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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A experiência de estágio académico: Oportunidades de formação e desenvolvimento do estudante]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The practicum experience: Opportunities for the apprenticeships and development of the college students]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this article we describe the practicum as a complementary opportunity for the college student's development. In this experience, there are several challenges which the student has to deal with, which impact depends on personal and contextual variables. Taking a sample of 282 Teaching Education, Exact Sciences and Humanities students of the University of Minho, we've analysed the major contributions and changes experienced by these students in terms of their apprenticeships and their psychosocial development. According to the literature, the practicum experience is mainly perceived by these students as an unique opportunity for acquiring specific professional abilities and for developing a more positive sense of self as a person and as a professional, as well as for the clarification of their choices and vocational projects.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[transição universidade-mundo profissional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>A experi&#234;ncia de est&#225;gio acad&#233;mico: Oportunidades de forma&#231;&#227;o e desenvolvimento do estudante</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>The practicum experience: Opportunities for the apprenticeships and development of the college students</b></font></p>              <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Susana Caires<sup>**</sup>; Leandro S. Almeida<sup>**</sup></b></font></p>              <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*-**</sup>Universidade do Minho</font></p>                 <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Neste artigo descrevemos o est&#225;gio curricular como oportunidade complementar de forma&#231;&#227;o acad&#233;mica dos estudantes. V&#225;rios desafios adaptativos s&#227;o colocados ao estagi&#225;rio, dependendo o seu impacte das pr&#243;prias conting&#234;ncias do est&#225;gio e das caracter&#237;sticas do aluno. Tomando uma amostra de 282 estagi&#225;rios da Universidade do Minho, pertencentes a cursos da &#225;rea das Ci&#234;ncias Exactas, do Ensino e das Humanidades, analisamos os principais contributos e mudan&#231;as experienciados pelos estagi&#225;rios ao n&#237;vel da aprendizagem/forma&#231;&#227;o e do desenvolvimento psicossocial. De acordo com a literatura na &#225;rea, o est&#225;gio foi maioritariamente percepcionado, por estes alunos, de forma positiva enquanto oportunidade &#250;nica de aquisi&#231;&#227;o de compet&#234;ncias profissionais espec&#237;ficas, contribuindo tamb&#233;m para o desenvolvimento de percep&#231;&#245;es pessoais mais positivas e para uma maior clarifica&#231;&#227;o das suas escolhas e projectos vocacionais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b> Est&#225;gio; ensino superior; aprendizagem; desenvolvimento; transi&#231;&#227;o universidade-mundo profissional.</font></p>        <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">In this article we describe the practicum as a complementary opportunity for the college student&#39;s development. In this experience, there are several challenges which the student has to deal with, which impact depends on personal and contextual variables. Taking a sample of 282 Teaching Education, Exact Sciences and Humanities students of the University of Minho, we&#39;ve analysed the major contributions and changes experienced by these students in terms of their apprenticeships and their psychosocial development. According to the literature, the practicum experience is mainly perceived by these students as an unique opportunity for acquiring specific professional abilities and for developing a more positive sense of self as a person and as a professional, as well as for the clarification of their choices and vocational projects.</font></p>          <hr size="1" noshade>         <p>&nbsp;</p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar do incremento recente da investiga&#231;&#227;o psicol&#243;gica no Ensino Superior, grande parte dela abarca apenas os problemas e os alunos dos primeiros anos. No entanto, a par dos desafios encontrados nos anos iniciais, e que passam muito pelos processos de adapta&#231;&#227;o a uma nova realidade acad&#233;mica, social e emocional, tamb&#233;m a conclus&#227;o do curso e a transi&#231;&#227;o para o mundo profissional encerram um conjunto de experi&#234;ncias importantes no desenvolvimento pessoal e profissional destes jovens (Matos &#38; Costa, 1993; Machado, 1997; Caires &#38; Almeida, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Ap&#243;s v&#225;rios anos em que um dos principais pap&#233;is desempenhados se reportou ao de aluno/estudante, nesta etapa final da sua passagem pelo Ensino Superior, ou seja, a realiza&#231;&#227;o do est&#225;gio, o desafio coloca-se sob a forma de uma multiplicidade de tarefas, actividades, cen&#225;rios e interlocutores, onde ter&#225; que assumir simultaneamente o papel de aluno, profissional e adulto. Este &#34;vestir de uma nova pele&#34; acarreta uma s&#233;rie de transforma&#231;&#245;es pessoais (Veenman, 1984; Machado, 1996; Caires &#38; Almeida, 1997). No presente trabalho, procuraremos reflectir sobre quais as &#225;reas do desenvolvimento do estudante do Ensino Superior que parecem ser mais afectadas neste processo de transi&#231;&#227;o para o mundo profissional e para a vida adulta, assim como quais os factores que condicionam as mudan&#231;as ocorridas, de que forma e a que n&#237;vel. De referir que nesta an&#225;lise ser&#225; dado particular destaque &#224; perspectiva do estagi&#225;rio, ou seja, ao modo como este viv&#234;ncia a sua experi&#234;ncia de est&#225;gio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desenvolvimento e aprendizagens decorrentes do est&#225;gio</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Calderhead (1992; cit. por Capei <i>et al,</i> 1997) descreve a primeira abordagem do mundo profissional como uma etapa de transi&#231;&#227;o na qual o iniciante tem a oportunidade de aplicar o conhecimento e experi&#234;ncia adquiridos nos bancos da universidade a um contexto da vida real. Tendo at&#233; a&#237; estabelecido um intenso e quase exclusivo <i>&#34;contacto com os mais variados aspectos das ci&#234;ncias ou saberes disciplinares... com as disciplinas que analisam e interpretam os seus futuros contextos profissionais... tem agora a oportunidade de &#39;unificar&#39; as v&#225;rias disciplinas que constituem a componente acad&#233;mica dos cursos, atrav&#233;s da sua articula&#231;&#227;o com situa&#231;&#245;es reais...&#34;</i> (Ralha <i>et al,</i> 1996). Apesar dos elevados n&#237;veis de exig&#234;ncia inerentes a este processo, o contacto com os in&#250;meros desafios e tarefas que o mundo profissional lhe coloca constitui, sem qualquer d&#250;vida, uma excelente oportunidade de crescimento, implicando o sujeito como um todo: os seus conhecimentos, comportamentos, a sua identidade, as suas rela&#231;&#245;es e afectos, bem como a sua personalidade. &#201; na sinergia e na conflitualidade presente entre estas dimens&#245;es do funcionamento do indiv&#237;duo, em interac&#231;&#227;o com todo um conjunto de vari&#225;veis contextuais que a aprendizagem/desenvolvimento ocorre (Bullough &#38; Gitlin, 1994; Lobato, 1998; Caires, 1998).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A este &#34;salto&#34; do mundo acad&#233;mico para o mundo profissional corresponde a entrada do aluno numa determinada institui&#231;&#227;o, no seio da qual ir&#225; desenvolver o seu est&#225;gio. Neste novo contexto &#233; esperado que o ne&#243;fito passe a adoptar as regras e rotinas da institui&#231;&#227;o que o acolhe, que aprenda e d&#234; mostras de bons h&#225;bitos de trabalho e que consiga estabelecer boas rela&#231;&#245;es com os &#243;rg&#227;os de gest&#227;o e com os profissionais que directa ou indirectamente com ele trabalham (Ainley &#38; Corbett, 1994; Tavares, 1997; Bullough &#38; Gitlin, 1994). Apesar de algumas das press&#245;es inicialmente sentidas, derivadas da necessidade de se adaptar a um novo cen&#225;rio, a uma nova rotina, a uma outra postura que lhe &#233; exigida enquanto profissional ou, mesmo, ao profissional que o acompanha na sua passagem pela institui&#231;&#227;o (o seu supervisor), este contacto com o real e com os contextos de actua&#231;&#227;o em que potencialmente um profissional da sua &#225;rea poder&#225; actuar, constitui habitualmente um forte potenciador do seu desenvolvimento socioprofissional. De acordo com Malglaive (1997), tal experi&#234;ncia pod&#234;-lo-&#225; ajudar a melhor compreender as tarefas, responsabilidades e, inclusive, as expectativas edificadas em tomo do profissional cujo papel ir&#225; em breve assumir. Iguais ganhos parecem ocorrer a n&#237;vel vocacional, dado constituir uma oportunidade para o aluno testar o seu interesse pela &#225;rea espec&#237;fica onde se encontra a estagiar (Olson &#38; Osborne, 1991; Young, 1995). Por sua vez, McNally e colaboradores (1994,1997) referem, ainda, o impacte do est&#225;gio em termos intra e interpessoais. A interac&#231;&#227;o com os outros profissionais, a sua aceita&#231;&#227;o no seio do(s) grupo(s) e o reconhecimento do seu valor como profissional s&#227;o experienciados como altamente gratificantes e como implicando importantes ganhos em termos da sua auto-estima, auto-efic&#225;cia e &#34;compet&#234;ncia social&#34;.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar dos j&#225; referidos ganhos inerentes ao est&#225;gio, todo este processo &#233; habitualmente vivenciado de forma pouco &#34;pac&#237;fica&#34;. De acordo com alguns dos estudos, trata-se de um percurso salpicado por alguns momentos de inseguran&#231;a, frustra&#231;&#227;o, desilus&#227;o, de questionamento sobre si pr&#243;prio e sua &#34;voca&#231;&#227;o&#34; para a profiss&#227;o (Veenman, 1984; Machado, 1997). A melhor ou pior forma como se desenrola este processo, bem como os ganhos que deste poder&#227;o advir, parecem fortemente condicionados por um conjunto de factores. De entre a multiplicidade de vari&#225;veis que afectam a qualidade deste processo (caracter&#237;sticas do sujeito, forma&#231;&#227;o pr&#233;via, expectativas em rela&#231;&#227;o ao mundo profissional, caracter&#237;sticas da institui&#231;&#227;o de est&#225;gio, dura&#231;&#227;o do est&#225;gio, tipo de curso/&#225;rea de forma&#231;&#227;o...), gostar&#237;amos de salientar a supervis&#227;o e as diferentes formas de apoio e recursos disponibilizados ao aluno (Alarc&#227;o &#38; Tavares, 1987; Duquette, 1994; Galv&#227;o, 1996; Toohey <i>et al.,</i> 1996). Este acompanhamento parece desempenhar um importante papel, n&#227;o apenas nas aprendizagens do aluno, mas tamb&#233;m na esfera pessoal e emocional. A par da integra&#231;&#227;o do estagi&#225;rio na nova institui&#231;&#227;o que o acolhe, o supervisor &#233; tamb&#233;m um dos grandes respons&#225;veis pelas aquisi&#231;&#245;es deste &#34;aprendiz de feiticeiro&#34;, sendo dele esperado a gradual inser&#231;&#227;o do estagi&#225;rio na profiss&#227;o, o ensino dos seus <i>&#34;comos&#34;</i> e <i>&#34;porqu&#234;s&#34;,</i> bem como das <i>&#34;artes&#34;</i> e &#34;<i>manhas</i>&#34; do of&#237;cio (McNally <i>et al.,</i> 1994; Duquette, 1994; Serpa, 1997). Tais aquisi&#231;&#245;es ocorrem por interm&#233;dio de processos como a modelagem de estrat&#233;gias, atitudes e comportamentos profissionais, ou pelas orienta&#231;&#245;es e <i>feedback</i> dados pelo supervisor e pelas reflex&#245;es e planifica&#231;&#245;es feitas em conjunto (Alarc&#227;o, 1996; Matos &#38; Costa, 1993). Oliveira (1992) aponta estes espa&#231;os de planeamento e reflex&#227;o como uma oportunidade para o aluno aprender a <i>&#34;desenvolver o pensamento reflexivo sobre a sua pr&#225;tica, a relacionar conhecimentos te&#243;ricos com as situa&#231;&#245;es pr&#225;ticas e a construir um estilo pessoal de actua&#231;&#227;o&#34;</i>. Ganhos em termos da auto-confian&#231;a, auto-imagem e auto-conhecimento do aluno s&#227;o igualmente referidos a prop&#243;sito do est&#225;gio (Silva, 1997).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere ao apoio que poder&#225; ser dado ao estagi&#225;rio pela universidade, este passa, por um lado, pela disponibiliza&#231;&#227;o de recursos (bibliografia, computadores.. .) e, por outro, pela estrutura&#231;&#227;o de espa&#231;os de forma&#231;&#227;o complementares &#224;s actividades desenvolvidas na institui&#231;&#227;o de est&#225;gio. Tais espa&#231;os podem passar por semin&#225;rios e por esquemas de supervis&#227;o por parte de docentes ou outros elementos da universidade. Neste espa&#231;o, habitualmente organizado em pequeno grupo, os alunos t&#234;m a oportunidade de discutir os problemas e dificuldades vivenciados ao longo da sua pr&#225;tica e ensaiar respostas &#224; sua resolu&#231;&#227;o. Segundo alguns autores, a exposi&#231;&#227;o dos seus pontos de vista, a sua discuss&#227;o em grupo, o confronto com pontos de vista distintos do seu ou, ainda, a aprecia&#231;&#227;o<i>/feedback</i> do supervisor, constituem factores promotores do desenvolvimento destes alunos (Riillough &#38; Gitlin, 1994; Amaral <i>et al.,</i> 1996). Ganhos a n&#237;vel do pensamento estrat&#233;gico, an&#225;lise cr&#237;tica e da capacidade de resolu&#231;&#227;o de problemas, a par de uma maior autonomia epistemol&#243;gica dos alunos, s&#227;o algumas das destrezas desenvolvidas &#8212; em resultado da reflex&#227;o sobre situa&#231;&#245;es pr&#225;ticas e esquemas <i>de feedback</i>&#8212;no quadro da supervis&#227;o (Vieira, 1993; Infante <i>et al.,</i> 1996; Lobato, 1998).&#34;</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com este artigo pretendemos apresentar alguns dados relativos &#224; forma como o est&#225;gio &#233; vivenciado pelos estudantes.<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a> Sobretudo, interessa-nos analisar como esta experi&#234;ncia, organizada no quadro do curr&#237;culo do curso, contribui para as aprendizagens &#34;finais&#34; do estudante e para o seu desenvolvimento psicossocial. Finalmente, havendo na amostra estagi&#225;rios de diferentes cursos, pretendemos conhecer em que medida as suas viv&#234;ncias e impacte na forma&#231;&#227;o se diferenciam em fun&#231;&#227;o da natureza do curso/est&#225;gio frequentado.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Metodologia</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Amostra</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O estudo envolveu 283 estagi&#225;rios da Universidade do Minho repartidos por cursos formando tr&#234;s grandes agrupamentos: (i) o agrupamento 1, correspondente aos alunos das <i>Ci&#234;ncias Exactas e Tecnologias</i> (65 alunos); (ii) o agrupamento 2, abarcando os alunos das <i>Ci&#234;ncias Sociais e Humanas</i> (73 alunos); e (iii) o agrupamento 3 correspondente &#224;s <i>Licenciaturas em Ensino</i> (145 alunos). Nos dois &#250;ltimos agrupamentos a larga maioria dos estudantes &#233; do sexo feminino (87%), havendo j&#225; um maior equil&#237;brio dos dois g&#233;neros no 1.&#176; agrupamento (46% de alunas).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Instrumento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foi utilizado o <i>Invent&#225;rio de Viv&#234;ncias e Percep&#231;&#245;es de Est&#225;gio</i> &#8212; <i>Vers&#227;o para o Ensino Superior</i> (Caires &#38; Almeida, 1996). Os 32 itens que comp&#245;em o question&#225;rio surgem organizados em quatro grandes dimens&#245;es relativas &#224; experi&#234;ncia de est&#225;gio: (i) <i>aspectos socioemocionais</i> (impacte do est&#225;gio em termos dos padr&#245;es de sono do aluno, apetite, auto-estima, n&#237;veis de desgaste f&#237;sico e psicol&#243;gico...); (ii) <i>aprendizagem </i>(aquisi&#231;&#245;es resultantes das actividades desenvolvidas ao longo do est&#225;gio, grau de confian&#231;a dos alunos para, num futuro pr&#243;ximo, assumirem a profiss&#227;o de uma forma aut&#243;noma, entre outros); (iii) <i>adapta&#231;&#227;o &#224; institui&#231;&#227;o</i> (qualidade da rela&#231;&#227;o estabelecida com os outros profissionais, grau de adequabilidade dos recursos disponibilizados pela institui&#231;&#227;o em termos de recursos f&#237;sicos e materiais, por exemplo); e, finalmente, (iv) <i>apoio/recursos/supervis&#227;o</i> (satisfa&#231;&#227;o do aluno com o apoio assegurado pelo(s) seu(s) supervisor(es), com os recursos bibliogr&#225;ficos, inform&#225;ticos e outros existentes na universidade). Os itens apresentam-se num formato <i>likert</i> de cinco pontos (de <i>discordo</i> a <i>concordo totalmente).</i> Uma vez assinalado o grau de concord&#226;ncia/discord&#226;ncia relativamente &#224; afirma&#231;&#227;o contida no item, &#233; pedido ao sujeito que justifique, ainda, a sua pontua&#231;&#227;o, assinalando, de entre um rol de alternativas que lhe s&#227;o apresentadas, aquela(s) que melhor descreve(m) a sua situa&#231;&#227;o. Neste estudo, mesmo abordando as dimens&#245;es (iii) e (iv) do question&#225;rio, centrar-nos-emos nas duas primeiras dimens&#245;es deste.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O question&#225;rio foi preenchido individualmente, tendo o contacto com os estagi&#225;rios sido realizado, em grande parte da amostra, aquando da sua vinda &#224; Universidade a fim de participarem nos Semin&#225;rios ou nas sess&#245;es de supervis&#227;o. Nalguns casos, nomeadamente no agrupamento das Ci&#234;ncias Exactas e Tecnologias, o contacto foi feito pelo telefone dado se encontrarem a estagiar em institui&#231;&#245;es fora do Distrito de Braga e, por essa raz&#227;o, se deslocarem raramente &#224; Universidade. Nestas situa&#231;&#245;es, o question&#225;rio era enviado pelo correio e, uma vez preenchido, este era reenviado a t&#237;tulo gracioso. De referir que cerca de 30% dos sujeitos contactados desta forma n&#227;o devolveram o seu question&#225;rio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na apresenta&#231;&#227;o dos resultados obtidos tomaremos quer a amostra global, quer os alunos repartidos pelos tr&#234;s agrupamentos mencionados (agrupamento 1: <i>Ci&#234;ncias Exactas e Tecnologias</i>; agrupamento 2: <i>Ci&#234;ncias Sociais e Humanas</i>; e agrupamento 3; <i>Licenciaturas em Ensino</i>). Mesmo centrando os objectivos deste artigo nos contributos do est&#225;gio curricular para a aprendizagem e o desenvolvimento psicossocial dos estudantes, faremos uma breve refer&#234;ncia a alguns dados descritivos da experi&#234;ncia de est&#225;gio, at&#233; para melhor enquadrarmos a an&#225;lise e discuss&#227;o dos resultados.<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que toca &#224;s dificuldades de adapta&#231;&#227;o &#224; institui&#231;&#227;o de est&#225;gio, os resultados sugerem n&#237;veis baixos de dificuldade, quer na amostra global (M=2,06; DP=1,13), quer nos tr&#234;s agrupamentos. Nas Licenciaturas em Ensino tais dificuldades foram vivenciadas a um n&#237;vel mais baixo (M3=1,9), sendo mais elevadas nas Ci&#234;ncias Sociais e Humanas (M2=2,37). A &#34;excessiva burocracia&#34; sinalizada por 23% dos sujeitos, a &#34;pouca abertura da institui&#231;&#227;o a novos elementos&#34; (22%) e a &#34;falta de apoio por parte dos v&#225;rios agentes&#34; (21%) foram as raz&#245;es mais mencionadas para as dificuldades sentidas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quando questionados acerca da adequa&#231;&#227;o (quantidade e qualidade) dos recursos disponibilizados pela institui&#231;&#227;o para o desenvolvimento das suas actividades de est&#225;gio, os alunos, em geral, dizem-se relativamente satisfeitos (M=3,46), situando-se um n&#237;vel mais baixo de satisfa&#231;&#227;o junto dos alunos das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas (M2=3,04). Mais satisfeitos, ainda, mostram-se os tr&#234;s agrupamentos na aprecia&#231;&#227;o do clima de relacionamento com os demais profissionais da institui&#231;&#227;o (m&#233;dias superiores a 4 na <i>likert</i> de cinco pontos), assim como com os &#39;&#39;clientes&#34; das respectivas institui&#231;&#245;es.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apreciando o apoio prestado pelos seus supervisores (interno ou da universidade e externo ou da institui&#231;&#227;o), o n&#237;vel de satisfa&#231;&#227;o dos alunos &#233; elevado em rela&#231;&#227;o ao supervisor externo (m&#233;dia em tomo de 4) e moderado em rela&#231;&#227;o ao supervisor interno (n&#237;vel 3). Apenas nos alunos das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas a satisfa&#231;&#227;o em rela&#231;&#227;o aos dois supervisores n&#227;o se mostrou diferenciada. No que se refere &#224;s caracter&#237;sticas mais positivas da pessoa do supervisor e da qualidade da rela&#231;&#227;o edificada com o aluno, &#233; de assinalar a maior incid&#234;ncia de respostas que apontam o apoio emocional dado pelo seu supervisor (referido por cerca de 19% dos alunos em rela&#231;&#227;o ao supervisor da universidade e 34% relativamente ao supervisor da institui&#231;&#227;o). As diferen&#231;as percentuais aqui verificadas poder-se-&#227;o explicar pelo facto de grande parte do est&#225;gio ser passado em contacto com o supervisor da institui&#231;&#227;o, havendo maiores oportunidades para a constru&#231;&#227;o de uma rela&#231;&#227;o mais pr&#243;xima entre ambos. Outros aspectos valorizados nos supervisores passaram pela sua disponibilidade, compet&#234;ncia profissional, <i>feedback</i> recebido e estrutura dada &#224; supervis&#227;o.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&#231;&#227;o a aspectos negativos identificados pelos alunos em termos da pessoa ou da rela&#231;&#227;o com o supervisor, de salientar a falta de apoio emocional por parte do seu supervisor da universidade (n=33). Quanto &#224; qualidade da supervis&#227;o e do <i>feedback</i> assegurado pelos seus supervisores, os principais coment&#225;rios referem-se &#224;s excessivas cr&#237;ticas e ao seu car&#225;cter &#34;destrutivo&#34;, ao <i>feedback</i> vago e algo superficial ou, ainda, excessivamente te&#243;rico. A presen&#231;a de regras e objectivos pouco claros, nomeadamente em termos da avalia&#231;&#227;o dos alunos, a relativa incoer&#234;ncia em termos das pistas avan&#231;adas ou o seu baixo n&#237;vel de estrutura&#231;&#227;o, s&#227;o igualmente referidos pelos alunos. Apouca disponibilidade dos supervisores para acompanharem o estagi&#225;rio foi tamb&#233;m referida, assim como a sua fraca compet&#234;ncia profissional (lacunas a n&#237;vel cient&#237;fico, baixo conhecimento do supervisor interno em rela&#231;&#227;o &#224; realidade do mundo do trabalho, pouca prepara&#231;&#227;o a n&#237;vel metodol&#243;gico ou, ainda, falta de experi&#234;ncia como supervisor).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A aprecia&#231;&#227;o da &#34;sufici&#234;ncia&#34; dos recursos existentes na universidade para dar resposta &#224;s necessidades dos estagi&#225;rios atingiu um m&#233;dio n&#237;vel de satisfa&#231;&#227;o (M=3,16; DP=1,14). &#201;, no entanto, de registar a exist&#234;ncia de diferen&#231;as estatisticamente significativas em termos das m&#233;dias das respostas dos tr&#234;s grupos [F(2; 279)=16,64; p&#60;0,01], mostrando-se os alunos das Ci&#234;ncias Exactas &#8212; estagiando v&#225;rios deles fora de Braga/Guimar&#227;es &#8212; menos satisfeitos com os recursos formativos disponibilizados pela universidade (Ml=2,53; DP1=1,27), seguidos pelos alunos das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas (M2=3,12; DP2=0,94), verificando-se uma maior satisfa&#231;&#227;o entre os alunos das Licenciaturas em Ensino (M3=3,46; DP3=1,14).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O <i>est&#225;gio e as oportunidades de aprendizagem</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No <a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a08q1.jpg">quadro 1</a> s&#227;o apresentadas as percep&#231;&#245;es dos alunos em rela&#231;&#227;o ao est&#225;gio enquanto oportunidade de forma&#231;&#227;o acad&#233;mico-profissional.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Podemos constatar que a grande maioria da amostra afirma ter adquirido um elevado n&#237;vel de compet&#234;ncias (m&#233;dia em tomo de 4), observando-se um grau interm&#233;dio de pontua&#231;&#227;o em termos das dificuldades sentidas na articula&#231;&#227;o entre a teoria e a pr&#225;tica. A vari&#226;ncia da pontua&#231;&#227;o &#233; muito similar, quer em rela&#231;&#227;o aos dois itens em an&#225;lise, quer em rela&#231;&#227;o aos tr&#234;s agrupamentos. Olhando as m&#233;dias dos tr&#234;s agrupamentos, n&#227;o se verificou qualquer diferen&#231;a estatisticamente significativa nas m&#233;dias obtidas, quer nas compet&#234;ncias adquiridas [F(2; 278) =0,73; p=0,48], quer relativamente &#224;s dificuldades sentidas na articula&#231;&#227;o teoria-pr&#225;tica [F(2; 279)=0,164; p=0,85].</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Procurando analisar as respostas dadas na explicita&#231;&#227;o das pontua&#231;&#245;es em rela&#231;&#227;o &#224; percep&#231;&#227;o das compet&#234;ncias adquiridas, a especificidade das tarefas inerentes a cada um dos est&#225;gios deu lugar a discursos diferentes. Por exemplo, entre os alunos das Licenciaturas em Ensino, o desenvolvimento de compet&#234;ncias pedag&#243;gicas destacou-se entre as demais aquisi&#231;&#245;es mencionadas pelos alunos em rela&#231;&#227;o &#224; sua profiss&#227;o espec&#237;fica. Entre os alunos das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas, os maiores ganhos parecem ter surgido em termos das compet&#234;ncias de atendimento e compet&#234;ncias de interven&#231;&#227;o, tendo sido tamb&#233;m feita men&#231;&#227;o &#224; aquisi&#231;&#227;o de compet&#234;ncias a n&#237;vel da forma&#231;&#227;o, avalia&#231;&#227;o e certifica&#231;&#227;o. No que se refere aos alunos das Ci&#234;ncias Exactas, as suas especifica&#231;&#245;es apontam para a exist&#234;ncia de ganhos na &#225;rea da inform&#225;tica (programa&#231;&#227;o, an&#225;lise de sistemas...), controlo de qualidade e dom&#237;nio de novas tecnologias.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Relativamente &#224;s compet&#234;ncias profissionais mais gerais (salientadas por 66% da amostra global), s&#227;o dignas de nota as refer&#234;ncias ao desenvolvimento de um maior profissionalismo e sentido de responsabilidade, &#224; aquisi&#231;&#227;o de maiores compet&#234;ncias a n&#237;vel da linguagem e comunica&#231;&#227;o em contextos profissionais espec&#237;ficos ou, ainda, aos ganhos registados em termos de compet&#234;ncias de planifica&#231;&#227;o e organiza&#231;&#227;o de tarefas e actividades. De salientar tamb&#233;m a refer&#234;ncia a outro tipo de compet&#234;ncias como o falar em p&#250;blico, a capacidade de an&#225;lise dos problemas e tomada de decis&#245;es, o trabalho em equipa ou, ainda, o maior esp&#237;rito de iniciativa, dinamismo e autonomia. Foram tamb&#233;m significativos alguns ganhos a n&#237;vel pessoal. Entre eles, de destacar o aumento da sua capacidade de toler&#226;ncia &#224; frustra&#231;&#227;o, de auto-dom&#237;nio, auto-confian&#231;a e de adapta&#231;&#227;o a novos contextos/situa&#231;&#245;es. Uma maior capacidade de express&#227;o, uma maior seguran&#231;a e &#224;-vontade, quer no desempenho das tarefas profissionais quer na interac&#231;&#227;o com os outros ou, ainda, maiores n&#237;veis de maturidade e assertividade. Mediante a forte &#234;nfase dada pelos sujeitos a este tipo de ganhos, parece pois evidente o importante contributo do est&#225;gio em termos do auto-conhecimento destes indiv&#237;duos e do seu desenvolvimento em termos pessoais e sociais. Centradas numa vertente mais acad&#233;mica da sua forma&#231;&#227;o, surgem respostas alusivas ao desenvolvimento de compet&#234;ncias de investiga&#231;&#227;o, de integra&#231;&#227;o da teoria na pr&#225;tica ou de aprofundamentos no seu conhecimento cient&#237;fico. O traquejo, a edifica&#231;&#227;o de uma vis&#227;o mais realista do mundo do trabalho, a aquisi&#231;&#227;o de experi&#234;ncia profissional e o desenvolvimento de compet&#234;ncias pr&#225;ticas surgem, por &#250;ltimo, tamb&#233;m mencionados.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Quando questionados acerca do seu grau de prepara&#231;&#227;o para encarar o mundo profissional num futuro pr&#243;ximo (&#34;compet&#234;ncia percebida&#34;), a m&#233;dia da amostra situou-se a um n&#237;vel elevado (M=3,90; DP=0<sub>/</sub>90)<sub>/</sub> havendo diferen&#231;as entre os tr&#234;s agrupamentos. Assim, enquanto que os alunos das Ci&#234;ncias Exactas e das Licenciaturas em Ensino se dizem bastante confiantes em rela&#231;&#227;o a este aspecto (Ml =3,92; DPI =0,82 e M3=4,19; DP3=0,75) o mesmo n&#227;o se verifica entre os estagi&#225;rios das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas (M2=3,31; DP2=0,96), sendo estatisticamente significativa esta diferen&#231;a [F(2; 278)=27,97; p&#60;0,01]. Esta situa&#231;&#227;o, no caso das &#34;engenharias&#34;, poder&#225; significar que, enquanto profissionais, estes alunos manter&#227;o as mesmas tarefas e exig&#234;ncias tidas no est&#225;gio, o que tamb&#233;m ocorre nas Licenciaturas em Ensino (o est&#225;gio j&#225; envolve dar aulas e ter alunos pr&#243;prios, reg&#234;ncias, aulas assistidas). No caso das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas uma nova aprendizagem poder&#225; ser exigida a estes futuros profissionais, de acordo com o tipo de problemas e metodologias de trabalho inerentes &#224; institui&#231;&#227;o a que se venham a vincular profissionalmente.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que toca &#224; import&#226;ncia atribu&#237;da pelos estagi&#225;rios &#224; observa&#231;&#227;o e ao desenvolvimento de um trabalho em conjunto com um profissional mais experiente (modelo de mestria), a amostra global pontuou as suas respostas num n&#237;vel m&#233;dio/elevado (M=3,64; DP=1,7), havendo algumas diferen&#231;as intergrupos. Enquanto que nas Licenciaturas em Ensino a m&#233;dia das respostas se situa mais pr&#243;xima de um n&#237;vel elevado (M3=3,78; DP3=1,13), &#224; semelhan&#231;a dos alunos das Ci&#234;ncias Exactas (Ml=3,56; DP1=1,13), o mesmo n&#227;o se verifica entre os alunos das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas (diferen&#231;as n&#227;o estatisticamente significativas). A diferen&#231;a observada poder&#225; explicar-se pelo facto de alguns alunos estagiarem com um profissional que n&#227;o &#233; da sua &#225;rea (54,8% dos alunos das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas contra 26,6% dos alunos das Ci&#234;ncias Exactas, e nenhum das Licenciaturas em Ensino). Quando questionados acerca da import&#226;ncia, para a sua forma&#231;&#227;o, de momentos como a troca de impress&#245;es com os colegas e a discuss&#227;o de problemas em conjunto (modelo de parceria), os alunos pontuaram uma m&#233;dia ligeiramente mais elevada do que no item anterior (M=3,76; DP=1,00 contra M=3,64; DP=1,17 no modelo de mestria). O maior &#224;-vontade habitualmente presente na rela&#231;&#227;o entre colegas para expor d&#250;vidas e partilhar dificuldades poder&#225; explicar a m&#233;dia mais elevada, mesmo que a boa rela&#231;&#227;o tendencialmente existente com o supervisor explique que tal diferen&#231;a de m&#233;dias seja m&#237;nima. Comparando as m&#233;dias dos alunos dos diferentes agrupamentos, observam-se diferen&#231;as estatisticamente significativas [F (2; 279) =3,81; p&#60;0,05]. Os alunos das Ci&#234;ncias Exactas atribuem menor import&#226;ncia a esta troca de experi&#234;ncia com os colegas (Ml =3,50; DPI=1,13), enquanto os alunos do 2.&#176; e 3.&#176; agrupamentos pontuam a um n&#237;vel mais elevado (M2=3,71; DP2=0,99 e M3=3,90; DP3=0,92). Curioso ser&#225; notar que, se compararmos as respostas destes alunos, por agrupamento, tendo em conta os modelos de parceria e de mestria, &#233; entre os alunos da Licenciatura em Ensino que se observam n&#237;veis de resposta mais elevados. Por outro lado, enquanto os alunos das Ci&#234;ncias Exactas valorizaram mais os modelos de mestria, entre os estagi&#225;rios das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas e os das Licenciaturas em Ensino surgem mais valorizados os modelos de parceria. De novo, o facto de a maioria dos alunos das Ci&#234;ncias Exactas realizar o seu est&#225;gio individualmente e, para al&#233;m disso, em institui&#231;&#245;es muito afastadas da universidade (pouco contacto com os colegas), faz com que grande parte das suas aprendizagens dependa da observa&#231;&#227;o e trabalho em conjunto com o seu supervisor ou outros profissionais da institui&#231;&#227;o (modelo de mestria), sendo poucas as oportunidades para a partilha com os colegas.</font></p>         <p><font face="Verdana" size="2">No que toca &#224; import&#226;ncia atribu&#237;da pelos estagi&#225;rios &#224; observa&#231;&#227;o e ao desenvolvimento de um trabalho em conjunto com um profissional mais experiente (modelo de mestria), a amostra global pontuou as suas respostas num n&#237;vel m&#233;dio/elevado (M=3,64; DP=1,7), havendo algumas diferen&#231;as intergrupos. Enquanto que nas Licenciaturas em Ensino a m&#233;dia das respostas se situa mais pr&#243;xima de um n&#237;vel elevado (M3=3,78; DP3=1,13), &#224; semelhan&#231;a dos alunos das Ci&#234;ncias Exactas (Ml=3,56; DP1=1,13), o mesmo n&#227;o se verifica entre os alunos das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas (diferen&#231;as n&#227;o estatisticamente significativas). A diferen&#231;a observada poder&#225; explicar-se pelo facto de alguns alunos estagiarem com um profissional que n&#227;o &#233; da sua &#225;rea (54,8% dos alunos das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas contra 26,6% dos alunos das Ci&#234;ncias Exactas, e nenhum das Licenciaturas em Ensino). Quando questionados acerca da import&#226;ncia, para a sua forma&#231;&#227;o, de momentos como a troca de impress&#245;es com os colegas e a discuss&#227;o de problemas em conjunto (modelo de parceria), os alunos pontuaram uma m&#233;dia ligeiramente mais elevada do que no item anterior (M=3,76; DP=1,00 contra M=3,64; DP=1,17 no modelo de mestria). O maior &#224;-vontade habitualmente presente na rela&#231;&#227;o entre colegas para expor d&#250;vidas e partilhar dificuldades poder&#225; explicar a m&#233;dia mais elevada, mesmo que a boa rela&#231;&#227;o tendencialmente existente com o supervisor explique que tal diferen&#231;a de m&#233;dias seja m&#237;nima. Comparando as m&#233;dias dos alunos dos diferentes agrupamentos, observam-se diferen&#231;as estatisticamente significativas [F (2; 279) =3,81; p&#60;0,05]. Os alunos das Ci&#234;ncias Exactas atribuem menor import&#226;ncia a esta troca de experi&#234;ncia com os colegas (Ml =3,50; DPI=1,13), enquanto os alunos do 2.&#176; e 3.&#176; agrupamentos pontuam a um n&#237;vel mais elevado (M2=3,71; DP2=0,99 e M3=3,90; DP3=0,92). Curioso ser&#225; notar que, se compararmos as respostas destes alunos, por agrupamento, tendo em conta os modelos de parceria e de mestria, &#233; entre os alunos da Licenciatura em Ensino que se observam n&#237;veis de resposta mais elevados. Por outro lado, enquanto os alunos das Ci&#234;ncias Exactas valorizaram mais os modelos de mestria, entre os estagi&#225;rios das Ci&#234;ncias Sociais e Humanas e os das Licenciaturas em Ensino surgem mais valorizados os modelos de parceria. De novo, o facto de a maioria dos alunos das Ci&#234;ncias Exactas realizar o seu est&#225;gio individualmente e, para al&#233;m disso, em institui&#231;&#245;es muito afastadas da universidade (pouco contacto com os colegas), faz com que grande parte das suas aprendizagens dependa da observa&#231;&#227;o e trabalho em conjunto com o seu supervisor ou outros profissionais da institui&#231;&#227;o (modelo de mestria), sendo poucas as oportunidades para a partilha com os colegas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><i>Desenvolvimento psicossocial</i></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A realiza&#231;&#227;o do est&#225;gio acarreta v&#225;rias mudan&#231;as pessoais nos alunos. Algumas destas mudan&#231;as situaram-se a um n&#237;vel psicofisiol&#243;gico, por exemplo, altera&#231;&#245;es nos seus padr&#245;es de sono e de apetite (Caires, 1998), confirmando os dados de outros estudos onde a experi&#234;ncia de est&#225;gio &#233; tomada como <i>stressante</i> e desgastante (Veenman, 1984; Jesus &#38; Esteve, 1997; Caires &#38; Almeida, 1998). Outras mudan&#231;as, aquelas que nos importa mais reter neste artigo, decorrem de altera&#231;&#245;es na identidade, auto-conceito e &#225;rea vocacional. No <a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a08q2.jpg">quadro 2</a> apresentamos os resultados nas percep&#231;&#245;es dessas mudan&#231;as por parte dos estagi&#225;rios.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Os valores obtidos situam-se num valor interm&#233;dio da escala <i>likert</i> usada (1 a 5). As quest&#245;es na &#225;rea vocacional, essencialmente associadas ao pr&#243;prio curso, apresentam menos altera&#231;&#245;es ou dificuldades sentidas (tais oscila&#231;&#245;es poder&#227;o ser mais frequentes no in&#237;cio da frequ&#234;ncia de um curso do que na fase da sua conclus&#227;o). Em rela&#231;&#227;o &#224;s percep&#231;&#245;es de altera&#231;&#227;o do auto-conceito, tomando apenas os sujeitos que sentiram de algumas at&#233; bastantes altera&#231;&#245;es <i>(likert</i> de 3 a 5), olhando o <a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a08q3.jpg">quadro 3</a> podemos verificar a presen&#231;a de um n&#250;mero significativo de alunos que experienciou mudan&#231;as a este n&#237;vel (70% da amostra total). De entre estes, de assinalar a maior percentagem daqueles em que a mudan&#231;a se verificou no sentido positivo. Metade desta popula&#231;&#227;o sentiu ganhos na sua auto-estima, percentagem pr&#243;xima daqueles que dizem ter experienciado oscila&#231;&#245;es, e apenas 3% afirmam que o est&#225;gio afectou de forma negativa as suas percep&#231;&#245;es pessoais.</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Os valores sugerem, por um lado, o est&#225;gio como tendo implica&#231;&#245;es a n&#237;vel intrapessoal, ou seja, uma experi&#234;ncia onde est&#227;o presentes sentimentos contradit&#243;rios de inseguran&#231;a e desafio, de frustra&#231;&#227;o e satisfa&#231;&#227;o (entre muitos outros), os quais v&#227;o surgindo em resultado do confronto consigo pr&#243;prio, com a profiss&#227;o e com o mundo do trabalho, e que fazem desta experi&#234;ncia um importante momento de crise e, simultaneamente, de crescimento pessoal e profissional. Por outro lado, e apesar de algum do desgaste (f&#237;sico e psicol&#243;gico) implicado por esta experi&#234;ncia, das elevadas exig&#234;ncias colocadas &#224; pessoa do estagi&#225;rio e da exist&#234;ncia de alguns momentos de alguma &#34;desestrutura&#231;&#227;o&#34; pessoal, a grande maioria destes alunos &#34;sobrevive&#34; e, em grande n&#250;mero, com elevados ganhos. Apenas uma pequena minoria &#34;sucumbe&#34; &#224;s press&#245;es inerentes ao est&#225;gio.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Quanto &#224;s altera&#231;&#245;es introduzidas a prop&#243;sito das suas concep&#231;&#245;es enquanto profissionais (<a href="/img/revistas/psi/v14n2/14n2a08q4.jpg">quadro 4</a>), dos 197 sujeitos que referiram a exist&#234;ncia de algumas a elevadas reformula&#231;&#245;es a este n&#237;vel (pontua&#231;&#227;o de 3 a 5 na escala <i>likert),</i> 74% apontaram-nas no sentido da descoberta de maiores potencialidades profissionais. Para outros (13%), o confronto com as exig&#234;ncias da profiss&#227;o teve implica&#231;&#245;es negativas em termos da sua auto-efic&#225;cia, (re)iniciando o questionamento das suas capacidades para fazer face a tais exig&#234;ncias. A maioria dos alunos, no entanto, encontrou no est&#225;gio a oportunidade para confirmar o seu interesse e &#34;voca&#231;&#227;o&#34; para a profiss&#227;o escolhida (<i>e.g. &#34;descobri o prazer de ensinar e do contacto com os alunos&#34;).</i> O desenvolvimento de novas &#225;reas de interesse, derivadas de uma explora&#231;&#227;o mais aprofundada das diferentes facetas da profiss&#227;o surgiu tamb&#233;m entre as respostas destes alunos. Este questionamento vocacional parece-nos tamb&#233;m presente nas respostas dos estagi&#225;rios &#224; quest&#227;o sobre a antecipa&#231;&#227;o da sua realiza&#231;&#227;o profissional futura na &#225;rea do curso e do est&#225;gio. Com efeito, apenas 53% dos estagi&#225;rios responderam afirmativamente, havendo inclusive 27% que antecipam a sua n&#227;o realiza&#231;&#227;o profissional nessa &#225;rea (maior percentagem de respostas positivas junto dos alunos do 1.&#176; agrupamento, verificando-se uma situa&#231;&#227;o inversa no 2.&#176; agrupamento).</font></p>          
<p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, importa considerar as respostas dos alunos nos itens do question&#225;rio que lhes solicitavam a indica&#231;&#227;o de tr&#234;s sentimentos positivos e tr&#234;s sentimentos negativos associados &#224; sua experi&#234;ncia de est&#225;gio. Os sentimentos, de acordo com o enfoque, foram distribu&#237;dos por tr&#234;s grandes categorias: (i) intrapessoais (mudan&#231;as operadas na pessoa do estagi&#225;rio, sentimentos em rela&#231;&#227;o a si pr&#243;prio...), (ii) interpessoais, e (iii) aquisi&#231;&#245;es/aprendizagens. Os sentimentos mais ligados &#224; dimens&#227;o intrapessoal destacaram-se pela sua elevada incid&#234;ncia (n=336). Sentimentos como realiza&#231;&#227;o pessoal e profissional, elevados n&#237;veis de motiva&#231;&#227;o e entusiasmo ou, ainda, o atingir de maiores n&#237;veis de maturidade e crescimento pessoal, constam entre os sentimentos mais citados nesta categoria. O desenvolvimento do sentido de responsabilidade, uma maior autonomia, a aquisi&#231;&#227;o de maiores n&#237;veis de auto-confian&#231;a e &#224;-vontade, bem como os ganhos em termos da auto-estima, foram igualmente mencionados pelos estagi&#225;rios.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &#224; dimens&#227;o interpessoal, os sentimentos mais frequentemente assinalados prendem-se com as boas rela&#231;&#245;es estabelecidas com os colegas, com o(s) supervisor(es) e/ou outros profissionais presentes no seu est&#225;gio, sob a forma de esp&#237;rito de grupo, cumplicidade e companheirismo. O est&#225;gio foi, assim, uma oportunidade para fazer novos conhecimentos, alargar o seu leque de rela&#231;&#245;es ou sentir-se bem-vindo na institui&#231;&#227;o. Quanto aos sentimentos mais ligados &#224;s aquisi&#231;&#245;es resultantes da experi&#234;ncia de est&#225;gio e do contacto com o mundo do trabalho, podemos encontrar com maior frequ&#234;ncia respostas do tipo &#34;aprendizagem&#34;, &#34;crescimento profissional&#34;, &#34;consolida&#231;&#227;o&#34;, &#34;aquisi&#231;&#227;o&#34; e &#34;aplica&#231;&#227;o&#34; de conhecimentos. A oportunidade de contactar com a realidade do mundo do trabalho e de ganhar algumas destrezas que lhe permitam uma melhor adapta&#231;&#227;o ou, ainda, a aquisi&#231;&#227;o de uma maior experi&#234;ncia e traquejo em termos da aplica&#231;&#227;o de compet&#234;ncias ligadas &#224; sua &#225;rea profissional constam, tamb&#233;m, entre as respostas inclu&#237;das nesta categoria.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito aos sentimentos negativos, podemos salientar algumas das respostas que, quer pela sua maior incid&#234;ncia quer pela peculiaridade das mesmas, nos parecem dignas de refer&#234;ncia. Entre alguns dos sentimentos mais frequentes podemos assinalar o <i>stress</i> vivenciado por aproximadamente 40% destes alunos, traduzido em termos como &#34;ang&#250;stia&#34;, &#34;ansiedade&#34;, &#34;desespero&#34; ou &#34;tens&#227;o&#34;. De entre os sentimentos evocados pela amostra mais ligados a uma dimens&#227;o &#34;intrapessoal&#34;, podemos salientar a refer&#234;ncia a alguma sintomatologia depressiva. Tristeza, irritabilidade, depress&#227;o, desmotiva&#231;&#227;o, isolamento ou labilidade emocional surgem entre o rol de sentimentos enunciados (14% dos alunos). Acrescentem-se, ainda, os elevados n&#237;veis de desgaste f&#237;sico e psicol&#243;gico, derivados do excesso de trabalho, do <i>stress</i> vivenciado e das desloca&#231;&#245;es di&#225;rias para o local de est&#225;gio. Frustra&#231;&#227;o, inseguran&#231;a em rela&#231;&#227;o &#224;s suas pr&#243;prias capacidades, medo de falhar, sentido de impot&#234;ncia ou inefic&#225;cia, d&#250;vida e desorienta&#231;&#227;o foram tamb&#233;m v&#225;rias vezes encontrados nas respostas destes alunos. Medos em rela&#231;&#227;o ao que o futuro profissional lhes reserva (nomeadamente em termos de emprego), desilus&#227;o em rela&#231;&#227;o ao mundo do trabalho e &#224; profiss&#227;o escolhida ou, ainda, um baixo sentido de realiza&#231;&#227;o profissional, constam igualmente entre o rol de sentimentos negativos evocados.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Numa dimens&#227;o mais ligada &#224; faceta interpessoal dos est&#225;gios podemos referir a alus&#227;o a sentimentos como inveja, m&#225;goa, hipocrisia, falsidade, desconfian&#231;a e competi&#231;&#227;o, que parecem traduzir a exist&#234;ncia de algumas tens&#245;es relacionais, quer com os colegas de est&#225;gio, quer com outros actores que fizeram parte do seu est&#225;gio. Mais concretamente ligados &#224; figura do(s) supervisor(es) parecem estar sentimentos como falta de compreens&#227;o, rejei&#231;&#227;o, injusti&#231;a, desrespeito ou arrog&#226;ncia e prepot&#234;ncia. Ligados ainda &#224; supervis&#227;o, mas numa vertente mais &#34;formal&#34;, foi poss&#237;vel identificar sentimentos como &#34;desilus&#227;o em rela&#231;&#227;o ao modelo&#34;, &#34;abandono&#34;, &#34;indiferen&#231;a&#34;, &#34;pouca autonomia&#34;, &#34;desinteresse&#34; ou &#34;n&#227;o reconhecimento&#34;, &#34;irresponsabilidade&#34; e &#34;falta de prepara&#231;&#227;o&#34; do supervisor.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">As excessivas exig&#234;ncias e a sobrecarga de trabalho, o excesso de responsabilidades, os hor&#225;rios muito &#34;apertados&#34; ou, no outro extremo, a rotina, a exist&#234;ncia de &#34;tempos mortos&#34;, a pouca responsabilidade ou a aus&#234;ncia de desafios, fizeram parte do rol de sentimentos reportados &#224;s tarefas/actividades do est&#225;gio (18% dos alunos). O muito tempo e disponibilidade exigidos pelo est&#225;gio, com repercuss&#245;es negativas em termos do tempo para si pr&#243;prio e para os outros (afastamento dos colegas e amigos, estabelecimento de rela&#231;&#245;es mais superficiais e centradas em quest&#245;es profissionais), foram tamb&#233;m mencionados. Finalmente, saudades da vida acad&#233;mica, o desagrado relativamente ao ter que assumir uma &#34;postura s&#233;ria&#34;, o facto de n&#227;o ter oportunidade de ficar na institui&#231;&#227;o onde estagiou ou, ainda, as m&#225;s condi&#231;&#245;es de trabalho (aus&#234;ncia de um espa&#231;o f&#237;sico pr&#243;prio, falta de material...) foram respostas pontuais obtidas.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os est&#225;gios curriculares emergem na tradi&#231;&#227;o acad&#233;mica portuguesa como componente final da gradua&#231;&#227;o dos estudantes. Apostando numa forma&#231;&#227;o mais pr&#225;tica do que te&#243;rica, assim como na forma&#231;&#227;o no posto de trabalho, os est&#225;gios s&#227;o entendidos como oportunidades excelentes de transi&#231;&#227;o do mundo acad&#233;mico para o mundo profissional. Esta transi&#231;&#227;o &#233; vivenciada pelos estagi&#225;rios, quer atrav&#233;s de uma componente de desafio, quer por uma outra pautada por algum desgaste f&#237;sico e psicol&#243;gico. O sentido mais positivo ou negativo destas viv&#234;ncias acaba por reflectir quer as caracter&#237;sticas dos alunos, quer as caracter&#237;sticas do est&#225;gio e as condi&#231;&#245;es encontradas na institui&#231;&#227;o de acolhimento. O confronto do estudante com as exig&#234;ncias do est&#225;gio, no entanto, &#233; tomado neste artigo como potencializador da forma&#231;&#227;o c desenvolvimento destes jovens, mesmo que n&#227;o independentes dos recursos humanos e materiais disponibilizados pelas institui&#231;&#245;es envolvidas no est&#225;gio (local de est&#225;gio e universidade).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Reportando-nos ao impacte do est&#225;gi em termos das aprendizagens/forma&#231;&#227;o dos alunos, os resultados obtidos permitem-nos apontar a aquisi&#231;&#227;o de um elevado n&#237;vel de compet&#234;ncias pela generalidade da amostra, sendo estas compet&#234;ncias quer na &#225;rea mais t&#233;cnico-cient&#237;fica do curso, quer na &#225;rea socioprofissional. Alguns exemplos apontados pelos estudantes, como o manuseio de tecnologias, a lecciona&#231;&#227;o, a realiza&#231;&#227;o de consultas, a aquisi&#231;&#227;o de uma linguagem pr&#243;pria ao grupo profissional, o planeamento em equipa e o exerc&#237;cio da autonomia, ilustram a especificidade do contributo dos est&#225;gios na forma&#231;&#227;o destes jovens. No entanto, mesmo reconhecendo a import&#226;ncia desta componente pr&#225;tica na forma&#231;&#227;o dos futuros profissionais, a generalidade dos estudantes apontou algumas dificuldades na articula&#231;&#227;o teoria/pr&#225;tica, independentemente do tipo de curso/est&#225;gio realizado. Este ponto poder&#225; justificar um maior cuidado na organiza&#231;&#227;o e articula&#231;&#227;o da supervis&#227;o, nomeadamente quando as percep&#231;&#245;es de ajuda e de disponibilidade da parte dos supervisores externos (mais ligados &#224; pr&#225;tica) suplantam as dos supervisores internos (mais ligados &#224; componente cient&#237;fica). Importa tamb&#233;m referir o papel dos pares neste tipo de viv&#234;ncias. As parcerias estabelecidas pelos pr&#243;prios estudantes &#8212; sobretudo os que realizam o est&#225;gio na mesma institui&#231;&#227;o&#8212;mostraram-se outra fonte de apoio e forma&#231;&#227;o bastante valorizada pelos estudantes (situa&#231;&#227;o menos evidenciada junto dos alunos das Engenharias em virtude de um maior n&#250;mero deles realizarem o seu est&#225;gio individualmente e repartidos por institui&#231;&#245;es mais dispersas).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Uma outra &#225;rea de impacte do est&#225;gio passa pelo desenvolvimento psicossocial dos estudantes. Os valores obtidos sugeriram altera&#231;&#245;es significativas nos seus padr&#245;es e estilos de vida mas igualmente em dimens&#245;es pessoais como o auto-conceito e perspectiva de carreira (quest&#245;es vocacionais). As mudan&#231;as de auto-conceito foram sentidas por metade da amostra como positivas e apenas 3% apontaram mudan&#231;as em sentido negativo (diminui&#231;&#227;o da auto-estima). Uma alta percentagem apresentou, ainda, uma oscila&#231;&#227;o no sentido da mudan&#231;a em termos do seu auto-conceito, reflectindo alguma vulnerabilidade por parte do estagi&#225;rio aos diversos condicionalismos presentes ao longo de todo o processo. Mesmo assim, e face &#224;s poss&#237;veis desestrutura&#231;&#245;es pessoais decorrentes das exig&#234;ncias colocadas pelo est&#225;gio, a maioria dos estudantes &#34;sobrevive&#34; e com ganhos evidentes nas suas percep&#231;&#245;es enquanto pessoa e profissional, bem como na confirma&#231;&#227;o e/ou clarifica&#231;&#227;o dos seus projectos vocacionais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mediante os resultados aqui apresentados, e que a literatura nesta &#225;rea ajuda a corroborar, s&#227;o m&#250;ltiplas as evid&#234;ncias que apontam a pertin&#234;ncia do est&#225;gio na forma&#231;&#227;o dos estudantes do Ensino Superior. O importante contributo desta componente mais pr&#225;tica em termos do desenvolvimento pessoal e profissional destes jovens faz da investiga&#231;&#227;o sobre os est&#225;gios uma &#225;rea extremamente prof&#237;cua e de grande relev&#226;ncia na an&#225;lise da qualidade da forma&#231;&#227;o assegurada a estes alunos e da sua inser&#231;&#227;o no mercado trabalho. Porque estes processos nem sempre s&#227;o claros, e porque alguns alunos experimentam dificuldades adaptativas significativas, importa alargar a investiga&#231;&#227;o e a interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica ao dom&#237;nio dos est&#225;gios no Ensino Superior, por forma a apoiar de forma mais adequada estes alunos e a potenciar as aquisi&#231;&#245;es e as transforma&#231;&#245;es esperadas com a sua concretiza&#231;&#227;o.</font></p>              <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ainley, P. &#38; Corbett, J. (1994). From vocationalism to enterprise: Social and life skills become personal and transferable. <i>British Journal of Sociology of Education,</i> 15(3), 365-374.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484394&pid=S0874-2049200000020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alarc&#227;o, I. (1996). <i>Forma&#231;&#227;o reflexiva de professores: Estrat&#233;gias de supervis&#227;o.</i> Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484396&pid=S0874-2049200000020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alarc&#227;o, I. &#38; Tavares, J. (1987). <i>Supervis&#227;o da pr&#225;tica pedag&#243;gica. Uma perspectiva de desenvolvimento e aprendizagem.</i> Coimbra: Livraria Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484398&pid=S0874-2049200000020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Alarc&#227;o, I. (1991). Reflex&#227;o cr&#237;tica sobre o pensamento de D. Schon e os programas de forma&#231;&#227;o de professores. <i>Cadernos CIDInE,</i> 1, 5-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484400&pid=S0874-2049200000020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Amaral, M. J., Moreira, M. A. &#38; Ribeiro, D. (1996). O papel do supervisor no desenvolvimento do professor reflexivo: Estrat&#233;gias de supervis&#227;o. In <i>Forma&#231;&#227;o reflexiva de professores: Estrat&#233;gias de supervis&#227;o.</i> Aveiro: CIDInE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484402&pid=S0874-2049200000020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Amiguinho, A., Valente, A., Correia, H. &#38; Mandeiro, M. J. (1997). Formar-se no projecto e pelo projecto. In R. Can&#225;rio (Org.), <i>Forma&#231;&#227;o e situa&#231;&#245;es de trabalho.</i> Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484404&pid=S0874-2049200000020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bullough, J. R. R. V. &#38; Gitlin, A. D. (1994). Challenging teacher education as trainning: Four propositions. <i>Journal of Education for Teaching,</i> 20 (1), 67-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484406&pid=S0874-2049200000020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caires, S. (1997). <i>Est&#225;gio curricular: Estudo explorat&#243;rio de algumas das principais viv&#234;ncias e percep&#231;&#245;es de um grupo de alunos da Universidade do Minho e da Universidade de Tr&#225;s-os-Montes e Alto Douro,</i> Relat&#243;rio de disciplina de mestrado em Psicologia Escolar. Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484408&pid=S0874-2049200000020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caires, S. (1998). <i>Viv&#234;ncias e percep&#231;&#245;es de est&#225;gio: A experi&#234;ncia de um grupo de alunos da Universidade do Minho,</i> Disserta&#231;&#227;o de mestrado. Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484410&pid=S0874-2049200000020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caires, S. &#38; Almeida, L. S. (1996). Avalia&#231;&#227;o de est&#225;gios curriculares: Contributos para a operacionaliza&#231;&#227;o de uma escala. In L. S. Almeida, S. Ara&#250;jo, M. Gon&#231;alves, C. Machado &#38; M. Sim&#245;es (Eds.). <i>Avalia&#231;&#227;o Psicol&#243;gica: Formas e Contextos</i> (vol. IV, pp. 61-68). Braga: APPORT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484412&pid=S0874-2049200000020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caires, S. &#38; Almeida, L. S. (1997). Viv&#234;ncias e percep&#231;&#245;es do est&#225;gio: Adapta&#231;&#227;o &#224; institui&#231;&#227;o e vari&#225;veis associadas. <i>Revista de Est&#250;dios de Investigaci&#243;n en Psicoloxia e Educaci&#243;n,</i> 1, 33-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484414&pid=S0874-2049200000020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caires, S. &#38; Almeida, L. S. (1998). Est&#225;gios curriculares: Avalia&#231;&#227;o das viv&#234;ncias e percep&#231;&#245;es na transi&#231;&#227;o do meio acad&#233;mico para o mundo de trabalho. <i>Psicologia: Teoria, Investiga&#231;&#227;o e Pr&#225;tica,</i> 3(1), 83-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484416&pid=S0874-2049200000020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Capei, S., Leask, M. &#38; Turner, T. (1997). <i>Starting to teach in the secondary school: A companion for the newly qualified teacher.</i> Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484418&pid=S0874-2049200000020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Duquette, C. (1994). The role of the cooperating teacher in a school-based teacher education program: Benefits and concerns. <i>Teaching &#38; Teacher Education, 10</i> (3), 345-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484420&pid=S0874-2049200000020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Galv&#227;o, C. (1996). Est&#225;gio pedag&#243;gico: Coopera&#231;&#227;o na forma&#231;&#227;o. <i>Revista de Educa&#231;&#227;o, VI</i> (1), 71-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484422&pid=S0874-2049200000020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hood, A. B. &#38; Ferreira, J. A. (1983). Stages in the cognitive development of university students. <i>Revista Portuguesa de Pedagogia, XVII,</i> 79-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484424&pid=S0874-2049200000020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Infante, M. J., Silva, M. S. &#38; Alarc&#227;o, I. (1996). Descri&#231;&#227;o e an&#225;lise interpretativa de epis&#243;dios de ensino: Os casos como estrat&#233;gia de supervis&#227;o reflexiva. In <i>Forma&#231;&#227;o reflexiva de professores: Estrat&#233;gias de supervis&#227;o.</i> Aveiro: CIDInE</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484426&pid=S0874-2049200000020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jesus, S. N. &#38; Esteve, J. M. (1997). O treino de inocula&#231;&#227;o ao <i>stress</i> na forma&#231;&#227;o inicial de professores. <i>In Actas do I Congresso Luso-Espanhol de Psicologia da Educa&#231;&#227;o.</i> Coimbra: APPORT/Col&#233;gio Oficial dos Psic&#243;logos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484427&pid=S0874-2049200000020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lobato, C. (1998). Un modelo de supervision en el desarrollo profesional de psicologos de la orientaci&#243;n. In F. Ochando, H. Alvarez &#38; J. Rodriguez (Orgs.), <i>Libro de r&#233;sumenes do II Congreso Ibero Americano de Psicologia.</i> Madrid: COR</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484429&pid=S0874-2049200000020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Machado, C. G. (1997). <i>Tornar-se professor: Da idealiza&#231;&#227;o &#224; realidade,</i> Disserta&#231;&#227;o de doutoramento. &#201;vora: Universidade de &#201;vora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484430&pid=S0874-2049200000020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Malglaive, G. (1997). Forma&#231;&#227;o e saberes profissionais: Entre a teoria e a pr&#225;tica. In R. Can&#225;rio, (Org.), <i>Forma&#231;&#227;o e situa&#231;&#245;es de trabalho.</i> Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484432&pid=S0874-2049200000020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Matos, P. M., &#38; Costa, M. E. (1993). Supervis&#227;o em psicoterapia e aconselhamento psicol&#243;gico: Uma experi&#234;ncia em contexto universit&#225;rio. <i>Cadernos de Consulta Psicol&#243;gica, 9,</i>19-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484434&pid=S0874-2049200000020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">McNally, <i>].,</i> Cope, P, Inglis, B. &#38; Stronach, I. (1994). Current realities in the student teaching experience: A preliminary inquiry. <i>Teaching &#38; Teacher Education, 10</i> (2), 219-231.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McNally, J. Cope, P, Inglis, B. &#38; Stronach, I. (1997). The student teacher in school: Conditions for development. <i>Teaching &#38; Education, 13</i> (5), 485-498.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484437&pid=S0874-2049200000020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Oliveira, L. (1992). O clima e o di&#225;logo na supervis&#227;o de professores. <i>Cadernos CIDInE, 5,</i> 13-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484439&pid=S0874-2049200000020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Olson, M. R. &#38; Osborne, J. W. (1991). Learning to teach: The first year. <i>Teaching &#38; Teacher Education,</i> 7(4), 331-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484441&pid=S0874-2049200000020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Ralha, E. e colaboradores (1996). O 5.&#176; ano das licenciaturas de ensino: Algumas reflex&#245;es e uma proposta de reorganiza&#231;&#227;o. <i>Revista Portuguesa de Educa&#231;&#227;o,</i> 9(1), 165-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484443&pid=S0874-2049200000020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Serpa, A. (1997). Doutores &#224; procura de primeiro emprego. <i>Not&#237;cias Magazine, 289, 7 de Dezembro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484445&pid=S0874-2049200000020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Silva, M. C. M. (1997). O primeiro ano de doc&#234;ncia: O choque com a realidade. In M. T. Estrela (Org.), <i>Viver e construir a profiss&#227;o docente.</i> Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484447&pid=S0874-2049200000020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Tavares, A. F. (1997). O acolhimento a novos trabalhadores como g&#233;nese da participa&#231;&#227;o organizacional. <i>Cadernos Noroeste, 10</i> (1), 325-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=484449&pid=S0874-2049200000020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Toohey, S., Ryan, G. &#38; Hughes, C. (1996). 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