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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Justiça Nas Organizações: O modelo do valor do grupo e as orientações comportamentais face à mudança]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[To test the psychological dynamics of the group-value model in an organizational change context, a study was conducted with 176 members of an organization. Participants were asked: a) to think of a relevant conflict or problem situation with their supervisor; to evaluate the supervisor&#094; behavior in relatiÃ²n to three justice dimensions: interactional, procedural and distributive; c) to State the aspects most valued in that type of situations. A test of the model was conducted, for the situation selected by participants, through a mediation analysis at three different levels: organization as a whole, department and workgroup. Taken together, the results obtained globally validate the group-value model: interactional and procedural aspects (relational justice judgements) are the only ones to correlate with pride, respect and behavioral orientations, and are also the ones most valued in general conflict or problem situations with the supervisor. The results obtained also validate our hypotheses: the model seems to work better for the organizational levels closest to the individual (department and workgroup), and also for active-positive and normative behavioral orientations, such as extra-role behaviors, and acceptance and support for change in the department and the workgroup]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Justi&#231;a Nas Organiza&#231;&#245;es: O modelo do valor do grupo e as orienta&#231;&#245;es comportamentais face &#224; mudan&#231;a</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Justice on Organizations: The Group-Value Model and Behavioral Orientations Towards Organizational Change</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>F&#225;tima Halbritter de Sousa<sup>1</sup>; Jorge Vala<sup>2</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Universidade Cat&#243;lica Portuguesa, Lisboa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup>Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa, Lisboa.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com o objectivo de testar a din&#226;mica psicol&#243;gica do modelo do valor do grupo num contexto de mudan&#231;a organizacional, realizou-se um estudo junto de 176 empregados de uma empresa de servi&#231;os. Foi pedido aos participantes que: a) &nbsp;&nbsp;&nbsp;pensassem numa situa&#231;&#227;o de confronto ou problemas com o superior hier&#225;rquico; b) &nbsp;&nbsp;&nbsp;que avaliassem o comportamento deste, nessa situa&#231;&#227;o, relativamente a tr&#234;s dimens&#245;es de justi&#231;a: interaccional, procedimental e distributiva; c) que indicassem quais os aspectos que mais valorizavam naquele tipo de situa&#231;&#245;es. Procedeu-se ao teste do modelo, para a situa&#231;&#227;o seleccionada pelos participantes, atrav&#233;s de uma an&#225;lise de media&#231;&#227;o realizada a tr&#234;s n&#237;veis: organiza&#231;&#227;o, departamento e grupo de trabalho. O conjunto dos resultados obtidos valida globalmente o modelo do valor do grupo: os aspectos interaccionais e procedimentais (julgamentos relacionais de justi&#231;a) s&#227;o os &#250;nicos a relacionar-se com o orgulho, o respeito e as orienta&#231;&#245;es comportamentais e s&#227;o tamb&#233;m os mais valorizados em quaisquer situa&#231;&#245;es de confronto ou problemas com o superior hier&#225;rquico. Os resultados validam igualmente as nossas hip&#243;teses: o modelo parece funcionar melhor para os n&#237;veis da organiza&#231;&#227;o mais pr&#243;ximos dos indiv&#237;duos (departamento e grupo de trabalho), e tamb&#233;m no caso das orienta&#231;&#245;es comportamentais activas-positivas e normativas, como os comportamentos extra-papel e de aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a no departamento e no grupo de trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: Justi&#231;a; organiza&#231;&#245;es; modelo do valor de grupo; mudan&#231;a.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">To test the psychological dynamics of the group-value model in an organizational change context, a study was conducted with 176 members of an organization. Participants were asked: a) to think of a relevant conflict or problem situation with their supervisor; to evaluate the supervisor&#094; behavior in relati&ograve;n to three justice dimensions: interactional, procedural and distributive; c) to State the aspects most valued in that type of situations. A test of the model was conducted, for the situation selected by participants, through a mediation analysis at three different levels: organization as a whole, department and workgroup. Taken together, the results obtained globally validate the group-value model: interactional and procedural aspects (relational justice judgements) are the only ones to correlate with pride, respect and behavioral orientations, and are also the ones most valued in general conflict or problem situations with the supervisor. The results obtained also validate our hypotheses: the model seems to work better for the organizational levels closest to the individual (department and workgroup), and also for active-positive and normative behavioral orientations, such as extra-role behaviors, and acceptance and support for change in the department and the workgroup.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo das percep&#231;&#245;es de justi&#231;a nas organiza&#231;&#245;es iniciou-se com a &quot;teoria da equidade&quot; proposta por Adams. Esta teoria oferece n&#227;o s&#243; uma forma de compreens&#227;o da percep&#231;&#227;o de justi&#231;a e injusti&#231;a, como explica as reac&#231;&#245;es psicol&#243;gicas e comportamentais dos membros das organiza&#231;&#245;es ao sentimento de injusti&#231;a na atribui&#231;&#227;o de recompensas (Adams, 1963,1965,1968; Walster, Berscheid e Walster, 1976). A preocupa&#231;&#227;o com os aspectos distributivos da justi&#231;a nas organiza&#231;&#245;es foi posteriormente alargada a diferentes tipos de situa&#231;&#245;es (e. g. Greenberg e Ornstein, 1983, sobre a atribui&#231;&#227;o de novos t&#237;tulos a cargos; Greenberg, 1988, sobre a atribui&#231;&#227;o de espa&#231;os no local de trabalho, ou Brockner, De Witt, Grover e Reed, 1990, sobre a reac&#231;&#227;o aos <i>lay-offs</i>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Thibaut e Walker (1975) abriram uma nova linha de pesquisa no campo das percep&#231;&#245;es de justi&#231;a &#151; a justi&#231;a procedimental. Os seus estudos, no contexto dos processos jur&#237;dicos, comparam as reac&#231;&#245;es de indiv&#237;duos em situa&#231;&#245;es litigiosas simuladas, e que diferiam consoante o controlo que os litigantes detinham relativamente aos resultados (controlo sobre a decis&#227;o) e relativamente ao processo de tomada de decis&#227;o (controlo sobre o processo). Os resultados decorrentes de procedimentos que oferecem possibilidade de &quot;voz&quot; aos litigantes (controle sobre o processo) s&#227;o percebidos como mais justos, mesmo quando n&#227;o favor&#225;veis. Esta hip&#243;tese foi rapidamente aplicada, com resultados semelhantes, a situa&#231;&#245;es organizacionais, como, por exemplo, a avalia&#231;&#227;o de desempenho (Landy, Barnes e Murphy, 1978; Landy, Barnes-Farrell e Cleveland, 1980; Greenberg, 1986) e os processos de tomada de decis&#227;o (Rasinsky, 1992).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na d&#233;cada de 80, Leventhal sistematizou outras dimens&#245;es da justi&#231;a procedimental para al&#233;m daquelas que Thibaut e Walker haviam proposto. Rigor na recolha de informa&#231;&#227;o para a tomada de decis&#227;o, representa&#231;&#227;o dos implicados nas decis&#245;es, consist&#234;ncia nos padr&#245;es e crit&#233;rios para a tomada de decis&#227;o, exist&#234;ncia de mecanismos de correc&#231;&#227;o das decis&#245;es tomadas e objectividade e imparcialidade na tomada de decis&#227;o foram propostos como sendo crit&#233;rios vulgarmente utilizados pelos membros das organiza&#231;&#245;es para avaliar a justi&#231;a dos procedimentos e da atribui&#231;&#227;o de resultados (Leventhal, 1980; Leventhal, Karuza e Fry, 1980). A quest&#227;o que, ent&#227;o, se colocou foi a de saber se os actores organizacionais conferiam import&#226;ncia aos crit&#233;rios de justi&#231;a procedimental e distinguiam esta &#250;ltima da justi&#231;a distributiva. De forma global, as pesquisas realizadas mostraram que a justi&#231;a procedimental e distributiva constitu&#237;am duas dimens&#245;es da justi&#231;a claramente distinguidas pelos actores organizacionais e que os crit&#233;rios de justi&#231;a procedimental eram salientes na avalia&#231;&#227;o dos processos organizacionais (e. g. Alexander e Ruderman, 1987; Folger e Konovsky, 1989; Fryxell e Gordon, 1989; Gordon e Fryxell, 1989).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, segundo Tyler (1987), at&#233; aqui estava-se no dom&#237;nio do chamado &quot;modelo instrumental&quot; de justi&#231;a, ou seja, pensava-se que a preocupa&#231;&#227;o com procedimentos justos radicava, sobretudo, na preocupa&#231;&#227;o com a obten&#231;&#227;o de melhores resultados. Ora, Bies e Moag, em 1986, propuseram uma nova hip&#243;tese: a de que a percep&#231;&#227;o de justi&#231;a procedimental n&#227;o estava necessariamente relacionada com os resultados obtidos ou a obter, nem apenas com aspectos formais do processo de tomada de decis&#227;o. Este tipo de justi&#231;a detinha valor em si pr&#243;prio, um valor simb&#243;lico, intrinsecamente ligado ao decorrer da comunica&#231;&#227;o no &#226;mbito da interac&#231;&#227;o em situa&#231;&#245;es de troca social: honestidade, cortesia, <i>feed-back</i> atempado e respeito pelos direitos pessoais eram agora tamb&#233;m crit&#233;rios utilizados para avaliar a justi&#231;a de uma situa&#231;&#227;o. Nascia, assim, uma nova dimens&#227;o da justi&#231;a procedimental, que progressivamente se autonomizou e se passou a designar por justi&#231;a interaccional (Bies e Moag, 1986; Bies e Shapiro, 1987; Bies e Shapiro, 1988; Tyler e Bies, 1989).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre a justi&#231;a nas organiza&#231;&#245;es passaram, ent&#227;o, a debru&#231;ar-se sobre aquelas tr&#234;s dimens&#245;es da justi&#231;a (distributiva, procedimental e interaccional) e as suas inter-rela&#231;&#245;es, bem como sobre o seu impacto em termos de comportamento organizacional (e. g. Brockner <i>et al.</i> 1990; Barling e Phillips, 1993). Por exemplo, Greenberg (1993) estudou as consequ&#234;ncias da justi&#231;a distributiva, procedimental e interaccional quanto &#224; propens&#227;o para defraudar a organiza&#231;&#227;o e mostrou que factores distributivos e procedimentais eram igualmente importantes na percep&#231;&#227;o de justi&#231;a da avalia&#231;&#227;o de desempenho (Greenberg, 1986). Em Portugal, quanto &#224; inter-rela&#231;&#227;o e impacto organizacional dos tr&#234;s tipos de justi&#231;a, s&#227;o de salientar as pesquisas levadas a cabo por Caetano e Vala (1996), Theot&#243;nio (1997) e Lamego (1997). Theot&#243;nio (1997) mostrou, por exemplo, que, nos julgamentos sobre a remunera&#231;&#227;o, aqueles que tiveram um resultado percebido como favor&#225;vel avaliam os procedimentos muito mais em fun&#231;&#227;o do processo do que do resultado, enquanto os que obtiveram um resultado desfavor&#225;vel avaliam a remunera&#231;&#227;o atribu&#237;da tanto em fun&#231;&#227;o do resultado como do processo. Este resultado contradiz os de um estudo experimental de Greenberg (1987), de acordo com o qual a justi&#231;a procedimental &#233; mais saliente quando as recompensas s&#227;o baixas. Por sua vez, Lamego (1997), num estudo sobre justi&#231;a e avalia&#231;&#227;o de desempenho, mostrou que a percep&#231;&#227;o da exactid&#227;o da avalia&#231;&#227;o correlaciona mais com a justi&#231;a procedimental e interaccional do que com a justi&#231;a distributiva.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mostrada a relev&#226;ncia dos factores procedimentais e interaccionais nos processos organizacionais, importava compreender quais os mecanismos psicol&#243;gicos que subjazem a essa relev&#226;ncia. Uma resposta para esta quest&#227;o &#233; oferecida pelo modelo do <sup>y/</sup>valor do grupo&quot; (Group-Value Model) proposto por Lind e Tyler (1988), que se fundamenta na distin&#231;&#227;o cr&#237;tica entre, por um lado, motivos associados aos recursos e factores instrumentais (distributivos ou procedimentais) presentes nos julgamentos de justi&#231;a e, por outro lado, motivos relacionais e factores relacionais (procedimentais/interaccionais), que se referem &#224; qualidade do tratamento recebido por parte do poder formal organizacional ou institucional. De acordo com este modelo, s&#227;o os motivos relacionais que podem explicar a sali&#234;ncia dos julgamentos de justi&#231;a decorrentes de factores procedimentais e interaccionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este modelo parte de hip&#243;teses bem estabelecidas pela teoria da identidade social (SIT) (Tajfel e Turner, 1979). Com base nesta teoria, o modelo do valor do grupo (GVM) prop&#245;e que &quot;as pessoas usam a informa&#231;&#227;o sobre a justi&#231;a distributiva, procedimental e retributiva como indicador da qualidade da sua rela&#231;&#227;o com o grupo e as suas autoridades. Se as pessoas recebem resultados injustamente baixos, s&#227;o sujeitas a um tratamento rude ou insens&#237;vel, ou o mal que lhe fizeram n&#227;o &#233; corrigido, essas experi&#234;ncias comunicam um estatuto social marginal. Inversamente, se receberem resultados justos, forem tratadas com respeito e sentirem corrigidas as injusti&#231;as, sentem-se valorizadas pelo seu grupo&quot; (Tyler e Smith, 1998, p. 612). Desta forma, os julgamentos de justi&#231;a n&#227;o t&#234;m apenas subjacentes preocupa&#231;&#245;es com as recompensas, mas sim com a identidade e t&#234;m consequ&#234;ncias nas rela&#231;&#245;es indiv&#237;duo-grupo: um tratamento justo n&#227;o s&#243; comunica respeito e valor, como pot&#234;ncia a auto-estima individual e contribui para a legitima&#231;&#227;o da autoridade e das normas por esta propostas. Contudo, o GVM assume que a n&#237;vel destes processos tr&#234;s vari&#225;veis relativas &#224; justi&#231;a interaccional ou relacional desempenham um papel cr&#237;tico, maior do que aquele que caber&#225; &#224; justi&#231;a distributiva ou &#224;s dimens&#245;es instrumentais da justi&#231;a procedimental &#151; a avalia&#231;&#227;o de que as decis&#245;es do poder formal relativas a uma pessoa foram feitas com neutralidade, respeitaram a pessoa enquanto pessoa e o seu status no grupo, e a avalia&#231;&#227;o de que esse poder &#233; digno de confian&#231;a. Ser&#227;o, sobretudo, as avalia&#231;&#245;es relativas a estas tr&#234;s dimens&#245;es que ter&#227;o consequ&#234;ncias para os indiv&#237;duos na avalia&#231;&#227;o que fazem do seu grupo e nas rela&#231;&#245;es indiv&#237;duo-grupo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As hip&#243;teses gen&#233;ricas do modelo do valor do grupo, estudadas e globalmente validadas em contextos muito diversificados (fam&#237;lia, trabalho, organiza&#231;&#245;es e sistema pol&#237;tico) por Tyler, Degoey e Smith (1996), s&#227;o as seguintes (ver <a href="#f1">figura 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a02f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">a) &nbsp;&nbsp;&nbsp;<i>A percep&#231;&#227;o de justi&#231;a relacional/procedimental comunica mensagens simb&#243;licas sobre o valor do indiv&#237;duo no seio do grupo.</i> Embora Tyler e seus colaboradores n&#227;o neguem a exist&#234;ncia, por parte dos actores organizacionais, de preocupa&#231;&#245;es de car&#225;cter instrumental, s&#227;o o tratamento interpessoal e os procedimentos vistos como justos que indicam, em primeiro lugar, que o sujeito &#233; respeitado pela autoridade e &#233; respeitado dentro do seu grupo, indicando o contr&#225;rio marginalidade e desrespeito (Tyler e Lind, 1992; Tyler, 1994; Tyler <i>et al.,</i> 1996). A percep&#231;&#227;o de justi&#231;a relacional/procedimental indica, ainda, at&#233; que ponto os sujeitos se podem orgulhar da perten&#231;a ao grupo, j&#225; que as autoridades s&#227;o, por defini&#231;&#227;o, representantes dos grupos, exprimindo as suas normas e os seus valores centrais;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">b) &nbsp;&nbsp;&nbsp;<i>Respeito e orgulho conduzem a comportamentos positivos face ao grupo e a uma auto-estima individual mais elevada.</i> Esta hip&#243;tese &#233;, como se referiu, globalmente derivada da SIT (Tajfel e Turner, 1979). A partir desta teoria, o GVM prop&#245;e que as pessoas que se identificam com um grupo e o avaliam positivamente tendem a internalizar os seus objectivos e a associ&#225;-los aos seus pr&#243;prios interesses. Torna-se, assim, mais prov&#225;vel a legitima&#231;&#227;o da autoridade (Tyler e Degoey, 1995; Tyler, 1997), a aceita&#231;&#227;o das regras do grupo (Tyler, 1994), o desejo de permanecer no grupo e mesmo a exibi&#231;&#227;o de comportamentos n&#227;o apenas passivos, mas que v&#227;o al&#233;m do esperado (Tyler <i>et al.,</i> 1996; Smith e Tyler, 1997). Tyler <i>et al.</i> (1996) referem ainda que enquanto para a SIT o orgulho no grupo (ou identifica&#231;&#227;o com o grupo) &#233; uma vari&#225;vel importante na explica&#231;&#227;o do comportamento intergrupal, no caso do modelo do valor do grupo o respeito percebido no seio do grupo dever&#225; ser mais saliente do que o orgulho para a explica&#231;&#227;o do comportamento intragrupal. Ainda de acordo com a SIT, as pessoas usam os grupos a que pertencem como fontes importantes de informa&#231;&#227;o sobre si pr&#243;prias. Daqui o GVM admitir que o orgulho num grupo e o respeito de que a&#237; se &#233; objecto dever&#227;o correlacionar positivamente com a auto-estima individual (Tyler <i>et al.,</i> 1996; Smith e Tyler, 1997; Smith, Tyler, Huo, Ortiz e Lind, 1998; Koper, Van Knipperberg, Bourhuis, Vermunt e Wilke, 1993);</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">c) &nbsp;&nbsp;&nbsp;<i>A rela&#231;&#227;o entre as duas hip&#243;teses anteriores oferece uma explica&#231;&#227;o particularmente dirigida para a compreens&#227;o das rela&#231;&#245;es dentro dos grupos.</i> Enquanto a SIT se preocupa em saber como a identidade social e as estrat&#233;gias de mudan&#231;a social decorrem das rela&#231;&#245;es intergrupais, nomeadamente por via do estatuto relativo do endogrupo e de exogrupos, o GVM centra-se nas consequ&#234;ncias para o indiv&#237;duo (a n&#237;vel da sua identidade e dos seus comportamentos) que decorrem das rela&#231;&#245;es no interior do grupo e, nomeadamente, das suas rela&#231;&#245;es com o poder formal, ou seja, das rela&#231;&#245;es que se estabelecem individualmente entre os membros dos grupos e as autoridades que os representam (Tyler e Lind, 1992; Tyler, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar da evid&#234;ncia emp&#237;rica sobre o GVM j&#225; acumulada em contexto organizacional, os estudos que suportam o modelo (Tyler, 1994; Tyler <i>et al. <sub>r</sub></i> 1996) n&#227;o distinguem os diferentes n&#237;veis da estrutura organizacional, por exemplo &#151; o grupo de trabalho, o departamento e a empresa como um todo. O modelo enuncia predi&#231;&#245;es sobre as consequ&#234;ncias das rela&#231;&#245;es entre os indiv&#237;duos e as &quot;autoridades&quot; mais pr&#243;ximas (o superior hier&#225;rquico imediato), mas, empiricamente, apenas situa essas consequ&#234;ncias a n&#237;vel da empresa como um todo. Da mesma forma, quando operacionalmente se mede o orgulho e o respeito no grupo, o grupo em quest&#227;o &#233; a organiza&#231;&#227;o em que o indiv&#237;duo se encontra inserido como trabalhador. Ora, como sabemos, as organiza&#231;&#245;es n&#227;o s&#227;o um todo homog&#233;neo, podendo os processos descritos pelo GVM n&#227;o funcionarem da mesma forma a n&#237;vel do grupo de trabalho, do departamento e da empresa como um todo. A nossa hip&#243;tese, avaliada neste estudo, &#233; a de que os julgamentos relacionais ter&#227;o mais impacto nos processos que se desenrolam ao n&#237;vel dos contextos organizacionais mais pr&#243;ximos dos indiv&#237;duos &#151; o grupo de trabalho e o departamento &#151; do que ao n&#237;vel da empresa como um todo, embora os impactos previstos pelo GVM tamb&#233;m se verifiquem a este n&#237;vel, como foi mostrado em estudos anteriores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A n&#237;vel das consequ&#234;ncias organizacionais dos julgamentos relacionais, os autores do GVM t&#234;m sobretudo estudado o impacto desses julgamentos de justi&#231;a em orienta&#231;&#245;es comportamentais passivas-positivas (como a aceita&#231;&#227;o das regras) e activas-positivas (como os &quot;comportamentos&quot; al&#233;m do esperado ou extra-papel). Os resultados dos estudos realizados sustentam globalmente as predi&#231;&#245;es do GVM a n&#237;vel dos comportamentos al&#233;m do esperado, o mesmo n&#227;o sucedendo com a aceita&#231;&#227;o das regras, caso em que os resultados s&#227;o amb&#237;guos. Por exemplo, os estudos realizados por Tyler <i>et al.</i> (1996) n&#227;o mostram que a aceita&#231;&#227;o das regras seja mediada pelo orgulho e pelo respeito, quer no caso de situa&#231;&#245;es de trabalho (estudo realizado com funcion&#225;rios de uma universidade), quer no caso do estudo realizado junto de estudantes universit&#225;rios. Contudo, essa media&#231;&#227;o verifica-se claramente, no contexto das rela&#231;&#245;es familiares e, parcialmente, com resultado fracos, no estudo sobre a rela&#231;&#227;o entre os cidad&#227;os e as autoridades legais. Tyler <i>t al.</i> sugerem que, no caso do estudo com estudantes universit&#225;rios, &#233; prov&#225;vel que autoridade em causa (um professor ou um administrador universit&#225;rio) n&#227;o seja vista como um verdadeiro representante do grupo (a universidade) e dos seus valores. &#233;, no entanto, dif&#237;cil sustentar este tipo de justifica&#231;&#227;o no caso do estudo realizado por aqueles autores em contexto de trabalho e no qual, como referido, o resultados s&#227;o tamb&#233;m amb&#237;guos no que se refere &#224; aceita&#231;&#227;o das regras.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Colocamos duas hip&#243;teses para explicar a ambiguidade dos resultados relativos &#224; aceita&#231;&#227;o das regras. A primeira &#233; a de que o GVM, pelo menos em contexto organizacional, se revele mais fecundo para explicar os comportamentos activos positivos e volunt&#225;rios (como o comportamento extra-papel ou outros comporta mentos associados ao conceito de cidadania organizacional) do que para explica comportamentos passivos, como a aceita&#231;&#227;o n&#227;o volunt&#225;ria de regras. A obedi&#234;ncia n&#227;o volunt&#225;ria &#224;s regras poder&#225; at&#233; decorrer sobretudo de factores &quot;n&#227;o positivos&quot; como o receio da perda do emprego ou de uma avalia&#231;&#227;o negativa d desempenho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A segunda hip&#243;tese, que pretendemos testar, &#233; a de que o poder explicativo d GVM para a aceita&#231;&#227;o de regras depende do tipo de regra e do contexto em que o se cumprimento se coloca. Esta hip&#243;tese decorre da &quot;teoria da auto-categoriza&#231;&#227;o (SCT) de Turner, Hogg, Oakes, Reicher e Wetherell (1987). De acordo com esta teoria quanto mais um indiv&#237;duo associa um grupo ao seu auto-conceito, mais procura aderir &#224;s normas e valores percebidos como protot&#237;picos desse grupo. Por outro lado, o GVM assume que, em grupos hierarquizados como os grupos organizadora is, a informa&#231;&#227;o relevante para a identifica&#231;&#227;o do indiv&#237;duo com um grupo &#233; propocionada pela lideran&#231;a do grupo. Ora, a SCT prop&#245;e que um l&#237;der reconhecido &#233; vist como o representante mais protot&#237;pico de um grupo, propondo os comportamentc que os membros do grupo devem adoptar (Hogg, Hains e Mason, 1998).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Transpondo estas hip&#243;teses da SCT para o GVM, poder&#225; esperar-se que quanto to maior o orgulho no grupo e quanto maior o respeito percebido no grupo, suscita dos pela percep&#231;&#227;o de justi&#231;a relacional (confian&#231;a, neutralidade e <i>status),</i> maior orienta&#231;&#227;o para a aceita&#231;&#227;o das normas do grupo propostas pelo poder formal. S essas normas contemplarem a aceita&#231;&#227;o n&#227;o volunt&#225;ria das regras, os indiv&#237;duc apresentar&#227;o comportamentos de conformismo. Por&#233;m, se as normas proposta valorizam o esp&#237;rito cr&#237;tico e a mudan&#231;a, ent&#227;o ocorrer&#227;o atitudes e comportamentos relacionados com a negocia&#231;&#227;o das regras e com o apoio &#224; mudan&#231;a. Apoio, air da que indirecto, para esta hip&#243;tese pode ser encontrado num estudo de Kim Mauborgne (1993) sobre a rela&#231;&#227;o entre julgamentos de justi&#231;a procedimental e aceita&#231;&#227;o, por parte de gestores das filiais de uma empresa, das decis&#245;es estrat&#233;gicas tomadas pela sede, em organiza&#231;&#245;es multinacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para testar esta hip&#243;tese, realiz&#225;mos o estudo que a seguir se apresenta num contexto organizacional em mudan&#231;a em que era formalmente solicitado aos indiv&#237;duos um apoio a essa mudan&#231;a. Assim, podemos predizer que os julgamentos relacionais ter&#227;o impacto sobre a aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a (uma orienta&#231;&#227;o comportamental activa-positiva e normativa) e sobre a aceita&#231;&#227;o das regras (igualmente, uma orienta&#231;&#227;o comportamental activa-positiva e normativa), mas n&#227;o sobre a aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica de regras (uma orienta&#231;&#227;o comportamental passiva-positiva, mas anti-normativa).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise das duas hip&#243;teses anteriormente enunciadas (a relativa &#224; diferencia&#231;&#227;o dos contextos organizacionais e a relativa &#224;s normas grupais) constitui o objectivo fundamental destas pesquisas. Contudo, ela visa ainda o estudo de duas quest&#245;es complementares.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como primeira quest&#227;o complementar, este estudo prop&#245;e-se validar o GVM num contexto cultural diferente daquele em que tem sido estudado. De facto, as predi&#231;&#245;es da SIT inclu&#237;das no modelo foram validadas em m&#250;ltiplos contextos nacionais e culturais. Contudo, o mesmo n&#227;o acontece com as restantes predi&#231;&#245;es do GVM, at&#233; agora apenas testadas em contextos de cultura anglo-sax&#243;nica. Ora, embora muitos estudos mostrem que as percep&#231;&#245;es de justi&#231;a n&#227;o s&#227;o afectadas pela socializa&#231;&#227;o em ambientes culturais distintos, outros mostram resultados diferentes e outros ainda que o problema n&#227;o reside nas diferen&#231;as culturais, mas nas diferen&#231;as nos contextos econ&#243;micos ou nos aspectos interpessoais da socializa&#231;&#227;o (Tyler e Smith, 1998). Justifica-se, assim, o exame do funcionamento do GVM num contexto cultural diferente daquele em que at&#233; agora foi estudado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A segunda quest&#227;o complementar, a ser estudada, refere-se &#224;s dimens&#245;es dos julgamentos de justi&#231;a subjacentes ao GVM. Como referido, este modelo contrasta os efeitos dos julgamentos instrumentais (distributivos, mas tamb&#233;m procedimentais &#151; nomeadamente a percep&#231;&#227;o de controlo sobre a decis&#227;o) com os efeitos dos julgamentos relacionais (procedimentais, de orienta&#231;&#227;o interaccional). O modelo prop&#245;e que s&#227;o tr&#234;s as dimens&#245;es relacionais mais importantes para as consequ&#234;ncias psicol&#243;gicas e comportamentais preditas pelo modelo: confian&#231;a, <i>status</i> e neutralidade. Neste estudo, a import&#226;ncia destas dimens&#245;es ser&#225; contrastada n&#227;o s&#243; com os julgamentos instrumentais, mas tamb&#233;m com outros princ&#237;pios mais directamente procedimentais, como as regras procedimentais propostas por Leventhal (1980).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com as hip&#243;teses e problemas enunciados, este estudo prop&#245;e-se: 1) avaliar o GVM em diferentes n&#237;veis de an&#225;lise organizacional, ou seja, n&#227;o apenas ao n&#237;vel da empresa como um todo, mas tamb&#233;m ao de grupos mais espec&#237;ficos, como o departamento e o grupo de trabalho; 2) analisar a validade do modelo n&#227;o s&#243; relativamente &#224; aceita&#231;&#227;o de regras e aos comportamentos al&#233;m do esperado, mas tamb&#233;m no que respeita &#224; aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a organizacional; 3) avaliar o GVM num contexto cultural diferente daquele em que tem sido testado; 4) contrastar os julgamentos relacionais n&#227;o s&#243; com os julgamentos instrumentais, mas tamb&#233;m com julgamentos claramente procedimentais. Estes tr&#234;s objectivos envolvem: a) a avalia&#231;&#227;o de situa&#231;&#245;es de conflito ou problemas com a autoridade e que d&#227;o origem a julgamentos de justi&#231;a; b) a avalia&#231;&#227;o emp&#237;rica da distin&#231;&#227;o das dimens&#245;es de justi&#231;a organizacional (interaccional, procedimental e distributiva); e c) a avalia&#231;&#227;o da valoriza&#231;&#227;o dos crit&#233;rios de justi&#231;a naquelas situa&#231;&#245;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Amostra</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O question&#225;rio foi aplicado a 179 membros de uma empresa seguradora, dos quais 89 eram quadros t&#233;cnicos sem chefia e 90 empregados administrativos e chefiai m&#233;dias e baixas. Os sujeitos s&#227;o membros de uma empresa que estava a ser objecto de uma profunda mudan&#231;a organizacional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O question&#225;rio foi apresentado como sendo destinado a um estudo sobre dimens&#245;es da cultura organizacional, garantindo-se absoluta confidencialidade das respostas. A aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio fez-se na presen&#231;a da primeira autora, em sess&#245;es cont&#237;nuas ao longo de um dia, levadas a cabo na sede da empresa, para c qual foram ainda convocados membros da organiza&#231;&#227;o de outras unidades com diferentes localiza&#231;&#245;es geogr&#225;ficas, embora todas na cidade de Lisboa. As pessoa&#237;s eram livres de participar ou n&#227;o no estudo, embora fossem encorajadas a faz&#234;-lo pelas chefias. Garantiu-se deste modo uma taxa de resposta de 100% da amostra seleccionada, tendo sido exclu&#237;dos da an&#225;lise apenas tr&#234;s question&#225;rios, respeitantes &#224; segunda categoria de participantes, por apresentarem demasiados itens n&#227;o respondidos. Restaram, assim, 176 casos v&#225;lidos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Vari&#225;veis e medidas</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tipo e import&#226;ncia dos epis&#243;dios de justi&#231;a relatados</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Logo no in&#237;cio do question&#225;rio, pedia-se aos sujeitos que &quot;pensassem na pessoa <i>de</i> hierarquia da empresa com quem contactavam mais habitualmente e com mais poder de decis&#227;o sobre o seu trabalho e a sua carreira&quot;. Pedia-se, ainda, nessa quest&#227;o, que &quot;pensassem em situa&#231;&#245;es de confronto ou problemas que o tenham envolvido c a essa pessoa e tenham sido por si consideradas importantes&quot;. Numa segunda quest&#227;o, e logo de seguida, solicitava-se aos participantes que &quot;se concentrassem apenas numa dessas situa&#231;&#245;es que tivesse ocorrido durante o &#250;ltimo ano&quot;, de forma a procurar assegurar maior precis&#227;o de recorda&#231;&#227;o e, ainda, que &quot;fosse considerada muito importante&quot;. Para melhor confirmar a import&#226;ncia da situa&#231;&#227;o seleccionada pelos sujeitos, foram introduzidos no question&#225;rio dois itens formulados da seguinte forma: 1) &quot;Em que medida foi a situa&#231;&#227;o que escolheu realmente importante para si? &quot;; 2) ”Em que medida era importante para si que o resultado da situa&#231;&#227;o lhe fosse favor&#225;vel? ” Utilizou-se uma escala de seis posi&#231;&#245;es ancorada em todas elas &#091;(1) nada, (2) muito pouco, (3) pouco, (4) bastante, (5) muito, (6) muit&#237;ssimo)&#093;.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Medida da valoriza&#231;&#227;o das dimens&#245;es de justi&#231;a</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para responder &#224; quest&#227;o sobre a valoriza&#231;&#227;o dos diferentes factores que integram um julgamento de justi&#231;a pedia-se aos sujeitos que indicassem a import&#226;ncia (l. <sup>o</sup>, 2. <sup>a</sup>, 3. <sup>o</sup> lugar) que conferiam a uma lista de factores (ver ponto seguinte). O grau de import&#226;ncia foi recodificado da seguinte forma: (1) n&#227;o escolhido, (2) 3. <sup>o</sup> lugar, (3) 2. <sup>o</sup> lugar, (4) 1. <sup>o</sup> lugar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Medida da avalia&#231;&#227;o do comportamento do superior hier&#225;rquico: os julgamentos de justi&#231;a</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Julgamentos interaccionais.</i> Para medir este tipo de julgamentos utiliz&#225;mos as tr&#234;s dimens&#245;es relativas aos julgamentos relacionais propostas por Tyler (Tyler, 1989; Tyler <i>et al,</i> 1996): &quot;reconhecimento de <i>status</i>&quot;, &quot;neutralidade&quot; e &quot;confian&#231;a&quot;. Enquanto o autor utiliza onze itens para construir a sua escala, seleccion&#225;mos seis, dois para cada dimens&#227;o, j&#225; que, ao contr&#225;rio daqueles autores, utiliz&#225;mos tamb&#233;m uma escala para julgamentos especificamente procedimentais. Assim, pedia-se aos participantes que, pensando na situa&#231;&#227;o e na pessoa referida no in&#237;cio do question&#225;rio, utilizassem a escala de seis posi&#231;&#245;es j&#225; mencionada para dar a sua opini&#227;o sobre os seguintes itens. <i>Estatuto:</i> &quot;Em que medida foi tratado com educa&#231;&#227;o / delicadeza por essa pessoa? &quot;, &quot;em que medida essa pessoa demonstrou preocupa&#231;&#227;o com os seus direitos? &quot; <i>Neutralidade:</i> &quot;Em que medida essa pessoa se esfor&#231;ou por explicar de forma adequada porque tomou as decis&#245;es que tomou naquela situa&#231;&#227;o? &quot;, &quot;em que medida pensa que as raz&#245;es dadas por essa pessoa foram as verdadeiras raz&#245;es para as decis&#245;es tomadas? &quot; <i>Confian&#231;a:</i> &quot;Em que medida essa pessoa deu aten&#231;&#227;o &#224;s suas opini&#245;es quando foram tomadas decis&#245;es para resolver o problema que estava em causa? &quot;, &quot;em que medida essa pessoa se esfor&#231;ou por levar em considera&#231;&#227;o as suas necessidades? &quot;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Julgamentos procedimentais:</i> a escala para a medi&#231;&#227;o destes julgamentos foi constru&#237;da com base em princ&#237;pios procedimentais propostos por Leventhal (1980) e por Bies e Moag (1986): &quot;rigor&quot;, &quot;representatividade&quot;, &quot;consist&#234;ncia&quot;, &quot;possibilidade de correc&#231;&#227;o&quot; e &quot;objectividade/imparcialidade&quot;. <i>Rigor:</i> &quot;Pensa que essa pessoa obteve de forma rigorosa a informa&#231;&#227;o necess&#225;ria para tomar as decis&#245;es adequadas &#224; situa&#231;&#227;o? &quot; <i>Representatividade:</i> &quot;... lhe deu oportunidade para descrever bem o seu problema antes de serem tomadas as decis&#245;es? &quot; <i>Consist&#234;ncia:</i> &quot;... utilizou padr&#245;es e crit&#233;rios claros de forma a que as decis&#245;es fossem tomadas com consist&#234;ncia? &quot; <i>Possibilidade de correc&#231;&#227;o:</i> &quot;... deu a possibilidade de p&#244;r em causa e corrigir a decis&#227;o em caso de necessidade? &quot; <i>Objectividade/imparcialidade:</i> &quot;... foi objectiva e imparcial na forma de resolver o problema? &quot;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Julgamentos distributivos:</i> a escala que constru&#237;mos para este efeito prende-se directamente com os resultados (ou solu&#231;&#227;o) da situa&#231;&#227;o e tem como crit&#233;rios subjacentes <i>a favorabilidade</i> e <i>aceitabilidade</i> do resultado, bem como tr&#234;s normas t&#237;picas de justi&#231;a distributiva <i>(necessidade, m&#233;rito e equidade).</i> Assim, pedia-se aos participantes que assinalassem, na escala de seis posi&#231;&#245;es j&#225; referida, em que medida &quot;o resultado (ou solu&#231;&#227;o) foi favor&#225;vel para si&quot;, &quot;facilmente aceite por si&quot;, &quot;de acordo com as suas necessidades na situa&#231;&#227;o&quot;, &quot;aquele que pensa que merecia&quot;, &quot;de acordo com a solu&#231;&#227;o encontrada para outros nas mesmas circunst&#226;ncias&quot;(Elliot e Meeker, 1986; Tyler, 1994; Baron e Pfeffer, 1994).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Realizou-se uma an&#225;lise factorial em componentes principais no sentido de averiguar a distin&#231;&#227;o entre julgamentos de justi&#231;a interaccionais, procedimentais e distributivos. Os resultados mostram que os julgamentos distributivos se encontram claramente isolados num factor, sucedendo o mesmo para os julgamentos procedimentais. J&#225; para os julgamentos interaccionais a distin&#231;&#227;o n&#227;o &#233; t&#227;o clara. Tr&#234;s dos itens interaccionais repartem-se pelo factor distributivo e pelo factor procedimental. Os tr&#234;s itens restantes da escala interaccional surgem claramente diferenciados num terceiro factor. Esses itens s&#227;o os relativos ao <i>estatuto</i> e um item da subdimens&#227;o <i>neutralidade.</i> Outra an&#225;lise factorial conduzida apenas para os itens interaccionais e distributivos extraiu dois factores distintos: um distributivo e outro interaccional. Uma terceira an&#225;lise factorial apenas para os itens procedimentais e distributivos produziu tamb&#233;m dois factores distintos. Estes testes mostram a sobreposi&#231;&#227;o apenas entre itens interaccionais e procedimentais, uma quest&#227;o que, de resto, tem sido referida na literatura (e. g. Vermunt, Van der Kloote e Van der Meer, 1993; Folger, 1996; Theot&#243;nio, 1997). Dados estes resultados, opt&#225;mos por construir uma vari&#225;vel que inclui os itens procedimentais e interaccionais (julgamentos relacionais; &#945;=0,94, M=3,46 e DP=1,06) e uma outra apenas com os itens distributivos (julgamentos instrumentais; &#945;=0,93, M=3,13, DP-1,23). A coer&#234;ncia interna das duas vari&#225;veis criadas &#233;, pois, muito elevada. Contudo, estes resultados impedem a prossecu&#231;&#227;o de um dos objectivos deste estudo &#151; o contraste das vari&#225;veis especificamente relacionais (estatuto, confian&#231;a e neutralidade) com as restantes vari&#225;veis procedimentais. Desta forma, a avalia&#231;&#227;o do GVM apenas contrastar&#225; os julgamentos relacionais/procedimentais com os julgamentos instrumentais/distributivos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Medida do orgulho no grupo e do respeito no seio do grupo</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Orgulho no grupo.</i> Utilizando a escala de seis posi&#231;&#245;es j&#225; referida, pedia-se aos sujeitos que indicassem em que medida concordavam com as seguintes afirma&#231;&#245;es com respeito &#224; empresa no seu todo: &quot;Tenho orgulho em fazer parte desta empresa&quot;, &quot;quando algu&#233;m elogia outros membros da minha empresa &#233; como se me elogiassem a mim&quot;,&quot;digo aos meus amigos quanto gosto de fazer parte desta empresa&quot; e &quot;quando penso noutras empresas tenho ainda mais orgulho em fazer parte desta&quot;. Os sujeitos respondiam sucessivamente &#224;s mesmas afirma&#231;&#245;es para o seu departamento e o seu grupo de trabalho, sendo nestes casos os indicadores adaptados. Os primeiros tr&#234;s itens s&#227;o muito semelhantes aos utilizados por Tyler <i>et al.</i> (1996) e Smithe Tyler (1997), tendo o quarto sido usado para introduzir a dimens&#227;o de compara&#231;&#227;o social (Ambrose, Harland e Kulick, 1991).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Respeito no seio do grupo.</i> Utilizando tamb&#233;m a escala de seis posi&#231;&#245;es, pedia-se aos participantes que indicassem em que medida concordavam com as seguintes cinco afirma&#231;&#245;es a) para a empresa no seu todo, b) para o seu departamento e c) para o seu grupo de trabalho: &quot;Sinto que a maioria dos membros... (da minha empresa... do meu departamento... do meu grupo de trabalho)... me respeitam como pessoa&quot;, &quot;reconhecem o valor do meu trabalho&quot;, &quot;reconhecem o contributo que tenho dado&quot;, &quot;valorizam o qu&#233; digo e fa&#231;o&quot; e &quot;me v&#234;em como um elemento valioso&quot;, Esta medida &#233; id&#234;ntica &#224; utilizada por Tyler <i>et al</i> (1996), e retoma tamb&#233;m itens da escala de auto-estima social de Luthanen e Crocker (1992).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De forma a testar se estas duas dimens&#245;es da rela&#231;&#227;o do indiv&#237;duo com o grupo eram sentidas como claramente distintas, conduziram-se tr&#234;s an&#225;lises factoriais em componentes principais, com rota&#231;&#227;o <i>varimax,</i> dos indicadores referidos, relativamente &#224; empresa, ao departamento e ao grupo de trabalho. Isol&#225;mos, claramente, nos tr&#234;s casos, dois factores: um correspondente ao orgulho e outro correspondente ao respeito (vari&#226;ncias explicadas entre 77 e 79%, valores que s&#227;o substancialmente superiores aos obtidos por Tyler <i>et al.</i> A partir dos indicadores mais saturados em cada um dos factores constru&#237;mos um &#237;ndice de orgulho e outro de respeito, os quais apresentam alfas que variam entre 0,83 e 0,91 para o orgulho e 0,75 e 0,93 para o respeito. Calcul&#225;mos seguidamente a correla&#231;&#227;o entre estes dois &#237;ndices relativamente aos v&#225;rios grupos (empresa, departamento e grupo de trabalho), variando a correla&#231;&#227;o de Pearson entre 0,45 e 0,46. O conjunto destes resultados mostra que se trata de duas dimens&#245;es diferentes, embora correlacionadas, do mesmo conceito. Os valores das vari&#225;veis assim obtidas s&#227;o: orgulho na empresa: &#945;=0,91, M=4,20, DP=1,04; orgulho no departamento: &#945;=0,90, M=4,28, DP=1,07; orgulho no grupo de trabalho: &#945;=0,90, M=4,43, DP=0,99; respeito na empresa: &#945;=0,93, M=4,02, DP=0,82; respeito no departamento: &#945;=0,93, M=4,33, DP=0,84; respeito no grupo de trabalho: &#945;=0,93, M=4,71, DP=0,76.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Medida das orienta&#231;&#245;es comportamentais face &#224; organiza&#231;&#227;o</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com as hip&#243;teses referidas, foram estudadas quatro dimens&#245;es das orienta&#231;&#245;es comportamentais. Pedia-se aos participantes no estudo que, utilizando a habitual escala de seis posi&#231;&#245;es, indicassem o grau de acordo com as proposi&#231;&#245;es seguintes. <i>Aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica das regras do grupo</i> (no contexto organizacional estudado, trata-se de comportamentos passivos-positivos e anti-normativos): &quot;Tento cumprir as orienta&#231;&#245;es que me s&#227;o dadas na empresa mesmo quando me parecem erradas&quot; (M=3,98, DP=1,05). <i>Aceita&#231;&#227;o das regras</i> (comportamentos passivos-positivos e normativos): &quot;Sigo as indica&#231;&#245;es estabelecidas pelo meu superior hier&#225;rquico&quot; (M=4,70, DP=0,75). <i>Comportamentos al&#233;m do esperado:</i> &quot;Esfor&#231;o-me para ajudar colegas mesmo se n&#227;o esperam isso de mim&quot;, &quot;trabalho muitas vezes para al&#233;m do meu hor&#225;rio, mesmo quando n&#227;o esperam isso de mim&quot; (&#945;=0,45, M=4,91, DP=0,75). <i>Aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a:</i> pedia-se que as pessoas indicassem (separadamente para a empresa, departamento e grupo de trabalho) em que medida &quot;tinham observado altera&#231;&#245;es importantes&quot; (na unidade em an&#225;lise), &quot;tinham aceite favoravelmente essas mudan&#231;as&quot; e &quot;lhes tinham dado de boa vontade o seu apoio&quot;. O primeiro indicador visava avaliar a percep&#231;&#227;o de mudan&#231;a organizacional. Os resultados indicam que os sujeitos apresentam uma percep&#231;&#227;o clara dessa mudan&#231;a: organiza&#231;&#227;o (M=4,49, DP=1,01); departamento (M=4,17, DP=1,17); grupo de trabalho (M=3,85, DP=1,27). Os restantes itens visavam avaliar as orienta&#231;&#245;es de apoio &#224; mudan&#231;a na organiza&#231;&#227;o (&#945;=0,83, M=4,30, DP=0,78), no departamento (&#945;=0,87, M=4,19, DP=0,97) e no grupo de trabalho (&#945;=0,91, M=4,21, DP=1,13).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com a nossa hip&#243;tese, os indicadores relativos &#224; aceita&#231;&#227;o de regras apresentam graus de normatividade diferentes, sendo aquele que remete para a &quot;aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica de regras&quot; menos normativo do que o que se refere &#224; &quot;aceita&#231;&#227;o de regras &quot;no contexto de uma rela&#231;&#227;o hier&#225;rquica clara e pr&#243;xima (<i>t</i>=-11,81, gl 173, p&lt;0,001).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Tipo e import&#226;ncia das situa&#231;&#245;es de confronto ou problemas com a autoridade</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &#224;s situa&#231;&#245;es de confronto ou problemas mais frequentes com a autoridade mais pr&#243;xima (ou superior hier&#225;rquico) referidos pelos entrevistados, os dados mostram que a &quot;organiza&#231;&#227;o do trabalho&quot;, os &quot;objectivos a atingir&quot; e os &quot;prazos a cumprir&quot; s&#227;o as situa&#231;&#245;es mais frequentes, representando 42,8% das situa&#231;&#245;es mencionadas. Podemos dizer que estas s&#227;o situa&#231;&#245;es com uma componente fortemente interaccional e procedimental. As situa&#231;&#245;es especificamente distributivas (&quot;ordenado&quot;, &quot;carreira&quot;, &quot;promo&#231;&#245;es&quot; e &quot;benef&#237;cios&quot;) t&#234;m menor express&#227;o, somando 32,3%. Por sua vez, a &quot;avalia&#231;&#227;o de desempenho&quot; foi referida por 9,8% dos casos, podendo este tipo de situa&#231;&#227;o ser visto como tendo uma componente h&#237;brida, de car&#225;cter procedimental e distributivo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224; situa&#231;&#227;o de conflito seleccionada pelos membros da organiza&#231;&#227;o como a mais importante no &#250;ltimo ano (import&#226;ncia da situa&#231;&#227;o seleccionada: M=4,71, DP=1,03; import&#226;ncia da favorabilidade do resultado: M=4,85, DP=0,96), e &#224; qual se referem os julgamentos de justi&#231;a nesta pesquisa, verificamos que, embora a &quot;organiza&#231;&#227;o do trabalho&quot; mantenha o primeiro lugar destacado (seguida pelos &quot;objectivos a atingir&quot;), a &quot;avalia&#231;&#227;o de desempenho&quot; sobe de import&#226;ncia. As quest&#245;es especificamente distributivas somam 26,8% e representam um valor inferior ao obtido pelas situa&#231;&#245;es antes mencionadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Valoriza&#231;&#227;o dos crit&#233;rios de justi&#231;a</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como se referiu, foi pedido aos entrevistados que hierarquizassem um conjunto de factores presentes nos julgamentos de justi&#231;a relativamente a situa&#231;&#245;es gen&#233;ricas consideradas importantes (estes factores s&#227;o os mesmos que foram utilizados para avaliar a justi&#231;a na situa&#231;&#227;o de conflito seleccionada pelos entrevistados). A an&#225;lise de dados mostra que os factores relativos &#224; justi&#231;a relacional (interaccional e procedimental) s&#227;o mais importantes (M=1,99, DP=0,14) do que os relacionados com a justi&#231;a distributiva (M=1,18, DP=0,32) (F(1,143)=468,6,p&lt;0,001).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Se considerarmos apenas a ordena&#231;&#227;o dos itens, verificamos que s&#227;o aqueles que se referem &#224; justi&#231;a procedimental (&quot;representatividade&quot;, &quot;rigor&quot; e &quot;consist&#234;ncia&quot;) que mais frequentemente ocupam o primeiro lugar na ordem de import&#226;ncia atribu&#237;da pelos inquiridos. O item interaccional mais frequentemente referido em primeiro lugar refere-se &#224; &quot;neutralidade&quot;. Por sua vez, o item distributivo que mais vezes aparece em primeiro lugar &#233; aquele que remete para a compara&#231;&#227;o social (&quot;obter um resultado igual ao de outros na mesma situa&#231;&#227;o&quot;).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Teste do modelo do valor do grupo</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Come&#231;&#225;mos por avaliar a rela&#231;&#227;o entre os julgamentos relacionais e as vari&#225;veis dependentes consideradas. Como se mostrar&#225; adiante, verifica-se uma rela&#231;&#227;o positiva significativa entre os &quot;comportamentos al&#233;m do esperado&quot;, a &quot;aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a&quot; e os julgamentos relacionais, o que apoia as nossas hip&#243;teses. Por&#233;m, essa rela&#231;&#227;o n&#227;o se verifica relativamente &#224; &quot;aceita&#231;&#227;o das regras&quot;, o que n&#227;o apoia as nossas hip&#243;teses. Quanto &#224; vari&#225;vel &quot;aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica das regras&quot;, a sua rela&#231;&#227;o com os julgamentos relacionais &#233; negativa e estatisticamente significativa, resultado que tamb&#233;m apoia as hip&#243;tese formuladas. Neste sentido, apenas as vari&#225;veis cuja associa&#231;&#227;o com os julgamentos relacionais &#233; significativa foram consideradas nas an&#225;lises subsequentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O ponto cr&#237;tico do teste do modelo consiste em verificar se o orgulho e o respeito s&#227;o vari&#225;veis mediadoras entre os julgamentos de justi&#231;a e as orienta&#231;&#245;es comportamentais face &#224; empresa. De acordo com Baron e Kenny (1983) um processo de regress&#227;o multiest&#225;dios &#233; a forma mais adequada de testar o papel mediador de uma vari&#225;vel. Devem ent&#227;o estimar-se as seguintes tr&#234;s equa&#231;&#245;es de regress&#227;o: na primeira equa&#231;&#227;o deve regredir-se a vari&#225;vel mediadora sobre a vari&#225;vel independente, devendo, neste caso, esta vari&#225;vel afectar a mediadora; na segunda equa&#231;&#227;o deve regredir-se a vari&#225;vel dependente sobre a independente, devendo, neste caso, a vari&#225;vel independente afectar a dependente; na terceira equa&#231;&#227;o deve regredir-se a vari&#225;vel dependente sobre a independente e a mediadora simultaneamente devendo, neste caso, a vari&#225;vel mediadora afectar a vari&#225;vel dependente. &quot;Se todas estas condi&#231;&#245;es se verificarem na direc&#231;&#227;o prevista, ent&#227;o o efeito da vari&#225;vel independente na dependente tem de ser menor na terceira equa&#231;&#227;o do que na segunda. Obt&#233;m-se uma media&#231;&#227;o perfeita se a vari&#225;vel independente n&#227;o tiver efeito quando a mediadora &#233; controlada&quot; (Baron e Kenny, p. 1177). Dito ainda por outras palavras, &quot;uma vari&#225;vel funciona como mediadora quando satisfaz as seguintes condi&#231;&#245;es: a) as varia&#231;&#245;es na vari&#225;vel independente explicam significativamente as varia&#231;&#245;es na presum&#237;vel moderadora (rela&#231;&#227;o <i>a);</i> as varia&#231;&#245;es na mediadora explicam as varia&#231;&#245;es na vari&#225;vel dependente (rela&#231;&#227;o <i>b);</i> e, quando as rela&#231;&#245;es <i>a e b</i> s&#227;o controladas, a rela&#231;&#227;o <i>c,</i> anteriormente significativa entre as vari&#225;veis independente e dependente, deixa de o ser, ocorrendo a demonstra&#231;&#227;o mais forte de media&#231;&#227;o quando essa rela&#231;&#227;o <i>c</i> se torna zero&quot; (p. 1176).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; de notar, ainda, segundo estes autores, que, se uma rela&#231;&#227;o <i>c</i> que se reduz a zero no final do processo &quot;&#233; a mais forte demonstra&#231;&#227;o de media&#231;&#227;o, no que respeita a esta condi&#231;&#227;o podemos encarar um <i>continuum.</i> Quando a rela&#231;&#227;o c se reduz a zero temos fortes provas de que se trata de uma mediadora &#250;nica, dominante. Se a rela&#231;&#227;o residual c n&#227;o for zero, isto indica que existem em jogo m&#250;ltiplos factores mediadores. Porque a maior parte das &#225;reas da psicologia, incluindo a social, tratam de fen&#243;menos com m&#250;ltiplas causas, um objectivo mais realista ser&#225; procurar vari&#225;veis mediadoras que diminuam significativamente a rela&#231;&#227;o c, em vez de procurar a elimina&#231;&#227;o completa da rela&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis independentes e dependentes&quot;, (p. 1176). Seguindo estes procedimentos, apresentamos seguidamente os tr&#234;s est&#225;dios da an&#225;lise de media&#231;&#227;o referidos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Est&#225;dio 1 das an&#225;lises de media&#231;&#227;o: a rela&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis independentes (julgamentos de justi&#231;a) e as vari&#225;veis mediadoras (orgulho e respeito)</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Conduziram-se neste est&#225;dio dois tipos de an&#225;lises: efectuou-se primeiro uma regress&#227;o do orgulho e do respeito, separadamente, sobre os dois tipos de julgamentos de justi&#231;a (relacional e distributivo), introduzidos estes simultaneamente na equa&#231;&#227;o de regress&#227;o. A segunda an&#225;lise juntou, separadamente, cada uma das vari&#225;veis dependentes &#224; equa&#231;&#227;o de regress&#227;o de forma a controlar a co-varia&#231;&#227;o entre vari&#225;veis dependentes e mediadoras.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O <a href="#q1">quadro 1</a> apresenta o resultado destas an&#225;lises para a vari&#225;vel &quot;orgulho&quot; e para a vari&#225;vel &quot;respeito&quot;, considerando sempre os seguintes n&#237;veis de an&#225;lise: empresa, departamento e grupo de trabalho. De acordo com os requisitos para uma rela&#231;&#227;o de media&#231;&#227;o referidos, esperava-se aqui que a vari&#225;vel independente (julgamentos relacionais) afectasse cada uma das vari&#225;veis mediadoras, mesmo quando as vari&#225;veis dependentes fossem controladas.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a02q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observando o <a href="#q1">quadro 1</a>, fica claro que se confirma a hip&#243;tese colocada pelo GVM: os julgamentos interaccionais e procedimentais (relacionais) demonstram uma rela&#231;&#227;o clara com o orgulho, enquanto os julgamentos distributivos (instrumentais) n&#227;o o fazem em caso algum. A rela&#231;&#227;o entre julgamentos relacionais e orgulho &#233; particularmente forte para o caso do departamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No caso do respeito, verificamos igualmente um padr&#227;o muito semelhante no que se refere ao peso dos julgamentos relacionais em detrimento dos distributivos. Neste caso, embora o departamento apresente de novo os resultados mais fortes, &#233; de salientar o aumento, pelo menos aparente, da import&#226;ncia dos julgamentos relacionais para o respeito no seio da empresa como um todo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tal como se esperava, apesar de se introduzirem as vari&#225;veis dependentes (aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica de regras, comportamentos al&#233;m do esperado e aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a) nas equa&#231;&#245;es de regress&#227;o, manteve-se significativa a rela&#231;&#227;o entre a avalia&#231;&#227;o da autoridade e o orgulho e o respeito, excepto para o caso do orgulho na empresa, quando a vari&#225;vel aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a foi controlada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Est&#225;dio 2 das an&#225;lises de media&#231;&#227;o: a rela&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis mediadoras e as vari&#225;veis dependentes</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O primeiro passo deste novo est&#225;dio foi regredir cada uma das vari&#225;veis dependentes separadamente sobre o orgulho e o respeito, controlando seguidamente a rela&#231;&#227;o entre cada uma das vari&#225;veis dependentes e os julgamentos de justi&#231;a, ao introduzi-los, juntamente com o orgulho e o respeito, em equa&#231;&#245;es de regress&#227;o distintas. Esperava-se aqui que as vari&#225;veis mediadoras afectassem as vari&#225;veis dependentes e continuassem a faz&#234;-lo mesmo quando se controlassem as vari&#225;veis independentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observando o <a href="#q2">quadro 2</a>, no que se refere &#224; vari&#225;vel dependente aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica de regras, n&#227;o se verifica nenhuma rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre esta vari&#225;vel e o orgulho ou o respeito para qualquer dos n&#237;veis organizacionais considerados, quando as vari&#225;veis independentes s&#227;o controladas. Saliente-se a rela&#231;&#227;o negativa entre julgamentos relacionais e a aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica de regras.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a02q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; para o caso da vari&#225;vel dependente comportamentos al&#233;m do esperado se revela uma rela&#231;&#227;o bastante significativa entre esta vari&#225;vel e o orgulho e o respeito para todos os grupos considerados. Tal como seria desej&#225;vel, esta rela&#231;&#227;o mant&#233;m-se e tende mesmo a aumentar quando os julgamentos de justi&#231;a s&#227;o controlados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No caso da vari&#225;vel dependente aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a, encontramos uma rela&#231;&#227;o particularmente forte e significativa entre esta vari&#225;vel e o orgulho e o respeito para todos os n&#237;veis organizacionais considerados, com destaque para a empresa no seu todo. A este n&#237;vel, a rela&#231;&#227;o da vari&#225;vel dependente com o respeito &#233; ainda refor&#231;ada quando os julgamentos s&#227;o controlados. Aos tr&#234;s n&#237;veis considerados, saliente-se que o orgulho parece mais importante do que o respeito para explicar a aceita&#231;&#227;o e o apoio &#224; mudan&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Est&#225;dio</i> 3 das an&#225;lises de media&#231;&#227;o: o papel mediador do orgulho e do respeito entre as vari&#225;veis independentes e dependentes</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste est&#225;dio da an&#225;lise, espera-se que a vari&#225;vel independente afecte a dependente. Seguidamente, para obter uma media&#231;&#227;o perfeita seria necess&#225;rio que esta rela&#231;&#227;o desaparecesse quando a vari&#225;vel mediadora fosse controlada. Para obter uma media&#231;&#227;o imperfeita basta que essa rela&#231;&#227;o se atenue.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O <a href="#q3">quadro 3</a> apresenta os resultados sobre o papel mediador do orgulho e do respeito entre os julgamentos de justi&#231;a e cada uma das duas vari&#225;veis dependentes consideradas. A segunda e terceira equa&#231;&#245;es para cada uma das vari&#225;veis relatam resultados j&#225; anteriormente apresentados, o que se fez, tal como em Tyler <i>et al.</i> (1996), para efeitos de uma compara&#231;&#227;o agora mais directamente leg&#237;vel. A primeira equa&#231;&#227;o refere-se &#224; rela&#231;&#227;o entre julgamentos avari&#225;veis dependentes e a quarta e &#250;ltima equa&#231;&#227;o representa o teste final da media&#231;&#227;o, com a introdu&#231;&#227;o simult&#226;nea do orgulho e do respeito, como forma de controlar a co-varia&#231;&#227;o entre estas duas vari&#225;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a02q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verifica-se a media&#231;&#227;o perfeita do orgulho e do respeito para o caso da vari&#225;vel comportamentos al&#233;m do esperado. &#233; clara a rela&#231;&#227;o entre orgulho e respeito e as orienta&#231;&#245;es comportamentais deste tipo, mesmo quando os julgamentos s&#227;o controlados, para os tr&#234;s grupos considerados, e mesmo quando orgulho e respeito s&#227;o introduzidos simultaneamente. Obedecendo ao crit&#233;rio de media&#231;&#227;o perfeita, a rela&#231;&#227;o previamente existente entre julgamentos e comportamentos torna-se agora nula.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Obteve-se uma media&#231;&#227;o imperfeita para o orgulho e o respeito no caso da aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a, uma vez que a rela&#231;&#227;o entre os julgamentos e esta vari&#225;vel se torna apenas menos significativa quando orgulho e respeito s&#227;o controlados. Neste caso, &#233; ainda de salientar que, logo &#224; partida, os julgamentos relacionais s&#227;o muito mais importantes para explicar este comportamento do que no caso da vari&#225;vel anterior. Quanto &#224; vari&#225;vel &quot;aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica das regras&quot; &#233; importante assinalar a rela&#231;&#227;o inversa com os julgamentos relacionais. N&#227;o se pode, no entanto, falar de media&#231;&#227;o para este caso, pois n&#227;o h&#225; qualquer rela&#231;&#227;o entre orgulho ou respeito e esta orienta&#231;&#227;o comportamental.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A t&#237;tulo de exemplo, a <a href="#f2">figura 2</a> resume e apresenta graficamente os resultados do modelo para a vari&#225;vel aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a, para os tr&#234;s grupos considerados. Esta representa&#231;&#227;o gr&#225;fica permite visualizar os casos em que se verificou o modelo e se observou efectivamente uma rela&#231;&#227;o de media&#231;&#227;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a02f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o dos resultados e conclus&#245;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>A diferencia&#231;&#227;o das dimens&#245;es de justi&#231;a e a sua sali&#234;ncia</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No contexto das situa&#231;&#245;es seleccionadas pelos entrevistados, verifica-se uma distin&#231;&#227;o entre dois tipos de julgamentos de justi&#231;a &#151; os julgamentos relacionais (interaccionais e procedimentais) e os distributivos. N&#227;o se obteve, no entanto, uma diferencia&#231;&#227;o entre a dimens&#227;o interaccional e a procedimental da justi&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados s&#227;o semelhantes aos de um estudo de Folger e Konovsky (1989) , autores que tamb&#233;m n&#227;o encontraram uma clara distin&#231;&#227;o entre aquelas duas dimens&#245;es de justi&#231;a. Mais recentemente, e entre n&#243;s, o mesmo ocorreu numa pesquisa de Theot&#243;nio (1997). Por outro lado, e embora, de acordo com Greenberg (1990) , Alexander e Ruderman (1987) e Tyler e Caine (1981) tivessem identificado a independ&#234;ncia estat&#237;stica das medidas de justi&#231;a procedimental e distributiva utilizadas em question&#225;rios, n&#227;o se pode dizer com seguran&#231;a que os inquiridos tenham sempre uma consci&#234;ncia intuitiva exacta daquela distin&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como tamb&#233;m mostraram Sheppard e Lewicki (1987), num estudo, com respostas abertas, sobre princ&#237;pios de justi&#231;a junto de uma amostra de gestores, nem todos os princ&#237;pios recolhidos eram claramente procedimentais ou distributivos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Se nos reportarmos a Thibaut e Walker (1975) e a Leventhal (1980), verificamos que as dimens&#245;es procedimentais propostas por estes autores envolvem j&#225; aspectos &quot;comunicacionais&quot; ou &quot;interaccionais&quot;, como a &quot;voz&quot; ou a &quot;representatividade&quot;. Como prop&#245;e Theot&#243;nio (1997): &quot;O conceito de controlo do processo implica, necessariamente, rela&#231;&#227;o interpessoal e comunica&#231;&#227;o. (...) Os elementos e as regras procedimentais de Leventhal referem igualmente a recolha de informa&#231;&#227;o, a representatividade, entre outros aspectos, que levam &#224; participa&#231;&#227;o activa do sujeito no processo, logo, &#224; rela&#231;&#227;o interpessoal, &#224; comunica&#231;&#227;o entre o sujeito e o decisor&quot; (Theot&#243;nio, 1997, p. 102). Esta observa&#231;&#227;o vai na linha do que sugere o pr&#243;prio Tyler: &quot;Estes resultados (de pesquisas anteriores) suportam fortemente a ideia de que os julgamentos de justi&#231;a procedimental s&#227;o efectivamente relacionais. (Tyler e Smith, 1998, p. 613).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De facto, o pr&#243;prio conceito de justi&#231;a relacional proposto por Lind e Tyler (1988), e subsequentemente desenvolvido e aplicado em in&#250;meros estudos (organizacionais e outros), cont&#233;m componentes que podem ser vistos como simultaneamente interaccionais e procedimentais. Desta forma, parece ganhar consist&#234;ncia a hip&#243;tese assumida pelo GVM sobre a distin&#231;&#227;o entre os aspectos distributivos/instrumentais da justi&#231;a e os aspectos relacionais (interaccionais /procedimentais). A distin&#231;&#227;o l&#243;gico-formal entre justi&#231;a distributiva, justi&#231;a interaccional e justi&#231;a procedimental parece opor-se com mais acuidade a distin&#231;&#227;o baseada em motivos de justi&#231;a&#151;instrumentais versus relacionais. Esta distin&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; se reveste de acuidade te&#243;rica, como parece corresponder melhor &#224;s representa&#231;&#245;es sobre a justi&#231;a partilhadas pelos actores organizacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em termos da sali&#234;ncia das diferentes dimens&#245;es de justi&#231;a para os inquiridos, os nossos resultados mostram que as situa&#231;&#245;es de conflito evocadas se centram nos aspectos interaccionais e procedimentais da rela&#231;&#227;o com as chefias organizacionais, n&#227;o detendo os julgamentos distributivos qualquer peso significativo. Estas conclus&#245;es s&#227;o refor&#231;adas quando consideramos os crit&#233;rios de justi&#231;a indicados como mais importantes, n&#227;o j&#225; para a situa&#231;&#227;o espec&#237;fica seleccionada pelos inquiridos, mas em quaisquer situa&#231;&#245;es de conflito ou problemas com a autoridade: ainda aqui s&#227;o os crit&#233;rios de justi&#231;a procedimentais e interaccionais a surgirem como mais relevantes. Estes resultados v&#234;m no sentido de um dos primeiros e mais importantes estudos sobre a sali&#234;ncia e impacto das diferentes dimens&#245;es de justi&#231;a ao n&#237;vel organizacional (Alexander e Ruderman, 1987), onde se mostrava que eram os aspectos procedimentais a relacionar-se, de forma preponderante, com uma variedade de atitudes comportamentais positivas face &#224; organiza&#231;&#227;o. Outros estudos, por exemplo, os de Fryxel e Gordon (1989) e Gordon e Fryxel (1989), apresentam resultados nesta mesma linha.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>A avalia&#231;&#227;o do modelo do valor do grupo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados da pesquisa apresentada apoiam globalmente as predi&#231;&#245;es do GVM.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como previsto pelo modelo, verific&#225;mos uma rela&#231;&#227;o entre julgamentos relacionais e o orgulho e respeito percebidos no interior do grupo, mas n&#227;o entre os julgamentos instrumentais e estas mesmas dimens&#245;es da rela&#231;&#227;o indv&#237;duo-grupo. Para al&#233;m disso, estas duas dimens&#245;es da rela&#231;&#227;o indiv&#237;duo-grupo (orgulho e respeito) aparecem como dimens&#245;es diferenciadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verific&#225;mos, ainda, a rela&#231;&#227;o prevista pelo modelo entre as percep&#231;&#245;es de orgulho e respeito e os comportamentos orientados para o grupo no caso dos comportamentos al&#233;m do esperado e no caso da aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a. Sublinhe-se que esta rela&#231;&#227;o se verificou nos tr&#234;s n&#237;veis de an&#225;lise considerados (grupo de trabalho, departamento, empresa como um todo). Como previsto ainda nas nossas hip&#243;teses, aquela rela&#231;&#227;o &#233; negativa para o caso da aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica das normas organizacionais. Esta mesma rela&#231;&#227;o n&#227;o se verificou, contudo, para a aceita&#231;&#227;o de regras (um comportamento definido por n&#243;s como passivo-positivo e normativo).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Globalmente, os nossos resultados mostram que o orgulho e o respeito percebidos s&#227;o vari&#225;veis mediadoras entre os julgamentos relacionais e as orienta&#231;&#245;es comportamentais. De facto, este resultado verificou-se na nossa pesquisa para os comportamentos al&#233;m do esperado e para a aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a no departamento e no grupo de trabalho. Os resultados n&#227;o permitiram, no entanto, esta conclus&#227;o para a aceita&#231;&#227;o de regras, nem para a aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a na empresa como um todo. Ao mesmo tempo, e no que se refere &#224; hip&#243;tese, colocada por Tyler <i>et al.</i> (1996), de que no &#226;mbito da SIT o orgulho no grupo &#233; mais importante para explicar os comportamentos, enquanto para o GVM ser&#225; o respeito, os nossos resultados mostram que o respeito parece mais relevante para os comportamentos al&#233;m do esperado, enquanto o orgulho surge como mais importante para explicar a aceita&#231;&#227;o e o apoio &#224; mudan&#231;a. E bem poss&#237;vel que aquelas dimens&#245;es da rela&#231;&#227;o com os grupos detenham diferentes capacidades explicativas consoante o comportamento considerado e tamb&#233;m consoante o grupo em an&#225;lise.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Note-se, contudo, que este estudo &#233; um estudo correlacionai e que, apesar do tipo de an&#225;lises estat&#237;sticas realizadas, os resultados relativos a rela&#231;&#245;es de causa-efeito, como em todos os estudos correlacionais, devem ser encarados com precau&#231;&#227;o. Dado os resultados obtidos em favor do modelo em m&#250;ltiplos estudos correlacionais, poder&#225; agora sujeitar-se o modelo, no todo ou em parte, &#224; an&#225;lise experimental. Por outro lado, os indicadores utilizados para medir os comportamentos face &#224; organiza&#231;&#227;o s&#227;o em n&#250;mero reduzido, o que aconselha alguma prud&#234;ncia na generaliza&#231;&#227;o dos resultados. Ser&#225; ainda desej&#225;vel, em futuras pesquisas, a constru&#231;&#227;o de &#237;ndices claramente separados para os diferentes grupos em an&#225;lise, e para todos os comportamentos, como fizemos no caso da aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sublinhe-se ainda que este estudo, ao basear-se numa &#250;nica situa&#231;&#227;o de confronto ou problema entre os inquiridos e as respectivas chefias, e embora as situa&#231;&#245;es seleccionadas pelos inquiridos tenham sido avaliadas por estes como muito relevantes, corre o risco de n&#227;o ser representativo das situa&#231;&#245;es problem&#225;ticas na rela&#231;&#227;o com o superior hier&#225;rquico. Em contrapartida, foi poss&#237;vel demonstrar que uma &#250;nica situa&#231;&#227;o marcante tem impacto ao n&#237;vel de orienta&#231;&#245;es comportamentais na organiza&#231;&#227;o estudada. &#233; tamb&#233;m poss&#237;vel que, nas suas respostas, os membros da organiza&#231;&#227;o estudada tenham sido influenciados pela sua avalia&#231;&#227;o geral (e continuada) do superior hier&#225;rquico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em resumo, e do ponto de vista das implica&#231;&#245;es deste estudo para a an&#225;lise do comportamento organizacional, pode concluir-se que, ao contr&#225;rio da no&#231;&#227;o bastante generalizada nos meios organizacionais e empresariais, de que os membros das organiza&#231;&#245;es tendem a pautar as suas atitudes e estrat&#233;gias comportamentais apenas pelos resultados que podem obter/negociar junto das chefias, verifica-se que uma avalia&#231;&#227;o positiva, em termos de justi&#231;a, do tratamento por parte do superior hier&#225;rquico e dos procedimentos utilizados para a tomada de decis&#227;o e para a resolu&#231;&#227;o de problemas, contribui para orienta&#231;&#245;es comportamentais positivas e volunt&#225;rias face &#224; empresa, o departamento e o grupo de trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Os n&#237;veis de an&#225;lise das organiza&#231;&#245;es e o modelo do valor do grupo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo prop&#244;s-se avaliar o GVM em diferentes n&#237;veis estruturais de uma organiza&#231;&#227;o &#151; o grupo de trabalho, o departamento e a empresa como um todo. Os resultados obtidos apoiam a hip&#243;tese subjacente &#224; diferencia&#231;&#227;o proposta e mostram, globalmente, que o modelo funciona em todos os n&#237;veis de an&#225;lise, mas que resulta melhor a n&#237;vel dos contextos organizacionais mais pr&#243;ximos dos indiv&#237;duos &#151; o grupo de trabalho e, sobretudo, o departamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao contr&#225;rio do que sucedeu para o departamento e o grupo de trabalho, n&#227;o se encontrou uma rela&#231;&#227;o directa entre julgamentos relacionais e a aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a na empresa como um todo, sugerindo a hip&#243;tese de exist&#234;ncia de eventuais vari&#225;veis moderadoras entre julgamentos e comportamentos para este caso. Tamb&#233;m n&#227;o se verificou, a este n&#237;vel e para este comportamento, a rela&#231;&#227;o encontrada, aos outros n&#237;veis, entre julgamentos relacionais e orgulho na empresa. Em contrapartida, a rela&#231;&#227;o entre orgulho e respeito na empresa e a aceita&#231;&#227;o e apoio &#224; mudan&#231;a apresentam valores substancialmente mais fortes do que nos casos do departamento e do grupo de trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No caso dos comportamentos al&#233;m do esperado, para o qual se verificou uma media&#231;&#227;o perfeita do orgulho e do respeito, aos tr&#234;s n&#237;veis considerados, &#233; de salientar a rela&#231;&#227;o particularmente forte entre os julgamentos relacionais e o orgulho e o respeito a n&#237;vel do departamento. &#233; tamb&#233;m a n&#237;vel do departamento que melhor se verifica o impacto do respeito nos comportamentos analisados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>O modelo do valor do grupo e a teoria da identidade social</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para al&#233;m da valida&#231;&#227;o do GVM em diferentes n&#237;veis de an&#225;lise organizacional, este estudo prop&#244;s-se analisar a hip&#243;tese de que os julgamentos de justi&#231;a relacional teriam consequ&#234;ncias nos comportamentos percebidos como protot&#237;picos do grupo, mas n&#227;o naqueles que fossem percebidos como n&#227;o protot&#237;picos. Estud&#225;mos por isso um contexto em mudan&#231;a organizacional. Os entrevistados mostraram claramente partilhar uma percep&#231;&#227;o da empresa estudada como uma empresa em mudan&#231;a e mostraram, tamb&#233;m claramente, que a &quot;aceita&#231;&#227;o das regras organizacionais&quot; era um comportamento mais visivelmente normativo ou protot&#237;pico do que a &quot;aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica&quot; dessas mesmas regras. Assim, e de acordo com as nossas hip&#243;teses, verific&#225;mos que quanto maior a percep&#231;&#227;o de justi&#231;a relacional, maior a aceita&#231;&#227;o da mudan&#231;a e menor a &quot;aceita&#231;&#227;o acr&#237;tica das regras&quot;. Ou seja, quanto mais o superior hier&#225;rquico &#233; visto como justo, menor ser&#225; a predisposi&#231;&#227;o para uma actua&#231;&#227;o acr&#237;tica por parte dos subordinados, e maior o apoio &#224; mudan&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Levando em conta o contexto particular da empresa &#151; um contexto de mudan&#231;a &#151;bem como a teoria do valor do grupo, pode dizer-se que, face ao ambiente de mudan&#231;a claramente observado, o conformismo relativamente ao grupo est&#225; igualmente centrado numa l&#243;gica de mudan&#231;a, constituindo esta, assim, a verdadeira norma. Por outro lado, n&#227;o cumprir ou p&#244;r em causa uma regra, sobretudo quando &quot;parece errada&quot;, pode traduzir-se, de facto, numa atitude ben&#233;fica face ao grupo &#151; a regra pode e, provavelmente deve, ser negociada no sentido mais adequado ao contexto, neste caso, um contexto de mudan&#231;a. Isto sugere, igualmente, que quanto mais o superior &#233; visto como justo, menor ser&#225; a predisposi&#231;&#227;o para uma actua&#231;&#227;o acr&#237;tica por parte do membro da organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados s&#227;o importantes para o desenvolvimento do GVM. De facto, um exame das pesquisas at&#233; agora realizadas no contexto deste modelo pode fazer crer que julgamentos positivos de justi&#231;a relacional conduzem necessariamente a comportamentos passivos (aceita&#231;&#227;o do <i>status quo</i>). Ora, os nossos resultados mostram que os julgamentos relacionais tamb&#233;m podem facilitar a ades&#227;o &#224; inova&#231;&#227;o e &#224; mudan&#231;a. Estes resultados podem ser enquadrados pela teoria da auto-categoriza&#231;&#227;o (SCT) (Turner <i>et al,</i> 1987; Abrams e Hogg, 1990). De acordo com esta teoria, a identifica&#231;&#227;o com o grupo facilita a ades&#227;o &#224;s normas protot&#237;picas do grupo. Da mesma forma, quando uma perten&#231;a grupal se torna saliente, o l&#237;der de um grupo &#233; percebido como protot&#237;pico desse grupo (Hogg <i>et al,</i> 1998) e, consequentemente, os comportamentos que prop&#245;e podem ser mais facilmente seguidos e interiorizados. Assim, uma vez que a norma do grupo era, neste caso, o apoio &#224; mudan&#231;a, compreende-se que se tenha verificado uma rela&#231;&#227;o clara entre os julgamentos relacionais e esse apoio, rela&#231;&#227;o essa mediada pelo orgulho no grupo e pelo respeito percebido no grupo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estatuto te&#243;rico conferido no GVM &#224; vari&#225;vel &quot;orgulho&quot; no grupo dever&#225;, contudo, ser melhor esclarecido. De facto, no quadro da teoria da identidade social (SIT), os fen&#243;menos que esta vari&#225;vel pretende captar referem-se &#224; identifica&#231;&#227;o com o grupo ou &#224; associa&#231;&#227;o entre o grupo e o auto-conceito e, simultaneamente, &#224; percep&#231;&#227;o do valor do grupo. Trata-se, portanto, de uma medida comp&#243;sita que inclui a identifica&#231;&#227;o e uma avalia&#231;&#227;o do grupo (esta avalia&#231;&#227;o corresponde &#224; dimens&#227;o de auto-estima colectiva privada proposta por Luhtanen e Crocker, 1992 &#151; a percep&#231;&#227;o pessoal do valor do grupo). Em futuras pesquisas, ser&#225; importante controlar o significado particular daquelas duas dimens&#245;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Da mesma forma, o significado da vari&#225;vel &quot;respeito&quot; percebido no seio do grupo dever&#225; ser articulado com as dimens&#245;es da auto-estima colectiva ou social. O que se avalia nos indicadores de respeito de Tyler <i>et al</i> (1996) &#233; a percep&#231;&#227;o que cada membro da organiza&#231;&#227;o constr&#243;i sobre a sua reputa&#231;&#227;o ou sobre a considera&#231;&#227;o que pensa merecer por parte do grupo. Trata-se de uma dimens&#227;o n&#227;o considerada habitualmente no quadro dos estudos sobre a identidade social, nem nos estudos sobre a multidimensionalidade do conceito de auto-estima social (e. g. Luhtanen e Crocker, 1992), mas que com este pode ser relacionada. Note-se que uma das dimens&#245;es da auto-estima social propostas por Luhtanen e Crocker se refere &#224; auto-avalia&#231;&#227;o que cada indiv&#237;duo faz do seu valor como membro do grupo <i>(membership esteem),</i> enquanto a vari&#225;vel &quot;respeito&quot; tenta dar conta das percep&#231;&#245;es que cada um tem sobre a forma como &#233; visto enquanto membro do grupo. As rela&#231;&#245;es propostas entre as vari&#225;veis &quot;orgulho&quot; e &quot;respeito&quot; e os conceitos de identidade e auto-estima social s&#227;o importantes na medida em que o GVM se assume como uma extens&#227;o intragrupal da SIT, na linha, ali&#225;s, de outros trabalhos que estenderam a SIT &#224; an&#225;lise dos processos intragrupais (e. g. Hogg, 1996).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No contexto da articula&#231;&#227;o entre a SIT e o GVM, importa ainda referir que para a primeira destas teorias o processo de compara&#231;&#227;o social &#233; fundamental. Ora, o GVM avalia os julgamentos relacionais fora dos processos de compara&#231;&#227;o, perspectiva que pode constituir uma limita&#231;&#227;o do modelo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda ao encontro da SIT, e no quadro das quest&#245;es abertas por esta pesquisa, parece ser de explorar o GVM no quadro das rela&#231;&#245;es intergrupais nas organiza&#231;&#245;es. Ao termos mostrado que os processos analisados pelo GVM t&#234;m uma incid&#234;ncia particular a n&#237;vel dos departamentos, podemos supor que as rela&#231;&#245;es interdepartamentais e os graus de identifica&#231;&#227;o a diferentes n&#237;veis organizacionais (e. g. Ashforth e Mael, 1989) ser&#227;o relevantes para os processos que o GVM se prop&#245;e compreender. Uma vez que uma empresa &#233; formada por diferentes grupos, os conflitos intergrupais mais ou menos expl&#237;citos s&#227;o um fen&#243;meno inevit&#225;vel, com repercuss&#245;es nas pr&#243;prias percep&#231;&#245;es de justi&#231;a (e. g. Vala, Lima e Monteiro, 1994), e cuja gest&#227;o poder&#225; ser enquadrada por modelos orientados para a redu&#231;&#227;o dos conflitos intergrupais, como aquele que foi proposto por Gaertner, Dividio, Anastasio, Bachman e Rust (1993).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Os contextos culturais e o modelo do valor do grupo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por &#250;ltimo, mas n&#227;o menos importante, os resultados apresentados nesta pesquisa s&#227;o igualmente encorajadores no que se refere &#224; utilidade do modelo em contextos culturais diferentes daqueles em que tem sido testado. At&#233; agora, o modelo n&#227;o se tem revelado sens&#237;vel a diferen&#231;as nacionais ou culturais. Por&#233;m, entendemos que as culturas organizacionais podem funcionar como uma importante vari&#225;vel moderadora dos processos analisados pelo GVM. Resultados de um outro estudo, ainda n&#227;o publicado, mostram que as dimens&#245;es da cultura organizacional relacionadas com a sali&#234;ncia da interdepend&#234;ncia indiv&#237;duo-grupo e com a sali&#234;ncia da compara&#231;&#227;o social s&#227;o de facto moderadoras da rela&#231;&#227;o entre os julgamentos relacionais e os comportamentos organizacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Abrams, D., &#38; Hogg, M. (Eds.) (1990). <i>Social identity theory: Constructive and critical advances.</i> Hennel Hempstead, Inglaterra: Harvester.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499987&pid=S0874-2049199900010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Adams, J. S. (1963). Toward an understanding of inequity. <i>Journal of Abnormal and Social Psychology,</i> 67, 422-436.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499989&pid=S0874-2049199900010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Adams, J. S. (1965). Inequity in social exchange. In L. Berkowitz (Ed.), <i>Advances in experimental social psychology</i> (Vol. 2, pp. 267-299). Nova Iorque: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499991&pid=S0874-2049199900010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Adams, J. S. (1968). Effects of overpayment: Two comments on Lawler's paper. <i>Journal of Personality and Social Psychology,</i> 20,315-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499993&pid=S0874-2049199900010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alexander, S., &#38; Ruderman, M (1987). The role of procedural and distributive justice in organizational behavior. <i>Social Justice Research, 1,</i> 177-198.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499995&pid=S0874-2049199900010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ambrose, M., Harland, L., &#38; Kulik, C. (1991). Influence of social comparisons on perceptions of organizational fairness. <i>Journal of Applied Psychology;</i> 76,239-246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499997&pid=S0874-2049199900010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ashforth, B., &#38; Mael, F. (1989). Social identity theory and the organization<i>. Academy of Management Review</i>, 24,20-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=499999&pid=S0874-2049199900010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barling, J., &#38; Phillips, M. (1993). Interactional, formal and distributive justice in the workplace: An exploratory study. <i>The Journal of Psychology, 127,</i> 649-656.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500001&pid=S0874-2049199900010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baron, R. M., &#38; Kenny, D. A. (1986). The moderator-mediator distinction in social psychological research: Conceptual, strategic and statistical considerations. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 51,</i> 1173-1182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500003&pid=S0874-2049199900010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baron, J., &#38; Pfeffer, J. (1994). The social psychology of organizations and inequality <i>Social Psychology Quarterly, 57,</i> 190-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500005&pid=S0874-2049199900010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bies, R., &#38; Moag, J. (1986). Interactional justice: communication criteria of fairness. <i>Research on Negotiation in Organizations, 1,</i> 43-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500007&pid=S0874-2049199900010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bies, R., &#38; Shapiro, D. (1987). Interactional fairness judgements: the influence of causal accounts. <i>Social Justice Research, 1,</i> 199-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500009&pid=S0874-2049199900010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bies, R., &#38; Shapiro, D. (1988). Voice and justification: their influence on procedural faimess judgements. <i>Academy of Management Journal,</i> 31, 676-685.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500011&pid=S0874-2049199900010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brockner, J., De Witt, R., Grover, S., &#38; Reed, T. (1990). When it is especially important to explain why: Factors affecting the relationship between managers explanations of a layoff and survivors' reactions to the layoff. <i>Journal of Experimental Social Psychology, 26,</i> 389-407.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500013&pid=S0874-2049199900010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caetano, A., &#38; Vala, J. (1996). Effects of organizational perceived justice on job satisfaction and behavioural options. Comunica&#231;&#227;o apresentada no General Meeting of the European Association of Experimental Social Psychology,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500015&pid=S0874-2049199900010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Gmunden.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Elliott, G., &#38; Meeker, B. (1986). Achieving fairness in the face of competing concerns: The different effects of individual and group characteristics. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 50,</i> 754-760.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500017&pid=S0874-2049199900010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Folger, R., &#38; Konovsky, M. (1989). Effects of procedural and distributive justice on reactions to pay raise decisions. <i>Academy of Management Journal, 32,</i> 115-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500019&pid=S0874-2049199900010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Folger, R. (1996). Distributive and procedural justice: Multifaceted meanings and interrelations. <i>Social Justice Research, 9,</i> 395-416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500021&pid=S0874-2049199900010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fryxell, G., &#38; Gordon, M. (1989). Workplace justice and job satisfaction as predictors of satisfaction with union and management. <i>Academy of Management Journal, 32,</i> 851-866.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500023&pid=S0874-2049199900010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gordon, M., &#38; Fryxell, G. (1989). Voluntariness of association as a moderator of the importance of procedural and distributive justice. <i>Journal of Applied Social Psychology, 19,</i> 993-1009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500025&pid=S0874-2049199900010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gaertner, S., Dovidio, J., Anastasio, R, Bachman, B., &#38; Rust, M. (1993). The common ingroup identity model: Recategorization and the reduction of intergroup bias. <i>European Review of Social Psychology, 4,</i> 1-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500027&pid=S0874-2049199900010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Greenberg, <i>J.,</i> &#38; Ornstein, S. (1983). High status job title as compensation for underpayment: A test of equity theory. <i>Journal of Applied Psychology, 34,</i> 179-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500029&pid=S0874-2049199900010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Greenberg, J. (1986). Determinants of perceived fairness of performance evaluations. <i>Journal of Applied Psychology, 71,</i> 340-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500031&pid=S0874-2049199900010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Greenberg, J. (1987). Reactions to procedural injustice in payment distributions: Do the means justify the ends? <i>Journal of Applied Psychology, 72,</i> 55-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500033&pid=S0874-2049199900010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Greenberg, J. (1988). Equity and workplace status: Afield experiment. <i>Journal of Applied Psychology, 73,</i> 606-613.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500035&pid=S0874-2049199900010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Greenberg, J. (1990). Organizational justice: Yesterday, today and tomorrow. <i>Journal of Management, 14,</i> 399-432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500037&pid=S0874-2049199900010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Greenberg, J. (1993). Stealing in the name of justice: Informational moderators of theft reactions to underpayment inequity. <i>Organizational Behavior and Human Decision Processes, 58,</i> 81-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500039&pid=S0874-2049199900010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hogg, M. (1996). Intragroup processes, group structure and social identity. In W. P. Robinson (Ed.), <i>Social groups and identities: Developing the legacy of Henri Tajfel</i> (pp. 65-93). Oxford, Inglaterra: Butterworth-Heineman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500041&pid=S0874-2049199900010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hogg, M., Hains, S., &#38; Mason, I. (1998). Identification and leadership in small groups: Salience, frame of reference, and leader stereotipicality effects on leader evaluations&quot;. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 75,</i> 1248-1263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500043&pid=S0874-2049199900010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kim, W., &#38; Mauborgne, R (1993). Procedural justice and subsidiary top management compliance with multinationals' corporate strategic decisions. <i>Academy of Management Journal, 36,</i> 502-526.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500045&pid=S0874-2049199900010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Koper, G., Van Knippenberg, D., Bouhuis, F., Vermunt, R., &#38; Wilke, H. (1993). Procedural fairness and self-esteem. <i>European Journal of Social Psychology, 23,</i> 313-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500047&pid=S0874-2049199900010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lamego, V. (1997). <i>Justi&#231;a na avalia&#231;&#227;o de desempenho.</i> Disserta&#231;&#227;o de Mestrado em Psicologia Social e Organizacional. Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa: Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500049&pid=S0874-2049199900010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Landy, F., Bames, <i>J.,</i> &#38; Murphy, K. (1978). Correlates of perceived fairness and accuracy of performance evaluation. <i>Journal of Applied Psychology, 63,</i> 751-754.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500051&pid=S0874-2049199900010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Landy, F., Barnes-Farrell, J., &#38; Cleveland, J. (1980). Perceived fairness of performance evaluation: A follow-up. <i>Journal of Applied Psychology, 65,</i> 335-356.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500053&pid=S0874-2049199900010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leventhal, G. (1980). What should be done with equity theory? New approaches to the study of fairness in social relationships. In K. Gergen, M. Greenberg &#38; R. Willis (Eds), <i>Social exchange: Advances in theory and researchfpp.</i> 27-55). Nova Iorque: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500055&pid=S0874-2049199900010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Leventhal, G., Karuza, J., &#38; Fry, W. (1980). Beyond fairness: A theory of allocation preferences. In G. Mikula (Ed.), <i>Justice and social interaction</i> (pp. 27-55). Nova Iorque: Springer-Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500057&pid=S0874-2049199900010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lind, E., &#38; Tyler, T. (1988). <i>The social psychology of procedural justice.</i> Nova Iorque: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500059&pid=S0874-2049199900010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Luthanen, R., &#38; Crocker, J. (1992). A collective self-esteem scale: Self evaluation of one's social identity. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 18,</i> 302-318.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500061&pid=S0874-2049199900010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rasinsky, K. (1992). Preference for decision control in organizational decision making. <i>Social Justice Research, 5,</i> 343-357.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500063&pid=S0874-2049199900010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sheppard, B., &#38; Lewicki, R. (1987). Toward general principles of managerial fairness. <i>1,</i> 161-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500065&pid=S0874-2049199900010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, H., &#38; Tyler, T. (1997). Choosing the right pond: the impact of group membership on self-esteem and group-oriented behavior. <i>Journal of Experimental Social Psychology,</i> 33,146-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500067&pid=S0874-2049199900010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, H., Tyler, T., Fluo, Y., Ortiz, D., &#38; Lind, E. (1998). The self-relevant implications of the group-value model: Group membership, self-worth, and treatment quality. <i>Journal of Experimental Social Psychology, 34,</i> 470-493.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500069&pid=S0874-2049199900010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tajfel, H., &#38; Turner, J. (1979). An integrative theory of intergroup conflicts. In W. G. Austin &#38; S. Worchel (Eds.), <i>The social psychology of intergroup relations</i> (pp. 33-47). Monterrey, CA: Brooks-Cole.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Theot&#243;nio, S. (1997). <i>Apercep&#231;&#227;o de justi&#231;a em contexto organizacional,</i> Disserta&#231;&#227;o de Mestrado em Psicologia Social e Organizacional. Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa: Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500072&pid=S0874-2049199900010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Thibaut, J., &#38; Walker, L. (19<i>75). Procedural justice: A psychological analysis.</i> Nova Iorque: Willey.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500074&pid=S0874-2049199900010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Turner, J., FFogg, M., Oakes, R, Reicher, S., &#38; Wetherell, M. (1987). <i>Rediscovering the social group: A self-categorization theory.</i> Oxford: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500076&pid=S0874-2049199900010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyleir T., &#38; Caine, A. (1981). The role of distributive and procedural fairness in the endorsement of formal leaders. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 41,</i> 643-655.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500078&pid=S0874-2049199900010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T. (1987). Conditions leading to value-expressive effects in judgements of procedural justice: A test of four models. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 52,</i> 333-344.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500080&pid=S0874-2049199900010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T. (1989). The psychology of procedural justice: A test of the group-value model. <i>Journal of Personality and Social Psychology,</i> 57, 830-838.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500082&pid=S0874-2049199900010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T. e Bies, R. (1989). Beyond formal procedure: the interpersonal context of procedural justice. In Carroll (Ed.), <i>Advances in applied social psychology: Business settings</i> (pp. 77-98). Hillsdale, Nova J&#233;rsia: Lawrence Erlbaum.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T., &#38; Lind, E. (1992). A relational model of authority in groups. In L. Berkowitz (Ed.), <i>Advances in Experimental Social Psychology</i> (Vol. 25, pp. 115-191). Nova Iorque: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500085&pid=S0874-2049199900010000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T. (1994). Psychological models of the justice motive: Antecedents of distributive and procedural justice. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 67,</i> 850-863.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500087&pid=S0874-2049199900010000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T., &#38; Degoey, P. (1995). Collective restraint in social dilemmas: Procedural justice and social Identification effects on support for authorities. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 69,</i> 482-497.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500089&pid=S0874-2049199900010000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T., Degoey, P., &#38; Smith, H. (1996). Understanding why the justice of group procedures matters: a test of the psychological dynamics of the group-value model. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 70,</i> 913-930.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500091&pid=S0874-2049199900010000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T. (1997). The psychology of legitimacy: A relational perspective on voluntary deference to authorities. <i>Personality and Social Psychology Review, 1,</i> 323-345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500093&pid=S0874-2049199900010000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tyler, T., &#38; Smith, H. (1998). Social justice and social movements. In D. Gilbert, S. Fiske and G. Lindzey (Eds.), <i>The handhook of social psychology</i> (4.<sup>a</sup> edi&#231;&#227;o, Vol. II). Nova Iorque: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500095&pid=S0874-2049199900010000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vala, J., Lima, M. L., &#38; Monteiro, M. B. (1994). Conflitos intergrupais. In J. Vala, M. L. Lima, M. B. Monteiro &#38; A. Caetano (Eds.), <i>Psicologia social das organiza&#231;&#245;es: Estudos em empresas portuguesas.</i> Oeiras: Celta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500097&pid=S0874-2049199900010000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vermunt, R., Van der Kloot, W., &#38; Van der Meer, J. (1993). The effect of procedural and interactional criteria on procedural fairness judgements. <i>Social Justice Research, 6,</i> 183-194.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500099&pid=S0874-2049199900010000200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Walster, E., Berscheid, E., &#38; Walster, G. W. (1976). New directions in equity research. In L. Berkowitz. &#38; E. Walster (Eds.), <i>Advances in Experimental Social Psychology</i> (Vol. 9, pp. 1-42). Nova Iorque: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500101&pid=S0874-2049199900010000200059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
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