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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Processos de grupo em equipas de inovação]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Research on group innovation has been emphasising the influence of antecedent factors, such as composition, size or diversity, on innovation outcomes. Adopting a framework where group performance is conceptualised as an input-process-output. Anderson & West (1996) purported a model of four major group processes: vision, Pprticipation, task orientation and support for innovation. They suggest that these factors can be important in facilitating innovation, specially for the proposal, development and implementation of ideas. In a study with portuguese advertising agencies we tryed to understand whether the group processes in highly innovative teams would be different from the ones in moderate or low inovativeness teams. If group processes are important in predicting innovation, one could expect that in teams whose major task is to create something new, these processes be more actual than in teams who engage in innovation only from time to time. Results go in the expected direction.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Processos de grupo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Processos de grupo em equipas de inova&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Group processes in innovation teams</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Lu&#237;s A. Curral<sup>*</sup>; Maria Jos&#233; Chambel<sup>**</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*-**</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Lisboa.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o sobre inova&#231;&#227;o em equipa tem enfatizado a influ&#234;ncia de factores antecedentes, como composi&#231;&#227;o, tamanho ou diversidade, na produ&#231;&#227;o de inova&#231;&#245;es. Adoptando um quadro de refer&#234;ncia que conceptualiza o desempenho das equipas como um processo input-processo-output, Anderson e West (1996) prop&#245;em um modelo de quatro grandes tipos de processo de interac&#231;&#227;o em grupo: vis&#227;o, participa&#231;&#227;o, orienta&#231;&#227;o para a tarefa e apoio &#224; inova&#231;&#227;o. &#233; sugerido que estes tipos de processos t&#234;m um papel importante na facilita&#231;&#227;o da inova&#231;&#227;o nas equipas, especialmente na sugest&#227;o, desenvolvimento e implementa&#231;&#227;o de ideias. Num estudo com ag&#234;ncias de publicidade portuguesas, procur&#225;mos compreender em que medida estes processos seriam diferentes em equipas de elevada inova&#231;&#227;o e em equipas de baixa inova&#231;&#227;o. Se os processos de grupo s&#227;o importantes preditores da inova&#231;&#227;o, ent&#227;o podemos esperar que, em equipas que produzem mais inova&#231;&#245;es e de melhor qualidade, estes processos estejam mais presentes do que em equipas menos inovadoras, tanto em quantidade como em qualidade. Os resultados encontrados v&#227;o na direc&#231;&#227;o esperada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: Processos de grupo; equipas de inova&#231;&#227;o; contexto publicit&#225;rio.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Research on group innovation has been emphasising the influence of antecedent factors, such as composition, size or diversity, on innovation outcomes. Adopting a framework where group performance is conceptualised as an input-process-output. Anderson &#38; West (1996) purported a model of four major group processes: vision, Pprticipation, task orientation and support for innovation. They suggest that these factors can be important in facilitating innovation, specially for the proposal, development and implementation of ideas. In a study with portuguese advertising agencies we tryed to understand whether the group processes in highly innovative teams would be different from the ones in moderate or low inovativeness teams. If group processes are important in predicting innovation, one could expect that in teams whose major task is to create something new, these processes be more actual than in teams who engage in innovation only from time to time. Results go in the expected direction.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>O n&#237;vel grupal da inova&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As equipas de trabalho tender&#227;o a ser as unidades b&#225;sicas de organiza&#231;&#227;o, &#224; medida que a complexidade e turbul&#234;ncia crescentes dos meios externos pressionam as empresas e institui&#231;&#245;es para novas formas de organizar o trabalho. A necessidade de desenvolver rapidamente novos produtos e servi&#231;os e de responder pessoalmente aos pedidos dos clientes s&#243; pode ser alcan&#231;ada pelo trabalho em equipa. As equipas est&#227;o associadas aos elevados n&#237;veis de aprendizagem e inova&#231;&#227;o de que as organiza&#231;&#245;es necessitam para se adaptar. Falamos de equipas que operam em contextos incertos e impredit&#237;veis; trabalham frequentemente com tecnologia complexa; desempenham tarefas complexas cujas exig&#234;ncias podem mudar de dia para dia; existe grande interdepend&#234;ncia dos seus membros; t&#234;m autonomia na organiza&#231;&#227;o do seu trabalho; e s&#227;o respons&#225;veis por m&#250;ltiplos aspectos do se funcionamento e efic&#225;cia (West, Garrod &#38; Carletta, 1997). Dentro desta categoria de equipas, destacamos as equipas de inova&#231;&#227;o, que constituem o motivo deste artigo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Numa tentativa de organizar a informa&#231;&#227;o existente sobre a inova&#231;&#227;o em grupos de trabalho, King e Anderson (1990) classificam os estudos em dois tipo de abordagem do problema: os factores antecedentes e o processo da inova&#231;&#227;o. A investiga&#231;&#227;o sobre os factores antecedentes da inova&#231;&#227;o em equipas preocupa-se em descrever e quantificar as caracter&#237;sticas dos grupos que podem facilitar ou inibir a inova&#231;&#227;o. Apesar de grande parte dos estudos sobre inova&#231;&#227;o em grupo se situar dentro desta abordagem, os autores apelam para a necessidade de construir modelos multivariados e medidas v&#225;lidas das caracter&#237;sticas dos grupos (composi&#231;&#227;o, estrutura, clima, atitudes). Os factores antecedentes da inova&#231;&#227;o de grupo dividem-se em duas categorias: estudos sobre factores antecedentes estruturais e estudos sobre factores antecedentes psicossociais</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Definir inova&#231;&#227;o de grupo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Anderson (1990) define inova&#231;&#227;o de grupo como a emerg&#234;ncia, importa&#231;&#227;o ou imposi&#231;&#227;o de ideias novas que s&#227;o implementadas por um grupo atrav&#233;s da discuss&#227;o interpessoal e de sucessivas reformula&#231;&#245;es da proposta inicial ao longo do tempo. Esta defini&#231;&#227;o pressup&#245;e que a inova&#231;&#227;o ao n&#237;vel do grupo &#233; sobretudo um processo psicossocial de negocia&#231;&#227;o, onde os componentes da informa&#231;&#227;o, sugest&#227;o e avalia&#231;&#227;o s&#227;o indispens&#225;veis. A informa&#231;&#227;o implica a contribui&#231;&#227;o em termos de conhecimento que cada elemento traz para o grupo. Esta informa&#231;&#227;o &#233; essencial para definir o problema e a &#225;rea em que se vai situar a potencial solu&#231;&#227;o. A sugest&#227;o &#233; de natureza operativa e permite abrir o caminho para a gera&#231;&#227;o de alternativas. Cada elemento p&#245;e &#224; disposi&#231;&#227;o do grupo o seu conhecimento e a sua vis&#227;o do problema sob a forma de uma poss&#237;vel solu&#231;&#227;o. A avalia&#231;&#227;o encerra o culminar do processo negociai, com a discuss&#227;o das sugest&#245;es que conduzem &#224; rejei&#231;&#227;o, reformula&#231;&#227;o e aceita&#231;&#227;o das mesmas. Novas sugest&#245;es podem surgir e a informa&#231;&#227;o que o grupo possui constitui a base com a qual se comparam as alternativas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este processo negocial &#233; central a qualquer inova&#231;&#227;o, independentemente de as solu&#231;&#245;es serem originais ou importadas. Poder&#237;amos talvez estabelecer uma distin&#231;&#227;o entre estas duas formas de inova&#231;&#227;o ao n&#237;vel da import&#226;ncia relativa dos componentes do processo. Na inova&#231;&#227;o importada, existe mais informa&#231;&#227;o sobre as suas consequ&#234;ncias, a sua utilidade, as dificuldades na implementa&#231;&#227;o. As sugest&#245;es ser&#227;o limitadas pela hist&#243;ria da pr&#243;pria inova&#231;&#227;o. A avalia&#231;&#227;o tem, ent&#227;o, o papel central na escolha de uma inova&#231;&#227;o adequada ao contexto especificado. A negocia&#231;&#227;o desenrola-se &#224; volta da aceita&#231;&#227;o de uma ideia como adequada ou n&#227;o adequada. Na inova&#231;&#227;o emergente, o processo tem o seu centro na gera&#231;&#227;o de alternativas. O conhecimento &#233; um pr&#233;-requisito para o aparecimento de novas ideias, pelo que o grau de partilha da informa&#231;&#227;o no grupo vai condicionar a gera&#231;&#227;o de alternativas novas. As informa&#231;&#245;es e as sugest&#245;es tomar&#227;o conta do processo negociai, enquanto a avalia&#231;&#227;o ser&#225; sobretudo previsional por falta de informa&#231;&#227;o sobre as consequ&#234;ncias das diferentes alternativas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Definir inova&#231;&#227;o organizacional como um processo de discuss&#227;o e reformula&#231;&#227;o de ideias abre uma perspectiva de investiga&#231;&#227;o orientada para o estudo dos processos interpessoais entre os membros de um grupo. Uma perspectiva centrada nos processos de interac&#231;&#227;o pode trazer um benef&#237;cio duplo ao estudo da inova&#231;&#227;o: aproveitar os conhecimentos da psicologia social sobre os grupos, passando a incluir nos estudos de inova&#231;&#227;o vari&#225;veis estruturais e processuais at&#233; aqui ausentes; e reorganizar os estudos no dom&#237;nio da inova&#231;&#227;o em grupo de modo a permitir uma maior integra&#231;&#227;o te&#243;rica que ainda &#233; incipiente na inova&#231;&#227;o em grupo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>O processo de inova&#231;&#227;o em grupo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre o processo da inova&#231;&#227;o procuram compreender que acontecimentos e decis&#245;es enformam o desenvolvimento das inova&#231;&#245;es. Os autores defendem que estudos esses sejam baseados em estudos de caso, por forma a permitirem um melhor entendimento da forma como as inova&#231;&#245;es s&#227;o conceptualizadas, iniciadas, negociadas e implementadas pelo grupo. Ao n&#237;vel do grupo, ainda est&#225; por fazer a descri&#231;&#227;o do processo subjacente &#224; produ&#231;&#227;o de resultados inovadores, bem como das condi&#231;&#245;es que influenciam esse processo. S&#227;o muito escassos os estudos longitudinais sobre as fases do processo de inova&#231;&#227;o em grupo (Anderson, 1993; King &#38; Anderson, 1990). Alguns autores tentaram resolver este problema ao n&#237;vel te&#243;rico, importando para o n&#237;vel dos grupos modelos individuais e organizacionais do processo da inova&#231;&#227;o. Amabile (1988) afirma que o seu modelo de criatividade individual, proposto em 1983, se aplica igualmente aos pequenos grupos dentro da organiza&#231;&#227;o. No entanto, este &#233; um modelo que se aplica apenas &#224; gera&#231;&#227;o e selec&#231;&#227;o de ideias, nada explicando sobre a implementa&#231;&#227;o das mesmas, o que &#233; uma condi&#231;&#227;o importante no processo de inova&#231;&#227;o. Mesmo assumindo que o processo de gera&#231;&#227;o e selec&#231;&#227;o de ideias &#233; semelhante em ambos os n&#237;veis, Amabile n&#227;o explica que vari&#225;veis do n&#237;vel grupal influenciam as fases deste processo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Alguns autores procuraram fazer uma caracteriza&#231;&#227;o do processo de inova&#231;&#227;o em grupo baseando-se nos modelos processuais de n&#237;vel organizacional. S&#227;o exemplos deste segundo caso Gersick (1989) e West (1990). O primeiro autor descobriu que grupos que tinham de desempenhar uma tarefa num tempo limite manifestavam uma mudan&#231;a marcada na forma de funcionar, a que chamou efeito do salto qu&#226;ntico. Este salto ocorre sensivelmente a meio do tempo estabelecido para completar a tarefa e traduz-se numa reavalia&#231;&#227;o da orienta&#231;&#227;o do grupo face &#224; tarefa, na proposta de inova&#231;&#245;es nos objectivos da mesma e no desenvolvimento de novos m&#233;todos e procedimentos de trabalho. Esta descoberta vem sobretudo chamar a aten&#231;&#227;o para a possibilidade de o processo de grupo que conduz &#224; inova&#231;&#227;o ser bastante diferente dos processos inovadores a outros n&#237;veis. West, por seu lado, prop&#245;e um modelo c&#237;clico com as seguintes fases: reconhecimento, inicia&#231;&#227;o, implementa&#231;&#227;o e estabiliza&#231;&#227;o. Este modelo, embora mais parecido com os modelos de n&#237;vel organizacional (Schroeder, Van de Ven, Scudder &#38; Polley, 1989), descreve a inova&#231;&#227;o em grupo como um processo continuo de constru&#231;&#227;o que pode ter consequ&#234;ncias diversas, dependendo do desenvolvimento negocial do grupo. Ambos os modelos, embora pare&#231;am reflectir melhor a din&#226;mica interpessoal dos grupos, necessitam de ser validados empiricamente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Os factores estruturais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Composi&#231;&#227;o:</i> o n&#250;mero de elementos que comp&#245;em um grupo parece ter influ&#234;ncia sobre o funcionamento do mesmo. O tamanho depende da natureza do grupo e da complexidade da tarefa. Por exemplo, os grupos profissionais tendem a ser mais pequenos do que grupos sociais, podendo a sua dimens&#227;o variar consoante as exig&#234;ncias da tarefa. Embora n&#227;o possamos falar de um n&#250;mero &#243;ptimo de elementos, os grupos pequenos parecem ter algumas vantagens sobre os grupos grandes. Levine e Moreland (1990) suportam esta ideia ao defender que os pequenos s&#227;o mais homog&#233;neos porque as pessoas procuram outras parecidas consigo, a socializa&#231;&#227;o toma os novos membros mais parecidos com o prot&#243;tipo de &quot;membro do grupo&quot;, a socializa&#231;&#227;o ajuda a diminuir o conflito aumentando a compatibilidade entre eles e a conformidade leva &#224; exclus&#227;o de membros mais diferenciados. Os grupos grandes, por seu lado, parecem ter mais problemas de coordena&#231;&#227;o, maior perda de motiva&#231;&#227;o dos seus membros e mais ocasi&#245;es de boleia social&#151;a tend&#234;ncia dos membros de um grupo para se esfor&#231;arem menos quando trabalham em grupo do que quando fazem individualmente (Shepperd, 1995). Segundo Kerr (1989), os membros de grupos grandes mostram-se menos satisfeitos em pertencer ao grupo, participam menos nas actividades e tendem a cooperar menos uns com os outros do que os de grupos pequenos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A rela&#231;&#227;o entre o tamanho dos grupos e a produtividade parece ser mediada pela coes&#227;o. Partindo da an&#225;lise de um estudo com 172 grupos de investiga&#231;&#227;o, Payne (1990) observou que grupos grandes eram mais produtivos quando a coes&#227;o era elevada, mas quando a coes&#227;o era baixa aqueles com menos de sete membros eram mais produtivos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra faceta da composi&#231;&#227;o das equipas tem que ver com as caracter&#237;sticas dos seus membros, no que diz respeito a compet&#234;ncias, experi&#234;ncia, estilo de resolu&#231;&#227;o de problemas e caracter&#237;sticas de personalidade relevantes para os comportamentos de inova&#231;&#227;o. Barron e Harrington (1981) fazem uma revis&#227;o de literatura sobre as vari&#225;veis individuais que influenciam o comportamento criativo. Em rela&#231;&#227;o a equipas de trabalho, v&#225;rios estudos t&#234;m demonstrado o contributo de algumas caracter&#237;sticas individuais para a inova&#231;&#227;o, em particular do estilo de resolu&#231;&#227;o de problemas (Scott &#38; Bruce, 1994), orienta&#231;&#227;o para a inova&#231;&#227;o (Keller, 1986), propens&#227;o para inova&#231;&#227;o (Bunce &#38; West, 1995) &#233; outras caracter&#237;sticas pessoais (Oldham &#38; Cummings, 1996). No entanto, continuam a faltar estudos que considerem estas vari&#225;veis ao n&#237;vel grupal, como, por exemplo, a rela&#231;&#227;o entre a propor&#231;&#227;o de elementos numa equipa com estas caracter&#237;sticas e o resultado da mesma em termos de inova&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Diversidade:</i> este factor inclui as vari&#225;veis pessoais dos membros de um grupo e a extens&#227;o das diferen&#231;as entre eles. Os exemplos mais comuns destas vari&#225;veis s&#227;o o sexo, a idade, a ra&#231;a, a personalidade, a cultura e a experi&#234;ncia profissional. Alguns estudos t&#234;m vindo a salientar a import&#226;ncia da diversidade dos grupo para o seu desempenho. Numa revis&#227;o de literatura, Jackson, May e Whitney (1995, citados por Guzzo &#38; Dickson, 1996) chegam &#224; conclus&#227;o de que a heterogeneidade dentro dos grupos (sexo, personalidade, atitudes, forma&#231;&#227;o e experi&#234;ncia) est&#225; positivamente relacionada com a criatividade e a efic&#225;cia na tomada de decis&#227;o dos mesmos. Num outro estudo feito em bancos, Bantel e Jackson (1989) observaram que as inova&#231;&#245;es organizacionais estavam positivamente associadas com a heterogeneidade de compet&#234;ncias funcionais da equipa de gest&#227;o. Em concord&#226;ncia com estas descobertas, alguns autores advogam que uma excessiva homogeneidade de experi&#234;ncias dos membros do grupo pode ser um obst&#225;culo &#224; diversidade de perspectivas necess&#225;rias para a inova&#231;&#227;o (Angle, 1989; Kanter, 1983).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mas n&#227;o &#233; s&#243; a diversidade de compet&#234;ncias que tem influ&#234;ncia na efic&#225;cia do grupo, tamb&#233;m as diferen&#231;as de cultura parecem beneficiar o funcionamento do grupo. Watson, Kumar e Michaelsen (1993) verificaram que grupos culturalmente heterog&#233;neos eram melhores que grupos culturalmente homog&#233;neos em tarefas de gera&#231;&#227;o de solu&#231;&#245;es alternativas e na aplica&#231;&#227;o de v&#225;rias perspectivas na an&#225;lise de casos, ainda que inicialmente os homog&#233;neos tivessem um desempenho global melhor. Num estudo experimental, McLeod, Lobel e Cox (1996) compararam grupos compostos por anglo-asi&#225;ticos, africanos e hisp&#226;nicos americanos com grupos que inclu&#237;am apenas anglo-americanos, no desempenho de uma tarefa criativa. Os resultados mostraram que o grupo de diversidade &#233;tnica produziu ideias mais eficazes e concretiz&#225;veis do que o grupo homog&#233;neo. Ambos os estudos parecem indicar que, apesar de a diversidade cultural ser aparentemente mais vantajosa para a resolu&#231;&#227;o criativa de problemas, esta rela&#231;&#227;o &#233; mediada por outras vari&#225;veis, como o tipo de tarefa e o grau de desenvolvimento do grupo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos estudos parece apontar claramente para uma rela&#231;&#227;o positiva entre diversidade e efic&#225;cia dos grupos, sobretudo em tarefas criativas e intelectuais. No entanto, existem alguns indicadores de que uma grande diversidade do grupo em rela&#231;&#227;o a vari&#225;veis como a idade n&#227;o &#233; necessariamente vantajosa, podendo at&#233; afectar negativamente a efic&#225;cia do grupo. Pfeffer (1983) defende que grupos de trabalho onde existe grande diferen&#231;a de idades s&#227;o mais conflituosos e t&#234;m maior rotatividade. Estes problemas parecem dever-se a diferen&#231;as de treino e de experi&#234;ncia, as quais conduzem a percep&#231;&#245;es diferentes das tarefas e dos problemas a resolver. Embora n&#227;o existam estudos espec&#237;ficos sobre a rela&#231;&#227;o entre excesso de diversidade e inova&#231;&#227;o, podemos pensar que esta tamb&#233;m pode ser afectada negativamente. Assim, se a diferen&#231;a de perspectivas e algum conflito s&#227;o importantes para a identifica&#231;&#227;o de problemas e a gera&#231;&#227;o de ideias, elas podem ser um obst&#225;culo &#224; sua implementa&#231;&#227;o, onde &#233; requerido um n&#237;vel elevado de consenso. No entanto, &#233; prov&#225;vel que o impacto da diversidade de um grupo sobre o seu desempenho &#151; incluindo a inova&#231;&#227;o &#151; seja mediado por outras vari&#225;veis, como a coes&#227;o ou o tipo de tarefa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Familiaridade</i>: o grau de conhecimento que os elementos de um grupo possuem uns dos outros tem influ&#234;ncia sobre o funcionamento do mesmo em rela&#231;&#227;o a diferentes resultados, incluindo a inova&#231;&#227;o. Arela&#231;&#227;o entre familiaridade e efic&#225;cia do grupo parece, no entanto, n&#227;o ser igual em todos os contextos. Watson, Michaelsen e Sharp (1991) observaram um aumento da efic&#225;cia ao longo do tempo em grupos que passavam muitas horas juntos em tarefas de tomada de decis&#227;o. Este efeito pode ser atribu&#237;do, parcialmente, ao aumento da familiaridade entre os membros. Num outro estudo, Foushee e os seus colaboradores (1986, citados por Guzzo &#38; Dickson, 1996) descobriram que as tripula&#231;&#245;es de avi&#245;es comerciais rec&#233;m-formadas tinham mais probabilidades de ter acidentes do que aquelas que j&#225; tinham trabalhado antes em conjunto. No entanto, estes autores observaram que, em per&#237;odos mais longos, a familiaridade podia levar a um excesso de confian&#231;a entre os membros da equipa, que os levaria a cometer mais erros. Num estudo realizado com mineiros de carv&#227;o, Goodman e Leyden (1991) observaram que um n&#237;vel baixo de familiaridade entre os membros da equipa estava associado a baixa produtividade, medida em toneladas de carv&#227;o por turno.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estes estudos sugerem que uma familiaridade elevada pode ser ben&#233;fica para o grupo apenas num per&#237;odo inicial de distribui&#231;&#227;o de pap&#233;is, de defini&#231;&#227;o de regras e de meios de coordena&#231;&#227;o. A partir de um certo tempo de exist&#234;ncia, os grupos tendem a negligenciar importantes fontes internas e externas de informa&#231;&#227;o, criando um isolamento que limita o seu desempenho em tarefas mais complexas. A monitoriza&#231;&#227;o constante de informa&#231;&#227;o &#233; um processo fundamental para a inova&#231;&#227;o, pelo que esta tamb&#233;m parece ser afectada por um excesso de familiaridade. Angle (1989) prop&#245;e que a efic&#225;cia da inova&#231;&#227;o est&#225; positivamente associada com um n&#237;vel moderado de rotatividade nos grupos de inova&#231;&#227;o, assumindo que os elementos rec&#233;m-chegados trazem ideias novas e &#250;teis para o grupo. Num estudo sobre 50 equipas de investiga&#231;&#227;o e desenvolvimento, Katz (1982) verificou que quanto mais tempo as equipas existiam, menos inovadoras se tornavam. Uma explica&#231;&#227;o ligeiramente diferente para o efeito inibidor da familiaridade &#233; dado por Gersick (1988,1989). Partindo de estudos experimentais e, mais tarde, de estudos de campo, este autor confirmou a tend&#234;ncia para os grupos encontrarem um ponto m&#233;dio na sua vida, a partir do qual procedem a uma reavalia&#231;&#227;o do modo de abordar a tarefa, modificando as suas pr&#225;ticas. A este padr&#227;o de desenvolvimento dos grupos, Gersick chamou modelo do equil&#237;brio pontuado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Os factores psicossociais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Lideran&#231;a:</i> a lideran&#231;a &#233; um dos processos de grupo que influenciam a inova&#231;&#227;o. Grande parte dos estudos sobre a rela&#231;&#227;o entre o estilo de lideran&#231;a e a inova&#231;&#227;o suporta a ideia de que um estilo participativo &#233; facilitador da inova&#231;&#227;o em grupo (Kanter, 1983; King &#38; Anderson, 1990; Peters &#38; Waterman, 1982). O conceito de participa&#231;&#227;o pode incluir ainda situa&#231;&#245;es onde existe lideran&#231;a informal num grupo, expressa em comportamentos de apoio, facilita&#231;&#227;o da tarefa, envolvimento com os objectivos e constru&#231;&#227;o de rela&#231;&#245;es no grupo que d&#227;o satisfa&#231;&#227;o aos seus membros. Num estudo com equipas multidisciplinares de presta&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de, West e Wallace (1991) verificaram que nas equipas mais inovadores havia mais lideran&#231;a informal do que nas menos inovadoras. Igualmente, comportamentos de apoio por parte do l&#237;der parecem ser estimulantes da criatividade dos membros do grupo, sobretudo quando estes possuem caracter&#237;sticas pessoais relevantes para a criatividade e a tarefa &#233; complexa (Oldham &#38; Cummings, 1996). No entanto, um processo de inova&#231;&#227;o passa por fases muito diferentes, que n&#227;o exigem igualmente o mesmo estilo participativo de lideran&#231;a. A introdu&#231;&#227;o de uma inova&#231;&#227;o requer comportamentos de apoio por parte do l&#237;der que estimulem a gera&#231;&#227;o de ideias e no passo seguinte o l&#237;der deve sobretudo procurar consenso e aceita&#231;&#227;o, enquanto a fase de implementa&#231;&#227;o exige comportamentos de delega&#231;&#227;o e de monitoriza&#231;&#227;o. Neste sentido, alguns autores (Anderson &#38; King, 1993) defendem que o estilo do l&#237;der deve ser contingencial &#224;s fases do processo de inova&#231;&#227;o. Manz, Bastien, Hostager e Shapiro (1989) defendem um modelo de lideran&#231;a de estilos vari&#225;veis, em que os comportamentos do l&#237;der suportam as necessidades especificas das diferentes fases do processo. Assim, o l&#237;der tem de incentivar a iniciativa individual, clarificar as responsabilidades de cada membro, manter a orienta&#231;&#227;o do grupo para a tarefa e demonstrar confian&#231;a nos membros do grupo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A qualidade da rela&#231;&#227;o entre l&#237;der e subordinados e as expectativas que o primeiro tem sobre o papel dos mesmos, s&#227;o duas dimens&#245;es do processo de lideran&#231;a que tamb&#233;m influenciam o comportamento inovador dos indiv&#237;duos. Embora n&#227;o existam estudos que relacionem estas dimens&#245;es com a inova&#231;&#227;o produzida pelos grupos, Scott e Bruce (1994) mostram a import&#226;ncia da rela&#231;&#227;o l&#237;der-subordinados no desempenho inovador destes. Num estudo com 26 equipas um departamento de investiga&#231;&#227;o e desenvolvimento de uma grande empresa, aqueles autores verificaram que os indiv&#237;duos mais inovadores caracterizam a rela&#231;&#227;o com o seu supervisor como sendo de elevada confian&#231;a, apoio e autonomia. Mais ainda, as expectativas positivas do supervisor quanto &#224; capacidade inovadora dos seus subordinados t&#234;m uma influ&#234;ncia significativa sobre os comportamentos inovadores destes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em resumo, os estudos de lideran&#231;a parecem contribuir para a compreens&#227;o da inova&#231;&#227;o que ocorre nos grupos quer ao n&#237;vel do processo de inova&#231;&#227;o, quer ao n&#237;vel dos comportamentos inovadores dos seus membros. Salientamos a qualidade da rela&#231;&#227;o l&#237;der-subordinado, conceptualizada como um processo de interac&#231;&#227;o, como uma das dimens&#245;es com melhor potencial preditivo da inova&#231;&#227;o. No entanto, &#233; necess&#225;rio compreender melhor esta rela&#231;&#227;o ao n&#237;vel da inova&#231;&#227;o em grupo, por meio de estudos que considerem medidas agregadas da qualidade da rela&#231;&#227;o l&#237;der-subordinado ao n&#237;vel do grupo e da sua rela&#231;&#227;o com a inova&#231;&#227;o produzida por este.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Clima:</i> um conjunto de vari&#225;veis que t&#234;m sido estudadas como factores antecedentes da inova&#231;&#227;o diz respeito aos processos de interac&#231;&#227;o e de constru&#231;&#227;o da realidade do grupo. Estas vari&#225;veis descrevem as percep&#231;&#245;es que os elementos de um grupo t&#234;m sobre o modo como ele funciona, e por isso podem ser agrupadas numa categoria gen&#233;rica a que chamamos clima do grupo. O conceito de clima grupal &#233; aqui definido como as percep&#231;&#245;es partilhadas pelos membros de um grupo sobre as dimens&#245;es do funcionamento do mesmo (Glick, 1985; Koys &#38; DeCottis, 1991; Schneider, 1990). A ideia de um clima associado &#224; inova&#231;&#227;o de grupo radica nas propostas de Rousseau (1988) e Schneider e Reichers (1983) para que o clima seja referenciado a contextos espec&#237;ficos do funcionamento organizacional, como forma de aumentar a sua clareza conceptual e validade preditiva. No restante deste cap&#237;tulo iremos apresentar alguns estudos que utilizam o conceito de clima grupal, tal como &#233; aqui proposto, como preditor da inova&#231;&#227;o nos grupos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre o clima de grupo e a influ&#234;ncia que este tem sobre a inova&#231;&#227;o incidem sobre cinco grandes &#225;reas do funcionamento dos grupos: lideran&#231;a, partilha de objectivos, participa&#231;&#227;o, clima para a excel&#234;ncia, coes&#227;o e apoio &#224; inova&#231;&#227;o. Algumas destas investiga&#231;&#245;es centram-se sobre a influ&#234;ncia de apenas uma das dimens&#245;es do clima sobre a inova&#231;&#227;o, enquanto outros procuraram fazer uma observa&#231;&#227;o mais extensa do efeito conjunto de v&#225;rias facetas do clima grupai. Alguns exemplos do primeiro tipo de estudos podem ser retirados da investiga&#231;&#227;o sobre a rela&#231;&#227;o entre objectivos e desempenho do grupo. As descobertas resultantes deste tipo de investiga&#231;&#227;o revelam que objectivos de grupo claros e partilhados contribuem para um desempenho elevado dos grupos (Pritchard, Jones, Roth, Stuebing &#38; Ekeberg, 1988; Silver &#38; Bufanio, 1996; Shaw, 1981; Zander, 1971, citado por Guzzo &#38; Shea, 1992). Mais ainda, quando os objectivos s&#227;o espec&#237;ficos, como, por exemplo, quantidade de ideias e tempo de execu&#231;&#227;o, o desempenho do grupo nas dimens&#245;es correspondentes tende a melhorar (Guzzo &#38; Dickson, 1996). A rela&#231;&#227;o entre objectivos e desempenho do grupo n&#227;o &#233; necessariamente directa e pode ser mediada pelo grau de coopera&#231;&#227;o e comunica&#231;&#227;o que aqueles estimulam no grupo (Weldon &#38; Weingart, 1993, citado por Guzzo &#38; Dickson, 1996). Outra quest&#227;o relacionada com a defini&#231;&#227;o dos objectivos emerge da compatibilidade entre objectivos individuais e colectivos. Estes dois tipos de objectivos s&#227;o muitas vezes conflituais e, mesmo quando s&#227;o compat&#237;veis, o desempenho do grupo n&#227;o &#233; superior aquele que &#233; alcan&#231;ado quando existem apenas objectivos grupais (Mitchell &#38; Silver, 1990). Num estudo baseado na an&#225;lise de 418 projectos realizados em grupo, Pinto e Prescott (1987, citado por Payne, 1990) observaram que a exist&#234;ncia de uma miss&#227;o &#231;laramente definida era crucial para o sucesso em todas fases do ciclo de vida do projecto. Embora nem todos os projectos analisados impliquem inova&#231;&#227;o, estes resultados v&#234;m refor&#231;ar a ideia de que uma defini&#231;&#227;o clara dos objectivos tem uma influ&#234;ncia positiva no desempenho dos grupos, incluindo aqueles que procuram a inova&#231;&#227;o. Noutro estudo, Thamhain e Wilemon (1987, citado por Payne, 1990) verificaram que a exist&#234;ncia de objectivos pouco claros era uma das principais barreiras ao desempenho de equipas de projecto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre a coes&#227;o nos grupos s&#227;o outro exemplo da rela&#231;&#227;o entre uma dimens&#227;o particular do clima grupal e a inova&#231;&#227;o. A coes&#227;o, entendida como uma medida socioafectiva do grupo, &#233; uma das vari&#225;veis mais estudadas em rela&#231;&#227;o ao clima de grupos inovadores. Num estudo com equipas de cuidados de sa&#250;de, Wallace e West (1988, citado por Anderson, 1992) verificaram ser a coes&#227;o a principal vari&#225;vel discriminadora entre equipas muito inovadoras e pouco inovadoras. Num estudo posterior, os mesmos autores encontraram uma correla&#231;&#227;o elevada e positiva entre coes&#227;o e inova&#231;&#227;o em equipas de cuidados de sa&#250;de (West &#38; Wallace, 1991). Smith e Comer (1994) referem uma correla&#231;&#227;o positiva entre a performance financeira de pequenas empresas de alta tecnologia e medidas de coes&#227;o do topo das mesmas. Outros estudos sugerem que um n&#237;vel elevado de coes&#227;o pode melhorar a capacidade de decis&#227;o de uma equipa em situa&#231;&#245;es de urg&#234;ncia (Zaccarro <i>et dl.,</i> 1995, citados por Guzzo &#38; Dickson, 1996). Embora existam indicadores de que uma coes&#227;o elevada parece contribuir para um melhor desempenho do grupo, n&#227;o foi encontrada uma rela&#231;&#227;o directa entre esses dois factores. Num estudo de meta-an&#225;lise, Evans e Dion (1991) encontraram uma rela&#231;&#227;o positiva entre coes&#227;o do grupo e v&#225;rias medidas de performance. Contudo, em dois estudos id&#234;nticos posteriores, Mullen e Cooper (1994) e Gully, Devine e Whitney (1995) encontraram resultados que apontam para exist&#234;ncia de vari&#225;veis moderadoras desta rela&#231;&#227;o. Por exemplo, a rela&#231;&#227;o entre coes&#227;o e performance do grupo &#233; moderada pelo grau de interdepend&#234;ncia da tarefa. Perante tarefas que exigem coordena&#231;&#227;o, comunica&#231;&#227;o e monitoriza&#231;&#227;o conjunta do desempenho, a rela&#231;&#227;o entre coes&#227;o e performance &#233; mais forte do que perante tarefas que requerem menor interdepend&#234;ncia (Gully, Devine &#38; Whitney, 1995). A rela&#231;&#227;o entre coes&#227;o e inova&#231;&#227;o parece ser do mesmo tipo que para outras &#225;reas da performance do grupo. A influ&#234;ncia da primeira sobre a segunda deve ser considerada em conjunto com outras vari&#225;veis com as quais interage. De um modo geral uma coes&#227;o elevada &#233; prefer&#237;vel a uma baixa coes&#227;o para que o grupo seja mais eficaz. Mas existe pelo menos uma excep&#231;&#227;o, quando uma coes&#227;o elevada est&#225; associada a uma grande familiaridade. Segundo Levine e Moreland (1990), grupos onde as pessoas passam muito tempo juntas tendem a desenvolver n&#237;veis de coes&#227;o elevados e esta &#233; maior quando os membros do grupo gostam uns dos outros. Nestes casos, a coes&#227;o pode servir apenas para acentuar o efeito inibidor da familiaridade sobre a inova&#231;&#227;o no grupo. Janis (1982) sugere que uma coes&#227;o elevada &#233; uma das condi&#231;&#245;es que podem levar ao efeito de <i>groupthink.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos estudos multidimensionais vamos encontrar v&#225;rios exemplos de investiga&#231;&#245;es onde foram consideradas mais do que uma faceta do clima dos grupos. Saliente-se que existem muito poucos estudos sobre o clima grupal que considerem v&#225;rias dimens&#245;es do funcionamento dos grupos e ainda h&#225; menos orientados por um modelo te&#243;rico integrado sobre a rela&#231;&#227;o entre clima grupal e inova&#231;&#227;o, considerada como o resultado das interac&#231;&#245;es que ocorrem no grupo. Alguns estudos, a que faremos refer&#234;ncia mais &#224; frente, preocuparam-se mais com a influ&#234;ncia que o clima do grupo tem sobre os comportamentos inovadores dos indiv&#237;duos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um dos primeiros estudos emp&#237;ricos a considerar a exist&#234;ncia de um clima de grupo espec&#237;fico para a inova&#231;&#227;o foi realizado por Abbey e Dickson (1983) com equipas de Investiga&#231;&#227;o &#38; Desenvolvimento de empresas industriais. Estes autores encontraram correla&#231;&#245;es significativas entre as percep&#231;&#245;es dos membros das equipas sobre a flexibilidade, a capacidade de inova&#231;&#227;o e a depend&#234;ncia face &#224;s recompensas. Outros estudos centraram-se mais sobre a percep&#231;&#227;o partilhada dos processos do grupo. Thamhain e Wilemon (1987, citados por Payne, 1990) realizaram um estudo com equipas de engenheiros de 30 empresas e verificaram que aquelas com melhor desempenho apresentavam um clima com as seguintes caracter&#237;sticas: elevada orienta&#231;&#227;o para os resultados, preocupa&#231;&#245;es com a qualidade, capacidade de resolu&#231;&#227;o de conflitos, boa comunica&#231;&#227;o, confian&#231;a m&#250;tua e elevado esp&#237;rito de equipa. Num outro estudo, Keller (1986) considerou a influ&#234;ncia de vari&#225;veis como coes&#227;o, auto-estima e orienta&#231;&#227;o para a inova&#231;&#227;o na qualidade dos projectos realizados por equipas de Investiga&#231;&#227;o &#38; Desenvolvimento de uma grande empresa americana. Os resultados indicaram que a coes&#227;o, seguida da orienta&#231;&#227;o para a inova&#231;&#227;o, eram os melhores preditores da qualidade dos projectos de inova&#231;&#227;o. West e Wallace (1991) foram estudar a rela&#231;&#227;o entre algumas vari&#225;veis do clima de equipas de presta&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de e as inova&#231;&#245;es introduzidas nas pr&#225;ticas de interven&#231;&#227;o. Neste estudo foram considerados, de forma independente, os efeitos sobre a inova&#231;&#227;o de algumas vari&#225;veis que podem ser consideradas dimens&#245;es do clima (Chambel, Curral &#38; Ferreira, 1994): conhecimento dos resultados do seu trabalho, ambiguidade do papel, autonomia, participa&#231;&#227;o na tomada de decis&#227;o, lideran&#231;a informal e colabora&#231;&#227;o na equipa. Para al&#233;m disso, foi considerada uma vari&#225;vel de clima para a inova&#231;&#227;o, baseada na defini&#231;&#227;o de Siegel e Kaemmerer (1978). Os resultados mostram que o clima para a inova&#231;&#227;o explica 40% da vari&#226;ncia na inova&#231;&#227;o produzida pelas equipas. Das restantes vari&#225;veis de processo de grupo, apenas a colabora&#231;&#227;o na equipa tinha influ&#234;ncia significativa sobre a inova&#231;&#227;o. Mais recentemente, West (1990) prop&#244;s um modelo de clima de grupo assente em quatro factores e avan&#231;ou algumas hip&#243;teses sobre a influ&#234;ncia destes factores sobre a inova&#231;&#227;o do grupo, medida em termos de qualidade e quantidade das ideias, produtos ou procedimentos introduzidos. Este modelo, que ser&#225; descrito em pormenor mais adiante, tem servido como quadro de refer&#234;ncia a um conjunto de an&#225;lises sobre clima grupal para a inova&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entre os estudos que analisaram a influ&#234;ncia do clima do grupo sobre a inova&#231;&#227;o individual, destacamos os de Scott e Bruce (1994) e Bunce e West (1995). Os primeiros autores observaram o impacto que vari&#225;veis como a lideran&#231;a, o estilo de resolu&#231;&#227;o de problemas e a qualidade das rela&#231;&#245;es no grupo t&#234;m sobre os comportamentos inovadores dos seus membros, bem como a influ&#234;ncia mediadora do clima para a inova&#231;&#227;o do grupo, medido em termos do apoio &#224; inova&#231;&#227;o e disponibilidade de recursos, nesta rela&#231;&#227;o. O estudo, realizado com equipas de I&#38;D, revelou que a dimens&#227;o apoio &#224; inova&#231;&#227;o tinha uma influ&#234;ncia positiva e directa sobre a inova&#231;&#227;o individual. No segundo estudo, Bunce e West foram observar a influ&#234;ncia de vari&#225;veis de personalidade, motivacionais e de clima de grupo (baseado no modelo de West, 1990) na inova&#231;&#227;o individual, numa amostra de profissionais de sa&#250;de provenientes de diferentes departamentos de um hospital brit&#226;nico. Os resultados revelaram que os factores de clima de grupo n&#227;o eram preditores da inova&#231;&#227;o individual. No entanto, e como os pr&#243;prios autores reconhecem, n&#227;o houve agrega&#231;&#227;o das medidas de clima por n&#227;o se tratarem de verdadeiros grupos. Mais ainda, n&#227;o se sabia se todos os participantes trabalhavam em equipa nos seus departamentos. Estes resultados sugerem que o clima para a inova&#231;&#227;o &#233; uma medida de n&#237;vel grupal e s&#243; ter&#225; valor preditivo se representar as percep&#231;&#245;es partilhadas por indiv&#237;duos que trabalham realmente em conjunto. As rela&#231;&#245;es entre clima de grupo e inova&#231;&#227;o individual encontradas no primeiro estudo relevam do facto de terem sido utilizados grupos reais, pelo que o comportamento inovativo dos indiv&#237;duos est&#225; associado &#224; sua contribui&#231;&#227;o para o desempenho do grupo. Neste sentido, ao relacionarmos clima de grupo com comportamento inovativo dos indiv&#237;duos, estamos a comparar, ainda que indirectamente, duas vari&#225;veis do n&#237;vel grupal, com a diferen&#231;a de a segunda n&#227;o ser uma medida agregada. No segundo estudo, n&#227;o existiu esta preocupa&#231;&#227;o. Esta diferen&#231;a metodol&#243;gica vem refor&#231;ar a ideia defendida por Glick (1985) de que o valor explicativo de um modelo depende da consist&#234;ncia entre o n&#237;vel da teoria e o n&#237;vel da an&#225;lise. Os estudos acima referidos distinguem-se, na literatura da inova&#231;&#227;o de grupo, pela preocupa&#231;&#227;o de incluir o clima entre as vari&#225;veis utilizadas como preditoras da inova&#231;&#227;o. No entanto, como afirm&#225;mos atr&#225;s, estes estudos incluem apenas uma ou duas dimens&#245;es do clima grupal e, em alguns casos, consideram as mesmas como vari&#225;veis interm&#233;dias na rela&#231;&#227;o entre vari&#225;veis individuais ou de grupo de natureza estrutural e o desempenho do grupo em termos de inova&#231;&#227;o. Num outro conjunto de estudos sobre clima grupal, encontramos como crit&#233;rio orientador da investiga&#231;&#227;o uma tentativa de verificar a exist&#234;ncia de um clima grupal espec&#237;fico da inova&#231;&#227;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O modelo te&#243;rico que est&#225; por detr&#225;s deste segundo conjunto de estudos &#233; proposto por West (1990). Segundo o autor, o clima de grupo para a inova&#231;&#227;o teria quatro grandes factores: vis&#227;o, seguran&#231;a participativa, orienta&#231;&#227;o para a tarefa e apoio &#224; inova&#231;&#227;o. Este modelo foi testado em v&#225;rios contextos e tem mostrado um poder preditivo significativo em rela&#231;&#227;o &#224; inova&#231;&#227;o feita por equipas de trabalho (Agrell &#38; Gustafson, 1994; Anderson &#38; West, 1993; Burningham &#38; West, 1995; West &#38; Anderson, 1992, citados por Anderson &#38; King, 1993).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em resumo, as vari&#225;veis representativas do clima de grupo para a inova&#231;&#227;o podem ajudar-nos a explicar a maior ou menor qualidade e quantidade de inova&#231;&#227;o produzida pelos grupos. No entanto, devemos manter alguns cuidados conceptuais e metodol&#243;gicos que permitam salvaguardar a validade preditiva e de construto da vari&#225;vel clima grupai. Concretamente, definir com clareza o que se entende por clima grupal para a inova&#231;&#227;o, descrevendo as dimens&#245;es que dele fazem parte, e deste modo especificar quais os dom&#237;nio de funcionamento do grupo que vamos estudar. Este aspecto &#233; tanto mais importante quanto a investiga&#231;&#227;o sugere que o clima referente aos processos de interac&#231;&#227;o do grupo tem melhor poder preditivo face &#224; inova&#231;&#227;o do que o clima referente a caracter&#237;sticas estruturais dos grupos. Igualmente importante &#233; a preocupa&#231;&#227;o de garantir que estamos de facto a medir o clima de um grupo no sentido de grau de partilha das percep&#231;&#245;es, e n&#227;o a agregar climas psicol&#243;gicos de indiv&#237;duos que t&#234;m pouca ou nenhuma interdepend&#234;ncia de tarefas. Finalmente, devemos ter presente que o conceito de clima para a inova&#231;&#227;o &#233; especialmente &#250;til para compreender o que se passa ao n&#237;vel do grupo no que diz respeito ao desempenho inovador do mesmo. Assim, importa assegurar que as vari&#225;veis em estudo s&#227;o ambas express&#227;o do comportamento de um grupo e n&#227;o dos seus membros, tomados individualmente. O clima de grupo tem estado no centro da investiga&#231;&#227;o sobre inova&#231;&#227;o em grupo e os seus resultados sugerem que aquele &#233; um dos fact&#245;res mais determinantes deste processo (Agrell &#38; Gustafson, 1996, citados por West &#38; Anderson, 1996). Apesar desta descoberta, a no&#231;&#227;o de clima continua a ser conceptualmente imprecisa (Rousseau, 1988; Schneider, 1990), pelo que dificilmente poder&#225; constituir o n&#250;cleo centr&#237;peto de uma poss&#237;vel teoria da inova&#231;&#227;o em grupo. Uma forma potencial de contornar este problema &#233; considerar a no&#231;&#227;o de clima grupal, ou organizacional, como um artefacto metodol&#243;gico que nos permite obter uma medida do grau em que membros de um grupo partilham percep&#231;&#245;es ou representa&#231;&#245;es da mesma realidade. O potencial explicativo do conceito de clima face ao funcionamento do grupo adv&#233;m da ideia de que, para haver coordena&#231;&#227;o entre indiv&#237;duos numa rela&#231;&#227;o de interdepend&#234;ncia, estes devem possuir um grau m&#237;nimo de acordo quanto &#224; realidade. Neste sentido, o clima seria apenas a informa&#231;&#227;o mediata, dispon&#237;vel ao observador, sobre aspectos do funcionamento do grupo que n&#227;o podem ser observados de outro modo. Assim, ao referir o conceito de clima a um dom&#237;nio particular do funcionamento de um grupo (por exemplo, inova&#231;&#227;o, qualidade, mudan&#231;a), estamos a delimitar os aspectos da sua realidade que sustentam a sua ac&#231;&#227;o e o seu desempenho em rela&#231;&#227;o a esse dom&#237;nio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Proposta de um modelo integrado da inova&#231;&#227;o grupal</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar do aparecimento de um n&#250;mero crescente de estudos sobre as vari&#225;veis que influenciam a gera&#231;&#227;o de resultados inovadores por equipas em contexto organizacional, existem poucas tentativas de observa&#231;&#227;o do efeito conjunto de algumas dessas vari&#225;veis sobre a inova&#231;&#227;o (Anderson, 1993). Neste sentido, importa construir modelos de s&#237;ntese que d&#234;em conta da interac&#231;&#227;o entre dimens&#245;es estruturais e processuais dos grupos na produ&#231;&#227;o de resultados inovadores. Mais ainda, estes modelos podem estabelecer novas linhas orientadoras da investiga&#231;&#227;o no sentido de compreendermos a medida em que a dimens&#227;o estrutural influencia a emerg&#234;ncia dos processos de grupo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma proposta de um modelo integrador destas duas dimens&#245;es &#233; apresentada por West e Anderson (1996). Estes investigadores procuram integrar factores que se verificaram ter empiricamente uma influ&#234;ncia significativa sobre o processo de inova&#231;&#227;o em grupo, num referencial te&#243;rico mais abrangente que possa guiar futuramente a investiga&#231;&#227;o sobre este processo. Para isso, adoptaram a sugest&#227;o de Guzzo e Shea (1992) sobre a conceptualiza&#231;&#227;o do desempenho dos grupos como um modelo de <i>input-processo-output.</i> Segundo os autores, esta tem sido, desde sempre, a forma preferida de pensar e investigar sobre os grupos. Neste modelo, <i>input</i> refere-se aquilo que os indiv&#237;duos trazem para o grupo, incluindo compet&#234;ncias, conhecimentos, caracter&#237;sticas da personalidade, experi&#234;ncia, valores, estilo cognitivo; ao n&#237;vel grupal podemos ainda considerar como <i>inputs,</i> a composi&#231;&#227;o, a familiaridade e a diversidade de uma equipa. <i>Output</i> refere-se ao que o grupo produz, sejam ideias, decis&#245;es ou produtos, mas tamb&#233;m o bem-estar, crescimento e satisfa&#231;&#227;o dos seus membros; o resultado inovador de uma equipa pode ser medido quer pela quantidade d&#234; ideias ou produtos inovadores, quer pela qualidade dos mesmos. <i>Processos</i> dizem respeito &#224;s interac&#231;&#245;es entre os membros do grupo (Guzzo &#38; Shea, 1992, p. 280). Concretamente, os processos de interac&#231;&#227;o referem-se ao modo como os membros de um grupo se comportam e reagem uns com os outros a prop&#243;sito de aspectos como as trocas de informa&#231;&#227;o, a express&#227;o de sentimentos, a forma&#231;&#227;o de coaliz&#245;es, os padr&#245;es de participa&#231;&#227;o na tomada de decis&#227;o e o apoio m&#250;tuo. Bales (1953, citado por Guzzo &#38; Shea, 1992) prop&#245;e dois tipos de processos de interac&#231;&#227;o: (1) <i>expressivos</i>, que traduzem rela&#231;&#245;es socioemocionais no grupo, como o afecto, o antagonismo, o apoio; (2) <i>instrumentais</i>, que traduzem preocupa&#231;&#245;es do grupo com a tarefa, como pedir informa&#231;&#227;o e dar sugest&#245;es na resolu&#231;&#227;o de problemas do grupo. Partindo deste modelo do desempenho dos grupos, os investigadores t&#234;m focado a sua aten&#231;&#227;o quer na rela&#231;&#227;o directa entre <i>input-output,</i> quer na rela&#231;&#227;o directa entre <i>processo-output</i> quer ainda na rela&#231;&#227;o entre <i>input-output</i> mediada pelos processos de interac&#231;&#227;o. Numa extensa revis&#227;o de literatura sobre grupos nas organiza&#231;&#245;es, Guzzo e Shea apresentam uma descri&#231;&#227;o de cada uma destas orienta&#231;&#245;es emp&#237;ricas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como referimos acima, os processos de interac&#231;&#227;o s&#243; podem ser avaliados com base nas percep&#231;&#245;es dos indiv&#237;duos que est&#227;o directamente envolvidos nesses processos. Neste sentido, falamos de clima grupal quando existe um grau m&#237;nimo de acordo entre as percep&#231;&#245;es que os elementos de um grupo t&#234;m sobre o modo como o mesmo funciona. Estabelece-se assim uma transi&#231;&#227;o entre um modelo organizado em torno do conceito de clima, para um modelo centrado nos processos de interac&#231;&#227;o do grupo, onde a no&#231;&#227;o de clima assume o papel de representa&#231;&#227;o partilhada desses processos. Na <a href="#f1">figura 1</a> est&#225; representada uma adapta&#231;&#227;o poss&#237;vel deste modelo &#224; inova&#231;&#227;o em grupo.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a09f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o que realiz&#225;mos parte deste modelo enquanto quadro de refer&#234;ncia, para tentarmos compreender a rela&#231;&#227;o entre a inova&#231;&#227;o produzida por equipas de trabalho em ag&#234;ncias de publicidade e a medida em que alguns processos de interac&#231;&#227;o est&#227;o presentes ou ausentes nessas equipas. Uma vez que decidimos centrar a nossa aten&#231;&#227;o apenas na rela&#231;&#227;o entre processos e <i>outputs</i> iremos, em seguida, apresentar uma defini&#231;&#227;o mais clara dos mesmos e fundamentar o seu valor preditivo esperado em rela&#231;&#227;o &#224; inova&#231;&#227;o em equipa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Os processo de interac&#231;&#227;o do grupo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No seu modelo de clima de grupo para a inova&#231;&#227;o, West (1990) considera quatro grandes factores que correspondem a quatro tipos de processos de interac&#231;&#227;o em grupo, que t&#234;m maior influ&#234;ncia sobre a inova&#231;&#227;o: vis&#227;o, seguran&#231;a participativa, orienta&#231;&#227;o para a tarefa, e apoio &#224; inova&#231;&#227;o. Quando integrados no modelo proposto, estes quatro factores descrevem quatro grandes categorias de processos de interac&#231;&#227;o, os quais podem estar mais ou menos presentes nas equipas e, em consequ&#234;ncia, conduzir a maiores ou menores n&#237;veis de inova&#231;&#227;o. V&#225;rios estudos sugerem que os quatro factores s&#227;o bons preditores da inova&#231;&#227;o no grupo (Anderson &#38; West, 1996; West &#38; Anderson, 1996,1998). No entanto, cada um deles descreve uma dimens&#227;o espec&#237;fica do funcionamento dos grupos, pelo que dever&#225; ter uma influ&#234;ncia diferenciada sobre o processo de inova&#231;&#227;o. Por exemplo, espera-se que os factores apoio &#224; inova&#231;&#227;o e participa&#231;&#227;o tenham um efeito preferencial sobre a quantidade de ideias produzidas, por criarem conting&#234;ncias que refor&#231;am os comportamentos de inova&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos. Os factores vis&#227;o e orienta&#231;&#227;o para a tarefa, por seu lado, dever&#227;o ter uma influ&#234;ncia preferencial sobre a qualidade das inova&#231;&#245;es por fornecerem orienta&#231;&#227;o, crit&#233;rios e sistemas de avalia&#231;&#227;o para o desenvolvimento de ideias, e criarem a preocupa&#231;&#227;o com a qualidade do trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Rela&#231;&#227;o entre vis&#227;o e inova&#231;&#227;o &#151; A vis&#227;o inclui os processos de defini&#231;&#227;o dos objectivos ou miss&#227;o do grupo, bem como do grau de partilha dos mesmos e do valor que lhes &#233; atribu&#237;do pelos elementos da equipa. Segundo West (1990), o conceito de vis&#227;o &#233; composto por quatro facetas: clareza, valor percebido, exequibilidade, e partilha. A clareza refere-se &#224; medida em que os objectivos da equipa s&#227;o compreendidos pelos seus membros. Por exemplo, grupos de trabalho com objectivos claramente definidos s&#227;o mais eficazes a desenvolver m&#233;todos de trabalho apropriados aos objectivos e a direccionar o seu esfor&#231;o. O valor percebido expressa em que medida os objectivos t&#234;m valor para os membros da equipa e merecem ser concretizados, fazendo aumentar o seu grau de compromisso. Neste sentido, objectivos mais valorizadas por esses membros ser&#227;o mais facilitadores da inova&#231;&#227;o. A exequibilidade diz respeito &#224; medida em que os objectivos s&#227;o realiz&#225;veis. No caso em que s&#227;o inating&#237;veis, os elementos da equipa podem sentir-se desmotivados por n&#227;o conseguirem construir os meios para os concretizar. Finalmente, a partilha traduz a medida em que os objectivos foram negociados e s&#227;o aceites por todos os membros da equipa. A vis&#227;o n&#227;o tem um efeito facilitador da inova&#231;&#227;o quando &#233; imposta &#224; equipa pelos superiores hier&#225;rquicos. Em contrapartida, se os indiv&#237;duos participam na defini&#231;&#227;o dos objectivos, tendem a ficar mais empenhados na realiza&#231;&#227;o dos mesmos (Wall &#38; Lischeron, 1977, citados por West, 1990). A vis&#227;o fornece aos membros de um grupo uma orienta&#231;&#227;o para o desenvolvimento de novas ideias, bem como crit&#233;rios que permitem avaliar as consequ&#234;ncias pr&#225;ticas dessas ideias. Assim, quanto mais clara for a vis&#227;o e maior o grau de acordo dos membros do grupo sobre a mesma, mais f&#225;cil &#233; construir novos meios de a realizar. Igualmente, a defini&#231;&#227;o de crit&#233;rios de utilidade e adequa&#231;&#227;o permite ao grupo avaliar a efic&#225;cia das ideias e desenvolver apenas aquelas que satisfazem tais crit&#233;rios. A exist&#234;ncia de uma vis&#227;o clara e partilhada &#233; condi&#231;&#227;o necess&#225;ria, mas n&#227;o suficiente, para que o grupo alcance um grau elevado de efic&#225;cia no processo de inova&#231;&#227;o. Por outro lado, a vis&#227;o tem um valor intr&#237;nseco para os membros da equipa, que funciona como uma for&#231;a motivadora para a realiza&#231;&#227;o dos seus objectivos. Uma vis&#227;o muito valorizada pelos membros da equipa leva-os a empenharem-se mais na sua concretiza&#231;&#227;o, por exemplo atrav&#233;s do aumento de sugest&#245;es. Em consequ&#234;ncia, a vis&#227;o poder&#225; ter influ&#234;ncia sobre o n&#250;mero de ideias produzidas pela equipa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Rela&#231;&#227;o entre orienta&#231;&#227;o para a tarefa e inova&#231;&#227;o &#151; O conceito de orienta&#231;&#227;o para a tarefa tem dois componentes: preocupa&#231;&#227;o com a excel&#234;ncia e controv&#233;rsia construtiva (West, 1990). O primeiro &#233; expresso pela exist&#234;ncia de sistemas de controlo para avaliar e modificar o desempenho; responsabiliza&#231;&#227;o individual e do grupo; abordagens cr&#237;ticas &#224; qualidade do desempenho da tarefa, sem p&#244;r em causa a coes&#227;o; aconselhamento, <i>feedback</i> e coopera&#231;&#227;o entre os membros do grupo; fiscaliza&#231;&#227;o m&#250;tua. Peters e Waterman (1982), no seu estudo das empresas de excel&#234;ncia, salientam a exist&#234;ncia de um clima de excel&#234;ncia como crucial para a inova&#231;&#227;o. O conceito de controv&#233;rsia construtiva descreve um processo que conduz &#224; explora&#231;&#227;o de opini&#245;es opostas, considera&#231;&#227;o dessas opini&#245;es e vontade de as integrar em solu&#231;&#245;es de elevada qualidade, que s&#227;o aceites por todos os membros do grupo. Apesar de alguns autores considerarem que a interac&#231;&#227;o social reduz a efic&#225;cia da tomada de decis&#227;o (Janis, 1972; Steiner, 1972, citado por West, 1990), outros defendem a import&#226;ncia da interac&#231;&#227;o social na tomada de decis&#227;o (Tjosvold, 1982; Tjosvold, Wedley &#38; Field, 1986 citados por West, 1990). A investiga&#231;&#227;o realizada por estes autores sugere que o processo de controv&#233;rsia construtiva tende a surgir quando existe uma preocupa&#231;&#227;o com a qualidade do desempenho. Este processo ocorre quando os indiv&#237;duos envolvidos na decis&#227;o percepcionam o contexto com sendo cooperativo e n&#227;o competitivo; quando os decisores sentem que as suas compet&#234;ncias n&#227;o s&#227;o postas em causa; se estes percepcionam os processos de interac&#231;&#227;o como sendo de influ&#234;ncia m&#250;tua e n&#227;o quando existem tentativas de dom&#237;nio de uma das partes. Esta controv&#233;rsia parece facilitar a express&#227;o de opini&#245;es minorit&#225;rias num grupo, que s&#227;o facilitadoras da inova&#231;&#227;o (Nemeth &#38; Staw, 1989). Em resumo, a orienta&#231;&#227;o para a tarefa traduz um compromisso com a excel&#234;ncia que cria um ambiente no grupo em que as pr&#225;ticas, existentes e novas, s&#227;o avaliadas e postas em causa de um modo construtivo; a diversidade de abordagens na procura da excel&#234;ncia &#233; estimulada e o estabelecimento de padr&#245;es elevados de desempenho &#233; encorajado. Nos grupos onde existe uma preocupa&#231;&#227;o com a excel&#234;ncia, os indiv&#237;duos fiscalizam-se mutuamente como forma de antecipar potenciais riscos e erros. Deste modo, os processos de orienta&#231;&#227;o para a tarefa s&#227;o condi&#231;&#227;o necess&#225;ria, mas n&#227;o suficiente, para que o grupo produza inova&#231;&#245;es eficazes e adequadas aos crit&#233;rios definidos pela vis&#227;o. Por outro lado, n&#227;o ser&#225; de esperar uma influ&#234;ncia deste factor sobre a quantidade de inova&#231;&#245;es produzidas pelo grupo, uma vez que a avalia&#231;&#227;o e controlo a que as ideias est&#227;o sujeitas conduzir&#225; ao abandono de muitas delas antes do seu desenvolvimento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Rela&#231;&#227;o entre participa&#231;&#227;o e inova&#231;&#227;o&#151;Aparticipa&#231;&#227;o inclui os processos de interac&#231;&#227;o dentro da equipa que dizem respeito a influ&#234;ncia na tomada de decis&#227;o, frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o, e partilha de informa&#231;&#227;o dos seus membros. O conceito de participa&#231;&#227;o descreve tamb&#233;m em que medida os membros de um grupo percepcionam um clima interpessoal de confian&#231;a e suporte e, por isso, n&#227;o se sentem amea&#231;ados por expor as suas opini&#245;es e discordar das opini&#245;es dos colegas (West, 1990). A participa&#231;&#227;o tem um efeito facilitador da inova&#231;&#227;o por permitir que os membros do grupo corram riscos e contribuam com ideias novas sem receio de ser penalizados ou atacados. Para al&#233;m disso, o simples facto de haver maior participa&#231;&#227;o parece conduzir a mais inova&#231;&#227;o (Duell &#38; Frei, 1986; West &#38; Farr, 1989). Um grau elevado de participa&#231;&#227;o no grupo implica a exist&#234;ncia de maior n&#250;mero de interac&#231;&#245;es entre os seus membros e a percep&#231;&#227;o partilhada de um sentimento de confian&#231;a e apoio m&#250;tuo. Este sentimento facilita a sugest&#227;o de novas ideias e mudan&#231;as mais radicais, pelo facto de os membros do grupo n&#227;o se sentirem amea&#231;ados ou com as suas compet&#234;ncias postas em causa. Para al&#233;m disso, mais interac&#231;&#227;o estimula a gera&#231;&#227;o demais ideias, sobretudo se aquela implicar mais partilha de informa&#231;&#227;o e influ&#234;ncia na tomada de decis&#227;o. A participa&#231;&#227;o de mais pessoas, com pontos de vista diferentes, no processo de inova&#231;&#227;o tender&#225; a fazer emergir um maior n&#250;mero de solu&#231;&#245;es diferentes. Deste modo, grupos onde existe um grau elevado de participa&#231;&#227;o t&#234;m mais probabilidade de produzir inova&#231;&#245;es, porque os seus membros percepcionam um clima de seguran&#231;a que os estimula a participar mais no processo de inova&#231;&#227;o e, assim, fazer aumentar o n&#250;mero de ideias a desenvolver. Igualmente, a maior participa&#231;&#227;o dos membros do grupo tende a reduzir a resist&#234;ncia &#224; mudan&#231;a e aumentar a possibilidade de serem adoptadas ou sugeridas solu&#231;&#245;es mais radicais. A Participa&#231;&#227;o parece influenciar quer a qualidade, quer a quantidade de inova&#231;&#227;o no grupo. No entanto, por se tratar de um factor mais relacionado com os processos socioafectivos e menos com os processos da tarefa, espera-se que a sua influ&#234;ncia seja maior em rela&#231;&#227;o &#224; quantidade de inova&#231;&#227;o do que &#224; qualidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Rela&#231;&#227;o entre apoio &#224; inova&#231;&#227;o e inova&#231;&#227;o &#151; O apoio &#224; inova&#231;&#227;o descreve a medida em que os membros do grupo se sentem estimulados, atrav&#233;s de apoio declarado e efectivo, a introduzir e desenvolver ideias novas (West, 1990). O apoio declarado traduz-se na manifesta&#231;&#227;o de uma vontade ou inten&#231;&#227;o de inovar, expressa em documentos, declara&#231;&#245;es de estrat&#233;gia ou passada de boca em boca. O apoio efectivo implica a disponibiliza&#231;&#227;o de recursos necess&#225;rios &#224; inova&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m o apoio verbal dentro e fora das reuni&#245;es do grupo, a coopera&#231;&#227;o entre indiv&#237;duos e grupos para o desenvolvimento de novas ideias e a toler&#226;ncia ao erro. Daft (1986) refere que a disponibilidade de recursos materiais e de tempo &#233; essencial para o desenvolvimento da inova&#231;&#227;o. Os indiv&#237;duos em posi&#231;&#245;es de poder exercem mais influ&#234;ncia sobre as normas, pelo que os l&#237;deres dos grupos ter&#227;o um papel mais importante no apoio &#224; inova&#231;&#227;o. Alguns autores v&#234;m confirmar esta ideia, sugerindo que o apoio de indiv&#237;duos com poder na organiza&#231;&#227;o &#233; essencial para a implementa&#231;&#227;o de inova&#231;&#245;es (Kanter, 1988; Peters &#38; Waterman, 1982; Schroder, Van de Ven, Scudder &#38; Polley, 1989). Um grau elevado de apoio declarado, no grupo, tende a funcionar como um mecanismo de refor&#231;o social, que pode levar os seus membros a proporem mais ideias n&#227;o avaliadas, isto &#233;, sem preocupa&#231;&#227;o com a qualidade das mesmas. D&ograve; mesmo modo, um grau elevado de apoio efectivo, , atrav&#233;s da disponibiliza&#231;&#227;o de recursos para o desenvolvimento de ideias, permite que mais ideias cheguem &#224; fase de implementa&#231;&#227;o. O incentivo ao melhoramento dos procedimentos, produtos ou processos do grupo, associado a uma possibilidade efectiva de concretiza&#231;&#227;o, leva os membros do grupo a aumentarem o n&#250;mero de sugest&#245;es para a inova&#231;&#227;o. A partir desta revis&#227;o podem colocar-se duas hip&#243;teses.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Hl: existe uma rela&#231;&#227;o positiva e elevada entre a quantidade de inova&#231;&#227;o produzida e os processos de apoio &#224; inova&#231;&#227;o e de participa&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;H2: existe uma rela&#231;&#227;o positiva e elevada entre a qualidade da inova&#231;&#227;o produzida e os processos de vis&#227;o e de orienta&#231;&#227;o para a tarefa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Amostra</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo contou com a participa&#231;&#227;o de 26 equipas, perfazendo um total de 70 indiv&#237;duos. Estas equipas fazem parte dos departamentos criativos de sete ag&#234;ncias de publicidade da regi&#227;o de Lisboa. A maior parte dos grupos que participaram neste estudo s&#227;o duplas criativas, constitu&#237;das por um <i>copywriter</i> e um visualizador (n=16). Os restantes grupos s&#227;o compostos por uma dupla criativa mais um contacto (n=4) e uma dupla criativa mais duas pessoas com o papel de contacto (n=6). Estes grupos desempenham uma fun&#231;&#227;o criativa por defini&#231;&#227;o, que consiste na produ&#231;&#227;o de an&#250;ncios publicit&#225;rios originais e eficazes, a partir de orienta&#231;&#245;es dadas pelas empresas-clientes. Apesar de a organiza&#231;&#227;o das equipas criativas poder variar de uma ag&#234;ncia para outra, sobretudo em tamanho, o tipo de fun&#231;&#245;es que desempenham e o modo como o grupo funciona s&#227;o muito semelhantes em todas elas. Finalmente, uma das condi&#231;&#245;es para fazer parte do estudo era que as equipas criativas trabalhassem regularmente e em conjunto h&#225; pelo menos seis meses.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram contactadas inicialmente as doze ag&#234;ncias publicidade com maior volume de neg&#243;cios em Portugal, das quais apenas nove aceitaram participar no estudo. Os contactos foram feitos directamente com os directores criativos destas ag&#234;ncias, tendo sido marcada uma entrevista com cada um deles. Esta entrevista serviu sobretudo para explicar aos directores criativos o objectivo do estudo, o interesse que poderia ter para a ag&#234;ncia e a sua colabora&#231;&#227;o quer na distribui&#231;&#227;o dos question&#225;rios, quer depois na avalia&#231;&#227;o das equipas criativas. Os question&#225;rios foram entregues ao director criativo, que se encarregou de os distribuir pelas equipas e de os recolher posteriormente. Cada elemento da equipa criativa devia preencher o question&#225;rio individualmente e entreg&#225;-lo ao director criativo. Ap&#243;s ter todos os question&#225;rios em seu poder, o director criativo fez a avalia&#231;&#227;o de cada equipa, usando uma escala constru&#237;da para o efeito. Nos casos de ag&#234;ncias onde existiam dois directores criativos, a avalia&#231;&#227;o das equipas era feita por ambos, em conjunto. No final, apenas as sete ag&#234;ncias que fazem parte do estudo entregaram os question&#225;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Medidas</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo, conforme j&#225; foi referido, tem como base o modelo psicossocial de quatro factores da inova&#231;&#227;o em grupo de West (1990). Por isso, as vari&#225;veis do funcionamento dos grupos foram medidas atrav&#233;s de uma vers&#227;o traduzida do Team Climate Inventory desenvolvido por West e Anderson (1998), a partir daquele modelo. Este question&#225;rio &#233; composto por 44 itens, referentes aos quatro tipos de processos de interac&#231;&#227;o nos grupos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Participa&#231;&#227;o: este factor avalia os processos de partilha de informa&#231;&#227;o (tr&#234;s itens), influ&#234;ncia m&#250;tua (tr&#234;s itens), seguran&#231;a participativa (dois itens) e frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o (quatro itens) dos elementos da equipa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Apoio &#224; inova&#231;&#227;o: este factor avalia os processos de apoio verbal (quatro itens) e apoio de comportamento (quatro itens), que estimulam os comportamentos inovadores dos membros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Vis&#227;o: este factor avalia os processos de clarifica&#231;&#227;o dos objectivos (dois itens), valor percebido dos objectivos (quatro itens), partilha dos objectivos (dois itens) e seu grau de exequibilidade dos objectivos (dois itens).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Orienta&#231;&#227;o para a tarefa: este factor avalia os processos de estabelecimento de padr&#245;es de excel&#234;ncia no desempenho (dois itens), avalia&#231;&#227;o do desempenho por forma a manter os padr&#245;es elevados (tr&#234;s itens) e gera&#231;&#227;o de ideias (dois itens). Os indiv&#237;duos avaliam o grau em que estes processos se observam na sua equipa atrav&#233;s de uma escala de cinco pontos que varia entre <i>discordo completamente</i> e <i>concordo completamente.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Inova&#231;&#227;o: a avalia&#231;&#227;o da medida em que as equipas eram mais ou menos inovadoras foi realizada atrav&#233;s de um question&#225;rio constru&#237;do para o efeito. Este question&#225;rio &#233; composto por quatro itens que procuram medir facetas diferentes do trabalho criativo destas equipas, como a qualidade e quantidade das ideias produzidas. Os supervisores avaliam cada equipa numa escala de cinco pontos. Em rela&#231;&#227;o &#224;s medidas de inova&#231;&#227;o, adopt&#225;mos a sugest&#227;o de Amabile (1983) de obter estas medidas a partir das classifica&#231;&#245;es de especialistas no dom&#237;nio (neste caso directores criativos), como forma de garantir um crit&#233;rio dependente do contexto. No entanto, esta avalia&#231;&#227;o &#233; baseada em apenas duas dimens&#245;es da qualidade (originalidade e adequa&#231;&#227;o) e uma dimens&#227;o da quantidade da inova&#231;&#227;o (produtividade), o que deixa de fora outras dimens&#245;es espec&#237;ficas do contexto onde estas equipas se encontram. Em estudos futuros seria importante comparar estas avalia&#231;&#245;es com outras medidas da qualidade e quantidade de inova&#231;&#227;o produzida pelos grupos.</font></p>     <div>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Foi calculado o coeficiente alfa de Cronbach para as quatro escalas e para cada uma das sub-escalas, tendo-se verificado indicadores satisfat&#243;rios de precis&#227;o. As subescalas referentes &#224; vis&#227;o apresentam valores de alfa de 0,79 para a clareza dos objectivos, 0,54 para o valor percebido destes objectivos, 0,74 para o grau de exequibilidade dos objectivos e. 76 para a partilha dos objectivos. Nesta &#250;ltima sub-escala foi exclu&#237;do um item por apresentar uma correla&#231;&#227;o muito baixa com os outros dois itens. O alfa da escala toda &#233; de 0,80. As subescalas referentes &#224; orienta&#231;&#227;o para a tarefa apresentam valores de alfa de 0,79 para a preocupa&#231;&#227;o com a excel&#234;ncia, de 0,85 para a avalia&#231;&#227;o e de 0,71 para a gera&#231;&#227;o de ideias. O alfa da escala toda &#233; de 0,89. As sub-escalas referentes &#224; participa&#231;&#227;o apresentam valores de alfa de 0,80 para a partilha de informa&#231;&#227;o, de 0,68 para a influ&#234;ncia m&#250;tua, de 0,78 para a seguran&#231;a participativa e de 0,85 para a frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o. O alfa da escala toda &#233; de 0,93. As sub-escalas referentes ao apoio &#224; inova&#231;&#227;o apresentam valores de alfa de 0,87 para o apoio declarado e de 0,91 para o apoio efectivo. O alfa da escala toda &#233; de 0,93.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">No <a href="#q1">quadro 1</a> encontramos descritas as m&#233;dias e os desvios-padr&#227;o das quatro escalas e respectivas subescalas e das medidas de inova&#231;&#227;o. Encontram-se, ainda, as correla&#231;&#245;es entre os processos de interac&#231;&#227;o e as medidas de qualidade e quantidade de inova&#231;&#227;o dos grupos criativos que participaram no estudo. Todos os processos se encontram claramente acima do ponto m&#233;dio da escala, com destaque para os processos de orienta&#231;&#227;o para a tarefa e participa&#231;&#227;o. O facto de os desvios-padr&#227;o serem relativamente elevados na maior parte das sub-escalas, permite-nos levantar a hip&#243;tese de existirem diferen&#231;as acentuadas entre m&#233;dias de equipas mais e menos inovadoras. As medidas de inova&#231;&#227;o dos grupos situam-se ligeiramente acima do ponto m&#233;dio da escala e apresentam desvios-padr&#227;o relativamente elevados, pelo que podemos considerar que aqui tamb&#233;m se aplica a hip&#243;tese anterior. Ambos os resultados constituem um bom indicador para as an&#225;lises de vari&#226;ncia realizadas posteriormente. Quanto &#224;s correla&#231;&#245;es entre os processos de interac&#231;&#227;o e as medidas de inova&#231;&#227;o, verificamos que os quatro tipos de processos t&#234;m correla&#231;&#245;es positivas e significativas quer com a qualidade, quer com a quantidade de inova&#231;&#227;o, com destaque para a participa&#231;&#227;o (respectivamente r=0,41 e r=0,38). De todos os processos em an&#225;lise aqueles que se correlacionam mais fortemente com a qualidade de inova&#231;&#227;o s&#227;o a frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o (r=0,42) e a clareza de objectivos (r=0,41). A quantidade de inova&#231;&#227;o est&#225; mais fortemente correlacionada com a partilha de objectivos (r=0,47) e com a frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o (r=0,43).</font></p>       <p>&nbsp;</p>   <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a09q1.jpg">       
<p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana" size="2"><i>An&#225;lise comparativa entre equipas muito e pouco inovadoras</i></font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Como forma de compreender melhor as rela&#231;&#245;es preditivas entre os processos de grupo e a inova&#231;&#227;o que eles produzem, realizaram-se an&#225;lises de vari&#226;ncia a um factor em todos os processos de grupo, usando as medidas de inova&#231;&#227;o como vari&#225;vel agrupadora. As an&#225;lises foram feitas independentemente para cada uma das medidas. Dividiram-se as equipas criativas participantes neste estudo em muito inovadoras e pouco inovadoras, com base nas avalia&#231;&#245;es que os respectivos directores criativos fizeram das mesmas para a qualidade de inova&#231;&#227;o e quantidade de inova&#231;&#227;o. As equipas cujas notas se situam entre 3, 5 e cinco foram consideradas como tendo elevada qualidade da inova&#231;&#227;o e aquelas cujas notas se situam entre um e tr&#234;s como tendo baixa qualidade da inova&#231;&#227;o. O mesmo crit&#233;rio foi utilizado para a quantidade de inova&#231;&#227;o.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">No <a href="#q2">quadro 2</a> podemos observar as diferen&#231;as entre equipas com avalia&#231;&#245;es elevadas e avalia&#231;&#245;es baixas, tanto no que diz respeito &#224; qualidade da inova&#231;&#227;o como &#224; quantidade de inova&#231;&#227;o. As m&#233;dias das equipas com elevada qualidade s&#227;o superiores &#224;s m&#233;dias das equipas com baixa qualidade, em quase todos os processos. As excep&#231;&#245;es s&#227;o o valor percebido, a exequibilidade dos objectivos e a preocupa&#231;&#227;o com a excel&#234;ncia, onde n&#227;o h&#225; diferen&#231;as significativas entre equipas com elevada e baixa qualidade de inova&#231;&#227;o. Estes resultados sugerem que as percep&#231;&#245;es sobre os processos de interac&#231;&#227;o analisados nesta investiga&#231;&#227;o, permitem discriminar entre equipas com elevada e baixa qualidade de inova&#231;&#227;o. No que diz respeito &#224; quantidade de inova&#231;&#227;o, observamos um padr&#227;o semelhante de diferen&#231;as entre equipas com elevada e baixa quantidade. Neste caso, os processos onde as diferen&#231;as que se verificam n&#227;o s&#227;o significativas s&#227;o o valor percebido, a exequibilidade e a clareza dos objectivos, e ainda a avalia&#231;&#227;o do desempenho e a partilha de informa&#231;&#227;o. Tal como em rela&#231;&#227;o &#224; qualidade da inova&#231;&#227;o, estes resultados sugerem que as percep&#231;&#245;es destes processos de grupo permitem discriminar entre grupos com elevada e baixa quantidade de inova&#231;&#227;o.<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a></font></p>       <p>&nbsp;</p>   <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a09q2.jpg">       
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>An&#225;lise das regress&#245;es m&#250;ltiplas</i></font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Como forma de procurar compreender que processos de interac&#231;&#227;o do grupo poderiam ser melhores preditores da inova&#231;&#227;o, foram realizadas an&#225;lises de regress&#227;o m&#250;ltipla passo a passo, nas quais as percep&#231;&#245;es dos processos de grupo foram entradas como vari&#225;veis preditoras em rela&#231;&#227;o &#224;s medidas de inova&#231;&#227;o. Como podemos ver no <a href="#q3">quadro 3</a> , a frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o, a clareza de objectivos e o apoio declarado aparecem como os processos grupais que melhor predizem a qualidade de inova&#231;&#227;o, explicando em conjunto 26% da vari&#226;ncia total dos resultados. Ali&#225;s, quando introduzimos na regress&#227;o apenas os processos de vis&#227;o e orienta&#231;&#227;o para a tarefa, tal como previsto no modelo, obtemos como &#250;nico preditor a clareza de objectivos, que explica 17% da vari&#226;ncia (F=14,08; p&lt;0,01). Em rela&#231;&#227;o &#224; quantidade de inova&#231;&#227;o, os processos que emergem como melhores preditores s&#227;o a partilha de objectivos, a frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o e a clareza de objectivos, explicando em conjunto 30% da vari&#226;ncia total. Do mesmo modo, quando introduzimos na regress&#227;o apenas os processos de participa&#231;&#227;o e apoio &#224; inova&#231;&#227;o, tal como previsto no modelo, obtemos como &#250;nico preditor a frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o, que explica 19% da vari&#226;ncia (F=15,75; p&lt;0,01).</font></p>       <p>&nbsp;</p>   <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a09q3.jpg">       
<p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana" size="2">Discuss&#227;o dos resultados e conclus&#245;es</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo tem como objectivo compreender como &#233; que certos processos de interac&#231;&#227;o que ocorrem nos grupos de trabalho influenciam o seu desempenho ao n&#237;vel da inova&#231;&#227;o. Este objectivo foi concretizado atrav&#233;s do estudo dos processo de interac&#231;&#227;o em equipas criativas de ag&#234;ncias de publicidade portuguesas. O quadro de refer&#234;ncia que orientou esta investiga&#231;&#227;o pressup&#245;e que os processos de interac&#231;&#227;o em grupo s&#243; podem ser apreendidos de forma mediata com base no modo como os indiv&#237;duos v&#234;em o funcionamento do grupo a que pertencem. Este modo de os indiv&#237;duos verem o grupo, est&#225; na origem de um sistema estruturado de percep&#231;&#245;es sobre aspectos espec&#237;ficos do funcionamento dos mesmos, a que podemos chamar clima do grupo. Deste modo, procur&#225;mos compreender como certos processos de interac&#231;&#227;o, expressos num clima especifico das equipas criativas, podem ser um facilitador da inova&#231;&#227;o gerada por estas equipas. Partindo de um modelo te&#243;rico proposto por Anderson e West (1996), foram identificados quatro processos de grupo e derivadas duas hip&#243;teses sobre a rela&#231;&#227;o entre estes processos e a inova&#231;&#227;o gerada pelas equipas criativas, medidas em termos da qualidade e quantidade dessas inova&#231;&#245;es.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; hip&#243;tese 1, que prev&#234; uma rela&#231;&#227;o positiva e elevada entre a qualidade da inova&#231;&#227;o e os processos de vis&#227;o e de orienta&#231;&#227;o para a tarefa, os resultados suportam parcialmente esta hip&#243;tese. A compara&#231;&#227;o entre equipas com n&#237;veis diferentes de qualidade das inova&#231;&#245;es que produzem revela que as avaliadas como tendo mais qualidade apresentam medidas dos processos de vis&#227;o e de orienta&#231;&#227;o para a tarefa significativamente superiores &#224;s equipas de menor qualidade. Concretamente, a preocupa&#231;&#227;o em tornar os objectivos da equipa claros e compreendidos por todos, bem como a gera&#231;&#227;o de ideias &#250;teis e novas e a preocupa&#231;&#227;o de avaliar continuamente o seu desempenho em rela&#231;&#227;o aos padr&#245;es de qualidade estabelecido, parece ser o processo mais distintivo entre equipas de elevada e baixa qualidade de inova&#231;&#227;o. Esta observa&#231;&#227;o &#233; refor&#231;ada pelo facto de a clareza de objectivos aparecer como um preditor significativo da qualidade das inova&#231;&#245;es geradas pelas equipas criativas. A maior clareza de objectivos destas equipas deve-se possivelmente a um processo continuado de negocia&#231;&#227;o dos mesmos. Por outro lado, o valor que os objectivos possam ter para a organiza&#231;&#227;o ou para a sociedade e a exequibilidade dos mesmos parecem ter pouco impacte na qualidade do desempenho inovador destas equipas. Estes resultados est&#227;o de acordo com os encontrados em outros estudos (Burningham &#38; West, 1995).</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Nenhum dos processos grupais de orienta&#231;&#227;o para a tarefa aparece como preditor da qualidade da inova&#231;&#227;o nas equipas criativas que participaram neste estudo. Apesar disso, existe uma correla&#231;&#227;o positiva e significativa entre avalia&#231;&#227;o do desempenho e idea&#231;&#227;o e a qualidade do desempenho inovador das equipas, o que nos permite supor que as equipas com maior qualidade de inova&#231;&#227;o tenham mecanismos de monitoriza&#231;&#227;o e controlo da qualidade do seu trabalho. Esta ideia &#233; refor&#231;ada pela compara&#231;&#227;o entre equipas. As equipas de elevada qualidade referem uma grande preocupa&#231;&#227;o em manter a excel&#234;ncia do seu desempenho (M=4,5), caracterizada por um processo de avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica, modifica&#231;&#227;o das ideias e explora&#231;&#227;o de opini&#245;es opostas, enquanto as equipas de baixa qualidade referem uma menor preocupa&#231;&#227;o com a excel&#234;ncia do seu desempenho (M=4,1). No estudo citado acima, Burningham e West observaram que grupos mais inovadores tinham maior preocupa&#231;&#227;o com a excel&#234;ncia do seu desempenho do que grupos pouco inovadores. Igualmente, West e Anderson (1996) verificaram que uma elevada orienta&#231;&#227;o para a tarefa influenciava a qualidade das inova&#231;&#245;es introduzidas por equipas de gest&#227;o do topo estrat&#233;gico de hospitais. Estes resultados, tomados em conjunto, permitem-nos afirmar que a qualidade das inova&#231;&#245;es produzidas pelas equipas criativas est&#225; dependente da exist&#234;ncia de objectivos claros, partilhados e considerados adequados pelos seus membros, bem como de processos de explora&#231;&#227;o de alternativas divergentes e de avalia&#231;&#227;o e modifica&#231;&#227;o dessas alternativas no sentido dos objectivos definidos pela equipa.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Ainda em rela&#231;&#227;o &#224; qualidade da inova&#231;&#227;o, importa salientar o facto de a frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o aparecer como o melhor preditor da qualidade da inova&#231;&#227;o. Esta observa&#231;&#227;o era, de alguma forma esperada, uma vez que o modelo te&#243;rico prev&#234; que uma maior participa&#231;&#227;o dos membros da equipa pode contribuir para aumentar o conhecimento do grupo necess&#225;rio ao desenvolvimento de novas ideias e, deste modo, fazer aumentar a qualidade das solu&#231;&#245;es originadas. No caso particular destas equipas criativas, o resultado inovador do seu trabalho est&#225; muito dependente de informa&#231;&#227;o sobre &#225;reas diversas: produto, marca, mercado, outras campanhas publicit&#225;rias. Assim, &#233; de esperar que uma maior participa&#231;&#227;o no processo de inova&#231;&#227;o de indiv&#237;duos com conhecimentos diversificados conduza a uma qualidade mais elevada do resultado deste processo.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; hip&#243;tese 2, que prev&#234; uma rela&#231;&#227;o positiva e elevada entre a quantidade de inova&#231;&#227;o e os processos de participa&#231;&#227;o e de apoio &#224; inova&#231;&#227;o, os resultados suportam parcialmente esta hip&#243;tese. De novo, ao compararmos as equipas mais produtivas com as menos produtivas, observamos que existem diferen&#231;as acentuadas e significativas entre os processos de participa&#231;&#227;o que ocorrem nos dois conjuntos. Para al&#233;m disso, a frequ&#234;ncia de interac&#231;&#227;o entre os membros da equipa aparece, neste estudo, como um preditor significativo da quantidade de inova&#231;&#227;o, o que est&#225; de acordo com o previsto no modelo te&#243;rico. As equipas mais produtivas percepcionam um maior grau de seguran&#231;a participativa, ou seja, um sentimento de confian&#231;a e apoio m&#250;tuo que implica mais partilha de informa&#231;&#227;o, maior participa&#231;&#227;o na tomada de decis&#227;o e gera&#231;&#227;o de mais ideias. Um elevado grau de participa&#231;&#227;o contribui para que os membros das equipas se sintam mais estimulados a contribuir com ideias, sugest&#245;es e informa&#231;&#227;o para processo de inova&#231;&#227;o que ocorre dentro destas, fazendo aumentar o n&#250;mero de solu&#231;&#245;es. Estes resultados v&#234;m ao encontro daqueles encontrados em outros estudos sobre inova&#231;&#227;o em grupo (Burningham &#38; West, 1995; West &#38; Anderson, 1996).</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; influ&#234;ncia dos processos de apoio &#224; inova&#231;&#227;o na quantidade de inova&#231;&#227;o produzida, verificamos que as equipas mais produtivas evidenciam processos de apoio declarado e efectivo mais activos do que as equipas menos produtivas. G apoio declarado, em particular, aparece como um preditor significativo da quantidade de inova&#231;&#245;es que as equipas criativas produzem. Assim, as equipas mais produtivas parecem possuir uma percep&#231;&#227;o mais positiva das suas capacidades criativas, provavelmente resultante do apoio verbal dado pelos colegas e supervisores. O contexto onde estas equipas operam exige que as inova&#231;&#245;es sejam concretizadas em pouco tempo, pelo que o apoio declarado pode funcionar como estimulante para que os membros das equipas se esforcem no sentido de concluir as campanhas dentro dos prazos. Uma observa&#231;&#227;o aparentemente surpreendente parece ser o surgimento da partilha de objectivos como principal preditor da quantidade de inova&#231;&#227;o produzida. Este efeito pode ser explicado pelo facto de um grau elevado de partilha dos objectivos ou miss&#227;o da equipa fazer aumentar o envolvimento, e assim levar os seus membros a fazerem um esfor&#231;o extra (West, 1990).</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo sugere que a inova&#231;&#227;o nos grupos de trabalho depende do tipo de processos de interac&#231;&#227;o que neles ocorrem. Concretamente, quando usamos como medidas da inova&#231;&#227;o a qualidade e quantidade dos produtos ou ideias gerados pelo grupo, verificamos que os grupos que produzem inova&#231;&#245;es de maior qualidade definem os seus objectivos com clareza, e procuram que eles sejam aceites por todos os membros do grupo; t&#234;m tamb&#233;m meios de controlo do desempenho inovador, processos de avalia&#231;&#227;o e reformula&#231;&#227;o de ideias e aprecia&#231;&#227;o cr&#237;tica das opini&#245;es e sugest&#245;es dos membros do grupo. Para al&#233;m disso, estes grupos t&#234;m tamb&#233;m um clima elevado de seguran&#231;a participativa, que lhes permite introduzirem mais informa&#231;&#227;o necess&#225;ria ao desenvolvimento de boas ideias. Os grupos que produzem um maior n&#250;mero de inova&#231;&#245;es, trocam muita informa&#231;&#227;o entre si, participam na tomada de decis&#227;o e sentem-se confiantes para dar mais sugest&#245;es e apresentar ideias diferentes; mais ainda, referem a exist&#234;ncia de incentivos verbais para inovar, dentro e fora do grupo.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Estas observa&#231;&#245;es v&#234;m confirmar o valor preditivo do modelo que serviu de linha orientadora para esta investiga&#231;&#227;o. Ou seja, os comportamentos inovadores dos grupos parecem depender de modos particulares de interac&#231;&#227;o e da qualidade das rela&#231;&#245;es que neles ocorrem. Os resultados deste e doutros estudos j&#225; citados mostram que diferentes modos de interac&#231;&#227;o t&#234;m uma influ&#234;ncia diferenciada no processo de inova&#231;&#227;o em grupo, sobretudo nos resultados desse processo medidos em termos de qualidade e quantidade de ideias, produtos ou procedimentos gerados.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Um resultado inesperado desta investiga&#231;&#227;o foi a observa&#231;&#227;o de padr&#245;es semelhantes de rela&#231;&#227;o entre os processos de interac&#231;&#227;o e as duas medidas de inova&#231;&#227;o. Apesar de os melhores preditores da quantidade de inova&#231;&#245;es serem a participa&#231;&#227;o e o apoio declarado, e da qualidade serem a clareza de objectivos e a participa&#231;&#227;o, quando comparamos os grupos de maior qualidade com os de menor qualidade e os mais produtivos com os menos produtivos verificamos que os primeiros t&#234;m m&#233;dias mais elevadas e significativamente diferentes dos segundos em todos os factores medidos, excepto para a exequibilidade e utilidade dos objectivos. Esta observa&#231;&#227;o permite-nos pensar que nos grupos de inova&#231;&#227;o estes processos n&#227;o possam ser separados e que, no caso particular dos grupos muito inovadores, eles tendam a ocorrer simultaneamente. No fundo, para definir objectivos que sejam consensuais, para introduzir processos de avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica ou para que exista coopera&#231;&#227;o efectiva, &#233; necess&#225;rio existir uma rela&#231;&#227;o de confian&#231;a e apoio m&#250;tuo entre os membros de uma equipa. Do mesmo modo, o estabelecimento de um clima de seguran&#231;a participativa pode depender de os membros da equipa partilharem os mesmos objectivos e de esta ter um desempenho que &#233; percepcionado por aqueles como excelente e, por isso, ser refor&#231;ado pelos participantes de outras equipas e da organiza&#231;&#227;o em geral. Pretendemos, com este coment&#225;rio, chamar a aten&#231;&#227;o para a necessidade de considerar os processos de grupo espec&#237;ficos da inova&#231;&#227;o como interdependentes, formando um sistema articulado de modos de operar condicionante do processo inovador que ocorre nos grupos e resultado desse processo.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">As implica&#231;&#245;es te&#243;ricas deste trabalho, embora modestas, podem servir para consolidar o poder explicativo deste modelo da inova&#231;&#227;o em grupo, que p&#245;e em evid&#234;ncia os processos de interac&#231;&#227;o que nele t&#234;m lugar. Especificamente, procur&#225;mos observar como se mant&#234;m, ou modificam, as rela&#231;&#245;es preditivas entre processos de interac&#231;&#227;o e desempenho inovador, em grupos cuja caracter&#237;stica distintiva &#233; ser inovador por obriga&#231;&#227;o. Mais ainda, tent&#225;mos acrescentar informa&#231;&#227;o &#224;quela j&#225; existente que permita compreender se estas rela&#231;&#245;es s&#227;o sens&#237;veis aos diferentes contextos em que os grupos inovadores trabalham. Em rela&#231;&#227;o a estudos anteriores que observaram equipas multidisciplinares no desempenho de fun&#231;&#245;es t&#233;cnicas ou de gest&#227;o e onde a inova&#231;&#227;o surge como uma consequ&#234;ncia volunt&#225;ria (Agrell &#38; Gustafson, 1994; Burningham &#38; West, 1995; West &#38; Anderson, 1996; West &#38; Wallace, 1991), este estudo centrou-se em equipas que t&#234;m como objectivo a produ&#231;&#227;o continuada de inova&#231;&#245;es. Assim, aplica&#231;&#245;es de um modelo a contextos muito diferenciados permite aumentar a sua validade externa e melhorar a sua validade preditiva em cada um dos contextos.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados obtidos v&#234;m refor&#231;ar a ideia de que determinados comportamentos dos grupos est&#227;o fortemente dependentes de processos espec&#237;ficos que neles ocorrem. Mais do que avaliar as potencialidades inovadoras dos grupos, trata-se de compreender que modalidades de inter-rela&#231;&#227;o permitem utilizar eficientemente os recursos do grupo para gerar comportamentos de inova&#231;&#227;o. Embora este modelo n&#227;o pretenda dar-nos um r&#225;cio entre qualidade dos processos e grau de inova&#231;&#227;o gerada pelo grupo, permite-nos compreender que &#225;reas do funcionamento do grupo podem estar a inibir a ocorr&#234;ncia de inova&#231;&#227;o.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224;s implica&#231;&#245;es pr&#225;ticas deste estudo, &#233; f&#225;cil cairmos na tenta&#231;&#227;o de afirmar que basta melhorar os processos de interac&#231;&#227;o do grupo para obtermos mais e melhor inova&#231;&#227;o. Infelizmente, aperfei&#231;oar os processos de participa&#231;&#227;o, defini&#231;&#227;o de objectivos, orienta&#231;&#227;o para a tarefa ou apoio &#224; inova&#231;&#227;o pode n&#227;o ser muito vi&#225;vel. Tr&#234;s revis&#245;es de literatura sobre interven&#231;&#245;es para beneficiar os processos de interac&#231;&#227;o nos grupos s&#227;o desanimadoras: elas melhoram as atitudes dos membros do grupo, mas n&#227;o t&#234;m impacto no seu desempenho (Sundstrom, De Meuse &#38; Futrell, 1990; Tannenbaum, Beard &#38; Salas, no prelo; Woodman &#38; Sherwood, 1980, citados por Guzzo &#38; Shea, 1992). Por seu lado, interven&#231;&#245;es para ajudar os grupos a definirem os seus objectivos e os pap&#233;is dos seus membros parecem ter algum impacte na efic&#225;cia daqueles (Guzzo &#38; Shea, 1992). Deste modo, contribuir para aumentar a Clareza dos objectivos das equipas e estimular o apoio &#224; inova&#231;&#227;o, sobretudo o apoio declarado pode ser o caminho a seguir em termos de interven&#231;&#227;o para melhorar o seu desempenho inovador. Mais ainda, dada a grande interdepend&#234;ncia entre processos, &#233; prov&#225;vel que ao modificar um deles, os outros sejam tamb&#233;m modificados.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Abbey, A, &#38; Dickson, J. (1983). R&#38;D work climate and innovation in semiconductors. <i>Academy of Management Journal, 26,</i> 362-368.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501579&pid=S0874-2049199900010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Agrell, A, &#38; Gustafson, R. (1994). The team climate inventory and group innovation: A psychometric test on a swedish sample of work groups. <i>Journal of Occupational Psychology, 67,</i> 143-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501581&pid=S0874-2049199900010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Amabile, T. M. (1988). Amodel of creativity and innovation in organizations. In B. M. Staw &#38; L. L. Cummings (Eds), <i>Research in organizational behavior,</i> (Vol. 10, pp. 123-167). Greenwich, CT: JAI Press.</font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Anderson, N. R. (1990). Innovation in work groups: Current research concerns and future directions. 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Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501586&pid=S0874-2049199900010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Anderson, N. R., &#38; King, N. (1993). Innovation in organizations. In C. L. Cooper &#38; I. T. Robertson (Eds.), <i>International review of industrial and organizational psychology,</i> (Vol. 8, pp. 1-34). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501588&pid=S0874-2049199900010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Angle, H. L. (1989). Psychology and organizational innovation. In A. H. Van de Ven, H. L. Angle &#38; M. S. Poole (Eds.), <i>Research on the management of innovation: The Minnesota studies.</i> Nova Iorque: Harper &#38; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501590&pid=S0874-2049199900010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bantel, K. A., &#38; Jackson, S. E. (1989). Top management and innovations in banking: Does composition of the top teams make a difference? <i>Strategic Management Journal, 10,</i> 107-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501592&pid=S0874-2049199900010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Barron, F., &#38; Harrington, D. M. (1981). Creativity, intelligence and personality. <i>Annual Review of Psychology,</i> 32,439-476.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501594&pid=S0874-2049199900010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bunce, D., &#38; West, M. A. (1995). Self perceptions and perceptions of group climate as predictors of individual innovation at work. <i>Applied Psychology: An International Review, 44,</i> 199-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501596&pid=S0874-2049199900010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Burningham, C. M., &#38; West, M. A. (1995). Individual, climate, and group interaction processes as predictors of work team innovation. <i>Small Group Research, 26,</i> 106-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501598&pid=S0874-2049199900010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Evans, C. R, &#38; Dion, K. L. (1991). Group cohesion and peformance: Ameta-analysis. <i>Small Group Research, 22,</i> 175-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501600&pid=S0874-2049199900010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Firestien, R. L. (1990). Effects of Creative problem solving on communication behaviors in small groups. <i>Small Group Research, 21,</i> 507-521.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501602&pid=S0874-2049199900010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gersick, C. J. G, (1988). Time and transition in work teams: Toward a new model of group development. <i>Academy of Management Journal, 31,</i> 9-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501604&pid=S0874-2049199900010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gersick, C. J. G. (1989). Marking time: Predictable transitions in task groups. <i>Academy of Management Journal,</i> 32, 274-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501606&pid=S0874-2049199900010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Glick, W. H. (1985). Conceptualizing and measuring organizational and psychological climate: Pitfalls in multilevel research. <i>Academy of Management Review, 10,</i> 601-616.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501608&pid=S0874-2049199900010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goodman, P. S., &#38; Leyden, D. P (1991). Familiarity and group productivity. <i>Journal of Applied Psychology, 76,</i> 578-586.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501610&pid=S0874-2049199900010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Graen, G. B., &#38; Scandura, T. A. (1987). Toward a psychology of dyadic organizing. In B. M. Staw &#38; L. L. Cummings (Eds), <i>Research in organizational behavior</i> (Vol. 9, pp. 175-208). Greenwich, CT: JAI Press.</font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gully, S. M., Devine, D. <i>J,</i> &#38; Whitney, D. J. (1995). A meta-analisys of cohesion and performance: Effects of level of analisys and task interdependence. <i>Small Group Research, 26,</i> 497-520.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501613&pid=S0874-2049199900010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guzzo, R. A., &#38; Dickson, M. W. (1996). Teams in organizations: Recent research on performance and <i>effectiveness. Annual Review of Psychology, 47,</i> 307-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501615&pid=S0874-2049199900010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guzzo, R. A., &#38; Shea, G. P. (1992). Group performance and intergroup relations in organizations. In M. D. Dunnette &#38; L. M. Hough (Eds), <i>Handbook of industrial and organizational psychology</i> (Vol. 3, p. 269-313).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501617&pid=S0874-2049199900010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">James, L. R, Demaree, R. G., &#38; Wolf, G. (1984). Estimating within group interrater reliability with and without response bias. <i>Journal of Applied Psychology, 69,</i> 85-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501619&pid=S0874-2049199900010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Janis, I. L. (1982). <i>Groupthink.</i> Boston: Houghton Mifflin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501621&pid=S0874-2049199900010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Joyce, W., &#38; Slocum, D. (1984). Collective climate: Agreement as a basis for defining aggregate climates in organizations. <i>Academy of Management Journal, 27,</i> 721-724.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501623&pid=S0874-2049199900010000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kanter, R. M. (1983). <i>The change masters.</i> Nova Iorque; Simon &#38; Schuster.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501625&pid=S0874-2049199900010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Kanter, R. M. (1988). When a thousand flowers bloom: Structural, collective, and social conditions for innovation in organizations. In B. M. Staw &#38; L. L. Cummings (Eds.), <i>Research in organizational behavior</i> (Vol. 10, pp. 123-167). Greenwich, CT: JAI Press.</font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Katz, R. L. (1982). The effects of group longevity on project communication and performance. <i>Administrative Science Quarterly, 27,</i> 542-571.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501628&pid=S0874-2049199900010000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Keller, R. (1986). Predictors of the performance of project groups in R&#38;D organizations. <i>Academy of Management Journal, 38,</i> 537-554.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501630&pid=S0874-2049199900010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kerr, N. L. (1989). Illusions of efficacy: The effects of group size on perceived efficacy in social dilemmas. <i>Journal of Experimental Social Psychology, 25,</i> 287-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501632&pid=S0874-2049199900010000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">King, N. (1992). Modelling the innovation process: An empirical comparison of approaches. <i>Journal of Occupational and Organizational Psycology, 65,</i> 89-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501634&pid=S0874-2049199900010000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">King, N., &#38; Anderson, N. R. (1990). Innovation in work groups. In M. A. West &#38; J. L. Farr (Eds.), <i>Innovation and creativity at work. Psychological and organizational strategies</i> (pp. 81-100). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501636&pid=S0874-2049199900010000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Levine, J. M, &#38; Moreland, R. (1990). Progress in small group research. <i>Annual Review of Psychology, 41,</i> 585-634.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501638&pid=S0874-2049199900010000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Manz, C. C, Barstein, D. T, Hostager, T. J, &#38; Shapiro, G. L. (1989). Leadership and innovation. In A. H. Van de Ven, H. L. Angle, &#38; M. S. Poole (Eds), <i>Research on the management of innovation: The Minnesota studies.</i> New York: Harper &#38; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501640&pid=S0874-2049199900010000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mitchell, T. R, &#38; Silver, W. S. (1990). Individual and group goals when workers are interdependent: Effects on task strategies and performance. <i>Journal of Applied Psychology, 75,</i> 185-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501642&pid=S0874-2049199900010000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mullen, B., &#38; Cooper, R. (1994). The relationship between group cohesiveness and performance. <i>Psychological Bulletin, 115,</i> 210-227.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501644&pid=S0874-2049199900010000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nemeth, C. J., &#38; Staw, B. M. (1989). The tradeoffs of social control and innovation in groups and organizations. <i>Advances in Experimental Social Psychology,</i> 22, 175-208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501646&pid=S0874-2049199900010000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Payne, R. (1990). Madness in our method: A comment on Jackofsky and Slocum's paper &quot;A longitudinal study of climates&quot;. <i>Journal of Organizational Behaviour, 11,</i> 77-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501648&pid=S0874-2049199900010000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Peters, T. J., &#38; Waterman, R. H. (1982). <i>In search of excellence.</i> Nova Iorque: Harper &#38; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501650&pid=S0874-2049199900010000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pritchard, R. D., Jones, S. D., Roth, P. L., Stuebing, K. K., &#38; Ekeberg, S. E. (1988). Effects of group feedback, goal setting, and incentives on organizational productivity. <i>Journal of Applied Psychology, 73,</i> 337-358.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501652&pid=S0874-2049199900010000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rousseau, D. M. (1988). The construction of climate in organization research. In C. L. Cooper &#38; I. T. Robertson (Eds.), <i>International review of industrial and organizational psychology</i> (Vol. 3, pp. 139-158). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501654&pid=S0874-2049199900010000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schein, E. H. (1992). <i>Organizational culture and leadership</i> (2.<sup>a</sup> edi&#231;&#227;o). S&#227;o Francisco: Jossey Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501656&pid=S0874-2049199900010000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schneider, B. (1990). The climate for Service: An application of the climate construct. In B. Schneider (Ed.), <i>Organizational climate and culture</i> (pp. 383-412). S&#227;o Francisco: Jossey Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501658&pid=S0874-2049199900010000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schneider, B., &#38; Reichers, A. E. (1985). On the etiology of climates. <i>PersonnelPsychology, 36,</i> 19-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501660&pid=S0874-2049199900010000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schroeder, R. G., Van de Ven, A. H., Scudder, G. D., &#38; Polley, D. (1989). The development of innovation ideias. In A. H. Van de Ven, H. L. Angle, &#38; M. S. Poole (Eds.), <i>Research on the management of innovation: The Minnesota studies.</i> Nova Iorque: Harper &#38; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501662&pid=S0874-2049199900010000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Scott, S. G., &#38; Bruce, R. A. (1994). Determinants of innovative behavior: Apath model of individual innovation in the workplace. <i>Academy of Management Journal, 37</i>, 580-607.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501664&pid=S0874-2049199900010000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shalley, C. E. (1995). Effects of coaction, expected evaluation, and goal setting on creativity and productivity. <i>Academy of Management Journal, 38,</i> 483-503.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501666&pid=S0874-2049199900010000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shepperd, J. A. (1995). Remedying motivation and productivity loss in collective settings. <i>Current Directions in Psychological Science, 4,</i> 131-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501668&pid=S0874-2049199900010000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Siegel, S. M, &#38; Kaemmerer, W. F. (1978). Measuring the perceived support for innovation in organizations. <i>Journal of Applied Psychology, 63,</i> 553-562.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501670&pid=S0874-2049199900010000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smith, C., &#38; Comer, D. (1994). Self-organization in small groups: A study of group effectiveness within non-equilibrium conditions. <i>Human Relations, 47,</i> 553-581.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501672&pid=S0874-2049199900010000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sundstrom, E., De Meuse, K. P, &#38; Futrell, D. (1990). Work teams: Applications and effectiveness. <i>American Psychologist, 45,</i> 120-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501674&pid=S0874-2049199900010000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Watson, W. E., Kumar, K., &#38; Michaelsen, L. K. (1993). Cultural diversity's impact on interaction process and performance: Comparing homogeneous and diverse task groups. <i>Academy of Management Journal, 36,</i> 590-602.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501676&pid=S0874-2049199900010000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Staw, B. M. (1990). An evolutionary approach to creativity and innovation. In M. A. West &#38; J. L. Farr (Eds.), <i>Innovation and creativity at work. Psychological and organizational strategies</i> (pp. 287-308). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501678&pid=S0874-2049199900010000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Watson, W. E, Michaelsen, L. K., &#38; Sharp, W. (1991). Member competence, group interaction and group decision making: A longitudinal study. <i>Journal of Applied Psychology, 76,</i> 803-809.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501680&pid=S0874-2049199900010000900053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">West, M. A. (1990). The social psychology of innovation in groups. In M. A. West &#38; J. L. Farr (Eds.), <i>Innovation and creativity at work. psychological and organizational strategies</i> (pp. 309-333). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501682&pid=S0874-2049199900010000900054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">West, M. A., &#38; Anderson, N. R. (1996). Innovation in top management. <i>Journal of Applied Psychology, 81,</i> 680-693.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501684&pid=S0874-2049199900010000900055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">West, M. A., &#38; Anderson, N. R. (1998). Measuring climate for work group innovation: Development and validation of the team climate inventory. <i>Journal of Organizational Behavior, 19,</i> 235-258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501686&pid=S0874-2049199900010000900056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">West, M. A., &#38; Farr, J. L. (1990). Innovation and creativity at work. Psychological and organizational strategies. Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501688&pid=S0874-2049199900010000900057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">West, M. A, &#38; Wallace, M. (1991). Innovation in health care teams. <i>European Journal of Social Psychology, 21,</i> 303-315.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501690&pid=S0874-2049199900010000900058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wood, W. (1985). Meta-analytic review of sex differences in group performance. <i>Psychological Bulletin, 102,</i> 53-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501692&pid=S0874-2049199900010000900059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>       <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>O facto de a maior parte dos grupos serem constitu&#237;dos por apenas duas pessoas n&#227;o permitiu avaliar o grau de consenso das percep&#231;&#245;es dos seus membros. Este &#233; um aspecto importante para podermos agregar as medidas individuais e obter assim uma medida das percep&#231;&#245;es ao n&#237;vel do grupo (James, Demaree &#38; Wolf, 1984). 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