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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A homogeneidade cultural e a configuração estrutural da organização]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this study we try to observe whether there is a match between the existence of one homogeneous culture or different subcultures and the structure configuration organizations have. We analysed six portuguese SME's following a case study methodology. After the caracterization of the structure configuration of each SME according to Mintzberg's structural model (1979) we identified the values and basic assumptions prevailing in each SME according to Schein's cultural model (1992) and the degree of sharing among members in different departments and hierarchy positions in the organization. Results sugest that structure may have an influence on culture homogeneity. The emergence of a single culture or differente subcultures seems to be dependent upon the type of structure configuration an organization has. We end with a sugestion that future research try to explain the processes through wich culture and structure have an impact on each other.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cultura organizacional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[estrutura organizacional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[homogeneidade cultural]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>A homogeneidade cultural e a configura&#231;&#227;o estrutural da organiza&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Cultural homogeneity and organizational structural configuration</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Lu&#237;s A. Curral<sup>*</sup>; Maria Jos&#233; Chambel<sup>**</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*-**</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Lisboa.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo procur&#225;mos averiguar a rela&#231;&#227;o entre a exist&#234;ncia de uma cultura &#250;nica ou, pelo contr&#225;rio, a exist&#234;ncia de diferentes subculturas, e a configura&#231;&#227;o estrutural da organiza&#231;&#227;o. Analis&#225;mos seis PME portuguesas atrav&#233;s da realiza&#231;&#227;o de estudos de caso. Depois de caracterizada a configura&#231;&#227;o estrutural de cada uma destas organiza&#231;&#245;es de acordo com o modelo estrutural de Mintzberg (1979), identific&#225;mos os valores e os pressupostos b&#225;sicos dominantes em cada uma de acordo com o modelo de Schein (1992). Em seguida, analis&#225;mos o grau de homogeneidade cultural em diferentes unidades e diferentes posi&#231;&#245;es hier&#225;rquicas. Os resultados sugerem que a estrutura de uma organiza&#231;&#227;o parece influenciar a homogeneidade da cultura. O desenvolvimento de uma cultura &#250;nica ou de v&#225;rias sub-culturas parece depender do tipo de configura&#231;&#227;o estrutural da organiza&#231;&#227;o. Terminamos com a sugest&#227;o de que investiga&#231;&#245;es futuras procurem explicar os mecanismos de influ&#234;ncia m&#250;tua da cultura e da estrutura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: Cultura organizacional; estrutura organizacional; homogeneidade cultural.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">In this study we try to observe whether there is a match between the existence of one homogeneous culture or different subcultures and the structure configuration organizations have. We analysed six portuguese SME's following a case study methodology. After the caracterization of the structure configuration of each SME according to Mintzberg's structural model (1979) we identified the values and basic assumptions prevailing in each SME according to Schein's cultural model (1992) and the degree of sharing among members in different departments and hierarchy positions in the organization. Results sugest that structure may have an influence on culture homogeneity. The emergence of a single culture or differente subcultures seems to be dependent upon the type of structure configuration an organization has. We end with a sugestion that future research try to explain the processes through wich culture and structure have an impact on each other.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante a d&#233;cada de 80, notou-se um interesse crescente no estudo da cultura organizacional. Alvesson e Berg (1992), depois de realizarem pesquisas em diferentes bases de dados, encontraram 192 artigos sobre cultura organizacional, publicados at&#233; 1986. No entantd, durante os quatro anos seguintes, o n&#250;mero de artigos sobre este assunto subiu para 2250. Este aumento deveu-se, provavelmente, ao facto de este conceito ter conhecido uma forte aceita&#231;&#227;o quer entre te&#243;ricos, quer entre pr&#225;ticos do comportamento organizacional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A utiliza&#231;&#227;o do conceito de cultura organizacional n&#227;o re&#250;ne unanimidade entre os diferentes autores, podendo encontrar-se na literatura diferentes perspectivas sobre o mesmo. Por exemplo, Harrison (1972) considera a cultura como a ideologia da organiza&#231;&#227;o. Para Baker (1980), cultura &#233; o conjunto de cren&#231;as coerentes de uma organiza&#231;&#227;o; Peters e Waterman (1982) falam do conjunto de valores; Schein (1985) define cultura como o conjunto de pressupostos b&#225;sicos de um grupo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, estas diferentes defini&#231;&#245;es t&#234;m em comum o facto de considerarem a cultura como um conjunto de estruturas cognitivas partilhadas por um grupo. Esta partilha, a qual resulta da experi&#234;ncia comum do grupo, torna a cultura um fen&#243;meno grupai, que se reflecte nas cogni&#231;&#245;es dos indiv&#237;duos (Sackmann, 1992).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de o conceito ser utilizado com diferentes significados e dar origem a diferentes defini&#231;&#245;es operacionais, o estudo da cultura marca o aparecimento de uma nova perspectiva sobre a realidade organizacional. De facto, a cultura pode ajudar a integrar os diferentes aspectos da dimens&#227;o informal das organiza&#231;&#245;es, nomeadamente os seus valores, normas e ideologias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Alguns autores (Jelinek, Smircich &#38; Hirsch, 1988; Morgan, 1983) referem que a cultura constitui uma nova met&#225;fora para reflectir sobre as organiza&#231;&#245;es. A sua utiliza&#231;&#227;o permite que o conhecimento sobre esta realidade, anteriormente estudada de forma predominante pelas met&#225;foras mec&#226;nica e org&#226;nica, se torne diferente. Esta met&#225;fora da cultura, &quot;.. .focaliza e permite ver/descobrir aspectos ou dimens&#245;es da organiza&#231;&#227;o habitualmente descurados ou obscurecidos pelas abordagens tradicionais. Com efeito, tradicionalmente, a teoria das organiza&#231;&#245;es, devido &#224; preval&#234;ncia de modelos assentes nas met&#225;foras mec&#226;nica e organ&#237;smica, concedeu a maior import&#226;ncia aos aspectos racionais e formais da vida organizacional. Alheia a processos n&#227;o racionais e objectivamente identific&#225;veis, ignorou ou descurou parte significativa dessa mesma vida que era suposto explicar &#151; o seu lado simb&#243;lico&quot;. (Gomes, 1994, pp. 283-284).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, a utiliza&#231;&#227;o desta met&#225;fora tem sido realizada de forma muito distinta pelo paradigma funcionalista e pelo paradigma interpretativo no estudo das organiza&#231;&#245;es (Morgan, Frost &#38; Pondy, 1983). Os funcionalistas consideram que a realidade organizacional &#233; objectiva, concebendo os fen&#243;menos sociais como entidades concretas e materiais. De acordo com este paradigma, a cultura &#233; algo que a organiza&#231;&#227;o <i>tem</i>, como possui uma estrutura, uma pol&#237;tica de gest&#227;o de recursos humanos, ou uma estrat&#233;gia. A ideia central &#233; a que a efic&#225;cia da organiza&#231;&#227;o pode ser adquirida atrav&#233;s de uma gest&#227;o efectiva da sua cultura. Consequentemente, &#224; gest&#227;o da empresa cabe a tarefa de alcan&#231;ar o <i>fit</i> entre a cultura e as restantes caracter&#237;sticas ou facetas da sua empresa. Por exemplo, Peters e Waterman (1982) sugerem que, para lidar com a complexidade e dinamismo da envolvente externa, as organiza&#231;&#245;es devem apostar numa estrutura descentralizada, numa lideran&#231;a participativa e numa cultura forte, com um conjunto de valores claramente definidos. Tichy (1983), por seu lado, considera que a gest&#227;o de uma mudan&#231;a organizacional s&#243; pode ser realizada eficazmente se tiver em aten&#231;&#227;o a rela&#231;&#227;o entre os subsistemas t&#233;cnico, pol&#237;tico e cultural.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo o paradigma interpretativo, a realidade organizacional n&#227;o &#233; objectiva, mas resulta da constru&#231;&#227;o social realizada pelos indiv&#237;duos. A utiliza&#231;&#227;o do conceito de cultura neste paradigma tem sido, ali&#225;s, considerada uma verdadeira revolu&#231;&#227;o (Smircich, 1985). Segundo o paradigma interpretativo, a organiza&#231;&#227;o &#233; conceptualizada como um sistema simb&#243;lico, que &#233; identificado pela sua cultura. A organiza&#231;&#227;o n&#227;o tem uma dimens&#227;o cultural como possui uma dimens&#227;o estrat&#233;gica ou tecnol&#243;gica, ela &#233; a pr&#243;pria cultura. Cada organiza&#231;&#227;o pode ser encarada como uma “mini-sociedade&quot;, com uma cultura que a diferencia das outras organiza&#231;&#245;es (Gomes, 1994). A organiza&#231;&#227;o &#233; concebida como um sistema de conhecimentos a que os actores organizacionais recorrem para interpretar a realidade organizacional, mas este sistema &#233;, por sua vez, constru&#237;do por esses actores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Denison (1990,1996) referiu a necessidade de integrar estes dois paradigmas, possibilitando a resolu&#231;&#227;o da velha pol&#233;mica da distin&#231;&#227;o entre clima e cultura organizacional. Este autor cita diferentes estudos, particularmente os que adoptam uma metodologia quantitativa para estudar a cultura, onde, tal como Rousseau (1988) havia notado, o conceito de cultura aparece indistinto do conceito tradicional de clima organizacional. Podemos considerar que neste estudo o paradigma adoptado &#233; o funcionalista e, por isso, este conceito aparece assimilado ao de clima. Denison (1996) demonstra que a diferen&#231;a entre estas duas perspectivas reside mais na <i>interpreta&#231;&#227;o do fen&#243;meno</i> do que no <i>fen&#243;meno</i> em si, o que implica apostar, em investiga&#231;&#245;es futuras, na integra&#231;&#227;o quer dos fundamentos te&#243;ricos, quer dos argumentos epistemol&#243;gicos, quer ainda das estrat&#233;gias metodol&#243;gicas (quantitativas <i>versus</i> qualitativas) preferidas por estas duas perspectivas. “A capacidade de tolerar (e encorajar) interpreta&#231;&#245;es multifacetadas pode de facto ser um requisito para compreender um t&#243;pico extraordinariamente complexo como a cultura organizacional&quot; (Denison, 1996, p. 646).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sackman (1992) refere tamb&#233;m a necessidade de integra&#231;&#227;o deste novo paradigma interpretativo com o paradigma funcionalista para o estudo da cultura organizacional. Esta autora salienta a necessidade de uma tal integra&#231;&#227;o para resolver uma pol&#233;mica tradicional, nomeadamente a quest&#227;o de a cultura da organiza&#231;&#227;o ser um fen&#243;meno homog&#233;neo ou heterog&#233;neo. O facto de aceitarmos a cultura como um conjunto de significados partilhados pelos indiv&#237;duos com uma experi&#234;ncia comum n&#227;o resolve este dilema, porque certas quest&#245;es continuam por resolver. A cultura &#233; partilhada igualmente por todos os indiv&#237;duos de uma organiza&#231;&#227;o, ou grupos espec&#237;ficos desenvolvem sub-culturas pr&#243;prias (Louis, 1983; Schein, 1992)? Esta partilha, ou homogeneidade, existe a todos os n&#237;veis da cultura, isto &#233;, nos pressupostos b&#225;sicos, nos valores e nas pr&#225;ticas, ou apenas em alguns deles (Hofstede, Neuijen, Ohayv, &#38; Sanders, 1990)? Se existe heterogeneidade cultural, isto &#233;, diferentes subculturas na organiza&#231;&#227;o, o que as origina (Sackman, 1992)?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesta investiga&#231;&#227;o, partindo desta &#250;ltima quest&#227;o, procur&#225;mos investigar em que medida a estrutura de uma organiza&#231;&#227;o pode surgir como poss&#237;vel for&#231;a facilitadora ou constrangedora da exist&#234;ncia de homogeneidade cultural. Sendo uma organiza&#231;&#227;o, de acordo com o paradigma funcionalista, composta por v&#225;rios sub-sistemas, entre os quais se incluem o estrutural e o cultural, ser&#225; de esperar que exista uma interdepend&#234;ncia dos mesmos, que se pode traduzir por uma influ&#234;ncia rec&#237;proca da cultura na constru&#231;&#227;o da estrutura e desta na constru&#231;&#227;o da cultura. Mais especificamente, podemos esperar que a estrutura tenha uma influ&#234;ncia significativa no desenvolvimento de uma cultura &#250;nica ou de v&#225;rias subculturas na organiza&#231;&#227;o. Julgamos, com esta hip&#243;tese, poder contribuir para a integra&#231;&#227;o do paradigma funcionalista neste novo paradigma interpretativo ao assumirmos que a estrutura de uma organiza&#231;&#227;o influencia a vis&#227;o que os seus membros t&#234;m sobre a realidade, a dois n&#237;veis: (1) ao criar agrupamentos funcionais ou hier&#225;rquicos onde os indiv&#237;duos tem de interagir e, assim, partilhar a mesma linguagem, os mesmos significados e a mesma vis&#227;o da realidade; (2) ao criar conting&#234;ncias comportamentais que se v&#227;o reflectir nas percep&#231;&#245;es e significados atribu&#237;dos pelos indiv&#237;duos ao seu contexto de trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Concordamos com Schein (1992) de que a cultura &#233; um fen&#243;meno grupai, cujos membros partilharam um processo de resolu&#231;&#227;o de problemas de integra&#231;&#227;o interna e de rela&#231;&#227;o com a envolvente externa, partilhando uma vis&#227;o sobre a sua realidade. Numa organiza&#231;&#227;o pode existir mais do que uma cultura, dependendo de haver ou n&#227;o mais do que um grupo com esta experi&#234;ncia de partilha. V&#225;rios autores tentaram relacionar esta heterogeneidade cultural dentro da mesma organiza&#231;&#227;o com diferentes caracter&#237;sticas da mesma. Para Van den Hove (citado por Furnham &#38; Gunter, 1993) o n&#237;vel hier&#225;rquico &#233; uma fonte importante da heterogeneidade cultural. Sansaulieu (citado por Furnham &#38; Gunter, 1993) refere a categoria profissional como origem dessa heterogeneidade. Hofstede, Neuijen, Ohayv e Sanders (1990) salientam a autonomia das unidades organizacionais como fonte de heterogeneidade cultural. Schein (1992) destaca os diferentes est&#225;dios do ciclo de vida das organiza&#231;&#245;es. Hampden-Turner (citado por Furnham &#38; Gunter, 1993) considera que os pap&#233;is e as posi&#231;&#245;es assumidas pelos indiv&#237;duos influenciam a forma&#231;&#227;o destas subculturas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tentando integrar estas diferentes perspectivas, sugerimos que a <i>configura&#231;&#227;o estrutural de uma organiza&#231;&#227;o</i> (Mintzberg, 1979) se relaciona com a exist&#234;ncia de uma cultura homog&#233;nea ou, pelo contr&#225;rio, com a exist&#234;ncia de uma heterogeneidade cultural, isto &#233;, a exist&#234;ncia de subculturas numa organiza&#231;&#227;o. Especificamente, propomos as seguintes hip&#243;teses explorat&#243;rias:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hip&#243;tese 1: organiza&#231;&#245;es com uma <i>estrutura simples</i> t&#234;m tend&#234;ncia a apresentar uma cultura <i>homog&#233;nea.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Consider&#225;mos que algumas das caracter&#237;sticas desta configura&#231;&#227;o facilitariam esta homogeneidade. Particularmente, a elevada centraliza&#231;&#227;o na tomada de decis&#227;o e o papel central desempenhado pelo topo estrat&#233;gico tornariam f&#225;cil a defini&#231;&#227;o precisa dos valores organizacionais e a sua partilha por todos os membros. Por outro lado, a baixa formaliza&#231;&#227;o e a reduzida divis&#227;o do trabalho que caracterizam estas estruturas ajudariam a consolidar esta partilha, isto &#233;, a emerg&#234;ncia de uma cultura homog&#233;nea na organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hip&#243;tese 2: organiza&#231;&#245;es com uma estrutura de <i>burocracia mecanicista</i> t&#234;m tend&#234;ncia a apresentar uma <i>heterogeneidade</i> cultural, nomeadamente diferentes subculturas em diferentes departamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Consider&#225;mos que a elevada dimens&#227;o, associada, quer a uma elevada divis&#227;o do trabalho, quer a uma elevada departamentaliza&#231;&#227;o, tenderia a favorecer o aparecimento de diferentes subculturas, particularmente diferentes culturas em diferentes departamentos, impedindo a homogeneidade cultural na organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hip&#243;tese 3: organiza&#231;&#245;es com uma estrutura de <i>burocracia profissional</i> t&#234;m tend&#234;ncia a apresentar uma <i>heterogeneidade</i> cultural, nomeadamente diferentes subculturas entre as unidades da <i>line</i> e as de <i>staff</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Consider&#225;mos que a referida exist&#234;ncia de duas estruturas paralelas entre a <i>line</i> e o <i>staff,</i> apresentando a primeira, por exemplo, descentraliza&#231;&#227;o na tomada de decis&#227;o, uma estandardiza&#231;&#227;o de qualifica&#231;&#227;o elevada, um trabalho especializado horizontalmente e alargado verticalmente, e a segunda par&#226;metros opostos mais pr&#243;ximos de uma estrutura burocr&#225;tica mecanicista, facilitaria esta heterogeneidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hip&#243;tese 4: organiza&#231;&#245;es com uma estrutura <i>adocr&#225;tica</i> tendem a apresentar uma cultura <i>homog&#233;nea.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Consider&#225;mos que a flexibilidade estrutural representada pelo recurso a grupos <i>ad hoc,</i> os quais possibilitam a constante resposta a novos problemas e t&#234;m subjacente uma elevada interdepend&#234;ncia funcional, constituiriam os par&#226;metros estruturais facilitadores dessa homogeneidade cultural.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>M&#233;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A investiga&#231;&#227;o realizou-se em dois momentos diferentes. No primeiro, recolhemos dados sobre a estrutura de cada um dos casos, tendo em vista a classifica&#231;&#227;o da sua configura&#231;&#227;o estrutural de acordo com o modelo de Mintzberg (1979). No segundo momento, que ocorreu cerca de um ano depois, recolhemos dados tendo em vista a an&#225;lise da cultura de cada organiza&#231;&#227;o, particularmente o seu grau de homogeneidade em toda essa mesma organiza&#231;&#227;o, ou, pelo contr&#225;rio, a exist&#234;ncia de subculturas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Amostra</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo analis&#225;mos seis pequenas empresas portuguesas. Embora inicialmente tiv&#233;ssemos oito, duas delas n&#227;o quiseram participar na segunda fase do estudo. As empresas eram privadas e pertenciam a diferentes sectores de actividade: um jornal (caso 1) com 52 empregados e com quatro anos de idade; uma ag&#234;ncia de publicidade (caso 2) com 27 empregados e 12 anos; uma empresa de estudos de mercado (caso 3) com 12 empregados e sete anos; uma escola (caso 4) com 31 empregados e 25 anos; uma escola (caso 5) com 24 empregados e 55 anos; uma empresa da ind&#250;stria mec&#226;nica (caso 6) com 32 empregados e 35 anos de idade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Procurou-se, em cada organiza&#231;&#227;o, recolher informa&#231;&#227;o junto de indiv&#237;duos de diferentes n&#237;veis hier&#225;rquicos e de v&#225;rios departamentos. A recolha de dados incidiu sobre os seguintes sujeitos:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados foram recolhidos mediante a realiza&#231;&#227;o de entrevistas semi-estruturadas e procur&#225;mos, sempre que poss&#237;vel, complementar ou confirmar a informa&#231;&#227;o com consulta de documentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a11q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante a primeira fase, o gui&#227;o das entrevistas abordou os temas do nascimento e crescimento, do funcionamento e da rela&#231;&#227;o da organiza&#231;&#227;o com a sua envolvente externa. Nesta fase, recolheu-se ainda o organograma, relat&#243;rios dispon&#237;veis sobre diferentes acontecimentos e manuais com regras e/ou procedimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante a segunda fase, o gui&#227;o das entrevistas foi constru&#237;do de modo a p&#244;r em evid&#234;ncia os valores e as pr&#225;ticas da organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As entrevistas realizadas foram gravadas, transcritas e sujeitas a uma an&#225;lise de conte&#250;do tem&#225;tica. Nesta an&#225;lise seguimos o modelo de Miles e Huberman (1984), que pressup&#245;e um conjunto de categorias <i>a priori,</i> enriquecido, por acr&#233;scimo de categorias &#224; medida que a an&#225;lise se realiza.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a primeira fase, constru&#237;mos as categorias de an&#225;lise dos dados de acordo com as dimens&#245;es propostas por Mintzberg (1979): mecanismos de coordena&#231;&#227;o (supervis&#227;o directa, estandardiza&#231;&#227;o e ajustamento m&#250;tuo), par&#226;metros de concep&#231;&#227;o (divis&#227;o do trabalho e rela&#231;&#245;es laterais), partes-chave e factores de conting&#234;ncia (envolvente externa, poder externo e tecnologia).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a segunda fase, constru&#237;mos um sistema de categorias de acordo com o modelo de Schein (1985), o qual privilegiou os padr&#245;es das rela&#231;&#245;es sociais e as pr&#225;ticas da organiza&#231;&#227;o, nomeadamente: a natureza das pessoas (ac&#231;&#227;o, motiva&#231;&#227;o, rela&#231;&#245;es de trabalho, caracter&#237;sticas preferidas), a natureza da organiza&#231;&#227;o (lideran&#231;a, socializa&#231;&#227;o, tomada de decis&#227;o, recompensas, informa&#231;&#227;o e mudan&#231;a) e a natureza da rela&#231;&#227;o com a envolvente externa (estrat&#233;gia, sucesso e imagem).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As entrevistas foram categorizadas de acordo com este sistema. Quer na primeira fase, quer na segunda para cada caso foram categorizadas duas entrevistas por dois ju&#237;zes independentes e obtivemos um grau de acordo superior a 80%.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para cada um dos casos, reunimos a informa&#231;&#227;o categorizada durante a primeira fase, no sentido de classificarmos a estrutura da organiza&#231;&#227;o. Durante a segunda fase, compar&#225;mos a informa&#231;&#227;o dada por cada sujeito em cada uma das categorias. Com esta compara&#231;&#227;o obtivemos uma medida qualitativa do grau de acordo relativo &#224;s interpreta&#231;&#245;es de cada sujeito acerca dos valores e pr&#225;ticas da organiza&#231;&#227;o e, consequentemente, uma medida da homogeneidade da sua cultura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Resultados</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Caso 1</i> (jornal) e <i>Caso</i> 2 (ag&#234;ncia de publicidade) &#151; <i>Estrutura.</i> Os dados recolhidos durante a primeira fase permitiram classificar a estrutura destas organiza&#231;&#245;es como pr&#243;xima da <i>adocracia operacional,</i> podendo ser apresentada esquematicamente do seguinte modo (<a href="#q2">quadro 2</a>):</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a11q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o aos dados da segunda fase, verific&#225;mos no <i>Caso 1</i>:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Elevado grau de acordo entre os diferentes elementos em rela&#231;&#227;o &#224; <i>natureza da sua envolvente externa.</i> Todos os entrevistados consideram que a organiza&#231;&#227;o faz um esfor&#231;o vis&#237;vel para conhecer a sua envolvente e a procura e conquista de novos clientes &#233; crucial para a sobreviv&#234;ncia. Referem que a qualidade do produto e a inova&#231;&#227;o s&#227;o as caracter&#237;sticas distintivas da organiza&#231;&#227;o. Para todos o jornal tem uma imagem de prest&#237;gio, ocupando uma posi&#231;&#227;o cultural elitista.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estamos numa posi&#231;&#227;o no mercado boa, melhor que a dos concorrentes. O segredo foi sermos pioneiros e diferentes em muitas coisas. E depois n&#227;o podemos esquecer a grande aposta na qualidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao presidente da direc&#231;&#227;o&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sabe que fomos inovadores no mercado. Uma s&#233;rie de coisas fomos n&#243;s os primeiros a fazer e agora os outros imitam, por isso estamos sempre a inventar novas coisas para n&#227;o perdermos esta lideran&#231;a, como agora fizemos... N&#227;o h&#225; d&#250;vida de que somos os melhores, que temos o jornal com mais qualidade no mercado!</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Elevado grau de acordo entre os diferentes elementos em rela&#231;&#227;o &#224; <i>natureza das pessoas.</i> Todos os entrevistados consideram que a organiza&#231;&#227;o aprecia a criatividade e a iniciativa dos seus elementos. A auto-realiza&#231;&#227;o &#233; referida como a motiva&#231;&#227;o mais importante. O trabalho em equipa &#233; considerado imprescind&#237;vel, embora seja referida por todos a necessidade de desenvolver um trabalho individual respons&#225;vel e perfeito.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">.. .aqui o mais importante &#233; a qualidade do trabalho, n&#227;o importa tanto se o fazem de manh&#227;, &#224; tarde ou &#224; noite, o importante &#233; que cada um &#233; respons&#225;vel pelo seu trabalho.. . aqui o mais importante &#233; o resultado, n&#227;o tanto obedecer a estas ou aquelas regras e normas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao director de um departamento da line&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">... aqui interessa &#233; fazer bem o trabalho, mas para fazer bem &#233; preciso ser criativo. Temos de ter um olhar novo sobre as coisas, ningu&#233;m pode esperar que haja regras ou normas de como fazer as coisas porque isso n&#227;o existe, temos de ter iniciativa temos de criar. &#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A iniciativa &#233; a caracter&#237;stica das pessoas mais valorizada, s&#243; pessoas com iniciativa se responsabilizam pelo que fazem. Temos poucas defini&#231;&#245;es do que fazer, o importante &#233; cada um dar o seu melhor.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao director de um departamento de apoio&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Tamb&#233;m em rela&#231;&#227;o &#224; <i>natureza da organiza&#231;&#227;o</i> encontramos um elevado grau de acordo entre os elementos organizacionais. Todos referem a participa&#231;&#227;o na tomada de decis&#227;o como um aspecto fundamental da vida do jornal. Os objectivos s&#227;o definidos pela equipa e cada elemento tem completa autonomia para os alcan&#231;ar. A comunica&#231;&#227;o informal em todas as direc&#231;&#245;es &#233; privilegiada, embora exista comunica&#231;&#227;o formal dentro das equipas de trabalho. A empresa recompensa a criatividade, o envolvimento e o desempenho elevado com promo&#231;&#245;es e pr&#233;mios monet&#225;rios. A coopera&#231;&#227;o dentro das equipas e a competi&#231;&#227;o entre as equipas s&#227;o refor&#231;adas. A experi&#234;ncia profissional &#233; o principal crit&#233;rio de selec&#231;&#227;o de novos membros e a socializa&#231;&#227;o &#233; informal e realizada ao acaso.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As decis&#245;es aqui s&#227;o participadas. Cada chefe fala com todos os seus elementos e canaliza as suas ideias. Podemos dizer que todas as decis&#245;es envolvem os tr&#234;s n&#237;veis. &#91;Entrevista ao director de um departamento de apoio&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; inevit&#225;vel que os chefes procurem as opini&#245;es de todos. Temos reuni&#245;es para isso, funcionam sem defini&#231;&#227;o, mas existem quase todos os dias para analisarmos criticamente o produto do dia anterior e definir o do dia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verific&#225;mos, no <i>Caso</i> 2:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Baixo grau de acordo entre os membros no que se refere &#224; <i>natureza da envolvente externa.</i> Para a direc&#231;&#227;o-geral e toda a linha hier&#225;rquica ou directores de departamentos de apoio, a empresa tem um bom conhecimento do seu mercado, a melhor estrat&#233;gia &#233; fidelizar os clientes existentes e o sucesso da empresa deve-se &#224; elevada qualidade do produto. Para os elementos operacionais, no entanto, a empresa n&#227;o conhece bem o seu mercado, a principal estrat&#233;gia &#233; a expans&#227;o atrav&#233;s da aquisi&#231;&#227;o de novos clientes e o sucesso deve-se &#224; capacidade de estabelecer uma rela&#231;&#227;o afectiva positiva com os clientes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hoje em dia, o mercado est&#225; dif&#237;cil e n&#243;s temos de estimar muito os clientes que temos e com os quais temos uma rela&#231;&#227;o muito boa, porque investimos muito a&#237;. Temos de mudar, estar mais atentos &#224; concorr&#234;ncia e fazermos tudo para conhecer melhor os consumidores, essa &#233; uma volta a dar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s estamos muito atentos &#224;s mudan&#231;as porque este &#233; um mercado muito dif&#237;cil. &quot;...&quot;Somos conhecidos e os clientes preferem-nos, porque trabalhamos com qualidade e isso n&#227;o aparece muito no mercado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao director de um departamento da <i>line</i>&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Em rela&#231;&#227;o &#224; <i>natureza das pessoas,</i> encontramos um acordo total nos valores partilhados pelos diferentes membros. Todos os entrevistados concordam que a empresa valoriza a iniciativa individual e que a motiva&#231;&#227;o de auto-realiza&#231;&#227;o &#233; a mais relevante. O trabalho tem uma natureza diversificada e realizado pelas equipas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O mais importante, para quem c&#225; trabalha &#233; o desenvolvimento e a possibilidade de aprender que este trabalho nos traz. Aqui temos de ter muita resist&#234;ncia e n&#227;o podemos estar preocupados com hor&#225;rios, mas compensa porque sentimos que estamos sempre a dar alguma coisa de n&#243;s.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; claro que aqui &#233; rent&#225;vel trabalhar, mas acho que o mais importante para as pessoas &#233; gostar disto, dar valor ao que faz e saber que o resultado depende de si. &#91;Entrevista a um director de departamento de apoio&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;No que se refere &#224; <i>natureza da organiza&#231;&#227;o</i> existe um elevado grau de homogeneidade na maioria dos valores, mas n&#227;o em todos. Para todos os entrevistados, os supervisores ajudam os subordinados a resolverem os seus problemas de trabalho, mas tamb&#233;m os problemas pessoais e d&#227;o o apoio necess&#225;rio. O estilo de decis&#227;o mais frequente &#233; o consultivo &#151; o chefe toma as decis&#245;es depois de ouvir a opini&#227;o dos seus subordinados &#151;, embora nos &#243;rg&#227;os de apoio seja referido o estilo participativo como o preferido. A comunica&#231;&#227;o valorizada pela organiza&#231;&#227;o &#233; a oral informal e a formal escrita. A informa&#231;&#227;o tende a circular em todas as direc&#231;&#245;es, mas o n&#237;vel horizontal &#233; favorecido. A informa&#231;&#227;o &#233; considerada suficiente para os membros da linha hier&#225;rquica e 226 dos operacionais, mas escassa para os elementos dos org&#227;os de apoio. Todos os elementos consideram mal definidos os crit&#233;rios de recompensa e de puni&#231;&#227;o, mas todos concordam que &#233; fundamental realizar bem o seu trabalho, acabando os trabalhadores irrespons&#225;veis por deixar a empresa. A experi&#234;ncia profissional &#233; apontada por todos como o crit&#233;rio crucial para a selec&#231;&#227;o de novos membros e a socializa&#231;&#227;o considerada informal e ocasional. Todos consideram que as mudan&#231;as organizacionais que t&#234;m ocorrido se revelaram positivas porque t&#234;m contribu&#237;do para melhorar a efic&#225;cia da empresa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O sistema de circula&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o est&#225; bem montado. N&#227;o &#233; dif&#237;cil, todos comunicam o que precisam e n&#227;o h&#225; barreiras hier&#225;rquicas ou de departamentos... A mudan&#231;a empreendida recentemente favoreceu o funcionamento, porque facilitou a troca de ideias e a efic&#225;cia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Existem &#224;s vezes dificuldades de comunica&#231;&#227;o, ou seja, a informa&#231;&#227;o n&#227;o circula como devia, ou pelo menos, &#224; velocidade desejada. Claro que &#233; muito dif&#237;cil porque lidamos com muita informa&#231;&#227;o e h&#225; sempre coisas que escapam e dificultam... &#91;Entrevista ao director de um departamento de apoio&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Caso 3</i> (estudos de mercado) e <i>Caso 6</i> (empresa industrial) &#151; <i>Estrutura.</i> Os dados recolhidos durante a primeira fase permitiram classificar a estrutura destas organiza&#231;&#245;es como pr&#243;xima da <i>estrutura simples,</i> podendo ser apresentada esquematicamente do seguinte modo (<a href="#q3">quadro 3</a>):</font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a11q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o aos dados da segunda fase, verific&#225;mos no <i>caso 3.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; Acordo completo entre os membros nos valores explicitados em rela&#231;&#227;o &#224; <i>natureza da envolvente externa.</i> Todos referem que a grande aposta da empresa em dispor de um conhecimento profundo dos seus clientes e em privilegiar a rela&#231;&#227;o com clientes antigos tem permitido um bom posicionamento no mercado. A qualidade dos servi&#231;os prestados &#233; apontada como outra vantagem competitiva fundamental.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s conhecemos bem o nosso mercado, quer os clientes, quer os concorrentes. Esses s&#227;o poucos, h&#225; poucas empresas a fazer o que fazemos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao director-geral&#93;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s conhecemos bem os nossos clientes, h&#225; muito tempo que trabalhamos com eles. A concorr&#234;ncia tamb&#233;m, porque grande n&#250;mero de n&#243;s veio de l&#225;, assim &#233; f&#225;cil. &#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <i>natureza das pessoas</i> tamb&#233;m re&#250;ne um elevado grau de acordo entre os elementos da empresa. Consideram que a empresa valoriza antes de mais a iniciativa e o contributo de todos. O trabalho em equipa &#233; considerado indispens&#225;vel e a motiva&#231;&#227;o fundamental para todos &#233; a auto-realiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui realizar a tarefa &#233; antes de mais ter iniciativa e ser criativo. E imposs&#237;vel dissociar as duas coisas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um elemento do apoio&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui movimentamo-nos por aquilo que aprendemos, aquilo que nos &#233; permitido progredir. O sal&#225;rio &#233; muito menos importante.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Encontramos tamb&#233;m um acordo total no que se refere aos valores expressados em rela&#231;&#227;o &#224; <i>natureza da organiza&#231;&#227;o.</i> Todos consideram que as decis&#245;es s&#227;o centralizadas no topo, embora sejam fomentadas a participa&#231;&#227;o e a sugest&#227;o de todos. A informa&#231;&#227;o informal e em todas as direc&#231;&#245;es &#233; privilegiada. Os supervisores d&#227;o o apoio indispens&#225;vel &#224; realiza&#231;&#227;o do trabalho de forma eficaz. O desempenho adequado e o envolvimento com o trabalho s&#227;o recompensados atrav&#233;s do suporte moral. Os novos membros s&#227;o escolhidos pelo topo, segundo os crit&#233;rios de forma&#231;&#227;o e experi&#234;ncia. A socializa&#231;&#227;o &#233; realizada de forma informal, ocupando o topo um papel crucial.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui n&#227;o h&#225; horas de entrar e sair, mas uma pessoa tem de se entregar totalmente. N&#243;s n&#227;o temos propriamente recompensas, mas sabemos sempre reconhecer esse envolvimento. H&#225; sempre uma palavra ou damos toda a ajuda que &#233; preciso... &#233; muito f&#225;cil resolver todos os problemas, eu vou e verifico, pergunto a cada pessoa e resolve-se. Eu tenho essa fun&#231;&#227;o de verificar o trabalho de todos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao director-geral&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s temos toda a ajuda que &#233; preciso. Isto &#233; puxado, exige de n&#243;s muita dedica&#231;&#227;o. Mas sabemos que resolvemos todos os problemas com a ajuda de cima. E h&#225; sempre uma palavra de encorajamento, para n&#227;o nos deixarmos ir abaixo, quando o trabalho aperta.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No <i>caso</i> 6, verific&#225;mos:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Acordo total em rela&#231;&#227;o aos valores relativos &#224; <i>natureza da envolvente externa.</i> Todos os entrevistados referem que o sucesso da organiza&#231;&#227;o se deve &#224; elevada qualidade dos seus produtos. Consideram fundamental fidelizar os clientes presentes, mas apostar na conquista de novos, tendo em vista um posicionamento seguro no mercado. V&#234;em a sua empresa como tendo uma posi&#231;&#227;o de destaque no mercado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s temos sabido impor-nos no mercado porque funcionamos com muita qualidade. Isto garantiu-nos fidelizar clientes, mas agora &#233; preciso alargar a nossa implementa&#231;&#227;o e agarrar outros clientes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um director de departamento da line&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Temos um bom leque de clientes que est&#225; connosco porque reconhece a nossa qualidade. Agora andamos a tentar encontrar outros, para podermos expandir o neg&#243;cio. &#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Em rela&#231;&#227;o &#224; <i>natureza das pessoas,</i> verificamos que, na sua maioria, h&#225; tamb&#233;m acordo nos valores partilhados pelos diferentes elementos da empresa. Consideram que a empresa valoriza o cumprimento das normas e regras da organiza&#231;&#227;o, a assiduidade e a pontualidade. Referem o sal&#225;rio como a principal fonte motivadora. No entanto, existem valores em rela&#231;&#227;o aos quais observamos desacordos. Os chefes referem que &#233; valorizado de forma predominante a capacidade de trabalhar em equipa e que utilizam como crit&#233;rio de selec&#231;&#227;o a flexibilidade e o envolvimento com o trabalho. Os restantes membros referem a valoriza&#231;&#227;o do trabalho individual e a inexist&#234;ncia de crit&#233;rios de selec&#231;&#227;o expl&#237;citos, considerando que esta &#233; realizada de forma arbitr&#225;ria, baseada em rela&#231;&#245;es pessoais dos chefes</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; claro que o sal&#225;rio &#233; sempre muito importante e as pessoas n&#227;o estariam c&#225; se n&#227;o fosse o bom n&#237;vel salarial que a empresa pratica... Para as pessoas serem contratadas, isto s&#243; acontece depois de um per&#237;odo experimental, n&#243;s consideramos muito a sua capacidade de dedica&#231;&#227;o ao trabalho &#91;Entrevista ao director de um departamento da <i>line</i>&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s temos um n&#237;vel salarial razo&#225;vel, um pouco acima da m&#233;dia e isso &#233; importante... Olhe, eu ainda n&#227;o percebi bem, mas o certo &#233; que s&#227;o escolhidas pessoas que os chefes j&#225; conhecem porque j&#225; trabalharam com eles ou s&#227;o da fam&#237;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Acerca da <i>natureza da organiza&#231;&#227;o</i>, observamos um acordo total em alguns valores. Todos os elementos consideram que a empresa &#233; uma fam&#237;lia, preocupada com os problemas pessoais dos seus membros, promovendo as rela&#231;&#245;es afectivas entre todos e socializando de forma informal os seus membros. As decis&#245;es s&#227;o centralizadas no topo, mas t&#234;m-se em aten&#231;&#227;o as sugest&#245;es de todos. Os supervisores foram escolhidos com base nas suas compet&#234;ncias t&#233;cnicas e nas suas capacidades para lidar com os outros. A comunica&#231;&#227;o informal e em todos os sentidos &#233; privilegiada na empresa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui as pessoas s&#227;o apoiadas e n&#227;o s&#243; tentamos que o seu trabalho decorra da melhor forma, como at&#233; pessoalmente s&#243; n&#227;o ajudamos se n&#227;o &#233; poss&#237;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao director-geral&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O ambiente aqui &#233; bom. Sabe que os chefes foram escolhidos n&#227;o s&#243; porque tinham experi&#234;ncia e compet&#234;ncia, mas porque sabiam estar com os seus subordinados. &#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;No entanto, alguns aspectos da natureza da organiza&#231;&#227;o t&#234;m um baixo grau de acordo entre os diferentes elementos. Para os chefes, a organiza&#231;&#227;o recompensa os comportamentos que est&#227;o de acordo com as regras da organiza&#231;&#227;o, o desempenho eficaz e a qualidade. Para estes elementos a informa&#231;&#227;o que circula na empresa &#233; a suficiente. Os restantes, pelo contr&#225;rio, referem que as recompensas s&#227;o dadas arbitrariamente e baseadas nas rela&#231;&#245;es pessoais. Consideram a informa&#231;&#227;o insuficiente, referindo a necessidade de desenvolver mecanismos formais, particularmente reuni&#245;es regulares.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O que est&#225; mal aqui &#233; que fala-se um pouco, mas sobretudo o chefe fala com cada um individualmente e acho que deviam existir reuni&#245;es que fomentassem mais a comunica&#231;&#227;o entre todos. Era &#250;til haver mais troca de informa&#231;&#227;o entre todos, ajudava a resolver os problemas mais rapidamente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Julgo que n&#227;o h&#225; problemas de informa&#231;&#227;o. Isto circula sem problemas, n&#243;s procuramos os outros quando precisamos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um director de departamento da <i>line</i>&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Caso 4</i> (escola 1) e <i>Caso 5</i> (escola) &#151; <i>Estrutura</i> . Os dados recolhidos durante a primeira fase permitiram classificar a estrutura destas organiza&#231;&#245;es como pr&#243;xima da <i>burocracia profissional,</i> podendo ser apresentada esquematicamente do seguinte modo (<a href="#q4">quadro 4</a>). Em rela&#231;&#227;o aos dados da segunda fase, verific&#225;mos no <i>Caso 4.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psi/v13n1-2/13n1-2a11q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;No que se refere &#224; <i>natureza da envolvente externa,</i> encontr&#225;mos um elevado grau de acordo entre os membros. Todos os entrevistados consideram a sua escola com um elevado prest&#237;gio e inovadora no mercado. Considera que mant&#233;m uma rela&#231;&#227;o est&#225;vel e muito pr&#243;xima com alguns dos seus clientes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s somos conhecidos no mercado, temos uma imagem de prest&#237;gio. Interessa muito o servi&#231;o que prestamos, a forma como fazemos, temos prest&#237;gio, at&#233; porque fomos inovadores e somos conhecidos pela qualidade do nosso ensino.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Isto &#233; um meio dif&#237;cil, porque h&#225; muita concorr&#234;ncia, mas esta escola tem uma imagem de prest&#237;gio e consegue ser inovadora nalgumas pr&#225;ticas, e isso tem sido muito positivo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um elemento do <i>staff.</i>&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; Em rela&#231;&#227;o &#224; <i>natureza das pessoas,</i> encontramos uma heterogeneidade nos valores expressados pelos membros. Todos os elementos da <i>line,</i> topo estrat&#233;gico, linha hier&#225;rquica e centro operacional consideram que a organiza&#231;&#227;o favorece indiv&#237;duos com iniciativa e cuja motiva&#231;&#227;o fundamental &#233; a auto-realiza&#231;&#227;o. Os elementos do <i>staff</i> da organiza&#231;&#227;o entendem que o cumprimento das regras &#233; o aspecto mais valorizado na organiza&#231;&#227;o e que a satisfa&#231;&#227;o dos seus membros se concretiza na realiza&#231;&#227;o da tarefa de forma eficaz.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui temos tudo especificado, cada um conhece bem o seu trabalho e sabe como deve faz&#234;-lo. N&#227;o h&#225; d&#250;vida de que nos esfor&#231;amos por fazer bem e somos recompensados porque temos seguran&#231;a de emprego e sabemos o que devemos fazer. Se fizermos, n&#227;o h&#225; problemas. O importante &#233; cumprir.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um elemento do <i>staff.</i>&#93;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Aqui aprendemos muito uns com os outros. A escola d&#225; valor ao que cada um traz para aqui porque isso &#233; importante para os outros... n&#227;o h&#225; d&#250;vida de que &#233; reconhecido o contributo individual, a iniciativa e a inova&#231;&#227;o s&#227;o sempre bem-vindas. &#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <i>natureza da organiza&#231;&#227;o,</i> de forma id&#234;ntica, &#233; fonte de heterogeneidade entre os elementos da <i>Une</i> e do <i>staff</i> da organiza&#231;&#227;o. Os primeiros consideram que a autonomia, o trabalho de equipa e a participa&#231;&#227;o na tomada de decis&#227;o s&#227;o aspectos valorizados pela organiza&#231;&#227;o. Os supervisores d&#227;o apoio n&#227;o s&#243; para a resolu&#231;&#227;o de problemas relacionados com o trabalho, mas tamb&#233;m procuram ajudar na resolu&#231;&#227;o de eventuais problemas relacionais. Pelo contr&#225;rio, os elementos do <i>staff</i> consideram que as decis&#245;es s&#227;o tomadas de forma centralizada, que existe pouca autonomia e que os supervisores concentram a sua aten&#231;&#227;o na resolu&#231;&#227;o de problemas relacionados com o trabalho. Por outro lado, os crit&#233;rios de atribui&#231;&#227;o de recompensas, de selec&#231;&#227;o de novos membros e de socializa&#231;&#227;o manifestam uma elevada heterogeneidade entre todos os membros, levando-nos a supor que estes valores n&#227;o s&#227;o expl&#237;citos na organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui h&#225; uma grande preocupa&#231;&#227;o por n&#243;s como pessoas. Eu s&#243; posso dizer que tenho tido uma ajuda fundamental da parte de todos e em especial da direc&#231;&#227;o, para me ajudarem a resolver os meus problemas pessoais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um elemento da linha hier&#225;rquica&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui procuramos resolver os problemas em equipa... Temos reuni&#245;es e &#233; pedida a colabora&#231;&#227;o de todos, h&#225; uma planifica&#231;&#227;o e uma resolu&#231;&#227;o dos assuntos com a participa&#231;&#227;o de todos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o me parece que haja apoio para al&#233;m do relacionado com o trabalho. A&#237;, sim, temos a colabora&#231;&#227;o do chefe.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um elemento do <i>staff.</i>&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui quem decide &#233; a direc&#231;&#227;o. O nosso trabalho est&#225; estipulado, portanto n&#227;o h&#225; decis&#245;es. Cada um de n&#243;s tem o seu trabalho, mas se tiver alguma altera&#231;&#227;o deve comunicar ao chefe.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um elemento do <i>staff</i>&#93;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No<i> caso 5,</i> verific&#225;mos:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> - Em rela&#231;&#227;o &#224; <i>natureza da envolvente externa,</i> observamos uma elevada homogeneidade entre todos os membros. Todos referem que a escola possui uma boa imagem no mercado, porque tem tradi&#231;&#227;o e uma elevada qualidade de professores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s n&#227;o nascemos ontem, as pessoas conhecem-nos. O que corre e &#233; verdade &#233; que os nossos professores s&#227;o bons e as pessoas saem preparadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao presidente&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s temos fama de ser uma boa escola. Os alunos s&#227;o bem preparados, a nossa qualidade de ensino marca a diferen&#231;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;No que se refere &#224; <i>natureza das pessoas,</i> encontramos diferen&#231;as entre os elementos pertencentes &#224; <i>Une</i> e ao <i>staff.</i> Os primeiros consideram que a iniciativa &#233; a caracter&#237;stica mais valorizada na organiza&#231;&#227;o e que o trabalho deve ser desenvolvido em equipa, mas os elementos do <i>staff</i> referem que o cumprimento das regras &#233; a caracter&#237;stica mais relevante das pessoas e que o trabalho se desenvolve individualmente. No entanto, tamb&#233;m encontramos diverg&#234;ncia, em determinados valores, entre diferentes elementos quer pertencentes &#224; <i>line,</i> quer ao <i>staff.</i> Para alguns, a motiva&#231;&#227;o fundamental das pessoas &#233; a auto-realiza&#231;&#227;o, para outros &#233; a seguran&#231;a e a estabilidade de emprego e de fun&#231;&#245;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqui as pessoas t&#234;m de saber estar com as outras e partilhar, porque o trabalho faz-se em equipa... Cada um pode propor novos m&#233;todos ou novas estrat&#233;gias de aprendizagem, porque n&#243;s gostamos de quem tem iniciativa e procura sempre fazer o melhor poss&#237;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um director de departamento da <i>line</i>&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; muito importante obedecer &#224;s regras e saber cumprir com o que lhe est&#225; destinado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um elemento do <i>staff.</i>&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;A <i>natureza da organiza&#231;&#227;o</i> re&#250;ne homogeneidade de valores entre os diferentes elementos da organiza&#231;&#227;o. Consideram que as sugest&#245;es dos diferentes elementos s&#227;o tidas em considera&#231;&#227;o. As decis&#245;es relativas ao funcionamento geral da escola s&#227;o centralizadas, mas todos os elementos participam atrav&#233;s de elementos representativos. E reconhecida uma elevada autonomia a todos os elementos na realiza&#231;&#227;o do seu trabalho. Existe comunica&#231;&#227;o formal e informal, a qual cobre toda a organiza&#231;&#227;o. A experi&#234;ncia profissional &#233; o crit&#233;rio mais importante para a selec&#231;&#227;o de novos membros e a socializa&#231;&#227;o &#233; informal e ocasional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Podemos dizer que todos participam, porque mesmo aquilo que &#233; decidido c&#225; em cima &#233; por pessoas que representam todos os agentes desta organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao presidente&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#243;s decidimos muitas coisas sobre o nosso trabalho, depois h&#225; regras gerais da escola que foram e s&#227;o impostas pelos &#243;rg&#227;os da compet&#234;ncia. Nestes h&#225; representantes de todos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#151; &nbsp;&nbsp;&nbsp;Outros valores relativos &#224; <i>natureza da organiza&#231;&#227;o</i> s&#227;o heterog&#233;neos entre diferentes elementos. Os indiv&#237;duos da linha hier&#225;rquica referem que o cumprimento das regras &#233; recompensada atrav&#233;s das promo&#231;&#245;es. Para os elementos do <i>staff estes</i> comportamentos s&#227;o recompensados moralmente. Para os operacionais n&#227;o existem crit&#233;rios expl&#237;citos para a atribui&#231;&#227;o de recompensas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Eu acho que n&#227;o &#233; muito claro o que &#233; recompensado. Cada um valoriza o que acha. &#91;Entrevista a um operacional&#93;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&#227;o h&#225; d&#250;vida de que se aprecia quem cumpre com o que est&#225; estipulado, com as regras. Para esses h&#225; uma palavra de apre&#231;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;Entrevista ao um elemento do <i>staff.</i>&#93;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As duas empresas que n&#227;o quiseram participar na segunda fase do estudo correspondiam &#224; configura&#231;&#227;o de <i>burocracia mecanicista,</i> pelo que n&#227;o temos dados para discutir a hip&#243;tese 2.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Discuss&#227;o dos resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em geral, os resultados obtidos nos casos 3 e 6 apoiam a hip&#243;tese 1, segundo a qual a configura&#231;&#227;o <i>estrutura simples</i> favorece uma <i>homogeneidade cultural.</i> A an&#225;lise mostra um grau de acordo elevado entre os valores explicitados nestas empresas, e as diferen&#231;as observadas, particularmente no caso 6, entre os elementos da linha hier&#225;rquica e os operacionais podem ser explicadas, provavelmente, pelo facto de os dois grupos terem experi&#234;ncias diferentes na organiza&#231;&#227;o. Estes elementos da linha hier&#225;rquica entraram para a empresa h&#225; cerca de cinco anos, e tentaram introduzir diversas mudan&#231;as na organiza&#231;&#227;o. Podemos colocar a hip&#243;tese de que alguns dos novos valores e pr&#225;ticas que procuraram implementar ainda n&#227;o foram devidamente assimilados pelos elementos operacionais, mais antigos na empresa e para os quais os valores e as pr&#225;ticas mais antigas s&#227;o as caracterizadoras da cultura da empresa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados obtidos nos casos 4 e 5 apoiam parcialmente a hip&#243;tese 3, segundo a qual, numa configura&#231;&#227;o estrutural de <i>burocracia profissional,</i> fica favorecida a <i>heterogeneidade cultural,</i> apresentando as unidades da <i>line</i> uma subcultura distinta das do <i>staff.</i> De acordo com o esperado, a heterogeneidade cultural &#233; evidente na percep&#231;&#227;o sobre a natureza das pessoas, apresentando, em ambos os casos, os elementos da <i>line</i> uma vis&#227;o distinta da dos pertencentes ao <i>staff.</i> No entanto, ambos os casos apresentarem uma homogeneidade cultural no que se refere &#224; natureza da rela&#231;&#227;o com o exterior e no que respeita &#224; natureza da organiza&#231;&#227;o. Enquanto no caso 4 existe, conforme o esperado, heterogeneidade cultural, para a maioria dos valores, entre os elementos da <i>line</i> e os do <i>staff,</i> no caso 5 h&#225; homogeneidade para uma s&#233;rie de valores e heterogeneidade em rela&#231;&#227;o a outros, mas esta n&#227;o se revela apenas entre os elementos da <i>line</i> e do <i>staff.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados sugerem-nos algumas quest&#245;es que s&#243; poder&#227;o ser respondidas atrav&#233;s de investiga&#231;&#245;es futuras. Ser&#225; que a heterogeneidade cultural entre a <i>line</i> e o <i>staff de</i> uma <i>burocracia profissional</i> pode ser reduzida com o passar dos anos, aparecendo outras for&#231;as influenciadoras na exist&#234;ncia da homogeneidade ou da heterogeneidade? A heterogeneidade esperada nesta configura&#231;&#227;o faz mais sentido em rela&#231;&#227;o a algumas &#225;reas? Ser&#225; poss&#237;vel que alguns valores, por serem considerados pelas organiza&#231;&#245;es menos importantes, recebam menos aten&#231;&#227;o e, consequentemente sejam alvo de menor socializa&#231;&#227;o?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, n&#227;o devemos esquecer que as <i>burocracias profissionais</i> estudadas eram escolas, as quais t&#234;m caracter&#237;sticas espec&#237;ficas que podem n&#227;o se aplicar a outras organiza&#231;&#245;es com a mesma configura&#231;&#227;o. O facto de as escolas serem <i>loosely coupled systems</i> (Weick, 1976) e de a classe profissional dos professores n&#227;o ter um c&#243;digo &#233;tico e deontol&#243;gico pode contribuir para a inexist&#234;ncia de uma clara separa&#231;&#227;o entre uma subcultura <i>line</i> e uma subcultura <i>staff.</i> De acordo com esta ideia, sentimos a necessidade de vir a incluir em investiga&#231;&#245;es futuras outros tipos de <i>burocracias profissionais</i>, como, por exemplo, hospitais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados obtidos nos casos 1 e 2 apoiam parcialmente a hip&#243;tese 4, segundo a qual uma configura&#231;&#227;o estrutural <i>adocr&#225;tica</i> favoreceria o aparecimento de uma homogeneidade cultural. De acordo com o esperado, o caso 1 apresenta uma total partilha de valores entre os diferentes elementos de uma organiza&#231;&#227;o. No entanto, no caso 2, observamos pouca homogeneidade entre os membros, particularmente com diferen&#231;as entre os operacionais e os restantes elementos no que se refere &#224; natureza da rela&#231;&#227;o com a envolvente externa; em rela&#231;&#227;o &#224; natureza da organiza&#231;&#227;o, apesar de na sua maioria apresentar homogeneidade de valores, conforme o esperado, alguns s&#227;o heterog&#233;neos entre diferentes elementos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Podemos considerar que, no primeiro caso, a homogeneidade cultural esperada foi favorecida pelo facto de os membros estarem envolvidos com o nascimento da empresa, tendo juntos contribu&#237;do para o seu aparecimento. Por outro lado, existe nesta organiza&#231;&#227;o uma forte lideran&#231;a do fundador, um prestigiado e conhecido editor. Estas duas condi&#231;&#245;es, provavelmente, contribu&#237;ram para a emerg&#234;ncia de uma cultura forte e partilhada (Schein, 1992). Tamb&#233;m &#233; poss&#237;vel referir que a heterogeneidade observada no caso 2 pode, provavelmente, ser atribu&#237;da a um momento particular do ciclo de vida da organiza&#231;&#227;o (Schein, 1992). Esta organiza&#231;&#227;o sofreu uma mudan&#231;a recente, que implicou uma redefini&#231;&#227;o de v&#225;rios pap&#233;is e fun&#231;&#245;es. Julgamos que esta situa&#231;&#227;o poder&#225; ter favorecido o aparecimento de alguma heterogeneidade em rela&#231;&#227;o a alguns valores. Concretamente, o baixo acordo em rela&#231;&#227;o &#224; natureza da rela&#231;&#227;o com a envolvente externa pode ser atribu&#237;da a altera&#231;&#245;es estruturais recentes na empresa. A mudan&#231;a de uma departamentaliza&#231;&#227;o funcional para uma divis&#227;o baseada nos produtos foi realizada com a inten&#231;&#227;o de redefinir essa rela&#231;&#227;o da empresa com a sua envolvente externa. Assim, os valores antigos podem permanecer para os operacionais e os valores mais recentes serem partilhados pelos restantes elementos da organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#245;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo pretendia observar a rela&#231;&#227;o existente entre o tipo de configura&#231;&#227;o estrutural da organiza&#231;&#227;o e a sua homogeneidade cultural. Apesar de os nossos resultados apontarem para a exist&#234;ncia desta rela&#231;&#227;o, a natureza complexa da cultura organizacional e da sua rela&#231;&#227;o com outras vari&#225;veis remete-nos para a necessidade de desenvolver mais investiga&#231;&#227;o de forma sistem&#225;tica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Um dos aspectos positivos desta investiga&#231;&#227;o, sen&#227;o o &#250;nico, parece-nos ser a sugest&#227;o de diferentes linhas de pesquisa futura. Nomeadamente, parece que a homogeneidade cultural aparece favorecida nas configura&#231;&#245;es estruturais <i>adocr&#225;ticas</i> e de <i>estrutura simples.</i> Nos dois casos, a baixa formaliza&#231;&#227;o e divis&#227;o do trabalho e a elevada flexibilidade parecem favorecer a partilha de valores e de pr&#225;ticas nas organiza&#231;&#245;es. No entanto, a experi&#234;ncia partilhada pelos membros e o papel do l&#237;der parecem ter influ&#234;ncia importante no desenvolvimento dessa homogeneidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, parece que a heterogeneidade cultural entre a <i>line</i> e o <i>staff</i> surge associada &#224; configura&#231;&#227;o estrutural de <i>burocracia profissional.</i> Esta heterogeneidade pode dever-se ao facto de existirem nestas organiza&#231;&#245;es duas estruturas paralelas, cujos membros s&#227;o habitualmente de diferentes campos profissionais. No entanto, outras for&#231;as, nomeadamente do ciclo de vida da organiza&#231;&#227;o, da hist&#243;ria ou da socializa&#231;&#227;o, parecem influenciar a exist&#234;ncia desta heterogeneidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para finalizar, parece-nos fundamental referirmos que a direc&#231;&#227;o da influ&#234;ncia entre a configura&#231;&#227;o estrutural e a cultura organizacional est&#225; longe de ser estabelecida. Certamente que a configura&#231;&#227;o estrutural de uma organiza&#231;&#227;o &#233; influenciada pela cultura do grupo da coalis&#227;o dominante, provavelmente a cultura do grupo dos fundadores (Schein, 1992). Assim, a investiga&#231;&#227;o futura necessita n&#227;o s&#243; de ajudar a compreender em que medida a estrutura limita a cultura, mas tamb&#233;m em que medida a cultura modela a estrutura de uma organiza&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alvesson, M., &#38; Berg, P. (1992). <i>Corporate culture and organizational simbolism: An overview.</i> Berlin: Walter de Gruyter Co.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502181&pid=S0874-2049199900010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baker, E. L. (1980). Managing organizational culture. <i>Management Review, 69,</i> 8-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502183&pid=S0874-2049199900010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Denison, D. (1990). <i>Corporate culture and organizational effectiveness.</i> Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502185&pid=S0874-2049199900010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Denison, D. (1996). What is the difference between organizational culture and organizational climate? A native's point of view on a decade of paradigm wars. <i>Academy of Management Review, 21,</i> 619-654.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502187&pid=S0874-2049199900010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Field, R. G., &#38; Abelson, M. A. (1982). Climate: A reconceptualization and proposed model. <i>Human Relations, 35,</i> 181-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502189&pid=S0874-2049199900010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Furnham, A., &#38; Gunter, B. (1993). Corporate culture: Definition, diagnosis and change. In C. Cooper &#38; I. Robertson (Eds.), <i>International review of industrial and organizational psychology</i> (pp. 233-261). Chichester, England: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502191&pid=S0874-2049199900010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gomes, A. D. (1994). Cultura: Uma met&#225;fora paradigm&#225;tica no contexto organizacional. <i>An&#225;lise Psicol&#243;gica, 9,</i> 279-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502193&pid=S0874-2049199900010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harrison, R. (1972). Understanding your organizational character. <i>Harvard Business Review, 3,</i> 119-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502195&pid=S0874-2049199900010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hofstede, G., Neuijen, B., Ohayv, D., &#38; Sanders, G. (1990). Measuring organizational cultures: A qualitative and quantitative study across twenty cases. <i>Administrative Science Quarterly, 35,</i> 286-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502197&pid=S0874-2049199900010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jelinek, M., Smircich, L., &#38; Hirsch, P. (1983). Introduction: A code of many colors. <i>Administrative Science Quarterly, 28,</i> 331-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502199&pid=S0874-2049199900010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Louis, M. R. (1985). Perspectives on organizational cultures. In P. J. Frost, L. F. Moore, M. R. Louis, C. C. Lundberg &#38; J. Martin (Eds.), <i>Organizational culture.</i> London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502201&pid=S0874-2049199900010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Miles, M., &#38; Huberman, M. (1984). <i>Qualitative data analysis.</i> London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502203&pid=S0874-2049199900010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mintzberg, H. (1979). <i>The structuring of organizations.</i> Nova Iorque: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502205&pid=S0874-2049199900010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morgan, G. (1983). More on metaphor: Why we cnnot control tropes in administrative Science. <i>Administrative Science Quarterly, 28,</i> 601-608.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502207&pid=S0874-2049199900010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morgan, G., Frost, P. J., &#38; Pondy, L. R. (1983). Organizational symbolism. In L. R. Pondy, P. J. Pondy, G. Morgan &#38; T. C. Dandridge (Eds.). <i>Organizational symbolism. Greemvich: JAI Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502209&pid=S0874-2049199900010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Peters, T., &#38; Waterman, R. (1982). <i>In search of excellence.</i> Nova Iorque: Harper &#38; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502211&pid=S0874-2049199900010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rousseau, D. (1988). The construction of climate in organizational psychology. In C. Cooper &#38; I. Robertson (Eds.), <i>International revieiv of industrial and organizational psychology</i> (pp. 139-159). Chichester, England: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502213&pid=S0874-2049199900010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sackmann, S. A. (1992). Culture and subcultures: An analysis of organizational knowledge. <i>Administrative Science Quarterly, 37,</i> 140-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502215&pid=S0874-2049199900010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schein, E. H. (1992). <i>Organizational culture and leadership</i> (2nd Ed.). S&#227;o Francisco: Jossey Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502217&pid=S0874-2049199900010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Smircich, L. (1983). Concepts of culture and organizational analysis. <i>Administrative Science Quarterly, 28,</i> 339-358.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502219&pid=S0874-2049199900010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tichy, N. (1983). <i>Managing strategic change: Technical, political and cultural dynamics.</i> Nova Iorque: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502221&pid=S0874-2049199900010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Weick, K. E. (1976). Educational organizations as loosely coupled systems. <i>Administrative Science Quarterly, 21,</i> 1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502223&pid=S0874-2049199900010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Yin, R. K. (1989). <i>Case study research: Design and methods.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=502225&pid=S0874-2049199900010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
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