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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos neuropsicológicos da esquizofrenia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A neuropsychological approach of schizophrenia]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Clínica do Hospital de São José Laboratório de Neuropsicologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Schizophrenia has a neuropathological basis, compromising the brain in an apparent diffuse way, involving several cerebral areas and causing several neuropsychological, behavioural and personality disfunctions. This setting seems to be the main kind of disturbances found in schizophrenic patients. In this introductory approach of the neuropsychological aspects of schizophrenia we intend to enumerate the main complex nervous activity disturbances frequently present in the disease, correlating them with the cerebral areas thought to be involved in the pathological process. On the other hand, and besides focusing some neurochemistry aspects of schizophrenia, we will refer the possible effects of pharmacological therapy on the cognitive and behavioural performances as well.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Esquizofrenia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[alterações neuropsicopatológicas]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[disfunções neuroquímicas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Aspectos neuropsicol&#243;gicos da esquizofrenia</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>A neuropsychological approach of schizophrenia</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Manuel C. R. Domingos<sup>1</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Neuropsic&#243;logo, Laborat&#243;rio de Neuropsicologia Cl&#237;nica do Hospital de S&#227;o Jos&#233;, Lisboa.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"> A esquizofrenia tem uma base neuropat&#243;logica de contornos difusos, envolvendo v&#225;rias &#225;reas encef&#225;licas, que se traduz clinicamente em altera&#231;&#245;es neuropsicol&#243;gicas, para al&#233;m dos dist&#250;rbios comportamentais e da personalidade que constituem a sua semiologia <i>cl&#225;ssica.</i> Neste trabalho, de abordagem &#224; neuropsicologia dos quadros esquizofr&#233;nicos, procur&#225;mos enumerar as principais disfun&#231;&#245;es da actividade nervosa complexa presentes na generalidade dos doentes, correlacionando-as simultaneamente com as &#225;reas encef&#225;licas envolvidas no processo patol&#243;gico. Por outro lado, aludimos &#224; vertente neuroqu&#237;mica da neuropsicopatologia da esquizofrenia, aflorando tamb&#233;m o efeito da terap&#234;utica farmacol&#243;gica ao n&#237;vel da operatividade cognitiva e comportamental.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Esquizofrenia; altera&#231;&#245;es neuropsicopatol&#243;gicas; altera&#231;&#245;es anatomofuncionais; disfun&#231;&#245;es neuroqu&#237;micas.</font></p>          <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"> Schizophrenia has a neuropathological basis, compromising the brain in an apparent diffuse way, involving several cerebral areas and causing several neuropsychological, behavioural and personality disfunctions. This setting seems to be the main kind of disturbances found in schizophrenic patients. In this introductory approach of the neuropsychological aspects of schizophrenia we intend to enumerate the main complex nervous activity disturbances frequently present in the disease, correlating them with the cerebral areas thought to be involved in the pathological process. On the other hand, and besides focusing some neurochemistry aspects of schizophrenia, we will refer the possible effects of pharmacological therapy on the cognitive and behavioural performances as well.</font></p>         <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2">A ideia da exist&#234;ncia de uma neuropsicologia da esquizofrenia &#233; relativamente recente (Frith &#38; Done, 1988).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A esquizofrenia pode ser inserida no grupo das doen&#231;as progressivamente desagregadoras dos processos neuropsicol&#243;gicos e comportamentais mediados pelo enc&#233;falo, tomando-se, para al&#233;m da sua identifica&#231;&#227;o psiqui&#225;trica cl&#225;ssica, num quadro eminentemente neuropsicopatol&#243;gico, dadas as variadas e acentuadas altera&#231;&#245;es da din&#226;mica cognitivo-operativa (ou da actividade nervosa complexa) que invariavelmente se encontram nos doentes portadores de tal patologia do estado mental. Tudo indica que Alzheimer (1897) e Kraepelin (1919) ter&#227;o sido os primeiros cl&#237;nicos a considerarem a doen&#231;a como <i>org&#226;nica,</i> baseando-se em constata&#231;&#245;es neuropatol&#243;gicas difusas do enc&#233;falo, analisando e descrevendo a chamada <i>dementia praecox.</i> Contrariamente, as correntes psicanal&#237;ticas defendiam uma origem puramente ps&#237;quica, derivada da insolv&#234;ncia de problemas pessoais graves, que originam uma conflitualidade interior progressivamente acentuada, causando a ruptura do <i>aparelho ps&#237;quico</i> e uma incapacidade crescente para interagir com o meio, de forma adequada. Mas, apesar desta ideia, nenhum destes <i>gigantes</i> da psicopatologia jamais considerou (tanto quanto se sabe) a esquizofrenia como uma entidade abord&#225;vel, do ponto de vista terap&#234;utico, pela psican&#225;lise.</font></p>           <p><font face="Verdana" size="2">Abordagem neuropsicol&#243;gica da esquizofrenia</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Hoje, a esquizofrenia &#233;, de forma inquestion&#225;vel, considerada uma disfun&#231;&#227;o encef&#225;lica (Nasrallah &#38; Weinberg, 1986), geradora de perturba&#231;&#245;es cognitivo-operativas, do comportamento e da personalidade. Na realidade, as evid&#234;ncias a favor da sua origem neuropatol&#243;gica t&#234;m-se acumulado ininterruptamente nos &#250;ltimos vinte anos, gra&#231;as &#224;s descobertas e avan&#231;os das neuroci&#234;ncias cognitivas e das suas variadas t&#233;cnicas cl&#237;nico-experimentais, com relevo para a neuro-imagiologia (TAC, RMN e PET) e para a neuroqu&#237;mica. Tamb&#233;m a neuropsicologia, que igualmente se desenvolveu significativamente desde h&#225; vinte anos para c&#225;, come&#231;ou a estudar a esquizofrenia e constatou que os padr&#245;es disfuncionais encontrados, nos v&#225;rios estudos efectuados, apontavam para quadros cl&#237;nicos de predomin&#226;ncia difusa, assemelhando-se &#224;s s&#237;ndromes demenciais, mas apresentando, relativamente a estas, diferen&#231;as semiol&#243;gicas e din&#226;micas significativas. Do ponto de vista anatomocl&#237;nico, a constela&#231;&#227;o sintomatol&#243;gica neuropsicopatol&#243;gica da esquizofrenia (a que adiante nos referiremos de modo mais detalhado) correlaciona-se, nas mais das vezes, com altera&#231;&#245;es da histologia fronto-temporo-l&#237;mbica. Em muitos casos &#233; patente a dilata&#231;&#227;o dos ventr&#237;culos laterais ou ventriculomeg&#225;lia (Shelton &#38; Weinberger, 1986; Schwarzkopf <i>et al,</i> 1990). Alguns doentes apresentam um espessamento significativo do corpo caloso, conforme constataram, em estudos <i>post mortem,</i> Rosenthal e Bigelow (1982) e Nasrallah <i>et al.</i> (1983), e em investiga&#231;&#245;es <i>in vivo,</i> atrav&#233;s da resson&#226;ncia magn&#233;tica nuclear (Nasrallah <i>et al.,</i> 1986).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Reportando-nos, agora, mais proximamente, aos estudos neuropsicol&#243;gicos da esquizofrenia, de relev&#226;ncia incontest&#225;vel (Frith, 1995; Gray <i>et al,</i> 1991) parece haver dados &#8212; seguramente &#8212; sugestivos de compromissos de tipo pr&#233;-frontal, traduzidos por adinamia, no in&#237;cio (espont&#226;neo) da ac&#231;&#227;o, e acriticismo (Frith, 1995), que, no contexto da sintomatologia esquizofr&#233;nica, s&#227;o considerados sintomas &#34;negativos&#34; (ou de redu&#231;&#227;o da actividade). Por outro lado, a reactividade, descontextualizada e desinibida, aos est&#237;mulos que emanam do meio externo, sugere igualmente um compromisso pr&#233;-frontal. As altera&#231;&#245;es perceptivas, como as alucina&#231;&#245;es e os surtos delirantes, resultariam de uma desarmoniza&#231;&#227;o anatomofuncional c&#243;rtico-subcortical generalizada (onde, mais uma vez, as &#225;reas pr&#233;-frontais desempenham um papel crucial). As disfun&#231;&#245;es <i>positivas</i> da esquizofrenia parecem ser resultantes de uma altera&#231;&#227;o da funcionalidade c&#243;rtico-subcortical, havendo a destacar o papel das conex&#245;es entre o sistema l&#237;mbico (com relevo para o hipocampo) e os g&#226;nglios da base, no processo neuropsicopatol&#243;gico (Gray <i>et al,</i> 1991). Assim, esta perturba&#231;&#227;o da neuropsicofisiologia conduz a uma desarticula&#231;&#227;o entre controlos emocional e intencional, que presidem &#224; execu&#231;&#227;o da <i>ac&#231;&#227;o.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que toca &#224; actividade cognitivo-operativa que &#233;, como sabemos, a <i>&#225;rea de trabalho da neuropsicologia,</i> existe um sem-n&#250;mero de altera&#231;&#245;es consequentes &#224; instala&#231;&#227;o de um quadro esquizofr&#233;nico. Assim, e referenciando-nos &#224;s que mais frequentemente encontramos na nossa pr&#225;tica cl&#237;nica, temos:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">1) a anosognosia ou aus&#234;ncia de auto-consci&#234;ncia da doen&#231;a, que se pode correlacionar com altera&#231;&#245;es do processamento de informa&#231;&#227;o ao n&#237;vel da por&#231;&#227;o orbit&#225;ria das &#225;reas pr&#233;-frontais ou das regi&#245;es parietais do hemisf&#233;rio direito;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">2) a aus&#234;ncia da capacidade de planeamento sequenciado das actividades quotidianas, indicadora do constante envolvimento pr&#233;-frontal na esquizofrenia;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">3) o acriticismo, resultante de uma disfun&#231;&#227;o predominantemente orbitol&#237;mbica;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">4) a incapacidade para iniciar tarefas, de forma espont&#226;nea, que resultar&#225;, principalmente, de uma altera&#231;&#227;o da din&#226;mica pr&#233;-frontal dorsolateral;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">5) a disfun&#231;&#227;o da aten&#231;&#227;o, audioverbal e visuo-espacial, originada por um envolvimento difuso c&#243;rtico-subcortical;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">6) as altera&#231;&#245;es mn&#233;sicas (a curto, m&#233;dio e longo termo), que se constituem em sinais sugestivos do envolvimento dos lobos temporais no processo patol&#243;gico;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">7) as apraxias dos membros superiores (ideomotoras e ideativas), consequentes a uma din&#226;mica disfuncional fronto-parietal (predominantemente) hemisf&#233;rica esquerda;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">8) a estereoagnosia e a grafastesia, que se manifestam ap&#243;s compromisso parietal direito ou esquerdo;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">9) a desorienta&#231;&#227;o temporal, espacio-geogr&#225;fica e autops&#237;quica, tradutoras de um envolvimento <i>difuso</i> das estruturas encef&#225;licas e da no&#231;&#227;o direita/esquerda, comum nas les&#245;es ou disfun&#231;&#245;es parietais esquerdas;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">10) a diminui&#231;&#227;o qualitativa do vocabul&#225;rio, de tipo pr&#233;-frontal, com frequente persevera&#231;&#227;o;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">11) a prosopoagnosia ou n&#227;o reconhecimento de faces familiares, consequente a altera&#231;&#245;es da din&#226;mica temporal posterior bilateral (sendo geralmente a les&#227;o direita mais volumosa do que a esquerda).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cientes da vastid&#227;o, complexidade e pol&#233;mica do tema tratado, que seguramente n&#227;o se esgotar&#225; num artigo (por muito exaustivo que tente ser), procur&#225;mos fornecer uma vis&#227;o de conjunto dos principais aspectos neuropsicol&#243;gicos da esquizofrenia. No entanto, n&#227;o gostar&#237;amos de o encerrar sem aludir, embora de forma sucinta, a algumas correla&#231;&#245;es que parecem existir entre as altera&#231;&#245;es neuropsicol&#243;gicas e a neuroqu&#237;mica (conhecida!) dos quadros esquizofr&#233;nicos, e aos efeitos da medica&#231;&#227;o ao n&#237;vel das disfun&#231;&#245;es cognitivo-operativas (ou da actividade nervosa complexa). Assim, e no que toca ao primeiro aspecto, durante muito tempo defendeu-se a hip&#243;tese segundo a qual a esquizofrenia resultaria de uma hiperfun&#231;&#227;o dos neur&#244;nios dopamin&#233;rgicos (opondo-se &#224; doen&#231;a de Parkinson, causada por uma car&#234;ncia de funcionalidade dos neur&#244;nios produtores de dopamina). actualmente, o primado dopamin&#233;rgico j&#225; n&#227;o se colocar&#225; como explica&#231;&#227;o para a doen&#231;a, embora as altera&#231;&#245;es desta monoamina se mantenham presentes no processo patol&#243;gico. Acontece que a desregula&#231;&#227;o dopamin&#233;rgica parece associar-se a outras altera&#231;&#245;es neuroqu&#237;micas de tipo monoamin&#233;rgico. Assim, &#224;s disfun&#231;&#245;es daquele neurotransmissor juntar-se-&#227;o as que atingem a serotonina, t&#227;o importante na regula&#231;&#227;o dos estados afectivos, do ciclo sono/vigia e da mem&#243;ria, e a noradrenalina, fundamental para a integra&#231;&#227;o sensorial durante a vig&#237;lia (Meunie &#38; Shivallof, 1992). Por outro lado, parece-nos mais do que prov&#225;vel o envolvimento dos neur&#244;nios acetilcolin&#233;rgicos, j&#225; que a sua import&#226;ncia na din&#226;mica mn&#233;sica parece ser inquestion&#225;vel, sendo que esta est&#225; frequentemente alterada nos doentes esquizofr&#233;nicos.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, quanto &#224; terap&#234;utica neuropsicofarmacol&#243;gica da esquizofrenia tudo indica que os neurol&#233;pticos t&#234;m um efeito positivo sobre a sintomatologia ne uropsicol&#243;gica e comportamental <i>positiva;</i> pelo contr&#225;rio, o mesmo j&#225; n&#227;o acontece r&#225; com os sinais cognitivo-operativos e da conduta, de tipologia <i>negativa.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Coment&#225;rios finais</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em conclus&#227;o, a an&#225;lise neuropsicol&#243;gica da esquizofrenia aponta-nos uma situa&#231;&#227;o de (clara) difusibilidade anatomocl&#237;nica e de grande riqueza semiol&#243;gica que no entanto, e contrariando a ideia de Kraepelin, n&#227;o nos parece uma dem&#234;ncia <i>vera </i>tal como as que vemos diariamente em consequ&#234;ncia de doen&#231;as como as de Alzhe imer, Pick, Parkinson ou Creutzfeldt-Jackob.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, e defendendo a exist&#234;ncia inequ&#237;voca de uma interac&#231;&#227;o sistemicofuncional de todas as estruturas encef&#225;licas (&#224; boa maneira dessa constante e ilustre refer&#234;ncia que foi, e sempre ser&#225;, J. Hughling Jackson) poderemos, com uma dose apreci&#225;vel de seguran&#231;a, defender a ideia segundo a qual quaisquer les&#227;o ou disfun&#231;&#227;o que atinjam uma ou v&#225;rias &#225;reas que comp&#245;em o enc&#233;falo poder&#227;o sei potenciais causadoras de altera&#231;&#245;es de tipo esquizofreniforme, sejam elas predominantemente cognitivo-operativas ou comportamentais. No entanto, aquelas parecem ser mais comuns e graves, ap&#243;s compromisso mais ou menos maci&#231;o do eixo fronto-temporo-l&#237;mbico, o que se correlaciona positivamente com os achados neuro-imagiol&#243;gicos obtidos em grande n&#250;mero de doentes.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alzheimer, A. (1897). Beitrage zur pathologischen anatomie der himrinde und zur anatomischen grundlage der psychosen. <i>Monatsschrift Psychiatrie und Neurologie,</i> 2, 82-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481941&pid=S0874-2049200000010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frith, C. &#38; Done, D. (1988). Towards a neuropsychology of schizophrenia. <i>British Journal of Psychiatry, 153,</i>437-443.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481943&pid=S0874-2049200000010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Frith, C. (1995). <i>Neuropsychologie cognitive de la Schizophrenie.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481945&pid=S0874-2049200000010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gray, J., Feldon, J., Rawlins, J., Flemsley, D., &#38; Smith, A. (1991). The neuropsychology of schizophrenia. <i>Behavioural and Brain Sciences, 14,</i>1-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481947&pid=S0874-2049200000010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kraeplin, E. (1919). <i>Dementia Praecox and paraphrenia.</i> Edimburgo: E. &#38; S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481949&pid=S0874-2049200000010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Meunier, J-M., &#38; Shivallof, A. (1992). <i>Neurotransmetteurs: Bases neurobiologiques et pharmacologiques.</i> Paris: Masson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481951&pid=S0874-2049200000010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nasrallah, H., Mcalley, M., &#38; Rausher, F. (1983). A histological study of corpus callosum in subtypes of chronic schizophrenia. <i>Psychiatry Research, 8,</i>151-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481953&pid=S0874-2049200000010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nasrallah, H., Andreasen, N., &#38; Cofman, J. (1986). A controlled magnetic resonance study of corpus callosum thickness in schizophrenia. <i>Biological Psychiatry, 21, </i>174-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481955&pid=S0874-2049200000010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nasrallah, H., &#38; Weinberg, D. (1986). <i>Handbook of schizophrenia.</i> Amesterd&#226;o: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481957&pid=S0874-2049200000010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosenthal, R., &#38; Bigelow, L. (1982). Quantitative brain measurements in chronic schizophrenia. <i>Bristish Journal of Psychiatry, 121,</i>259-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481959&pid=S0874-2049200000010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Schwarzkopf, S., Olson, S., &#38; Nasrallah, H. (1990). Third and lateral ventricular volumes in schizophrenia. <i>Psychopharmacological Bulletin, 26,</i> 385-391.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481961&pid=S0874-2049200000010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shelton, R., &#38; Weinberger, D. (1986). X-ray computerized tomography studies in schizophrenia: A review and synthesis. In H. A. Nasrallah &#38; D. R. Weinberger (Ed.), <i>Handbook of schizophrenia</i> (Vol. I). Amesterd&#226;o: Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=481963&pid=S0874-2049200000010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>           ]]></body>
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