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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma abordagem multimétodo do desenvolvimento pessoal com estudantes do ensino superior: Contributos da investigação e da intervenção]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[After a century of Psychology, it is clear that there is a need for the integration into the study of human development of those approaches that are capable of bringing us closer to the complexity of the processes of change and development. Following some authors on the subject, we can see that it is possible to apply both quantitative and qualitative approaches to Psychology (e.g., Patton, 1990; Mertens, 1998). Our proposal is that different methodologies can be integrated into a research plan, so that a problem is approached from different perspectives. Moreover, we consider that pre-and pos-test measures in the assessment of intervention in personal development (experimental studies) do not go far enough to enable us to understand the complexity of change, and so follow-up studies become crucial. We also believe that an initial exploration of the problem must be carried out and, therefore, exploratory studies (cross studies) are useful since they allow us to obtain an initial outline of the context in witch we are going to intervene. Finally, we defend the fact that it is particularly relevant to go beyond the silence of numbers, introducing to the research plan the extreme cases and the stories that we build together in the movements of human development and change process (study of extreme cases).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>Uma abordagem multim&#233;todo do desenvolvimento pessoal com estudantes do ensino superior: Contributos da investiga&#231;&#227;o e da interven&#231;&#227;o</b><a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>A multimethod approach of personal development with students in higher education: Contributions from research and intervention </b></font></p>          <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Alice M. Bastos<sup>*</sup>; Carolina Silva<sup>**</sup> ; &#211;scar F. Gon&#231;alves<sup>***</sup></b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Instituto Polit&#233;cnico de Viana do Castelo, ESE.</font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><sup>**</sup>Universidade do Porto, ICBAS.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>***</sup>Universidade do Minho, IEP.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s um s&#233;culo de Psicologia, entendemos que &#233; necess&#225;rio integrar no estudo do desenvolvimento humano abordagens capazes de nos aproximarem da complexidade dos processos de desenvolvimento e mudan&#231;a. Na linha de alguns autores, entendemos que &#233; poss&#237;vel aproximar abordagens quantitativas e qualitativas na Psicologia (<i>e.g</i>., Patton, 1990; Mertens, 1998). A nossa proposta &#233; a de que se integrem no plano de investiga&#231;&#227;o diferentes metodologias, efectuando uma aproxima&#231;&#227;o ao problema a partir de diferentes &#226;ngulos. Al&#233;m disso, consideramos que, na avalia&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o em desenvolvimento humano (estudo experimental), as medidas de pr&#233; e p&#243;s-teste s&#227;o insuficientes para compreender a complexidade da mudan&#231;a, assumindo os estudos <i>defollow-up</i> uma import&#226;ncia crucial. Entendemos ainda que &#233; necess&#225;rio efectuar uma explora&#231;&#227;o inicial do problema sob investiga&#231;&#227;o e da&#237; a utilidade de um estudo explorat&#243;rio (estudo transversal de observa&#231;&#227;o), pois permite obter um esbo&#231;o inicial do contexto em que vamos intervir. Finalmente, defendemos que &#233; de particular relev&#226;ncia ir al&#233;m do sil&#234;ncio dos n&#250;meros, introduzindo no plano de investiga&#231;&#227;o os valores extremos e as hist&#243;rias que co-constru&#237;mos nos movimentos de desenvolvimento e mudan&#231;a (estudo de casos extremos).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Abordagem multim&#233;todo; desenvolvimento pessoal; mudan&#231;a; ensino superior.</font></p>          <hr size="1" noshade>                <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"> After a century of Psychology, it is clear that there is a need for the integration into the study of human development of those approaches that are capable of bringing us closer to the complexity of the processes of change and development. Following some authors on the subject, we can see that it is possible to apply both quantitative and qualitative approaches to Psychology <i>(e.g.,</i> Patton, 1990; Mertens, 1998). Our proposal is that different methodologies can be integrated into a research plan, so that a problem is approached from different perspectives. Moreover, we consider that pre-and pos-test measures in the assessment of intervention in personal development (experimental studies) do not go far enough to enable us to understand the complexity of change, and so follow-up studies become crucial. We also believe that an initial exploration of the problem must be carried out and, therefore, exploratory studies (cross studies) are useful since they allow us to obtain an initial outline of the context in witch we are going to intervene. Finally, we defend the fact that it is particularly relevant to go beyond the silence of numbers, introducing to the research plan the extreme cases and the stories that we build together in the movements of human development and change process (study of extreme cases).</font></p>      <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Se considerarmos as advert&#234;ncias de alguns dos cr&#237;ticos actuais da Psicologia, verificamos que o modo como constru&#237;mos e mantemos o conhecimento arrasta consigo todo um conjunto de constrangimentos, alguns dos quais j&#225; assinalados na psicologia cr&#237;tica do desenvolvimento (Broughton, 1987; Riegel, 1976). Tamb&#233;m te&#243;ricos ligados ao pensamento p&#243;s-moderno (Derrida, 1972; Lyotard, 1986; Rorty, 1994) nos alertam para as fragilidades das nossas constru&#231;&#245;es te&#243;ricas. Lyotard (1986), por exemplo, ao abordar o problema do conhecimento na condi&#231;&#227;o p&#243;s-modena, faz uma abordagem cr&#237;tica do saber cient&#237;fico, transportando-nos at&#233; ao saber narrativo, ao problema da legitima&#231;&#227;o do saber e ao poder do estado. Lyotard <i>(op. cit.)</i> consid&#233;ra que o saber cient&#237;fico se constr&#243;i sob a &#233;gide de determinados constrangimentos discursivos, se mant&#233;m com base em determinadas evid&#234;ncias e argumenta&#231;&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De um modo impl&#237;cito estas quest&#245;es aproximam-nos do problema da validade e credibilidade dos resultados obtidos nos planos de investiga&#231;&#227;o abordados por diversos autores, particularmente, nesta d&#233;cada (Denzin &#38; Lincoln, 1994; Mishler, 1990; Patton, 1990; Riessman, 1993). Neste sentido, na linha de Mishler (1990), assumimos o conhecimento cient&#237;fico como socialmente constru&#237;do, defendendo assim a necessidade de integrar no mesmo plano de investiga&#231;&#227;o, n&#227;o s&#243; a tradi&#231;&#227;o paradigm&#225;tica em que somos instru&#237;dos, mas tamb&#233;m a tradi&#231;&#227;o narrativa em que somos educados. Ora, o saber narrativo, sendo basicamente oral, circula nas hist&#243;rias que contamos, nas conversa&#231;&#245;es que mantemos e a narra&#231;&#227;o toma-se o seu modo privilegiado de circula&#231;&#227;o. J&#225; o saber paradigm&#225;tico operacionaliza-se num conjunto de regras que ditam os processos c procedimentos a usar na constru&#231;&#227;o do conhecimento dito cient&#237;fico, regras essas que se actualizam em exig&#234;ncias de validade e fidelidade.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Se considerarmos alguns dos movimentos actuais da Psicologia, nomeadamente ao n&#237;vel do construeionismo social e do construtivismo, constatamos que o saber narrativo tem sido retomado na investiga&#231;&#227;o e as pr&#225;ticas discursivas revalorizadas no seio de culturas localizadas (Bruner, 1990, 1996; Gergen, 1991, 1998; Gon&#231;alves, 1998; Harr&#233;, 1998; Kvale, 1992; Shotter, 1993). Se assumirmos o desafio de Kvale (1992) e tomarmos em considera&#231;&#227;o outros dom&#237;nios de express&#227;o humana, nomeadamente o das artes pl&#225;sticas, verificamos que Picasso numa das suas obras de refer&#234;ncia &#8212; Ms <i>meninas d&#39;Avignon</i>&#8220; (1907), inicialmente intitulada &#34;O <i>bordel filos&#243;fico&#8220;</i> &#8212; faz uma aproxima&#231;&#227;o ao mundo sociocultural da sua &#233;poca e, numa posi&#231;&#227;o cr&#237;tica, devolve-nos as prostitutas d&#39;Avignon de um modo substancialmente diverso da tradi&#231;&#227;o, marcando assim um dos momentos iniciais do cubismo. Curiosamente, <i>As meninas d&#8217;Avignon</i> (1907) &#233; considerado por Picasso um quad ro inacabado. No entanto, Picasso guardou este exemplar durante anos, antes de o expor em p&#250;blico, sem lhe ter introduzido qualquer altera&#231;&#227;o, como nos alerta Leymarie (1971). Esta insatisfa&#231;&#227;o e este deixar em aberto parecem-nos substancialmente pr&#243;ximos dos processos e procedimentos de investiga&#231;&#227;o. Outro dado em Picasso, que nos parece relevante para os projectos de investiga&#231;&#227;o, &#233; o facto de os rostos/m&#225;scaras das figuras amb&#237;guas de <i>As meninas d&#39;Avignon</i> se aproximarem do <i>Auto-retrato</i> de Picasso (1906), executado um ano antes.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em nosso entender, na investiga&#231;&#227;o estamos claramente em processos auto-referenciados, assumindo assim que exist&#234;ncia e conhecimento cont&#234;m a marca do seu autor (Gon&#231;alves, 1998). Neste contexto, partilhamos da posi&#231;&#227;o de Bruner (1990) de que n&#227;o podemos falar, escrever e/ou investigar fora de n&#243;s. Dito de outro modo, como nos alerta Polkinghome (1992), estamos perante a impossibilidade de assumir o <i>ponto de vista de lugar nenhum</i> de que fala Nagel, ou ainda incapazes de olhar para a realidade a partir do <i>olho divino,</i> referido por Putnam. E, nesse caso, precisamos de assumir os limites da investiga&#231;&#227;o, em particular nas ci&#234;ncias sociais e humanas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assumindo a marca da nossa humanidade, no presente artigo vamos descrever os processos e procedimentos que relatam a passagem do sil&#234;ncio dos n&#250;meros &#224;s narrativas pessoais, num projecto de investiga&#231;&#227;o definido como multim&#233;todo. Assumimos que as hist&#243;rias, inclusive as de investiga&#231;&#227;o, se contam, como nos lembrava Gcrgen (1998), a partir de um lugar qualquer. E, por isso, escolhemos n&#227;o s&#243; o que contamos (o nosso problema de investiga&#231;&#227;o) mas tamb&#233;m o modo como contamos essa hist&#243;ria (os processos c procedimentos utilizados). &#201; neste sentido que entendemos que Picasso nos poder&#225; ser &#250;til na investiga&#231;&#227;o: (i) pela conformidade aos c&#226;nones tradicionais, num regresso &#224; ordem, como acontece por exemplo no retrato do seu filho Pablo (1924), executado ap&#243;s a sua entrada no cubismo; (ii) pela transgress&#227;o de todos os can&#244;nes, num assumir do caos na sua obra de s&#237;ntese &#8212; a Guemica, um dos &#237;cones deste s&#233;culo. Ao longo da sua obra, Picasso remete-nos para um movimento permanente entre a ordem, a ades&#227;o ao antigo, ao velho, &#224; tradi&#231;&#227;o (por exemplo, as cont&#237;nuas refer&#234;ncias &#224; arte ib&#233;rica e &#224; arte africana primitiva), e o confronto com o caos, a desordem, a novidade, num exerc&#237;cio de inova&#231;&#227;o e/ou transgress&#227;o.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Reconhecemos que a profunda humanidade da obra de Picasso nos for&#231;a a olhar para o mesmo problema sob investiga&#231;&#227;o a partir de diferentes &#226;ngulos. Ora, a avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica aproxima-nos, predominantemente, de uma grande racionalidade formal, num exerc&#237;cio de abstrae&#231;&#227;o das formas, aproximando-nos da perfei&#231;&#227;o dos modelos <i>apol&#237;neos,</i> para retomarmos uma express&#227;o de Gruber (1984). No entanto, a busca do sentido humano, ao transportar-nos ao lado <i>dionisiaco,</i> aproxima-nos da constru&#231;&#227;o narrativa da experi&#234;ncia pessoal. Assim, ao integrarmos no mesmo projecto de pesquisa diferentes metodologias de an&#225;lise, entendemos que assumimos o desafio de Denzin e Lincoln (1994) de transformar um projecto de investiga&#231;&#227;o sobre desenvolvimento pessoal e mudan&#231;a em permanente &#8220;<i>bricolage</i>&#34;. Se considerarmos agora o desenvolvimento pessoal, constatamos que este tem sido muitas vezes assumido como sin&#243;nimo de desenvolvimento psicol&#243;gico (King &#38; Baxter-Magolda, 1996). Tem sido associado &#224; aprendizagem e abordado como uma quest&#227;o de atitudes, compet&#234;ncias e valores (Kuhn, Schuh &#38; Whitt, 1991). Assumido tamb&#233;m como sin&#243;nimo de personalidade (Sprinthall &#38; Collins, 1994), &#233; ainda definido atrav&#233;s de um conjunto de <i>vectores</i> em dom&#237;nios psicossociais (Chikering &#38; Reisser, 1993).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Enquanto relativo &#224; pessoa em desenvolvimento, tem tamb&#233;m sido encarado do ponto de vista dos processos psicol&#243;gicos subjacentes &#224; evolu&#231;&#227;o e &#224; mudan&#231;a, ou seja, como uma transforma&#231;&#227;o construtiva da forma, irrevers&#237;vel no tempo, atrav&#233;s de processos de troca entre o organismo e o meio (Valsiner, 1997). No entanto, como &#233; f&#225;cil verificar pela pol&#233;mica instalada ao n&#237;vel da forma&#231;&#227;o pessoal e social e, particularmente, da Lei de Bases que regulamenta o desenvolvimento pessoal e social no ensino b&#225;sico (J&#225;come, 1999), estamos longe de um consenso na defini&#231;&#227;o deste construto.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Se considerarmos que a pessoa envolve uma diversidade de facetas, onde pensar, sentir e agir se entrela&#231;am na produ&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es intencionalizadas, ent&#227;o podemos considerar que estamos perante quadros de refer&#234;ncia m&#250;ltiplos, onde a informa&#231;&#227;o dispon&#237;vel para lidar com a complexidade do problema &#233; insuficiente e contradit&#243;ria. &#201; face &#224; diversidade de abordagens sobre o desenvolvimento pessoal que aproximamos este conceito do de <i>autoria,</i> como sugerem alguns investigadores ligados ao desenvolvimento humano (Baxter-Magolda, 1998; Kegan, 1994). Baxter-Magolda (1998) considera que a <i>autoria</i> pode ser entendida como <i>&#34;um modo de constru&#231;&#227;o do significado da experi&#234;ncia pessoal a partir de dentro de cada um&#34;</i> (p. 152). Este conceito engloba a integra&#231;&#227;o de dimens&#245;es cognitivas, intrapessoais e interpessoais. Requer, portanto, uma avalia&#231;&#227;o da sua pr&#243;pria perspectiva (dimens&#227;o intrapessoal), o confronto com outras possibilidades de explica&#231;&#227;o (dimens&#227;o interpessoal) e a constru&#231;&#227;o de uma perspectiva alternativa como resultado deste movimento (dimens&#227;o cognitiva).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, defendemos que a constru&#231;&#227;o de uma perspectiva mais complexa acerca do mundo e de si pr&#243;prio se faz num espa&#231;o relacional. Ou seja, o modo como <i>autoramos</i> a pr&#243;pria exist&#234;ncia cont&#233;m a marca da cultura em que crescemos. E neste sentido consideramos que a experi&#234;ncia de ensino superior, pela diversidade de oportunidades que oferece, poder&#225; ser encarada como um tempo privilegiado nos processos de transforma&#231;&#227;o pessoal. Assim, o presente projecto incide sob o desenvolvimento pessoal e a mudan&#231;a que decorre em jovens adultos, durante a licenciatura, quer em termos de <i>self(</i>dimens&#245;es intrapessoais) quer ao n&#237;vel da complexidade do pensamento (dimens&#227;o cognitiva). Assume-se a dimens&#227;o interpessoal como a rede onde se tece toda constru&#231;&#227;o do sentido humano.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Metodologia e resultados</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este artigo aborda a problem&#225;tica do desenvolvimento pessoal e mudan&#231;a usando diferentes metodologias. Inicialmente utiliza-se um estudo transversal inquirindo os estudantes, do primeiro ao quarto ano, sobre aspectos relacionados com vari&#225;veis pessoais, familiares e acad&#233;micas. Este estudo permitiu-nos modelar o grau de depend&#234;ncia do <i>selfe</i> da complexidade cognitiva do conjunto de vari&#225;veis anteriormente descritas. Seguidamente, tomando em considera&#231;&#227;o os resultados obtidos, nomeadamente a depend&#234;ncia de facetas do <i>self</i> da experi&#234;ncia acad&#233;mica, utilizamos um estudo experimental seleccionando uma amostra de estudantes do primeiro ano, repartidos pelo grupo experimental e de controlo, que foram inquiridos sobre o mesmo conjunto de vari&#225;veis (momento inicial de avalia&#231;&#227;o), sujeitos a um programa de desenvolvimento pessoal (momento da segunda avalia&#231;&#227;o) e reavaliados passado um ano. Da an&#225;lise de vari&#226;ncia de medidas repetidas das diferentes facetas do <i>self,</i> em fun&#231;&#227;o dos grupos de perten&#231;a, sobressai um contraste mais forte na auto-estima entre os dois grupos. Com base na an&#225;lise de res&#237;duos deste modelo foram seleccionados indiv&#237;duos, pertencentes aos dois grupos, cuja <i>auto-estima</i> se situava mais distante em rela&#231;&#227;o a uma avalia&#231;&#227;o m&#233;dia. Estes quatro indiv&#237;duos foram estudados de um modo compreensivo numa avalia&#231;&#227;o qualitativa.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Estudo transversal de observa&#231;&#227;o</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Fazem parte deste estudo estudantes que frequentam os cursos de forma&#231;&#227;o de professores no ensino superior p&#250;blico polit&#233;cnico e universit&#225;rio (N=320), pertencentes aos cursos de L&#237;nguas e Ci&#234;ncias, igualmente distribu&#237;dos pelos quatro anos da licenciatura. O quinto ano de licenciatura foi eliminado do estudo pelo facto de os estudantes assumirem responsabilidades ligadas &#224; doc&#234;ncia, o que, se atendermos &#224; teoria e investiga&#231;&#227;o neste dom&#237;nio, poder&#225; introduzir novas vari&#225;veis no processo (Baxter-Magolda, 1992, 1996; King &#38; Ktchener, 1994; Kitchener &#38; King, 1990). A m&#233;dia de idades dos estudantes inquiridos foi de cerca de 20,8 anos (DP=2,5). Em termos de grupos socioecon&#243;micos de perten&#231;a, considerando o n&#237;vel de instru&#231;&#227;o e a profiss&#227;o dos progenitores, estes participantes integram grupos pouco favorecidos, o que se poder&#225; explicar tendo em conta a zona do pa&#237;s onde o estudo decorre.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dos instrumentos utilizados fazem parte o <i>Invent&#225;rio do Desenvolvimento Cognitivo de Parker (IDCP,</i> Parker, 1984), instrumento que foi constru&#237;do a partir da teoria de Perry (1970), e apresenta um formato de tipo <i>Likert,</i> numa escala de 1 a 4 pontos. Para avaliar o sistema <i>self</i> utilizamos o <i>SelfPerception Profilefor College Stu-dents (SPPCS,</i> Neeman &#38; Harter, 1986). Este instrumento baseia-se numa perspectiva desenvolvimental do <i>self</i> e procura avaliar os diferentes dom&#237;nios do <i>self</i> a partir de p&#243;los opostos (Harter, 1990). Em termos de procedimentos, todos os participantes foram avaliados no final do primeiro semestre, nas salas de aula, durante os tempos lectivos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Dada a diversidade de resultados e a quantidade de vari&#225;veis sob investiga&#231;&#227;o, ilustraremos apenas os resultados utilizando uma das dimens&#245;es de um dos dom&#237;nios em estudo, designadamente uma das facetas ou dimens&#245;es do <i>self</i> designada por <i>aprecia&#231;&#227;o global (AG).</i> Esta AG refere-se ao modo como cada um se julga, percebe e avalia. No entender de Harter (1990), esta dimens&#227;o d&#225;-nos uma medida de <i>auto-estima</i> que &#233; independente das demais subescalas que integram este instrumento.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como se pode observar atrav&#233;s do <a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a06q1.jpg">quadro 1</a>, no que se refere &#224; <i>aprecia&#231;&#227;o global</i>, os resultados apontam para uma descida nos valores relativos ao modo como estes estudantes se percebem e avaliam durante a licenciatura. Tendo em considera&#231;&#227;o os resultados obtidos, procedemos &#224; an&#225;lise de regress&#227;o m&#250;ltipla, tendo utilizado a <i>aprecia&#231;&#227;o global</i> (AG) como vari&#225;vel dependente e introduzido todas as vari&#225;veis independentes organizadas em fun&#231;&#227;o de diferentes blocos (<a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a06q2.jpg">quadro 2</a>). Como esperado, os resultados apontam para a exist&#234;ncia de varia&#231;&#245;es significativas nesta dimens&#227;o do <i>self(F(</i>4,283)=3,08; p&#60;0,05). Como grupo, o primeiro bloco de vari&#225;veis contribui para a explica&#231;&#227;o de 4,2% da percentagem de vari&#226;ncia nos valores da <i>aprecia&#231;&#227;o global</i> (AG).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Analisemos estes resultados mais pormenorizadamente, tomando como refer&#234;ncia cada um dos blocos: (i) Experi&#234;ncia acad&#233;mica actual &#8212; no que se refere ao primeiro bloco de vari&#225;veis, an&#225;lises posteriores <i>Scheff&#233; post-hoc</i> indicaram que, &#224; medida que o estudante avan&#231;a na licenciatura, se percebe e avalia de um modo cada vez mais desfavor&#225;vel, estimando-se a diferen&#231;a entre o 1.&#176; e o 4,&#176; ano de licenciatura em -0,8 <i>(t=-</i>3,23; <i>gl=283;</i> p&#60;0,001). Nos restantes anos de licenciatura, assim como no curso de perten&#231;a, n&#227;o se verificaram varia&#231;&#245;es significativas em AG. (ii) Vari&#225;veis &#39;pessoais&#39; &#8212; quanto ao segundo bloco de vari&#225;veis, que designamos por vari&#225;veis &#39;pessoais&#39;, ainda que como um todo expliquem uma varia&#231;&#227;o adicional de 1,4% da <i>aprecia&#231;&#227;o global</i> (R<sup>2</sup>=0,06; F(6,281) 2,74; p&#60;0,05), nenhuma das vari&#225;veis por si s&#243;, designadamente o sexo e a idade, contribui significativamente para a aprecia&#231;&#227;o global que o indiv&#237;duo faz de si pr&#243;prio (AG), (iii) Vari&#225;veis da fam&#237;lia &#8212; no terceiro bloco, as vari&#225;veis da fam&#237;lia como grupo explicam uma percentagem de vari&#226;ncia adicional de 4,4% nos valores relativos &#224; AG (R<sup>2</sup>=0,09; F(10,277)=3,05; p&#60;0,001). Como podemos verificar atrav&#233;s de an&#225;lises posteriores, o principal factor que contribui para explicar a <i>aprecia&#231;&#227;o global</i> dos estudantes &#233; a instru&#231;&#227;o do pai, em que, mantendo constante o n&#237;vel de instru&#231;&#227;o b&#225;sica (1.&#176; e 2.&#176; ciclos) se verifica uma diminui&#231;&#227;o na aprecia&#231;&#227;o global (AG) em indiv&#237;duos que pertencem a fam&#237;lias com n&#237;veis de instru&#231;&#227;o superior, estimando-se a diferen&#231;a em -0,8 (<i>t</i>=-2,01; <i>gl</i>=277; <i>p</i>&#60;0,05).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em s&#237;ntese, se tomarmos como refer&#234;ncia os tr&#234;s blocos de vari&#225;veis independentes constitu&#237;dos para o efeito, verificamos no modelo final que quer o ano de licenciatura quer a instru&#231;&#227;o do pai contribuem significativamente para a <i>aprecia&#231;&#227;o global</i> (AG) que o indiv&#237;duo faz de si pr&#243;prio. Ou seja, quanto mais avan&#231;ado est&#225; na licenciatura e quanto maior o n&#237;vel de instru&#231;&#227;o do pai, mais desfavor&#225;vel &#233; a avalia&#231;&#227;o que o pr&#243;prio faz de si mesmo. Atendendo a estes resultados, procuramos no segundo estudo promover o desenvolvimento pessoal dos estudantes, em particular nas dimens&#245;es ligadas ao <i>self,</i> como sejam a <i>auto-estima.</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Estudo experimental</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Este &#233; um estudo limitado apenas a uma das institui&#231;&#245;es anteriores e a estudantes do 1.&#176; ano, com uma m&#233;dia de idades de 19,7 anos (DP=1,7), sendo 18 homens e 84 mulheres, pertencentes a v&#225;rios cursos. Mantivemos os mesmos instrumentos para avaliar o desenvolvimento pessoal (IDCP, Parker, 1984 e SPPCS, Neeman &#38; Harter, 1986).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em termos de procedimentos, todos os sujeitos que se disponibilizaram para integrar este projecto foram avaliados (pr&#233;-teste), tendo-se distribu&#237;do ao acaso os elementos segundo o sexo a que pertencem pelo grupo experimental (N=51) e de controlo (N=51). No momento inicial os valores m&#233;dios da AG n&#227;o foram significativamente diferentes (f=-1,7; g/=100; <i>p=</i>0,288). Deste modo, os sujeitos que integraram o grupo experimental frequentaram <i>&#34;Um programa de desenvolvimento pessoal&#34;</i> (Bastos, 1998), no &#226;mbito de actividades extracurriculares. Este programa est&#225; pr&#243;ximo do Modelo de Psicoterapia Cognitiva Narrativa de Gon&#231;alves (1995, 1998) e tem como objectivo, entre outros, facilitar o auto-conhecimento. As sess&#245;es tinham a dura&#231;&#227;o de cerca de duas horas. A forma&#231;&#227;o e supervis&#227;o dos dinamizadores ficou a cargo do investigador. No final da interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica, que coincidiu com o final do ano lectivo, os dois grupos foram reavaliados (p&#243;s-teste). Posteriormente, no sentido de testar a estabilidade dos resultados obtidos, avali&#225;mos novamente, no final do segundo ano de frequ&#234;ncia de ensino superior, o grupo de participantes na investiga&#231;&#227;o, que ficou mais reduzido (N=84), como se pode observar atrav&#233;s do <a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a06q3.jpg">quadro 3</a>.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Como se pode verificar, encontramos ao longo do tempo varia&#231;&#245;es no modo como o estudante se percebe a si pr&#243;prio. A identifica&#231;&#227;o dos diferentes momentos da avalia&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o corresponde, respectivamente, ao tempo 1 (pr&#233;-teste), tempo 2 (p&#243;s-teste) e tempo 3 (avalia&#231;&#227;o d<i>efollow-up).</i> Em termos globais, enquanto que o efeito do grupo n&#227;o se mostrou significativo (p&#62;0,05), houve um efeito principal do factor tempo (F(2,168)=19,15; p&#60;0,001), o qual ap&#243;s contraste em momentos sequenciais se reflectiu numa diminui&#231;&#227;o significativa entre os dois &#250;ltimos momentos, como se pode observar pelo <a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a06q4.jpg">quadro 4</a>.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o &#224; interac&#231;&#227;o entre o grupo e o tempo, como pode observar-se na <a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a06f1.jpg">figura 1</a>, h&#225; um contraste de comportamentos nos dois grupos entre pr&#233; e p&#243;s-teste: o aumento da aprecia&#231;&#227;o global no grupo experimental e uma diminui&#231;&#227;o de aprecia&#231;&#227;o global no grupo de controlo (F(1,4)=27,47; p&#60;0,001).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Entre os momentos p&#243;s-teste <i>efollow-up</i> o contraste entre a evolu&#231;&#227;o da aprecia&#231;&#227;o global nos dois grupos &#233; tamb&#233;m evidenciado na <a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a06f1.jpg">figura 1</a>: a diminui&#231;&#227;o acentuada da aprecia&#231;&#227;o global no grupo de controlo (F(1,4)=36,01; p&#60;0,001).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2"><i>Estudo de casos extremos</i></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para este estudo seleccion&#225;mos quatro casos identificados como observa&#231;&#245;es mais desviantes em rela&#231;&#227;o &#224; evolu&#231;&#227;o da aprecia&#231;&#227;o global abordada no estudo anterior. A an&#225;lise das entrevistas aponta para a diversidade e particularidade da experi&#234;ncia de mudan&#231;a. Acontecimentos, tidos na literatura como relevantes, por exemplo a transi&#231;&#227;o para a universidade (cf. Chickering &#38; Reisser, 1993) parecem assumir significa&#231;&#245;es distintas. Como refere o participante A (pertencente ao grupo experimental, identificado como valor extremo no quarto quartil nas avalia&#231;&#245;es de pr&#233; e p&#243;s-teste), relativamente ao balan&#231;o da experi&#234;ncia acad&#233;mica:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Normalmente quando as pessoas entram para a universidade n&#227;o pensam deixar a casa, viver para um s&#237;tio diferente, mudar de amigos, ter responsabilidades em coisas que n&#243;s nunca t&#237;nhamos tido, pelo menos t&#227;o directamente, como tratar de uma casa sozinha, fazer a gest&#227;o de todas as coisas, do dinheiro, das compras... As pessoas normalmente n&#227;o pensam nisso. Acho que essa &#233; uma experi&#234;ncia muito positiva.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Por&#233;m, a mesma experi&#234;ncia de transi&#231;&#227;o revela-se, por raz&#245;es distintas, como um acontecimento significativo, para o participante B (pertencente ao grupo de controlo, identificado como valor extremo no primeiro quartil, nas avalia&#231;&#245;es de pr&#233; e p&#243;s-teste):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Eu sempre tive algu&#233;m que andou sempre comigo, nunca estive sozinha, n&#227;o tive um momento sozinha na minha vida. Andei sempre at&#233; ao d&#233;cimo segundo ano com algu&#233;m, tipo anjo da guarda que se iguala a n&#243;s, mas que &#233; algu&#233;m que nos faz companhia, uma pessoa que nunca nos d&#234; a oportunidade de ficar sozinha. Eu acho que quando vim para a universidade tive um bocado de medo, porque a minha irm&#227; foi para outro lado. Eu acho que mudei muito do secund&#225;rio para a universidade. No secund&#225;rio era uma pessoa muito fechada muito envergonhada. Sentia-me um bocado inferior &#224;s outras pessoas. Acho que &#233; pelo facto de ser baixa e isso foi crescendo comigo. Aqui as pessoas t&#234;m de ser diferentes, t&#234;m de ser elas pr&#243;prias, os outros preocupam-se, mas n&#227;o est&#227;o aqui a dizer <i>&#39;Anda comigo&#39;</i> que era o que faziam comigo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m das transi&#231;&#245;es de vida, como s&#227;o as transi&#231;&#245;es entre ciclos de ensino (cf. Papalia, Olds &#38; Feldman, 1999) e, por consequ&#234;ncia, a transi&#231;&#227;o entre o ensino secund&#225;rio e o superior (cf. Prager, 1995), identificamos ainda acontecimentos significativos que parecem introduzir mudan&#231;as no modo como o pr&#243;prio se posiciona face a si mesmo e ao mundo interpessoal. Como refere o participante C (pertencente ao grupo de controlo, identificado como valor extremo no quarto quartil na avalia&#231;&#227;o de pr&#233;-teste):</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Eu tive uma amiga, que ainda &#233; minha amiga, que sempre foi minha amiga de inf&#226;ncia. Eu n&#227;o sei quando a conheci. Sei que &#233;ramos pequeninas e and&#225;vamos sempre juntas desde o liceu. Depois entramos para a universidade e entramos todas para aqui. Por acaso eu pensei que a conhecia muito bem e acho que j&#225; n&#227;o conseguia viver sem aquela amiga do lado, porque no fundo era como uma irm&#227;, a irm&#227; que nunca tive. A nossa rela&#231;&#227;o sofreu um grande abalo. Essa colega come&#231;ou a namorar e isolou-se completamente e eu senti-me sozinha de repente. De repente, muito sozinha, senti-me perdida.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ora, esses acontecimentos ou epis&#243;dios significativos podem levar a novas formas sentir, pensar e agir, marcando assim a entrada em novas transi&#231;&#245;es desenvolvimentais. Como refere o participante D (pertencente ao grupo experimental, identificada como valor extremo no primeiro quartil, na avalia&#231;&#227;o <i>de follozv-up):</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Eu fiquei muito doente, durante cerca de cinco dias e ningu&#233;m me telefonou ou poucos foram os que me telefonaram e senti-me muito longe. Parecia que n&#227;o tinha ningu&#233;m assim ao n&#237;vel da amizade na universidade e lembro-me que foi um dos momentos em que me senti desiludida. Estava muito doente e quando a gente est&#225; doente parece estar ali a pensar, est&#225; sempre na cama. Foi um dos momentos em que senti que precisava que cuidassem de mim. Nesse momento, a n&#237;vel da universidade n&#227;o tive. Reagi muito mal, porque fechei-me muito depois disso. Fechei-me muito.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, entendemos que as problem&#225;ticas do desenvolvimento pessoal se inscrevem no espa&#231;o relacional, sendo que as experi&#234;ncias de mudan&#231;a se entrela&#231;am umas nas outras tomando-se constitutivas do pr&#243;prio desenvolvimento. Assim, transi&#231;&#245;es de vida e acontecimentos significativos do quotidiano parecem constituir-se como pontos de viragem no modo como cada um se posiciona face &#224; exist&#234;ncia e ao conhecimento.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Discuss&#227;o e conclus&#227;o</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Se tomarmos em considera&#231;&#227;o os resultados obtidos nos diferentes estudos aqui apresentados, verificamos que, em termos de desenvolvimento pessoal e mudan&#231;a, a experi&#234;ncia de ensino superior &#233; muito diversificada. No estudo transversal verificamos que a experi&#234;ncia de ensino superior n&#227;o se reflecte apenas em ganhos em termos de experi&#234;ncia pessoal, contrariando alguns dos resultados neste dom&#237;nio (Pascarella e Terenzini, 1991). No estudo experimental constat&#225;mos que &#233; poss&#237;vel alterar este quadro de refer&#234;ncia, apoiando alguns dos estudos nesta &#225;rea (Devlin, 1996; Trasher &#38; Bloland, 1987). No entanto, os ganhos obtidos parecem diluir-se no tempo, o que nos faz supor que os programas de interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica por si s&#243;s n&#227;o bastam, sendo necess&#225;rio alargar as redes de suporte durante a frequ&#234;ncia de ensino superior. O estudo de casos extremos confronta-nos com a diversidade e a particularidade dos processos de desenvolvimento e mudan&#231;a, devolvendo o <i>self</i> &#224; arena social ou ao espa&#231;o relacional (Haviland &#38; Kramer, 1995), pondo em destaque as dificuldades de investiga&#231;&#227;o na interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica intencionalizada para a mudan&#231;a.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Se tivermos em considera&#231;&#227;o o modo como estes participantes rev&#234;em a sua vida acad&#233;mica, como encaram a transi&#231;&#227;o para a universidade e os acontecimentos significativos, verificamos que uma vertente do desenvolvimento s&#227;o as <i>transi&#231;&#245;es</i> tal como as entendemos na Psicologia do Desenvolvimento (Levinson, 1980), outra vertente s&#227;o os <i>pontos de viragem</i> nas traject&#243;rias de vida (Rutter, 1996, Rutter &#38; Rutter, 1993). &#201; neste contexto que, partilhando da posi&#231;&#227;o de outros autores (Kahlbaugh &#38; Kramer, 1995), entendemos que as mudan&#231;as intrapessoais est&#227;o associadas a acontecimentos de grande activa&#231;&#227;o emocional e se inscrevem no espa&#231;o relacional.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Perante estes dados, consideramos com Patton (1990) que, se a grande vantagem das abordagens quantitativas &#233; a de avaliar as reac&#231;&#245;es de um grande n&#250;mero de pessoas, face a um n&#250;mero limitado de quest&#245;es, facilitando a compara&#231;&#227;o e a agrega&#231;&#227;o estat&#237;stica dos dados, apresentando-nos um quadro de resultados de um modo sucinto e com parcim&#243;nia, mostram-se insuficientes para explicar a complexidade da mudan&#231;a. Ora, as abordagens qualitativas produzem informa&#231;&#227;o detalhada acerca de um n&#250;mero mais restrito de pessoas e casos, ainda que reduzindo a sua generaliza&#231;&#227;o. Isto significa que podemos aumentar a nossa compreens&#227;o do problema sob investiga&#231;&#227;o, partindo de alguns dos dados an&#243;malos que decorrem do pr&#243;prio programa de investiga&#231;&#227;o, conforme tivemos a oportunidade de defender noutras ocasi&#245;es (Bastos, 1998; Bastos &#38; Gon&#231;alves, 1997). Neste contexto, &#224; semelhan&#231;a de outros autores, reconhecemos a necessidade de aproximar abordagens quantitativas e qualitativas num problema sob investiga&#231;&#227;o (Mertens, 1998; Patton, 1990; Sim&#245;es, 1990). A nossa proposta &#233; a de que se integrem no plano de investiga&#231;&#227;o diferentes metodologias, efectuando uma aproxima&#231;&#227;o ao problema a partir de diferentes &#226;ngulos. Al&#233;m disso, consideramos que, na avalia&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o em desenvolvimento humano (estudo experimental), as medidas de pr&#233; e p&#243;s-teste s&#227;o insuficientes para compreender a complexidade da mudan&#231;a, assumindo os estudos <i>defollow-up</i> uma import&#226;ncia crucial. Entendemos ainda que &#233; necess&#225;rio efectuar uma explora&#231;&#227;o inicial do problema sob investiga&#231;&#227;o, e da&#237; a utilidade de um estudo explorat&#243;rio (estudo transversal de observa&#231;&#227;o), pois permite obter um esbo&#231;o inicial do contexto em que vamos intervir. Finalmente, defendemos que &#233; de particular relev&#226;ncia ir al&#233;m do sil&#234;ncio dos n&#250;meros, introduzindo no plano de investiga&#231;&#227;o os valores extremos e as hist&#243;rias que co-constru&#237;mos nos movimentos de desenvolvimento e mudan&#231;a (estudo de casos extremos).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Assim, retomamos uma vez mais as met&#225;foras de Picasso que, olhando para <i>As meninas</i> de Vel&#225;squez, nos surpreende uma vez mais com as suas <i>Varia&#231;&#245;es sobre as meninas,</i> reportando-nos ao mesmo tema, mas agora integrando na forma o <i>relativismo</i> da pluralidade de perspectivas. Tal feito transporta-nos uma vez mais para a <i>autoria</i> da diferen&#231;a, quest&#227;o que necessita de ser investigada na Psicologia e em particular ao n&#237;vel do desenvolvimento psicol&#243;gico dos estudantes do ensino superior.</font></p>           <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a> A presente investiga&#231;&#227;o foi realizada no &#226;mbito do projecto &#34;Os estudantes do ensino superior como grupo de risco&#34; (Praxis 2/2. l/CSH/693/95). Os autores agradecem ao Dr. Fernando Pernes, cr&#237;tico de artes e assessor cutural da Funda&#231;&#227;o de Serralves, a disponibilidade e o apoio prestado na revis&#227;o bibliogr&#225;fica da obra de Picasso. Toda a correspond&#234;ncia relativa a este artigo dever&#225; ser enviada para: Alice M. Bastos, Departamento de F. G. Educa&#231;&#227;o, Escola Superior de Educa&#231;&#227;o, Apartado 513, Viana do Castelo Codex.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bastos, A. (1998). <i>Desenvolvimento pessoal e mudan&#231;a em estudantes do ensino superior: Contribui&#231;&#245;es da teoria, investiga&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o,</i> Disserta&#231;&#227;o de doutoramento. Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484066&pid=S0874-2049200000020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bastos, A. &#38; Gon&#231;alves, O. F. (1996). Interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica no ensino superior: Constru&#231;&#227;o, implementa&#231;&#227;o e avalia&#231;&#227;o de um programa de desenvolvimento pessoal. <i>Psicologia: Teoria, Investiga&#231;&#227;o e Pr&#225;tica, 1,</i> 195-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484068&pid=S0874-2049200000020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bastos, A. &#38; Gon&#231;alves, O. (1997). Margens de incerteza na interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica com jovens e adultos: Apontamentos para uma reflex&#227;o. In APPORT &#38; CPO (Org.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484070&pid=S0874-2049200000020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->), <i>1.&#176; Congresso luso-espanhol de psicologia da educa&#231;&#227;o</i> (p. 190-2019). Coimbra: APPORT.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baxter-Magolda, M. (1992). <i>Knowing and reasoning in college.</i> S&#227;o Francisco: Jossey-Bass Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484072&pid=S0874-2049200000020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Baxter-Magolda, M. (1998). Developing self-authorship in young adult life. <i>Journal of College Student Development, 39,</i>143-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484074&pid=S0874-2049200000020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Broughton, J. (1987). Introduction to critical theory of developmental psychology. In J. Broughton (Ed.), <i>Critical theories of psychological development</i> (pp. 1-30). Nova Iorque: Plenum Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484076&pid=S0874-2049200000020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bruner, J. (1990). Acts of meaning. Nova Iorque: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484078&pid=S0874-2049200000020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bruner, J. (1996). <i>The culture of education.</i> Cambridge: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484080&pid=S0874-2049200000020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Burman, E. (1994). <i>Deconstructing developmental psychology.</i> Nova Ioque: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484082&pid=S0874-2049200000020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Chickering, A. &#38; Reisser, L. (1993). <i>Education and identity</i> (2.<sup>a</sup> ed.). S&#227;o Francisco: Jossey-Bass Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484084&pid=S0874-2049200000020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Denzin, N. &#38; Lincoln, Y. (1994). Introduction: Entering the field of qualitative research. In N. Denzin &#38; Y. Lincoln (Eds.), <i>Handbook of qualitative research.</i> Londres: Sage</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484086&pid=S0874-2049200000020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Derrida, J. (1972). <i>De la grammatologie.</i> Paris: Ed. Minuit.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484087&pid=S0874-2049200000020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Devlin, A. (1996). Survival skills training during freshmen orientaion: Its role in college student development. <i>Journal of College Student Development, 37</i> (3), 324-334.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484089&pid=S0874-2049200000020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gergen, K. (1991). <i>The saturated self: Dilemmas of identity in contemporary life.</i> Nova Iorque: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484091&pid=S0874-2049200000020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gergen, K. (1994). Exploring the postmodern: Perils or potenciais? <i>American Psychologist, 49,</i> 412-416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484093&pid=S0874-2049200000020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gergen, K. (1998). The place of the psyche in a constructed world. <i>Theory and Practice, 7,</i> 723-746.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484095&pid=S0874-2049200000020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gon&#231;alves, O. F. (1995). Cognitive narrative psychotherapy. In M. Mahoney (Ed.), Cognitive and constructive psychotherapies</i> (pp. 139-1629). Nova Ioque: Pergamon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484097&pid=S0874-2049200000020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gon&#231;alves, O. F. (1998). <i>Psicoterapia cognitiva narrativa.</i> S&#227;o Paulo: Ed. Psy. Gruber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484099&pid=S0874-2049200000020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harre, R. (1998). <i>The singular self.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484101&pid=S0874-2049200000020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Harter, S. (1990). Causes, correlates and functional role of global selfworth. In R. Stenberg &#38; J. Kolligian (Eds.), <i>Competence considered</i> (pp. 67-97). Nova Iorque: Yale University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484103&pid=S0874-2049200000020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Haviland, J. &#38; Kramer, D. (1995). Affect-cognition relationship in adolescent diaries: The Case of Anne Frank. <i>Human Development, 34,</i>143-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484105&pid=S0874-2049200000020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">J&#225;come, Z. (1999). <i>A Forma&#231;&#227;o pessoal e social atrav&#233;s do curr&#237;culo das ci&#234;ncias da natureza.</i> Viana do Castelo: ESEVC (policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484107&pid=S0874-2049200000020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kalhbaugh &#38; Kramer, D. (1995). Brief report: relativism and identity crisis in the young adulthood. <i>Journal of College Student Development, 2</i> (1), 63-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484109&pid=S0874-2049200000020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Keagan, R. (1994). <i>In over our heads.</i> Cambridge, MA: Harvard University Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">King, P. &#38; Baxter-Magolda, M. (1996). A developmental perspective on learning. <i>Journal of College Student Development, 37</i> (2), 163-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484112&pid=S0874-2049200000020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">King, P. &#38; Kithchener, K. (1994). <i>Developing reflective judment.</i> S&#227;o Francisco: Jossey-Bass Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484114&pid=S0874-2049200000020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kithchener, K. &#38; King, P. (1990). The reflective judment model: ten years of research. In M. L. Commons <i>et al.</i> (Eds.), <i>Adult development,</i> Vol. 2. Nova Iorque: Praeger.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484116&pid=S0874-2049200000020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kuhn, G. Schuh, J. &#38; Whitt, E. &#38; Associates (1993). <i>Involving colleges.</i> S&#227;o Francisco: Jossey-Bass Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484118&pid=S0874-2049200000020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kvale, S. (1992). Postmodern psychology: A contradiction in terms? In S. Kvale (Ed.), <i>Psychology and postmodernism</i> (pp. 31-57). Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484120&pid=S0874-2049200000020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kvale, S. (1996). <i>Interview: An introduction to qualitative research interviewing.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484122&pid=S0874-2049200000020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Levinson, D. (1980). Toward a conception of adult life course. In N. Smelser & E. Erikson (Eds.). <i>Themes of work and love in adulthood.</i> Cambridge, MA: Harvard University Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lcymarie, J. (1971). <i>Metamorphoses et unit&#233;.</i> Genebra: Ed. SRIKA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484125&pid=S0874-2049200000020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lyotard, J.-F. (1986). <i>A condi&#231;&#227;o p&#243;s-moderna</i> (2.<sup>a</sup> ed.). Lisboa: Gradiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484127&pid=S0874-2049200000020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mertens, D. (1998). <i>Research methods in education and psychology.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484129&pid=S0874-2049200000020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Mishler, E. (1990). Validation in inquired-guided research: The role <i>of</i> exemplars in narrative studies. <i>Harvard Educational Review.</i> 60(4), 415-444.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484131&pid=S0874-2049200000020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Newman, J. &#38; Harter, S. (1986). <i>Manual for The Self Perception Profile for College Students.</i> Denver University of Denver.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484133&pid=S0874-2049200000020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pascarella, E. &#38;Terenzini, P. (1991). <i>How college affect students: Findings and insights from twenty years of research.</i> s&#227;o Francisco: Jossey-Bass Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484135&pid=S0874-2049200000020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Papalia, D., Olds, S. &#38;Feldman, R. (1999). <i>A child&#39;s world: Infancy through adolescence</i> (8.<sup>a</sup> ed.). Boston: McGraw-Hill.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Patton, M. (1990). <i>Qualitative evaluation and research methods.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484138&pid=S0874-2049200000020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Parker, J. (1984). <i>The preliminary investigation of the validity and reability of the Parker Cognitive Development Inventory.</i> Iowa. Univ. Iowa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484140&pid=S0874-2049200000020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Perry, W. (1970). <i>Forms of intelectual and ethical development in the college years.</i> Nova Iorque: Holt, Rineart and Winston.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484142&pid=S0874-2049200000020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Polkinghome, D. (1992). Postmodern epistemology of practice. In S. 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The dialectics of human development. <i>American Psychologist,</i> Out., 689-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484148&pid=S0874-2049200000020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ricssman, C. (1993). <i>Narrative analysis.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484150&pid=S0874-2049200000020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rorty, R. (1994). <i>Conting&#234;ncia, ironia e solidariedade.</i> Lisboa: Presen&#231;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484152&pid=S0874-2049200000020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rutter, M. &#38; Rutter, M. (1993). <i>Developing minds: Challenge and continuity across the life-span.</i> Nova Iorque: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484154&pid=S0874-2049200000020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rutter, M. (1996). Transitions and turning points in developmental psychopathology. <i>International Journal of Behavioral Development, 19</i> (3), 603-626.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484156&pid=S0874-2049200000020000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shotter, J. (1993). <i>The cultural polites of everyday life. Buckingham:</i> Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484158&pid=S0874-2049200000020000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sim&#244;es, A. (1990). Investiga&#231;&#227;o-ac&#231;&#227;o: natureza e validade. <i>Revista Portuguesa de Pedagogia, 24,</i> XXIV, 39-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484160&pid=S0874-2049200000020000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sprinthall, N. &#38; Collins, W. (1994). <i>Psicologia do Adolescente: Uma abordagem desenvolvimentalista.</i> Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Guibenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484162&pid=S0874-2049200000020000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stake, R. (1994). Case studies. In Denzin &#38; Y. Lincoln (Eds.), <i>Handbook of qualitative research.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484164&pid=S0874-2049200000020000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="caption2" id="caption2"></a>Trashcr, F. &#38; Bloland, P. (1987). Student development studies: A review of published empirical research, 1973-1987. <i>Journal of Counseling and Development, 67,</i>547-554.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484166&pid=S0874-2049200000020000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Valsiner, J (1997). Constructing the personal through the cultural: Redundant organization of psychological development. In E. Amsel &38; A. Renninger (Eds.), <i>Change and development: Issues of theory, method and application.</i> Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.</font></p>        ]]></body><back>
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