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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mudança e criatividade nas organizações: O caso de uma aquisição]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper analyses the impact of a radical organizational change process on the creativity of an organization. The adopted rational was based on Basadur's (1997) model of organizational creativity, which States that creativity is a synonym of adaptability, and works as a cyclic process where problem finding, problem solving and solution implementation activities succeed. The results have shown an improvement on organizational creativity in the post-change phase, in spite of not achieving values close to what could be called a "best practice". It is considered the possibility that improvements have mainly been due to an attempt of improving organizational processes, and not to a direct impact of change on creativity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Mudan&#231;a e criatividade nas organiza&#231;&#245;es: O caso de uma aquisi&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Change and creativity in organizations: the case of an acquisition</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Patr&#237;cia Brito Palma<sup>*</sup>; Miguel Pina e Cunha<sup>**</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Andersen Consulting, Lisboa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>**</sup>Faculdade de Economia, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo pretendeu averiguar o impacto de uma mudan&#231;a radical na criatividade de uma organiza&#231;&#227;o. Foi estudada uma empresa recentemente adquirida e adoptado um racional constru&#237;do a partir do modelo circular de criatividade (Basadur, 1997), de acordo com o qual a criatividade organizacional &#233; sin&#243;nimo de adaptabilidade, e consiste num processo c&#237;clico em que se sucedem as actividades de formula&#231;&#227;o de problemas, resolu&#231;&#227;o de problemas e implementa&#231;&#227;o de solu&#231;&#245;es. Os resultados obtidos apontaram, regra geral, para uma melhoria p&#243;s-mudan&#231;a face ao que se verificava anteriormente em rela&#231;&#227;o aos aspectos facilitadores da criatividade. Colocou-se, contudo, a possibilidade de a melhoria observada ter decorrido de uma tentativa de melhoria de processos e n&#227;o de um impacto directo da mudan&#231;a sobre a criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: Organiza&#231;&#245;es; mudan&#231;as; criatividade.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">This paper analyses the impact of a radical organizational change process on the creativity of an organization. The adopted rational was based on Basadur's (1997) model of organizational creativity, which States that creativity is a synonym of adaptability, and works as a cyclic process where problem finding, problem solving and solution implementation activities succeed. The results have shown an improvement on organizational creativity in the post-change phase, in spite of not achieving values close to what could be called a &quot;best practice&quot;. It is considered the possibility that improvements have mainly been due to an attempt of improving organizational processes, and not to a direct impact of change on creativity.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&quot;N&#227;o mudar&quot; deixou de ser op&#231;&#227;o no cen&#225;rio competitivo actual. Dada a inevitabilidade da mudan&#231;a nas organiza&#231;&#245;es, o foco da discuss&#227;o parece transitar do questionamento do &quot;porqu&#234;&quot; da mudan&#231;a para a escolha de &quot;como&quot; essa mudan&#231;a ser&#225; realizada, ou seja (Hamel &#38; Prahalad, 1994):</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A) &nbsp;&nbsp;&nbsp;mudar de uma forma abrupta e em desespero organizacional;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">B) &nbsp;&nbsp;&nbsp;mudar de uma forma cont&#237;nua, calma e ponderada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O elevado n&#250;mero de organiza&#231;&#245;es que atravessaram processos de mudan&#231;a sem terem alcan&#231;ado os resultados desejados (Kotter, 1995) leva a crer que demasiadas vezes a escolha das organiza&#231;&#245;es recai sobre uma mudan&#231;a de tipo A, isto &#233;, &quot;desesperado&quot;. Uma mudan&#231;a superficial e pouco consistente, que leva a uma cadeia ilimitada de posteriores mudan&#231;as sem sucesso, pode ser sinal de tentativa de mudan&#231;a de uma forma desajustada das realidades do mercado (Clarke, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#224; forma B estaria subjacente uma constante monitoriza&#231;&#227;o da envolvente (Cunha, 1996), aliada a um tempo de resposta da organiza&#231;&#227;o que correspondesse &#224; rapidez dos acontecimentos (Conner, 1993). Acapacidade da organiza&#231;&#227;o em, mais do que manter-se a par com a realidade, se adiantar a ela estaria na base de uma lideran&#231;a de mercado, de uma posi&#231;&#227;o de &quot;competi&#231;&#227;o para o futuro&quot; (Hamel &#38; Prahalad, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A procura da flexibilidade como caracter&#237;stica das organiza&#231;&#245;es bem sucedidas (Kanter, 1994) implica que estas se libertem dos modos de funcionamento mec&#226;nicos de resposta ineficaz e enveredem por alternativas mais ajustadas ao dinamismo da competi&#231;&#227;o global.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Neste processo, a criatividade organizacional deixa de ser um atributo exclusivamente ligado &#224; concep&#231;&#227;o de produtos arrojados para se tornar num elemento de valor para o sucesso dos processos de mudan&#231;a (e. g., Alencar &#38; Bruno Faria, 1997; Amabile, 1988; Anderson &#38; King, 1993; Arad, Hanson &#38; Schneider, 1997; Basadur, M., 1997; Gundry, Kickul &#38; Prather, 1994; Mumford &#38; Simonton, 1997; Mumford, Whetzel &#38; Reiter-Palmon, 1997; Tesluk, Farr &#38; Klein, 1997).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, tudo parece indicar que as organiza&#231;&#245;es que, de forma sistem&#225;tica, procederem &#224; gest&#227;o das ideias criativas e dos processos facilitadores da criatividade, acentuar&#227;o um potencial de lideran&#231;a (Majaro, 1988) e contribuir&#227;o para o aumento da escolha de processos de mudan&#231;a de tipo B.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>O processo de mudan&#231;a</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o existe um processo de mudan&#231;a t&#237;pico. H&#225; um leque razo&#225;vel de tipos de mudan&#231;a, mais ou menos radicais, mais ou menos orientados para o interior ou exterior da organiza&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, o tipo de mudan&#231;a pelo qual se optou poder&#225; acontecer de in&#250;meras maneiras, com maior ou menor planeamento, maior ou menor corte de &quot;gorduras&quot;, maior ou menor corte de &quot;m&#250;sculo&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As consequ&#234;ncias de cada alternativa poder&#227;o ainda divergir consoante a organiza&#231;&#227;o e o seu contexto, o que leva a supor que o sucesso da implementa&#231;&#227;o ser&#225; contingencial e implicar&#225; uma considera&#231;&#227;o pelo tipo espec&#237;fico de mudan&#231;a por que se optou.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente trabalho consiste num estudo de caso de uma organiza&#231;&#227;o que esteve envolvida numa aquisi&#231;&#227;o organizacional, como empresa adquirida. As aquisi&#231;&#245;es organizacionais s&#227;o acontecimentos que afectam praticamente todas as pessoas neles envolvidos, e que t&#234;m um car&#225;cter emotivo e potencialmente originador de <i>stress</i> (Cartwright &#38; Cooper, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este processo de mudan&#231;a serviu de palco para o estudo de um aspecto referido como interveniente na renova&#231;&#227;o organizacional: a criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo sido a criatividade referida na literatura como um aspecto que parece contribuir para o sucesso dos processos de mudan&#231;a, n&#227;o se encontrou, de forma t&#227;o clara, coment&#225;rios sobre o impacto inverso, ou seja, o impacto que um processo de mudan&#231;a poderia ter sobre a criatividade da organiza&#231;&#227;o. Foi este o aspecto que nos propusemos investigar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>A criatividade da organiza&#231;&#227;o</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Basadur (1997) prop&#245;e que a criatividade organizacional seja tratada como um sin&#243;nimo de melhoria e mudan&#231;a cont&#237;nuas, e logo de adaptabilidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, a criatividade organizacional &#233; um processo c&#237;clico, em que se sucedem constantemente as actividades de formula&#231;&#227;o e resolu&#231;&#227;o do problema, e de implementa&#231;&#227;o de solu&#231;&#245;es (<a href="#f1">figura 1</a>). O funcionamento do processo representar&#225; as mudan&#231;as capazes de permitir a sobreviv&#234;ncia da organiza&#231;&#227;o (Basadur, 1997).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este modelo distingue-se da opini&#227;o de outros autores, para quem o conceito criatividade &#233; definido como gera&#231;&#227;o de ideias e apresentado de forma distinta do conceito inova&#231;&#227;o, correspondente &#224; implementa&#231;&#227;o das mesmas (Basadur, 1997; Amabile, 1988).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A criatividade &#233;, neste ponto de vista, definida como um processo completo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O autor sugere que uma organiza&#231;&#227;o se pode tornar adapt&#225;vel caso detenha o dom&#237;nio do processo criativo. Este dom&#237;nio implicaria dois aspectos: por um lado, a obten&#231;&#227;o, por parte dos colaboradores, de novas compet&#234;ncias de racioc&#237;nio no sentido de se tornarem formuladores e solucionadores criativos de problemas, e implementadores de solu&#231;&#245;es; por outro, a obten&#231;&#227;o, por parte da organiza&#231;&#227;o, de um modelo capaz de facilitar e direccionar essas novas compet&#234;ncias criativas de pensamento para objectivos e metas importante.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Johnson-Laird (1990), a prop&#243;sito de uma &quot;g&#233;nese&quot; da criatividade, afirma que &quot;a &#250;nica maneira para aprender a ser criativo &#233; tentar criar&quot; (p. 450). Transportando para o contexto organizacional, para que os colaboradores possam tentar criar, a organiza&#231;&#227;o dever&#225; facilitar o processo criativo (Majaro, 1988).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>A criatividade organizacional</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para que a organiza&#231;&#227;o possa ser criativa, &#233; necess&#225;rio que nela exista um clima e uma cultura prop&#237;cias &#224; cria&#231;&#227;o e transmiss&#227;o das ideias (Majaro, 1988). Se dentro da organiza&#231;&#227;o o ambiente revela, em rela&#231;&#227;o ao aparecimento de novas ideias, hostilidade ou indiferen&#231;a quer por parte dos superiores hier&#225;rquicos, quer por parte dos pr&#243;prios colaboradores, a criatividade, mais do que n&#227;o fomentada, encontra-se reprimida (Majaro, 1988).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A exist&#234;ncia, no local de trabalho, de rela&#231;&#245;es interpessoais que facilitem e estimulem a produ&#231;&#227;o criativa &#233; um aspecto facilitador da criatividade na organiza&#231;&#227;o (Alencar &#38; Bruno-Faria, 1997; Kabanoff &#38; Rossiter, 1994). O papel, da supervis&#227;o, aliado a um envolvimento organizacional ao n&#237;vel estrat&#233;gico, &#233; o de garantir o direccionamento dos est&#237;mulos motivacionais aos colaboradores de forma a assegurar o exerc&#237;cio das compet&#234;ncias em pensamento criativo e a continuidade da transmiss&#227;o das ideias (Majaro, 1988).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como condi&#231;&#245;es favor&#225;veis &#224; criatividade organizacional podem ainda entender-se a receptividade da organiza&#231;&#227;o, manifestada pelo apoio e recompensa aos esfor&#231;os criativos de cada indiv&#237;duo, e as percep&#231;&#245;es partilhadas dos colaboradores em rela&#231;&#227;o &#224; exist&#234;ncia de procedimentos para p&#244;r a criatividade em pr&#225;tica (Tesluk, Farr &#38; Klein, 1997). S&#227;o ainda citados como facilitadores a orienta&#231;&#227;o para o risco e a toler&#226;ncia ao erro.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Amabile (1997) exp&#245;e o ponto de vista de que a criatividade requer uma sinergia motivacional entre aspectos relacionados com a motiva&#231;&#227;o intr&#237;nseca e com a motiva&#231;&#227;o extr&#237;nseca na combina&#231;&#227;o entre, por um lado, n&#237;veis elevados de envolvimento pessoal e, por outro, a atribui&#231;&#227;o de recompensas. Assim, a exist&#234;ncia de tarefas desafiantes que impliquem a manifesta&#231;&#227;o do potencial criativo, aliadas a um ambiente de liberdade e autonomia dos colaboradores, e a presen&#231;a de sal&#225;rios e benef&#237;cios adequados (Alencar &#38; Bruno-Faria, 1997), seriam elementos a considerar na referida sinergia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A estrutura da organiza&#231;&#227;o &#233; outro elemento citado como influenciador da criatividade, sendo as estruturas descentralizadas, achatadas e flex&#237;veis mencionadas como mais favor&#225;veis (Alencar &#38; Bruno-Faria, 1997). Howell e Higgins (1990) avan&#231;am a exist&#234;ncia de um m&#237;nimo de constrangimentos organizacionais e tecnol&#243;gicos para uma maior probabilidade do surgimento de indiv&#237;duos com predisposi&#231;&#245;es para o desempenho do papel de &quot;campe&#227;o de inova&#231;&#227;o&quot;.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um outro facilitador da criatividade &#233; a presen&#231;a de uma comunica&#231;&#227;o fluida tanto em termos horizontais, como verticais (Majaro, 1988). A permeabilidade das fronteiras interdepartamentais permitida por estruturas que encorajam a comunica&#231;&#227;o lateral (Anderson &#38; King, 1993) &#233; um aspecto refor&#231;ado por Majaro (1988) ao referir que o funcionamento, em particular, da comunica&#231;&#227;o horizontal &#233; de valor acrescido para a criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro elemento apontado como necess&#225;rio &#233; a exist&#234;ncia de recursos orientados para a criatividade (Anderson &#38; King, 1993). A disponibiliza&#231;&#227;o, pela empresa, de condi&#231;&#245;es em que seja poss&#237;vel dedicar tempo ao pensamento criativo &#233; um factor encorajador da criatividade (\4umford, Whetzel &#38; Reiter-Palmon, 1997). Entre os recursos importantes encontram-se os financeiros, humanos e materiais (Anderson &#38; King, 1993).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A selec&#231;&#227;o de pessoal tamb&#233;m pode ter um papel na criatividade da organiza&#231;&#227;o pelo aumento do n&#250;mero de colaboradores com talento criativo a todos os n&#237;veis da estrutura, repercutindo-se essa influ&#234;ncia no longo prazo da organiza&#231;&#227;o (Kabanoff &#38; Rossiter, 1994). A curto prazo, um aumento de criatividade pode ser obtido pela implementa&#231;&#227;o de procedimentos facilitadores da criatividade, como o <i>brainstorming</i> (Kabanoff &#38; Rossiter, 1994) ou o recurso a caixas de sugest&#245;es (Majaro, 1988).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>A aplica&#231;&#227;o ao modelo</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Basadur (1997) enquadrou no seu modelo circular alguns tipos de interven&#231;&#227;o de apoio &#224; criatividade: interven&#231;&#245;es diagn&#243;sticas, processuais, estruturais e individuais. As interven&#231;&#245;es diagn&#243;sticas consistiam em actividades de recolha de informa&#231;&#227;o sobre o sistema, ou seus componentes, e na cria&#231;&#227;o de mecanismos de <i>feedback</i> e diagn&#243;stico. Interven&#231;&#245;es processuais seriam as destinadas a influenciar os processos da organiza&#231;&#227;o e o comportamento dos colaboradores. As interven&#231;&#245;es estruturais teriam a fun&#231;&#227;o de permitir &#224; organiza&#231;&#227;o diagnosticar as suas estruturas e criar novos desenhos organizacionais capazes de ajudarem as pessoas a mudar. Por fim, as interven&#231;&#245;es individuais pretenderiam agir no desenvolvimento dos colaboradores, forma&#231;&#227;o e selec&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Basadur (1997), na fase de formula&#231;&#227;o do problema actuariam as interven&#231;&#245;es diagn&#243;sticas; na resolu&#231;&#227;o do problema, as interven&#231;&#245;es processuais; na implementa&#231;&#227;o, as interven&#231;&#245;es estruturais e individuais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesta linha, integrou-se a literatura revista com os indicadores referidos em Basadur (1997) para os diferentes tipos de interven&#231;&#227;o organizacional de que fal&#225;mos, e com o modelo proposto de acordo com o <a href="#q1">quadro 1</a>, pretendendo a mesma constituir um racional para o trabalho no terreno.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Procedeu-se ao estudo dos elementos tidos como implicados na criatividade organizacional de acordo com a grelha apresentada na <a href="#q1">quadro 1</a>, tendo-se avaliado os mesmos em rela&#231;&#227;o aos estados anterior e posterior &#224; mudan&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi alvo do estudo uma organiza&#231;&#227;o do ramo da distribui&#231;&#227;o de produtos de grande consumo, adquirida h&#225; cerca de tr&#234;s anos por uma multinacional do mesmo ramo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentre as altera&#231;&#245;es que ocorreram com o processo destacam-se redu&#231;&#245;es de 66% no n&#250;mero total de colaboradores, de 35% no n&#250;mero de clientes e 40% ao n&#237;vel dos produtos comercializados. O volume de vendas manteve-se constante antes e depois da aquisi&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi considerada uma amostra de 26 indiv&#237;duos, recolhida em duas localiza&#231;&#245;es diferentes da organiza&#231;&#227;o (distritos de Lisboa e Porto). Foram inquiridos sujeitos pertencentes a tr&#234;s &#225;reas funcionais (vendas, <i>marketing,</i> financeira /recursos humanos / geral) e a quatro n&#237;veis de hierarquia (A, B, C e D). Na hierarquia A, n&#237;vel de gest&#227;o de primeira linha, agruparam-se os colaboradores com um <i>reporting</i> ao director-geral da organiza&#231;&#227;o, bem como os seus colaboradores de <i>staff</i>; na hierarquia B constam os n&#237;veis de gest&#227;o de segunda linha; o n&#237;vel C corresponde a um grau de gest&#227;o interm&#233;dio, de car&#225;cter mais operacional; e o n&#237;vel D &#224; base da estrutura, reportando a C.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados foram obtidos por entrevista estruturada, constru&#237;da com base na grelha te&#243;rica ad.opta.da,,. permitindo uma categoriza&#231;&#227;o quantitativa das respostas num intervalo de um a quatro, traduzindo respectivamente menor criatividade e maior criatividade. Este instrumento obteve um valor alfa de Cronbach 0,80 na amostra utilizada para o estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para uma maior facilidade na interpreta&#231;&#227;o dos resultados obtidos na entrevista, apresentam-se de seguida os indicadores inquiridos (<a href="#q2">quadro 2</a>). Os indicadores 10 (recrutamento e selec&#231;&#227;o) e 12 (sistemas de recompensa) n&#227;o se encontram representados por serem do &#226;mbito espec&#237;fico do departamento de recursos humanos, sendo referidos posteriormente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O teste estat&#237;stico escolhido para a compara&#231;&#227;o dos n&#237;veis obtidos antes e depois da mudan&#231;a foi, dada a natureza das amostras relacionadas e da distribui&#231;&#227;o ordinal, o teste Wilcoxon dos pares emparelhados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Totalidade da organiza&#231;&#227;o</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao n&#237;vel da totalidade da organiza&#231;&#227;o, obtiveram-se os seguintes resultados para os indicadores sondados nas entrevistas (<a href="#f2">figura 2</a>):</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O aspecto que primeiramente gostar&#237;amos de citar prende-se com o facto de, tanto antes como depois da mudan&#231;a, os n&#237;veis observados a respeito da criatividade organizacional se situarem, praticamente na sua totalidade, nos valores da metade inferior da figura (abaixo do n&#237;vel m&#233;dio 2,5 em escala 1-4). Este facto parece indicar que, de acordo com a ancoragem proposta para os diferentes n&#237;veis de cada indicador, tanto nos est&#225;dios anterior como posterior &#224; mudan&#231;a a organiza&#231;&#227;o, em termos globais, aparenta n&#237;veis de criatividade n&#227;o elevados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os valores que trespassam a metade superior do gr&#225;fico (acima do valor 2,5) correspondem a observa&#231;&#245;es respeitantes ao est&#225;dio posterior &#224; mudan&#231;a (indicadores 2,4,7,11). O facto de 10 dos indicadores apresentarem valores superiores para a etapa p&#243;s-mudan&#231;a,&#151; cinco dos quais revelando diferen&#231;as estatisticamente significativas &#151;parece revelar que a criatividade no est&#225;dio posterior &#224; mudan&#231;a &#233; superior &#224; do anterior.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Passamos a apresentar os dados obtidos com o teste estat&#237;stico para os diferentes indicadores (<a href="#q3">quadro 3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, com signific&#226;ncia na diferen&#231;a de resultados antes/depois obtiveram-se os indicadores correspondentes &#224; percep&#231;&#227;o da envolvente (2), facilidade de pesquisa de informa&#231;&#227;o (4), apoio da organiza&#231;&#227;o ao surgimento de ideias criativas (6), autonomia dos colaboradores (7) e continua&#231;&#227;o do ciclo da criatividade (14).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; ainda de referir a aparente semelhan&#231;a dos valores obtidos para o indicador 5 (comunica&#231;&#227;o das ideias criativas), aliada &#224; exist&#234;ncia de diferen&#231;a entre os resultados para o indicador 6 (apoio da organiza&#231;&#227;o ao surgimento de ideias criativas), em que o valor <i>depois</i> alcan&#231;a valores mais elevados. Este facto poder&#225; indiciar a exist&#234;ncia de algum tipo de constrangimento &#224; transmiss&#227;o das ideias que seja exterior ao &#226;mbito estrat&#233;gico por ter havido um aumento no apoio da organiza&#231;&#227;o &#224; criatividade que n&#227;o foi correspondido com um aumento da participa&#231;&#227;o criativa dos colaboradores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro aspecto que gostar&#237;amos de referir &#233;, apesar de n&#227;o ter sido neste caso infirmada a hip&#243;tese nula, o facto de os valores apresentados para o indicador 8 (ambiente no trabalho) serem superiores na condi&#231;&#227;o anterior &#224; mudan&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao modelo c&#237;clico de criatividade, os dados dos indicadores agrupados nas diferentes etapas do processo criativo organizacional s&#227;o apresentados na <a href="#f3">figura 3</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os valores referidos para as etapas do modelo foram obtidos atrav&#233;s das m&#233;dias aritm&#233;ticas dos indicadores envolvidos em cada etapa para os resultados da totalidade dos sujeitos, ou seja:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">formula&#231;&#227;o do problema = (indicadores 1+ 2+ 3+ 4)/4</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">resolu&#231;&#227;o do problema = (indicadores 5+ 6+ 7+ 8+ 9)/5</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">implementa&#231;&#227;o de solu&#231;&#245;es = (indicadores 11+ 13)/2</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">continua&#231;&#227;o do ciclo da criatividade = indicador 14</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O valor &quot;total&quot; corresponde &#224; m&#233;dia aritm&#233;tica dos <i>scores</i> finais dos indiv&#237;duos, ou seja, &#224; totalidade dos indicadores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Gostar&#237;amos de voltar a referir, neste caso a prop&#243;sito da an&#225;lise dos dados no &#226;mbito do modelo, a elevada concentra&#231;&#227;o de resultados na metade inferior da figura (abaixo do valor 2,5).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um outro aspecto relevante &#233; o facto de em todos os elementos do ciclo os n&#237;veis obtidos para <i>depois</i> da mudan&#231;a se apresentarem superiores, apesar de em apenas dois haver sido encontrada signific&#226;ncia estat&#237;stica (formula&#231;&#227;o do problema e continua&#231;&#227;o do ciclo da criatividade). Al&#233;m disso, o facto de haver signific&#226;ncia da diferen&#231;a antes/depois para o valor &quot;total&quot; parece fazer crer que, ainda que o n&#237;vel conjunto de criatividade para este elemento n&#227;o esteja num patamar elevado, a criatividade da organiza&#231;&#227;o &#233; maior na etapa posterior &#224; mudan&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apresentamos de seguida os dados do teste estat&#237;stico para os referidos elementos (<a href="#q4">quadro 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>&#225;reas funcionais</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Vendas</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao departamento de vendas obteve-se a distribui&#231;&#227;o apresentada na <a href="#f4">figura 4</a> Os resultados verificados para os indicadores 2 (percep&#231;&#227;o da envolvente) e 11 (caracter&#237;sticas da tarefa) poder&#227;o remeter para atributos espec&#237;ficos de fun&#231;&#245;es de vendas, como a necessidade de uma constante monitoriza&#231;&#227;o da envolvente e o contacto com o mercado-cliente-pessoa, levando a tarefas com uma estrutura&#231;&#227;o pouco constrangedora.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">De referir o aparente contraste entre os resultados obtidos para o indicador 2 (percep&#231;&#227;o da envolvente) e indicador 1 (percep&#231;&#227;o da organiza&#231;&#227;o), com os resultados graficamente mais baixos dentre todos os indicadores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro indicador com resultados aparentemente baixos &#233; o relativo &#224; comunica&#231;&#227;o de ideias criativas (5), o que parece destoar com a figura de cont&#237;nua flexibilidade que a literatura refere como seguimento de um conhecimento do meio nas organiza&#231;&#245;es adaptadas, dado tratar-se de um departamento com uma estreita liga&#231;&#227;o com o que acontece na envolvente, pelo menos em termos de clientes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de algumas diferen&#231;as no que respeita &#224; situa&#231;&#227;o anterior e posterior &#224; mudan&#231;a para alguns indicadores, n&#227;o se obteve signific&#226;ncia estat&#237;stica. Os resultados do teste s&#227;o apresentados no <a href="#q5">quadro 5</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda assim, gostar&#237;amos de referir a diferen&#231;a entre os valores antes/depois obtidos para o indicador 2 (percep&#231;&#227;o da envolvente). Um aspecto apontado por alguns dos sujeitos inquiridos para esta mudan&#231;a foi a diferen&#231;a referida pelos mesmos em rela&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas do mercado, que se ter&#225; tomado mais competitivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Marketing</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; &#225;rea de <i>marketing</i>, obteve-se a distribui&#231;&#227;o de resultados apresentada na <a href="#f5">figura 5</a>. N&#227;o se realizou o teste estat&#237;stico para os presentes resultados por se tratar de uma amostra de apenas dois sujeitos.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224;s distribui&#231;&#245;es previamente apresentadas, existe uma maior concentra&#231;&#227;o de resultados em valores mais elevados da escala, referindo-se estes valores &#224; etapa posterior &#224; mudan&#231;a. Com efeito, parece nestes resultados haver diferen&#231;as entre as etapas antes/depois da mudan&#231;a, em particular nos indicadores 2 (percep&#231;&#227;o da envolvente), 3 (comunica&#231;&#227;o), 4 (facilidade de pesquisa de informa&#231;&#227;o), 6 (apoio ao surgimento de ideias criativas), 7 (autonomia/liberdade), 9 (recursos para actividades de gera&#231;&#227;o de ideias) e 11 (caracter&#237;sticas da tarefa), os quais apresentam valores mais elevados para a etapa posterior &#224; mudan&#231;a. O indicador 8 (ambiente de trabalho), por seu lado, evolui no sentido inverso.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Alguns aspectos relativos ao n&#237;vel dos recursos fornecidos pela organiza&#231;&#227;o para as actividades de gera&#231;&#227;o de ideias (indicador 9) e para actividades de implementa&#231;&#227;o (indicador 13) merecem ser referidos. Ao que parece, a atribui&#231;&#227;o de recursos &#224; gera&#231;&#227;o de ideias seria, antes da mudan&#231;a, considerada insuficiente. Para a mesma etapa, os recursos com vista &#224;s actividades de implementa&#231;&#227;o surgem como relativamente mais elevados (apesar de ainda se situarem num patamar baixo). Parecem estes dados refor&#231;ar, para a etapa anterior &#224; mudan&#231;a, uma centraliza&#231;&#227;o da estrutura, particularmente ao n&#237;vel da conceptualiza&#231;&#227;o de solu&#231;&#245;es, aspecto, ali&#225;s, recorrente na maioria das entrevistas realizadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; situa&#231;&#227;o p&#243;s-mudan&#231;a, e para os mesmos indicadores, parece existir uma situa&#231;&#227;o inversa, ou seja, maior atribui&#231;&#227;o de recursos para gera&#231;&#227;o de ideias do que para a implementa&#231;&#227;o. Talvez este facto possa ser atribu&#237;do a uma menor centraliza&#231;&#227;o do que na situa&#231;&#227;o anterior, em particular no espa&#231;o facultado &#224; cria&#231;&#227;o neste departamento, ainda que se tenha mantido algum constrangimento para as actividades de implementa&#231;&#227;o. Resta saber se o facto de haver uma rela&#231;&#227;o do tipo &quot;favorecemos-mais-a-gera&#231;&#227;o-de-ideias-do-que-a-implementa&#231;&#227;o&quot; n&#227;o potenciar&#225;, a m&#233;dio prazo, uma diminui&#231;&#227;o na motiva&#231;&#227;o dos colaboradores para o desenvolvimento de ideias, aspecto, ali&#225;s, mencionado por alguns entrevistados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Financeira / recursos humanos / direc&#231;&#227;o-geral</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a amostra constitu&#237;da pelas &#225;reas financeira/recursos humanos/direc&#231;&#227;o-geral, obtiveram-se os seguintes resultados (<a href="#f6">figura 6</a>):</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f6.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#224; semelhan&#231;a do verificado para a totalidade da organiza&#231;&#227;o, tamb&#233;m para este conjunto de dados se obteve uma diferen&#231;a estatisticamente significativa entre <i>antes</i> e <i>depois</i> nos indicadores 4 (facilidade de pesquisa de informa&#231;&#227;o), 6 (apoio ao surgimento de ideias criativas) e 14 (continua&#231;&#227;o do ciclo da criatividade), tendo-se obtido os seguintes resultados (<a href="#q6">quadro 6</a>): </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q6"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10q6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao indicador 8 (ambiente de trabalho), mais uma vez se verificam valores mais elevados para o est&#225;dio anterior &#224; mudan&#231;a, embora a diferen&#231;a n&#227;o seja estatistiamente significativa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Posicionamento hier&#225;rquico</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hierarquia A: primeira linha</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao n&#237;vel superior da hierarquia, com uma amostra de apenas quatro sujeitos, obtiveram-se os seguintes resultados (<a href="#f7">figura 7</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este n&#237;vel hier&#225;rquico apresenta valores que parecem indiciar uma clara melhoria p&#243;s-mudan&#231;a para os indicadores 2 (percep&#231;&#227;o da envolvente), 4 (facilidade na pesquisa de informa&#231;&#227;o) e 14 (continua&#231;&#227;o do ciclo da criatividade). Apesar de noutros indicadores se ter verificado um decr&#233;scimo (e. g. indicador 8, ambiente de trabalho), foi este o grupo que, de uma maneira geral, nos pareceu ter alcan&#231;ado valores mais elevados (apesar de n&#227;o se ter feito averigua&#231;&#227;o estat&#237;stica de diferen&#231;as entre grupos).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mais uma vez foram obtidos valores reduzidos para a percep&#231;&#227;o da organiza&#231;&#227;o (indicador 1). Valores relativamente semelhantes foram os do indicador 3 (comunica&#231;&#227;o).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dado tratar-se de um n&#237;vel hier&#225;rquico superior, n&#227;o s&#227;o surpreendentes os elevados valores de autonomia (indicador 7) e de caracter&#237;sticas da tarefa (indicador 11). O valor p&#243;s-mudan&#231;a para o indicador 4 (facilidade de pesquisa de informa&#231;&#227;o) parece tamb&#233;m coadunar-se com o papel hier&#225;rquico desempenhado. Para este indicador pareceu-nos, contudo, haver alguma discrep&#226;ncia entre as etapas anterior e posterior &#224; mudan&#231;a dado o aparentemente reduzido resultado para a situa&#231;&#227;o anterior, facto que nos parece poder ser atribu&#237;do n&#227;o s&#243; ao elevado grau de centraliza&#231;&#227;o referido pelos sujeitos em rela&#231;&#227;o &#224; situa&#231;&#227;o anterior (factor interno), mas tamb&#233;m por quest&#245;es ligadas ao progresso tecnol&#243;gico e &#224; melhoria dos sistemas de informa&#231;&#227;o (factor interno e externo), e ainda &#224; acessibilidade dos mesmos por esta hierarquia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere ao ambiente de trabalho (indicador 8), voltam a ser apresentados resultados superiores para a etapa anterior &#224; mudan&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hierarquia B: segunda linha</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao n&#237;vel hier&#225;rquico de segunda linha, obtiveram-se os resultados apresentados na <a href="#f8">figura 8</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Volta a verificar-se um valor reduzido para a percep&#231;&#227;o da organiza&#231;&#227;o (indicador 1) quer antes, quer depois da mudan&#231;a. A percep&#231;&#227;o da envolvente (indicador 2), &#224; semelhan&#231;a do exposto anteriormente, encontra valores comparativamente mais elevados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os valores obtidos pelos indicadores 7 (autonomia) e 11 (caracter&#237;sticas da tarefa) situam-se tamb&#233;m num patamar relativamente elevado em rela&#231;&#227;o &#224; distribui&#231;&#227;o gr&#225;fica geral em ambas as situa&#231;&#245;es, anterior e posterior &#224; mudan&#231;a, o que poder&#225; ser atribu&#237;do ao n&#237;vel hier&#225;rquico presente. De referir ainda o facto de o valor p&#243;s-mudan&#231;a se apresentar superior.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que respeita &#224; diferen&#231;a antes/depois para o conjunto dos indicadores, verificou-se, de uma maneira geral, serem superiores os dados obtidos para a situa&#231;&#227;o p&#243;s-mudan&#231;a, tendo-se obtido uma diferen&#231;a significativa no indicador 6 (apoio da organiza&#231;&#227;o ao surgimento de ideias criativas) (<a href="#q7">quadro 7</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q7"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10q7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">De considerar apenas o facto de os valores obtidos para as situa&#231;&#245;es <i>antes</i> e <i>depois</i> no indicador 8 (ambiente de trabalho) se apresentarem semelhantes e aparentemente reduzidos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hierarquia C: operacional 1</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a amostra de sujeitos pertencente &#224; hierarquia C, obtiveram-se os resultados apresentados na <a href="#f9">figura 9</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O baixo valor obtido para o indicador 9 (recursos para a gera&#231;&#227;o de ideias) em rela&#231;&#227;o ao indicador 13 (recursos para a implementa&#231;&#227;o) poder&#225; indiciar uma cultura de n&#227;o delega&#231;&#227;o no que respeita &#224; resolu&#231;&#227;o criativa de problemas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m disso, os resultados para os indicadores 7 (autonomia) e 11 (caracter&#237;sticas da tarefa) apontam para n&#237;veis n&#227;o muito elevados, ainda que superiores na situa&#231;&#227;o posterior &#224; mudan&#231;a, o que poder&#225; levar a crer que estes elementos na organiza&#231;&#227;o se poder&#227;o encontrar pouco dispon&#237;veis para um n&#237;vel inferior de gest&#227;o, colocando eventuais entraves &#224; criatividade na base organizacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Mais uma vez o teste estat&#237;stico indicou a signific&#226;ncia da diferen&#231;a antes/depois para o indicador 6 (apoio da organiza&#231;&#227;o ao surgimento de ideias criativas), tendo-se obtido os seguintes dados (<a href="#q8">quadro 8</a>):</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q8"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10q8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hierarquia D: operacional 2</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para os sujeitos dahierarquia D, obteve-se a distribui&#231;&#227;o apresentada na <a href="#f10">figura 10</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10f10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com valores particularmente reduzidos encontram-se o indicador 1 (percep&#231;&#227;o da organiza&#231;&#227;o) quer antes, quer depois da mudan&#231;a, e o indicador 2 (percep&#231;&#227;o da envolvente) antes da mudan&#231;a. Se bem que para este &#250;ltimo os resultados na etapa posterior &#224; mudan&#231;a pare&#231;am ainda reduzidos, verificou-se uma altera&#231;&#227;o no sentido favor&#225;vel &#224; criatividade. &#233;, contudo, poss&#237;vel que este aumento possa ter acontecido pela simples altera&#231;&#227;o da envolvente exterior e da sua turbul&#234;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Numa distribui&#231;&#227;o centrada nos valores mais baixos da escala, destacam-se, por ultrapassarem o valor m&#233;dio, os indicadores 4 (facilidade de pesquisa de informa&#231;&#227;o) e 6 (apoio da organiza&#231;&#227;o ao surgimento de ideias criativas), para a situa&#231;&#227;o posterior &#224; mudan&#231;a, e o indicador 8 (ambiente de trabalho), para a situa&#231;&#227;o anterior.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os indicadores 7 (autonomia) e 11 (caracter&#237;sticas da tarefa) encontram-se tamb&#233;m num patamar reduzido, o que leva a considerar uma reduzida disponibilidade destes factores aos n&#237;veis hier&#225;rquicos mais baixos, com as implica&#231;&#245;es que isso poder&#225; trazer &#224; criatividade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o se tendo verificado uma diferen&#231;a estatisticamente significativa antes/ depois para nenhum dos indicadores, &#233; de referir o facto de, regra geral, serem mais elevados os valores relativos &#224; situa&#231;&#227;o posterior &#224; mudan&#231;a. Uma das excep&#231;&#245;es, regularmente repetida ao longo da an&#225;lise, &#233; o decr&#233;scimo do indicador 8 (ambiente de trabalho). No <a href="#q9">quadro 9</a> figuram os dados obtidos para a estat&#237;stica utilizada.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q9"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a10q9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Recursos humanos e an&#225;lise documental</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados que se obtiveram para o indicador 10 (recrutamento e selec&#231;&#227;o) indicam que, de uma maneira geral, quer na situa&#231;&#227;o anterior &#224; mudan&#231;a, quer na posterior, as pr&#225;ticas de selec&#231;&#227;o n&#227;o levam em conta o factor criatividade. O indicador 12 (sistemas de recompensa) revelou a inexist&#234;ncia de um sistema de recompensa orientado para a criatividade tanto no per&#237;odo anterior, como no posterior &#224; mudan&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se ainda uma horizontaliza&#231;&#227;o da estrutura, o que se poder&#225; considerar um aspecto favor&#225;vel para a estimula&#231;&#227;o da criatividade (Alencar &#38; Bruno-Faria, 1997). Al&#233;m disso, a recente implementa&#231;&#227;o de um sistema de comunica&#231;&#227;o interno por rede inform&#225;tica poder&#225; conter o potencial para o desenvolvimento da comunica&#231;&#227;o e troca interna de ideias, factores potencialmente facilitadores da criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o e conclus&#245;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com este trabalho pretendeu-se analisar o impacto de uma mudan&#231;a organizacional, no caso uma aquisi&#231;&#227;o, sobre o n&#237;vel de criatividade. A escolha da vari&#225;vel decorreu do facto de ser corrente encontrar estudos que atestem o valor da criatividade nos processos de mudan&#231;a, mas dif&#237;cil encontrar o efeito inverso.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se que os resultados obtidos nesse instrumento reca&#237;am, de um modo geral, em zonas de menor &quot;intensidade criativa&quot;. Ou seja, poder&#225; dizer-se que a criatividade nesta organiza&#231;&#227;o n&#227;o alcan&#231;ou n&#237;veis elevados. Todavia, os dados correspondentes &#224; etapa posterior &#224; mudan&#231;a alcan&#231;am, na sua maioria, n&#237;veis superiores aos correspondentes &#224; etapa anterior. Tamb&#233;m a informa&#231;&#227;o recolhida com car&#225;cter mais qualitativo<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a> aponta neste sentido. O conjunto de iniciativas posto em pr&#225;tica pela empresa, como a implementa&#231;&#227;o de um sistema de comunica&#231;&#227;o por rede inform&#225;tica, a cria&#231;&#227;o de equipas de projecto ou a altera&#231;&#227;o na estrutura parecem traduzir um esfor&#231;o para o incremento da criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma das diferen&#231;as encontradas entre as duas etapas, significativa do ponto de vista estat&#237;stico n&#227;o s&#243; na amostra total, mas tamb&#233;m em v&#225;rios subgrupos estudados, verificou-se no apoio da organiza&#231;&#227;o ao aparecimento de ideias criativas. No entanto, a comunica&#231;&#227;o das ideias por parte dos colaboradores n&#227;o aumentou, tendo-se mantido em n&#237;veis pr&#243;ximos dos anteriores. Este facto, aparentemente contradit&#243;rio, poder&#225;, eventualmente, explicar-se pela exist&#234;ncia de algum factor interno que possa funcionar como inibidor da criatividade. Um exemplo poder&#225; ser a exist&#234;ncia de defici&#234;ncias nos processos de comunica&#231;&#227;o vertical. Interessaria, nesse caso, identificar e colmatar as referidas lacunas com a cria&#231;&#227;o de canais de comunica&#231;&#227;o eficazes, e com a implementa&#231;&#227;o de pr&#225;ticas de utiliza&#231;&#227;o dos mesmos, vulgarizando os processos de comunica&#231;&#227;o e troca de conhecimento dentro da organiza&#231;&#227;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Contrariamente &#224; tend&#234;ncia geral, o ambiente de trabalho, ao longo da an&#225;lise, foi revelando valores mais elevados na fase anterior &#224; mudan&#231;a. Este dado que poder&#225; ter sido originado pelo <i>turnover</i> involunt&#225;rio a que se viu sujeita a organiza&#231;&#227;o, o que parece confirmar aspectos documentados na literatura de <i>downsizing</i> (Dougherty &#38; Bowman).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um aspecto em que se encontrou alguma discrep&#226;ncia foi nos n&#237;veis de percep&#231;&#227;o da empresa em rela&#231;&#227;o a si pr&#243;pria e em rela&#231;&#227;o &#224; sua envolvente, tendo-se verificado neste &#250;ltimo caso valores mais elevados. Uma interpreta&#231;&#227;o plaus&#237;vel para este facto poder&#225; ser a de a organiza&#231;&#227;o reconhecer a necessidade de se manter actualizada em rela&#231;&#227;o &#224;s condi&#231;&#245;es do mercado, n&#227;o considerando fundamental para a sua subsist&#234;ncia reavaliar sistematicamente o seu funcionamento interno.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Talvez neste contexto seja compreens&#237;vel o distanciamento observado quer verticalmente &#151; com n&#237;veis de criatividade aparentemente mais elevados nos estratos hier&#225;rquicos mais elevados, e mais baixos nos estratos mais baixos &#151;, quer horizontalmente &#151; em que nos pareceu haver ind&#237;cios de uma categoriza&#231;&#227;o do tipo &quot;o-departamento-X-s&#243;-deve-estar-atento-aos-elementos-X&quot;. Estes dois aspectos, apesar de enquadr&#225;veis numa perspectiva de especializa&#231;&#227;o hier&#225;rquica e funcional, parecem n&#227;o ir de encontro &#224;s caracter&#237;sticas de adaptabilidade e flexibiliza&#231;&#227;o que uma organiza&#231;&#227;o, dentro do quadro descrito, deveria alcan&#231;ar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o ao ciclo da criatividade, os resultados obtidos para as diferentes etapas mostraram particular diferen&#231;a entre os per&#237;odos anterior e posterior &#224; mudan&#231;a na etapa formula&#231;&#227;o do problema, apresentando a &#250;ltima resultados mais elevados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Poderia este facto fazer crer numa maior consciencializa&#231;&#227;o, por parte de empresa, das necessidades de diagn&#243;stico interno e externo. Contudo, o ritmo actual do desenvolvimento tecnol&#243;gico, com a inerente facilidade na pesquisa de informa&#231;&#227;o, e a evolu&#231;&#227;o verificada no mercado onde opera a organiza&#231;&#227;o-alvo, que tem agora caracter&#237;sticas de maior competitividade face &#224; situa&#231;&#227;o que se verificava no per&#237;odo anterior &#224; mudan&#231;a, poder&#225; ter sido o motor deste aumento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m disso, o facto de os indicadores terem apontado n&#237;veis de criatividade superiores para a etapa posterior &#224; mudan&#231;a pode representar n&#227;o uma maior consciencializa&#231;&#227;o para as quest&#245;es da criatividade, mas t&#227;o-s&#243; uma tentativa de melhoria dos processos; da&#237; que os valores obtidos n&#227;o tenham alcan&#231;ado aquilo que se poderia considerar valores aproximados aos n&#237;veis &#243;ptimos de criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A resposta &#224; pergunta &quot;a mudan&#231;a influenciou a criatividade?&quot; poder&#225; assim residir n&#227;o nas caracter&#237;sticas intr&#237;nsecas de mudan&#231;a, mas eventualmente na forma como ela &#233; conduzida e orientada para a criatividade. Se n&#227;o se mudasse, talvez fosse mais dif&#237;cil obter da organiza&#231;&#227;o comportamentos criativos. Talvez com a mudan&#231;a se torne mais f&#225;cil despoletar um sistema que permita comportamentos criativos a m&#233;dio-longo prazo. A curto prazo, a gera&#231;&#227;o de uma organiza&#231;&#227;o genuinamente criativa e de elevada adaptabilidade surge como mais prov&#225;vel, se o processo de mudan&#231;a contiver ele pr&#243;prio as caracter&#237;sticas de criatividade organizacional consideradas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A organiza&#231;&#227;o que estud&#225;mos pareceu-nos poder caminhar no sentido da criatividade. As mudan&#231;as efectuadas, mesmo que eventualmente apenas devidas a tentativas de melhorar os processos, poder&#227;o talvez contribuir para a forma&#231;&#227;o, a m&#233;dio prazo, de uma organiza&#231;&#227;o mais criativa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O aumento da criatividade aos n&#237;veis hier&#225;rquicos mais baixos, a implementa&#231;&#227;o bem sucedida das equipas de projecto, o desenvolvimento de sistemas eficazes de comunica&#231;&#227;o interna e de diagn&#243;stico, aliados a uma preocupa&#231;&#227;o com a melhoria do ambiente de trabalho e motiva&#231;&#227;o dos colaboradores, poder&#227;o estar na base de uma maior capacidade de identifica&#231;&#227;o de problemas, de resolu&#231;&#227;o dos mesmos a todos os n&#237;veis e de implementa&#231;&#227;o das solu&#231;&#245;es obtidas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma outra quest&#227;o que nos parece poder ser alvo de futuros estudos refere-se ao n&#237;vel a que se deveriam colocar os constrangimentos aos recursos fornecidos &#224; criatividade. Ou seja, saber at&#233; que ponto &quot;favorecer a gera&#231;&#227;o de ideias <i>versus</i> favorecer a implementa&#231;&#227;o de solu&#231;&#245;es&quot; se poder&#225; traduzir no ciclo: se n&#227;o houver ideias talvez n&#227;o haja solu&#231;&#245;es/se n&#227;o se permitir a implementa&#231;&#227;o, talvez as pessoas se sintam desmotivadas para dar ideias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m o envolvimento de diferentes n&#237;veis hier&#225;rquicos e a comunica&#231;&#227;o multifuncional dever&#227;o ser considerados como determinantes da criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A organiza&#231;&#227;o em estudo foi alvo de um processo de aquisi&#231;&#227;o. Em que medida poderia uma mudan&#231;a de outra natureza ou com outras caracter&#237;sticas trazer outro tipo de informa&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o a uma eventual liga&#231;&#227;o entre mudan&#231;a e criatividade?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O impacto da mudan&#231;a sobre a criatividade permanece uma zona ainda algo cinzenta, n&#227;o claramente definida. O potencial de investiga&#231;&#227;o desta mat&#233;ria parece-nos relevante no contexto organizacional dadas as implica&#231;&#245;es anteriormente referidas. Esperamos ter contribu&#237;do para facilitar a defini&#231;&#227;o dos seus contornos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alencar, E., &#38; Bruno-Faria, M. (1997). Characteristics of an organizational environment which stimulate and inhibit creativity. <i>Journal of Creative Behaviour, 31,</i> 271-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501934&pid=S0874-2049199900010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Amabile, T. (1988). A model of creativity and innovation in organizations. <i>Research in Organizational Behavior,</i> (Vol. 10, pp. 123-167). Greenwich, CT: JAI Press.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Amabile, T. (1997). Entr&#232;preneurial creativity through motivational synergy. <i>Journal of Creative Behaviour, 31,</i> 18-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501937&pid=S0874-2049199900010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Amburgey, T., Kelly, D., &#38; Barnett, W. (1993). Resetting the clock: The dynamics of organizational change and failure. <i>Administrative Science Quarterly, 38,</i> 51-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501939&pid=S0874-2049199900010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Anderson, N., &#38; King, N. (1993). Innovation in organizations. In C. L. Cooper &#38; I. T. Robertson (Eds.), <i>International review of industrial and organizational psychology</i> (Vol. 8, pp. 1-34). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501941&pid=S0874-2049199900010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Arad, S., Hanson, M., &#38; Schneider, R. (1997). A framework for the study of relationships between organizational characteristics and organizational innovation. <i>Journal of Creative Behaviour, 31,</i> 42-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501943&pid=S0874-2049199900010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Basadur, M. (1997). Organizational development interventions for enhancing creativity in the workplace. <i>Journal of Creative Behaviour, 31,</i> 59-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501945&pid=S0874-2049199900010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cartwright, S., &#38; Cooper, L. (1994). The human effects of mergers and acquisitions. In C. L. Cooper &#38; D. M. Rousseau (Eds.), <i>Trends in organizational behavior</i> (Vol. 1, pp. 47-61). Chichester: John Wiley &#38; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501947&pid=S0874-2049199900010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Clarke, L. (1994). <i>The essence of change.</i> Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.</font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Majaro, S. (1988). <i>Criatividade: Um passo para o sucesso.</i> Mem-Martins: Publica&#231;&#245;es Europa-Am&#233;rica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501970&pid=S0874-2049199900010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mumford, M., Whetzel, D., &#38; Reiter-Palmon, R. (1997). Thinking creatively at work: Organization influences on Creative problem solving. <i>Journal of Creative Behaviour, 31,</i> 7-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501972&pid=S0874-2049199900010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mumford, M., &#38; Simonton, D. (1997). Creativity in the workplace: People, problems and structures. <i>Journal of Creative Behaviour, 31,</i> 1-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501974&pid=S0874-2049199900010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tesluk, P., Farr, <i>J.,</i> &#38; Klein, S. (1997). Influences of organizational culture and climate on individual creativity. <i>Journal of Creative Behaviour, 31,</i> 27-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=501976&pid=S0874-2049199900010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Nota</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>N&#227;o apresentada neste artigo. Os interessados podem consultar a primeira autora.</font></p>     ]]></body>
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