225;tica op&#231;&#227;o pela efici&#234;ncia enquanto vari&#225;vel dependente e para a qual dever&#227;o convergir todos os processos quer ao n&#237;vel individual, quer ao n&#237;vel de grupo, quer ao n&#237;vel estrutural.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o menos importante para uma alternativa ao paradigma do actor racional s&#227;o as teorias institucionalistas da primeira gera&#231;&#227;o propostas sobretudo por Selznick (1948,1949,1957) e tamb&#233;m por Dalton (1959) e Gouldner (1959). A ideia central consiste em considerar as organiza&#231;&#245;es como sistemas naturais, como organismos dotados de vida pr&#243;pria e que, como tal, mais do que a efici&#234;ncia visam sobretudo a sobreviv&#234;ncia. Enquanto sistemas naturais, as organiza&#231;&#245;es n&#227;o podem ser isoladas das suas envolventes, com as quais estabelecem um equil&#237;brio din&#226;mico. O que, todavia, diferencia e confere originalidade &#224; perspectiva de Selznick, e que ele ilustra designadamente na an&#225;lise que faz do projecto de desenvolvimento do vale de Tenessee (TVA), &#233; a import&#226;ncia que atribui aos objectivos n&#227;o declarados, &#224;s estrat&#233;gias dos actores atrav&#233;s das alian&#231;as e coliga&#231;&#245;es que estabelecem (coopta&#231;&#227;o), aos jogos de poder que contribuem mais para a continuidade dos pr&#243;prios actores do que para a efici&#234;ncia do sistema. Note-se que n&#227;o se trata aqui duma &quot;teoria da conspira&#231;&#227;o&quot;, desocultando inten&#231;&#245;es de que os pr&#243;prios actores n&#227;o t&#234;m consci&#234;ncia, mas de identificar os processos que realmente ocorrem para al&#233;m das estruturas formais. &#233; a este processo que confere uma distintividade, uma identidade cultural, dir&#237;amos hoje, &#224;s organiza&#231;&#245;es que Selznick designa como institucionaliza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Institucionalizar &#233; &quot;infundir de valor para al&#233;m dos requisitos t&#233;cnicos da tarefa a realizar&quot; (1957, citado por Scott, 1987a, p. 65). Esta perspectiva dos processos de institucionaliza&#231;&#227;o combina met&#225;foras que v&#227;o tornar-se populares na Teoria das Organiza&#231;&#245;es: referimo-nos, como &#233; &#243;bvio, &#224; met&#225;fora das organiza&#231;&#245;es enquanto arenas pol&#237;ticas e &#224; met&#225;fora das organiza&#231;&#245;es enquanto culturas. Mintzberg (1979,1983) far&#225; depender o equil&#237;brio da organiza&#231;&#227;o da tens&#227;o din&#226;mica que se opera entre processos pol&#237;ticos (centr&#237;fugos) e processos culturais (centr&#237;petos).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A perspectiva institucionalista adquire, todavia, novos desenvolvimentos a partir dos finais da d&#233;cada de 70, com os institucionalistas de segunda gera&#231;&#227;o, ou neo-institucionalistas como John Meyer (1977), e Rowan (1977), Richard Scott (1987a, 1987b, 1990), Scott e Meyer (1991), Paul DiMaggio e Walter Powell (1983). Uma esclarecedora obra de conjunto, reunindo as principais contribui&#231;&#245;es neste dom&#237;nio, foi editada por W. Powell e P. DiMaggio (1991).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os neo-institucionalistas reclamam-se da tradi&#231;&#227;o iniciada por Selznick, mas as diferen&#231;as que separam a primeira da segunda gera&#231;&#227;o s&#227;o porventura maiores do que as semelhan&#231;as que os aproximam. Tal como observam Powell e DiMaggio (1991), ambos comungam do mesmo cepticismo em rela&#231;&#227;o aos modelos organizacionais do actor racional, ambos enfatizam as rela&#231;&#245;es entre as organiza&#231;&#245;es e as suas envolventes, ambos d&#227;o relevo &#224; influ&#234;ncia dos processos informais e ao papel da cultura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os neo-institucionalistas diferenciam-se, contudo, ao radicalizarem as dist&#226;ncias &#224; ac&#231;&#227;o racional, opondo-lhe um modelo de inspira&#231;&#227;o pragmatista, em grande medida derivado da revolu&#231;&#227;o cognitiva que se opera nas ci&#234;ncias sociais e nas ci&#234;ncias do comportamento. Ao n&#237;vel macro, os neo-institucionalistas conceptualizam as envolventes organizacionais em termos mais vastos e complexos. Isso porque se d&#227;o conta de que a an&#225;lise centrada em organiza&#231;&#245;es focais e nas rela&#231;&#245;es di&#225;dicas com a envolvente s&#227;o insuficientes para explicar os processos de institucionaliza&#231;&#227;o, ou seja, a emerg&#234;ncia de formatos est&#225;veis, auto-reguladores e reprodut&#237;veis. Da&#237; a prefer&#234;ncia pela an&#225;lise do que designam como &quot;campos organizacionais&quot;, como &#233; o caso dos sistemas de sa&#250;de, de educa&#231;&#227;o, de justi&#231;a ou de sectores empresariais tanto na ind&#250;stria, como nos servi&#231;os. Os sectores societais s&#227;o, contudo, vari&#225;veis sob v&#225;rios aspectos, tais como o n&#250;mero de n&#237;veis em que se estratificam, estrutura da tomada de decis&#227;o, mecanismos de coordena&#231;&#227;o e de controlo, ou ainda o grau de predomin&#226;ncia relativa dos processos t&#233;cnicos e/ou dos processos institucionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Scott e Meyer (1991) propuseram uma tipologia das envolventes cruzando requisitos t&#233;cnicos com requisitos institucionais. As envolventes t&#233;cnicas correspondem &#224; perspectiva econ&#243;mica tradicional, em que as organiza&#231;&#245;es produzem bens ou servi&#231;os destinados ao mercado e cuja sobreviv&#234;ncia depende da efici&#234;ncia dos resultados. Em contrapartida, as envolventes institucionais s&#227;o caracterizadas pelas expectativas que desenvolvem e &#224;s quais as organiza&#231;&#245;es devem corresponder a fim de obterem legitimidade. As escolas e os hospitais psiqui&#225;tricos seriam exemplos t&#237;picos de organiza&#231;&#245;es operando em envolventes predominantemente institucionais, enquanto as empresas industriais, &#224;s quais seria parcialmente aplic&#225;vel a l&#243;gica dos custos das transac&#231;&#245;es, corresponderiam &#224;s envolventes predominantemente t&#233;cnicas. Casos mais complexos s&#227;o, todavia, aqueles em que ambos os requisitos est&#227;o presentes, e onde maiores tens&#245;es se verificam entre a l&#243;gica da efici&#234;ncia e a l&#243;gica (institucional) da efic&#225;cia. Os sistemas p&#250;blicos de sa&#250;de e da educa&#231;&#227;o constituem assim os &quot;campos organizacionais&quot; onde esta problem&#225;tica adquire actualmente maior intensidade e s&#227;o tamb&#233;m, por isso mesmo, objecto de estudo privilegiado dos institucionalistas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um campo organizacional inclui o conjunto de actores relevantes que interv&#234;m na produ&#231;&#227;o dum produto ou servi&#231;o. Por exemplo, no que se refere ao campo organizacional da sa&#250;de ter&#237;amos os hospitais, organismos governamentais, faculdades de medicina e de enfermagem, associa&#231;&#245;es profissionais (ordens e sindicatos), companhias de seguros, empresas farmac&#234;uticas e outras fornecedoras de servi&#231;os. A estrutura&#231;&#227;o do campo deriva do grau de interac&#231;&#227;o entre as diversas organiza&#231;&#245;es, das alian&#231;as e trocas de informa&#231;&#227;o interorganizacionais e ainda da consci&#234;ncia generalizada duma &quot;cultura&quot; caracter&#237;stica do sistema, e que se traduz pelo que DiMaggio e Powell (1983) designam por &quot;isomorfismo organizacional&quot;. De acordo com estes autores, haveria tr&#234;s mecanismos b&#225;sicos atrav&#233;s dos quais se processa a mudan&#231;a institucional isom&#243;rfica: 1) o isomorfismo coercivo, resultante da influ&#234;ncia pol&#237;tica e dos problemas de legitimidade; 2) o isomorfismo mim&#233;tico, resultante das reac&#231;&#245;es &#224; incerteza; e 3) o isomorfismo normativo, resultante da profissionaliza&#231;&#227;o (1991, p. 67).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os tr&#234;s mecanismos podem intervir em conjunto, embora tenham causas e consequ&#234;ncias diferentes. A influ&#234;ncia coerciva deriva das press&#245;es provenientes da envolvente institucional, ou seja, tanto do estado como da sociedade civil, e tanto por via formal como informal. Exemplos t&#237;picos, a adop&#231;&#227;o de medidas de controlo de polui&#231;&#227;o, ou de discrimina&#231;&#227;o sexual do trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Adoptam-se, por outro lado, comportamentos de imita&#231;&#227;o em situa&#231;&#245;es de incerteza, quando designadamente n&#227;o s&#227;o bem conhecidas as rela&#231;&#245;es entre os meios e os fins, ou quando h&#225; ambiguidade quanto aos objectivos, ou quando o grau de incerteza da envolvente &#233; muito elevado. Em tais condi&#231;&#245;es, haver&#225; tend&#234;ncia para adoptar solu&#231;&#245;es j&#225; experimentadas por outras organiza&#231;&#245;es. As pr&#225;ticas organizacionais podem, ali&#225;s, difundir-se atrav&#233;s das transfer&#234;ncias de pessoal ou atrav&#233;s da interven&#231;&#227;o de consultores. As modas organizacionais e a rapidez com que se propagam s&#227;o um sintoma claro do processo de institucionaliza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O terceiro mecanismo, porventura o mais eficaz, prov&#233;m dos saberes, mas tamb&#233;m das normas, designadamente deontol&#243;gicas, que os profissionais adquirem por via universit&#225;ria ou outra, e que se institucionalizam em associa&#231;&#245;es de car&#225;cter corporativo. Tais mecanismos contribuem para formar um corpo de especialistas que ocupam posi&#231;&#245;es equivalentes em diferentes organiza&#231;&#245;es e que desse modo modelam o comportamento organizacional. Para al&#233;m disso, os corpos profissionais exercem uma ac&#231;&#227;o reguladora tanto na defini&#231;&#227;o de crit&#233;rios de entrada, como de progress&#227;o na carreira.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Destes tr&#234;s mecanismos de institucionaliza&#231;&#227;o, e poder&#225; haver outros, resultam consequ&#234;ncias para o <i>mix</i> efic&#225;cia-efici&#234;ncia. No artigo de Meyer e Rowan (1977), que de certo modo inaugura o neo-institucionalismo na An&#225;lise Organizacional, sustenta-se que as estruturas formais das organiza&#231;&#245;es que operam em envolventes institucionais s&#227;o &quot;mitos e cerim&#243;nias&quot;, ou seja, desempenham fun&#231;&#245;es n&#227;o for&#231;osamente ligadas &#224; efici&#234;ncia a curto prazo, mas nem por isso menos eficazes no que se refere &#224; sua continuidade e sobreviv&#234;ncia (longo prazo).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Talvez que uma das mais importantes contribui&#231;&#245;es do neo-institucionalismo consista em procurar respostas para este aparente paradoxo da sobreviv&#234;ncia n&#227;o sustentada pela efici&#234;ncia, ali&#225;s caracter&#237;stica das burocracias profissionais (Mintzberg, 1973, 1979). A resposta habitual e imediata passa pela legitimidade que tais sistemas desfrutam, mas os neo-institucionalistas procuram ir mais longe no sentido de aprofundar qual a l&#243;gica subjacente que a torna poss&#237;vel. Uma das dimens&#245;es dessa l&#243;gica consiste, na terminologia de Meyer e Rowan, no &quot;desacoplamento&quot; das sub-unidades estruturais entre si, bem como das actividades correntes por forma a proteger as estruturas formais da avalia&#231;&#227;o com base no desempenho t&#233;cnico. Os controlos s&#227;o minimizados e a coordena&#231;&#227;o, interdepend&#234;ncia e ajustamento m&#250;tuo geridos informalmente. Para tanto, as actividades operacionais s&#227;o desempenhadas independentemente da gest&#227;o, os objectivos formulados em termos vagos e amb&#237;guos, a diferencia&#231;&#227;o n&#227;o &#233; complementada pela integra&#231;&#227;o e as rela&#231;&#245;es humanas adquirem, por tudo isso, um papel-chave na gest&#227;o das interdepend&#234;ncias e na supera&#231;&#227;o dos conflitos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Uma segunda estrat&#233;gia institucional traduz-se, sugerem Meyer e Rowan (1977), nos &quot;rituais de confian&#231;a e de boa-f&#233;&quot;. Porque, n&#227;o obstante a l&#243;gica do desacoplamento e se &#233; certo que apesar de tudo os sistemas funcionam sem entrarem em colapso, isso deve-se a todo um conjunto de pr&#225;ticas que Goffman, um autor sempre presente nas an&#225;lises neo-institucionalistas, procurou identificar e descrever. Tais pr&#225;ticas visariam a manuten&#231;&#227;o da confian&#231;a e consistiram basicamente no &quot;evitamento, discri&#231;&#227;o e toler&#226;ncia&quot; (Goffman, 1967). Atrav&#233;s delas mant&#233;m-se o pressuposto de que as pessoas actuam de boa-f&#233; e n&#227;o por oportunismo. Estamos, pois, no p&#243;lo oposto dos postulados do neo-institucionalismo econ&#243;mico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um terceiro conjunto de pr&#225;ticas &quot;cerimoniais&quot; diagnosticado por Meyer e Rowan (1977) consiste no &quot;evitamento da inspec&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o&quot;, procedimentos suscept&#237;veis de porem em causa a legitimidade das organiza&#231;&#245;es, na medida em que violam o pressuposto de que os profissionais actuam com compet&#234;ncia e de boa-f&#233;.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Muitas destas pr&#225;ticas s&#227;o facilmente detect&#225;veis nas organiza&#231;&#245;es profissionais, podendo multiplicar-se os exemplos tirados dos sistemas de sa&#250;de, dos sistemas de educa&#231;&#227;o e, duma forma global, da administra&#231;&#227;o p&#250;blica. &#233;, todavia, igualmente detect&#225;vel que nos &#250;ltimos vinte anos se tem assistido a press&#245;es generalizadas para a efici&#234;ncia sobretudo nestes campos organizacionais institucionalizados. Um problema de maior actualidade que se coloca &#224; Teoria das Organiza&#231;&#245;es reside na tens&#227;o entre estes dois tipos de l&#243;gica institucional &#151; a econ&#243;mica e a social. N&#227;o s&#227;o, todavia, claros os contornos que uma poss&#237;vel integra&#231;&#227;o poder&#225; assumir (Mintzberg, 1986,1996).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um outro assunto que interessa analisar no neo-institucionalismo diz respeito ao cruzamento dos n&#237;veis de an&#225;lise e orienta&#231;&#227;o te&#243;rica. Jepperson (1991) prop&#245;e a tipologia epistemol&#243;gica, que se reproduz, com algumas simplifica&#231;&#245;es, na <a href="#f2">figura 2</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a01f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O institucionalismo, por um lado, rejeita os reducionismos da c&#233;lula 3 tanto no que se refere ao n&#237;vel de an&#225;lise como no que toca ao realismo. Por outro lado, recorre &#224;s orienta&#231;&#245;es construtivistas derivadas da fenomenologia (Schutz, 1962) e que t&#234;m a sua express&#227;o porventura mais influente na obra de Berger e Luckman (1967) sobre a &quot;constru&#231;&#227;o social da realidade&quot;. T&#243;picos a&#237; formulados, como a neutralidade do conhecimento do senso comum ou a objectifica&#231;&#227;o das representa&#231;&#245;es subjectivas, mant&#234;m a sua plena actualidade na agenda dos cientistas sociais. Goffman (1967,1974) &#233; igualmente outro autor muito glosado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O neo-institucionalismo social mostra-se, por outro lado, muito sens&#237;vel ao <i>zeitgeist</i> cognitivista e da&#237; o recurso a modelos como os &quot;esquemas&quot; e &quot;cenariza&#231;&#245;es&quot; (<i>Scripts</i>) para explicar os h&#225;bitos decisionais, bem como os processos de categoriza&#231;&#227;o e de atribui&#231;&#227;o causal. De prefer&#234;ncia ao &quot;actor racional&quot; sub-socializado, ou ao &quot;actor parsoniano&quot; hipersocializado, os neo-institucionalistas op&#245;em o &quot;actor pr&#225;tico&quot;, eminentemente flex&#237;vel, umas vezes, e quase sempre guiado por esquemas habituais &#151; o <i>cognitive miser</i> da psicologia social cognitiva (Fiske e Taylor, 1984), mas capaz igualmente dum processamento <i>on-line</i> e cibern&#233;tico da informa&#231;&#227;o conducente a ju&#237;zos e decis&#245;es altamente ponderadas. Com base na conhecida par&#243;dia do economista neocl&#225;ssico que deixa uma gorjeta num restaurante ocasional de estrada, Powell e DiMaggio ilustram as diferentes pr&#225;ticas decisionais alternativas: um motorista racional n&#227;o deixaria gorjeta, calculando que o criado n&#227;o voltaria a ter oportunidade de exercer repres&#225;lias sobre a sua conduta. Um motorista parsoniano deixaria gorjeta porque teria interiorizado a no&#231;&#227;o de que tal seria correcto; tanto ele como o criado sorririam um para o outro em sinal do m&#250;tuo apre&#231;o pelos desempenhos de pap&#233;is apropriados. Um actor pr&#225;tico deixaria tamb&#233;m gorjeta porque &#233; assim que &#233; costume fazer-se, mas sem da&#237; derivar qualquer particular satisfa&#231;&#227;o para consigo pr&#243;prio. Mas, se acaso se detivesse a pensar no que deveria fazer, poderia ou n&#227;o deixar gorjeta consoante os esquemas que activasse. Por exemplo se fosse um aluno de economia possivelmente n&#227;o deixaria gorjeta, ou deixaria se fosse um parsoniano ou se tivesse j&#225; desempenhado tais fun&#231;&#245;es, etc., etc. O mais prov&#225;vel ser&#225;, contudo, que em tais situa&#231;&#245;es o actor fa&#231;a de facto economia da sua energia mental.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">H&#225;, todavia, problemas epistemol&#243;gicos que subsistem. A teoria da ac&#231;&#227;o pr&#225;tica, ao conservar apenas os aspectos cognitivos, dificilmente explica a dimens&#227;o normativa e consequentemente o problema da ordem social. Poder&#237;amos mesmo dizer-se que aqui h&#225; um certo recuo em rela&#231;&#227;o &#224; perspectiva de Parsons. Outra quest&#227;o, n&#227;o menos decisiva, diz respeito &#224; articula&#231;&#227;o entre os n&#237;veis micro e os n&#237;veis macro. Os neo-institucionalistas privilegiam o estudo das macro-estruturas mas n&#227;o se toma claro em que medida o recurso a teorias relativas a micro-processos inter-individuais sejam suscept&#237;veis de generaliza&#231;&#227;o a n&#237;veis organizacionais mais elevados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Zucker (1977) aborda, todavia, este problema e procura mostrar, atrav&#233;s de evid&#234;ncia experimental, que quanto mais institucionalizado o contexto maior &#233; a influ&#234;ncia exercida na transmiss&#227;o, manuten&#231;&#227;o e resist&#234;ncia &#224; mudan&#231;a das normas. Para o efeito, utilizou o paradigma do efeito auto-cin&#233;tico em sucessivas gera&#231;&#245;es e em diferentes condi&#231;&#245;es &quot;institucionais&quot;. Numa primeira condi&#231;&#227;o, a menos institucional, o c&#250;mplice que &quot;transmite&quot; as normas &#233; um sujeito sem estatuto espec&#237;fico, pelo que a influ&#234;ncia que exerce &#233; de car&#225;cter pessoal; numa segunda condi&#231;&#227;o, manipula-se o contexto simulando-se tratar-se duma organiza&#231;&#227;o a que tanto o &quot;c&#250;mplice&quot; como o sujeito experimental pertencem; e na terceira condi&#231;&#227;o o &quot;c&#250;mplice&quot; ocupa uma posi&#231;&#227;o organizacional espec&#237;fica. Os resultados confirmam claramente as hip&#243;teses. Zucker reclama-se da perspectiva etnometodol&#243;gica (Garfinkel, 1967). Quando os actos disp&#245;em de justifica&#231;&#245;es correntes e n&#227;o problem&#225;ticas, adquirem um estatuto simultaneamente objectivo e exterior, ou seja, institucionalizam-se. Este mesmo tipo de explica&#231;&#227;o pode ser invocado para as experi&#234;ncias de Milgram (1974): quanto menor o grau de institucionaliza&#231;&#227;o, menor a obedi&#234;ncia dos sujeitos &#224;s ordens do experimentador.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Continua, todavia, a n&#227;o ser clara a raz&#227;o porque raz&#227;o as institui&#231;&#245;es se diferenciam umas das outras em termos das reac&#231;&#245;es afectivas e normativas que provocam. Uma explica&#231;&#227;o porventura mais satisfat&#243;ria &#233; sugerida por Mary Douglas (1986), o que nos remete para um quadro exterior ao neo-institucionalismo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na sua obra original&#237;ssima - <i>How Institutions Think</i> &#151;, a autora desenvolve o argumento de que as institui&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o apenas conven&#231;&#245;es (&#250;teis), pois integram igualmente um desejo de legitima&#231;&#227;o, talvez mesmo uma &#233;tica. N&#227;o apenas &#233; assim porque &#233; assim, mas porque deve ser assim. E deve ser assim porque, em &#250;ltima an&#225;lise, est&#225; inscrito na natureza, deriva duma lei divina, ou o que for. Mas esta naturaliza&#231;&#227;o n&#227;o se confunde com o universalismo, com as ideias inatas ou os princ&#237;pios kantianos. Mary Douglas est&#225; mais pr&#243;xima do relativismo de Hume, embora tal n&#227;o implique que os sistemas morais sejam imunes &#224; avalia&#231;&#227;o objectiva. Para tanto n&#227;o h&#225; que invocar crit&#233;rios absolutos, mas apenas a coer&#234;ncia interna dos sistemas (confrontar consigo pr&#243;prio) e no valor pr&#225;tico (por exemplo, a acessibilidade da justi&#231;a). E sob esse aspecto os sistemas s&#227;o compar&#225;veis, h&#225; uns melhores do que outros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As &quot;institui&#231;&#245;es pensam&quot; significa que s&#227;o elas que nos ajudam a tomar decis&#245;es sobre a vida e a morte, e sobretudo sobre a forma de classificar: &quot;a institui&#231;&#227;o incipiente, escreve, requer um princ&#237;pio de estabiliza&#231;&#227;o que evite a sua extin&#231;&#227;o prematura. Esse princ&#237;pio estabilizador &#233; a naturaliza&#231;&#227;o das classifica&#231;&#245;es sociais. Ter&#225; de haver uma analogia pela qual a estrutura formal dum conjunto crucial de rela&#231;&#245;es sociais seja situada no mundo f&#237;sico, ou no mundo sobrenatural, ou na eternidade, onde quer que seja, mas desde que n&#227;o seja vista como um arranjo socialmente imposto&quot; (Mary Douglas, 1986, p. 48). &#233; esta naturaliza&#231;&#227;o que permite que a divis&#227;o do trabalho n&#227;o tenha de ser constantemente renegociada, que a natural distin&#231;&#227;o dos sexos especialize as mulheres na cria&#231;&#227;o dos filhos, ou ainda que, na moderna sociedade industrial, a rela&#231;&#227;o anal&#243;gica da cabe&#231;a para a m&#227;o fosse frequentemente usada para justificar a estrutura das classes, as desigualdades do sistema social e a divis&#227;o entre trabalho intelectual e trabalho manual. Ao naturalizarem-se, as institui&#231;&#245;es fazem parte da ordem do universo e como tal poder&#227;o servir de argumento na ret&#243;rica da legitima&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O argumento de Mary Douglas n&#227;o rejeita que as institui&#231;&#245;es sejam socialmente constru&#237;das, mas da&#237; n&#227;o se segue que qualquer conven&#231;&#227;o se torne institui&#231;&#227;o, antes e apenas aquelas que correspondam &#224; estrutura da autoridade e &#224; ordem social. Reencontramos a tem&#225;tica central de Durkheim no quadro do qual a autora declaradamente se inspira. Possivelmente, o conceito de institui&#231;&#227;o e os processos que lhe est&#227;o associados constituem, na verdade, o problema central das ci&#234;ncias sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recordem-se tamb&#233;m as rela&#231;&#245;es estabelecidas por Durkheim entre a religi&#227;o, de que a natureza &#233; uma met&#225;fora, e a sociedade: uma n&#227;o &#233; mais do que uma representa&#231;&#227;o da outra. Provavelmente todo o processo de institucionaliza&#231;&#227;o reflecte essa necessidade t&#227;o ancestral como actual de dispor dum referencial de ordem que nos ultrapassa e ao mesmo tempo nos liberta da necessidade de decis&#227;o em perman&#234;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Berger, P. L., &#38; Luckman, T. (1967). <i>The social construction ofreality.</i> Nova Iorque: Doubleday.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499724&pid=S0874-2049199900010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Burns, J., &#38; Stalker, G. M. (1961). <i>The management of innovation.</i> Londres: Tavistock.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499726&pid=S0874-2049199900010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Coase, R. H. (1937). The nature of the firms. <i>Econ&#243;mica, 4,</i> 386-405. (Reimpresso em Barney, J. B., &#38; Onchi, W. G. (Eds.) (1986), <i>Organizational economics</i> (pp. 80-98). Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499728&pid=S0874-2049199900010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->)</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Crozier, M. (1963). <i>Le ph&#233;nom&#232;ne buraucratique: Ensai sur les tendances bureaucratiques des syst&#232;mes d'organisations modernes et sur leurs relations en France avec le syst&#232;me social et culturel.</i> Paris: Seuil.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crozier, M., &#38; Friedberg, E. (1977). <i>Uacteur et le syst&#232;me.</i> Paris: Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499731&pid=S0874-2049199900010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dalton, M. (1959). <i>Men who manage.</i> Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499733&pid=S0874-2049199900010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">DiMaggio, P., &#38; Powell, W. W. (1983). The iron cage revisited: Institutional isomorphism and collective rationality in organizational fields. <i>American Sociological Review, 48,</i> 147-160. (Reproduzido em <i>The new institucionalism in organizational analysis</i> (1991) (pp. 63-82).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499735&pid=S0874-2049199900010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Douglas, M. (1986). <i>How institutions think.</i> Londres: Routledge &#38; Kegan Paul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499737&pid=S0874-2049199900010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Durkheim, E. (1895). <i>Les r&#232;gles de la m&#233;thode scientifique.</i> Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499739&pid=S0874-2049199900010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fama, E. F., &#38; Jensen, M. C. (1983). Separation of ownership and control. <i>Journal of Law and Economics, 26,</i> 305-325. (Reimpresso em J. B. Bamey &#38; W. G. Onchi (Eds.) (1986), <i>Organizational economics</i> (pp. 276-298). Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499741&pid=S0874-2049199900010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->)</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fiske, S. J. &#38; Taylor, S. E. (1984). <i>Social cognition.</i> Reading, MA: Addison-Wesley.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Garfinkel, H. (1967). <i>Studies in ethnomethodology.</i> Englewood Cliffs, Nova J&#233;rsia: Prentice-Hall.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ghoshal, S., &#38; Moran, P. (1996). Bad for practice: A critique of the transaction cost theory. <i>Academy of Management Review, 12,</i> 13-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499745&pid=S0874-2049199900010000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goffman, E. (1967). <i>Interaction ritual.</i> Nova Iorque: Anchor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499747&pid=S0874-2049199900010000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goffman, E. (1974). <i>Frame analysis.</i> Harvard: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499749&pid=S0874-2049199900010000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Gouldner, A. W. (1954). <i>Patterns of industrial bureaucracy.</i> Glencoe, IL: Free Press.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Granovetter, M. (1985). Economic action and social structure: The problem of embeddness. <i>American Journal of Sociology, 91,</i> 481-510.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499752&pid=S0874-2049199900010000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jensen, M. C., &#38; Meckling, W. H. (1976). Theory of the firm: Agency costs and ownership structure. <i>Journal of Financial Economics, 3,</i> 305-360. (Reproduzido em J. B. Barney &#38; W. G. Onchi (Eds.) (1986) (pp. 254-275). Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499754&pid=S0874-2049199900010000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->)</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jepperson, R. L. (1991). <i>Institutions, institutional effects and institutionalism.</i> In W. W. Powell &#38; P. J. DiMaggio (Eds.), <i>The new institutionalism in organizational analysis</i> (p. 143-163). Chicago: The University Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499756&pid=S0874-2049199900010000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">March, J. G., &#38; Simon, H. A. (1958). Organizations. Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499758&pid=S0874-2049199900010000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">March, J. G. (1962). The business firm as a political coalition. <i>Journal of Politics, 24, </i>662-678.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499760&pid=S0874-2049199900010000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Meyer, J. (1977). The effects of education as an institutio. <i>American Journal of Sociology, 83, </i>53-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499762&pid=S0874-2049199900010000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Meyer, J., &#38; Rowan, B. (1977). Institutionalized organizations: Formal structure as myth and ceremony. <i>American Journal of Sociology, 83,</i> 340-363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499764&pid=S0874-2049199900010000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Miles, R. E., &#38; Snow, C. C. (1978). <i>Organizational strategy, Structure and process.</i> Nova Iorque: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499766&pid=S0874-2049199900010000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Milgram, S. (1974). <i>Obedience to authority: An experimental view.</i> Nova Iorque: Harper &#38; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499768&pid=S0874-2049199900010000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mintzberg, H. (1979). <i>The structure of organizations.</i> Englewood Cliffs, NOVA J&#233;RSIA: Prentice-Hall.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mintzberg, H. (1983). <i>Power in and around organizations.</i> Englewood Cliffs, NOVA J&#233;RSIA: Prentice-Hall.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mintzberg, H. (1986). A note on that dirty word &quot;efficiency&quot;. In <i>Mintzberg on Management </i>(pp. 330-334). Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499772&pid=S0874-2049199900010000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mintzberg, H. (1996). Managing government, goveming management. <i>Harvard Business Review, May-June,</i> 75-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499774&pid=S0874-2049199900010000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Powell, W. W., &#38; DiMaggio, P. J. (1991). <i>The new institucionalism in organizational analysis. </i>Chicago: The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499776&pid=S0874-2049199900010000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sako, M. (1998). Does trust improve business performance? In C. Lane &#38; R. Bachman, <i>Trust within and between organizations: Conceptual issues and empirical applications</i> (pp. 88-109). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499778&pid=S0874-2049199900010000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schutz, A. (1967). <i>The phenomenology of the social world.</i> Northwestern University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499780&pid=S0874-2049199900010000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scott, W. R. (1987a). <i>Organizations: Rational, natural and open Systems</i> (2nd Ed.). Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499782&pid=S0874-2049199900010000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scott, W. R. (1987b). The adolescence of institutional theory. <i>Administrative Science Quarterly, 32,</i> 493-511.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499784&pid=S0874-2049199900010000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scott, W. R. (1990). Symbols and organizations. From Barnard to the institutionalists. In O. E., Williamson (Ed.), <i>Organization theory: From Chester Barnard to the present and beyond</i> (pp. 38-55). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499786&pid=S0874-2049199900010000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scott, W. R., &#38; Meyer, J. W. (1991). The organization of societal sectors: Propositions and early evidence. In W. W. Powell &#38; P. DiMaggio (Eds.), <i>The new institutionalism in organizational analysis</i> (pp. 108-140). Chicago: The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499788&pid=S0874-2049199900010000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Selznick, P. (1948). Foundations of the theory of organizations. <i>American Sociological Review, 13,</i> 25-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499790&pid=S0874-2049199900010000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Selznick, P. (1949). <i>TVA and the grass roots.</i> Berkeley: University of Calif&#243;rnia Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499792&pid=S0874-2049199900010000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Selznick, P. (1957). <i>Leadership and administration.</i> Nova Iorque: Harper &#38; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499794&pid=S0874-2049199900010000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simon, H. A. (1947). <i>Administrative behaviour.</i> Nova Iorque: Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499796&pid=S0874-2049199900010000100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Simon, H. A. (1990). Invariants of human behaviour. <i>Annual Review of Psychology, 41</i>, 1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499798&pid=S0874-2049199900010000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tolbert, P. S., &#38; Zucker, L. G. (1996). The institutionalization of institutional theory. In S. R. Clegg, C. Hardy &#38; W. R. Nord. (Eds.), <i>Handbook of organization studies</i> (pp. 175-190). Beverly Hills, CA: Sage.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Williamson, O. E. (1975). <i>Markets and hierarchies. Analysis and anti-trust implications: A study in the economics of internal organization.</i> Nova Iorque: Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499801&pid=S0874-2049199900010000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Williamson, O. E. (1979). Transaction-cost economics: The governance of contractual relations. <i>Journal of Law and Economics,</i> 233-261. (Reproduzido em J. B. Barney &#38; W. G. Onchi (Eds.) (1986), <i>Organizational economics</i> (pp. 98-129). Jossey Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499803&pid=S0874-2049199900010000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->)</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Williamson, O. E. (1991). Economic institutions: Spontaneous and intentional governance. <i>Journal of Law, Economics and Organization,</i> 7,159-187.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499805&pid=S0874-2049199900010000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Williamson, O. E. (1995). Transaction cost economics and organization theory. In E. Williamson (Ed.), <i>Organization theory: From Chester Barnard to the present and beyond.</i> Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499807&pid=S0874-2049199900010000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Zucker, L. G. (1977). The role of institutionalization in cultural persistence. <i>American Sociological Review, 42,</i> 726-743. (Reproduzido em <i>post scriptum</i> em W. W. Powel &#38; P. DiMaggio (1991), <i>The new institutionalism in organizational analysis</i> (pp. 83-107). Chicago: The University Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499809&pid=S0874-2049199900010000100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->)</font></p>      ]]></body><back>
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