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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O género na psicologia: uma história de desencontros e rupturas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In spite of its rather long history in psychology, it was only recently that the gender concept was accepted by researchers and the implications of its use, for psychological research, were fully recognised. The integration of gender has indeed fuelled an epistemological debate that has contributed to question some basic assumptions in psychology, as well as the faith in the objectivity of the ways of seeking knowledge in psychological research. This article highlights the difficult trajectory of the gender concept in psychology, since it first appeared 30 years ago. The introduction presents some examples of the prevalent confusion between sex and gender in order to illustrate how the discipline has resisted the paradigmatic shift required by the gender perspective. The second part of the article points out some of the obstacles to this shift, particularly in American psychological research, in the context of the new social movements, such as feminism. The last part of the article discusses new developments from European social psychology, particularly within social representations and social identity theories, that can contribute to a consistent theoretical framework for the study of gender issues.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Género]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="4"><b>O g&#233;nero na psicologia: uma hist&#243;ria de desencontros e rupturas</b></font></p>           <p><font face="Verdana" size="2"><b>Gender and psychology. A brief history of misunderstandings</b></font></p>          <p>&nbsp;</p>            <p><font face="Verdana" size="2">L&#237;gia Am&#226;ncio<sup>*</sup></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Centro de Investiga&#231;&#227;o e Interven&#231;&#227;o Social do Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa.</font></p>              <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar da sua j&#225; longa exist&#234;ncia na psicologia, s&#243; muito recentemente a investiga&#231;&#227;o psicol&#243;gica integrou o conceito de g&#233;nero e a comunidade cient&#237;fica assumiu as implica&#231;&#245;es te&#243;ricas e metodol&#243;gicas que dele resultam, no quadro de um debate epistemol&#243;gico que tem contribu&#237;do decisivamente para o questionamento e a mudan&#231;a do olhar da disciplina sobre o seu territ&#243;rio de reflex&#227;o e ac&#231;&#227;o. &#201; deste percurso, t&#227;o atribulado quanto produtivo, do conceito de g&#233;nero no seio da psicologia, que se d&#225; conta neste artigo. A resist&#234;ncia da disciplina &#224; ruptura paradigm&#225;tica exigida pela perspectiva de g&#233;nero &#233; ilustrada, num primeiro momento, com alguns exemplos da prevalecente ambiguidade na distin&#231;&#227;o entre sexo e g&#233;nero. Seguidamente, discutem-se os obst&#225;culos &#224; mudan&#231;a de paradigma, em especial na tradi&#231;&#227;o americana, situando a tens&#227;o ent&#227;o gerada no seio da disciplina no contexto de emerg&#234;ncia dos novos movimentos sociais. Por &#250;ltimo, discutem-se os desenvolvimentos recentes da psicologia social europeia, no quadro da articula&#231;&#227;o entre os modelos da identidade social e das representa&#231;&#245;es sociais, procurando mostrar a consist&#234;ncia te&#243;rica que os caracteriza.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave</b>: G&#233;nero, sexo, psicologia.</font></p>      <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"> In spite of its rather long history in psychology, it was only recently that the gender concept was accepted by researchers and the implications of its use, for psychological research, were fully recognised. The integration of gender has indeed fuelled an epistemological debate that has contributed to question some basic assumptions in psychology, as well as the faith in the objectivity of the ways of seeking knowledge in psychological research. This article highlights the difficult trajectory of the gender concept in psychology, since it first appeared 30 years ago. The introduction presents some examples of the prevalent confusion between sex and gender in order to illustrate how the discipline has resisted the paradigmatic shift required by the gender perspective. The second part of the article points out some of the obstacles to this shift, particularly in American psychological research, in the context of the new social movements, such as feminism. The last part of the article discusses new developments from European social psychology, particularly within social representations and social identity theories, that can contribute to a consistent theoretical framework for the study of gender issues.</font></p>             <p>&nbsp;</p>     <hr size="1" noshade>          <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Foi precisamente num dom&#237;nio afim da psicologia que surgiram as primeiras refer&#234;ncias ao g&#233;nero, no final dos anos 60. Estudos conduzidos por m&#233;dicos e psiquiatras tinham mostrado que era mais f&#225;cil mudar o sexo de jovens adolescentes, atrav&#233;s de cirurgia, quando a sua identidade psicol&#243;gica n&#227;o correspondia &#224; identifica&#231;&#227;o biol&#243;gica, do que alterar, no plano psicol&#243;gico, o sentimento de ser rapaz ou rapariga. Ao revelar a autonomia da identidade psicol&#243;gica em rela&#231;&#227;o ao sexo biol&#243;gico, inscrito no corpo, os resultados destes estudos conduziram &#224; emerg&#234;ncia do conceito de g&#233;nero para designar precisamente .. os comportamentos, sentimentos, pensamentos e fantasias que, embora relacionados com os sexos, n&#227;o est&#227;o necessariamente associados ao sexo biol&#243;gico&#34; (Stoller, 1968, citado por Millet, 1970/1991, p. 29), podendo mesmo divergir dele.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Sexo e g&#233;nero surgiam, assim, como conceitos distintos, uma vez que o primeiro pertencia ao dom&#237;nio da biologia, enquanto que o segundo implicava a abertura de uma nova &#225;rea de conhecimento, no dom&#237;nio da psicologia, mas tamb&#233;m de outras disciplinas, j&#225; que o pr&#243;prio Stoller situava a sua origem na cultura. A dimens&#227;o cultural do g&#233;nero ser&#225; efectivamente acentuada na defini&#231;&#227;o que surge, alguns anos mais tarde, na sociologia (Oakley, 1972), e que vai servir de refer&#234;ncia para as ci&#234;ncias sociais. Mas o tempo do g&#233;nero &#233; tamb&#233;m o tempo de um debate, suscitado pelo feminismo, onde se confrontavam os argumentos da invari&#226;ncia biol&#243;gica das diferen&#231;as entre os sexos com os que salientavam os determinantes culturais da condi&#231;&#227;o de subalternidade das mulheres. N&#227;o admira, por isso, que os estudos realizados no California Gender Identity Center e relatados por Robert Stoller fossem abundantemente citados por Kate Millet (1970/1991) na obra que se tomaria um cl&#225;ssico do feminismo da segunda vaga.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Na psicologia, no entanto, a introdu&#231;&#227;o do conceito de g&#233;nero n&#227;o logrou deslocar o olhar dos investigadores dos indiv&#237;duos sexuados para o pensamento sobre os sexos, tendo-se mantido, por muito tempo, uma utiliza&#231;&#227;o mais ou menos arbitr&#225;ria do sexo e do g&#233;nero, ao gosto dos autores, como mostram dois exemplos de publica&#231;&#245;es da psicologia social americana dos anos 80:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Unger (1979) has proposed that a distinction be made between the terms &#34;sex&#34; and &#34;gender&#34; with the former used for the biological mechanisms and the latter for characteristics considered socioculturally appropriate to men and women. While this appears to be a useful distinction, we use the terms interchangeably in this chapter. (Williams e Best, 1986, p. 259, nota 1, it&#225;lico meu).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">There are no ready conventions for the use of the terms &#34;sex&#34; and &#34;gender&#34; in psychology. My preference is to use &#34;sex&#34; to refer to the biological assignment of males and females and &#34;gender&#34; to refer to all other characteristics assigned to male and females... (Morawski, 1987, p. 63, nota 1).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de a American Psychological Association (APA) ter sido pioneira na publica&#231;&#227;o de normas para combater o sexismo na linguagem, o politicamente correcto prevaleceu sobre o teoricamente correcto, no que diz respeito ao g&#233;nero. Um simples olhar sobre os artigos publicados na revista de refer&#234;ncia para a psicologia social de todo o mundo, o <i>Journal of Personality and Social Psychology</i> permite verificar, ainda hoje, exemplos de utiliza&#231;&#227;o arbitr&#225;ria do sexo e do g&#233;nero. A persist&#234;ncia no uso do g&#233;nero como crit&#233;rio classificat&#243;rio, mero substituto do sexo, segundo a prefer&#234;ncia dos autores&#187; contribuiu para esvaziar o termo do seu significado conceptual e anal&#237;tico e para a perda do valor acrescentado que ele poderia trazer ao desenvolvimento do conhecimento psicossociol&#243;gico. De facto, foi preciso esperar pelos anos 90 para que uma edi&#231;&#227;o do <i>Handbook of Social Psychology</i> dedicasse um cap&#237;tulo ao g&#233;nero (Deaux e LaFrance, 1998). Na edi&#231;&#227;o dos anos 80, o estado da arte desta &#225;rea de pesquisa, extremamente produtiva ali&#225;s, era apresentado num cap&#237;tulo cujo t&#237;tulo n&#227;o inclu&#237;a o termo g&#233;nero, mas sim o de <i>sex-roles</i> (Spence, Deaux e Helmreich, 1985).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O g&#233;nero teve, portanto, um acolhimento dif&#237;cil na psicologia social americana, como salientaram alguns autores europeus (Hurtig e Pichevin, 1985), que se interrogavam sobre se o sexo era, afinal, uma vari&#225;vel explicativa ou um construto a explicar, e se referiam &#224; produ&#231;&#227;o da psicologia social americana como uma &#34;psicologia selvagem das diferen&#231;as entre os sexos&#34; (Hurtig e Pichevin, 1986, p. 9). As raz&#245;es para o desencontro do g&#233;nero com a psicologia radicam na influ&#234;ncia combinada e n&#227;o particularmente produtiva, neste caso, do movimento feminista e do <i>mainstream</i> da psicologia, como mostra Unger (1998) num trabalho recente. Na verdade, se estas duas influ&#234;ncias n&#227;o resultaram contradit&#243;rias foi porque ambas partilhavam uma vis&#227;o liberal das rela&#231;&#245;es sociais.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os desencontros...</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Para compreender as resist&#234;ncias da psicologia ao conceito de g&#233;nero &#233; necess&#225;rio recuar at&#233; aos anos 60 e recordar duas das profundas transforma&#231;&#245;es sociais que marcam essa &#233;poca. O ressurgir do movimento feminista, ap&#243;s um longo per&#237;odo de desmobiliza&#231;&#227;o devido &#224;s duas guerras, e a chegada das mulheres &#224; profiss&#227;o da ci&#234;ncia, em resultado das oportunidades de educa&#231;&#227;o que se lhes foram abrindo ao longo do s&#233;culo. Apresen&#231;a dos homens na ci&#234;ncia era, naquela altura, esmagadora: na conven&#231;&#227;o da APA de 1956 as mulheres representavam apenas 10,8% dos participantes e 10 anos mais tarde, na conven&#231;&#227;o de 1966, a percentagem era ainda de 13,9%, segundo Mednick (1978, citado por Unger, 1998). A condi&#231;&#227;o de sobreminoria obrigou as mulheres daquela nova gera&#231;&#227;o a lutar pelo reconhecimento individual e contra os condicionalismos que as remetiam para as margens da profiss&#227;o, enquanto grupo: &#34;While we were visible as potential sexual partners for men, we were completely invisible as professional colleagues.&#34; (Unger, 1998, p. 4)</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Mas a invisibilidade n&#227;o se aplicava apenas a elas pessoalmente. A ci&#234;ncia que se fazia na altura, sobretudo experimental e de orienta&#231;&#227;o comportamentalista, mantinha-se alheada das quest&#245;es suscitadas pelos novos movimentos sociais e ignorava as mulheres enquanto sujeitos e objectos de pesquisa. O testemunho de psic&#243;logas experimentalistas &#8212; sem d&#250;vida a &#225;rea mais &#34;cient&#237;fica&#34; da psicologia &#8212; formadas nessa &#233;poca, &#233; elucidativo:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Once upon a time I was a confirmed behaviorist... If I thought of sex professionally at all, I saw it as a variable which could neither be manipulated nor controlled and therefore of very little scientific interest. Even the rats were male. (Testemunho de Rhoda Unger em Crawford e Unger, 2000, p. 29; Rhoda Unger doutorou-se em psicologia experimental em Harvard e obteve a sua primeira coloca&#231;&#227;o na universidade em 1966).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">More and more, my research seemed like a series of intellectual puzzles that had no connection to the rest of my life... I began to ask myself why I was doing a kind of sychology that had so little to say about the world as I knew it. (Testemunho de Mary Crawford em Crawford e Unger, 2000, p. 29).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A necessidade de criar um espa&#231;o de visibilidade e reconhecimento para o trabalho desta nova gera&#231;&#227;o de investigadoras conduziu &#224; emerg&#234;ncia da <i>psychology of women,</i> que se institucionalizou com a cria&#231;&#227;o da Divis&#227;o 35 (Psychology of Women Division) no seio da APA, em 1974 (Unger, 1998), e se afirmou, no seio da comunidade cient&#237;fica, com a funda&#231;&#227;o das revistas <i>Sex-Roles,</i> em 1975, e <i>Psychology of Women Quaterly,</i> em 1977. Os primeiros estudos nesta &#225;rea s&#227;o conduzidos por psic&#243;logos cl&#237;nicos, como Goldberg (1968) e Broverman e a sua equipa (Rosenkrantz <i>et al,</i> 1968; Broverman <i>et al.,</i> 1970 e 1972), assim como s&#227;o psic&#243;logas cl&#237;nicas, da personalidade e da educa&#231;&#227;o, quatro das cinco primeiras presidentes da Divis&#227;o 35, desde a sua funda&#231;&#227;o at&#233; 1978 (a excep&#231;&#227;o &#233; a da psic&#243;loga social Florence Denmark, no mandato de 1975-76) (Unger, 1998, ver Ap&#234;ndice).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A import&#226;ncia da psicologia cl&#237;nica e de aconselhamento, para a emerg&#234;ncia desta nova &#225;rea de investiga&#231;&#227;o, n&#227;o ter&#225; sido estranha a influ&#234;ncia da ac&#231;&#227;o de Betty Friedan nos anos 60.<a href="#1"><sup>1</sup></a><a name="top1"></a> A partir da sua experi&#234;ncia profissional, como psic&#243;loga cl&#237;nica e investigadora aplicada, Friedan (1963/1998) publicara um livro sobre o mito da feminilidade, gerado na cultura americana do p&#243;s-guerra, onde denunciava o papel dos conhecimentos cient&#237;ficos da &#233;poca para a sua consolida&#231;&#227;o e legitima&#231;&#227;o. Este foi, de facto, um per&#237;odo em que os discursos m&#233;dico, sociol&#243;gico e cl&#237;nico, com a ajuda da literatura e do cinema (para esta discuss&#227;o, ver Am&#226;ncio, 1994), convergiram na exalta&#231;&#227;o do papel das mulheres na fam&#237;lia, revelando uma ansiedade em repor uma ordem social que a guerra rompera. Friedan considerava que o mito da feminilidade, estritamente confinada aos limites do papel feminino tradicional, mas revestida agora de um suporte &#34;cient&#237;fico&#34;, estava na origem da forte incid&#234;ncia da procura de ajuda cl&#237;nica e das depress&#245;es que se verificavam entre as americanas da classe m&#233;dia, em idade activa e com fam&#237;lia. Segundo a autora, estava-se perante um fen&#243;meno novo, resultante da diverg&#234;ncia entre as aspira&#231;&#245;es desta nova gera&#231;&#227;o de mulheres qualificadas e o lugar que a sociedade lhes reservava. A identifica&#231;&#227;o deste fen&#243;meno surgia num cap&#237;tulo intitulado &#34;The problem that has no name&#34; (Friedan, 1963/1998, p. 13), precisamente para salientar o facto de ele n&#227;o ser, sequer, objecto de interroga&#231;&#227;o por parte da comunidade cient&#237;fica.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Fundamentando-se na investiga&#231;&#227;o, a corrente da <i>psychology of women</i> vai procurar denunciar os efeitos sobre a psicologia feminina, em particular sobre a auto-estima, da posi&#231;&#227;o de subordina&#231;&#227;o das mulheres, da escassez de oportunidades de emprego a que tinham acesso e da press&#227;o a que eram submetidas para o desempenho do papel tradicional. Num pa&#237;s como os Estados Unidos, onde existiam revistas de divulga&#231;&#227;o cient&#237;fica e um p&#250;blico curioso e capaz de se apropriar desses conhecimentos, a investiga&#231;&#227;o era assumida, nesta perspectiva, como uma forma de interven&#231;&#227;o pol&#237;tica e de participa&#231;&#227;o para a mudan&#231;a de atitudes e comportamentos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Entre o final dos anos 60 e o in&#237;cio dos anos 70 surgem os estudos sobre o preconceito e os estere&#243;tipos sexuais, segundo a terminologia da &#233;poca. Uma an&#225;lise dos <i>Psychological Abstracts</i> mostrou que o aumento do interesse pelos estere&#243;tipos, na d&#233;cada de 70, se deveu quase inteiramente aos estudos sobre estere&#243;tipos sexuais: em 1968 s&#243; se encontrava o resumo de um estudo sobre atributos masculinos e femininos, mas em 1977 o n&#250;mero destes estudos tinha subido para 159 (Ashmore &#38; DelBoca, 1981, p. 9). De acordo com estes estudos, os estere&#243;tipos sexuais eram um fen&#243;meno generalizado, na sociedade americana, e tinham-se mantido relativamente inalterados apesar das mudan&#231;as recentes. Por outro lado, alguns dos estudos mostravam os efeitos dos estere&#243;tipos sobre a identidade das mulheres: tinham uma baixa auto-estima, n&#227;o eram orientadas para o sucesso ou eram-no mesmo para o fracasso e estavam permanentemente amea&#231;adas pelo desvio e a patologia, j&#225; que o modelo ideal de adulto, mentalmente equilibrado, se baseava nos atributos do estere&#243;tipo masculino e as mulheres, tal como os homens, recorriam aos tra&#231;os estereot&#237;picos para se autodescreverem.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">&#201; para combater essa imagem do feminino que o modelo da androginia vem propor, no in&#237;cio dos anos 70, uma &#39;Vis&#227;o ut&#243;pica e ao mesmo tempo um modelo de sa&#250;de mental que n&#227;o obrigava o indiv&#237;duo a banir do seu se//os atributos e comportamentos inadequados ao seu [dele ou dela] sexo, de acordo com a defini&#231;&#227;o estereotipada&#34; (Bem, 1993, p. 124), como diz a autora do modelo numa publica&#231;&#227;o recente. Como veremos adiante, o modelo da androginia foi objecto de profundas cr&#237;ticas e a pr&#243;pria Sandra Bem afirma que come&#231;ou a p&#244;-lo em causa a partir de 1977. Mas a autora tamb&#233;m tem raz&#227;o quando diz que a viol&#234;ncia de algumas cr&#237;ticas n&#227;o era merecida. Afinal, o modelo da androginia sofria dos mesmos males que muitos dos estudos daquela &#233;poca e mostrava, como eles, que a psicologia n&#227;o soubera capitalizar o conceito de g&#233;nero, antes se limitara a sobrep&#244;-lo ao sexo.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Imbu&#237;das/os da cren&#231;a na ac&#231;&#227;o formativa e educativa da ci&#234;ncia sobre o pensamento do senso comum, as/os investigadoras/es da corrente da <i>psychology of women</i> acumulavam a designada evid&#234;ncia emp&#237;rica com o objectivo estrat&#233;gico de &#34;curar&#34; os preconceitos e as atitudes discriminat&#243;rias. Do lado de fora dos laborat&#243;rios, o movimento feminista utilizava estes resultados para pressionar a interven&#231;&#227;o do estado, atrav&#233;s de programas e campanhas que levassem &#224; famosa &#34;mudan&#231;a das mentalidades&#34; (termo muito utilizado, ainda hoje, no discurso pol&#237;tico sobre a igualdade entre homens e mulheres...). Mas o uso da investiga&#231;&#227;o como instrumento estrat&#233;gico de ac&#231;&#227;o pol&#237;tica, aliado &#224; cren&#231;a inabal&#225;vel na objectividade da ci&#234;ncia, fizeram com que as quest&#245;es epistemol&#243;gicas ficassem para tr&#225;s:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Although we were fueled by feminist critiques of sexism within academia and in society as a whole, most of us did not, at first, extend this critique to psychology as a discipline (Unger, 1968, p. 25).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De facto, a orienta&#231;&#227;o dominante da psicologia para as diferen&#231;as individuais foi transposta para as diferen&#231;as entre agrupamentos de indiv&#237;duos, segundo o sexo, sem que houvesse qualquer preocupa&#231;&#227;o em explicar esta vari&#225;vel, confundindo-se, portanto, sexo masculino e feminino com masculinidade e feminilidade, apesar de algumas vozes discordantes:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">It goes without saying that a person&#39; s sex is considered an independent variable, not a dependent one, despite the fact that everyone and no one knows what it means (Sherif, 1979/1998, p. 65).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Carolyn Sherif chamava a aten&#231;&#227;o, neste famoso texto (recuperado recentemente pela cr&#237;tica feminista da psicologia), para a preval&#234;ncia do sexismo na investiga&#231;&#227;o psicol&#243;gica, considerando que os principais obst&#225;culos para a elimina&#231;&#227;o dos pressupostos geradores de enviesamento na psicologia eram a ideia de que o experimentalismo conferia estatuto cient&#237;fico &#224; disciplina e a f&#233; na objectividade dos m&#233;todos de pesquisa. De facto, j&#225; nessa altura tinham sido produzidas importantes cr&#237;ticas no seio da psicologia, tanto no plano te&#243;rico (Shields, 1975), como metodol&#243;gico (McKenna e Kessler, 1977), sem grandes efeitos sobre a pr&#225;tica cient&#237;fica dominante, nem mesmo da <i>psychology of women.</i> Por isso mesmo, Sherif lamentava a aus&#234;ncia de ruptura entre a pr&#225;tica dos velhos e dos novos investigadores:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Older psychologists had no doubts that it (the variable called sex] contained &#8220;biology&#34;. Modem psychologists follow suit, add culture, or subtract biology as well (Sherif, 1979/1998, p. 66).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A orienta&#231;&#227;o empiricista, que levou a negligenciar o sentido e os fundamentos da caracteriza&#231;&#227;o dos sujeitos, o voluntarismo pol&#237;tico, que conduziu ao predom&#237;nio das compara&#231;&#245;es entre homens c mulheres, e a aus&#234;ncia de cr&#237;tica aos pressupostos b&#225;sicos da pr&#243;pria psicologia, favoreceram a preval&#234;ncia do sexo em rela&#231;&#227;o ao g&#233;nero e contribu&#237;ram para o car&#225;cter mais descritivo do que explicativo dos estudos:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">The questions of sex differences.. obscure the origin of such differences... Examination of sex differences obscures the examination of sex similarities... Analysis based on sex differences tend to imply a trait view of psychology that obscures the situational determinants of behaviour (Unger, 1979/1998, p. 119).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No plano te&#243;rico, o predom&#237;nio de explica&#231;&#245;es intraps&#237;quicas, como as que recorriam ao modelo das atitudes para explicar os estere&#243;tipos, ou aos esquemas e <i>scripts,</i> como nos modelos da androginia e cognitivistas dos anos 80, continuou a remeter para o indiv&#237;duo, ou para o interior dos grupos de sexo, acentuando a polariza&#231;&#227;o das diferen&#231;as, a confus&#227;o entre sexo e g&#233;nero e a bipolaridade das categorias de sexo. Por outro lado, esta pr&#225;tica cient&#237;fica n&#227;o deixou de contribuir para a acentua&#231;&#227;o da diferen&#231;a feminina, num ambiente acad&#233;mico onde a cren&#231;a na neutralidade da ci&#234;ncia obscurecia o androcentrismo (Nicolson, 1992). No entanto, a influ&#234;ncia do feminismo radical, nos anos 80, n&#227;o vai alterar o quadro que marca os per&#237;odos anteriores, limitando-se a promover um discurso de exalta&#231;&#227;o dessa mesma diferen&#231;a. O exemplo mais paradigm&#225;tico desta mudan&#231;a foi o que aconteceu com o trabalho de Carol Gilligan (1982). Este estudo partia da cr&#237;tica ao androcentrismo da teoria de Kohlberg, com quem a autora tinha colaborado, sobre o desenvolvimento da moralidade, e que se apoiara em investiga&#231;&#227;o feita exclusivamente com indiv&#237;duos do sexo masculino. Embora o g&#233;nero apare&#231;a nesta obra como mero substituto do sexo, Gilligan procura evitar que os seus resultados sirvam para consolidar uma ideia sexista da moralidade:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">The different voice I describe here is characterized not by gender but theme. Its association with women is an empirical observation, and it is primarily through women&#39;s voices that I trace its development. But this association is not absolute, and the contrasts between male and female voices are presented here to highlight a distinction between two modes of thought and to focus a problem of interpretation rather than to represent a generalization about either sex... No claims are made about the origins of the differences described... Clearly, these differences arise in a social context... (Gilligan, 1982, p. 2)</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Dos tr&#234;s estudos inclu&#237;dos no livro, apenas o &#250;ltimo sobre direitos e responsabilidades, que analisa as concep&#231;&#245;es morais e de si, a viv&#234;ncia de situa&#231;&#245;es de conflito moral e os ju&#237;zos sobre dilemas morais, inclu&#237;a homens e mulheres. A predomin&#226;ncia da voz feminina neste livro, aliada ao facto de que um dos estudos analisava os conflitos ligados &#224; decis&#227;o de abortar, tornaram a obra da Carol Gilligan numa bandeira para a celebra&#231;&#227;o da diferen&#231;a feminina, em termos positivos. Ao mostrar que os ju&#237;zos morais das mulheres eram orientados para os outros, assumindo, portanto, um car&#225;cter fusionai e de <i>caring,</i> a obra de Carol Gilligan tornou-se, provavelmente, na mais citada da literatura feminista dos anos 80, para fundamentar a exist&#234;ncia de uma moralidade masculina e outra feminina, num discurso de exalta&#231;&#227;o da feminilidade essencializada no sexo feminino, sem contempla&#231;&#227;o pela chamada de aten&#231;&#227;o que a pr&#243;pria autora fazia na introdu&#231;&#227;o da obra.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O que prevalece, nesta perspectiva, &#233; a ideia de individualismo que caracteriza a psicologia americana moderna (Farr, 1995). De facto, ao transformar dimens&#245;es de subjectividade em tra&#231;os individuais, como diz Morawski (1994), esta vis&#227;o da diferen&#231;a remete para o plano individual e essa &#233; a raz&#227;o pela qual os estudos sobre o g&#233;nero reproduziram, segundo a autora, as mesmas fraquezas que os estudos sobre os sexos apresentavam anteriormente: dualismo, enviesamento reducionista, neglig&#234;ncia das semelhan&#231;as entre os sexos e das varia&#231;&#245;es internas aos grupos de sexo, para al&#233;m de participarem para a ideia de uma falsa simetria. Al&#233;m disso, tal como Carolyn Sherif dizia que os investigadores utilizavam a vari&#225;vel sexo sem saber o que era o sexo, tamb&#233;m nos podemos interrogar sobre o que &#233; a diferen&#231;a. De facto, quando os psic&#243;logos falam de diferen&#231;as est&#227;o, em geral, a basear-se numa diferen&#231;a, estatisticamente significativa. Ser&#227;o essas as diferen&#231;as que distinguem os sexos, como perguntam Hare-Mustin e Marecek (1990 a, p. 24) e, se assim &#233; &#8212; &#34;How much difference makes a difference?&#34;</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nos anos 90 surgem numerosas reflex&#245;es cr&#237;ticas sobre o passado, seja por psic&#243;logas feministas americanas, como as que temos vindo a citar, seja ainda por europeias, que sempre mantiveram um olhar cr&#237;tico sobre o desenvolvimento da investiga&#231;&#227;o psicossociol&#243;gica, e que denunciam a incapacidade da disciplina para produzir instrumentos conceptuais e anal&#237;ticos para a an&#225;lise das rela&#231;&#245;es sociais baseadas no sexo (Apfelbaum, 1997). Mesmo vozes mais ortodoxas assinalam as contradi&#231;&#245;es acumuladas na rela&#231;&#227;o entre o feminismo e a psicologia: se h&#225; estudos que mostram as diferen&#231;as que se viram contra as mulheres, outros assinalam as diferen&#231;as que jogam a favor delas, outros ainda mostram as semelhan&#231;as entre os sexos (Eagly, 1995). Afinal o que queremos? &#8212; pergunta a autora. Assumindo-se como feminista, Alice Eagly recorda que a investiga&#231;&#227;o pode sempre provar o que se quiser, mas, por isso mesmo, &#233; preciso pensar no que se est&#225; a fazer...</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">... e as rupturas</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A enorme riqueza das cr&#237;ticas &#224; psicologia social americana, que tem sido produzida pelas pr&#243;prias psic&#243;logas feministas americanas, mostrando como a disciplina tem resistido ao g&#233;nero, constitui um m&#233;rito incontest&#225;vel e um indicador do enorme dinamismo da psicologia neste pa&#237;s. No entanto, estas cr&#237;ticas t&#234;m esquecido as propostas da psicologia social europeia (Jesu&#237;no, 2000), que se distingue pela ruptura, ou compromisso, com as orienta&#231;&#245;es metodol&#243;gicas dominantes do lado americano, e pelo facto de ter alargado os n&#237;veis de explica&#231;&#227;o (Doise, 1982) aos grupos sociais, com a teoria das rela&#231;&#245;es intergrupos de Henri Tajfel, e aos processos simb&#243;licos, com o modelo das representa&#231;&#245;es sociais de Serge Moscovici. E no quadro deste &#250;ltimo modelo que podemos situar a totalidade do conceito de g&#233;nero, na medida em que ele se refere a processos psicossociol&#243;gicos onde se cruza uma dimens&#227;o mais psicol&#243;gica, ou de representa&#231;&#227;o mental, como a que se encontrava na defini&#231;&#227;o inicial de Stoller, e uma dimens&#227;o cultural, ou de representa&#231;&#227;o colectiva, que as ci&#234;ncias sociais posteriormente salientaram.<a href="#2"><sup>2</sup></a><a name="top2"></a></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, a an&#225;lise do g&#233;nero enquanto sistema de conhecimento sobre o sexo, largamente partilhado, verdadeira &#34;inven&#231;&#227;o das sociedades humanas&#34; (Hare-Mustin e Marecek, 1990b, p. 4), implica necessariamente uma desloca&#231;&#227;o das pessoas para os processos. Esta desloca&#231;&#227;o do objecto de pesquisa resulta da localiza&#231;&#227;o do g&#233;nero na sociedade pensante, a que se refere Moscovici (1981) e n&#227;o em perfis individuais ou colectivos. Na perspectiva do g&#233;nero enquanto representa&#231;&#227;o social, e de acordo com a proposta que Moscovici op&#245;e &#224; perspectiva comportamentalista (Vala, 2000), o g&#233;nero n&#227;o &#233; uma mera representa&#231;&#227;o do est&#237;mulo sexo, nem um factor mediador entre o est&#237;mulo e a resposta, mas sim uma constru&#231;&#227;o do sexo, que d&#225; sentido &#224; nossa identidade sexual e &#224;s dos outros, aos objectos e aos contextos sexuados, numa l&#243;gica simb&#243;lica que n&#227;o deixa de sofrer a influ&#234;ncia da l&#243;gica sociol&#243;gica da posi&#231;&#227;o relativa dos indiv&#237;duos. E necess&#225;rio, por isso, ter em conta que estas representa&#231;&#245;es s&#227;o trazidas para o laborat&#243;rio (Doise, 1984) e que os pr&#243;prios contextos experimentais s&#227;o interpretados e interpret&#225;veis &#224; luz do g&#233;nero (Unger, 1990).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A resist&#234;ncia aos n&#237;veis de an&#225;lise posicionai e ideol&#243;gico, em particular, tem sido, talvez, um dos principais obst&#225;culos &#224; mudan&#231;a de paradigma na abordagem do g&#233;nero pela psicologia social americana. A relev&#226;ncia da teoria das representa&#231;&#245;es sociais para a compreens&#227;o dos processos de constru&#231;&#227;o do sexo n&#227;o &#233;, em geral, reconhecida, numa comunidade cient&#237;fica que tem persistido em ver as representa&#231;&#245;es sociais enquanto meras representa&#231;&#245;es mentais. O recente cap&#237;tulo de Deaux e LaFrance (1998), no <i>Handbook of social psychology,</i> apesar de dar voz a algumas cr&#237;ticas da psicologia social europeia, &#233; um bom exemplo do que acabamos de dizer:</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Accepting the position that gender operates dynamically at multiple levels, where does one enter the system? How does the investigator or theorist decide on a starting point for analysis? Answers to these questions clearly differ, depending on one&#39;s frame of reference. For those following the tradition of individual differences, the point of embarkment is typically one of looking for sex differences in some trait or ability measure. From a more social psychological perspective, the investigator will consider the interaction context... In a more complex analysis, one can attempt to judge several balls at once, trying to chart the interplay between persons, situations, and social structures. (Deaux &#38; LaFrance, 1998, p. 800-801).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com esta cita&#231;&#227;o, os n&#237;veis de an&#225;lise da investiga&#231;&#227;o psicossociol&#243;gica reduzem-se ao intra-individual e ao interindividual e a considera&#231;&#227;o de outros n&#237;veis de explica&#231;&#227;o &#233; mais vista como uma amea&#231;a &#224; perda de controlo sobre o processo de pesquisa, do que como uma forma de alargar o conhecimento te&#243;rico. Mas, se queremos operar uma verdadeira desloca&#231;&#227;o de paradigma e compreender a l&#243;gica simb&#243;lica do g&#233;nero, assim como de que modo as pessoas lhe d&#227;o sentido, na vida quotidiana, &#233; necess&#225;rio recorrer &#224; teoria das representa&#231;&#245;es sociais. Alguns exemplos da investiga&#231;&#227;o sobre sexo e g&#233;nero, que apresentamos a seguir, confrontando o olhar da psicologia social americana com o da europeia, sempre que poss&#237;vel, mostram como esta &#250;ltima tem vindo a construir uma teoria psicossociol&#243;gica da domina&#231;&#227;o baseada no sexo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre as cren&#231;as associadas &#224;s categorias de sexo <i>{gender beliefs systems</i>) ilustram o que a teoria das representa&#231;&#245;es sociais designa por processos de objectiva&#231;&#227;o. Mas se esta dimens&#227;o imag&#233;tica das representa&#231;&#245;es nos pode ser &#250;til, n&#227;o podemos prescindir de outra ordem de processos para a compreens&#227;o das representa&#231;&#245;es sobre os sexos. Se considerarmos a an&#225;lise dos significados dos tra&#231;os associados ao sexo masculino e ao sexo feminino, encontramos, por um lado, uma relativa diversidade consoante as caracter&#237;sticas das popula&#231;&#245;es interrogadas (vejam-se, por exemplo, os resultados obtidos por Costa e Santos, 1997, relativamente aos de estudos anteriores em Portugal). Por outro lado, do ponto de vista da ancoragem, os tra&#231;os do estere&#243;tipo masculino confundem-se com os de outras categorias supra-ordenadas, ao contr&#225;rio dos tra&#231;os do estere&#243;tipo feminino, e este resultado verifica-se numa grande diversidade de pa&#237;ses, seja quando se considera a nacionalidade (Eagly e Kite, 1987), seja quando se considera a pessoa adulta (Am&#226;ncio, 1994), como categorias supra-ordenadas. Este efeito traduz uma assimetria simb&#243;lica (Am&#226;ncio, 1996a), na medida em que n&#227;o se trata apenas de uma diferen&#231;a em termos avaliativos, mas sim em termos de significado. Quando se considera a assimetria nos estere&#243;tipos das categorias de sexo, entendendo-a apenas em termos de hierarquia avaliativa, esquecem-se dois aspectos importantes: o facto de que tamb&#233;m existem tra&#231;os positivos no estere&#243;tipo feminino e o facto de que s&#227;o os atributos masculinos que servem de refer&#234;ncia a ambos os sexos, por se confundirem com o significado de pessoa, enquanto que os do estere&#243;tipo feminino, servem apenas de refer&#234;ncia &#225;s mulheres. Esta universalidade dos significados masculinos, distinta da especificidade dos femininos, repercute-se a outros n&#237;veis, como mostram os estudos que analisam os conte&#250;dos das categorias de sexo, do ponto de vista da sali&#234;ncia informativa: a maior especificidade do estere&#243;tipo feminino toma a perten&#231;a &#224; categoria mulher mais saliente, ao n&#237;vel da recorda&#231;&#227;o sobre os outros, e mais informativa, ao n&#237;vel das interac&#231;&#245;es (Hurtig e Pichevin, 1995 e Pichevin e Hurtig, 1996).</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As representa&#231;&#245;es das categorias de sexo revelam, assim, um processo de diferencia&#231;&#227;o entre uma categoria espec&#237;fica, homog&#233;nea e sobre-sexuada, j&#225; que a perten&#231;a sexual constitui uma dimens&#227;o central e sempre presente na categoria feminina, de uma categoria heterog&#233;nea, onde a perten&#231;a sexual se confunde com outras dimens&#245;es. &#201; nesta diferen&#231;a, que &#233; gerada no plano simb&#243;lico e n&#227;o no dos indiv&#237;duos, homens e mulheres, que encontramos, sem d&#250;vida, a melhor prova da n&#227;o homologia entre sexo e g&#233;nero.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Nos estudos que procuram analisar a rela&#231;&#227;o entre os estere&#243;tipos e o comportamento, encontramos tamb&#233;m limita&#231;&#245;es que resultam da neglig&#234;ncia da assimetria simb&#243;lica. O primeiro exemplo &#233; o do modelo da androginia, a que j&#227; nos referimos no in&#237;cio. A hip&#243;tese central do modelo, segundo a qual as pessoas que reunissem as caracter&#237;sticas positivas dos dois sexos seriam capazes de se adaptar a uma maior diversidade de contextos (Bem, 1978/1986), veio a ser contestada, tanto em cr&#237;ticas americanas (Morawski, 1987) como europeias (Lorenzi-Cioldi, 1994). De facto, a an&#225;lise detalhada dos resultados obtidos por Sandra Bem, a que procedeu Lorenzi-Cioldi, revelou dados ignorados pela autora, como o facto de haver mais homens andr&#243;ginos do que mulheres, nos seus estudos, e de tamb&#233;m se verificarem melhores &#237;ndices de adapta&#231;&#227;o dos homens, tanto masculinos como andr&#243;ginos, a uma maior diversidade de situa&#231;&#245;es. A androginia surgia, assim, como um privil&#233;gio do sexo masculino, ao contr&#225;rio da vantagem para o sexo feminino que o modelo pretendia trazer. Aparentemente n&#227;o basta somar os tra&#231;os positivos associados aos dois sexos para que as oportunidades se alarguem a homens e mulheres, da mesma maneira. E isto porque, os estere&#243;tipos masculino e feminino n&#227;o s&#227;o a cara e a coroa da mesma moeda, antes ancoram, continuando nos termos daquela met&#225;fora, em sistemas monet&#225;rios diversos.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Um modelo mais recente estabelece uma rela&#231;&#227;o entre os estere&#243;tipos e os ju&#237;zos e avalia&#231;&#245;es do comportamento de homens e mulheres, considerando as cren&#231;as sobre os pap&#233;is sexuais, aprendidas durante o processo de socializa&#231;&#227;o e confirmadas pela divis&#227;o sexual do trabalho, como factores geradores de expectativas sobre os comportamentos masculinos e femininos que orientam os ju&#237;zos sobre os outros (Eagly, 1987). Mas, quando se analisam os ju&#237;zos sobre tomadas de decis&#227;o, por parte de actores homens e mulheres em posi&#231;&#245;es de autoridade (Am&#226;ncio, 1993a), ou se salienta o seu grau e tipo de compet&#234;ncia (Am&#226;ncio, 1996b), verifica-se que as expectativas dos observadores, homens e mulheres, s&#227;o orientadas de forma diferente, de acordo com o sexo do actor: enquanto que o comportamento das mulheres &#233; julgado em termos de desvio ou conformidade com os estere&#243;tipos, salientando a sua feminilidade ou masculinidade, os ju&#237;zos sobre o comportamento dos homens focalizam-se na decis&#227;o propriamente dita, sem amea&#231;ar a identidade de g&#233;nero dos actores. Sendo assim, &#233; poss&#237;vel contestar a relev&#226;ncia do pr&#243;prio conceito de papel, nesta an&#225;lise, uma vez que ele s&#243; parece aplicar-se &#224;s mulheres. De facto, e de acordo com a hip&#243;tese da assimetria simb&#243;lica, o seu comportamento est&#225; carregado do sentido do ser mulher, mas o mesmo n&#227;o acontece com os comportamentos de actores masculinos. Nesta perspectiva, os estere&#243;tipos seriam geradores de expectativas de comportamento, sem d&#250;vida, mas s&#243; no caso das mulheres &#233; que as expectativas se formam no quadro definido pelas fronteiras das categorias de sexo.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A distin&#231;&#227;o entre uma categoria espec&#237;fica, em que o crit&#233;rio classificat&#243;rio &#233; um marcador colectivo, como &#233; o caso do sexo para as mulheres, e uma categoria onde a perten&#231;a grupai n&#227;o anula a distintividade individual, constitui uma inst&#226;ncia de rela&#231;&#245;es intergrupais que tem merecido particular aten&#231;&#227;o por parte dos investigadores europeus (Apfelbaum, 1979; Deschamps, 1982). Neste caso, e contrariando os pressupostos do modelo de Bristol (ver Am&#226;ncio, 2000, para uma discuss&#227;o mais detalhada), a distintividade individual e a diferencia&#231;&#227;o intergrupos n&#227;o s&#227;o dimens&#245;es independentes, antes co-variam, pelo menos no caso dos membros dos grupos dominantes, como mostrou Lorenzi-Cioldi (1988) num conjunto de estudos que estabeleceram a homologia entre grupos dominantes e dominados e os grupos de sexo. Em consequ&#234;ncia da assimetria simb&#243;lica, as mulheres, em situa&#231;&#245;es de compara&#231;&#227;o com outros do mesmo sexo e do sexo oposto, ficam submetidas a uma escolha for&#231;ada entre a nega&#231;&#227;o da sua identidade feminina, para se distinguirem individualmente, e a fus&#227;o no seu colectivo de perten&#231;a, abdicando ent&#227;o da individualidade (Am&#226;ncio, 1993b). A &#250;nica forma de evitar esta escolha for&#231;ada &#233; a fuga para o imagin&#225;rio de uma identidade &#34;neutra&#34;, vazia de significados categoriais (Am&#226;ncio, 1989, p. 8).</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A localiza&#231;&#227;o social de um grupo dominado, como acontece com as mulheres no caso das rela&#231;&#245;es sociais baseadas no sexo, &#233; assim permanentemente reactualizada, n&#227;o s&#243; devido &#224; sali&#234;ncia da sua perten&#231;a grupai, como vimos antes, mas tamb&#233;m devido aos conflitos que os diferentes contextos imp&#245;em a uma identidade, cuja diferen&#231;a &#233; sobretudo alteridade (Jodelet, 1998). Nesta perspectiva, o poder n&#227;o &#233; uma simples assimetria de recursos, ou de capacidade de influ&#234;ncia, como tem sido tratado pela psicologia social americana (Apfelbaum, 1997), nem &#233; um atributo que os homens possuem e de que as mulheres carecem, como &#233;, por vezes, entendido na literatura feminista. Antes se trata de um poder simb&#243;lico que n&#227;o &#233; objecto de troca, nem decorre da vontade dos actores, e que coloca homens e mulheres em posi&#231;&#245;es relativas que tamb&#233;m n&#227;o s&#227;o intermut&#225;veis.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A persist&#234;ncia da assimetria simb&#243;lica no modo de pensar as categorias de sexo, apesar das mudan&#231;as na situa&#231;&#227;o das mulheres nas &#250;ltimas d&#233;cadas, na maior parte dos pa&#237;ses desenvolvidos, faz dela uma representa&#231;&#227;o hegem&#243;nica. A investiga&#231;&#227;o sobre o car&#225;cter fundamental desta representa&#231;&#227;o e da sua conviv&#234;ncia, ou articula&#231;&#227;o, com outras, que as transforma&#231;&#245;es sociais, nomeadamente a diversifica&#231;&#227;o dos contextos da feminilidade, t&#234;m vindo a gerar, &#233; um desafio que se coloca ao desenvolvimento actual da teoria das representa&#231;&#245;es sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">No mundo do trabalho, os estudos sobre as mulheres em profiss&#245;es masculinas revelam alguma tens&#227;o entre a representa&#231;&#227;o hegem&#243;nica e representa&#231;&#245;es mais contextualizadas. Nos meios empresariais de alguns pa&#237;ses europeus verifica-se uma resist&#234;ncia, por parte das pessoas inquiridas, a exprimir ju&#237;zos estereotipados de homens e mulheres empres&#225;rios/as, mas quando se utilizam medidas indirectas o prot&#243;tipo do empres&#225;rio ideal surge com toda a sua carga masculina (Kirchler, 1997). Em Portugal, uma investiga&#231;&#227;o junto de mulheres em profiss&#245;es de elevado estatuto mostra as contradi&#231;&#245;es nos discursos sobre a carreira e as causas para o sucesso, devido &#224; constante hesita&#231;&#227;o entre a celebra&#231;&#227;o do sucesso, no plano individual, e o reconhecimento da sua posi&#231;&#227;o excepcional, enquanto mulheres (Nogueira, 1996). As mulheres pol&#237;ticas francesas, interrogadas sobre a sua experi&#234;ncia, falam de sentimentos de marginalidade e isolamento, para al&#233;m das rupturas que viveram na sua vida privada, em particular as da primeira gera&#231;&#227;o, enquanto que as norueguesas da mesma gera&#231;&#227;o t&#234;m um discurso &#34;sereno&#34; e se mostram seguras do usufruto de um direito (Apfelbaum, 1995, p. 81). Do lado da vida privada, um estudo feito na Su&#237;&#231;a (Roux, 1999) mostra ainda que as mulheres reconhecem a persist&#234;ncia da discrimina&#231;&#227;o contra as mulheres e da injusti&#231;a na divis&#227;o do trabalho, na sociedade em geral, mas consideram que as rela&#231;&#245;es com os seus companheiros/maridos s&#227;o uma excep&#231;&#227;o a este quadro. O estudo de Gabrielle Poeschl e Aurora Silva, neste n&#250;mero, mostra tamb&#233;m a conviv&#234;ncia da ades&#227;o ao discurso da igualdade na divis&#227;o sexual do trabalho na fam&#237;lia, com a conformidade com a desigualdade dos pap&#233;is tradicionais, em meios qualificados, como o dos professores, em Portugal.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">A difus&#227;o dos discursos sobre igualdade de oportunidades, justi&#231;a e direitos, como mostram aqueles estudos, &#233; geradora de tens&#245;es e contribui, decerto, para a reconfigura&#231;&#227;o das representa&#231;&#245;es sobre as categorias de sexo. A distin&#231;&#227;o entre o sexismo flagrante e ambivalente, proposta por Glick e Fiske (1996), &#233; uma indica&#231;&#227;o da exist&#234;ncia de representa&#231;&#245;es &#34;p&#250;blicas&#34; &#8212; as que se exprimem de acordo com o politicamente correcto para dar uma imagem moderna de si, e &#34;privadas&#34;, que s&#227;o activadas em fun&#231;&#227;o dos contextos e que correspondem apenas a uma mudan&#231;a estrat&#233;gica. Mas a investiga&#231;&#227;o sobre a articula&#231;&#227;o entre as velhas e as novas representa&#231;&#245;es e os seus efeitos para a mudan&#231;a, a perman&#234;ncia ou a coexist&#234;ncia de ambas, n&#227;o pode prescindir da rela&#231;&#227;o destas com outras representa&#231;&#245;es sociais, cujos significados marcam as rela&#231;&#245;es sociais baseadas no sexo, como o individualismo e a cidadania. Essa ser&#225; uma via de aprofundamento poss&#237;vel e necess&#225;rio na investiga&#231;&#227;o sobre o papel da ci&#234;ncia e do estado para a transforma&#231;&#227;o dos mitos das sociedades antigas e das grandes religi&#245;es em &#34;verdades&#34; comuns, tornadas familiares. Na psicologia social, o quadro te&#243;rico que permite a integra&#231;&#227;o desta dimens&#227;o hist&#243;rica, na an&#225;lise do g&#233;nero, &#233; justamente o das representa&#231;&#245;es sociais.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Conclus&#227;o</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Procurou-se, neste artigo, esclarecer a diferen&#231;a entre sexo e g&#233;nero, mostrando que n&#227;o h&#225; homologia entre eles e que a psicologia social n&#227;o est&#225; condenada &#224; fatalidade de os confundir, visto que possui instrumentos te&#243;ricos para estudar os processos de constru&#231;&#227;o social da masculinidade e da feminilidade. A mudan&#231;a de paradigma que se prop&#244;s implica, no entanto, um olhar cr&#237;tico sobre a pr&#225;tica cient&#237;fica. No quadro das ci&#234;ncias sociais essa &#233;, afinal, uma condi&#231;&#227;o essencial para combater a vis&#227;o liberal das rela&#231;&#245;es sociais.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como procur&#225;mos salientar, a pr&#225;tica dos psic&#243;logos sociais ancorou numa certa vis&#227;o de sociedade. &#201; certo que o facto de esta disciplina ter eleito o m&#233;todo experimental, como sinal de estatuto cient&#237;fico por excel&#234;ncia, como dizia Carolyn Sherif, tornou-a particularmente vulner&#225;vel &#224; cr&#237;tica do individualismo metodol&#243;gico. Mas, como dizia recentemente Serge Moscovici, &#34;os m&#233;todos servem para produzir outras ideias, s&#227;o feitos para a investiga&#231;&#227;o, n&#227;o &#233; a investiga&#231;&#227;o que &#233; feita para os m&#233;todos&#34;.<a href="#3"><sup>3</sup></a><a name="top3"></a> O prop&#243;sito moralizador que levava a considerar o pensamento do senso comum como irracional e a tenta&#231;&#227;o de intervir para ensinar as pessoas a pensar de forma &#34;objectiva&#34; s&#227;o tamb&#233;m sinais de um olhar muito particular sobre as rela&#231;&#245;es sociais que se reflectiu na pr&#225;tica cient&#237;fica. Vale a pena lembrar, uma vez mais, a advert&#234;ncia que Roger Brown nos faz na edi&#231;&#227;o de 1986 de <i>Social psychology</i> sobre a ilus&#227;o da mudan&#231;a dos preconceitos racistas, em tudo semelhante ao que hoje se passa com o sexismo &#8212; as pessoas aprenderam que &#34;&#233; feio exprimir os seus estere&#243;tipos e preconceitos em p&#250;blico, embora uma anedota racista [ou sexista] num c&#237;rculo de amigos at&#233; caia bem&#34; (Am&#226;ncio, 1994, p. 39). Considerar que os indiv&#237;duos s&#227;o o ponto de partida, para a observa&#231;&#227;o dos fen&#243;menos, e ao mesmo tempo de chegada, para a sua explica&#231;&#227;o ou mudan&#231;a, assim como acreditar na objectividade da ci&#234;ncia, s&#227;o aspectos que marcaram a pr&#225;tica da investiga&#231;&#227;o psicol&#243;gica. Mas estes aspectos, enraizados na cultura americana, reflectiram-se igualmente no pr&#243;prio movimento feminista.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">O lugar central que a psicologia americana, em particular a psicologia social, ocupou neste artigo e a cr&#237;tica a que foi submetida poderiam levar, numa leitura superficial, a ver aqui uma tomada de posi&#231;&#227;o radical a favor da psicologia social europeia. Mas &#233; bom n&#227;o esquecer que a maior parte das cr&#237;ticas que fundamentaram a nossa argumenta&#231;&#227;o v&#234;m dos pr&#243;prios autores americanos, em particular da teoria feminista na psicologia. Este &#233;, sem d&#250;vida, o mais importante indicador da enorme riqueza do debate que, nos Estados Unidos, atravessa a comunidade cient&#237;fica e a sociedade em geral e que, nunca &#233; demais acentuar, n&#227;o tem paralelo em muitos pa&#237;ses europeus, muito particularmente em Portugal. Se as gera&#231;&#245;es das pioneiras dos anos 60 e 70 representaram minorias activas que ganharam o reconhecimento da sua postura cr&#237;tica, junto da maioria, contribuindo ao mesmo tempo para a mudan&#231;a, a verdade &#233; que foi tamb&#233;m a forma&#231;&#227;o de novas gera&#231;&#245;es que impediu que o debate ficasse marcado por uma &#233;poca, estimulando a sua permanente actualiza&#231;&#227;o e o desenvolvimento de novos conhecimentos.</font></p>          <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (1989). Social differentiation between &#34;dominant&#34; and &#34;dominated&#34; groups: Toward an integration of social setereotypes and social identity. <i>European Journal of Social Psychology, 19,</i>1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485490&pid=S0874-2049200100010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (1993a). Stereotypes as ideologies: The case of gender categories. <i>Revista de Psicologia Social, 8,</i>163-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485492&pid=S0874-2049200100010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (1993b). N&#237;veis de an&#225;lise no estudo da identidade social. <i>An&#225;lise Psicol&#243;gica, XI (2),</i> 213-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485494&pid=S0874-2049200100010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (1994). <i>Masculino e feminino: A constru&#231;&#227;o social da diferen&#231;a.</i> Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485496&pid=S0874-2049200100010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (1996a). Gender representations and the representation of the person. <i>The European Legacy: Toward Neiu Paradigms, 3</i> (1), 999-1003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485498&pid=S0874-2049200100010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (1996b). Gender, expertise and authority: The effect of gender and specialised knowledge on the perception of authority. <i>Psicologia, XI</i> (1), 11-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485500&pid=S0874-2049200100010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Am&#226;ncio, L. (2000). Identidade social e rela&#231;&#245;es intergrupais. In J. Vala &#38; M. B. Monteiro (Coords.), <i>Psicologia social.</i> Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485502&pid=S0874-2049200100010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Apfelbaum, E. (1979). Relations of domination and movements for liberations: An analysis of power between groups. In W. G. Austin &#38; S. Worchel (Eds.), <i>The social psychology of intergroup relations.</i> Monterey: Brooks/Cole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485504&pid=S0874-2049200100010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Apfelbaum, E. (1995). Quand le pouvoir vient aux femmes. In L. Am&#226;ncio e C. Nogueira (Eds.), <i>Gender, managemen and science</i> (Proceedings of the small meeting, pp. 73-82). Braga: Universidade do Minho / Instituto de Educa&#231;&#227;o e Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485506&pid=S0874-2049200100010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Apfelbaum, E. (1997). La psychologie sociale &#224; l&#39;&#233;preuve des femmes: l&#39;Impense des rapports de domination. <i>Revue Internationale de Psychologie Sociale/International Review of Social Psychology, 10</i> (2), 153-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485508&pid=S0874-2049200100010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bem, S. L. (1978/1986). Au-del&#224; de l&#39;androgynie: Quelques pr&#233;ceptes os&#233;s pour une identit&#233; de sexe lib&#233;r&#233;e. In M. &#8212;C. Hurtig &#38; M. &#8212;F. Pichevin (Eds.), <i>La diff&#233;rence des sexes.</i> Paris: Editions Tierc&#233;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485510&pid=S0874-2049200100010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->. &#091;Vers&#227;o francesa do cap&#237;tulo publicado em J. A. Sherman &#38; F. L. Denmark (Eds.), The psychology of women: Future directions in research. Nova Iorque: Psychological Dimensions&#093;.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bern, S. L. (1993). <i>The lenses of gender: Transforming the debate on sexual inequality.</i> New Haven: Yale University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485512&pid=S0874-2049200100010000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Broverman, I. K., Broverman, D. M., Clarkson, F. E., Rosenkrantz, P. S., &#38; Vogel, S. R. (1970). Sex-role stereotypes and clinical judgements of mental health. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 34,</i>1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485514&pid=S0874-2049200100010000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Broverman, I. K., Vogel, S. R., Broverman, D. M., Clarkson, F. E., &#38; Rosenkrantz, P. S. (1972). Sex-role stereotypes: A current appraisal. <i>Journal of Social Issues, 28,</i> 59-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485516&pid=S0874-2049200100010000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Costa, S., &#38; dos Santos, M. S. (1997). <i>Estere&#243;tipo da mulher em Portugal e sua rela&#231;&#227;o com a discrimina&#231;&#227;o sexual no trabalho.</i> Lisboa: Comiss&#227;o para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485518&pid=S0874-2049200100010000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Crawford, M., &#38; Unger, R. (2000). <i>Women and gender: A feminist psychology.</i> Boston: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485520&pid=S0874-2049200100010000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Deaux, K., &#38; LaFrance, M. (1998). Gender. In D. T. Gilbert, S. T. Fiske &#38; G. Lindzey (Eds.), <i>The handbook of social psychology.</i> Boston: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485522&pid=S0874-2049200100010000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Deschamps, J. &#8212;C. (1982). Social identity and relations of power between groups. In H. Tajfel (Ed.), <i>Social identity and intergroup relations.</i> Londres / Paris: Cambridge University Press / Maison des Sciences de l&#39;Homme.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485524&pid=S0874-2049200100010000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doise, W. (1982). <i>L&#39;explication en psychologie sociale.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485526&pid=S0874-2049200100010000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Doise, W. (1984). Social representations, intergroup experiments and levels of analysis. In R. M. Farr &#38; S. Moscovici (Eds.), <i>Social representations.</i> Londres / Paris: Cambridge University Press / Maison des Sciences de l&#39;Homme.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485528&pid=S0874-2049200100010000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Eagly, A. H. (1987). <i>Sex differences in social behaviour: A social-role interpretation.</i> Hillsdale, NJ: Erlbaum.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eagly, A. H. (1995). The science and politics of comparing women and men. <i>American Psychologist, 50</i> (3), 145-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485531&pid=S0874-2049200100010000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Eagly, A. H., &#38; Kite, M. E. (1987). Are stereotypes of nationality applied to both women and men ? <i>Journal of Personality and Social Psychology,</i> 53,451-462.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485533&pid=S0874-2049200100010000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Farr, R. M. (1996). <i>The roots of modern social psychology.</i> Oxford: Blackwell Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485535&pid=S0874-2049200100010000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Friedan, B. (1963,1998). <i>The feminine mystique.</i> Nova Iorque: W. W. Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485537&pid=S0874-2049200100010000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Gilligan, C. (1982). <i>In a different voice: Psychological theory and women&#39;s development.</i> Cambridge, MA: Harvard University Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Glick, P, &#38; Fiske, S. T. (1996). The ambivalent sexism inventory: Differentiating hostile and benevolent sexism. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 70,</i>491-512.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485540&pid=S0874-2049200100010000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goldberg, P. A (1968). Are women prejudiced against women? <i>Transaction, April,</i> 28-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485542&pid=S0874-2049200100010000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Hare-Mustin, R. T., &#38; Marecek, J. (1990a). Gender and the meaning of difference. In R. T. Hare-Mustin e J. Marecek (Eds.), <i>Making a difference: Psychology and the construction of gender.</i> New Haven, CT: Yale University Press.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Hare-Mustin, R. T., &#38; Marecek, J. (1990b). On making a difference. In R. T. Hare-Mustin &#38; J. Marecek (Eds.), <i>Making a difference: Psychology and the construction of gender. </i>New Haven, CT: Yale University Press.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hurtig, M. C., &#38; Pichevin, M. F. (1985). La variable sexe en psychologie: Donn&#233; ou construct? <i>Cahiers de Psychologie Cognitive, 5,</i> 187-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485546&pid=S0874-2049200100010000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hurtig, M. C., &#38; Pichevin, M. F. (1986). <i>La diff&#233;rence des sexes: Questions de psychologie.</i> Paris: Editions Tierc&#233;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485548&pid=S0874-2049200100010000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hurtig, M. &#8212;C., &#38; Pichevin, M. F. (1995). The sex category system: Two asymmetrically processed social categories. In L. Am&#226;ncio &#38; C. Nogueira (Eds.), <i>Gender, management and science</i> (Proceedings of the small meeting, pp. 13-31). Braga: Universidade do Minho / Instituto de Educa&#231;&#227;o e Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485550&pid=S0874-2049200100010000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jesu&#237;no, J. C. (2000). A psicologia social europeia. In J. Vala &#38; M. B. Monteiro (Coords.), <i>Psicologia social.</i> Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485552&pid=S0874-2049200100010000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Jodelet, D. (1998). A alteridade como produto e processo psicossocial. In A. Arruda (Ed.) <i>Representando a alteridade</i> (pp. 47-67). Petr&#243;polis: Editora Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485554&pid=S0874-2049200100010000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Kirchler, E. (1997). The unequal equality: Social stereotypes about female and male entrepreneurs. <i>Revue Internationale de Psychologie Sociale / International Review of Social Psychology, 10</i> (2), 63-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485556&pid=S0874-2049200100010000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lorenzi-Cioldi, F. (1988). <i>Individus dominants et groupes domin&#233;s: Images masculines et f&#233;minines.</i> Grenoble: PUG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485558&pid=S0874-2049200100010000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lorenzi-Cioldi, F. (1994). <i>Les androgynes.</i> Paris: PUF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485560&pid=S0874-2049200100010000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">McKenna, W., &#38; Kessler, S. (1977). Experimental design as a source of bias in social psychology. <i>Sex Roles, 3</i> (2), 117-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485562&pid=S0874-2049200100010000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Millet, K. (1970,1991). <i>Sexual politics.</i> Londres: Virago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485564&pid=S0874-2049200100010000100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morawski, J. G. (1987). The troubled quest for masculinity, femininity and androgyny. In P. Shaver &#38; C. Hendrick (Eds.), <i>Sex and gender.</i> California: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485566&pid=S0874-2049200100010000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Morawski, J. G. (1994). <i>Practising feminisms, reconstructing psychology: Notes on a liminal science.</i> Ann Arbor: The University of Michigan Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485568&pid=S0874-2049200100010000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Moscovici, S. (1981). On social representations. In J. P. Forgas (Ed.), <i>Social cognition: Perspectives on everyday understanding.</i> Londres: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485570&pid=S0874-2049200100010000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nicolson, P. (1992). Feminism and academic psychology: Towards a psychology of women? In K. Campbell (Ed.), <i>Critical feminism: Argument in the disciplines.</i> Buckingham: Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485572&pid=S0874-2049200100010000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nogueira. C. (1996). <i>Um novo olhar sobre as rela&#231;&#245;es sociais de g&#233;nero: Perspectiva feminista critica na psicologia social.</i> Tese de doutoramento, Braga. Universidade do Minho,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485574&pid=S0874-2049200100010000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Instituto de Educa&#231;&#227;o c Psicologia.</font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Oakley, A. (1972). <i>Sex. gender and society.</i> Londres: Temple Smith.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485576&pid=S0874-2049200100010000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Pichevin, M. &#8212;F, &#38; I lurtig, M. &#8212;C. (1996). Describing men, describing women: Sex membership salience and numerical distinctiveness. <i>European Journal of Social Psychology. 26</i> (4), 513-522.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485578&pid=S0874-2049200100010000100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Rosenkrantz, P. S., Vogel, S. R., Bee, H., Broverman, I. K., &#38; Broverman, D. M. (1968). Sex-role stereotypes and self-concepts in college students. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology. 32,</i>287-295.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485580&pid=S0874-2049200100010000100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Roux, P. (1999). Perception de la discrimination, sentiment d&#34;injustice et resistance des femmes &#224; T&#233;galit&#233; dans les rapports de sexe. In F. Butera &#38; G. Mugny (Eds.), <i>Social influence in social reality.</i> Bema: Hogrefc &#38; Huber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485582&pid=S0874-2049200100010000100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sherif, C. W. (1979/1998) Bias in psychology. In J. Sherman &#38; E. T. Beck (Eds.), <i>The prism of sex: Essays in the sociology of knowledge.</i> Madison: The University of Wisconsin Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485584&pid=S0874-2049200100010000100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Shields, S. A. (1975). Functionalism, darwinism and the psychology of women: A study of social myth. <i>American Psychologist. 30,</i>739-754.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485586&pid=S0874-2049200100010000100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Spence, J., Deaux, K&#8222; &#38; Helmreich, R. L. (1985). Sex roles in contemporary American society. In G. Lindzey &#38; E. Aronson (Eds.), <i>Handbook of social psychology</i> (vol. 2,3.<sup>a</sup> Ed.). Nova Iorque: Random House.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stoller, R. (1968). <i>Sex and gender.</i> Nova Iorque: Hogarth Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485589&pid=S0874-2049200100010000100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Unger, R. K. (1979). Toward a redefinition of sex and gender. <i>American Psychologist. 34.</i> 1083-1094.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485591&pid=S0874-2049200100010000100054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2">Unger, R. K. (1990). Imperfect reflections of reality: Psychology constructs gender. In R. T. Hare-Mustin &38; Marecek (Eds.), <i>Making a difference: Ppsychology and the construction of gender.</i> New Haven, CT: Yale University Press.</font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Unger, R. K. (1998). <i>Resisting gender: Twenty-fwe years of feminist psychology.</i> Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485594&pid=S0874-2049200100010000100056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Vala, J. (2000). Representa&#231;&#245;es sociais e psicologia social do conhecimento quotidiano. In J. Vala &#38; M. B. Monteiro (Coords.), <i>Psicologia social.</i> Lisboa: Funda&#231;&#227;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485596&pid=S0874-2049200100010000100057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>          <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Williams, J. E., &#38; Best, D. L. (1986). Sex stereotypes and intergroup relations. In W. Austin &#38; S. Worchel (Eds.), <i>Psychology of intergroup relations.</i> Chicago: Nelson Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=485598&pid=S0874-2049200100010000100058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>         <p>&nbsp;</p>         <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notas</b></font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top1"><sup>1</sup></a><a name="1"></a>Betty Friedan foi tamb&#233;m fundadora da primeira organiza&#231;&#227;o feminista deste per&#237;odo, nos Estados-Unidos, a <i>National Organization for Women</i> (NOW), em 1966, que presidiu at&#233; 1970 e que &#233; considerada a mais representativa da corrente do feminismo liberal. A t&#237;tulo de curiosidade citamos a refer&#234;ncia a esta figura no dossier que o <i>P&#250;blico</i> (em colabora&#231;&#227;o com o <i>El Pais</i>) dedicou ao S&#233;culo XX: &#34;A M&#237;stica da Mulher (1963) da escritora norte-americana Betty Friedan rapidamente se converteu num dos livros de cabeceira do feminismo. A profunda an&#225;lise do lugar da mulher na sociedade p&#243;s-industrial nasceu da <i>experi&#234;ncia pessoal da autora, dona de casa e m&#227;e de tr&#234;s filhos.</i> Friedan fundou a National Organization for Women (NOW) em 1966. &#34; (suplemento n.&#176; 21, p. 501, it&#225;lico meu). Se &#233; importante salientar a forma como Betty Friedan &#233; desqualificada, nesta descri&#231;&#227;o, n&#227;o &#233; apenas para estabelecer um paralelo com a actualidade portuguesa -quem n&#227;o se lembra do ep&#237;teto &#34;dona de casa&#34; para denegrir a imagem p&#250;blica de uma advers&#225;ria pol&#237;tica ? A quest&#227;o de fundo &#233; que este tipo de linguagem obscurece uma das caracter&#237;sticas mais importantes do feminismo da segunda vaga, nos Estados Unidos como nos outros pa&#237;ses onde existiu, e aquela que mais contribuiu para que o movimento se repercutisse nos meios intelectuais e cient&#237;ficos - precisamente o facto de ele ser protagonizado por mulheres qualificadas, cuja reflex&#227;o cr&#237;tica e filos&#243;fica, as tornou figuras de refer&#234;ncia.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top2"><sup>2</sup></a><a name="2"></a>A an&#225;lise efectuada por Vala, Lima e Caetano (1996) &#224;s comunica&#231;&#245;es apresentadas na X Confer&#234;ncia da Associa&#231;&#227;o Europeia de Psicologia Social Experimental mostra que a psicologia social europeia integra o g&#233;nero nos n&#237;veis de an&#225;lise intergrupal e ideol&#243;gico, conforme se pode ver na figura 1 da p&#225;gina 849.</font></p>          <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#top3"><sup>3</sup></a><a name="3"></a>Na Confer&#234;ncia de Encerramento da 5.<sup>a</sup> Confer&#234;ncia Internacional sobre Representa&#231;&#245;es Sociais (Montreal, 29.8/2.9) intitulada <i>De l&#39;h&#233;ritage &#224; l&#8217;avenir ou le chemin &#224; parcourir.</i> Uma vez que o texto n&#227;o foi distribu&#237;do, cito a partir das minhas notas.</font></p>       ]]></body><back>
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