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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Promover o sucesso académico: Um estudo de caso relativo ao departamento de química da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Promoting Academic Success: A Case Study Relative to the Chemistry Department of the Faculty of Sciences, University of Porto]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present paper presents the broad lines of a plan for educational intervention in order to improve the situation detected in the Chemistry Department of the Faculty of Sciences, University of Porto, the main characteristic of which was the great "volatility" of its students. The idea is to act in the various aspects of the most important dynamic system in the department (its first degree in Chemistry), using a systemic approach. The most salient aim of this intervention is to increase the students' motivation, presenting Chemistry in a more attractive way, with a curricular organization based on episodes or chemical storylines, following a tendency that has developed in the UK for Secondary Education that in recent years has been extended to the University's first years (SALTERS curriculum originated at the Chemistry Department, University of York). The psychological basis of such an highly motivating approach is based on Tulving's distinction between semantic and episodic memory, implying that learning is more effective when one constructs his own knowledge, starting from cases or stories and finishing in the concepts. Three types of curricular activities are proposed: the stories - chemical storylines - presented as much as possible in an attractive and motivating newspaper format, covering all the most important chemical related problems of today's world and everyday life, the chemical ideas, organized similarly to the current textbooks, but with links to the episodical structure of the chemical storylines, and the chemical activities, helping to consolidate the acquired knowledge and aptitudes. The inclusion of tutorial sessions and some other curricular modifications of the course, apart from the above first year ones, are proposed, as well as modifications in the structure of the degree and of the Faculty.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sucesso académico]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[desenvolvimento curricular]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Promover o sucesso acad&#233;mico</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Um estudo de caso relativo ao departamento de qu&#237;mica da Faculdade de Ci&#234;ncias da Universidade do Porto</b></font></p>            <p><font face="Verdana" size="2"><b>Promoting Academic Success: A Case Study Relative to the Chemistry Department of the Faculty of Sciences, University of Porto </b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Duarte Costa Pereira<sup>*</sup>; Leonor Queiroz de Lencastre<sup>**</sup>; Marina Serra de Lentos<sup>***</sup>; Marina Prista Guerra<sup>****</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Universidade do Porto. Faculdade de Ci&#234;ncias</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>**-****</sup>Universidade do Porto. Faculdade de Psicologia e Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o</font></p>          <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo apresenta as linhas gerais duma interven&#231;Ao que se destina a melhorar a situa&#231;&#227;o detectada no Departamento de Qu&#237;mica da Faculdade de Ci&#234;ncias da Universidade do Porto e caracterizada principalmente por uma grande volatilidade do corpo discente. Procura-se actuar duma forma sist&#233;mica em v&#225;rios aspectos do mais importante sistema din&#226;mico contido no departamento, a sua licenciatura em Qu&#237;mica. A ideia mais saliente desta interven&#231;&#227;o &#233; a de criar um aumento da motiva&#231;&#227;o nos alunos, apresentando a Qu&#237;mica duma forma atractiva, organizada curricularmente por epis&#243;dios ou por hist&#243;rias qu&#237;micas, de acordo com uma tend&#234;ncia que se generalizou em Inglaterra, primeiro para o ensino secund&#225;rio c que agora se tem vindo a expandir aos pri&#237;ficiros anos da universidade <i>(curriculum</i> SALTERS com origem no Departamento de Qu&#237;mica da Universidade de Iorque). A base psicol&#243;gica desta organiza&#231;&#227;o, altamente motivadora, &#233; a de que sc aprende melhor quando se constr&#243;i o pr&#243;prio conhecimento, caminhando duma perspectiva epis&#243;dica para uma sem&#226;ntica. Nessa medida existem tr&#234;s tipos de actividades curriculares: (i) as hist&#243;rias qu&#237;micas, apresentadas duma forma jornal&#237;stica, atractiva, motivadora e englobando os importantes problemas sobre que a Qu&#237;mica se debru&#231;a nos nossos dias; (ii) as ideias qu&#237;micas, com uma organiza&#231;&#227;o sem&#226;ntica semelhante &#224;s dos vulgares livros de texto, mas totalmente referenciada &#224; estrutura epis&#243;dica das hist&#243;rias; (iii) as actividades qu&#237;micas, que ajudam a consolidar o conhecimento e as aptid&#245;es adquiridas. Prop&#245;e-se tamb&#233;m a introdu&#231;&#227;o de tutorias e algumas altera&#231;&#245;es curriculares do curso, bem como das estruturas envolventes das licenciaturas e da faculdade.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Sucesso acad&#233;mico; aprendizagem em ci&#234;ncias; desenvolvimento curricular.</font></p>          <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2">The present paper presents the broad lines of a plan for educational intervention in order to improve the situation detected in the Chemistry Department of the Faculty of Sciences, University of Porto, the main characteristic of which was the great &#34;volatility&#34; of its students. The idea is to act in the various aspects of the most important dynamic system in the department (its first degree in Chemistry), using a systemic approach. The most salient aim of this intervention is to increase the students&#39; motivation, presenting Chemistry in a more attractive way, with a curricular organization based on episodes or chemical storylines, following a tendency that has developed in the UK for Secondary Education that in recent years has been extended to the University&#39;s first years (SALTERS curriculum originated at the Chemistry Department, University of York). The psychological basis of such an highly motivating approach is based on Tulving&#39;s distinction between semantic and episodic memory, implying that learning is more effective when one constructs his own knowledge, starting from cases or stories and finishing in the concepts. Three types of curricular activities are proposed: the stories &#8212; chemical storylines &#8212; presented as much as possible in an attractive and motivating newspaper format, covering all the most important chemical related problems of today&#39;s world and everyday life, the chemical ideas, organized similarly to the current textbooks, but with links to the episodical structure of the chemical storylines, and the chemical activities, helping to consolidate the acquired knowledge and aptitudes. The inclusion of tutorial sessions and some other curricular modifications of the course, apart from the above first year ones, are proposed, as well as modifications in the structure of the degree and of the Faculty.</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>              <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise dos dados, recentemente recolhidos, relativamente ao Departamento de Qu&#237;mica da Faculdade de Ci&#234;ncias da Universidade do Porto, por uma equipa que investiga os factores de sucesso/insucesso no primeiro ano dos cursos de licenciatura da Faculdade de Ci&#234;ncias da Universidade do Porto constituiu o ponto de partida para uma reflex&#227;o aprofundada sobre as principais defici&#234;ncias sist&#233;micas do Departamento de Qu&#237;mica, especificamente nos aspectos que mais se relacionam com a licenciatura em Qu&#237;mica, bem como sobre a implementa&#231;&#227;o de poss&#237;veis solu&#231;&#245;es para as defici&#234;ncias detectadas<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a>.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nos tempos que correm, &#233; sabido que os problemas pedag&#243;gicos s&#227;o complexos (Pourtois &#38; Desmet, 1997) e precisam de ser abordados sistemicamente (Ler-bert, 1997). Da&#237; que a melhoria do curso de licenciatura em Qu&#237;mica e a sua utilidade para os alunos e para a sociedade sejam indissoci&#225;veis das quest&#245;es demogr&#225;ficas e tamb&#233;m da quest&#227;o de financiamento que, a partir do ano lectivo de 2000/2001, ter&#225; por base, n&#227;o o estudante &#8220;retido&#34; como at&#233; aqui, mas sim o estudante &#34;eleg&#237;vel&#34;. Embora tais f&#243;rmulas de financiamento possam ser injustas e desincentivadoras da qualidade, havendo alternativas muito melhores (Concei&#231;&#227;o, 1998), o mais certo &#233; que venham a ser mantidas a m&#233;dio prazo e portanto t&#234;m que ser levadas em conta. Por outro lado, ser&#225; da acumula&#231;&#227;o sustentada de vantagens competitivas que resultar&#227;o institui&#231;&#245;es vi&#225;veis e cred&#237;veis no m&#233;dio e longo prazos, sendo de rejeitar todas as solu&#231;&#245;es que, com efeitos no curto prazo, apenas correspondam a capacidade de adapta&#231;&#227;o e improvisa&#231;&#227;o. Assim &#233; que se imp&#245;e identificar todos os factores determinantes da situa&#231;&#227;o actual de procurar actuar de forma a conduzir rapidamente &#224; sua invers&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Caracteriza&#231;&#227;o da situa&#231;&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A an&#225;lise das listas de inscri&#231;&#245;es na licenciatura em Qu&#237;mica no ano de 1998/99, das pautas das v&#225;rias disciplinas e dos question&#225;rios validamente respondidos por 66 dos 101 alunos entrados na 1.<sup>a</sup> e 2.<sup>a</sup> fases do ano lectivo de 1998/99 (respondidos durante o 2.<sup>o</sup> semestre) permitiram chegar a algumas conclus&#245;es qualitativas que a seguir se apresentam. Por conveni&#234;ncia organizam-se em aspectos negativos <i>(defici&#234;ncias)</i> e positivos (<i>superioridades</i>), tendo sido considerados para fundamentar as ac&#231;&#245;es propostas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Defici&#234;ncias</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Enunciam-se de seguida os aspectos considerados negativos. A taxa de abandonos &#233; fort&#237;ssima. O n&#250;mero de abandonos &#233; mesmo superior ao de licenciados (58 <i>vs</i> 54, de acordo com as estimativas do minist&#233;rio) o que motivou o surpreendente decr&#233;scimo do financiamento do curso n&#227;o obstante o aumento no ano lectivo passado em mais de 10% do <i>numerus clausus.</i> A maior parte dos abandonos parecem verificar-se durante o 1.<sup>o</sup> ano do curso. Dos 101 alunos entrados na 1.<sup>a</sup> e 2.<sup>a</sup> fases do ano lectivo de 1998/99, 42 n&#227;o chegaram a inscrever-se em 1999/2000. Isto corresponde a 41,6% do total das entradas e 72,4% dos abandonos estimados pelo Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o no seu algoritmo de financiamento ao curso, que prev&#234; uma taxa global de abandono de 16%.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A percentagem de primeiras e mesmo segundas escolhas da amostra, que entra relativamente aos valores m&#233;dios destas escolhas na totalidade dos aplicantes, &#233; muito baixa. As inten&#231;&#245;es de mudan&#231;a de curso a meio do 1.<sup>o</sup> ano s&#227;o muito elevadas (52% de 71 alunos que frequentavam em 1998/99, pela primeira vez, o primeiro ano). As disciplinas do 1<sup>o</sup> ano apresentam desajustes, que agravam a falta de motiva&#231;&#227;o que os estudantes j&#225; apresentam aquando do seu ingresso na licenciatura, car&#234;ncia esta averiguada directamente pelo question&#225;rio, mas que resulta da j&#225; referida reduzida percentagem de primeiras e segundas escolhas, e cujo agravamento &#233; evidenciado nas tamb&#233;m j&#225; referidas inten&#231;&#245;es generalizadas de mudan&#231;a de curso. Tal facto pode ser devido &#224; car&#234;ncia de actividades curriculares que promovam a motiva&#231;&#227;o dos alunos, tanto extr&#237;nseca, atrav&#233;s duma liga&#231;&#227;o &#224;s realidades sociais e &#224; utilidade da Qu&#237;mica, como intr&#237;nseca, atrav&#233;s do estabelecimento de uma coordena&#231;&#227;o entre os n&#237;veis sem&#226;ntico epis&#243;dico e pragm&#225;tico do conhecimento qu&#237;mico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os alunos n&#227;o s&#227;o orientados para a sua inser&#231;&#227;o no curso principalmente no dom&#237;nio acad&#233;mico. Existe uma grande car&#234;ncia de unidades curriculares que permitam uma interdisciplinaridade, para al&#233;m da F&#237;sica (esta mesmo em doses m&#237;nimas para garantir a profissionaliza&#231;&#227;o dos alunos do ramo educacional). O mesmo se pode dizer de unidades curriculares que permitam a reflex&#227;o sobre a natureza e o valor da ci&#234;ncia. O acompanhamento dos alunos ap&#243;s a licenciatura &#233; quase inexistente, para al&#233;m dos que se sentem atra&#237;dos por p&#243;s-gradua&#231;&#245;es formais ou por ac&#231;&#245;es desgarradas de curta dura&#231;&#227;o no &#226;mbito da forma&#231;&#227;o de professores (FOCO).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O or&#231;amento do departamento, calculado pelo actual algoritmo de financiamento, &#233; insuficiente, particularmente quando se tem que suportar a totalidade das despesas de conserva&#231;&#227;o do edif&#237;cio e de actualiza&#231;&#227;o da biblioteca, havendo a necessidade imperiosa de aumentar as receitas, o que pode ser feito pelo aumento do n&#250;mero de alunos eleg&#237;veis das licenciaturas, financiamento directo ou indirecto da forma&#231;&#227;o cont&#237;nua ou p&#243;s-graduada e ainda por presta&#231;&#227;o de servi&#231;os &#224; comunidade. Idealmente todas estas componentes ser&#227;o necess&#225;rias para o equil&#237;brio or&#231;amental do departamento. Estes apresenta uma estrutura deficiente, com graves omiss&#245;es a n&#237;vel de sectores, particularmente da Bioqu&#237;mica, e com outros sectores pouco desenvolvidos para as fun&#231;&#245;es que desempenham, como o da Educa&#231;&#227;o. S&#227;o v&#225;rios os t&#243;picos de Bioqu&#237;mica que servem para motiva&#231;&#227;o, provocando a sua aus&#234;ncia as car&#234;ncias curriculares j&#225; referidas. O ramo educacional que chegou a ser fortemente minorit&#225;rio no departamento, &#233; neste momento fortemente maiorit&#225;rio e protagonista de muitas ac&#231;&#245;es que d&#227;o visibilidade e financiamento ao departamento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Superioridades</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os aspectos positivos mais relevantes s&#227;o agora apresentados. O corpo docente &#233; altamente credenciado, tendo merecido recentemente excelente avalia&#231;&#227;o, tanto no que diz respeito aos docentes das &#225;reas convencionais da Qu&#237;mica como da Educa&#231;&#227;o em Qu&#237;mica. As instala&#231;&#245;es s&#227;o modernas e adequadas, projectadas para um n&#250;mero de alunos muito superior aos que actualmente tem, permitindo manter outras licenciaturas em parceria com outras escolas (licenciatura em Bioqu&#237;mica) e departamentos (licenciaturas em Ensino da F&#237;sica e da Qu&#237;mica), colaborar em licenciaturas de outros departamentos da faculdade, albergar aulas de cursos de outras entidades (Ci&#234;ncia de Computadores), manter as suas p&#243;s-gradua&#231;&#245;es e ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o cont&#237;nua. Mesmo assim a capacidade de crescimento do departamento est&#225; longe de estar esgotada, podendo admitir-se, a curto prazo, um substancial aumento do n&#250;mero de alunos, que se reflectiria, de acordo com a legisla&#231;&#227;o vigente, num tamb&#233;m substancial refor&#231;o do corpo docente e t&#233;cnico n&#227;o docente, sendo poss&#237;vel mesmo fazer economias de escala por reestrutura&#231;&#227;o (a l&#243;gica prevalecente &#233; o n&#250;mero de alunos e n&#227;o o n&#250;mero de horas de servi&#231;o, nem o n&#250;mero de unidades de cr&#233;dito!).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A qualidade e diversidade da investiga&#231;&#227;o feita &#233; excelente, permitindo associar a constru&#231;&#227;o do saber que os alunos fazem na sua mente, com a pr&#243;pria produ&#231;&#227;o e difus&#227;o desse conhecimento pela comunidade cient&#237;fica, podendo explorar-se situa&#231;&#245;es informais, sob a forma de col&#243;quios abertos de investiga&#231;&#227;o, nas v&#225;rias fases de adiantamento dos trabalhos. O curso apresenta uma procura elevada, com um n&#250;mero muito razo&#225;vel de primeiras e segundas escolhas, embora tal n&#227;o se verifique tanto nos alunos que efectivamente entram e prevalecem. Existe uma correla&#231;&#227;o positiva entre a nota de ingresso e as expectativas de mudan&#231;a de curso, pelo que o aluno marginal, nesta zona de corte, tem mais probabilidades de se manter no curso e talvez at&#233; venha melhor preparado, pois pode muito bem ser que a raz&#227;o de n&#227;o ter tido uma nota de acesso t&#227;o boa seja o facto de ter feito provas mais dif&#237;ceis (ou melhor, de m&#233;dias nacionais mais baixas). A admiss&#227;o de alunos nesta zona n&#227;o prejudicar&#225; a qualidade do corpo discente (podendo mesmo melhorar ao introduzir alunos com provas espec&#237;ficas em Matem&#225;tica e F&#237;sica) e diminuir&#225; substancialmente a sua volatilidade (pelo facto de estes alunos n&#227;o terem as provas adequadas &#224; entrada em Medicina e em Farm&#225;cia, ou estarem muito longe das classifica&#231;&#245;es a&#237; exigidas).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A Qu&#237;mica apresenta uma situa&#231;&#227;o privilegiada para encontrar aplica&#231;&#245;es socialmente relevantes dos seus conceitos, tanto no dia-a-dia como nas actividades da ind&#250;stria Qu&#237;mica e afins, e ainda nas grandes quest&#245;es que preocupam a humanidade (como a fome, o efeito de estufa, o buraco de ozono) pois n&#227;o &#233; por acaso que o programa SALTERS (Wadington, 1994abc) surge num departamento de Qu&#237;mica (da Universidade de Iorque). A Qu&#237;mica tem tamb&#233;m uma situa&#231;&#227;o privilegiada (equidist&#226;ncia, flexibilidade de paradigma) para orquestrar situa&#231;&#245;es interdisciplinares relevantes para um ensino motivado e actualizado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os membros do departamento t&#234;m demonstrado possuir uma boa capacidade de dinamiza&#231;&#227;o interna da faculdade, em ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada, na forma&#231;&#227;o cont&#237;nua e na forma&#231;&#227;o inicial, bem como de dinamiza&#231;&#227;o de actividades de forma&#231;&#227;o, divulga&#231;&#227;o e extens&#227;o com o meio exterior. A realiza&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es como o Dia Aberto, promovido pelo departamento no ano lectivo de 1998/99, foi uma experi&#234;ncia muito positiva, que envolveu cerca de 1000 estudantes e que pode ter influ&#237;do nos mais de 500 que, na primeira fase, indicaram o curso nas suas op&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ac&#231;&#245;es recomendadas: necessidade de diversifica&#231;&#227;o</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Parece claro, antes de mais nada, que &#233; essencial actuar sobre o n&#250;mero de alunos residentes do departamento, causa primordial da sua exist&#234;ncia e base de c&#225;lculo do seu financiamento. Que isso &#233; poss&#237;vel parecem garanti-lo as observa&#231;&#245;es feitas quanto &#224; qualidade do pessoal docente existente, a qualidade e capacidade (muito longe da satura&#231;&#227;o) das instala&#231;&#245;es e equipamentos e mesmo a flexibilidade do algoritmo de financiamento que assegura para a faculdade mais de 700 contos por aluno e um docente por cada onze alunos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mas h&#225; tamb&#233;m, e principalmente, que meditar sobre a capacidade de atrac&#231;&#227;o da licenciatura a n&#237;vel nacional e regional, sobre as causas de abandono e insucesso dos alunos que a procuram e sobre a prepara&#231;&#227;o que proporciona e a imagem que projecta. Ao decidir actuar sobre a licenciatura, ser&#225; prudente consider&#225;-la como um sistema din&#226;mico e procurar os seus pontos de alavancagem e n&#227;o actuar s&#243; num ponto do sistema. E &#233; assim que se recomendam seis pontos de actua&#231;&#227;o sist&#233;mica: (i) actua&#231;&#227;o no <i>marketing</i> do <i>input,</i> com ac&#231;&#245;es como o Dia Aberto; (ii) actua&#231;&#227;o no volume do <i>input,</i> por aumento do <i>numerus clausus</i>; (iii) actua&#231;&#227;o na fixa&#231;&#227;o do <i>stock,</i> por orienta&#231;&#227;o concretizada nas tutorias; (iv) actua&#231;&#227;o na fixa&#231;&#227;o do <i>stock, </i>por motiva&#231;&#227;o concretizada na reestrutura&#231;&#227;o epis&#243;dica &#8212; sem&#226;ntica &#8212; pragm&#225;tica da orienta&#231;&#227;o curricular, envolvendo respectivamente as aulas te&#243;ricas e te&#243;rico-pr&#225;ticas das disciplinas de Fundamentos de Qu&#237;mica I e II, e as pr&#225;ticas de Laborat&#243;rios I e II; (v) actua&#231;&#227;o na qualidade do <i>output,</i> por introdu&#231;&#227;o de melhorias curriculares, particularmente no que concerne &#224; actualiza&#231;&#227;o e equil&#237;brio dos conte&#250;dos abordados, &#224; interdisciplinaridade oferecida e &#224; reflex&#227;o epistemol&#243;gica; e (vi) actua&#231;&#227;o no <i>marketing</i> do <i>output,</i> por melhoria da visibilidade do departamento no sector das empresas industriais e de servi&#231;os, e por ac&#231;&#245;es consequentes de forma&#231;&#227;o cont&#237;nua, devidamente coordenadas e sistematizadas, envolvendo ambas estas fun&#231;&#245;es um gabinete especializado de rela&#231;&#245;es externas. A alavancagem simult&#226;nea nestes seis pontos sist&#233;micos garantiria, segundo as modernas teorias da gest&#227;o (Senge, 1990), um desenvolvimento harmonioso do sistema din&#226;mico em quest&#227;o, que poderia mesmo consubstanciar uma organiza&#231;&#227;o aprendente (Duke, 1993), com riscos m&#237;nimos de fen&#243;menos de <i>overshoot &#38; colapse,</i> que poderiam ocorrer se s&#243; se alavancasse num ou outro destes pontos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Actua&#231;&#227;o no</i> marketing <i>do</i> input</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estas ac&#231;&#245;es seriam do tipo do j&#225; referido Dia Aberto, mas principalmente as que visem a articula&#231;&#227;o com o ensino secund&#225;rio e que tendam a ser reflectidas nas iniciativas da Sec&#231;&#227;o de Educa&#231;&#227;o do Departamento, fidelizando com ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o cont&#237;nua os professores antigos alunos e outros que vieram leccionar para a regi&#227;o, e provocando o entusiasmo dos seus alunos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Actua&#231;&#227;o no volume e na qualidade do</i> input</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Tal poder&#225; ser feito por aumento do <i>numerus clausus,</i> restando saber se dever&#225; ser feito duma forma indiferenciada ou n&#227;o. Uma an&#225;lise mais detalhada, de dados referentes ao ano lectivo de 1999/2000, aponta para a exist&#234;ncia de dois tipos de alunos, uns com provas espec&#237;ficas de Qu&#237;mica e Biologia, para os quais a licenciatura em an&#225;lise aparece em 70.&#176; lugar de um total de 99 a n&#237;vel nacional (43 dos 66 inquiridos), e outros com provas espec&#237;ficas de Qu&#237;mica e Matem&#225;tica, para os quais a licenciatura em Qu&#237;mica &#233; a 15.<sup>a</sup> de um total de 129 (23 dos 66 inquiridos). O primeiro grupo &#233; muito mais &#34;vol&#225;til&#34;, talvez porque alimente mais expectativas de mudan&#231;a de curso, concretamente para a Medicina, observando-se uma maior fixa&#231;&#227;o e maior rendimento acad&#233;mico (quase duplo, numa escala utilizada) por parte do segundo. Seria pois de propor <i>numerus clausus</i> diferentes para os v&#225;rios pares de provas espec&#237;ficas incluindo o de Qu&#237;mica e de F&#237;sica (justificados por diferentes vertentes da licenciatura e que na totalidade poderiam ir at&#233; 120 &#8212; aumento de 20% relativamente ao ano passado). A mistura das tr&#234;s vertentes teria reflexos positivos na interdisciplinaridade, j&#225; referida como desej&#225;vel e abordada adiante.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Curiosamente, de todos os inquiridos n&#227;o h&#225; ningu&#233;m com a terceira possibilidade permitida, aparentemente a mais adaptada ao curso e que corresponde ao par Qu&#237;mica e F&#237;sica (a explica&#231;&#227;o deste fen&#243;meno recorrente deve estar na dificuldade das espec&#237;ficas de F&#237;sica, que se traduzem em m&#233;dias nacionais muito baixas, e na sua canaliza&#231;&#227;o quase exclusiva para as engenharias). Para essa possibilidade, a licenciatura em Qu&#237;mica da Faculdade de Ci&#234;ncias da Universidade do Porto ocupa o terceiro lugar duma pequena lista de 13, onde n&#227;o est&#225; inclu&#237;da a rec&#233;m-criada licenciatura em ensino da F&#237;sica e da Qu&#237;mica da Faculdade de Ci&#234;ncias, o que &#233;, no m&#237;nimo, inconsistente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Actua&#231;&#227;o na fixa&#231;&#227;o do</i> stock <i>por orienta&#231;&#227;o concretizada nas tutorias</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este procedimento, t&#227;o generalizado noutros pa&#237;ses com grande tradi&#231;&#227;o universit&#225;ria como a Gr&#227; Bretanha, e t&#227;o conforme com a vis&#227;o contempor&#226;nea de aprendizagem pr&#243;-activa na sociedade de informa&#231;&#227;o, &#233; perfeitamente exequ&#237;vel no departamento, podendo mesmo envolver todos os seus docentes, que veriam o seu servi&#231;o aumentado de uma hora semanal. As sess&#245;es seriam essencialmente de orienta&#231;&#227;o, raramente envolvendo o car&#225;cter de explica&#231;&#227;o e muito menos o de substitui&#231;&#227;o das sess&#245;es te&#243;rico-pr&#225;ticas para as quais estaria previsto um modelo espec&#237;fico.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Actua&#231;&#227;o na fixa&#231;&#227;o do</i> stock <i>por motiva&#231;&#227;o concretizada na reestrutura&#231;&#227;o</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>epis&#243;dica</i> &#8212; <i>sem&#226;ntica</i> &#8212; <i>pragm&#225;tica da orienta&#231;&#227;o curricular</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Trata-se aqui do ponto chave desta estrat&#233;gia de interven&#231;&#227;o, que procura desenvolver s&#243;lidas motiva&#231;&#245;es, tanto extr&#237;nsecas como intr&#237;nsecas, na primeira abordagem do tema da licenciatura: a Qu&#237;mica. A abordagem da motiva&#231;&#227;o extr&#237;nseca far-se-ia pela preocupa&#231;&#227;o com a liga&#231;&#227;o aos fen&#243;menos do dia-a-dia e com a interven&#231;&#227;o nos grandes problemas que condicionam o progresso da humanidade. A motiva&#231;&#227;o intr&#237;nseca far-se-ia principalmente ao seguir uma abordagem que provoque a natural curiosidade dos alunos, come&#231;ando por expor os problemas sob forma atractiva (jornal&#237;stica mesmo) e atraindo as suas capacidades mentais para a natural (resolu&#231;&#227;o de ambiguidades) solu&#231;&#227;o do problema, expressa na formula&#231;&#227;o cient&#237;fica ortodoxa. Desta forma actua-se coerentemente tanto com as correntes psicol&#243;gicas da <i>Gestalt</i> e do cognitivismo construtivista, particularmente a teoria de Tulving, que prev&#234; uma diferencia&#231;&#227;o da mem&#243;ria de longo prazo em epis&#243;dica e sem&#226;ntica, mas tamb&#233;m com o construtivismo epistemol&#243;gico radical que parece ser a base da forma&#231;&#227;o do novo esp&#237;rito cient&#237;fico (Bachelard, 1934,1938) e &#233; sem d&#250;vida a base do novo paradigma que se prepara para substituir o ainda bem instalado paradigma positivista da ci&#234;ncia: o paradigma construtivista da ci&#234;ncia (Le Moigne, 1994).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta estrat&#233;gia procura aproveitar a estrutura curricular existente, resultante ali&#225;s duma recente reestrutura&#231;&#227;o, e envolve respectivamente: (i) as aulas te&#243;ricas das disciplinas de Fundamentos de Qu&#237;mica I e II, em que se faz a apresenta&#231;&#227;o epis&#243;dica dos temas ou &#34;hist&#243;rias da Qu&#237;mica&#34; (Wadington, 1994a); (ii) as aulas te&#243;rico-pr&#225;ticas das mesmas disciplinas, estruturadas de forma sem&#226;ntica, em que se abordam os conceitos qu&#237;micos &#224; medida que v&#227;o sendo exigidos pelas &#34;hist&#243;rias&#34; das aulas te&#243;ricas (Wadington, 1994b), e onde os alunos viriam refor&#231;ar as ideias surgidas nas aulas te&#243;ricas e consolidar o seu edif&#237;cio conceptual; e (iii) as pr&#225;ticas de Laborat&#243;rios de Qu&#237;mica I e II, em que se v&#227;o fazendo as actividades laboratoriais tamb&#233;m relacionadas (Wadington, 1994c), e ficariam portanto completamente integradas e articuladas no conjunto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Deve dizer-se sobre as hist&#243;rias que devem ser o mais garridas e palpitantes, se poss&#237;vel mesmo apaixonantes e descritas com os meios adequados e principalmente com entusiasmo. Sobre as ideias, elas devem, respeitando a hist&#243;ria, tomar expl&#237;citos os obst&#225;culos epistemol&#243;gicos (Bachelard, 1938) e, de acordo com as ideias de White-head (1929) ou as mais recentes da &#34;classe voadora&#34; de Honet, n&#227;o permanecer na trivialidade dos materiais do dia-a-dia suscitados pela vis&#227;o epis&#243;dica, mas transcend&#234;-los clara e conscientemente (Valente, 1999). Sobre as actividades, o que se deve dizer &#233; que, para al&#233;m de obviamente estarem relacionadas quer com as hist&#243;rias quer com as ideias, ajudando portanto a constru&#231;&#227;o destas pelo aprendiz, elas devem ser o mais poss&#237;vel projectos e o menos poss&#237;vel trabalhos pr&#225;ticos de rotina.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Embora possa parecer dif&#237;cil, tudo vai, muitas vezes, logo na formula&#231;&#227;o e sem d&#250;vida na atitude do docente e no processo de avalia&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Acresce, em apoio a esta ac&#231;&#227;o, que h&#225; dois factos incontornaveis no mundo contempor&#226;neo: a ci&#234;ncia actual evoluiu de uma epistemologia positivista para uma epistemologia construtivista, e assistimos &#224; substitui&#231;&#227;o da sociedade industrial pela sociedade de informa&#231;&#227;o. A isto est&#225; associada tamb&#233;m uma grande taxa de obsolesc&#234;ncia do conhecimento e esse facto toma imperioso que a escola contempor&#226;nea tenha como prioridade a forma&#231;&#227;o de graduados n&#227;o tanto conhecedores mas principalmente aprendedores. Isto implica uma postura perante o conhecimento pr&#243;-activa e n&#227;o passiva (a ci&#234;ncia numa &#243;ptica positivista &#233; objecto e numa &#243;ptica construtivista &#233; projecto), al&#233;m de condicionar o desenvolvimento de metodologias tamb&#233;m diferenciadas (metodologias de modela&#231;&#227;o sist&#233;mica em vez de modela&#231;&#227;o anal&#237;tica) e determinar uma base gnosol&#243;gica diferente (assente no princ&#237;pio de ac&#231;&#227;o inteligente em vez de no princ&#237;pio de raz&#227;o suficiente em que a ci&#234;ncia positiva se apoia desde Arist&#243;teles!).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este &#233; o mecanismo de funcionamento proposto para as disciplinas de Qu&#237;mica do 1.<sup>o</sup> ano do curso, assemelhando as situa&#231;&#245;es acad&#233;micas de aprendizagem &#224;s da vida real, criando mentalidades de projecto e fomentando atitudes de pr&#243;-actividade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Actua&#231;&#227;o na qualidade do</i> output <i>por introdu&#231;&#227;o de melhorias curriculares</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Essas melhorias poder&#227;o estender-se n&#227;o s&#243; ao primeiro ano, como a interven&#231;&#227;o do n&#250;mero anterior que nelas est&#225; contida, e dizem respeito aos seguintes tr&#234;s aspectos fundamentais tratados separadamente: a actualiza&#231;&#227;o e equil&#237;brio dos conte&#250;dos abordados, a interdisciplinaridade oferecida e a reflex&#227;o epistemol&#243;gica proporcionada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Melhoria da actualiza&#231;&#227;o e equil&#237;brio dos conte&#250;dos abordados</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">S&#227;o aqui de referir especialmente os seguintes aspectos. Por um lado, a apresenta&#231;&#227;o da Termodin&#226;mica Qu&#237;mica &#233; feita quase exclusivamente dum ponto de vista de equil&#237;brio, negando-se aos alunos as interessantes situa&#231;&#245;es de evolu&#231;&#227;o longe do equil&#237;brio, incluindo os conceitos fundamentais de estruturas dissipativas e de ritmos qu&#237;micos. Por outro lado, nota-se um grande desequil&#237;brio se considerarmos que as bases te&#243;ricas da Qu&#237;mica s&#227;o a Mec&#226;nica Qu&#226;ntica e a Mec&#226;nica Estat&#237;stica, favorecendo a primeira dessas disciplinas. Isto, que aparentemente se pode justificar pela dificuldade dos formalismos da Mec&#226;nica Estat&#237;stica que a remeteriam necessariamente para os &#250;ltimos anos, n&#227;o tem na realidade justifica&#231;&#227;o em face dos elegantes modelos que permitem a abordagem elementar (e simplificada) dos temas estat&#237;sticos, como por exemplo o S&#243;lido de Einstein para modelar a distribui&#231;&#227;o da energia na mat&#233;ria e permitir a vis&#227;o microsc&#243;pica do segundo princ&#237;pio da Termodin&#226;mica, muito mais f&#233;rtil do que a formalmente correct&#237;ssima (mas em grande parte est&#233;ril) vis&#227;o macrosc&#243;pica do mesmo princ&#237;pio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Melhoria da interdisciplinaridade oferecida</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Grande parte dos temas que integram as hist&#243;rias qu&#237;micas, base das aulas te&#243;ricas propostas, anteriormente, para as disciplinas de Fundamentos de Qu&#237;mica I e II, s&#227;o na realidade interdisciplinares. O enriquecimento interdisciplinar do curr&#237;culo da licenciatura, adequando-o, sem de qualquer forma lesar o seu conte&#250;do cient&#237;fico, tornando-o moderno e competitivo com outras forma&#231;&#245;es que visam os mesmos mercados de emprego, &#233; um objectivo a prosseguir. Refira-se que, embora se devam atingir os mercados da ind&#250;stria qu&#237;mica e afins e o da investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica, ser&#225; sempre o grande mercado dos formadores que absorver&#225; a grande parte dos nossos licenciados. Sem desprimor para estes licenciados, estes ser&#227;o sempre o &#34;seguro de vida&#34; do departamento, j&#225; que n&#227;o sendo previs&#237;vel que este mercado se volatilize, eles constituir&#227;o sempre a base de alunos residentes que ir&#227;o garantir o financiamento do departamento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, verifica-se que o curr&#237;culo do curso, &#224; parte a Matem&#225;tica estritamente necess&#225;ria e a F&#237;sica para permitir a profissionaliza&#231;&#227;o dos alunos que sigam para o ramo educacional, &#233; muito pobre em mat&#233;ria de interdisciplinaridade. Este estado de coisas pode e deve alterar-se, mas s&#243; poder&#225; ter efic&#225;cia com algumas modifica&#231;&#245;es estruturais envolvendo a Faculdade de Ci&#234;ncias, e dentro e fora do departamento de Qu&#237;mica. Dentro do departamento a medida a apontar nesse sentido &#233; a j&#225; t&#227;o tardia cria&#231;&#227;o de um sector ou n&#250;cleo de compet&#234;ncias no dom&#237;nio da Bioqu&#237;mica. A sua falta &#233; incompreens&#237;vel j&#225; que o departamento oferece, em parceria, uma licenciatura na &#225;rea, e a sua inexist&#234;ncia tem provocado alguma instabilidade e subaltemiza&#231;&#227;o na rela&#231;&#227;o com o Instituto de Ci&#234;ncias Abel Salazar &#8212; ICBAS e muitas restri&#231;&#245;es nas fronteiras interdisciplinares exploradas na Faculdade de Ci&#234;ncias.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, embora as bases positivistas para a organiza&#231;&#227;o das ci&#234;ncias no s&#233;c. XIX tenham dado origem a institui&#231;&#245;es s&#243;lidas e que defendem a sua &#34;pureza&#34; disciplinar com vigor, cada vez mais a ci&#234;ncia contempor&#226;nea se tende a orientar por organiza&#231;&#245;es mais informais mas mais adaptadas &#224; actual problem&#225;tica cient&#237;fica. Poder-se-ia, a n&#237;vel da Faculdade de Ci&#234;ncias e sem preju&#237;zo para os actuais departamentos, constituir &#225;reas<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a> que organizariam duma forma mais construtivista e actualizada a investiga&#231;&#227;o e o ensino: Ci&#234;ncias da Terra e do Espa&#231;o (a Geologia, a Geof&#237;sica, a Engenharia Geogr&#225;fica, as Ci&#234;ncias do Ambiente, a Engenharia de Ci&#234;ncias Agr&#225;rias e a Astronomia); Ci&#234;ncias da Vida (a Antropologia, a Zoologia e a Bot&#226;nica); Ci&#234;ncias F&#237;sico-Qu&#237;micas (a F&#237;sica e a Qu&#237;mica); Ci&#234;ncias Matem&#225;ticas (as Matem&#225;ticas Pura e Aplicadas). Podendo englobar tamb&#233;m, caso se optasse por essa estrat&#233;gia: Ci&#234;ncias de Engenharia e do Artificial (as Ci&#234;ncias de Engenharia, as Ci&#234;ncias de Computadores, a Engenharia de Redes, a Investiga&#231;&#227;o Operacional, o Controlo, a Automa&#231;&#227;o, etc.); Ci&#234;ncias de Economia e Gest&#227;o (incorporando os aspectos relevantes e comuns &#224;s licenciaturas de car&#225;cter tecnol&#243;gico e cient&#237;fico).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Melhoria da reflex&#227;o epistemol&#243;gica proporcionada</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Esta melhoria, essencial para todos os graduados (cient&#237;ficos, educacionais ou tecnol&#243;gicos) se poderem aperceber de o que &#233; a ci&#234;ncia, &#233; particularmente importante numa &#233;poca de transi&#231;&#227;o de paradigma (do positivismo para o construtivismo). Assim, em termos da forma&#231;&#227;o de cientistas parece-nos ser desej&#225;vel introduzir no curr&#237;culo elementos que permitam a reflex&#227;o sobre a natureza da ci&#234;ncia e as caracter&#237;sticas da actividade cient&#237;fica, introduzindo forma&#231;&#227;o em Epistemologia visando permitir aos alunos a tomada de consci&#234;ncia das enormes mudan&#231;as que se est&#227;o operando na substitui&#231;&#227;o de paradigma de uma ci&#234;ncia positivista para uma ci&#234;ncia construtivista, e do que esta transforma&#231;&#227;o acarreta nos fundamentos gno-sol&#243;gicos e metodol&#243;gicos da ci&#234;ncia. Interessante seria tamb&#233;m a adop&#231;&#227;o de uma disciplina que, logo no princ&#237;pio do curso, abordasse os grandes problemas da ci&#234;ncia contempor&#226;nea, permitindo assim dar uma imagem mais &#34;humanizada&#34; da restante forma&#231;&#227;o ministrada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A melhor forma de realizar estas transforma&#231;&#245;es seria, dentro do departamento, refor&#231;ando a Sec&#231;&#227;o de Educa&#231;&#227;o, t&#227;o fragilizada em mat&#233;ria de recursos humanos e materiais, e a n&#237;vel da faculdade, criando uma &#225;rea semelhante &#224;s preconizadas no ponto anterior e denominada Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o e Reflex&#227;o, englobando os aspectos relevantes e comuns &#224; investiga&#231;&#227;o e ensino relacionados com as licenciaturas em Ensino e os ramos educacionais e, ainda, as quest&#245;es epistemol&#243;gicas das v&#225;rias ci&#234;ncias. Se se revelasse &#250;til, tal &#225;rea poderia vir a constituir-se em sec&#231;&#227;o aut&#243;noma ou mesmo departamento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Actua&#231;&#227;o no marketing do output por melhoria da visibilidade e articula&#231;&#227;o do departamento no exterior e por ac&#231;&#245;es consequentes deforma&#231;&#227;o cont&#237;nua</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sendo, entre outros, seguramente, objectivo do departamento formar diplomados competentes, aptos para a inser&#231;&#227;o em sectores profissionais e para a participa&#231;&#227;o no desenvolvimento da sociedade, h&#225; que reflectir se este objectivo vem ou n&#227;o sendo, de forma razo&#225;vel, atingido. Tal conduz-nos a uma pequena an&#225;lise sobre os mercados de destino do produto do departamento: o mercado do ensino, o mercado da ind&#250;stria e o dos servi&#231;os nas &#225;reas da qu&#237;mica e afins, e o mercado da investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">E se o mercado do ensino est&#225; quase totalmente dominado pelo sector do ensino estatal com o acesso a emprego condicionado por concursos com regras bem claras, em que apenas a tradu&#231;&#227;o quantitativa (nota final da licenciatura) do profissional serve para o qualificar ou n&#227;o para a fun&#231;&#227;o, com total ignor&#226;ncia pela adequa&#231;&#227;o dos conhecimentos efectivos e do perfil pessoal para a sua realiza&#231;&#227;o, j&#225; o acesso ao mercado da ind&#250;stria e dos servi&#231;os, maioritariamente privado, est&#225; sujeito &#224; lei da oferta e da procura, onde quase sempre prevalece o princ&#237;pio &#34;do desenrasca&#34;. O mercado da investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica, tamb&#233;m este quase totalmente dominado pelo estado, &#233; de t&#227;o pequena express&#227;o que n&#227;o pode ter seguramente significado no emprego dos licenciados do departamento. Assim, &#233; sobre o mercado de emprego da ind&#250;stria e servi&#231;os que se deve apostar fortemente, j&#225; que no do ensino n&#227;o se tem, na situa&#231;&#227;o actual, qualquer influ&#234;ncia, procurando identificar as raz&#245;es da incapacidade de acesso a esse mercado, revelada pelos licenciados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">S&#227;o conhecidas as dificuldades de di&#225;logo entre universidades e empresas, sejam estas industriais ou de servi&#231;os: voltadas as universidades para a abordagem cient&#237;fica das quest&#245;es, dificilmente podem entender o pragmatismo dominante nas empresas, onde o interesse pelos conhecimentos est&#225; essencialmente ligado &#224; sua utilidade/rentabilidade imediata. E ser&#225; seguramente nesta falta de entendimento que radica uma certa incapacidade do departamento de formar profissionais capazes de competir em vantagem no mercado de trabalho oferecido pelas empresas. Hoje, mais que nunca, &#233; indispens&#225;vel que a par de uma s&#243;lida forma&#231;&#227;o cient&#237;fica e t&#233;cnica seja tamb&#233;m ministrada uma &#34;educa&#231;&#227;o para o empreendimento&#34; que venha a permitir a qualquer profissional enfrentar os complexos desafios que a actividade profissional lhe imp&#245;e. Um ensino livresco &#233; hoje algo de completamente insuficiente: agora &#233; tamb&#233;m necess&#225;rio para al&#233;m de ensinar o saber, ensinar a fazer e, o mais dif&#237;cil, fazer mesmo. H&#225; que fazer ajustes que permitam, a par de uma forma&#231;&#227;o cient&#237;fica s&#243;lida, que seja ministrada aos alunos uma forma&#231;&#227;o/cultura empresarial, onde, necessariamente, ter&#227;o de ser inclu&#237;das as vertentes da psicologia e sociologia do trabalho, e da gest&#227;o, principalmente de recursos humanos e do <i>marketing.</i> As vertentes inova&#231;&#227;o e qualidade s&#227;o determinantes, j&#225; que hoje s&#227;o praticamente uma exig&#234;ncia de toda a comunidade, que, por via delas, espera atingir um dos seus objectivos principais: a qualidade de vida. Ali&#225;s esta &#233; j&#225; uma quest&#227;o cultural devendo, assim, figurar no curr&#237;culo de qualquer licenciatura.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">J&#225; em rela&#231;&#227;o ao acesso ao mercado da educa&#231;&#227;o n&#227;o pode o departamento tomar qualquer iniciativa s&#233;ria que permita aos licenciados aceder-lhe em vantagem. Por&#233;m, pode sim incutir nos futuros professores um gosto real, mesmo uma paix&#227;o, por esta ci&#234;ncia, que lhes permita transferi-la para os seus futuros alunos, vindo assim, a m&#233;dio prazo, a beneficiar de um maior e mais vocacionado n&#250;mero de novos alunos. Uma boa parte dos problemas do ensino superior radicam nos n&#237;veis anteriores de ensino, onde genericamente n&#227;o existe qualquer preocupa&#231;&#227;o em incutir &#224;s novas gera&#231;&#245;es a necessidade de orientar as capacidades individuais para o empreendimento e, no caso espec&#237;fico do ensino da qu&#237;mica, esta &#233; frequentemente maltratada, quer na forma como &#233; ensinada, quer na forma como &#233; apresentada.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O mercado de trabalho da investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica, embora aumentado com a integra&#231;&#227;o de Portugal na Uni&#227;o Europeia, n&#227;o revela ainda verdadeira mobilidade da massa laborai, limitando-se esta quase exclusivamente a quadros indicados por crit&#233;rios pol&#237;ticos. Assim est&#225; este mercado confinado &#224;s universidades e dentro destas quase s&#243; &#224;s universidades p&#250;blicas, aos laborat&#243;rios de estado e a institui&#231;&#245;es de interface que, salvo muito raras excep&#231;&#245;es, nada mais s&#227;o que emana&#231;&#245;es das universidades, n&#227;o nos parecendo previs&#237;vel que possa sofrer altera&#231;&#245;es importantes. Tamb&#233;m n&#227;o nos parece que a larga maioria das nossas empresas da &#225;rea da Qu&#237;mica e afins possam vir a ter interesse em investiga&#231;&#227;o fundamental, nem mesmo que delas se possa obter financiamento para este tipo de investiga&#231;&#227;o. Torna-se evidente que, face aos elevados custos que comporta a investiga&#231;&#227;o fundamental, garante do saber, e &#224; fraca dimens&#227;o/capacidade financeira das nossas empresas, essa investiga&#231;&#227;o apenas poder&#225; residir nas universidades. Por&#233;m, &#233; desej&#225;vel que algum esfor&#231;o se fa&#231;a no sentido de estabelecer la&#231;os de coopera&#231;&#227;o com empresas por forma a encoraj&#225;-las ao estabelecimento de projectos de I&#38;D em parceria com o departamento. Ser&#225; de todo o interesse utilizar organiza&#231;&#245;es empresariais para conduzir trabalhos de investiga&#231;&#227;o com os meios pr&#243;prios das empresas. Existindo um &#243;bvio <i>gap</i> entre o desenvolvimento tecnol&#243;gico e o n&#237;vel t&#233;cnico dos recursos humanos nas empresas, s&#243; actuando no terreno se poder&#225; ter uma vis&#227;o realista das necessidades, aferindo do interesse pr&#225;tico dos resultados obtidos e, por outro lado, permitindo ter uma vis&#227;o de antecipa&#231;&#227;o dos problemas com que as empresas se ir&#227;o debater, sensibilizando-as para a mudan&#231;a. Ser&#225; esta uma atitude mutuamente lucrativa, mas que permitir&#225; ao departamento sensibilizar-se para a realidade empresarial nacional, podendo assim tomar mais realista o ensino que pratica, o que seguramente se ir&#225; reflectir na coloca&#231;&#227;o dos nossos licenciados no mercado de trabalho.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Estas ac&#231;&#245;es deveriam ser devidamente coordenadas e sistematizadas, envolvendo a cria&#231;&#227;o de um gabinete especializado de rela&#231;&#245;es externas em que tivessem assento entidades representativas das empresas do sector de Qu&#237;mica e afins, do Minist&#233;rio da Ci&#234;ncia e Tecnologia, como coordenador das pol&#237;ticas de investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica, do Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o, como principal empregador, e das autarquias. Este Gabinete de Coopera&#231;&#227;o e Forma&#231;&#227;o seria destinado n&#227;o s&#243; a continuar a actividade que o departamento desenvolve no dom&#237;nio da forma&#231;&#227;o de professores, mas tamb&#233;m &#224; miss&#227;o de implementar ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o destinadas a profissionais de empresas, onde, principalmente, sejam abordadas as &#225;reas da inova&#231;&#227;o, da qualidade e das tecnologias da comunica&#231;&#227;o e informa&#231;&#227;o. Este gabinete deveria tamb&#233;m dedicar-se &#224; recolha de informa&#231;&#227;o e constitui&#231;&#227;o de bases de dados e redes de informa&#231;&#227;o com interesse para a adequa&#231;&#227;o da forma&#231;&#227;o &#224;s necessidades do mercado, visando identificar as zonas onde a necessidade de forma&#231;&#227;o &#233; mais premente e o departamento tem capacidade para a oferecer.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O resultado da actividade de tal gabinete deve reflectir-se na pol&#237;tica seguida pela faculdade ao n&#237;vel da investiga&#231;&#227;o fundamental e aplicada, no leque de presta&#231;&#227;o de servi&#231;os &#224; comunidade e, tamb&#233;m, na estrutura&#231;&#227;o da oferta de forma&#231;&#227;o cont&#237;nua. Sobre esta &#250;ltima &#233; importante que ocupe o lugar que lhe compete na universidade, que n&#227;o deve ser nem <i>&#34;service station&#34;</i> nem <i>&#34;finishing school&#34;,</i> mas deve desempenhar estas duas fun&#231;&#245;es o mais equilibradamente poss&#237;vel no que se desejar&#225; que seja uma <i>&#34;learning university</i>&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em suma, n&#227;o h&#225; receitas milagrosas de sucesso que o departamento possa seguir com garantia. Ser&#225; a capacidade individual de desenvolver, de forma realista, a competitividade, de efectuar o diagn&#243;stico das dificuldades e de implementar as medidas para as ultrapassar, que propiciar&#227;o o aproveitamento da capacidade instalada no departamento, colocando-o em vantagem na universidade portuguesa. Espera-se que projectos de investiga&#231;&#227;o/interven&#231;&#227;o no &#226;mbito dos factores de sucesso/insucesso no Ensino Superior continuem a florescer e a contribuir de forma significativa para um progressivo esclarecimento deste complexo e preocupante fen&#243;meno. Em particular as linhas de ac&#231;&#227;o que este estudo j&#225; permitiu delinear, e que foram salientadas neste artigo, poder&#227;o apresentar um duplo interesse ao produzirem poss&#237;veis solu&#231;&#245;es para a minimiza&#231;&#227;o deste problema e ao fornecerem uma maior e mais detalhada informa&#231;&#227;o sobre a pr&#243;pria problem&#225;tica em quest&#227;o.</font></p>           <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bachelard, G. (1934). <i>Le nouvel esprit scientifique.</i> Paris: PUF</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483476&pid=S0874-2049200000020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bachelard, G. (1938). <i>La formation de l&#39;esprit scientifique.</i> Paris: Vrin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483477&pid=S0874-2049200000020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Concei&#231;&#227;o, P. (1998). <i>Novas ideias para a universidade.</i> Lisboa: 1ST Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483479&pid=S0874-2049200000020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duke (1993). <i>The learning university.</i> Londres: Open University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483481&pid=S0874-2049200000020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Le Moigne, J. L. (1994). <i>Le constructivisme.</i> Paris: ESF.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lerbet, G. (1997). <i>P&#233;dagogie et syst&#233;mique.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483484&pid=S0874-2049200000020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pourtois J. P. &#38; Desmet, H. (1997). <i>L&#39;&#233;ducation postmoderne.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483486&pid=S0874-2049200000020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Senge, P. (1990). <i>The fifth discipline.</i> Nova Iorque: Doubleday.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483488&pid=S0874-2049200000020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Valente, M. (1999). <i>Uma leitura pedag&#243;gica da constru&#231;&#227;o hist&#243;rica do conceito de energia,</i> Disserta&#231;&#227;o de doutoramento. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483490&pid=S0874-2049200000020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wadington (1994a). <i>Chemical storylines, salters advanced chemistry.</i> Londres: Heinemann.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483492&pid=S0874-2049200000020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>               <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wadington (1994b). <i>Chemical ideas, salters advanced chemistry.</i> Londres: Heinemann.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483494&pid=S0874-2049200000020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>              <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Wadington (1994c). <i>Chemical activities, salters advanced chemistry.</i> Londres: Heinemann.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483496&pid=S0874-2049200000020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=483497&pid=S0874-2049200000020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Esta equipa faz parte de um projecto mais alargado que envolve as universidades de Aveiro, Algarve, Minho e Porto, sobre os factores de sucesso/insucesso no 1.<sup>o</sup> ano dos cursos de licenciatura em Ci&#234;ncias e Engenharia no Ensino Superior, coordenado pelo Prof. Doutor Jos&#233; Tavares da Universidade de Aveiro, e subsidiado pelo PRAXIS XXL A correspond&#234;ncia deste artigo dever&#225; ser enviada para Duarte Costa Pereira, Departamento de Qu&#237;mica da Faculdade de Ci&#234;ncias da Universidade do Porto, Rua do Campo Alegre n.&#176; 687, 4150 Porto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>J&#225; que o termo sec&#231;&#245;es, eventualmente mais apropriado at&#233; do ponto de vista hist&#243;rico, est&#225; estatutariamente reservado &#224;s divis&#245;es departamentais.</font></p>            ]]></body><back>
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