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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudantes dos PALOP no ensino superior português: Do acesso à progressão]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[PALOP Students in Portuguese Higher Education: From Access to Progression]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The access of the students from the portuguese-speaking african countries (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa - PALOP) to portuguese universities is made easy by the existence of co-operation agreements. As much as possible, students are placed in the institution and course they have applied to. Yet, there are some problems in their progress in higher education. In Portugal, their previous learning experience in another country involves challenges with different consequences. For some students, these challenges fulfil and stimulate their personal and social development, whereas other students find this a negative experience marked by social, economic and emotional hardship. When there is a limited multicultural perspective, the adaptation to a new culture may be difficult, as it is inevitably linked to language proficiency, to understanding rules guiding behaviour, and to adopting new values, attitudes and patterns of behaviour. As far as students from these portuguese-speaking african countries are concerned, their progress in higher education is clearly made more difficult because of inadequate previous learning, limited proficiency in portuguese, lack of support, difficult understanding of the subjects and difficult integration in the new community. Intervention in social skills and proficiency in portuguese would probably ease their adaptation and integration in the welcoming society. As in other european countries, Portugal has an increasingly heterogeneous student population from the point of view of the ethnic, cultural and linguistic diversity. In fact, this diversity should cause the country to pay closer attention to the issues considered in this context, in order to look for a more adequate answer.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Estudantes dos PALOP no ensino superior portugu&#234;s: Do acesso &#224; progress&#227;o</b></font></p>           <p><font face="Verdana" size="2"><b>PALOP Students in Portuguese Higher Education: From Access to Progression</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Heldemerina Samutelela Pires<sup>*</sup></b></font></p>         <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Universidade de &#201;vora, Departamento de Pedagogia e Educa&#231;&#231;o.</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O acesso dos estudantes dos Pa&#237;ses Africanos de L&#237;ngua Oficial Portuguesa (PALOP) &#224;s universidades portuguesas &#233; facilitado pela exist&#234;ncia de acordos de coopera&#231;&#227;o. Os estudantes s&#227;o colocados, sempre que poss&#237;vel, no par estabelecimento de ensino/curso pretendido. O problema levanta-se no contexto da sua progress&#227;o ao longo do Ensino Superior. A sua experi&#234;ncia de estudo noutro pa&#237;s envolve desafios que, para alguns, podem revelar-se enriquecedores e facilitadores do seu desenvolvimento pessoal e social enquanto, para outros, poder&#225; ser uma experi&#234;ncia negativa quando marcada por dificuldades de ordem social, econ&#243;mica e afectiva. A adapta&#231;&#227;o a uma nova cultura, inevitavelmente ligada ao dom&#237;nio da l&#237;ngua, &#224; compreens&#227;o de regras e normas orientadoras de comportamentos, &#224; adop&#231;&#227;o de novos valores, atitudes e padr&#245;es de comportamento, poder&#225; originar dificuldades quando existe uma perspectiva multicultural limitada. Relativamente aos estudantes dos PALOP salienta-se o facto de a sua progress&#227;o nos estudos ser agravada por uma inadequada forma&#231;&#227;o anterior, um fraco dom&#237;nio da l&#237;ngua portuguesa, falta de apoio, dificuldades na aprendizagem dos conte&#250;dos das disciplinas, e de integra&#231;&#227;o, entre outras. Provavelmente, uma interven&#231;&#227;o a n&#237;vel social e da aprendizagem dirigida sobretudo a uma aprendizagem correcta da l&#237;ngua portuguesa, facilitaria uma melhor adapta&#231;&#227;o e inser&#231;&#227;o na sociedade de acolhimento. Tal como outros pa&#237;ses europeus, Portugal &#233; um pa&#237;s com uma popula&#231;&#227;o estudantil cada vez mais heterog&#233;nea do ponto de vista da diversidade &#233;tnica, cultural e lingu&#237;stica o que, em certa medida, obriga a uma maior aten&#231;&#227;o &#224;s quest&#245;es levantadas neste contexto, buscando respostas mais adequadas &#224; resolu&#231;&#227;o de determinadas situa&#231;&#245;es problem&#225;ticas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Desenvolvimento; adapta&#231;&#227;o; multiculturalismo; integra&#231;&#227;o; aprendizagem; interven&#231;&#227;o.</font></p>              <hr size="1" noshade>           <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">The access of the students from the portuguese-speaking african countries (Pa&#237;ses Africanos de L&#237;ngua Oficial Portuguesa &#8212; PALOP) to portuguese universities is made easy by the existence of co-operation agreements. As much as possible, students are placed in the institution and course they have applied to.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Yet, there are some problems in their progress in higher education. In Portugal, their previous learning experience in another country involves challenges with different consequences. For some students, these challenges fulfil and stimulate their personal and social development, whereas other students find this a negative experience marked by social, economic and emotional hardship. When there is a limited multicultural perspective, the adaptation to a new culture may be difficult, as it is inevitably linked to language proficiency, to understanding rules guiding behaviour, and to adopting new values, attitudes and patterns of behaviour. As far as students from these portuguese-speaking african countries are concerned, their progress in higher education is clearly made more difficult because of inadequate previous learning, limited proficiency in portuguese, lack of support, difficult understanding of the subjects and difficult integration in the new community. Intervention in social skills and proficiency in portuguese would probably ease their adaptation and integration in the welcoming society. As in other european countries, Portugal has an increasingly heterogeneous student population from the point of view of the ethnic, cultural and linguistic diversity. In fact, this diversity should cause the country to pay closer attention to the issues considered in this context, in order to look for a more adequate answer.</font></p>          <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A vinda de estudantes dos PALOP com o objectivo expresso de continuar os seus estudos em pa&#237;ses ocidentais (industrializados) em Portugal em particular resulta, fundamentalmente, da necessidade de os governos desses pa&#237;ses solucionarem a falta de quadros a&#237; existente. Mas, por outro lado, o estudante satisfaz um dos seus objectivos: estudar no estrangeiro; sair do pa&#237;s que, muitas vezes, n&#227;o lhe proporciona as condi&#231;&#245;es desej&#225;veis para a sua forma&#231;&#227;o e desenvolvimento (Grillo, 1993). Assim, o estado deixa de estar pressionado pelos jovens que pretendem continuar os seus estudos, uma vez que o seu pr&#243;prio pa&#237;s n&#227;o &#233; capaz de lhes proporcionar meios favor&#225;veis &#224; realiza&#231;&#227;o de um curso superior.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora apresentando graves insufici&#234;ncias cient&#237;ficas e pedag&#243;gicas, os pa&#237;ses pertencentes a este grupo (exceptuando S. Tom&#233; e Pr&#237;ncipe) t&#234;m algumas universidades p&#250;blicas e privadas ou escolas superiores. No caso particular de S. Tom&#233; e Pr&#237;ncipe, toda a forma&#231;&#227;o acad&#233;mica superior &#233; actualmente feita em universidades estrangeiras do mundo ocidental. O estado portugu&#234;s, baseado nos acordos de coopera&#231;&#227;o com os Pa&#237;ses Africanos de L&#237;ngua Oficial Portuguesa (PALOP), tem admitido nas suas universidades muitos estudantes origin&#225;rios desses pa&#237;ses. Os estudantes t&#234;m acesso ao Ensino Superior atrav&#233;s dos regimes especiais, ao abrigo dos acordos de coopera&#231;&#227;o firmados pelo estado portugu&#234;s.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dados fornecidos pela Direc&#231;&#227;o de Servi&#231;os do Acesso ao Ensino Superior indicam que, de 1994 a 1998, foram colocados nas universidades p&#250;blicas portuguesas 1703 estudantes nestas condi&#231;&#245;es. No ano lectivo de 1998/99, tiveram acesso ao Ensino Superior 595 estudantes. Destes, 102 foram colocados ao abrigo dos mesmos regimes, mas como funcion&#225;rios estrangeiros de miss&#227;o diplom&#225;tica creditada em Portugal ou seus familiares aqui residentes. Os estudantes abrangidos por estes regimes s&#227;o colocados sempre que poss&#237;vel no par estabelecimento/curso pretendido. O n&#250;mero m&#233;dio anual de acesso aos diferentes cursos est&#225; dependente dos limites de capacidade de acolhimento das institui&#231;&#245;es de Ensino Superior. No entanto, a decis&#227;o sobre a coloca&#231;&#227;o &#233; da compet&#234;ncia do Director-Geral do Ensino Superior, ap&#243;s a audi&#231;&#227;o pr&#233;via dos estabelecimentos de ensino.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A maioria destes estudantes frequenta o Ensino Superior com bolsas de estudo concedidas por institui&#231;&#245;es portuguesas nomeadamente: Instituto da Coopera&#231;&#227;o Portuguesa (Minist&#233;rio dos Neg&#243;cios Estrangeiros), Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian e institui&#231;&#245;es religiosas, mas tamb&#233;m por institui&#231;&#245;es do pr&#243;prio pa&#237;s de origem do estudante. Um volume importante destas bolsas &#233; atribu&#237;do pelo Instituto da Coopera&#231;&#227;o Portuguesa, actualmente com 970 bolseiros. No ano lectivo 1998/99, foram atribu&#237;das 170 novas bolsas. Cerca de 600 bolseiros encontram-se em licenciaturas, mestrados e doutoramentos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A disponibilidade para atribui&#231;&#227;o de bolsas &#233; vari&#225;vel. Cada pa&#237;s procede &#224; selec&#231;&#227;o dos bolseiros e apresenta os seus candidatos ao Instituto da Coopera&#231;&#227;o Portuguesa, que atribui as bolsas, tendo em considera&#231;&#227;o alguns aspectos. Estes aspectos t&#234;m a ver com a dimens&#227;o do pa&#237;s, &#225;reas de necessidade e exist&#234;ncia ou n&#227;o de estabelecimentos de Ensino Superior. Os estudantes t&#234;m direito a usufruir da bolsa de estudos durante um per&#237;odo equivalente ao n&#250;mero de anos do curso mais um. A renova&#231;&#227;o da bolsa &#233; feita anualmente, seguindo as (mesmas) regras em vigor para os estudantes bolseiros portugueses. No entanto, verifica-se uma certa flexibilidade em casos especiais como, por exemplo, doen&#231;a justificada ou quando o aluno se encontra no &#250;ltimo ano do curso.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dado que no pa&#237;s de origem o Ensino B&#225;sico e Secund&#225;rio tem apenas 11 anos de escolaridade, em Portugal, os estudantes frequentam no Ensino Secund&#225;rio o 12.&#176; ano, antes da sua entrada no Ensino Superior, com a finalidade de completar os 12 anos de escolaridade. Esta situa&#231;&#227;o ocorre com todos os estudantes origin&#225;rios dos PALOP, exceptuando os de Cabo-Verde que, no seu pa&#237;s, frequentam no Ensino B&#225;sico e Secund&#225;rio 12 anos de escolaridade, sendo o seu curr&#237;culo equivalente ao do estado portugu&#234;s. Apenas &#233; exigido que o aluno obtenha aprova&#231;&#227;o nas disciplinas que frequenta sem ser necess&#225;ria uma m&#233;dia de acesso ao curso que deseja.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Do exposto depreende-se que o acesso para estes estudantes, desde que o governo do seu pa&#237;s apresente a candidatura e existam vagas, &#233; realizado com facilidade. O que &#233; pouco claro s&#227;o as condi&#231;&#245;es em que ocorre a progress&#227;o atrav&#233;s do Ensino Superior para esses estudantes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A experi&#234;ncia de estudo noutro pa&#237;s</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A experi&#234;ncia de estudar num pa&#237;s estrangeiro deixar&#225; provavelmente uma marca para toda a vida (Fumham, 1997). Essa experi&#234;ncia poder&#225; revelar-se negativa quando marcada, por exemplo, pela solid&#227;o, isolamento e rejei&#231;&#227;o do &#34;pa&#237;s&#34; de acolhimento, viv&#234;ncias que ocorrem com alguns. Mas, para outros, a experi&#234;ncia de estudar fora do seu pr&#243;prio pa&#237;s &#233; extremamente enriquecedora, a tal ponto que alguns estudantes preferem nunca regressar e continuar a viver no pa&#237;s que durante alguns anos os acolheu para continuar os estudos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Fumham e Tresize (1983) sugerem que os problemas que os estudantes estrangeiros enfrentam s&#227;o aqueles que t&#234;m a ver, entre outros, com o facto de viver numa cultura estrangeira (a discrimina&#231;&#227;o racial, o problema do dom&#237;nio da l&#237;ngua, a dificuldade econ&#243;mica, a solid&#227;o e o isolamento) e com o facto de ser jovem adulto, na medida em que, nesta fase particular de desenvolvimento, o indiv&#237;duo tenta ultrapassar problemas ligados a afirma&#231;&#227;o da sua independ&#234;ncia afectiva e intelectual, bem como problemas acad&#233;micos associados &#224; aprendizagem no Ensino Superior. A identidade e o desenvolvimento do projecto vocacional s&#227;o quest&#245;es que tamb&#233;m se colocam nesta etapa do desenvolvimento do indiv&#237;duo (Gon&#231;alves &#38; Cruz, 1988).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Fumham (1997), adaptar-se &#224; nova cultura e o sentimento de nostalgia relativamente &#224; fam&#237;lia e ao pa&#237;s de origem s&#227;o as dificuldades mais comuns nos estudantes que estudam longe do seu pa&#237;s. Assim, o encontro com a nova cultura poder&#225; precipitar alguma ansiedade que resulta da perda de signos e s&#237;mbolos familiares no percurso social do estudante. H&#225;, at&#233; certo ponto, uma falta de pontos de refer&#234;ncia, como, por exemplo, normas sociais e regras para orientar as suas ac&#231;&#245;es e compreender o comportamento dos outros. Esta experi&#234;ncia de transi&#231;&#227;o da sua pr&#243;pria cultura para a do pa&#237;s de acolhimento poder&#225; funcionar como um espa&#231;o para adop&#231;&#227;o de novos valores, atitudes e padr&#245;es de comportamento e, provavelmente, ser&#225; importante para o crescimento pessoal (Adler, 1975). Ao encontro destas refer&#234;ncias v&#227;o os dados obtidos a partir de um estudo efectuado por Carvalho (1995). Esse estudo revela que o desconhecimento do meio surge como a primeira dificuldade mais sentida pelos estudantes dos PALOP ap&#243;s a sua chegada a Portugal. No entanto, os estudos mostram tamb&#233;m que uma maior base de conhecimento ou experi&#234;ncia multicultural pode facilitar a adapta&#231;&#227;o a uma nova cultura. Obviamente, este n&#227;o &#233; o caso dos estudantes africanos que trazem uma perspectiva multicultural limitada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O sentimento de nostalgia &#233; igualmente comum, tanto em indiv&#237;duos do sexo feminino como do sexo masculino. Este sentimento &#233; caracterizado por uma forte preocupa&#231;&#227;o com pensamentos relativos &#224; casa, &#224; fam&#237;lia; uma percebida necessidade de voltar para casa; um sentimento de pesar (dor) relacionado com a casa, familiares, lugares e coisas e, al&#233;m disso, um sentimento frequente de infelicidade, desconforto e desorienta&#231;&#227;o no novo lugar (Furnham, 1997). Fisher e Hood (1987) estudaram a associa&#231;&#227;o entre refer&#234;ncia &#224; melancolia e falhas cognitivas, fraca concentra&#231;&#227;o e diminui&#231;&#227;o da qualidade do trabalho. Os dados obtidos sugeriram que este &#233; um fen&#243;meno potencialmente importante, exercendo uma influ&#234;ncia consider&#225;vel na realiza&#231;&#227;o acad&#233;mica, pelo menos a curto prazo. Este sentimento, de acordo com os autores, parece ser uma fonte consider&#225;vel de <i>stress</i> para a grande maioria dos estudantes que estudam longe de casa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>As dificuldades espec&#237;ficas dos estudantes dos PALOP</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A par das dificuldades anteriormente referidas, que provavelmente afectar&#227;o a maioria dos estudantes que estudam num pa&#237;s que n&#227;o &#233; o seu, os estudantes dos PALOP confrontam-se com outros problemas impeditivos da sua progress&#227;o normal no Ensino Superior. Alguns destes problemas s&#227;o inerentes &#224; condi&#231;&#227;o marcada pela sua situa&#231;&#227;o de estrangeiros de pa&#237;ses do terceiro mundo, que t&#234;m possibilidades diferentes de negociar acordos que defendam os seus estudantes (Pacheco, 1996). Os outros dizem respeito &#224; pr&#243;pria situa&#231;&#227;o de aprendizagem (inadequa&#231;&#227;o da forma&#231;&#227;o anterior, grau de dificuldade das mat&#233;rias, aquisi&#231;&#227;o de material escolar, dom&#237;nio da l&#237;ngua portuguesa, desconhecimento do modo de funcionamento do curso, etc.) e &#224;s condi&#231;&#245;es de vida (falta de apoio e encaminhamento e ainda dificuldades na integra&#231;&#227;o) (Carvalho, 1995; Samutelela, 1996).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A inadequa&#231;&#227;o da forma&#231;&#227;o anterior &#233; um problema que dever&#225; ser imputado aos pa&#237;ses de origem dos estudantes. Esses pa&#237;ses apresentam, n&#227;o s&#243; caracter&#237;sticas socioculturais, bem como indicadores do n&#237;vel educativo extremamente baixos. Estas caracter&#237;sticas s&#227;o comuns a um vasto conjunto de pa&#237;ses, onde tamb&#233;m se verificam a presen&#231;a de governos inst&#225;veis, estruturas mal adaptadas &#224;s realidades socioculturais, um crescimento populacional muito acelerado, assim como o decl&#237;nio da economia associado a baixos or&#231;amentos para a educa&#231;&#227;o (Chantebout, 1989). Uma popula&#231;&#227;o na sua maioria constitu&#237;da por jovens e crian&#231;as leva a uma grande procura da educa&#231;&#227;o quando se verifica uma significativa falta de meios, tanto a n&#237;vel dos agentes de ensino, como no plano dos recursos financeiros. O sistema de ensino, adoptado dos pa&#237;ses ocidentais e implantando nesses pa&#237;ses, evidencia uma baixa qualidade generalizada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estudos efectuados por Guterres e colaboradores (1986), e por Grilo (1993), mostram que a qualidade geral do ensino nos PALOP &#233; baixa e que o problema surge como consequ&#234;ncia da massifica&#231;&#227;o do acesso ao ensino, associada &#224;s condi&#231;&#245;es de extrema car&#234;ncia em que tem lugar o processo de ensino-aprendizagem. De acordo com os autores, desta situa&#231;&#227;o resultam deficientes taxas de aproveitamento no Ensino B&#225;sico e Secund&#225;rio. Os autores referem ainda que, mais flagrantemente, os factores que influem sobre a qualidade da educa&#231;&#227;o s&#227;o uma insuficiente qualifica&#231;&#227;o do pessoal docente, car&#234;ncia absoluta de materiais did&#225;cticos, degrada&#231;&#227;o e falta de instala&#231;&#245;es, inadequa&#231;&#227;o dos conte&#250;dos program&#225;ticos, entre outros aspectos negativos. E, entre os indicadores mais preocupantes que influenciam a baixa qualidade de ensino, salienta-se a deficiente forma&#231;&#227;o do pessoal docente decorrente da m&#237;nima percentagem de professores que possuem habilita&#231;&#245;es pr&#243;prias para o n&#237;vel de ensino que se encontram a leccionar (Guterres <i>et al,</i> 1986). Claro est&#225; que as caracter&#237;sticas pedag&#243;gicas brevemente descritas influenciar&#227;o negativamente o percurso acad&#233;mico destes estudantes no Ensino Superior, justificando, em parte, as dificuldades sentidas na aprendizagem dos conte&#250;dos acad&#233;micos e, at&#233; mesmo, na inser&#231;&#227;o e adapta&#231;&#227;o ao meio acad&#233;mico e &#224; sociedade de acolhimento.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A dificuldade a n&#237;vel da aprendizagem dos conte&#250;dos traduz-se no fraco aproveitamento. Um estudo que envolveu estudantes dos PALOP na Universidade de Coimbra concluiu pela exist&#234;ncia de diferen&#231;as significativas no rendimento acad&#233;mico, quando s&#227;o comparadas as taxas de reprova&#231;&#227;o destes estudantes com as dos estudantes portugueses (Samutelela, 1996). Ao conjunto de circunst&#226;ncias pedag&#243;gicas negativas que condicionam o processo de ensino-aprendizagem, tanto para os que estudam dentro do pa&#237;s, como para aqueles que continuam os seus estudos noutro pa&#237;s, acresce o factor lingu&#237;stico e cultural que, de um modo geral, se encontra estreitamente ligado ao processo de adapta&#231;&#227;o de um indiv&#237;duo a um meio novo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Figueroa (1995), a cultura, no seu sentido mais amplo, abarca tudo o que &#233; criado e transmitido pelo homem numa dada sociedade (princ&#237;pios b&#225;sicos, valores, sistemas de cren&#231;as, etc.) e que o orienta num estilo de vida particular. O autor considera que o ponto central de uma estrutura cultural tem a ver com a maneira como os seus membros concebem e percebem, no mundo, a sua rela&#231;&#227;o com os outros indiv&#237;duos ou grupos, bem como com o modo como se posicionam nele. Assim, o estudante dos PALOP ou outro que estuda fora do seu pa&#237;s, ao contactar com a nova cultura, &#233; levado a compreender um conjunto de viv&#234;ncias e princ&#237;pios b&#225;sicos orientadores desta. Alguns elementos n&#227;o lhe ser&#227;o estranhos e facilmente identificar-se-&#225; com eles. Por&#233;m, outros poder&#227;o ser entendidos como estrangeiros o que, em certa medida, ir&#225; influenciar a sua integra&#231;&#227;o no novo meio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um estudo realizado por Carvalho (1995) toma evidente que a integra&#231;&#227;o social dos estudantes origin&#225;rios dos PALOP &#233; insuficiente. A sua conviv&#234;ncia e relacionamento com os colegas portugueses &#233; mediamente positiva, contudo verificam-se algumas reservas, o que, de facto, n&#227;o impede que uma parte consider&#225;vel dos estudantes n&#227;o experimente o &#34;fen&#243;meno&#34; de viver em <i>gheto</i> relativamente &#224;s suas rela&#231;&#245;es sociais e de amizade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O dom&#237;nio da l&#237;ngua portuguesa surge como uma das dificuldades apontadas pelos estudantes dos PALOP (Carvalho, 1995). Essas dificuldades observadas no dom&#237;nio da l&#237;ngua portuguesa ir&#227;o, provavelmente, de um modo particular, agravar e influenciar negativamente a aprendizagem, a inser&#231;&#227;o e a adapta&#231;&#227;o ao meio. A l&#237;ngua portuguesa &#233; adoptada pelos PALOP como obrigat&#243;ria em todas as ocasi&#245;es oficiais e espa&#231;os p&#250;blicos. Por&#233;m os dados apontam para a exist&#234;ncia de elevadas taxas de repet&#234;ncia, atribu&#237;das, em grande parte, ao <i>d&#233;fice</i> ao n&#237;vel da l&#237;ngua portuguesa. Esse <i>d&#233;fice</i> verifica-se tanto nos professores como nos alunos, revelado por um fraco dom&#237;nio do portugu&#234;s.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A l&#237;ngua &#233; uma forma particular que a linguagem assume no contexto de uma dada comunidade social (Saussure, 1975). Portanto, a l&#237;ngua &#233; entendida como uma forma de designar aspectos e elementos do mundo f&#237;sico, psicol&#243;gico e social. Segundo Bemstein (1975), a estrutura social concebe formas lingu&#237;sticas ou c&#243;digos distintos que t&#234;m como fun&#231;&#227;o essencial n&#227;o s&#243; transmitir a cultura, como tamb&#233;m condicionam os comportamentos dos indiv&#237;duos. Assim, um fraco dom&#237;nio da l&#237;ngua portuguesa penalizar&#225; estes estudantes, dificultando o acesso &#224; compreens&#227;o de alguns comportamentos e princ&#237;pios orientadores no contexto da sociedade que os acolhe e, a n&#237;vel acad&#233;mico, gerando dificuldades em perceber os conte&#250;dos de aprendizagem. Como &#233; evidente, estas condi&#231;&#245;es revelam antecipadamente que estes estudantes, estando na universidade, ter&#227;o grande dificuldade em progredir no Ensino Superior.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Claro est&#225; que os estudantes africanos s&#227;o uma minoria entre outras residentes neste pa&#237;s, o que, de facto, levanta quest&#245;es de v&#225;ria ordem<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>. Mas tamb&#233;m s&#227;o um grupo heterog&#233;neo, e isso requer estrat&#233;gias de abordagem diferentes para responder &#224;s suas necessidades acad&#233;micas e sociais. No entanto, as dificuldades no percurso universit&#225;rio seriam atenuadas com uma interven&#231;&#227;o, ao n&#237;vel social e da pr&#243;pria aprendizagem, dirigida a estes estudantes, por forma a permitir uma melhor adapta&#231;&#227;o e inser&#231;&#227;o na sociedade de acolhimento, que lhes garanta n&#227;o s&#243; o desenvolvimento de projectos de vida como tamb&#233;m a estrutura&#231;&#227;o de uma identidade s&#243;lida baseada no respeito por si pr&#243;prio e pelo outro.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Cobb (1976) sugere que o suporte social fornece &#224; pessoa tr&#234;s tipos de informa&#231;&#227;o: saber que se &#233; amado e protegido; estimado e valorizado; e que se faz parte de uma estrutura de comunica&#231;&#227;o com m&#250;tua obriga&#231;&#227;o. Isto significa que, muito provavelmente, o estudante estrangeiro, fazendo parte de uma s&#243;lida estrutura de suporte (apoio), poder&#225; ajustar-se melhor quando comparado com aquele que n&#227;o pertence a nenhuma estrutura semelhante.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; evidente que existe um conjunto de circunst&#226;ncias negativas em torno da progress&#227;o do estudante dos PALOP nas universidades portuguesas. Neste contexto, assume uma grande import&#226;ncia a influ&#234;ncia das condi&#231;&#245;es socioecon&#243;micas, culturais e educativas dos pa&#237;ses de origem, assim como os aspectos relacionados com a adapta&#231;&#227;o e inser&#231;&#227;o na sociedade de acolhimento. Por&#233;m, &#233; de real&#231;ar a import&#226;ncia do dom&#237;nio da l&#237;ngua na compreens&#227;o e na aprendizagem dos conte&#250;dos das disciplinas, tomando-se deste modo &#250;til que estes estudantes tenham um pleno dom&#237;nio da l&#237;ngua portuguesa escrita e oral, uma vez que ela surge como um pr&#233;-requisito indispens&#225;vel &#224; aprendizagem acad&#233;mica e da pr&#243;pria cultura. Neste contexto surge, para aqueles que investigam no Ensino Superior, ensinam e avaliam, controlam e fazem auditorias, a necessidade de dar tamb&#233;m aten&#231;&#227;o &#224;s quest&#245;es da diversidade &#233;tnica e da progress&#227;o das minorias, atrav&#233;s e &#34;fora&#34; da universidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; importante admitir que o mundo, de uma maneira geral, e a Europa em particular, caracterizam-se pela multiculturalidade. No sistema escolar portugu&#234;s verifica-se que a popula&#231;&#227;o estudantil &#233;, cada vez mais, heterog&#233;nea do ponto de vista da diversidade &#233;tnica, cultural e lingu&#237;stica. Por isso, ser&#225; necess&#225;rio reconhecer e valorizar todos os contributos positivos dessa diversidade, a sua riqueza, bem como as m&#250;ltiplas perspectivas que ela pode abrir na busca de respostas mais adequadas &#224; resolu&#231;&#227;o de determinadas situa&#231;&#245;es. Neste sentido, atribuir-se-ia um valor acrescido &#224; coopera&#231;&#227;o com estes pa&#237;ses, na medida em que se iria favorecer o desenvolvimento de compet&#234;ncias e conhecimentos indispens&#225;veis ao desenvolvimento e &#224; forma&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos, permitido-lhes compreender e influenciar positivamente o desenvolvimento do seu pa&#237;s.</font></p>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>            <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1">Grupo &#233;tnico minorit&#225;rio &#233; aquele que &#233; pol&#237;tica, econ&#243;mica c socialmente sub-representado, ou ent&#227;o, grupo que por legisla&#231;&#227;o social tem estado desligado do acesso ao Ensino Superior. &#201; um termo entendido n&#227;o para implicar um estatuto que &#233; inferior ao de outros grupos mas apenas para descrever uma representa&#231;&#227;o num&#233;rica (Wright, 1987).</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Adler, P. (1975). The transition experience: An alternative view of culture shock. <i>Journal of Humanistic Psychology,</i> 15,13-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483350&pid=S0874-2049200000020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bernstein, B. (1975). <i>Langage et classes sociales.</i> Paris: Minuit.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483352&pid=S0874-2049200000020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Carvalho, A. (1995). <i>Pol&#237;tica de atribui&#231;&#227;o e gest&#227;o de boisas de estudo e situa&#231;&#227;o dos formandos dos PALOPem Portugal.</i> Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483354&pid=S0874-2049200000020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chantebout, B. (1989). <i>Le thiers monde.</i> Paris: Armand Colin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483356&pid=S0874-2049200000020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Cobb, A. (1976). Social support as moderator of life stress. <i>Psyclmsomatic Medicine,</i> 38, 300-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483358&pid=S0874-2049200000020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Figueroa, P. (1995). Particularismes et universalisme: Probl&#233;matique des identit&#233;s &#8212; questions &#233;ducatives. In M. Dadsi (Ed.), <i>Particularismes et univerdalisme: La probl&#233;matique des identit&#233;s.</i> Estrasburgo: Conseil de l&#39;Europe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483360&pid=S0874-2049200000020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Fisher, S. &#38; Hood, B. (1987). The stress of the transition to university: A longitudinal study of psychological disturbance, absent-mindness and vulnerability to homesickness. <i>British Journal of Psychology,</i> 78, 425-441.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483362&pid=S0874-2049200000020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Furnham, A. (1997). The experience of being an overseas student. In D. McNamara &#38; R. Harris (Eds.), <i>Overseas students in higher education.</i> Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483364&pid=S0874-2049200000020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Furnham, A. &#38; Tresize, L. (1983). The mental health of foreing student. <i>Social Science and Medicine</i>, 17,365-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483366&pid=S0874-2049200000020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gon&#231;alves, O. &#38; Cruz, J. (1988). A organiza&#231;&#227;o e implementa&#231;&#227;o de servi&#231;os universit&#225;rios de consulta psicol&#243;gica e desenvolvimento humano. <i>Revista Portuguesa de Educa&#231;&#227;o,</i> 1(1), 127-145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483368&pid=S0874-2049200000020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grilo, M. (1993). Projectos e incentivos na forma&#231;&#227;o de quadros dos PALOP. Comunica&#231;&#227;o apresentada nas <i>Jornadas Universit&#225;rias Lus&#243;fonas.</i> Coimbra: Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483370&pid=S0874-2049200000020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grilo, M. <i>et al.</i> (1987a). <i>A educa&#231;&#227;o na Rep&#250;blica de Cabo Verde.</i> Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483372&pid=S0874-2049200000020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Grilo, M. <i>et al.</i> (1987b). <i>A educa&#231;&#227;o na Rep&#250;blica de S. Tom&#233; e Pr&#237;ncipe.</i> Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483374&pid=S0874-2049200000020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Guterres, A. <i>etal.</i> (1986). <i>A educa&#231;&#227;o na Rep&#250;blica da Guin&#233;-Bissau.</i> Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483376&pid=S0874-2049200000020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Pacheco, N. (1996). <i>Tempos de &#34;sozinhez&#34; em Pas&#225;rgada: Estrat&#233;gias identit&#225;rias de estudantes dos PALOP em Portugal,</i> Disserta&#231;&#227;o de Doutoramento. Porto: Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade do Porto.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Samutelela, H. (1996). An&#225;lise do insucesso escolar dos estudantes dos PALOP na Universidade de Coimbra numa perspectiva transcultural. <i>Revista Africana,</i> 16, 91-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483379&pid=S0874-2049200000020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Saussure, F. (1975). <i>Cours de linguistique g&#233;n&#233;rale.</i> Paris: Payot.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483381&pid=S0874-2049200000020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wright, D. (1987). <i>Responding to the needs of today&#39;s minority students.</i> S&#227;o Francisco: Jossey-Bass Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483383&pid=S0874-2049200000020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>       ]]></body>
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