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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dimensões Do Contrato Psicológico]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dimensions of psychological contract]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Psychological contracts are a set of beliefs held by the employee about his and the organisation's reciprocal obligations; In a time where work relationships are in strong mutation, this construct has revealed some heuristic validity in the study of the work relationship. Although there's, already, some empirical studies focusing on psychological contracts, most of the literature is theoretical in nature, concerning the nomothetical characterisation of the concept or the theoretical models of his antecedents and effects. This paper presents a systematic review of the empirical and theoretical literature of psychological contracts and the results of an empirical research. In a sample of 126 "contact" employees of a Service organisation, their psychological contract dimensions were investigated. Five dimensions were identified: individual recognition, organisational dedication, extra-role behaviour, formal contract and monetary reward. The change towards a more transactional, in contrast with the "old" relational, psychological contract is discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Dimens&#245;es Do Contrato Psicol&#243;gico<sup>*</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Dimensions of psychological contract</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Lurdes Castanheira<sup>*</sup>; Ant&#243;nio Caetano<sup>**</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Portugal Telecom, Lisboa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>**</sup>Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa, Lisboa.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O contrato psicol&#243;gico refere-se a um conjunto de cren&#231;as detidas pelo trabalhador quanto &#224;s suas obriga&#231;&#245;es perante a organiza&#231;&#227;o e &#224;s desta perante ele. Este construto tem revelado alguma capacidade heur&#237;stica no estudo das rela&#231;&#245;es entre os trabalhadores e as organiza&#231;&#245;es sobretudo numa altura em que as rela&#231;&#245;es de trabalho t&#234;m vindo a sofrer fortes altera&#231;&#245;es. Embora se encontrem j&#225; alguns estudos emp&#237;ricos focalizados no contrato psicol&#243;gico, a maior parte da literatura reveste-se de car&#225;cter te&#243;rico, procurando caracterizar e situar nomologicamente este construto, ao mesmo tempo que t&#234;m sido propostos alguns modelos te&#243;ricos acerca dos seus determinantes e efeitos. Al&#233;m de fazer uma revis&#227;o sistem&#225;tica da literatura te&#243;rica e emp&#237;rica relativa ao contrato psicol&#243;gico, este estudo apresenta igualmente uma an&#225;lise emp&#237;rica das dimens&#245;es do contrato psicol&#243;gico com base num question&#225;rio respondido por uma amostra de trabalhadores de uma empresa de servi&#231;os. Os resultados permitiram identificar cinco dimens&#245;es do contrato psicol&#243;gico: reconhecimento individual, dedica&#231;&#227;o organizacional, comportamento extra-papel, contrato formal e recompensas monet&#225;rias. Os resultados s&#227;o ainda discutidos em tomo da quest&#227;o da mudan&#231;a do contrato psicol&#243;gico relacional para o contrato transaccional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: Contrato psicol&#243;gico; viola&#231;&#227;o do contrato; tipos de contrato de trabalho.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Psychological contracts are a set of beliefs held by the employee about his and the organisation's reciprocal obligations; In a time where work relationships are in strong mutation, this construct has revealed some heuristic validity in the study of the work relationship. Although there's, already, some empirical studies focusing on psychological contracts, most of the literature is theoretical in nature, concerning the nomothetical characterisation of the concept or the theoretical models of his antecedents and effects. This paper presents a systematic review of the empirical and theoretical literature of psychological contracts and the results of an empirical research. In a sample of 126 &quot;contact&quot; employees of a Service organisation, their psychological contract dimensions were investigated. Five dimensions were identified: individual recognition, organisational dedication, extra-role behaviour, formal contract and monetary reward. The change towards a more transactional, in contrast with the &quot;old&quot; relational, psychological contract is discussed.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O contrato de trabalho formal &#151; quer tenha sido individualmente acordado ou estatu&#237;do num acordo colectivo de trabalho&#151;prev&#234; os deveres e direitos m&#250;tuos dos trabalhadores e da organiza&#231;&#227;o. No entanto, a rela&#231;&#227;o entre ambas as partes &#233; regulada, habitualmente, por regras que v&#227;o para al&#233;m daquilo que est&#225; escrito nesse contrato. O dia-a-dia dessa rela&#231;&#227;o &#233;, em grande parte, regulado pelo <i>contrato psicol&#243;gico.</i> Neste sentido, os constituintes de uma organiza&#231;&#227;o t&#234;m com ela contratos expl&#237;citos e contratos impl&#237;citos (Strebel, 1993).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O conhecimento das premissas desse contrato levar&#225; a um melhor cumprimentado mesmo e, portanto, a uma maior efic&#225;cia organizacional (Shore &#38; Tetrick, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para Schein (1982), &quot;a ideia de um contrato psicol&#243;gico denota a exist&#234;ncia de um conjunto n&#227;o expl&#237;cito de expectativas actuando em todos os momentos entre todos os membros de uma organiza&#231;&#227;o e os diversos dirigentes, e outras pessoas dessa organiza&#231;&#227;o&quot; (p, 18). Estas expectativas nascem de um conjunto de factores inerentes quer ao trabalhador, quer &#224; cultura em que a organiza&#231;&#227;o est&#225; inserida, salientando-se o peso da tradi&#231;&#227;o e das normas sociais em vigor. Schein (1982) acentua desde logo a mutualidade do contrato psicol&#243;gico: a empresa espera receber lealdade, trabalho diligente e empenho por parte do trabalhador, e este espera receber um sal&#225;rio compat&#237;vel, um tratamento digno e um emprego seguro. Al&#233;m disso, o contrato tem um car&#225;cter din&#226;mico, que se traduz na renegocia&#231;&#227;o cont&#237;nua que lhe est&#225; associada quer em fun&#231;&#227;o do amadurecimento pessoal e organizacional, quer em fun&#231;&#227;o de altera&#231;&#245;es nos factores contextuais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Rousseau (1995), o contrato psicol&#243;gico diz respeito &#224;s &quot;cren&#231;as individuais, moldadas pela organiza&#231;&#227;o, em rela&#231;&#227;o aos termos dum acordo de trocas entre os indiv&#237;duos e as suas organiza&#231;&#245;es&quot; (p. 9). Distanciando-se da no&#231;&#227;o de Schein (1982), Rousseau sublinha o car&#225;cter promissor destas cren&#231;as. As obriga&#231;&#245;es percebidas pelos trabalhadores ou pelas empresas t&#234;m por base promessas expl&#237;citas ou impl&#237;citas da outra parte. Uma promessa expl&#237;cita &#233; um compromisso m&#250;tuo para actuar em fun&#231;&#227;o de um benef&#237;cio imediato ou futuro. Na promessa impl&#237;cita &#233; o meio ambiente ou a norma organizacional que norteia o comportamento: se um trabalhador percebe como norma um determinado n&#237;vel de absentismo, poder&#225; sentir-se legitimado para adoptar esse mesmo n&#237;vel (Nicholson &#38; Johns, 1985).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, s&#243; a promessa em que, simultaneamente, se acreditou, confiou e aceitou surge como vinculativa, dada a natureza volunt&#225;ria de qualquer contrato. Uma promessa cred&#237;vel orienta a op&#231;&#227;o por uma solu&#231;&#227;o em detrimento de outra(s). A quebra dessa promessa resulta numa diminui&#231;&#227;o da confian&#231;a entre as partes, sendo esta perda aquilo que o conhecimento do contrato psicol&#243;gico visa diminuir. A confian&#231;a entre as partes torna-se ent&#227;o um aspecto central do contrato.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A literatura &#233; relativamente un&#226;nime em considerar que o contrato psicol&#243;gico se caracteriza por um certo grau de idiossincrasia. Ou seja, o contrato psicol&#243;gico existe segundo a interpreta&#231;&#227;o do seu detentor (Rousseau, 1995). Neste sentido, Herriot e Pemberton (1996) referem que h&#225; tantos contratos diferentes quantos os trabalhadores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As defini&#231;&#245;es de contrato psicol&#243;gico propostas por v&#225;rios autores assumem contornos gerais an&#225;logos (e. g., Herriot e Pemberton, 1995; Makin <i>et al.,</i> 1997; Rousseau, 1995; Strebel, 1993). Arnold (1996) chama, contudo, a aten&#231;&#227;o para algumas inconsist&#234;ncias ainda presentes na defini&#231;&#227;o de contrato psicol&#243;gico, nomeadamente o facto de a <i>mutualidade</i> trabalhador/organiza&#231;&#227;o na percep&#231;&#227;o do contrato n&#227;o estar patente em todas as defini&#231;&#245;es. Morrison e Robinson (1997) referem que, embora a chefia directa de cada trabalhador possa ter a sua pr&#243;pria percep&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico, ela n&#227;o &#233; &quot;outorgante&quot; no contrato do seu subordinado. Segundo estas autoras, o &#250;nico detentor dum contrato psicol&#243;gico &#233; o trabalhador. Rousseau (1995), no entanto, atribui um papel central aos gestores na cria&#231;&#227;o e viola&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico dos seus trabalhadores. Em sintonia com a impossibilidade de atribuir &#224; organiza&#231;&#227;o, enquanto tal, a posse dum contrato psicol&#243;gico, aquela autora defende a perspectiva da multiplicidade dos &quot;fazedores&quot; do contrato &#151;- chefias directas, gestores de topo, pr&#225;ticas de gest&#227;o de recursos humanos, manuais internos, etc. &#151;, o que exige um alinhamento das mensagens enviadas ao trabalhador por parte da organiza&#231;&#227;o. Arnold (1996) chama ainda a aten&#231;&#227;o para o facto de o car&#225;cter <i>promissor</i> do contrato o distinguir das <i>expectativas.</i> Robinson (1996), num estudo desenhado para avaliar o papel da confian&#231;a na experi&#234;ncia da quebra do contrato psicol&#243;gico, refere que os dois construtos n&#227;o est&#227;o em competi&#231;&#227;o mas em complementaridade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No contexto socioecon&#243;mico actual, a necessidade de introduzir flexibilidade na for&#231;a laborai, n&#227;o s&#243; para melhorar a resposta &#224;s for&#231;as do mercado, como para diminuir o peso dos custos com o pessoal, leva as organiza&#231;&#245;es a desejarem partilhar os riscos e a multiplicarem os tipos de rela&#231;&#245;es de trabalho com os seus empregados (e. g., Tornow e De Meuse, 1994), afastando-se cada vez mais dos contratos de trabalho globais defendidos pelos sindicatos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Tipos de rela&#231;&#245;es de trabalho</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tradicionalmente, as organiza&#231;&#245;es tinham a sua for&#231;a de trabalho constitu&#237;da, maioritariamente, por trabalhadores com contratos relacionais, isto &#233;, contratos duradouros, seguros, caracterizados por uma forte rela&#231;&#227;o de depend&#234;ncia trabalhador/organiza&#231;&#227;o, quer a n&#237;vel econ&#243;mico, quer de actualiza&#231;&#227;o dos conhecimentos. Hall e Moss (1998) argumentam, no entanto, que, actualmente, este tipo de contrato &#233; um mito. J&#225; em 1975, por exemplo, s&#243; cerca de 5% da for&#231;a de trabalho dos EUA tinha um contrato com estas caracter&#237;sti&#234;as.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As transforma&#231;&#245;es que as empresas t&#234;m vindo crescentemente a implementar est&#227;o a desencadear mudan&#231;as nesta &#225;rea. Rousseau (1995), focalizando-se na rela&#231;&#227;o de trabalho, e Herriot e Pemberton (1995), focalizando-se no contrato, apresentam uma tipologia de rela&#231;&#245;es de trabalho que caracterizar&#225; cada vez mais a for&#231;a de trabalho a que as organiza&#231;&#245;es recorrer&#227;o (ver <a href="#q1">quadro 1</a>). Nessas duas perspectivas, o denominador comum &#233; a crescente diversidade de contratos laborais que as empresas dever&#227;o possuir e gerir em simult&#226;neo. N&#227;o somente a empresa tem de ser capaz de identificar o seu neg&#243;cio com clareza, como de escolher as rela&#231;&#245;es de trabalho mais adequadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a06q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Herriot e Pemberton (1995) utilizam as &#226;ncoras da motiva&#231;&#227;o-base do trabalhador como discriminante para a inser&#231;&#227;o em cada tipo de contrato. Identificam assim tr&#234;s tipos de contratos: os contratos de <i>desenvolvimento,</i> cuja motiva&#231;&#227;o &#233; o desejo de fazer uma carreira de gest&#227;o, os contratos de <i>autonomia,</i> cuja motiva&#231;&#227;o &#233; o desejo de exercer fun&#231;&#245;es t&#233;cnicas especializadas, e os contratos de <i>estilo de vida,</i> cuja motiva&#231;&#227;o &#233; econ&#243;mica. O modelo destes autores &#233; an&#225;logo ao proposto por Handy (1992) &#151; o modelo da &quot;empresa-trevo&quot; em que cada folha representa um tipo de contrato. Rousseau (1995) cruza a <i>dura&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o</i> (curto ou longo prazo) com o <i>grau de perten&#231;a</i> &#224; organiza&#231;&#227;o, isto &#233;, se a rela&#231;&#227;o &#233; interna ou externa. Aponta, assim, quatro tipo de contratos: eventuais (longo prazo, externos), nucleares (longo prazo, internos), independentes (curto prazo, externos) ou carreiristas ( curto prazo, interno). Os trabalhadores a tempo parcial podem ser enquadrados, segundo a autora, em qualquer um dos quatro quadrantes, pelo que estes n&#227;o configuram um tipo de rela&#231;&#227;o de trabalho mas um tipo de contrato de trabalho. Ou seja, um trabalhador efectivo que pediu um trabalho parcial ou um &quot;carreirista&quot; que optou por trabalho a meio termo s&#227;o distintos n&#227;o pelo contrato de trabalho por que optam, mas pela rela&#231;&#227;o que t&#234;m com a organiza&#231;&#227;o. Herriot e Pemberton (1995), ao inv&#233;s, consideram que o contrato por que um trabalhador optou determina o tipo de rela&#231;&#227;o que este tem com a organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A principal diferen&#231;a entre estas duas perspectivas reside na concep&#231;&#227;o dos &quot;carreiristas&quot;. Colocando-os no grupo dos &quot;trabalhadores n&#250;cleo&quot;, Herriot e Pemberton (1995) d&#227;o-lhe um valor estrat&#233;gico central para a organiza&#231;&#227;o, enquanto Rousseau (1995) os v&#234; como recurso em momentos de indefini&#231;&#227;o organizacional ou para compet&#234;ncias n&#227;o centrais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A adop&#231;&#227;o de um leque de rela&#231;&#245;es de trabalho diferenciadas, a selec&#231;&#227;o das mais adequadas e a sua implementa&#231;&#227;o bem sucedida exigem uma reformula&#231;&#227;o das estrat&#233;gias de &quot;gest&#227;o de recursos humanos&quot; j&#225; que estas mediatizam a rela&#231;&#227;o entre a estrat&#233;gia organizacional e o contrato psicol&#243;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Tipos de contrato</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Rousseau (1995) insere o contrato psicol&#243;gico numa grelha de contratos que variam em fun&#231;&#227;o do <i>n&#237;vel</i> (individual ou grupai) e da <i>perspectiva</i> (interna ou externa). Combinando estas duas dimens&#245;es, &#233; poss&#237;vel identificar quatro tipos de contrato: social, <i>normativo, impl&#237;cito e psicol&#243;gico.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O <i>contrato social</i> (n&#237;vel grupal/perspectiva externa) diz respeito &#224;s normas culturais duma sociedade e tem uma import&#226;ncia decisiva na percep&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico, j&#225; que influencia a interpreta&#231;&#227;o das promessas. Mills (1996, p. 453) refere que &quot;os princ&#237;pios comuns dos novos contratos sociais &#091;nos EUA&#093; s&#227;o que j&#225; n&#227;o existe seguran&#231;a nem lealdade (...), mas, em vez disso, h&#225; o pagamento em fun&#231;&#227;o do desempenho, uma educa&#231;&#227;o que torna o trabalhador atractivo para outras empresas e carreiras baseadas na mudan&#231;a de empregador para empregador&quot;. Handy (1998) chama, no entanto, a aten&#231;&#227;o para a necessidade de as empresas se verem a si mesmas como &quot;cidad&#227;s&quot; ao inv&#233;s de &quot;mercen&#225;rias&quot;, isto &#233;, &quot;t&#234;m direitos na sociedade onde est&#227;o a funcionar, mas tamb&#233;m responsabilidades&quot; (Handy, 1998, p. 26), pelo que n&#227;o poder&#227;o adoptar solu&#231;&#245;es que sejam vantajosas unicamente do ponto de vista da empresa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O <i>contrato normativo</i> (n&#237;vel grupo/perspectiva interna) diz respeito ao contrato psicol&#243;gico partilhado que emerge em determinados grupos de trabalhadores duma mesma organiza&#231;&#227;o ou de diferentes organiza&#231;&#245;es. Ocorre quando v&#225;rias pessoas est&#227;o de acordo em rela&#231;&#227;o a algumas facetas do seu contrato psicol&#243;gico individual, fazendo sobressair as caracter&#237;sticas situacionais em detrimento das individuais. H&#225; uma rela&#231;&#227;o estreita entre o contrato normativo e a cultura da empresa ou do grupo, podendo existir tantos contratos normativos como sub-culturas organizacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O <i>contrato impl&#237;cito</i> (n&#237;vel indiv&#237;duo/perspectiva externa) diz respeito &#224;s interpreta&#231;&#245;es que terceiras partes fazem da rela&#231;&#227;o contratual. Normalmente, as interpreta&#231;&#245;es s&#227;o feitas com base em informa&#231;&#245;es mais gen&#233;ricas e mais afectadas por normas sociais ou culturais. A preocupa&#231;&#227;o &#233; com a justi&#231;a processual na rela&#231;&#227;o de contrato.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O <i>contrato psicol&#243;gico</i> insere-se no quadrante n&#237;vel individual / perspectiva interna. A sua cria&#231;&#227;o, manuten&#231;&#227;o e mudan&#231;a &#233; afectada pelos contratos social, normativo e impl&#237;cito. A sua quebra (ou repara&#231;&#227;o da quebra) &#233; influenciada pelo contrato impl&#237;cito das terceiras partes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dois tipos de contrato psicol&#243;gico mais estudados s&#227;o o <i>relacional</i> e o <i>transaccional.</i> Toda a literatura sobre o &quot;novo&quot; contrato psicol&#243;gico acentua a mudan&#231;a de um &quot;velho&quot; contrato psicol&#243;gico mais fortemente relacional para um &quot;novo&quot; contrato psicol&#243;gico mais transaccional (Strebel, 1993, Hiltrop, 1995, Herriot &#38; Pemberton, 1995). No entanto, Rousseau (1995) chama a aten&#231;&#227;o para o facto de que os contratos psicol&#243;gicos detidos pelos trabalhadores se situam, na realidade, num cont&#237;nuo entre estes dois polos, podendo assumir uma infinita variedade de formas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A dura&#231;&#227;o do contrato e as obriga&#231;&#245;es m&#250;tuas s&#227;o os aspectos contratuais &#224; volta dos quais se distinguem os dois tipos de contrato (ver <a href="#q2">quadro 2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a06q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outros dois tipos de contrato psicol&#243;gico s&#227;o referidos por Rousseau (1995): o contrato <i>equilibrado</i> e o <i>transicional.</i> Este &#250;ltimo &#233; t&#237;pico de situa&#231;&#245;es em que a empresa est&#225; com fortes muta&#231;&#245;es internas na sequ&#234;ncia de fus&#245;es ou altera&#231;&#245;es dram&#225;ticas do mercado, e caracteriza-se por uma alta ambiguidade e incerteza, instabilidade interna e despedimentos muito frequentes. A empresa ainda n&#227;o tem uma nova estrat&#233;gia, mas a anterior j&#225; n&#227;o est&#225; em funcionamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O contrato psicol&#243;gico <i>equilibrado</i> resulta da conjuga&#231;&#227;o de algumas facetas do contrato <i>relacional, como</i> a lealdade, o alto n&#237;vel de empenho e a identifica&#231;&#227;o com a organiza&#231;&#227;o, com outras do contrato <i>transaccional,</i> como a remunera&#231;&#227;o em fun&#231;&#227;o do desempenho e a focaliza&#231;&#227;o nos resultados organizacionais. A <i>carreira proteiforme,</i> defendida por Hall e colaboradores (Hall &#38; Mirvis, 1995, Hall &#38; Moss, 1998), baseia-se num contrato onde a lealdade &#233; &quot;baseada no desempenho e desenvolvimento, e o desempenho do trabalhador &#233; premiado&quot; (Hall &#38; Moss, 1998, p. 28). Os termos do contrato s&#227;o transaccionais na medida em que a manuten&#231;&#227;o do mesmo depende do cumprimento m&#250;tuo das obriga&#231;&#245;es que s&#227;o claramente acordadas entre as partes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>O modelo de contrato psicol&#243;gico de Roussea.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Denise Rousseau &#233; uma das investigadoras que mais aten&#231;&#227;o t&#234;m dedicado a este conceito, delimitando o seu significado actual e componentes essenciais. Rousseau e Parks (1993) defendem que &quot;os contratos psicol&#243;gicos existem a n&#237;vel individual e o seu detentor &#233; parte no contrato. Tais contratos s&#227;o caracterizados por percep&#231;&#245;es, interpreta&#231;&#245;es e atribui&#231;&#227;o de sentido e, na sua viola&#231;&#227;o, por emo&#231;&#245;es fortes&quot; (p. 19).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O modelo de cria&#231;&#227;o de um contrato psicol&#243;gico pode ser aplicado a quaisquer duas partes dum contrato &#151; trabalhador/empregador, cliente/trabalhador, etc. &#151; e distingue dois tipos de factores a operar na forma&#231;&#227;o do contrato: factores individuais e organizacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao n&#237;vel organizacional, Rousseau (1995) salienta dois factores: as <i>mensagens organizacionais e</i> as <i>pistas sociais.</i> As <i>mensagens organizacionais s&#227;o</i> transmitidas em acontecimentos comportamentais que envolvem a comunica&#231;&#227;o de promessas. A <i>comunica&#231;&#227;o aberta</i> e clara dos valores organizacionais, a <i>observa&#231;&#227;o</i> do tratamento recebido pelos colegas e as <i>express&#245;es da pol&#237;tica organizacional,</i> como, por exemplo, os sistemas de compensa&#231;&#227;o ou as pr&#225;ticas de promo&#231;&#227;o interna, comunicam compromissos para o futuro. As <i>pistas sociais</i>, adquiridas, essencialmente, atrav&#233;s dos colegas de trabalho, fornecem mensagens para a cria&#231;&#227;o do contrato, transmitem press&#227;o social para se conformar &#224;s normas grupais e moldam a interpreta&#231;&#227;o das ac&#231;&#245;es da organiza&#231;&#227;o. An&#237;vel individual h&#225; um processo de codifica&#231;&#227;o e descodifica&#231;&#227;o das <i>mensagens</i> que &#233; afectado quer pelas <i>pistas sociais</i>, quer por predisposi&#231;&#245;es individuais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O modelo proposto por Rousseau (e. g., Rousseau, 1995) integra tr&#234;s conceitos fundamentais: <i>promessas, mutualidade</i> e <i>viola&#231;&#227;o.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apercep&#231;&#227;o duma <i>promessa</i> distingue o contrato psicol&#243;gico da <i>expectativa. A</i> n&#227;o realiza&#231;&#227;o da expectativa do trabalhador pode desiludi-lo, desfazendo uma pr&#233;-imagem, mas n&#227;o h&#225; uma quebra dum compromisso, ou obriga&#231;&#227;o da empresa, dado que esta n&#227;o tinha prometido nada. Ao contr&#225;rio, a promessa &#233; &quot;a comunica&#231;&#227;o de um compromisso para um futuro curso de ac&#231;&#227;o (...). N&#227;o &#233; a cren&#231;a num compromisso, mas a comunica&#231;&#227;o duma inten&#231;&#227;o futura&quot; (Rousseau &#38; Parks, 1993, p. 6), que pode ser formalmente estatu&#237;do ou informalmente transmitido, atrav&#233;s das pr&#225;ticas em vigor na organiza&#231;&#227;o. Ao assumir-se um compromisso est&#225; a estabelecer-se um objectivo, que poder&#225; ter algum tipo de incentivo associado. Cumprir o objectivo n&#227;o s&#243; mant&#233;m o n&#237;vel de confian&#231;a m&#250;tuo, como fortalece a auto-estima. Se foi efectuada uma promessa e uma das partes cumpre com o que lhe foi pedido e &#225; outra n&#227;o, verifica-se uma <i>viola&#231;&#227;o</i> do acordo. Nos contratos transaccionais, as trocas s&#227;o mais imediatas &#151; paga-se a factura e liquida-se a d&#237;vida. Nos relacionais, no entanto, o pagamento pode assumir os contornos doutra promessa, ou ser adiado no tempo sem que seja percebida uma quebra</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <i>mutualidade</i> do contrato psicol&#243;gico n&#227;o &#233; t&#227;o clara no modelo apresentado por Rousseau (1995). Se bem que deva existir reciprocidade entre o que &#233; trocado &#151; um excelente desempenho por uma alta remunera&#231;&#227;o &#151;, n&#227;o est&#225; claro quem assume o contrato psicol&#243;gico que a empresa tem em rela&#231;&#227;o ao trabalhador. Por&#233;m, havendo uma grande diversidade de membros ou sinais organizacionais que interferem na cria&#231;&#227;o, manuten&#231;&#227;o ou quebra do contrato psicol&#243;gico do indiv&#237;duo, a chefia directa &#233; quem personifica a empresa no dia-a-dia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na concep&#231;&#227;o do contrato <i>proteiforme</i> (Hall <i>et al.,</i> 1995,1998), a mutualidade do contrato psicol&#243;gico encontra-se mais patente, estando impl&#237;cito que &#233; a organiza&#231;&#227;o, atrav&#233;s do alinhamento das suas estrat&#233;gias de recursos humanos que assume o contrato psicol&#243;gico com o trabalhador.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Viola&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A viola&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico exprime a dimens&#227;o do grau de (&#094;cumprimento desse contrato. Morrison e Robinson (1997) desenharam um modelo de viola&#231;&#227;o do contrato que, tendo semelhan&#231;as com o proposto por Rousseau (1995), estabelece uma diferen&#231;a de fundo entre a viola&#231;&#227;o e a quebra do contrato psicol&#243;gico. Para estas autoras, a viola&#231;&#227;o do contrato corresponde a um est&#225;dio mais avan&#231;ado do incumprimento da promessa que se faz acompanhar de reac&#231;&#245;es emocionais fortes. Neste sentido, a <i>quebra</i> percebida refere-se &#224; &quot;cogni&#231;&#227;o de que a organiza&#231;&#227;o n&#227;o cumpriu uma ou mais obriga&#231;&#245;es do seu contrato psicol&#243;gico de forma compar&#225;vel &#224;s contribui&#231;&#245;es recebidas (...), reservando-se o termo <i>viola&#231;&#227;o</i> para o estado emocional e afectivo que pode, sob certas circunst&#226;ncias, seguir-se &#224; cren&#231;a de que a organiza&#231;&#227;o n&#227;o conseguiu manter adequadamente o contrato psicol&#243;gico&quot; (Morrison &#38; Robinson, 1997, p. 230)</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As fontes de viola&#231;&#227;o do contrato s&#227;o as mais diversas e reflectem o n&#227;o alinhamento do comportamento dos actores com as estrat&#233;gias de recursos humanos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Morrison e Robinson (1997) distinguem duas condi&#231;&#245;es principais para a percep&#231;&#227;o duma promessa n&#227;o cumprida: a nega&#231;&#227;o e a incongru&#234;ncia. A <i>nega&#231;&#227;o</i> poder&#225; ocorrer devido &#224; incapacidade de cumprir a promessa ou &#224; falta de vontade em a cumprir; a <i>incongru&#234;ncia</i> pode surgir quando a comunica&#231;&#227;o da promessa n&#227;o foi clara, quando as promessas s&#227;o amb&#237;guas ou complexas ou quando as partes t&#234;m esquemas de refer&#234;ncia socioculturais diferentes. No entanto, para que o incumprimento seja sentido, &#233; necess&#225;rio que uma das partes o detecte. Na detec&#231;&#227;o do incumprimento actuam factores como a <i>sali&#234;ncia</i> da promessa e a <i>vigil&#226;ncia</i> que as partes exercem sobre o seu cumprimento, sendo a vigil&#226;ncia afectada pela natureza da rela&#231;&#227;o, pela percep&#231;&#227;o dos custos associados ao n&#227;o cumprimento e ainda pelo grau de incerteza inerente &#224; promessa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s a detec&#231;&#227;o do incumprimento inicia-se um <i>processo de compara&#231;&#227;o</i> entre a percep&#231;&#227;o dos benef&#237;cios prometidos e recebidos da organiza&#231;&#227;o e as contribui&#231;&#245;es prometidas e fornecidas pelo trabalhador. A percep&#231;&#227;o da quebra da promessa verifica-se apenas quando o resultado do processo de compara&#231;&#227;o &#233; desequilibrado. Por&#233;m, um conjunto de enviesamentos cognitivos, predisposi&#231;&#245;es pessoais e a natureza da rela&#231;&#227;o podem distorcer a aprecia&#231;&#227;o que o indiv&#237;duo faz das suas contribui&#231;&#245;es para a organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Morrison e Robinson (1997) salientam uma diferen&#231;a fundamental entre esta abordagem e a da <i>teoria da equidade:</i> o outro referente. Dado que o outro referente n&#227;o &#233; um colega em iguais circunst&#226;ncias, mas a organiza&#231;&#227;o, &#233; indiferente para a percep&#231;&#227;o da quebra o tratamento que os colegas receberam. Ainda que todos tenham tido o mesmo tratamento, o indiv&#237;duo pode percepcionar uma quebra do contrato: a organiza&#231;&#227;o encontra-se numa rela&#231;&#227;o de troca directa com ele.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s a percep&#231;&#227;o da quebra, inicia-se o <i>processo de interpreta&#231;&#227;o.</i> A avalia&#231;&#227;o dos resultados da quebra, ou seja, a dimens&#227;o do desequil&#237;brio atr&#225;s mencionado, as <i>atribui&#231;&#245;es</i> acerca das raz&#245;es para a mesma (causalidade, controlo, previsibilidade e intencionalidade), a <i>percep&#231;&#227;o da. justi&#231;a</i> e a <i>diverg&#234;ncia com o contrato social</i> interagem para determinar o grau da resposta emocional associada &#224; percep&#231;&#227;o da quebra, ou seja, para a determina&#231;&#227;o da exist&#234;ncia ou n&#227;o de uma viola&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <i>confian&#231;a</i> entre as partes tem um papel determinante na percep&#231;&#227;o da viola&#231;&#227;o. A percep&#231;&#227;o duma quebra de contrato ou viola&#231;&#227;o &#233; seguida por uma diminui&#231;&#227;o da confian&#231;a. Robinson (1996) defende que n&#227;o s&#243; h&#225; uma <i>diminui&#231;&#227;o da confian&#231;a,</i> como o n&#237;vel de <i>confian&#231;a inicial</i> determina a pr&#243;pria percep&#231;&#227;o da viola&#231;&#227;o, eventualmente, atrav&#233;s do enviesamento da <i>aten&#231;&#227;o</i> selectiva e da <i>interpreta&#231;&#227;o</i> selectiva.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O modelo de Robinson e Morrison (1997) &#233; mais abrangente e detalhado que o modelo proposto por Rousseau (1995), embora sigam o mesmo percurso. Segundo esta autora, a confian&#231;a entre as partes &#233; o cerne do contrato psicol&#243;gico. A quebra do contrato &#233; uma experi&#234;ncia relativamente vulgar mas o rompimento do mesmo depende do grau em que o trabalhador considera que o contrato foi cumprido, bem como de outros factores &#151; natureza relacional ou transaccional do contrato, alternativas de trabalho dispon&#237;veis, compet&#234;ncias do trabalhador, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Respostas comportamentais &#224; viola&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Herriot e Pemberton (1995) apontam tr&#234;s respostas para restaurar a iniquidade sentida por alguns trabalhadores ap&#243;s um processo de reestrutura&#231;&#227;o: &quot;sai&quot; <i>(get out),</i> &quot;p&#245;e-te a salvo&quot; <i>(get safe)</i> e &quot;vinga-te&quot; <i>(get even).</i> Esta perspectiva, algo c&#237;nica, assume que a quarta resposta geralmente estudada na insatisfa&#231;&#227;o organizacional &#151; a voz &#151; n&#227;o est&#225; dispon&#237;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Hirschman (1970) prop&#244;s os termos &quot;voz&quot;, &quot;sa&#237;da&quot; e &quot;lealdade&quot; no contexto da recupera&#231;&#227;o dos decl&#237;nios da economia. Rusbult, Farrell, Rogers e Mainous (1988) adicionaram a no&#231;&#227;o de &quot;neglig&#234;ncia&quot;, sendo estas as respostas comportamentais que t&#234;m vindo a ser estudadas em rela&#231;&#227;o com a insatisfa&#231;&#227;o organizacional (e. g., Caetano e Vala, 1991). A &quot;voz&quot; &#233; uma estrat&#233;gia activa e construtiva, que visa a abordagem e solu&#231;&#227;o de problemas organizacionais; a &quot;sa&#237;da&quot; &#233; activa e destrutiva, j&#225; que interrompe a rela&#231;&#227;o existente; a &quot;lealdade&quot; tem uma dimens&#227;o atitudinal de apoio aberto &#224; organiza&#231;&#227;o e comportamental de suporte passivo; a &quot;neglig&#234;ncia&quot; &#233; destrutiva e passiva no que respeita &#224; redu&#231;&#227;o do esfor&#231;o ou mesmo ao dano da propriedade da organiza&#231;&#227;o. A dimens&#227;o construtiva/destrutiva &#233; definida em termos do impacto na rela&#231;&#227;o entre o trabalhador e a empresa e a dimens&#227;o activa/passiva tem em considera&#231;&#227;o os mecanismos usados pelos trabalhadores para lidar com a insatisfa&#231;&#227;o (Rusbult <i>et al,</i> 1988).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No contexto do contrato psicol&#243;gico, Rousseau (1995) prop&#245;e algumas condi&#231;&#245;es antecedentes de cada resposta. Enquanto num contrato de curta dura&#231;&#227;o e/ou transaccional, a &quot;sa&#237;da&quot; &#233; a resposta mais prov&#225;vel, num contrato relacional a &quot;voz&quot; &#233; concebida como uma alternativa cuja presen&#231;a ou aus&#234;ncia &#233; determinante, tendo duas fun&#231;&#245;es &#151; reduzir as perdas e restaurar a confian&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Chamando a aten&#231;&#227;o para a viol&#234;ncia crescente no local de trabalho, que identificam como uma tend&#234;ncia da &#250;ltima d&#233;cada, Parks e Kidder (1994) prop&#245;em as no&#231;&#245;es de comportamentos &quot;pr&#243;-papel&quot; e &quot;anti-papel&quot;. Nos primeiros, a inten&#231;&#227;o &#233; beneficiar a organiza&#231;&#227;o; nos segundos, a inten&#231;&#227;o &#233; prejudicar a empresa. Se, nos primeiros, incluem os construtos descritos na literatura da cidadania organizacional, nos segundos v&#227;o para al&#233;m da <i>neglig&#234;ncia</i> e incluem comportamentos como o <i>negativismo,</i> o <i>roubo,</i> a <i>persegui&#231;&#227;o,/amea&#231;a</i> e o <i>dano aberto.</i> O que pode levar um trabalhador a ir de um lado ao outro do cont&#237;nuo &#233; fun&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas pessoais, da natureza da rela&#231;&#227;o entre empregado e empregador e da percep&#231;&#227;o de que o contrato psicol&#243;gico foi quebrado ou que, pelo contr&#225;rio, &#233; mantido.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Mudan&#231;a de um contrato psicol&#243;gico</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todos os contratos se alteram. Por defini&#231;&#227;o, um contrato transaccional, ao alterar-se, d&#225; origem a um novo contrato. Um contrato relacional, por sua vez, modifica-se. Neste caso, as modifica&#231;&#245;es poder&#227;o ser impercept&#237;veis e graduais, de forma a que apenas se possa afirmar que houve altera&#231;&#245;es comparando dois pontos no tempo (hoje e h&#225; cinco anos atr&#225;s, por exemplo), ou podem ser modifica&#231;&#245;es mais concertadas permitindo uma adapta&#231;&#227;o &#224;s exig&#234;ncias do meio em que a organiza&#231;&#227;o se insere.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O tempo, diz Rousseau (1995), &#233; o factor mais importante para a mudan&#231;a do contrato. Com o passar do tempo altera-se n&#227;o s&#243; o ambiente em que o contrato se est&#225; a desenvolver, como a pr&#243;pria percep&#231;&#227;o dos seus termos. A aquisi&#231;&#227;o de compet&#234;ncias mais espec&#237;ficas &#224; organiza&#231;&#227;o ap&#243;s um processo de socializa&#231;&#227;o bem sucedido, a constitui&#231;&#227;o de uma fam&#237;lia e subsequentes exig&#234;ncias ao n&#237;vel da disponibilidade emocional e de tempo, a maior preocupa&#231;&#227;o com a proximidade do termo da vida laborai activa, s&#227;o alguns dos factores que d&#227;o novo significado a express&#245;es como &quot;satisfa&#231;&#227;o no trabalho&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A n&#237;vel interno, o contrato vai-se alterando, isto &#233;, h&#225; um deslizar dos termos do contrato que faz com que ele mude sem que o seu detentor tome plena consci&#234;ncia de cada vez que h&#225; uma altera&#231;&#227;o. Por detr&#225;s deste &quot;deslizar&quot; actuam um conjunto de tend&#234;ncias cognitivas, como a <i>acessibilidade da informa&#231;&#227;o, os ju&#237;zos de inten&#231;&#227;o e o optimismo e auto-confian&#231;a.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro factor que leva ao deslizamento do contrato &#233; a matura&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; individual como ao n&#237;vel do pr&#243;prio contrato. O trabalhador vai alargando a sua &#225;rea de actua&#231;&#227;o &#151; &quot;zona de aceita&#231;&#227;o&quot; &#151; e a rela&#231;&#227;o de trabalho estreita-se, tomando-o mais valioso para a empresa porque entende e age dentro da cultura desta, mas tamb&#233;m a empresa mais valiosa para ele porque o esfor&#231;o despendido para um bom desempenho &#233; menor por j&#225; dominar o trabalho e ainda porque as perdas associadas ao abandono da empresa s&#227;o maiores por perder os benef&#237;cios que foi ganhando.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Rousseau (1995) compara as mudan&#231;as ao n&#237;vel do contrato com a dicotomia estabelecida por Argyris e Schon (1978) entre aprendizagem de tipo <i>arco simples</i> e aprendizagem de <i>arco duplo.</i> A distin&#231;&#227;o entre ambas &#233; simples: se o erro &#233; detectado e corrigido, mas a organiza&#231;&#227;o ou o indiv&#237;duo permanecem intactos quanto aos seus valores, regras e objectivos, existe uma aprendizagem de arco simples; se o erro &#233; detectado e corrigido e tal correc&#231;&#227;o origina uma reformula&#231;&#227;o dos valores, regras e objectivos individuais ou organizacionais, existe uma aprendizagem duplo arco. No primeiro caso, d&#227;o-se modifica&#231;&#245;es no &#226;mbito do contrato vigente, ou seja, as altera&#231;&#245;es n&#227;o p&#245;em em causa o contrato actual. V&#225;rias situa&#231;&#245;es podem preencher este requisito: essas altera&#231;&#245;es s&#227;o efectuadas em &#225;reas consideradas &quot;perif&#233;ricas&quot; do contrato; n&#227;o afectam o n&#237;vel global do <i>status quo</i> s&#227;o feitas com a colabora&#231;&#227;o dos trabalhadores; correspondem a refinamentos de situa&#231;&#245;es j&#225; existentes; ou t&#234;m uma localiza&#231;&#227;o temporal bem definida.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No segundo caso, em que se verifica <i>arco duplo</i> verifica-se uma mudan&#231;a organizacional radical, descont&#237;nua, qualitativa, multin&#237;veis, multidimensional, envolvendo uma quebra paradigm&#225;tica” (Porras &#38; Robertson, 1992, p. 721). Rousseau (1995) prop&#245;e um conjunto de dez condi&#231;&#245;es para que a mudan&#231;a, que designa de <i>transforma&#231;&#227;o</i>, seja bem sucedida. Estas compreendem, nomeadamente, a sensibiliza&#231;&#227;o dos trabalhadores para a necessidade da mudan&#231;a; a cria&#231;&#227;o de equipas de trabalho directamente respons&#225;veis por aspectos a alterar; a manuten&#231;&#227;o de um sistema de comunica&#231;&#227;o bidireccional fluido e actual que anule ao m&#225;ximo os efeitos dos rumores, da incerteza e da m&#225; compreens&#227;o; a cria&#231;&#227;o de estruturas organizacionais interm&#233;dias que d&#234;em resposta a projectos de curto prazo e permitam o alinhamento dos esfor&#231;os de mudan&#231;a e dos seus actores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Sempre que os autores se t&#234;m referido ao &quot;novo&quot; contrato, t&#234;m-no feito na sequ&#234;ncia de altera&#231;&#245;es de fundo que as organiza&#231;&#245;es v&#234;m desencadeando e que modificaram profundamente a rela&#231;&#227;o que tinham com os trabalhadores. A forma de gest&#227;o desta transi&#231;&#227;o tem um profundo impacto na viabilidade dos novos contratos. De Vries e Balazs (1996) exp&#245;em o processo de luto por que passam as &quot;v&#237;timas&quot;, os &quot;sobreviventes&quot; e os &quot;carrascos&quot; dum processo de <i>downsizing</i>, podendo este ter consequ&#234;ncias emocionais fort&#237;ssimas. Depress&#227;o, f&#250;ria, dissocia&#231;&#227;o emocional atrav&#233;s da racionaliza&#231;&#227;o ou intelectualiza&#231;&#227;o, nega&#231;&#227;o da emo&#231;&#227;o ou adapta&#231;&#227;o s&#227;o respostas emocionais descritas como sendo algumas das encontradas nas entrevistas aos tr&#234;s tipos de actores organizacionais envolvidos nestes processos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Brockner (1988), numa s&#233;rie de estudos laboratoriais e emp&#237;ricos, mostra que as percep&#231;&#245;es de justi&#231;a e press&#227;o dos &quot;sobreviventes&quot; dum processo de despedimento t&#234;m um papel fundamental na media&#231;&#227;o das consequ&#234;ncias comportamentais e atitudinais do despedimento. Brockner (1992) exp&#245;e um alargado conjunto de aspectos a ter em considera&#231;&#227;o antes, durante e ap&#243;s os despedimentos maci&#231;os, sugerindo que os despedimentos percebidos como inconsistentes com a cultura empresarial quebram o contrato psicol&#243;gico entre empregado e empregador.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Estudos emp&#237;ricos sobre o contrato psicol&#243;gico</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos emp&#237;ricos sobre o contrato psicol&#243;gico s&#227;o relativamente recentes, como se pode observar no <a href="#q3">quadro 3</a>, onde se apresenta uma s&#237;ntese das principais pesquisas efectuadas neste campo. A viola&#231;&#227;o do contrato &#233; a vari&#225;vel independente mais utilizada.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a06q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">As pesquisas efectuadas fizeram uso de popula&#231;&#245;es muito heterog&#233;neas. Os estudos de Robinson (1994, 1995,1996) e Rousseau (1990,1991, 1994) utilizaram uma popula&#231;&#227;o muito valorizada pelos empregadores &#151; os p&#243;s-graduados em administra&#231;&#227;o de neg&#243;cios (MBA). Guzzo <i>et al.</i> (1994) utilizou uma popula&#231;&#227;o igualmente at&#237;pica: os gestores expatriados. Freese e Schalk (1996) fazem uma caracteriza&#231;&#227;o gen&#233;rica da sua amostra, pelo que n&#227;o temos dados acerca do n&#237;vel profissional em que se inserem. Assim sendo, os resultados dos estudos dever&#227;o ser encarados com reserva, j&#225; que as popula&#231;&#245;es estudadas t&#234;m um poder dentro das organiza&#231;&#245;es que n&#227;o corresponde ao da maioria dos trabalhadores activos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, a cultura dos sujeitos &#233; maioritariamente anglo-sax&#243;nica. Um outro aspecto a referir &#233; que, embora a abordagem te&#243;rica saliente a mutualidade do contrato psicol&#243;gico, ou pelo menos a reciprocidade, os estudos centram-se todos na perspectiva do trabalhador.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Faremos uma breve s&#237;ntese dos resultados encontrados em rela&#231;&#227;o &#224;s vari&#225;veis estudadas e resultados encontrados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Obriga&#231;&#245;es dos trabalhadores e dos empregadores</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nos estudos conduzidos por Guzzo <i>et al.</i> (1994) e Freese e Schalk (1996) n&#227;o est&#225; presente o car&#225;cter <i>promissor</i> do contrato psicol&#243;gico. At&#233; que ponto o n&#227;o ajustamento se deve a uma quebra duma promessa ou a uma expectativa n&#227;o alcan&#231;ada n&#227;o foi explicitado. Os resultados destes estudos n&#227;o ser&#227;o, assim, considerados. Os restantes estudos contemplam o aspecto promissor do contrato como elemento diferenciador do contrato psicol&#243;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Obriga&#231;&#245;es no contrato psicol&#243;gico</i>: os poss&#237;veis tipos de obriga&#231;&#245;es entre os trabalhadores e os empregadores foram obtidos mediante entrevistas efectuadas por Rousseau (1990) a gestores de pessoal ou de recursos humanos de empresas em diferentes &#225;reas de neg&#243;cios. Posteriormente, Robinson (1996) confirmou a relev&#226;ncia das obriga&#231;&#245;es encontradas naquele estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, surgem como obriga&#231;&#245;es dos <i>empregadores</i> as promo&#231;&#245;es, o sal&#225;rio elevado, a remunera&#231;&#227;o baseada no desempenho actual, a forma&#231;&#227;o, a seguran&#231;a no trabalho a longo prazo, o desenvolvimento da carreira e o apoio em quest&#245;es pessoais; e como obriga&#231;&#245;es dos <i>trabalhadores</i> o trabalhar horas extra, a lealdade, o oferecer-se para trabalhos extra-fun&#231;&#245;es, o avisar com anteced&#234;ncia se quiser sair da empresa, a disponibilidade para ser transferido, o n&#227;o apoiar os concorrentes da empresa, a defesa da informa&#231;&#227;o da empresa e o permanecer nela pelo menos dois anos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As obriga&#231;&#245;es que parecem ser consistentes num contrato <i>transaccional</i> s&#227;o, por parte do empregador, o &quot;sal&#225;rio elevado&quot; e a &quot;remunera&#231;&#227;o baseada no desempenho actual&quot;; e &quot;avisar com anteced&#234;ncia sobre a inten&#231;&#227;o de abandonar a empresa&quot;, por parte do trabalhador. Num contrato <i>relacional,</i> a obriga&#231;&#227;o do empregador &#233; fornecer &quot;seguran&#231;a no trabalho a longo prazo&quot; em troca da &quot;lealdade&quot; do trabalhador. S&#227;o as obriga&#231;&#245;es-chave que permitem que um contrato seja &quot;mais&quot; relacional ou transaccional, sendo que a diferente inclus&#227;o das restantes obriga&#231;&#245;es num ou noutro tipo de contrato denota a natureza cont&#237;nua dos mesmos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Determinantes das obriga&#231;&#245;es: Rousseau (1990) verificou que as obriga&#231;&#245;es relacionais do trabalhador est&#227;o positivamente associadas &#224; dura&#231;&#227;o esperada do contrato de trabalho na organiza&#231;&#227;o e nas fun&#231;&#245;es, &#224; implica&#231;&#227;o organizacional e &#224;s exig&#234;ncias feitas pelo empregador em rela&#231;&#227;o &#224; sa&#237;da do trabalhador. Por outro lado, as obriga&#231;&#245;es relacionais do trabalhador est&#227;o negativamente associadas ao &quot;carreirismo&quot;. As obriga&#231;&#245;es transaccionais do trabalhador n&#227;o est&#227;o relacionadas com nenhuma das vari&#225;veis independentes ou mediadoras.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As obriga&#231;&#245;es relacionais do empregador est&#227;o negativamente relacionadas com o carreirismo e com a dura&#231;&#227;o esperada na fun&#231;&#227;o. As obriga&#231;&#245;es transaccionais do empregador est&#227;o positivamente relacionadas com as exig&#234;ncias feitas por ele em rela&#231;&#227;o &#224; sa&#237;da e com o carreirismo, estando negativamente associadas &#224; implica&#231;&#227;o, &#224; obriga&#231;&#227;o de avisar com anteced&#234;ncia a inten&#231;&#227;o de sair da empresa e &#224; dura&#231;&#227;o esperada na fun&#231;&#227;o. O desempenho actual, mas n&#227;o o passado ou o que ser&#225; exigido no futuro, o compromisso formal de providenciar seguran&#231;a no trabalho e o tempo de trabalho est&#227;o significativamente relacionados com a obriga&#231;&#227;o impl&#237;cita do empregador de n&#227;o despedir, avaliada do ponto de vista duma terceira parte (Rousseau &#38; Anton, 1991).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Robinson <i>et al.</i> (1994) constataram que, com o passar do tempo, h&#225; uma diminui&#231;&#227;o das obriga&#231;&#245;es do trabalhador, enquanto as obriga&#231;&#245;es do empregador aumentaram, apenas diminuindo a forma&#231;&#227;o, a seguran&#231;a e o apoio a problemas pessoais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o h&#225; qualquer rela&#231;&#227;o entre a clareza das obriga&#231;&#245;es &#151; isto &#233;, o grau em que uma promessa foi explicitamente assumida &#151; e os efeitos da viola&#231;&#227;o do contrato na virtude c&#237;vica (Robinson &#38; Morrison, 1995).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Confian&#231;a no empregador</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A confian&#231;a no empregador foi estudada enquanto vari&#225;vel dependente e/ou mediadora nos estudos de Robinson <i>et al.</i> (1994,1995) e Robinson (1996), sendo definida como &quot;as expectativas, pressupostos ou cren&#231;as que um indiv&#237;duo tem acerca da probabilidade de que as ac&#231;&#245;es futuras de outrem ser&#227;o ben&#233;ficas, favor&#225;veis ou pelo menos n&#227;o prejudiciais aos seus interesses&quot; (Robinson, 1996).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A confian&#231;a foi avaliada atrav&#233;s de uma escala de sete itens, constru&#237;da a partir das bases de confian&#231;a de Gabarro e Athos (1976). Os resultados dos tr&#234;s estudos indicam, nomeadamente, que: a confian&#231;a pr&#233;via no empregador influencia a probabilidade da detec&#231;&#227;o de uma quebra no contrato psicol&#243;gico; medeia totalmente a rela&#231;&#227;o entre a quebra do contrato psicol&#243;gico, o desempenho e a virtude c&#237;vica e tamb&#233;m parcialmente a rela&#231;&#227;o entre a quebra do contrato psicol&#243;gico e a inten&#231;&#227;o de permanecer na organiza&#231;&#227;o; medeia a rela&#231;&#227;o entre a percep&#231;&#227;o da quebra do contrato psicol&#243;gico e a confian&#231;a ulterior; est&#225; negativamente relacionada com a atribui&#231;&#227;o da responsabilidade da quebra ao empregador e esta negativamente relacionada com a confian&#231;a ulterior.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Expectativas n&#227;o alcan&#231;adas</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A diferencia&#231;&#227;o entre <i>promessas</i> percebidas e <i>expectativas</i> n&#227;o alcan&#231;adas tem sido uma preocupa&#231;&#227;o na abordagem do contrato psicol&#243;gico no intuito de provar o valor acrescido deste construto. Uma diferencia&#231;&#227;o a n&#237;vel te&#243;rico tem sido a &#234;nfase nas diferentes origens: as <i>expectativas</i> s&#227;o cren&#231;as gen&#233;ricas acerca do que uma pessoa ir&#225; ter no trabalho e na organiza&#231;&#227;o, enquanto o <i>contrato psicol&#243;gico</i> envolve promessas que, sendo expl&#237;citas ou impl&#237;citas, t&#234;m de ser claramente percebidas como um compromisso para a ac&#231;&#227;o. O n&#227;o cumprimento duma expectativa origina um sentimento de desapontamento, ao passo que o incumprimento do contrato origina, para al&#233;m do desapontamento, uma diminui&#231;&#227;o da confian&#231;a. Se uma pessoa tem uma expectativa mas n&#227;o lhe consegue associar uma promessa e essa expectativa n&#227;o se cumpriu, n&#227;o se pode falar em quebra do contrato psicol&#243;gico (Rousseau, 1990; Robinson, 1996).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Robinson e Rousseau (1994) compararam os valores obtidos nas correla&#231;&#245;es entre a &quot;viola&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico&quot; e a &quot;satisfa&#231;&#227;o&quot;, &quot;a inten&#231;&#227;o de permanecer na organiza&#231;&#227;o&quot; e o &quot;<i>turnover</i>&quot; com os valores da correla&#231;&#227;o entre &quot;expectativas n&#227;o alcan&#231;adas&quot; e aquelas vari&#225;veis encontrados por Wanous <i>et al,</i> 1992 (citado em Rousseau &#38; Robinson 1994), concluindo que a viola&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico tem um impacto superior naquelas vari&#225;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Robinson (1996) sugeriu a exist&#234;ncia de um papel mediador das expectativas n&#227;o alcan&#231;adas e da confian&#231;a na rela&#231;&#227;o entre a quebra do contrato psicol&#243;gico e as contribui&#231;&#245;es do trabalhador (virtude c&#237;vica, desempenho e inten&#231;&#227;o de permanecer), tendo conclu&#237;do que as expectativas n&#227;o alcan&#231;adas s&#227;o um mediador potencial para a &quot;inten&#231;&#227;o de permanecer&quot; e para o &quot;desempenho&quot;, mas n&#227;o para a &quot;virtude c&#237;vica&quot;. A vari&#225;vel independente (quebra do contrato) est&#225; relacionada com as tr&#234;s vari&#225;veis dependentes. Na regress&#227;o hier&#225;rquica das &quot;expectativas n&#227;o alcan&#231;adas&quot; e &quot;confian&#231;a&quot; sobre as vari&#225;veis de controlo e quebra do contrato psicol&#243;gico verificou-se uma rela&#231;&#227;o negativa significativa entre aquelas vari&#225;veis mediadoras e a vari&#225;vel independente. Por &#250;ltimo, a autora analisa a rela&#231;&#227;o entre a &quot;quebra do contrato&quot;, o &quot;desempenho&quot; e a &quot;inten&#231;&#227;o d&#232; permanecer&quot; quando s&#227;o introduzidas as &quot;expectativas n&#227;o alcan&#231;adas&quot; e/oua &quot;confian&#231;a&quot;. O efeito mediador da &quot;confian&#231;a&quot; &#233; mais forte do que o das &quot;expectativas n&#227;o alcan&#231;adas&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Robinson (1996) considera ter demonstrado empiricamente que &quot;o impacto da quebra do contrato psicol&#243;gico vem de qualquer coisa mais do que simplesmente a perda de benef&#237;cios ou recompensas esperados&quot; (p. 593), j&#225; que as expectativas n&#227;o alcan&#231;adas, por si s&#243;, n&#227;o podem explicar os efeitos da quebra do contrato psicol&#243;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Justi&#231;a organizacional e contrato psicol&#243;gico</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ano&#231;&#227;o de justi&#231;a &#233; fundamental na percep&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico. Muito embora a <i>confian&#231;a</i> seja o construto &#224; volta do qual se constr&#243;i a percep&#231;&#227;o da quebra ou viola&#231;&#227;o do contrato, esta &#233; afectada por mecanismos de justi&#231;a: a consist&#234;ncia dum procedimento, a oportunidade de exercer a &quot;voz&quot;, a imparcialidade da decis&#227;o, a honestidade e respeito no tratamento e a magnitude dos resultados s&#227;o fundamentais na percep&#231;&#227;o da viola&#231;&#227;o do contrato (Morrison &#38; Robinson, 1997). Tanto a justi&#231;a distributiva como a justi&#231;a processual (cf. Caetano &#38; Vala, 1999; Theot&#243;nio e Vala, 1999, neste n&#250;mero) est&#227;o relacionadas com o contrato psicol&#243;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, ao n&#237;vel emp&#237;rico tem-se verificado que as quest&#245;es da justi&#231;a est&#227;o infimamente relacionadas com as percep&#231;&#245;es da quebra ou viola&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico. A justi&#231;a distributiva afecta directamente o resultado da quebra dum contrato e a processual fornece-lhe a magnitude (Rousseau, 1995).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre as reac&#231;&#245;es dos &quot;sobreviventes&quot; dos processos de despedimentos em massa revelam que eles &quot;reagem mais favoravelmente na medida em que acreditam que o despedimento foi justo&quot; (Brockner, 1992). Diversos aspectos de justi&#231;a devem ser tidos em conta para a percep&#231;&#227;o dum processo justo: a justifica&#231;&#227;o do despedimento &#233; vista como justa quando outras empresas tamb&#233;m os est&#227;o a efectuar, a gest&#227;o teve em conta outras alternativas de redu&#231;&#227;o de custos antes de optar pelo despedimento e as raz&#245;es para este foram comunicadas de forma inequ&#237;voca e fundamentada; o processo de despedimento &#233; visto como justo quando &#233; dado conhecimento antecipado aos trabalhadores, as pessoas a despedir s&#227;o tratadas com dignidade quer na comunica&#231;&#227;o do despedimento, quer nas ajudas para procurar novo trabalho, os crit&#233;rios para decidir quem sai s&#227;o claros e aplicados a todos os n&#237;veis da organiza&#231;&#227;o. Brockner (1992) refere, ainda, que &#233; necess&#225;rio dar particular aten&#231;&#227;o &#224;s quest&#245;es de justi&#231;a quando os &quot;sobreviventes&quot; pertencem a grupos de onde sa&#237;ram os despedidos ou t&#234;m uma alta implica&#231;&#227;o organizacional. A percep&#231;&#227;o de justi&#231;a &#233; especialmente importante nestes dois casos para obviar &#224; diminui&#231;&#227;o do empenhamento organizacional associada a um processo percebido como injusto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Morrison e Robinson (1997) referem a diferente import&#226;ncia dajusti&#231;aprocessual ou distributiva no desenvolvimento da viola&#231;&#227;o em fun&#231;&#227;o do tipo de contrato: num <i>contrato transaccional,</i> os indiv&#237;duos estar&#227;o, provavelmente, mais preocupados com os <i>resultados</i> dado que h&#225; uma maior &#234;nfase na reciprocidade imediata e directa. Num <i>contrato relacional,</i> o <i>porqu&#234;</i> e <i>como</i> ocorreu uma viola&#231;&#227;o ser&#225; mais importante, j&#225; que a reciprocidade &#233; indirecta e desfasada no tempo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Implica&#231;&#227;o organizacional e contrato psicol&#243;gico</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A defini&#231;&#227;o de implica&#231;&#227;o organizacional n&#227;o &#233; consensual (e. g., Caetano &#38; Tavares, no prelo). Enquanto medida global de identifica&#231;&#227;o com os valores e objectivos da organiza&#231;&#227;o, conforme avaliada pelo <i>Organizational Commitment Questionnaire,</i> mede o grau de implica&#231;&#227;o dum indiv&#237;duo com a organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Reichers (1985), no entanto, prop&#244;s uma avalia&#231;&#227;o parcelar da implica&#231;&#227;o, mais &#250;til do ponto de vista organizacional, para a identifica&#231;&#227;o de implica&#231;&#245;es particulares. No seu modelo de implica&#231;&#227;o dos m&#250;ltiplos constituintes organizacionais, o conhecimento das fontes de implica&#231;&#227;o de cada indiv&#237;duo permitiria prever as altera&#231;&#245;es nos n&#237;veis de implica&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Muito recentemente, Mayer e Schoorman (1998), baseando-se na distin&#231;&#227;o entre implica&#231;&#227;o de valor&#151;orienta&#231;&#227;o afectiva positiva para com a organiza&#231;&#227;o &#151; e implica&#231;&#227;o &quot;de manuten&#231;&#227;o&quot; &#151; que reflecte a import&#226;ncia da transac&#231;&#227;o entre contribui&#231;&#245;es e est&#237;mulos t&#237;pica numa troca econ&#243;mica &#151; de Angle e Perry (1981), propuseram um modelo em que diferentes antecedentes est&#227;o na origem da <i>implica&#231;&#227;o de continua&#231;&#227;o</i> e da <i>implica&#231;&#227;o de valor.</i> O modelo prev&#234; que a antiguidade, os benef&#237;cios de reforma, o n&#237;vel de educa&#231;&#227;o e a idade estar&#227;o fortemente correlacionados com a <i>implica&#231;&#227;o de continua&#231;&#227;o.</i> A participa&#231;&#227;o e prest&#237;gio associado ao trabalho, o envolvimento neste e a ambiguidade do papel (correla&#231;&#227;o negativa) estar&#227;o fortemente correlacionadas com a <i>implica&#231;&#227;o de valor<i>.</i> Os resultados do estudo emp&#237;rico &#151; envolvendo 146 trabalhadores e dois momentos de avalia&#231;&#227;o separados por dois meses &#151; apoiam a distintividade das duas dimens&#245;es da implica&#231;&#227;o organizacional, bem como da sua diferente correla&#231;&#227;o com cada uma das medidas antecedentes. Por outro lado, Mayer e Schoorman (1998) mostraram empiricamente que a implica&#231;&#227;o de valor (vari&#225;vel independente) estava significativamente relacionada com o desempenho e com comportamentos altru&#237;stas de cidadania organizacional e a implica&#231;&#227;o de continua&#231;&#227;o predizia mais fortemente o <i>turnover</i> do que a de valor.</i></font></p> <i>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o h&#225; qualquer estudo emp&#237;rico que ligue a implica&#231;&#227;o organizacional ao tipo de contrato psicol&#243;gico, mas Schalk e Freese (1997), sugerem que os dois constructos dever&#227;o estar relacionados, embora n&#227;o de forma linear. Para os autores, o contrato psicol&#243;gico tem uma zona de aceita&#231;&#227;o correspondente ao leque de varia&#231;&#245;es em que pode n&#227;o estar completamente satisfeito. Dentro desse leque, a implica&#231;&#227;o n&#227;o sofrer&#225; altera&#231;&#245;es &#151; h&#225; um &quot;equil&#237;brio&quot; onde as varia&#231;&#245;es positivas e negativas da organiza&#231;&#227;o s&#227;o acompanhadas por varia&#231;&#245;es do mesmo sinal por parte do indiv&#237;duo. Se a viola&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico vai para al&#233;m dessa zona de aceita&#231;&#227;o, tem repercuss&#245;es na implica&#231;&#227;o organizacional. Se as varia&#231;&#245;es ultrapassam a zona de aceita&#231;&#227;o mas se mant&#234;m dentro da zona de toler&#226;ncia, dir-se-&#225; uma &quot;revis&#227;o&quot; do contrato psicol&#243;gico e uma consequente diminui&#231;&#227;o da implica&#231;&#227;o, mas, se estas ultrapassam a zona de toler&#226;ncia, d&#225;-se o &quot;abandono&quot;, onde a implica&#231;&#227;o diminui fortemente e poder&#225; assistir-se a comportamentos extremos. A implica&#231;&#227;o organizacional surge como uma consequ&#234;ncia do contrato psicol&#243;gico e do grau de cumprimento desse mesmo contrato.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesta abordagem est&#225; impl&#237;cita uma medida global de implica&#231;&#227;o que, como vimos, foi questionada noutras &#225;reas e substitu&#237;da por uma medida multidimensional. Considerando a defini&#231;&#227;o de contrato psicol&#243;gico e a tipologia proposta por Rousseau (1995), ser&#225; expect&#225;vel que a dimens&#227;o da implica&#231;&#227;o com que determinado tipo de contrato esteja relacionado dependa do tipo de contrato que o indiv&#237;duo assume ter.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Dimens&#245;es emp&#237;ricas do contrato psicol&#243;gico</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como decorre da revis&#227;o de literatura que se apresentou, embora nos &#250;ltimos anos se tenha assistido a um esfor&#231;o de conceptualiza&#231;&#227;o do construto de contrato psicol&#243;gico, os estudos emp&#237;ricos relativos &#224; sua operacionaliza&#231;&#227;o s&#227;o ainda escassos e limitados a estratos profissionais com posi&#231;&#245;es hier&#225;rquicas elevadas nas organiza&#231;&#245;es (gestores de v&#225;rios n&#237;veis). Tendo em aten&#231;&#227;o, como acab&#225;mos de verificar, a relev&#226;ncia deste construto para o estudo do comportamento dos indiv&#237;duos nas organiza&#231;&#245;es, torna-se necess&#225;rio alargar a pesquisa emp&#237;rica a outros tipos de actores organizacionais de modo a especificar as dimens&#245;es mais salientes do contrato psicol&#243;gico. Neste sentido, o presente estudo incide sobre uma amostra de trabalhadores directos de uma organiza&#231;&#227;o de servi&#231;os com uma actividade predominante no atendimento de clientes. Em face da escassez da literatura, este estudo emp&#237;rico tem um car&#225;cter explorat&#243;rio e visa, principalmente, identificar e operacionalizar as dimens&#245;es do contrato psicol&#243;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Estudo pr&#233;vio</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com vista a obter informa&#231;&#227;o b&#225;sica acerca dos aspectos impl&#237;citos na rela&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos com a organiza&#231;&#227;o, foi solicitado a um conjunto de 15 pessoas, com fun&#231;&#245;es id&#234;nticas &#224;s da nossa amostra, que listassem as principais obriga&#231;&#245;es que consideravam ter para com a empresa e desta para com elas. Seguidamente, pediu-se-lhes que classificassem qu&#227;o importante consideravam cada obriga&#231;&#227;o numa escala de 1 a 7 (em que 1 =nada e 7=muit&#237;ssimo) e em que medida consideravam que a empresa cumpria cada uma delas numa escala de 1 a 7 (em que 1=n&#227;o cumpre e 7=cumpre).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este question&#225;rio de resposta aberta foi administrado individualmente na presen&#231;a do investigador, embora as perguntas estivessem escritas e as respostas tamb&#233;m tivessem de ser escritas. Antes da entrega do question&#225;rio era dada uma breve explica&#231;&#227;o sobre os objectivos do question&#225;rio e clarificados sucintamente os conceitos de obriga&#231;&#245;es e promessas. O tempo de resposta variou entre 20 e 40 minutos, sendo considerado terminado quando o sujeito indicava que j&#225; tinha identificado os aspectos que considerava mais relevantes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As respostas foram sujeitas a uma an&#225;lise de conte&#250;do tem&#225;tico. De acordo com os resultados deste estudo pr&#233;vio, as <i>obriga&#231;&#245;es dos trabalhadores</i> dizem respeito a: compet&#234;ncia, lealdade, hor&#225;rio de trabalho, defesa do patrim&#243;nio, trabalho em equipa, orienta&#231;&#227;o para o cliente, exercer a voz, cumprimento dos objectivos e n&#227;o apoiar a concorr&#234;ncia; <i>as obriga&#231;&#245;es da empresa</i> respeitam a: condi&#231;&#245;es de trabalho, forma&#231;&#227;o, contrato formal, recompensas, reconhecimento como pessoa, benef&#237;cios sociais, seguran&#231;a, promo&#231;&#227;o na carreira e apoio da gest&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De um modo gen&#233;rico, tanto as obriga&#231;&#245;es dos trabalhadores como as da empresa s&#227;o percebidas como muito importantes (valores m&#233;dios entre 5 a 7). Apercep&#231;&#227;o de cumprimento das obriga&#231;&#245;es &#233; superior no que concerne aos trabalhadores (valores m&#233;dios entre 4 e 7) do que no que concerne &#224; empresa (valores m&#233;dios entre 3 e 4, 9).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Embora o n&#250;mero de obriga&#231;&#245;es dos trabalhadores e da empresa seja id&#234;ntico (9), &#233; de real&#231;ar que h&#225; um maior consenso em rela&#231;&#227;o &#224;s dos trabalhadores do que &#224;s da empresa: tr&#234;s obriga&#231;&#245;es dos trabalhadores &#151; compet&#234;ncia, lealdade e hor&#225;rio de trabalho&#151;representam 77,6% das obriga&#231;&#245;es identificadas, enquanto para a empresa s&#227;o necess&#225;rias cinco obriga&#231;&#245;es &#151;, forma&#231;&#227;o, condi&#231;&#245;es de trabalho, recompensas, contrato formal e reconhecimento como pessoa &#151; para alcan&#231;ar os 73,3%.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados assim recolhidos foram utilizados de duas formas diferentes: por um lado, identific&#225;mos dimens&#245;es potencialmente importantes para esta popula&#231;&#227;o e, por outro, utiliz&#225;mos algumas das frases expressas pelos sujeitos na constru&#231;&#227;o dos indicadores, por forma a que a linguagem fosse adaptada &#224; da popula&#231;&#227;o em estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Participantes</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A nossa amostra &#233; constitu&#237;da por 126 indiv&#237;duos, com idades compreendidas entre os 26 e os 45 anos, que desenvolvem a sua actividade profissional em fun&#231;&#245;es de contacto directo com o p&#250;blico &#151; venda de equipamentos e servi&#231;os de telecomunica&#231;&#245;es, fornecimento de informa&#231;&#245;es e cobran&#231;as &#151; e t&#234;m uma m&#233;dia mensal de vendas entre os 101 e os 500 contos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Constru&#231;&#227;o e aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o havendo qualquer escala dispon&#237;vel acerca do contrato psicol&#243;gico, opt&#225;mos por construir um question&#225;rio com base nas defini&#231;&#245;es operacionais dos conceitos te&#243;ricos anteriormente apresentados.</font></p> </i>     <p><i><font face="Verdana" size="2">Pr&#233;-teste.</font></i><font face="Verdana" size="2"> O question&#225;rio foi enviado a uma amostra de 33 pessoas para validar a compreens&#227;o dos termos utilizados nos indicadores e das instru&#231;&#245;es. Recebemos 11 (33%) question&#225;rios totalmente respondidos. A an&#225;lise das respostas indicia uma boa compreens&#227;o dos termos usados. Dado que n&#227;o foi necess&#225;rio proceder a reformula&#231;&#245;es do question&#225;rio, as respostas foram inclu&#237;das no total dos dados tratados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s o pr&#233;-teste, o question&#225;rio, individualmente endere&#231;ado, foi enviado para o local de trabalho (42 lojas da zona centro/norte do pa&#237;s). Juntamente com o question&#225;rio, envi&#225;mos um envelope de resposta e uma carta explicando sucintamente os objectivos do question&#225;rio e forma de devolu&#231;&#227;o. Foram efectuados contactos telef&#243;nicos com todas as lojas para assegurar que o question&#225;rio havia chegado, esclarecer eventuais d&#250;vidas e incentivar a resposta ao mesmo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram recebidos 135 question&#225;rios, representando uma taxa de resposta de 51,5%. Seguindo a distin&#231;&#227;o de Dwyer <i>et al</i> (1987) entre &quot;trocas discretas&quot; e &quot;trocas relacionais&quot; na rela&#231;&#227;o estabelecida entre o cliente e o vendedor, a nossa investiga&#231;&#227;o visa o estudo da &quot;troca relacional&quot;. Retir&#225;mos, por esse motivo, as respostas de pessoas que fazem predominantemente cobran&#231;as, pelo que reduzimos o n&#250;mero de sujeitos da amostra para 126.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Operacionaliza&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O contrato psicol&#243;gico &#233; aqui estudado do ponto de vista do trabalhador. &#233; a percep&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico que o indiv&#237;duo tem com a organiza&#231;&#227;o em que se insere.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As obriga&#231;&#245;es do trabalhador para com a empresa inclu&#237;das no question&#225;rio englobam quatro das sete identificadas por Rousseau (1990) &#151; <i>lealdade, desempenhar tarefas n&#227;o restritas &#224; fun&#231;&#227;o, defender o patrim&#243;nio da empresa</i> e <i>disponibilidade para transfer&#234;ncias.</i> As restantes tr&#234;s &#151; <i>n&#227;o apoiar a concorr&#234;ncia, avisar com anteced&#234;ncia se se despedir</i> e <i>disponibilidade para fazer trabalho extraordin&#225;rio</i>&#151;n&#227;o s&#243; n&#227;o foram identificadas no estudo pr&#233;vio como n&#227;o parecem aplicar-se &#224; realidade da empresa em quest&#227;o, que actua em monop&#243;lio no seu neg&#243;cio central; a sa&#237;da da empresa, especialmente no n&#237;vel profissional em an&#225;lise, &#233; muito rara e bem regulamentada, e o recurso a trabalho extraordin&#225;rio est&#225;, igualmente, bem regulamentado. No estudo pr&#233;vio surgiram duas obriga&#231;&#245;es relacionadas com o desempenho profissional: <i>compet&#234;ncia</i> e <i>participa&#231;&#227;o activa.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, as obriga&#231;&#245;es dos trabalhadores de que partimos englobam a <i>lealdade,</i> ou seja, em que medida os trabalhadores sentem a obriga&#231;&#227;o de defender a imagem da empresa; o <i>desempenho de tarefas n&#227;o restritas &#224; fun&#231;&#227;o,</i> isto &#233;, em que medida os trabalhadores se percebem como tendo a obriga&#231;&#227;o de desempenhar tarefas n&#227;o restritas &#224;s fun&#231;&#245;es de forma volunt&#225;ria ou quando solicitado; a <i>defesa do patrim&#243;nio da empresa,</i> ou seja, em que medida os trabalhadores sentem a obriga&#231;&#227;o de zelar pelo patrim&#243;nio da empresa; a disponibilidade para ser <i>transferido(a),</i> isto &#233;, at&#233; que ponto sentem a obriga&#231;&#227;o de aceitar uma transfer&#234;ncia de local de trabalho ou de fun&#231;&#245;es; e a <i>compet&#234;ncia,</i> ou seja, em que medida os trabalhadores se percebem como estando a obrigados a conhecer os objectivos e a intervir activamente na melhoria dos processos da empresa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As obriga&#231;&#245;es da empresa para com o trabalhador respeitam &#224;s <i>recompensas monet&#225;rias,</i> isto &#233;, em que medida os trabalhadores percebem a empresa como tendo a obriga&#231;&#227;o de os remunerar em fun&#231;&#227;o do seu desempenho; &#224; <i>promo&#231;&#227;o na carreira profissional,</i> isto &#233;, em que medida acham que a empresa tem a obriga&#231;&#227;o de lhes proporcionar uma carreira profissional; ao <i>reconhecimento como pessoa,</i> ou seja, em que medida entendem que a empresa tem a obriga&#231;&#227;o de os ouvir e conhecer; aos <i>benef&#237;cios sociais,</i> ou seja, em que medida atribuem &#224; empresa a obriga&#231;&#227;o de lhes facultar apoio em aspectos socioculturais; e ao <i>contrato formal,</i> ou seja, em que medida percebema empresa como tendo a obriga&#231;&#227;o de garantir a aplica&#231;&#227;o uniforme do acordo de empresa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com base nestas obriga&#231;&#245;es constru&#237;ram-se nove indicadores para as obriga&#231;&#245;es do trabalhador e dez indicadores para as obriga&#231;&#245;es da empresa, cujo conte&#250;do se apresenta no <a href="#q4">quadro 4</a>. Teoricamente, tanto a <i>import&#226;ncia</i> como o grau de <i>cumprimento</i> de cada obriga&#231;&#227;o s&#227;o relevantes na percep&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico. Assim, cada indicador foi respondido atrav&#233;s de duas escalas diferentes. Numa perguntava-se em que medida existia a obriga&#231;&#227;o (1=nada obrigado, 7=totalmente obrigado); na outra, pedia-se aos sujeitos que indicassem em que medida cada obriga&#231;&#227;o/indicador era cumprida (1=nunca, 7=sempre).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a06q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados e discuss&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma vez que se trata de um estudo explorat&#243;rio, os dados foram tratados atrav&#233;s da an&#225;lise factorial em componentes principais, com vista a identificar as poss&#237;veis dimens&#245;es subjacentes ao contrato psicol&#243;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para cada indicador criou-se uma medida combinada que exprime o <i>produto da import&#226;ncia</i> das obriga&#231;&#245;es com o <i>cumprimento</i> das mesmas, quer no que diz respeito ao trabalhador, quer no que se refere &#224; empresa. Deste modo, as respostas dos sujeitos poder&#227;o variar entre 1 e 49, em que 1=nada obrigado(a) e nunca cumpre, e 49=totalmente obrigado(a) e cumpre sempre.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise factorial em componentes principais (rota&#231;&#227;o Varimax) permitiu extrair cinco factores que explicam 72,6% da vari&#226;ncia (ver <a href="#q4">quadro 4</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;o factor I, que design&#225;mos por <i>reconhecimento individual,</i> &#233; definido, sobretudo, por itens (cinco) cujo conte&#250;do revela a percep&#231;&#227;o duma obriga&#231;&#227;o da empresa em tratar o trabalhador de forma individualizada;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;o factor II, que design&#225;mos por <i>dedica&#231;&#227;o organizacional,</i> &#233; definido, sobretudo, por itens (cinco) cujo conte&#250;do revela uma atitude activa positiva em rela&#231;&#227;o &#224; empresa;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;o factor III, relativo ao <i>comportamento extrapapel,</i> &#233; constitu&#237;do por itens (quatro) cujo conte&#250;do revela uma disponibilidade para o exerc&#237;cio de tarefas percepcionadas como n&#227;o fazendo parte do papel organizacional formal;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;o factor IV, que diz respeito ao cumprimento do <i>contrato formal,</i> &#233; definido, principalmente, por itens (tr&#234;s) cujo conte&#250;do revela a percep&#231;&#227;o de que a empresa est&#225; obrigada a cumprir o contrato escrito;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;o factor V, que design&#225;mos por <i>recompensas monet&#225;rias,</i> &#233; definido, fundamentalmente, por itens (dois) cujo conte&#250;do indica a percep&#231;&#227;o de que, por parte da empresa, existe a obriga&#231;&#227;o de recompensar monetariamente o trabalhador.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Retendo os itens que, em cada factor, apresentam um peso superior a 0,50, foram constru&#237;dos &#237;ndices para cada dimens&#227;o. Os coeficientes alfa para cada dimens&#227;o s&#227;o, respectivamente, os seguintes: 0,85, 0,90, 0,82, 0,81 e 0,73. No <a href="#q5">quadro 5</a> apresentam-se as m&#233;dias relativas a cada dimens&#227;o, correspondendo os valores mais altos a maior sali&#234;ncia (obriga&#231;&#227;o e cumprimento) da respectiva dimens&#227;o. Como se pode a&#237; verificar, as componentes do contrato psicol&#243;gico com maior relev&#226;ncia para o sujeitos desta amostra s&#227;o o cumprimento do <i>contrato formal</i> por parte da empresa e a <i>dedica&#231;&#227;o organizacional</i> por parte dos trabalhadores. Em contrapartida, os sujeitos percepcionam um n&#237;vel bastante baixo no que diz respeito ao reconhecimento individual por parte da empresa, assim como no que se refere ao seu pr&#243;prio envolvimento em <i>comportamentos extra-papel.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a06q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em aten&#231;&#227;o o cont&#237;nuo entre contrato relacional e contrato transaccional, estes resultados apontam para um certo equil&#237;brio entre os dois, embora com particularidades interessantes do ponto de vista te&#243;rico. De facto, relativamente &#224;s obriga&#231;&#245;es da empresa, para al&#233;m da sali&#234;ncia do <i>contrato relacional,</i> consubstanciada nas obriga&#231;&#245;es do <i>contrato formal</i> que incluem a seguran&#231;a e estabilidade de emprego, emerge igualmente a componente do <i>contrato transaccional</i> relativa a <i>recompensas monet&#225;rias</i> em fun&#231;&#227;o do desempenho dos sujeitos (M=28,4). Este resultado sugere alguma evolu&#231;&#227;o na percep&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o com a empresa e revela uma certa disposi&#231;&#227;o para a aceita&#231;&#227;o de um contrato transaccional. Estes resultados parecem traduzir uma situa&#231;&#227;o paradoxal na medida em que os sujeitos come&#231;am a valorizar o contrato transaccional, mas desde que esteja garantido o contrato tradicional, relacional, pelo menos em alguns aspectos. Simultaneamente, no que diz respeito &#224;s suas pr&#243;prias obriga&#231;&#245;es, os sujeitos n&#227;o percepcionam a necessidade de activarem comportamentos extra-papel numa perspectiva de contrato transaccional; valorizam, sim, o seu contrato relacional, tradicional, no sentido da lealdade e dedica&#231;&#227;o organizacional. Simplificando, relativamente &#224;s suas pr&#243;prias obriga&#231;&#245;es, os sujeitos apenas salientam a componente <i>relacional</i> do contrato psicol&#243;gico, enquanto, relativamente &#224;s obriga&#231;&#245;es da empresa, consideram para al&#233;m de manter o contrato relacional, esta deve tamb&#233;m actuar (e actua) numa perspectiva <i>transaccional.</i> A conjuga&#231;&#227;o destes componentes do contrato psicol&#243;gico sugere, de algum modo, que os sujeitos estar&#227;o a confrontar-se com a emerg&#234;ncia de <i>carreiras proteiformes,</i> que, como se referiu anteriormente, se baseiam num contrato em que a dedica&#231;&#227;o dos trabalhadores est&#225; vinculada ao seu desempenho e desenvolvimento e esse desempenho, por sua vez, est&#225; associado &#224;s recompensas (em vez de estas estarem basicamente vinculadas &#224; antiguidade, posto de trabalho, etc.).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Note-se ainda que, no que se refere &#224;s obriga&#231;&#245;es da empresa quanto ao reconhecimento individual, este &#233; praticamente irrelevante na nossa amostra, o que indicia, tamb&#233;m, uma focaliza&#231;&#227;o do contrato psicol&#243;gico nos aspectos de troca remunerativa. Especulativamente, poder&#225; supor-se que esta falta de reconhecimento individual por parte da empresa poder&#225; estar associada &#224; escassez de comportamentos extra-papel por parte dos trabalhadores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em face destes resultados, parece-nos de toda a conveni&#234;ncia averiguar, em pesquisas futuras, as rela&#231;&#245;es entre as diversas dimens&#245;es que constituem o contrato psicol&#243;gico, assim como os factores que influenciam a maior ou menor relev&#226;ncia do contrato transaccional e o seu papel na emerg&#234;ncia da carreira proteiforme no quadro das rela&#231;&#245;es entre os indiv&#237;duos e as organiza&#231;&#245;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Argyris, C., &#38; Sch&#246;n, D. A. (1978). <i>Organizational learning: A theory ofaction perspective</i>. Reading, MA: Addison-Wesley.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Arnold, J. (1996). The psychological contract: A concept in need of closer scrutiny? <i>European Journal of Work and Organizational Psychology,</i> 5,511-520.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500834&pid=S0874-2049199900010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Brockner, J. (1988). The effects of work layoffs on survivors: Research, theory and practice. In L. L. Cummings &#38; B. M. Staw (Eds.), <i>Research in organizational behavior</i> (Vol. 10, pp. 213-255). Greenwich, CT: JAI Press.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Brockner, J, (1992). Managing the effects of layoffs on survivors. <i>Calif&#243;rnia Management Review,Winter,</i> 9-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500837&pid=S0874-2049199900010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caetano, A., &#38; Vala, J. (1994). Estrat&#233;gias de actua&#231;&#227;o organizacional. In J. Vala, M. B. Monteiro, L. Lima &#38; A. Caetano <i>(Orgs), Psicologia social das organiza&#231;&#245;es: Estudos em empresas portuguesas</i> (pp. 123-138). Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500839&pid=S0874-2049199900010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caetano, A., &#38; Tavares, S. (no prelo). Determinantes da implica&#231;&#227;o organizacional: An&#225;lise comparativa em 5 pa&#237;ses europeus. In J. Vala e M. V. Cabral, <i>Trabalho e cidadania,</i> Lisboa: Instituto de Ci&#234;ncias Sociais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500841&pid=S0874-2049199900010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">De Vries, M. K., &#38; Balazs, K. (1996). The human side of downsizing. <i>European Management Journal,</i> 14,111-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500843&pid=S0874-2049199900010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Dwyer, F. R., Schurr, R H., &#38; Oh, S. (1987). Developing buyer-seller relationships. <i>Journal of Marketing, 51,</i> 11-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500845&pid=S0874-2049199900010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Freese, C, &#38; Schalk, R. (1996). Implications of differences in psychological contracts for human resource management. <i>European Journal of Work and Organizational Psychology, 5,</i> 501-509.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500847&pid=S0874-2049199900010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guzzo, R. A., Noonan, K. A., &#38; Elron, E. (1994). Expatriate managers and the psychological contract. <i>Journal of Applied Psychology, 79,</i> 617-626.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500849&pid=S0874-2049199900010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hall, D. T., &#38; Mirvis, P. H. (1995). Careers as lifelong learning. In A. Howard (Ed.), <i>The changing nature of work</i> (pp. 323-362). San Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500851&pid=S0874-2049199900010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hall, D. T., &#38; Moss, J. E. (1998). The new protean career contract: Helping organizations and employees adapt. <i>Organizational Dynamics, Winter,</i> 22-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500853&pid=S0874-2049199900010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Handy, C. (1992). <i>A era da irracionalidade ou a gest&#227;o do futuro.</i> Mem Martins: Edi&#231;&#245;es CETOP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500855&pid=S0874-2049199900010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Handy, C. (1998). O mundo no div&#227;. <i>Executive Digest, 45,</i> 20-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500857&pid=S0874-2049199900010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Herriot, P, &#38; Pemberton, C. (1995). <i>New deals: The revolution in managerial careers.</i> Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500859&pid=S0874-2049199900010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Herriot, R, &#38; Pemberton, C. (1996). Contracting careers. <i>Human Relations, 49,</i> 757-790.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500861&pid=S0874-2049199900010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hiltrop, J. M. (1995). The changing psychological contract: The human resource challenge of the 1900's. <i>European Management Journal, 13,</i> 286-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500863&pid=S0874-2049199900010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hirschman, A. O. (1970). <i>Exit, voice and loyalty: Responses to decline infirms, organizations and States.</i> Cambridge: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500865&pid=S0874-2049199900010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Makin, R, Cooper, C., &#38; Cox, C. (1997). Psychological contracts. <i>Executive Excellence, Mars,</i> 13-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500867&pid=S0874-2049199900010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mayer, R. C., &#38; Schoorman, F. D. (1998). Differentiating antecedents of organizational commitment: A test of March and Simon's model. <i>Journal of Organizational Behavior, 19,</i> 15-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500869&pid=S0874-2049199900010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mills, D. Q. (1996). The changing social contract in American business. <i>European Management Journal, 14,</i> 451-456.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500871&pid=S0874-2049199900010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morrison, E. W., &#38; Robinson, S. L. (1997). When employees feel betrayed: A model of how psychological contract violation develops. <i>Academy of Management Review,</i> 22,226-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500873&pid=S0874-2049199900010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nicholson, N., &#38; Johns, G. (1985). The absence culture and the psychological contract &#151; who's in control of absence? <i>Academy of Management Review, 3,</i> 397-407.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500875&pid=S0874-2049199900010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Parks, J. M., &#38; Kidder, D. L. (1994). &quot;Till death us do part...&quot; Changing work relationships in the 1990s. In C. L. Cooper &#38; D. Rousseau (Eds.), <i>Trends in organizational behavior</i> (Vol. 1, pp. 111-136). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500877&pid=S0874-2049199900010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Porras, J. I., &#38; Robertson, P. J. (1992). Organizational development: Theory, practice and research. In M. D. Dunnette &#38; L. M. Hough (Eds.), <i>Handbook of industrial and organizational psychology</i> (2nd Ed., Vol. 3, pp. 719-822). Paio Alto, CA: Consulting Psychologists Press.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Reichers, A. E. (1985). 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Violating the psychological contract: Not the exception but the norm. <i>Journal of Organizational Behavior</i>, 15,245-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500886&pid=S0874-2049199900010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Robinson, S. L., Kraatz, M. S., &#38; Rousseau, D. M. (1994). Changing obligations and the psychological contract: A longitudinal study. <i>Academy of Management Journal</i>, 37, 137-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500888&pid=S0874-2049199900010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rousseau, D. M. (1990). New hire perceptions of their own and their employees obligations: A study of psychological contracts. <i>Journal of Organizational Behavior</i>, 11,389-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500890&pid=S0874-2049199900010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rousseau, D. M., &#38; Ant&ograve;n, R. J. (1991). Fairness and implied contract obligations in job terminations: the role of contributions, promises and performance. <i>Journal of Organizational Behavior, 12,</i> 287-299.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500892&pid=S0874-2049199900010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Rousseau, D. M. (1995). <i>Psychological contracts in organizations: Understanding written and unwritten agreements.</i> Beverly Hills, CA: Sage Publications Inc.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Rousseau, D. M., &#38; Parks, J. M. (1993). The contracts of individuais and organizations. In L. L. Cummings, &#38; B. M. Staw (Eds.), <i>Research in organizational behavior</i> (Vol. 15, pp. 1-43). Greenwich, CT: JAI Press.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rousseau, D. M. &#38; Wade-Benzoni, K. A, (1995). Changing individual &#151; organization attachments: A two-way Street. In A. Howard (Ed.), <i>The changing nature ofwork</i> (pp. 290-322). S&#227;o Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500896&pid=S0874-2049199900010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rusbult C. E., Farrell, D., Rogers G., &#38; Mainous III, A. G. (1988). Impact of exchange variables on exit, voice, loyalty and neglect: An integrative model of responses to declining job satisfaction. <i>Academy of Management Journal, 31,</i> 599-627.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500898&pid=S0874-2049199900010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schalk, R., &#38; Freese, C. (1997). New facets of commitment in responses to organizational change: Research trends and the Dutch experience. In C. L. Cooper &#38; D. Rousseau (Eds.), <i>Trends in organizational behavior</i> (Vol. 4, pp. 107-129). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500900&pid=S0874-2049199900010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schein, E. H. (1982). <i>Psicologia organizacional.</i> Rio de Janeiro: Prentice-Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500902&pid=S0874-2049199900010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shore, L. M., &#38; Tetrick, L. E. (1994). The psychological contract as an explanatory framework in the employment relationship. In CL. Cooper &#38; D. Rousseau (Eds.), <i>Trends in organizational behavior.</i> (Vol. 1, pp. 91-110). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500904&pid=S0874-2049199900010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Strebel, P. (1993). New contracts: The key to change. <i>European Management Journal, 11,</i> 397-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500906&pid=S0874-2049199900010000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tornow, W. W, &#38; De Meuse, K. P. (1994). New paradigms approach in strategic human resource management. <i>Group and Organization Management, 19,</i> 165-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=500908&pid=S0874-2049199900010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
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